AULA 3   AM Quem é o Psicólogo Hospitalar(1)
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AULA 3 AM Quem é o Psicólogo Hospitalar(1)


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Quem é o Psicólogo Hospitalar?
Psicologia Hospitalar
UDF \u2013 Centro Universitário
Exercício
 Formação de 5 grupos.
Com base nos textos lidos, analise o seguinte caso e responda:
Você (grupo) foi chamada por um Gastroenterologista para uma Interconsulta. A paciente queixa-se de fortes dores no estômago e mostra-se emocionalmente abalada. Há suspeita de Helicobacter Pylori.
Que estratégias tomaria para o primeiro atendimento da paciente?
Como responderia à solicitação do médico?
Med Psicoss \uf0e0 campo conceitual. Etiologia das doenças em sua dimensão psicológica. 
Psico Med \uf0e0 campo prático/clínico. Estudo da relação médico-paciente. (A Psicologia Médica tem como principal objetivo de estudo as relações
humanas no contexto médico.)
Med Compto \uf0e0 campo interdisciplinar. Enfase no entendimento biopsicossocial. Psi Saúde: \uf0e0 aplicação do conhecimento e técnicas psi.
Déc. 60 \u2013 início da atuação do psicólogo nos hospitais
3
Psicologia da saúde X Psicologia hospitalar
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Psicologia Hospitalar
Psicologia da Saúde
Atenção secundáriae terciária
Atenção primária, secundária e terciária
Atuaçãoem hospitais
Atuaçãoem centros de saúde, hospitais,ONGsetc
Especialidadereconhecida pelo CFP
Especialidadereconhecida internacionalmente
Tabela 1: Diferenças entre Psicologia Hospitalar e Psicologia da Saúde*
*Adaptado de Castro e Bornholdt (2008)
1978 \u2013 Divisão 38 da APA
1982 \u2013 Revista Health Psychology
Trabalho do Psicólogo no Hospital
Treino em pesquisa como pré-requisito para uma prática que se interesse em sua própria avaliação. -> Clareza, objetividade e precisão.
 Embasamento teórico e empírico!
 Sistematização do trabalho
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Contexto hospitalar
Paciente...
com a saúde ameaçada ou prejudicada
sentindo desconforto, medo, ansiedade, dor
vulnerável (fora de seu contexto habitual, suas rotinas etc)
submetido a procedimentos invasivos
com preocupações fora do hospital
IMPORTANTE!!!
É necessário conhecer o perfil de cada serviço
- Descrever as condições que as doenças foram adquiridas e o que o sj faz a partir da doença
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Psicólogo...
Convívio com pacientes e profissionais
Meios para lidar com contingências aversivas (estresse, burnout, etc.)
Leitura e preparo
Envolvimento e contribuição
Setting diferenciado
Conhecimento da doença (etiologia, diagnóstico e prognóstico)
Contexto hospitalar
Exemplos sobre Desamparo aprendido e comportamento adjuntivo
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Tarefas básicas do psicólogo em hospital
Coordenação \u2013 junto aos funcionários
Ajuda à adaptação \u2013 junto aos pacientes (adaptação e recuperação do paciente internado)
Interconsulta \u2013 junto a outros profissionais (consultoria)
Enlace: intervenção \u2013 delineamento e execução de programas junto com outros profissionais (modificar ou instalar comportamentos de saúde)
Assistencial direta: junto ao paciente
Gestão de recursos humanos \u2013 aprimorar serviços profissionais
Sistematização das primeiras consultas
Exemplo \u2013 Hospital das Clínicas da faculdade de medicina de Ribeirão Preto
Serviço de oncologia gastrocirúrgica de um hospital universitário (Gorayeb & Guerrelhas, 2003).
A maioria dos pacientes:
História de tabagismo e etilismo
Trabalhadores da zona rural \uf0e0 esforços intensos causam a doença (crenças)
Pacientes pobres, baixa escolaridade \uf0e0 dificuldades de comunicação
Análise funcional \uf0e0 Plano terapêutico
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Interconsulta
Intervenção psicológica sob demanda de outros profissionais
Conteúdo
Dados demográficos
Avaliação do paciente (entrevista, observação, escalas padronizadas)
Procedimentos (técnicas e atendimento)
Resultados (mudanças observadas)
Principais demandas (Santos et. Al., 2011)
107 pacientes
A maioria das solicitações foi realizada por médicos (44%) e enfermeiros (38%), 
formalmente (59%), e mediante contato prévio entre interconsultor e solicitante (85%). 
Motivos: sintomas psicológicos relacionados ao adoecimento (43%) e identificação de comprometimento na adaptação do paciente à hospitalização (41%); questões sociais e familiares (7%); questões institucionais relacionadas à equipe (1%); necessidade de avaliação psicológica específica (5%); histórico de comorbidade psiquiátrica (3%)
SANTOS, Nátali Castro Antunes et al.Interconsulta psicológica: demanda e assistência em hospital geral. Psicol. estud. [online]. 2011, vol.16, n.2, pp. 325-334. ISSN 1413-7372.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722011000200016. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
Art. 3 - As especialidades a serem concedidas são as seguintes: 
I. Psicologia Escolar/Educacional; 
II. Psicologia Organizacional e do Trabalho; 
III. Psicologia de Trânsito; 
IV. Psicologia Jurídica;
V. Psicologia do Esporte; 
VI. Psicologia Clínica; 
VII. Psicologia Hospitalar; 
VIII. Psicopedagogia; 
IX. Psicomotricidade; 
X. Psicologia Social; 
XI. Neuropsicologia. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
VII - Psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar 
Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de nível secundário ou terciário da atenção a saúde.
Atua também em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência, ou a complementação da formação de outros profissionais de saúde de nível médio ou superior, incluindo pós graduação lato e stricto sensu. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
Atende a pacientes, familiares e/ou responsáveis pelo paciente; membros da comunidade dentro de sua área de atuação; membros da equipe multiprofissional e eventualmente administrativa, visando o bem estar físico e emocional do paciente; e, alunos e pesquisadores, quando estes estejam atuando em pesquisa e assistência.
Oferece e desenvolve atividades em diferentes níveis de tratamento, tendo como sua principal tarefa a avaliação e acompanhamento de intercorrências psíquicas dos pacientes que estão ou serão submetidos a procedimentos médicos, visando basicamente a promoção e/ou a recuperação da saúde física e mental. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
Promove intervenções direcionadas à relação médico/paciente, paciente/família, e paciente/paciente e do paciente em relação ao processo do adoecer, hospitalização e repercussões emocionais que emergem neste processo.
O acompanhamento pode ser dirigido a pacientes em atendimento clínico ou cirúrgico, nas diferentes especialidades médicas. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
Podem ser desenvolvidas diferentes modalidades de intervenção, dependendo da demanda e da formação do profissional específico; dentre elas ressaltam-se:
atendimento psicoterapêutico;
grupos psicoterapêuticos; 
grupos de psicoprofilaxia; 
atendimentos em ambulatório e Unidade de Terapia Intensiva; 
pronto atendimento; 
enfermarias em geral; 
psicomotricidade no contexto hospitalar; 
avaliação diagnóstica; 
psicodiagnóstico; 
consultoria e interconsultoria. 
RESOLUÇÃO CFP N.º 013/2007 
No trabalho com a equipe multidisciplinar, preferencialmente interdisciplinar, participa de decisões em relação à conduta a ser adotada pela equipe, objetivando promover apoio e segurança ao paciente e família, aportando informações pertinentes à sua área de atuação, bem como na forma de grupo de reflexão, no qual o suporte e manejo estão voltados para possíveis dificuldades operacionais e/ou subjetivas dos membros da equipe.
Competências e Habilidades - definição
Habilidade: poder técnico ou legal para realizar um ato
Competência: uso apropriado de habilidades para a realização de um ato, isto é, a escolha de um entre vários procedimentos possíveis
Tonetto & Gomes (2007)
Competências do Psicólogo no Contexto Hospitalar
 Demanda:
Desenvolver atividades de assistência, ensino e pesquisa
Variações: natureza da instituição, vínculo do psicólogo, capacitação do profissional, recursos disponíveis, necessidades do paciente e característica da unidade
Intervenção
Apoio, orientação ou psicoterapia
Interação inter profissional e equipes multiprofissionais
Demanda do paciente ou dificuldades de conduta