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MÓDULO 1
Questão 1: Considere as seguintes proposições:
I. Entende-se por responsabilidade civil a obrigação que incumbe uma pessoa de reparar o prejuízo causado a outra, por ação ou omissão própria.
II. A obrigação que tem como fonte o ato ilícito, por descumprimento de contrato ou de preceito normativo ocorre apenas no âmbito penal.
III. A obrigação de reparar o dano é princípio geral de direito dos mais antigos. Quem causa dano a outrem tem o dever de reparar.
IV. A reparação visa em geral à recomposição do prejuízo. A responsabilidade civil é a obrigação que tem como fonte o ilícito.
São corretas:
A) I, II e III.
B) I, III e IV.
C) I, II e IV.
D) Todas as proposições.
E) Somente as proposições III e IV.
Justificativa: A resposta correta é a letra E. Uma vez que a reparação visa em geral à recomposição do prejuízo. A responsabilidade civil é a obrigação que tem como fonte o ilícito – por descumprimento de lei ou de contrato. No direito romano antigo, os delitos que acarretavam a responsabilidade civil do agente eram furto, injúria e danos.
Questão 2: A vingança, permitida nas origens, importava a retribuição privada contra o autor do prejuízo, com a ideia de que o dano poderia ser reparado com outro dano.
A) A vingança, permitida nas origens, importava a retribuição privada contra o autor do prejuízo, com a ideia de que o dano poderia ser reparado com outro dano.
B) Com a Lei das XII Tábuas, em 450 a.C., inicia-se a ideia de vingança, com a restituição do prejuízo causado, pelo seu autor.
C) Em 286 a.C., no direito romano, na fase republicana, é criada a Lex Aquilia de damnum, fixando a desnecessidade de culpa para a caracterização da responsabilidade civil pela reparação do dano causado.
D) Com a Lex Aquilia, em 286 a.C., as penas passam a não depender mais da culpa para serem aplicadas.
E) O direito romano não tolerava a ideia da vingança na aplicação das penas.
Justificativa: Resposta correta, alternativa A. Esse dano causado pela retribuição ao dano sofrido tinha a conotação de reparação.
Questão 3: No Cód. Civil de 2002, a matéria da responsabilidade civil está sistematizada no Livro I da Parte Especial, que trata do direito das obrigações. O Título IX do Livro I da Parte Especial trata da responsabilidade civil (Cap. I – da obrigação de indenizar; Cap. II – da indenização).
No Cód. Civil de 1916 a matéria da responsabilidade civil:
A) Não era mencionada em nenhum artigo.
B) Não estava sistematizada.
C) Embora sistematizada, recebia tratamento precário e errôneo.
D) Aparecia apenas na parte contratual.
E) Era preocupação somente no Livro que disciplinava o Direito de Família.
Justificativa: A resposta correta é a letra B. A matéria da responsabilidade civil não estava sistematizada no CC/1916: havia dois art. – 159 e 160 – na parte geral, regulando a responsabilidade aquiliana e algumas excludentes de responsabilidade. Alguns artigos na parte especial, em dois diversos capítulos, também tratavam do tema.
Questão 4: Considere as proposições que seguem:
O ato ilícito pode repercutir na ordem civil e na ordem penal. 
Porque A responsabilidade civil, normalmente patrimonial, depende de violação de norma criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
Pode-se afirmar que:
A) As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C) As duas proposições são incorretas.
D) Apenas a primeira proposição é correta.
E) Apenas a segunda proposição é correta.
Justificativa: A resposta correta é a letra D. Pois na segunda proposição ocorre que a responsabilidade civil, normalmente patrimonial, depende de violação de norma de direito privado.
Questão 5: No CC/1916 não importava o grau de culpa. A indenização se media pela extensão do dano. Ainda que a culpa do agente fosse levíssima, cumpria-lhe reparar o dano. A indenização deveria ser a mais completa. Indenizar significa tornar indene a vítima.
Assinale, quanto ao grau da culpa, a alternativa correta:
A) Conforme o Cód. Civil de 2002, se a culpa for levíssima (agente prudente e cauteloso) e o dano muito grande, o juiz pode reduzir a indenização.
B) No CC de 2002, não importa o grau da culpa. A indenização será medida pela extensão do dano.
C) No atual sistema, o CC/2002 é omisso, mas o juiz pode reduzir o valor da indenização considerando o grau da culpa.
D) A redução da indenização considerando o grau da culpa é matéria tratada exclusivamente pela doutrina, até os dias de hoje.
E) A redução do valor da indenização considerando-se o grau da culpa é ilícita no atual sistema normativo.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. De acordo com o C.C. de 2002, parágrafo único do art. 944, está que se a culpa for levíssima (agente prudente e cauteloso) e o dano muito grande, o juiz pode reduzir a indenização.
Questão 6: Quanto aos danos morais, considere as proposições que seguem:
I. O Dano moral não atinge o patrimônio da vítima, mas causa dor, tristeza, mágoa – perda de ente querido, de um membro; e dano à imagem, à vida privada, à honra, à intimidade.
II. Pessoa jurídica pode ter direito à indenização por dano moral.
III. A honra, a imagem, a privacidade, a intimidade, são direitos fundamentais, que devem ser protegidos inclusive quando não se comprova a ocorrência de dano material.
IV. A indenização moral depende de dano material e pode com este se acumular.
É possível afirmar que:
A) São corretas as proposições I, II e III.
B) São corretas as proposições I, II e IV.
C) São corretas as proposições I, III e IV.
D) Todas as proposições estão corretas.
E) Nenhuma das proposições é correta.
Justificativa: A Alternativa correta é a de letra A. A preposição I e III, estão respaldadas pelo art. 5º, V e X da CF. Já a II preposição, se resguarda com base na Súmula 227 do STJ.
Modulo 2.
Questão 1: O Enunciado 37 do CEJ – Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal estabelece:
“A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.
Pode-se afirmar, então, que a responsabilidade civil por abuso de direito:
A) Tem fundamento exclusivamente jurisprudencial.
B) É responsabilidade civil objetiva.
C) É subjetiva.
D) É facultativa.
E) Tem fundamento exclusivamente doutrinário.
Justificativa: Alternativa Correta, letra B. A Teoria da responsabilidade objetiva pode ser aplicada. Conforme art. 5º, LICC – na aplicação da lei o juiz deve atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.
Questão 2: Não podem acarretar responsabilidade civil:
A) Atos que não violem texto expresso de lei.
B) Atos que não violem texto expresso de lei e nem de contrato.
C) Atos de terceiro.
D) Atos praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido.
E) Atos praticados em estado de necessidade.
Justificativa: Alternativa Correta, Letra D. Na legítima defesa é possível causar dano a outrem – art. 188, II CC/2002. E aqui não há ato ilícito (desde que a defesa seja imediata e moderada).
Questão 3: Considere as proposições abaixo:
A exclusão da responsabilidade civil ocorre em caso de culpa concorrente da vítima
PORQUE
Em caso de culpa exclusiva da vítima não há como imputar culpa ao agente e o dano é inevitável.
Pode-se afirmar que:
A) As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C) As duas proposições são falsas.
D) Apenas a primeira proposição é correta.
E) Apenas a segunda proposição é correta.
Justificativa: Afirmação correta, Letra C. No caso de culpa exclusiva da vítima ocorre a exclusão de responsabilidade do agente.
Questão 4: Considere as seguintes afirmações:
I. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente viola cláusula contratual expressa.II. O abuso de direito só pode ser considerado ato ilícito quando o agente causador do dano viola texto expresso de lei.
III. O abuso de direito enseja a responsabilidade civil apenas quando o comportamento do agente causador do dano é doloso.
É possível dizer que:
A) As afirmações I e III são falsas.
B) As afirmações I e II são falsas.
C) A afirmação III é falsa.
D) As afirmações II e III são falsas.
E) Todas as afirmações são falsas.
Justificativa: Alternativa correta é a letra E, pois, todas as afirmações são falsas, A teoria do abuso de direito surge na jurisprudência e tem a finalidade de aumentar os casos de reparação do dano.
Questão 5: Para a exclusão da responsabilidade civil pode ocorrer:
A) Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa exclusiva de terceiro.
B) Caso fortuito, força maior, culpa exclusiva da vítima ou culpa concorrente da vítima.
C) Culpa concorrente ou exclusiva de terceiro.
D) Apenas caso fortuito ou força maior.
E) Somente a culpa exclusiva da vítima.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. Exclui-se a responsabilidade nos casos de:
a) culpa exclusiva da vítima.
b) caso fortuito - fenômeno natural.
c) força maior - coação irresistível 
No caso fortuito e força maior: elemento objetivo ou interno, o evento não pode ser evitado. surge um elemento subjetivo ou externo - ausência de culpa do agente do dano.
Questão 6: Prescreve o art. 21, XXIII, d da CF (alínea acrescida pela Emenda Constitucional 49, de 8.2.2006): “a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.”
Pode-se concluir, quanto à responsabilidade descrita no dispositivo citado, que:
A) É subjetiva.
B) Decorre do abuso de direito.
C) É objetiva, por isso a necessidade de previsão constitucional.
D) Pode ser evidenciada apenas na hipótese de imperícia, já que a atividade nuclear depende de tecnologia e ciência específicas.
E) É objetiva por força de lei.
Justificativa: A resposta correta é a letra E. Conduta está descrita, no art. 4º do C.C.
Modulo 3.
Questão 1: Ocorrendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização inclui o pagamento do valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes. Faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Neste caso, conforme a lei:
A) Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele.
B) Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, ainda que este se avantaje àquele.
C) Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário desconsiderando-se o valor de afeição, que dependeria de critérios absolutamente subjetivos.
D) Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela apenas pelo seu preço de afeição.
E) Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu valor venal, desconsiderando-se outros critérios.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. De acordo com o parágrafo Único, do artigo 952, CC, Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa, estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não se avantaje àquele”.
 Questão 2. Não é exemplo de responsabilidade civil extracontratual:
A) A responsabilidade por danos provocados por animais, objetiva. O dono ou o detentor responde, salvo excludentes: força maior ou culpa exclusiva da vítima.
B) A obrigação do dono de edifício ou construção pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.
C) A responsabilidade do que habitar prédio, ou parte dele, pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.
D) A do condomínio quando da impossibilidade de identificação do causador do dano decorrente de objetos lançados, consoante interpretação jurisprudencial.
E) A do empreiteiro que não entrega a obra no prazo previsto ao dono da obra.
 Justificativa: Alternativa correta, letra E. A responsabilidade civil nos contratos de empreitada é objetiva, ou seja, independe de culpa. O que não ocorre nos casos de responsabilidade extracontratual, uma vez que provem da responsabilidade do ato de terceiros.
 Questão 3. Considere as proposições seguintes:
I. A indenização em caso de homicídio compreende, sem excluir outras reparações: pagamento de despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; e prestação de alimentos a quem a vítima os devia, levando-se em conta a provável duração da vida da vítima.
II. A responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde compreende despesas de tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença, além de outro prejuízo eventualmente sofrido.
III. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde, se da ofensa resultar defeito que impossibilite a prática da profissão ou do ofício, como a dificuldade de locomoção do atleta, a cicatriz para o modelo, por exemplo, ou se diminuir a capacidade de trabalho, a indenização ainda incluirá pensão correspondente à parte que se perdeu nos rendimentos do ofendido.
IV. Na responsabilidade civil por danos físicos em caso de lesão ou outra ofensa à saúde o prejudicado não pode optar pelo pagamento da indenização de uma só vez.
São corretas:
A) I, II e IV.
B) I, III e IV.
C) II, III e IV.
D) I, II e III.
E) Todas as proposições.
Justificativa: Alternativa correta, letra D. 
I- Alternativa correta com base no art. 948, II, CC.
II- Alternativa correta com base no art. 949, CC.
III- Alternativa correta com base no art. 950, caput do CC.
IV - Alternativa errada uma vez que o prejudicado pode sim optar pelo pagamento de indenização de uma só vez, de acordo com o art. 950, parágrafo único, CC
Questão 4: Considere as afirmações seguintes:
se a obrigação for determinada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar.
porque
Não sendo possível o cumprimento da obrigação em espécie, a lei determina o pagamento do seu valor em pecúnia (moeda corrente).
Pode-se dizer que:
A) As duas afirmações são corretas e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C) Apenas a primeira proposição é correta.
D) Apenas a segunda proposição é correta.
E) As duas proposições são falsas.
Justificativa: Alternativa correta Letra B, ambas afirmações são verdadeiras, de acordo com o princípio da Liquidação de Dano, descrita no art. 946, CC, porém a segunda afirmativa não justifica a primeira, conduta descrita no art. 947, CC.
Questão 5: Prescreve o art. 936, CC:
O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.
Com tal dispositivo, a responsabilidade do dono ou do detentor do animal por dano por este causado pode ser considerada:
A) Subjetiva.
B) Objetiva.
C) Contratual.
D) Aquiliana por ato de terceiro.
E) Dolosa.
Justificativa: Alternativa correta, Letra B. A responsabilidade por danos provocados por animais é objetiva, não depende de culpa. O dono ou o detentor responde, salvo excludentes: força maior ou culpa exclusiva da vítima (artigo 936, CC).
Questão 6: Após sair de um restaurante, Ana atravessou a rua para pegar o seu carro e, por causa de um buraco na via pública, caiu e se machucou gravemente. Passou por duas cirurgias para corrigir uma fratura no ombro e por sessões de fisioterapia. Ficou afastada do trabalho por seis meses, por ser dentista e pela impossibilidade de exercer normalmente o seu ofício.
Resolveu mover ação contra a prefeitura, pela omissão em preservar a via pública.
Nesse caso:A) Ana perderá a ação porque a responsabilidade patrimonial do Estado não pode ocorrer em caso de omissão.
B) Ana deverá provar a culpa, porque em matéria de responsabilidade do Estado por omissão de seus agentes não se pode presumir a culpa, por força de corrente doutrinária.
C) Ana vencerá a demanda porque o Estado responde por ação ou omissão de seus agentes, independentemente de culpa.
D) Ana perderá a ação porque a obrigação de conservar a rua é dos proprietários dos imóveis que existem em cada região.
E) Ana vencerá a ação porque a presunção de culpa da Prefeitura ocorre sempre que o dano à vítima é muito grave.
Justificativa: Alternativa correta, letra B. A responsabilidade objetiva do Estado é determinada no art. 37, §6º da CF.
Módulo 4: 
Questão 1: “Remanesce a responsabilidade objetiva e solidária do Estado nas questões ambientais, sem qualquer possibilidade de excludentes, pois o Poder Público é o sujeito responsável pelo controle, vigilância, planificação e fiscalização do meio ambiente. A responsabilidade do Estado por danos ambientais encontra fundamento no art. 225. §3º, da CF e não no art. 37, §6º, da mesma Carta, pois neste a proteção é de bens individuais, naquele, de direito difuso insuscetível de desamparo jurídico. O Superior Tribunal de Justiça, em julgamento realizado em junho de 2007, considerou a União Federal, por omissão no dever de fiscalizar, solidariamente responsável pelos danos causados ao meio ambiente, ao longo de duas décadas, por empresas mineradoras (Resp. 647.493-SC, 2ª T., rel. Min. João Otávio Noronha)”. (Darlan R. Bittencourt e Ricardo K. Marcondes, apud Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, pp. 95 e 96).
Em matéria de dano ambiental, a responsabilidade civil do agente causador do dano:
A) Não estará configurada se o ato praticado for autorizado por lei.
B) Depende de culpa ou dolo do seu agente causador.
C) Não poderia ser solidária porque a solidariedade não se presume no direito brasileiro.
D) Não depende de culpa e não se exclui ainda que o ato praticado pelo agente causador do dano seja autorizado por lei.
E) É subjetiva do Estado nas atividades sujeitas a aprovação pelo Poder Público e envolve a responsabilidade solidária do Estado pela omissão em fiscalizar.
Justificativa: Alternativa correta, letra D. A responsabilidade por dano ambiental é objetiva (Lei n. 6.938/1981), envolvendo a restituição in natura, pelo causador do dano, ou a indenização por perdas e danos. A responsabilidade pode recair sobre pessoa física ou jurídica, podendo esta ser de direito privado ou público.
Questão 2: A responsabilidade nuclear se configura mesmo se o dano for oriundo de caso fortuito e força maior, que não elidem a presunção de culpa. Assim, é correto afirmar que:
A) A responsabilidade de quem explora atividade nuclear nunca pode ser elidida.
B) A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear pode ser elidida, dentre outras hipóteses, por culpa exclusiva da vítima.
C) Ainda que o dano nuclear resulte de conflito armado ou guerra civil, não está exonerado de responsabilidade aquele que explora atividade nuclear.
D) A responsabilidade civil de quem explora atividade nuclear é subjetiva e contratual.
E) O fundamento para a responsabilidade civil objetiva de quem explora atividade nuclear advém exclusivamente de norma infraconstitucional.
Justificativa: Alternativa B. A responsabilidade de quem explora atividade nuclear é objetiva, e independe da existência de culpa. nos termos do art. 21, XXIII, da CF.
Questão 3: Quanto aos direitos autorais, considere as proposições seguintes:
I. A violação de direito autoral pode ensejar danos morais e materiais, ambos suscetíveis de indenização.
II. Os direitos morais do autor são imprescritíveis e irrenunciáveis.
III. São imprescritíveis os direitos materiais do autor, inclusive o de exploração exclusiva da obra.
É correto afirmar que:
A) São verdadeiras I, II e III.
B) São verdadeiras I e II.
C) São verdadeiras I e III.
D) São verdadeiras II e III.
E) Nenhuma das proposições é verdadeira.
Justificativa: Alternativa correta letra B. Pois referente a última alternativa (III) - O direito autoral embora personalíssimo como emanação da personalidade de seu titular, pode ser cedido em seu ASPECTO MATERIAL a terceiro para fins de exploração comercial.
Questão 4: Há casos em que a reprodução da obra alheia não é considerada ofensa ao direito autoral. O caso mais importante é a reprodução de pequenos trechos, bem como a transcrição do magistério de um autor (citação), quando estas reproduções ou transcrições estejam inseridas no corpo da obra maior e se destinem a fins científicos, literários, didáticos, polêmicos, críticos etc. Há aqui o interesse social de aproveitar da melhor forma o produto da inteligência humana, e nenhum prejuízo é causado ao autor do transcrito, dado o tamanho insignificante da transcrição. Isto é até bom para o autor, como propaganda de seu nome e de sua obra.
Na responsabilidade civil por violação de direito autoral,
A) A citação só não ensejará a indenização ao autor se houver indicação da origem, como nota de rodapé com o nome, obra, edição e página do original de onde se tirou o trecho citado.
B) Ainda que não haja citação da fonte em nota de rodapé não há violação de direito autoral na reprodução de pequenos trechos.
C) A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar apenas a responsabilidade civil por danos morais.
D) A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em rodapé pode ensejar a responsabilidade civil por danos exclusivamente materiais.
E) A reprodução de pequenos trechos sem citação da fonte em nota de rodapé pode ensejar a responsabilidade penal e não civil.
Justificativa: Alternativa A. Aqui há o interesse social de aproveitar da melhor forma o produto da inteligência humana, e nenhum prejuízo há ao autor do transcrito, dado o tamanho insignificante da transcrição. Isto é até bom para o autor, como propaganda de seu nome e de sua obra.
Questão 5: Considere as assertivas seguintes:
Danos ambientais ensejam sanções civis, penais e administrativas.
Porque
A responsabilidade civil por danos ambientais não depende de culpa.
Pode-se afirmar que:
A) As duas proposições são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são verdadeiras e a segunda não justifica a primeira.
C) Apenas a primeira proposição é verdadeira.
D) Apenas a segunda proposição é verdadeira.
E) As duas proposições são falsas.
Justificativa: A resposta correta é a letra B. Ambas afirmativas estão corretas, porém a primeira afirmação trata da penalidade aplicada perante o dano ambiental enquanto a segunda afirmação responsabiliza o agente independente de culpa.
Questão 6: “Crescem, a cada dia, os negócios celebrados por meio da Internet. Entretanto, o direito brasileiro não contém nenhuma norma específica sobre o comércio eletrônico, nem mesmo o Código de Defesa do Consumidor. Ressalve-se a tramitação no Congresso Nacional de vários projetos que tratam da regulamentação jurídica do comércio eletrônico e da assinatura digital, e a edição da Medida Provisória n. 2.200-2/2001, que confere à assinaturas eletrônicas o mesmo poder e validade jurídica daquelas lançadas de próprio punho nos documentos” (Carlos Roberto Gonçalves, Direito Civil Brasileiro, vol. 4, Responsabilidade Civil. Ed. Saraiva, 5ª Ed., 2010, p. 103).
Com base na doutrina supra, pode-se afirmar que:
A) Não se pode atribuir responsabilidade por negócios firmados pela Internet, por não haver norma específica sobre o comércio eletrônico.
B) O empresário que oferece produtos e serviços pela internet se submete às regras da venda e compra e da responsabilidade civil previstas no Código Civil.
C) O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do Código de Defesa do Consumidor, ainda que se trate de contrato internacional em que o proponente esteja domiciliadono exterior.
D) O empresário que oferece produtos e serviços pela Internet se submete às regras do Código de Defesa do Consumidor, salvo em caso de contrato internacional em que o proponente esteja domiciliado no exterior, quando então será aplicada a lei do domicílio do proponente.
E) Responderá apenas o provedor quando o consumidor se sentir lesado por contrato firmado via Internet.
Justificativa: A resposta correta é a alternativa D. As relações via internet podem ser relações de consumo, ou do direito empresarial e, ainda, estritamente civil. Incidem normalmente as leis vigentes, sejam consumeristas, civis, penais, empresariais, tributárias.
Módulo 5: 
Questão 1: Considere as proposições que seguem:
I. O erro médico pode ensejar sanções nos âmbitos penal, civil e administrativo.
II. A responsabilidade civil do médico é objetiva, não depende de culpa, por se tratar, o paciente, de consumidor dos serviços do profissional da saúde.
III. A doutrina aponta exclusivamente vantagens na contratação do seguro de responsabilidade civil por parte do médico.
Pode-se afirmar que:
A) I, II e III são corretas.
B) I e II são corretas.
C) apenas I é correta.
D) apenas II é correta.
E) I e III são corretas.
Justificativa: Alternativa correta letra C. Apenas a afirmativa I é correta, uma vez que a afirmativa II trata da responsabilidade civil do médico como objetiva, entretanto é correto afirmar que é subjetiva e a alternativa III, diz respeito sobre o seguro de responsabilidade, porém a doutrina conforme Léo M. Coutinho trata apenas das desvantagens.
Questão 2: Considere as seguintes proposições:
É preciso estabelecer se houve dolo ou culpa, ou se o erro médico decorreu de caso fortuito, ou da culpa de terceiros, como o Estado, que não forneceu material ou ambiente necessário para o tratamento.
Porque
Se não houver culpa ou dolo, não há obrigação de indenizar – a responsabilidade do médico não é objetiva. 
Pode-se afirmar que:
A) As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C) As duas proposições são falsas.
D) Apenas a primeira proposição é correta.
E) Apenas a segunda proposição é correta.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. Ambas alternativas estão corretas e a segunda justifica a primeira pois a primeira afirmativa trata de estabelecer a conduta, após essa conduta já na segunda afirmativa, trata-se da responsabilização.
Questão 3: O Código de Hamurabi estabelecia que teria a mão cortada o médico que causasse a morte de um awilum (membro da classe social superior) ou lhe destruísse o olho. Se o morto fosse um escravo (objeto), o médico então deveria substituí-lo por outro (§§218 e 219). À época, a responsabilidade civil do médico era, então:
A) subjetiva com a exigência do dolo.
B) subjetiva e caracterizada pela culpa grave.
C) objetiva.
D) contratual e subjetiva.
E) objetiva como nos dias de hoje.
Justificativa: alternativa correta letra C. uma vez que o médico respondia por seus atos de forma objetiva, ou seja, sem necessário comprovar a ação ou omissão.
Questão 4: Não pode ser considerada uma desvantagem do seguro de responsabilidade em caso de profissional da saúde:
A) O paciente vai enxergar na falha de tratamento a possibilidade de lucro – pode querer tirar vantagem da própria doença.
B) Terceiros lucram com o erro.
C) O mau médico se preocupa menos em errar, pois tem o seguro.
D) O médico enxerga o paciente como um inimigo, pois deve fazer seguro para dele se proteger.
E) O médico tem mais liberdade e calma ao trabalhar, não empobrece ao ter que pagar indenização: o preço é dividido por todos os membros da sociedade, que pagam os prêmios; e a vítima não corre o risco de não receber a indenização.
Justificativa: Resposta correta, alternativa E. Segundo Léo M. Coutinho, é uma vantagem que supera as desvantagens o fato de que o médico tenha mais liberdade e calma ao trabalhar, não empobreça ao ter que pagar indenização, o preço ser dividido por todos os membros da sociedade, que pagam os prêmios. E a vítima não correr o risco de não receber a indenização. superando as desvantagens.
Questão 5: A responsabilidade civil contratual é estudada junto com o inadimplemento das obrigações. Aqui quem descumpre o contrato deve provar que não agiu com culpa. A presunção da culpa do inadimplente:
A) Ocorre de forma absoluta.
B) É relativa.
C) Não pode ocorrer na responsabilidade civil extracontratual.
D) Não é a regra na responsabilidade civil contratual.
E) Dificulta a situação da vítima.
Justificativa: Alternativa correta, letra B. A responsabilidade civil é relativa, pois depende de comprovação do agente se ouve culpa ou não.
Questão 6: Por ser contratual, a responsabilidade civil do médico envolve, em regra, a inversão do ônus da prova, pela presunção relativa da culpa. Esta afirmação é acolhida:
A) Pela jurisprudência unânime.
B) Por parte da doutrina e da jurisprudência.
C) Pela doutrina unânime.
D) Pelo legislador, que assim determinou em texto expresso de lei.
E) Pelo Código de Defesa do Consumidor.
Justificativa: Alternativa correta, letra B. Pois existe também jurisprudência no sentido contrário, dizendo que como a obrigação do médico é de meio, e não de resultado, o paciente que deve provar a culpa do médico, não havendo inversão do ônus da prova (RT 523/68; decisão do TJSP).
Módulo 6.
Questão 1: Em uma cirurgia plástica estética, a obrigação do médico é de resultado. No entanto, a ementa abaixo não acolhe recurso especial de paciente que pleiteia indenização:
Ementa: RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. ART. 14 DO CDC. CIRURGIA PLÁSTICA. OBRIGAÇÃO DE RESULTADO. CASO FORTUITO.
EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE.
1. Os procedimentos cirúrgicos de fins meramente estéticos
caracterizam verdadeira obrigação de resultado, pois neles o
cirurgião assume verdadeiro compromisso pelo efeito embelezador
prometido.
2. Nas obrigações de resultado, a responsabilidade do profissional
da medicina permanece subjetiva. Cumpre ao médico, contudo,
demonstrar que os eventos danosos decorreram de fatores externos e
alheios à sua atuação durante a cirurgia.
3. Apesar de não prevista expressamente no CDC, a exigente de caso
fortuito possui força liberatória e exclui a responsabilidade do
cirurgião plástico, pois rompe o nexo de causalidade entre o dano
apontado pelo paciente e o serviço prestado pelo profissional.
4. Age com cautela e conforme os ditames da boa-fé objetiva o médico
que colhe a assinatura do paciente em “termo de consentimento
informado”, de maneira a alertá-lo acerca de eventuais problemas que
possam surgir durante o pós-operatório.
RECURSO ESPECIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
REsp 1180815 / MG
RECURSO ESPECIAL
2010/0025531-0 (J. 19.8.2010. Públ. 26.8.2010) Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI.
No caso acima,
A) indenização à paciente é concedida.
B) Não se acolhe recurso da paciente porque o caso fortuito exclui a responsabilidade civil, ainda que a obrigação seja de resultado.
C) Não se acolhe o recurso especial da paciente porque a responsabilidade civil do médico, sendo de resultado, não depende de culpa.
D) O caso fortuito não exclui o nexo de causalidade.
E) O paciente é indenizado somente pelos danos morais.
Justificativa: Alternativa correta, letra B. Uma vez que o fato decorre de um caso fortuito, ou seja, por um motivo de força maior, exclui-se a responsabilidade civil.
Questão 2: Leia com atenção a ementa abaixo, de julgado do Superior Tribunal de Justiça, e responda à questão proposta:
Ementa:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. PRESCRIÇÃO. TERMO A QUO. CIÊNCIA INEQUÍVOCA DA VÍTIMA DO DANO
IRREVERSÍVEL. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. MATÉRIA DE
PROVA. SÚMULA 7/STJ.
1. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que o prazo prescricional da ação para indenizar dano irreversível causado por erro médico começa a fluir a partir do momento em que a vítimatomou ciência inequívoca de sua invalidez, bem como da extensão de sua incapacidade. Aplicação do princípio da ‘’actio nata’’.
2. O acórdão recorrido fundamentou sua decisão no fato de que o julgamento da lide pelo magistrado de primeiro grau, com declaração da ocorrência da prescrição, foi prematuro, tendo em vista que o delineamento da controvérsia depende ainda da análise de um contexto probatório não produzido pelas partes.
3. Qualquer conclusão em sentido contrário ao que decidiu o aresto impugnado envolve o reexame do contexto fático-probatório dos autos, providência incabível em sede de recurso especial, conforme o que dispõe a Súmula 7/STJ. 
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Quarta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Honildo Amaral, de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ/AP), Aldir Passarinho Junior, João Otávio de Noronha (Presidente) e Luis Felipe Salomão votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília, 22 de junho de 2010 (Data do Julgamento).
MINISTRO RAUL ARAÚJO FILHO (Relator).
O prazo prescricional a que faz menção o julgado, cuja ementa se transcreveu acima, é de:
A) 3 anos.
B) 10 anos.
C) 15 anos.
D) 5 anos.
E) 2 anos.
Justificativa: Alternativa correta, letra D. De acordo com o art. 27 para requerer a reparação dos danos o prazo é de 5 anos do conhecimento do dano e de sua autoria.
Questão 3: Considere as proposições abaixo:
I. Processo penal e no Conselho Regional de Ética podem correr ao mesmo tempo ou não, e a absolvição em um não obriga a absolvição em outro, e vice-versa.
II. Nem sempre que há falta ética há erro médico, mas sempre que há erro médico há falta ética.
III. O prazo prescricional para se pleitear a indenização por erro médico é o do Código Civil de 2002 – 10 Anos.
Pode-se afirmar que:
A) I e II são corretas.
B) I e III são corretas.
C) II e III são corretas.
D) Todas são corretas.
E) Nenhuma das proposições é correta
Justificativa: Alternativa correta, letra A. Pois a alternativa III está errada, uma vez que o prazo prescricional é de 5 anos.
Questão 4: Leia atenciosamente a ementa abaixo:
Ementa:
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR. REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E
MATERIAIS. CIRURGIA PLÁSTICA. ERRO MÉDICO. DEFEITO NO SERVIÇO
PRESTADO. CULPA MANIFESTA DO ANESTESISTA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
DO CHEFE DA EQUIPE E DA CLÍNICA.
1. O Tribunal a quo manifestou-se acerca de todas as questões relevantes para a solução da controvérsia, tal como lhe fora posta e submetida. Não cabe alegação de violação do artigo 535 do CPC, quando a Corte de origem aprecia a questão de maneira fundamentada, apenas não adotando a tese da recorrente. Precedentes.
2. Em regra, o cirurgião chefe dirige a equipe, estando os demais profissionais, que participam do ato cirúrgico, subordinados às suas ordens, de modo que a intervenção se realize a contento.
3. No caso ora em análise, restou incontroverso que o anestesista, escolhido pelo chefe da equipe, agiu com culpa, gerando danos irreversíveis à autora, motivo pelo qual não há como afastar responsabilidade solidária do cirurgião chefe, a quem estava o anestesista diretamente subordinado.
4. Uma vez caracterizada a culpa do médico que atua em determinado serviço disponibilizado por estabelecimento de saúde (art. 14, § 4º, CDC), responde a clínica de forma objetiva e solidária pelos danos decorrentes do defeito no serviço prestado, nos termos do art. 14, § 1º, CDC.
5. Face as peculiaridades do caso concreto e os critérios de fixação dos danos morais adotados por esta Corte, tem-se por razoável a condenação da recorrida ao pagamento de R$ 100.000,00 (cem mil reais) a título de danos morais. Recurso especial conhecido em parte e, nesta parte, provido.
STJ. REsp 605435 / RJ
RECURSO ESPECIAL
2003/0167564-1 Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO. J. 22.9.2009.
Nos termos da ementa acima, a responsabilidade civil do médico anestesista:
A) Não foi considerada pelo STJ no caso em questão.
B) Foi constatada pelo STJ e considerada subjetiva.
C) Foi considerada objetiva pelo STJ e não foi constatada no caso em questão.
D) Foi considerada subjetiva, mas não foi levada em conta no caso em tela.
E) Foi levada em conta no caso em questão e considerada objetiva.
 Justificativa: Resposta correta, alternativa B. Foi constatada pelo STJ e considerada subjetiva. Pois a obrigação do anestesista é de meio, e não de resultado.
Questão 5: Considere as assertivas que seguem:
I. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa fazer o atendimento, é omissão que prescreve em 2 (dois) anos.
II. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa fazer o atendimento, configura crime de omissão de socorro.
III. Deixar de atender o paciente em caso de urgência, quando não haja outro médico que possa fazer o atendimento, pode ensejar a responsabilidade civil do médico.
Pode-se afirmar que:
A) I e II são corretas.
B) I e III são corretas.
C) II e III são corretas.
D) Todas são corretas.
E) Nenhuma das proposições é correta.
Justificativa: Alternativa C, II e III são corretas. Já a terceira alternativa é incorreta pois neste caso cabe a omissão.
Questão 6: Leia o texto abaixo e responda:
“A responsabilidade civil do advogado é subjetiva. O advogado em geral tem responsabilidade civil de meio, e não de resultado. Deve atuar com diligência, para o alcance de bom êxito, mas não responde se simplesmente deixar de alcançar o resultado mais vantajoso para o seu cliente.
Por ter responsabilidade em regra contratual, posto que um contrato de mandato é firmado entre o advogado (mandatário) e seu cliente (o mandante), que lhe transfere poderes, podemos entender que diante da ação que visa atribuir, ao advogado, a responsabilidade civil, cabe a inversão do ônus da prova, com a culpa presumida do mandatário”.
É correto afirmar que:
A) A responsabilidade civil do advogado tem previsão no Código de Defesa do Consumidor, e não no Código Civil.	
B) O advogado só pode ser contratado pelo cliente mediante contrato de mandato.
C) A presunção de culpa do advogado é absoluta.
D) Não se admite, na responsabilização do advogado, a inversão do ônus da prova.
E) A responsabilidade civil do advogado depende de culpa, como regra geral.
Justificativa: Alternativa correta, letra E. A responsabilidade civil do advogado é subjetiva. Responde apenas por culpa (dolo ou imprudência, negligência ou imperícia).
Módulo 7.
Questão 1: Leia o texto abaixo e responda:
“A modernização, com carros mais rápidos, máquinas modernas, traz mais riscos. A vítima não pode provar a culpa. A culpa pode nem existir. Muitos danos são conexos às atividades, são inevitáveis, como mostram as estatísticas”.
O trecho acima faz referência à responsabilidade civil:
A) Objetiva.
B) Subjetiva.
C) Contratual.
D) Extracontratual.
E) Por abuso de direito. 
Justificativa: Alternativa correta, letra A. A responsabilidade objetiva. A regra no Direito Civil é a da responsabilidade subjetiva (art. 186, CC), mas no CDC, nas relações de consumo, pela dificuldade de demonstrar a prova, para que terceiro vítima de acidente de consumo tenha direito de indenização, para responsabilizar o fornecedor diretamente, a responsabilidade é objetiva (mais eficiente e adequada nas relações de consumo).
Questão 2: Considere as afirmações abaixo:
I.O Código Civil prescreve o dever geral de não causar prejuízo a outrem.
II. O Código de Defesa do Consumidor prescreve o dever especial de não colocar no mercado produtos e serviços que possam acarretar riscos à saúde e segurança do consumidor
III. O fornecedor por causa do dever geral de não causar prejuízo, nos termos do Código Civil, não pode colocar no mercado produtos e serviços que impliquem riscos à saúde e à segurança, exceto os havidos normais e previsíveis em decorrênciade sua natureza e fruição; e deve dar ao consumidor informações necessárias e adequadas a respeito do funcionamento e da potencialidade danosa.
É possível afirmar que:
A) I e II são corretas e III é falsa.
B) I e III são corretas e II é falsa.
C) II e III são corretas e I é falsa.
D) I, II e III são corretas.
E) I, II e III são incorretas.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. A afirmativa trata do dever geral, entretanto o dever que está em destaque é o dever especial, descrito no artigo 8° do CDC.
Questão 3: O Código de Defesa do Consumidor prescreve o dever especial de não colocar no mercado produtos e serviços que possam acarretar riscos à saúde e segurança do consumidor. Por conta de tal dever especial, o fornecedor não pode causar prejuízo. Não pode colocar no mercado produtos e serviços que impliquem riscos à saúde e à segurança, exceto os havidos normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição; e deve dar ao consumidor informações necessárias e adequadas a respeito do funcionamento e da potencialidade danosa.
Se não cumprir tais obrigações, o fornecedor:
A) Tem responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, e obrigação de indenizar consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos produtos e serviços.
B) Tem somente responsabilidade pelo fato do produto, e obrigação de indenizar consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos produtos.
C) Tem responsabilidade pelo fato do serviço, exclusivamente, e obrigação de indenizar consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos serviços.
D) Tem responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, e obrigação de indenizar exclusivamente o consumidor por causa dos defeitos nos produtos e serviços.
E) Responde pelo fato do produto e do serviço: é obrigado a indenizar o consumidor e vítimas por causa dos defeitos nos produtos e serviços, desde que provada a sua culpa.
Justificativa: Alternativa correta letra A. Se o fornecedor não cumprir obrigação, tem responsabilidade pelo fato do produto e do serviço, consoante art. 12 e 14, CDC. 
Questão 4: Quanto à responsabilidade civil nas relações de consumo, não é correto afirmar, quanto ao regime anterior ao Código de Defesa do Consumidor, que:
A) O consumidor devia demonstrar a culpa (responsabilidade subjetiva) do fornecedor – art. 159 , CC/1916.
B) O consumidor só podia acionar comerciante vendedor, e não fornecedores em geral – não tinha ação direta contra eles.
C) Os prazos curtos de prescrição e decadência, contados da tradição da coisa, resultavam na dificuldade de indenização em caso de vício redibitório (art. 178, §§ 2º e 5º, IV CC/1916). E não havia o vício de serviço. Falava-se apenas em vício oculto de bem – vício aparente e de fácil constatação não geravam direito de proteção.
D) Na responsabilidade por vício redibitório só havia ação ex empto (de redibição), e quanti minoris (abatimento de preço), insuficientes para o interessado.
E) O consumidor não tinha o ônus da prova e a responsabilidade civil do fornecedor não dependia de culpa.
Justificativa: Alternativa E. De acordo com a responsabilidade subjetiva do fornecedor – art. 159, CC/1916 e 186, CC/002.
Questão 5: Fornecedores procuram produzir bens e serviços adequados ao consumo, seguros, eficientes e indenes de defeitos, utilizando-se, para tanto, de testes e controles de produção e qualidade, para eliminar ou reduzir (pelo menos) a colocação no mercado de produtos defeituosos.
Ainda assim,
A) Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança e patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por coisas (produtos e serviços) e não por pessoas, e se repetem com frequência, conforme as estatísticas. Tais defeitos, danos e lesões são passíveis de indenização.
B) Sempre são evitados os defeitos e lesões à saúde, segurança e patrimônio dos consumidores e usuários.
C) Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança e patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por pessoas, e se repetem com frequência, sem ensejar direito a indenização.
D) Danos ocorrem sempre por dolo do fornecedor e somente por isso geram direito à indenização.
E) Mesmo com diligência e rigoroso controle, ocorrem defeitos e lesões à saúde, segurança e patrimônio dos consumidores e usuários. Tais danos, anônimos e inevitáveis, são produzidos por coisas (produtos e serviços) e não se repetem com frequência, conforme as estatísticas.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. Daí a responsabilidade objetiva. A regra no Direito Civil é a da responsabilidade subjetiva (art. 186, CC), mas no CDC, nas relações de consumo, pela dificuldade de demonstrar a prova, para que terceiro vítima de acidente de consumo tenha direito de indenização, para responsabilizar o fornecedor diretamente, a responsabilidade é objetiva (mais eficiente e adequada nas relações de consumo).
Questão 6: Assinale, dentre as alternativas abaixo, a que não se refere a exclusão de responsabilidade civil do fornecedor:
A) O fornecedor prova que não colocou o produto no mercado. Aqui, a responsabilidade é do real fornecedor, que verdadeiramente colocou o produto ou serviço no mercado.
B) Está excluída a responsabilidade se o fornecedor não executou o serviço (exclusão sem previsão expressa no CDC).
C) Defeito inexistente: mesmo que o fornecedor tenha colocado no mercado o produto ou serviço, ainda que haja dano. Ocorre que o dano não decorreu do defeito. O dano tem origem em causas diversas, e não em defeito atribuído à coisa.
D) Culpa concorrente do consumidor. Nesse caso não há nexo causal entre defeito e dano. Trata-se de uso negligente e anormal do produto. O consumidor ou usuário não segue as instruções ou advertências, emprega o produto de modo inadequado; ou o produto é usado por pessoa a quem a mercadoria é contraindicada. O uso é diverso do objetivamente previsto. Não se respeita o prazo de validade (usa ou consome fora do prazo). Quando não se percebe vício ou defeito manifesto.
E) Nas hipóteses de caso fortuito ou força maior. Para produto ou serviço. Não há neste caso nexo causal entre defeito e danos. Ex.: raio faz explodir o eletrodoméstico e pega fogo na casa – não há nexo causal. Não há como ligar defeito eventual a evento danoso.
Justificativa: Alternativa D. A culpa pode ser concorrente ou exclusiva da vitima para o evento danoso, na culpa recorrente a responsabilidade do fornecedor não desaparece, é só atenuada.
Módulo 8.
Questão 1: Na responsabilidade por vício o consumidor escolhe as alternativas de ressarcimento da lei. O escopo é garantir o perfeito funcionamento do produto vendido. O vício de qualidade no produto não pode ensejar:
A) Substituição das partes viciadas (conserto).
B) Não sendo sanado o vício em 30 dias, substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso. Se não tiver na loja ou no mercado, exigência da substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, complementando, o consumidor, o pagamento, ou obtendo a restituição da diferença.
C) Restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.
D) Abatimento proporcional do preço.
E) Indenização pecuniária por danos causados ao consumidor.
Justificativa: Alternativa correta letra E. A responsabilidade por vícios não gera indenização pecuniária por danos causados aos consumidores. Isto ocorre na responsabilidade pelo fato. Aqui, o escopo é garantir o perfeito funcionamento do produto vendido, e não a indenização do dano.
Questão 2: Quanto aos DEFEITOS EM SERVIÇOS, considere as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Os defeitos em serviços relacionam-se a prestação de serviço em qualquer modalidade, exceto de caráter trabalhista, e a insuficiência ou inadequação de informações sobre fruição e riscos.
II. Conforme o CDC, é defeituoso o serviço quando não oferece a segurança que o consumidor podedele esperar.
III. Deve-se considerar modo de fornecimento ou de prestação, resultado e riscos razoáveis que se esperam do serviço e época em que foi fornecido – não se considera defeituoso pelo simples fato de adoção de novas técnicas. 
A) I e II são corretas.
B) I e III são corretas.
C) II e III são corretas.
D) I, II e III são corretas.
E) I, II e III são incorretas.
Justificativa: Alternativa correta letra, D. Todas as alternativas estão corretas conforme o artigo 3, §2°. Artigo 14 e § 1° e artigo 2º do CDC.
Questão 3: Quanto à garantia legal e ao regime de responsabilização do Código de Defesa do Consumidor, considere as proposições seguintes e assinale a alternativa correta:
O CDC determina que os produtos e serviços colocados no mercado sejam de boa qualidade: sem vícios ou defeitos que os tornem impróprios para uso ou consumo ou que lhes diminuam o valor.
PORQUE
O CDC adotou o regime de garantia legal. A própria lei dá a garantia, independentemente de garantia contratual.
A) As duas proposições são corretas e a segunda justifica a primeira.
B) As duas proposições são corretas e a segunda não justifica a primeira.
C) Apenas a primeira proposição é correta.
D) Apenas a segunda proposição é correta.
E) As duas proposições são incorretas.
Justificativa: Alternativa correta, letra A. De acordo com o CDC, é defeituoso o serviço quando não oferece a segurança que o consumidor pode dele esperar. Deve-se considerar modo de fornecimento ou de prestação, resultado e riscos razoáveis que se esperam do serviço e época em que foi fornecido – não se considera defeituoso pelo simples fato de adoção de novas técnicas (art. 14, §§1º e 2º do CDC).
Questão 4: Leia as frases abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Aquisição, pelo consumidor, do produto colocado no mercado de consumo, de fabricante ou de vendedor, ou contratação de serviço.
II. Ocorrência de vício de qualidade ou quantidade que comprometa a funcionalidade do produto ou serviço ou lhe diminua o valor.
III. Que a reclamação acerca do vício ocorra dentro do prazo fixado em lei.
No regime do Código de Defesa do Consumidor, são pressupostos da responsabilidade por vício:
A) I e II.
B) I, II e III.
C) I e III.
D) II e III.
E) Nenhuma das proposições colocadas.
Justificativa: Alternativa correta, letra B. Todas as assertivas acimas são pressupostos da responsabilidade por vicio de acordo com as seções II e III do cap. IV. do CDC.
Questão 5: Considere as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Está excluída a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço quando há prova de que não é o fabricante, produtor, construtor, importador, comerciante ou incorporador do produto ou prestador do serviço (prova que não foi ele que colocou o produto ou serviço no mercado).
II. Está excluída a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço quando há prova de que o vício inexiste, embora reconheça a colocação no mercado.
III. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço a decadência (decurso de prazo para reclamar, sem que seja tomada tal providência).
IV. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros.
V. Exclui a responsabilidade civil por vício do produto e do serviço o caso fortuito ou a força maior.
A) I, III e V são corretas.
B) I, IV e V são corretas.
C) II, III e IV são corretas.
D) Todas são incorretas.
E) Todas são corretas.
Justificativa: Alternativa correta, letra E. O CDC é omisso quanto a tal exclusão, entretanto a doutrina expõe as preposições acima como exclusão da responsabilidade civil por vicio.
Questão 6: Leia com atenção a ementa abaixo e responda à questão proposta:
REsp 567333 / RN
RECURSO ESPECIAL
2003/0078182-5
Ministro FERNANDO GONÇALVES (Relator). Quarta turma.
J. 02/02/2010. Publ. 08/03/2010.
Ementa:
 CONSUMIDOR. VEÍCULO NOVO. DEFEITO. RESTITUIÇÃO DO VALOR DO BEM
ACRESCIDO DE PERDAS E DANOS. VÍCIO DO PRODUTO. PRAZO DECADENCIAL.
1. Adquirido veículo novo com defeito não sanado no prazo de trinta
dias, pode o consumidor exigir a restituição da quantia paga,
acrescida de eventuais perdas e danos. Inteligência do art. 18 do
Código de Defesa do Consumidor.
2. O prazo a ser tomado em conta para o ingresso com a ação nas
hipóteses de vício do produto é o previsto no art. 26 do Código de
Defesa do Consumidor (90 dias quando se tratar de bem durável).
3. Nos termos do § 1º, do referido art. 26, o prazo decadencial de
noventa dias se inicia quando termina a execução dos serviços
realizados na tentativa de conserto do bem, sendo previstas, ainda,
no § 2º, circunstâncias que obstam a decadência, como, por exemplo,
a reclamação feita pelo consumidor. Nesse contexto, como a
verificação da data inicial do prazo, bem como de eventuais
situações obstativas demandam incursão no conjunto fático-probatório dos autos, necessário se faz o retorno do processo ao Tribunal de origem para que se manifeste sobre a questão.
4. Recurso conhecido em parte e, nesta extensão, provido.
Assinale a alternativa incorreta:
A) No CDC os prazos são maiores e há vantagem quanto ao termo inicial.
B) O CDC prevê os seguintes prazos: 30 dias para produto ou serviço não durável; 90 dias para produto ou serviço durável.
C) Não prevê, o CDC, circunstâncias que obstam a decadência, como, por exemplo, a reclamação feita pelo consumidor.
D) O termo inicial do prazo varia conforme a natureza do vício: aparente ou de fácil constatação conta-se a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução do serviço; oculto conta-se a partir do momento em que ficar evidenciado.
E) O prazo não corre enquanto não decidida reclamação formulada perante o fornecedor, nem enquanto durar a tramitação de inquérito civil.
Justificativa: Alternativa C. - Os prazos decadenciais para reclamar são maiores (30 ou 90 dias, cf. se trate de produto ou serviço não durável ou durável, nos termos do art. 26).

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