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Inteligencia em Concursos   Autor Pierlu

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Inteligência 
Concursosem
COLEÇÃO NEUROPEDAGOGIA
Aprendendo Inteligência
Estimulando Inteligência
Ensinando Inteligência
Inteligência em Concursos
Pierluigi Piazzi (Prof. Pier)
Inteligência 
Concursosem
Sumário
Prefácio
Introdução
PARTE 1 – Técnicas de Estudo
O choque entrópico
Por que ser autodidata?
Como gostar de ler
Planejando com Inteligência
Como estudar
Um exemplo de pseudocola
O ritmo de estudo
Driblando o esquecimento
PARTE 2 – A necessidade da inteligência
A inteligência está escasseando?
Os testes de Q.I. 
PARTE 3 – As técnicas durante a prova 
Exame versus concurso
Aproveitamento do tempo
A lógica do autor
Linguagem e imaginação
Aritmética versus álgebra
PARTE 4 – Apêndices
1. Imaginação versus TV e computador
2. Leituras aconselhadas
Agradecimentos
Prefácio
There are three schoolmasters for everybody that will employ them – 
the senses, intelligent companions and books.1
Henry Ward Beecher 
(1813-1887)
Ao anunciar minha intenção de escrever um livro dedicado a 
“concurseiros”, muitos me perguntaram: 
– Mas o mercado editorial já não está saturado de livros 
com esse fim?
Sim, realmente, e com muitas obras de excelente qualida-
de. Não me atreveria a escrever algo nos mesmos moldes. 
No entanto, percebi que há um aspecto ainda inexplorado 
nesse universo: a importância do desenvolvimento da inteli-
gência do candidato para a obtenção de melhores resultados.
Na realidade, a realização deste livro foi motivada, basica-
mente, pelas solicitações de inúmeros leitores dos outros três 
volumes da Coleção Neuropedagogia, particularmente do primei-
ro, Aprendendo Inteligência.
1 Existem três professores para qualquer pessoa que queira empregá-los: 
os sentidos, os companheiros inteligentes e os livros.
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– Você mostrou como estudar enquanto se está cursando 
um colégio ou uma faculdade – muitos deles argumentam –, 
mas, e eu? Já terminei meu ciclo básico e quero me preparar 
para um vestibular.
Ou então:
– Já me formei na faculdade e, agora, quero ter sucesso 
em um concurso público. 
A demanda, portanto, é de estudantes que já não fre-
quentam uma sala de aula formal e querem enfrentar o desafio 
de um concurso2.
Bem, a conclusão lógica é simples: se você não está mais 
em uma sala de aula e pretende continuar estudando, só há uma 
saída: tornar-se mais inteligente, ou seja, TORNAR-SE AU-
TODIDATA.
A rigor, se seu ciclo básico tivesse sido estruturado de 
maneira séria e inteligente, você já seria um autodidata. Afinal, 
a primordial finalidade da escola é, gradualmente, transformar 
o aluno em estudante, tornando-o um ser intelectualmente 
independente.
Isso seria o normal, o esperado por qualquer sistema que se 
proponha a preparar um jovem para ser plenamente autodidata. 
Infelizmente, estamos a muitos anos-luz desse objetivo. 
Nosso sistema escolar é gerido por pessoas não só incom-
petentes, mas – e esse é o problema – completamente incapazes, 
elas próprias, de qualquer tipo de autodidatismo.
2 Vestibular também é concurso.
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Toda vez que ouço uma dessas estranhas pedagocratas3 se 
vangloriar de ter feito não sei quantos cursos e ter obtido não sei 
quantos títulos, penso cá com meus botões: “Coitada, teve uma for-
mação básica tão deficiente que agora foi obrigada a assistir a uma 
grande quantidade de aulas para aprender alguma coisa!”. 
Consequentemente, nosso sistema educacional, submetido 
à ditadura intelectual de pedagocratas conservadoras4, sequer 
ventilou a hipótese de o modelo autodidata não ser uma exceção, 
e sim a regra em nossas instituições de ensino!
– Mas agora não é tarde demais para me tornar um autodi-
data? – ouço você questionar.
Nunca é tarde demais!
Ler atentamente este livro e colocar em prática suas ideias 
é, certamente, o primeiro passo para subir a “escada da inteligên-
cia” e se livrar da escravidão que é ser um aluno; é um meio efi-
caz para conseguir se transformar em estudante de fato: um ver-
dadeiro e eficiente autodidata!5 
Note que tudo o que for dito ao longo deste texto tem 
validade, mesmo que você, por insegurança ou por falta de 
acesso a informações essenciais, esteja frequentando um curso 
preparatório, seja ele destinado a concursos públicos ou a exa-
mes vestibulares.
3 Pedagogas burocratas, também chamadas de “pedagogas de gabinete”.
4 Felizmente, em minhas andanças pelo Brasil fazendo palestras em esco-
las, tenho encontrado inúmeras pedagogas inteligentes, revoltadas com 
essa ditadura das pedagocratas.
5 Esta leitura vai lhe permitir, também, tirar o máximo proveito de outros 
excelentes livros que foram escritos para quem quer se preparar para um 
processo seletivo, seja vestibular ou concurso público.
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O que você precisa ter em mente é que as aulas, por mais 
bem dadas que sejam, são apenas um prelúdio para o verdadeiro 
trabalho: o estudo solitário. Se você não se conscientizar disso, 
continuará jogando seu tempo e seu dinheiro no lixo!
É provável que você tenha sido vítima de 
um sistema educacional ineficiente, mas 
nunca é tarde demais para reverter a 
situação!
Pare de se preocupar em ser um bom aluno 
e torne-se um excelente estudante!
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Introdução
You don’t have to be a genius when you’re surrounded by morons.6
Josh Lieb (1972-)
Em 1967, frequentei um curso de computação na Faculdade 
de Higiene e Saúde Pública da USP. Era ainda a época dos cartões 
perfurados e dos gigantescos mainframes.
Conversando com o engenheiro que nos estava ensinando 
FORTRAN, perguntei o que faziam com o computador – um gigan-
tesco IBM – nas horas de ociosidade.
6 Você não precisa ser um gênio quando está cercado por imbecis.
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Ele me contou, pedindo sigilo (que vou quebrar agora, pois 
o motivo deixou de existir), que o equipamento era utilizado para 
fazer simulações para o CESCEM, entidade que organizava os 
concursos vestibulares para as principais faculdades de medicina 
do Estado de São Paulo, os quais contavam com provas de mate-
mática, geografia, física, conhecimentos gerais, história etc.
Uma dessas provas, porém, era um teste de Q.I. disfarça-
do sob o nome de “Nível Mental”, com questões semelhantes 
àquelas propostas para se obter certos tipos de carteira de ha-
bilitação:
Pois bem, nessas simulações realizadas no IBM, eram altera-
dos os pesos das várias provas e, posteriormente, se verificava em 
que medida essas mudanças poderiam influir na lista de aprovados.
A grande surpresa (mantida em segredo por muitos anos) foi 
a constatação de que, se todas as provas passassem a ter peso 
ZERO e só fosse levado em conta o resultado do teste de Q.I., a lista 
de aprovados teria sido praticamente a mesma!
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Ou seja, quem tem mais chances de se sobressair em um 
concurso (bem elaborado, insisto) não é quem sabe mais, é 
quem é mais inteligente!
Como só muito recentemente as neurociências demonstra-
ram que inteligência, talento e vocação são qualidades apren-
didas, fica óbvio o porquê do sigilo.
Naquela época, acreditava-se que a inteligência fosse um 
fator genético (como a cor dos olhos), e que a divulgação da des-
coberta poderia desestimular muita gente a estudar.
Agora, porém, o resultado daquela simulação, em vez de 
nos desestimular, nos mostra que a estratégia é simples: se tor-
nar cada vez mais inteligente!
Em um mundo onde as pessoas estão sendo cada vez mais 
imbecilizadas pela TV, pelo video game, pela internet etc., um 
candidato que se preocupe em melhorar seu nível de inteligência 
leva uma vantagem enorme.
A inteligência é uma commodity que está escasseando. 
Lembre-se, portanto, da lei da oferta e da procura!
Por isso, sua tarefa ao longo deste livro é aprender a se 
tornar cada vez mais inteligente, única maneira de garantir 
seu sucesso.
Quem tem mais
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