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88 
___________________________________________ISSN 1983-4209 - Volume 07– Número 01 – 2012 
__________________________________________________________________________________________ 
1
Docente da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, 
luzibenia@hotmail.com ;
2
Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), 
Campina Grande, Paraíba, Brasil, lacerdatur@gmail.com;
3
Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG 
(Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, beljrocha@ibest.com.br;
4
Mestrando 
em Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, 
edilenecg_dias@hotmail.com;
5
Mestrando em Recursos Naturais pela UFCG (Universidade Federal de Campina 
Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil, sanuyla@hotmail.com ;
6
Graduanda em Administração pela UFCG 
(Universidade Federal de Campina Grande), Campina Grande, Paraíba, Brasil,taty_sab@hotmail.com 
 
IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELAS SACOLAS PLÁSTICAS: O CASO 
CAMPINA GRANDE – PB 
 
1
Luzibênia Leal de Oliveira;2Cícero de Sousa Lacerda;3Isabel Joselita Barbosa da Rocha 
Alves;
4
Edilene Dias Santos;
5
Sanuyla de Albuquerque Oliveira;
6
Tatyane Sales de Araújo Batista 
 
RESUMO:No Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que tem como 
destino os aterros, impedindo a decomposição dos materiais biodegradáveis. No Brasil são 
produzidos cerca de 3 milhões de toneladas de plástico. Atualmente, 10% do lixo brasileiro são 
compostos por sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas por ano. Para se 
dimensionar a gravidade da situação ora vivenciada no país, o estado do Rio de Janeiro consome 
um bilhão de sacos plásticos por ano e gasta R$ 15 milhões todo ano para dragar rios e tentar retirar 
os plásticos que provocam danos à natureza. No caso específico das sacolas de supermercado, a 
matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa 
densidade (PEBD). Abandonados em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água 
retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos. 
Nesse sentido o objetivo da pesquisa é identificar a relação do uso de sacolas plásticas e seus 
impactos ambientais. Para tanto, foi realizado um estudo de caso através de pesquisa bibliográfica. 
O resultado mostra que a utilização das sacolas plásticas acontece por uma questão cultural e de 
comodidade, porém a maioria é ciente dos impactos que são causados. 
 
Unitermos: Plásticos, Biodegradação, Sacolas retornáveis. 
 
ENVIRONMENTAL IMPACTS CAUSED BYPLASTIC BAGS: THE CASE CAMPINA 
GRANDE - PB 
 
ABSTRACT: In Brazil, are produced 210.000 tons of plastic film per year, which goes to landfills, 
preventing the decomposition of biodegradable materials. In Brazil are produced about 3million 
tons of plastic. Currently, 10% of Brazilian garbage bags are made of plastic and every Brazilian 
uses 19 kilos of bags a year. According to recent research as a way to scale the severity of the 
situation now experienced in the country, the state of Rio de Janeiro consumes one billion plastic 
bags a year and spends $ 15 million each year to dredge rivers and try to remove the plastics that 
causes damage to nature. In the specific case of carrier bags, the raw material is plastic film, 
produced from a resin called low density polyethylene - LDPE. Abandoned in landfills, these plastic 
bag stop revent passage of water by slowing the breakdown of biodegradable material sand 
hindering the compaction of waste. In this sense the goal is to identify the relation of the use of 
plastic bags and their environmental impacts. To this end, we performed a case based on 
bibliographic studies. The result shows that the use of plastic bags happens for a cultural trace and 
convenience, but most of people are aware of the impacts that are caused. 
 
Uniterms: Plastics, Biodegradation, Returnable bags. 
 
 
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INTRODUÇÃO 
A disposição dos resíduos sólidos urbanos apresenta problemas relacionados à instalação 
adequada, ao espaço físico ocupado pelos rejeitos e à proliferação de doenças para a população que 
mora próxima e sobrevive da comercialização desses resíduos. Uma boa parte dos resíduos é 
formada por embalagens de diferentes gêneros como papelão, plástico, vidro, alumínio entre outros, 
que dependendo do seu destino irá causar vários impactos. 
A história dos povos antigos revela que os produtos eram embalados e transportados por 
cestos, samburás, ânforas, caixas, potes, barris, barricas, tonéis, balaios, baús, garrafas, tambores e, 
também, bujões, bolsas e sacolas; tais objetos úteis para acondicionar produtos passaram a ser 
designados por “embalagens”. Os produtos, incluindo os perecíveis, eram pesados no balcão e 
vendidos a granel, sendo o comércio, o propulsor do desenvolvimento das embalagens, tanto no 
Brasil como no resto do mundo. O sistema de compra era muito pobre e as pessoas que iam fazer 
suas compras nos armazéns, pesavam os produtos e usavam um saquinho para levar o alimento para 
casa (Cavalcanti; Chagas, 2006; Fabro; Lindemann; Vieira, 2007) 
A revolução na indústria da embalagem com os saquinhos ocorreu com a expansão do 
varejo. A partir da Segunda Guerra Mundial, os supermercados se instalaram nas grandes cidades e 
com eles surgiram inúmeras inovações na produção de embalagens; estas deveriam permitir que os 
produtos fossem transportados dos locais onde eram fabricados ou colhidos, para os grandes centros 
consumidores, mantendo-os estáveis por longos períodos de estocagem. A embalagem começou, 
então, a proteger a mercadoria no transporte, e daí nasceram às funções de proteção, bem como de 
distribuição, venda e promoção. Atualmente, tem havido no varejo larga oferta de sacolas plásticas 
aos clientes, para acondicionamento dos produtos vendidos(Almeida ,2008). 
Introduzidos nos anos 70, os sacos de plásticos rapidamente se tornaram muito populares, 
em especial através da sua distribuição gratuita nos supermercados e lojas, que embalam em 
saquinhos tudo o que passa pelo caixa, não importando o tamanho do produto que se tenha à mão. 
Esse hábito já foi incorporado na rotina do consumidor, como se o destino de cada produto 
comprado fosse mesmo um saco plástico. O plástico vem tomando conta do planeta desde 1862, 
quando foi inventado pelo inglês Alexander Parkes, reduzindo os custos comerciais e alimentando 
os impulsos consumistas da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame 
indiscriminado de plásticos na natureza tornaram o consumidor um colaborador passivo de um 
desastre ambiental de grandes proporções (Fernandes, 2007). 
No Brasil são produzidos cerca de 3 milhões de toneladas de plástico. Atualmente, 10% do 
lixo brasileiro são compostos por sacolas plásticas e cada brasileiro utiliza 19 quilos de sacolas por 
ano. Para se dimensionar a gravidade da situação ora vivenciada no país, o estado do Rio de Janeiro 
consome um bilhão de sacos plásticos por ano e gasta R$ 15 milhões todo ano para dragar rios e 
tentar retirar os plásticos que provocam danos à natureza (Revista Meio Ambiente, 2010). No caso 
específico das sacolas de supermercado, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de 
uma resina chamada polietileno de baixa densidade (pebd). No Brasil, são produzidas 210 mil 
toneladas anuais de plástico filme, o que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados 
em aterros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposiçãodos 
materiais biodegradáveis e dificultando a compactação dos detritos (Agenda Ambiental, 2010). 
Estas sacolas constituem-se no objeto de estudo desse trabalho, em função do grande 
impacto que elas proporcionam. Seu descarte tem sido apontado como responsável por inundações 
decorrentes do entupimento de sistemas de drenagem e de escoamento de águas. O plástico, por ser 
fabricado a partir de resina derivada do petróleo, pode causar severos danos ao meio ambiente, pois 
entram em sua composição, metais pesados, que são prejudiciais ao lençol freático. Esses danos 
ambientais são potencializados quando se considera a durabilidade do plástico, pois, à luz de Fabro, 
Lindemann e Vieira (2007), este é um material que, mesmo existindo há apenas um século, ainda 
não se tem com precisão o tempo de sua decomposição; sabe-se, porém, que é superior a 100 anos. 
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Com os dados tão alarmantes, em todo o mundo, está em curso um movimento para 
diminuir ou mesmo erradicar o uso de sacolas plásticas, a partir de medidas que vão desde a 
conscientização para a importância do uso de sacolas feitas com materiais alternativos até a 
punição, a exemplo da lei brasileira n°.9605, de 12/02/1998, denominada “Lei de Crimes 
Ambientais”, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e 
atividades lesivas ao meio ambiente (Constantino, 2001) e das leis 8855 e 8856/2009 do Estado da 
Paraíba que proíbem o uso das sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. 
Diante da problemática exposta, o presente trabalho tem como objetivo identificar a 
relação do uso das sacolas plásticas e seus impactos ambientais sob a percepção dos clientes de 
supermercados no município de Campina Grande, Paraíba. 
Para realização desse trabalho foi utilizado a pesquisa exploratória com visitas de campo. 
O público contemplado pela pesquisa foram clientes dos cinco maiores supermercado de Campina 
Grande, foram escolhidos 200 (duzentos) clientes. Também foram realizadas pesquisas 
bibliográficas e aplicados 200 questionários (Anexo 1) abordando os temas: a consciência do cliente 
em comprar em um supermercado que não oferece sacolas plásticas, disposição para os métodos 
recicláveis ou retornáveis de embalagens e os problemas ambientais causados pelas “sacolinhas”. 
Para melhor facilitação da tabulação dos dados foi identificado o perfil dos entrevistados junto com 
os temas abordados. 
O lixo urbano, sendo inesgotável, é também um grave problema para a sociedade e os 
órgãos responsáveis pela limpeza pública, pois grandes quantidades de volumes de resíduos de toda 
natureza são descartados no meio urbano, o que necessita de um destino final adequado. Porém, a 
falta de recursos técnicos e financeiros vem limitando os esforços no sentido de ordenar e qualificar 
a disposição dos resíduos, que são lançados diretamente no solo, ar e recursos hídricos, trazendo 
assim poluição ao meio ambiente e redução da qualidade de vida do homem. De maneira simples, 
pode-se afirmar que o lixo urbano é o resultado da atividade diária do homem em sociedade e que 
existem dois fatores principais que regem sua origem e produção: o aumento populacional e a 
intensidade da industrialização (LIMA, 2004). 
O aumento populacional por sua vez trazido muitas consequências desagradáveis ao meio 
ambiente em função de sua forma de ocupação e apropriação inadequada dos bens da natureza. 
Com a utilização desenfreada dos recursos naturais, uma das consequências tem sido o aumento dos 
resíduos inclusive os relacionados às sacolas plásticas dispostos no meio ambiente. O outro ponto 
que tem contribuído de maneira negativa é a intensidade da industrialização com a produção de 
diferentes resíduos que precisam de tratamentos adequados e que, todavia não dispõem deles. 
O não tratamento, ou o tratamento inadequado dos grandes volumes de lixo contribuirá 
para a degradação da biosfera, em relação à qualidade de vida no nosso planeta. Quanto aos 
aspectos epidemiológicos relacionados com os resíduos, dependendo da forma e disposição final, as 
chances de comprometimento a natureza são grandes, colocando em risco a vida humana na terra. 
Forantini (1969) observou que as principais vias de acesso de agentes patogênicos oriundos do lixo 
vem de vias diretas e indiretas. 
Confrontando a necessidade da implementação de políticas ambientais condizentes com o 
desenvolvimento sustentável, Duran de La Fuente (1997) alerta para a necessidade em chamar a 
atenção sobre quanto o desenvolvimento econômico gera de fragilidade sobre os recursos naturais, 
além de poluição, destruição de ecossistemas e aquecimento global. Logicamente, sem políticas 
ambientais eficazes e sem uma sociedade civil alerta, consciente, mobilizada e participativa, este 
desenvolvimento econômico pode levar a uma perda do patrimônio natural e ambiental, base de 
muitas possibilidades futuras. Para tanto o homem precisa respeitar o meio ambiente até nos 
pequenos gestos como a troca de embalagens de plásticos por embalagens biodegradáveis ou 
retornáveis. 
As primeiras embalagens surgiram há mais de 10.000 anos e serviam como simples 
recipientes para beber ou estocar. Esses primeiros recipientes, como cascas de coco ou conchas do 
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mar, usados em estado natural, sem qualquer beneficiamento, passaram com o tempo a ser obtidos a 
partir da habilidade manual do homem. Tigelas de madeira, cestas de fibras naturais, bolsas de peles 
de animais e potes de barro, entre outros ancestrais dos modernos invólucros e vasilhames, fizeram 
parte de uma segunda geração de formas e técnicas de embalagem. A primeira matéria-prima usada 
em maior escala para a produção de embalagens foi o vidro (Abre, 2004). 
Em seguida, surgiram inúmeras inovações na produção de embalagens. As novas 
embalagens deveriam permitir que os produtos alimentares fossem transportados dos locais de 
produção para os centros consumidores, mantendo-se estáveis por longos períodos de estocagem. 
As embalagens de papel e papelão atenderam a esses requisitos. Elas podiam conter quantidades 
previamente pesadas de vários tipos de produtos, eram fáceis de estocar, transportar e empilhar, 
além de higiênicas (Carvalho, 2009). 
É também do imediato pós-guerra o aparecimento de um novo material para embalagens, o 
plástico. As resinas plásticas, como polietileno, poliéster, etc., ampliaram o uso dos invólucros 
transparentes, iniciado na década de 20 com o celofane, permitindo a oferta de embalagens numa 
infinidade de formatos e tamanhos(Abre, 2004). 
A invenção da sacola plástica data de 1862 e foi uma revolução para o comércio por sua 
praticidade e por ser barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da década 
de 80, contribuindo para a filosofia do “tudo descartável” (Pereira, 2010) 
Um dos tipos mais comuns de embalagens na atualidade são as feitas de plástico, produto 
inventado pelo inglês Alexander Parkes, vem assumindo um importante espaço no planeta desde 
1862 (data de sua invenção), reduzindo os custos comerciais e aumentando o consumismo do 
regime capitalista vigente, porém, especial preocupação deve ser direcionada para os graves 
impactos produzidos por este produto e para a posição do consumidor como um agente contribuinte 
dos impactos danosos ao meio ambiente provocados (Fernandes, 2006 apud Fabro; Lindemann; 
Vieira, 2007). 
O Brasil produz em média cerca de 210 mil toneladas de plástico filme, matéria-prima dos 
sacos plásticos, o que representa cerca de 10% do lixo do País. A principal matéria-prima dos 
plásticos comerciais éa Nafta, uma das frações provenientes do craqueamento do petróleo que, por 
sua vez, é um recurso não renovável (Agenda Ambiental, 2010). Portanto, deve-se incentivar a 
reciclagem ou reuso dos plásticos a fim de retardar o esgotamento desta fonte, bem como reduzir o 
volume de lixo, aumentar a vida útil dos aterros, além de outros fatores importantes para a gestão 
ambiental de resíduos. Os plásticos, de um modo geral, são um pequeno, mas significativo 
componente do fluxo de geração de resíduos. 
Em função da sua pouca degradabilidade, os plásticos permanecem na natureza por 
períodos longos, causando a poluição visual e, eventualmente, química, do ambiente. Para reduzir o 
impacto dos plásticos no ambiente, o gerenciamento dos resíduos torna-se indispensável e, desta 
forma, a estratégia da reciclagem pode ser facilmente introduzida. Outra contribuição importante 
que a cadeia produtiva pode incentivar é a produção de embalagens com número menor de resinas 
diferentes, o desenho de projetos que facilitem a separação de componentes das embalagens com 
resinas diferenciadas, evitando-se, sempre que possível, o uso de embalagens multicamadas, 
adesivos, aditivos e rótulos (DENT, 1999). 
NaÁfrica do Sul, o governo decidiu, em 2003, proibir que lojas distribuam a seus clientes 
sacolas plásticas para carregar mercadorias; o comerciante que infringe a lei pode receber uma 
multa de cerca de US$ 13,8 mil ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão (BBC ONLINE, 
09/05/2003). 
Na Austrália, em janeiro de 2008, o ministro do meio ambiente anunciou aos 
supermercados que eles deveriam banir as sacolas plásticas até o final do ano. Note-se, entretanto, 
que em Coles Bay (Tasmânia), essas sacolas deixaram de ser usadas a partir de 2003 (Agência 
Reuters, 2008). 
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Em Bangladesh, a cidade de Dhaka foi a pioneira na iniciativa de proibir o uso das sacolas 
plásticas, devido às enchentes de 1988 e 1998, que alagaram dois terços do país, motivadas pelo 
entupimento do sistema de drenagem e de escoamento de águas do país, pelas sacolas plásticas 
descartadas (New York Times, 15/04/2007). 
Na China, uma nova lei, em vigor a partir de 1º de junho de 2008, pretende impedir que 
lojas e supermercados ofereçam sacos plásticos gratuitamente: há multa prevista aos comerciantes 
que infringirem a lei, em até US$ 1.433. Fica proibido também, fabricar, vender e usar sacolas 
plásticas muito finas, isto é, que não podem ser recicladas (BBC, 09/01/2008) Nos EUA, em março 
de 2007 a cidade de São Francisco, tornou-se a primeira metrópole americana a proibir o uso de 
sacolas de plástico em grandes supermercados e farmácias. A medida obriga supermercados com 
faturamento anual superior a US$ 2 milhões a eliminarem as sacolas no ano de 2007 e Farmácias 
com mais de cinco filiais têm um ano para implementar a mudança (BBC, 29/03/2007). 
Em New York, em janeiro de 2008, o prefeito da cidade assinou lei que exige que grandes 
lojas tenham programas de reciclagem e disponibilizem sacolas recicláveis (Agência Reuters, 
2008). 
O governo brasileiro tem se mostrado sensível ao prejuízo ambiental gerado pelas sacolas 
plásticas, tanto é que, em 2008, o Ministério do Meio Ambiente lançou a campanha "A Escolha é 
Sua, o Planeta é Nosso", buscando incentivar o uso de sacolas retornáveis (Klidsioet al., 2001). 
Uma alternativa diferenciada para a destinação de embalagens plásticas pós-consumo consiste no 
seu aproveitamento como combustível (Weston, 2001). Neste caso, pequenos reatores de pirólise 
seriam capazes de transformar resíduos de diferentes materiais plásticos em combustível líquido de 
hidrocarbonetos, que podem ser usados como alternativa à gasolina, ao querosene, ao óleo diesel ou 
ao óleo combustível. 
Todos os países pertencentes à Comunidade Européia seguem a Diretiva 96/61/CE de 
1996, relativa à prevenção e ao controle integrado da contaminação. Desde 1994, foi estabelecida a 
Diretiva comunitária 94/67/CEE, sobre a incineração de resíduos perigosos e, neste mesmo ano, a 
Diretiva comunitária 94/62/CEE apresenta os parâmetros para embalagens e resíduos de 
embalagens. 
A legislação relativa a resíduos sólidos nos Estados Unidos, Canadá e em alguns países da 
Europa encontra-se bastante avançada. Iniciativas canadenses no sentido de gerenciar os resíduos, 
mais especificamente as embalagens, vigoram no país desde 1988, onde se prioriza o princípio dos 
3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) em detrimento de alternativas de incineração e aterros. 
Conforme mostrado através da legislação de resíduos plásticos de diferentes países, os 
resíduos de embalagens aparecem como um aspecto preponderante para a determinação do grau de 
impacto dos resíduos no ambiente. Alternativas para a redução do impacto ambiental de embalagens 
contendo resíduos poluentes têm sido incentivadas no intuito de minimizar a degradação ambiental 
(Xavier; Cardoso; Figueiredo, 2005). 
O Brasil começa a acordar para um dos maiores problemas ambientais mundiais, o 
gerenciamento dos resíduos sólidos que em março de 2010 foi aprovado a Politica Nacional de 
Resíduos pela Câmara dos Deputados, que depois de 19 anos de discursão, pode receber rápido 
tratamento no Senado (Ambiente Energia, 2010). 
A legislação ambiental brasileira sobre o gerenciamento de resíduos sólidos consiste, 
inicialmente, na classificação dos resíduos considerados perigosos, com base na origem, 
características e demais aspectos com impactos potenciais. Na última década, a legislação brasileira 
tem considerado, de forma inovadora em relação aos demais países, a responsabilidade do gerador 
ao longo da cadeia produtiva, estabelecendo-se regras para as operações de tratamento, estocagem e 
disposição destes resíduos (Conama, 2000; Rodrigues, 2002). 
Em 1991, foi instituído o Projeto de Lei 203/91, que institui a Política Nacional de 
Resíduos Sólidos, que tem como objetivos: estabelecer diretrizes que levem a redução da 
quantidade e nocividade dos resíduos sólidos gerados no país. 
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As cidades brasileiras produzem 150 mil toneladas de lixo por dia. Os lixões são o destino 
de 59% desse volume. Apenas 13% têm destinação correta, em aterros sanitários onde há captação 
do chorume e queima do gás metano produzido pela decomposição. Em 2008, apenas 405 
municípios - 7% do total - faziam coleta seletiva. Cerca de 13% do que são jogado vai para 
reciclagem (Diário Oficialdo Estado da Paraíba – 30/06/2009). 
Na Paraíba, em Junho de 2009 foram sancionadas leis que obrigam os estabelecimentos 
comerciais a se enquadrarem às normas de preservação ambiental. A primeira lei de nº 8.855, prevê 
a substituição das sacolas ou sacos plásticos, compostos por polietileno, polipropilenos ou similares 
utilizados para o acondicionamento e entrega de produtos e mercadorias aos clientes, por sacolas 
reutilizáveis. 
Os estabelecimentos estão obrigados a incentivar os clientes a levar as sacolas de casa ou 
utilizar sacolas reutilizáveis, tendo que fixar placas informativas próximo aos locais das embalagens 
com a seguinte frase: “Sacolas plásticas convencionais levam mais de 100 anos para se decompor 
no meio ambiente. Traga de casa sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis”. A lei não será 
aplicada às embalagens originais das mercadorias. A substituição das sacolas terá o prazo máximo 
de até três anos dependendo do porte da empresa. 
A segunda lei, nº 8.856, obriga os estabelecimentos comerciais a utilizarem embalagens 
plásticas oxibiodegradáveis para o acondicionamento de produtos e mercadorias em geral. Nesse 
caso, as empresasterão prazo de um ano para substituírem as sacolas comuns pelas biodegradáveis. 
A empresa que descumprir a lei pagará multa no valor de 3.000 UFR-PB (Unidade Fiscal 
Referencial do Estado da Paraíba). Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro. 
A sociedade moderna é extremamente consumista e se acostumou ao descartável, o que 
tem levado a uma enorme produção de lixo. A última pesquisa nacional de saneamento básico do 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística data de 1989, onde foi registrado que 76% do lixo 
urbano são depositados a “céu aberto”. Infelizmente, esse percentual aumentou para 85%, segundo 
dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). 
Somando-se, tem-se que nos últimos 10 anos a produção per capita de lixo nas grandes cidades 
aumentou de 500 gramas para 1,2 kg por dia. 
O índice de reciclagem de plástico gira em torno de 12%. As empresas recicladoras de 
plástico mal sobrevivem no mercado em que seu produto é bitributado, não há fornecimento 
constante e seguro de matéria prima pós-consumo para ser reciclada e ainda não há confiança por 
parte da população em adquirir artefatos reciclados. 
Na questão sobre reciclagem de plásticos no Brasil, devem-se analisar três pontos 
primordiais, que uma vez interligados resolveriam grande parte dos problemas nacionais: 
No primeiro ponto têm-se as empresas com problemas técnicos, falta de incentivos fiscais 
e problemas no fornecimento de material para ser reciclado; 
O segundo ponto tem-se as universidades, os centros de pesquisas e organizações não-
governamentais (ONG), que estudam e/ou produzem trabalhos na área de gerenciamento ambiental; 
O terceiro elo seria o governo, representado também pelas prefeituras, que enfrentam 
problemas relacionados com o lixo como: a falta de espaço para novos aterros sanitários, o 
entupimento de bueiros com lixo na época de chuvas, aumento de vetores de doenças, etc. 
As opções para as disposições finais do plástico, que já foi consumido, oriundo de 
aglomerados urbanos são: aterro sanitário, incineração, usina de triagem e coleta seletiva. O 
material coletado seletivamente ou separado em uma usina de triagem poderá ser submetido à 
reciclagem ou à reutilização. Dentre essas opções, a reciclagem é considerada uma das alternativas 
mais importantes dentro do conceito de desenvolvimento sustentável definido pela Organização das 
Nações Unidas (ONU). O processo deve ser utilizado em dois casos: 
a) Quando a recuperação dos resíduos seja técnica e economicamente viável, bem como 
higienicamente utilizável; 
b) Quando as características de cada material sejam respeitadas. 
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A reciclagem é o resultado final de atividades intermediárias de coleta, separação e 
processamento, através da quais materiais pós-consumo são usados como matéria-prima na 
manufatura de bens, anteriormente feitos com matéria-prima virgem. O sucesso da reciclagem está 
diretamente ligado ao fornecimento de matéria-prima, à tecnologia de reciclagem e a um mercado 
diferenciado para o produto reciclado (Teixeira, 2001). 
O sistema de reciclagem minimiza vários impactos causados pelos componentes plásticos 
que levam vários anos para se degradar como: copinhos de plásticos, 200 a 450 anos; tampinhas de 
garrafas, 100 a 500 anos; garrafas plásticas (pet) mais de 500 anos; fraldas descartáveis 600 anos e 
sacolas plásticas mais de 100 anos (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2010). 
 
MATERIAL E MÉTODOS 
Para realização desse trabalho foi utilizado uma pesquisa exploratória descritiva com base 
um estudo de caso. Segundo Marconi e Lakatos (2004), a pesquisa exploratória descritiva consiste 
em reunir o maior número de informações detalhadas apropriando-se de diferentes técnicas de 
pesquisa e visa, sobretudo, apreender situações e descrever a complexidade de um fato. Também 
está embasada no método Ad Hoc que se constitui uma ferramenta para uma investigação especifica 
onde cada caso é um caso, ou seja, a pesquisa ocorre de maneira espontânea. É uma prática onde 
nenhuma técnica reconhecida é aplicada e onde, também, as fases variam de acordo com a 
aplicação do processo. 
O público contemplado por estapesquisa foram clientes dos 5 (cinco) maiores 
supermercados de Campina Grande – PB, dos quais 3 (três) adotam o uso de sacolas plásticas e 2 
(dois) não adotam. Os mesmos foram escolhidos através de uma amostra estratificada de forma 
aleatória. Para tanto foram escolhidos 200 (duzentos) clientes, 100 (cem) do sexo masculino e 100 
(cem) do sexo feminino, todos acima de 16 anos com nível de escolaridade fundamental, médio e 
superior e das mais diversas profissões. 
Para Barbetta (2002), a amostragem estratificada não probabilísticaconsiste em conseguir, 
com amostras de pequena dimensão, amostras tão representativas da distribuição, quanto possível. 
Deste modo é possível reduzir o número de simulações para uma dada precisão dos resultados, ou, 
visto de outro modo, aumentar a precisão dos resultados para um dado número de simulações. 
Esta pesquisa pretende identificar como a população percebe a relação do uso das sacolas 
plásticas e os seus possíveis impactos causados ao meio ambiente e como esses impactos podem ser 
minimizados. 
Para a ordem de construção metodológica a respeito do objeto de estudo, serão 
estabelecidas diferentes categorias de procedimentos, a saber: 
a) para percepção dos impactos causados pelas sacolas plásticas ao meio ambiente foram realizadas 
pesquisas bibliográficas e visitas a periferia e ao “lixão”, de Campina Grande – PB, que através 
do método observatório, pode-se identificar vários impactos; 
b) foram aplicados 200 questionários semi estruturados junto aos consumidores, abordando os 
temas: a consciência do cliente em comprar em um supermercado que não oferece sacolas 
plásticas, disposição para os métodos recicláveis ou retornáveis de embalagens e os problemas 
ambientais causados pelas “sacolinhas”. Para melhor facilitação da tabulação dos dados foi 
identificado o perfil dos entrevistados junto com os temas abordados. 
 
Inicialmente a abordagem foi feita de forma espontânea sem caráter ambiental apenas 
buscando entender a comodidade do cliente no seu dia-a-dia quanto ao uso das sacolas plásticas. 
Em seguida foi introduzida a questão ambiental para analisar a consciência ambiental da população. 
Posteriormente buscou-se avaliar a percepção do entrevistado quanto à participação governamental 
na proibição das sacolas plásticas. 
 
 
95 
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12% 
38% 
50% 
Mulheres 
Fundamental Médio Superior
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
Nas visitas realizadas a periferia e ao lixão pode-se observar vários impactos como: 
impacto visual apresentado pelo acúmulo de sacolas soltas sobre o meio ambiente, aglomerado de 
insetos vetores transmissores de doenças e até mesmo animais se alimentando das sacolas que, na 
maioria das vezes, causam a morte. Assim o uso abusivo das sacolas plásticas com o destino final 
não correto, além dos impactos ambientais, causa também um problema de saúde pública. Pela 
pesquisa bibliográfica pode-se perceber que, além desses impactos, as sacolas plásticas causam a 
morte de animais, a exemplo das tartarugas marinhas que chegam a morrer engasgadas ou 
asfixiadas, poluição dos rios, lagos, mares, praias, ruas e entupimento de esgotos e galerias 
causando alagamentos e enchentes nas grandes cidades. 
Com o intuito de correlacionar adequadamente às classes populacionais, definidas na 
identificação do perfil, com os atributos da pesquisa foram feitoso maior número de perguntas 
possíveis. Neste sentido, percebeu-se que características como faixa etária, grau de escolaridade e 
profissão não eram significativas para o estudo em questão. Desta forma, os dados serão 
apresentados através de Figuras considerando a característica “sexo” por ser a mais expressiva. 
Do total de entrevistados do sexo masculino 26% tem mais que 16 anos e menos que 30; 
44% tem mais que 30 anos e menos que 45 e 30% tem mais que 45 anos. Do sexo feminino 20% 
tem mais que 16 anos e menos que 30; 54% tem mais que 30 anos e menos que 45 e 26% tem mais 
45 anos. 
Figura 1. Porcentagem da faixa etária por sexo. 
O grau de escolaridade dos entrevistados está distribuído da seguinte forma: Sexo 
masculino, ensino fundamental 22%; ensino médio 38% e ensino superior 40% e do sexo feminino, 
12% tem o ensino fundamental; 38% tem o ensino médio e 50% já concluíram o ensino superior. 
Figura 2. Porcentagem do nível de escolaridade por sexo. 
 
26% 
44% 
30% 
Homens 
>16<30
>30<45
>45
22% 
38% 
40% 
Homens 
Fundamental Médio Superior
96 
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63% 
37% 
Mulheres 
Sacola retornável Caixas de papelão
Dos entrevistados que fazem suas compra em supermercados que adotam o uso das sacolas 
plásticas 70% dos homens continuariam comprando ali, mesmo que o supermercado deixasse de 
oferecer as “sacolinhas”, contra 83% das mulheres. Em contrapartida 97% dos homens estão 
dispostos a utilizar outra forma de embalagem, enquanto que as mulheres totalizam 90%, como 
discriminados nos Figuras das figuras 3 e 4. 
 
Figura 3. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando mesmo que o 
supermercado não oferecesse as “sacolinhas”. 
Figura 4. Porcentagem de pessoas por sexo em relação à disposição de utilizar outras formas 
de embalagens. 
 
Constata-se a existência de uma contradição quando o sexo feminino supera o sexo 
masculino no que tange a continuar fazendo suas compras se o supermercado não oferecesse as 
“sacolinhas” (Figura 3), em relação à disposição de adotar outras formas de embalagens, quando 
são superadas pelos homens (Figura 4). Questionados sobre quais outras alternativas de embalagens 
estariam dispostos a utilizar, 64% tem preferência pela sacola retornável (tecido ou nylon) e 36% 
pelas caixas de papelão, distribuídas da forma que se segue na figura abaixo. 
97 90 
3 10 
0
50
100
150
Homens Mulheres
SIM NÃO
70 
83 
30 
17 
0
50
100
Homens Mulheres
SIM NÃO
66% 
34% 
Homens 
Sacola retornável Caixas de papelão
97 
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Figura 5. Porcentagem por sexo de alternativas de formas de embalagem. 
 
Dos entrevistados que fazem suas compras em supermercados que não adotam sacola 
plástica, se estes passassem a utilizar as “sacolinhas”, 85% dos homens e 95% das mulheres 
continuariam comprando ali (Figura 6). 
 
Figura 6. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando se o 
supermercado adotasse o uso das sacolas plásticas. 
 
Diante dos dados apresentados acima, constata-se que a adoção, ou não, da sacola plástica 
como embalagem não constitui um item essencial na escolha do supermercado, todavia, se o 
supermercado cobrasse pelas “sacolinhas” o número de homens que continuariam comprando ali 
supera o número de mulheres, como se pode verificar na figura 7. 
 
Figura 7. Porcentagem de pessoas por sexo em relação a continuar comprando se o supermercado 
cobrasse pelas sacolas plásticas. 
 
Verificou-se que tanto os homens – 90%, quanto às mulheres – 92% reutilizam as sacolas 
plásticas, na sua grande maioria para acondicionar lixo doméstico (fig.8). O que chama atenção é 
que 24% dos homens reutilizam as “sacolinhas” como “outras embalagens” enquanto que apenas 
9% das mulheres fazem isso. 
 
Figura 8. Porcentagem por sexo da forma de reutilização das sacolas plásticas. 
 
85 95 
15 
5 
0
50
100
Homens Mulheres
SIM NÃO
38 32 
62 68 
0
20
40
60
80
Homens Mulheres
SIM NÃO
76 
91 
24 
9 
0
50
100
Homens Mulheres
Sacolas p/ lixo Outras embalagens
98 
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Em relação à consciência ambiental verificou-se que 100% dos homens e 98% das 
mulheres acham abusiva a utilização de sacolas plásticas, entretanto apenas 70% dos homens tem 
conhecimento de algum problema ambiental causado pelas “sacolinhas” contra 86% das mulheres. 
Dentre os problemas ambientais mais conhecidos, citados pelos entrevistados, destacam-se aqueles 
que estão sempre na mídia, por outro lado apenas 10% citaram a degradação do meio ambiente 
como um problema causado pelas sacolas plásticas e 1% mencionou a “demora na decomposição” 
(Figura 9 e 10). 
Figura 9. Porcentagem de pessoas por sexo que conhecem algum problema ambiental causado 
pelas sacolas plásticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10. Porcentagem dos problemas ambientais causados pelas sacolas plásticas. 
 
Verificou-se que 60% dos homens e 66% das mulheres, ou seja, grande parte dos 
entrevistados desconhece quantos anos são necessários para que uma “sacolinha” se degrade e que, 
mesmo sem este conhecimento, por razões ambientais, 72% dos homens e 80% das mulheres 
dariam preferência ao supermercado que não adotasse o uso das sacolas plásticas como exposto nos 
Figuras a seguir (Figura 11 e 12). 
70 
86 
30 
14 
0
20
40
60
80
100
Homens Mulheres
SIM NÃO
 
27
14
27
10
4
12
3
1 2
0
5
10
15
20
25
30
Problemas ambientais
99 
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Figura 11. Porcentagem por sexo do conhecimento do tempo de degradação das sacolas plásticas. 
 
Figura 12. Porcentagem por sexo em relação à preferência, por razões ambientais, ao 
supermercado que adotasse as sacolas plásticas. 
 
Quanto à participação estatal, 70% dos homens e 82% das mulheres consideram correta a 
proibição do uso das sacolas plásticas em razão dos impactos ambientais e citaram como fator mais 
importante a degradação do meio ambiente (Figura 13 e 14). 
 
Figura 13. Porcentagem por sexo da opinião do consumidor em relação à proibição, pelo poder 
público, do uso das sacolas plásticas. 
 
40 
34 
60 
66 
0
20
40
60
80
Homens Mulheres
SIM NÃO
72 
80 
28 
20 
0
50
100
Homens Mulheres
SIM NÃO
70 
82 
30 
18 
0
50
100
Homens Mulheres
SIM NÃO
100 
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Figura 14. Porcentagem das razões para proibição, pelo poder público, do uso das sacolas 
plásticas. 
 
Analisando os dados obtidos, e através da convivência durante as entrevistas, percebe-se 
claramente que a utilização das sacolas plásticas por pessoas de todas as faixas etárias, de todos os 
graus de escolaridade, bem como das mais diversas profissões se dá por uma questão cultural e de 
comodidade, mas todos estão dispostos a utilizar outras alternativas de embalagens, tais como a 
sacola retornável e caixas de papelão, como se pode observar nas figuras 3, 4 e 5. 
Percebe-se que, apesar de praticamente a totalidade dos entrevistados acharem abusiva a 
utilização das sacolas plásticas, ainda é grande o número de pessoas, em especial do sexo 
masculino, que desconhece os problemas ambientaiscausados pelo seu uso e que, por razões 
ambientais, daria preferência ao supermercado que não utilizasse as “sacolinhas” (Figura 12). 
Pode-se atribuir tal desconhecimento e falta de “cuidados” com o meio ambiente a fatores diversos, 
como deficiências do sistema educacional e a falta de consciência ambiental revelada pelo número 
considerável de pessoas que, apesar de conhecerem os problemas ambientais decorrentes das 
sacolas plásticas, nada fazem para reduzi-los. 
A pesquisa aponta que os consumidores, em linhas gerais, não levam em consideração os 
problemas ambientais causados pelas sacolas plásticas e que a escolha pelo supermercado não tem 
como fator preponderante a adoção ou não das “sacolinhas”, todavia estão abertos a adoção de 
novas práticas. Desta forma é possível uma mudança a curto prazo, que se não acontecer através de 
medidas educacionais e conscientizadoras, acontecerá através da intervenção direta do poder 
público, conforme pode-se verificar na figura 13 onde a maioria dos entrevistados concorda com a 
proibição do uso das sacolas plásticas. 
 
CONCLUSÃO 
 
Considerando o exposto sobre o uso das sacolas plásticas, sabe-se que as mesmas causam 
vários impactos ao meio ambiente como: poluição, enchentes, entupimento de galerias, degradação 
do meio ambiente, morte de animais, acúmulo de lixo, aquecimento global e longo tempo para 
degradação. Na busca de identificar a percepção dos clientes de supermercados do Município de 
Campina Grande sobre esses impactos pode se observar que apesar dos diferentes graus de 
escolaridades dos entrevistados poucos conhecem os impactos causados pelas sacolas plásticas. A 
maioria dos clientes reutiliza as sacolas plásticas para acondicionamento do lixo e acham abusiva a 
utilização das sacolas plásticas, consideram correto a proibição do uso das sacolas plásticas em 
razão dos impactos ambientais, inclusive estão dispostos a utilizar outras alternativas de embalagens 
tais como a sacola retornável e caixas de papelão. 
Em consonância com o exposto percebe-se a existência de esforços em níveis das 
organizações políticas de diversos países. São medidas que buscam coibir ou minimizar o uso 
desenfreado das sacolas plásticas ou até mesmo banir a sua utilização. É necessário que outros 
75 
14 11 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
Degrad. do meio ambiente Subst. Por sacolas retornáveis Outros
101 
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países também passem a incorporar de forma efetiva políticas direcionadas primeiramente para a 
incorporação de atitudes que venham a minimizar a geração de resíduos, fortalecer o consumo 
consciente e sobretudo, a disposição final adequada dos resíduos. 
A problemática dos resíduos sólidos em particular, a das sacolas plásticas, é uma questão 
que a população local não pode fingir ou fazer de conta que não existe. As instituições gestoras 
locais, os atores sociais, as instituições de Pesquisa e de Ensino podem e devem direcionar esforços 
para o consumo consciente das sacolas plásticas, reconhecendo a importância do seu uso e a 
necessidade da sua utilização respeitando os componentes ambientais. Foi nesta perspectiva que 
surgiu este trabalho, com uma preocupação inicial de perceber o olhar dos clientes de 
supermercados mais freqüentado na cidade de Campina Grande. 
Diante desta problemática, apresentam-se como medidas mitigadoras para minimização 
dos impactos causados pelas relacionadas sacolas plásticas: a adoção do uso de sacolas retornáveis 
confeccionadas com tecidos ou nylon, caixas de papelão, bolsas de papel, etc.; a inclusão da 
educação ambiental como componente obrigatório nos currículos escolares dos estabelecimentos de 
ensino das redes pública e privada, bem como a realização de campanhas educativas desenvolvidas 
por grupos organizados da sociedade civil e do poder público - utilizando o poder da mídia - 
objetivando a conscientização da população quanto aos impactos ambientais causados pelas 
“sacolinhas”. Outras medidas mitigadoras apontadas são a intervenção estatal através da efetiva 
fiscalização da aplicação das leis que proíbem o uso das sacolas plásticas e o incentivo a reciclagem 
para transformação em matéria prima a ser utilizada na elaboração de novos produtos 
 
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104 
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Anexo 1 - MODELO DO QUESTIONÁRIO 
 
Questionário aplicado junto aos clientes de supermercado de Campina Grande. 
1 - Se este supermercado não oferecesse sacolas plásticas, você continuaria comprando 
aqui?___________________________________________________________________________________ 
2 – Estaria disposto a utilizar outras formas de embalagens que não fosse as sacolas plásticos? Qual? 
_______________________________________________________________________________________ 
3- Se o supermercado cobrasse pelas sacolas plásticas você continuaria comprando aqui? 
_______________________________________________________________________________________ 
4- Você reutiliza as sacolas plásticas? Como? (16 responderam que reutilizam com lixo). 
_______________________________________________________________________________________ 
5- Você acha que há uma utilização abusiva de sacolas plásticas? 
_______________________________________________________________________________________ 
6 - Você conhece algum problema ambiental causado pela sacola plástica? Qual? 
_______________________________________________________________________________________ 
7 - Você sabe quantos anos leva uma sacola plástica para se 
degradar?_______________________________________________________________________________ 
8 - Por razões ambientais, você daria preferência ao supermercado que não utilizasse sacolas plásticas? 
_______________________________________________________________________________________ 
9-Devido os impactos ambientais, você acha correto a proibição do uso das sacolas? Por quê? 
_______________________________________________________________________________________

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