RESPONSABILIDADE CIVIL -  Aula 01 I
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RESPONSABILIDADE CIVIL - Aula 01 I


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RESPONSABILIDADE CIVIL 
 
 
 
1a Questão 
 
 
A responsabilidade Civil é um instituto altamente dinâmico e flexível, em constante 
transformação para atender às necessidades sociais que se manifestam cotidianamente. A 
noção de responsabilidade civil esta relacionada a noção de não prejudicar um terceiro, é 
a obrigação que pode determinar a uma pessoa a reparar um prejuízo causado a outrem. 
Em sentido etimológico, responsabilidade exprime a ideia de: 
 
 
 
Limites impostos pelo seu fim econômico ou social. 
 Fato constitutivo de seu direito. 
 Obrigação, encargo e contraprestação. 
 
Ato unilateral de vontade. 
 
Ato ilícito que causa dano a outrem. 
 
 
Explicação: 
Em seu sentido etimológico, responsabilidade exprime a ideia de obrigação, encargo, 
contraprestação. Em sentido jurídico, o vocábulo não foge dessa ideia. Designa o dever de 
alguém ter de reparar o prejuízo decorrente da violação de outro dever jurídico. 
 
2a Questão 
 
 
(TRT/ 4ª REGIÃO / 2012) - Ao arbitrar indenização decorrente de responsabilidade civil, 
 
 
 se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz 
poderá reduzir o valor da indenização. 
 
no caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das 
despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, 
excluídos os demais prejuízos que tenha sofrido. 
 
o grau de culpa jamais interfere no valor da indenização. 
 
no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na 
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a 
morte dos alimentados. 
 
se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das 
despesas do tratamento e lucros cessantes, incluirá pensão correspondente à 
importância do trabalho para que se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser 
paga mensal e periodicamente. 
 
 
Explicação: 
Art. 945 do CC - Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua 
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a 
do autor do dano. 
 
3a Questão 
 
 
A Lei n. 10.406 de 2002 (Código Civil), reconheceu formalmente a reparabilidade dos 
danos morais, embora a questão já estivesse pacificada pela Constituição Federal de 
1988, fazendo-se a atualização legislativa obrigatória, marque a alternativa cujo texto 
retrata fiel e claramente esse reconhecimento no Código Civil de 2002. 
 
 
 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos 
casos de dolo ou culpa. 
 
Nenhuma das alternativas. 
 Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, 
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, 
comete ato ilícito. 
 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização 
por dano material, moral ou à imagem. 
 
São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação. 
 
 
Explicação: 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e 
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
 
4a Questão 
 
 
O abuso de direito acarreta: 
 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio 
fraudulento ou simulado. 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte 
prejudicada, independentemente de decisão judicial. 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz 
 
 
Explicação: R:Caio Mário da Silva Pereira (2007, p. 673) esclarece que ¿Não se pode, na 
atualidade, admitir que o indivíduo conduza a utilização de seu direito até o ponto de 
transformá-lo em causa de prejuízo alheio. Não é que o exercício do direito, feito com 
toda regularidade, não seja razão de um mal a outrem. Às vezes é, e mesmo com 
freqüência. Não será inócua a ação de cobrança de uma dívida, o protesto de um título 
cambial, o interdito possessório que desaloja da gleba um ocupante. Em todos esses 
casos, o exercício do direito, regular, normal, é gerador de um dano, mas nem por isso 
deixa de ser lícito o comportamento do titular, além de moralmente defensável. Não 
pode, portanto caracterizar o abuso de direito no fato de seu exercício causar 
eventualmente um dano ou motivá-lo normalmente, porque o dano pode ser o resultado 
inevitável do exercício, a tal ponto que este se esvaziaria de conteúdo se a sua utilização 
tivesse de fazer-se dentro do critério da inocuidade¿ 
 
5a Questão 
 
 
(OAB/VIII Exame Unificado/2012) - João dirigia seu veículo respeitando todas as normas 
de trânsito, com velocidade inferior à permitida para o local, quando um bêbado atravessou 
a rua, sem observar as condições de tráfego. João não teve condições de frear o veículo 
ou desviar\u2010se dele, atingindo\u2010o e causando\u2010lhe graves ferimentos. 
 
A partir do caso apresentado, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
Faltaram todos os elementos que configuram a responsabilidade civil, como por 
exemplo, a conduta humana, não ficando configurada a responsabilidade civil. 
 
Faltou um dos elementos da responsabilidade civil, qual seja, a conduta humana, 
não ficando configurada a responsabilidade civil. 
 Houve rompimento do nexo de causalidade, em razão da conduta da 
vítima, não restando configurada a responsabilidade civil. 
 
Houve responsabilidade civil, devendo João ser considerado culpado por sua 
conduta. 
 
Inexistiu um dos requisitos essenciais para caracterizar a responsabilidade civil: o 
dano indenizável e, por isso, não deve ser responsabilizado. 
 
 
Explicação: 
 Para a configuração da responsabilidade civil é necessário que estejam presentes alguns 
pressupostos. Sobre os mencionados pressupostos, Sergio Cavalieri Filho (2015, p. 70) 
entende que ¿a responsabilidade civil requer a existência de uma conduta culposa, nexo 
causal e um dano, dispensando o elemento culpa quando se tratar de responsabilidade 
objetiva¿. 
O nexo causal entre a conduta do ofensor e o dano sofrido pela vítima demonstra que o 
ofensor somente será responsabilizado pelo dano causado se a sua conduta realmente for 
a causa da lesão sofrida. Nesse sentido, Maria Helena Diniz (2012, p. 129) afirma: O vínculo 
entre o prejuízo e a ação designa-se ¿nexo causal¿, de modo que o fato lesivo deverá ser 
oriundo da ação, diretamente ou como sua consequência previsível. Tal nexo representa, 
portanto, uma relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu, de tal 
sorte que esta é considerada como sua causa. 
O liame de causalidade pode ser afastado pela ocorrência de caso fortuito, força maior, 
fato exclusivo da vítima ou de terceiro, os quais afastam a responsabilização. 
 
6a Questão 
 
 
Com relação às espécies de responsabilidade é CORRETO a firmar que: 
I - na responsabilidade civil subjetiva deve ser analisado se a conduta foi ou não culposa. 
II - na responsabilidade civil objetiva o fundamento está na teoria do risco. 
III - na responsabilidade civil extracontratual não há um vínculo anterior entre o autor do 
dano e o lesado 
 
 
 
Somente a I e III estão corretas 
 
Todas as alternativas