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57 CRIANÇAS E MEIO AMBIENTE: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA EDUCAÇÃO INFANTIL Valéria Mota Scardua1 Resumo: Este artigo tem como objetivo mostrar a importância da Educação Ambiental (EA) na Educação Infantil (EI). Para isso faz uma pequena exposição da EA e da EI, conceituando-as, e mostrando suas possíveis relações. O tópico seguinte aborda as interações entre a criança e o meio ambiente, onde tem por propósito mostrar o prazer da criança em estar em contato com a natureza, a importância deste contato para o desenvolvimento da criança e algumas formas de viabilizá-lo. Mostra, por meio do trabalho de alguns autores, uma sugestão de aulas diferenciadas usando a natureza como pano de fundo, construindo o conhecimento a partir de experiências reais, dando a oportunidade de maior interação do aluno nas aulas, sensibilizando os alunos a perceberem o encanto que a natureza pode nos proporcionar. Palavras-chave: Educação Ambiental; Educação Infantil; Interações entre a criança e o meio ambiente. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra – fere os filhos da terra. [...]. O homem não tece a teia da vida. Ele é um de seus fios. O que ele faz para a teia faz para si próprio. Chief Seattle Devido à importância de se preservar o meio ambiente, o conceito de desenvolvimento sustentável vem sendo disseminado desde as últimas décadas. Este traz a ideia de que os recursos naturais devem ser usados para saciar as necessidades do homem, sem desperdício, de forma a não esgotá-los para as futuras gerações. Entretanto, meio ambiente não se resume a recursos naturais. Nem tão pouco ao que está ao redor do homem, pois este é parte desse meio, integrando-o e interagindo com ele. O homem faz parte do meio ambiente, devendo, portanto cuidar, preservar e mantê-lo para que as futuras gerações também possam usufruir de forma sustentável. 1 Graduanda em Pedagogia pela Faculdade Cenecista de Vila Velha; Tecnóloga em Saneamento Ambiental pelo CEFETES/IFES. E-mail: vscardua@hotmail.com Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 58 É preciso rever a forma como o homem vem tratando o meio ambiente. Desmatamento, queimadas, caça e pesca predatórias, perda da biodiversidade, poluição em seus diversos níveis, extração irregular, desperdício de água, resíduos líquidos e sólidos tendo uma destinação final inadequada, dentre outros problemas estão acabando com a saúde do planeta, encarecendo processos (ex. o beneficiamento nas Estações de Tratamento de Água está cada vez mais caro, devido à má qualidade da água que chega às estações), gerando mudanças climáticas, até mesmo guerras, influenciando a economia global. Neste contexto entra a Educação Ambiental (EA), com a difícil tarefa de reverter o pensamento ainda corrente, com o intuito de ensinar às atuais e próximas gerações a importância do meio ambiente. A EA é um processo contínuo de aprendizagem voltado para a melhoria da qualidade de vida, onde se aprende a lidar com o meio ambiente respeitando-o e a si próprio. De acordo com Dias (2003), a educação ambiental pretende desenvolver o conhecimento, a compreensão, as habilidades e a motivação do homem para adquirir valores, mentalidades e atitudes necessários para lidar com questões e problemas ambientais e encontrar soluções sustentáveis. Nesse processo o respeito é fundamental. O meio ambiente só irá respeitar o homem se houver respeito recíproco. E o homem só respeitará o meio ambiente se respeitar a si mesmo. Segundo explica La Taille, (2006, p. 56) “respeita a moral quem, ao fazê-lo, respeita a si próprio”, moral se referindo aos deveres. Respeitar o meio ambiente é um ato moral, visto que todos sabem que devem fazê-lo. Um exemplo bem simples seria este: todos sabem que não se deve jogar lixo no chão, portanto, se o fazem, sabem que estão errados. Assim sendo, o papel da Educação Ambiental é fundamental para trabalhar valores nas crianças que transformem suas atitudes perante o meio ambiente. E uma boa opção de se começar é implantar a EA na Educação Infantil (EI). Seguindo a tradição popular, que diz serem as crianças o futuro do país, não se pode deixar de investir nelas. Implantar e implementar a EA na EI não é tarefa das mais difíceis. Deve-se considerar que as crianças adoram o contato com a natureza – plantas, bichos, árvores, insetos, qualquer ser vivo é admirado pela criança. Isso deve ser aproveitado ao máximo na hora de se planejar EA para elas. O termo Educação Ambiental apareceu pela primeira vez na Grã-Bretanha em 1965, durante a Conferência em Educação na Universidade de Keele, onde definiu-se que a EA deveria estar presente na educação de todos os cidadãos (DIAS, 2003). O conceito de EA vem mudando conforme muda o conceito de meio ambiente. Antes não havia a ideia de que os recursos pudessem se esgotar, e somente quando os problemas ambientais começaram a incomodar, mostrando as consequências de um uso inadequado, que se começou a pensar na necessidade de uma educação voltada para conhecer e ao menos minimizar tais problemas. Dessa forma o homem passou, aos poucos, a entender que existe um retorno de tudo o que ele faz ao meio ambiente. De acordo com Jacobi (2003), as práticas desenvolvidas na EA devem garantir meios de criar novos estilos de vida e promover uma consciência ética. A Política Nacional de Educação Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 59 Ambiental assim define EA: [...] processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. (BRASIL, 1999) Esta definição apresentada pela Política Nacional corrobora o conceito de EA mencionado no início desde trabalho. E ainda acrescenta que essa aquisição de conhecimentos, habilidades, atitudes e competências, venha permeada pela construção de valores, e devem ser voltados para a proposição de soluções que atuem nas causas dos problemas, e não que sejam paliativos das consequências destes. Um exemplo claro seria a água, que chega às Estações de Tratamento cada vez mais poluída e/ou contaminada, ao invés de precisar incrementar o tratamento, com novas tecnologias, o ideal seria tratar o esgoto, para que a água, ao chegar às estações, não esteja em graves condições de poluição e/ou contaminação. No âmbito da Educação Infantil, o RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil), documento elaborado pelo MEC (Ministério da Educação) em 1998, vem com o objetivo de auxiliar os professores da Educação Infantil. Como o próprio nome já define, é apenas um referencial, um guia, não existindo a obrigatoriedade de ser seguido. Contudo, é um material de alto nível que merece a atenção dos profissionais desta área. Em seu terceiro volume, o RCNEI traz um capítulo sobre a “Natureza e Sociedade”, no qual aborda as relações existentes entre ambos, e sugere como os temas propostos podem ser trabalhados. Segundo o RCNEI o “trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências Humanas e Naturais deve ser voltado para a ampliação das experiências das crianças e para a construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural” (BRASIL, 1998, p. 166). O RCNEI explica que os mitos, as lendas, as brincadeiras, o faz-de-conta, podem ser instrumentos utilizados pelo professor para esclarecer junto às crianças fenômenos da natureza e da sociedade, a diversidade de culturas e crenças entre os povos, a geografia e hidrografiados lugares, questões sobre o céu, o tempo e o espaço, entre outros. Acrescenta também que as práticas adotadas nas instituições de educação infantil têm desconsiderado “o interesse, a imaginação e a capacidade da criança pequena para conhecer locais e histórias distantes no espaço e no tempo e lidar com informações sobre diferentes tipos de relações sociais” (BRASIL, 1998, p. 165), limitando a riqueza dos conteúdos trabalhados com a criança. Contudo, o RCNEI propõe caminhos para que [...] as crianças tenham contato com diferentes elementos, fenômenos e acontecimentos do mundo, sejam instigadas por questões significativas para observá-los e explicá-los e tenham acesso a modos variados de compreendê-los e representá-los. (BRASIL, 1998, p. 166) Fazendo uma análise dos objetivos propostos às crianças de quatro a seis anos, é possível fazer-se uma analogia com os caminhos traçados pela Educação Ambiental (EA). Segundo o Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 60 RCNEI, é importante que as crianças sejam capazes de: • interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando ideias; [...] • estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana. (BRASIL, 1998, p. 175) Todo o exposto nestes objetivos está também implícito e explícito no conceito de EA – adquirir conhecimento, imaginar soluções, estabelecer relações, valorizar a preservação de espécies, melhorar a qualidade de vida humana. Dessa forma fica evidente no RCNEI a importância de se trabalhar os conteúdos referentes às Ciências Naturais na EI e fica evidente para esta pesquisa que a EA é uma parceira nessa tarefa. Outro documento essencial para todos os níveis de educação é a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei nº 9394/96) que em seu artigo 29 estabelece: A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (BRASIL, 1996) A Resolução CEB Nº1, de 1999, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, em seu artigo 3º apresenta a seguinte diretriz: IV - As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil, ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, com os demais e o próprio ambiente de maneira articulada e gradual, devem buscar a partir de atividades intencionais, em momentos de ações, ora estruturadas, ora espontâneas e livres, a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, contribuindo assim com o provimento de conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. Para a LDB, a Educação Infantil tem como meta final desenvolver a criança de maneira integral e esta diretriz vem ratificar a LDB no que concerne a uma criança com formação integral, além de enriquecer seu conceito ao mencionar a convivência das crianças umas com as outras, com adultos e com o ambiente, e de que as Propostas Pedagógicas devem seguir em direção à constituição de valores. Interações entre a criança e o meio ambiente Dentro das instituições de ensino infantil, as crianças, por vezes, ficam muito presas dentro de salas de aula ou em pátios com solo de cimento, o que dificulta sua interação com o meio Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 61 ambiente. Elas, em geral, são muito curiosas e gostam do contato com a natureza, de olhar como as formigas se comportam, de abrir as torneiras e brincar com a água, fazem festa no pátio de areia, querem subir nas árvores, enfim, procuram por cada canto de sua escola um vestígio de natureza com a qual possam ter contato. Nesse sentido, Elali (2003) fez um estudo interessante. A autora pesquisou a estrutura e organização do espaço escolar na Educação Infantil (EI), como os espaços são concebidos, como são utilizados e qual a percepção de seus usuários. De acordo com a autora, as escolas não priorizam o contato da criança com a natureza e, quando este acontece, tais lugares se tornam disputados pelas crianças, pois elas sentem falta desses espaços. Além disso, o estudo constatou que escolas cujo solo é quase todo impermeável, são, inclusive, contra as normas. Concluiu que enquanto as crianças anseiam por áreas abertas e naturais, com árvores, grama, animais, etc., os adultos visam aspectos estéticos e a segurança das crianças. Não se questiona aqui os aspectos estéticos ou a segurança, estes itens também se fazem essenciais nas instituições de ensino infantil. O que chama atenção neste trabalho é a pesquisa voltada para a relação homem-natureza. O contato que algumas pessoas têm atualmente com a natureza se resume a uma planta artificial na mesa do escritório ou da copa em casa. E assim tem sido desde a escola na EI, que deveria ser um lugar de descobertas, onde a criança, em contato com o solo - terra e areia, água, pode presenciar o ciclo de vida de uma planta e perceber como é rica essa experiência, como relata a autora, ao referir-se à horta. Para embasar sua ideia, Elali (2003) traz uma série de outros autores, dentre eles, pesquisadores, pedagogos, psicólogos que falam da importância do contato com a natureza para as crianças. Segundo Korpela (2002, apud ELALI, 2003), a criança tem uma necessidade declarada de ter contato com áreas externas e ambientes naturais, e essa necessidade aumenta conforme a criança é menor. Para Tuan (1983, apud ELALI, 2003), plantando, assistindo a planta crescer, colhendo, a criança pode compreender os mecanismos da natureza, reconhecer-se como parte dela e questionar sua própria participação ecológica. Além de Elali (2003) e Tuan (1893, apud ELALI, 2003), Fritjof Capra (2008) também utiliza a horta. Para ele, a horta é uma “sala de aula”, pois nesse ambiente as crianças são religadas “aos fundamentos básicos da comida – na realidade, com a essência da vida – ao mesmo tempo em que integra e enriquece praticamente todas as atividades escolares” (p. 14-15). O autor explica que a horta, quando faz parte do currículo, proporciona à criança aprender sobre os ciclos alimentares e sua integração com outros ciclos, como o ciclo do plantio, cultivo, colheita, compostagem e reciclagem. Dessa forma, descobre-se que estes ciclos fazem parte de ciclos maiores, como o da água, das estações, etc. Nas palavras de Capra, [...] todos eles [ciclos] formando conexões na teia de vida planetária. Na horta, aprendemos que o solo fértil é o solo vivo que contém em cada centímetro cúbico bilhões de organismos vivos. Essas bactérias que existem no solo realizam muitas transformações químicas essenciais para a manutenção da vida na Terra. [...]. Esse princípio, baseado num profundo respeito pela vida, faz parte de muitos métodos tradicionais de cultivo da terra e está sendo hoje resgatado num movimento mundial de retomada da agricultura orgânica. (2008, p. 15) Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 62 Ensinamentos desse tipo podem parecer complexos para crianças de até seis anos, mas não são, pois as crianças se encantam de tal modo com a possibilidade de plantar e cultivar, e ainda têm a oportunidade de comer o que produziram, tornando fácil a compreensão de tais conceitos. De acordo com Sampaio (2007),Freinet foi outro estudioso que abordou a relação das crianças com a natureza. Para Freinet, o que está do lado de fora da sala de aula gera muito mais encantamento nas crianças do que o que está dentro, pois, nas salas, as crianças não encontravam motivação, permaneciam sentadas. Freinet então teve a ideia de levar as crianças para a rua, fazendo surgir a “aula passeio”, onde as crianças andavam pelas vias estreitas da vila onde moravam, podendo, dessa forma, admirar o trabalho do marceneiro ou do ferreiro, perceber as mudanças que ocorriam no clima, na paisagem, conforme mudassem as estações do ano. “A força da natureza sensibilizava cada uma das crianças de acordo com sua personalidade, sua percepção de mundo e sua curiosidade” (SAMPAIO, 2007, p. 16). Quando voltavam dos passeios, havia uma aula rica, todos queriam compartilhar o que viram, aprender e compreender o que observaram. Atualmente seria inviável praticar as aulas passeio da mesma forma que Freinet fez. Entretanto é possível organizar visitas aos Parques da cidade, tanto os Urbanos quanto os Naturais, às praias (nas cidades litorâneas), às reservas, enfim, aos locais onde a criança possa ter contato amplo e direto com a natureza. Vasconcellos (2006) fez uma pesquisa sobre a caminhada em trilhas na floresta, considerando esta uma modalidade de jogo. Ao se fazer uma investigação dos jogos de percurso ligados ao brincar e à natureza, e uma observação de campo de inspiração etnográfica, para descobrir a estrutura da atividade, apresentam-se o universo simbólico que rodeia a caminhada por trilhas na floresta, as reações que esta desperta nas crianças. Na visão da autora, a contribuição fundamental que esta atividade pode oferecer à escola é [...] descortinar as possibilidades que se abrem quando não apenas preservamos o aspecto simbólico dos jogos, mas vamos além, investindo neles. Ao subtrairmos os aspectos simbólicos inscritos os jogos, não apenas retiramos o seu caráter lúdico; roubamos-lhes, também, o seu encantamento. (VASCONCELLOS, 2006, p. 161) Nesta pesquisa, Vasconcellos (2006, p. 146) aponta que “a valorização das atividades recreativas e contemplativas junto à natureza é devido ao caos urbano e a natureza identificada como princípio de ordem ecológica”, e que devido a esse caos, o homem passa a estabelecer uma relação com a natureza como se essa fosse um objeto, que pertence ao homem, sem fazer parte dele. Nesse sentido, a autora traz a ideia da necessidade de se re-encantar o olhar humano, ou seja, que o homem seja capaz de olhar a natureza e se re-encantar com ela, pois a natureza nunca perdeu seu encanto, foi o olhar do homem que se desencantou. Outro aspecto das trilhas abordado pela autora é o autoconhecimento que esse proporciona. Ao percorrer as trilhas, enquanto enfrenta obstáculos e desafios, a criança traça metas para alcançar seu objetivo e vai se conhecendo, se descobrindo. Por fim, como a trilha se passava numa floresta (Floresta da Tijuca - RJ), o centro temático do jogo envolvia a [...] preservação da natureza, do patrimônio natural e paisagístico, dos valores e Revista FACEVV | Vila Velha | Número 3 | Jul./Dez. 2009 | p. 57-64 63 atitudes ambientais. Ou seja, esse jogo de trilha se desenrolava sob a égide da educação ambiental, ainda que, em nenhum momento, se tivesse feito, formalmente, uma intervenção nesse sentido. (VASCONCELLOS, 2006, p. 159) Vasconcellos não explicita a idade das crianças em seu artigo, entretanto, pela sua narrativa, pode-se concluir que é possível fazer este trabalho na Educação Infantil, talvez de forma mais simples, como levando as crianças em Parques Naturais que possuem trilhas das mais fáceis as mais difíceis, sempre considerando o lado lúdico do passeio, fazendo com que a trilha não seja simplesmente uma atividade, mas uma brincadeira, uma diversão, como uma história, com início, meio e fim, onde cada etapa da trilha tenha um significado especial, criando laços entre a criança e o ambiente que a cerca. Nesse contexto, percebe-se que são muitas as maneiras de se trabalhar a Educação Ambiental na esfera escolar, sem que esta necessite ser de maneira formal, mas no cotidiano da sala de aula, aproveitando que as crianças são facilmente seduzidas pelo meio que as cerca. A união da Educação Ambiental e da Educação Infantil é primordial para criar uma nova geração que conheça e compreenda a natureza, tratando-a com respeito e admiração, reconhecendo-se parte integrante dela. Referências: BRASIL. Lei nº 9795. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 jun. 2009. BRASIL. Lei nº 9394. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em 14 jun. 2009. BRASIL. Resolução CEB nº 1. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: 1999. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 15 jun. 2009. BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3 v. CAPRA, Fritjof et al. 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