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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL
IMPLANTAÇÃO E NOVOS CONCEITOS EM ACIONAMENTOS, ECONOMIA E
SEGURANÇA.
EDSON RICARDO DA SILVA BASTOS
JACK DOUGLAS DE CARVALHO BARBOSA
JOSÉ RICARDO MACHADO DE BRITO
MARCIO BATISTA DE SOUZA
WAGNER DOS SANTOS RIBEIRO
RIO DE JANEIRO
2016
AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL
IMPLANTAÇÃO E NOVOS CONCEITOS EM ACIONAMENTOS, ECONOMIA E
SEGURANÇA.
EDSON RICARDO DA SILVA BASTOS
JACK DOUGLAS DE CARVALHO BARBOSA
JOSÉ RICARDO MACHADO DE BRITO
MARCIO BATISTA DE SOUZA
WAGNER DOS SANTOS RIBEIRO
Projeto Integrador de Competências
Equivalente a Trabalho de Conclusão de
Curso, apresentado à Universidade
Estácio de Sá, como requisito para a
Obtenção do grau de Tecnólogo em
Automação Industrial, sob orientação do
Professor Mestre Ivan da Cunha Santos.
RIO DE JANEIRO
2016
BASTOS, Edson Ricardo da Silva; BARBOSA, Jack Douglas de Carvalho; BRITO,
José Ricardo Machado de; SOUZA, Marcio Batista de; RIBEIRO, Wagner dos
Santos. Automação Industrial: Implantação e novos conceitos em acionamentos,
economia e segurança. Orientador: Professor Mestre Ivan Cunha. Rio de janeiro:
UNESA/ Universidade Estácio de Sá, 2016. Monografia para Graduação em
Tecnologia em Automação Industrial.
BANCA EXAMINADORA
Professor Mestre Ivan da Cunha Santos – UNESA
Aprovada em: ____/_____/2016
“Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo
que você pode fazer e triunfar. Enquanto há vida, há esperança.”
Stephen Hawking
DEDICATÓRIA
Aos nossos familiares, cônjuges e amigos,
que não nos deixaram desanimar e que
contribuíram com sua credibilidade, apoio
e compreensão.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Deus pelo dom da vida e por nos permitir ter toda saúde física e
mental para a realização deste trabalho, aos nossos pais por terem nos educado,
nos mostrando o caminho a qual percorrer para chegar até aqui e por todo apoio
e compreensão das vezes em que ficamos ausentes; Aos nossos cônjuges por
todo apoio, carinho, credibilidade e dedicação. Gostaríamos de agradecer
também todo o corpo de docentes, pelo conhecimento transmitido e pela
dedicação em esclarecer nossas dúvidas e por vezes apontar-nos o melhor
caminho para alcançar os nossos objetivos; Em especial ao professor Ivan Cunha
dos Santos, por nos orientar e doar a sua atenção para que obtivéssemos
sucesso na conclusão deste.
RESUMO
A automação residencial é ainda um assunto pouco falado, embora sua fase atual
seja de plena expansão tecnológica. Verifica-se ainda hoje que isto se deve á
falsa impressão de que a automação propriamente dita, é algo extremamente
caro e inalcançável para se trazer aos lares, e acredita-se também, que é
considerado sinônimo de status e sofisticação, passando para a população menos
ligada á tecnologia e seus avanços, a equivocada sensação de futilidade. A obra
apresentada destina – se a melhor divulgar a automação residencial, trazendo um
ponto de vista econômico, seguro e criativo. Pois aborda sobre projetos
alternativos como soluções de baixo custo, utilizando – se de novas tecnologias,
como microcontroladores, módulos de comunicação sem fio, entre outros
dispositivos que quando bem aplicados, podem agregar ao lar, praticidade,
segurança, conforto e economia.
Palavras-chave: Automação Residencial; Baixo custo; Economia;
Microcontroladores; Projetos; Segurança.
ABSTRACT
Residential automation is still somewhat talked about, although its current phase
of full technological expansion. It is still a false impression that automation itself is
extremely expensive and unattainable to bring home, and it is also believed that it
is considered synonymous with state and sophistication, passing to a population
Less tied to technology and its advances, the mistaken sense of futility. The aim of
the work is to better disseminate a residential automation, bringing an economic,
safe and creative point of view. Because it addresses alternative projects as low-
cost solutions, using new technologies such as microcontrollers, wireless
communication modules, among other devices that when properly applied, can
add to the home, convenience, safety, comfort and economy.
Keywords: Residential Automation; Low cost; Economy; Microcontrollers;
Projects; Safety
LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas.
ANSI: American National Standards Institute (Instituto Nacional Americano de
Padões).
AURESIDE: Associação Brasileira de Automação Residencial.
EIA: Energy Information Administration (Administração da Informação de Energia).
IDE : Integrated Development Environment ( Ambiente de Desenvolvimento
Integrado).
IR: InfraRed (InfraVermelho).
NBR: Norma Brasileira Regulamentadora.
PIR sensor: Passive InfraRed sensor (Sensor Passivo InfraVermelho).
TIA: Telicomunication Industry Association (Associação das Industrias de
Telecomunicação).
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. – Placa Arduino UNO..............................................................................19
Figura 2. - Arduino Ethernet Shield encaixado no Arduino Mega 2560. ...............20
Figura 3. – Módulos para Arduino..........................................................................21
Figura 4. – Bluetooth shield...................................................................................32
Figura 5. - Aplicativo utilizado para comunicar o bluetooth shield com um
dispositivo android ................................................................................................33
Figura 6. – Circuito exemplo de ligação Bluetooth shield......................................34
Figura 7 – Circuito Arduino – Ethernet Shield – Lâmpadas...................................39
Figura 8. – Sensor de nível em Polipropileno (PP)................................................42
Figura 8.1 – Contatos Normalmente Aberto (NA) e Normalmente Fechado (NF) do
sensor...................................................................................................................42
Figura 9. – Instalações dos sensores em um reservatório de água......................43
Figura 10 – Sensor PIR.........................................................................................45
Figura 11 – Circuito de alarme com sensor PIR....................................................46
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. – Planilha de Custos dos Produtos.......................................................46
SUMÁRIO
1. CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO ...........................................................................15
1.1 Considerações Iniciais .................................................................................15
1.2 Justificativa ..................................................................................................16
1.3 - Objetivo Geral ............................................................................................171.4 - Objetivos específicos .................................................................................17
1.5 - Metodologia ...............................................................................................18
1.6- Limitações do Trabalho ...............................................................................18
1.7 - Motivação ..................................................................................................18
1.8 – Estrutura do Trabalho ...............................................................................19
2. CAPÍTULO II – REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................20
2.1 - CONCEITOS ..............................................................................................20
2.1.1 – Automação residencial ........................................................................20
2..1.2 - O que é Arduino..................................................................................21
2.1.3 - Instalações elétricas residenciais ........................................................23
2.2 – Caracterização do sistema ........................................................................25
2.3 – Redes domésticas e protocolos ................................................................26
2.3.1 – Tecnologia Ethernet ............................................................................27
2.3.2 – Tecnologia Wi - Fi ...............................................................................27
2.3.3 - Tecnologia Bluetooth ...........................................................................28
2.3.4 – Tecnologia de comunicação por Infravermelho (IR – do inglês, Infra –
Red.). ..............................................................................................................29
3. CAPÍTULO III – DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES ...............................31
3.1 – Projetos de Iluminação ..............................................................................33
3.1.1 – Acionamento de lâmpadas via Bluetooth. ...........................................33
3.1.1.1 – Acionamento utilizando Bluetooth shield e aplicativo Android. ........33
3.1.2 – Acionamento via Wi – Fi .....................................................................39
3.2 – Projeto de monitoramento de nível de água em reservatórios. .................42
3.2.1 – Sensor de Nível de água ligado ao Arduino. .......................................43
3.3 – Acionamento via infravermelho. .............................................................46
3.3.1 – Alarme com sensor Infravermelho PIR. ..............................................46
4. CAPÍTULO XV – LEVANTAMENTO DE CUSTOS ............................................50
5. CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS .....................................................55
5.1 – CONCLUSÃO ...........................................................................................55
6. CAPÍTULO VI – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................57
15
1. CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO
1.1 Considerações Iniciais
Automação Residencial, ou ainda, Domótica, - como costuma ser chamada
segundo a definição Europeia -, é um assunto vasto e com conceitos já bem
difundidos e avançados nos últimos anos. Surgiu com o desenvolvimento
tecnológico, nas ultimas décadas, de dispositivos elétricos e eletrônicos que
operassem com lógicas no controle de energia e acionamentos de equipamentos
em uma residência.
Um grande incentivo para o surgimento da automação residencial, foi a criação e
desenvolvimento em massa de dispositivos de baixo custo e menos robustos que
os utilizados na então já desenvolvida automação industrial. Isso fez com que ao
longo do tempo, tecnologia tão poderosa quanto a industrial, fosse também cada
vez mais pesquisada, desenvolvida e aprimorada em larga escala para o setor
predial e residencial.
Além de tudo, a tecnologia foi avançando cada vez mais em descobertas e a
busca por dispositivos multifuncionais, inteligentes, que realizassem muitas
tarefas complexas em menor tempo, que apresentassem alta capacidade de
processamento, mas que também possuíssem facilidade de ser programável e
que apresentassem estruturas de simples entendimento humano, se tornou um
dos principais requisitos para os fabricantes de todo o mundo disputarem atenção
no mercado.
Hoje o mercado tecnológico possui uma variedade de controladores,
microcontroladores, módulos de acionamento remoto e sensores de baixo custo e
boa precisão, com imensas possibilidades de aplicação residencial, como detectar
luminosidade, temperatura ambiente, proximidade, presença, pressão, nível de
reservatórios e muitas outras variáveis, assim como também possui softwares de
controle que requerem um grau mínimo de conhecimento do usuário, com
interfaces modernas e intuitivas, de fácil parametrização das variáveis.
A ideia é que com toda essa facilidade, variedade e baixo custo de todos os
equipamentos, dispositivos e acessórios necessários para se implantar a
automação residencial, a cultura de se contratar serviços de implantação, assim
como a de busca pela especialização em implantar automação residencial, se
torne cada vez mais comum no Brasil, tendo em vista que essa cultura já é forte
em outros países mais desenvolvidos. Assim será possível obter para os
habitantes de uma residência , praticidade, conforto, economia de tempo,
segurança, agilidade nas tarefas e maior rendimento entre outros benefícios.
16
1.2 Justificativa
A escolha do tema se dá pelo entusiasmo em divulgar o assunto devido sua baixa
popularidade, mesmo tendo um vasto conteúdo disponível nas mídias, tendo em
vista a importância que possui e os benefícios que traz para o publico alvo. Sendo
de responsabilidade deste trabalho, divulgar, esclarecer melhor e defender o
tema, assim como propor soluções para problemas decorrentes da baixa
acessibilidade e falta de interesse pela implantação de sistemas automatizados
em residências.
Com o crescimento cada vez mais acelerado de tecnologias e técnicas de
instalações de baixo custo e da produção de material didático de nível
simplificado, porém eficaz, a proposta do trabalho é argumentar sobre algumas
possibilidades de implantação de sistemas automáticos, de acionamentos de
lâmpadas, monitoramento de temperatura ambiente, proteção de tomadas e
outros projetos tecnológicos que podem ser adaptados com facilidade e baixo
custo.
A defesa do trabalho se dá por meio da explanação das vantagens encontradas
nos objetivos da automação, partindo desde breve introdução com a explicação
dos objetivos industriais, visto que esta se refere à explicar o objetivo da
automação surgida para atender as grandes industrias, até a automação
residencial, que tem como base a adaptação de sistemas automáticos criados
para atender necessidades industriais, para serem aplicados, devido ao perfil e a
necessidade do cliente, nas residências.
1.2.1 - Objetivos da Automação Industrial:
Universal:
Facilitar o trabalho e diminuir o esforço do homem, por meio da criação e
desenvolvimento de sistemas e máquinas automatizadas, capazes de realizar as
mesmas tarefas que o homem, precisando apenas de pouca ou nenhuma
intervenção do mesmo.
Econômico:
Economizar tempo de realização das tarefas de produção, tendo em vista a alta
capacidade de processamento e execução de operaçõesmecânicas e de cálculos
que os sistemas e as máquinas possuem.
Economizar tempo de manutenção de equipamentos através de softwares
programados, que executam rotinas de inspeção do estado de funcionamento
destes e enviam através da rede, inúmeros relatórios de diagnósticos de falhas e
defeitos, assim como demais informações sobre as operações.
17
Economia financeira, tendo em vista que o controle automático de produção
diminui o desperdício de matérias primas e recursos, através de sensores que
monitoram as diversas variáveis dos processos e acionam controles de
intervenção contra falhas no processo.
Ergonômico:
Preservar a boa condição física do homem, através da criação de máquinas
capazes de operar em ambientes agressivos, confinados e insalubres, onde
colocaria em sérios riscos a saúde humana.
Implantar máquinas e sistemas capazes de suportar os mais variados esforços e
que possam coletar dados de lugares de difícil acesso ao homem.
Ambiental:
Preservar o meio ambiente por meio dos sistemas automatizados de tratamento
dos rejeitos e efluentes, que retira ao máximo as impurezas e agentes químicos
nocivos dos fluidos e sólidos antes de serem rejeitados e devolvidos ao ambiente.
Criar sistemas de controles de extração de recursos ambientais, afim de evitar a
exploração excessiva de matéria, evitando a escassez.
1.2.2 - Objetivos da Automação Residencial
Aplicar a implantação dos conceitos vantajosos da automação industrial em um
ambiente residencial, utilizando técnicas para a adequação de sistemas que se
adaptem ao ambiente residencial.
Selecionar e utilizar de melhor maneira os dispositivos, equipamentos, hardwares
e softwares que mais se adéquam ao ambiente residencial, integrando –os e
programando – os para que o projeto possa atender as necessidades dos
clientes.
1.3 - Objetivo Geral
Defender e promover a Automação Residencial como nova tendência em solução
de economia de energia, conforto, segurança e economia de tempo para os
usuários (habitantes) de uma residência, abordando o uso de Microcontroladores
e módulos de baixo custo.
1.4 - Objetivos específicos
Apresentar o conceito de Automação Residencial;
18
Comparar e diferenciar os elementos presentes na Automação Industrial, quanto
aos presentes na Automação Residencial;
Explicar a finalidade da Automação Residencial e apresenta-la como melhoria dos
esquemas elétricos antigos de uma residência.
Apresentar técnicas e tecnologias variadas de acionamento de sistemas e
equipamentos elétricos de uma residência.
Dar ênfase a novas plataformas de programação e o uso em larga escala de
Microcontroladores como o Arduino e seus módulos menos robustos e de baixo
custo.
Exemplificar as diferentes combinações possíveis de acionamentos, descrevendo
pontos importantes desde o simples acionamento e controle por interruptores,
botões pulsantes e botões digitais, até acionamentos remotos, via Bluetooth,
infravermelho, radiofrequência, via rede e até mesmo pela internet. Tendo em
vista a praticidade e as diversas possibilidades de economia de tempo, segurança
entre outras vantagens que trazem.
1.5 - Metodologia
O trabalho foi realizado com base em pesquisa exploratória, em diversas fontes
sobre o assunto na internet. Foi consultado artigos, revistas técnicas, sites de
empresas do setor e afins, para que pudesse ser sintetizada toda a base de
conhecimento teórico a respeito do assunto, e utilizou – se das experiências
acadêmicas práticas, para desenvolver o núcleo teórico e a estrutura dos projetos
apresentados.
1.6- Limitações do Trabalho
Este trabalho não abordará a fundo comparativos financeiros, assim como
cálculos de tarifas e consumo de energia;
Não será aprofundado também, detalhes minuciosos de programação e
diagramas elétricos.
1.7 - Motivação
A automação residencial não deve ser vista somente sob a concepção de luxo ou
excentricidade, disponível a poucos com mais recursos financeiros. Como
qualquer novidade, a automação residencial, inicialmente, é percebida pelo cliente
como um símbolo de status e modernidade. No momento seguinte, o conforto e a
conveniência por ela proporcionados passam a ser decisivos. E, por fim, ela se
tornará uma necessidade e um fator de economia [AURESIDE].
19
1.8 – Estrutura do Trabalho
O primeiro capítulo introduz o conceito de automação residencial e apresenta
dados de pesquisa sobre a caracterização do sistema de automação em geral.
Apresenta a justificativa quanto a escolha do tema e o problema a ser resolvido,
assim como ressalta também, os objetivos da pesquisa, a motivação, a
metodologia e as limitações de aprofundamento no tema.
O segundo capítulo contextualiza a teoria por trás dos equipamentos, dispositivos
usados e a caracterização das instalações residenciais, assim como o que pode
ser melhorado. É apresentado também neste capítulo os elementos necessários
para se automatizar uma residência e ressaltado de maneira básica as
tecnologias envolvidas.
No terceiro capítulo são apresentados alguns exemplos práticos que podem ser
implantados nas instalações residenciais, de maneira a automatizar os processos.
São apresentados dispositivos, suas ligações e sua programação, em circuitos de
acionamentos de iluminação, alarmes e monitoramento de nível de água em
reservatórios, a fim de demonstrar a simplicidade e economia, nas possibilidades
praticas para uma residência automatizada sem alto investimento financeiro.
O quarto capítulo apresenta custos de materiais hipoteticamente utilizados. É feito
um levantamento dos materiais e é apresentado seus custos-benefícios, é
apresentado dados de fontes confiáveis sobre as características desses materiais,
confrontando suas vantagens quando comparados com dispositivos mais
sofisticados. Sustentando assim o argumento de economia para viabilidade do
projeto.
O quinto capítulo apresenta as considerações finais do trabalho em uma breve,
porém esclarecedora conclusão e o sexto e ultimo capitulo, apresenta todo o
referencial bibliográfico que deu suporte teórico a este trabalho.
20
2. CAPÍTULO II – REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 - CONCEITOS
2.1.1 – Automação residencial
O que é Automação Residencial
Conforme pesquisado no site da empresa brasileira GDS automação residencial,
antigamente a Automação Residencial era considerada luxo. Somente pessoas
com alto poder aquisitivo tinham acesso ao conforto, à segurança e ao padrão
estético oferecidos por este serviço. Aos poucos esta tecnologia foi ganhando
espaço, valorizando ambientes, e reduzindo os custos.
Hoje o conceito de Automação Residencial está mudado. Tem – se a alcance
uma gama de possibilidades práticas e econômicas que utilizam a automação,
desde a básica até a mais abrangente, em sistemas de integração para diversos
ambientes. O resultado é um ambiente prático, confortável, agradável, mais
bonito, valorizado e seguro, de acordo com o interesse do usuário.
Trata-se da aplicação de sistemas de controle baseados na automação, para
todas as funções encontradas no ambiente, integrando seus acionamentos,
visando sempre a praticidade, simplicidade e objetividade dos comandos, e
paralelamente, a beleza, o conforto e a valorização do ambiente. Além disso, hoje
há também a questão da segurança que certas instalações de automação podem
trazer para a residência.
A automação tem seu preço variado de acordo com o projeto que se deseja. Para
projetos simples, porém muito eficazes, há hoje uma vasta gama de componentes
e dispositivos tecnológicos, dos quais serão destacadosneste trabalho os
microcontroladores, em especial o Arduino, que é um dos mais baratos, confiáveis
e de simplicidade incomparável de instalação de hardware e software, além de
estar ainda em constante processo de atualização.
Por ser uma plataforma open source, o Arduino possui grande atenção de
estudantes, amadores e também profissionais, pois uma plataforma de “recursos
abertos” - que é o que open source quer dizer - significa que é algo que pode ser
trabalhado por todos, no sentido de aprimoramento. Significa dizer que todos os
usuários interessados podem trabalhar em melhorias e no desenvolvimento de
módulos que possam perfeitamente se comunicar com ele, assim como por
exemplo adicionar componentes especiais ao hardware (upgrade da placa) ou ao
21
software (IDE). Mas o que exatamente é o Arduino e o que ele pode ou não pode
fazer?
2..1.2 - O que é Arduino
Segundo um artigo postado no blog FILIPEFLOP, por Adilson Thomsen, formado
em Ciência da Computação pela Universidade de Mogi das Cruzes, responsável
pelo departamento técnico da FILIPEFLOP, o Arduino foi criado em 2005 por um
grupo de 5 pesquisadores : Massimo Banzi, David Cuartielles, Tom Igoe, Gianluca
Martino e David Mellis. O objetivo era elaborar um dispositivo que fosse ao
mesmo tempo barato, funcional e fácil de programar, sendo dessa forma
acessível a estudantes e projetistas amadores. Além disso, foi adotado o conceito
de hardware livre, o que significa que qualquer um pode montar, modificar,
melhorar e personalizar o Arduino, partindo do mesmo hardware básico.
Assim, foi criada uma placa composta por um microcontrolador Atmel, circuitos de
entrada/saída e que pode ser facilmente conectada à um computador e
programada via IDE (Integrated Development Environment, ou Ambiente de
Desenvolvimento Integrado) utilizando uma linguagem baseada em C/C++, sem a
necessidade de equipamentos extras além de um cabo USB.
Figura 1. – Placa Arduino UNO.
1
Depois de programado, o microcontrolador Arduino pode ser usado de forma
independente, ou seja, pode ser colocado para controlar um robô, uma lixeira, um
22
ventilador, as luzes de uma casa, a temperatura do ar condicionado, pode ser
utilizado como um aparelho de medição ou qualquer outro projeto que vier à
cabeça. Existem também os chamados Shields, que são placas que podem ser
encaixadas no Arduino para expandir suas funcionalidades.
A figura 2. abaixo mostra um Arduino Ethernet Shield encaixado no Arduino Mega
2560. Ao mesmo tempo que permite o acesso do Arduino à uma rede ou até
mesmo à internet, mantém os demais pinos disponíveis para utilização, assim
pode-se, por exemplo, utilizar os pinos para receber dados de temperatura e
umidade de um ambiente, e consultar esses dados de qualquer lugar do planeta:
Figura 2. - Arduino Ethernet Shield encaixado no Arduino Mega 2560.
2
Com estas duas Placas alimentadas, dispositivos atuadores e uma programação
simples, já podem ser obtidos resultados incríveis de aplicações automatizadas
em uma residência, como acionar lâmpadas pela rede, por exemplo, como será
mostrado ao longo deste e tratado com maiores detalhes de como deve ser
implantado nas instalações elétricas residenciais.
Há também uma variedade de módulos, que são pequenas placas que contém os
sensores e outros componentes auxiliares como resistores, capacitores e leds.
1Disponível em: http://blog.filipeflop.com/arduino/o-que-e-arduino.html
2
Disponível em: Disponível em: http://blog.filipeflop.com/arduino/o-que-e-arduino.html
23
Figura 3. – Módulos para Arduino.
3
2.1.3 - Instalações elétricas residenciais
Tomando como base os conhecimentos que se adquire no estudo da disciplina
Instalações Elétricas Prediais, pode–se definir muito bem as instalações
residenciais como um projeto que tem por objetivo fornecer energia elétrica a uma
residência, suprindo toda a demanda de iluminação e aparelhos elétricos que a
residência irá comportar.
Este projeto que deve ser regulamentado pela norma NBR 54104, consiste
basicamente na ligação e interligação de cabos elétricos, de maneira a formar
3
Disponível em: http://blog.filipeflop.com/arduino/o-que-e-arduino.html
4
NBR-5410 é a norma que estipula as condições adequadas para o funcionamento usual e seguro das instalações
elétricas de baixa tensão, ou seja, até 1000V em tensão alternada e 1500V em tensão contínua. Esta norma é aplicada
principalmente em instalações prediais, públicas, comerciais, etc.
24
circuitos de tomadas de uso geral (que servem para ligar qualquer aparelho
elétrico que se deseja), tomadas de uso específico ( que são tomadas especiais,
próprias para usos de aparelhos ou dispositivos fixos. Ex.: chuveiro, torneira
elétrica, ar condicionado...) e iluminação, que são determinadas por pontos de luz
(localização das lâmpadas de cada cômodo da casa).
Deve haver portanto, um quadro elétrico (QE), que é composto por disjuntores de
proteção, cujo a função é permitir ou interromper a passagem de energia pelos
fios que compõem os circuitos ao qual estão ligados, afim de oferecer proteção
contra choques e sobrecorrente, através de seu desligamento manual, ou
automático por excesso de corrente elétrica passando pelo seus terminais. É a
partir deste quadro que partem os cabos elétricos e são distribuídos os circuitos
por toda a residência.
Deve haver também interruptores para ligar e desligar as luzes, pois são
dispositivos que abrem e fecham um determinado circuito, interrompendo a
continuidade dos fios que levam a energia elétrica até uma lâmpada, ou dando
continuidade e oferecendo passagem de corrente para o acendimento da mesma.
Como dito até então, será tratado neste trabalho, como a implantação de
equipamentos de automação, podem melhorar as instalações básicas de uma
residência, mudando o simples jeito de acender e apagar uma lâmpada, a
maneira de ligação das tomadas, assim como outras melhorias que serão
propostas, afinal a proposta de automação é a de melhorar sempre, pôr
inteligência no funcionamento das coisas.
Atualmente a instalação e o acionamento de lâmpadas e tomadas se dá de
maneira bem simples – não que o objetivo da automação seja complica – La –,
porém pode ser aprimorada essa maneira ainda mais, mas é preciso antes
compreender como se caracteriza hoje e ressaltar os seus inconvenientes.
Vale lembrar que o projeto dá ênfase ao processo de implantação da
automatização de baixo custo em uma residência já pronta, com seus esquemas
elétricos convencionais já definidos, visando assim a adaptação para novas
tecnologias que possam ser facilmente incorporadas a rede elétrica e de
comunicação, afim de melhorar de forma segura a planta já existente.
Convencionalmente para a instalação de lâmpadas e tomadas em uma
residência, os fios, como citado acima, para uma instalação onde a tensão da
rede é 127V, são: um fio fase, um fio neutro, um fio de aterramento e ainda um fio
de retorno da fase, para as instalações de interruptores para lâmpadas,
ventiladores de teto, etc. Para implantação do sistema automatizado, é certo que
será preciso a instalação de cabos adicionais, pois mesmo utilizando sistemas de
acionamentos sem fio, será apropriado manter uma ligação paralela de
acionamento manual, permitindo que em caso de erro ou algum outro tipo de
25
problema no controle automático, o usuário não fique dependente do reparo do
mesmo e possa ter uma segunda opção.
Esta maneira ainda sim, torna o projeto viável e de baixo custo, pois como já dito,
os equipamentos são de preços acessíveis e de fácil instalação e manutenção,permitindo que o usuário tenha todo um suporte técnico remoto para resolver
eventuais problemas sem gastar com mão de obra de manutenção especializada.
2.2 – Caracterização do sistema
O chamado sistema em automação residencial, caracteriza – se pela interligação
de dispositivos periféricos ao controle principal, ou seja, o microcontrolador ou,
dependendo do sistema implantado, ao quadro de automação, que possui não só
um controlador principal, mas também outros controles secundários.
Para falar do sistema em si, é preciso antes falar de cada periférico que o
compõe. Assim será explicado com maiores detalhes, um pouco sobre os
dispositivos responsáveis por estabelecerem conexões entre equipamentos, até
mesmo para o caso de acionamentos remotos sem fio.
Esses dispositivos são os que já se espera encontrar em uma residência padrão
nos dias de hoje e sua presença em uma residência é essencial para que esta
possa receber a automação. São os dispositivos responsáveis por estabelecer
uma rede doméstica de computadores e prover comunicação com o mundo
externo a uma residência. Roteadores, modems, separadores e não menos
importante, o cabeamento que interligará todos os já citados, entre si e com os
periféricos de automação.
Os roteadores tem a função de encaminhar pacotes de dados entre redes de
dispositivos, ou seja, ele compartilha rede Wi-Fi para PC, notebooks, e outros
gadgets móveis. Portanto com a presença de um roteador em uma residência é
possível comunicar – se a internet e a outros dispositivos que possam comandar
e serem comandados via cabo de rede ou por conexão sem fio.
Para que a comunicação ocorra, basicamente os roteadores mais modernos que
também possuem a função de modems, recebem a ligação de um cabo de dados
em sua entrada e geralmente transmitem internet através da conectividade sem
fio.
Há também outras maneiras de se caracterizar um sistema, utilizando módulos de
comunicação sem fio como os de Bluetooth e infravermelho que possuem a
vantagem de apresentarem menor complexidade na instalação e no
estabelecimento de conexão, porém possuem a grande desvantagem de
26
permitirem apenas conexões entre dispositivos separados por pequena distancia.
No caso do infravermelho a desvantagem encontrada é ainda maior, pois este
exige que os dispositivos que desejam se comunicar estejam apontados na
direção dos respectivos emissores e transmissores.
Contudo, cada qual possui sua extrema importância em suas determinadas
aplicações e são tecnologias essenciais para a automação residencial simples, de
baixo custo, porém eficaz. Ambas as tecnologias podem ser partes constituintes
de uma rede de comunicação doméstica entre dispositivos e possuem protocolos
de comunicação específicos para seu correto funcionamento. Motivo pelo qual
será dado maior atenção a seguir para suas características.
2.3 – Redes domésticas e protocolos
Em vários livros e sites de pesquisa na internet, pode – se encontrar a definição
básica de que Redes de Computadores refere-se a interconexão por meio de um
sistema de comunicação baseado em transmissões e protocolos de vários
computadores com o objetivo de trocar informações, além de outros recursos.
Por exemplo, se dentro de uma casa, existe um computador no quarto e outro na
sala e estes estão isolados, eles não se comunicam. Mas, por outro lado, se
houver um cabo coaxial interligando-os de forma que eles entrem em contato com
a internet, existe uma rede.
Redes domésticas como o próprio nome já induz a entender, são os tipos de
redes apropriadas para serem configuradas em uma residência e a compreensão
do básico sobre elas, é de grande importância neste trabalho. Pois como já dito
anteriormente, através delas se pode criar soluções simples em automação.
Hoje as redes mais encontradas em uma residência, são as para comunicação
entre computadores, notebooks e gadgets, como os smartphones. São as redes
WiFi e a rede Ethernet. Essas redes podem ser aproveitadas com êxito para a
adição de vários dispositivos de automação e além delas, pode-se configurar
também, com baixo custo, outras redes sem fio de menor alcance.
Para que uma comunicação de dispositivos em rede ocorra, é necessário que
essas obedeçam a determinados protocolos de comunicação. Estes protocolos
nada mais são do que padrões que definem o modo como os dispositivos irão ser
conectados uns aos outros, como irão se comunicar, como irão se reconhecer em
uma rede, como irão terminar uma comunicação, quantos dispositivos poderão se
comunicar ao mesmo tempo, e outras regras pré-estabelecidas por normas
relacionadas a comunicação entre dispositivos via rede.
27
2.3.1 – Tecnologia Ethernet
Segundo o site Wikipédia, Ethernet é uma arquitetura de interconexão para redes
locais - Rede de Área Local (LAN) - baseada no envio de pacotes. Ela define
cabeamento e sinais elétricos para a camada física, em formato de pacotes e
protocolos para a subcamada de controle de acesso ao meio (Media Access
Control - MAC) do modelo OSI.
Ainda segundo pesquisa realizada na internet, no site ccm.net, encontrou-se
material que diz que a Ethernet é uma tecnologia de rede muito utilizada porque
o preço de tal rede não é muito elevado.
Em seu princípio de transmissão, todos os computadores de uma rede Ethernet
estão ligados a uma mesma linha de transmissão, e a comunicação faz-se com
um protocolo chamado CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision
Detect que significa que se trata de um protocolo de acesso múltiplo com
vigilância de portador Carrier Sense e detecção de colisão).
Com este protocolo qualquer máquina está autorizada emitir sobre a linha a
qualquer momento e sem noção de prioridade entre as máquinas. Esta
comunicação faz-se de maneira simples :
Cada máquina verifica que não há nenhuma comunicação na linha antes de emitir
Se duas máquinas emitirem simultaneamente, então há uma colisão (ou seja,
várias tramas de dados encontram-se na linha ao mesmo momento)
As duas máquinas interrompem a sua comunicação e esperam um prazo
aleatório, seguidamente a primeira que ultrapassou este prazo pode então emitir
de novo.
2.3.2 – Tecnologia Wi - Fi
Sobre o Wi–Fi, um texto encontrado no site InfoWester, escrito pelo redator
formado em ciência da computação Emerson Alecrim, diz que Wi-Fi é um
conjunto de especificações para redes locais sem fio (WLAN - Wireless Local
Area Network) baseada no padrão IEEE 802.11. O nome "Wi-Fi" é tido como uma
abreviatura do termo inglês "Wireless Fidelity", embora a Wi-Fi Alliance, entidade
responsável principalmente pelo licenciamento de produtos baseados na
tecnologia, nunca tenha afirmado tal conclusão.
O funcionamento da tecnologia, sem entrar em muitos detalhes, permite
basicamente com que os dispositivos, com seus devidos suportes, se
comuniquem uns com os outros por meio da radio frequência. Para isso é
utilizado como principal e único meio físico o ar.
28
2.3.3 - Tecnologia Bluetooth
Ainda na rápida pesquisa no site InfoWester, sobre Bluetooth foi encontrado que é
um padrão global de comunicação sem fio e de baixo consumo de energia que
permite a transmissão de dados entre dispositivos, desde que um esteja próximo
do outro. Uma combinação de hardware e software é utilizada para permitir que
este procedimento ocorra entre os mais variados tipos de aparelhos. A
transmissão de dados é feita por meio de radiofrequência, permitindo que um
dispositivo detecte o outro independente de suas posições, sendo necessário
apenas que ambos estejam dentro do limite de proximidade (a princípio, quanto
mais perto um dooutro, melhor).
Quando dois ou mais dispositivos se comunicam por meio de uma conexão
Bluetooth, eles formam uma rede denominada piconet. Nesta comunicação, o
dispositivo que iniciou a conexão assume o papel de master (mestre), enquanto
que os demais dispositivos se tornam slave (escravos). Cabe ao master a tarefa
de regular a transmissão de dados na rede e o sincronismo entre os dispositivos.
Assim como em qualquer tecnologia de comunicação, o Bluetooth precisa de uma
série de protocolos para funcionar, cada um atendendo a um fim específico. Os
mais importante são chamados de protocolos núcleo ou protocolos de transporte
e são divididos, basicamente, nas seguintes camadas:
- RF (Radio Frequency): como o nome indica, camada que lida com os aspectos
relacionados ao uso de radiofrequência;
- Baseband: camada que determina como os dispositivos localizam e se
comunicam com outros aparelhos via Bluetooth. É aqui, por exemplo, que se
define como dispositivos master e slave se conectam dentro de uma piconet,
sendo também onde os padrões SCO e ACL (mencionados anteriormente) atuam;
- LMP (Link Manager Protocol): esta camada responde por aspectos da
comunicação em si, lidando com parâmetros de autenticação, taxas de
transferência de dados, criptografia, níveis de potência, entre outros;
- HCI (Host Controller Interface): esta camada disponibiliza uma interface de
comunicação com hardware Bluetooth, proporcionando interoperabilidade entre
dispositivos distintos;
- L2CAP (Logical Link Control and Adaptation Protocol): esta camada serve
de ligação com camadas superiores e inferiores, lida com parâmetros de QoS
(Quality of Service - Qualidade de Serviço), entre outros.
29
2.3.4 – Tecnologia de comunicação por Infravermelho (IR – do inglês, Infra –
Red.).
Essa tecnologia promove a comunicação sem fio através da luz infravermelha.
Sua forma de transmissão de dados é implementada de acordo com os protocolos
e padrões da IrDA (Infrared Data Association). Esses padrões são projetados para
aceitar componentes de baixo custo e reduzir a demanda de energia, e para ativar
conexões simplesmente apontando dispositivos de infravermelho um para o outro.
Suas principais características são que as ondas infravermelhas não atravessam
objetos sólidos, podendo assim ser usada então na detecção de uma barreira
física entre o emissor do feixe de luz infravermelho e o receptor, fazendo com que
este envie um comando ao controle, informando que o feixe foi interrompido, para
que este outro por sua vez tome uma decisão. Outras características são que
assumem comportamento parecido com o da luz, quando se desloca do rádio de
onda longa e vai em direção à luz visível, perdendo as características de
rádio; Um sistema infravermelho num ambiente fechado, não interfere com o outro
instalado que está instalado a sala ao lado, por isso sua legalização perante o
governo; Em locais abertos o mesmo é inviável devido o sol enviar radiação.
Com a mínima descrição das tecnologias citadas acima, será de mais fácil
compreensão para todos os leitores deste trabalho, dos projetos que compõem
uma automatização simples em uma residência. Será de mais fácil compreensão
como funcionam os controles de acionamentos de lâmpadas via Bluetooth, do
disparo de alarmes por detecção Infravermelho da presença de um corpo, do
controle de nível de reservatórios de água, através de relés comandados
remotamente para abrir e fechar válvulas via rede Wifi ou Ethernet, assim como
demais demonstrações que serão apresentadas no capítulo adiante.
Este capítulo abordou alguns conceitos necessários à mais fácil compreensão de
projetos de automação residencial. Foi apresentado o conceito básico e a
importância da automação residencial para aqui ser defendida, foi apresentada a
ferramenta principal na qual os projetos em questão giram em torno: O
microcontrolador Arduino, que é um poderoso hardware composto de
microprocessador e circuito integrado programável, para leitura de dispositivos
sensores, controle de dispositivos motores e acionamento de dispositivos
atuadores.
Foi abordado também sobre a caracterização das instalações residenciais e como
a instalação de dispositivos de automação podem interferir na configuração
estrutural. E ainda foi descrito sobre equipamentos básicos já encontrados nas
residências atuais, que constituem uma rede de comunicação geralmente entre
computadores, notebooks, smartphones e impressoras, e que com a chegada da
automação passarão a dividir conexão com dispositivos controladores, sensores e
atuadores. Foi abordado também de maneira sucinta e resumida, as tecnologias
de comunicação que esses dispositivos usam para se comunicarem.
30
No Próximo capitulo será abordado mais claramente as simulações de projetos de
automação residencial. Serão apresentadas as propostas práticas, os esquemas
e a funcionalidade de aplicações úteis de grande economia se comparados a
sistemas mais complexos que utilizam dispositivos e softwares patenteados, de
grandes marcas.
31
3. CAPÍTULO III – DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES
Como foi mostrado nos capítulos anteriores o conceitual das instalações elétricas
em uma residência, este capitulo toma como ponto de partida a apresentação dos
projetos a serem implantados, a partir de uma casa já construída e com suas
instalações já definidas. Limitando – se apenas a detalhar formas de ligação de
comando e comunicação, em seu quesito funcional entre dispositivos usuais da
residência, abstendo – se de demais explicações sobre a localização na
passagem de cabos pela estrutura residencial, assim como dados de
luminotécnica e demais dados de alçada da engenharia civil e arquitetura.
O objetivo em questão é apresentar excelentes simulações de projetos que
podem ser facilmente implantados em uma residência, tenha ela um sistema de
cabeamento estruturado ou não, ficando a critério do profissional de automação, a
localização dos dispositivos e cabos de conexão, assim como a localização física
do quadro central de controle.
Quanto as normas, segundo a AURESIDE (Associação Brasileira de Automação
Residencial), não existem normas específicas para a automação residencial,
sendo esta amparada apenas pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) como a já citada NBR 5410/04 – Instalações elétricas em baixa
tensão, a NBR 7198/93 – Projeto e execução de instalações prediais e água
quente, NBR 12269/92 – Execução de instalações de sistema solar, e NBR 5413
– Iluminação de interiores para instalações elétricas de baixa tensão; e pelas
normas internacionais da ANSI/TIA/EIA (American National Standards
Institute)/(Telicomunication Industry Association)/(Energy Information
Administration), como as ANSI/TIA/EIA 570-A – Residetial Telecomunication
Cabling Standards (Sistema de Cabeamento Residencial) e ANSI/EIA 600 –
Protocolo CEBus (Padrão utilizado nos equipamentos de Automação).
Ainda sobre cabeamento é importante apenas ressaltar duas definições
explicadas por José Roberto Muratori e Paulo Henrique Dal Bó em um artigo para
a revista O setor elétrico: Cabeamento estruturado e Cabeamento não estruturado
(Instalação convencional)
Cabeamento residencial não estruturado
Para um cabeamento residencial convencional
ou também conhecido como “não estruturado”, a
instalação é feita por demanda, ou seja, de acordo
com as necessidades imediatas da residência. O
lançamento de cabos é feito apenas para os pontos
que estarão ativos e, a cada novo remanejamento,
é necessário o lançamento de um novo cabo, pois
a infraestrutura não está preparada para tal. Neste
caso, não se utilizao conceito de manobras para
disponibilizar um serviço de telecomunicações (dados,
32
voz e imagem). As principais vantagens do cabeamento
“não estruturado” são o baixo custo inicial e a rapidez
na instalação. As principais desvantagens seriam o alto
custo de manutenção, a péssima flexibilidade, pois
não prevê um crescimento adequado da instalação
e normalmente não conta com documentação
apropriada. Assim, a infraestrutura torna-se insuficiente
para acomodar novos lançamentos de cabos e podem
ocorrer danos ao cabeamento já instalado devido ao
lançamento de novos cabos.
Cabeamento residencial estruturado
Já para um cabeamento residencial estruturado,
o lançamento de cabos é feito de forma planejada e
visando atender não só às necessidades atuais como as
futuras. É concebida a instalação de vários pontos em
um mesmo ambiente, levando-se em consideração a
área útil e o tipo de utilização. Emprega-se o conceito
de “ponto de serviços de telecomunicações”, por meio
do qual, através de uma manobra no cabeamento,
será possível disponibilizar o tipo de serviço desejado
(dados, voz e imagem).
Isto permitirá que, em uma eventual necessidade
de alteração de um ponto de serviço, por exemplo, a
mudança de um ponto de telefone de um lado da cama
do casal para o outro, na suíte master, seja possível
fazê-la rapidamente, simplesmente efetuando-se uma
manobra no Patch Panel (painel de manobras) nos
pontos correspondentes às tomadas.
(JOSÉ ROBERTO MURATORI é engenheiro de produção
formado pela Escola Politécnica da Universidade de São
Paulo, com especialização em administração de
empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Foi membro-
fundador da Associação Brasileira de Automação
Residencial (Aureside), a qual dirigiu por cinco anos. É
consultor na área de automação e palestrante. PAULO
HENRIQUE DAL BÓ é engenheiro eletrônico pela
Universidade Mackenzie e pós-graduado em automação
industrial pela FEI. É professor do curso de pós-graduação
na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) e
diretor técnico da Associação Brasileira de Automação
Residencial (Aureside), O SETOR ELÉTRICO, ED.63,
P.58, online).
33
3.1 – Projetos de Iluminação
Projetos de Iluminação convencionais se constituem basicamente pela elaboração
do diagrama elétrico de instalação e a execução da passagem de cabos
necessários a serem ligados, à alimentação (fase e neutro em 127V ou fase e
fase em 220V), às lâmpadas e aos interruptores (dispositivos de acionamento).
Nos projetos de iluminação automatizados que seguem, as mudanças se dão na
implantação de uma ou várias maneiras diferentes de acender as luzes.
3.1.1 – Acionamento de lâmpadas via Bluetooth.
Atualmente há várias possibilidades no que diz respeito a utilizar acionamento de
lâmpadas sem fio, via Bluetooth. É impressionante a variedade de dispositivos
disponíveis no mercado. Porém todos os dispositivos são muito parecidos na
forma de funcionamento, preço e demais características que se deve levar em
consideração na hora de planejar um projeto.
Será mostrado neste exemplo o acionamento que utiliza o Arduino, com uma
placa de módulo Bluetooth denominada Bluetooth shield.
3.1.1.1 – Acionamento utilizando Bluetooth shield e aplicativo Android.
Este acionamento é feito por meio de um shield Arduino que como já mencionado,
nada mais é do que um módulo de expansão acoplado às portas da placa Arduino
e permitindo – o nesse caso possuir comunicação via Bluetooth com outros
dispositivos. Uma vez feita a configuração do shield, o Arduino pode comandar
(mestrer), ou ser comandado (escravo), por outros dispositivos via Bluetooth.
Para este exemplo o shield em questão, proporcionará a comunicação do arduino
com um smartphone que possua sistema operacional Android. Porém uma vez
configurado, o shield permite o Arduino se comunicar com qualquer dispositivo
que possua adaptador Bluetooth, como notebooks, televisores, rádios e até
mesmo outros Shields Bluetooth para Arduino.
Não existe apenas um Shield Arduino, há hoje uma grande variedade, ficando a
critério do profissional de automação ou até mesmo do cliente, escolher dentre
tantas possibilidades. No exemplo em questão será usado o Bluetooth shield
SLC63030p, conforme mostrado na figura 4., encontrado em pesquisa na internet
sobre projetos de acionamentos via Bluetooth.
34
Figura 4. – Bluetooth shield5
Ele tem a opção de escolher dois pinos do Arduino (de D0 a D7), e utilizar a
biblioteca SoftwareSerial.h para se fazer com que o Arduino se comunique com o
Bluetooth Shield através desses pinos. A alimentação de energia necessária para
seu fuincionamento é de 3.3V e o protocolo utilizado em sua comunicação é o
Bluetooth V2.0 com SPP firmware. Para mais características técnicas vide
datasheet.
Para que ele possa se comunicar com um dispositivo Android, é necessário a
instalação de um aplicativo neste último. O aplicativo escolhido é o Android
Bluetooth Kawalan da empresa Amphan, conforme figura 5.
5
Disponível em: http://wiki.seeedstudio.com/wiki/Bluetooth_Shield
35
Figura 5. Aplicativo utilizado para comunicar o bluetooth shield com um dispositivo
android 6
Este Aplicativo é bastante versátil, disponibilizando até 8 botões para
acionamentos, onde cada botão envia um caractere pelo link serial para o
dispositivo da outra ponta. Para o primeiro botão é enviado "A" quando em estado
ON e "a" quando em estado OFF, para o segundo botão os caracteres "B" e "b" e
assim por diante até os caracteres "H" e "h", pois o aplicativo disponibiliza até 8
botões. É possível alterar o nome dos botões, como por exemplo, o primeiro
botão pode ser nomeado como Lâmpada 1 e segundo como Lâmpada 2.
Abaixo é exibido o esquema de ligação entre o módulo relé e o shield já acoplado
às portas do Arduino, ressaltando que esse acoplamento consiste em encaixar
perfeitamente os pinos de ligação do shield às portas do Arduino, unindo os dois
como um só, ou seja, o Arduino e o shield agora formam uma única placa, com
suas funcionalidades combinadas pela junção dos dois em um só dispositivo.
Essa ligação é vantajosa, pois elimina a necessidade de fios de ligação, assim
como deixa livre as todas as portas digitais e analógicas do Arduino, que são
agora utilizadas através da placa do shield. O melhor detalhamento é mostrado na
figura 6.
6
Disponível em: http://labdegaragem.com/profiles/blogs/tutorial-acionamentos-via-bluetooth-utilizando-bluetooth-shield-e
36
Figura 6. – Circuito exemplo de ligação Bluetooth shield.
7
A partir dessa ligação tem – se o módulo relé disponível para ser ligado a
qualquer saída tanto de corrente contínua, quanto alternada, desde que essa não
exceda a sua capacidade de corrente suportada. Neste caso a partir desta ligação
é que são feitas as instalações das lâmpadas, uma vez já existindo a instalação
convencional
7
Adaptado de: http://labdegaragem.com/profiles/blogs/tutorial-acionamentos-via-bluetooth-utilizando-bluetooth-shield-e
37
em uma residência, a opção apresentada pode ser adicionada em paralelo. Os
reles passam a ter o papel fundamental de um interruptor, permitindo e
interrompendo a passagem de corrente elétrica para alimentar o circuito de
acionamento das lâmpadas.
Por trás de todo o funcionamento desta instalação há o sketch que é compilado
na IDE do Arduino, que nada mais é do que o código de programa escrito em
wiring que é a linguagem que o Arduino “entende”. Esse código para o
acionamento de uma lâmpada, por exemplo,é bem simples e requer poucas
instruções como mostrado abaixo:
#include <SoftwareSerial.h> //Inlcui a biblioteca SoftwareSerial.h
#define RxD 6 //Define RxD como 6
#define TxD 7 //Define TxD como 7
#define RELE_LAMPADA 4 //RELE_LAMPADA como 4
SoftwareSerial blueToothSerial(RxD,TxD); //Instância a biblioteca SoftwareSerial.h
void setup()
{
pinMode(RELE_LAMPADA, OUTPUT); //Configura o pino 4 como saída
parear_dispositivo(); //Executa a função para parear o dispositivo
}
void loop()
{
char letra; //Variável char para armazenar o caractere recebido
if(blueToothSerial.available()) //Se algo for recebido pela serial do módulo bluetooth
{
letra = blueToothSerial.read(); //Armazena o caractere recebido na variável letra
if(letra == 'A') digitalWrite(RELE_LAMPADA, HIGH); // se o caractere recebido for a
letra A, liga a Lâmpada
else if(letra == 'a') digitalWrite(RELE_LAMPADA, LOW); //Senão se o caractere
recebido for a letra a, desliga a Lâmpada
else if(letra == 'H') digitalWrite(9, LOW);
else if(letra == 'h') digitalWrite(9, HIGH);
}
}
38
void parear_dispositivo()
{
blueToothSerial.begin(38400); // Configura o baud rate do bluetooth como 38400
blueToothSerial.print("\r\n+STWMOD=0\r\n"); // Configura o módulo bluetooth para
trabalhar como slave
blueToothSerial.print("\r\n+STNA=SeedBTShield\r\n"); // Configura o nome do
disopsitivo bluetooth
blueToothSerial.print("\r\n+STOAUT=1\r\n"); // Permite que outros dispositivos
encontrem o módulo bluetooth
blueToothSerial.print("\r\n+STAUTO=0\r\n"); // Desabilita a auto conexão
delay(2000); // Aguarda 2 segundos
blueToothSerial.print("\r\n+INQ=1\r\n"); // Habilita modo de paridade
delay(2000); // Aguarda 2 segundos
blueToothSerial.flush(); // Dá um flush na serial do módulo bluetooth
}
O Código é de simples compreensão e interpretação. Em seu início é feita a
inclusão da biblioteca do shield Bluetooth para o Arduino, essa inclusão serve
basicamente para apresentar funções do Bluetooth shield ao Arduino,
considerando que são dispositivos diferentes e com funções distintas. Em seguida
são definidos as portas 6 do Arduino para recepção de dados (RxD) e 7 para
transmissão de dados (TxD), é definida também a porta que receberá sinais do
Arduino e enviará sinais de comando ao relé, a porta 4.
A configuração void setup, declara a porta de relé como uma porta de saída, ou
seja, determina que esta porta envia algum sinal à algum dispositivo, neste caso,
o relé.
No programa principal, é definida a variável local char, que armazenará o
caractere recebido. Logo em seguida é escrito a instrução de programa que
verifica se algo foi recebido pela porta serial do módulo Bluetooth, se sim, é
armazenado através de uma função.
Finalmente para os comandos de acender e apagar a lâmpada, é criada uma
condição: Basicamente se a porta receber um caractere contendo uma letra
maiúscula “A”, então a lâmpada acende, senão, se o módulo receber um
caractere contendo uma letra minúscula “a”, então a lâmpada apaga.
39
Este projeto serve não só para lâmpadas, como também para controle de
tomadas, pois o relé comandado, fica encarregado de permitir ou interromper a
passagem de corrente elétrica que circula pelos circuitos da residência. É uma
solução vantajosa do ponto de vista prático e econômico, tendo em vista que um
dos benefícios que o controle de ativação de tomadas pode trazer na economia, é
o de desligamento das tomadas ligadas a aparelhos que consomem energia no
modo stand by, ou seja, pode-se interromper o funcionamento da tomada quando
o aparelho não estiver em uso.
Outra grande vantagem do acionamento via Bluetooth, é a confiabilidade de sua
conexão. Bluetooth traz menos riscos de falha de comunicação ou perda de sinal,
porém em contrapartida esse ponto vantajoso limita – se ao uso correto da
tecnologia em respeitar as pequenas distancias entre os dispositivos ligados a
rede.
Neste ponto, pode-se afirmar que seu uso é limitado para o usuário ao
acionamento pelas distâncias de um cômodo a outro, sendo difícil para o alcance
do Bluetooth, permitir acionamento de dispositivos internos, a partir de áreas
externas grandes (Acionar uma lâmpada situada em um quarto, a partir da rua,
por exemplo).
3.1.2 – Acionamento via Wi – Fi
O acionamento de lâmpadas pode também ser realizado por Wi – Fi e sua
principal vantagem é a de permitir acionamentos sem fio entre dispositivos
separados por grandes distâncias, considerando a extensão de uma propriedade
residencial.
Pode-se por exemplo através da rede Wi-Fi, realizar acionamentos de lâmpadas
da garagem antes mesmo de chegar em casa, bastando para isso o dispositivo de
comando (notebook, smartphone...), estar conectado à rede.
Para isso é importante que se tenha um bom aparelho roteador wireless, pois é a
partir de sua capacidade de alcance de transmissão, que se saberá de até qual
distancia segura, é possível realizar os acionamentos. Atualmente os bons
roteadores encontrados em uma residência, permitem que dispositivos se
40
conectem seguramente a rede de uma distancia de até 500m (quinhentos
metros).
Outras vantagens da conexão Wi-Fi, são suas configurações de segurança. Para
se conectar a rede, os dispositivos precisam de chave de acesso e por vezes
outros tipos de proteção, de acordo com a exigência do usuário.
O processo é bem parecido com o de comunicação via Bluetooth, o Arduino
também conecta-se a um shield que pode ser tanto o Ethernet shield, ou
diretamente um shield de transmissão Wi-Fi. Considerando que o profissional de
automação escolha o shield Ethernet, tanto pela sua confiabilidade, quanto pela
sua possibilidade de além de conectar o Arduino à rede Wi-Fi, conecta-lo também
a internet, as instalações se dão de maneiras bem simples.
Contudo a diferença fica por conta da configuração um pouco mais trabalhosa, o
que confere maior confiabilidade e precisão na transmissão de dados entre
dispositivos separados por grandes distancia e na segurança contra dispositivos
invasores na rede.
O Ethernet shield acoplado ao Arduino, de maneira a formarem um só dispositivo
é conectado à um roteador wireless através de cabo UTP (par traçado), também
conhecido como cabo de rede, com seu conector RJ 45. Suas portas de
entrada/saída, podem ser ligadas por meio de jumps a qualquer outro módulo, e
neste caso como no exemplo de acionamento via Bluetooth mostrado acima,
essas portas também são conectadas ao módulo relé, que por sua vez podem
comandar qualquer carga de corrente contínua ou alternada de até 10A (dez
Ampére).
Mais uma vez o circuito final é muito simples, como no exemplo de um
acionamento de duas lâmpadas mostrado na figura 7.
41
Figura 7 – Circuito Arduino – Ethernet Shield – Lâmpadas.8
O código do exemplo em questão é porém pouco mais complicado, para pessoal
pouco familiarizado com redes, mas pode-se explicar resumidamente sua
estrutura e suas principais funções, que seguem basicamente os mesmos
padrões do exemplo anterior.
No inicio do sketch são declaradas as bibliotecas do Ethernet shield, a fim de se
estabelecer um reconhecimento das funções deste, que serão usadas pelo
Arduino posteriormente. Em seguida são declaradas as variáveis globais
aplicadas as portas que serão utilizadas. Na sequencia são feitas as declarações
para configuração de endereço IP (Internet Protocol) utilizado pela rede, endereço
MAC do shield Arduinopara que seja reconhecido como dispositivo físico na rede,
o gateway e a máscara.
É criado um servidor para oferecer serviços e atender as solicitações do Arduino,
que por sua vez receberá as solicitações do usuário por meios dos comandos dos
botões criados na página web vinculada ao endereço IP escolhido pelo próprio.
Assim sendo o profissional deve cuidar de inserir linhas de códigos referente a
criação de uma página web a seu critério, com os botões que irão comandar o
acionamento para ligar e desligar os relés. Realizada uma ação na pagina, esta
ação é enviada ao Arduino, este recebe esses comandos, processa, e envia a
resposta para a saída, neste caso os relés.
Para o usuário final, basta conectar seu computador, notebook, smartphone, (ou
qualquer outro gadget com acesso a tecnologia Wi-Fi), de sua preferência à rede,
acessar um navegador de sua preferência, digitar o endereço IP configurado e
acessar a pagina web, que deverá apresentar uma interface simples com botões
8
Disponível em: http://blog.filipeflop.com/arduino/automacao-residencial-com-arduino-acenda-lampadas-pela-internet.html
42
de comando liga/desliga. É possível ainda aumentar a segurança, configurando
na pagina, solicitação de login e senha de usuário cadastrado, ficando esta opção
a critério do profissional que fará a implantação ou das exigências do usuário
final.
Assim tem - se mais uma das muitas possibilidades de automação em
acionamentos de iluminação residencial, de forma prática, segura e econômica
apresentada ao público de uma forma geral, com poucas restrições quanto ao
perfil das residências que poderão utiliza-la. Tendo em vista o crescente números
de residências atualmente que possuem a rede Wi – Fi como principal meio de
acessar a internet.
3.2 – Projeto de monitoramento de nível de água em reservatórios.
Além da iluminação, a automação residencial, deve trazer projetos que visam o
aprimoramento e facilitação de realizar tarefas do dia a dia de uma residência.
Mesmo as tarefas simples e que não requerem tanto tempo e energia humana,
podem se tornar mais praticas e eliminar pequenos inconvenientes, mesmo que
estes venham ocorrer apenas em situações ocasionais.
Pode-se imaginar hoje como funciona o sistema de abastecimento de água de
praticamente qualquer moradia brasileira. Basicamente a água que vem da rede
distribuidora, chega aos encanamentos da propriedade e vai na maioria dos
casos, (e especificamente do que será tratado neste trabalho), para os
reservatórios acumuladores de água da residência (popularmente conhecidos
como cisterna ou caixa d’água), que uma vez totalmente abastecidos (cheios),
distribuem a água para consumo das torneiras, chuveiros e demais fontes de
utilização.
Os níveis de água no reservatório porém são desconhecidos enquanto estes são
a única fonte de abastecimento, seja por falta d’água proveniente do não
abastecimento da distribuidora, ou por ruptura de uma tubulação alimentadora,
por exemplo. Os usuários desta água então passam a ter o inconveniente de não
saberem o quanto de água ainda tem disponível para utilizar, a não ser que
alguém verifique a olho nu a quantidade aproximada que ainda se pode consumir,
através de visita ao local de instalação do reservatório, que por sua vez é
geralmente alojado no topo da residência, pois essa configuração facilita o
abastecimento dos dutos pela queda da água por gravidade.
Portanto uma maneira simples de eliminar esse pequeno inconveniente seria que
se pudesse medir o nível de água existente no reservatório de uma residência,
sem que se precisasse ir até o seu local de instalação. Isso sem dúvidas,
43
eliminaria esforços, economizaria tempo e induziria a conscientização do uso
racional da água.
3.2.1 – Sensor de Nível de água ligado ao Arduino.
Um projeto simples e barato para o monitoramento do nível de água em um
reservatório, utiliza sensores eletromagnéticos de nível, instalados em pontos
estratégicos do mesmo. A medida que a superfície da água toca determinado
ponto do sensor, este fecha ou abre os seus contatos, permitindo ou
interrompendo a passagem de sinal elétrico pelos seus cabos transmissores,
atuando semelhante a um interruptor. Esse sinal é enviado para as portas do
Arduino, que poderá então gerar sinal digital para acender Leds de indicação, que
corresponderão á medida de nível configurada pelo profissional.
Este tipo de projeto pode ser usado não só para uma simples verificação de nível
em um reservatório, como pode também ser estendido a outros projetos de baixo
custo que visam garantir o abastecimento continuo de modo automático, por meio
do envio de sinais não só para Leds de indicação, mas como também para relés
que poderão acionar uma bomba d’água simples para succionar água de um
reservatório inferior, a cada vez que o sistema acusar nível crítico de água no
reservatório superior, por exemplo. São muitas as possibilidades.
Este tópico se limitará apenas a uma breve sugestão de monitoramento de nível
simples, para fins indicativos. Para este exemplo de projeto escolheu-se um
sensor de nível feito de material plástico (PP - Polipropileno, segundo o
fabricante), composto de uma haste na qual desliza um cilindro feito de material
flutuante.
Esse cilindro possui um ímã que aciona um sensor magnético no meio da haste,
que por sua vez fecha o contato dos 2 (dois) fios que saem do sensor. Isso
funciona basicamente como uma boia elétrica como pode ser visto na figura 8.
A figura 8.1 mostra que o cilindro possui internamente apenas uma pequena parte
preenchida com o ímã, o que torna possível inverter o cilindro e ter um contato
normal aberto ou normal fechado, adaptando o sensor às necessidades do
projeto.
44
Figura 8. – Sensor de nível em Polipropileno (PP).9
Figura 8.1 – Contatos Normalmente Aberto (NA) e Normalmente Fechado (NF) do
sensor.10
9 10
Disponível em: http://www.arduinoecia.com.br/2014/07/arduino-sensor-de-nivel-de-liquidos.html
45
Para um controle satisfatório do nível em um reservatório como uma caixa d’água,
o ideal é que sejam utilizados pelo menos três sensores, alinhados verticalmente
entre si, de maneira a formar uma escala de medição, de nível baixo, médio e
alto. Tal configuração pode ser observada no exemplo mostrado na figura 9.
Figura 9. – Instalações dos sensores em um reservatório de água.11
O circuito de ligação ao Arduino é muito simples, consistindo em conectar os fios
de ligação dos sensores nas portas do Arduino e ao terra. Para indicação do
estado de cada sensor, pode-se como já mencionado, montar um painel com leds
para a sinalização visual do estado de cada um e pode-se ainda fazer as devidas
medições no reservatório e indicar por escrito no painel ao lado de cada led, qual
a medida em litros correspondente. A variedade de possibilidades é grande e
cabe ao dono do projeto decidir que ideia aplicar, de acordo com a escolha do
cliente.
A lógica, também de fácil entendimento, consiste basicamente da verificação do
recebimento de sinal dos sensores nas portas do Arduino, para então o programa
principal tomar decisões baseadas em lógica condicional (if e else), que verifica o
estado do sensor de acordo com o nível da água no reservatório e define se o led
correspondente deve acender ou apagar.
Assim, com este projeto tem – se um ótimo e barato sistema de monitoramento de
11
Disponível em: http://www.arduinoecia.com.br/2014/07/arduino-sensor-de-nivel-de-liquidos.html
46
Nível de água em reservatório, residencial.
3.3 – Acionamento via infravermelho.
Tecnologia umpouco mais antiga, porém ainda muito usual e prática, o
infravermelho tem ganhado várias aplicações nos mais variados projetos. A
famosa tecnologia por trás das TV’s de controle remoto, veio sendo desenvolvida
e explorada para diversos fins e a automação residencial não ficou de fora.
Muitos são os dispositivos desenvolvidos para se trabalhar com IR e escolher
entre eles é uma tarefa para o profissional de automação, que dentre outros
fatores, certamente irá escolher aquele que mais atende ás necessidades do
projeto.
Uma boa aplicação para os sensores infravermelho em uma residência, é para a
detecção da presença e movimento de animais e pessoas em um cômodo, por
exemplo. Essa aplicação pode ser interessante para se ter melhor controle de
entrada e de saída em uma propriedade, por meio da criação de um alarme que
quando detecta o movimento de pessoas ou animais pelo sensor, dispara um
aviso luminoso ou até mesmo sonoro. É uma boa aplicação para um sistema de
automação que visa aumentar a segurança em um ambiente.
Pode-se pensar então que um projeto de um sistema automático que visa
aumentar a segurança, deve custar não menos que uma boa quantia de dinheiro,
e que poucos poderiam pagar, porém o exemplo de projeto a ser apresentado
neste trabalho, tem por um dos principais objetivos provar o contrário. Visa provar
o quanto se pode criar soluções simples e de baixo custo, através do
conhecimento e do bom uso de dispositivos baratos, confiáveis e eficazes.
3.3.1 – Alarme com sensor Infravermelho PIR.
Neste exemplo prático de projeto, é criado um circuito de alarme sonoro e visual,
utilizando o sensor PIR. O sensor PIR (Passive InfraRed sensor) é um sensor
eletrônico que mede a luz infravermelha irradiada de objetos. O sensor PIR
também é conhecido como sensor de presença ou sensor de movimentos, e ao
conectá-lo ao Arduino é possível controla – ló e disparar diversas ações ao
detectar movimentos.
Este sensor já é bem conhecido nas instalações residenciais. Em projetos de
iluminação convencional, este sensor é instalado em pontos de luz de um
47
ambiente, para que quando uma pessoa entre, seus movimentos sejam
detectados, fazendo com que este envie sinais para o acendimento da lâmpada,
que deverá ficar acesa pelo tempo pré programado pelo usuário. É um sensor
bem simples de se instalar e seu baixo custo é um grande atrativo para o projeto.
Sua simplicidade pode ser vista conforme mostrada na figura 10.
Figura 10 – Sensor PIR.12
Este sensor possui controle de sensibilidade e controle de tempo em que ficará
ligado, o que torna o projeto bastante flexível e adaptável a diversas condições de
uso.
O projeto em questão conectará o sensor ao Arduino e pode ser alojado nas
entradas de ambientes dentro de casa, ficando a escolha da localização, a critério
do cliente. Neste exemplo o sistema terá como saídas um Led e uma sirene, ou
seja, ao envio de sinal do sensor ao Arduino, este ativará as portas as quais se
encontram conectados os dispositivos de sinalização sonora e luminosa.
O circuito simples desse sistema pode ser visto como ilustrado e melhor
esclarecido na figura 11, retirada de um site criado para ensinar como elaborar
circuitos protótipos para projetos diversos com o Arduino.
12
Disponível em: http://www.filipeflop.com/pd-6b901-sensor-de-movimento-presenca-pir.html
48
Figura 11 – Circuito de alarme com sensor PIR.13
Como a maioria dos sensores do tipo, este possui três pinos de ligação: Positivo
(5V), negativo (GND) e Entrada (IN), que é o pino que se conectará com a porta
de controle do microcontrolador Arduino. São mostradas também no circuito, a
ligação do Led e do Buzzer (Sirene), montados na placa de prototipagem como
um exemplo. No entanto, como já mencionado, a real localização do circuito na
residência, fica a critério do profissional integrador de automação e do cliente, que
escolherá em quais partes da casa instalar, desde de que para tal, sejam
respeitadas ainda as especificações técnicas e limites de cada componente.
Conforme pesquisado nas especificações técnicas do sensor, este apresenta
limitações quanto a sensibilidade e alcance de detecção. O resultado de pesquisa
feita com base na experiência de aplicações desenvolvidas por alguns usuários,
aponta que o sensor apresenta total eficiência dentro de um limite de alcance de
detecção de aproximadamente 7 (sete) metros de distância. É um limite
considerado bom, para o uso de detecção de presença e movimento em portas de
uma casa, por exemplo.
13
Disponível em: http://www.comofazerascoisas.com.br/como-fazer-um-alarme-com-arduino-sensor-de-movimentos-
pir.html
49
Por fim a programação do Arduino feita para esse sistema é a mais simples
possível e bastante parecida com a dos projetos anteriores, consistindo
basicamente de declaração das portas de entrada e saídas, correspondentes ao
sensor, ao Led e a sirene; verificação de valores recebidos nas portas de entrada
para a ativação ou desativação das portas de saída; E a execução dos comandos.
Por isso não será abordado aqui mais a fundo a análise da programação.
Com estes exemplos de projetos apresentados, pode-se ter uma casa bem mais
funcional, em termos de praticidade nas realizações das tarefas, economia de
tempo, financeira e segurança. É certo que só estes exemplos implantados em
uma residência, por si só, não tornam uma casa automatizada, porém, esses
projetos mostram algumas das diversas possibilidades interessantes e de baixo
custo que os sistemas de automação podem trazer para o ambiente residencial e
como podem torná-lo mais inteligentes.
É interessante ressaltar também, que alguns projetos podem ser integrados,
utilizando-se um só Arduino, o que agrega benefícios ao fator economia tão
mencionado. O Arduino, assim como outros controladores mais robustos, podem
rodar mais de um programa dentro do mesmo sketch, cabendo ao profissional
com um bom conhecimento da programação, aplica-lo, a fim de evitar o
desperdício de portas de comunicação, restantes de um projeto em uma placa
instalada no quadro de automação. Esta solução evita que se use uma placa pra
cada projeto, o que além de encarecê-lo, o tornaria um pouco mais trabalhoso.
Todos os módulos utilizados são confiáveis e possuem aprovação não só dos
órgãos competentes á área, mas como de profissionais dedicados a realizarem
testes e até mesmo projetos, aonde se testa os limites de cada componente,
fazendo com que sua utilização traga sempre resultados positivos, mediante ao
uso correto conforme especificações.
O custo, uma das variáveis mais importantes para determinar a escolha de
dispositivos, é também neste caso de alta aprovação, pois tratam – se de
componentes simples e atualmente fabricados em larga escala, para atender a
crescente demanda por projetos diversos de eletrônica e automação. Por isso,
este assunto tão importante para o desenvolvimento de qualquer projeto, será
melhor tratado no capítulo que segue.
50
4. CAPÍTULO XV – LEVANTAMENTO DE CUSTOS
Quando se apresenta soluções diversas para aplicações práticas de projetos
julgados econômicos, um dos fatores que não se pode deixar de falar, nem que
seja para uma breve passada de informações, é o custo que vai ser atribuído. A
informação dos preços a serem pagos pelo cliente e o benefício do retorno de
investimento que ele terá, é realmente um fator decisivo para se fechar um
negócio, com a certeza de que este é realmente bom.
Em um país como o Brasil, onde a economia não anda tão boa e uma crise traz
tanta preocupação, arriscar em um investimento de aquisiçãode bens ou
serviços, é uma tarefa que precisa ser muito bem estudada. Uma vez decidido
implantar uma renovação nas instalações de sua residência, o cliente precisa
estar realmente convencido de que a proposta é a melhor, que o preço excede a
todas as expectativas, que as suas necessidades serão realmente atendidas e
que aquela oferta é realmente a mais eficaz dentre todas as apresentadas pelos
concorrentes.
Atualmente a demanda por automação residencial ainda é baixa, porém
crescente, o que estimula ainda mais os profissionais da área investirem em
capacitação e divulgação dos serviços que podem ser realizados, e aos
fabricantes a desenvolverem cada vez mais equipamentos e dispositivos com alta
tecnologia e de baixo custo. Um dos fatores que levam a procura por automação
ser cada vez mais crescente é justamente o custo dos bens e serviços prestados
para a realização de projetos, estar cada vez mais baixo.
O preço da automação custava cerca de 5% do valor
do imóvel, agora representa apenas 3%. Porém,
mesmo com essas quedas de preços, o custo para
automatizar uma casa ainda é alto quando se trata de
uma automação simples para uma residência de classe
média, visto que esta classe, ainda não vê com bons
olhos a automação residencial devido ao seu alto
investimento. Contudo, soluções de baixo custo são
alternativas para este tipo de automação de pequenas
e médias residências, buscando assim uma maior
aceitação da automação residencial nesta classe
social.
(SABER ELETRÔNICA, 2015, online)
Graças a essas soluções de baixo custo, o mercado tem ganhado forças e o
número de soluções vem se multiplicando com velocidade impressionante. Hoje
tem – se a ótima opção de se implantar uma solução de cada vez, de acordo com
a necessidade e ir aprimorando as instalações da maneira que mais for
51
conveniente. E tem-se ainda a variedade imensa de dispositivos e equipamentos
dos mais variados fabricantes para se escolher.
Para transparência com os custos dos projetos apresentados neste trabalho, foi
elaborada uma planilha de custos de alguns dos principais dispositivos utilizados
nos exemplos do terceiro capítulo, em que são detalhados os nomes dos
produtos, seu modelo, sua descrição, seu fabricante, o fornecedor pesquisado e
por fim, seu preço.
52
Nome Descrição Modelo Fabricante
Preço
Médio Fornecedor
Data
Consult.
Arduino
Placa com
microcontrolador
Atmega328; 14
entradas/saídas
digitais, 6 entradas
analógicas; cristal
oscilador de 16MHz;
conexão USB; entrada
para fonte; soquetes
para ICSP; botão de
reset.
Uno R3 -
Original da
Itália Atmel R$ 119,00
Robocore
Tecnologia
LTDA. 23/11/2016
Módulo
Bluetooth
Módulo para
comunicação Bluetooth HC - 06
Guangzhou
HC
Information
Technology R$ 26,00 Robobuilders 23/11/2016
Fonte 5v
Fonte Chaveada DC 5v
para alimentação do
Arduino
Fonte
chaveada 5V
2A plug P4 FilipeFlop R$ 34,90 FilipeFlop 23/11/2016
Ethernet
Shield
Placa Shield de conexão
Ethernet para Arduino
Ethernet
Shield
W5100 WIZnet R$ 45,00
Casa do
Arduino 23/11/2016
Sensor de
Movimento
PIR
Sensor Infravermelho
com contrle na placa;
Sensibilidade e tempo
de operação ajustáveis. DYP-ME003
Shenzhen
Dyp Sensor R$ 8,90
MC1
Componentes 23/11/2016
Sensor de
Nível
Sensor de nível de
líquidos tipo flutuador
para reservatórios Flutuador ICOS R$ 18,90 DTD TEC 23/11/2016
Arduino
placa com o
microcontrolador
Atmega2560; 54 pinos
digitais (entrada/saída);
16 pinos analógicos; 4
USARTs (Portas Seriais
de Hardware); cristal
oscilador de 16MHz,
entrada USB, entrada de
alimentação, soquete
de comunicação ICSP;
botão reset.
Mega 2560
R3 - Original
da Itália Atmel R$ 249,00
Robocore
Tecnologia
LTDA. 23/11/2016
Módulo Réle
Módulo relé, 5v, 4 canais
para acionamento de
cargas DC/AC até 10A
SRD-05VDC-
SL-C
Songle
Relay R$ 18,89 Robô Help 23/11/2016
Cabos
Cabos para ligação do
Arduino, módulos,
sensores.... 40
unidades de 200 mm
cada Dupont Dupont R$ 11,00
Maringá
Makers 23/11/2016
Total:
Planilha de Custos dos Produtos
R$ 531,59
Tabela 1. – Planilha de Custos dos Produtos.
Esta planilha apresenta provas para se ter uma base aproximada dos valores de
dispositivos usados nos projetos, considerando que os valores apresentados são
exatos apenas quando obtidos através dos fornecedores listados, podendo ser
encontrados até por menor preço, em lojas de outros fornecedores, ou por serem
de outros fabricantes.
53
Além disto, todos os produtos apresentados podem ser substituídos por produtos
paralelos equivalentes, ficando a critério do profissional que irá implantar os
projetos na residência, selecionar conforme suas necessidades e confiabilidade
nas marcas que mais possui afinidade. Há ainda o fato de não terem entrado
nesta tabela, alguns acessórios como cabo UTP com conector RJ 45, Cabo USB
para comunicação serial entre o computador e o Arduino, elementos de solda
para eletrônicos, entre outros, Por serem por vezes produtos que acompanham os
dispositivos ou até mesmo itens opcionais, dependendo da configuração
estrutural usada por cada profissional, ou ainda produtos de custos relativamente
baixos, tornando irrelevante suas inserções na planilha.
Contudo, a planilha fornece várias informações valiosas para provar que as
soluções a serem implantadas, são realmente de baixo custo. Através da planilha
pode se argumentar que todos os dispositivos necessários para se realizar
projetos como os do capítulo III, podem ser adquiridos gastando um total de
aproximadamente R$ 500,00 (Quinhentos reais). Tem-se, é claro, a consciência
que a este valor poderá ser acrescido os encargos com a mão de obra de um
profissional integrador de automação, que irá variar, de acordo com a faixa
apropriada de custos de mão de obra para um profissional da área. No entanto a
informação dos valores dos produtos é válida para se saber que o custo não será
elevado.
Comparando ainda os valores de produtos como microcontroladores Arduino, com
os valores de possíveis substitutos para a mesma função em um projeto,
podemos comprovar economia ao verificar que os preços de controladores mais
robustos como CLPs, variam numa faixa entre R$ 200,00 (Duzentos reais) e R$
1.000,00 ( um mil Reais). Sendo os mais baratos desprovidos de algumas funções
necessárias para este tipo de projeto, ou com menos portas de comunicação que
um Arduino.
É claro que pode-se colocar em “ xeque”, o quesito confiabilidade e eficácia do
Arduino, quando comparado a CLPs, porém, embora o segundo seja mais robusto
e por vezes mais sofisticado que o primeiro, o Arduino possui grande aprovação
profissional e um ótimo resultado de desempenho na realização de projetos de
automação residencial, segundo avaliação feitas por alguns profissionais da área.
Deve se saber qual dispositivo usar e quando usar, mesmo com suas limitações,
o Arduino torna-se uma solução mais viável até mesmo por sua simplicidade, que
para exemplos de projetos como esses é essencial.
54
Ainda sobre custos, deve – se levar em consideração também, que as soluções
apresentadas nos exemplos de projetos do terceiro capítulo, podem ser
implementadas separadamente, não tendonenhuma obrigatoriedade de ligação
uma com as outras. Isto pode ser visto como vantagem, pois fica a critério do
cliente, qual projeto implementar de acordo com seu orçamento. É possível
também fazer modificações e variar a montagem dos projetos de acordo com a
necessidade, fazendo com que o projeto possa ter um custo ainda menor.
Diante a inúmeras possibilidades de economia, espera-se que a automação
residencial possa alcançar um publico mais amplo no decorrer de pouco tempo.
Esta perspectiva é um dos fatores que tem movido a gama de profissionais que
desejam se aprimorar cada vez mais no mercado, para atender aos requisitos dos
mais variados projetos, utilizando-se dos melhores recursos hoje disponíveis,
integrando dispositivos de forma prática segura, confiável e econômica.
Elaborando sistemas de baixo custo como os apresentados e garantindo a sua
perfeita funcionalidade, usualidade e durabilidade.
“Globalmente, o mercado de automação residencial deve crescer de U$ 32
bilhões em 2015 para U$ 78 bilhões em 2022, uma taxa anual composta de
12,5%.”
[AURESIDE]
55
5. CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1 – CONCLUSÃO
A automação residencial é ainda preconizada entre a população como sendo
cara, trabalhosa, complicada e dentre outras tantas coisas, desnecessária. Porém
como foi visto ao longo deste trabalho, que teve por principal objetivo defender a
automação residencial como uma área engrandecedora para a sociedade, essas
e tantas outras acusações em detrimento desta tecnologia ficam por conta da
baixa procura pela informação de que existem, como foi mostrado, inúmeras
soluções inteligentes e de baixo custo. Destacando então como um dos fatores
para esse desconhecimento dos benefícios da automação e a economia que ela
pode trazer, a cultura precária do país, a respeito das tecnologias e seus
propósitos.
Foi visto então, que dispositivos baratos e de fácil aplicação vem sendo produzido
em grande escala e numa velocidade que o mercado quase não acompanha,
porém graças a isso e a outros fatores econômicos a demanda por automação
vem crescendo anualmente, mesmo que à pequenas taxas, trazendo um ponto
positivo de motivação para profissionais que querem se engajar na área.
Além disso, a exploração crescente e as constantes descobertas no campo das
tecnologias de rede sem fio, dão ao cenário uma nova concepção na maneira de
controlar o acionamento de iluminação, o abastecimento de água, a entrada e
saída de pessoas de um ambiente, como vários outros projetos que visam a
economia de energia, segurança, racionalização de recursos, de forma prática e
eficiente.
A fabricação em quantidades expressivas e o farto fornecimento ao público, de
módulos inteligentes que podem se comunicar a uma rede de dispositivos e fazer
coisas incríveis; microcontroladores para prototipagem, de simples entendimento
e com praticidade de programação para utilização em projetos simples até alguns
mais complexos, são fatores que somam para a ascensão da automação
residencial como um negócio de sucesso.
56
Com isto este trabalho cumpre o seu papel explicativo e esclarecedor em defesa
da automação residencial e deixa um legado de conhecimentos básicos, para
pessoas que não possuem nenhum sobre o assunto e para os aficionados e
colegas estudantes que possuem interesse e estão começando na área. Espera-
se que este possa de alguma forma contribuir também para o tão desejado auge
da automação residencial no país.
57
6. CAPÍTULO VI – REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- GDS Automação Residencial; O que é Automação Residencial?. Disponível
em: < http://www.gdsautomacao.com.br/automacao.html> Acesso em:
31/Out./2016.
-THOMSEN, Adilson. O que é Arduino?. Disponível em: <
http://blog.filipeflop.com/arduino/o-que-e-arduino.html> Acesso em: 31/Out./2016.
- WIKIPÉDIA, Wikipédia, A enciclopédia livre. ETHERNET. Disponível em: <
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ethernet> Acesso em: 05/Nov./2016.
- ALECRIM, Emerson; Infowester. O que é Wi – Fi (IEEE 802.11)?. Disponível em
< http://www.infowester.com/wifi.php> Acesso em: 05/Nov./2016.
- ALECRIM, Emerson; Infowester. Tecnologia Bluetooth: O que é e como
funciona?. Disponível em < http://www.infowester.com/bluetooth.php> Acesso
em: 05/Nov./2016.
- MURATORI, José Roberto; DAL BÓ, Paulo Henrique. Automação Residencial,
Capítulo II: Cabeamento para dados, voz e imagens, p.58. Disponível em: <
http://www.osetoreletrico.com.br/web/documentos/fasciculos/Ed63_fasc_automac
ao_res_cap2.pdf> Acesso em: 08/Nov./2016.
- GARAGEM de, Laboratório. Tutorial: Acionamentos via Bluetooth utilizando
Bluetooth Shield e aplicativo Android. Disponível em: <
http://labdegaragem.com/profiles/blogs/tutorial-acionamentos-via-bluetooth-
utilizando-bluetooth-shield-e> Acesso em: 07/Nov./2016.
58
- CIA e, Arduino. Ligando um Sensor de Nível de Líquidos ao Arduino.
Disponível em: < http://www.arduinoecia.com.br/2014/07/arduino-sensor-de-
nivel-de-liquidos.html> Acesso em: 16/Nov./2016.
- COMO FAZER AS COISAS. Como fazer um Alarme com Arduino e sensor
de movimentos PIR. Disponível em: <
http://www.comofazerascoisas.com.br/como-fazer-um-alarme-com-arduino-
sensor-de-movimentos-pir.html> Acesso em: 16/Nov./2016.
- SABER ELETRÔNICA. Domótica: uma aplicação de baixo custo com acesso
web. ano: 48, n. 462, jun. 2012 Disponível em:
<http://www.sabereletronica.com.br/ artigos/2844-domtica-uma-aplicacao-de-
baixo-custo-com-acesso-web>. Acesso em: 21/Nov./2016.
- AURESIDE. Previsões para o mercado global de Aut. Residencial.
Disponível em: < http://www.aureside.org.br/noticias/previsoes-para-o-mercado-
global-de-aut.-residencial> Acesso em: 24/Nov./2016.