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Origens da ação de cuidar HISTÓRIA DA ENFERMAGEM Profa. Enfa. Me. Sara Albuquerque dos Santos Enfermagem O que é enfermagem? CONCEITO DE ENFERMAGEM “A Enfermagem é a arte e a ciência do CUIDAR, necessária a todos os povos e a todas as nações, imprescindível em época de paz ou em época de guerra e indispensável à preservação da saúde e da vida dos seres humanos em todos os níveis, classes ou condições sociais.” (GEOVANINI, 2002) QUEM É O ENFERMEIRO? O enfermeiro é um profissional de nível superior da área da saúde, responsável pela PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E RECUPERAÇÃO da saúde dos indivíduos, dentro de sua comunidade. Presta assistência ao paciente ou cliente em clínicas, hospitais, ambulatórios, empresas, postos de saúde e em domicílio, realizando atendimento de enfermagem; coordenam e auditam serviços de enfermagem, implementam ações para a promoção da saúde junto à comunidade. "O Ser-Enfermeiro é um ser humano, com todas as suas dimensões, potencialidades e restrições, alegrias e frustrações; é aberto para o futuro, para a vida, e nela se engaja pelo compromisso assumido com a enfermagem. Este compromisso levou-o a receber conhecimentos, habilidades e formação de enfermeiro, sancionados pela sociedade que lhe outorgou o direito de cuidar de gente, de outros seres humanos. Em outras palavras: o Ser-Enfermeiro é gente que cuida de gente.” Wanda Horta O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DAS PRÁTICAS DE SAÚDE O desenvolvimento das práticas de saúde está intimamente associado às estruturas sociais das diversas nações em épocas diferentes.” (GEOVANINI, 1995). PRÁTICAS DE SAÚDE INSTINTIVAS PRÁTICAS DE SAÚDE INSTINTIVAS O cuidar existe desde que existe gente. Garantia de sobrevivência para os grupos nômades primitivos. A mulher era responsável pelo cuidado de crianças, velhos e doentes (proteção materna instintiva). Conceitos de higiene e saúde na Bíblia. Grupos humanos se espalham formando tribos, nações e povos. PRÁTICAS DE SAÚDE MÁGICO- SACERDOTAIS PRÁTICAS DE SAÚDE MÁGICO- SACERDOTAIS Até o século V a.C. A doença era infligida aos homens pelos deuses ou por meio de um feiticeiro como castigo. Sacerdotes responsáveis pela cura nos templos. Mulheres com a prática domiciliar de partos. Deuses gregos: HYGIEA – deusa da saúde PANACÉA – deusa da cura dos males ESCULÁPIO – deus da arte da cura e da cirurgia. PRÁTICAS DE SAÚDE NO ALVORECER DA CIÊNCIA PRÁTICAS DE SAÚDE NO ALVORECER DA CIÊNCIA Do século V a.C. até os primeiros séculos da era cristã. Surgem os grandes filósofos que questionam o sobrenatural. Relação causa X efeito. Hipócrates – método indutivo da inspeção e da observação. Manuscritos sobre a importância do diagnóstico, prognóstico e terapêutica. Romanos – obras de saneamento: ruas limpas, casas bem ventiladas, água pura e abundante, banhos públicos, rede de esgotos, drenagem de águas de terrenos pantanosos. Primeiras escolas médicas nos grandes centros culturais: Alexandria, Sicília e Ásia Menor. Cuidar dos doentes era tarefa praticada por feiticeiros, sacerdotes e mulheres naturalmente dotadas de aptidão e que possuíam conhecimento rudimentar sobre ervas e preparo de remédios. PRÁTICAS DE SAÚDE MONÁSTICO MEDIEVAIS Séculos V a XIII. Influência da Igreja – monopólio moral, intelectual e financeiro. Cuidar de doentes era prática de caridade. Primeiros hospitais, sob direção religiosa: São Basílio (Cesaréia) e os Hotel de Dieu (França). Função: assistir os pobres e moribundos e separar os perigosos. Enfermagem começa a aparecer praticada por religiosas e viúvas e desvinculada de princípios científicos. Baseava-se em: Moral rígida Amor ao próximo Ações de saúde caseiras e populares. PRÁTICAS DE SAÚDE PÓS- MONÁSTICAS PRÁTICAS DE SAÚDE PÓS-MONÁSTICAS Séculos XIII a XVI. Renascimento – reflorescimento da cultura, ciência e artes. Leonardo da Vinci. Uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.[ Perda progressiva do prestígio da Igreja. Surgem universidades, onde se prioriza o estudo do organismo humano, seu comportamento e suas doenças, descobertas anatômicas e cirurgias. Enquanto o saber médico crescia, a enfermagem vivia seu pior momento – religiosas substituídas por mulheres de baixo nível moral e social que desenvolviam tarefas domésticas. Nos hospitais os doentes pobres eram negligenciados, misturados e só serviam para estudo. Ricos tratados em casa. PRÁTICAS DE SAÚDE NO MUNDO MODERNO Séculos XVI a XIX. A Revolução Industrial tira o homem do campo para a cidade. Condições insalubres e desnutrição levam a doenças. Para ter produção (e lucro), o Estado assume o controle da assistência. Exércitos precisam de homens saudáveis para as guerras. O elevado índice de óbitos nos hospitais de guerra exige que ele seja reorganizado. Nesse contexto a Enfermagem começa a ser institucionalizada. Enfermagem Moderna 1909 - enfermeira atende ferido em campo militar. O avanço da Medicina vem favorecer a reorganização dos hospitais. É na reorganização da Instituição Hospitalar e no posicionamento do médico como principal responsável por esta reordenação, que vamos encontrar as raízes do processo de disciplinarização e seus reflexos na Enfermagem, ao ressurgir da fase sombria em que esteve submersa até então. A evolução crescente dos hospitais não melhorou, entretanto, suas condições de salubridade. Diz-se mesmo que foi a época em que estiveram sob piores condições, devido principalmente à predominância de doenças infecto-contagiosas e à falta de pessoas preparadas para cuidar dos doentes. Os ricos continuavam a ser tratados em suas próprias casas, enquanto os pobres, além de não terem esta alternativa, tornavam-se objeto de instrução e experiências que resultariam num maior conhecimento sobre as doenças em benefício da classe abastada. É neste cenário que a Enfermagem passa a atuar, quando Florence Nightingale é convidada pelo Ministro da Guerra da Inglaterra para trabalhar junto aos soldados feridos em combate na Guerra da Criméia. Obrigada!!