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Trato Gastrointestinal
DOR DE ORIGEM
MUSCULAR
(DOR ESPASMÓDICA)
CONCEITO/TIPO
Dor originada (mas nem sempre sentida) no músculo traumatizado, isquêmico ou distendido. Tem componente retroalimentativo positivo que agrava a sensação dolorosa
Dor espasmódica do tipo visceral (origem -músculo liso) ou somática (origem -músculo estriado esquelético)
 
MECANISMO DA DOR REFERIDA
O mecanismo pressuposto é que fibras aferentes viscerais, oriundas do local lesado(víscera), penetram na medula e realizam sinapses com fibras aferentes da pele (dermátomo), resultando na percepção dolorosa na superfície do corpo.
TIPOS DE MÚSCULOS
Estriado 
Esquelético
Estriado
Cardíaco
Liso
CALIBRE DOS AXÔNIOS
Dor rápida
Dor lenta
TERMINAÇÕES NERVOSAS LIVRES
Pele, articulação,
ligamentos e músculo
estriado esquelético
Músculo liso
visceral
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO LISO QUANTO AO TIPO DE CONTRAÇÃO
Contração tônica
BRONCODILATAÇÃO
BRONCOCONSTRIÇÃO
VASODILATAÇÃO
VASOCONSTRIÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO LISO QUANTO AO TIPO DE CONTRAÇÃO
Contração e Relaxamento
Intermitente
ESFÍNCTER
BEXIGA
CLASSIFICAÇÃO DO MÚSCULO LISO QUANTO AO TIPO DE CONTRAÇÃO
Contração Ritímica
DORES 
EM CÓLICAS
CONTROLE DA CONTRAÇÃO
DO MÚSCULO LISO
CONTROLE NERVOSO
Extrínseco - SNA
Intrínseco – Sistema Nervoso Entérico (TGI)
CONTROLE HUMORAL
CONTROLE POR FATORES LOCAIS
Noradrenalina, adrenalina, angiotensina, 
vasopressina, prostraglandina, ocitocina,
serotonina e histamina
Tensão de O2, CO2, endotelina, 
Óxido nítrico
(Meissner)
Mecanoreceptores
Quimireceptores
Musculatura lisa
Glândulas endócrias 
exócrinas
Acetilcolina
ATP
GABA
Encefalina
CCK
Galanina
GPR
Neuropeptídeo Y
NO
Noardrenalina
5-HT
Somatostatina
Taquicininas
VIP
DOR ESPASMÓDICA VISCERAL
Dor
É produzida pela ativação
de nociceptores localizados
nas paredes das visceras
 abdominais.
CARACTERÍSTICAS DA
DOR ESPASMÓDICA VISCERAL
Qualidade
Em cólicas, queimação, constrição
Indivíduo fica inquieto, não melhora com repouso
Reações neurovegetativas (nausea, vômito, palidez)
Reflexo visceral
Reflexo somático
_	Tipo
Visceral verdadeira
Visceral referida 
Localização: 
abdomen, pelve, com referências em outras áreas: costas, ombro.
Oclusão intestinal
Gastroenterite – Salmonellas,
 shigellas,Yersinia
MECANISMO DA DOR REFERIDA
ATIVAÇÃO DE CENTROS SUPERIORES
Ativação simpática
Aspectos
 comportamentais
PARASIMPÁTICO
SIMPÁTICO
REAÇÕES NEUROVEGETATIVAS
Dor
Reflexo Visceral
Dor
NE-SP-Aa
Espasmo
Exemplos
Ex
Ativação simpática
Aspectos
 comportamentais
Dor
NE-SP-Aa
Espasmo
NE-SP-Aa
PARASIMPÁTICO
↑Ach
Dor Visceral
Ativação simpática
Aspectos
 comportamentais
NE-SP-Aa
PARASIMPÁTICO
Dor Visceral
PGE2
PGF2α
Espasmo
Dor
↑Ach
Reflexo Visceral
↑PARASIMPÁTICO
Dor em Cólica
(Cólica Menstrual)
Estímulo
álgico
contração
Referida na pele
Reflexo visceral
DOR
Reflexo visceral
acompanhado de reação somático
Reflexo somático
Tratamento Farmacológico da dor:
1) ANALGÉGICOS
- Antiinflamatórios não-esteroidais
- Opióides
2) ANESTÉSICOS
- Anestésicos gerais
- Anestésicos locais
3) COADJUVANTES
- Antidepressivos
- Neurolépticos
- Relaxantes musculares
- Corticosteróides
4) AGENTES ESPECÍFICOS
- Anticonvulsivantes
- Antiespasmódicos
- Antienxaquecosos
- Antianginosos
Liso: Antimuscarínicos,
 papaverina, tocolítcos
Esquelético: Miorrelaxantes,
bloqueadores não desp/ e despolarizantes
CAFEÍNA
 Estimulação do SNC
 Estimulação do músculo cardíaco
 Relaxamento do músculo liso
 Diurese
 Constrição dos vasos sangüíneos cerebrais
 Aumenta os níveis de endorfinas
MECANISMO DE CONTRAÇÃO
DA FIBRA MUSCULAR LISA
Condições para haver contração da fibra muscular Lisa
Aumento da concentração de Ca++ citoplasmático
Ativação da MLCK ( quinase de cadeia leve da miosina
Interação entre os filamentos de miosina e actina
MECANISMO DE CONTRAÇÃO
DA FIBRA MUSCULAR LISA
ELEVAÇÃO NA CONCENTRAÇÃO DE CÁLCIO
Receptor acoplado a
Proteína G
Canais voltagem
sensíveis
Receptor acoplado 
a canais iônicos
MECANISMO DE CONTRAÇÃO
DA FIBRA MUSCULAR LISA
ATIVAÇÃO DA MLCK
INDICAÇÕES DOS MIORRELAXANTES DO MÚSCULO LISO
Músculo liso
		Cólicas intestinal, menstrual e renal
Espasmolíticos – Músculo Liso
Espasmolíticos – Músculo Liso - Musculotrópicos
Outros - Espasmolíticos – Músculo Liso -
ANTIMUSCARÍNICOS
(derivados da Beladona)
ATROPINA , ESCOPOLAMINA, HOMATROPINA
Antagonista competitivos inespecíficos
São lipossolúveis (efeitos no SNC, alta absor.)
Indicações
Miorrelaxante (cólicas intestinal, gástrica, uterina e biliar)
Redução das secreções gastrointestinais e respiratórias
Broncodilatação
Envenenamento por anticolinesterásicos
BUSCOPAN® - 
metilbrometo de escopolamina 
BUSCOPAN® COMPOSTO -
metilbrometo de escopolamina 
e dipirona sódica 
BUSCOPAN® PLUS -
metilbrometo de escopolamina 
e paracetamol
TROPINAL® - Metilbrometo de homatropina
sulfato de hiosciamina, bromidrato de hioscina 
e dipirona
ANTIMUSCARÍNICO
DICICLOMINA
BENTYL® - Cloridrato de dicicloverina
Mais eficiente nas cólicas intestinais
EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIMUSCARÍNICOS
Desorientação, sedação, agitação (ação central, bloqueio M1)
vista turva (midriase),
boca seca (hiposecreção salivar), 
Taquicardia (bloqueio M2)
DERIVADO OPIÓIDE
PAPAVERINA: alcalóide obtido da Papaver somniferum, farmacologicamente distinta da morfina.
Inibe a enzima fosfodierestase (FDE) no músculo liso e bloqueia canais de cálcio
Nomes comerciais: Tebasedan®, Metilsedor®, Espasmosan®, Colinex®, Bipasmim® (pargeverina)
ATROVERAN®- Cloridrato de papaverina, dipirona
beledona
SEDALÊNE®- papaverina, dipirona
adifenina, metilbrometo de homatropina, 
Anestésico local com
Propriedades anticolinérgicas-
Antagonista de receptores muscarínicos
EFEITO COLATERAIS DOS DERIVADOS OPIÓIDES
 CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
SEDAÇÃO
 VASODILATAÇÃO
AGENTES TOCOLÍTICOS
(Agonistas β-adrenérgicos)
Ritodrina, terbutalina
Nomes comerciais: Miodrina®, Bricanyl®
Específico para cólica menstrual
BRICANYL®- Sulfato de terbutalina
(2° Uso)
MIODRINA®- Cloridratode ritodrina
ANTI-HISTAMÍNICOS 
Prometazina
Nome comercial: Lisador®
Indicado para cólica intestinal, renal e menstrual
Prometazina
(antimuscarínica e
antagonista α1 adrenergico)
LISADOR®- metamizol, adefinina, prometazina
LISANTIL®- dipirona sódica, cloridrato adefinina, 
Cloridrato de prometazina
Dipirona
Anticolinérgico
Brometo de pinavério: único bloqueador de cálcio com atuação exclusiva na musculatura lisa intestinal. 
Nome comercial: Dicetel®
 
RELAXANTES ESPECÍFICOS DA MUSCULATURA LISA INTESTINAL
Brometo de Pinavério
Cloridrato de mebeverina: derivado da reserpina – ação relaxante direta m. liso GI, em especial I.grosso – isentos efeitos anticolinérgicos
Comporta-se como antagonista do cálcio ao nível de membrana celular (Korolvovas.2004)
Nome comercial: Duspatalin®
Mebeverina
Trimebutina: atividade moduladora da função contrátil gastrointestinal – Interage com receptores μ, к, δ encefalinérgicos dos plexos intramurais de Auerback (mioentérico) e Meissner (submucoso)  modulando função motora desde o esôfago até o sigmóide  OBS: Modula e não deprime o peristaltismo  atividade antiespasmódica 
Mecanismo Ação
Isquemia
Obstrução
Hiperdistensão
Espasmo víscera oca
Injuria
Tecidual
Inflamação
Infecção
Esforço
Reflexo
Axonal
Estímulos que geram dor abdominal
Localização Anatômica dos Órgãos
Localização Anatômica dos Órgãos
Localizações de Dores Abdominais Referidas
Trato Gastrointestinal
Acalasia e Megaesôfago
Definição: é uma patologia na qual o esfíncter esofágico inferior não se relaxa durante a deglutição
Complicações:
Estaseesofágica prolongada leva a putrefação de alimentos
Ulceração da mucosa esofágica, ruptura e morte
Balão inflado na extremidade de uma sonda esofágica deglutida
Toxina botúlinica
Causas principais:
Lesão do 5º, 9º ou 10º nervos cranianos
Poliomielite ou encefalite
Miastemia grave ou botulismo
Anestésico geral
Anormalidades ocorridas:
Abolição completa da deglutição
Alimentos atingem o aparelho respiratório
Alimento pode refluir para as narinas
Paralisia do Mecanismo de Deglutição
Condição em que os conteúdos do estômago e
duodeno fazem refluxo para o esôfago, podendo
resultar em inflamação da mucosa esofágica –
esofagite.
A esofagite pode se tornar erosiva e ocorrer a
transformação da mucosa esofágica em epitélio do
tipo colunar (metaplasia de Barrett), condição prémaligna de adenocarcinoma esofágico.
Doença do Refluxo Gastroesofágico
DRGE e Esofagite
Características Clínicas
Os sintomas observados são:
 - regurgitação ácida ou alimentar;
 - eructações freqüentes;
 - plenitude pós-prandial;
 - pirose (ardor, queimação);
 - outras manifestações atípicas: soluços, rouquidão, tosse
crônica.
O refluxo na GERD esta associado a:
1. Distensão gástrica;
2. Pressão transitoriamente reduzida do esfíncter esofágico
inferior;
3. Redução do peristaltismo esofágico.
Estudo relacionando 
Esofagite x Doenças Respiratórias
Tratamento Não Medicamentoso
(1) Elevação da cabeceira do leito;
(2) Não deitar logo após as refeições;
(3) Evitar alimentos tipo: chocolate,
refrigerantes, café, alimentos
ácidos, bebidas alcoólicas;
(4) Observar o uso dos fármacos:
anticolinérgicos, teofilina,
benzodiazepínicos, β-agonistas;
bloqueadores de cálcio;
(5) Diminuir ingestão de líquidos
durante as refeições;
Tratamento Medicamentoso
Anti-secretórios: Anti-H2, Inibidores de Bomba Protônica
Pró-Cinéticos: anti-D2, Agonista 5-HT4
Antiácidos
Moduladores da Motilidade Intestinal
Marcas Comerciais
Atrofia Gástrica é a supressão completa da secreção digestiva das glândulas gástricas. Pode ser causada por gastrite crônica ou auto-imunidade.
Acloridria é a perda total de secreção de ácido clorídrico. A atrofia gástrica leva a acloridria.
Acloridria e Atrofia Gástrica
Gastrite e Úlceras
As gastrites podem ser agudas ou crônicas:
GASTRITE AGUDA – aparecimento súbito, evolução
rápida e facilmente associadas a um agente causador
(medicamentos, consumo de álcool, estresse físico ou
psíquico ou consumo de alimentos contaminados por
germes/tóxinas). Entre os sintomas incluem: dor em
queimação, azia, perda de apetite, naúseas e vômitos e
sangramentos.
GASTRITE CRÔNICA – Trata-se de um diagnóstico
confuso. Mas sabe-se que quase sempre está associada
a presença do Helicobacter pylori. A
maioria dos casos podem não apresentar sintomas.
Gastrites e Úlceras
 Úlceras
É uma área de lesão na mucosa gástrica ou intestinal, causada pela ação do suco gástrico
Fatores que Favorecem o Desenvolvimento da H.pylori
Virulência da cepa de H.pylori
Componente genético do hospedeiro
Idade do indivíduo comprometido
Más condições sanitárias e de higiene
Fatores ambientais 
Tratamento Medicamentoso
Inibidores da Secreção Ácida
Anti-histamínico H2
Inibidores da Bomba Protônica
Antagonistas Muscarínicos
Antiácidos
Protetores de Mucosa
2. Erradicação da H.Pylori
Antibióticos
Quelato de Bismuto
3. Vagotomia
Introduzidos na década de 70
Bloqueia a ação da Histamina (H2) na célula Parietal
Incluem fármacos como: Cimetidina, Ranitidina, Nizatidina e Famotidina
Reações adversas mais comuns: diarréia leve, tontura, erupções cutânea, ginecomastia e inibição do complexo enzimático P-450, sendo estes dois últimos presenciados com a utilização da cimetidina
Anti-histamínico
Marcas Comerciais
Principal representante é a pirenzepina
Utilizado como adjuvante terapêutico
Efeitos colaterais: visão turva, boca seca, etc...
Anti-muscarínico
PGE2 e PGI derivados da COX-1 fisiológica cuja funções incluem: 
Vasodilatação
Inibição de secreção de HCl
Estimula a formação de muco e bicarbonato 
Fármaco representante é o misoprostol
Efeito colateral: Contrações uterinas
 				
Análogos de Prostaglandinas 
Inibidores da Bomba de Prótons
 (PPI)
Inibidores da Bomba de Prótons
 (PPI)
ÁCIDO
Estrutura química (2 piridil metil sulfinil benzimidazol) – Omeprazol, pantoprazol, lanzoprazol, esomeprazol e rabeprazol
São ácidos lábeis, portanto as formulações devem ser de liberação entérica
São administrados 1x/ao dia em jejum
Comprometimento na absorção de fármacos como: cetoconazol, sais de ferro e digoxina
Inibidores da Bomba de Prótons
 (PPI)
Interação farmacológica com warfarin, fenitoína, diazepan e outros que utilizam o complexo enzimático P-450 para metabolização
Efeitos indesejáveis: cefaléia, diarréia ou constipação, erupções cutâneas. Raramente vertigens, sonolência, confusão mental, ginecomastia e dor muscular.
Inibidores da Bomba de Prótons
 (PPI)
Marcas Comerciais
Quelato de bismuto – (subcitrato de bismuto coloidal, decitrato bismuto de tripotássio) revestimento físico sobre a úlcera, adsorve pepsina, aumenta síntese de PGs e bicarbonato. Exerce também ação tóxica sobre H.pylori
Efeitos adversos: náuseas, vômitos, escurecimento da língua e fezes.
Fármacos “Citoprotetores” da Mucosa
Sucralfato – Complexo de Al(OH)3 + sacarose sulfatada com mecanismo idêntico ao bismuto
Efeitos indesejáveis: constipação, náusea, cefaléia, boca seca, erupções.
Fármacos “Citoprotetores” da Mucosa
Erradicação da H.Pylori
Dificuldades no Tratamento da H.pylori
Destruição da flora bacteriana
Adesão ao tratamento
Interações medicamentosas
 Bloqueadores dos Receptores de Gastrina
A gastrina estimula a secreção de ácido pela célula parietal e faz aumentar indiretamente a secreção de pepsinogênio e estimula o fluxo sanguíneo e a motilidade
 Proglumida 
Proglumida é um derivado do ácido glutâmico; é um bloqueador específico dos receptores de gastrina, bem como os efeitos tróficos da gastrina
Sulperida é uma droga antidopaminérgica que inibe a secreção ácida devido atuar nas células produtoras de gastrina no antro gástrico
Tumor produtor de gastrina nas células não β do pâncreas caracterizada pelo aumento da secreção gástrica
Maior predileção em pacientes do sexo masculino
Sinais clínicos incluem: dor epigástrica, vômito e hemorragia
Tratamento envolve fármacos anti-secretores e remoção do gastrinoma
Síndrome de Zollinger Ellinson

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