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Apostila de Drenagem Linfática

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A melhor resposta para o seu futuro! 
 
Apostila | Prof. Rogério Pires 
ESCOLA 
TÉCNICA 
DE SAÚDE 
GÊNESIS 
DRENAGEM LINFÁTICA 
 
ETS GÊNESIS 
Prof. Rogério Pires – Drenagem Linfática 2 
 Rua Aurelino Leal, 51/201 – Centro - Niterói 
 
 
DRENAGEM LINFÁTICA 
 
 
1.0-Introdução. 
1.1-História. 
1.2-Finalidade. 
1.3-Fundamento. 
1.4-Tratamento dos Linfedemas. 
2.0-Sistema Imunológico. 
2.1-O Ritmo Linfático. 
2.2-As Manobras da Drenagem Linfática Manual. 
2.3-O sistema linfático sob a ação do Estresse e tensão. 
2.4-A Drenagem no processo de envelhecimento. 
3.0-Indicações da DLM. 
3.1-Reflexão sobre Patologia geral em DLM. 
3.2-Drenagem Linfática em Ciência da Massagem. 
3.3-Protocolo de tratamento. 
3.4-Conclusão. 
4.0-Bibliografia. 
 
 
ETS GÊNESIS 
Prof. Rogério Pires – Drenagem Linfática 3 
 Rua Aurelino Leal, 51/201 – Centro - Niterói 
 
1.0 - INTRODUÇÃO 
 
 Linfoterapia ou Massagem Linfática é a técnica mais empregada e atualmente é a que obtém 
melhores resultados nos tratamentos pré e pós-cirurgicos, estéticos e prevenção de linfedemas. 
Baseada essencialmente na Fisiologia do sistema Linfático, a Drenagem Linfática Manual ou 
Linfoterapia é uma Massagem complexa, representada por um conjunto de manobras muito especificas, que 
atuam sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquidos acumulado no interstício, nos 
tecidos e dentro dos vasos. 
 Para ser um profissional em DLM é necessário compreender que para se aplicar esta técnica o 
profissional deve ser conhecedor profundo do sistema linfático. O principio básico da drenagem, é que não se 
trabalhe deforma automática, nem de memória, e sim empregado raciocínio, e analisando o caso, para que 
possamos facilitar o recolhimento e filtragem da linfa. Hoje existem grandes diferenças na técnica, porém, 
nossos instrumentos são as mãos e não há aparelhos que às substitua, pois a pressão e o ritmo são 
específicos. As manobras requerem treinamento e pratica regular, pois o que se emprega são movimentos 
suaves, harmoniosos, não agressivos, para não danificar os capilares linfáticos. As mãos atuam como folhas 
que caem em solo delicado, elas pousam sobre a pele, suaves, pressionando lenta e ritmicamente, 
obedecendo sempre o sentido da drenagem linfática fisiológica. Por isso, em uma sessão de drenagem 
prevalece o silencio, a única linguagem é o dialogo das mãos. Os efeitos desta técnica são observados a 
partir das primeiras sessões, a pele fica mais clara e translúcida, há um maior fluido da linfa nos membros 
inferiores, e por sua vez tem efeito tranqüilizante e relaxante, os pacientes sentem que suas pálpebras pesam 
e seus músculos relaxam. Isto porque a DLM, atua sobre o sistema parassimpático, proporcionando a 
recuperação de forças. 
 Segundo os Médicos e práticos em Massoterapia as técnicas de DLM são ferramentas funcionais 
para área de saúde integral. 
OBS - Alguns terapeutas já utilizavam a abordagem na Linfa para o trato da saúde no século XVIII. Por isso 
alguns médicos enfatizaram que a “Massagem Linfática” é uma técnica acessória no tratamento terapêutico 
de Massagem. 
 
1.1- História 
 
 
 Desde a antiguidade os Gregos já revelavam a linfa e os vasos linfáticos. Nesta época a Medicina 
Afirmava que as “enfermidades” ocorriam pelas variações de estados de humores e pelos deslocamentos 
induzidos dos líquidos orgânicos, no corpo, em geral nos vasos. Porém, todas as teorias formuladas ficaram 
como hipóteses até as primeiras dissecações feitas. Médicos notáveis como Hipócrates e Galeno obtinham 
conhecimento empírico sobre a Linfa. 
 Avançando na história Avicena menciona o fluido claro (Linfa) e suas implicações para saúde. 
Chegando à Idade média, o médico Italiano Aselius revela a presença de vasos linfáticos ao dissecar o 
intestino de um cachorro. Em 1651 Vanton e Rubdeck conseguem isolar partes do sistema linfático e 
distinguir a linfa do resto da circulação sangüínea e observa-lo. Nesta mesma época Pecquet observou o 
ducto linfático, comprovando que o Quilo não é drenado para o fígado e sim para um reservatório, que mais 
tarde recebeu o nome de cisterna de Pecquet. A grande importância ao estudo e funções da linfa, é dada ao 
Dinamarquês Thomas Bartholin, que através de estudos entre 1652 a 1654 que o denominou de sistema 
linfático. Esses estudos serviriam para o desenvolvimento e descoberta da linfologia. 
 A 
ETS GÊNESIS 
Prof. Rogério Pires – Drenagem Linfática 4 
 Rua Aurelino Leal, 51/201 – Centro - Niterói 
 
 Entre 1932 e 1936, Emil Vodder e Estrid Vodder reconhecidos como pais da drenagem linfática. 
Vodder inicialmente doutor medicina que estudou sociologia, filosofia, hábil Fisiologista e fisioterapeuta, 
intrigado em relação ao sistema linfático e seguindo intuição que teve ao longo do tratamento de um de seus 
pacientes acometidos de sinusite, elabora em Cannes, um método completo e original: A drenagem linfática 
manual, uma técnica especifica de massagem efetuada suavemente, mas de maneira rítmica, tendo como 
objetivo aliviar diferentes patologias e reabsorver edemas. Pouco a pouco a DLM, se impôs como tratamento 
de escolha para linfedemas e teve sua evolução maior no domínio cientifico a partir dos anos de 1960, 
principalmente por A.Leduc e Michael Foldi. 
 Nas décadas de 1950-1960, alcançam o ponto mais alto de sucesso de sua técnica e forma uma 
equipe com cientistas de todo o mundo, sendo que em 1984, em Copenhague (Vodder com 88 anos), recebe 
finalmente o reconhecimento oficial de uma Delegação do grêmio Fisioterapeuta Alemão, prêmio pelo 
trabalho e dedicação de toda uma vida na investigação linfológica, no aperfeiçoamento de um método e 
como criador de sua técnica manual,que desde então ficou oficialmente aprovada. 
 Após a época contemporânea da Massoterapia a DLM também sofreu mudanças técnicas, sendo 
incorporadas novas filosofias e métodos juntamente com descobertas e pesquisas anexadas aos trabalhos 
não só em áreas patológicas, mas como nos pré e pós- cirúrgicos e tratamentos estéticos e terapêuticos. 
 Na DLM atualmente são separadas em três visões distintas, sendo elas: Terapêutica, Estética e 
Linfoenergia. 
 Hoje a DLM tem seu lugar de destaque e reconhecimento pela sociedade internacional de Linfologia, 
reunindo em Simpósios anuais, Médicos, para médicos, enfermeiros e outras áreas de saúde. 
 
 
1.2 – Finalidade 
 
A drenagem linfática é uma das inúmeras técnicas manuais 
que auxiliam as funções fisiológicas, da mesma forma que as outras funções automáticas do organismo. Um 
dos objetivos da Massagem Linfática é dar equilíbrio aos mecanismos biológicos, potencializando as reações 
do organismo, utilizando manobras com diversas posições. Atuando de forma preventiva, estética e 
terapêutica. 
Dentro da Ciência da Massagem a visão da Drenagem linfática é proporcionar auxilio terapêutico através da 
linfologia, atuando na pratica funcional do organismo. 
 
Prevenção – Estimular o sistema de defesa e as trocas metabólicas, as oxigenações dos tecidos e demais 
órgãos. Pode ser aplicado diariamente por auto massagem e exercícios respiratórios combinados. 
Estética – Retirar os líquidos excedentes e as manobras atua na estimulação das trocas entre células e 
capilares, estimulando a substancia fundamental a permanecer com equilíbrio e com melhor oxigenação 
celular, com isto o tecido apresenta aspecto mais jovem, mais oxigenado e a pele mais tonificada e com mais 
vigor e vitalidade. 
ETS GÊNESIS 
Prof. Rogério Pires – Drenagem Linfática5 
 Rua Aurelino Leal, 51/201 – Centro - Niterói 
 
Terapêutica - Provocam mudanças favoráveis com todos os estados de doença que impliquem em edema, os 
mecanismos de defesa serão acionados, com regressão de sintomas e melhorias do estado geral do 
indivíduo. 
 
 
 
 
1.3 - Fundamento 
 
 Atuação no organismo para prevenção utilizando métodos manuais, com o objetivo de prever e tratar 
alterações metabólicas com ação reflexa sobre os rins, para onde seguem as toxinas eliminadas pela urina. A 
DLM permite o aumento da linfa circulante no corpo, e que resulta numa série de vantagens para toda a 
saúde - maior oxigenação da pele, regulagem do intestino, eliminação das toxinas dos tecidos, melhora da 
digestão, alivio na sensação de inchaço do corpo. 
 
Considerações Cientificas 
 
 O Sistema Linfático faz parte, assim como as artérias e veias do sistema circulatório e se encontra 
distribuído por todo o corpo humano. Pelos condutores linfáticos circula a linfa, que transporta proteínas de 
alto peso molecular junto com outros elementos que não podem ser transportando pelas veias. Sua função é 
devolver a linfa desde os espaços intersticiais dos tecidos ao sistema circulatório completamente filtrado. As 
únicas unidades motoras do sistema linfático são os chamados Linfagioes, definido por um espaço 
compreendido entre as válvulas dos vasos que capta e que expulsa a linfa com movimentos de liberação e 
contração. Se por alguma razão o sistema linfático deixar de funcionar ocorre o edema. Isto acontece porque 
a linfa é alta no pelo molecular de proteína, que tem o poder de absorvera água, fazendo com que surja o 
edema. 
 Porém não devemos esquecer que existem também os Inchaços, pois estes não são mencionados 
em DLM, devido à confusão acadêmica entre as duas definições, no geral entende-se edema um inchaço e 
um inchaço um edema, porém existem diferenças suaves entre ambas as ações. Alguns autores da Medicina 
entendem que Inchaço é o extravasamento dentro dos tecidos e edema o extravasamento intersticial. 
Trataremos aqui sobre os Edemas. 
 A Linfologia é um ramo da Medicina que se dedica ao estudo do sistema vascular linfático. Entende-
se que o Linfoterapeuta é o terapeuta que trabalha para auxiliar no cuidado do corpo evidenciando a Linfa, já 
o Linfologista é o profissional de medicina com especialidade e /ou pesquisa no campo da Linfologia. 
 Linfodermatologia – É o ramo da Linfologia que se dedica ao estudo, detectação e tratamento dos 
linfedemas. 
 As investigações sobre o sistema Linfático datam do I século a.C, entretanto investigadores 
renascentistas tomaram a responsabilidade de continuarem com os estudos,até que finalmente Gaspar 
Aselius (1581-1626) professor de anatomia e cirurgia (Itália),descobriu ou talvez redescobriu os vasos 
linfáticos. 
 Quando por alguma razão dentre várias possibilidades se produz uma obstrução a disfunção ou até 
mesmo a destruição d o sistema linfático, a linfa se acumula nos espaços intersticiais dos tecidos, 
principalmente na região subcutânea criando assim um quadro de depósito anormal de alto peso molecular, 
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que leva ao edema, a inflamação crônica e as fibroses desse tecido. O linfedema se aloja entre o músculo e a 
pele. 
 
Dados Históricos: 
 O edema na pele e em outras zonas do corpo foi observado pelos povos Bíblicos, em Deuteronômio 
(livro bíblico) já se menciona inchaços na pele sofridos por alguns Hebreus durante os 40 anos e quem 
permaneceram no deserto durante o Êxodo. Estes edemas eram tão freqüentes que sua ausência era 
considerada uma graça divina. 
 Talvez alguns médicos das dinastias egípcias mais recentes (1500 a.C -1100 a.C) tivessem noções 
do que seria realmente o edema. Alguns Historiadores relatam que alguns cuidados com “inchaços de 
deserto” foram catalogados e armazenados na antiga biblioteca de Alexandria que já não existe mais.A 
elefantíase,complicada com ulcerações e linforréia(corrimento abundante de linfa ou hemorragia de linfa) 
havia sido descrito por vários comentaristas bíblicos como a enfermidade de Jó. 
 
 Outro povo que muito contribuiu com os estudos da Linfa foram os Indianos que em 1500 a. C a 
elefantíase era tão freqüente que foi determinado pela lei de Manú, como sendo um obstáculo para o 
crescimento dos sacerdotes. Eles não podiam desposar mulheres com antecedentes na família, a tuberculose, 
epilepsia, lepra e elefantíase. (dados obtidos nos trabalhos de Grandval e Zieman). Mas passado o tempo 
chegamos às cidades médicas da Grécia. Cireni, Tessalia, Cnidos e Cós. (700 a.C até 450 a.C). Hipócrates 
descreve o sistema linfático como “sangue branco”, que mais tarde foi chamado por Aristóteles de”tubos com 
fluido incolor”. Quanto ao termo elefantíase, menciona que o mesmo surgiu durante a invasão do exercito 
romano à Líbia. ”Era grande a quantidade de soldados com edemas nas pernas e escrotos cobertos de crosta, 
que lembravam à pele de um elefante.” 
Uma das coisas percebidas no Sistema Linfático é que quando ocorre uma disfunção deste sistema, forma-se 
um Linfedema. Existem diferentes tipos de Linfedema, caracterizados por seu grau de desenvolvimento e da 
região do corpo onde se localiza. Os linfedemas de extremidades, tanto superiores como inferiores, 
constituem uma porcentagem importante do total de linfedemas registrados. Nos membros superiores os 
linfedemas mais freqüentes são os chamados linfedemas pós - mastectomizados, que tem como antecedente 
a cirurgia de mastectomia. A radioterapia também pode favorecer a absorção dos condutores linfáticos. Os 
membros inferiores podem desenvolver linfedemas como conseqüência de intervenções cirúrgicas, para 
extração de veias da região cirúrgicas de “By-pass” por doença cardíacas, vasculares periféricas e também 
resultam habitualmente as causas oncológicas relacionadas ao câncer de pele,linfedemas devido a 
traumatismo,golpes e fraturas. 
 Na pratica de alguns esportes radicais pode gerar linfedemas já que a pressão exercida pela face 
interna das veias pode romper os condutores linfáticos. Algo similar ocorre com o esqui devido a pressão das 
botas. 
 É notório que em diversas áreas de saúde a DLM será bem aceita como ferramenta importante na 
recuperação e cuidados em saúde primária. 
 
Temos exemplos como: 
- Insuficiência venosa crônica. 
ETS GÊNESIS 
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- Insuficiência linfática congênita. 
- Trombose venosa. 
- Cirurgia de varizes. 
- Entre outros fatores devemos incluir todos aqueles que afetam o sistema venoso dos membros inferiores 
aumentando o volume de sangue acumulado nos tecidos, já que assim se provoca um aumento da atividade 
linfática e qualquer alteração nos mesmo ocasiona depósito anormal de fluidos e proteínas que ao absorver 
líquidos” incham” esses tecidos originando o linfedema. 
 Quando os transtornos causados pela insuficiência venosa são graves origina-se o deterioramento da 
pele e quando esse processo ocorre os vasos linfáticos principais se lesionam seriamente, e tendem a reduzir 
suas atividades e são até destruídos. Neste caso o resultado é a formação do linfedema permanente. 
Obs. - Alguns pesquisadores acreditam que a intervenção da Linfoenergia pode reverter alguns 
edemas permanentes. 
 As classificações das diferentes insuficiências linfáticas podem ser abordadas de várias maneiras e 
podemos classificar essas insuficiências como primárias e secundárias. 
 
Linfedemas primários.Os linfedemas primários dos membros inferiores são patologias vasculares congênitas relacionadas 
com uma hipoplasia (diminuição da formação de tecido). O baixo número de vasos linfáticos, sua ausência ou 
seu mau funcionamento explica a patologia. Ele existe de fato “In útero” e atualmente certos exames 
permitem seu diagnostico precoce. Alguns linfedemas são hereditários. No parto o diagnostico do linfedema é 
difícil e pouco significativo, já que um recém nascido com linfedema de pé, pode passar despercebido por 
relacionarem a um pé rechonchudo. As más formações congênitas dos linfáticos dos membros inferiores 
estão relacionadas às más formações dos linfáticos viscerais (quiliferos). No quadro dos linfedemas primários, 
a deficiência do sistema linfático é definitiva. 
 O sinal patogênico do linfedema é o espessamento da face dorsal do segundo artelho. A aparência 
edematosa e a dificuldade de dobrar o membro permitem um diagnostico inicial, sendo que a zona de 
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aparecimento do linfedema primário é com mais freqüência a distal.A evolução é feita com uma invasão do 
edema nos membro 
 
Linfedemas secundários 
 
 Os linfedemas secundários são comuns no continente Europeu e estão relacionados com a 
interrupção ou obstrução dos vasos linfáticos. Eles resultam mais frequentemente, dos tratamentos 
radiológicos de patologias malignas, mas também podem ter origens traumáticas. Os linfedemas parasitários 
(filarias),são raros na Europa,embora muito mais freqüentes na América do Sul e são resultantes de uma 
resposta imunológica inflamatória(Elefantíase parasitária).Os linfedemas pós-radiocirurgicos dos tumores da 
pelve representam a maioria dos linfedemas secundários dos membros inferiores e a fisiopatologia refere-se 
á interrupção parcial das vias de drenagem linfática do membro inferior ,associada as vezes a uma lesão 
venosa(cirúrgica,radioterapia,pós flebitica e etc.) Com o cruzamento inguinal representando a passagem 
incontornável de drenagem linfática do membro inferior ,a exerese dos gânglios da virilha cria uma deficiência 
na drenagem dos membros inferiores e abdominogenitais. Quando a interrupção das vias linfáticas está 
localizada na altura dos vasos coletores e quando ela é consecutiva a um ato cirúrgico, a uma extração de 
safena, a regeneração linfática permite uma restituição do fluxo linfático. Essa cicatrização pode ser difícil e a 
recuperação da função linfática perturbada, quando a perda de substancia for importante ou quando um 
traumatismo provocar uma dilaceração tecidual conseqüente. 
 As formas de aparecimento dos linfedemas secundários são variadas e determinam formas clinicas 
diferentes. Alguns têm aparecimento precoce, a face interna da coxa se espessa, provocada por um fluxo de 
edema. 
 
1.4 -Tratamento dos Linfedemas 
 
 
 Muitos dos principais precursores do tratamento conservador, não cirúrgico dos linfedemas têm sido 
os próprios cirurgiães. Uma das técnicas mais empregadas é a drenagem linfática manual, que conta com, 
ETS GÊNESIS 
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mas de 107 anos e as técnicas terapêuticas tem avançado nos últimos anos. O Medico Alemão Michael Foldi, 
seguidor e discípulo de Vodder criou a terapia doscongestiva completa. Outros métodos com DLM é o 
sistema de Linfoenergia, com técnicas orientais projetadas no sistema linfático 
O sistema Linfático 
 
 Trata-se de um sistema complexo que consiste em órgãos linfáticos (Timo, baço, tonsilas e gânglios 
linfáticos) e vias linfáticas (pré-coletores, coletores e troncos linfáticos). É também denominado de sistema 
imunológico; ele ainda se divide em ducto torácico direito e ducto torácico esquerdo. Sendo ducto esquerdo 
considerado o principal coletor da linfa. Ele abrange a porção esquerda da cabeça, do pescoço,do 
tórax,infra-diafragmática e membros inferiores e superiores esquerdo,enquanto o ducto direito só recolhe a 
linfa da porção direita da cabeça do pescoço parte torácica supra-diafragmática e membro superior direito. 
 As funções do sistema linfático consistem na defesa imunológica do organismo e na coleta e 
transporte da carga obrigatória linfática,que consiste na retirada de excesso de liquido do ambiente 
intracelular,rico em liquido intersticial constituído de proteínas de alto peso molecular, 
mucopolissacarídeos,lipoproteínas,ácido graxos complexos,mas também bactérias e fragmentos de 
células,os quais são levados até os gânglios linfáticos para serem fagocitados,com a finalidade de garantir a 
homeostase (equilíbrio biológico),já na defesa ele atua de duas formas: a inespecifica, (genética) produzindo 
através de células imunológicas (macrófagos e monócitos) e de interferons e interleuquinas (proteínas 
básicas debaixo peso molecular,capaz de intervir na síntese do acido nucléico dos vírus); e a 
especifica(adquirida) através de linfócitos T e B,ambos formados na medula óssea vermelha a partir de 
células tranco-linfóide.Enquanto os linfócitos T recebe em uma especialização no timo que os habilita a 
reconhecer e destruir os antígenos de uma determinada espécie,os linfócitos B recebem sua especialização 
no baço produzindo anticorpos que envolvem o antígeno e o mantém isolado até a chegada dos linfócitos T. 
O sistema linfático atua em todo o organismo,coletando a linfa que esta presente em todas as células com 
exceção de epiderme,unhas e cabelos.Ele transporta a linfa para os gânglios linfáticos mais próximos ,reúne 
a linfa em vasos cada vez maiores,submetendo-os passar por diversas cadeias ganglionares até despeja-las 
nos ductos linfáticos principais que transportam a linfa para o ângulo venoso onde despejam-na na corrente 
sanguínea venosa. 
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OBS - Os linfócitos: células de defesa provenientes dos órgãos timo, muito ativo em crianças até 12 e 13 
anos, após esse período entra em atrofia (envelhecimento). 
 
Linfa – É um liquido praticamente incolor que encontramos nos vasos linfáticos, podendo ser considerada 
como uma parte do plasma sangüíneo proveniente do transudato que passa através das paredes dos 
capilares sanguíneos e banhando todos os elementos celulares, coletando as proteínas de alto peso 
molecular e assim sendo transportada por troncos cada vez mais volumosos. A linfa em nosso organismo por 
intermédio de canais que se dividem em capilares linfáticos e recolhem a linfa dos interstícios celulares e 
encontram-se sob a forma de “dedos de luva”, não possuindo válvulas ou inervações. Esse processo se faz 
por osmose. Em seguida, os pré-coletores conduzem à linfa recolhida pelos capilares em direção aos 
coletores linfáticos fazendo um papel de intermediários. Esses canais pré-coletores possuem um sistema 
valvular que faz com que a linfa se transporte numa única direção. São válvulas constituídas por laminas 
finíssimas que se fechem após sua passagem impedindo o seu retorno. Sendo o trajeto feito sempre em 
direção ao coração, a linfa passa dessa forma dos pré-coletores para os coletores que possuem um calibre 
bem maior e conduzem - na em direção dos troncos ganglionares. 
 
 A velocidade de circulação da linfa através dos canais linfáticos é de cerca de 4 mm por segundo, 
sendo, portanto, um fluxo lento. As redes capilares linfáticas mais densas do corpo humano estão situadas 
nos dedos, sob as superfícies das mãos, nas plantas dos pés(onde estão muito bem desenvolvidas) e na 
bolsa escrotal. Os capilares linfáticos se situam até a derme, não sendo encontrados na epiderme. As causas 
ou fatores que intervem na circulação da linfa são numerosas: 
1- Movimentos respiratórios – durante a inspiração se produz um aumento da pressão intrabdominal que 
comprime as vísceras, fazendo a compressão dos vasos quiliferos, da cisterna de Pecquet e do canal torácico, 
impulsionando a linfa através do tórax. 
2- Pelas pulsações arteriais. 
3- Pela ação da contração muscular. 
4- Pela pressão sangüínea. 
5- Pelo movimento peristáltico do ducto torácico. 
6- Pelos movimentos peristálticos do intestino. 
7- Pela própria ação das válvulas dos vasos linfáticos. 
 
 A linfa desempenha varias funções de regulação: ela regula a quantidade de sangue circulante 
(volemia),o transito da água no organismo e o equilíbrio osmótico.para que este mecanismo de regulação 
seja realizado,é necessário que a parede vascular capilar não apresente absolutamente nenhuma alteração: 
seja por causa mecânica ou inflamatória que provoca uma dilatação capilar com aumento da pressão 
hidrostática no seu interior. Como os endotélios são muito sensíveis, a diminuição de oxigênio e acumulação 
de anidrido carbônico, produz uma alteração da parede vascular que tem como conseqüência uma grande 
transudação de plasma sanguíneo que se acumula nas malhas do tecido conjuntivo em forma de plasma 
intersticial ou água extracelular, constituindo assim o edema. 
Edema – É a denominação dada ao acumulo excessivo defluido nos espaços teciduais devido a um distúrbio 
nos mecanismos de troca. Em vez de um perfeito equilíbrio entre influxo e efluxo através da membrana 
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capilar, a absorção é exercida pela transudação. Nem sempre se conhece o fator desse mecanismo e, uma 
explicação satisfatória para todas as formas de edema não é possível; mas, é evidente que os seguintes 
fatores tendem a aumentar o volume do liquido intersticial: 
1- Redução na concentração de proteínas plasmáticas. 
2- Elevação geral ou local da pressão no sangue capilar. 
3- Permeabilidade aumentada da membrana capilar. 
4- Aumento da superfície filtrante, como quando os capilares se dilatam. 
5- Obstrução dos canais linfáticos. 
 
 Sendo o edema somente o sintoma de uma condição primária, ele pode ter as causas mais variadas 
causas de acordo com a doença a que esteja associada: Edema cardíaco, renal, traumático e etc... 
OBS - Em casos renais ainda se utiliza à nomenclatura de inchaço. 
 Em nosso caso temos que observar os edemas provocados por obstrução generalizada dos vasos 
linfáticos que vão ocasionar o linfedema, que se caracteriza pelo aumento do volume de todo ou parte de um 
membro, face, colo, pescoço, principalmente nos pós-operatórios de cirurgia plástica. 
Os linfedemas podem se classificar em primários e secundários, sendo que os secundários provocam 
alterações dos vasos linfáticos: sejam surto de erisipela, celulite, estase venosa crônica e lesão tecidual local. 
Podem também haver alterações ganglionares por metástases, invasão neoplastica, fibrose pós-rádio e 
quimiooterapia e pós-mastectomia. 
Fatores que podem ocasionar o edema são: 
- Aumento da pressão do capilar – Retenção renal excessiva de sal e água. 
- Obstrução venosa: Trombose venosa ou na existência de tumores. 
- Obstrução linfática: Ocorrendo em tecidos com reações inflamatórias repetidas. 
-Aumento da permeabilidade capilar arterial. Qualquer fato que altere a estrutura da membrana do capilar 
arterial, como no caso de queimaduras, deficiência vitaminica, infecções bacterianas entre outros. 
 
OBS - A permeabilidade da membrana capilar linfática é muito maior do que o capilar sangüíneo 
chega a drenar de 2 a 3 litros por dia e, em casos de patologia isso pode chegar a 30 litros por dia. 
OBS: Temos 2 sistemas para absorver: o venoso e o linfático. Se o sistema venoso para, o linfático 
dobra até 10 vezes para equilibrar. Mas todo sistema tem seu período de funcionamento e 
relaxamento, se esse sistema atuar sobrecarregado vai acabar entrando em infarto. Se o sistema 
linfático infartar o problema é sistêmico. 
 
O edema é visualizado quando o volume do fluido intersticial esteja aumentado de 10% a 30% (mais de 
30% geralmente é elefantíase), antes disso não é visível, devemos sempre realizar tal comparação com o 
segmento sadio. O edema não só se apresenta em espaços intercelulares, pode estar em cavidades como na 
hidrocefalia. 
Podemos encontrar 2 tipos de edema: 
Edema duro ou sem cacifo (cacifo negativo) - Neste caso o líquido intercelular não irá deslocar-se ao 
movimento significando coagulação do líquido podendo gerar uma fibrose e ocasionando um grave tipo de 
edema que denominamos fibredema. Ocorre endurecimento da área, obliteração de vasos sangüíneos, 
diminuição da nutrição e conseqüente diminuição da mobilidade e elasticidade. 
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Edema mole ou com cacifo (cacifo positivo) - Neste caso temos o melhor prognóstico para o tratamento. 
O líquido desloca-se ao movimento indicando a não presença de fibrose. 
OBS: O que é um edema e como se caracteriza um edema? 
 Só por estar inchado não quer dizer que é um edema, devemos fazer a perimetria e comparar o 
segmento inchado com o segmento sadio, se estiver menos de 10% não é considerado edema, é aumento de 
volume. Dor, calor, rubor, diminuição de mobilidade são parâmetros para classificar um edema. 
 
 Tipos de edemas fundamentais 
 
Existem 5 tipos de edemas fundamentais: 
1. Por queda da concentração de albumina sérica (hipoproteinemia) – Acontece em casos de nefrose 
ou inanição protéica. 
 
OBS: O sistema linfático é simpático à proteína, ele detecta as proteínas e devolve para a circulação, se não 
tiver proteína no sistema, o linfático não funciona. A proteína mantém as pressões dentro dos vasos, uma 
baixa proteína vai desencadear a dessas pressões e com isso vai extravasar líquido para o meio e o 
linfático não vai trabalhar porque ele não vai detectar proteína. Neste caso não adianta colocar a mão, o 
indivíduo tem que ingerir proteínas. 
 Colesterol: 
HDL – caminha no meio do vaso (bom colesterol) 
LDL – caminha na parede do vaso, se tiver algum problema no caminho ele se deposita nessa parede, ou 
seja, se acumula e começa a fibrosar, por isso é chamado de colesterol ruim, mas ele é necessário ao 
organismo. 
 
2. Por aumento da permeabilidade capilar arterial – Neste caso o paciente poderá apresentar os sinais 
flogísticos ou cardinais. 
 
3. Por aumento da pressão venosa (obstrução venosa) – Podem acontecer com torniquetes, veias 
varicosas, trombose venosa, tumores e insuficiência cardíaca congênita. 
 
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4. Por obstrução dos vasos linfáticos, conhecido como linfedema – Neste caso o líquido e a proteína 
irão acumular-se no espaço intersticial, como resultado de uma drenagem linfática insuficiente, como nos 
casos de neoplasias e filariose. 
 
5. Por aumento da pressão capilar – Poderá gerar um edema de grande porte e quando o paciente 
estiver em posição ortostática costuma se formar edema de membro inferior, e quando colocado em DD, o 
edema tende a sumir. Ocorre na insuficiência cardíaca 
 
 Tipos de Linfedemas 
 
Linfedema Primário 
Causados por desenvolvimento defeituosoin útero do sistema linfático. 
 
 Linfedema primário precoce – Acontece mais em mulheres no período da puberdade, quando se 
suspeita de fatores hormonais ou não formação dos vasos linfáticos ao nível da pelve, sendo progressivo, 
podendo ocasionar incapacidade funcional e fibrose. Atinge mais os membros inferiores. 
 
 Linfedema primário congênito hereditário (doença de Milroy) – Neste caso ocorre linfangiectasia, ou seja, 
insuficiência valvular linfática, surgindo desde o nascimento e tendo como característica o não 
desenvolvimento dos vasos linfáticos, atingindo mais os membros inferiores como no precoce e estando a 
pele ao nível do edema sujeita as lesões traumáticas ou infecciosas. 
 
 Linfedema primário congênito simples - Neste caso ocorre linfangiectasia, ou seja, insuficiência valvular 
linfática, tendo como característica o não desenvolvimento dos vasos linfáticos, atingindo mais os membros 
inferiores e estando a pele ao nível do edema sujeita a lesões traumáticas ou infecciosa. 
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 Linfedema Secundário - Adquirido ao longo da vida. 
 
 Linfedema secundário por lesão tecidual – Acontece em contusões, fraturas, infecções bacterianas, 
queimaduras, podendo ocorrer a linfangite que é uma inflamação dos gânglios linfáticos, vulgarmente 
conhecida como íngua. 
 
 Linfedema secundária por filariose - O agente etiológico é a Filária Bancrofti que é um parasita 
transmitido por picada de mosquito. Apresenta uma sobrevida limitada e ao morrer irá formar uma fibrose 
progressiva até constituir um granuloma que é a obstrução dos vasos linfáticos. Na fase tardia observa-se a 
elefantíase, onde o local estará com um edema duro, estando à pele queratinizada. 
 
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OBS: O paciente adquiri a filária e ela fica na circulação, ela tem preferência por linfonodos e um dia ela para 
nesse linfonodo e pelo linfonodo Ter uma grande concentração de leucócitos, ele ataca a filária e ela morre 
rapidinho . Mas quando a filária morre, ela fibrosa e destrói, entope o linfonodo, ele perde a função e não 
deixa mais passar nada. E ai o coração manda pela rede arterial, a rede venosa absorve, mas sempre fica um 
déficit naturalmente que é a rede linfática quem vai absorver, porém, quando chegar nesse linfonodo 
fibrosado não vai passar e ai começa acumular. O sistema cardíaco vê que não esta voltando o que ele 
mandou e começa a aumentar o batimento e ai vai ocorrer um débito cardíaco, sobrecarga. Por isso, a 
pessoa que tem elefantíase não morre de elefantíase, morre de infarto, pois não há retorno e o coração se 
esforça muito. Não tem cura, o que se pode fazer é minimizar o processo, retardar que chegue a sair 
secreção por arrebentar a pele, mas vai acabar chegando nesse ponto e o membro esta perdido. 
 
Linfedema secundário por recidiva de erisipela e celulite 
Linfedema secundário por fibrose pós radioterapia – Em tratamento de tumores malignos 
Linfedema secundário por ecstaze venosa 
Linfedema secundário por metástase de tumor maligno ou recessão cirúrgica de gânglios e vasos linfáticos. 
 
Gânglios Linfáticos 
 
 O sistema linfático inclui o timo, nódulos linfáticos, baço. O tecido linfóide do sistema digestivo, os 
linfócitos teciduais do sangue e da medula óssea e o trajeto constante entre esses tecidos através do sangue 
e dos linfáticos. 
 O timo se encontra ligado ao desenvolvimento da imunidade celular principalmente na que se 
relaciona ás rejeições de enxertos e na formação de anticorpos, porém estudiosos acreditam que sua função 
seja apenas a de produção de grande numero de linfócitos. O sistema de filtragem da linfa se constitui 
através dos canais por intermédio de cerca de 600 a 700 linfonodos, eles tema forma de feijão, que vão do 
tamanho de uma cabeça de alfinete até 2,5 cm de comprimento. Quando a linfa vem carregada de toxinas, 
esses gânglios aumentam a produção de células linfáticas (linfócitos) que destroem esses germes, digerindo-
os (fagocitose). A linfa contém células, linfócitos de todos os tamanhos e graus de maturidade, que são muito 
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numerosos. A concentração de linfócitos na linfa eferente de um linfonodo e sempre maior do que na linfa 
aferente.Portanto,como vemos,a composição da linfa varia nos diferentes territórios e com determinados 
fatores,como por exemplo,aquela proveniente de água na qual encontramos os elementos do sangue e a taxa 
de proteínas é baixa e variável. 
Os linfócitos lançados pela linfa na circulação sangüínea retornam ao tecido linfóide, passam novamente pela 
linfa e, assim são diversas vezes lançados no sangue. Existem, portanto, uma recirculação de linfócitos. A 
recirculação dos linfócitos tem lugar também nos gânglios isolados do baço. A linfa dos membros, possui 
concentração protéica de 2,3% a do ducto torácico 3,2%,porém ,se recolhemos a linfa do membro durante 
um exercício muscular intenso encontraremos uma taxa de proteínas de 0,5% . A linfa do ducto torácico é rica 
em gorduras, principalmente durante a reabsorção intestinal, o que lhe dá o aspecto leitoso característico. 
Quando exposta ao ar à linfa coagula entre 10 a 20 minutos, pois apesar de conter fibrinogênio e protombina, 
é pobre em substancias tromboplasticas, pois não contém plaquetas e por isso, coagula mais lentamente que 
o sangue. Os linfonodos apresentam em seu interior septos conjuntivos que os dividem em lobos. A polpa do 
linfonodo, a parênquima é formada por dois tipos de estruturas: a cortical, que se localiza na periferia, como 
uma casca; a medular, que fica mais para dentro. Os vasos que chegam ao linfonodo são chamados de 
linfático aferente e são muito mais numerosos e mais finos do que os que saem e são chamados linfáticos 
eferentes. 
 A linfa que chega aos gânglios percorre numerosas cavidades, os seios linfáticos. Ali ao mesmo 
tempo em que as impurezas são retidas, passam para a linfa linfócitos recém produzidos no linfonodo. 
 Os linfonodos contribuem grandemente para impedir que um processo infeccioso se propague e 
provoque perturbações em outros pontos do organismo. Micróbios e resíduos de células mortas oriundas da 
área em que ocorre a infecção são retidos nos gânglios e destruídos pelas células especializadas em 
fagocitose. Os linfócitos além de destruírem os germes e detritos, sofrem a sobrecarga representada pela 
produção de anticorpos, ou seja, substancias requisitadas para neutralizar toxinas produzidas pelos micros 
organismos invasores. Existem gânglios linfáticos distribuídos no percurso de todo o sistema linfático, sendo 
que existem regiões em que suas concentrações são maiores como, por exemplo, gânglios inguinais (virilha), 
gânglios axilares, gânglios da região do pescoço, da cabeça e os da cavidade poplítea. 
 A localização estratégica dos gânglios ao longo dos canais linfáticos faz com que tenham 
probabilidade de serem atingidos por grande variedade de infecções tanto agudas como crônicas. O aumento 
de volume dos gânglios acompanha frequentemente doenças infecto-contagiosas, sendo que os gânglios 
hipertrofiados (infartados) de um modo geral são mais proeminentes na cadeia cervical anterior. Outros 
processos infecciosos agudos podem aumentar o volume dos gânglios como, por exemplo, febre tifóide, 
tuberculose, doenças venéreas, reações alérgicas, leucemia e metástases.O Baço – É o maior órgão do sistema imunológico e caracteriza-se por não possuir tecido linfático, tem forma 
ovalada, cor púrpura devido a grande quantidade de sangue nele contida, com 13 cm de comprimento e seu 
peso varia de 300 a 400gr(nos adultos). É revestido por uma cápsula fibrosa e é formado pela polpa 
esplendida na qual se encontra a polpa branca, que contem glóbulos brancos, agrupados em torno de vasos 
sanguíneos, e a polpa vermelha que contém glóbulos brancos chamados macrófagos que perseguem e 
destroem invasores purificando o sangue e glóbulos vermelhos com mais de 120 dias para serem 
posteriormente usados quando houver necessidade. 
 
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 Sua principal função é a defesa do organismo filtrando os microorganismos estranhos do sangue, 
produzindo linfócitos e plasmócitos que fabricam anticorpos. 
OBS- Linfócitos – São células de sangue presente nos tecidos conjuntivos e estão diretamente relacionadas 
ao sistema imunológico. Podem ser de dois tipos. B = Bursa de Fabricius (baço) e T = Timo. 
Macrófagos – É uma célula originária dos monócitos que são células do sangue. Sua principal função está 
relacionada à fagocitose e pinocitose de elementos estranhos ao organismo e de células mortas. Possui 
morfologia muito variada podendo ser fixo, chamado de histiocito ou móvel, movendo-se por emissão de 
pseudopodos. Outra forma de macrófago fixa é a célula de Kupfer, encontradas no fígado. 
 
Mapa do Sistema Linfático 
 
 
 
2.0 - SISTEMA IMUNOLÓGICO 
 
 É o sistema de defesa do corpo humano um sofisticado e engenhoso método de combate e patrulha 
do organismo onde vários agentes estão envolvidos. Analogicamente entendemos que: O sistema Imune é o 
policial, o tumor é o ladrão e as células normais são os cidadãos. Como todas as células são muito 
semelhantes, a policia (S.I) não pode identificar o ladrão ou (agente invasor) só pela aparência. Precisa das 
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impressões digitais deles. Essas impressões digitais chamam-se peptídeos. Elas são as menores unidades 
capazes de ser reconhecidas pelo sistema imunológico. Quando uma célula tumoral é destruída, é porque 
uma célula de defesa a reconheceu pelos peptídeos de sua superfície. 
 
Neste caso quando surge o edema: 
- Quando aumenta a pressão capilar - excessiva retenção renal de sal e água. 
- Aumento da pressão venosa – insuficiência cardíaca. 
- Perda de proteínas através de áreas desnudas da pele, como queimaduras e feridas. 
- Diminuição na produção de proteínas – doenças hapaticas. 
- Bloqueio do retorno linfático – câncer –infecções e cirurgias. 
 
A importância da respiração no trabalho de Drenagem linfática 
 
 Falar em respiração, mais ainda de sua relação com a vida e com a emoção não é nada fácil. O 
nosso objetivo é explicar seu vinculo com a drenagem linfática manual. O assunto pede conhecimentos em 
anatomia e fisiologia, não só sobre o sistema respiratório e excretor, mas também sobre circulação sangüínea 
e o sistema linfático. 
 Ernest Kretchemer dentre outros médicos relataram a mais de 50 anos deixando bem claro que a 
respiração é mais que uma mera troca de gases, é muito mais do que essa relação onde, pela respiração, o 
oxigênio é conduzido aos glóbulos vermelhos e, pela exalação, se expulsa o dióxido de carbono. 
 As civilizações antigas conheciam e valorizavam uma respiração adequada para um equilíbrio físico e 
mental. Esses povos acreditavam que a respiração era importante para o bom funcionamento do coração, 
irrigando as células cerebrais (o cérebro precisa de 3x mais oxigênio do que o resto do corpo), já que são elas 
que ampliam nossa capacidade de entendimento e conhecimento. 
OBS - O budismo identifica a respiração com a alma e os gregos situavam a alma no diafragma. 
Os Indianos canalizam a respiração como principio fundamental para o bom funcionamento do corpo. 
 
Uma engrenagem perfeita denominada respiração 
 
 A troca gasosa se realiza em dois órgãos volumosos, esponjosos, denominados pulmões, que 
ocupam toda caixa torácica e em cujo interior existem inúmeras bolsas de ar denominadas alvéolos, envoltas 
por uma rede de capilares sanguíneos e que esse intercambio não seria possível se não existissem os 
fenômenos inspiração e expiração. Estas manifestações se realizam pela intervenção de diferentes músculos, 
denominados de músculos respiratórios: o diafragma e os músculos entre as costelas, existindo outros, 
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denominados auxiliares, que entram em funcionamento quando se intensifica a respiração. O diafragma que é 
um músculo respiratório por excelência, separa a cavidade torácica da abdominal. Sobre ele se apóiam o 
coração e os pulmões e sua importância reside em sua contração rítmica. Até aqui se pode comprovar que a 
respiração vai muito além de um ato Fisiológico. 
 
2.1 - O Ritmo Linfático – Uma vez que a respiração é ritmo, e o ritmo é à base de toda a nossa vida, uma 
vez que a respiração é o cordão umbilical pelo qual a vida vincula a nós e é a que acompanha nossas 
atitudes e emoções. Ainda nos falta relacionar outro ritmo que enriquece a função central da técnica 
respiratória que é o ritmo linfático. 
 É de suma importância para o profissional de Massoterapia aprender, de onde vem, o que faz, como 
se move, ou seja, as funções linfáticas. 
 Apesar de estarmos no século XXI, ainda existem pesquisas sobre a Linfa e suas atuações orgânicas. 
Inclusive suas implicações com os outros sistemas relacionados, sendo eles: Sistema complemento, sistema 
licor espinhal, sistema de Vis Vitae (energético) e sistema nervoso. 
 O sistema linfático tem uma estrutura muito peculiar que aparece junto à circulação venosa em forma 
de dedos de luva cujos capilares avalvulados se infiltram no tecido conjuntivo em contato com a micro-
circulação do sangue, limpando os resíduos intersticiais. Os condutores desse sistema são como verdadeiras 
cadeias de pequenos corações que tem movimentos similares aos do coração. Porém, esse movimento se 
produz atravez de pressões e mecanicamente, pois não existe o coração linfático. 
 
Elementos que atuam provocando o movimento da linfa 
 
1 - Força por detrás – isto surge porque o sangue, ao circular pelas artérias, vai perdendo pressão, mas os 
capilares mantêm um resto que é propulsor do sistema de retorno. 
2 - Automatismo dos linfangiões – Cada seqüência do espaço de um vaso linfático possui uma válvula de 
segurança que se abre numa só direção, impedindo o seu refluxo. 
3 - Contrações musculares – A contração dos músculos situados ao longo dos vasos provoca o esvasiamento 
da linfa através dos linfangiões. 
4 - Diafragma – Os movimentos de vai e vem e sua contração rítmica tem uma ação mecânica importante e 
favorecem não somente o retorno venoso, mas também provocam uma série de pressões e de depressões a 
nível torácico ajudando e ativando o transito da linfa. 
5 - Movimento respiratório – Os movimentos de inspiração e expiração favorecem a circulação profunda da 
linfa.Quanto mais profundos são os movimentos respiratórios ,em nível diafragma tico,maior será seu efeito. 
6 - Pulsação das artérias – os vasos linfáticos estão situados juntos aos vasos arteriais e venosos e o pulsar 
desses provocados pelo pulsar do coração,transmite aos vasos pequenas pressões que facilitam a 
mobilização da linfa. 
7 - Forçada gravidade – Ela pode ser ajudada com uma almofada pequena para elevar os membros 
inferiores. 
 
 Assim podemos concluir que toda drenagem linfática manual deve ser acompanhada pela respiração, 
em especial, pela respiração diafragmática. Esta respiração será um valioso aporte em todo o tratamento 
onde se aplique a DLM, seja a nível estético, terapêutico, Desportivo e/ ou Clinico. Como é o caso dos 
linfedemas. 
 
A Boa respiração – O profissional observara como é importante num tratamento esse aprendizado, pois o 
cliente terá a oportunidade de relaxar e com isso haverá uma melhora no transito da linfa.A cada passo e 
reconhecimento da capacidade respiratória é um beneficio para saúde,pois com ela não somente 
contribuímos (junto com outras medidas) para melhorar a capacidade de escoamento das vias ,como 
também conseguir um melhor serviço de limpeza do corpo. 
 Segundo os especialistas a respiração cadenciada e seqüencial é a mais saudável. Quando alguém 
respira fundo, prendendo a respiração não está respirando corretamente, pois assim só se enchem de ar os 
lóbulos dos pulmões, que sai o de menor capacitação de ventilação. Em compensação, a respiração 
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diafragmática permite, com a expansão do abdômen e do diafragma, que o ar entre até abaixo da cavidade 
pulmonar onde os lóbulos inferiores são mais volumosos e com maior número de alvéolos. 
 Na expiração, ao contrario, ao contrair-se o abdômen, o diafragma é empurrado para cima 
esvaziando plenamente os pulmões e eliminando assim todos os resíduos. Deste modo, quando a parte 
inferior dos pulmões se expande e se contrai o processo de digestão é beneficiado,além de um melhor 
funcionamento do fígado e do baço que são massageados pelo diafragma. Com isso concluímos que a DLM 
é uma das técnicas mais eficazes no tratamento de linfedemas, se for levada a serio por profissionais 
competentes,respeitando seus princípios básicos e sua essência.Se a essa terapia complexa somarmos uma 
respiração que favoreça a circulação da linfa profunda ,certamente alcançaremos excelentes resultados. Por 
isto é importante não só passarmos confiança ao paciente, levando o mesmo a um estado de descontração e 
relaxamento, como nós Terapeuta de Manipulação devemos estar também focados em nosso trabalho, com 
atenção, tranqüilidade e principalmente emocionalmente equilibrados. 
OBS - Vale lembrar que o Massoterapeuta poderá e deverá ensinar seus clientes a boa e correta respiração 
para auxiliar após a drenagem linfática. Levando em consideração que o Massoterapeuta está habilitado 
para Reeducação funcional e correção da respiração em pacientes é de vital importância. 
 
Drenagem na Pratica – A Drenagem manual ou Linfo drenagem é uma técnica complexa, pois após sua 
descoberta em 1932 pelo Dr. Emil Vodder e sua esposa, começaram as verdadeiras pesquisas quanto sua 
eficácia, após observarem seus pacientes que sofriam de constipação, retenção de líquidos e apresentavam 
gânglios linfáticos alterados; o casal Dinamarquês começou a tratar esses casos intuitivamente com 
massagens nas cadeias ganglionares, representadas por um conjunto de manobras muito especificas que 
atuam basicamente sobre o sistema linfático superficial, visando drenar o excesso de líquidos no interstício, 
nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo-linfáticas, áxilo-axilar e inguinal. As 
manobras lentas, rítmicas e suaves, devendo sempre direcionar sua pressão obedecendo ao sentido da 
drenagem linfática fisiológica. Para que o objetivo da drenagem da linfa estagnada seja atingindo, é 
imprescindível obedecer a uma seqüência especifica de regiões ou procedimentos que visam transportar e 
remover esse liquido intersticial de volta a circulação sanguínea, são eles: 
Evacuação - É o processo que se realiza nos linfonodos e em outras vias linfáticas como o objetivo de 
descongestioná-los. 
 
Captação – É a drenagem propriamente dita que é realizada principalmente dos locais edemaciados em 
direção a cadeia ganglionares mais próxima. 
 
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 O primeiro processo a ser realizado é o da liberação das cadeias ganglionares, que libera as vias 
linfáticas das regiões adjacentes á zona edemaciada, ou seja, as regiões que receberão o liquido drenado. A 
liberação dessas vias tem como objetivo aumentar seu fluxo assim receber um volume maior de líquidos. 
 Somente depois das liberações ou manobras de evacuação e que executamos as manobras de 
captação. Esse conjunto de manobras aplicadas sobre a região afetada visa drenar e absorver líquidos 
acumulados no interstício. A manutenção de um ritmo contínuo e lento é fundamental para que a linfa seja 
absorvida e conduzida gradativamente, de forma progressiva e harmônica. As principais cedeias ganglionares 
manipuladas pela DLM são as cervicais, subclaviais, retroclaviculares, axilares, inguinais, poplíteas, todos se 
encontram nas articulações. 
 
NOTA - Apesar de diversos pesquisadores, Massoterapeutas e médicos do passado terem 
empiricamente comentado sobre a circulação linfática o Dr. Vodder foi o primeiro a 
sistematizar e trabalhar a massagem para os caminhos linfáticos. Sua notoriedade ficou 
conhecida mundialmente. 
 A escola Francesa de Massagem após os anos de 1950/1960 coloca a DLM como ferramenta 
coadjuvante no tratamento de saúde. 
 
Quadro de evolução da DLM antes e depois de Vodder. 
 
Técnica Escola - Método Pratica aplicada. Objetivo. 
 
Medicina Tradicional 
Oriental. 
Ayurvédica. Massagem integral 
(Abianga). 
Trabalho energético e 
circulatório. Neste 
contexto existe um 
trabalho na Linfa. 
Massagem/Naturopatia. Sueca/Francesa Massagem clássico-
moderna. 
Trabalhar a circulação de 
retorno - onde favorece a 
Linfa. 
Massagem de DLM Casal Vodder (Medicina) Ação moderna Especificidade na Linfa 
Ciência da Massagem Massoterapia Linfática Ação contemporânea Linfa e circulação. 
 
 
2.2 - As Manobras da Drenagem Linfática Manual 
 
 
 As manobras de DLM seguem alguns princípios específicos para Drenagem da linfa, pois sabemos 
que não podemos adotar todos os critérios da Massagem clássica tendo em vista que o trabalho mais 
superficial da Linfa necessite de contato sensível e superficial. Alguns profissionais adotam as técnicas da 
escola Clássica Sueco/Francesa – Deslizamento –fricções e Vibrações. Já os profissionais mais ortodoxos 
da escola de Vodder preconizam as formas descritas abaixo, sendo elas: 
 
1 - Circunvolução com a polpa do digital. 
2 - Deslizamento. 
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3 - Manobras combinadas com bracelete. 
4 - Ponto de pressão e posicionamento. (neste ponto o terapeuta pressiona e executa círculos com o 
polegar). 
 
OBS - O mais importante quanto às manobras é conhecer a viabilidade da fibra muscular do paciente 
juntamente com sua constituição anatômica e morfológica, para que o terapeuta não erre no emprego do 
ritmo, pressão e movimentação. 
 
Outras combinações de manobras: 
 
1 - Deslizamento superficial – contato inicial da Massagem, sendo empregado com mínima força pode ser 
uma manobra eficiente em DLM. 
2 - Deslizamento profundo – Age excitando a corrente venoso-linfático e drenando os vasos sanguíneos. 
3 - Bombeamento – Destinados aos músculos e tecidos conjuntivo. Ao executar-lo extraímos os catabolicose 
facilitamos o fluxo de sangue assim como o retorno dele. Em nenhum momento deve ser doloroso. 
 
Sentido da drenagem Linfática 
 
Proximal – distal, dirigindo –se para a cadeia linfática mais próxima, é o sentido mais usado (não significando 
que seja o sentido obrigatório). 
 
Intensidade 
 
- Manobras lentas e superficiais tem efeito calmante, analgésico e antiespasmodico. 
- Manobras profundas e rápidas tem efeito estimulante, circulatório e desintoxicante. 
Preferencialmente deverá ser feita lentamente para poder influenciar no sistema nervoso parassimpático. 
 
As ações fisiológicas das manobras de drenagem 
 
1- Dinamização do peristaltismo dos coletores e, consequentemente, aumento do ritmo natural que se 
prolonga por horas após a drenagem. 
2- Desbloqueio sistemático das vias de acesso a região afetada. 
3- Suavização e desfibragem minuciosa da organização conjuntiva. 
4- Solicitação máxima de reabsorção. 
5- Eliminação progressiva nas primeiras zonas de drenagem de estase (estagnação) dos tecidos e de 
todos os resíduos tóxicos resultantes do traumatismo. 
 
Efeitos positivos 
- Melhor oxigenação. 
- Melhora da ação antiinflamatória e de defesa. 
- Dinamização de todos os processos catalisadores de uma boa cicatrização. 
- Promove a nutrição celular; 
- Desintoxicação tecidual e da musculatura esquelética. 
 
Tipos de Drenagens 
 
- Drenagem Linfática Mecânica – Existem aparelhos usados por diversos profissionais, que procuram obter 
os mesmos efeitos da Massagem. É de grande importância que os mesmos aparelhos atuem de forma suave, 
pois uma pressão excessiva poderá afetar o tecido conjuntivo e as fibras elásticas. 
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Principais linfonodos 
- Pressoterapia – Esse método consiste na Drenagem Linfática nas pernas, por meio de uma bota inflável, 
que vai até o final das coxas ou até a cintura. À medida que a bota infla, elas comprime e descomprime o 
Sistema linfático, massageado-o e melhorando o seu funcionamento. 
 
 
 Os linfáticos da cabeça e pescoço são divididos em superficiais e profundos 
 
Entre os superficiais encontram-se: 
 
- Linfonodos occipitais - drenam a parte posterior do couro cabeludo. 
- Linfonodos retro-auriculares - drenam parte posterior da cabeça. 
- Linfonodo parotidianos – drenam a porção superior da face e região temporal. 
- Linfonodo submandibulares – drenam a região submandibular e porção lateral da língua. 
- Linfonodo submentuais – drenam a gengiva, o lábio inferior e a parte mediana da língua. 
 
Os linfáticos do membro superior estão contidos no seguinte grupo: 
 
- Linfonodos supra trocleares. 
- Linfonodos deltopeitorais. 
- Linfonodos axilares – eles se dividem em: 
 Laterais - drenam os vasos do membro superior. 
Peitoral – drenam a maior parte da mama e os vãos do tronco situados acima da cicatriz umbilical. 
Central - drenam a linfa dos grupos lateral, peitoral e posterior. 
Apical – recebe a linfa de todos os grupos e diretamente da mama 
 
Os linfáticos do membro inferior são divididos em 2 grupos de linfonodos: 
 
- Linfonodos poplíteos – drenam os vasos que acompanham a veia safena 
- Linfonodo inguinais – drena a linfa da coxa, nádegas, porção inferior da parede abdominal anterior, tecidos 
superficiais da perna, períneo, extremidade inferior da vagina, superfície do pênis e escroto. 
 
 
2.3 - O sistema linfático sob a ação do Estresse e tensão 
 
 As funções vitais do nosso organismo tais como sistema respiratório, circulatório, endócrino, digestivo 
e etc... , são reguladas pelo sistema nervoso autônomo, que além de informar os centros nervosos sobre o 
que se passa nas vísceras, transmite ordens de comando que resultam em movimentos involuntários. O 
sistema nervoso autônomo se divide em simpático e parassimpático. 
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 O simpático aumenta a maioria das funções, mobiliza energias extras, aguça a atividade mental e 
excita a medula supra-renal, que libera grandes quantidades de adrenalina e noradrenalina para a circulação 
sanguínea, o que produz um efeito de estimulação. As reações simpáticas aumentam a velocidade das 
reações,os vasos sanguíneos periféricos se estreitam á pressão sanguínea aumenta, o pulso acelera ,a 
liberação de glicose para os tecidos aumentam e também os processos de coagulação sanguínea.A 
digestão,é uma função regida pelo parassimpático,por isto este processo diminui. 
 A função do parassimpático é de recarregar, relaxar, diminuir a pressão e a freqüência do pulso, com 
isto aumenta a digestão. O estresse é um mecanismo de sobrevivência, em principio uma reação saudável. 
Ele somente é perigoso quando se torna freqüente, se repetindo em curtos intervalos de tempo ou até mesmo 
sem intervalos. Como parassimpático tem suas funções inibidas durante o estresse, cabe a ele a ação 
reparadora sobre as estruturas desgastadas e a função armazenadora sobre as reservas energéticas. O ser 
humano ao viver situações consecutivas de estresse, esgotam suas reservas ficando impedido de ter reações 
adequadas ,com isto ela se torna hipersensível ao estimulo,desencadeando reações adrenergicas 
desnecessárias, o que leva a um estado de tensão ininterrupto. 
 O estado freqüente de estresse provoca tensão muscular, irritabilidade, ações reparadoras 
insuficientes, falhas na transmissão de estímulos nervosos e consequentemente maiores vulnerabilidade a 
infecções e alergias e maior esgotamento das energias físicas e mentais. Pesquisas cientificas provaram que 
a ação da DLM sobre pessoas estressadas estimula o ramo parassimpático do sistema nervoso autônomo, o 
que provoca reações regeneradoras e relaxantes,promovendo a normatização das funções biológicas. 
 A DLM relaxa a musculatura tensa através da sua ação sobre o sistema nervoso autônomo, 
estimulando as atividades parassimpaticas e desativando assim as funções do simpático. 
 
2.4 - A Drenagem no processo de envelhecimento 
 
 O envelhecimento é um processo complexo que envolve a deteriorização gradativa o organismo 
torna-se mais vulnerável com a idade. Nem todos os tecidos sofrem as alterações do envelhecimento ao 
mesmo tempo e em igual intensidade. De grande importância para a manutenção da funcionalidade é a 
qualidade do tecido conjuntivo frouxo, sede da substancia fundamental, que serve de transito para tudo o que 
entra e sai das células. Quaisquer alterações neste tecido afetam profundamente todo o organismo. 
Observamos no decorrer do envelhecimento um endurecimento e ressecamento dos tecidos, que pode ser 
acompanhado de encharcamento em outras partes. Tanto a falta de liquido quanto o excesso retardam a 
distribuição de nutrientes e oxigênio. Dificultando assim a desintoxicação. 
 A distribuição de nutrientes e oxigênio para as células ocorre por difusão. Difusão é um processo 
termo-molecular, isto é, depende da temperatura e não gasta energia. A difusão é um processo lento e só 
funciona corretamente para curtas distancias. O edema aumenta as distancias, porque um maior volume de 
água um espaço maior, enquanto o edema dificulta e atrasa a distribuição, o endurecimento das fibras 
provoca um ressecamento da região, pois são principalmente as fibras, através da sua natureza protéica, que 
mantém a umidade dos tecidos. Em ambos os casos as células não recebem material necessário para suas 
funções metabólicas, o que faz com que o envelhecimento das estruturas biológicas avencem em passos 
largos. 
 Como a DLM age sobre a nutrição e desintoxicação da substancia funcional, tanto retirando o 
excesso delíquidos quanto evitando a geleificação excessiva da substancia fundamental e o endurecimento 
das fibras protéicas, ela proporciona um decréscimo e gradativo das funções biológicas, retardando e não 
evitando o envelhecimento. 
 
Permeabilidade 
 
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 A maior parte do liquido é filtrado para fora dos capilares arteriais flui por entre as células ,sendo,por 
fim,reabsorvido de volta nas extremidades venosas dos capilares sanguíneos,contudo,cerca de 1/10,em 
média,desse liquido,e não pelos capilares linfáticos, retornando para o sangue por meio do sistema linfático,e 
não pelos capilares venosos.O volume total dessa linfa é , normalmente ,da ordem de 2 a 3 litros/dia. A 
quantidade diminuta de liquido que retorna à circulação por meio dos linfáticos é extremamente 
importante,visto que substancias com alto peso molecular,como as proteínas,não podem ser reabsorvidas 
por qualquer outro meio.Contudo,elas podem entrar para os capilares linfáticos quase sem qualquer 
impedimento. Sendo a Linfa derivada do liquido intersticial que flui para os linfáticos.Por conseguinte,a linfa 
como flui inicialmente de cada tecido,tem a mesma composição do liquido intersticial.O sistema linfático é 
também,uma das vias principais para absorção de nutrientes do trato gastrintestinal,sendo 
responsável,majoritariamente,pela absorção de gordura.Na verdade,após refeições ricas em gordura,a linfa 
do canal torácico chega a conter até 1 a 2% de gordura.Por fim,até mesmo grandes partículas,como 
bactérias,podem forçar sua passagem por entre as células endoteliais dos capilares linfáticos e,por essa via, 
atingir a linfa. Á medida que a linfa passa pelos linfonodos, essas partículas são removidas e destruídas. 
 
Linfonodos (gânglios ou nódulos linfáticos) 
 
 Estão interpostos no trajeto dos vasos linfáticos e agem como uma barreira ou filtro contra a 
penetração na corrente circulatória de microorganismos, toxinas ou substancias estranhas ao organismo, os 
linfonodos são, portanto, elementos de defesa para o organismo, e por tanto, produzem glóbulos brancos, 
principalmente linfócitos. Os linfócitos variam muito em forma, tamanho e coloração, ocorrendo geralmente 
em grupos embora se apresente isolados. Freqüentemente estão localizados ao longo do trajeto de vasos 
sanguíneos,como ocorre no pescoço e nas cavidades torácicas,abdominal e pélvica.Na axila e na região 
inguinal são abundantes,sendo em geral palpáveis nesta ultima.Como reação a uma inflamação com o nome 
vulgar de íngua. As principais cadeias linfáticas são (cervicais (anterior e posterior), axilar (bilateral), fossa 
olecraniana, ductotorácico, pré-aórtico, inguinais e losangopopliteo (joelho). 
 A cadeia ilíeca constitui os linfonodos obrigatórios através do qual a linfa proveniente dos membros 
inferiores atingem o canal torácico. Na drenagem manual esta cadeia não é de grande evidencia em virtude 
da profundidade da localização dessas vias linfáticas. Dividem-se em cadeia externa e cadeia interna. 
 
Cadeias dos Linfonodos. 
- Cervical anterior( entre o Ecom e a cartilagem da tireóide). 
- Cervical posterior (atrás do Ecom). 
- Supra clavicular (acima da clavícula). 
- Infra clavicular (abaixo da clavícula). 
- Torácico (atrás do corpo do externo até + ou – músculo do diafragma 4 dedos abaixo do processo xifóide). 
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- Axilar. 
- Olecrano (cotovelo). 
- Inguinal (virilha). 
- Poplítea (dobrado joelho). 
Tibial(lado externo da tíbia). 
 
A cadeia linfática mais importante é a torácica, pois começa a fazer o retorno para o sistema 
sangüíneo e a ligação do sistema linfático com o crânio, e a menos importante é a cadeia linfática tibial. 
A cadeia linfática axilar é a maior do corpo humano, vindo em segundo lugar à cadeia linfática 
inguinal e em terceiro a cadeia linfática poplítea. 
 
3.0 - INDICAÇÕES DA DLM 
 
Em clinica cirúrgica 
- Após lipoaspiração (acelera o processo de absorção de hematomas). 
- Pré e pós - operatórios de cirurgias plásticas. 
- Para melhorar e favorecer a circulação venosa. 
- Edemas cíclicos - idiopaticos, prémenstruais, traumatológicos, reumatológicos, ginecológicos e 
ortomolecular. 
- Edemas idiopatico sem origem (Edema X). 
 
Em estética 
- Tratamentos para celulite e gordura localizada (atuando em conjunto com massagem estética). 
- Em casos de edemas visíveis, menos visíveis e pós-traumáticos. 
- Acne. (seqüela). 
- Rosácea. 
- Cicatrização. 
- Celulite (lipodistrofia ginóide). 
- Envelhecimento da pele. 
- Lipoaspiração. 
- Quelóide. 
- Rejuvenescimento. 
- Fleboedemas. 
- Revitalização facial. 
 
Em terapêutica 
- Estresse (ação relaxante). 
- Reumatismo. Exceto em casos de Linfadenopatia (dilatação do sistema linfático). 
Epatomegalia – Fiago aumentado e Esplenomegalia - Baço aumentado. 
- Diminuição na produção de hormônios, os poucos produzidos podem ficar “perdidos” em interstícios 
celulares que não são do seu destino. 
- Auxilia na desintoxicação de fumantes e drogados. 
- Circulação de retorno comprometido. 
 
Em outras áreas de saúde 
- Auxilia no tratamento em geral. 
- Auxilia em medicina física. 
 
Contra indicações para DLM 
- Tumores. 
- Erupções de pele. 
- Pós massagem Sueca, Clinica ou Global. 
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- Extremo de idade. 
- Ferimentos. 
- Asma. 
- Cardiopatas. 
- Diabetes (observações). 
- Doença - infecto-contagiosas (Hepatite B,C. Sífilis e etc). Nevas, Câncer de pele ou em outras áreas, 
mesmo já extirpadas. 
OBS - Todo profissional deve fazer uma anamnese (avaliação) de seu cliente para observar as indicações 
para qual a DLM foi indicada. Em sua maioria o Médico é quem indica o paciente para a DLM. 
- Hipertensão e Hipotensão. 
Nota – A DLM pré e Pós – cirúrgica deverá ser acompanhada pelo cirurgião e indicado por ele. 
 
Preparação do terapeuta 
 
 
As mãos devem estar limpas (sem cremes), unhas curtas e escovadas. As duas mãos trabalham 
simultaneamente com os dedos juntos e seu toque deve ser suave. 
 
Preparação do cliente 
 
 A superfície da pele deve estar demaquilada e completamente limpa. Não usamos nenhum veiculo 
deslizante, pois precisamos exercer pressão na musculatura, para aumentar o volume da linfa. 
 
Benefícios apresentados 
 
- Melhora a motricidade do intestino. 
- Melhora as funções do sistema neurovegetativo. 
- Melhora a nutrição das células. 
- Melhora a oxigenação dos tecidos. 
- Melhora a desintoxicação do tecido intersticial. 
- Melhora a absorção dos nutrientes. 
- Melhora a distribuição dos hormônios. 
 
Observações especificas sobre a DLM 
 
 Na DLM, os toques dos dedos seguem o mesmo sentido da linfa, o liquido viscoso por onde 
navegam essas substancias que precisam ser eliminadas.A DLM geralmente começa com pequenas 
pressões,essas regiões são bombeadas,empurrando o liquido acumulado.É justamente por isso que, depois 
de uma sessão de DLM, a urina tende a sair mais amarelada,carregada das substancias levadas pela 
linfa.As mulheres talvez sejam as maiores beneficiarias dessa técnica ,que pode estabilizar o processo de 
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formação de celulite.Outra funçãofamosa de DLM é botar para fora as toxinas deixadas no organismo pelos 
anestésicos usados em cirurgias. 
Nota - Em algumas partes do corpo humano existem mais vasos linfáticos do que sanguíneos. 
O corpo humano é formado praticamente por 65% de liquido, e nesse meio se encontra a linfa. Os vasos 
linfáticos e sanguíneos tem a mesma estrutura = Tudo muscular liso. Porém nos linfáticos não se denominam 
artérias e veias, só vasos na espessura de um fio de cabeço. Sua parede interna e externa é composta por 
colágeno(firmeza) e elastina (elasticidade). 
 
Recursos utilizados na DLM 
 
- Bandagem com gelo. 
- Almofadas geométricas. 
- Cadarços e fios de barbante. 
 
DLM em pré e pós - cirurgias 
 
 A DLM antes e depois dos procedimentos cirúrgicos. É talvez a mais conhecida e mais praticada, 
porque seus resultados são bem visíveis desde o inicio. Obviamente a maneira mais eficiente de preparar a 
pele para uma cirurgia tranqüila, pois melhora a resposta vaso motora, fortalece o sistema imunológico, 
aumenta a resposta mitótica dos fibroblastos e consequentemente aumenta a produção de colágeno. Nos pós 
- cirúrgicos a DLM diminui com rapidez os edemas, favorece a neoformação vascular e determinações 
nervosas e previne a formação de cicatrização hipertrófica, retrações e Quelóide. Além desses resultados 
visíveis e palpáveis a DLM dá conforto e segurança emocional aos clientes, pois quem faz uma cirurgia 
estética se assusta ao ver o seu corpo todo cheio de edemas e hematomas, como se tivesse levado uma 
surra. 
 
A Importância da DLM nos tratamentos de celulite 
 
 A celulite se manifesta pela aglomeração de gordura e de água no tecido adiposo, envolto por fibras 
endurecidas. A micro circulação da área afetada esta alterada. Estas alterações circulatórias provocam 
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alterações na substancia fundamental que se torna mais ácida. A acidez endurece as fibras protéicas e torna 
os capilares sanguíneos mais rígidos, formando-se assim os nódulos celuliticos. Muitos tratamentos da 
celulite visam a quebrar os nódulos, porem não adianta somente quebra-los, mas sim elimina-los. Os 
capilares linfáticos são a única opção para este serviço. A DLM não somente retira os fragmentos protéicos, 
como também elimina o excesso de água e toxinas. Desta maneira o pH da substancia fundamental volta ao 
normal, às fibras duras são substituídas por fibras elásticas e os capilares sanguíneos tornam-se novamente 
flexíveis e funcionais. Qualquer que seja o procedimento para o tratamento da celulite a DLM é fundamental e 
imprescindível. 
 
OBS - Alguns autores alegam que somente a DLM não é capaz de eliminar a celulite. 
 
A DLM nos tratamentos de pele sensíveis com Acne 
 
 As peles sensíveis são frequentemente acometidas por telangiectasias, eritemas, alergias e aczemas. 
O tratamento estético deste tipo de pele é difícil porque reações cutâneas ocorrem com muita freqüência e 
em intensidade exacerbada. A DLM deve substituir neste caso a Massagem clássica estética, porque seus 
movimentos lentos,leves e precisos ativam as reações parassimpáticas (normalizadoras) e acalmam as 
simpáticas (ativadoras). A acne é uma dermatose de eflorescências múltiplas, e diversos estágios, que se 
estendem de uma acne comedonica (forma mais branda) até uma acne conglobata. Cada estágio da acne 
tem seu tratamento especifico, os casos mais simples pela Estética, Massoterapia e Fisioterapia, os casos 
mais graves pelo Dermatologista. Principalmente as formas inflamadas e apresentando pústulas ou nódulos 
beneficiam-se com DLM, que acalma a pele irritada, promove a absorção dos edemas e a resolução das 
inflamações. Corpos estranhos espalhados no tecido pela ruptura de comendões fechados ou pápulas são 
retirados pelos capilares linfáticos e levados aos linfonodos mais próximos para reconhecimento e destruição. 
O procedimento rápido deste material evita complicações da acne como infecções secundárias, a DLM não 
deve ser entendida como um tratamento isolado da acne, mas simples limpeza de pele ao farmacológico 
(tópico e sistêmicos). 
 
Pós - cirúrgico 
 
 A primeira DLM deve ser executada logo após a cirurgia, abrangendo as áreas próximas a cirurgia, 
mas tocar as regiões decoladas. 24 horas após, a DLM pode avançar cuidadosamente sobre as áreas 
descoladas. 
 
 
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Lipoaspiração 
 
 Técnica cirúrgica para retirada do acumulo de gordura em locais como: Abdome, culotes, coxas e 
papadas. Com a paciente já sedada ou anestesiada o cirurgião inicia o ato operatório, infundindo liquido na 
área a ser lipoaspirada. As formulas variam, mas o importante é associar agentes anestésicos locais com 
soro fisiológico mais adrenalina, cujos objetivos são diminuir a sensibilidade local, diminuir o sangramento e 
facilitar a retirada de gordura. Através de pequenas incisões o cirurgião introduz a cânula acoplada a um 
aparelho de sucção,a uma seringa ou através do ultra-som. 
 
Lipoescultura 
 
 Existem algumas áreas que , ao contrário da lipoaspiração,necessitam ser preenchidas por gordura. 
Os locais mais requisitados são a face, parte lateral e superior da nádega, depressões causadas pela celulite 
e parte interna da coxa e panturrilha. Nestes casos, pode-se utilizar a gordura retirada, que depois de lavada 
e filtrada é colocada nestas regiões. 
 
 
Anti-estresse 
 
 A pessoa com estresse libera muito hormônio como endorfinas e endopaminas e suja ainda mais a 
linfa causando também a sudorese (suor excessivo), piorando ainda a situação com a má alimentação. Após 
a massagem relaxante a utilização combinada de DLM seria a medida correta para o tratamento ideal. 
 
 
Quadro de complicações no Pós - cirúrgico. – Alguns sinais que nos indicam estarmos à frente de um pós-
operatório (cirúrgico) problemático são: 
- Calor, dor e rubor. 
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- Descendência dos pontos cirúrgicos. 
- Fibrose. 
- Seromas. 
- Irregularidade cutânea. 
- Aderências cirúrgicas. 
- Discromias persistente por peeling mecânico, químicos ou cirúrgicos. 
- Rejeição de próteses. 
- Linfoadenopatias. 
- Problemas de cicatrização. 
 
Descrevendo os problemas: 
 
- Calor, dor e rubor – Presença de um abscesso, ou seja, um quadro inflamatório e/ou infeccioso, encaminhar 
o cliente ao seu médico que provavelmente esvaziará este abscesso e entrará com algum antibiótico. 
 
- Deiscência do ponto cirúrgico – Abertura natural ou espontânea da sutura. Reencaminhar o cliente ao seu 
médico. 
 
- Fibrose – Formação de tecido fibroso, onde as fibras de colágenos estão engrossadas no local da cicatriz 
operatória ou dos locais percorridos pela cânula (instrumento cirúrgico) de lipoaspiração, ou seja, nos locais 
agredidos pelo ato cirúrgico. DLM, vibratória e superficial, podendo usar pomada apropriada. Pode-se usar 
também o ultra-som pulsatil (somente o fisioterapeuta). 
 
- Seromas – Depósitos de líquidos de tipo claro, cítrico. Parecidos com o plasma, que se formam entre o 
músculo e o tecido subcutâneo. Encaminhar ao médico, pois provavelmente será necessário aspirar estes 
líquidos. 
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