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Universidade de BrasíliaUniversidade de Brasília
Instituto de Geociências
Laboratório de Geofísica Aplicada
Cursos de Graduação em Geofísica
Disciplina: 205214 – Princípios de Geofísica 1
Módulo: Geofísica Aquática
Professor: Marco Ianniruberto
Princípios de acústica submarinha
Instrumentação para levantamentos marinhos
Estrutura de um sistema de levantamento marinho
Planejamento de uma campanha de levantamentos
Gestão de uma campanha de levantamento
Pós-processamento e cartografia
Campos de aplicação
TEMAS
Princípios de acústica submarinha
Entre todas as formas de radiação, o som é a que se transmite melhor no mar. As ondas
eletromagnéticas são fortemente atenuadas nas águas salinas e túrbidas do mar, de forma
muito maior que as ondas mecânicas. Graças a esta característica, o som vem sendo utilizado
por muitas aplicações na exploração do mar e estas aplicações estão fundadas na engenharia
do sonar, definido como o sistema que usa energia acústica para efetuar medições em
ambiente aquático.
A palavra “sonar” é o acrônimo do termo “SOund Navigation And Ranging”, que foi assim
chamado em analogia com o sistema terrestre “radar”, “RAdio Detection And Ranging”.
Algumas aplicações típicas dos sonar incluem: detecção de cardumes, medição batimétrica,
estratigrafia e sonar de varredura lateral. Os sonar podem ser ativos ou passivos. Os ativos
utilizam uma fonte acústica própria e os passivos escutam o sinal gerado pelo alvo/objeto de
interesse.
A equação do sonar foi desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial para ajudar no
calculo da máxima distancias de operação de um sonar. Desde então, a equação do sonar vem
sendo utilizada por uma ampla gama de equipamentos subaquáticos.
A equação do sonar trata todos os aspectos envolvidos com a geração, a propagação e a
atenuação do som no meio aquático; por este motivo constitui um ótimo objeto de estudo no
campo da acústica submarinha e a base de desenho de equipamentos para aplicações
geofísicas e oceanográficas.
Breve historia do sonar
A historia conta que foi o cientista e artista italiano Leonardo Da Vinci que em 1490 declarou a
possibilidade de ouvir navios se aproximando usando um simples tubo colocado na água.
Depois de quase três séculos, em 1826 Daniel Colladon, um físico suíço, e Charles Sturm, um
matemático francês, mediram de forma precisa a velocidade do som na água. Com a ajuda de um tubo
cumprido para escutar abaixo da água (como tinha sugerido Da Vinci), conseguiram registrar a
velocidade do som de um sino submergido ao longo do Lago Lemán. O resultado foi 1.435 metros
por segundo em água a 8 graus centígrados, só 3 metros por segundo menos da velocidade aceita
hoje em dia. Esta medição demonstra que a água, doce o salgada, é um meio excelente para a
propagação do som, que se transmite quase cinco vezes mais rápido que no ar.
No século XIX, outros cientistas descobriram e estudaram os fenômenos da transdução piezelétrica
(Jacques e Pierre Curie, 1880) e magnetostrição (James Joule, 1840).
Uso do sonar
Medições batimétricas:
Batimetria convencional
Batimetria multifeixe
Estratigrafia:
Perfilador de sub-fundo
Sparker
Air-gun / Water-gun
Geomorfologia:
Sonar de varredura lateral
Recursos pelágicos e demersos:
Fish finder
Avaliação de biomassa
Ecobatímetros medem o tempo de viagem de pulsos
acústicos e seus ecos para detectar o fundo do mar. O
ecobatímetro simples usa um feixe único e fornece uma
profundidade por cada pulso, enquanto o ecobatímetro
multifeixe fornece varias medições em uma seção
transversal do fundo. A intensidade do eco pode ser
utilizada para estimar a natureza do fundo.
Sistemas de prospecção sísmica usam pulsos
acústicos de freqüência menor, em relação aos
ecobatímetros, para aproveitar as características de
penetração no fundo e medir a estratigrafia. Dentro
desta categoria se encontram sistemas de sísmica
rasa (perfilador de subfundo e sparker) e profunda
(Air-gun).
Sistemas de medição da litologia superficial do
fundo usam o principio interferométrico para varrer
seções do fundo e registrar a intensidade do eco.
São usado também para detectar objetos no fundo
(naufrágios, estruturas, etc...).
Ecobatímetros de alta freqüência com função de
detectar cardumes, acompanhados por software de
calculo para estimar a biomassa.
Uso do sonar
Sonar ativos usam o efeito Doppler para medir
correnteza.
Sistemas de transmissão e recepção de pulsos
acústicos à longa distancia para estimar a estrutura
termo-salina interna dos oceanos e monitoramento do
aquecimento global.
Oceanografia:
Medição de correnteza (Doppler)
Tomografia acústica
Posicionamento subaquático:
Long Base Line (LBL)
Short Base Line (SBL)
Ultra Short Base Line ( USBL)
Comunicação e telemetria:
Modem acústico
Outros:
Monitoramento dos cetáceos
Navegação subaquática
Sistemas de localização de sinal enviado por beacon ou
transponder, amplamente utilizados nas construções
subaquáticas (instalação de plataformas, cabos e dutos
submarinhos) e no posicionamento de veículos ROV.
Sistemas de comunicação para transmissão de dados
e informações entre estações submarinhas. O meio
aquático funciona como o fio condutor nas
comunicações tradicionais.
Sonar passivos para traçar rotas migratórias dos
grandes cetáceos e estudos de bioacústica.
Uso do sonar
Navegação subaquática:
Posicionamento acústico LBL – 9 kHz to 15 kHz
Posicionamento acústico SBL – 15 kHz to 20 kHz
Posicionamento acústico USBL – 17 kHz – 30 kHz
Mapeamento:
Perfilador de sub-fundo – 2 kHz a 16 kHz
Sonar de varredura lateral – 50 kHz a 800 kHz
Sonar Multifeixe – 30 kHz a 450 kHz
Oceanografia:
Perfilador Acústico Doppler – 100 kHz a 1 MHz
Velocímetro Doppler - 100 kHz a 1 MHz
Comunicação acústica:
Modem Acústico - 9 kHz a 17 kHz
Tomografia, Traçamento de peixes e mamíferos, etc. etc.
Física do som na Água
O som é um movimento regular de moléculas de uma substancia elástica. O som é gerado por um
projetor que transfere o movimento para as moléculas em contato com a própria superfície, e de aí
para as moléculas adjacentes. Em um fluido, o movimento das moléculas é paralelo à direção de
propagação e gera modificações na pressão ambiente que podem ser detectadas por um hidrofone.
Para uma onda plana, a pressão p (N/m2 o Pa) está relacionada a velocidade das moléculas v através
da fórmula:
onde ρ (kg/m3) é a densidade do fluido e c (m/s) é a velocidade de propagação da onda acústica. Por
analogia a notação em uso no eletromagnetismo (lei de Ohm), o fator de proporcionalidade ρc é
definido como resistência acústica especifica ou impedância acústica específica do fluido.
A propagação da onda acústica consiste na transferência da energia mecânica, que é a soma da
energia cinética das moléculas com a energia potencial acumulada no meio elástico. A quantidade de
energia por segundo (potência) que atravessa uma unidade de superfície é chamada de intensidade.
A intensidade instantânea (W/m2) está relacionada à pressão acústica instantânea pela formula:
Para sinais transitórios, ou seja, aqueles que têm curta duração, é mais significativo utilizar a
densidade do fluxo de energia definida como:
(Pa)ou )(N/m p 2cvρ=
)(W/m /p I 22 cρ=
== ∫∫ 2 dtpcρ1 dt I E
Física do som na Água
... que acontece com as moléculas do fluido?
Física do som na Água
Calculo da impedância acústica para a água salgada e o ar
TABELA I
Temperatura
(°C)
Densidade ρ
(kg/m3)
Velocidade c
(m/sec.)
Impedância Acústica ρc
(MKS Rayls)
Água doce 20 1000 1480 1.48 x 106
Água do mar
(35 ppm salinidade) 13 1026 1500 1.54 x 10
6
Ar 0 1.29 332 428
Ar20 1.21 343 415
Unidades de medida: Micropascal e Decibel
Em acústica subaquática se tornou usual comparar as intensidades acústicas a uma intensidade padrão
(standard), I0. Na água, esta intensidade padrão é igual a intensidade resultante da passagem de uma
onda plana com uma pressão quadrática media (p) de 1 µPa. De acordo com a equação I = p2/ρc, uma
pressão de 1 µPa na água é equivalente a intensidade padrão I0
(W/m2)
é importante notar que a intensidade acústica padrão no ar é muito mais alta, I0 = 1.0 x 10-16 W/m2, e
corresponde ao limite mínimo de detecção para o ouvido humano.
Analogamente, a unidade de referencia para a densidade do fluxo de energia é a densidade de energia
de uma onda plana com pressão quadrática media de 1 µPa integrada por um período de 1 segundo.
Para representar a razão entre a intensidade e a intensidade padrão I/ I0, foi utilizada a unidade
logarítmica decibel (dB), que é muito útil para representar variáveis que abrangem várias ordens de
transforma multiplicação ou divisão em soma ou
subtração de valores equivalentes em dB.
No caso das intensidades acústicas, a intensidade I de um pulso representado em dB referente a
intensidade padrão I0 é:
onde N é o equivalente em decibéis da intensidade I referida a I0 (I0 = 6.5x10-19 W/m2), e se representa
como dB re 1µPa para manter sempre claro qual é a intensidade de referencia. Isso implica que a
intensidade é medida relativamente à intensidade de uma onda plana com pressão quadrática media de
1µPa.
10 x 6.504 1500) x (1025 / )(1x10c/p I -192-620 === ρ
Pa )
I
I ( 1 re dB log10 N
0
µ=
magnitude. Alem disso, o uso de unidade logarítmica
Exemplos
Se a intensidade da onda é o dobro ou a metade da intensidade padrão, ou seja:
(I/I0) = 2 N = 10 log (2) = 3.013dB re 1µPa
(I/I0) = 1/2 N = 10 log (0.5) = -3.013dB re 1µPa
Analogamente, se as intensidades medidas forem 10, 100 ou 1000000 vezes a intensidade padrão, os
equivalentes em dB seriam 10dB re 1µPa, 20dB re 1µPa e 60dB re 1µPa respectivamente:
10 log 1 = 0 dB re 1µPa
10 log 10 = 10 dB re 1µPa
10 log 100 = 20 dB re 1µPa
10 log 1000000 = 60 dB re 1µPa
Conversão de decibel para unidade linear
Considerando a equação que expressa a intensidade em dB:
N = 10 log(I / I0)
N/10 = log(I / I0)
e tomando o inverso do logaritmo (elevando ambos o termos a potencia 10):
10N/10 = (I / I0)
e reorganizando para determinar I:
I = I0 10N/10
Regras de aritmética logarítmica
Produto e divisão de duas intensidades I1 e I2:
log(I1xI2) = log(I1) + log(I2)
log(I1/I2) = log(I1) - log(I2)
Então:
N = 10 log(I / I0) = 10 log(I) - 10 log(I0)
Potencia
log(In) = n log(I)
Então:
N=10 log(I) = log(I10)
Calculo de intensidades acústicas usando a pressão
Considerando novamente a expressão da intensidade em dB:
N = 10 log(I / I0)
sabendo que:
I = p2/ρc
Então:
N = 10 log {(p2 / ρc) / (p02 / ρc)}
N = 10 log (p2 / p02)
se obtém:
N = 20 log (p / p0)
Diagrama do sonar ativo
Equação do sonar ativo: SL + DIT + TS - 2TL - (NL-DIR) > DT (ambiente dominado por ruído)
SL + DIT + TS - 2TL - RL > DT (ambiente dominado por reverberação)
Equação do sonar
A equação do sonar é uma forma compacta de descrever quantitativamente todos os fenômenos que
afetam a propagação do som gerado no meio aquático e, portanto, o funcionamento de um
equipamento sonar. A equação relaciona os efeitos do equipamento acústico, do meio de propagação,
das fontes de ruído e do alvo a ser detectado.
A equação é normalmente formulada de acordo com a função a ser desenvolvida pelo sonar, onde a
parte que interessa do campo acústico medido pelo hidrofone é chamada de sinal e aquela que não
interessa é chamada de ruído ou “background”.
Um mesmo sonar pode ter funções diferentes, por exemplo, um ecobatímetro de alta resolução pode
ser utilizado para detectar um cardume, enquanto o eco produzido pelo fundo oceânico, que neste caso
não interessa, é considerado ruído.
O desenho de um sistema sonar tem como objetivo melhorar a relação entre sinal e o ruído de fundo
(background), ou seja, aumentar a razão sinal/ruído (SNR = “signal-to-noise ratio”). A equação do
sonar indica, portanto, quando é atingido o nível mínimo para que o sinal seja detectado.
Em geral, existem dois tipos de sonar: ativo e passivo. O sonar é ativo quando o som utilizado pelas
medições é gerado pelo próprio sistema, em particular por um dispositivo chamado projetor. O pulso
acústico gerado viaja no meio aquático e é refletido pelo alvo gerando um eco que é detectado por um
hidrofone, o qual converte o sinal de acústico para elétrico. Esse ultimo sinal é processado pela
unidade de controle e detecção para determinar a distancia do refletor.
O sonar passivo, ou sonar de escuta, é mais simples pois simplesmente recebe o som radiado pelo alvo.
Neste caso a energia acústica cumpre a viagem em um único sentido, ou seja, da fonte (alvo) até o
hidrofone.
Vale lembrar que, sendo todos os parâmetros em dB, somas e diferenças representam respectivamente
produtos e divisões em termos reais.
Equação do sonar ativo
Dentro das aplicações dos sonar que interessam especificamente a este curso, vale mencionar como
exemplo o ecobatímetro, o sonar de varredura lateral e o perfilador acústico de subfundo.
A equação básica para um sonar ativo inclui os parâmetros relativos ao equipamento, ao meio de
propagação e ao alvo. Os parâmetros são níveis de intensidade acústica, expressa em unidades de
decibéis relativas a intensidade padrão de referencia de uma onda plana de 1 µPa.
1) O equipamento
Source Level (SL), Directivity Index (DI) e Detection Threshold (DT)
2) O meio
Transmission Loss (TL), Reverberation Level (RL) e Noise Level (NL)
3) O alvo
Target Strength (TS)
Para entender o sentido destes parâmetros podemos utilizar um simples modelo de sonar ativo,
mostrado na figura precedente.
Uma fonte acústica, que também funciona como transdutor em recepção (configuração monoestática),
gera um sinal de intensidade SL a uma distancia de 1m ao longo do eixo. Quando o sinal atinge
o alvo, a sua intensidade será reduzida por causa das perdas de transmissão (TL) e se torna igual
a (SL - TL). A capacidade do alvo refletir ou espalhar o sinal é definida pelo parâmetro TS,
desta forma a uma distancia de 1m do centro acústico do alvo, o sinal que retorna no sentido da
fonte é (SL – TL + TS). Na viagem de retorno para a fonte (ou seja, para o hidrofone), o sinal é
novamente atenuado por perdas de transmissão e o eco que atinge o hidrofone é
(SL – 2TL + TS).
Equação do sonar ativo
Consideramos agora o meio onde acontece a propagação: supondo que o mesmo seja caracterizado por
ruído onidirecional (em todas as direções), o nível de ruído de fundo é simplesmente NL. Este
ruído de fundo é reduzido se o hidrofone for direcional (ou seja, apresentar uma direção
preferencial) com índice DIR, de forma que o hidrofone capte um ruído total igual a (NL – DIR).
A intensidade acústica total, ou seja SNR, captada pelo hidrofone será:
SL + DIT – 2TL + TS – (NL – DIR)
Se a função do sonar é detectar um objeto, a detecção é possível somente quando a intensidade
acústica total captada (sinal - ruído, SNR) for igual ou maior que o patamar/ limite de detecção
especifico do sistema. Se o SNR for menor, considera-se que o alvo é ausente; se o SNR for
igual ou maior, considera-se o alvo esta presente. Esta afirmação é resumida pela equação do
sonar ativo em termos de patamar/limite de detecção (DT):
SL + DIT – 2TL + TS – (NL – DIR) = DT
ou
SL + DIT – 2TL + TS = NL – DIR + DT
Como mencionado, esta equação se refere ao caso monoestático, no qual a fonte acústica e o hidrofone
são coincidentes implicando que o caminho deida e volta do sinal seja o mesmo. Alguns sonares
têm fonte e hidrofone separados e esta configuração é chamada de biestática; neste caso as
perdas de transmissão nos caminhos de ida e volta do sinal não são iguais.
Equação do sonar ativo
Em alguns sonares DIR e DT se apresentam como um parâmetro único e se torna mais adequado
considerar o termo (DIR - DT) como o incremento da razão sinal – ruído devido às
características do sistema de recepção (transdutor, eletrônica e sistema de processamento).
A equação precisa ser modificada quando o ruído de fundo é caracterizado por reverberação. Neste
caso o parâmetro DIR, que é definido com referencia ao ruído isotrópico, não é apropriado
enquanto a reverberação não é isotrópica. No caso de um fundo dominado por reverberação é
preciso substituir o termo (NL – DIR) com um nível equivalente de reverberação por onda plana
(RL) observado aos terminais do hidrofone. A equação do sonar se transforma em:
SL – 2TL + TS = RL + DT
onde o parâmetro DT, no caso de um meio dominado por reverberação, tem valor diferente em relação
ao meio dominado por ruído.
Outro exemplo de sonar ativo: biosonar
Referencia: Aroyan JL : Simple models of the dolphin echolocation emission system
Larynx Tongue
e
s
Bony
nares
np
MLDB complex
Nasal air sacs partially surrounding MLDB
complex
Melon
Rostral & upper jaw bone
Portion of
lower
Brain
Skull
bone
Blowhole
jaw bone
Diagrama do sonar passivo
Equação do sonar passivo: SL - TL - (NL - DI) ≥ DT
SL = Source Level; TL = Transmission Loss; NL = Noise Level; DI = Directivity Index; DT = Detection Threshold
Equação do sonar passivo
No caso de sonar passivo, como mostrado na figura seguinte, o alvo produz o sinal a ser detectado, e a
intensidade da fonte acústica (SL) se refere a intensidade do sinal radiado pelo alvo a uma
distancia de referencia de 1m do centro acústico. Neste caso, o parâmetro que define a
intensidade do alvo (TS) se torna irrelevante e as perdas transmissivas são computadas ao longo
de um caminho só de ida.
Com estas modificações, a equação do sonar passivo se escreve:
SL -TL - (NL-DI) = DT
ou
SL -TL = NL - DI + DT
Vale notar que o parâmetro DI (sem subscrito porque faltando o projetor acústico não tem mais
ambigüidade) se refere a diretividade do hidrofone e que o sonar passivo será sempre
caracterizado por um fundo de ruído enquanto a parte de sinal espalhado pelo meio
(“backscatter”) não atinge o hidrofone.
Em alguns casos, quando a fonte-alvo tem características de diretividade, pode se escrever:
SL + DIS -TL = NL - DI + DT
aonde DIS é a diretividade do alvo-fonte acústica.
Parâmetros da equação do sonar
1) O equipamento
Source Level (SL), Directivity Index (DI) e Detection Threshold (DT)
2) O meio transmissivo
Transmission Loss (TL), Reverberation Level (RL) e Noise Level (NL)
3) O alvo
Target Strength (TS)
Definição dos parâmetros da equação do sonar
PARÂMETRO SÍMBOLO REFERENCIA DEFINIÇÃO
Nível da fonte
(Source Level)
SL 1m de distancia da fonte, ao
longo do eixo 10 log
intensidade da fonte
intensidade de referencia
Perdas de transmissão
(Transmission Loss)
TL De 1m da fonte ate o objetivo
o hidrofone 10 log
intensidade do sinal a 1m
intensidade do sinal ao objetivo o hidrofone
Intensidade do objetivo
(Target Strength)
TS 1m de distancia do centro
acústico do objetivo 10 log
intensidade do eco a 1m do objetivo
intensidade do sinal incidente
Nível de ruído
(Noise Level)
NL No lugar do hidrofone 10 log intensidade do ruído intensidade de referencia
Nível de Reverberação
(Reverberation Level)
RL Aos terminais do hidrofone
10 log
potencia de reverberação aos terminais do
hidrofone
Potencia gerada por um sinal de intensidade de
referencia
Índice de Diretividade
de um hidrofone
(Directivity Index)
DI Aos terminais do hidrofone
10 log
potencia do ruído medida por um hidrofone
onidirecional equivalente
potencia do ruído medida pelo hidrofone atual
Limiar de detecção
(Detection Threshold)
DT Aos terminais do hidrofone 10 log mínima potencia do sinal para detecção potencia do ruído aos terminais do hidrofone
Parâmetros da equação do sonar
SL e DI
O nível da fonte acústica (SL) é uma medida da intensidade acústica do sinal, tomada a uma
distancia padrão de 1m da fonte. Este parâmetro assume que a energia é irradiada
uniformemente em todos os sentidos ao redor da fonte. Todavia, a maioria das fontes
acústicas é desenhada para direcionar a energia acústica em um setor angular menor, para
melhorar a eficiência. Este efeito é calculado na equação do sonar através do índice de
diretividade (DI).
TL
A intensidade de um sinal acústico se reduz ao longo do caminho, a medida que se afasta da
fonte. Este fenômeno é devido ao efeito conjunto de dois fatores: a atenuação por absorção e
a perda por dispersão geométrica, que se combinam no parâmetro TL.
TS
A força do alvo (Target Strength) é uma medida da capacidade do alvo de refletir a energia
acústica. A intensidade do eco é função crescente da força do alvo.
DT
O patamar/limite de detecção (Detection Threshold) é um parâmetro característico do
sistema sonar. Se a razão sinal/ruído excede o limite de detecção, o alvo é considerado
presente.
Parâmetros da equação do sonar
NL e RL
Há dois tipos de ruído de fundo que podem mascarar o sinal de interesse para detecção:
1) Nível de Ruído (Noise Level, NL). Este é um termo associado a um som quase constante
e isotrópico, gerado por ventos, ondas, atividades biológicas e transito de navios.
2) Nível de Reverberação (Reverberation Level, RL). Este parâmetro refere-se a parte do
eco retro-espalhado (backscattered) no meio que decai lentamente. Os típicos refletores são
as interfaces físicas: o fundo e a superfície do mar. Alem disso, o som pode ser difundido
por matéria orgânica (plâncton) e cardume presentes na coluna de água.
Ruído e reverberação
A figura acima mostra como a intensidade do eco em dB decresce com a distancia. Isso ocorre devido
ao efeito conjunto de divergência e atenuação. O nível de reverberação também decai com a distancia,
mas mais lentamente que o nível do eco. No exemplo acima Rr é a distancia critica, além da qual a
reverberação é maior que o sinal , ou seja, RL > EL: quando a distancia for maior que Rr, o sinal não é
detectável. Neste exemplo o nível de ruído é tão baixo que não impede/ atrapalha a detecção do sinal,
tornando-se a reverberação o fator limitante.
O efeito da reverberação põe um limite superior a intensidade da fonte, porque se é verdade que
aumentando a intensidade da fonte aumenta a intensidade do sinal, isso provoca também uma perda de
eficiência do sistema sonar, ou seja, quando SL excede um certo nível, o efeito da reverberação
mascara o sinal (caso dos faróis altos na neblina). Por ser a reverberação direcional (não isotrópica), o
uso de um hidrofone direcional não melhora o desempenho do sonar. Neste caso substitui-se o termo
NL-DI por RL e a equação do sonar se escreve:
SL + DIT + TS - 2TL - RL = DT
Um caso diferente ocorre quando o nível de ruído atinge um nível mais alto, como indicado na figura
acima pela linha pontilhada “Noise Level 2”. Neste caso, existe uma distancia critica Rn alem da qual o
nível de ruído é maior que o nível do sinal, ou seja, o sinal não é detectável devido ao ruído. Vale notar
que o nível do ruído é independente da distancia.
Ruído e reverberação
Em um sonar ativo o sinal de retorno é diretamente proporcional ao nível da fonte, ao índice de
diretividade e a força do alvo, mas é inversamente proporcional as perdas transmissivas e ao nível de
ruído. Então, a razão entre sinal e o ruído é representada pela seguinte formula:
SL+ DIT + TS - 2TL - (NL-DIR)
E importante ressaltar a diferença existente entre a diretividade da fonte, que foca a energia acústica, e a
diretividade do hidrofone, que reduz o nível de ruído que afeta o sistema. O desempenho de um sonar
melhora quando a fonte e o hidrofone são ambos diretivos.
Normalmente se define uma razão critica entre o sinal e o ruído para que o sinal seja detectado. Com a
introdução deste parâmetro, chamado de limite de detecção, a equação do sonar se escreve:
SL + DIT + TS - 2TL - (NL-DIR) = DT
Transdutores: definição e propriedades
Definições:
• Transdutor
• Hidrofone
• Projetor
Princípios de funcionamento:
• Piezeletricidade (e a sua variante eletroestrição)
• Magnetoestrição.
Configuração:
• Projetor ≡ HidrofoneÎ Afastamento nulo (“zero offset”)
• Projetor ≠ Hidrofone.
Diretividade da fonte:
Em um sonar ativo, a diretividade da fonte se refere ao transdutor usado para transmitir o sinal
acústico. Em muitas aplicações a capacidade de enfocar a energia acústica em um feixe estreito é muito
útil para aumentar a intensidade do sinal na direção de interesse. A diretividade representa
quantitativamente esta capacidade da fonte de focar a energia.
O Índice de Diretividade é definido por uma escada em decibel como segue:
DIT = 10 log (Intensidade do feixe acústico / Intensidade de uma fonte onidirecional)
Propriedades dos transdutores
Cada sistema sonar é composto por vários elementos, dentre os quais o hidrofone desempenha a função
de transdução da energia acústica em energia elétrica. Um equipamento que converte uma forma de
energia em outra é chamado de transdutor; no caso especifico, um transdutor que converte energia
acústica em energia elétrica é chamado de hidrofone e um transdutor que converte energia elétrica em
acústica é chamado de projetor.
Alguns sonares usam o mesmo transdutor para desempenhar as duas funções (configuração
monoestática, ou zero-offset), outros usam o projetor afastado do hidrofone (configuração com
afastamento não nulo).
A habilidade de converter estas formas de energia se baseia em dois fenômenos físicos:
piezeletricidade (e a sua variante eletroestrição) e magnetoestrição.
Algumas substâncias cristalinas, como o quartzo, adquirem uma carga entre suas superfícies cristalinas
quando estas são colocadas sob pressão; de forma recíproca, essas substancias cristalinas sofrem
deformação quando submetidas a uma voltagem. Essas sustâncias são chamadas de piezelétricas.
Materiais eletrostritivos apresentam o mesmo efeito, mas são constituídos de cerâmicas poli-cristalinas
que precisam de uma polarização apropriada para manter um campo eletromagnético forte.
Um material magnetostritivo muda de tamanho quando colocado em um campo magnético;
reciprocamente esse material gera uma alteração do campo magnético quando sofre deformação.
Materiais piezelétricos e magnetostritivos são os mais usados no campo da acústica submarinha, porque
a impedância deles combina melhor com a água. Além disso, os materiais cerâmicos oferecem as
vantagens de serem facilmente moldados nas formas desejadas e são econômicos
Índice de diretividade: DI
O termo diretividade se refere a capacidade da fonte acústica o hidrofone de privilegiar algum setor
angular na geração o recepção do sinal acústico. Se o sinal é uma onda plana unidirecional, portanto
perfeitamente coerente, e se o ruído é isotrópico, ou seja, a potencia do ruído é igual em todas as
direções, a capacidade de um transdutor de focar a energia acústica chama-se de directivity index, DI.
(mais tarde vamos ver como combinando vários transdutores em um array podemos definir um
parâmetro geral, chamado de array gain, que pode ser utilizado quando o ruído não é isotrópico).
Por ser possível calcular o valor do DI, este parâmetro é utilizado para
dar uma primeira estimativa das características de um transdutor,
embora as situações idealizadas (onda plana e ruído isotrópico) nunca
se verifiquem no oceano real. Por exemplo, sabe-se que o ruído é
anisotrópico no oceano porque tem uma diretividade nos planos
vertical e horizontal. Alem disso, os sinais transmitidos são coerentes
só a uma distancia curta, enquanto a distancias grandes o sinal é
recebido por varias direções devido às reflexões e refrações que geram
multi-caminhos.
Índice de diretividade: DI
bn(θ)
1
θ
Lobulo principal
Lobulos secundarios
0 db
-10 db
-20 db
θ
-3 db
0.25 0.50.3750.125
Half-power
beam width
Coordenadas retangulares {b(θ),θ} e
escada de potencia em decibéis
Half-power
beam width
Coordenadas polares {b(θ),θ} e
escada de potencia linear
Índice de diretividade: DI
Em caso de sistemas mono-estáticos, a diretividade da fonte o hidrofone pode ser considerada
equivalente para transmissão e recepção, enquanto por sistemas bi-estáticos tem que ser diferenciada.
Diretividade da fonte (DIT).
Em um sonar ativo, a diretividade da fonte se refere ao transdutor usado para transmitir o sinal
acústico. Em muitas aplicações a capacidade de enfocar a energia acústica em um feixe estreito é
muito útil para aumentar a intensidade do sinal na direção de interesse. A diretividade representa
quantitativamente esta capacidade da fonte de focar a energia.
I Índice de Diretividade é definido por uma escada em decibel como segue:
DIT = 10 log (Intensidade do feixe acústico / Intensidade de uma fonte onidirecional)
Uma representação esquemática é ilustrada figura ao lado:
O diagrama mostra a energia da fonte S que é focada em um
feixe estreito de abertura angular α. A distancia de referencia
é sempre tomada a R = 1m do centro acústico da fonte, e o
raio do feixe é indicado com r. Para uma fonte onidirecional,
a potencia do sistema é distribuída sobre uma área igual a
superfície de uma esfera de raio R (o seja, 4πR2). No caso de
fonte direcional, a potencia se distribui sobre superfícies
menores, o que comporta uma maior intensidade; neste caso
a energia é espalhada sobre uma área πr2.
Índice de diretividade: DI
Utilizando agora a definição de DT:
Considerando que R = 1 e simplificando os termos da equação:
DIT = 10 log (4 / r2)
E usando as equivalências trigonométricas:
tan(α/2) = r / R = r (por R=1)
Então:
r2 = tan2(α/2)
Substituindo este ultima equivalência na definição de DT, se obtém a expressão de DT em função da
abertura do feixe a:
DIT = 10 log(4 / tan2(α/2))
Alguns sonar, como o sonar de varredura lateral, são desenhados para emitir um feixe de forma
elíptica; neste caso e´preciso considerar a abertura do feixe como função de dois ângulos α1 e α2:
DIT = 10 log(4 / { tan (α1/2) tan(α2/2)} )
.
( )( )2
2
4/
/log10
RP
rPDIT π
π=
Para transdutores de forma simples, o DI pode ser calculado analiticamente, sendo
α função do tamanho do transdutor e do comprimento de onda do sinal λ. Por
exemplo, para um pistão circular de diâmetro D se obtém a seguinte expressão
para a diretividade do transdutor:
DIT = 20 log(πD / λ ) = 10 log(πD / λ )2
Índice de diretividade: DI
Exemplo:
Dado: Calcular:
f = 12 kHz λ = c/f
Pistão circular de diâmetro D= 0.5m DIT
= 0.125 m
= 22 dB
Diagrama dos feixes
A abertura do feixe de um transdutor é definida como a largura do feixe central do diagrama de
transmissão. A largura é medida no meio dos dois pontos a –3dB aos lados do eixo acústico. A figura
abaixo mostra o diagrama de transmissão para um transdutor a 125 kHz. A forma do diagrama de
transmissão é o resultado do desenho do transdutor, composto de elementos cerâmicos que emitem
som a uma freqüência especifica. A distancia entre os elementos e a freqüência definem a forma do
diagrama de transmissão. No exemplo, no centro do diagrama se localiza o lóbulo principal com uma
abertura de 7°. Os lóbulos laterais deste transdutor sãomenores, cerca de 18 dB abaixo do nível do
lóbulo principal.
Diagrama dos feixes
A abertura do feixe é importante para determinar o tamanho mínimo dos objetos que podem ser
detectados. Se dois objetos caem dentro do feixe principal, eles serão vistos pelo sistema como um
único objeto. Então, um feixe bem estreito é necessário para os ecobatímetros de navegação, para
discriminar obstáculos pequenos.
A figura seguinte mostra como varia a abertura do feixe de um transdutor circular operante a
freqüência de 12kHz em função do diâmetro do mesmo D=(0.25m, 0.5m e 1m).
Vale ressaltar como a abertura do feixe diminui quando o diâmetro do transdutor aumenta.
Diagrama dos feixes
Notar como, sendo λ=c/f, a razão
D/λ determina também o numero
de lóbulos laterais presentes no
feixe acústico.
Caso 1: λ=0.125m e D/λ= 2
Caso 2: λ=0.125m e D/λ= 4
Caso 2: λ=0.125m e D/λ= 8
Geração do som na água: Source Level
Todos os sonares ativos utilizam um projetor para gerar energia acústica. Este processo é realizado por
meio de transdutores que convertem energia elétrica em acústica através da vibração mecânica de
materiais cerâmicos: as ondas acústicas são provocadas pelo movimento da superfície do transdutor que
cria regiões de alta e baixa pressão alternadas na água. Não todos os transdutores são eletroacústicos,
mas, apesar do diferente mecanismo de geração do pulso acústico, os princípios são os mesmos.
Na equação do sonar, o parâmetro Source Level (SL) indica a intensidade de energia radiada pelo
projetor, expressa em unidade de decibéis relativa a intensidade de uma onda plana com pressão
quadrática media de 1 µPa a distancia de 1m do centro acústico do projetor na direção do eixo.
O Directivity Index (DI) de um projetor é a diferença, medida ao longo do eixo de um diagrama de
radiação, entre o nível ID de som gerado pelo projetor e o nível IND que seria gerado por um projetor não
direcional com a mesma potencia total de energia acústica:
DIT = 10 log ID/ IND
A curta distancia o projetor não irradia como uma fonte puntiforme porque o campo acústico é formado
pela contribuição de elementos radiadores diferentes; neste caso formam-se áreas de interferência
construtiva e destrutiva alternadas, gerando ambigüidade na medição do campo. A distancias maiores, o
projetor se comporta como uma fonte puntiforme e o campo decai regularmente com a distancia.
O campo próximo (região de Fresnel) e o campo distante (região de Fraunhofer) são separados por
uma região de transição, centrada a uma distancia r0 do centro acústico do projetor; esta distancia pode
ser considerada o começo do campo distante. Como mostra a figura seguinte, a distancia r0 é a distancia
pela qual a diferença AC – BC é igual a λ/2π, onde λ é o comprimento de onda; no caso de um projetor
na forma de pistão circular r0 = D/ λ, onde D é a área da superfície ativa do transdutor.
Campo próximo e campo distante
Nível da fonte e potencia acústica
O Source Level (SL) é relacionado de forma simples com a potencia acústica gerada e o Directivity
Index (DI).
A distancia padrão de 1m, o projetor é circundado por um envelope esférico de superfície 4πr2
=12.6m2. Se o projetor irradia uma potencia acústica P onidirecional, a intensidade da fonte é:
I =Potencia / Área = P / 12.6 Pa
que, referindo-se a uma intensidade de 1µPa, fornece:
SL = 10 log (I/ I0) = 10 log P – 10 log 12.6 - 10 log I0 + DI
SL = 10 log P – 11 + 182 + DI
SL = 10 log P + 171 + DI
I0 = 6.504 x 10-19 W/m2
10 log I0= -182 dB
Fator limitante: Cavitação
Para atingir a máxima profundidade com um sonar, parece natural utilizar fontes acústicas poderosas,
mas um fator limitante para a máxima potencia é a cavitação.
Quando se aumenta a potencia aplicada a um projetor acústico na água, se observa que bolhas se
formam na interface entre a superfície ativa do transdutor e a água, este fenômeno chama-se cavitação.
As bolhas indicam que as moléculas de água começam a quebrar sob a ação das pressões negativas do
campo acústico. As bolhas surgem quando este campo acústico supera um nível critico chamado de
limite de cavitação.
O limite de cavitação pode ser expresso em termos da pressão de cume em atmosferas.
Quando o limite de cavitação é superado, vários efeitos negativos aparecem:
1. erosão da superfície do transdutor;
2. perda de potencia acústica por difusão e absorção, causada pelas nuvens de bolhas de cavitação;
3. redução da impedância acústica do meio onde o transdutor opera.
A ocorrência da cavitação é acompanhada por uma serie de fenômenos físico-químicos, como a
luminescência e a quebra de compostos químicos.
Uma forma de se melhorar o desempenho de um transdutor é aumentar a profundidade de operação,
porque o aumento da pressão hidrostática provoca o aumento do limite de cavitação.
Fator limitante: Cavitação
Fluxo laminar
Fluxo turbulento
Universidade de Brasília
TEMAS
Princípios de acústica submarinha
Breve historia do sonar
Uso do sonar
Uso do sonar
Uso do sonar
Física do som na Água
Física do som na Água
Física do som na Água
Calculo da impedância acústica para a água salgada e o ar
Unidades de medida: Micropascal e Decibel
Exemplos
Regras de aritmética logarítmica
Diagrama do sonar ativo
Equação do sonar
Equação do sonar ativo
Equação do sonar ativo
Equação do sonar ativo
Outro exemplo de sonar ativo: biosonar
Diagrama do sonar passivo
Equação do sonar passivo
Parâmetros da equação do sonar
Definição dos parâmetros da equação do sonar
Parâmetros da equação do sonar
Parâmetros da equação do sonar
Ruído e reverberação
Ruído e reverberação
Transdutores: definição e propriedades
Propriedades dos transdutores
Índice de diretividade: DI
Índice de diretividade: DI
Índice de diretividade: DI
Índice de diretividade: DI
Índice de diretividade: DI
Diagrama dos feixes
Diagrama dos feixes
Diagrama dos feixes
Geração do som na água: Source Level
Campo próximo e campo distante
Nível da fonte e potencia acústica
Fator limitante: Cavitação
Fator limitante: Cavitação