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Laudo Tecnico de Exemplo

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31/08/13 Laudo Técnico de Exemplo
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Sérgio M. Speranza Eng. Civil CREA 0601303517
Av. Mauá 763 Araraquara SP Fones : 16-3335-6661 / 9768-7609
e-mail : consultoria@seutrabalho.com
 Site : www.seutrabalho.com/consultoria 
 
LAUDO DE EXEMPLO - PERICIA DE ENGENHARIA - PARECER TÉCNICO
 Sérgio Martins Speranza, Engenheiro Civil, registrado no CREA sob n.o
0601303517, perito especialista em patologias inerentes a revestimentos de edifícios de médio e grande
porte, no âmbito da Engenharia Civil, e conforme determinado em contrato de prestação de serviços
firmado entre o Condomínio Residencial - e a empresa Ivone Soeli & Ferreira Araraquara Ltda. – EP
(Pinturas Araraquara) apresenta seu parecer técnico conforme segue :
1 - Considerações preliminares 
1.1 - Finalidade
 Tem o presente a finalidade de relatar as anomalias relacionadas à estabilidade do
revestimento externo (fachada), e outras análises referentes às áreas comuns do Edifício, cuja
denominação é Condomínio Residencial, localizado na Avenida – SP, conforme vistoria efetuada in-loco
em 20 de maio de 2009 visando à aplicação de nova pintura cujas etapas de serviços e composição
serão :
a) – Execução de hidrojateamento na fachada do edifício para remoção de partes soltas de pintura
antiga, remoção de placas soltas de emboço/reboco, partículas de poeira e limpeza das superfícies
impregnadas por fungos.
b) – Aplicação de uma demão de fundo preparador de paredes (a base de água) na fachada com a
finalidade de se proceder a maior adesão de partículas soltas do substrato e preparo da superfície para
receber a nova camada de tinta acrílica a ser aplicada.
c) – Tratamento de trincas e fissuras existentes no edifício, bem como tratamento das partes soltas ou
pulverulentas de emboço e emboço/reboco nas regiões onde forem detectados desplacamentos ou
massa podre. 
d) - Aplicação de duas demãos de Suvinil Suviflex 
e) – Aplicação de uma demão de textura acrílica – 1.a linha (a base de água).
Os serviços serão executados conforme especificações no orçamento apresentado e conforme contrato
de serviços firmados entre a empresa Ivone Soeli & Ferreira Araraquara Ltda. – EP (Pinturas Araraquara)
e o Condomínio Residencial, observando sempre as normas técnicas vigentes durante a execução dos
serviços de pintura.
 Serão obedecidas todas as orientações técnicas do fabricante das tintas Suvinil - Basf – The Chemical
Company, mesmo que alguns itens não estejam devidamente apresentados na planilha inicial de mão de
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obra fornecida pela Pinturas Araraquara - Ivone Soeli & Ferreira Araraquara Ltda – EP
2 – Características do Edifício objeto do presente estudo
 Edifício de condomínio residencial constituído por 18 andares e pavimento térreo,
apresentando idade aparente de 15 anos de construção.
3 – Histórico apresentado
O revestimento apresenta inúmeras patologias, tais como fissuras e trincas externas, desplacamentos
do emboço/reboco e regiões pulverulentas (massa podre). 
A causa preponderante para o surgimento da pulverulência (massa podre) e desplacamentos do
emboço/reboco é a percolação continuada de umidade de dentro para fora, tais como : infiltrações em
rejuntes de Box de banheiros, lavanderias e outras áreas úmidas, bem como infiltrações nos pisos das
sacadas.
A partir do momento em que a pulverulencia do reboco aflorou (perfurou) o revestimento impermeável
(tinta antiga) surgiram pontos vulneráveis que permitiram a infiltração das águas de chuva agravando
dessa forma a patologia pré-existente.
O agravamento das demais patologias (trincas e fissuras) se deu também devido a falta de manutenção
no que dizem respeito à impermeabilização (pintura) externa que sofreu deterioração da camada
impermeável (perda de resina da tinta) por calcinação devido ao tempo excessivo de exposição às
intempéries (mais de 07 anos), bem como o provável excesso de finos na argamassa de reboco e
dosagem inadequada de aglomerante (cimento) e plastificante (cal hidratada), não descartando também,
causas como as de movimentação estrutural devido à dilatação térmica. 
Foto1 – data 20/05/2009 – Região – Fachada externa - inúmeras bolhas e reboco/emboço apresentando
desplacamento e pulverulencia (esfarelamento / massa podre) em diversas regiões, provocada por
umidade percolante (capilaridade) de dentro para fora.
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Foto2 – data 20/05/2009 - (ampliação) – inúmeras fissuras, abertura de fundo aparente anterior 
(<= 1mm), apresentando inicio de tratamento inadequado (imperícia) com utilização de ferramenta não
apropriada (abertura aparentemente efetuada com espátula metálica e não com ferramenta em “V”
normatizada). Tal procedimento comprometerá o tratamento posterior da superfície, pois haverá marcas
visíveis devido à destruição excessiva das bordas. A ferramenta em “V” possibilitaria um corte de abertura
preciso e de pequena largura, apenas o suficiente para aplicação de mastique elástico e não haveria
comprometimento substancial do acabamento final. 
A maior parte das superfícies externas em todo o contorno do pavimento térreo até o 2.o/3.o andar
tiveram esse inicio de tratamento inadequado de fissuras, comprometendo dessa forma o acabamento
final.
Setas 1 e 2 – Pulverulência do reboco/emboço provocada por umidade percolante proveniente do piso.
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Foto3 – data 20/05/2009 - (ampliação) Região – Acesso ao Hall principal de entrada no edifício – Mesmo
procedimento inadequado de tratamento de fissuras relatado na foto 02 - 
Técnicas adequadas para tratamento de fissuras e trincas.
METODOLOGIA APLICADA NAS FACHADAS DO EDIFÍCIO:
No edifício predominam na fachada as fissuras e micro fissuras. 
No caso das fissuras (<=0,5 mm) é efetuada abertura pouco profunda com ferramenta em "V" com
injeção de mastique elastico.
No caso das microfissuras (<=0,05 mm) as mesmas são vedadas diretamente com aplicação através de
rolo de pintura de suvinil suviflex, produto que está sendo aplicado em duas demãos em toda a fachada
do edifício
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Foto4 – data 20/05/2009 - (ampliação) Região – Pav. Térreo - Pulverulência do reboco/emboço provocada
por umidade percolante proveniente do piso.
Foto5 – data 20/05/2009 - (ampliação) Região – Pav. Térreo – Mesmo procedimento inadequado de
tratamento de fissura relatado na foto 02 - 
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Foto6 – data 20/05/2009 - (ampliação) Região – Pav. Térreo - Pulverulência do reboco/emboço provocada
por umidade percolante proveniente do piso ou da soleira adjacente.
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Foto7 – data 20/05/2009 – Região Apartamento n.12– Sacada - Fachada externa - inúmeras bolhas e
reboco/emboço apresentando desplacamento e pulverulencia (esfarelamento / massa podre) em diversas
regiões, pulverulencia essa provocada por umidade percolante (capilaridade) proveniente do piso da
sacada. Pode-se observar que a maioria das sacadas dos demais apartamentos apresentam a mesma
patologia com graus variáveis de incidência. Deve-se verificar se durante a construção do edifício foi
executada manta impermeável no piso das sacadas. 
Foto8 – data 20/05/2009 - (ampliação) Região – Pav. Térreo - Pulverulência do reboco/emboço provocada
por umidade percolante proveniente do piso.
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