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Cerimonial e Regras de ProtocolosCerimonial e Regras de Protocolos C er im o n ia l e R eg r a s d e Pr o to c o lo s Cecília Maria de Souza Pinheiro Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Cecília Maria de Souza Pinheiro IESDE Brasil S.A. Curitiba 2011 Cerimonial e Regras de Protocolos Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br © 201� – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais. Capa: IESDE Brasil S.A. Imagem da capa: Jupiter Images, Shuherstock IESDE Brasil S.A. Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 Batel – Curitiba – PR 0800 708 88 88 – www.iesde.com.br Todos os direitos reservados. P654 c Pinheiro, Cecília Maria de Souza. / Cerimonial e regras de protocolos. / Cecília Maria de Souza Pinheiro. — Curitiba : IESDE Brasil S.A. , 2011. 92 p. ISBN: 978-85-387-1572-6 1. Civilização. 2. Regras. 3. Usos e costumes. 4. Etiqueta. 5. Relacionamento. I. Título. CDD 394.4 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Graduada em Psicologia pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Especialista em Psicodrama com atuação em grupos terapêuticos pela Sociedade Paranaense de Psico- drama. Elaboração e aplicação de cursos junto à Unicenp, Unicuritiba e Unihab, com temas referentes à comunica- ção, liderança, stress, qualidade de vida, entre outros. Pro- jeto e desenvolvimento de treinamento de equipes. Cecília Maria de Souza Pinheiro Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Sumário Cerimonial público .................................................................................................9 Conceito de “cerimonial” .......................................................................................................................... 9 Ordem de precedência segundo o Decreto 70.274/72 ..............................................................10 Símbolos nacionais ..................................................................................................................................15 Organização e tipos de mesas .............................................................................................................19 Regras de localização de mesas e lugares .......................................................................................22 Recepção oficial a chefes de Estado ..................................................................................................23 Cerimonial social ...................................................................................................33 Histórico do cerimonial ..........................................................................................................................33 Boas maneiras ............................................................................................................................................35 Organização de um jantar formal .......................................................................................................36 Regras básicas de etiqueta à mesa ....................................................................................................37 Recepção à mesa: buffet, cocktail e chá ............................................................................................40 Recursos de projeção ..............................................................................................................................41 Trajes e condecorações .......................................................................................47 Usos de insígnias ......................................................................................................................................47 Condecorações..........................................................................................................................................48 Vestes de corte ou talares .....................................................................................................................54 Vestes tradicionais ...................................................................................................................................54 Uniformes ....................................................................................................................................................56 Trajes sociais ...............................................................................................................................................57 Cartão de visitas e convites ...............................................................................65 Cartão pessoal ...........................................................................................................................................65 Cartão profissional ...................................................................................................................................66 Uso .................................................................................................................................................................68 Formas de tratamento ............................................................................................................................69 Convites .......................................................................................................................................................70 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Cerimonial empresarial .......................................................................................79 Organização de eventos ........................................................................................................................79 Características de eventos ....................................................................................................................80 Planejamento .............................................................................................................................................81 Checklist .......................................................................................................................................................81 Protocolo e cerimonial no Mercosul . ................................................................................................84 Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Apresentação Os assuntos abordados neste livro, como cerimonial público, social e empresarial, visam esclarecer o aluno acerca do tema cerimonial e prepará-lo quanto às regras sociais pertinentes a cada evento. Muita insegurança e senso de inadequação social poderão ser superados com esta leitura. Num mundo globalizado, com sua massificação dos costumes, este instrumento visa também transmitir, atra- vés da construção do conhecimento histórico pelas inter- pretações e reinterpretações do passado, a trajetória do cerimonial e a sua aplicação prática. Muito mais do que a aplicação de normas ou regras de conduta, a mentalidade de respeito recíproco, honra e distinção deve ser a tônica a reger os relacionamentos em sociedade. Faço um convite à leitura desta obra. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br9 Cerimonial público Conceito de “cerimonial” Esta aula apresentará uma avaliação acerca do significado de cerimonial, regras de protocolo e de etiqueta, definindo esses conceitos. Vamos identificar a precedência1 para se compor uma mesa: corpo diplomático, autoridades eclesiásticas etc., e analisar o tipo de cerimonial público, o uso de símbolos nacionais e bandeiras, entre outros. Mas como definir “cerimonial”? O cerimonial aparece como uma forma de cultuar e consolidar valores comuns. Para se viver em sociedade, foram criadas regras para um convívio em harmonia, respeitando usos e costumes que são próprios de cada cultura. Festejar a vida e honrar pessoas faz parte do cerimonial. Segundo o dicionário Aurélio (FERREIRA, 1975, p. 309), cerimonial é o “conjunto de formalidades que se deve seguir num ato solene ou festa pública. Regra que estabe- lece tais formalidades”. Muitos autores não fazem distinção entre cerimonial, protocolo e etiqueta. Ainda de acordo com Aurélio (FERREIRA, 1975, p. 1.159), protocolo seria o “formulário regulador de atos públicos” e etiqueta, “conjunto de cerimônias que se usam na corte ou na casa de um chefe de Estado. Regras, normas, estilo”. Na verdade, o cerimonial está voltado para o convidado e define as regras que este deve seguir. O convidado, por sua vez, deve conhecer regras básicas de etiqueta para corresponder ao cerimonial, já o protocolo é a regra em si. O protocolo determina as normas e regras de comportamento aos governos e representações para ocasiões tanto particulares quanto oficiais, enquanto o cerimonial determina a ordem a ser seguida em um evento. E boas maneiras norteiam ambos. Respeito e consideração pelo outro são a tônica. Independente de o lugar ser um ambiente profissional, social ou até mesmo um ambiente mais informal, o conhecimento de regras de etiqueta e o seu devido cumpri- mento conferem sabedoria a quem o detém bem como minimiza a possibilidade de se cometer gafes. O Decreto 70.274/72 norteia regras de como organizar um evento oficial no Brasil com normas do cerimonial público e a ordem geral de precedência. Cada ritual tem o 1 Precedência: condição do que deve estar em primeiro lugar; prioridade; preferência; ordem de importância. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 10 seu próprio código, que é criado em função da cultura local e, outras vezes, como um procedimento mais rigoroso e criterioso, para que ao observá-lo a pessoa se torne mais adequada àqueles costumes. Quanto ao cerimonial público, deve ser estrita a observância de certas formalida- des entre autoridades nacionais e estrangeiras em eventos oficiais. O Ministério das Relações Exteriores possui uma vasta gama de atribuições, ca- bendo a ele toda a articulação dos eventos públicos relacionados à nação e outros Estados. Constam desde organização de encontros presidenciais e troca de correspon- dência oficial entre presidentes e outros chefes de Estado até cerimônias de posse, or- ganização de visitas oficiais, recepção, condecoração e visitas ao Brasil por delegações estrangeiras. O cerimonial cumpre também funções de ensino, legal, de tratamento e ritual. A função de ensino tem por objetivo aspectos relacionados à cultura inerentes às de- terminadas civilizações. No aspecto legislativo, com o Decreto 70.274/72, foram codi- ficados regras e preceitos a serem observados em todos os eventos formais nacionais. Em relação ao tratamento, o cerimonial aborda a linguagem protocolar e formas de conduta, bem como a cortesia, redação e expressão oficial e diplomática. A função de ritual é a mais importante e engloba precedência, símbolos de poder, horários, privilé- gios, além de gestos e preceitos. Por fim, há a questão da festividade, que pode tratar de algumas frivolidades. Ordem de precedência segundo o Decreto 70.274/72 A ordem de precedência existe inclusive dentro da família, o que vale dizer que se trata da hierarquia grupal. Existe um lugar de comando de autoridade que deve ser respeitado e honrado. Em se tratando do Estado, a ordem de precedência é a sequên- cia pela qual se estabelece a estrutura máxima do Estado, quando se estabelece hie- rarquicamente as disposições das autoridades do Estado e/ou grupo social. Ela existe em todos os níveis da sociedade. O referido decreto, em 96 artigos, determina todos os processos hierárquicos das autoridades constituídas nos diversos níveis – federal, estadual e municipal – sobre que venham participar de ato público, portanto há ne- cessidade de protocolo. Universidades também devem seguir esse decreto em suas solenidades, onde conste a presença de autoridades que não sejam da instituição, respeitando a ordem de precedência desta. O reitor tem precedência sobre as demais autoridades presentes num ato oficial da instituição e cabe a ele presidir a solenidade. Exceto em casos espe- ciais, quando uma autoridade maior em hierarquia estiver presente, como é o caso do presidente e do vice-presidente da República.Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 11 Cerim onial público Em eventos da universidade, o reitor só cede a precedência no caso anteriormen- te mencionado. Em todas as outras situações, o reitor precede a: ministros de Estado, chefes de Estados estrangeiros, senadores, governadores, deputados federais e estadu- ais, prefeitos, vereadores, comandantes militares, e quaisquer outras autoridades. Esse procedimento aplica-se aos eventos com autoridades convidadas e apenas quando se tratar do reitor, ou do vice-reitor no exercício da reitoria. Cabe à chefia do cerimonial fazer as recomendações de precedência e condução das cerimônias universitárias. De acordo com o Decreto 70.274/72, alguns protocolos ficaram estabelecidos: Abertura – saudação e a declaração solene de abertura. Saudação às autoridades que compõem a mesa de honra e a composição da mesa propriamente dita. Execução do hino nacional. Boas vindas pelo anfitrião2. Pronunciamentos – eles devem ser executados em ordem ascendente (menor hierarquia para maior), a pessoa mais importante fala por último. Dependendo do caso, inserir entrega de certificados, premiações e assinatura de acordos. As apresentações artísticas tais como música e dança são perti- nentes nesse momento. Execução do hino estadual e/ou do município. Encerramento – cocktail e novamente apresentações artísticas conforme os casos. O cerimonial público abrange: cerimonial da Presidência da República; cerimonial civil e militar; cerimonial dos estados e municípios. Os critérios determinados para estabelecer precedência do corpo diplomático e autoridades eclesiásticas não são estanques, mas se somam ou se completam. 2 No caso de conferências, somente o anfitrião fala. O tempo maior é para o conferencista. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 12 Quadro 1 – Ordem de precedência em relação ao corpo consular 1. Cônsules Gerais de Carreira 2. Cônsules Gerais Honorários 3. Cônsules Gerais Adjuntos de Carreira 4. Cônsules de Carreira 5. Cônsules Honorários Nacionalidade Estrangeira Nacionalidade Brasileira 6. Cônsules Adjuntos de Carreira 7. Cônsules Adjuntos de Honorários Nacionalidade Estrangeira Nacionalidade Brasileira 8. Vice-Cônsules de Carreira 9. Vice-Cônsules Honorários Nacionalidade Estrangeira Nacionalidade Brasileira Quadro 2 – Ordem de precedência em relação à autoridades eclesiásticas a) Na Igreja Católica Apostólica Romana: 1. Cardeal Primaz 2. Cardeal 3. Núncio Apostólico 4. Internúncios Apostólicos 5. Patriarcas, Arcebispos, Bispos 6. Pronotários Apostólicos7. Prelado Doméstico 8. Camareiro Secreto 9. Arcediagos 10. Arciprestes 11. Chantres 12. Cônegos 13. Vigários Episcopais 14. Vigários e Sacerdotes 15. Diáconos e Religiosos b) Na Igreja Evangélica Luterana do Brasil: 1. Pastor Presidente 2. Pastor Conselheiro Regional 3. Pastor Conselheiro Distrital c) Na Igreja Evangélica de Confissão Luterana: 1. Pastor Presidente 2. Pastor Regional 3. Pastor Presidente de Distrito Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 13 Cerim onial público Quadro 2 – Ordem de precedência em relação à autoridades eclesiásticas d) Na Igreja Metodista: 1. Bispo Presidente do Concílio Geral 2. Bispo Presidente do Concílio Regional 3. Bispo Presidente dos Conselhos Locais Quadro 3 – Ordem de precedência em cerimônias oficiais de caráter federal 1. Presidente da República 2. Vice-Presidente da República 3. Presidente do Congresso Nacional 4. Ministros de Estado 5. Almirantes de Esquadra 6. Ministros do Tribunal Federal de Recursos 7. Contra-Almirantes 8. Presidentes das Confederações Patronais e de Trabalhadores de âmbito nacional 9. Juízes dos Tribunais de Contas do Distrito Federal e dos Estados 10. Oficiais de Gabinete do Gabinete Civil da Presidência da República 11. Professores de Universidades Quadro 4 – Ordem de precedência dos Ministérios e Órgãos com prerro- gativa e direitos de Ministério, de acordo com sua constituição histórica 1. Justiça 2. Marinha 3. Exército 4. Relações Exteriores 5. Fazenda 6. Transportes 7. Agricultura e Abastecimento 8. Educação e do Desporto 9. Cultura 10. Trabalho 11. Previdência e Assistência Social 12. Aeronáutica 13. Saúde 14. Indústria, do Comércio e do Turismo 15. Minas e Energia 16. Planejamento e Orçamento 17. Comunicações 18. Administração Federal e Reforma do Estado 19. Ciência e Tecnologia 20. Meio Ambiente, dos Recursos Humanos e da Amazônia Legal 21. Extraordinário dos Esportes 22. Extraordinário para a Coordenação de Assuntos Políticos Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 14 Quadro 5 – Ordem de precedência dos estados da União, de acordo com a data de instituição como estado 1. Bahia 2. Rio de Janeiro 3. Maranhão 4. Pará 5. Pernambuco 6. São Paulo 7. Minas Gerais 8. Goiás 9. Mato Grosso 10. Rio Grande do Sul 11. Ceará 12. Paraíba 13. Espírito Santo 14. Piauí 15. Rio Grande do Norte 16. Santa Catarina 17. Alagoas 18. Sergipe 19. Amazonas 20. Paraná 21. Acre 22. Mato Grosso do Sul 23. Rondônia 24. Amapá 25. Tocantins 26. Distrito Federal Aspectos gerais do Decreto 70.247/72 Abaixo segue trecho do Decreto 70.247/72 como exemplo, para que se possa notar a ordem hierárquica estabelecida para ato solene público e a hierarquia das au- toridades: quem precede quem nesses atos. CAPÍTULO I Da Precedência Art. 1.º O Presidente da República presidirá sempre a cerimônia a que comparecer. Parágrafo único. Os antigos Chefes de Estado passarão logo após o Presidente do Supremo Tribunal Federal, desde que não exerçam qualquer função pública. Neste caso, a sua precedência será determinada pela função que estiverem exercendo. Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 15 Cerim onial público Art. 2.º Não comparecendo o Presidente da República, o Vice-Presidente da República presidirá a cerimônia a que estiver presente. Parágrafo único. Os antigos Vice-Presidentes da República passarão logo após os antigos Chefes de Estado, com a ressalva prevista no parágrafo único do artigo 1.º. Art. 3.º Os Ministros de Estado presidirão as solenidades promovidas pelos respectivos Ministérios. Art. 4.º A precedência entre os Ministros de Estado, ainda que interinos, é determinada pelo critério histórico de criação do respectivo Ministério, na seguinte ordem: Justiça; Marinha; Exército; Relações Exteriores; Fazenda; Transportes; Agricultura; Educação e Cultura; Trabalho e Previdência Social, Aeronáutica; Saúde, Indústria e Comércio; Minas e Energia; Planejamento e Coordenação Geral; Interior; e Comunicações. §1.º Quando estiverem presentes personalidades estrangeiras, o Ministro de Estado das Relações Exteriores terá precedência sobre seus colegas, observando-se critério análogo com relação ao Secretário-Geral de Política Exterior do Ministério das Relações Exteriores, que terá precedência sobre os Chefes dos Estados-Maiores da Armada e do Exército. O disposto no presente parágrafo não se aplica ao Ministro de Estado em cuja jurisdição ocorrer a cerimônia. §2.º Tem honras, prerrogativas e direitos de Ministro de Estado o Chefe de Gabinete Militar da Presidência da República, o Chefe do Gabinete Civil da Presidência, o Chefe do Serviço Nacional de Informações e o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e, nessa ordem, passarão após os Ministros de Estado. §3.º O Consultor-Geral da República tem para efeitos protocolares e de correspondência, o tratamento devido aos Ministros de Estado. §4.º Os antigos Ministros de Estado, Chefes do Gabinete Militar da Presidência da República, Chefes do Gabinete Civil da Presidência da República, Chefes do Serviço Nacional de Informações e Chefes do Estado Maior das Forças Armadas, que hajam exercido as funções em caráter efetivo, passarão logo após os titulares em exercício, desde que não exerçam qualquer função pública, sendo, neste caso, a sua precedência determinada pela função que estiverem exercendo. §5.º A precedência entre os diferentes postos e cargos da mesma categoria corresponde à ordem de precedência histórica dos Ministérios. Art. 5.º Nas missões diplomáticas, os Oficiais-Generais passarão logo depois do Ministro-Conselheiro que for o substituto do Chefe da Missão e os Capitães de Mar e Guerra, Coronéis e Coronéis-Aviadores, depois do Conselheiro ou do Primeiro Secretário que for o substituto do Chefe da Missão. Parágrafo único. A precedência entre Adidos Militares será regulada pelo Cerimonial militar. Desse modo, um cerimonialista deve realizar suas funções em eventos oficiais res- peitando a ordem preestabelecida por esse decreto. Outra questão a ser levada em consideração é o trato com os símbolos nacionais. Símbolos nacionais Conforme estabelece a Lei 5.700/71, a República Federativa do Brasil possui quatro símbolos oficiais: a bandeira nacional, o hino nacional, o brasão das armas e o selo na- cional. Eles são os valores que representam o espírito cívico do povo brasileiro. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 16 D om ín io p úb lic o. Figura 1 – Símbolos nacionais. Bandeira nacional A bandeira deve ocupar lugar de honra em todo o território nacional, pois ela é uma proteção moral daquilo que representa. Em eventos deve ser colocada no centro ou à direita quando alinhadas com outras bandeiras e sempre à direita em Tribunais, mesas de trabalho e/ou reuniões. Sempre deverá estar hasteada a bandeira nacional e do estado quando o gover- nador estiver em seu gabinete. É privilégio exclusivo do presidente da República, go- vernador de Estado e embaixadores em visita oficial, o uso da bandeira no carro. No uso da bandeira nacional em relação a outros Estados deve ser obedecida a ordem de constituição histórica. A bandeira nacional sempre se encontra no meio la- deada pelas outras. Em relação a bandeiras de outras nações, a bandeira do país anfitrião é colocada no centro e as demais por ordem alfabética de acordo com o idioma que as está recepcio- nando e quando se tratar de organismos internacionais, pelo idioma oficialdo mesmo3. 3 Faltando a bandeira de um país numa solenidade oficial com a presença de várias nações, todas as demais bandeiras devem ser retiradas menos a bandeira nacional do país anfitrião.Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 17 Cerim onial público É proibido que outra bandeira esteja hasteada sem que a bandeira nacional esteja no seu lado direito ou sem que elas sejam de igual tamanho, salvo nas sedes das em- baixadas e dos consulados. São as estrelas que na bandeira brasileira representam os estados. Na bandeira elas espelham o céu do dia 15 de novembro de 1889, como mostra a figura a seguir. ORDEM E PROGRESSO pará Spica – Alfa da Virgem (1) aCrE Gama da Hidra Fêmea (3) piaUí Antares – Alfa do escorpião (1) MaranhãO Beta do Escorpião (3) CEará Epsilon do Escorpião (2) riO grandE dO nOrtE Lambda do Escorpião (2) paraíba Capa do Escorpião (3) pErnaMbUCO Mu do Escorpião (3) alagOas Teta do Escorpião (2) sErgipE Iota do Escorpião (3) santa Catarina Beta do Triângulo Austral (3) riO grandE dO sUl Alfa do Triângulo Austral (2) paraná Gama do Triângulo Austral (3) riO dE janEirO Beta do Cruzeiro do Sul (2)brasília (dF) Sigma do Oitante (5) aMaZOnas Procyon – Alfa do Cão Menor (1) MatO grOssO dO sUl Alphard – Alfa da Hidra Fêmea (2) rOndÔnia Gama do Cão Maior (4) MatO grOssO Sirius – Alfa do Cão Maior (1) rOraiMa Delta do Cão Maior (2) aMapá Beta do Cão Maior (2) tOCantins Epsilon do Cão Maior (2) gOiás Canopus – Alfa de Argus (2) bahia Gama do Cruzeiro do Sul (2) Minas gErais Delta do Cruzeiro do Sul (3) EspíritO santO Epsilon do Cruzeiro do Sul (4) sãO paUlO Alfa do Cruzeiro do Sul (1) Figura 2 – Disposição dos estados na bandeira nacional. D is po ní ve l e m : < w w w .e lia ne ub ill us .c om /S % cd m bo lo s% 20 na ci on ai s% 20 sI TE . D O C> . Figura 3 – Bandeiras. D is po ní ve l e m : < w w w .e lia ne ub ill us .c om /S % cd m bo lo s% 20 na ci on ai s% 20 sI TE .D O C> . Instituição Estado Nacional Município PLATEIA A bandeira nacional jamais deve tocar o chão e deve ser a primeira a ser hasteada e a última a ser arriada, ocupando sempre o lugar mais alto. Seu uso é proibido em rótulos ou produtos a serem comercializados. Deixá-la em mau estado e usá-la como roupa e/ou para cobrir placas e monumentos a inaugurar também são atos proibidos. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 18 Hino nacional Um dos quatro símbolos nacionais, o hino de uma nação é o reflexo, a tradução de sua cultura, suas crenças e valores. Uma declaração pública dos seus credos. A música aparece em todas as civilizações em forma de canções, hinos e melodias em atos im- portantes de reuniões grupais. Ela transcende épocas ligando o homem a uma esfera maior de expressão. O hino deverá ser executado após as autoridades terem ocupado seus lugares determinados. Em cerimônias em que haja necessidade de execução de hino estrangeiro, este precederá o nacional por uma questão de boas maneiras e cortesia do anfitrião. A atitude durante a execução deve ser de respeito, de pé, e quando aconte- ce no palco, deve-se estar voltado para o público, pois este é mais importante que símbolos. Nas cerimônias ao ar livre, o hino deve ser executado por banda de música. Sempre que possível deve ser acompanhado por coro. Sempre que ouvido ou canta- do, as pessoas devem estar de pé. Além do Hino Nacional Brasileiro, temos mais três hinos oficiais: o Hino à Bandeira, o Hino da Proclamação da República e o Hino da Independência. Brasão das armas Segundo o site <www.brasilrepublica.com>, “Os brasões constituem um conjun- to de peças, figuras e ornatos dispostos no campo do escudo ou fora dele, e que repre- sentam as armas de uma nação, de um soberano, de uma família, de corporação, de cidades”. Conforme determina a lei, o brasão deve ser usado na bandeira da Presidência, no Palácio da Presidência da República, na residência do Presidente, nos Ministérios, Congresso etc. Ele é usado nos impressos oficiais do governo federal e fixado em pré- dios públicos federais sob forma de escudo em diversos materiais tais como o bronze, latão e inox. O uso do brasão dourado nos papéis timbrados é prerrogativa somente do presi- dente da República e dos Embaixadores no exterior. Um legítimo brasão de armas segue as leis da heráldica4, campo de estudo dos brasões, que detém regras estritas para a confecção dos escudos. Essas leis têm como objetivo identificar clãs, cidades, regiões e nações. Esses desenhos normalmente se 4 Heráldica: ciência e arte de descrever os brasões de armas ou escudos.Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 19 Cerim onial público apresentam em forma de escudo, todavia podem ser representados sobre outros suportes como bandeiras, vestes e mobílias, entre outros. Embora a palavra escudo seja comumente utilizada para se referir ao brasão de armas no seu todo, na realidade, o escudo é apenas um dos elementos que compõem um brasão de armas. A sua origem remonta da história de bravura de cavaleiros e o desejo de home- nageá-los. Com o decorrer do tempo passou a ser conferido à família de nobres como símbolo de status denotando o grau social delas. Apenas os heróis e ou nobres pode- riam transmitir aos seus descendentes. O brasão perde a importância com o declínio e ascensão respectivamente da aristocracia e burguesia. No século XX o brasão ganha nova força, no entanto para destacar municípios, es- tados e nações. Cada nação possui seu brasão, assim como sua bandeira, sendo motivo de orgulho e um de seus maiores símbolos. Selo nacional O selo nacional é o que legitima a autenticidade do documento. Usado para au- tenticação dos atos do governo, dos diplomas e certificados expedidos pelos estabele- cimentos de ensino oficiais ou reconhecidos. É constituído por esfera igual à da bandei- ra, porém com um tarja ao redor. Foi criado através do Decreto 4, de 19 de novembro de 1889, e atende às seguintes modelagens: formado por um círculo representando uma esfera celeste, igual à da bandeira nacional, tendo em volta as palavras “República Federativa do Brasil”. Selos são distinguidos desde antigas civilizações orientais em várias situações que expressavam decisões reais, sendo um sinal de autoridade. Era o que denotava propriedade, marca e poder; era um lacre sobre documentos reais – uma autenticação documental. Organização e tipos de mesas Para se estabelecer o tipo de mesa é necessário observar o número de convida- dos, a sua hierarquia e as condições do evento para o estabelecimento das cabeceiras e sucessivamente a ordem de precedência. A primeira etapa de um evento em relação à organização de mesas é o planeja- mento da lista de convidados. O lugar de honra sempre é à direita do anfitrião. Existem diferenças de composição de mesas pelo fato de serem ímpares ou pares e também pela natureza do evento. A disposição das pessoas é sempre feita a partir do centro da mesa. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 20 Existem inúmeras possibilidades de alternativas para composição de mesas. Sempre partindo da cabeceira, a primeira precedência deve ser à direita da figura principal e o segundo lugar, à esquerda, como se houvesse uma linha imaginária ao centro da mesa. Quando não há presença de autoridade, a presidência da mesa cabe ao dirigente da entidade,colocando à sua direita aquele que o precede na hierarquia da empresa e à esquerda os que têm ligação com a sua área de atuação, e assim sucessivamente, como no exemplo a seguir. 4 2 3 51 Autoridade principal Convidado de honra Demais convidados Mesa ímpar Figura 4 – Mesa ímpar. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Essa composição de mesa se refere à mesa ímpar, em que a principal autoridade se senta ao centro, o convidado de honra à sua direita, e o segundo em hierarquia à sua esquerda. 5 43 2 61 Autoridade principal Convidado de honra Demais convidados Mesa par Figura 5 – Mesa par. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Essa composição de mesa se refere à mesa par, em que a principal autoridade se senta ao centro um pouco mais à direita, o convidado de honra à sua esquerda, e o segundo em hierarquia à sua direita. Na composição da mesa par não há consenso. Segundo a autora BETTEGA p.24 a autoridade principal senta-se à direita e o convidado de honra à esquerda. No entanto Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 21 Cerim onial público segundo a apostila interna da CNI Confederação Nacional da Indústria, compilada por Vérnia Rypl de Oliveira e Manuela de Andrade Lima Santos Gonçalves na cabeceira dupla o anfitrião ocupa o centro esquerdo, dando sua direita para o convidado especial A composição de mesa a seguir refere-se ao jantar social e demonstra os lugares dos anfitriões e dos convidados de honra numa mesa. Seguem duas figuras dessas composições. Figura 6 – Lugares do anfitrião e do convidado de honra em jantar social (intimista). HomemMulher C C A A Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Nesse caso, os anfitriões estão sentados ao centro da mesa para tornar mais inti- mista o jantar, o convidado de honra está à direita da anfitriã, e a convidada de honra à direita do anfitrião. (Cabeceira Francesa)5 A questão da intercalação é bastante difícil para se compor. Quando há três se- nhoras de alta graduação, por exemplo, como deve proceder a dona da casa? Possi- velmente dar ao mais importante o lugar que caberia ao marido e, aos outros dois, os lugares à direita e à esquerda de onde ela mesma estiver. Figura 7 – Lugares do anfitrião e do convidado de honra em jantar social (tradicional). HomemMulher C C A A Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . 5 Nos eventos empresariais a Cabeceira Francesa é propícia para negociação onde o anfitrião e o convidado especial sentam-se ao centro da mesa frente a frente. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 22 Na figura anterior a escolha foi mais tradicional e os anfitriões estão à cabeceira da mesa e os convidados de honra respectivamente à direita do anfitrião e da anfitriã. (Cabeceira Inglesa)6 Regras de localização de mesas e lugares Existe uma infinidade de possibilidades para compor mesas num evento. Um ceri- monialista deve sempre atentar para o número de convidados e autoridades presentes para compor a mesa. Preside a mesa Figura 8 – Tipos de mesa U, T, C, H e I. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . A figura acima demonstra alguns tipos de formatação de mesa entre as várias opções. Na primeira figura, o formato é de “U” e quem preside a mesa senta-se na base ao centro. A segunda tem forma de “T” e igualmente quem detém maior hierarquia se senta à base, ao centro da mesa. O terceiro exemplo é a mesa em “C” e a maior autori- dade ocupa o centro. A quarta, em forma “H”, mostra as duas figuras mais importantes ocupando respectivamente o centro, frente a frente. Por último, o modelo “I”, em que a pessoa mais importante do evento senta-se ao centro. Esses são alguns exemplos de mesas para eventos oficiais que podem ser seguidos. Preside a mesa Precedência Figura 9 – Tipo de mesa e ou pente. 2015 10 5 18 13 8 3 19 149 4 17 12 7 2 16 11 61 (B ET TE G A , M ar ia L úc ia . E ve n- to s e Ce rim on ia l – S im pl ifi ca n- do A çõ es . R io G ra nd e do S ul : Ed uc s, 20 06 .) 6 Em eventos de negócios reuniões, almoços e jantares a Cabeceira Inglesa determina que o presidente a ocupe e os demais participantes em ordem de precedência.Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 23 Cerim onial público Tipo de composição de mesa em E ou pente, separadas e com precedência em relação à mesa principal. Ou seja, a mesa localizada à direita da mesa principal é a se- guinte na ordem de precedência. Vale lembrar que cerimônias oficiais e encontros profissionais não permitem a participação de acompanhantes. O acompanhante poderá participar de almoços e jan- tares menos formais. Devem ser organizadas atividades paralelas como, por exemplo, em congressos de Medicina as esposas dispõem de tours locais com uma equipe pre- parada para ciceroneá-las7. Recepção oficial a chefes de Estado Segundo o protocolo, existe para as visitas oficiais uma ordem estabelecida de como ser recebido numa outra nação e como receber um chefe estrangeiro em visita oficial. Como realizar um banquete oficial e qual a ordem de precedência? A duração dos banquetes oficiais deve ser de uma hora e meia e os convidados devem honrar o convidado de honra chegando antes deste e se retirando após a saída do mesmo. A ordem de precedência em jantares formais ou banquetes oficiais entre minis- tros de Estado segue o critério da sua criação, sendo o da Justiça, Marinha e Exército como os três primeiros. Ex-ministros sucedem os ministros em exercício desde que não exerçam outra função pública cuja precedência deva ser considerada. Da mesma forma os governadores de Estados e territórios federais se submetem à ordem de pre- cedência regulada pelo critério de criação do Estado. O banquete deve ser servido meia hora após a chegada do convidado principal. O anfitrião logo após a sobremesa profere um pequeno discurso que o con- vidado de honra responde. Em jantares e almoços os convidados não se fazem representar. Você sabia que em um banquete onde há uma autoridade a lista dos convi- dados deve passar pela apreciação das autoridades homenageadas porque o pro- tocolo exige? 7 Ciceronear: conduzir visitantes ou turistas em um museu, feira, exposição etc. O cicerone mostra e explica os aspectos importantes e curiosos do lugar visitado. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 24 Os hosts8 devem sempre estar à porta de entrada recebendo e cumprimentando os convidados antes do jantar. Um convidado para banquete ao chegar deve consultar o place de table9 para co- nhecer seu lugar à mesa e qual dama o conduzirá à mesa. Seguem alguns extratos do Decreto 70.274, que detalham as visitas oficiais de chefes de estado, para que se perceba a ordem estabelecida pelo decreto. Segundo o Decreto 70.274/72, a ordem estabelecida quanto às visitas oficiais é a seguinte: Art. 59. Quando o Presidente da República visitar oficialmente Estado da Federação, competirá à Presidência da República em entendimento com as autoridades locais, coordenar o planejamento e a execução da visita, observando-se o seguinte cerimonial: Nota-se a importância do conhecimento do referido decreto por parte de quem recebe a autoridade para que cumpra o protocolo exigidopor lei. Essa é uma incum- bência do cerimonialista. §1.º O Presidente da República será recebido, no local da chegada, pelo Governador do Estado e por um Oficial-General de cada Ministério Militar, de acordo com o cerimonial militar. §2.º Após as honras militares, o Governador apresentará ao Presidente da República as autoridades presentes. §3.º Havendo conveniência, as autoridades civis e eclesiásticas e as autoridades militares poderão formar separadamente. §4.º Deverão comparecer à chegada do Presidente da República, o Vice-Governador do Estado, o Presidente da Assembleia Legislativa, o Presidente do Tribunal de Justiça, Secretários de Governo e o Prefeito Municipal, observada a ordem de precedência estabelecida neste Decreto. Percebe-se a questão da hierarquia na recepção da autoridade. §5.º Ao Gabinete Militar da Presidência da República, ouvido o Cerimonial da Presidência da República, competirá organizar o cortejo de automóveis da comitiva presidencial, bem como o das autoridades militares a que se refere o Parágrafo 1.º deste artigo. §6.º As autoridades estaduais encarregar-se-ão de organizar o cortejo de automóveis das demais autoridades presentes ao desembarque presidencial. §7.º O Presidente da República tomará o carro do Estado tendo à sua esquerda o Chefe do Poder Executivo Estadual e, na frente, seu Ajudante de Ordens. §8.º - Haverá no Palácio do Governo um livro onde se inscreverão as pessoas que forem visitar o Chefe de Estado. Art. 60. Por ocasião da partida do Presidente da República, observar-se-á procedimento análogo ao da chegada. 8 Host: anfitrião para homens; hostess para mulheres. 9 Place de table: espaço reservado na sala de banquete com pessoa para designar o lugar à mesa.Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 25 Cerim onial público Protocolo do uso da bandeira (JORNAL ELETRÔNICO NOVO MILÊNIO, 2010) Em razão de ter sido criada na República em 19/11/1889, o Dia da Bandeira é festejado em 19 de novembro. Segundo o Cerimonial da Marinha de Guerra (artigo 4.3.4), nessa data deve ser observado o seguinte cerimonial: aos cinco minutos das 12h deve ser dado o toque de bandeira e, ao ser assim feito, içar o sinal respectivo; arriar a bandeira e proceder dessa ocasião em diante como no cerimonial para o hasteamento da bandeira; por ocasião de ser hasteada a bandeira, será içado o embandeiramento nos topos e, logo após, dada a salva de 21 tiros; após a salva, deverá ser executado pela banda de música o Hino à Bandeira, que será cantado por toda a oficialidade e guarnição presente à cerimônia. Segundo o site Piraquê (<www.piraque.org.br>), estas são as formas corretas de exibição e conduta da bandeira nacional: IE SD E Br as il S. A . i – Quando hasteada em janela, porta, sacada ou balcão, ficará ao centro, se isolada, ou se fi- gurar com ela número par de bandeiras de ou- tras nações; em posição que mais se aproxime do centro e à direita deste se figurar com ela número ímpar de bandeiras de outras nações. Essas disposições também serão observadas quando figurarem, com a bandeira nacional, estandartes, quer de corporações militares, quer de associações ou instituições civis. IE SD E Br as il S. A . IE SD E Br as il S. A . Texto complementar Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 26 IE SD E Br as il S. A . ii – Quando em préstito ou procissão, não será conduzida em posição horizontal e irá ao centro da testa da coluna, se isolada; à direita da testa da coluna, se houver outra bandeira; ao centro, e à frente da testa da coluna, a dois metros adiante da linha formada pelas demais bandeiras que – em número de duas ou mais – com ela concorrerem. IE SD E Br as il S. A . IE SD E Br as il S. A . iii – Quando distendida e sem mastro, em rua ou praça, entre edifícios, ou em porta, será co- locada de modo que o lado maior do retângulo – ou seja, aquele em que é medido o compri- mento da bandeira –, fique na horizontal e a estrela isolada (Espiga) em plano superior ao da faixa branca. IE SD E Br as il S. A . iV – Quando disposta em sala ou salão, por mo- tivo de reuniões, conferências ou solenidades, ficará erguida por detrás da cadeira da presi- dência ou do local da tribuna, sempre acima da cabeça do respectivo ocupante e disposta como determinado no item anterior. IE SD E Br as il S. A . V – Quando em florão, sobre escudo ou outra qualquer peça que agrupe diversas bandeiras, ocupará o centro, não podendo ser menor que as outras, nem abaixo delas colocada. Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 27 Cerim onial público IE SD E Br as il S. A . Vi – Quando içada em mastro ou içada em adri- ça, ficará no tope, lais ou penol; se figurar jun- tamente com bandeira de outra nação ou ban- deira-insígnia será colocada à mesma altura; se figurar com estandartes de corporações milita- res ou bandeiras representativas de instituições ou associações civis, será colocada acima. IE SD E Br as il S. A . Vii – Quando disposta em recinto privativo de autoridade, ficará ao lado direito de sua mesa de trabalho ou em outro local em que fique re- alçada. IE SD E Br as il S. A . Viii – Quando distendida sobre ataúde, no en- terramento de cidadão que tenha direito a esta homenagem, o lado em que se coloca a tralha deverá ficar ao lado da cabeceira do ataúde e a estrela isolada (Espiga) à direita. Deverá ser amarrada à urna fúnebre para evitar que esvo- ace nos deslocamentos do cortejo. Por ocasião do sepultamento, deverá ser retirada. IE SD E Br as il S. A . iX – Quando em tropa armada, será exibida de forma destacada por uma guarda armada que se denomina Guarda da Bandeira. Na posição de “ombro armas”, o porta-bandeira conduz a bandeira apoiada no ombro direito e inclinada com o conto mais abaixo. A mão direi- ta fica na altura do peito, mantendo o pano se- guro e naturalmente caído ao lado, recobrindo o braço do porta-bandeira. IE SD E Br as il S. A . Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 28 IE SD E Br as il S. A . X – A posição da bandeira nacional na Guarda da Bandeira será no centro da testa ou em posição que mais se aproxime do centro e à direita deste. Na Guarda da Bandeira não poderão ser in- cluídos mais do que dois estandartes. É proibido: fazer saudação com a bandeira nacional, salvo em retribuição a saudação idêntica feita por outro navio ou estabelecimento; utilizar bandeiras de nação como parte de embandeiramento em arco ou fazer uso, nesse embandeiramento de bandeiras, de sinais que possam com elas confundir-se; fazer uso nos navios e órgãos da Marinha de qualquer bandeira-distintivo ou bandeira-insígnia não aprovada oficialmente pela autoridade compe- tente; fazer uso, no cerimonial dos navios e órgãos da Marinha, de bandeira-dis- tintivo ou bandeira-insígnia confeccionada com material diferente daque- le que for determinado como padrão; fazer uso de bandeira nacional que não se encontre em bom estado de conservação; fazer uso da bandeira nacional como reposteiro ou pano de boca, guar- nição de mesa ou revestimento de tribuna, cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a serem inaugurados; fazer uso da bandeira nacional para prestação dehonras de caráter parti- cular por parte de qualquer pessoa natural ou entidade coletiva; colocar quaisquer indicações ou emblemas sobre a bandeira nacional. Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 29 Cerim onial público Atividades Qual a razão para que a precedência na composição de mesa em cerimônia 1. pública seja para o estado da Bahia? Por que na composição de mesa o Ministério da Justiça tem primazia sobre os 2. demais? Qual a ordem da posição da bandeira nacional frente à de uma delegação 3. estrangeira dentro do território nacional? Ampliando conhecimentos No site do Ministério das Relações Exteriores (<www.mre.gov.br>) é possível acompanhar a diplomacia brasileira e suas funções nas relações com outras nações e saber como está sendo feita a divulgação do nosso país, os acordos e a realização de eventos dentro de uma gama de outros. É interessante ler o Decreto 70.274/72 para se inteirar mais acerca do disposto sobre Cerimonial e as Forças Armadas, por exemplo, funerais e representação. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 30 No site <www.brasilrepublica.com> constam os brasões de cada estado brasileiro. O filme JFK, dirigido por Oliver Stone (1991), mostra a saga de um promotor, personagem vivido por Kevin Costner, querendo comprovar que o presidente JFK fora vítima de um complô. Em alguns trechos do filme, percebem-se ques- tões de segurança, entre outras regras de cerimonial. Gabarito No Decreto 70.274 constam normas para o cerimonial e a questão da prece-1. dência em relação aos estados fica determinada pela ordem de constituição histórica dos mesmos, sendo que o estado da Bahia, seguido do Rio de Janeiro, são os primeiros estabelecidos. Da mesma forma que a ordem de precedência dos estados se justifica por sua 2. ordem de constituição histórica, assim é em relação à precedência dos Minis- térios, ou seja, a ordem de constituição, sendo que o Ministério da Justiça foi o primeiro a ser constituído. Em relação às bandeiras de outras nações, a anfitriã é colocada no centro e as de-3. mais por ordem alfabética de acordo com o idioma que as está recepcionando; e quando se tratar de organismos internacionais, pelo idioma oficial do mesmo. Referências ARAÚJO, Maria Aparecida. Etiqueta Empresarial. Rio de Janeiro: Quality Market, 2004. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. novo dicionário da língua portuguesa. 1.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1975. JORNAL ELETRÔNICO NOVO MILÊNIO. protocolo do Uso da bandeira. Disponível em: <www.novomilenio.inf.br/festas/brasil09.htm>. Acesso em: 1 jun. 2010. LINS, Estellita Augusto. Etiqueta, protocolo & Cerimonial. 2007. SILVEIRA, Josué Lemos da. Etiqueta social: pronta para usar. São Paulo: Marco Zero, 2003. Ce rim on ia l p úb lic o Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 31 Cerim onial público Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 33 Cerimonial social Histórico do cerimonial O significado de cerimonial vem do latim caerimoniale e refere-se às cerimônias religiosas. Desde tempos imemoriais o cerimonial é notado como uma organização da sociedade no cultuar valores comuns ou festejar a vida. Augusto Estelita Lins (2002) afirma que os primeiros documentos do cerimonial datam de épocas proto-históricas, há 40 000 anos. Descreve rituais de duelos, combates, direito divino do rei e cerimônias fúnebres datadas de aproximadamente 4 000 a.C. Com o desenvolvimento das socie- dades, o cerimonial teve seu sentido original alterado. Antes ligado apenas a práticas religiosas, o cerimonial passa a significar também o cumprimento desses rituais na ce- lebração da vida com vistas à socialização do ser humano. O protocolo é a formatação desses rituais para estabelecer a ordem e a harmonia na convivência entre os seres humanos, é a regra em si, onde planejamento, organiza- ção, boas maneiras e etiqueta são palavras-chaves. Aliado ao binômio Cerimonial e Protocolo é indispensável lembrar-se da etiqueta, por ser esta a base para as demais. Enquanto o Cerimonial e o Protocolo constituem requisito do anfitrião a etiqueta é prerrogativa do convidado, razão porque se faz necessário o conhecimento individual da etiqueta para saber como portar-se e conduzir-se nas cerimônias. Assim tem-se que o Cerimonial e Protocolo são coletivos, dirigidos pelo anfitrião, enquanto a etiqueta é individual, prerrogativa do convidado. (SILVA, 2005, p. 45) No estudo de antigas civilizações observa-se que o cerimonial já era regulamen- tado e praticado rigidamente pelos povos de acordo com os hábitos e costumes da época. Gregos, romanos e chineses, por exemplo, praticavam grandes rituais em co- memorações como bodas, torneios de arqueiros, maioridade de jovens, funerais e ban- quetes, entre uma vasta gama de cerimônias. O primeiro registro sistematizado de regras de cerimonial data do século XII a.C., quando os chineses escreveram três obras que traduziam um profundo sentimento ético de respeito mútuo, de dignidade, obediência às leis e costumes para que a socie- dade se desenvolvesse em harmonia. A China, através dessas obras, contribuiu para a transmissão de regras de boas maneiras à cultura ocidental. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 34 Gregos e romanos também legaram inúmeros costumes cerimoniais que se origi- naram na civilização egípcia. Porém, foi na Idade Média, nas cortes feudais da Espanha, França, Itália e Áustria que o cerimonial ganhou força. Aprimorando seus rituais com elaboradas e refinadas normas para os seus reis, os austríacos as difundiram e as consagraram na maioria das cortes europeias, sendo aprimoradas mais tarde nos séculos XV e XVII. Foram as cortes que fixaram o cerimonial em padrões mais rígidos. Portanto há necessidade de maior aprendizado sobre o tema, o que implica o conhecimento de usos e costumes como parte da elaboração de um cerimonial pela necessidade de harmonizar diferenças, tornando o evento algo singular onde as pes- soas possam sentir-se integradas. A área diplomática sempre teve um grande envolvimento com o cerimonial por este ser uma função inerente à arte da diplomacia. Nas relações entre os Estados sobe- ranos, desde o seu advento até hoje, os serviços diplomáticos obedecem a regras estri- tas, válidas não só para os hierárquicos do próprio Estado, mas, sobretudo, para as visi- tas de chefes de Estado, de Governo ou de autoridades civis e militares estrangeiras. Conhecer a própria cultura e a de outros povos é primordial para a arte de rece- ber pessoas e esses rituais variam de cultura a cultura. Observar certas normas é uma forma de demonstrar consideração, tolerância e solidariedade para com o outro, aliás é a essência do cerimonial e protocolo. Agendar um almoço, por exemplo, para sexta-feira com um muçulmano é fracas- so na certa, da mesma forma que um compromisso no sábado para a cultura judaica. A sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita, na hora do almoço, para a oração. O sábado tem um significado especial para a cultura judaica. É um momento de celebração em família e de cultuar a Deus e aos valores inerentes à sua cultura e vida espiritual. Conhecer costumes e hábitos diferentes pode ser uma chave para o bom relacionamento entre povos. Se a base do cerimonial é a etiqueta, desco- nhecendo a cultura do convidado ao invés de honrá-lo poderíamos desonrá-loe deixá-lo numa situaçao desconfortável, o que de longe não é sinônimo de boas maneiras. Porém, atualmente, muitas das regras cerimoniais caíram em desuso e outras são simplesmente ignoradas devido à massificação dos costumes e do consumo. A tendên- cia é a simplificação, porém muito mais do que regras, etiquetas e normas o cerimonial tem como base o respeito, a consideração no trato com as pessoas. A educação é um bem precioso e quanto melhor educada uma pessoa, seja individual ou profissional- mente, irá refletir na sociedade como um todo e as relações sociais irão espelhar isso. O cerimonial anda de mãos dadas com boas maneiras, etiqueta e gentileza. Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 35 Cerim onial social Boas maneiras Ao falar sobre cerimonial e protocolo é importante destacar o papel da etique- ta como sendo um de seus fundamentos. Com o objetivo de respeito mútuo entre os homens e de receber e/ou homenagear pessoas, algumas regras foram sendo estabelecidas. Portar-se bem em público, com elegância e distinção, é parte de um leque de pos- sibilidades apresentadas aos seres humanos através de normas de boas maneiras, que ao observá-las lhes confere uma demonstração de boa educação, bom nível cultural e traquejo social. Vivemos num mundo competitivo onde apenas conquistarão oportunidades me- lhores ou assegurarão uma posição privilegiada junto ao seu grupo os que melhor se apresentarem. São muitas as competências exigidas dos homens, nos dias atuais que não são meramente acadêmicas, mas comportamentais também. É impossível falar sobre etiqueta e não ser remetido à questão da imagem. Todo ser humano tem necessidade de reconhecimento e a observação de regras básicas de etiqueta pode proporcionar isso. Porém, mais do que cumprir regras formais de boas maneiras, ser uma pessoa educada passa pelo exercício pleno de cidadania quando se observa com critério e cuidado as próprias práticas rotineiras. O que deve estar na essência da etiqueta são o respeito e consideração pelo semelhante. Não deixa de ser a máxima de fazer para o outro aquilo que gostaria que fosse feito para si. O homem, como ser social, interage em sociedade de diferentes formas, estabe- lecendo relações, tais como: com autoridades, com pessoas de diferentes idades, rela- ções parentais, entre família, com colegas e com o patrimônio. Desse modo, para que uma pessoa seja considerada educada, é necessário observar essa interação contínua como sendo de respeito com todas as pessoas e o bem público e particular. Existe certo preconceito em relação às regras de etiqueta e cerimonial como sendo futilidade e assunto de menos importância, no entanto ao se descobrir os obje- tivos sociais de ordem, organização e gentileza nelas contidos as pessoas são atraídas a cumprir esses rituais como um reconhecimento de boa educação e civilidade. Portanto, o cerimonial social, como o próprio nome diz, cumpre regras sociais es- tabelecidas para a boa convivência, sendo um procedimento de conduta social. Inclui as normas habituais vigentes na sociedade e as normas observadas nos serviços de relações públicas, que muitas vezes desempenham atividade de cerimonial. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 36 Organização de um jantar formal Como algo estabelecido na sociedade, os tipos de serviços são praticamente um padrão a ser seguido. Salvo com raríssimas e pequenas alterações entre lugares. Tipos de serviços Existe um leque de opções de serviços de mesa e cada um deles com detalhes específicos e próprios visando melhor servir o convidado. Em nosso país, nos restau- rantes a quilo, normalmente o modo à americana impera pela facilidade e agilidade no atendimento do dia a dia. À francesa É praticado em jantares formais e protocolares; nele o convidado é quem se serve. O prato é apresentado pelo garçom ou copeiras pela esquerda com os cabos dos talhe- res voltados para o convidado, e este a seu gosto faz a sua seleção de iguarias. Neste serviço cada garçom atende de seis a oito convidados. À inglesa As guarnições vêm servidas individualmente nos pratos e somente o prato princi- pal é passado entre os convidados. À inglesa direto O alimento é apresentado pelo garçom em travessas pelo lado esquerdo, o garçom serve diretamente o convidado, procurando distribuir harmoniosamente as guarnições e o prato principal no centro do prato. As senhoras são servidas primeiro. À inglesa indireto Para este serviço a arrumação da mesa pode se limitar aos talheres, copos, guar- danapos e souplats1. O prato principal fica na mesinha auxiliar ao lado da mesa do con- vidado onde é preparado o prato. Este serviço exige dois garçons e o prato é colocado pela direita do convidado. 1 Souplat: do francês, sous plat, o que fica debaixo do prato. Normalmente de prata, atualmente há novas versões em louça, resina, madeira entre outros. A função do souplat é proteger o tampo da mesa e a toalha do calor dos pratos.Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 37 Cerim onial social À americana Apesar de sua natureza informal, um jantar americano pode ser tão elegante quanto um jantar formal. O serviço à americana utiliza-se de buffet, observando-se uma sequência na arrumação para oferecer aos convidados maior conforto na hora de se servirem. Guardanapos, pratos a serem servidos cada qual com os talheres necessá- rios para servir, pãezinhos, talheres (que podem ser colocados ao lado dos guardana- pos), copos em uma extremidade da mesa ou em um apoio se não couberem no buffet. O cardápio deve ser prático, com carnes previamente cortadas, frangos desossados e pratos servidos em terrinas e mantidos quentes sobre o réchaud2. Regras básicas de etiqueta à mesa Seguindo as normas protocolares de cerimonial, de acordo com o portal da Casa Civil do governo do estado do Paraná3. Regras gerais A faca sempre deve estar na mão direita para cortar e o garfo na esquerda para levar a comida à boca. Haverá um talher para cada tipo de prato, é só usar sempre os talheres de fora para dentro, porque eles já são colocados na sequência correta. Talheres de sobremesa são menores e dispostos acima do prato. A faca com a lâmina junto ao prato e o cabo do lado direito, o garfo colocado na posição contrária, com o cabo para a esquerda exatamente para facilitar a mão para o convidado usar. As lâminas das facas são sempre colocadas viradas para o prato. Nunca se deve começar a comer antes do anfitrião, a menos que ele peça que seus convidados iniciem para que não esfrie (no serviço à francesa o anfitrião é o último a ser servido). Não devem ser colocados mais de três pares de talheres na mesa, exceto se for colocado o garfo de marisco e ostra, ao lado dos outros três garfos. Se forem servidos mais de três pratos antes da sobremesa, então os utensílios para um quarto prato serão trazidos com a comida; da mesma maneira que o garfo e a faca da salada poderão só ser colocados na mesa na altura em que o prato da salada também for servido. 2 Réchaud: utensílio que conserva quente a comida. 3 Disponível em: <www.casacivil.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=12>. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 38 Curiosidade: a realeza europeia usava os talheres de cabeça para baixo porque o símbolo da família real era gravado nas costas dos cabos e eles faziam questão que estes fossem notados. Organização da mesa 16 18 11 12 47 6 5 3 2 17 MenuCp 1 13 14 15 10 19 9 8 Colher Faca Garfo Sempregarfos à esquerda e facas à direita. Durante a refeição o guardanapo deve estar aberto e no colo. Guardanapo à esquerda e ao finalizar a refeição deixá-lo à direita sem dobrar. Figura 1 – Jantar formal. Cecília Pinheiro Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . prato de serviço (base – souplat): serve de apoio para colocar os demais pratos. Permanece como base até ser servido todo o jantar. garfo de mariscos (1): é o único garfo que se pode colocar ao lado direito do prato. Colher da sopa (2): se for servido sopa como primeiro prato, então a colher res- pectiva será colocada ao lado direito das facas. Faca de peixe (3): esta faca de formato especial coloca-se ao lado direito da faca de jantar. Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 39 Cerim onial social Faca de jantar (4): a faca maior é a faca de jantar, ou a faca de carne, que deve ser colocada ao lado direito do prato de serviço. garfo de salada (5): depende da ordem determinada no cardápio. Se, por exem- plo, a salada for servida primeiro, o garfo de salada deve ser colocado da esquerda para a direita sendo o primeiro e da mesma forma pode ser colocado à direita uma faca de salada para acompanhar esse garfo. Se for servida depois do prato de carne, o pequeno garfo da salada é colocado do lado direito do garfo de jantar, próximo do prato, como no exemplo. garfo de jantar (6): é o maior dos garfos, também chamado garfo de carne. É colocado ao lado esquerdo do prato. Ele baliza os demais garfos de acordo com a sequência que será usada. garfo de peixe (7): se existe um prato de peixe no cardápio, este garfo é colocado do lado esquerdo do garfo de jantar porque será o primeiro a ser usado. Colher (8), garfo (9) e faca de sobremesa (10): dispostos dessa forma para facili- tar o manuseio. Como garfo sempre se usa com a mão esquerda ele fica disposto dessa forma para ajudar e a faca do mesmo modo por se usar a mão direita. prato da manteiga (11): o pequeno prato da manteiga é colocado acima dos garfos e do lado esquerdo da disposição dos pratos. Faca da manteiga (11): igualmente colocada para facilitar o convidado ao usá-la. Lâmina voltada para baixo, para não machucar o usuário, e com o cabo para a direita em diagonal facilitando pegá-lo com a mão direita. Copo de água (12): colocado logo acima das facas. É o maior deles em diâmetro. Copo de champagne (13): que atualmente tem forma de tulipa (flûte), antiga- mente se usava taça, e não é incomum num serviço de cristal antigo só existir taça. Ele é colocado ao lado do copo de água. Copo de vinho tinto (14): que é o intermediário em diâmetro entre o de água e o de vinho branco. Copo de vinho branco (15): é o menor deles e colocado ao lado do copo de vinho tinto. Ainda há a possibilidade de mais uma taça de vinho com diâmetro menor para vinho do porto que seria colocada à direita da taça de vinho branco. lavanda (16): usada no serviço à francesa quando se utiliza as mãos diretamente na iguaria como frutas, mariscos, lagostas com casca, alcachofras, entre outros. Caiu em desuso por causa de muitos constrangimentos causados. Normalmente, servia-se com água quente e rodelas de limão onde os desavisados sorviam pensando ser bebida. Atualmente, quando à mesa, coloca-se pétalas de rosas na água. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 40 Menu ou cardápio (17): normalmente colocado à direita do prato, com o serviço especificado. guardanapo (18): o guardanapo é colocado ao lado esquerdo antes dos talheres e quando se termina a refeição deve ser colocado sem dobrar ao lado direito. Reza a tradição que sempre sejam usados guardanapos grandes e de tecido. Existem alguns autores na atualidade que sugerem que o guardanapo possa estar do lado esquerdo. Cartão (19): coloca-se o cartão com o nome e sobrenome do convidado acima do prato. Deve ser menor que um cartão de visitas. Recepção à mesa: buffet, cocktail e chá Buffet É uma forma de serviço que visa atender uma grande quantidade de pessoas; as iguarias são dispostas em mesas tipo aparador para que os convidados se sirvam so- zinhos. Também é designado para um tipo de mesa onde as iguarias e bebidas ficam expostas e o consumidor se serve à vontade, normalmente utilizadas em cerimonial social como casamentos, Bar Mitzvah, entre outros. A atividade de buffet abarca não só o preparo como a distribuição de diversos gê- neros alimentícios. Atualmente esse serviço poderia ser definido como um restaurante móvel onde iguarias são criadas para ocasiões de festa e expostas em mesas. Cocktail Existem diversos tipos de cocktail, entre eles o cocktail party, cocktail souper, co- cktail buffet e o vin d’honneur. O party é aquele em que pessoas circulam e são servidas por garçons ou se servem em uma mesa estrategicamente colocada. No souper é servido além do serviço party, um prato quente. No cocktail buffet o cardápio é servido em uma mesa; o que constitui geralmente o cardápio de um cocktail são salgadinhos e bebidas. Normalmente é oferecido em homenagem a alguém depois de eventos ou durante despedidas. O vin d’honneur é um tipo de cocktail para diplomatas em comemoração à data nacional de um país onde se exibem seus símbolos.Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 41 Cerim onial social Chá A tradição sugere que a dona da casa sirva pessoalmente o chá para cada convi- dado, evidentemente se não ultrapassar um número de 20 pessoas, quando a copeira pode se incumbir da tarefa. O serviço de chá (baixela) deve ser completo, independente se for de prata, cerâ- mica ou porcelana. Não se deve oferecer café, afinal, é um chá da tarde, que na Ingla- terra é servido das 16 às 19h e não o chá das 17h, como se convencionou. Deve-se servir leite para acompanhar o chá e das iguarias deve constar: mais de dois tipos de pão, um bolo mais seco e outro com cobertura, um tipo de torta, geleia, manteiga, queijo fresco, presunto e pão de queijo. Isto é o mínimo esperado para um chá da tarde. Com uma quantidade maior de pessoas, o Samovar (peça russa normalmente de prata com espiriteira para fogo logo abaixo do bule) pode ser usado para manter o chá quente. Recursos de projeção Ao planejar um evento, deve-se levar em conta uma infinidade de detalhes para se alcançar o objetivo desejado, observando tanto aspectos quantitativos como quali- tativos: os convidados, o local, data e horário, entre outros, além dos recursos necessá- rios para aquele tipo de evento. Outro elemento importante diz respeito ao planejamento de materiais, serviços e equipamentos. Os equipamentos e materiais para projeção constam de retroprojetores, video- cassete, telas, telões, TV, datashow, projetor de multimídia e caneta laser, entre outros, muito usados em eventos empresariais. Na sonorização são necessários mi- crofones, amplificadores, aparelhos de som, gravadores e CDs de música para am- biente. Vale lembrar que cada evento é singular e dependendo dos seus objetivos se pode contar com a locação de equipamentos e profissionais especializados para cobrirem o evento. Outra questão para se levar em conta é a checagem dos aparelhos e a disponibi- lidade de peças sobressalentes tais como cabos, lâmpadas e plugs, na eventualidade de pane. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 42 Texto complementar Boas maneiras e a Filosofia (COBRA, 2010) [...] Enquanto a moral tem o seu código de leis a serem obedecidas, boas manei- ras têm apenas normas que a Ética aprova,mas a elas não obriga. O homem que obedece às leis morais é uma “pessoa virtuosa”, e o que obedece às normas de boas maneiras é uma “pessoa educada”. Considero que também está na mesma condição de autonomia frente à Moral a disciplina do Cerimonial Particular, que trata da boa condução da cerimônia, com os mesmos objetivos que têm boas maneiras. Para caracterizar essa autonomia e permitir lidar com mais liberdade com as duas disciplinas – boas maneiras e Ceri- monial –, encontro no termo Civilidade uma designação que me parece adequada para contê-las, sob a Ética, e independentes da Moral. As boas maneiras são um jogo de simpatia; equivalem a presentear o outro. Consequentemente, qualquer fundamento que não seja o aumento da autoesti- ma de um por respeitar a autoestima do outro dá ao comportamento um caráter utilitário, que nada tem a ver com boas maneiras. Não ético. Por exemplo: usar a Psicologia para bem conviver com alguém; praticar a caridade por um imperativo religioso também não se enquadram em boas maneiras, nem dividir as tarefas da casa para sua boa administração. Não passaria pela cabeça de ninguém chamar de boas maneiras o Cerimonial Público Oficial que é utilitário, insípido, e cujas normas coincidentes com boas maneiras são obedecidas obrigatoriamente e instituídas por Decreto. Mas este se inscreve em Civilidade. São, em geral, tidos por sinônimos de boas maneiras: polidez, boa educação, bom-tom. São de uso mais popular as expressões “modos” e “bons modos”, como em “faltam-lhe modos!”. São hipônimos graciosidade; cavalheirismo; galanteio; urbanidade. Entendo que civilidade deva ser um hiperônimo de boas maneiras e também de cerimonial. Por sua vez, civilidade e moral estão sob a Ética. Boas ma- neiras tem por auxiliar a Etiqueta, disciplina da área das Artes, que indica técnicas e condições para a eficácia no reconhecimento social. Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 43 Cerim onial social Pedagogia. Ter boas maneiras, ou observar as normas de boas maneiras, não é privilégio de ricos. Ainda que seja pobre ou de pouca instrução regular, uma pessoa pode andar ou sentar-se com dignidade, cobrir o corpo com decência, manter-se limpa e penteada, comer e beber com gestos educados; pode cultivar hábitos dis- cretos no rir, no saudar e no conversar, ser pontual, agradecer favores ou prestá-los em toda oportunidade, e procurar, enfim, todos os meios de mostrar pelo outro o mesmo respeito que deve desenvolver em relação a si própria. A idade também não conta, e bem cedo, ainda no ensino pré-primário, o indi- víduo deve receber as primeiras lições de bom comportamento e essa precocidade é fundamental para que adquira hábitos de agir assim para toda sua vida. [...] Atividades Após estudar sobre cerimonial social, como você classificaria uma pessoa como 1. sendo educada? Segundo o texto do filósofo Rubem Queiroz Cobra, o que significa ter “boas 2. maneiras” do ponto de vista pedagógico? Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 44 Ampliando conhecimentos No livro Etiqueta Século XXI, de Célia Ribeiro, a autora fornece dicas práticas sobre etiqueta para o nosso tempo sem desconsiderar uma infinidade de regras. O site da Casa Civil do Paraná (<www.casacivil.pr.gov.br>) é bastante útil na explicação quanto a trajes e ocasiões próprias de uso, entre outras notas. O filme Titanic (1997), dirigido por James Cameron mostra a história do enorme transatlântico Titanic que naufragou no Oceano Atlântico, onde as pessoas viviam uma época de sofisticação e etiqueta à mesa. Gabarito Deve constar da resposta a observação de normas sociais, regras de etiqueta, 1. espontaneidade na atitude, bem como a pessoa ter como valor o respeito ao próximo. Deve constar da resposta que toda pessoa pode usufruir de boas maneiras por-2. que não é privilégio de uma classe social e/ou cultura ou prerrogativa de ricos, é uma questão de postura e valores. Referências ARAÚJO, Maria Aparecida. Etiqueta Empresarial. Rio de Janeiro: Quality Market, 2004. BETTEGA, Maria Lúcia. Eventos e Cerimonial – simplificando ações. Rio Grande do Sul: Educs, 2006. COBRA, Rubem Queiroz. boas Maneiras e a Filosofia. Disponível em: <www.cobra. pages.nom.br/ftm-definicaoBM.html>. Acesso em: 1 maio 2010. LINS, Augusto Estelita. Evolução do Cerimonial brasileiro. Brasília: Comunigraf, 2002. ______ . Etiqueta, protocolo & Cerimonial. 2007. SILVA, José Sólon Sales e. Curso de Cerimonial público e protocolo de Eventos. Bra- sília: Funasa, 2005. SILVEIRA, Josué Lemos da. Etiqueta social – pronta para usar. São Paulo: Marco Zero, 2003. VELLOSO, Ana. Cerimonial Universitário. Brasília: Universidade de Brasília, 2001.Ce rim on ia l s oc ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 45 Cerim onial social Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 47 Trajes e condecorações A honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião. Schopenhauer Segundo a semiótica, por meio dos estudos de Charles Sanders Peirce (1839-1914), símbolo pode ser definido como “algo que representa algo para alguém” (SANTAELLA, 1995, p. 35). Todas as sociedades possuem seus símbolos utilizados na representação de suas identidades nacionais como a bandeira, o hino, as armas e o selo. A palavra condecorar vem do latim condecorare que significa conferir honra. Usos de insígnias Marca e sinal são sinônimos de insígnia, que é aquilo que identifica uma institui- ção, cargo ou status de uma pessoa. É usada na forma de distintivos e/ou emblemas: condecorações, coroas, bandeiras, brasões de armas, selos e cocares aeronáuticos são exemplos de insígnias. Existem condecorações tanto civis quanto militares (Exército, Marinha e Aeronáu- tica) e são concedidas por bons serviços prestados e/ou por atos de bravura e heroís- mo em batalhas. As condecorações militares são usadas nos uniformes militares e incluem meda- lhas e ordens de cavalaria. A insígnia de braço é composta por divisa e distintivo, sendo que aquela identifica a graduação do militar e este a profissão. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 48 Condecorações As duas maiores condecorações nacionais são: a Ordem de Rio Branco e a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Ordem de Rio Branco D iv ul ga çã o M in is té rio d as R el aç õe s Ex te rio re s. 1 2 3 4 5 7 8 9 10 11 6 12 Figura 1 – Condecorações: Ordem de Rio Branco. Com o intuito de premiar pessoas que se destacaram por suas práticas, serviços e virtudes cívicas foi criada a Ordem de Rio Branco através do Decreto 51.697, de 5 de fevereiro de 1963. Foi criada em homenagem ao Barão do Rio Branco que é o patrono da diplomacia brasileira.Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 49 Trajes e condecorações A Ordem de Rio Branco detém cinco graus: Grã-Cruz – figura 5; Grande Oficial – figuras 7 e 8; Comendador – figuras 3 e 4; Oficial – figuras 6 e 12; Cavaleiro – figuras 1 e 2. E mais uma medalha anexa à Ordem – figuras 10 e 11. Na insígnia da Ordem – figura 9 – consta gravado em latim a expressão “Em qual- quer lugar, terei sempre a Pátria em minha lembrança”. Ela édividida em: Ordinário – que reúne os diplomatas brasileiros da ativa; e suplementar – que agrega os diplomatas aposentados e pessoas físicas e ou jurídicas tanto nacionais quanto estrangeiras, corporações militares ou insti- tuições civis que sejam presenteadas com a Ordem. A data comemorativa ao nascimento do Barão do Rio Branco, dia 20 de abril, é a data estipulada para a entrega dessa Ordem. Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul D iv ul ga çã o M in is té rio d a D ef es a. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Figura 2 – Condecorações: Ordem do Cruzeiro do Sul. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 50 A Ordem do Cruzeiro do Sul é o restabelecimento da originária Ordem Imperial do Cruzeiro que foi instituída para tornar notável a coroação de D. Pedro I como Impe- rador Constitucional do Brasil. Ela faz menção ao Cruzeiro do Sul em função da posição geográfica brasileira sob essa constelação e também distingue o nome dado ao Brasil em seu descobrimento, Terra de Santa Cruz. Depois de abolida é restabelecida pelo Decreto 22.165, de 5 de dezembro de 1932, no exercício do então presidente Getúlio Vargas. Ela se restringe às personalidades estrangeiras e quem a concede é o senhor presidente da República por decreto. É a mais alta condecoração brasileira concedida a estrangeiros dignos e que a nação brasileira os reconhece como tal. A Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul compreende os seguintes graus: Grande Colar – figura 6; Grã-Cruz – figura 5; Grande Oficial – figuras 7 e 8; Comendador – figuras 3 e 4; Oficial – figuras 9 e 10; Cavaleiro – figuras 1 e 2. O Grande Colar é prerrogativa exclusiva de chefes de Estado que justifique ta- manha honraria e é recebido diretamente das mãos do presidente da República com cerimonial previamente estabelecido. Quando no exterior, a entrega pode ser feita pelo Embaixador ou Ministro das Relações Exteriores. Segundo o parágrafo único do referido Decreto, transcrito abaixo, temos o modo como se deve usar a condecoração. Decreto 22.165/32. [...] Parágrafo único. No traje diário, os agraciados com a Grã-Cruz, Grande Oficialato e Comenda podem usar, na lapela, uma roseta com as cores da Ordem sobre a fita de metal dourado, prateado-dourado e prateado, respectivamente; os agraciados com Oficial podem usar, na lapela, uma roseta, e os Cavaleiros, uma fita estreita. Também há um Livro de Registro onde consta o nome de cada membro da Ordem, o grau e os dados biográficos do homenageado. Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 51 Trajes e condecorações O Decreto 40.556, de 1956, dispõe a ordem das condecorações a Militares da Ae- ronáutica e o Regulamento do Uniforme. Há uma precedência entre as condecorações, estas devem ser agrupadas em categorias e deve ser observada a ordem de posiciona- mento entre comendas, medalhas e barretas. Na Idade Média surgiram as comendas com o intuito de homenagear militares e membros do clero como um benefício dado a eles por demonstrar bravura e valentia em batalhas. O comendador a recebia como o título de propriedade de terras e tinha a obrigação de defender a terra recebida contra inimigos. Atualmente a distinção confere algum prestígio em certos círculos sociais apenas. O valor tornou-se simbólico e representado por diplomas ou medalhas. São condeco- rações concedidas para pessoas que se distinguiram em suas categorias, desde políti- cos, artistas, empresários, esportistas, entre outros. O título sobrevive ao cerimonial de governos e instituições privadas seguindo a hierarquia de acordo com a importância do homenageado. O menor grau é cavaleiro, seguido de oficial, comendador, grande oficial, grã-cruz e, quando existe, grão-colar, afirmam os heraldistas, que são especialistas em títulos e emblemas da nobreza. D iv ul ga çã o M in is té rio da D ef es a. Figura 3 – Condecorações. Grã-Cruz Grande Oficial Comendador Oficial Cavaleiro No que concerne às medalhas, algumas observações entre outras que são importantes: seu uso deve ser de acordo com o recebimento, e não o grau; usada após as Medalhas Nacionais; usada após as Ordens Estrangeiras. Entre as barretas precedentes se encontram a Cruz de Bravura e a Cruz de Sangue. Quando determinado por autoridade as barretas podem substituir as medalhas no uni- forme. São usadas acima do bolso do uniforme lado a lado e no máximo três em cada fila. Quanto às medalhas, elas serão usadas mandatoriamente nas paradas e desfiles ou quando a cerimônia assim exigir. Devem constar em fileira de quatro no máximo e cinco milímetros acima do bolso esquerdo do uniforme. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 52 As insígnias de pescoço devem ser usadas em no máximo três e estarem super- postas. Obs.: nos uniformes com gravata vertical a fita é colocada por baixo do colari- nho, e as medalhas a ela ligadas, por cima do nó da gravata. As placas são usadas quatro acima do bolso do uniforme ao lado esquerdo e so- mente duas embaixo do bolso tanto esquerdo quanto direito. Se forem quatro, são usadas em forma de cruz abaixo do bolso. As faixas de condecoração são prioritárias em solenidades oficiais nacionais e es- trangeiras e são dispostas do ombro direito para o quadril esquerdo debaixo da dra- gona ou platina. O uso das condecorações por homens civis é análogo ao uso por militares: As medalhas serão usadas sobre traje que seja casaca e o seu uso é na lapela. Somente em cerimônias de imposição de condecoração se admite o uso de traje passeio completo e deve ser usada acima do bolso esquerdo. Quando for estipulado o traje com condecoração se deve usar smoking e na lapela as miniaturas. Caso contrário pode usar roseta (botão). Traje passeio completo (terno escuro com colete) admite apenas botão, mesmo não se tratando de condecorações. O uso feminino de condecorações: Jamais se deve usar insígnias ao pescoço. Devem usá-las no peito, do lado esquerdo. Ao portar a Grã-Cruz também o fazem do ombro esquerdo e quadril direito e quando o traje for rigor o vestido deve ser longo. De ordem geral o uso do bom senso deve ser a tônica. A questão da precedência sempre deve ser a data de concessão. Cuidar quando estiver em comemoração em le- gações ou embaixadas de países que estão em situação beligerante com outro. Deve-se ter o bom senso de não ostentar sinais que remetam ao conflito. Figura 4 – Disposição das medalhas. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Na figura acima, o bolso esquerdo leva oito medalhas e o direito quatro.Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 53 Trajes e condecorações Figura 5 – Disposição dos barretes. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Na figura acima, o bolso esquerdo leva catorze barretes e o direito oito. Figura 6 – Disposição das placas. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Na figura acima, abaixo do bolso esquerdo há quatro placas e do bolso direito, duas. Curiosidade Um convidado para um jantar disse à dona da casa, retirando a condecoração que levava à lapela: “Posso sentar-me onde a senhora entender, mas minha Legião de Honra não o pode”. (CARVALHO, 1977, p. 56) Com essa colocação citada acima, vemos o quanto é importante ao recepcionar uma pessoa conhecer boas maneiras e entender de protocolo e cerimonial, caso con- trário, como no fato ocorridona situação acima, ao invés de se honrar alguém, este é desonrado. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 54 Vestes de corte ou talares O corpo é a unidade máxima de representação do ser humano e por isso adquire importância para toda vida e cultura. Para viver é necessária a mediação do corpo, que é o primeiro dos objetos culturais, o portador dos comportamentos. Vive-se com o corpo. Toda percepção exterior é imediatamente sinônima de certa percepção do corpo, como toda percepção do corpo se explicita na linguagem da percepção exterior. Merleau-Ponty Inicialmente usada pelos pretores e senadores romanos, as vestes talares ou de corte designavam vestes longas que cobriam o corpo até o calcanhar e possuíam uma função distintiva. Num rito processual o indivíduo representa uma instituição e um cargo, inclusive a cor tem significado. A cor preta, por exemplo, remete à imparcialida- de. Nas audiências judiciais elas são de uso obrigatório para advogados e membros do Ministério Público. Com a figura do reitor surge a beca, juntamente com a beca surge o capelo (borla), chapéu privativo de autoridades que compõem as vestes talares ou de corte, muito usadas nas faculdades de Direito. O branco é exclusivo do reitor. A toga é uma vestimenta exclusiva para juízes e é uma insígnia da autoridade destes. Normal- mente as vestes talares são usadas somente em sessões de posse de presidentes de tribunais e de desembargadores. Vestes tradicionais Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu. Gênesis Acredita-se que a roupa foi criada como forma de proteção contra fatores naturais e durante o período da Idade da Pedra, pois achados arqueológicos demonstram agu- lhas em marfim e ossos que datam dessa época. Os fios certamente tecidos em primeiro lugar foram de pelos de animais, prova- velmente de ovelhas, e cerdas de plantas. A roupa passa a ser um símbolo de poder e status. No Egito somente pessoas de alta classe a usavam. Sabe-se que foram os persas que inicialmente confeccionaram roupas com ajustes de medidas e usaram calçados. Mas foram os bizantinos com suas túnicas de seda, bordadas com adereços em pedras preciosas e pérolas, que influenciaram a Europa ocidental. Na Índia, por outro lado, se usavam cores e padronagens diferentes. Já no século XVI, a corte espanhola era a influência com seus colarinhos grandes, mas a partir do século XVII até os dias de hoje, os franceses dominam o mundo da moda. Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 55 Trajes e condecorações No passado cada cultura usava um tipo de roupa de acordo com seus costumes de geração a geração. No oriente, por exemplo, persevera-se a cultura e o uso de vestes tradicionais. O véu para as mulçumanas, o hijab. A cultura amish (grupo cristão ana- batista conservador) acredita que a roupa deve ser usada por necessidade apenas, desprovida de vaidade, e são fiéis a esse valor usando apenas preto e vestes bastante simples no seu dia a dia. Com o mundo globalizado, as roupas tradicionais, por exemplo, as japonesas, fi- caram cada vez mais em desuso, somente para eventos mais tradicionais ou festivais de verão. O ocidente influenciou algumas culturas a tal ponto que hoje em dia dificil- mente se encontra jovens japonesas usando quimonos. Na atualidade parece que as pessoas usam roupas mais por uma questão de conforto e necessidade do que como forma de manutenção de suas tradições, como forma de identificar sua cultura. Ainda que não sejam mais tão evidentes no dia a dia das diversas culturas, exis- tem sim roupas típicas de cada país e/ou região, tanto que quando surgem eventos de ordem mundial elas aparecem exatamente como forma de identificar aquela tribo, povo ou nação. Seguem alguns exemplos de vestes tradicionais. Egípcia Russa Dançarina indiana Holandesa Espanhola Havaiana Indígena norte-americana Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 56 IE SD E Br as il S. A . Figura 7 – Vestes tradicionais: típicas. Sudanesa – África Beduíno IndianaEsquimó Japonesa Polonesa Polonês Uniformes Os uniformes foram criados com o intuito de padronização e de identificação em relação ao papel desempenhado pela pessoa durante a Guerra dos Trinta Anos. Nas guerras napoleônicas os uniformes impressionavam os adversários. Já na Primeira Grande Guerra Mundial a camuflagem apareceu com o objetivo de se tornarem invisí- veis para o inimigo. Os uniformes não se restringiram ao exército, mas constituíram-se num padrão de vestuário usado por pessoas de uma dada organização, tais como: alunos e professores de escolas, funcionários de empresas, agentes de polícia, agentes de serviços de saúde e emergência, agentes do sistema carcerário bem como os próprios detentos etc. Eles não apenas padronizam como facilitam o controle de entrada e saída de pessoas e pelo menos aparentemente as torna iguais evitando preconceitos e abusos, ou seja, “uniformiza”. Mas não se pode negar que uma farda e/ou uniforme também pode con- ferir certo poder e status social a quem usa.Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 57 Trajes e condecorações Usado primariamente como um dispositivo de padronização, atualmente pode servir de um elemento de marketing da própria empresa, sendo seu próprio cartão de visitas, sua marca registrada. Atualmente os fabricantes de uniformes estão cada vez mais adaptados às ten- dências da moda e se utilizam de “tecidos inteligentes” que simplesmente revolucio- nam a vida daqueles que o usam pela funcionalidade. Destacam-se tecidos antimicróbicos para funcionários da área da saúde, por exemplo. Antiestático para quem trabalha com eletrônica e eletricidade. Tratamento antigordura para quem trabalha em cozinha, entre uma infinidade de opções. Trajes sociais Coloca na cabeça perucas com cem mil cachos, coloca nos pés coturnos de um braço de altura, continuarás sempre a ser o que és. Goethe Seja um evento formal ou informal sempre é de bom-tom ter noções básicas do que está sendo solicitado em cada evento em termos de traje, o que, aliás, sempre é deixado de modo claro pelo convite e deve ser levado a sério. Quando se é convidado para uma festa é porque houve uma deferência para com a pessoa do convidado e deve ser retribuído nos moldes do que está sendo proposto no convite. É uma forma de retribuir a homenagem do convite. Gênero Esporte: usado quando o tom da festa é de simplicidade e dispensa gravata, mas não blazer. Deve-se usar calçado tipo mocassim ou dockside (tipos de sa- patos em couro cru mais esportivos). O ideal é substituir o tênis por um sapa- tênis. Normalmente usado para o período da manhã ou tarde para ocasiões como viagens e almoços, idas a clubes e batizados. O vestuário pode ser calça comprida. Vestidos leves, terninhos, saias, calças, sapatilhas, saltos baixos e se a opção for salto, que sejam grossos. As bolsas geralmente são de médias a grandes. passeio: também é chamado esporte fino e pode ser usado em todos os pe- ríodos. A ocasião ideal é: teatros, vernissages (evento que abre uma exposição artística), jantares íntimos, almoços mais formais. O tipo de vestuário seria tail- Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 58 leur (saia e blazer), saia e blusa, pantalonas (calça feminina com a boca maior tipo sino), chemisier1. Já constituem eventos um pouco mais formais. Não se usa brilho porque a maioria dos eventossão à luz do dia. É válido o uso de blazer, calça social, camisas claras, calças claras para o dia, já após as 18h o traje tem que ser escuro para os homens. O uso da gravata é necessário tanto quanto o costume (calça e paletó). Sapatos sociais normalmente pretos ou marinhos. Terno e costume: o que os diferencia é o colete. O terno é composto de três peças: paletó, calça e colete. social: também chamado de passeio completo normalmente é usado para eventos bem formais tais como: coquetéis, óperas, grandes comemorações, jantares e casamentos após as 18h, comemorações oficiais. Usado para tarde e noite. Pantalonas, tailleur e vestidos, e para homens a obrigatoriedade do uso de gravata. Tecidos mais nobres, brocados, seda, crepes, mas tudo com discri- ção. Bolsas pequenas em lezard (couro de cobra), camurça, gorgorão, pelica. Sandálias e saltos altos. Colar de pérolas ou joias discretas. Dê preferência aos ternos mais escuros; preto ou grafite. Camisa social branca ou azul. Gravatas mais discretas. Habillé: é o black tie versão feminina. Usado para formaturas, casamentos, jantares formais, solenidades e à noite. O tipo de tecido é mais nobre, como rendas, sedas e bordados. E o vestido é curto, mas não mini. Black tie: eventos, bailes, grandes premiações e noites de gala. Requer smoking para homens em recepções à noite. Invenção americana para substituir no smoking, a gravata-borboleta pela gravata preta vertical estreita. A intenção desse traje é que seja suntuoso sem ser óbvio demais. O convite dá um pouco de liberdade ao convidado sem que este caia na informalidade, mas não exige o conservadorismo que o rigor requer. gala: neste traje o rigor é imperativo. A gravata (tie) deve ser borboleta e sua clássica cor preta (Black). Como diz o próprio nome, definindo o traje, o smoking. O paletó tem gola xale, em cetim; assim como a gravata, a faixa da cintura e as duas listras nas laterais da calça. A bainha é reta. A camisa branca, com peitilho com pregas, colarinho alto engomado e bicos dobrados. A calça é da mesma cor e tecido do paletó. Os sapatos de amarrar na cor preta. É co- nhecido o rigor de que as mulheres nas recepções de gala devem usar vestidos longos à noite com tecidos nobres como: brocados, rendas, shantungs (tecido mais fino como a seda), crepes, zibelinas, tafetás de seda, brilho dos bordados e sapatos altos. E os homens smoking com gravata-borboleta preta. 1 Chemisier: vestido abotoado na frente e feito de uma única peça, como uma camisa comprida.Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 59 Trajes e condecorações Fraque e meio-fraque: para noivos e padrinhos. O fraque – composto de paletó combo (com duas abas longas na parte de trás), camisa branca, colete cinza claro e calça cinza riscada em motivo risca de giz. Gravata prata ou pode ser usado o plastrão (que é também uma espécie de gravata comum no século XIX). Hoje só se usa acompanhando o fraque. O traje feminino também segue com a mesma suntuosidade. É evento de grande formalidade. Pede longo, abaixo do tornozelo. Obs.: se o noivo usar fraque, os padrinhos também usam. Ou então usam meio- fraque. Meio-fraque – é uma versão mais leve do tradicional. Cor também cinza chumbo no paletó curto (tipo jaquetão) de dois ou três botões. O restante do traje segue os mesmos padrões. Casaca: rigor absoluto é o ponto alto do traje masculino. É traje de gala na noite, usada em condecorações oficiais. Constitui-se de paletó preto com la- pelas de seda, três botões de cada lado, possuindo corte na cintura e cauda longa bipartida. Usa-se gravata-borboleta branca (white-tie) e camisa de co- larinho alto com pontas viradas e colete de piquê branco, a calça acompa- nha o tecido da casaca. Texto complementar O uniforme militar Origem O estudo histórico dos uniformes militares tem uma significação mais ampla do que geralmente se lhe atribui. Após tudo, um uniforme militar indica, no campo de batalha, as prioridades práticas, de corpo e até ideológicas do soldado, que é a pessoa que realmente mata, luta e morre. Ao ver o vestuário militar, vê-se a exibi- ção de orgulho, além de um barômetro das mudanças na forma de fazer guerra, as variações na tecnologia e as táticas de combate. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 60 História Romanos Roma Imperial Centurião O centurião do século I a.C. distinguia-se de seus homens por muitas coisas. Carregava sua espada do lado esquerdo. Em seu capacete tinham cristas transver- sas de cabelo de cavalo e plumas. Usava um cinto que podia ser simples ou com um desenho em relevo. infantaria legionária Os legionários de mediados (sic) do século I a.C usavam capacete do tipo im- perial gálico. Usavam a espada do lado direito e tinham uma armadura segmenta- da. O escudo cobria-se de um tipo de madeira flexível, couro ou feltro pintado. Roma Republicana legionário republicano Usa o uniforme típico do século I. Usa uma armadura de corrente com dupla capa nos ombros. O capacete é de bronze de tipo Montefortino com uma crista de cabelo de cavalo. O escudo tem forma ovalada. Centurião republicano Para distinguir o centurião de seus homens, usava a espada no quadril esquer- do diferente dos soldados, que a usavam à direita, e carregava uma vinha torcida. Sua equipa era mais decorativa que o de seus homens e seu cinto geralmente era de hojalata. numidios Eram um povo do norte da África, da parte onde agora é a Argélia. Seus uni- formes de guerra eram simplesmente túnicas de algodão branco sem mangas com um simples cinto de couro. O fato de que não usavam uma armadura os para uma cavalaria muito ligeira (sic). Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 61 Trajes e condecorações dacios Eram um povo da atual Romênia. Eram corpos de infantaria ligeira. Seu uni- forme conformava-se por pantalonas e túnicas ligeiras. Carregavam com suas es- padas, lanças e escudos. Seus tecidos eram de cores brilhantes, de estampado tipo escocês ou com estampados muito alegres. idade Média Os príncipes e cavaleiros apareciam com vivas cores representando a seu reino outros (sic), como os “Guardas do povo” tinham túnicas com as cores deste. Durante os torneios, o cavaleiro pintava na parte frontal de sua armadura o escudo de armas da família, o qual o distinguia tanto em nome como em status social, podia-se ver se era Príncipe direto, Rei, Filho do rei, Duque, Filho de duque, até se era um filho bastardo. Isto mediante o elmo na parte superior de seu escudo de armas, dependendo da posição a que olha o capacete e o tamanho da visera (sic), se conhece seu nível de sociedade. Durante as batalhas os cavaleiros pintavam seus emblemas como um distintivo, inclusive agregando penachos de cores e grandes figuras de animais míticos, isto com o fim de poder se distinguir em uma anárquica batalha. (Disponível em: <http://pt.wikilingue.com/es/Uniforme_militar>. Acesso em: 24 jun. 2010.) Atividades Qual deve ser a ordem a ser observada de posicionamento das medalhas?1. Quais são os eventos onde se deve usar terno?2. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 62 Ampliando conhecimentos Leitura do livro Cerimonial para Relações Públicas, de Nelson Speers, editora da USP. O professor Speers, como “Pioneiro Emérito do Cerimonial Brasileiro”, discorre com muita propriedade acerca de protocolo pelos anos dedicados ao cerimonial. Leitura do Decreto de 40.556, de 1956, que dispõe a ordem de condecorações. Leiturada versão completa do texto “O uniforme militar”, no site <http:// pt.wikilingue.com/es/Uniforme_militar>. Para complementar o conhecimen- to sobre a origem e história do uniforme militar. Gabarito Deve constar que o seu uso deve ser estabelecido de acordo com o recebimen-1. to, e não do grau; deve ser usada após as medalhas nacionais e após as ordens estrangeiras. Coquetéis, óperas, grandes comemorações, jantares e casamentos após as 18h, 2. comemorações oficiais. Referências CARVALHO, Marcelino de. guia de boas Maneiras. São Paulo: Companhia Editora Na- cional, 1977. O UNIFORME militar. Disponível em: <http://pt.wikilingue.com/es/Uniforme_militar>. Acesso em: 24 jun. 2010. SANTAELLA, Lucia. a teoria geral dos signos. São Paulo: Ática, 1995. SCHNEIDER, Sérgio Paulo. Cerimonial e protocolo. Porto Alegre: Sulina, 1985. SPEERS, Nelson. Cerimonial para não Fazer Feio. Hexágono Cultural-CD – 2006. Tr aj es e c on de co ra çõ es Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 63 Trajes e condecorações Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 65 Cartão de visitas e convites Sabe-se que o cartão de visitas se originou no século XIII quando artistas pinta- vam as cartas de baralho e nelas as pessoas escreviam seus nomes. Formato, papel e cor dizem muito acerca do tipo de empresa e status profissional. A comunicação gráfica de uma empresa deve projetar de forma uniforme a imagem integral da corporação. Para tanto toda a programação visual deve identificar a empresa. Os cartões de visitas dos executivos, papel de carta, envelopes, cartões de comunicação internos, convites entre outros formam um padrão tanto no design da marca quanto fontes, cores que acompanharão os serviços prestados e/ou a comercia- lização dos produtos. Existem empresas com uma identidade mais conservadora onde se percebe um padrão de cores como o branco e o cru em seus papéis e as fontes são as tradicionais. Nas contemporâneas seus papéis são de cores suaves e letras que fogem ao padrão comum. Já o estilo mais avançado enfatiza a textura do papel e cores mais definidas, por exemplo. Cartão pessoal Todos veem o que pareces, poucos percebem o que és. Maquiavel Também conhecido como cartão social, ele serve individualmente ou para casal e normalmente é usado socialmente para cumprimentar aniversariante, para acompa- nhar presentes, principalmente de casamento, ou no envio de flores. Jamais se deve usar o cartão profissional para acompanhar presentes e ou flores. Serve também para respostas de convites informais, agradecimentos, breves mensagens e participação de novo endereço, entre outros. O que o caracteriza é a função social e a identidade de quem o utiliza, personali- zando-o dessa forma. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 66 Ele normalmente se apresenta em folha dupla e consta o nome da pessoa em cima na folha de rosto, e se for mulher normalmente a letra é em itálico. Como norma a mulher não troca cartões com homens socialmente, se conhecer um casal a mulher troca cartão com a esposa deste. Profissionalmente a regra é diferente da social. Quando o cartão social for de casal a letra deve ser de fôrma e sempre se privilegia a cor preta. Cecília Pinheiro Individual José Francisco XXX Cecília XXX Casal Figura 1 – Cartão social. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . O modelo acima demonstra dois tipos de cartões sociais: um individual e femini- no onde o nome aparece com a fonte em itálico e papel duplo, e outro de casal onde a fonte não é itálica e serve para o casal. Cartão profissional Não hás de apreciar a pessoa pela aparência, mas pela função. Pondera o exercício da sua função e reconhece a sua dignidade. S. Ambrósio Parte da etiqueta profissional, ter em mãos cartões de visitas é indispensável no mundo atual para a ampliação da network1 profissional e divulgação de negócios. O seu uso correto destaca o profissional também na questão de intercâmbio entre países. Mesmo com a globalização e a internet com os seus e-mails, ainda se faz neces- sário um cartão de apresentação, que continua a ser uma das formas mais fortes e eficazes de divulgação de corporações e seus produtos. Para isto deve ser elaborado em gráficas especializadas, pois um cartão produzido artesanalmente pode dar mostras de descaso ou pouco profissionalismo. Quem não ouviu a célebre frase: “a primeira impressão é a que fica?” Este, o cartão, sem dúvida deve ser um investimento a que todo profissional de- veria se ater com esmero, posto que reflete a sua identidade e/ou da corporação a que trabalha. É evidente que o cartão não é maior que a prestação de serviço ou o produto propriamente dito, no entanto vai refletir organização e estilo, entre outros. A própria questão de credibilidade entra em jogo. O que se pensaria acerca de um profissional que entregasse seu cartão somente com telefone celular, sem endereço e com ima- gens de clip-art em papel ofício? 1 Network, Networking: rede de trabalho ou rede de relacionamentos. Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 67 Cartão de visitas e convites A orientação que se tem é que ele deve conter por temas e organizadamente as informações mais pertinentes. Também deve ser o mais limpo possível para que não confunda o cliente com muitas informações. Caso seja algum webdesigner, por exem- plo, permite-se algumas inovações que possam inclusive servir de marketing profissio- nal. Caso contrário, quanto mais sóbrio e discreto melhor. Deve conter uma logomarca que identifique a imagem da corporação. Sempre dá maior credibilidade. Até a psico- logia das cores e fontes devem ser levadas em conta. Se for uma empresa que necessi- te uma imagem de austeridade, todos esses quesitos devem ser considerados passo a passo. Não se deve esquecer que o cartão vai identificar a pessoa e/ou a organização e deve ser fiel à imagem que se deseja difundir. Deve seguir os mesmos padrões gráficos que o resto de seus materiais de comunicação, ou seja, da corporação. Os dados sempre devem estar atualizados e nunca se deve entregar cartões rasu- rados complementando o endereço ou e-mail. Sempre que possível o site e o e-mail devem estar juntos. A ausência de ambos pode afetar a credibilidade da empresa. O profissional que sempre busca novos clientes deve levar sempre consigo alguns cartões de visitas para distribuir em momentos oportunos. Outra questão interessante a exemplo do que foi visto em relação a uniformes como marketing empresarial, os cartões também podem ser usados dessa forma, por exemplo, como etiqueta de malas. No passado não era visto como de bom-tom cartões escritos frente e verso. Hoje é comum inclusive o uso de verniz, que está na moda atualmente, da mesma forma que a impressão americana e seu relevo estiveram em outras décadas. Os cartões de visita de executivos e funcionários de empresas seguem um tamanho padrão de 9,5 x 5,5 cm podendo ser impresso também verticalmente onde se inclui o cargo ou o departamento. Sendo necessário incluir mais dados o cartão pode ser duplo. Devem constar endereço e CEP da empresa, incluindo site e e-mail. Muitas vezes há ne- cessidade de dois cartões: um apenas com o nome do executivo e o endereço do trabalho. Algumas multinacionais adotam o modelo no qual a logomarca fica embaixo e o nome da pessoa à esquerda e acima. Outros executivos, a exemplo doJapão, estão colocando mapas atrás dos cartões para facilitar a localização do prédio. Figura 2 – Cartão Profissional. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . E-mail la@xx.com.br Telefax (41) 3101-0101 Rua 7 de setembro, 4200 Batel – CEP 8x-xxx-xxx ASSESSORIA LTDA. Luiz Augusto Xxxx Assessoria e Consultoria em Viagens A Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 68 Uso A aplicabilidade de cada cartão se deve ao momento. Cada cartão visa um propó- sito. Nas relações sociais normalmente é usado acompanhando presentes, flores, choco- lates, como meio de apresentação de alguém, ao cumprimentar por datas ou eventos especiais, na participação de novo endereço, em convites informais e agradecimentos. Em relação ao uso do cartão profissional, algumas medidas devem ser observa- das, segundo Bettega (2006, p. 34): quem marcou hora entrega o cartão à recepcionista; após uma reunião; ao final do almoço (jamais enquanto estiver comendo); ao falar com jornalistas entrega-se no primeiro momento para o nome ficar claro e correto; após apresentações o mais graduado toma a iniciativa e pede o do outro; a dobra do lado esquerdo do cartão está caindo em desuso – significa “vim pessoalmente”; os japoneses entregam cartões durante as apresentações. Em mesas de reu- nião, nas relações de negócios, os cartões são colocados na ordem de impor- tância da função. É uma atitude correta, que permite gravar os nomes; os cartões são entregues na mão da pessoa, segurando-se pela parte superior; envia-se cartão de agradecimento, após uma entrevista, tendo sido ou não selecionado; não se deve fazer anotações no cartão de visitas. Sempre no primeiro contato é indispensável a apresentação do cartão de visita. Deve sempre tê-los consigo, pois nunca se sabe quando se encontrará um pretenso cliente. O objetivo deve ser sempre distribuí-lo como forma de divulgação da empresa ou dos serviços profissionais. Sempre se deve entregá-los com a frente virada para cima para facilitar a leitura. Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 69 Cartão de visitas e convites Formas de tratamento Para a escrita no envelope, de modo geral as pessoas não mais escrevem “Ilustrís- simo” e/ou “Excelentíssimo” por extenso ou abreviado, somente quando o protocolo exige. Segundo Ribeiro (1995, p. 128), “É a própria Constituição que confere o tratamen- to às autoridades”. Usa-se Vossa Excelência (V.Exa.) para: presidente da República; vice-presidente da República; generais das Forças Armadas; ministros e chefes de gabinete da Presidência da República; membros do Congresso Nacional; desembargadores e juízes dos tribunais; embaixadores; chefes de missões diplomáticas estrangeiras; chefe de polícia do Departamento Federal de Segurança Pública; prefeito do Distrito Federal; governadores; procurador e subprocurador geral da República; procuradores gerais; auditores militares; membros do legislativo estadual; arcebispos e bispos juntamente com Reverendíssimo. Para Clero, usa-se: cardeal – Vossa Eminência (V. Ema.); arcebispos e bispos – Vossa Reverendíssima (V. Revma.); Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 70 Para Reitor, usa-se Magnífico, Vossa Magnificência – Sua Magnificência. Em nível de correspondência esses títulos devem ser mantidos, no entanto a tendência tem sido de simplificação. Ao estabelecer um diálogo com uma autoridade deve-se chamá-la de Senhor, por exemplo, como com o Sr. Presidente da República. Segundo Ribeiro (1991, p. 35): Tratando-se de uma carta pessoal, podem surgir algumas dúvidas. Um empresário, ao escrever uma mensagem de pêsames a um governador, envia à sua residência particular, se ele não residir em palácio. No envelope, manuscrito, mantém a titulação, mas no cartão, escrito a próprio punho, o tratamento é o habitual entre os dois. Prezado amigo Fulano... ou Prezado Senhor. A Sua Exa. o Sr. Dr. Fulano de Tal Governador do Estado Tal O endereço CEP – Cidade Convites Como ser social, o ser humano gosta de se relacionar e são inúmeros os motivos para tal, por exemplo: reúne-se por amizade, negócios, profissionalmente, por entrete- nimento, entre outros. E para isto também se devem seguir algumas normas já estabe- lecidas por decreto ou socialmente como, por exemplo, dentro da etiqueta social. Existem dois tipos de convites onde se pode perceber o estilo da empresa que está promovendo o evento e o que este representa. Aquele padronizado, que é uma continuidade da unidade gráfica da empresa contendo a logomarca e o padrão próprio da corporação. Um especial, que mantém o estilo, tipologia e cores, mas tem tamanho e qua- lidade diferenciados. Reserve o dia...de...para o cocktail de inauguração da nova filial do Grupo ... O convite será enviado com maiores detalhes. Figura 3 – Convites: save the date. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 71 Cartão de visitas e convites O exemplo acima explica a expressão conhecida internacionalmente para convites em caráter social-profissional que é uma solicitação de reserva de data (save the date) para um acontecimento importante e pode ter a assinatura de um de seus diretores. Recomenda-se, ao enviar o convite, se não for o diretor que o encabece, que conste “A Diretoria do Grupo X.X”. Devem constar de maneira geral informações básicas do tipo: quem convida; motivo; tipo de evento; data; horário; local; traje; número de telefone para confirmar presença; R.S.V.P. significa a sigla francesa Répondez s’il vous plaît, que significa favor con- firmar a presença. As assessorias competentes confirmam a presença por telefone ou por fax três dias antes ou mais quando o evento incluir viagem. Atualmente no próprio convite fica estabelecida a data para confirmação. Em convites mais formais a data deve ser escrita por extenso. “Dia dez de julho de dois mil e dez.” Francisco Martins Diretor-presidente Tem o prazer de convidar Para jantar em homenagem ao Presidente do Grupo Sr. X. X. Dia 10 de agosto de 2010 às 20:00 Dependências do Graciosa Country Club Av. Munhoz da Rocha, 1.146 R.S.V.P. (41) 3015-5005 Cp Grupo Figura 4 – Convite preenchido: empresa promotora de eventos. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 72 Esse exemplo segue modelo de um cartão com o timbre da organização onde o diretor encabeça o convite e nele constam o motivo, o dia, a hora, o local e o pedido de confirmação R.S.V.P. com o telefone para a confirmação. Não consta o traje porque nem sempre se faz necessário, pois a regra de etiqueta requer para a noite, após as 18h, gra- vata para homens e de preferência um habillè para as mulheres. Normalmente quando se é exigido “a rigor” há obrigatoriedade de ser inserido no convite. Francisco Martins Diretor-presidente Tem o prazer de convidar Para Dia às Local R.S.V.P (41)3015-5005 Cp Grupo Figura 5 – Convite a ser preenchido: empresa promotora de eventos. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Esse exemplode convite, a ser preenchido, é o que tem acontecido com empresas com assídua programação de festas e reuniões. Elas têm convites semi-impressos para almoços e jantares com número reduzido de convidados deixando alguns dados em branco, para serem preenchidos à mão. Os convites para jantar de cerimônia Convites para um jantar de cerimônia devem ser redigidos à mão em cartão com o padrão de doze centímetros de largura por oito de altura ou de acordo com a preferência do anfitrião. Pode-se incluir o escudo de família em relevo incolor como no exemplo. Sr. e Sra. XXX têm a honra de convidar o Sr. e a Sra. YYY para jantar, sábado, dia 10, às 20:00 Q.R. Telefone 3344-5566 Av. Batel, 222 Cp Grupo Figura 6 – Convites: para jantar formal. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 73 Cartão de visitas e convites No texto deve constar “honra” no lugar de “prazer”, que denota intimidade. Outro detalhe importante que se pode colocar em lugar do R.S.V.P., o Q.R. significa “queira responder”. Ao se responder a convite desse tipo jamais se pode utilizar de forma impressa, mas igualmente à mão, e deve-se repetir a data e hora estabelecidas no convite exata- mente para se evitar equívocos. Em relação a prazos de envio, são normalmente oito dias, em certas situações de 10 a 15. No entanto existem muitos anfitriões que enviam com um espaço de tempo exageradamente grande, o que é desnecessário. Os convites para uma recepção com protocolo Convites para banquetes em homenagem a estadistas e representantes de outros países e altas personalidades devem ser impressos em papel e envelope de qualidade superior e enviados com 10 dias de antecipação. O nome do homenageado deve estar em destaque. Outra questão se refere à localização de mesas num evento oficial. O convidado deve se dirigir já na sala de banquete ao place de table onde será indicado o devido lugar e qual a senhora que irá acompanhar à mesa. Para encontrar Sua Excelência, o Senhor Ministro das Relações Exteriores do __________ XXX. e Sra. Pedem ao Sr. YYY e Sra. que lhes deem a honra de sua companhia, sábado, 10 de julho, às 22:00. Figura 7 – Convites: recepção com protocolo. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Conforme demonstra o exemplo acima, o nome do homenageado fica mais evi- denciado ao centro do convite. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 74 Texto complementar 22 atitudes que constroem um networking eficiente (MINARELLI, 2003, p. 11) 1. Conheça seus pontos fortes e procure enfatizá-los durante as conversas profissionais sem se mostrar convencido nem arrogante. 2. Adote o networking como uma postura de vida e pratique-o todos os dias, mesmo quando achar que não está precisando dele. 3. Não espere que os outros tomem a iniciativa: adote uma atitude proativa e faça contatos regularmente. 4. De vez em quando, faça contato apenas para saber como vai o outro. Saiba demonstrar interesse pelas pessoas. 5. Preste atenção no que os outros dizem e contam. Todo mundo gosta de sentir-se importante. 6. Invista um pouco de seu tempo em “prosear”, sem nenhum interesse específico. 7. Quando pedir ajuda a alguém, ajude o outro a ajudar você. Faça um pedido com foco e objetivo. Seja específico. 8. Nunca faça comentários negativos a respeito de ninguém, especialmente ex-empregadores. 9. Não tenha medo nem vergonha de pedir ajuda. As pessoas gostam de ajudar e de se sentir úteis. Pratique a força da frase: “Estou com um pro- blema e acho que você pode me ajudar a solucioná-lo”. 10. Não se aborreça quando sentir certa rejeição. Tenha paciência e compre- enda: a pessoa pode não estar em um de seus melhores dias. 11. Seja sempre mais pertinente do que acha que deveria ser, ou seja, conti- nue sempre a buscar seus caminhos, mesmo quando for preciso mudar de rota. 12. Seja amistoso e realista, isto é, saiba pedir ajuda com educação e gentile- za e faça pedidos possíveis. Cuidado para não ser inconveniente. Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 75 Cartão de visitas e convites 13. Esteja sempre pronto a ajudar os outros, mesmo que o gesto não lhe traga nenhum benefício direto ou imediato. 14. Mantenha uma atitude positiva diante dos desafios. Afinal, você já chegou até aqui, e a hora certa de parar de caminhar não existe. 15. Torne-se conhecido em seu círculo por ser uma boa fonte de informa- ções. Navegue na internet nos sites de seu interesse, leia muito e ouça bastante a experiência dos outros. Quando for solicitado, passe todas as informações disponíveis. 16. Em eventos profissionais, sente-se perto de estranhos. Não fique sozinho nem passe todo o tempo somente com aqueles que você já conhece. 17. Quando for apresentado a alguém, preste muita atenção nos nomes e procure usá-los de imediato para reforçar a memória. 18. Aprenda e pratique as regras da etiqueta social e de negócios. Todo o mundo gosta de se relacionar com alguém educado e gentil. 19. Só mande e-mails ou fax personalizados, e fique atento para não cometer erros de português. 20. Mantenha em mente seus propósitos profissionais e pessoais. Essa é a maneira de conduzir sua carreira com positividade e objetividade. 21. Ocasionalmente, dê um intervalo no networking, evitando ficar muito exposto. 22. Nunca saia de casa sem levar cartões de visita e, se estiver em busca de recolocação profissional, tenha sempre currículos na pasta executiva. Atividades Para que devemos enviar o cartão de visita?1. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 76 Como deve ser o convite para banquetes?2. Ampliando conhecimentos Ler Boas Maneiras & Sucesso nos Negócios, de Célia Ribeiro, editora L&PM RG 1995. Este é um dos grandes best-sellers dos anos 1990 e traz temas relativos ao protocolo, entre outros. <www.tipografos.net/>. Nesse site consta a história do papel e da tipografia, curiosidades acerca de manuscritos antigos e outros temas pertinentes. Gabarito Para comunicar mudança de endereço, enviar presentes, flores, cumprimentar 1. por aniversário etc. Os convites para banquetes em homenagem aos chefes de Estado e altas per-2. sonalidades nacionais e/ou estrangeiras devem ser impressos em papel e en- velope de fina qualidade e devem ser enviados com 10 dias de antecedência. O nome do homenageado deve vir em destaque e deve constar local, hora e se o traje for a rigor deve constar embaixo. No texto deve constar “honra” no lugar de “prazer”, que denota intimidade. Referências BETTEGA, Maria Lúcia. Eventos e Cerimonial. Caxias do Sul: Educs, 2006. CASTRO, Helena de Garcia. 1000 perguntas – relações humanas e etiqueta. Rio de Ja- neiro: Forense Universitária, 1991. MINARELLI, José Augusto. 22 atitudes que constroem um networking eficiente. revista rh em síntese, Ano IX, n. 51, p. 11. mar./abr. 2003. RIBEIRO, Célia. Etiqueta na prática. Porto Alegre: L&PM, 1991. RIBEIRO, Célia. boas Maneiras & sucesso nos negócios. Porto Alegre: L&PM, 1995. Ca rt ão d e vi si ta s e co nv ite s Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 77 Cartão de visitas e convites Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervodo IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 79 Cerimonial empresarial Como o próprio nome denota, o relações-públicas seria a pessoa melhor talhada para o planejamento e execução de um evento exatamente por sua formação. É o pro- fissional especializado em administrar interações entre diversos públicos, capacitado em planejar, organizar, executar e controlar atividades que envolvam a comunicação. Outra questão diz respeito a sua capacidade global de enxergar o evento e seus re- sultados por uma óptica mais abrangente no que tange as relações humanas do que apenas o evento como um fim em si mesmo. Ele funciona quase como um consultor em empresas devendo emitir juízo acerca de campanhas de propaganda institucio- nais, comunicação empresarial, entre outras. Internamente funciona como um media- dor em programas de integração fazendo com que o funcionário seja integrado à em- presa. Estão capacitados a planejar e organizar solenidades e recepções para comitivas nacionais e internacionais. Empresários que desejam ser bem-sucedidos devem levar em conta ter no seu staff (quadro dos dirigentes de uma empresa) um bom relações-públicas que irá ajudar a corporação na aquisição e manutenção de clientes. Organização de eventos Elaborar um evento é algo que beira a arte, principalmente quando se trata de protocolo e a questão de precedência. É como montar um quebra-cabeça. Aquele cé- lebre ditado popular que diz que “quem não planeja está planejando fracassar” é to- talmente válido para a execução de um evento de sucesso. Planejamento é a palavra- chave na organização de eventos. Mas afinal o que é um evento? Poderíamos pensar em reunião de grupos, mas para quê? Existem algumas razões para tais reuniões como, por exemplo: para alcançar um objetivo comum entre pessoas com a mesma habilidade ou com uma diversidade de habilidades entre si visando à colaboração entre parceiros; como forma de suprir a necessidade humana de socialização e integração fo- cando um denominador comum: um tema, um produto, um valor, pessoas; Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 80 um meio de angariar a boa vontade e o interesse do público em favor de uma pessoa, causa e/ou organização; modo de promover uma pessoa, grupo ou organização e a sua imagem; divulgação e comercialização de serviços e produtos. As razões citadas acima refletem o quanto é diversificado o universo dos eventos e seus objetivos. Características de eventos São inúmeras as possibilidades de eventos. seminários, convenções e congressos Os seminários são exposições e discussões de temas já fixados por especialistas no assunto abordado. Já as convenções são efetuadas por grandes corporações visando à integração de seus funcionários e o envolvimento do mundo científico para aquisição de novos conhecimentos científicos e técnicos ocorre por meio dos congressos. assembleias, jornadas e palestras As assembleias são a congregação de delegações (representações de entidades ou pessoas, estados e países) abordando assuntos de mesmo interesse. Já nas jor- nadas existe a questão da periodicidade para a discussão de assuntos específicos que não foram tratados em congressos. As palestras, principalmente os ciclos de palestras, se tratam de uma série de exposições sobre os mais variados assuntos. promoções Esportiva – olimpíadas e campeonatos, entre outros. institucional – posses, descerramento de placas, inaugurações, pedras funda- mentais etc. Cultural – mostras, exposições, documentários, concursos literários são alguns exemplos. social – festas de casamento, bodas, batizados, aniversários, e compreenden- do também coquetel, almoço e jantares.Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 81 Cerim onial em presarial política – pesquisas de opinião, campanhas, eleições etc. Militar – troca de comando, parada, desfile. Outra característica é que os eventos dentro de uma organização podem ser clas- sificados como: institucionais ou promocionais, que são os comerciais. Planejamento Segundo Bettega (2006, p. 72), são etapas de um planejamento: promover – acontecimento favorável à imagem da empresa perante seus públicos. atingir – públicos para vender boa imagem ou produto. integrar – diferentes públicos de interesses da organização. informar – benefícios, vantagens de um produto ou organização. instituir – canal de comunicação público/produto/comunidade. relacionar – potencialidades do ser social e sua capacidade de realização. Para um bom planejamento é necessário elaborar bem as etapas, a questão da divulgação e patrocinador e ir atrás da mídia, de acordo com Bettega. A prioridade do planejamento deve ser o capital humano, a montagem da equipe que realizará o evento sendo organizadas e delegadas tanto as tarefas quanto o cro- nograma para sua realização. Com relação à instalação e montagem de equipamentos, atualmente se pode contar com empresas especializadas que podem prestar um ser- viço terceirizado. Ainda assim é necessária a montagem de um plano e distribuição de mapas e que tenha um foco por etapas previamente planejadas. O projeto sempre dá a visão do todo e o plano as metas a serem cumpridas. Checklist Dependendo do porte do evento, as necessidades variam desde a escolha do local, tipo de convite e correspondência oficial ou não até a lista de convidados, entre outras. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 82 Há sugestões em relação a algumas necessidades que não podemos deixar de observar: material gráfico; cerimonial; correspondência; transporte; hospedagem; marketing; aspectos físicos; aspectos humanos; recursos de máquinas e aparelhos; avaliação final. Material gráfico As fichas de inscrição devem conter todas as informações possíveis para os par- ticipantes. Conforme o evento, o material gráfico poderá ser um folder que contenha a programação e os horários, mapa que indique o local e os hotéis e/ou restaurantes próximos, por exemplo. O planejamento deve prever que tipo de material os participantes receberão como: crachás, blocos, pastas, canetas e se receberão brindes. Também se usarão ade- sivos em veículos, certificados de participação etc. Outra questão é o material divulgado para a imprensa, como o press release (uma declaração pública oficial e documentada do assessorado com intuito de informar, di- vulgar, esclarecer ou até mesmo responder sobre algum fato ocorrido). O press-kit (pacote de imprensa) pode conter brindes promocionais ou amostra do produto, fotos de divulgação, credenciais de imprensa, entre outros, para facilitar a cobertura jornalística. Cerimonial A contratação de um cerimonialista sempre se faz necessária em eventos, princi- palmente onde haja precedência, entrega de títulos, diplomas. As principais atribui- Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 83 Cerim onial em presarial ções de um cerimonialista num evento são a questão da precedência e da composição de mesas, contratação de mestre de cerimônia (locutor) etc., a lista de convidados, livro de presença, lista das confirmações, tribuna/púlpito, mastro, bandeiras e hasteamento de bandeiras, lugares especiais, roteiro, execução de hinos etc. Correspondência Ofícios/convites para autoridades, palestrantes, circulares, mailing list (lista de cor- reio) e mala direta estão dentro desta categoria, bem como a correspondência especial para Departamento de Trânsito, Companhia Estadualde Energia Elétrica, Secretaria de Segurança Pública, Banda da Polícia Militar e outros órgãos públicos envolvidos de- pendendo do tamanho do evento. Transporte Questão de traslados (transporte) em aeroportos, passagens aéreas, terrestres, marítimas e vans, aluguel de carros para suprir a demanda dos participantes conforme a necessidade de alguns eventos. Hospedagem Serviço que compreende desde a recepção no aeroporto até a chegada ao hotel com os devidos cartões de boas-vindas, os serviços turísticos, telefones úteis, cestas de frutas, flores etc. Marketing Para a divulgação do evento, a logomarca deve estar visível em hotéis, restauran- tes, aeroportos e nas áreas externas com a utilização de faixas, por exemplo, para situar o participante. Aspectos físicos Fazer convênios com empresas e ou restaurantes para suprirem as necessidades de alimento é outro fator fundamental. Uma sala VIP para recepcionar tais pessoas bem como um local apropriado para receber a imprensa para coletivas é indispen- sável. Deve haver um local que sirva como uma secretaria com pessoas devidamen- te uniformizadas e treinadas para fornecer com exatidão as informações corretas aos participantes, além de um pronto-socorro, estacionamento, instalações sanitárias de- vidamente limpas e mantidas assim durante o evento, banco/câmbio, entre outros. Quando necessário, disponibilizar cabine de tradução simultânea. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 84 Aspectos humanos Treinar um comitê de recepção, pessoas para recepcionar, atender ao balcão de informações e/ou negócios, a sala VIP, tradutores e intérpretes, assessor de impren- sa, médicos e enfermeiros, garçons, pessoal para copa, limpeza e segurança. Também são necessários manobristas, fotógrafos, operadores de áudio e vídeo e pessoas para manutenção. Recursos de máquinas e aparelhos Aparelhos para som, microfones, amplificadores, aparelhos de som e gravadores, CDs, entre outros para projeção: retroprojetores, vídeos, telas, TV, datashow, multimí- dia, canetas laser etc. Há também outros recursos como computadores, copiadoras, fax, telefones, celulares, flip chart, walkie-talkie. Conforme o tipo de evento, podem ser necessários ainda geradores, extintores e ambulância, além de palco, passarela ou palanque. Avaliação final Item composto por relatórios e prestação de contas, balanço geral do evento, ofícios e cartas de agradecimento, memorial (álbum, vídeo e recortes de jornais) e a impressão em anais. Protocolo e cerimonial no Mercosul Mercado Comum do Sul, o Mercosul foi criado em 1991 a exemplo do Merca- do Comum Europeu visando eliminar fronteiras burocráticas e estabelecer seu livre- comércio eliminando impostos e restrições entre seus produtos. Estava montado o bloco econômico formado inicialmente por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O dia do Mercosul é comemorado a 26 de março, data da assinatura do Tratado de Assunção. Os Estados que o compõem são: Estados-membros: Argentina (1991); Brasil (1991); Paraguai (1991); Uruguai (1991); Venezuela (2006).Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 85 Cerim onial em presarial Estados associados: Bolívia (1996); Chile (1996); Peru (2003); Colômbia (2004); Equador (2004). Estado observador: México. No dia 9 de julho de 2004 foi hasteada a bandeira do Mercosul em nosso país pela primeira vez, sendo que o hasteamento da bandeira do Mercosul passou a ser obriga- tório pela modificação do artigo 13 da Lei 5.700/71. A questão de precedência, qual bandeira deve vir antes na sua ordem de hastea- mento, ainda não foi estabelecida, no entanto, segundo especialistas em cerimonial o ideal seria: ter a segunda precedência quando colocada logo após à bandeira do Brasil; ocupar a quarta precedência quando houver quatro bandeiras incluindo a do Mercosul. Ce cí lia M ar ia d e So uz a Pi nh ei ro . Posição de hasteamento de bandeiras. MercosulEstado Nacional Município PLATEIA 1.ª sugestão: n.º 3 – Estado – n.º 1 – Brasil – n.º 2 – Mercosul – n.º 4 – Município. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 86 Ce cí lia P in he iro . Posição de hasteamento de bandeiras. MERCOSULEstadoNacionalMunicípio PLATEIA 2.ª sugestão: n.º 3 – Município – n.º 1 – Brasil – n.º 2 – Estado – n.º 4 – Mercosul. Nessa opção a bandeira do Mercosul representando a organização e a sua pre- cedência seria como a de uma entidade. Elas demonstram dessa forma a identidade e território e mostra que a nação pertence ao Mercosul. Evidentemente quando a orga- nização presidir o evento a precedência seria a primazia do Mercosul. A Lei 12.157/2009 alterou o caput do artigo 13 da Lei 5.700/71, incluindo o hastea- mento da bandeira do Mercosul ao que já era previsto para a bandeira nacional. Dessa forma, passou a vigorar a seguinte redação: Art. 13. Hasteia-se diariamente a bandeira nacional e a do Mercosul: I - No Palácio da Presidência da República e na residência do Presidente da República; II - Nos edifícios-sede dos ministérios; III - Nas Casas do Congresso Nacional; IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, nos Tribunais Federais de Recursos e nos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; (Redação dada pela Lei 5.812, de 13/10/72). V - Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos Estados, Territórios e Distrito Federal; VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais; VII - Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de fronteira; VIII - Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismo Internacionais e Repartições Consulares de carreira, respeitados os usos locais dos países em que tiverem sede. IX - Nas unidades da Marinha Mercante, de acordo com as Leis e Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais. Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 87 Cerim onial em presarial A precedência das bandeiras dos países membros do Mercosul, nas reuniões da organização é em ordem alfabética, com a primeira precedência de acordo com a pre- sidência, e em seguida o país da próxima letra. A maior autoridade presente hasteia a bandeira nacional. As formas de precedên- cia entre bandeiras estrangeiras são: por ordem alfabética; por ordem de chegada do Chefe da Missão; para eventos do Mercosul segue-se a mesma ordem de autoridades aplicadas ao Mercosul. Texto complementar Comportamento e comunicação em eventos empresariais (LOPES, 2008) Os eventos estão cada vez mais presentes no mundo corporativo. Com a valo- rização do fator humano, da criatividade e do espírito de grupo, as empresas pre- cisam promover encontros para que haja interação entre essas novas ferramentas de produção: os próprios funcionários. Importância da participação em eventos empresariais Alguns profissionais erroneamente pensam que os eventos realizados pelas empresas são perda de tempo. Algumas atividades, como as dinâmicas de grupo (muito utilizadas em reuniões motivacionais, convenções etc.), aos olhos deles não passam de brincadeiras bobas. Realmente são, se o profissional não souber aproveitar as inúmeras oportuni- dades que esses acontecimentos proporcionam. A simples reunião de funcionários do mesmo departamento é um momento onde o profissional pode destacar-se perante os demais. Já os encontros maiores (interdepartamentos ou interempre-sas) são uma oportunidade de conhecer ou estreitar relacionamentos com mais pessoas, de aumentar sua rede de relacionamentos, sobressair-se. [...] Segundo Vanderbilt (2000, p. 672), um evento empresarial, como uma reunião, dá ao participante a chance de destacar-se na presença de pessoas com quem não trabalha diariamente. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 88 Já nas convenções, o comportamento do profissional é também muito avalia- do nos momentos de descontração e lazer. As confraternizações têm se tornado mais comedidas. São mais breves, com menos bebidas alcoólicas. Mesmo assim, a maneira das pessoas comportarem-se está sempre ą vista e recebem a avaliação tanto de seus superiores, como de cole- gas de trabalho. Sendo assim, se vê a importância de ter ciência das normas de protocolo, de etiqueta, da boa comunicação e comportamento, que devem ser aplicadas na parti- cipação em eventos empresariais, desde os mais formais até as confraternizações. Para que a participação no evento seja realmente proveitosa para sua car- reira profissional, existem alguns fatores que devem ser observados em vários momentos. Antes de sair para o evento Quando se trata de uma reunião ou convenção fora da cidade, determinar, junto à supervisão ou chefia direta, qual o orçamento para despesas como trans- porte e alimentação, de cada participante. Normalmente as empresas destinam certa quantia para despesas dos funcionários convidados, porém é sempre reco- mendado determinar o valor antes das despesas ocorrerem. É importante que o funcionário tenha interesse em determinar os valores de viagem, demonstrando que não tem intenção de gastar além do necessário às custas da empresa. Também é muito importante, para qualquer tipo de evento, informar-se sobre o assunto que será tratado no encontro (VANDERLBILT, 2000, p. 673). Essa informa- ção será fundamental para que possa preparar-se, ler sobre o tema, inteirar-se do assunto. Conforme já vimos no módulo anterior, em certos eventos é importante saber detalhes, também para definição do traje. Atividades Por que um relações-públicas seria a pessoa melhor talhada para estar à frente 1. na organização de eventos? Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 89 Cerim onial em presarial Quais os objetivos de um evento?2. Ampliando conhecimentos Sugiro o filme Vatel – um banquete para o rei, direção de Roland Joffé com Gérard Depardieu, Uma Thurman e Tim Roth, entre outros. O filme passa na corte de Luis XIV em Versailles e traz aspectos do cerimonial. Leitura do livro O Cerimonial nas Empresas: etiqueta nas relações profissionais, de Marielza Andrade. A obra aborda o tema pontualmente acerca do cerimonial e temas quanto a comportamentos e imagem empresarial como um todo. Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 90 Gabarito Por sua formação, o relações-públicas dispõe de uma visão mais ampla acerca 1. de eventos não apenas focado no resultado, mas como se trata de um especia- lista nas relações humanas pode perceber os eventos como oportunidades de estreitar laços e aumentar a clientela, por isso ele é considerado especialista em público e relações em grupo. Deve agrupar pessoas com um interesse e/ou objetivo comum, com a mesma 2. habilidade ou com uma diversidade de habilidades entre si visando à colabo- ração entre parceiros, quer seja por interesse científico, artístico ou esportivo, por exemplo. Como forma de suprir a necessidade humana de socialização e integração focando um denominador comum: um tema, um produto, um va- lor, pessoas. Como modo de promover uma pessoa, grupo ou organização e a sua imagem. Para a livre negociação e divulgação de serviços e produtos, entre outros. Referências ARAÚJO, Maria Aparecida. Etiqueta Empresarial. Rio de Janeiro: Quality Market, 2004. BETTEGA, Maria Lúcia. Eventos e Cerimonial. Caxias do Sul: Educs, 2006. CERTO, Samuel; PETER, Paul. administração Estratégica: planejamento e implan- tação da estratégia. São Paulo: McGraw Hill, 1993. LOPES, Ana Carolina Gilberti Rocha. Comportamento e Comunicação em Eventos Empresariais. Publicado em: 7 jul. 2008. Disponível em: <www.portaleducacao.com. br/gestao-e-lideranca/artigos/5549/comportamento-e-comunicacao-em-eventos- empresariais>. Acesso em: 15 Jul. 2010. LUZ, Olenka Ramalho. Cerimonial, protocolo e Etiqueta. São Paulo: Saraiva, 2006. Ce rim on ia l e m pr es ar ia l Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br 91 Cerim onial em presarial Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br Cerimonial e Regras de ProtocolosCerimonial e Regras de Protocolos C er im o n ia l e R eg r a s d e Pr o to c o lo s Cecília Maria de Souza Pinheiro Este material é parte integrante do acervo do IESDE BRASIL S.A., mais informações www.iesde.com.br