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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP 
CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
IRIA STANGE TREMÉA RA: 4759896135
PAULO ROBERTO DOS SANTOS LIMA RA: 5312953809
TATIANA APª DA SILVA DE OLIVEIRA RA: 3832697848
VLADIMIR DE SOUZA RA: 5399897244
EDUCAÇÃO ESPECIAL
 
JARAGUÁ DO SUL / SC
2015
UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP 
CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
IRIA STANGE TREMÉA RA: 4759896135
PAULO ROBERTO DOS SANTOS LIMA RA: 5312953809
TATIANA APª DA SILVA DE OLIVEIRA RA: 3832697848
VLADIMIR DE SOUZA RA: 5399897244
EDUCAÇÃO ESPECIAL
 
Atividade de Prática Supervisionada (ATPS) da disciplina: Educação Especial do Curso de Pedagogia da Universidade Anhanguera – UNIDERP. Apresentado como requisito parcial de avaliação sob a orientação das tutoras: a distância: Mestre Adriana da Silva Ramos de Oliveira e presencial: Kély Cristina Zimmermann.
JARAGUÁ DO SUL/ SC 
2015
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................4
1)ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL.......................................5
2)CARACTERIZAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS.................................................................................................................................8
3)FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO FUTURO PEDAGOGO QUE ATUARÁ EM ESPAÇOS EDUCATIVOS INCLUSIVOS...............................................................................9
4)RELACIONE A PESQUISA REALIZADA NESTE DESAFIO COM AS DISCUSSÕES LEVANTADAS PELO LIVRO-TEXTO DA DISCIPLINA..................................................10
CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................13
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................14
INTRODUÇÃO
Considerando que a heterogeneidade da sociedade, percebe-se pelas observações das características de cada um, tanto na igualdade, quanto nas diferenças. Nos propomos através desse trabalho, analisar o conceito de educação inclusiva, suas características, pesquisar algumas escolas cientificas e comparar as principais tendências filosóficas, apresentamos nossas visões e interpretações dos aspectos relevantes do tema em tela. Consideramos que o tema é latente e dinâmico, e não se esgota com estas poucas linhas. 
O tema educação inclusiva é de tamanha envergadura que precisa de pesquisa constante e aprofundada devido a sua importância numa sociedade que tem no preâmbulo constitucional um dos princípios: todos são iguais perante a lei.
ETAPA 1 - ASPECTOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR E AS POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
O processo de integração pode ser definido “como aquele que tem por objetivo incorporar física e socialmente as pessoas portadoras de deficiência, afim de usufruírem dos bens socialmente produzidos, habilitando-as, oferecendo-lhe os instrumentos contemporâneos para o exercício da cidadania  (Freire, 1997 apud Machado, 1988, p. 13)."Kaufman, Gottlicko ,Agord, Kukic (1975 apud Pereira, 1980, p. 3-5), apontam três elementos básicos que contribuem para sistematizar e orientar atitudes educacionais no sentido de integração do PNE no ambiente escolar. 
O primeiro passo é a Integração Temporal, que é a convivência dos PNE com os companheiros não PNE na classe de aula regular, realizada de forma gradativa e bem preparada. Isso pressupõe a preparação do aluno e do ambiente, da classe, da escola, de toda administração da escola para receber o aluno. Integração Instrucional, ter condições na sala para facilitar o processo de ensino aprendizagem. As características do PNE sempre devem ser de acordo com o que é oferecido às crianças que frequentam as classes comuns. Vai depender também da boa vontade e da habilidade do profissional (professor) da classe regular, querer modificar se atualizar no processo de trabalho que seja adequado as necessidades do aluno. Essa aproximação gradativa os dois tipos de atendimentos, está definindo o sentido “cascata”, de gradação, de progresso, para que o (PNE), lentamente, consiga os mecanismos de integração dentro do nível que ele puder alcançar. O sentido cascata para Montoan (1998 a,p.99) se traduz por uma estrutura que “...deve favorecer o ‘ambiente o menos restritivo possível’, dando oportunidade ao aluno, em todas as etapas da integração. Montoan (1998 b, p. 5) acrescenta que o sentido cascata , “...trata-se de uma concepção de integral parcial porque prevê serviços segregados que não ensejam o alcance dos objetivos da normalização. Trata-se de uma alternativa em que tudo se mantém, nada se questiona do esquema em vigor. Essas características do processo de integração nos remete ao modelo médico da deficiência, que de acordo com Sassaki  (1997, p. 28) "Tradicionalmente, a deficiência tem sido visto como um problema do indivíduo e, por isso, o próprio indivíduo teria que se adaptar à sociedade ou ele teria que ser mudado por profissionais através da reabilitação ou cura. Portanto, segundo este modelo, “a pessoa deficiente é que precisa ser curada, tratada, reabilitada, habilitada etc... a fim de ser adequada à sociedade como ela é sem maiores modificações. Em 1990, aconteceu a Conferência Mundial sobre Educação para Todos. Nesta conferência, as nações unidas garantiam a democratização da educação, independentemente das diferenças particulares dos alunos. Foi a partir desta conferência que o movimento da educação inclusiva começou a tomar força. Em junho de 1994, em Salamanca, na Espanha, ocorreu a Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade. Nesta conferência reuniram-se mais de 300 representantes de 92 governos e 25 organizações internacionais com objetivo de:   "promover a Educação para Todos, analisando as mudanças fundamentais de políticas necessárias para favorecer o enfoque da educação integradora, capacitando realmente as escolas para atender todas as crianças, sobretudo as que têm  necessidades especiais.  (Declaração de Salamanca, 1994, p.5). "A conferência aprovou a Declaração de Salamanca, que expõem princípios, políticas e prática das necessidades educativas especiais e uma linha de ação. Por este documento firma-se a urgência de ações que  transformem  em  realidade  uma educação  capaz de reconhecer as diferenças, promover a aprendizagem e atender as necessidades de cada criança individualmente. Pela importância desta declaração para o movimento de educação dos PNE, destacaremos a seguir alguns pontos desta Declaração que norteiam ações humanas, na organização de uma educação inclusiva: A Declaração de Salamanca ratifica que a origem do conceito de educação inclusiva são as estratégias estabelecidas, em 1990, na “Conferência Mundial sobre Educação Para Todos”. A declaração defende que toda criança têm direito à educação e ao acesso aos conhecimentos. E que as escolas devem acolher todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüisticas ou outras. Destaca-se que uma pedagogia centrada na criança, deve partir do princípio de que todas as diferenças humanas são normais e, portanto, a aprendizagem deve ajustar-se às necessidades de cada criança, e não o contrário. Que a experiência de muitos países demonstra que a inclusão dos PNE  é alcançada, de uma forma mais eficaz, em escolas integradoras para todas as crianças de uma comunidade, mas que, para ter êxito, requerem um esforço comum, não só dos professores e do pessoal restante da escola, mas também dos colegas, pais, famílias e voluntários. Diz que o  princípio fundamental que rege as escolas integradoras é de que todas as crianças, sempre que possível, devem aprender juntas, independentemente de suas dificuldades e diferenças.Destaca que as crianças PNE devem receber todo apoio  adicional necessário para garantir uma educação eficaz. Indica que o planejamento oficial da educação deveria centrar-se na educação de todas as pessoas de todas as regiões do País e de qualquer condição econômica. Que a criação de escolas inclusivas, requer a  formulação  de políticas claras e  decisivas  de  inclusão e um adequado financiamento; lançamento de programas educativos; programas de orientação e formação profissionais e os necessários serviços de apoio. Afirma que os programas de estudos devem ser flexíveis e adaptados às necessidades da criança e não o contrário. Acrescenta que a instrução deve ser relacionada com a própria experiência dos alunos e com seus interesses concretos, para que assim se sintam mais motivados. Proclama o direito dos estabelecimentos escolares em criar procedimentos de gestões mais flexíveis, remanejarem os recursos pedagógicos, diversificar as opções educativas, facilitar a mútua ajuda entre crianças, ajudar alunos que experimentem dificuldades e estabelecer relações com pais e a comunidade. 
De acordo com Sassaki (1997, p. 41) a inclusão social pode ser conceituada como "o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos. De acordo com Mantoan ( 1997, p. 145) A noção de inclusão não é incompatível com a integração, porém institui a inserção de uma forma mais radical, completa e sistemática. À luz deste processo, as instituições são desafiadas a serem capazes de criar programas e serviços internamente e / ou de buscá-los em entidades comuns da comunidade para melhor atenderem os PNE.  Mas, ainda é preciso esclarecer que  neste final de século, estamos vivendo a fase de transição entre a integração e a inclusão Ainda outras pessoas utilizam apenas a palavras integração, tanto num sentido como noutro (de integração e de inclusão), nunca usando os termos “inclusão” e “integração total (ou plena)”. Há também pessoas que utilizam indistintamente os termos integração, integração total (ou plena) e inclusão, ou seja, como se fossem sinônimos, todos significando uma única coisa - inserção da pessoa deficiente preparada para conviver na sociedade. Portanto a inclusão é a inserção da pessoa PNE no ambiente escolar e social, tendo estes que se adequarem às necessidades daquele. O que se pode ver ainda, barreiras, resistência de muitas instituições especializadas, a mudança de qualquer tipo. Há ainda muita ignorância por parte dos pais em relação a deficiência dos filhos, principalmente a mental. O que ainda falta é o apoio de todos para ter um ensino de qualidade. 
ETAPA 2 - CARACTERIZAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS
A idéia de uma sociedade inclusiva se fundamenta numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade e a pluralidade, tornando-a característica inerente à Constituição de qualquer sociedade. Portanto, partindo deste princípio - e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos -, observa-se a necessidade de garantia ao acesso e á participação de todos a todas as oportunidades, independentemente de suas particularidades.
Para que a igualdede seja real, isto é, aconteça de fato, ela necessita ser relativa. Isto significa que as pessoas são diferentes, têm habilidades diversas e o cumprimento da lei exige que a elas sejam garantidas as condições apropriadas de atendimento ás peculiaridades individuais de forma que todos possam usufruir as oportunidades existentes. Há que se enfatizar, aqui, que tratamento diferenciado não se refere á instituição de privilégios, e sim, á disponibilização das condições exigidas pelas peculiaridades individuais.
A charge, para uma seleção justa, todo mundo deve fazer o mesmo exame: - por favor subam na árvore. Como vamos fazer um elefante, uma foca, um cachorro, um peixe e um pinguim subir numa árvore? O único beneficiado será o macaco e o passarinho, se assim entenderem a ordem de subir. 
Como formadores devemos ter muita cautela na hora de elaborar-mos uma atividade para com os nossos alunos. Cada aluno aprende de forma diferente e sendo especial devemos analizar se há condições de realizar esta atividade.
 A cantora Preta Gil (com a música Ser diferente é normal) e Adriana Calcanhoto (música Ciranda da Bailarina) nos fazem refletir que somos todos especiais e diferentes, temos muitos defeitos e qualidades, e daí ser diferente é normal.
Com um aluno especial ou diferente, temos muito que aprender a respeitar os seus limites, e ele nos ensina como devemos ser solidários e o quanto são capazes de produzir algo que nós, normais, não conseguimos realizar. 
Devemos sempre lembrar que somos únicos, cada um tem seu jeito especial de ser, já pensou, sempre tudo igual? Tá na hora de ir em frente: ser diferente é normal.
Em muitas situações, a pessoa com necessidades especiais nos superam com tanta força, garra e vontade de conseguir o seu objetivo, exemplo disso são as pará-olipíadas onde cada medalha é muito comemorada.
ETAPA 3 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO FUTURO PEDAGOGO QUE ATUARÁ EM ESPAÇOS EDUCATIVOS INCLUSIVOS
A transformação criadora de uma educação inclusiva é um dos grandes desafios da educação de hoje, porque imputa à escola a responsabilidade de deixar de excluir e de educar a diversidade dos seus públicos, numa perspectiva de sucesso de todos e de cada um, independentemente da sua cor, raça, cultura, religião, deficiência mental, psicológica ou física. Muitos são contra a inclusão social, acreditando ser impossível uma escola inclusiva nos termos defendidos pelo poder instituído. Costumam usar um discurso politicamente correto, mas suspeito, muitas vezes deixam este aluno com monitores e pedem para que eles saiam da sala de aula para poder passar conteúdo para os demais considerados normais.
O professor, deve saber colocar-se em sala de aula , usando as situações do cotidiano, buscando resolver os problemas indiferente da comunidade educacional, criando a autonomia necessária para os alunos agir e tomar decisões , deixando de ser dependente do saber, ditado pelos outros, deixando de ser aquele que utiliza para ser aquele que cria o saber próprio. A investigação/ação/reflexão, serve como produtora de conhecimento sobre a realidade, constituindo-se como um processo de construção de novas realidades sobre o ensino, pondo “a mesa” as maneiras de pensa re que agir das comunidades educativas. O professor ao questionar-se e provocar o questionamentos junto aos contextos educacionais de aprendizagens exercitando suas práticas numa qualidade dialética ação/reflexão, contínua e sistemática, externa seu mister e produz educação com fundamentação social.
Ao partilhar suas ações com os alunos e trocando com seus pares no sentido de compreender o ensino a aprendizagem, visando encontrar respostas pertinentes e aguardadas à realidade em que trabalha, desencadeia um processo dinâmico, motivador, inovador e responsável dos vários elementos do processo educativo. Cabe aos alunos e professores respeitar o aluno especial, elogiar sempre as suas atividades, mesmo não sendo corretas, para estimulá-lo e valorizar o seu esforço e se sentir muito importante no meio de todos. Muitas vezes o aluno especial é submetido á discriminação, e convivem com as mais variadas situações. As quais vão de episódios cômicos, até as formas de discriminação mais contundentes, como requintes de crueldade. O professor parafraseando STENHOUSE, (1995) encontra com a eficiência no processo educativo a (...) chave para nos tornarmos profissionais autônomos, residindo na disposição e capacidade do professor, para se dedicar ao estudo do seu próprio modo de ensino e para testara eficácia das suas práticas.
Defende-se a entrada dessas pessoas na escola regular, o mesmo sistema não lhe dá chances de uma aprendizagem e desenvolvimento intelectual verdadeiro e significativo, posto que a precariedade das escolas, dia a dia alimentada pela classe hegemônica, é um truísmo retumbante. Soa ridículo pensar em uma escola inclusiva numa sociedade excludente, dominada pelo Capital e seus interesses malévolos.
 Para uma inclusão social, é de suma importância a formação continuada dos professores, assim iram conseguir estimular os seus alunos especiais a ter melhores condições de aprendizagem, , aplicando seus conhecimentos convencidos nas leituras e interpretações da realidade, legitima-se nas estratégias do processo ensino e aprendizagem. 
ETAPA 4 - RELACIONE A PESQUISA REALIZADA NESTE DESAFIO COM AS DISCUSSÕES LEVANTADAS PELO LIVRO-TEXTO DA DISCIPLINA
A educação inclusiva tem sido caracterizada como um ”novo paradigma”, que constitue pelo apreço à diversidade como condição a ser valorizada, pois é benéfica á escolarização de todas as pessoas. Respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem de cada indivíduo. Esta é uma batalha de muitos anos, onde sempre houve desigualdade social, as pessoas menos favorecidas eram sempre as mais esquecidas.
O professor deve ser sensível à diversidade da classe, da comunidade, da sociedade em que convive, partindo da premissa de que a diversidade é uma grandeza potencial á explorar, buscando conhecer os seus alunos, do ponto de vista pessoal e “sócio antropológico,” (STOER E CORTEZÃO, 1997) refletindo sobre as características pessoais e sócio cultural como referência ao seu saber pedagógico, adequando sua prática educacional às características, interesses, saberes e problemas dos alunos, vai desencadear atitudes reflexivas e também críticas sobre ensino e aprendizagem e sobre as condições do processo de aprendizagem não permitindo a educação bancária como retrocesso e inadequação educativa. O professor deve estimular o trabalho cooperativo, a intervenção em parceria, a aprendizagem com os pares e ímpares, mobilizando para o agrupamento heterogêneo e o ensino efetivo, florescendo a tão sonhada diferenciação pedagógica inclusiva.
Precisamos transformar todos os atores da educação em protagonistas e testemunhas na construção de estratégias paralelas ao ensino regular, no sentido de recuperar os considerados menos capazes. A diferenciação pedagógica inclusiva parte da diversidade, em função, de um grupo heterogênico com ritmos e estilos de aprendizagem diferentes. É aprender no grupo e com o grupo, em situações de verdadeira aprendizagem cooperativa, e responsável. É organizar o espaço e o tempo em função das atividades para aprendizagens a realizar. É implicar os alunos na construção dos saberes a realizar. É abrir a escola a uma socialização do saber entre os alunos, pais ou responsáveis e os professores potencializando o conhecimento e o discernimento da comunidade em seus saberes críticos e dinâmicos.
Também devemos considerar a interação social como potencialidades entre pares e ímpares, indo muito mais além da simetria ou assimetria cultural, pois, o progresso se verifica no par mais competente e comunicativo e mais introspectivo. 
O pregresso educativo não se resume somente no domínio cognitivo, mas também na socialização, na modificação das atitudes acadêmicas e afetivas. Aprendizagem com os pares (alunos) bem conduzida revela-se uma estratégia quase indispensável numa escola que se quer que todos e para todos, onde todos possam aprender com os instrumentos que se tem, onde todos devem ir o mais longe possível, utilizando seu perfil de aprendizagem que pode ser igual ou diferente do seu colega e mesmo professor. Entendemos que a escola foi criada não somente para ensinar, ela tem o dever de educar e de socializar, através do processo ensino e aprendizagem. As boas aprendizagens são efetivas com expectativas altas, com umas devolutivas oportunas, adequadas e pertinentes com ações educativas controladas e bem avaliadas. 
Na LDB 96 e na Res.2/01, a educação especial é definida como uma modalidade de educação escolar, em parte da literatura especializada e em documentos produzidos pela Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (Seep/MEC), entende-se que o serviços de educação especial devem ser parte integrante do sistema educacional brasileiro, e sua oferta deve ‘garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, em todas as etapas e modalidades da educação básica’ (Brasil,parecer CNE/CEB nº 17 de 2001).
O ensino escolar brasileiro continua aberto a poucos, a inclusão social tem sido mal compreendida, principalmente no seu apelo a mudanças nas escolas comuns e especiais. As escolas não estão preparadas para receber os alunos especiais, com essas mudanças os professores muitas vezes estão despreparados para oferecer condições de proseguir os estudos aos alunos especiais segundo a capacidade de cada um. Tanto as escolas especiais quanto as comuns precisam se reorganizar e melhorar o atendimento que dispensam a seus alunos.
Alguns autores sustentam:
Vale sempre enfatizar que, a inclusão de indivíduos com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino, não consiste apenas na sua permanência junto aos demais alunos, nem na negação dos serviços especializados á aqueles que deles necessitem. Ao contrário, implica uma reorganização do sistema educacional, a que acarreta a revisão de antigas concepções e paradigmas educacionais na busca de se possibilitar o desenvolvimento cognitivo, cultural e social desses alunos, respeitando suas diferenças e atendendo às suas necessidade. “ (Glat e Nogueira, 2002, p 26)
Com a inclusão social é de extrema importância em que os educadores continuem em sua formação, pois é através dela que iram conseguir novas propostas e práticas de ensino para responder às características de seus alunos, devem ter visão crítica do que está sendo exigido de cada aluno, incluindo aquelas evidências pelos alunos com necessidades educacionais especiais. Os educadores, profissionais da aprendizagem, devem transformar suas salas de aula em espaço prazeroso onde, tanto eles, quanto os alunos, sejam “cúmplices “ de uma aventura: o aprender, o aprender a aprender e aprender a pensar, se façam presentes. A criatividade do professor, somada á sua convicção de que a aprendizagem é possível para todos, certamente removerá os obstáculos que tantos alunos têm enfrentado.
 Consideramos que os alunos com necessidades especiais tem necessidades de um programa educativo adaptado, às suas especificidades, desenvolvido junto com seus colegas, considerando a igualdade entre os iguais e a diferença entre os diferente, mensurando os limites individuais.
Fonte: Fotos tiradas do Google imagens
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação inclusiva é o grande desafio de todos os que trabalham em educação. No mundo do individualismo e da competição individual nefasta, que abandona muitas vezes a ética coletiva. É muito difícil pensar e falar numa sociedade mais humana.
Esta quase incapacidade de assumir e integrar a diferencia, a nossa e a dos outros, com profundas raízes culturais tem sido, ao longos do tempos, o fator desencadeador das enormes atrocidades cometidas aos “diferentes.” A tendência normalizadora da sociedade, e as normatizações legais tem marginalizado e ainda continua a excluir uma boa fatia dos seus cidadãos, sempre em nome dos grandes princípios que dão grandes oportunidades aos que os estimulam.
Mas se de diferença se fala, a diferença estará certamente na capacidade de refletir sobre tudo e concluirmos que devemos agir de maneira diferente com a nossa, e a diferença dos outros.
Uma metodologia centrada numa nova perspectiva nos permitirá operacionalizar uma diferenciação curricular e pedagógica inclusiva ao invés, de uma diferenciação que reforce a uniformidade e a exclusão.REFERÊNCIAS
CHICON, José Francisco; SOARES, Jane Alves. Compreendendo os Conceitos de 
Integração e Inclusão. Página virtual do LAB. 2012. Disponível em: <http://www.todosnos.unicamp.br:8080/lab/links-uteis/acessibilidade-einclusao/textos/compreendendo -os-conceitos-de-integração-e-inclusão/>. Acesso 
em: 12 maio. 2015
SANTOS, Samuel Rodrigues dos; KARWOSKI, Acir Mário. Letramentos múltiplos, 
escola e inclusão social. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 15, n. 43, 
2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782010000100015&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 12 maio. 2015
. SANCHES, Isabel. Colóquio Internacional: Diversidade, Equidade e Inclusão. 
Construindo um outro paradigma de escola. Rev. Lusófona de Educ., Lisboa, n. 14, 
2009. Disponível em: 
<http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-72502009000200015&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 12 maio. 2015.
Centro de Referência em Educação Mário Covas – Educação Inclusiva. Entrevistas. 2012. 
Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/ein_l.php?t=001>. Acesso em: 13
maio de 2015.
TV Escola. Salto Futuro. Escola de atenção às diferenças – Programa 1. Disponível em: 
<http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=5730>. 
Acesso em: 13 maio de 2015.
AS CORES das flores. Direção de Miguel Bemfica. Espanha, 2011. Disponível em: 
<http://youtu.be/s6NNOeiQpPM>. Acesso em: 13 maio de 2015
GIL, Preta; GIL, Gilberto. Ser diferente é normal. 2012. Disponível em: 
<http://www.serdiferenteenormal.org.br/pt/landing/>. Acesso em: 13 maio de 2015.
CALCANHOTO, Adriana. Ciranda da Bailarina. Comp. Edu Lobo e Chico Buarque. 1982. Disponível em: <http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/102206/>. Acesso em: 13 maio de 2015.
BEZERRA, Giovani Ferreira; ARAUJO, Doracina Aparecida de Castro. Inclusão escolar e educação especial: interfaces necessárias para a formação docente. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 17, n. 3, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141365382011000300012&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 13 maio de 2015.
 MAGALHÃES, Rita de Cássia Barbosa Paiva; RUIZ, Erasmo Miessa. Estigma e 
currículo oculto. Revista Brasileira de Educação Especial. Marília, v. 17, n. spe1, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382011000400010&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 16 maio de 2015.

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