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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E NEUROPSICOLÓGIA
Docente: Herculano
 
Elaborado: 
Ialmer Semedo
Faculdade de Ciências Sociais, Humanas e Artes
OBJETIVO:
Objetivo geral:
 Analisar o papel do psicólogo como avaliador no contexto neuropsicológica..
Objetivos específicos:
 Pensar sobre o conceito da avaliação psicológica e neuropsicologica; 
 Verificar a importância da avaliação psicológica no contexto da neuropsicológia;
 Conhecer como é feita a avaliação neuropsicologica;
 Avaliar o impacto do psicólogo no processo da avaliação;
 Caracterizar os obstáculos/dificuldades do psicólogo na aplicação da avaliação psicológica.
JUSTIFICATIVAS
Tendo em conta a grande relevância do tema para a sociedade, a escolha deste, visa compreender a Avaliação Psicológica no contexto Neuropsicológica e saber o papel do psicólogo.
METODOLOGIA 
O trabalho desenvolvido seguiu as regras do estudo explorativo, por meio de uma pesquisa no internet. 
INTRODUÇÃO 
O acúmulo de conhecimentos e de experiências resultantes do trabalho nesse período reforça a ideia de que os métodos e as técnicas de avaliação psicológica requerem conhecimentos mais extensos e aprofundados de diversas áreas da Psicologia para que os resultados obtidos possam ser interpretados de acordo com as necessidades de cada contexto que requer o uso dessa prática. 
Destaca-se sempre a importância de que sejam observados os princípios éticos que orientam o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão. 
A avaliação psicológica é uma atividade restrita ao psicólogo e isso implica que seus instrumentos, com destaque para os testes psicológicos, sejam de uso restrito a esse profissional, considerando que sua formação o habilita para essa finalidade. No entanto, esse tem sido um dos maiores desafios para a categoria, visto que profissionais de outras áreas de interface com a Psicologia desejam compartilhar o uso de alguns instrumentos psicológicos. 
Historicamente a avaliação psicológica teve início com Spearman e Binet, nos primórdios do século XIX, através do desenvolvimento da teoria da Psicometria, com a construção do primeiro teste de aptidão para crianças. Neste período, a principal função do psicólogo era a de contribuir na área educacional, com a avaliação do rendimento escolar, capacidade intelectual, aptidões e inaptidões infantis (Neto, Gauer & Furtado, 2003). 
A partir daí, por longos anos, a história da avaliação psicológica tornou-se imperialista no uso de testes psicológicos psicométricos, o que restringia sua aplicabilidade na avaliação de adaptação ou inadaptação do indivíduo a padrões estabelecidos (Pasquali, 2001). 
No contexto histórico atual, a avaliação psicológica vem passando por um processo de aprimoramento técnico-científico. Recentemente, os testes psicológicos, instrumental imprescindível para esta atividade, vêm sendo questionados, principalmente em relação à fidedignidade dos resultados da avaliação. Provavelmente em conseqüência da banalização no meio sócio-profissional e reforçada pela falta de critérios e fundamentos científicos (Noronha, 2002).
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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA. O QUE É?
É um processo de construção de conhecimentos acerca de aspetos psicológicos, com a finalidade de produzir, orientar, monitorar e encaminhar ações e intervenções sobre a pessoa avaliada, e, portanto, requer cuidados no planejamento, na análise e na síntese dos resultados obtidos. 
 É prática privativa dos psicólogos e pode ser utilizada nos mais diversos contextos de atuação da Psicologia.
É uma área da Psicologia dirigida à compreensão de problemas pessoais, grupais, institucionais ou sociais. Para desenvolvê-la, o psicólogo precisa lançar mão de um modelo teórico que lhe possibilite compreender determinado fenômeno.
 A questão histórica que permeia esta área vem destacando vários momentos marcantes, a começar pela mobilização da categoria profissional e da sociedade pela qualificação dos procedimentos e dos instrumentos de avaliação. 
O que se sabe, contudo, é que não basta investir na qualificação desses procedimentos se o profissional que os utiliza não o faz de forma responsável, tanto ética quanto tecnicamente.
 Entre os procedimentos técnicos disponíveis, encontram-se as entrevistas e os instrumentos de avaliação – os testes psicométricos e projetivos. Os testes psicométricos são aqueles baseados em critérios mais objetivos para quantificar um determinado construto, demonstrando ou não a adaptação do sujeito a padrões estabelecidos. 
Os testes projetivos, por sua vez, são baseados em critérios dinâmicos, globais e não observáveis para analisar e/ou caracterizar um determinado construto. A partir disso, torna-se importante enfatizar que os testes psicológicos são apenas ferramentas, meios para se alcançar um fim, e nunca um fim em si mesmo (CFP, 2003; Urbina, 2007; Werlang, Villemor-Amaral & Nascimento, 2010). 
A avaliação psicológica possui grande relevância no auxílio do planejamento de todo o processo que se realiza nos mais diversos contextos institucionais (escolas, clínicas, forense, empresas, clínicas-escolas de universidades, dentre outros). 
Portanto, de acordo com Oakland (2004) a avaliação psicológica “é um elemento importante na intervenção profissional, pois possibilita trazer informações relevantes acerca do problema, orientar medidas e proceder à avaliação dos resultados”. 
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NEUROPSICOLOGIA: O QUE É?
É a área da neurociência que visa o estudo da relação entre comportamento e funcionamento cerebral em condições normais e patológicas.
O termo neuropsicologia foi utilizado pela primeira vez em 1913 em uma conferência proferida por Sir William Osler, nos Estados Unidos. Apareceu ainda como um subtítulo na obra de 1949 de Donald Hebb chamada “The Organization of Behavior: A Neuropsychological Theory.” (KRISTENSEN, ALMEIDA e GOMES, 2001).
O conceito de Neuropsicologia para Luria (1981) é a ciência cujo objetivo específico é a investigação do papel dos sistemas cerebrais individuais nas formas complexas da atividade mental. 
E para Lezak (apud AMBRÓZIO, RIECHI 2005, p.3) “Ciência dedicada a estudar a expressão comportamental das disfunções cerebrais.”
Segundo Malloy-Diniz (2010) A neuropsicológica preocupa-se com a complexa organização cerebral e suas relações com o comportamento e a cognição, tanto em quadros de doença como no desenvolvimento normal, e é definida como a ciência aplicada que estuda a expressão comportamental das disfunções cerebrais.
O neuropsicólogo tem por objetivo principal correlacionar as alterações observadas no comportamento do paciente com as possíveis áreas cerebrais envolvidas, realizando, essencialmente um trabalho de investigação clinica que utiliza testes e exercícios neuropsicológicos. (Malloy-Diniz, 2010)
Segundo Luria (1981) existem três tipos de interação entre o cérebro e o processo mental necessário para o desenvolvimento da atividade mental : 
A unidade de atenção, 
a unidade de codificação e processamento, 
e por fim, a unidade de planificação.
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AVALIAÇÃO NEUROPSICOLOGICA: O QUE É?
É um procedimento de Testagem e investigação das funções cognitivas e executivas a partir do pressuposto de que elas são processos do Sistema Nervoso Central. 
Portanto, é uma investigação das relações entre cérebro e comportamento que pode ser feita para diversas finalidades.
É um processo complexo, que precisa ser conduzido caso a caso, escolhendo as técnicas mais adequadas à situação real apresentada.
É o primeiro passo para a futura reabilitação neurológica, pois irá identificar as áreas cognitivas com maior dano e, a partir disso, será elaborado o plano de tratamento.
. Entre as mais frequentes finalidades estão duas: 
 1) a tentativa de saber quais são as repercussões cognitivas que um acidente neurológico causou, onde você parte do princípio de que houve um comprometimento neurológico subjacente a alterações cognitivas, executivas e comportamentais;
 2) a tentativa de prever declínio neurológico a partir de disfunção cognitiva, executivae comportamental, nessa segunda parte-se do princípio de que há um padrão cognitivo dentro da faixa da normalidade e que sua alteração, normalmente para limites inferiores, indica início de prejuízo neurológico. 
A neuropsicologia estuda as relações entre o cérebro/comportamento, dedicando-se a investigar diversas áreas cognitivas do individuo. Tem como objetivo a investigação do papel de sistemas cerebrais individuais em formas complexas de atividades mentais
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EM QUE CONSISTE AVALIAÇÃO NEUROPSICOLOGICA?
Consiste na utilização de exame clínico;
Aliado a outras ferramentas diagnósticas (exames de neuroimagem, tais como tomografia computadorizada, ressonância magnética, SPECT (Single Photon Emission Computed Tomography);
Observação do comportamento;
Relatos da família do paciente e a instrumentos psicológicos, como inventários e outros testes.
Como em qualquer passo de avaliação, é fundamental que o profissional conheça aspetos relevantes da vida do paciente, pregressa ao aparecimento dos sintomas, bem como os dados que fundamentem a formulação de hipóteses de trabalho para, em seguida, selecionar as estratégias adequadas para a avaliação. 
Usualmente são avaliadas as funções de perceção, armazenamento da informação (memória), pensamento (cognição propriamente dita) e execução (funções executivas). 
Essencialmente, a avaliação psicológica não difere dos métodos desenvolvidos pela psicometria desde as origens da psicologia ou psicologia cognitiva a não ser quanto a especificidade de seu objeto (as funções executivas), e por estabelecer conexões entre as funções avaliadas e a neurofisiologia. A proposição é, portanto, avaliar, identificar e detetar a integridade das funções mentais superiores: atenção, consciência, memória, linguagem e inteligência (principalmente através do exame de processos lógicos e linguagem).
Ou seja, A Avaliação Neuropsicológica consiste em uma investigação minuciosa das funções cognitivas, sensoriais, motoras, emocionais e sociais da pessoa, com o intuito de se identificar algum comprometimento funcional neurológico, bem como as áreas preservadas.
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Diferenças entre Avaliação Psicológica e Avaliação Neuropsicológica:
DIFERENÇAS
AVALIAÇÃO PSICOLOGICA
AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA
Comparação referencial
Baseado em normas
Baseado em casos clínicos
Variável metodológica
Constructo
Funcionais
Critério
Confiabilidade e validade
Validade clínica
Fundamentos
Psicometria
Modelos cerebrais
Tipos de testes
Psicométricos e projetivos
Escala/ Psicométricos/Tarefas
Tipos de investigação
Processos cognitivos/ personalidade
Correlaçãoanátomo-clinico
Na ciência a área que se dedica a estudar os processos mentais e o comportamento humano é a psicologia. Uma das áreas da psicologia é a avaliação psicológica, que é entendida como um processo de investigação do sujeito e de sua demanda. Isso ocorre por meio da coleta de dados, estudos e interpretação destes, o que exige metodologias específicas da área psicológica. 
Para tanto dispõe de instrumentos, métodos e técnicas científicas. Essas utilizam de instrumentos psicológicos que são reconhecidos pelo sistema de avaliação de testes psicológicos que tem como base parâmetros psicométricos. A avaliação neuropsicológica é um ramo da neuropsicologia, esta, por sua vez é a junção da neurologia com a psicologia. 
A avaliação neuropsicológica tem por um dos objetivos avaliar as forças e fraquezas das funções do cérebro, como funções executivas; memória verbal e visual; atenção; percepção; linguagem; praxias; inteligência; gnosias; raciocínio; capacitação; abstração; cálculos; aspectos comportamentais, humor e sócio-emocionais ou seja avaliar a interface entre o cérebro e o comportamento.
Ambas podem ser aplicadas em todas as faixas etárias para diversas demandas, tais como, problemas de aprendizagem, investigação de algum transtorno específico, lesões por traumas cerebrais, investigação de problemas de conduta, entre inúmeras outras. A avaliação Psicológica é de extrema abrangência e pode ser utilizada em vários âmbitos, como por exemplo: jurídico, empresarial, orientação vocacional, trânsito, psicossocial, para concurso público, entre outros meios. Uma curiosidade é que a Avaliação Psicológica e Neuropsicológica conta com a utilização de instrumentos que a maior parte dos mesmos são de uso exclusivo de Psicólogos
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PARA QUAIS PROBLEMAS E TRANSTORNOS A AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA É INDICADA?
É indicada para qualquer patologia que tenha repercussões no desempenho cognitivo, executivo e comportamental do paciente. Mais frequentemente, condições psiquiátricas e neurológicas solicitam uma avaliação neuropsicológica.
Como exemplo dos comprometimentos neurológicos, principalmente a Doença de Alzheimer, Transtorno Cognitivo leve e Epilepsias para auxílio no diagnóstico e Traumatismos Crânio-Encefálicos para reabilitação. 
Em condições psicopatológicas, os transtornos hipercinéticos, como TDAH e os de humor e ansiedade, como depressão e bipolaridade.
O interessante é perceber que a avaliação neuropsicológica por ser um exame complementar ao clínico de grande sofisticação, gera um laudo com diversos excludentes diagnósticos, os chamados Diagnósticos Diferenciais. Um idoso pode ser avaliado com suspeita de demência mas pode ter depressão, uma criança pode preencher os critérios para discalculia mas, na verdade, ter uma oligofrenia, etc. 
Outro ponto, além do diagnóstico e o prognóstico, é na avaliação da terapêutica, onde a avaliação neuropsicológica pode ser feita para mensurar o quão eficiente foi o uso de determinada droga para melhorar alguma função cognitiva. Por exemplo, quanto melhorou as funções cognitivas dum idoso com demência após início de tratamento farmacológico. 
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INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA 
Testes específicos;
Entrevistas;
Escalas;
Baterias;
Questionários;
E Observações..
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A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA 
A sua importância, reside no fato de se procurar identificar precocemente a presença de algum distúrbio, bem como o grau de sua evolução. 
Uma vez identificado algum prejuízo funcional, pode-se contribuir para a inclusão social da pessoa, por exemplo, desenvolvendo-se novas estratégias para lidar com as limitações apresentadas, minimizando-as.
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Principais Razoes Para Uma Avaliação Neuropsicológica Segundo Malloy-diniz:
1. Auxílio diagnóstico: as questões diagnósticas geralmente buscam saber qual seria o problema do paciente e como ele se apresenta. Isso implica que seja feito um diagnóstico diferencial entre quadros que têm manifestações muito semelhantes ou passíveis de serem confundidas.
2. Prognóstico: com o diagnóstico feito, deseja-se estabelecer o curso da evolução e o impacto que a desordem terá à longo prazo. Este tipo de previsão tem a ver com a própria patologia ou condição de base da doença ou transtorno (quando há lesão, com o lugar, o tamanho e lado no qual se encontra e, nesse caso, devem ser considerados os efeitos à distância que elas provocam).
3. Orientação para o tratamento: ao estabelecer a relação entre o comportamento e o substrato cerebral ou a patologia, a avaliação neuropsicológica não só delimita áreas de disfunção, mas também estabelece as hierarquias e a dinâmica das desordens em estudo. Tal delineamento pode contribuir para a escolha ou para mudanças nos tratamentos medicamentosos ou outros.
Principais Razoes Para Uma Avaliação Neuropsicológica Segundo Malloy-diniz: cont.
4. Auxílio para planejamento da reabilitação: a avaliação neuropsicológica estabelece quais são as forças e as fraquezas cognitivas, provendo assim uma espécie de mapa para orientar quais funções devem ser reforçadas ou substituídas por outras.
5. Seleção de pacientes para técnicas especiais: a análise detalhada de funções permite separar subgrupos de pacientes de mesma patologia, possibilitando uma triagem específica de pacientes para um procedimento ou tratamento medicamentoso.
6. Perícia: auxiliar a tomada de decisão que os profissionaisda área do direito precisam fazer em uma determinada questão legal.
QUAIS SÃO OS TESTES NEUROPSICOLÓGICOS MAIS USADOS?
Depende da função cognitiva avaliada. 
Normalmente, uma avaliação neuropsicológica é formada por testes psicométricos que avaliam nível de consciência, atenção, pensamento, linguagem, memória, humor, transtornos mentais amplos, inteligência, psicomotricidade e funções executivas. 
Assim, temos testes de rastreios muito utilizados, como o minimental, o desenho do relógio, a memória de figuras, memória de palavras, fluência verbal semântica, etc e testes mais específicos para cada função. 
Para inteligência, por exemplo, o WAIS ou o WISC, dependendo do caso, para Atenção, o TAVIS e o Teste de Stroop, para o Pensamento, o Teste dos 5 pontos, etc. Esses testes são anexados, sempre, a escalas de comportamentos do paciente e, algumas vezes, do seu acompanhante, como as escalas de Atividades instrumentais da vida diária, escala de depressão, escala de qualidade de vida do cuidador, etc , a uma anamnese bem feita e um exame psíquico com orientação psicopatológica.
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A avaliação neuropsicológica é recomendada em qualquer caso onde exista suspeita de uma dificuldade cognitiva ou comportamental de origem neurológica. Ela pode auxiliar no diagnóstico e tratamento de diversas enfermidades neurológicas, problemas de desenvolvimento infantil, comprometimentos psiquiátricos, alterações de conduta, entre outros. 
A contribuição deste exame na criança é extensiva ao processo de ensino-aprendizagem, pois nos permite estabelecer algumas relações entre as funções corticais superiores, como a linguagem, a atenção e a memória, e a aprendizagem simbólica (conceitos, escrita, leitura, etc.). 
O modelo neuropsicológico das dificuldades da aprendizagem busca reunir uma amostra de funções mentais superiores envolvidas na aprendizagem simbólica, as quais estão, obviamente, correlacionadas com a organização funcional do cérebro. Sem essa condição, a aprendizagem não se processa normalmente, e, neste caso, podemos nos deparar com uma disfunção ou lesão cerebral. 
Segundo Antunha3, as baterias de testes neuropsicológicos adaptados para crianças são em número bastante reduzido. Devem contemplar: 
_ a organização e o desenvolvimento do sistema nervoso da criança; 
_ a variabilidade dos parâmetros de desenvolvimento entre crianças da mesma idade; 
_ a estreita ligação entre o desenvolvimento físico, neurológico e a emergência progressiva de funções corticais superiores. 
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O PAPEL DO NEUROPSICÓLOGO
O Neuropsicólogo hoje é um profissional que atua em diversas instituições, desenvolvendo atividades como diagnóstico, reabilitação, orientação à família e trabalho em equipe multidisciplinar. 
Os principais locais onde o Neuropsicólogo é requisitado incluem: instituições acadêmicas (pesquisa, docência), hospitais (avaliações pré e pós-cirúrgica), juizados (avaliação e perícias), clínicas (avaliação, reabilitação e pesquisa), consultórios privados e atendimentos domiciliares (reabilitação).
Além disso, fornece dados objetivos e formula hipóteses sobre o funcionamento cognitivo, atuando como auxiliar na tomada de decisões de profissionais de outras áreas, fornecendo dados que contribuam para as escolhas de tratamento medicamentoso e cirúrgico.
Segundo o CFP existem 3 campos de atuações que são fundamentais na profissão do Neuropsicólogo:
1. Diagnóstico – Através do uso de instrumentos (testes, baterias, escalas) padronizados para avaliação das funções cognitivas, o Neuropsicólogo irá pesquisar o desempenho de habilidades como atenção, perceção, linguagem, raciocínio, abstração, memória, aprendizagem, habilidades acadêmicas, processamento da informação, visuo-construção, afeto, funções motoras e executivas. Esse diagnóstico tem por objetivo poder coletar os dados clínicos para auxiliar na compreensão da extensão das perdas e explorar os pontos intactos que cada patologia provoca no sistema nervoso central de cada paciente. A partir desta avaliação Neuropsicológica é possível estabelecer tipos de intervenção, de reabilitação particular e específica para indivíduos e/ou grupos de pacientes com disfunções adquiras ou não, genéticas ou não, primariamente Neurológicas ou secundariamente a outros distúrbios (Psiquiátricos).
2. Tratamento (Reabilitação) – Com o diagnóstico em mãos é possível realizar as intervenções necessárias junto aos pacientes, para que possam melhorar, compensar, contornar ou adaptar-se às dificuldades. Essas intervenções podem ser no âmbito do funcionamento cognitivo, ou seja, no trabalho direto com as funções cognitivas (memória, linguagem, atenção, etc.) ou com um trabalho muito mais ecológico, no ambiente de convivência do paciente, junto de seus familiares, para que atuem como co-participantes do processo reabilitatório; junto a equipes multiprofissionais e instituições acadêmicas e profissionais, promovendo a cooperação na inserção ou re-inserção de tais indivíduos na comunidade quando possível, ou ainda, na adaptação individual e familiar quando as mudanças nas capacidades do paciente forem mais permanentes ou de longo prazo.
3. Pesquisa – A pesquisa em Neuropsicologia envolve o estudo de diversas áreas, como o estudo das cognições, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Para tais pesquisas o uso de testes Neuropsicológicos é um recurso utilizado, para assim ter um parâmetro do desempenho do paciente nas determinadas funções que estão sendo pesquisadas. Atualmente o uso de drogas específicas, para estimulação ou inibição de determinadas funções, tem sido usadas com freqüência para observar o comportamento e o funcionamento cognitivo dos sujeitos em dadas situações. Outra técnica que muito tem contribuído nas Neurociências e com grande especificidade na Neuropsicologia é o uso de neuroimagem funcional por Ressonância Magnética (fMRI) e tomografia funcional por emissão de pósitrons (PET-CT) que permitem mapear determinadas áreas relacionadas a atividades específicas, como por exemplo recordação de listas de palavras durante o exame. Portanto, fica claro que a Neuropsicologia é um campo de trabalho e de pesquisa emergente, tanto para a Psicologia, quanto para as Neurociências, avançando e contribuindo de forma única para a compreensão do modo como pensamos e agimos no mundo.
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O PAPEL DO NEUROPSICÓLOGO
O neuropsicólogo escolhe seus instrumentos baseado na sua experiência e treinamento específico, mas deve ter consciência de que os testes não são absolutos. A interpretação dos resultados exige conhecimento de aspetos cognitivos e afetivos, assim como de fatores que possam interferir em uma tarefa. 
O psicólogo interessado nessa área deve estar ciente da complexidade de cada função e das formas de avaliá-la através de testes. Estando inteirado dessas questões, deve aprofundar seus estudos sobre o funcionamento cerebral e as diversas patologias do sistema nervoso central. 
Diante do resultado quantitativo obtido através dos testes, faz-se necessária uma avaliação qualitativa detalhada e estudos das funções intelectuais implicadas em cada um dos itens de cada prova, permitindo que se faça a relação entre função/disfunção e área cerebral. Só após essa análise criteriosa será possível contribuir com recomendações e condutas ao programa de reabilitação deste paciente e corroborar a investigação clínica. 
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QUANDO DEVE SOLICITAR UMA AVALIAÇÃO NEUROPSICOLOGICA?
Em casos de dificuldade de Aprendizagem;
Suspeita de deficit de atenção;
Transtornos de aprendizagem (dislexia, disgrafia, disortografia, discalculia);
Deficiência intelectual;
Transtorno do espetro autista;
Qualquer caso onde o perfil cognitivo de fraquezas e potencial cognitivo seja necessário para intervenções.
PALAVRA FINAL
Concluimos que: 
A Avaliação Psicológica não tem por objetivo somente identificar os aspetos deficitários ou patológicos do paciente, mas em reconhecer os seus recursos e suas potencialidades.
A AvaliaçãoNeuropsicológica é um processo avaliativo das funções cognitivas emocionais e de comportamento relacionadas ao cérebro, onde se verifica o desempenho do paciente em funções e tarefas. 
A importância da avaliação neuropsicológica está centrada na identificação de pessoas com risco aumentado para desenvolver doenças neurais e no estabelecimento de padrões de desempenho normal.
 
Na área neurológica visa apoiar o neurologista diante de disfunções neurológicas ou acidentes cerebrais. Elaborar um programa de recuperação e cuidados. Avaliar as capacidades mentais para adaptar programas e metas ao paciente. Indicar o tipo de tratamento em que o paciente pode se beneficiar..
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FONTES:
http://www.crprs.org.br/upload/edicao/arquivo46.pdf
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2010/09/avaliacao_psicologica_web_30-08-10.pdf
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/15876/15876_4.PDF 
http://www.psicologiamsn.com/2013/05/o-que-e-neuropsicologia.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neuropsicologia
http://www.avapsicologia.com/descubra.html
http://www.redepsi.com.br/2007/04/21/neuropsicologia-o-que-e-como-se-faz/
https://sites.google.com/site/nucleodeneurociencia/blog/avaliacaoneuropsicologicaoqueeecomofunciona
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712012000300020
http://www.unoeste.br/site/enepe/2016/suplementos/area/Humanarum/Psicologia/Aplicação%20da%20Avaliação%20Psicológica%20e%20Neuropsicologia.pdf
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