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INTRODUÇÃO A SAÚDE COLETIVA

Apostila introdutória de Saúde Coletiva: evolução do conceito (VII CNS/1986), processos saúde‑doença, determinantes sociais (OMS; Dahlgren & Whitehead; Krieger), papel da saúde coletiva e níveis de prevenção (promoção, proteção específica, secundária, terciária e quaternária).

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Introdução à Saúde 
Coletiva
PROFª JUCIANY MEDEIROS
O que é saúde?
Evolução do conceito da Saúde
A Saúde 
como 
Ausência 
de 
Doença
Saúde e 
Bem-Esta
r
Saúde 
como 
Direito
Determin
antes 
sociais 
da saúde
Complexi
dade do 
processo 
saúde-do
ença
Conceito de Saúde – VII CNS (1986)
 “... em seu sentido mais abrangente, a saúde é resultante das condições 
de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, 
emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços 
de saúde. É assim, antes de tudo, o resultado das formas de 
organização social da produção, as quais podem gerar grandes 
desigualdades nos níveis de vida” (BRASIL, 1986).
De que as pessoas adoecem?
Por que as pessoas 
adoecem?
Processos de Saúde-Doença
❖Saúde X Doença?
• os mesmos fatores que permitem ao homem viver (alimento, água, ar, clima, 
habitação, trabalho, tecnologia, relações familiares e sociais) podem causar 
doenças
❖Essa relação é demarcada pela forma de vida dos seres humanos, pelos 
determinantes biológicos, psicológicos e sociais. 
❖ O processo saúde-doença ocorre de maneira igual entre os indivíduos, 
as classes e os povos?
o processo saúde-doença representa o conjunto 
de relações e variáveis que produzem e 
condicionam o estado de saúde e doença de 
uma população, que variam em diversos 
momentos históricos e do desenvolvimento 
social e científico da humanidade.
Onde se originam as diferenças em 
saúde entre os grupos sociais, se 
buscarmos nas raízes mais profundas?
Que mecanismos nos levam das causas de 
origem às diferenças atuais na situação de 
saúde observada nas populações?
São apenas as circunstâncias sociais – 
estratificação e posição social – que determinam 
as iniquidades sociais (nível populacional)?
Determinantes Sociais da 
Saúde
❖Comissão Nacional sobre os Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS): 
os fatores sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e 
comportamentais que influenciam a ocorrência de problemas de saúde 
e seus fatores de risco na população. 
❖Organização Mundial da Saúde (OMS,2007): são as condições sociais em 
que as pessoas vivem e trabalham. 
❖Krieger (2001): fatores e mecanismos através dos quais as condições 
sociais afetam a saúde e que potencialmente podem ser alterados 
através de ações baseadas em informação. 
❖Tarlov (1996): as características sociais dentro das quais a vida 
transcorre
Determinantes Sociais da Saúde
fatores sociais, 
econômicos, 
culturais, 
étnicos/raciais, 
psicológicos e 
comportamentais 
influenciam a 
ocorrência de 
problemas de saúde e 
seus fatores de risco na 
população
Modelo de Dahlgren e Whitehead, 1990.
Determinantes Sociais da 
Saúde
E qual o papel da saúde 
coletiva?
❖ Intervir no processo de saúde-adoecimento da coletividade, 
minimizando RISCOS 
❖ Como surge a saúde coletiva?
❖ nascem do interesse dos Estados Nacionais na regulamentação das 
condições de trabalho e de uso do espaço urbano, através da introdução de 
legislações específicas e mecanismos de controle social efetivos, capazes de 
assegurar melhores condições de vida aos trabalhadores
❖ aplicação de métodos estatísticos para contabilizar as mortes e identificar 
diferenças de risco de morrer entre lugares e grupos sociais, contribuindo 
para o debate que marcou o período, sobre a importância da determinação 
ambiental ou social.
Na saúde coletiva devemos 
apenas tratar doenças?
•Prevenção: “ação antecipada, baseada no conhecimento da história 
natural a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença”
•A prevenção apresenta-se em três fases. 
• A prevenção primária é a realizada no período de pré-patogênese. 
• A promoção da saúde aparece como um dos níveis da prevenção primária, definido como 
“medidas destinadas a desenvolver uma saúde ótima”. 
• A fase da prevenção secundária tem-se o diagnóstico e tratamento precoce 
e o segundo, limitação da invalidez. 
• A prevenção terciária que diz respeito a ações de reabilitação.
Prevenção 
Quaternária
(Iatrogenia)
Níveis de Prevenção
 A Prevenção Primária, pode ser dividida em: promoção 
da saúde e proteção específica, segundo Leavell & 
Clarck (1976).
 Promoção da Saúde:
◦ Educação sanitária;
◦ Bom padrão de nutrição, ajustado às várias fases de 
desenvolvimento da vida;
◦ Atenção ao desenvolvimento da personalidade;
◦ Moradia adequada, recreação e condições agradáveis de 
trabalho;
◦ Aconselhamento matrimonial e educação sexual e genética;
◦ Exames seletivos periódicos.
Níveis de Prevenção
 Proteção Específica:
◦ Uso de imunizações específicas;
◦ Atenção à higiene pessoal;
◦ Hábito de saneamento do ambiente;
◦ Proteção contra riscos ocupacionais;
◦ Proteção contra acidentes;
◦ Uso de alimentos específicos;
◦ Proteção contra substâncias carcinogênicas;
◦ Evitação contra alérgenos.
Níveis de Prevenção
 No que tange a Prevenção Secundária, esta pode 
ser dividida da seguinte forma:
 Diagnóstico e tratamento precoce:
◦Medidas individuais e coletivas para descoberta de casos;
◦Pesquisa de triagem e exames seletivos, a fim de curar e 
evitar o processo de doença;
◦Evitar a propagação de doenças contagiosas;
◦Evitar complicações e seqüelas;
◦Encurtar o período de invalidez. 
Níveis de Prevenção
 Limitação da Invalidez:
◦ Instituir tratamento adequado para interromper o processo mórbido e evitar 
futuras complicações e seqüelas;
◦ Provisão de meios para limitar a invalidez e evitar a morte.
Níveis de Prevenção
 No que se refere à Prevenção Terciária, é 
importante dizer que envolve a reabilitação, sob os 
seguintes aspectos:
◦Prestação de serviços hospitalares e comunitários para 
reeducação e treinamento, a fim de possibilitar a 
utilização máxima das capacidades restantes;
◦Educação do público e indústria, no sentido de que 
empreguem o reabilitado;
◦Emprego tão completo quanto possível;
◦Colocação seletiva;
◦Terapia ocupacional em hospitais;
◦Utilização de asilos.
Qual é a relação entre o 
estado nutricional e o 
processo saúde doença de 
uma população?
O que é o estado nutricional?
X
“Condição de saúde de um indivíduo, influenciada pelo 
consumo de nutrientes, identificada pela correlação de 
informações obtidas de estudos físicos, bioquímicos, clínicos 
e dietéticos” VASCONCELOS, 
2000
O que determina o estado 
nutricional de um indivíduo?
Fatores determinantes do 
E.N.
1. Fatores Imediatos: mais próximos ao indivíduo. A primeira 
instância do modelo e que depende do consumo alimentar e do 
gasto energético ou da utilização biológica dos alimentos. 
Consumo dos alimentos, utilização biológica, gasto energético
1. Fatores Intermediários: causas mediadoras entre o meio social e o 
indivíduo. Modulam as demais causas, podendo “amenizar ou 
melhorar” um ambiente desfavorável ao estado nutricional.
Acesso aos alimentos, acesso à informação, cultura alimentar, hábitos 
familiares, genética, acesso à serviços de saúde, status social, acesso ao 
saneamento
2. Fatores Básicos: também chamados de estruturais ou distais, 
refletem políticas públicas voltadas para a geração de emprego, 
aumento da renda, saúde, educação e cultura.
Desemprego, saneamento básico, políticas públicas (saúde, econômica), 
mídia de alimentos, etc.
Modelo Causal do EN
Esquema da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU) 
DESNUTRIÇÃ
O
Modelo Causal
DESNUTRIÇÃO
Determinantes imediatos
Peso ao nascer
Internação
Morbidades (IRA e Diarréia)
Determinantes intermediários
Escolaridade chefe de família
Nº de moradores no domicílio
Coleta de lixo
Esgoto sanitário
Abastecimento de água
Presença de filtro d’águano domicílio 
Determinantes básicos
Renda familiar per capita
Bens de consumo
Determinantes intermediários da 
desnutrição infantil
Modelo causal
OBESIDADE 
INFANTIL
Avaliação Nutricional em 
populações
Avaliação Nutricional em 
populações
 Pesquisas
Avaliação Nutricional em 
populações 
❖ Indicadores
• São medidas-síntese que contêm informação relevante sobre 
determinados atributos e dimensões do estado de saúde e/ou 
representam o desempenho do sistema de saúde.
• Podem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a 
vigilância das condições de saúde.
• Um indicador pode ter a complexidade de uma simples contagem 
direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, 
razões, taxas ou índices mais sofisticados, como a esperança de vida ao 
nascer. 
Avaliação Nutricional em 
populações 
❖ Indicadores antropométricos nutricionais
❖ IMC (déficit de peso, excesso de peso e obesidade)
Avaliação Nutricional em 
populações 
❖ Indicadores antropométricos nutricionais
• Altura/idade
• Peso/idade
• Consumo de grupos de alimentos, energia e nutrientes 
(ferro, PTN, cálcio)
Bibliografia Recomendada
 Site da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição: 
http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_vigilancia_alimentar.php?conteudo=
pnsn
 Site da Pesquisa de Orçamentos Familiares:
 http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.ph
p?id_pesquisa=25
 LEAL, L.P. et al. Prevalência da anemia e fatores associados em crianças de 
seis a 59 meses de Pernambuco. Rev. Saúde Pública, 2011. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rsp/v45n3/2433.pdf
 BUSS, Paulo Marchiori; PELLEGRINI FILHO, Alberto. A Saúde e seus 
Determinantes Sociais. Physis, Rio de Janeiro , V. 17, N. 1, P. 77-93, Apr. 
2007 . Disponível em: 
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0103-7331200700
0100006&lng=en&nrm=iso>.
Bibliografia
 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de 
Orçamentos Familiares 2008-2009. Rio de Janeiro, 2010.
 ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE. Indicadores básicos para a 
saúde no Brasil: conceitos e aplicações / Rede Interagencial de 
Informação para a Saúde - Ripsa. – 2. ed. – Brasília, 2008. 
 VASCONCELOS, F.A.G. Avaliação nutricional de coletividades. 3 ed. 
Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. 154 p.

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