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3 a 5 anos orientações com o cuidado

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especial. No dia marcado, cada criança deverá se 
encaminhar para o espaço reservado conforme sua escolha e todos os professores 
estarem preparados para receberem seus leitores. Para esse momento da leitura é 
importante que se tenha um planejamento considerando o antes, apresentando a 
história de modo a instigar o interesse e suspense, o durante, realizando uma leitura 
que envolva e encante a turma e depois, abrindo um espaço para conversar sobre a 
história. 
Depois desse momento cada criança retornará para sua sala onde é importante 
garantir um espaço que, a partir da mediação do professor possam trocar suas 
impressões sobre a história, comentar sobre sentimentos, sensações e curiosidades. 
Pode-se combinar de não revelar o final criando um suspenso para que outras crianças 
tenham desejo em ouvir essa história em um outro momento. 
Essa é uma proposta bastante potente para criar uma comunidade de leitores. A 
quantidade de sessões e os intervalos entre uma e outra, são decisões que a escola 
deverá tomar. No entanto é bom destacar a importância da regularidade para o 
desenvolvimento dos comportamentos leitores. 
 
 
 
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Nome Próprio 
 
 
 
Práticas de Linguagem Oral e Escrita 
 
 
 
 
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Como utilizar esse material 
Temos a seguir uma lista de sugestões de propostas que foram sistematizadas 
pelos professores dessa rede de ensino. Não se trata de um material pronto! Para usá-
lo bem, é preciso considerar que: 
 A escolha das atividades deve estar diretamente relacionada à avaliação da 
professora sobre sua turma para que possa selecionar apenas as que são 
realmente necessárias para seu grupo. 
 As propostas colocam diferentes níveis de desafios, mas não é necessário 
propor às crianças todas as atividades, uma a uma. Elas podem ser vistas 
de modo independente. É possível selecionar propostas diferentes para as 
turmas, de 4 a 5 anos, nos diferentes momentos do ano. Importa saber que 
não é a repetição da atividade que vai resultar em aprendizagens. Portanto, 
é importante avaliar: uma vez que a criança já demostrou conhecer a escrita 
de todos os nomes, essas atividades tornam-se dispensáveis. 
 Algumas atividades são mais longas e tem caráter sequencial, como por 
exemplo, a proposta de agenda. Outras são de uso permanente, como por 
exemplo, a escrita do nome para a identificação de pertences e da própria 
produção. A combinação de atividades sequenciadas e permanentes deve 
estar à serviço da proposta pedagógica da escola e das necessidades das 
crianças de cada turma. 
 Ao desenvolver cada proposta, é importante fazer anotações no corpo desse 
material incluindo observações sobre como propor a atividade, intervenções 
que funcionaram melhor, etc. Desse modo, o material pode ser atualizado de 
acordo com a prática do professor. 
É importante considerar que em qualquer das propostas aqui sugeridas, é 
fundamental assegurar que as crianças tenham boas experiências com a escrita, 
constituindo-se como usuárias de diferentes práticas sociais de escrita, evitando lições, 
fichas ou outros modelos de atividades escolarizadas, que ocultam os usos sociais da 
escrita, objeto de atenção para os pequenos. Além disso, é importante considerar que 
é condição para o sucesso do processo de alfabetização, nos anos iniciais, as 
experiências leitoras e escritoras na Educação infantil, o que pressupõe tempo para as 
crianças pensarem, antes de colocar em práticas as intervenções sugeridas. Para 
intervir é preciso avaliar as necessidades das crianças e o tempo entre elas de modo a 
 
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deixar que pensem, que desenvolvam ideias próprias sobre como se lê e como se 
escreve, e possam checar suas hipóteses no trabalho conjunto com outras crianças. 
 
O papel do nome próprio na escrita inicial 
“O conhecimento do próprio nome tem duas consequências importantes para os 
alunos que estão se alfabetizando: 
 É uma escrita livre de contexto; é uma escrita que informa sobre a ordem 
não-aleatória dentro do conjunto de letras. 
 A escrita do próprio nome representa uma oportunidade privilegiada de 
reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita, pelas seguintes 
razões: 
 Tanto do ponto de vista linguístico como do gráfico, o nome próprio é um 
modelo estável; 
 Nome próprio é um nome que se refere a um único objeto, com o que se 
elimina, para a criança, a ambiguidade na interpretação; 
 Nome próprio tem valor de verdade porque se reporta a uma existência, 
a um saber compartilhado por ambos, emissor e receptor; 
 Do ponto de vista da função, fica claro que identificar objetos ou 
indivíduos com nomes faz parte dos intercâmbios sociais da nossa 
cultura; 
 Do ponto de vista da estrutura daquilo que está escrito, a pauta linguística 
e o referente coincidem. 
A escrita de nomes próprios é uma boa situação para trabalhar com modelos de 
escrita, e isso é conveniente porque esse tipo de modelo oferece informação à criança 
sobre: 
 A forma e o valor sonoro convencional das letras; a quantidade de letras 
necessária para escrever os nomes; a variedade, a posição e a ordem das 
letras em uma escrita convencional; a realidade convencional da escrita, o 
que serve de referência para checar as próprias hipóteses”. 
Fonte: Rosa Maria Antunes de Barros, Trabalho pedagógico com nomes próprios. PROFA, M1U3T4. 
 
 
 
 
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As orientações didáticas 
Sabemos que o modo como as propostas são orientadas pode alterar 
completamente as condições de produção das crianças. Por isso, ao escolher uma 
proposta para levar às crianças, é importante refletir sobre como propor. Para apoiar 
essa reflexão, sugerimos a seguir algumas orientações didáticas que sustentam 
qualquer proposta. 
 As propostas feitas às crianças devem se ajustar, conforme os desafios 
possíveis para cada grupo. 
 É importante que o professor deixe que as crianças formulem suas hipóteses 
e definam suas estratégias. Vale lembrar que na Educação Infantil não se 
trabalha com a meta de conquistar a escrita convencional, mas sim de 
assegurar que todas as crianças possam pensar sobre o sistema de escrita. 
Por isso é importante dar tempo às crianças e observar como elas resolvem 
os problemas que lhes são propostos. 
 O professor deve passar pelos grupos enquanto as crianças escrevem ou 
leem, observando e oferecendo apoio apenas quando necessário, 
apontando os recursos que podem ser consultados como, por exemplo, as 
listas ou o nome de algum colega da sala. 
 É interessante que o professor facilite as trocas de estratégias desenvolvidas 
pelas próprias crianças, confrontando-as e auxiliando-as a solucionarem os 
problemas por meio de seus próprios recursos. 
 As crianças precisam ter a oportunidade de voltar às mesmas atividades para 
que possam checar o que aprenderam ou ver um mesmo problema sob outro 
ponto de vista. Por isso, é importante que a oferta de situações de leitura e 
escrita do nome próprio tenham continuidade na rotina diária da sala. 
 Ter a lista de nomes na sala para que possa ser consultada sempre que 
precisar escrever outras palavras é uma condição para a escrita inicial das 
crianças. Por isso, é fundamental ter na sala um cartaz de pregas com as 
filipetas móveis com os nomes de todas as crianças da turma, de modo 
legível e de fácil