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♥ Abrangem a maior parte do sistema digestório: parte terminal do esôfago, estômago, pâncreas, intestinos, baço, fígado, vesícula biliar, rins e suprarrenais. ESTÔMAGO ♥ Em decúbito dorsal, costuma estar nos quadrantes superiores direito e esquerdo, ou no epigástrio, região umbilical, hipocôndrio e flanco esquerdos. o Em indíviduos muito magros o corpo pode estender-se até a pelve. o Em posição ortostática, desloca-se levemente para baixo. CÁRDIA ♥ Parte que circunda o óstio cárdico (abertura superior do estômago), que, em decúbito dorsal, geralmente está localizado posteriormente à 6ª cartilagem costal esquerda, ao nível de T XI. ♥ A linha Z delimita a transição da mucosa FUNDO GÁSTRICO ♥ Parte superior dilatada limitada superiormente pela cúpula ESQUERDA do diafragma e inferiormente pelo plano horizontal do óstio cárdico. ♥ Em decúbito dorsal, geralmente está localizado posteriormente à 6ª costela esquerda (plano da LMC). CORPO GÁSTRICO ♥ Parte principal do estômago, localizado ente o fundo e o antro. PARTE PILÓRICA ♥ Região afunilada de saída do estômago. Possui uma parte mais larga, o antro pilórico, a qual leva à parte mais estreita, o canal pilórico. ♥ O piloro é a região esfincteriana distal, sendo formado por um espessamento da camada circular de músculo liso. o É responsável pelo controle da saída de conteúdo gástrico, através do óstio pilórico (1,25 cm à DIREITA da linha mediana), para o duodeno. o Normalmente, encontra-se contraído, mas relaxa ao dar passagem para o quimo. ♥ Em decúbito dorsal, está no nível do plano transpilórico (ao nível da 8ª cartilagem e de L1). CURVATURAS ♥ Curvatura maior do estômago: margem direita côncava mais curta. Na parte inferior, forma a incisura angular (à esquerda da linha mediana), que une o corpo à parte pilórica. ♥ Curvatura menor do estômago: margem esquerda convexa mais longa. Curva-se para a direita passando profundamente à 9ª ou 10ª cartilagem costal, até chegar no antro pilórico. INTERIOR DO ESTÔMAGO ♥ Superfície da mucosa tem cor castanho-avermelhada (na parte pilórica é rósea) e é recoberta por muco que a protege do suco gástrico. ♥ A mucosa forma pregas gástricas quando está contraída, as quais estão mais evidentes em direção à parte pilórica e ao longo da curvatura maior. o Desaparecem com o estômago distendido. ♥ Durante a deglutição, forma-se um canal gástrico temporário entre as pregas da curvatura menor, que ocorre devido à firme fixação da camada mucosa à muscular. RELAÇÕES DO ESTÔMAGO ♥ Em decúbito dorsal, o estômago fica apoiado no leito do estômago, que é formado pelas estruturas que formam a parede posterior da bolsa omental. Da região superior para a inferior: cúpula esquerda do diafragma, baço, rim e suprarrenal esquerdos, artéria esplênica, pâncreas e mesocolo transverso. ♥ Exceto nos locais onde há vasos sanguíneos ao longo de suas curvaturas e em uma pequena região posterior ao óstio cárdico, o estômago é recoberto por peritônio. ♥ Anteriormente, relaciona-se com o diafragma, o lobo hepático esquerdo e a parede anterior do abdome. ♥ Posteriormente, relaciona-se com a bolsa omental e o pâncreas. VASCULARIZAÇÃO ♥ O estômago é altamente irrigado pelo tronco celíaco e seus ramos. o A maior parte do sangue provém de anastomoses formadas ao longo da curvatura MENOR pelas artérias gástricas direita e esquerda, e ao longo da curvatura MAIOR pelas artérias gastromentais direita e esquerda. o O fundo e a parte alta do corpo são irrigados pelas artérias gástricas curtas e posteriores. ♥ As veias gástricas acompanham as artérias em relação à posição e ao trajeto. o Veias gástricas direita e esquerda drenam para a veia porta. o Veias gástricas curtas e as gastromentais esquerdas drenam para a veia esplênica, que se une à mesentérica superior para formar a porta. o Veia gastromental direita drena para a mesentérica superior. o Veia pré-pilórica (facilmente visível, usada para localizar piloro) ascende sobre o piloro até a veia gástrica. ♥ Os vasos linfáticos acompanham as artérias ao longo das curvaturas maior e menor do estômago. Drenam linfa da parte posterior e anterior para as curvaturas, onde estão os linfonodos gástricos e gastromentais. o Os vasos eferentes desses linfonodos acompanham as grandes artérias até os linfonodos celíacos. INERVAÇÃO ♥ Inervação parassimpática – provém dos troncos vagais anterior e posterior e de seus ramos, os quais entram no ABDOME pelo HIATO ESOFÁGICO. o O tronco vagal anterior é derivado, principalmente, do nervo vago esquerdo e entra no estômago, geralmente, como um ramo isolado situado na face anterior do esôfago. Segue em direção à curvatura menor, onde emite ramos hepáticos, duodenais e gástricos anteriores. o O tronco vagal posterior é derivado, principalmente, do nervo vago direito e entra no abdome na parte na face posterior do esôfago seguindo em direção à curvatura menor do estômago. Envia ramos para as faces anterior e posterior do estômago. Emite um ramo celíaco que segue para o plexo celíaco e dá origem aos ramos gástricos posteriores. ♥ Inervação simpática – proveniente dos segmentos T6 a T9, segue para o plexo celíaco através do nervo esplâncnico maior e é distribuída pelos plexos ao redor das artérias gástricas e gastromentais. CORRELAÇÕES CLÍNICAS ♥ Hérnia de hiato: protrusão de uma parte do estômago para o mediastino através do hiato esofágico. o Paraesofágica: menos comum. Cárdia permanece em posição normal e uma bolsa de peritônio, geralmente contendo uma parte do fundo gástrico, estende-se através do hiato anteriormente ao esôfago. o Por deslizamento: mais comum. Ocorre deslizamento da parte abdominal do esôfago, da cárdia e de partes do fundo para o tórax. É possível que haja regurgitação. ♥ Pilorospasmo: incapacidade de relaxamento normal das fibras musculares lisas que circundam o canal pilórico, dificultando a passagem de alimento. Resulta em desconforto e vômito. ♥ Estenose pilórica hipertrófica congênita: hipertrofia do músculo liso no piloro em lactentes, o que causa resistência ao esvaziamento gástrico. ♥ Carcinoma do estômago: presença de tumor no corpo ou parte pilórica. A massa é palpável e pode ser removida por gastrectomia parcial, procedimento complicado devido à extensa drenagem linfática do órgão. ♥ Úlceras: podem ser lesões abertas da mucosa gástrica (úlcera gástrica), ou lesões da mucosa do canal pilórico ou duodeno (úlceras pépticas), sendo estas mais comuns em pessoas com ansiedade crônica (produção excessiva de suco gástrico). A maioria é causada por infecção por H. Pylori, cuja sobrevivência é favorecida em meios extremamente ácidos – causa erosão do muco! o Como a secreção de suco gástrico é controlada, principalmente, pelo nervo vago, em casos mais severos pode-se realizar a vagotomia (troncular, gástrica seletiva, proximal seletiva). ♥ Dor visceral referida: a dor originada do estômago é mal localizada. Irradia-se até o nível do dermátomo, que recebe fibras aferentes viscerais do órgão relacionado. o A dor de uma úlcera gástrica, por exemplo, é referida na região epigástrica porque o estômago e a pele da região epigástrica são supridos pelos mesmos gânglios e segmentos da medula, o que faz o encéfalo interpretar a dor como vinda desta região.