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O fazer profissional

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O fazer profissional do Assistente Social de empresas em Londrina
Prfª Dra. Ana Carolina Santini de Abreo*
Renata Mendes Ribeiro **
* Professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina
** Assistente Social e mestre em Serviço Social pela UEL
The social work practice in organizations
Resumo: Este trabalho de pesquisa focaliza o fazer profissional no campo de empresas na cidade de Londrina. Foram
selecionadas empresas produtoras privadas, empresas de serviços mistas e empresas de serviço público, tendo como
sujeitos os Assistentes Sociais inseridos neste mercado de trabalho. Com o objetivo de compreender a pratica profissional
dos Assistentes Sociais que atuam em empresas e/ou organizações para identificar os impactos causados pelas inovações
tecnológicas no exercício profissional e nas demandas postas por estas organizações em nível, regional.
Palavras Chaves: serviço social de empresas- demandas profissionais- processo de trabalho - inovações
tecnológicas- mudanças no campo profissional
Abstract: This paper of research focus social work practice in the field of companies in the city of Londrina . Companies
private, companies of jobs mixing and public companies had been selected, having as searched the inserted social workers in
this work market. The goal is to understand the social work practices it who act in companies and/or organizations to identify
the impacts caused for the technological innovations in the practice and the demands of these organizations in regional level.
Introdução 
Esta pesquisa nasceu de uma preocupação com as questões pertinentes às grandes mudanças na sociedade como um
todo, nas organizações governamentais, não-governamentais e empresas na maioria dos países ocidentais. Estas mudanças
como: a tendência à privatização; a terceirização de setores das organizações; a grande evolução do setor da comunicação e
da tecnologia; a globalização da economia e o avanço do neoliberalismo afetaram o mundo do trabalho levando, em países
latino-americanos onde é mais grave a desigualdade social, à redução paulatina das responsabilidades do Estado sobre a
seguridade e os direitos sociais da população. Frente às novas configurações, nos perguntamos se o exercício do Serviço
Social na área organizacional, estaria atrelado às novas formas de gestão e controle da força de trabalho, requeridas pelas
mudanças tecnológicas e da organização do processo produtivo . Portanto, nos perguntamos se as demandas postas aos
Assistentes Sociais nas organizações e/ou empresas públicas e privadas da região de Londrina têm sido realocadas para a
esfera das “relações do trabalho”, alargando a tradicional inserção que era mais restrita à esfera dos “benefícios
assistenciais”.
A partir destes questionamentos objetivamos apresentar os dados qualitativos que recolhemos e analisamos, focalizando
os estudos sobre a atuação profissional dos assistentes sociais no campo das empresas na cidade de Londrina,
desenvolvidas na área empresarial nos anos 1998 a 2000. O universo de pesquisa foi delimitado e foram selecionadas
empresas produtoras privadas, empresas de serviços mistas e empresas de serviço público, com o objetivo de compreender
o fazer operativo dos Assistentes Sociais que atuam em empresas e/ou organizações na cidade de Londrina e identificar os
impactos causados pelas inovações tecnológicas na pratica e nas demandas postas por estas organizações em nível
regional.
É importante destacar que outra das preocupações deste estudo consiste na produção de subsídios para a implantação
do Currículo Pleno do Curso de Serviço.Social da Universidade Estadual Londrina, razão pela qual privilegiamos o estudo em
profundidade da natureza das competências profissionais em determinadas áreas de intervenção que permitam inserir na
formação, as mudanças que estão ocorrendo no espaço ocupacional do Serviço Social.
1. Reflexões iniciais
Sob a égide das novas determinações econômicas e sociais, configuram-se as demandas que estão sendo postas aos
assistentes sociais na atualidade, pois o Serviço Social vem se desenvolvendo enquanto profissão através de práticas
ligadas às questões sociais deste quadro conjuntural da contemporaneidade.
Com as empresas preocupadas em redefinir e integrar as políticas de recursos humanos às demais políticas e
estratégias organizacionais, buscando alternativas de gestão da força de trabalho, o assistente social não pode esquivar-se
desses acontecimentos.
Minha hipótese de trabalho é a de que, nos anos 90, as requisições feitas ao assistente social passaram a ser mediadas
por novas formas de controle da força de trabalho, exigindo a formulação de estratégias de atuação que se definem, também,
em função das modificações de trabalho dos profissionais. (CESAR, 1998, p.115).
Segundo Cesar (1998), a atuação do assistente social em empresas exige-lhe o desenvolvimento de algumas
características básicas como:
• ter conhecimento para que não deixe sem respostas quem vier buscar informações. Para
isso, o profissional de Serviço Social tem que dominar as políticas da empresa, bem como
conhecer a rotina de todos os empregados para que possa responder as perguntas que
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surgirem de forma coerente;
• ter competência para que as atividades executadas por esses profissionais sejam feitas da
melhor forma possível, com exatidão e agilidade;
• manter atmosfera positiva de forma que os usuários, ao procurarem o setor de Serviço
Social, sintam-se num ambiente agradável, onde a comunicação é feita de forma horizontal,
fluente e clara;
• trabalhar com cooperação para que sua equipe de trabalho obtenha êxito, através da
responsabilidade para com as metas da empresa, buscando sempre melhorar a produtividade
e a qualidade.
Além de todas as características descritas acima, o assistente social precisa de um esforço extra para poder superar a
rotina buscando a melhor satisfação do cliente, mostrando-se interessado e envolvido com o problema do mesmo, pois o que
importa atualmente não é só satisfazer as necessidades, mas também “encantar” o cliente.
Na atual conjuntura, observamos que as empresas têm solicitado profissionais que tenham flexibilidade.
Neste contexto, a ‘flexibilização' do trabalho se dá com base na racionalização da produção e
na intensificação do ritmo de trabalho que, na ótica das políticas de gestão, convertem-se em
objeto das estratégias empresariais para enfrentar o desafio da competitividade no mercado
globalizado. Assim, emergem novas formas de consumo da força de trabalho, mediadas pelo
uso de novas tecnologias e pela disseminação de outro éthos do trabalho. (CESAR, 1998,
p.118)
Sob esta ótica, os profissionais de Serviço Social que trabalham principalmente em setores privados defrontam-se com a
exigência de uma nova cultura do trabalho, que requisita deles a adequação de hábitos como: a integração orgânica do
trabalhador na instituição; a intensificação do ritmo na execução de tarefas; a implantação do trabalho em equipe, buscando
a cooperação; dentre outros.
O assistente social, pelo reconhecimento de seu trabalho integrativo, é requisitado para atuar
na área de RH para satisfazer ‘necessidades humanas', contribuindo para a formação da
sociabilidade do trabalhador de modo a colaborar na formação de um comportamento produtivo
compatível com as atuais exigências das empresas. Essas exigências sugerem que o Serviço
Social é considerado, pelas empresas, como instrumento promotor da adesão do trabalhador
às novas necessidades destas. Para tanto, refuncionalizam suas demandas profissionais sob o
‘manto' da inovação e da modernidade. (CESAR, 1998, p.126)
Assim, podemos perceber o impacto das inovações tecnológicas nas demandas dos assistentessociais, que
freqüentemente vão além do espaço institucional, pois, tal profissional tem exercido funções como a de assessoramento aos
membros das diretorias das empresas.
No entanto, os assistentes sociais continuam realizando algumas atividades que vem sendo tradicionalmente postas nas
organizações privadas, portanto, estas ações vêm pautadas nas novas formas de gerenciamento de pessoal, pois o Serviço
Social não tem se mostrado desvinculado do setor de Recursos Humanos.
... no momento atual, marcado pela multifuncionalidade e horizontalização, as atividades do
Serviço Social aproximam- se, cada vez mais, da função gerencial. Por isso mesmo, o Serviço
Social, como os demais segmentos da área de recursos humanos, vêm assumindo o papel de
assessoramento dos gerentes, para que estes possam melhor ‘administrar pessoas',
propiciando confiabilidade, amizade, aprendizado, crescimento e satisfação de seus
‘colaborados', que são requisitos. (CESAR, 1998, p.128)
Como no Brasil, a maioria das organizações assume, em alguns casos de forma parcial, a aplicação de práticas
japonesas de gestão do trabalho, os técnicos que trabalham interligados com a área de recursos humanos (como é o caso do
Serviço Social), têm a responsabilidade de disseminar esta "nova cultura".
Este dado aponta para uma significativa mudança na prática do Serviço Social nas empresas.
Em primeiro ligar, porque o profissional afasta- se de um contato mais direto com o trabalhador;
em segundo lugar, porque também o seu saber passa a ser apropriado e manipulado pelas
gerências. As novas formas de gerenciamento, neste sentido, inflexionam não apenas o
conteúdo, mas o papel do que o Serviço Social historicamente desempenhou, no interior das
empresas. (CESAR, 1998, p.129)
Com isso, passa a ser exigido do Assistente Social maior capacitação técnica para lidar com as informações e com as
inovações tecnológicas, porque caso isso não ocorra, o profissional estará abrindo espaço para que um outro técnico ocupe
seu posto de trabalho.
Na maioria das organizações as novas requisições feitas aos profissionais do Serviço Social na atualidade estão ligadas
diretamente às estratégias de gerenciamento que buscam o aumento da qualidade e da produtividade através da formação
de comportamentos que criem um "clima favorável" para que consigam atingir as metas da organização.
É neste sentido que o assistente social, para assegurar sua utilidade na organização, é
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obrigado a requalificar-se, adequando-se a um perfil sóciotécnico mais difuso, polivalente e
sintonizado com as práticas e saberes dos demais profissionais da área gerencial e de
recursos humanos. Esta ‘relocalização' do profissional no conjunto das atividades de
acompanhamento ao trabalhador exige não apenas a adoção de novos paradigmas de eficácia
e eficiência como, também, modifica o escopo das suas qualificações para o exercício das
funções sociais e técnicas que lhe são exigidas. (CESAR, 1998, p.140)
Em suma, podemos notar na trajetória do Serviço Social de Empresas no Brasil que, seguindo as determinações das
formas de gerenciamento da administração, os Assistentes Sociais, salvo em alguns períodos, vêm buscando otimizar as
relações nos ambiente de trabalho.
No entanto a dinâmica do processo de trabalho do Assistente Social está sujeita a contradições, pois, nas empresas o
fazer operativo dos Assistentes Sociais nos últimos anos é permeado por uma nova racionalidade técnica e produtivista
disseminada nos quadros dirigentes e na gestão de pessoas (chamada anteriormente administração de recursos humanos).
Este ideário, advindo das novas teorias da administração gera um processo de aculturação que retroalimenta o exercício
profissional, coexistindo as formas tradicionais com as "modernas", exigindo dos assistentes sociais um enfrentamento
cotidiano na procura de um resgate de sua identidade profissional.
2.Os ressultados da pesquisa
Para introduzir este item, é importante destacar que foram pesquisadas somente organizações de grande porte para a
região Norte do Paraná. Para classificá-las se adjudicou uma letra por ordem alfabética a cada empresa pesquisada: a)
Empresa estatal de economia mista (60% pública estadual e 40% privada); b) Empresa privada com fins lucrativos; c)
Empresa pública estadual.
Direta ou indiretamente, os Assistentes Sociais dessas empresas atendem uma média de 500 funcionários mensalmente.
O Serviço Social está diretamente subordinado aos setores de Recursos Humanos, salvo o caso da organização pública
prestadora de serviços que está ligada diretamente à diretoria. A continuação, apresentaremos a análise dos dados da
pesquisa agrupados nos seguintes eixos interpretativos: 1) objetivos apresentados pelos profissionais de Serviço Social nas
organizações, 2) competências dos Assistentes Sociais descritas nos documentos,3) projetos ou programas institucionais. 4)
atividades desenvolvidas com maior freqüência pelos Assistentes Sociais nas organizações; 5) trabalho em equipe; 6)
mudanças no espaço ocupacional; 7) mudanças nas demandas dos profissionais; 8) as expectativas dos profissionais com a
virada do milênio.
2.1 Objetivos apresentados pelos profissionais de Serviço Social nas organizações
a) Trabalhar a educação continuada, a qualidade de vida e a saúde do trabalhador neste
processo de mudança. Busca-se a preservação da saúde, dos direitos sociais e da assistência
social através da Fundação de Assistência e Previdência Social da empresa.
b) Prestar atendimento aos funcionários e familiares buscando a integração dos mesmos na
empresa, pois quando os funcionários trabalham satisfeitos, indiretamente produzem mais .
c) Discutir com os usuários quais são suas necessidades, quais são as suas demandas, e o
que precisa ser feito. Quais são os recursos que ele tem, o que está dificultando para ele ser
um cidadão e ter uma qualidade de vida cada vez melhor, buscando que os mesmos conheçam
os recursos existentes na comunidade e os seus direitos, para que ele tenha acima de tudo,
uma qualidade de vida, para que sua vida seja preservada.
Observam-se similaridades nos objetivos do Serviço Social nas duas empresas prestadoras de serviços, que se
caracterizam pela importância dada à melhoria da qualidade de vida, através da preocupação com a saúde dos
trabalhadores, que é entendida como direito social.
Já na empresa produtora de bens, percebe-se a preocupação com o aumento da produtividade através da integração dos
funcionários e familiares em todo âmbito institucional, ou seja, o empregado deve “vestir a camisa” da empresa. Esta
situação demonstra a presença marcante de traços ideológicos como a integração e a harmonia no ambiente de trabalho.
Em todas as empresas pesquisadas, observou-se a presença de sistemas de qualidade que estão ligados diretamente
aos “Programas de Qualidade Total”.
DRUCK (1999, p.55) destaca este fato:
Na perspectiva gerencial, transformar cada empregado em um parceiro, que interiorize as
metas e objetivos da empresa, concentrando esforços no aperfeiçoamento do trabalho,
buscando maior produtividade, racionalidade e redução de custos, a fim de que contribua para
a sobrevivência da empresa no mercado, é um desafio que tem assumido em muitos casos, a
forma de ameaça aos trabalhadores. De fato, já eles precisam preservar seus empregos, não
lhes resta outra alternativa, a não ser ‘cooperar' e se ‘envolver.
Nos anos 90, os programas de qualidade têm se mostrado com características muito mais ideológicas, pois agora existe
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um ambiente político mais favorávelpara serem aplicados tais programas, propiciando assim, a obtenção de resultados
positivos para as empresas.
2.2 As competências dos Assistentes Sociais descritas nos documentos
a) Existe uma descrição mínima de atividades (atendimento aos funcionários e familiares) no
plano de carreira, que é aprovado pelo tribunal de contas. Já o papel do Assistente Social é
determinado pelo RH.
b) Existe um regimento onde as competências dos Assistentes Sociais estão descritas, as
atribuições contidas no regimento são determinadas a partir de uma pesquisa que é feita para
investigar quais as atividades que estão sendo exercidas por mim, e conforme mudam as
atividades, muda também o regimento.
c) Existe um estatuto, pois todos os funcionários públicos têm ali definidos quais são as suas
atribuições. Dentro do que está definido pelo estatuto, nós, do setor de Serviço Social,
redefinimos nosso trabalho em cima das demandas que vão aparecendo. Temos flexibilidade
para estar atuando, codificando, dentro daquilo que o Assistente Social faz.
Os documentos que especificam as competências do Serviço Social nas empresas mostram-se sucintos e flexíveis.
A flexibilidade no trabalho e na produção são características essenciais dos Programas de Qualidade Total, pois facilitam
a externalização das atividades, através de contratos de trabalho domiciliar, contratação de terceiros (empresas e/ou
individuais), dentre outros.
Se por um lado a flexibilidade abre espaço para que o Assistente Social proponha suas idéias, por outro, abre espaço
também para a substituição do Assistente Social por outro tipo de profissional, se caso suas proposições não forem
condizentes com as metas da organização.
2.3 Projetos ou programas institucionais.
Todas as Assistentes Sociais entrevistadas trabalham executando projetos em diferentes áreas. No quadro abaixo,
demonstraremos as áreas de implementação dos projetos que estão atualmente sendo desenvolvidos pelas mesmas:
Quadro 1 – Área de implementação de projetos
Características das organizações Área de implementação dos projetos
Empresa de Economia Mista
Clima organizacional
Dependência química
Reintegração funcional
Motivação e relações sociais no trabalho
Empresa Privada
Integração de funcionários e familiares
Prevenção de acidentes
Pré-aposentadoria
Empresa Pública
Alcoolismo
Dificuldades física e sensorial
Perícia Médica
Fonte : Entrevistas com assistentes sociais, setembro/99.
Nas empresas que envolvem capitais privados, os Assistentes Sociais estão vinculados ao setor de Recursos Humanos.
Na empresa de economia mista, os projetos estão vinculados há um "programa maior" de Recursos Humanos que
abrange mais as relações de trabalho e a capacitação.
Já os projetos desenvolvidos pelo profissional que trabalha na empresa privada, apesar de também estarem ligados ao
setor de Recursos Humanos, não estão vinculados a "um programa maior" e são projetos tidos como típicos do Serviço
Social organizacional.
Na empresa pública, os projetos estão desvinculados dos Recursos Humanos e voltados mais para a área da saúde.
É importante salientar, que é dada grande importância na descrição dos custos nos projetos, como demonstra uma das
Assistentes Sociais entrevistadas:
Tudo que for fazer de novo tem que montar um projeto, porque este projeto só é aprovado
mediante planilha de custo. Deve ser um projeto bem objetivo e não precisa de fundamentação
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teórica nem pesquisa, pois o que importa para a diretoria são os custos. (Profissional inserido
na empresa "b")
Entretanto, não podemos ter estes projetos como as únicas formas de se trabalhar nestas empresas, porque nosso
estudo considerou apenas um dos Assistentes Sociais de cada instituição selecionada, pois o nosso propósito é identificar as
tendências que vem influenciando a prática do Serviço Social em empresas, e não apenas descrever atividades.
O quadro abaixo tem por objetivo ilustrar quem são os responsáveis pela aprovação e avaliação dos projetos propostos
pelos Assistentes Sociais.
Quadro 2 – Aprovação e avaliação dos projetos
Características das
organizações Tipos de projetos
Responsável pela
aprovação dos projetos
Responsável pela
avaliação dos projetos
Empresa de
economia
mista/prestadora
de serviços
Projetos que dependem
de liberação de verbas Diretoria
Coordenação de Serviço
Social e Equipe
envolvida no projeto
Projetos que dependem
apenas de recursos
institucionais
Gerente de Recursos
Humanos
Coordenação de Serviço
Social e Equipe
envolvida no projeto
Empresa
privada/produtora
de bens
Projetos que dependem
de liberação de verbas
Gerente de Recursos
Humanos e Diretoria
Gerente de Recursos
Humanos e Assistente
Social
Projetos que dependem
apenas de recursos
institucionais
Gerente de Recursos
Humanos e Diretoria
Gerente de Recursos
Humanos e Assistente
Social
Empresa
pública/prestadora
de serviços
Projetos que dependem
de liberação de verbas Diretoria
Diretoria, Usuários e
Equipe de Trabalho
Projetos que dependem
apenas de recursos
institucionais
Gerência imediata Gerência imediata,
Usuários e Equipe de
trabalho
Fonte : Entrevistas com assistentes sociais, setembro/99.
Observando o quadro acima, podemos identificar que todos os projetos elaborados pelos Assistentes Sociais dependem
da aprovação e avaliação de terceiros. É interessante observarmos também, que todos os projetos que dependem da
liberação de recursos em espécie têm que passar pela aprovação da diretoria.
2.4 As atividades desenvolvidas com maior freqüência pelos Assistentes Sociais nas organizações
Na empresa estatal de economia mista, as atividades desenvolvidas pelo profissional de Serviço Social dependem das
“conjunturas” que a empresa enfrenta. Como atualmente está ocorrendo terceirização de alguns setores desta empresa, o
Assistente Social está fazendo mais atendimento individualizado buscando o remanejamento (transferência para outro
cargo/setor) dos empregados.
O remanejamento dos funcionários acontece por dois motivos: um é a própria empresa que
está terceirizando processos então as pessoas querem trabalhar em áreas que não correm
riscos de serem terceirizadas; e o outro é em função da própria condição física do indivíduo
(saúde física e emocional). Esta atividade está ligada diretamente a produtividade e ao grau de
satisfação da pessoa no trabalho. É utilizado para desenvolver esta atividade os seguintes
instrumentos: entrevistas; reuniões com gerências ou com quem vai fazer remanejamento;
informativo do RH que descreve os cargos disponíveis; e um programa que nós chamamos de
empregabilidade, onde as pessoas se inscrevem informando o ramo de atividade que ela
gostaria de mudar, é avaliado seu potencial, e, conforme surgem vagas ela pode ser
remanejada. (Profissional inserido na empresa "a")
Os atendimentos individualizados prestados pelo Assistente Social estendem-se, também, às pessoas com problemas de
dependência química e nos casos de aposentadoria. Os trabalhos com grupos de funcionários para aplicação de clima
organizacional têm uma programação acertada com a gerência, pois abrangem toda a região que ele atende. Todas as
atividades realizadas pelo referido profissional buscam a melhoria das relações sociais no trabalho.
O profissional que trabalha na empresa privada realiza com mais freqüência atividades ligadas ao atendimento
individualizado como: orientações sobre leis trabalhistas, encaminhamentos para profissionais de outras áreas e atendimento
a familiares de funcionários.
Tem importância este tipo de atividade, porque a empresa valoriza muito o funcionário.
(Profissional inserido na empresa "b")
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O profissional também é responsável pela administração de quase todos os benefícios oferecidos pela empresa
(transporte, assistência médica e assistência odontológica), ele faz os pagamentos às outras empresas que mantém
convênio, ouve as reclamações dos funcionários sobre algum benefício que não foi prestado satisfatoriamente e cuida de
toda parte burocrática.
O Assistente Social atuante na rede pública realiza com mais freqüência as atividades ligadas a grupos de alcoolistas.
Portanto, além destas atividades, existe uma planilha de atividades que engloba o plantão (atendimento individual) e as
atividades ligadas aos demais projetos.
É importante observarmos que dos três profissionais entrevistados, dois deles realizam com maior freqüência atividades
ligadas ao atendimento individual e, apesar do outro profissional realizar com maior freqüência trabalhos com grupos, realiza
também atendimento individual quando fica de plantão.
2.5 O trabalho em equipe
Nos três ambientes de trabalho pesquisados, os profissionais de Serviço Social estão inseridos em equipe interdisciplinar
e/ou multidisciplinar. No quadro abaixo, demonstraremos como é o relacionamento entre os profissionais envolvidos em
trabalhos em equipe e como se dá a comunicação entre os mesmos.
Quadro 3 – Relacionamento entre os diferentes técnicos envolvidos em trabalhos em equipe
Características das
organizações
Visão dos demais técnicos em
relação ao Serviço Social
Sistema de comunicação entre os
profissionais envolvidos em
trabalho em equipe
Empresa de
Economia Mista
Os outros técnicos respeitam o
trabalho do Assistente Social
O sistema de comunicação se dá
através de reuniões, contatos
telefônicos, faz, e-mail, conversas
informais e reuniões
Empresa Privada
Todos os demais técnicos
conhecem e respeitam o
trabalho do Assistente Social
A comunicação é através de e-mail,
telefone, poucas e rápidas reuniões e
conversas informais
Fonte : Entrevistas com assistentes sociais, setembro/99.
Podemos notar que nas duas empresas que envolvem capital privado, os técnicos das outras áreas conhecem e
respeitam o trabalho desenvolvido pelo Assistente Social, já na empresa pública, os diferentes técnicos não só respeitam
como valorizam o trabalho feito pelo profissional de Serviço Social.
2.6 Mudanças no espaço ocupacional
a) Desde que entrei nesta empresa houveram muitas mudanças, pois o Serviço Social passou
da Fundação de Assistência e Previdência Social da empresa, para um trabalho de
desenvolvimento de pessoas junto ao Recursos Humanos e depois, da administração de
benefícios para desenvolvimento e gestão de pessoas no RH.
b) Sempre tem coisas novas. Nos últimos 5 anos o que mais mudou foi no que diz respeito a
rapidez e desburocratização do trabalho, mudanças estas, provenientes do uso da informática.
Houve também mudanças de comportamento das pessoas para se enquadrar no ISSO 9.000.
Com a globalização, a empresa tem que se enquadrar às exigências dos clientes de diferentes
países, pois cada país tem um padrão de preferência diferente. Foram feitas exigências como:
só poder comer no refeitório e no auditório; não poder fumar nas dependências da empresa;
mandaram fechar todas as portas e janelas, ficando os funcionários expostos ao calor e só
tendo visibilidade pela vidraça. Isso tudo é porque os consumidores exigem. É interessante
como a globalização mexe com a vida dos funcionários, pois os clientes observam tudo.
Trabalhamos também com a ISSO 14.000, que é a que defende o meio ambiente, então o
esgoto produzido pela fábrica é tratado e depois é feito análise para medir o nível de
despoluição.
c) Quando iniciei era um trabalho mais de abordagem individual e a relação era entre a chefia,
o usuário e alguns órgãos. Desde 82 estamos trabalhando com equipe interdisciplinar, em
abordagem preventiva e terapêutica. O enfoque na abordagem individual, hoje é realizado
apenas nos plantões e a carga horária é bem menor. Isso nos possibilitou muito crescimento,
enquanto profissional e também enquanto resultado para a população que a gente atende. O
resultado do nosso trabalho está sendo muito maior para a população.
Podemos observar nos depoimentos, que os profissionais que atuam em empresas onde circulam capitais privados,
percebem as principais mudanças no âmbito de gerenciamento de pessoas, já o profissional da rede pública dá ênfase ao
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tipo de abordagem empregada no relacionamento com seus usuários.
Vale a pena lembrarmos o que Gentilli (1998, p.139) fala sobre o assunto:
...os profissionais do campo privado, há sinalizações para uma posição menos imobilista.
Neste, os profissionais acenam para a possibilidade de criação de alternativas de ação que
superem as atuais funções práticas da profissão. Os profissionais assinalam a necessidade de
se conduzirem com eficiência e eficácia no desempenho de seu papel profissional de
problematizar as políticas sociais, não só em função das demandas dos usuários; das questões
postas pela conjuntura e pela formação profissional; mas também respondendo a demandas do
empregador por controle e disciplina da força de trabalho, no processo produtivo. É inevitável
reconhecer que os ditames da mediação social são melhor compreendidos pelos profissionais
que atuam no campo empresarial.
 Talvez, este diferencial no que tange às percepções de mudanças no espaço ocupacional, seja devido ao fato dos
profissionais atuantes nas empresas de economia mista e privada estarem ligados diretamente aos Recursos Humanos,
podendo assim, perceber com mais clareza as mudanças na produção e nas formas de gerenciamento. Em contrapartida o
profissional atuante na organização pública demonstra uma maior preocupação com os serviços prestados aos usuários.
2.7 Mudanças nas demandas dos profissionais
Foi perguntado aos Assistentes Sociais, se as mudanças que vêm ocorrendo no mundo do trabalho, afetaram ou não as
demandas que estão sendo postas em seu cotidiano. O quadro abaixo demonstra os tipos de alterações percebidas pelos
profissionais sujeitos da pesquisa:
Quadro 4 – Tipos de mudanças ocorridas nas demandas dos Assistentes Sociais
Características das
organizações Tipos de usuários Tipos de problemas
Empresa de
Economia Mista
Os usuários são os
mesmos
As pessoas estão tendo mais problemas de
ordem emocional e relacionamento interpessoal
Empresa Privada Os usuários são osmesmos
Surgiram novos problemas como: alcoolismo,
drogas e principalmente problemas financeiros
Empresa Pública Os usuários são osmesmos
Aumentou o número de pessoas hipertensas,
stressadas e com problemas de ordem emocional
Fonte : Entrevistas com assistentes sociais, setembro/99.
O quadro demonstra que, apesar dos usuários serem os mesmos (funcionários das empresas onde os profissionais
trabalham), os problemas aumentaram principalmente no que tange à saúde emocional, às pressões sociais e ao estresse.
Constatamos em todas as empresas pesquisadas, traços marcantes de concepções utilizadas pelo "Modelo Japonês de
Administração" que procura, a qualquer custo, otimizar os recursos e para se obter produtos com qualidade, pois como
demonstra DRUCK (1998, p.55):
Há uma tendência de os trabalhadores procurarem ‘mostrar serviço e dedicação' para garantir
a sua permanência na empresa; é a cooperação forçada obtida sob a ameaça de serem
demitidos ou terceirizados. No entanto, cabe observar que esta ‘adesão' obtida pela
‘força/coerção' não deve assegurar o envolvimento necessário, a motivação para cooperar oua
identificação com a empresa.
Esta "cooperação forçada", citada pela autora, faz com que os trabalhadores vivam constantemente num clima de tensão
que se materializa através de todos os tipos de problemas/doenças demonstradas pelos Assistentes Sociais entrevistados.
Vale a pena considerarmos o que o Assistente Social empregado da empresa de economia mista ("a") citou como uma
nova forma de atender às problemáticas vivenciadas em seu dia-a-dia:
Uma nova ação do Serviço Social é a educação continuada, o desenvolvimento de pessoas,
equipe interdisciplinar, inserção nos recursos humanos para trabalhar a qualidade de vida, a
auto-gestão, o desenvolvimento e a empregabilidade. Anterior a isso era mais ações voltadas
para possíveis resoluções de problemas.
Todas as ações supracitadas pelo profissional vêm de encontro com as preocupações dos "Programas de Qualidade
Total", que buscam através de uma suposta democracia divulgada pelo favorecimento da participação dos trabalhadores nos
processos de decisões, desenvolver e utilizar todas as potencialidades dos funcionários, pois só assim esse trabalhador
conseguirá manter sua "empregabilidade".
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2.8 As expectativas dos profissionais com a virada do milênio
a) Considerando que o Assistente Social tem habilidade e competência em trabalhar com as
pessoas, formando vínculos, parcerias e mediações, ele deve, através do processo de
educação continuada, da auto-gestão e do treinamento e desenvolvimento de pessoas,
despertar a consciência crítica para que as elas busquem seus direitos e resgatem sua
cidadania. O Assistente Social tem que procurar realizar ações em nível macro.
b) Tem que saber muito sobre informática e sobre como lidar com a informatização.
c) Temos que procurar resgatar a nossa profissão, mostrando que o Serviço Social pode fazer
muitas coisas para contribuir com a instituição, procurando, cada vez mais, modificar aquele
serviço assistencialista, da ajuda. Temos que mostrar para as pessoas que nós temos uma
capacitação técnica, uma formação, que nós não saímos do nada, pois temos todo um
respaldo teórico e metodológico referendando a nossa prática. Temos que divulgar nosso
trabalho.
A fala do Assistente Social que trabalha na empresa de economia mista ("a"), demonstra fortes traços ideológicos que
"misturam-se" com a ética da profissão e com as exigências da forma de gerenciamento desenvolvida pela organização, ou
seja, através da criação de programas de treinamentos voltados para a requalificação do trabalhador, cujos conteúdos
enfocam aspectos técnicos e comportamentais, capazes de conformar um novo perfil da força de trabalho. (CESAR, 1998,
p.120)
Assim, se caso o funcionário for demitido, ele terá qualificação suficiente para "encontrar um novo emprego", é neste
sentido que o profissional refere-se a ações de nível macro, ou seja, ações que extrapolam o ambiente organizacional.
O Assistente Social que trabalha na empresa privada salienta que, mais do que nunca, as pessoas têm que saber lidar
com a informatização, pois ela (informática) estará presente, no próximo milênio, em todos ambientes organizacionais.
Neste sentido, mostram-se os dados que, em termos relativos, aqueles que se encontrassem
em posição desvantajosa tenderiam a perder ainda mais, ocorrendo o contrário a medida que
se verificasse a ascensão na hierarquia ocupacional. (LARANGEIRA, 1999, p.194)
A posição desvantajosa citada pela autora, refere-se à pouca qualificação de um trabalhador desempregado que é vista
como mais um obstáculo que dificultará sua inserção no mercado de trabalho.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com estudos mais aprofundados sobre o Serviço Social na área organizacional e as novas tecnologias e formas de
gerenciamento/organização dos trabalhadores que permeiam o mundo do trabalho, percebemos que todo fazer profissional,
neste campo, está estreitamente vinculado a um complexo de determinações que não podem ser analisadas isoladamente.
Neste trabalho abordamos algumas dessas determinações como: as características diferenciadoras das
organizações/empresas; os rebatimentos das inovações tecnológicos nos ambientes de trabalho; e a evolução das teorias da
administração no que diz respeito às estratégias patronais de gestão-organização das atividades produtivas.
Quanto às características que diferenciam as organizações/empresas, observamos que os tipos de serviços ou produtos
produzidos por estas, não são mais fatores rígidos de classificação, pois, atualmente, a maioria das empresas que
tradicionalmente dedicavam-se exclusivamente à produção já prestam algum tipo de serviço a seus clientes ou fornecedores.
A diferenciação fundamental que constatamos está relacionada ao tipo de capital que permeia no interior dessas
organizações/empresas, ou seja, é o tipo de capital (público, privado ou misto) que determina o tipo de estratégias tomadas
pelos seus dirigentes.
Independente do tipo de organização, a tecnologia se faz presente mesmo que seja em apenas um de seus setores,
imprimindo a necessidade dos trabalhadores estarem “familiarizados” com as mesmas, pois caso isso não ocorra, é
inevitável que o trabalhador corra o risco de perder seu emprego.
O mundo do trabalho já esteve pautado em diversas teorias advindas da administração. Como o taylorismo que, atrelada
à utilização intensa da maquinaria, busca disciplinar e separar as atividades física e mental nos locais de trabalho em troca
de prêmios e bons salários à seus empregados. Ou o fordismo que dando ênfase na divisão do trabalho através do uso das
máquinas-ferramentas mais especializadas como a esteira rolante, permitiu reduzir o esforço humano acarretando também
uma especialização fragmentada do trabalho e perda das habilidades genéricas dos trabalhadores.
Portanto, as teorias que permeiam o mundo organizacional atualmente são as que expressam a superação dos modelos
autoritários taylorista e fordista, ligadas à qualidade total que, hoje, adotam princípios com fortes traços ideológicos como:
cooperação, harmonia, confiança e comprometimento; e a reengenharia, que também permite aos empregados maior
“autonomia de decisão”, porém com maior racionalidade gerencial e distribuição de informações para que se aumente a
rapidez e a produtividade nas organizações.
Por último verificamos através da pesquisa exploratória que em Londrina as maneiras dos profissionais operarem não
são muito diferentes das adotadas pelos Assistentes Sociais das demais regiões do país porque, como a maioria das
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empresas, as organizações/empresas pesquisadas adotam as estratégias que estão sendo mais difundidas na atualidade,
como os Programas de Qualidade Total e a Reengenharia.
Assim, os profissionais sujeitos da pesquisa, sofrendo influencias das novas teorias, vêm através de trabalhos como: a
educação continuada, a integração dos funcionários e familiares nos locais de trabalho, a busca da qualidade de vida, e o
remanejamento de funcionários, atender as requisições feitas pelos seus ambientes de trabalho.
É importante ressaltar também, que estes profissionais expressam preocupação com os direitos sociais de seus usuários,
mais de uma forma não tão militante como os profissionais que trabalharam nesta mesma área na década de 80.
Em suma, para atender as requisições feitas pelo mercado de trabalho é preciso entender que em nossa profissão é
importante investirmos em aperfeiçoamento, pois só assim estaremos aptos para trabalharmos com as novas situações
postas em nosso cotidiano, para que possamos legitimar nossa prática profissional e preservar nossos espaços de atuação.Bibliografia
CAMPELLO, Lúcia Maria Freire. Serviço social organizacional : teoria e prática em empresa. São Paulo: Cortez, 1983.
CESAR, Mônica de Jesus. Serviço social e reestruturação industrial: requisições, competências e condições de trabalho
profissional. In: MOTA, Ana Elizabete (org.). A nova fábrica de consensos . São Paulo: Cortez, 1998. p. 115-148.
DRUCKER, Peter Ferdinand. Administrando para o futuro : os anos 90 e a virada do século. 5. ed. São Paulo: Pioneira,
1996.
GENTILLI, Raquel. Representações e práticas: identidade e processo de trabalho no Serviço Social. São Paulo: Veras,
1998.
LARANGEIRA, Sonia M. G. Fordismo e pós-fordismo. In: CATTANI, Antonio David (org.). Trabalho e tecnologia: dicionário
crítico. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1999. p. 89-93.
_______. Programa de qualidade total. In: CATTANI, Antonio David (org.). Trabalho e tecnologia: dicionário crítico. 2. ed.
Petrópolis: Vozes, 1999. p. 183-190.
NETO, José Paulo. Capitalismo monopolista e Serviço Social. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1996, p. 15-16.
NORMANN, Richard. Administração de serviços: estratégia e liderança na empresa de serviços. São Paulo: Atlas, 1993.
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