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Resenha crítica Este tratado busca levantar uma crítica sobre o artigo O Papel das Lipoproteínas de Alta densidade no Diabetes e Suas Complicações Vasculares. Prof. Alba Fabiola ADYSLANE FEITOSA GÉSSICA MAIARA MÔNICA SOARES MARCUS ANDRADE MARCOS RODRIGUES PETROLINA 2019 RESENHA CRÍTICA REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 1 Grupo de Pesquisa em Imunobiologia, The Heart Research Institute, 7 Eliza Street, Newtown, NSW 2042, Austrália; Nathan.Wong@sahmri.com (N.K.P.W.); Joanne.Tan@sahmri.com (J.T.M.T.) 2 Disciplina de Medicina, Escola de Medicina da Universidade de Sydney, Camperdown, NSW 2006, Austrália 3 Heart Health Theme, Instituto de Pesquisa Médica e de Saúde do Sul da Austrália, North Terrace, Adelaide, SA 5000, Austrália; Stephen.Nicholls@sahmri.com 4 Escola de Medicina de Adelaide, Faculdade de Saúde e Ciências Médicas, Universidade de Adelaide, Adelaide, SA 5000, Austrália CRENDENCIAS DOS AUTORES O Papel das Lipoproteínas de Alta Densidade no Diabetes e Suas Complicações Vasculares Nathan K. P. Wong 1,2,3, Stephen J. Nicholls 3,4, Joanne T M. Tan 1,2,3,4 ID e Christina A. Bursill 1,2,3,4. RESUMO O artigo fala sobre vários papéis do HDL no diabetes e suas complicações vasculares que têm o potencial de facilitar sua tradução bem – sucedida. Ele é dividido em 6 capítulos, é dirigido para um público- alvo os docentes e discentes das áreas de saúde, partindo de uma breve explanação sobre evidências emergentes de que as lipoproteínas de alta densidade (HDL) são capazes de resgatar complicações vasculares relacionadas ao diabetes por meio de diversos mecanismos. Sabe - se que o diabetes é uma doença crônica caracterizada por defeitos da ação e na secreção da insulina, podendo ocorrer em indivíduos de qualquer idade, também pode ser diagnosticado em idades mais avançadas. Enquanto o HDL são partículas complexas compostas de um núcleo lipídico hidrofóbico, contendo TGs e colesterol esterificado, circundados por uma camada externa de fosfolipídios e proteínas ( denominadas apoliproteínas), sendo a mais abundante apolipoproteína A-I (apoA-I). No entanto passa então a expor estudos epidemiológicos, clínicos e pré- clínicos que demonstram vários papéis do HDL no diabetes e suas complicações vasculares que têm o potencial de facilitar sua tradução bem- sucedida. A idéia principal do artigo é revisar evidências sobre o papel da HDL na fisiopatologia e no tratamento do DM e suas complicações vasculares. Ele irá visualizar o que é atualmente conhecido sobre as ações moleculares do HDL e examinar o conceito de “HDLvasculares disfuncional” Devemos considerar ainda, que as terapias modificadoras permanecem controversas, já que muitas têm benefícios limitados sobre o risco cardiovascular, embora estudos mais recentes estejam se epidemiológicos, clínicos e pré-clínicos que demonstram vários papéis do HDL no diabetes e suas complicações vasculares que têm o potencial de facilitar sua tradução bem sucedida. No capítulo inicial há uma visão geral sobre as diversas ações da HDL no sistema vascular, no entanto muitos estudos clínicos não virão benefícios significativos para os desfechos cardiovasculares, indicando que ainda há muito que aprender sobre as funções biológicas da HDL. O segundo capítulo trata que os baixos níveis de HDL estão correlacionados com um risco aumentado de DM e suas complicações vasculares. Havendo controversa que no DM2 o HDL pode não ter um papel crucial a desempenhar nesta complicação particular do DM. No entanto permanece equívoco do posto de vista genético, necessitando de mais estudos genéticos em larga escala que abordam especificamente a questão da funcionalidade do HDL. O terceiro capítulo buscar esclarecer as funcionalidades das partículas complexas de HDL que são compostas de um núcleo lipídico hidrofóbico, contendo TGs e colesterol esterificado e não esterificado, circundados por uma camada externa de fosfolipídios e proteínas chamadas apolipoproteínas á mais abundante. Além disso, demonstrou que que o HDL tem um papel direto no controle glicêmico através de suas ações nas células beta pancreáticas, discordando do que foi explicito no segundo capítulo.Contudo isso, o reconhecimento de que o HDL media uma gama tão diversa de funções de proteção um alvo promissor para terapias destinadas a melhorar complicações vasculares diabéticas. No quarto capítulo há evidências de que outras funções cruciais do HDL, como a proteção e o reparo endotelial, também são adversamente modificadas pelo diabetes, provavelmente pela alteração de componentes específicos das partículas de HDL. Como um todo, está claro que um foco renovado na compreensão da função, em vez da quantidade, da HDL é justificado, e futuras terapias que buscam gerenciar as complicações vasculares no DM precisarão abordar a questão da superação da disfunção do HDL. No capítulo cinco atualmente, as estatinas são os principais tratamento para a dislipidemia diabética.Sendo que o estudo FOURIER foi o primeiro a mostrar melhores resultados cardiovasculares como o evolocumad em pacientes tratados com estatinas com doenças aterosclerótica , com uma análise de subgrupos mostrando reduções comparáveis no risco cardiovascular em pacientes diabéticos em relação a pacientes não diabéticos. POSICIONAMENTO CRÍTICO De um modo geral, os autores apóiam-se em diversos estudiosos para emitir suas conclusões. É uma leitura que exige conhecimentos prévios para ser entendida, além de diversas releituras e pesquisas quanto a conceitos, autores e contextos apresentados, uma vez que as conclusões emergem a partir de esclarecimentos e posições de diversos estudiosos da ciência e suas aplicações e posturas quanto ao método científico. Do ponto de vista acadêmico, não poderia descartar o artigo como fonte de conhecimento sobre diversos estudos clínicos, epidemiológicos e experimentais, têm mostrado a relação entre dosagem sérica dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL) e doença cardiovascular. Contudo, não considero que tenha alcançado o objetivo desejado por ter a pesquisa simplificada ou sintetizada muito sobre um tema que demanda maior argumentação. Houve uma falta de aprofundamento no assunto em pauta, que elucidasse grandes dúvidas que o HDL relativamente pouco é conhecido atualmente sobre a capacidade dos tratamentos atuais, relatando a falta de eficácia em ensaios clínicos. Estes dados trazem dúvida quanto o papel das lipoproteínas de alta densidade no diabetes. Observe no trecho citado: “infelizmente, no entanto, muitos estudos clínicos recentes avaliando as terapias de aumento do HDL, em pacientes com e sem DM não virão benefícios significativos para os desfechos cardiovasculares indicando que ainda há muito a aprender sobre as funções biológicas do HDL.” Outrossim, quando ainda, o autor relata que o HDL “pode não ter um papel crucial a desempenhar nesta complicação particular do DM”, deixando o leitor com informações controversas, deixando explicito que o papel causal do HDL na doença cardiovascular equívoco do ponto de vista genético. Estes dados trazem dúvida quanto à legitimação do objeto desta obra. Por estes e tantos outros argumentos que se poderiam extrair da obra, vale advertir que é importante que haja esclarecimento necessário para as pessoas sobre a alimentação saudável, e a prática regular de atividades física como medida preventiva. Trabalhos educativos nas escolas e comunicação voltados para prevenção diagnósticos e tratamento deveriam ser realizados por profissionais especializados. INDICAÇÕES DA RESENHISTA