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TRM Maceió 2018 Profº. Me. Heitor Gomes de Araújo Filho CURSO DE FISIOTERAPIA TRM ETIOLOGIA FISIOPATOLOGIA FISIOPATOLOGIA LESÕES IMPORTANTE DEFINIR CLINICAMENTE Dois fatores irão influenciar no grau de limitação de cada indivíduo: Nível de lesão: altura da lesão, se esta é mais alta ou mais baixa. Uma lesão de nível mais alto resulta numa maior área corporal comprometida: ✓ Cervicais: comprometimento dos membros superiores, tronco e membros inferiores. São eles: C1, C2, C3, C4, C5, C6 ou C7. ✓ Torácicas: comprometimento do tronco e membros inferiores. São eles: T1, T2, T3, T4, T5, T6, T7, T8, T9, T10, T11 ou T12. ✓ Lombares: comprometimento dos membros inferiores. São eles: L1, L2, L3, L4 ou L5. ✓ Sacrais: comprometimento leve dos membros inferiores. São eles: S1, S2, S3, S4 ou S5. IMPORTANTE DEFINIR CLINICAMENTE Dois fatores irão influenciar no grau de limitação de cada indivíduo: A extensão (tamanho) da lesão: se esta é completa ou incompleta. ✓ Completa: não há atividade motora voluntária nem sensibilidade do nível da lesão até o segmento Sacral S4-S5. ✓ Incompleta: há atividade motora voluntária parcial e sensibilidade parcial até o segmento sacral S4-S5. IMPORTANTE DEFINIR CLINICAMENTE Níveis de lesão cervicais: Tetraplégico: indivíduos portadores de grande comprometimento dos membros superiores para baixo Tetraparético: indivíduos portadores de comprometimento leve dos membros superiores para baixo. Níveis de lesão torácicos ou lombares: Paraplégico: indivíduos portadores de grande comprometimento dos membros inferiores. Paraparético: indivíduos com comprometimento leve dos membros inferiores. IMPORTANTE DEFINIR CLINICAMENTE CLASSIFICAÇÃO ASIA ✓ Nível da lesão neurológica: Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresenta as funções sensitiva e motora completa em ambos os lados. ✓ Nível motor: Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresenta as função motora completa bilateral. ✓ Nível sensitivo : Refere-se ao segmento mais caudal da medula espinhal que apresenta sensibilidade normal. IMPORTANTE DEFINIR CLINICAMENTE DOREtO;) CLASSIFICAÇÃO ASIA DOREtO;) CLASSIFICAÇÃO ASIA DOREtO;) CLASSIFICAÇÃO ASIA CLASSIFICAÇÃO ASIA CLASSIFICAÇÃO ASIA CLASSIFICAÇÃO ASIA SÍNDROMES DA REGIÃO MEDULAR ✓Síndrome Medular Central ✓Síndrome de Brown-Séquard ✓Síndrome Medular Anterior ✓Síndrome Medular Posterior ✓Síndrome da Cauda Equina DOREtO;) SÍNDROME MEDULAR CENTRAL ✓ Lesão mais comum ✓ Quadriparesia, pior nos MMSS ✓ Prognóstico bom em 50 a 60% ✓ Idoso com osteoartrose cervical DOREtO;) SÍNDROME DE BROWN-SÉQUARD (Hemissecção medular) ✓ Déficit motor e da propriocepção ipsilateral à lesão, e perda da sensibilidade térmica e dolorosa contralateral. DOREtO;) SÍNDROME MEDULAR ANTERIOR ✓ Lesões por hiperflexão ✓ Perda motora completa e perda da discriminação à dor e temperatura abaixo do nível de lesão. ✓ O prognóstico é bom se a recuperação for evidente e progressiva nas primeiras 24 horas. SÍNDROME MEDULAR POSTERIOR ✓ Envolve as colunas dorsais, perda da sensibilidade vibratória e de propriocepção. ✓ Outras funções motoras e sensitivas estão normais ✓ Lesão rara, geralmente associada a traumas em extensão SÍNDROME DA CAUDA EQUINA ✓ Lesão entre o cone medular e as raízes lombosacras ✓ Arreflexia da bexiga, intestino e MMII ✓ Anestesia em sela, arreflexia do bulbocavernoso LESÃO TRAUMÁTICA DA MEDULA CHOQUE ESPINHAL Perda dos reflexos somáticos Perda ou alteração dos reflexos autônomos Hipotensão APÓS CHOQUE Tetraplegia Paraplegia FISIOTERAPIA FISIOTERAPIA Fase aguda: Objetivos: - Enfatizar cuidados respiratórios; - Diminuir os efeitos adversos do trauma e da imobilização; - Prevenir complicações secundárias; - Manter ADM; -Evitar contraturas, deformidades e úlceras de decúbito. FISIOTERAPIA- Cuidados respiratórios: • Exercícios respiratórios profundos (desobstrução e reexpansão) • Reeducação funcional respiratória • Estímulo à tosse • Alongamento de musculatura respiratória FISIOTERAPIA • Exercícios de ADM • Alongamento passivo, ativo-assistido, ativo de MMSS e MMII. • Posicionamento: mudança de decúbito • Fortalecimento de MMSS (paraplegia) • Treino de sentar, controle de tronco, reações de equilíbrio, com estabilidade do local *. • Órteses: coletes tóraco-lombar, cervical, punho e dedos. FISIOTERAPIA Fase ambulatorial: Objetivos • Aumentar a força muscular. • Incrementar a resistência ao esforço físico. • Manter e/ou aumentar a amplitude de movimento. • Reduzir a espasticidade. • Estimular vias sensoriais. • Melhorar a percepção do novo centro de gravidade. FISIOTERAPIA Fase ambulatorial: Objetivos • Promover a estabilidade postural. • Facilitar o equilíbrio dinâmico. • Favorecer o conhecimento da nova linguagem do corpo. • Explorar as potencialidades de cada indivíduo. • Prevenir deformidades e complicações secundárias. • Propiciar a oportunidade de desenvolver os padrões funcionais de movimentos e conquistar maior autonomia. FISIOTERAPIA Fase ambulatorial: - Eletroterapia: FES - FNP - Conceito neuroevolutivo do Bobath: treino de transferências, rolamentos, ponte, sentar-levantar. FISIOTERAPIA -Treino de AVD’S e transferências: - da cadeira para o tablado - cadeira banheiro - cadeira carro - cadeira chão - Mecanoterapia: prancha ortostática* - Fisioterapia Aquática * FISIOTERAPIA FISIOTERAPIA