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CRIANÇAS E MEIO AMBIENTE: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL
Valéria Mota Scardua1
Resumo: Este artigo tem como objetivo mostrar a importância da Educação Ambiental (EA) na 
Educação Infantil (EI). Para isso faz uma pequena exposição da EA e da EI, conceituando-as, e 
mostrando suas possíveis relações. O tópico seguinte aborda as interações entre a criança e o 
meio ambiente, onde tem por propósito mostrar o prazer da criança em estar em contato com a 
natureza, a importância deste contato para o desenvolvimento da criança e algumas formas de 
viabilizá-lo. Mostra, por meio do trabalho de alguns autores, uma sugestão de aulas 
diferenciadas usando a natureza como pano de fundo, construindo o conhecimento a partir de 
experiências reais, dando a oportunidade de maior interação do aluno nas aulas, sensibilizando 
os alunos a perceberem o encanto que a natureza pode nos proporcionar.
Palavras-chave: Educação Ambiental; Educação Infantil; Interações entre a criança e o meio 
ambiente. 
Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos 
nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto 
fere a terra – fere os filhos da terra. [...]. O 
homem não tece a teia da vida. Ele é um de 
seus fios. O que ele faz para a teia faz para si 
próprio.
Chief Seattle
Devido à importância de se preservar o meio ambiente, o conceito de desenvolvimento 
sustentável vem sendo disseminado desde as últimas décadas. Este traz a ideia de que os 
recursos naturais devem ser usados para saciar as necessidades do homem, sem desperdício, 
de forma a não esgotá-los para as futuras gerações.
Entretanto, meio ambiente não se resume a recursos naturais. Nem tão pouco ao que está ao 
redor do homem, pois este é parte desse meio, integrando-o e interagindo com ele. O homem 
faz parte do meio ambiente, devendo, portanto cuidar, preservar e mantê-lo para que as futuras 
gerações também possam usufruir de forma sustentável.
1 Graduanda em Pedagogia pela Faculdade Cenecista de Vila Velha; Tecnóloga em Saneamento Ambiental pelo 
CEFETES/IFES. E-mail: vscardua@hotmail.com
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É preciso rever a forma como o homem vem tratando o meio ambiente. Desmatamento, 
queimadas, caça e pesca predatórias, perda da biodiversidade, poluição em seus diversos 
níveis, extração irregular, desperdício de água, resíduos líquidos e sólidos tendo uma destinação 
final inadequada, dentre outros problemas estão acabando com a saúde do planeta, 
encarecendo processos (ex. o beneficiamento nas Estações de Tratamento de Água está cada 
vez mais caro, devido à má qualidade da água que chega às estações), gerando mudanças 
climáticas, até mesmo guerras, influenciando a economia global. 
Neste contexto entra a Educação Ambiental (EA), com a difícil tarefa de reverter o pensamento 
ainda corrente, com o intuito de ensinar às atuais e próximas gerações a importância do meio 
ambiente. A EA é um processo contínuo de aprendizagem voltado para a melhoria da qualidade 
de vida, onde se aprende a lidar com o meio ambiente respeitando-o e a si próprio. De acordo 
com Dias (2003), a educação ambiental pretende desenvolver o conhecimento, a compreensão, 
as habilidades e a motivação do homem para adquirir valores, mentalidades e atitudes 
necessários para lidar com questões e problemas ambientais e encontrar soluções sustentáveis. 
Nesse processo o respeito é fundamental. O meio ambiente só irá respeitar o homem se houver 
respeito recíproco. E o homem só respeitará o meio ambiente se respeitar a si mesmo. Segundo 
explica La Taille, (2006, p. 56) “respeita a moral quem, ao fazê-lo, respeita a si próprio”, moral se 
referindo aos deveres. Respeitar o meio ambiente é um ato moral, visto que todos sabem que 
devem fazê-lo. Um exemplo bem simples seria este: todos sabem que não se deve jogar lixo no 
chão, portanto, se o fazem, sabem que estão errados. 
Assim sendo, o papel da Educação Ambiental é fundamental para trabalhar valores nas crianças 
que transformem suas atitudes perante o meio ambiente. E uma boa opção de se começar é 
implantar a EA na Educação Infantil (EI). Seguindo a tradição popular, que diz serem as crianças 
o futuro do país, não se pode deixar de investir nelas.
Implantar e implementar a EA na EI não é tarefa das mais difíceis. Deve-se considerar que as 
crianças adoram o contato com a natureza – plantas, bichos, árvores, insetos, qualquer ser vivo 
é admirado pela criança. Isso deve ser aproveitado ao máximo na hora de se planejar EA para 
elas.
O termo Educação Ambiental apareceu pela primeira vez na Grã-Bretanha em 1965, durante a 
Conferência em Educação na Universidade de Keele, onde definiu-se que a EA deveria estar 
presente na educação de todos os cidadãos (DIAS, 2003). 
O conceito de EA vem mudando conforme muda o conceito de meio ambiente. Antes não havia a 
ideia de que os recursos pudessem se esgotar, e somente quando os problemas ambientais 
começaram a incomodar, mostrando as consequências de um uso inadequado, que se começou 
a pensar na necessidade de uma educação voltada para conhecer e ao menos minimizar tais 
problemas. Dessa forma o homem passou, aos poucos, a entender que existe um retorno de 
tudo o que ele faz ao meio ambiente.
De acordo com Jacobi (2003), as práticas desenvolvidas na EA devem garantir meios de criar 
novos estilos de vida e promover uma consciência ética. A Política Nacional de Educação 
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Ambiental assim define EA:
[...] processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores 
sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a 
conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia 
qualidade de vida e sua sustentabilidade. (BRASIL, 1999)
Esta definição apresentada pela Política Nacional corrobora o conceito de EA mencionado no 
início desde trabalho. E ainda acrescenta que essa aquisição de conhecimentos, habilidades, 
atitudes e competências, venha permeada pela construção de valores, e devem ser voltados 
para a proposição de soluções que atuem nas causas dos problemas, e não que sejam paliativos 
das consequências destes. Um exemplo claro seria a água, que chega às Estações de 
Tratamento cada vez mais poluída e/ou contaminada, ao invés de precisar incrementar o 
tratamento, com novas tecnologias, o ideal seria tratar o esgoto, para que a água, ao chegar às 
estações, não esteja em graves condições de poluição e/ou contaminação.
No âmbito da Educação Infantil, o RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação 
Infantil), documento elaborado pelo MEC (Ministério da Educação) em 1998, vem com o objetivo 
de auxiliar os professores da Educação Infantil. Como o próprio nome já define, é apenas um 
referencial, um guia, não existindo a obrigatoriedade de ser seguido. Contudo, é um material de 
alto nível que merece a atenção dos profissionais desta área.
Em seu terceiro volume, o RCNEI traz um capítulo sobre a “Natureza e Sociedade”, no qual 
aborda as relações existentes entre ambos, e sugere como os temas propostos podem ser 
trabalhados. Segundo o RCNEI o “trabalho com os conhecimentos derivados das Ciências 
Humanas e Naturais deve ser voltado para a ampliação das experiências das crianças e para a 
construção de conhecimentos diversificados sobre o meio social e natural” (BRASIL, 1998, p. 
166).
O RCNEI explica que os mitos, as lendas, as brincadeiras, o faz-de-conta, podem ser 
instrumentos utilizados pelo professor para esclarecer junto às crianças fenômenos da natureza 
e da sociedade, a diversidade de culturas e crenças entre os povos, a geografia e hidrografiados 
lugares, questões sobre o céu, o tempo e o espaço, entre outros. Acrescenta também que as 
práticas adotadas nas instituições de educação infantil têm desconsiderado “o interesse, a 
imaginação e a capacidade da criança pequena para conhecer locais e histórias distantes no 
espaço e no tempo e lidar com informações sobre diferentes tipos de relações sociais” (BRASIL, 
1998, p. 165), limitando a riqueza dos conteúdos trabalhados com a criança.
Contudo, o RCNEI propõe caminhos para que 
[...] as crianças tenham contato com diferentes elementos, fenômenos e 
acontecimentos do mundo, sejam instigadas por questões significativas para 
observá-los e explicá-los e tenham acesso a modos variados de compreendê-los e 
representá-los. (BRASIL, 1998, p. 166) 
Fazendo uma análise dos objetivos propostos às crianças de quatro a seis anos, é possível 
fazer-se uma analogia com os caminhos traçados pela Educação Ambiental (EA). Segundo o 
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RCNEI, é importante que as crianças sejam capazes de: 
• interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando 
perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões 
próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando ideias;
[...]
• estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se 
estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a 
qualidade da vida humana. (BRASIL, 1998, p. 175)
Todo o exposto nestes objetivos está também implícito e explícito no conceito de EA – adquirir 
conhecimento, imaginar soluções, estabelecer relações, valorizar a preservação de espécies, 
melhorar a qualidade de vida humana. Dessa forma fica evidente no RCNEI a importância de se 
trabalhar os conteúdos referentes às Ciências Naturais na EI e fica evidente para esta pesquisa 
que a EA é uma parceira nessa tarefa. 
Outro documento essencial para todos os níveis de educação é a LDB (Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional - Lei nº 9394/96) que em seu artigo 29 estabelece:
A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o 
desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, 
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da 
comunidade. (BRASIL, 1996)
A Resolução CEB Nº1, de 1999, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Infantil, em seu artigo 3º apresenta a seguinte diretriz:
IV - As Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil, ao reconhecer 
as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprios, 
com os demais e o próprio ambiente de maneira articulada e gradual, devem buscar 
a partir de atividades intencionais, em momentos de ações, ora estruturadas, ora 
espontâneas e livres, a interação entre as diversas áreas de conhecimento e 
aspectos da vida cidadã, contribuindo assim com o provimento de conteúdos 
básicos para a constituição de conhecimentos e valores.
Para a LDB, a Educação Infantil tem como meta final desenvolver a criança de maneira integral e 
esta diretriz vem ratificar a LDB no que concerne a uma criança com formação integral, além de 
enriquecer seu conceito ao mencionar a convivência das crianças umas com as outras, com 
adultos e com o ambiente, e de que as Propostas Pedagógicas devem seguir em direção à 
constituição de valores.
Interações entre a criança e o meio ambiente
Dentro das instituições de ensino infantil, as crianças, por vezes, ficam muito presas dentro de 
salas de aula ou em pátios com solo de cimento, o que dificulta sua interação com o meio 
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ambiente. Elas, em geral, são muito curiosas e gostam do contato com a natureza, de olhar 
como as formigas se comportam, de abrir as torneiras e brincar com a água, fazem festa no pátio 
de areia, querem subir nas árvores, enfim, procuram por cada canto de sua escola um vestígio 
de natureza com a qual possam ter contato.
Nesse sentido, Elali (2003) fez um estudo interessante. A autora pesquisou a estrutura e 
organização do espaço escolar na Educação Infantil (EI), como os espaços são concebidos, 
como são utilizados e qual a percepção de seus usuários. De acordo com a autora, as escolas 
não priorizam o contato da criança com a natureza e, quando este acontece, tais lugares se 
tornam disputados pelas crianças, pois elas sentem falta desses espaços. Além disso, o estudo 
constatou que escolas cujo solo é quase todo impermeável, são, inclusive, contra as normas. 
Concluiu que enquanto as crianças anseiam por áreas abertas e naturais, com árvores, grama, 
animais, etc., os adultos visam aspectos estéticos e a segurança das crianças. 
Não se questiona aqui os aspectos estéticos ou a segurança, estes itens também se fazem 
essenciais nas instituições de ensino infantil. O que chama atenção neste trabalho é a pesquisa 
voltada para a relação homem-natureza. O contato que algumas pessoas têm atualmente com a 
natureza se resume a uma planta artificial na mesa do escritório ou da copa em casa. E assim 
tem sido desde a escola na EI, que deveria ser um lugar de descobertas, onde a criança, em 
contato com o solo - terra e areia, água, pode presenciar o ciclo de vida de uma planta e 
perceber como é rica essa experiência, como relata a autora, ao referir-se à horta. 
Para embasar sua ideia, Elali (2003) traz uma série de outros autores, dentre eles, 
pesquisadores, pedagogos, psicólogos que falam da importância do contato com a natureza para 
as crianças. Segundo Korpela (2002, apud ELALI, 2003), a criança tem uma necessidade 
declarada de ter contato com áreas externas e ambientes naturais, e essa necessidade aumenta 
conforme a criança é menor. Para Tuan (1983, apud ELALI, 2003), plantando, assistindo a planta 
crescer, colhendo, a criança pode compreender os mecanismos da natureza, reconhecer-se 
como parte dela e questionar sua própria participação ecológica. 
Além de Elali (2003) e Tuan (1893, apud ELALI, 2003), Fritjof Capra (2008) também utiliza a 
horta. Para ele, a horta é uma “sala de aula”, pois nesse ambiente as crianças são religadas “aos 
fundamentos básicos da comida – na realidade, com a essência da vida – ao mesmo tempo em 
que integra e enriquece praticamente todas as atividades escolares” (p. 14-15). O autor explica 
que a horta, quando faz parte do currículo, proporciona à criança aprender sobre os ciclos 
alimentares e sua integração com outros ciclos, como o ciclo do plantio, cultivo, colheita, 
compostagem e reciclagem. Dessa forma, descobre-se que estes ciclos fazem parte de ciclos 
maiores, como o da água, das estações, etc. Nas palavras de Capra, 
[...] todos eles [ciclos] formando conexões na teia de vida planetária. Na horta, 
aprendemos que o solo fértil é o solo vivo que contém em cada centímetro cúbico 
bilhões de organismos vivos. Essas bactérias que existem no solo realizam muitas 
transformações químicas essenciais para a manutenção da vida na Terra. [...]. Esse 
princípio, baseado num profundo respeito pela vida, faz parte de muitos métodos 
tradicionais de cultivo da terra e está sendo hoje resgatado num movimento mundial 
de retomada da agricultura orgânica. (2008, p. 15)
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Ensinamentos desse tipo podem parecer complexos para crianças de até seis anos, mas não 
são, pois as crianças se encantam de tal modo com a possibilidade de plantar e cultivar, e ainda 
têm a oportunidade de comer o que produziram, tornando fácil a compreensão de tais conceitos.
De acordo com Sampaio (2007),Freinet foi outro estudioso que abordou a relação das crianças 
com a natureza. Para Freinet, o que está do lado de fora da sala de aula gera muito mais 
encantamento nas crianças do que o que está dentro, pois, nas salas, as crianças não 
encontravam motivação, permaneciam sentadas. Freinet então teve a ideia de levar as crianças 
para a rua, fazendo surgir a “aula passeio”, onde as crianças andavam pelas vias estreitas da 
vila onde moravam, podendo, dessa forma, admirar o trabalho do marceneiro ou do ferreiro, 
perceber as mudanças que ocorriam no clima, na paisagem, conforme mudassem as estações 
do ano. “A força da natureza sensibilizava cada uma das crianças de acordo com sua 
personalidade, sua percepção de mundo e sua curiosidade” (SAMPAIO, 2007, p. 16). Quando 
voltavam dos passeios, havia uma aula rica, todos queriam compartilhar o que viram, aprender e 
compreender o que observaram.
Atualmente seria inviável praticar as aulas passeio da mesma forma que Freinet fez. Entretanto é 
possível organizar visitas aos Parques da cidade, tanto os Urbanos quanto os Naturais, às praias 
(nas cidades litorâneas), às reservas, enfim, aos locais onde a criança possa ter contato amplo e 
direto com a natureza. 
Vasconcellos (2006) fez uma pesquisa sobre a caminhada em trilhas na floresta, considerando 
esta uma modalidade de jogo. Ao se fazer uma investigação dos jogos de percurso ligados ao 
brincar e à natureza, e uma observação de campo de inspiração etnográfica, para descobrir a 
estrutura da atividade, apresentam-se o universo simbólico que rodeia a caminhada por trilhas 
na floresta, as reações que esta desperta nas crianças. Na visão da autora, a contribuição 
fundamental que esta atividade pode oferecer à escola é
[...] descortinar as possibilidades que se abrem quando não apenas preservamos o 
aspecto simbólico dos jogos, mas vamos além, investindo neles. Ao subtrairmos os 
aspectos simbólicos inscritos os jogos, não apenas retiramos o seu caráter lúdico; 
roubamos-lhes, também, o seu encantamento. (VASCONCELLOS, 2006, p. 161)
Nesta pesquisa, Vasconcellos (2006, p. 146) aponta que “a valorização das atividades 
recreativas e contemplativas junto à natureza é devido ao caos urbano e a natureza identificada 
como princípio de ordem ecológica”, e que devido a esse caos, o homem passa a estabelecer 
uma relação com a natureza como se essa fosse um objeto, que pertence ao homem, sem fazer 
parte dele. Nesse sentido, a autora traz a ideia da necessidade de se re-encantar o olhar 
humano, ou seja, que o homem seja capaz de olhar a natureza e se re-encantar com ela, pois a 
natureza nunca perdeu seu encanto, foi o olhar do homem que se desencantou. Outro aspecto 
das trilhas abordado pela autora é o autoconhecimento que esse proporciona. Ao percorrer as 
trilhas, enquanto enfrenta obstáculos e desafios, a criança traça metas para alcançar seu 
objetivo e vai se conhecendo, se descobrindo. Por fim, como a trilha se passava numa floresta 
(Floresta da Tijuca - RJ), o centro temático do jogo envolvia a
[...] preservação da natureza, do patrimônio natural e paisagístico, dos valores e 
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atitudes ambientais. Ou seja, esse jogo de trilha se desenrolava sob a égide da 
educação ambiental, ainda que, em nenhum momento, se tivesse feito, formalmente, 
uma intervenção nesse sentido. (VASCONCELLOS, 2006, p. 159)
Vasconcellos não explicita a idade das crianças em seu artigo, entretanto, pela sua narrativa, 
pode-se concluir que é possível fazer este trabalho na Educação Infantil, talvez de forma mais 
simples, como levando as crianças em Parques Naturais que possuem trilhas das mais fáceis as 
mais difíceis, sempre considerando o lado lúdico do passeio, fazendo com que a trilha não seja 
simplesmente uma atividade, mas uma brincadeira, uma diversão, como uma história, com início, 
meio e fim, onde cada etapa da trilha tenha um significado especial, criando laços entre a criança 
e o ambiente que a cerca.
Nesse contexto, percebe-se que são muitas as maneiras de se trabalhar a Educação Ambiental 
na esfera escolar, sem que esta necessite ser de maneira formal, mas no cotidiano da sala de 
aula, aproveitando que as crianças são facilmente seduzidas pelo meio que as cerca. A união da 
Educação Ambiental e da Educação Infantil é primordial para criar uma nova geração que 
conheça e compreenda a natureza, tratando-a com respeito e admiração, reconhecendo-se parte 
integrante dela.
Referências:
BRASIL. Lei nº 9795. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de 
Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília: 1999. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 14 jun. 2009.
BRASIL. Lei nº 9394. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: 1996. 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br>. Acesso em 14 jun. 2009.
BRASIL. Resolução CEB nº 1. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação 
Infantil. Brasília: 1999. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br>. Acesso em: 15 jun. 2009.
BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Ministério da Educação e 
do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. 3 v. 
CAPRA, Fritjof et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo 
sustentável. São Paulo: Cultrix, 2008.
DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental: princípios e práticas. 8. ed. São Paulo: Gaia, 
2003.
ELALI, Gleice Azambuja. O ambiente da escola - o ambiente na escola: uma discussão sobre a 
relação escola-natureza em educação infantil. Estud. psicol., Natal, v. 8, n. 2, Aug. 2003. 
Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 26 maio 2009. 
JACOBI, Pedro. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cad. Pesqui., São 
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64
Paulo, n. 118, mar. 2003 . Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 19 maio 2009. 
LA TAILLE, Yves de. Moral e ética: dimensões intelectuais e afetivas. Porto Alegre: Artmed, 
2006.
SAMPAIO, Rosa Maria Whitaker. Freinet: evolução histórica e atualidades. 2. ed. São Paulo: 
Scipione, 2007.
VASCONCELOS, Tânia. Crianças em trilhas na natureza: jogos de percurso e reencantamento. 
Revista do Departamento de Psicologia - UFF, v. 18 - n. 2, p. 143-162, Jul./Dez. 2006. 
Disponível em: <http://www.scielo.br> Acesso em: 16 abr. 2009.
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