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das
A
Gabarito
utoatividades
DIDÁTICA E METODOLOGIA DE 
ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E 
LITERATURA
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Rodovia , nº .BR 470 Km 71, 1 040
Bairro Benedito - CEP 89130-000
I daialn - Santa Catarina - 47 3281-9000
Elaboração:
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
2018
Prof.ª Iara de Oliveira
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GABARITO DAS AUTOATIVIDADES DE
DIDÁTICA E METODOLOGIA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E 
LITERATURA
Centro Universitário Leonardo da Vinci
Rodovia , nº .BR 470 Km 71, 1 040
Bairro Benedito - CEP 89130-000
I daialn - Santa Catarina - 47 3281-9000
Elaboração:
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
2018
UNIDADE 1
TÓPICO 1
1 Observe a imagem que segue:
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FONTE: Disponível em: <http://dani-alfabetizacaodivertida.blogspot.com.br/2013/03/atividades-
diagnosticas-para-1-e-2-ano.html>. Acesso em: 26 jun. 2015.
Essas atividades foram elaboradas para alfabetizar letrando, ou seja, visam 
também à formação letrada. Explique que aspectos presentes nas atividades 
evidenciam o letramento.
R.: A atividade proposta pela professora evidencia o letramento porque faz 
com que o aluno mobilize saberes para aplicá-los às diversificadas situações 
comunicacionais. Não se trata apenas de reconhecer palavras, mas de 
significa-las de forma adequada no contexto em que foram produzidas e para 
a finalidade a que se destinam. Ao fazer associações entre signos verbais 
(palavras) e signos não verbais (placas de trânsito e placas da escola) o aluno 
está fazendo inferências e utilizando os recursos da língua para comunicar-se.
2 Observe o seguinte plano de aula, disponibilizado pelo MEC no Portal 
do professor. Ele é uma sugestão para trabalhar o assunto gênero 
textual: história em quadrinhos, no Ensino Fundamental, séries 
iniciais (3º ano).
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FONTE: Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000016801.
PDF>. Acesso em: 26 jun. 2015
Como vimos um subitem sobre elaboração didática, reflita um pouco e explique 
quais saberes poderiam ser mobilizados para gerar o plano de aula acima. 
Isto é, o que um professor, para poder elaborar esta aula, precisaria saber e 
de onde viriam estes conhecimentos.
R.: Para elaborar a aula apresentada, o professor precisaria: ter domínio 
do conceito de gêneros textuais; ter domínio do conceito de histórias em 
quadrinhos; ter contato com esse gênero, podendo, desse modo, reconhecer 
suas principais características; dominar o uso de recursos tecnológicos; 
conhecer o perfil da turma que leciona; ter fundamentação pedagógica para 
traçar objetivos passíveis de serem alcançados e escolher estratégias que 
promovam a aprendizagem e o desenvolvimento de competências. Esses 
conhecimentos vêm dos Estudos Linguísticos, da Tecnologia da Informação, 
das experiências vividas no ambiente escolar; das disciplinas da área 
pedagógica estudadas nos cursos de Letras.
TÓPICO 2
1 Leia a breve história que segue e depois responda ao questionamento:
Pedro e Tina
Cada vez que Pedro tentava desenhar uma linha reta... 
Ela saía toda torta. 
Quando todos à sua volta olhavam para cima... 
Pedro olhava para baixo. 
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado... 
Chovia, splish, splesh, splush. 
Um dia, de manhã bem cedo, 
quando estava andando de costas contra o vento, 
Pedro deu um encontrão em Tina. 
Tina fazia tudo certinho. 
Ela nunca amarrava errado os cordões de seus sapatos 
nem virava o pão com manteiga para baixo. 
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva 
e sabia muito bem escrever seu nome. 
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. 
Então, Tina mostrou-lhe a diferença entre direito e esquerdo, 
entre a frente e as costas, 
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e que o céu era em cima e o chão embaixo. 
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. 
Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore. 
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. 
Eles acharam muito engraçado. 
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. 
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. 
Depois, ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas. 
Eles rolaram morro abaixo...
e juntos aprenderam a voar. 
Pedro e Tina são amigos inseparáveis.... 
Até debaixo d’água, e para sempre.
KING, Stephen Michael. Pedro e Tina: uma amizade muito especial. São Paulo: Brinque Book, 
1999. Disponível em: <http://lendoparavoce.blogspot.com.br/2011/11/pedro-e-tina-uma-amizade-
muito-especial.html>. Acesso em: 25 jun. 2015.
A história reflete os aspectos de uma das teorias de aprendizagem que 
vimos neste tópico. A que teoria remete e quais os aspectos desta teoria 
identificáveis no texto lido?
R.: A história reflete os princípios da teoria Construtivista, mais especificamente 
da Teoria Sociointeracionista. Pedro ao interagir com Tina construiu 
conhecimentos e desenvolveu competências que o tornaram mais 
organizado. Tina pela mesma interação também desenvolveu competências 
que permitiram aproveitar melhor os momentos de lazer, divertir-se com as 
pequenas coisas do dia a dia. As interações entre ambos e os ambientes 
pelos quais circulam tornaram-se melhores e mais bem capacitados para as 
práticas sociais.
2 Observe a imagem que segue:
FONTE: Disponível em: <http://grad.nead.ufsj.edu.br/Pedag/disciplinas/index.php?secao=ver_
unidade&id_conteudo=335&id_disciplina=24&id_unidade=69>. Acesso em: 25 jun. 2015.
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Ela faz referência a que teoria da aprendizagem? Quais elementos retratados 
na imagem permitiram que você chegasse a essa resposta?
R.: A imagem faz uma clara referência a teoria comportamentalista da 
aprendizagem. A professora repassa os conhecimentos ao aluno que os 
recebe passivamente e depois os “despeja” da forma como lhe foram 
transmitidos.
TÓPICO 3
1 Observe o seguinte fragmento, retirado dos PCNEM, Bases legais e 
responda a que visão de currículo ele corresponde? Justifique sua 
afirmativa.
O currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática, deve 
contemplarconteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser 
humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: 
a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, 
visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações 
políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva (BRASIL, 2000, p. 15).
R.: A visão de currículo apresentada no fragmento é a de artefato sociocultural, 
visto como um espaço de lutas, de embates, diretamente relacionado à 
sociedade e a cultura que o produziu. Como as propostas curriculares 
baseiam-se em uma tendência construtivista, a visão de currículo reflete a 
pluralidade a qual permite as interações entre indivíduos e entre indivíduos 
e sociedade.
2 Leia a proposta curricular de seu município e aponte qual a visão 
de currículo que ela propõe e como é possível identificá-la em sua 
constituição.
R.: A questão apresentará respostas diversificadas, no entanto, como as 
propostas curriculares quer estaduais, quer municipais tomam como diretriz 
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e os Parâmetros Curriculares 
Nacionais, pressupõe-se que a visão contida naqueles documentos se 
direcionará para uma visão construtivista de aprendizagem.
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UNIDADE 2
TÓPICO 1
1 Leia o seguinte texto:
- A partir de hoje, em todas as aulas, vocês me tragam um pequeno texto 
livre. Uma história qualquer que tenha acontecido no dia a dia. Dez linhas. 
Não é necessário mais que dez linhas. Entenderam?
A classe inteira ficou encarando Furquim como se ela fosse a mulher-
maravilha. Será que dona Furquim estava caçoando da gente?
- Dez linhas do quê, professora?
Dona Furquim estava acabando de apanhar os livros de cima da mesa. Virou-
se e repetiu, como se estivesse dizendo algo que nós devíamos saber de cor.
- Vamos contar por escrito coisas que acontecem todos os dias. O cotidiano 
de cada um. Mesmo que pareça um fato sem importância. Façam de conta 
que é uma brincadeira. Em casa, vocês arranjam um tempinho, passam para 
o papel um pouco da vida. Tanta coisa, não é mesmo? Sempre acontece 
tanta coisa na vida da gente!
Depois da aula geralmente a turma gostava de atirar bolotas de papel uns 
nos outros. Neste dia ninguém atirou bolota em ninguém. Maria Clara de Ovo 
continuava coçando o dedo. O Neto cismou de perguntar se era para fazer 
a redação a tinta ou a lápis.
Soara o sinal. Dona Furquim ia saindo:
- À vontade. Tanto faz a tinta ou a lápis.
Assim foi o primeiro dia de aula de dona Furquim. Ela nunca fez questão das 
coisas muito na ponta da língua. Gostava de dizer que é bom aprender para 
a vida. Como se aprende a andar. Foi por causa de Dona Furquim que desse 
dia em diante passei a rabiscar coisas que aconteciam em minha vida. Enchi 
um caderno de redação e depois outro caderno de redação. Isto que estou 
contando aqui não passa de folhas soltas desses cadernos. No passar a 
limpo, procurei emendar os erros que dona Furquim havia corrigido. Emendei 
os erros, mas não modifiquei os fatos.
FONTE: DIAFÉRIA, Lourenço. Dona Furquim. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O Texto 
na sala de aula. 5. ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 58.
Faça uma reflexão sobre o texto e as anote aqui:
a) Qual é a concepção de língua/linguagem que dona Furquim estava 
utilizando em sua aula? De que forma se pode percebê-la?
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b) Como o fazer docente de dona Furquim influenciou na formação leitor/
escritor do protagonista do texto?
R.: a) A perspectiva adotada pela professora é a de que todos devem ter uma 
formação linguística. Sua forma de atuar demonstra um ensino epilinguístico, 
voltado para as interações entre indivíduos e contextos em que se inserem, 
bem como as diversas situações comunicacionais a que estão expostos. Essa 
visão é perceptível em todo o discurso da professora, mas principalmente 
quando afirma que os alunos devem escrever sobre o que lhes acontece 
diariamente, estabelecendo uma conexão direta entre cotidiano e linguagem. 
A expressão “aprender para a vida” deixa clara essa dimensão interacionista 
e dialógica do estudo da língua.
b) Ao estimular a escrita, situando-a como uma prática diária, integrante do 
nosso dia a dia, a professora fez com que o aluno que narra a história se 
sentisse apto a exercê-la. A própria dona Furquim foi exemplo de leitora e 
escritora, fazendo com que seus estudantes percebessem que ler (não apenas 
a linguagem verbal escrita, mas o mundo) e escrever são importantes para 
que nos constituamos como cidadãos críticos e atuantes.
TÓPICO 2
1 Converse com seus colegas de trabalho ou mesmo colegas de classe 
que já atuam como docentes de língua portuguesa e procure saber 
como é o trabalho com a literatura nos locais de trabalho. Registre 
suas reflexões sobre o bate-papo.
2 Observe o planejamento da escola em que atua ou de uma escola 
em sua comunidade a que tenha acesso. Escolha uma turma e faça o 
levantamento dos textos literários que são propostos para o trabalho 
durante o período letivo.
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Turma:
Lista de textos literários:
3 Vamos vivenciar a atividade antes de fazê-la com nosso aluno? Crie 
um limerique e depois socialize com seus colegas de sala.
Resposta para as questões 1, 2 e 3:
As questões são individuais e terão respostas variadas de acordo com os 
contextos escolares a que se destinarem.
Na primeira questão, haverá tanto a possibilidade de que se relate um trabalho 
diferenciado com a literatura, no qual há, de fato, um estímulo à sensibilidade, 
à estética, quanto a perspectiva de que a literatura é pouco trabalhada ou 
utilizada apenas para saber datas e verificar estilos de época.
Na segunda questão, de acordo com o planejamento, a turma, a série e as 
diretrizes curriculares adotadas pela escola, haverá uma lista que abrangerá 
autores predominantemente brasileiros. 
Na terceira questão, há um estímulo ao fazer poético, portanto, a resposta 
será livre. Deve-se observar, no entanto, que siga a estrutura própria dos 
limeriques: 5 versos sobre um tema bem-humorado, divertido, no esquema 
de rimas AABBA.
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TÓPICO 3 
No exemplo de plano de ensino que apresentamos neste item, destinado 
ao 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede municipal de 
ensino, há a seguinte unidade didática para o 3º trimestre, na área de 
Produção Textual:
Ler e interpretar resenha.
Conhecer as 
características de 
resenha. 
Produzir resenhas de 
livros literários.
Resenha Aula expositiva dialogada.
Leitura de resenhas diversas. 
Produção de resenha de 
livros lidos.
Elabore um plano de aula para esta Unidade didática, com base no modelo 
que segue:
PLANO DE AULA
Professor(a):
Turma: Cronograma:
Tema: Resenha
Objetivos 
específicos
Conteúdo 
Programático
Estratégias de 
Ensino
Avaliação 
(Instrumentos e 
critérios)
Descrição da aula
Bibliografia Básica
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R.:
PLANO DE AULA
Professor(a): (Nome do acadêmico)
Turma: 8º ano Cronograma: 3 aulas
Tema: Resenha
Objetivos 
específicos
Conteúdo 
Programático
Estratégias de 
Ensino
Avaliação 
(Instrumentos 
e critérios)
Ler e interpretar 
resenha.
Conhecer as 
características de 
resenha. 
Produzir resenhas 
de livros literários.
Resenha
Aula expositiva 
dialogada.
Leitura de 
resenhas 
diversas. 
Produção de 
resenha de 
livros lidos.
O acadêmico 
pode sugerir 
diversos 
instrumentos, 
mas como a 
aula se pauta 
em resenha, 
a avaliação 
mais adequada 
a que se 
dirija para a 
elaboração de 
resenhas.
Descrição da aula
Aqui o acadêmico escreverá a sequência das aulas. O que acontecerá no 
início, no que virá na sequência, como será finalizada.
Bibliografia Básica
O acadêmico colocará as referências que utilizou como base para planejar 
as aulas. Espera-se que haja bibliografia referente a gêneros textuais na 
lista.
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UNIDADE 3
TÓPICO 1
1 Levando em consideração o que foi estudado ao longo deste tópico, 
faça um quadro comparativo entre avaliação diagnóstica, formativa 
e somativa, identificando suas principais características.
R.:
AVALIAÇÃO
DIAGNÓSTICA FORMATIVA SOMATIVA
• Sua função é fazer 
um diagnóstico da 
condição de ensino e 
aprendizagem.
• Ocorre normalmente 
no início de um 
assunto, tema, 
unidade didática, 
período letivo.
• Verifica a presença 
ou ausência de 
conhecimentos 
prévios sobre o tema 
estudado.
• Aponta dificuldades 
de aprendizagem, 
tentando identificar 
suas causas. 
• Ocorre durante todo o 
período.
• Sua função é controlar 
o processo de ensino 
e aprendizagem, 
permitindo os ajustes 
necessários.
• Constata se os 
objetivos foram 
alcançados.
• Fornece dados para 
aprimorar o ensino e a 
aprendizagem.
• Ocorre no final de 
um assunto, tema, 
unidade didática, 
período letivo.
• Sua função é 
classificar os níveis 
de conhecimento 
alcançados.
• Classifica os 
resultados de 
aprendizagem 
alcançados pelos 
alunos, de acordo 
com níveis de 
aproveitamento 
previamente 
definidos.
2 Observe a questão que segue, elaborada para uma turma de 1º ano do 
Ensino Médio, sobre o conteúdo Sujeito da oração, e, na sequência, 
responda: qual é a ideia de avaliação refletida nesta questão? Que 
elementos há nela que confirmam sua resposta?
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Ocorre sujeito INEXISTENTE na alternativa:
a) Fazem anos amanhã os gêmeos, nossos vizinhos. 
b) Há de ocorrer ainda algum incidente. 
c) Já deve haver tomado as medidas cabíveis. 
d) Houve-se muito bem as provas.
e) Já vai fazer um ano que ele morreu.
R.: A questão evidencia uma concepção tradicional de avaliação que procura 
apenas medir o que foi memorizado sem, de fato, analisar o processo. 
Basta que o aluno tenha “memorizado” as regras sobre sujeito inexistente 
para identificá-lo na questão. Além disso, as frases das alternativas estão 
descontextualizadas e não há um desafio que exija do estudante a aplicação 
das competências desenvolvidas.
TÓPICO 2 
1 Observe a questão que segue, que fez parte do ENEM de 2014:
O exercício da crônica
Escrever crônica é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um 
cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio 
a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque 
quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-
se ele diante de uma máquina, olha através da janela e busca fundo 
em sua imaginação um assunto qualquer, de preferência colhido no noticiário 
matutino, ou da véspera, em que, com suas artimanhas peculiares, 
possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar 
em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe 
de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente 
despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao 
assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de 
escrever, pode surgir o inesperado.
(MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: 
Cia das Letras, 1991).
Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui:
(A) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista.
(B) nos elementos que servem de inspiração ao cronista.
(C) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica.
(D) no papel da vida do cronista no processo de escrita da crônica.
(E) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de uma crônica.
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Considerando que o tema é funções da linguagem, trabalhado em uma 
turma de 1º ano do ensino médio, estabeleça quais os critérios que estariam 
relacionados a este instrumento de avaliação.
R.: E
Competências:
Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como 
meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, 
expressão, comunicação e informação.
Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações 
específicas de interlocução.
Comentário:
A função predominante no texto é metalinguagem: a mensagem é centrada 
em seu próprio código. Nesse texto, o cronista dedica-se por explicar, 
por meio de uma crônica, algumas dificuldades encontradas por quem 
escreve esse gênero textual.
Assim, pode-se pensar nos seguintes critérios de avaliação:
a) Relacionou adequadamente o conceito de crônica às características deste 
gênero textual?
b) Mobilizou conhecimentos sobre as funções da linguagem para reconhecer 
no texto a predominância da metalinguagem?
c) Identificou o contexto de produção deste texto?
2 Observe os dados abaixo, referentes ao início de um plano de aula 
para uma turma de 9º ano:
Disciplina: língua portuguesa
Turma: 9º ano
Tema: De crítica, humor e informações: a charge
Objetivos: 
- Reconhecer a charge como um texto que conjuga linguagem verbal e 
não verbal, mas que pode ser composto apenas por linguagem não verbal.
- Compreender a charge dentre os diferentes gêneros da HQ.
- Identificar os suportes nos quais a charge é publicada e as esferas 
sociais a que se refere, percebendo o contexto político, social ou cultural 
com o qual se relaciona.
- Compreender a charge como um gênero relacionado a outros textos 
jornalísticos, como a notícia, o artigo de opinião e a tirinha, percebendo 
semelhanças e diferenças entre eles.
- Reconhecer os recursos não verbais como elemento fundamental para a 
compreensão das charges.
- Identificar os efeitos de humor e/ou de ironia presentes na charge.
- Reconhecer os efeitos de humor gerado por imagens e/ou certos 
recursos linguísticos.
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FONTE: Disponível em: <http://jottaclub.com/2015/02/atividades-com-planos-de-aulas-pronto-
6-7-8-e-9-ano-de-lingua-portuguesa/>.Acesso em: 25 ago. 2015.
Com base nos dados iniciais, descreva como seria uma aula sobre o tema, ou 
seja, indique como faria a apresentação do tema, como abordaria o conteúdo 
em si, que recursos utilizaria. Na sequência, estabeleça um instrumento de 
avaliação condizente com os objetivos propostos e o conteúdo desenvolvido, 
apresentando os critérios de avaliação que o acompanham.
R.: A questão permite uma série de possibilidades de resposta. Espera-se, 
no entanto, que o acadêmico consiga relacionar adequadamente objetivo-
conteúdo-método de ensino-avaliação.
Exemplo de uma relação adequada
Abordagem do conteúdo:
Para motivar os alunos para a leitura de charges, o professor deverá lhes 
perguntar se eles gostam de textos que criticam, de forma irônica e por meio 
do humor, os problemas sociais.
Os alunos devem ter conhecimento de que a Charge é um gênero textual cuja 
intencionalidade principal é fazer uma crítica por meio do humor. As charges 
destacam-se pela criatividade e abordagem de temas da atualidade. Os 
personagens geralmente são desenhados seguindo o estilo de caricaturas. 
Geralmente, abordam diversos temas, tais como assuntos do cotidiano, 
política, futebol, economia, ciência, relacionamentos, artes, consumo etc.
As charges costumam ser publicadas, geralmente, em jornais, revistas e livros. 
Com o desenvolvimento da Internet, apareceram vários sites especializados 
em apresentar charges animadas elaboradas em linguagem flash.
Para ampliar o conhecimento dos alunos sobre esse gênero, o professor 
deverá levar os alunos ao laboratório de informática para, em dupla, realizarem 
uma pesquisa sobre o assunto e terem acesso a charges animadas na internet. 
Disponíveis nos sites: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Charge>, <http://charges.uol.com.br/>, <http://
www.animatunes.com.br/animacoes/>.
Recursos utilizados: charges (impressas ou em slides), sala de informática, 
aula expositivo-dialogada.
Avaliação:
Produção de Texto (instrumento)
O professor deverá solicitar aos alunos que elaborem charges. Os temas 
sugeridos podem ser os mesmos abordados nas charges estudadas ou outros 
propostos em sala pelo grande grupo.
Importante: Professor, você deve lembrar ao aluno que, quando o cartunista 
desenha/ produz uma charge, ele expõe o seu ponto de vista sobre um 
determinado tema.
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Critérios para a avaliação:
Participou das discussões e atividades desenvolvidas em sala?
Ao elaborar a charge: a) fez uso de linguagem não-verbal adequada ao 
tema?; b) demonstrou claramente seu ponto de vista ou opinião?; c) fez uso 
de linguagem verbal adequada ao tema?; d) apresentou uma crítica permeada 
pelo humor?
FONTE: Adaptado de uma aula disponibilizada no Portal do professor. A versão original está 
disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=10697>. Acesso 
em: 25 ago. 2015.
TÓPICO 3
1 Observe a seguinte figura:
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FONTE: Disponível em: <https://walkiriaroque.files.wordpress.com/2011/02/tonucci.jpg>. Acesso 
em: 30 ago. 2015.
É possível afirmar que a professora da imagem desconsiderou a 
heterogeneidade ao estabelecer sua avaliação? Em que perspectiva de 
avaliação ela se pauta?
R.: A imagem demostra que a professora se centra em uma perspectiva de 
homogeneização do processo ensino-aprendizagem-avaliação. Valendo-se 
de critérios subjetivos, encontra apenas um aluno que se enquadra no padrão 
estabelecido. A semelhança entre o único aluno “normal” e a professora 
enfatiza o caráter classificatório, excludente e descontextualizado da avaliação 
homogeneizadora.
2 Ao final desta unidade, mencionamos os desafios de ser professor 
de língua portuguesa e lidar com a avaliação. Uma das questões 
levantadas foi a da produção textual. Releia a parte final da Unidade 
3 e depois analise a correção do texto que segue:
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FONTE: Disponível em: <http://www.redacaogene.com.br/redcorrigidas/TemaEscreverBemNota75.
jpeg>. Acesso em: 31 ago. 2015.
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A correção realizada pelo(a) professor(a) prioriza que visão de texto? Indique 
elementos nela que subsidiem sua argumentação.
R.: A correção realizada permite que o aluno revise e reformule seu texto, 
fazendo a retextualização. Há comentários que direcionam os ajustes que o 
estudante pode realizar para que seu texto seja mais consistente e atinja o 
público a que se destina. Isso é visível no comentário feito no final do texto.

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