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das A Gabarito utoatividades DIDÁTICA E METODOLOGIA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Centro Universitário Leonardo da Vinci Rodovia , nº .BR 470 Km 71, 1 040 Bairro Benedito - CEP 89130-000 I daialn - Santa Catarina - 47 3281-9000 Elaboração: Revisão, Diagramação e Produção: Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI 2018 Prof.ª Iara de Oliveira 3UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A GABARITO DAS AUTOATIVIDADES DE DIDÁTICA E METODOLOGIA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Centro Universitário Leonardo da Vinci Rodovia , nº .BR 470 Km 71, 1 040 Bairro Benedito - CEP 89130-000 I daialn - Santa Catarina - 47 3281-9000 Elaboração: Revisão, Diagramação e Produção: Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI 2018 UNIDADE 1 TÓPICO 1 1 Observe a imagem que segue: 4 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A FONTE: Disponível em: <http://dani-alfabetizacaodivertida.blogspot.com.br/2013/03/atividades- diagnosticas-para-1-e-2-ano.html>. Acesso em: 26 jun. 2015. Essas atividades foram elaboradas para alfabetizar letrando, ou seja, visam também à formação letrada. Explique que aspectos presentes nas atividades evidenciam o letramento. R.: A atividade proposta pela professora evidencia o letramento porque faz com que o aluno mobilize saberes para aplicá-los às diversificadas situações comunicacionais. Não se trata apenas de reconhecer palavras, mas de significa-las de forma adequada no contexto em que foram produzidas e para a finalidade a que se destinam. Ao fazer associações entre signos verbais (palavras) e signos não verbais (placas de trânsito e placas da escola) o aluno está fazendo inferências e utilizando os recursos da língua para comunicar-se. 2 Observe o seguinte plano de aula, disponibilizado pelo MEC no Portal do professor. Ele é uma sugestão para trabalhar o assunto gênero textual: história em quadrinhos, no Ensino Fundamental, séries iniciais (3º ano). 5UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A 6 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A 7UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A FONTE: Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000016801. PDF>. Acesso em: 26 jun. 2015 Como vimos um subitem sobre elaboração didática, reflita um pouco e explique quais saberes poderiam ser mobilizados para gerar o plano de aula acima. Isto é, o que um professor, para poder elaborar esta aula, precisaria saber e de onde viriam estes conhecimentos. R.: Para elaborar a aula apresentada, o professor precisaria: ter domínio do conceito de gêneros textuais; ter domínio do conceito de histórias em quadrinhos; ter contato com esse gênero, podendo, desse modo, reconhecer suas principais características; dominar o uso de recursos tecnológicos; conhecer o perfil da turma que leciona; ter fundamentação pedagógica para traçar objetivos passíveis de serem alcançados e escolher estratégias que promovam a aprendizagem e o desenvolvimento de competências. Esses conhecimentos vêm dos Estudos Linguísticos, da Tecnologia da Informação, das experiências vividas no ambiente escolar; das disciplinas da área pedagógica estudadas nos cursos de Letras. TÓPICO 2 1 Leia a breve história que segue e depois responda ao questionamento: Pedro e Tina Cada vez que Pedro tentava desenhar uma linha reta... Ela saía toda torta. Quando todos à sua volta olhavam para cima... Pedro olhava para baixo. Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado... Chovia, splish, splesh, splush. Um dia, de manhã bem cedo, quando estava andando de costas contra o vento, Pedro deu um encontrão em Tina. Tina fazia tudo certinho. Ela nunca amarrava errado os cordões de seus sapatos nem virava o pão com manteiga para baixo. Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e sabia muito bem escrever seu nome. Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Então, Tina mostrou-lhe a diferença entre direito e esquerdo, entre a frente e as costas, 8 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A e que o céu era em cima e o chão embaixo. Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore. Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Eles acharam muito engraçado. Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. Depois, ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas. Eles rolaram morro abaixo... e juntos aprenderam a voar. Pedro e Tina são amigos inseparáveis.... Até debaixo d’água, e para sempre. KING, Stephen Michael. Pedro e Tina: uma amizade muito especial. São Paulo: Brinque Book, 1999. Disponível em: <http://lendoparavoce.blogspot.com.br/2011/11/pedro-e-tina-uma-amizade- muito-especial.html>. Acesso em: 25 jun. 2015. A história reflete os aspectos de uma das teorias de aprendizagem que vimos neste tópico. A que teoria remete e quais os aspectos desta teoria identificáveis no texto lido? R.: A história reflete os princípios da teoria Construtivista, mais especificamente da Teoria Sociointeracionista. Pedro ao interagir com Tina construiu conhecimentos e desenvolveu competências que o tornaram mais organizado. Tina pela mesma interação também desenvolveu competências que permitiram aproveitar melhor os momentos de lazer, divertir-se com as pequenas coisas do dia a dia. As interações entre ambos e os ambientes pelos quais circulam tornaram-se melhores e mais bem capacitados para as práticas sociais. 2 Observe a imagem que segue: FONTE: Disponível em: <http://grad.nead.ufsj.edu.br/Pedag/disciplinas/index.php?secao=ver_ unidade&id_conteudo=335&id_disciplina=24&id_unidade=69>. Acesso em: 25 jun. 2015. 9UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A Ela faz referência a que teoria da aprendizagem? Quais elementos retratados na imagem permitiram que você chegasse a essa resposta? R.: A imagem faz uma clara referência a teoria comportamentalista da aprendizagem. A professora repassa os conhecimentos ao aluno que os recebe passivamente e depois os “despeja” da forma como lhe foram transmitidos. TÓPICO 3 1 Observe o seguinte fragmento, retirado dos PCNEM, Bases legais e responda a que visão de currículo ele corresponde? Justifique sua afirmativa. O currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática, deve contemplarconteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva (BRASIL, 2000, p. 15). R.: A visão de currículo apresentada no fragmento é a de artefato sociocultural, visto como um espaço de lutas, de embates, diretamente relacionado à sociedade e a cultura que o produziu. Como as propostas curriculares baseiam-se em uma tendência construtivista, a visão de currículo reflete a pluralidade a qual permite as interações entre indivíduos e entre indivíduos e sociedade. 2 Leia a proposta curricular de seu município e aponte qual a visão de currículo que ela propõe e como é possível identificá-la em sua constituição. R.: A questão apresentará respostas diversificadas, no entanto, como as propostas curriculares quer estaduais, quer municipais tomam como diretriz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e os Parâmetros Curriculares Nacionais, pressupõe-se que a visão contida naqueles documentos se direcionará para uma visão construtivista de aprendizagem. 10 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A UNIDADE 2 TÓPICO 1 1 Leia o seguinte texto: - A partir de hoje, em todas as aulas, vocês me tragam um pequeno texto livre. Uma história qualquer que tenha acontecido no dia a dia. Dez linhas. Não é necessário mais que dez linhas. Entenderam? A classe inteira ficou encarando Furquim como se ela fosse a mulher- maravilha. Será que dona Furquim estava caçoando da gente? - Dez linhas do quê, professora? Dona Furquim estava acabando de apanhar os livros de cima da mesa. Virou- se e repetiu, como se estivesse dizendo algo que nós devíamos saber de cor. - Vamos contar por escrito coisas que acontecem todos os dias. O cotidiano de cada um. Mesmo que pareça um fato sem importância. Façam de conta que é uma brincadeira. Em casa, vocês arranjam um tempinho, passam para o papel um pouco da vida. Tanta coisa, não é mesmo? Sempre acontece tanta coisa na vida da gente! Depois da aula geralmente a turma gostava de atirar bolotas de papel uns nos outros. Neste dia ninguém atirou bolota em ninguém. Maria Clara de Ovo continuava coçando o dedo. O Neto cismou de perguntar se era para fazer a redação a tinta ou a lápis. Soara o sinal. Dona Furquim ia saindo: - À vontade. Tanto faz a tinta ou a lápis. Assim foi o primeiro dia de aula de dona Furquim. Ela nunca fez questão das coisas muito na ponta da língua. Gostava de dizer que é bom aprender para a vida. Como se aprende a andar. Foi por causa de Dona Furquim que desse dia em diante passei a rabiscar coisas que aconteciam em minha vida. Enchi um caderno de redação e depois outro caderno de redação. Isto que estou contando aqui não passa de folhas soltas desses cadernos. No passar a limpo, procurei emendar os erros que dona Furquim havia corrigido. Emendei os erros, mas não modifiquei os fatos. FONTE: DIAFÉRIA, Lourenço. Dona Furquim. In: GERALDI, João Wanderley (Org.). O Texto na sala de aula. 5. ed. São Paulo: Ática, 2002. p. 58. Faça uma reflexão sobre o texto e as anote aqui: a) Qual é a concepção de língua/linguagem que dona Furquim estava utilizando em sua aula? De que forma se pode percebê-la? 11UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A b) Como o fazer docente de dona Furquim influenciou na formação leitor/ escritor do protagonista do texto? R.: a) A perspectiva adotada pela professora é a de que todos devem ter uma formação linguística. Sua forma de atuar demonstra um ensino epilinguístico, voltado para as interações entre indivíduos e contextos em que se inserem, bem como as diversas situações comunicacionais a que estão expostos. Essa visão é perceptível em todo o discurso da professora, mas principalmente quando afirma que os alunos devem escrever sobre o que lhes acontece diariamente, estabelecendo uma conexão direta entre cotidiano e linguagem. A expressão “aprender para a vida” deixa clara essa dimensão interacionista e dialógica do estudo da língua. b) Ao estimular a escrita, situando-a como uma prática diária, integrante do nosso dia a dia, a professora fez com que o aluno que narra a história se sentisse apto a exercê-la. A própria dona Furquim foi exemplo de leitora e escritora, fazendo com que seus estudantes percebessem que ler (não apenas a linguagem verbal escrita, mas o mundo) e escrever são importantes para que nos constituamos como cidadãos críticos e atuantes. TÓPICO 2 1 Converse com seus colegas de trabalho ou mesmo colegas de classe que já atuam como docentes de língua portuguesa e procure saber como é o trabalho com a literatura nos locais de trabalho. Registre suas reflexões sobre o bate-papo. 2 Observe o planejamento da escola em que atua ou de uma escola em sua comunidade a que tenha acesso. Escolha uma turma e faça o levantamento dos textos literários que são propostos para o trabalho durante o período letivo. 12 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A Turma: Lista de textos literários: 3 Vamos vivenciar a atividade antes de fazê-la com nosso aluno? Crie um limerique e depois socialize com seus colegas de sala. Resposta para as questões 1, 2 e 3: As questões são individuais e terão respostas variadas de acordo com os contextos escolares a que se destinarem. Na primeira questão, haverá tanto a possibilidade de que se relate um trabalho diferenciado com a literatura, no qual há, de fato, um estímulo à sensibilidade, à estética, quanto a perspectiva de que a literatura é pouco trabalhada ou utilizada apenas para saber datas e verificar estilos de época. Na segunda questão, de acordo com o planejamento, a turma, a série e as diretrizes curriculares adotadas pela escola, haverá uma lista que abrangerá autores predominantemente brasileiros. Na terceira questão, há um estímulo ao fazer poético, portanto, a resposta será livre. Deve-se observar, no entanto, que siga a estrutura própria dos limeriques: 5 versos sobre um tema bem-humorado, divertido, no esquema de rimas AABBA. 13UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A TÓPICO 3 No exemplo de plano de ensino que apresentamos neste item, destinado ao 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede municipal de ensino, há a seguinte unidade didática para o 3º trimestre, na área de Produção Textual: Ler e interpretar resenha. Conhecer as características de resenha. Produzir resenhas de livros literários. Resenha Aula expositiva dialogada. Leitura de resenhas diversas. Produção de resenha de livros lidos. Elabore um plano de aula para esta Unidade didática, com base no modelo que segue: PLANO DE AULA Professor(a): Turma: Cronograma: Tema: Resenha Objetivos específicos Conteúdo Programático Estratégias de Ensino Avaliação (Instrumentos e critérios) Descrição da aula Bibliografia Básica 14 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D ID Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A R.: PLANO DE AULA Professor(a): (Nome do acadêmico) Turma: 8º ano Cronograma: 3 aulas Tema: Resenha Objetivos específicos Conteúdo Programático Estratégias de Ensino Avaliação (Instrumentos e critérios) Ler e interpretar resenha. Conhecer as características de resenha. Produzir resenhas de livros literários. Resenha Aula expositiva dialogada. Leitura de resenhas diversas. Produção de resenha de livros lidos. O acadêmico pode sugerir diversos instrumentos, mas como a aula se pauta em resenha, a avaliação mais adequada a que se dirija para a elaboração de resenhas. Descrição da aula Aqui o acadêmico escreverá a sequência das aulas. O que acontecerá no início, no que virá na sequência, como será finalizada. Bibliografia Básica O acadêmico colocará as referências que utilizou como base para planejar as aulas. Espera-se que haja bibliografia referente a gêneros textuais na lista. 15UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A UNIDADE 3 TÓPICO 1 1 Levando em consideração o que foi estudado ao longo deste tópico, faça um quadro comparativo entre avaliação diagnóstica, formativa e somativa, identificando suas principais características. R.: AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA FORMATIVA SOMATIVA • Sua função é fazer um diagnóstico da condição de ensino e aprendizagem. • Ocorre normalmente no início de um assunto, tema, unidade didática, período letivo. • Verifica a presença ou ausência de conhecimentos prévios sobre o tema estudado. • Aponta dificuldades de aprendizagem, tentando identificar suas causas. • Ocorre durante todo o período. • Sua função é controlar o processo de ensino e aprendizagem, permitindo os ajustes necessários. • Constata se os objetivos foram alcançados. • Fornece dados para aprimorar o ensino e a aprendizagem. • Ocorre no final de um assunto, tema, unidade didática, período letivo. • Sua função é classificar os níveis de conhecimento alcançados. • Classifica os resultados de aprendizagem alcançados pelos alunos, de acordo com níveis de aproveitamento previamente definidos. 2 Observe a questão que segue, elaborada para uma turma de 1º ano do Ensino Médio, sobre o conteúdo Sujeito da oração, e, na sequência, responda: qual é a ideia de avaliação refletida nesta questão? Que elementos há nela que confirmam sua resposta? 16 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A Ocorre sujeito INEXISTENTE na alternativa: a) Fazem anos amanhã os gêmeos, nossos vizinhos. b) Há de ocorrer ainda algum incidente. c) Já deve haver tomado as medidas cabíveis. d) Houve-se muito bem as provas. e) Já vai fazer um ano que ele morreu. R.: A questão evidencia uma concepção tradicional de avaliação que procura apenas medir o que foi memorizado sem, de fato, analisar o processo. Basta que o aluno tenha “memorizado” as regras sobre sujeito inexistente para identificá-lo na questão. Além disso, as frases das alternativas estão descontextualizadas e não há um desafio que exija do estudante a aplicação das competências desenvolvidas. TÓPICO 2 1 Observe a questão que segue, que fez parte do ENEM de 2014: O exercício da crônica Escrever crônica é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta- se ele diante de uma máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um assunto qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado. (MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia das Letras, 1991). Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui: (A) nas diferenças entre o cronista e o ficcionista. (B) nos elementos que servem de inspiração ao cronista. (C) nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica. (D) no papel da vida do cronista no processo de escrita da crônica. (E) nas dificuldades de se escrever uma crônica por meio de uma crônica. 17UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A Considerando que o tema é funções da linguagem, trabalhado em uma turma de 1º ano do ensino médio, estabeleça quais os critérios que estariam relacionados a este instrumento de avaliação. R.: E Competências: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva da realidade pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação. Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução. Comentário: A função predominante no texto é metalinguagem: a mensagem é centrada em seu próprio código. Nesse texto, o cronista dedica-se por explicar, por meio de uma crônica, algumas dificuldades encontradas por quem escreve esse gênero textual. Assim, pode-se pensar nos seguintes critérios de avaliação: a) Relacionou adequadamente o conceito de crônica às características deste gênero textual? b) Mobilizou conhecimentos sobre as funções da linguagem para reconhecer no texto a predominância da metalinguagem? c) Identificou o contexto de produção deste texto? 2 Observe os dados abaixo, referentes ao início de um plano de aula para uma turma de 9º ano: Disciplina: língua portuguesa Turma: 9º ano Tema: De crítica, humor e informações: a charge Objetivos: - Reconhecer a charge como um texto que conjuga linguagem verbal e não verbal, mas que pode ser composto apenas por linguagem não verbal. - Compreender a charge dentre os diferentes gêneros da HQ. - Identificar os suportes nos quais a charge é publicada e as esferas sociais a que se refere, percebendo o contexto político, social ou cultural com o qual se relaciona. - Compreender a charge como um gênero relacionado a outros textos jornalísticos, como a notícia, o artigo de opinião e a tirinha, percebendo semelhanças e diferenças entre eles. - Reconhecer os recursos não verbais como elemento fundamental para a compreensão das charges. - Identificar os efeitos de humor e/ou de ironia presentes na charge. - Reconhecer os efeitos de humor gerado por imagens e/ou certos recursos linguísticos. 18 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A FONTE: Disponível em: <http://jottaclub.com/2015/02/atividades-com-planos-de-aulas-pronto- 6-7-8-e-9-ano-de-lingua-portuguesa/>.Acesso em: 25 ago. 2015. Com base nos dados iniciais, descreva como seria uma aula sobre o tema, ou seja, indique como faria a apresentação do tema, como abordaria o conteúdo em si, que recursos utilizaria. Na sequência, estabeleça um instrumento de avaliação condizente com os objetivos propostos e o conteúdo desenvolvido, apresentando os critérios de avaliação que o acompanham. R.: A questão permite uma série de possibilidades de resposta. Espera-se, no entanto, que o acadêmico consiga relacionar adequadamente objetivo- conteúdo-método de ensino-avaliação. Exemplo de uma relação adequada Abordagem do conteúdo: Para motivar os alunos para a leitura de charges, o professor deverá lhes perguntar se eles gostam de textos que criticam, de forma irônica e por meio do humor, os problemas sociais. Os alunos devem ter conhecimento de que a Charge é um gênero textual cuja intencionalidade principal é fazer uma crítica por meio do humor. As charges destacam-se pela criatividade e abordagem de temas da atualidade. Os personagens geralmente são desenhados seguindo o estilo de caricaturas. Geralmente, abordam diversos temas, tais como assuntos do cotidiano, política, futebol, economia, ciência, relacionamentos, artes, consumo etc. As charges costumam ser publicadas, geralmente, em jornais, revistas e livros. Com o desenvolvimento da Internet, apareceram vários sites especializados em apresentar charges animadas elaboradas em linguagem flash. Para ampliar o conhecimento dos alunos sobre esse gênero, o professor deverá levar os alunos ao laboratório de informática para, em dupla, realizarem uma pesquisa sobre o assunto e terem acesso a charges animadas na internet. Disponíveis nos sites: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Charge>, <http://charges.uol.com.br/>, <http:// www.animatunes.com.br/animacoes/>. Recursos utilizados: charges (impressas ou em slides), sala de informática, aula expositivo-dialogada. Avaliação: Produção de Texto (instrumento) O professor deverá solicitar aos alunos que elaborem charges. Os temas sugeridos podem ser os mesmos abordados nas charges estudadas ou outros propostos em sala pelo grande grupo. Importante: Professor, você deve lembrar ao aluno que, quando o cartunista desenha/ produz uma charge, ele expõe o seu ponto de vista sobre um determinado tema. 19UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A Critérios para a avaliação: Participou das discussões e atividades desenvolvidas em sala? Ao elaborar a charge: a) fez uso de linguagem não-verbal adequada ao tema?; b) demonstrou claramente seu ponto de vista ou opinião?; c) fez uso de linguagem verbal adequada ao tema?; d) apresentou uma crítica permeada pelo humor? FONTE: Adaptado de uma aula disponibilizada no Portal do professor. A versão original está disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=10697>. Acesso em: 25 ago. 2015. TÓPICO 3 1 Observe a seguinte figura: 20 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A FONTE: Disponível em: <https://walkiriaroque.files.wordpress.com/2011/02/tonucci.jpg>. Acesso em: 30 ago. 2015. É possível afirmar que a professora da imagem desconsiderou a heterogeneidade ao estabelecer sua avaliação? Em que perspectiva de avaliação ela se pauta? R.: A imagem demostra que a professora se centra em uma perspectiva de homogeneização do processo ensino-aprendizagem-avaliação. Valendo-se de critérios subjetivos, encontra apenas um aluno que se enquadra no padrão estabelecido. A semelhança entre o único aluno “normal” e a professora enfatiza o caráter classificatório, excludente e descontextualizado da avaliação homogeneizadora. 2 Ao final desta unidade, mencionamos os desafios de ser professor de língua portuguesa e lidar com a avaliação. Uma das questões levantadas foi a da produção textual. Releia a parte final da Unidade 3 e depois analise a correção do texto que segue: 21UNIASSELVI NEAD GABARITO DAS AUTOATIVIDADES D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A FONTE: Disponível em: <http://www.redacaogene.com.br/redcorrigidas/TemaEscreverBemNota75. jpeg>. Acesso em: 31 ago. 2015. 22 GABARITO DAS AUTOATIVIDADES UNIASSELVI NEAD D I D Á T I C A E M E T O D O L O G I A D E E N S I N O D E L Í N G U A P O R T U G U E S A E L I T E R A T U R A A correção realizada pelo(a) professor(a) prioriza que visão de texto? Indique elementos nela que subsidiem sua argumentação. R.: A correção realizada permite que o aluno revise e reformule seu texto, fazendo a retextualização. Há comentários que direcionam os ajustes que o estudante pode realizar para que seu texto seja mais consistente e atinja o público a que se destina. Isso é visível no comentário feito no final do texto.