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Cavidades corporais e diafragma Curso: Medicina Profa: Dra Fernanda Silva Torres SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 8.; 3ª a 4ª semana Disco embrionário trilaminar (ectoderma) Porção superior - placa neural – formará o tubo (cérebro e medula) Camada ventral (endoderma) Dobra para baixo - tubo intestinal Mesod. intermed - mantém união dos tubos unidos Cav. Corp. Prim. Contínua: regiões pericárdica, pleural e peritoneal. Somitos (forma crânio e vértebras) Sist. urogenital No mesoderma lateral surgem espaço celômicos Futuras cavidades corporais Parede do corpo Parede do intestino MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. Formação das cavidades corporais Somatopleura: mesod. lateral parietal (somática) + ectoderma sobrejacente. Esplancnopleura: mesod. visceral (esplâncnica) + endoderma SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 8.; 3ª a 4ª semana Tubo - cérebro e a medula espinal. Embrião - tubo sobre outro – neural dorsalmente e intestinal ventralmente. associado ao t.intestinal. Fecham a parede corporal ventral Mesod. Parietal + ectoderma - dobraduras da parede corporal lateral Camada endodérmica se dobra ventralmente e se fecha para formar o tubo intestinal Mesonefros Cav intraembrionária SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 8.; Formação das cavidades corporais Fchamento é auxiliado pelo crescimento das regiões da cabeça e da cauda Incorporado ao cordão umbilical estreita-se e degenera com a vesícula vitelínica (2° e 3° mês) Prega cefálica Prega caudal Formação das cavidades corporais – 4ª semana Futura cavidade pericárdica Futura cavidade pleural Futura cavidade peritoneal MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. •Cavidade pericárdica •2 canais pericardioperitoniais •Cavidade peritoneal Mesótelio: revestimento das cavidades derivado do mesoderma (esplâncnico e somático). Figura 10.2 p. 147. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. Com o dobramento do embrião, durante a formação da prega cefálica, o coração e a CAVIDADE PERICÁRDICA se deslocam ventrocauldamente e se colocam em frente ao intestino anterior. Embrião de 26 dias Formação das cavidades corporais – 5ª - 6ª semanas Figura 10.4 p. 149. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. A cavidade pericárdica se abre nos CANAIS PERICARDIOPERITONIAIS que se estendem lateralmente ao intestino anterior e dorsalmente ao septo transverso. Embrião de 24 dias Formação das cavidades corporais – 5ª - 6ª semanas Placa de mesoderma entre a cav. Torácica e o canal vitelino Primórdio do tendão central do diafragma Formação das cavidades corporais – 5ª - 6ª semanas Figura 10.2 p. 147. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. Com o fim do dobramento do embrião, o celoma passa a denominar-se CAVIDADE PERITONEAL e situar-se nos lados direito e esquerdo do endoderma Embrião de 28 dias Formação das cavidades corporais – 5ª - 6ª semanas Figura 10.5 p. 150. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. Formação da cavidade pleural a) Formam septos nos canais pericardioperitoeais. b) Brotos brônquicos crescem no interior dos canais pericardioperitoniais. c) Formam as cristas cefálicas (pregas pleuropericárdicas) e cristas caudais (pregas pleuroperitoniais). Crescimento das pregas pleurop.- septos (membranas pleuropericárdicas). Prega pleuroperitoneal 5 semanas 6 semanas Separa a cavidade pericárdica da pleural Drenam sist. Venoso primitivo para coração primitivo Formará o pericárdio fibroso (contém o coração) Formação das cavidades corporais – 5ª - 6ª semanas Figura 10.3 p. 148. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. MESENTÉRIOS Conceito: camada dupla de peritônio que cobre um órgão, conecta o órgão com a parede do corpo e conduz vasos sanguíneos e nervos. Mesentérios dorsal e ventral: dividem a cavidade peritoneal (direita e esquerda). Mesentério ventral: transitório - desaparece (exceto na parte caudal do intestino anterior). SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 10.; Correlações clínicas- Defeitos da parede corporal ventral Causas: ausência de fechamento da parede corporal ventral. Espectro: Pentalogia de Cantrell Variações no defeito de fechamento (porção caudal do esterno até o abdome superior). Ectopia cordis Causa: esterno fendido, defeito da dobradura da parede corporal ventral não fecha a linha média na região torácica. Consequência: coração fora da cavidade corporal (ectopia do coração), ausência de pericárdio. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 10.; Correlações clínicas- Defeitos da parede corporal ventral Causa: não fechamento da parede corporal na região abdominal. Consequência: hérnia de alças intestinais na cavidade amniótica. Lesão das alças pela exposição ao líquido amniótico. Rotação das alças (vólvulo) - ↓ suprimento sanguíneo. Incidência: 3,5:10.000 Comum em RN de mulheres magras e idade < 20 anos. Diagnóstico: US fetal e concentrações elevadas de α-fetoproteína (AFP) no soro materno e líquido amniótico. GASTROSQUISE glicoproteína sintetizada pelo fígado, marcador de má formação congênita 16ª semana Gastrosquise (G) na parede abdominal (A) Aspecto irregular: NÃO cobertura com âmnio SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 10.; Correlações clínicas- Defeitos da parede corporal ventral Extrofia vesical ou cloacal Causas: fechamento anormal da parede corporal (região pélvica). Consequência: bexiga exposta (mais simples), bexiga e reto expostos (mais complexa). Em homens, o pênis pode estar dividido no dorso – epispadia. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 10.; Correlações clínicas- Defeitos da parede corporal ventral ONFALOCELE Causas: não retorno das porções do tubo intestinal (o intestino médio) para a cavidade corporal. Não surge de uma falha no fechamento da parede corporal. Consequência: alças do intestino e vísceras (fígado) herniam. Incidência: 2,5: 10.000 Associada a altas taxas de mortalidade e a má formações graves (anomalias cardíacas e DTN). Associada a concentrações elevadas de AFP. 22ª semana Onfacele (O) na parede abdominal (A) Aspecto esférico: cobertura com âmnio Formação do diafragma – 5ª semana Figura 10.3 p. 148. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. Conceito: diafragma é um septo músculo tendinoso em forma de cúpula que separa as cavidades torácica e abdominal. Forma-se a partir de: a) Septo transverso; b) Membranas pleuroperitoneais; c) Mesentério dorsal do esôfago; d) Paredes laterais do corpo. Identificado na 3ª semana: tec. Mesod. Cefálico a cav. pericárdica Fundem-se com mesent. Dorsal e septo tranverso = diafragma primitivo 9ª a 12ª semanas Formação do diafragma – 5ª semana Septo transverso + memb. Pleuroperitoenais fundem no mesentério dorsal esofágico = porção mediana do diafragma.Formada de mioblastos que crescem dentro do mesentério dorsal do esôfago. Conceito: feixes musculares divergentes (forma de pernas), que cruzam o plano mediano, anterior a aorta. SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. Cap 10.; Correlações clínicas- Hérnia diafragmática congênita - HDC Incidência: 1: 2.000. Causa: incapacidade de uma ou de ambas memb. pleuroperitoneais fecharem os canais pericardioperitoneais. Consequências: a) comunicação entre as cav. peritoneal e pleural (contato vísceras abdom. e cav. pleural). b) Deslocamento do coração; c) Compressão dos pulmões (hipoplásicos). 75% da mortalidade Hérnia paraesternal: pequena parte das fibras musculares diafragmáticas não se desenvolve. Desconhecimento até alguns anos de idade. Hérnia esofágica: encurtamento congênito do esôfago. Consequências: porções superiores do estômago - no tórax, e estômago - constrito na altura do diafragma. Referências principais SADLER, T. W. Langman | Embriologia Médica, 13ª edição. Guanabara Koogan, 03/2016. MOORE, K.L. Embriologia básica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.