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Disciplina: Direito Civil Prescrição e Decadência no Código Civil ORIGENS: A prescrição tem sua origem no direito romano, assim como sua derivação vocabular da língua portuguesa, que provêm da expressão latina praescriptio, que significa “escrever antes”, “no começo”. “Assim, no direito romano, sob o mesmo vocábulo, surgiram duas instituições jurídicas, que partem dos mesmo elementos: ação prolongada do tempo e inércia do titulo”. De início as ações romanas eram de caráter perpétuas, podendo as partes recorrer a qualquer tempo. Mais com o passar do tempo essas foram sendo adaptadas às reais exigências; assim os pretores, que eram magistrados responsáveis pela administração da justiça, não legislavam, porém suas decisões eram protegidas legalmente – como a fixação de prazos às partes. Destarte, o direito pretoriano vinha com a incumbência de complementar tal direito romano primitivo. Já quanto à decadência, sua origem vocabular vem do verbo latino cadere, que significa cair. Existe desde muito tempo uma grande polêmica que diferencie prescrição e decadência. Tanto uma quanto a outra extinguem direitos por inércia no decurso de tempo para agir em determinado caso; sendo que a prescrição extingue o direito indiretamente e a decadência o atinge diretamente. Conceito: as relações jurídicas sofrem alterações em razão do tempo, que atua como fato gerador ou destruidor de direitos. “A prescrição e a decadência são institutos que evidenciam a enorme importância do tempo no direito Conceito: as relações jurídicas sofrem alterações em razão do tempo, que atua como fato gerador ou destruidor de direitos. “A prescrição e a decadência são institutos que evidenciam a enorme importância do tempo no direito Conceito: as relações jurídicas sofrem alterações em razão do tempo, que atua como fato gerador ou destruidor de direitos. “A prescrição e a decadência são institutos que evidenciam a enorme importância do tempo no direito.” Prescrição: é a perda do direito de ingresso de ação, atribuída a u m outro direito, e de toda a sua capacidade durante determinado tempo. A prescrição faz esgotar o direito de propositura da ação. É a perda da pretensão, em virtude da inércia de seu titula r, no prazo previsto pela lei (art. 189 do CC). O prazo para exercício do direito é variável conforme o direito do titular. Quando o CC não tiver estabelecido outro prazo ele será de 10 anos (art. 205, CC). Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. Requisitos: * Existência de uma pretensão que possa ser alegada em juízo; * Inércia do titular; * Continuidade da inércia por determinado lapso temporal; * Inexistência de fato que a lei confira valor impeditivo, suspensivo ou interruptivo do lapso temporal. Os prazos prescricionais são os dos artigos 2 05 e 206 do CC, os demais são decadenciais (art. 189, CC). Em decorrência da revogação do art. 194 (revogado pela Lei n. 11.280/2006), a prescrição passou a ser matéria passível de ser conhecida de ofício pelo juízo. Pretensões imprescritíveis: há pretensões, que, dadas as suas peculiaridades , são insuscetíveis de prescrição. São, portanto, imprescritíveis: * Direitos da personalidade; *Direitos relativos ao estado do indivíduo (o estado de filiação, a qualidade de cidadania, a condição conjugal); * Direitos referentes aos bens públicos; * Pretensão de haver bens confiados à guarda; * Pretensão destinada a anular inscrição do nome empresarial feita com violação de lei ou do contrato (art. 1.167, CC). Impedimento: é o obstáculo ao decurso do prazo prescricional, ou seja, o impedimento obsta o inicio da fluência do prazo, neste caso, dá -se a suspensão. São, desse modo, casos de impedimento ou suspensão da prescrição, consoante já tenha iniciado ou não o decurso do lapso temporal prescricional (arts. 197, 198 e 199 do CC). Interrupção: a interrupção da prescrição é disciplinada pelo art. 2 02 do CC. Na interrupção o prazo que começou a fluir volta do começo. Inutiliza-se todo o tempo prescricional decorrido. Em regra, aplica-se a interrupção em qualquer caso em que o titular do direito, de maneira inconteste, tenha intentado a proteção do se u direito (art. 202). A interrupção da prescrição só poderá ocorrer uma vez (art. 202, CC). É a atividade do interessado que fará suspender, impedir ou interromper o prazo prescricional. São assim, as mesmas causas que interagem nesse mister, a depender, somente do momento em que o correm. Os prazos prescricionais estão descritos no Código Civil, porém serão aplicados os prazos do Código Civil de 1916 sempre que o de 2002 tenha disposto prazo menor e, na data de entrada em vigor do CC de 2002, já tenha decorrido mais d a metade do prazo previsto no CC de 1916 (art. 2.028 do CC de 2002). Decadência: trata-se da perda do direito propriamente dito, ou seja, é a “morte” da relação jurídica pela falta de exercício em tempo hábil. Os prazos prescricionais são apenas aquele taxativamente discriminados na Parte Geral do CC. As regras de impedimento, suspensão ou interrupção da prescrição não salvo, salvo disposição legal em contrario, aplicáveis a decadência. Assim, iniciado o prazo decadencial, não será possível, em regra, trata -lhe oposição (art. 207, CC). A decadência não corre contra os absolutamente incapazes que trata o art. 3º do CC (conforme o art. 208 c/c o art. 195, I do CC). Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais, que derem causa à decadência ou não a alegarem oportunamente. A decadência, tal qual a prescrição, pode ser conhecida, de oficio, pelo juiz, exceto no caso de prazo decadencial estipulado por convenção (art. 210 c/c o art. 211, CC). A decadência fixada em lei é irrenunciável (art. 209, CC).