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GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
Apresentação
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Edição e coordenação técnica
Hilton Moreno
Autores
Hilton Moreno
João José Barrico de Souza
Joaquim G. Pereira
Jobson Modena
Marcus Possi
Coautores
Cláudio Mardegan
Hélio Eiji Sueta
José Starosta
Juliana Iwashita Kawasaki
Luiz Fernando Arruda
Publicação
Atitude Editorial
Patrocínio
Atitude Eventos
Promoção e divulgação
Revista O Setor Elétrico
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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© 2011 da Atitude Editorial Ltda.
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo 
ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de 
armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Atitude Editorial Ltda.
Diretor
Adolfo Vaiser
Hilton Moreno
Edição e coordenação
Hilton Moreno
Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustração
Leonardo Piva e Denise Ferreira
Revisão
Gisele Folha Mós e Flávia Lima
Capa e divisórias internas
Tikao Solutions
2011
Direitos exclusivos da Atitude Editorial Ltda.
R. Dr. Franco da Rocha, 137 - Perdizes, São Paulo – SP - Brasil
E-mail: contato@atitudeeditorial.com.br
Tel.: (11) 3872-4404
www.atitudeeditorial.com.br 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
Apresentação
5
Um antigo projeto se materializa com a publicação desta obra.
O Guia O Setor Elétrico de Normas Brasileiras é uma forma que encontramos de devolver para a 
comunidade técnica do setor elétrico nacional um pouco do muito que aprendemos com ela.
Com o Guia OSE de Normas, como carinhosamente chamamos esta publicação, reunimos sob a mesma 
capa quatro dos mais importantes documentos técnicos do País na área de instalações elétricas: a NBR 5410, 
de instalações elétricas de baixa tensão; a NBR 14039, de instalações elétricas de média tensão; a NBR 
5419, de proteção contra descargas atmosféricas; e ao final, amarrando todas elas, a NR 10, norma de 
segurança em serviços de eletricidade do Ministério do Trabalho.
Além de reunir as quatro normas, o Guia OSE de Normas promoveu uma invejável reunião de 
reconhecidos especialistas. Ao todo foram dez profissionais que participaram da preparação desta 
publicação, compartilhando com prazer, dedicação e muito interesse os seus vastos conhecimentos 
com os leitores. Todos, sem exceção, além de fantásticos profissionais, são pessoas com grande 
preocupação em transmitir seus conhecimentos para a sociedade em que vivem. Deixamos aqui 
registrado nosso agradecimento a cada um dos autores pela dedicação que tiveram com este projeto.
Agradecemos o apoio de primeira hora que o Instituto Brasileiro do Cobre, Procobre, deu a este 
trabalho, assim como o apoio da Abrasip-MG – Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas 
Prediais de Minas Gerais.
Agradecemos também a toda a equipe que ajudou a tornar esta obra uma realidade. E às nossas 
famílias que entenderam e apoiaram as horas dedicadas a este projeto.
Finalmente, numa publicação que trata de normas técnicas de instalações, não podemos esquecer de 
voltar um pensamento para aquele que muito nos ensinou nesta área, o eterno e saudoso Professor 
Ademaro Cotrim, que tão cedo nos deixou em agosto de 2000. Temos certeza que, se ainda estivesse 
entre nós, teria sido um dos autores e um dos mais entusiastas participantes deste Guia.
A publicação do Guia OSE de Normas espera contribuir com o aperfeiçoamento profissional e a 
formação dos estudantes da área elétrica.
Boa leitura e bons conhecimentos,
Adolfo Vaiser e Hilton Moreno
São Paulo, novembro de 2011
Apresentação
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GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
Apresentação
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O Procobre é uma rede de instituições latino-americanas 
cuja missão é a promoção do uso do cobre, impulsionando 
a pesquisa e o desenvolvimento de novas aplicações e 
difundindo sua contribuição para a melhoria da qualidade de 
vida e do progresso da sociedade. 
É no contexto desta missão, que o Procobre vem trabalhando 
ao longo dos anos para difundir junto aos principais agentes 
da cadeia da construção civil a necessidade de que cada vez 
mais as instalações elétricas sejam seguras. 
Uma vez que em nosso país as normas são voluntárias, o 
apoio ao “Guia O Setor Elétrico de Normas Brasileiras” torna-
se imprescindível para o fomento de nossa missão, pois, 
somente por meio da conscientização e da divulgação das 
normas brasileiras junto aos profissionais do setor, é que 
conseguiremos contribuir para que as construções de nosso 
país tornem-se cada vez mais seguras.
Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre
São Paulo, novembro de 2011
Apresentação
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ABNT NBR 5410:2004 
INsTAlAções eléTRIcAs de BAIxA TeNsão
014
022
057
069
117
014
031
057
090
120
014
035
058
105
121
015
037
037
060
116
125
127
Sumário
1 HIsTóRIco
2 oBjeTIvos, cAmpo de AplIcAção e ABRANgêNcIA
3 oRIgem dA INsTAlAção
4 AspecTos geRAIs de pRojeTo
5 IlumINAção
6 pRoTeção coNTRA cHoques eléTRIcos
7 pRoTeção coNTRA efeITos TéRmIcos (INcêNdIos e queImAduRAs)
8 9pRoTeção coNTRA soBRecoRReNTes
9 9pRoTeção coNTRA soBReTeNsões
10 pRoTeção coNTRA míNImA e máxImA TeNsão, fAlTA de fAse e INveRsão de fAse
11 pRoTeção dAs pessoAs que TRABAlHAm NAs INsTAlAções eléTRIcAs de BAIxA TeNsão
12 seRvIços de seguRANçA
13 seleção e INsTAlAção dos compoNeNTes 
14 lINHAs eléTRIcAs
15 dImeNsIoNAmeNTo de coNduToRes
16 ATeRRAmeNTo e equIpoTeNcIAlIzAção
17 seccIoNAmeNTo e comANdo
18 cIRcuITos de moToRes
19 coNjuNTos de pRoTeção, mANoBRA e comANdo (quAdRos de dIsTRIBuIção)
20 veRIfIcAção fINAl
21 mANuTeNção e opeRAção
22 quAlIdAde dA eNeRgIA eléTRIcA NAs INsTAlAções de BAIxA TeNsão
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0
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• A qualquer linha elétrica (ou fiação) que não seja especificamente 
coberta pelas normas dos equipamentos de utilização;
• As linhas elétricas fixas de sinal, relacionadas exclusivamente à 
segurança (contra choques elétricos e efeitos térmicos em geral) e à 
compatibilidade eletromagnética.
 Entretanto, a norma não se aplica a:
• Instalações de tração elétrica;
• Instalações elétricas de veículos automotores;
• Instalações elétricas de embarcações e aeronaves;
• Equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na 
medida que não comprometam a segurança das instalações;
• Instalações de iluminação pública;
• Redes públicas de distribuição de energia elétrica;
• Instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, 
esta Norma considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos 
sobre as instalações (por exemplo, seleção dos dispositivos de 
proteção contra sobretensões);
• Instalações em minas;
• Instalações de cercas eletrificadas.
 No momento da publicação deste guia, A NBR 5410 é 
complementada pelas normas NBR 13570 - Instalações Elétricas 
em Locais de Afluência de Público: Requisitos Específicos e NBR 
13534 - Instalações Elétricas em Estabelecimentos Assistencias de 
Saúde: Requisitos para Segurança.Ambas complementam ou substituem, quando necessário, as 
prescrições de caráter geral contidas na NBR 5410, relativas aos 
seus respectivos campos de aplicação.
 A NBR 13570 aplica-se às instalações elétricas de locais como 
cinemas, teatros, danceterias, escolas, lojas, restaurantes, estádios, 
ginásios, circos e outros locais indicados com capacidades mínimas 
de ocupação (no de pessoas) especificadas.
 A NBR 13534, por sua vez, aplica-se a determinados locais como 
hospitais, ambulatórios, unidades sanitárias, clínicas médicas, veterinárias 
e odontológicas etc., tendo em vista a segurança dos pacientes.
 A terminologia de instalações elétricas de baixa tensão 
utilizada na NBR 5410 é proveniente da norma NBR IEC 50 
(826) - Vocabulário Eletrotécnico Internacional — Capítulo 826 — 
Instalações Elétricas em Edificações.
3 oRIgem dA INsTAlAção
 De acordo com 3.4.3 da NBR 5410 (ver Figura 1), a norma 
aplica-se a partir do ponto de entrega, definido como o ponto de 
conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade 
com a instalação elétrica da(s) unidade(s) consumidora(s) e que 
delimita as responsabilidades da distribuidora, definidas pela 
autoridade reguladora (ANEEL).
 Além disso, a NBR 5410 indica em 1.6 e 1.7 que a sua aplicação 
não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos 
quais a instalação deve satisfazer. As instalações elétricas cobertas 
pela norma estão sujeitas também, naquilo que for pertinente, às 
normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades 
1 HIsTóRIco
 A norma ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa 
tensão tem a seguinte cronologia:
1914 - É publicado o Código de Instalações Elétricas da extinta 
Inspetoria Geral de Iluminação, situada na Cidade do Rio de 
Janeiro, então Capital Federal;
1941 - Com a contribuição de especialistas da época, o Código de 
1914 foi aperfeiçoado e transformado em uma norma publicada 
pelo Departamento Nacional de Iluminação e Gás, sob o título 
de Norma Brasileira para Execução de Instalações Elétricas com 
abrangência em todo o País;
1960 - O documento de 1941 foi substituído pela norma NB-
3, baseada na norma NFPA-70 – National Electrical Code, dos 
Estados Unidos, tendo sido publicado neste ano pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);
1980 - A NB-3 foi substituída pela primeira edição da NBR 5410, 
baseada na norma IEC 60364 e na norma francesa NF C 15-100.
1990 - 2ª revisão da NBR 5410;
1997 - 3ª revisão da NBR 5410;
2004 - 4ª revisão da NBR 5410.
2 oBjeTIvos, cAmpo de AplIcAção e ABRANgêNcIA
 A NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão é a norma 
aplicada a todas as instalações elétricas cuja tensão nominal é igual ou 
inferior a 1.000 V em corrente alternada ou a 1.500 V em corrente contínua.
 A NBR 5410 fixa as condições a que as instalações de baixa 
tensão devem atender, a fim de garantir seu funcionamento adequado, 
a segurança de pessoas e animais domésticos e a conservação de bens. 
Aplica-se a instalações novas e a reformas em instalações existentes, 
entendendo-se, em princípio, como ‘reforma’ qualquer ampliação de 
instalação existente (como criação de novos circuitos e alimentação 
de novos equipamentos), bem como qualquer substituição de 
componentes que implique alteração de circuito.
 A norma trata praticamente de todos os tipos de instalações de 
baixa tensão, dentre as quais:
• Edificações residenciais e comerciais em geral;
• Estabelecimentos institucionais e de uso público;
• Estabelecimentos industriais;
• Estabelecimentos agropecuários e hortigranjeiros;
• Edificações pré-fabricadas;
• Reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento 
(campings), marinas e locais análogos;
• Canteiros de obras, feiras, exposições e outras instalações temporárias.
 A norma aplica-se também:
• Aos circuitos internos de equipamentos que, embora alimentados 
por meio de instalação com tensão igual ou inferior a 1.000 V em 
corrente alternada, funcionam com tensão superior a 1.000 V, como 
é o caso de circuitos de lâmpadas de descarga, de precipitadores 
eletrostáticos etc.;
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reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade. 
 Desta forma, as prescrições estabelecidas em regulamentações 
federais, estaduais e municipais podem ser aplicadas nas instalações 
elétricas de baixa tensão sem causar conflitos legais com o texto da 
norma brasileira. Por exemplo, prescrições específicas do Corpo de 
Bombeiros sobre iluminação de emergência, bombas de incêndio, 
etc., podem ser acomodadas no projeto elétrico sem conflitos. Da 
mesma forma, apesar de a NBR 5410:2004 incluir os componentes 
do padrão de entrada da concessionária, uma vez que ela tem origem 
de aplicação no ponto de entrega, o item 1.7 mantém a autoridade 
da empresa distribuidora de energia elétrica em definir como será 
construído esse padrão de entrada.
Figura 1: Origem da instalação conforme a NBR 5410/2004 (inclui o padrão de 
entrada da concessionária)
Figura 2 – Determinação da potência nominal de um equipamento
4 AspecTos geRAIs de pRojeTo
4.1 Potência de alimentação
 Em 4.2.1 da NBR 5410 prescreve-se que, na determinação 
da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma 
instalação, devem-se prever os equipamentos a serem instalados, 
com suas respectivas potências nominais e, após isso, considerar 
as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento destes 
equipamentos (fator de demanda), bem como capacidade de reserva 
para futuras ampliações. 
 É importante observar que o texto da norma refere-se às 
potências nominais dos equipamentos e não às potências médias 
absorvidas por eles. Isso significa que não é possível a aplicação do 
chamado fator de utilização no cálculo da potência de alimentação. 
Lembre-se que o fator de utilização é aquele que multiplica a 
potência nominal de um aparelho para se obter a potência média 
absorvida por ele durante sua operação. Esse é geralmente o caso 
de motores, sendo tipicamente considerado, nesta situação, um 
fator de utilização da ordem de 0,75. No entanto, reitera-se que a 
prescrição da norma não permite a utilização de tal fator no cálculo 
da potência de alimentação.
 A determinação do fator de demanda exige um conhecimento 
detalhado da instalação e das condições de funcionamento dos 
equipamentos de média tensão a ela conectados. Sua determinação 
deve ser realizada a partir de um estudo muito detalhado, pois, caso não 
seja adequadamente avaliado, o valor final da potência de alimentação 
pode resultar em subdimensionamento dos circuitos elétricos.
 Conforme o caso, a potência de alimentação deve ser 
determinada por cargas ou por grupo de cargas e, geralmente, 
baseia-se nos dados conhecidos de outras instalações similares.
 No que diz respeito às cargas deve-se considerar para um 
equipamento a sua potência nominal dada pelo fabricante ou 
calculada a partir dos dados de entrada (tensão nominal, corrente 
nominal e fator de potência), ou calculada a partir da potência de 
saída, caso seja conhecido o rendimento do equipamento (Figura 2).
4.1.1 Potência de iluminação 
4.1.1.1 locais não residenciais
 Conforme 4.2.1.2.2 da NBR 5410, as cargas de iluminação e 
tomadas em locais não destinados à habitação (estabe-lecimentos 
comerciais, industriais, institucionais, etc.) são as seguintes:
 A quantidade e potência de pontos de iluminação devem ser 
determinadas como resultado da aplicação dos níveis mínimos de 
iluminância da NBR 5413 e calculados pelos métodos dos lúmens, ponto 
a ponto ou cavidade zonal, etc. 
 Para as luminárias que utilizam lâmpadas comequipamentos 
auxiliares (reatores, ignitores, etc.), a potência total da luminária deve ser 
a soma das potências das lâmpadas com a dos equipamentos auxiliares, 
incluindo suas perdas, fator de potência e distorções harmônicas (ver 
capítulo 5 deste guia).
4.1.1.2 locais residenciais
 A seção 9.5.2 da NBR 5410 trata de aspectos relacionados à previsão 
de carga de iluminação em instalações residenciais, conforme descrito a 
seguir.
 A norma estabelece que, em cômodos com área igual ou inferior 
a 6 m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA e com área 
superior a 6 m2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para 
os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 
inteiros.
 Por exemplo, em uma sala de 4 m x 5 m, ou seja, com área de 20 m2 
(20 = 6 + 4 + 4 + 4 + 2), a potência de iluminação mínima a ser atribuída 
a este cômodo será de 100 + 60 + 60 + 60 = 280 VA. 
Equipamento de utilização
PN = UN . IN . cos θN
PN = √3 . UN . IN . cos θN
η = PN / PN
Equipamento monofásico 
Equipamento trifásico 
Rendimento
cos Φ N
η
(Entrada) (Saída)
(P N)UN, IN, PN
Dispositivo de proteção
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Figura 3 – Pontos de tomada acima da bancada em cozinha
4.1.2 Potência de tomadas
4.1.2.1 locais não residenciais
 Conforme 4.2.1.2.3 da NBR 5410, deve ser feita a seguinte previsão 
de pontos de tomadas:
• Em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais 
como casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos, 
deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral, e aos 
circuitos termi-nais respectivos deve ser atribuída uma potência de no 
mínimo 1.000 VA.
• Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico, 
deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do 
equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais 
dos equipamentos a serem alimen-tados. Quando valores precisos 
não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de tomada deve 
seguir um dos dois seguintes critérios: (1) a potência ou soma das 
potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a 
alimentar; (2) a potência deve ser calculada com base na corrente de 
projeto e na tensão do circuito respectivo.
- Os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no 
máximo a 1,5 m do ponto previsto para a 
localização do equipamento a ser alimentado.
- Os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento 
devem ser providos com a quantidade 
adequada de tomadas.
 A NBR 5410 não tem prescrições específicas sobre previsão de 
quantidade de pontos de tomadas em locais não residenciais. 
 Seguem-se algumas recomendações baseadas em literaturas:
locais industriais
 A quantidade e a potência das tomadas em locais industriais 
dependem do tipo de ocupação dos diversos locais e devem ser 
determinadas caso a caso.
escritórios comerciais e locais similares
Sugestão 1: conforme indicado no livro Instalações elétricas, de Ademaro 
Cotrim
 Para escritórios comerciais ou locais similares com área ≤ 40 m2, 
a quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada pelo 
critério, dentre os dois seguintes, que conduzir ao maior número:
• Um ponto de tomada para cada 3 m, ou fração, de perímetro.
• Um ponto de tomada para cada 4 m2, ou fração, de área.
 Para escritórios comerciais ou locais análogos com área > 40 m2, a 
quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada com base 
no seguinte critério: 10 pontos de tomadas para os primeiros 40 m2 e 1 
ponto de tomada para cada 10 m2, ou fração, de área restante.
 Em lojas e locais similares, devem ser previstos pontos de tomadas 
de uso geral em quantidade nunca inferior a um ponto de tomada para 
cada 30 m2, ou fração, não consideradas as tomadas para a ligação 
de lâmpadas, tomadas de vitrines e tomadas para a demonstração de 
aparelhos.
 A potência a ser atribuída aos pontos de tomadas de uso geral em 
escritórios comerciais, lojas e locais similares não deverá ser inferior a 
200 VA por ponto de tomada.
Sugestão 2: conforme indicado no livro Instalações elétricas industriais, 
de João Mamede Filho
 Para escritórios comerciais ou locais similares com área ≤ 37 m2, 
a quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada pelo 
critério, dentre os dois seguintes, que conduzir ao maior número:
• Um ponto de tomada para cada 3 m, ou fração, de perímetro.
• Um ponto de tomada para cada 4 m2, ou fração, de área.
 Para escritórios comerciais ou locais análogos com área > 37 m2, a 
quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada com base 
no seguinte critério: 8 pontos de tomadas para os primeiros 40 m2 e 3 
pontos de tomada para cada 37 m2, ou fração, de área restante.
 Em lojas e locais similares, devem ser previstos pontos de tomadas de 
uso geral em quantidade nunca inferior a um ponto de tomada para cada 
37 m2, ou fração, não consideradas as tomadas para a ligação de lâmpadas, 
tomadas de vitrines e tomadas para a demonstração de aparelhos.
4.1.2.2 locais residenciais
 A seção 9.5.2 da NBR 5410 trata de aspectos relacionados à previsão 
de carga de tomadas em instalações residenciais, conforme descrito a 
seguir.
 Um ponto de tomada é um ponto de utilização de energia elétrica em 
que a conexão dos equipamentos a serem alimentados é feita por meio 
de tomada de corrente. Um ponto de tomada pode conter uma ou mais 
tomadas de corrente. 
 A norma define o número mínimo de pontos de tomadas que devem 
ser previstos num local de habitação, a saber:
• em banheiros deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada 
próximo ao lavatório; 
• em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais 
análogos deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 
3,5 m, ou fração, de perímetro. E acima da bancada da pia em cozinhas, 
copas e copas-cozinhas devem ser previstas no mínimo duas tomadas de 
corrente, no mesmo ponto de tomada ou em pontos distintos (Figura 3);
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17
• em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, 
admitindo-se que este ponto de tomada não seja instalado na própria 
varanda, mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões 
construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua área for 
inferior a 2 m2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 80 cm;
• em salas e dormitórios deve ser previsto um ponto de tomada para cada 
5 m ou fração de perímetro;
• para os demais cômodos não tratados especificamente nos itens 
anteriores, a norma estabelece que seja previsto, pelo menos, um ponto 
de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 6 
m2. Quando a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m2, vale 
a regra de um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro.
 Uma vez determinada a quantidade de pontos de tomada, é preciso 
atribuir as potências para estes pontos. 
 De um modo geral, a potência a ser atribuída a cada ponto de tomada 
é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar (Figura 4).
 Caso não sejam conhecidas as potências dos equipamentos, a norma 
então estabelece os seguintes valores mínimos:
• em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, 
lavanderias e locais análogos, deve-se atribuir no mínimo 600 VA por 
ponto de tomada, até 3 pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, 
considerando-se cada um desses ambientes separadamente. Quando 
o total de tomadas, no conjunto desses ambientes, for superior a 6 
pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja de, nomínimo, 600 VA por ponto de tomada, até 2 pontos, e 100 VA por ponto 
para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes 
separadamente. 
 Vejamos dois casos para ilustrar esta regra:
• em uma cozinha há a previsão de 5 pontos de tomadas: a potência 
mínima a ser considerada é de 600 + 600 + 600 + 100 + 100 = 2000 VA;
• em uma cozinha há a previsão de 7 pontos de tomadas. a potência 
mínima a ser considerada é de 600 + 600 + 100 + 100 + 100 + 100 + 
100 = 1700 VA.
- nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto 
de tomada.
4.2 esquemas de aterramento
 Os aterramentos devem assegurar, de modo eficaz, as necessidades 
de segurança e de funcionamento de uma instalação elétrica, 
constituindo-se em um dos pontos mais importantes de seu projeto e de 
sua montagem. 
4.2.1 aterramento de Proteção
 O aterramento de proteção consiste na ligação à terra das massas 
e dos elementos condutores estranhos à instalação e tem o objetivo de 
limitar o potencial entre massas, entre massas e elementos condutores 
estranhos à instalação e entre os dois e a terra a um valor seguro sob 
condições normais e anormais de funcionamento. Além disso, deve 
proporcionar às correntes de falta um caminho de retorno para terra de 
baixa impedância, de modo que o dispositivo de proteção possa atuar 
adequadamente.
4.2.2 aterramento funcional 
 O aterramento funcional, que é a ligação à terra de um dos 
condutores vivos do sistema (em geral, o neutro), tem por objetivo 
definir e estabilizar a tensão da instalação em relação à terra durante o 
funcionamento; limitar as sobretensões devidas a manobras, descargas 
atmosféricas e contatos acidentais com linhas de tensão mais elevada; e 
fornecer um caminho de retorno da corrente de curto-circuito monofásica 
ou bifásica à terra ao sistema elétrico.
 Os aterramentos funcionais podem ser classificados em diretamente 
aterrados; aterrados através de impedância (resistor ou reator); ou não 
aterrados.
4.2.3 tiPos de esquemas de aterramento
 Os aterramentos funcional e de proteção nas instalações de baixa 
tensão devem ser realizados conforme um dos três esquemas de 
aterramento básicos, classificados em função do aterramento da fonte 
de alimentação da instalação (transformador, no caso mais comum, ou 
gerador) e das massas, e designados por uma simbologia que utiliza duas 
letras fundamentais:
 1a letra: indica a situação da alimentação em relação à terra:
• T: um ponto diretamente aterrado;
• I: nenhum ponto aterrado ou aterramento através de impedância 
razoável.
2a letra: indica as características do aterramento das massas:
• T: massas diretamente aterradas independentemente do eventual 
aterramento da alimentação;
• N: massas sem um aterramento próprio no local, mas que utilizam o 
aterramento da fonte de alimentação por meio de um condutor separado 
(PE) ou condutor neutro (PEN);
• I: massas isoladas, ou seja, não aterradas.
 Outras letras: especificam a forma do aterramento da massa, 
utilizando o aterramento da fonte de alimentação:
• S: separado, isto é, o aterramento da massa é feito por um condutor 
(PE) diferente do condutor neutro;
Figura 4 – Potência atribuída a um ponto
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BR
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0
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Figura 5 - Esquema TN.
Figura 6 - Esquema TT.
4.2.3.2 esquema tt
 No esquema TT, o ponto da alimentação (em geral, o secundário 
do transformador com seu ponto neutro) está diretamente aterrado e 
as massas da instalação estão ligadas a um eletrodo de aterramento 
(ou a mais de um eletrodo) independentemente do eletrodo de 
aterramento da alimentação (Figura 6).
Uc
RF
RM
UC
RF
• C: comum, isto é, o aterramento da massa do equipamento elétrico é 
feito com o próprio condutor neutro (PEN).
 A partir dessas designações, são definidos os esquemas TT, TN e IT, 
descritos a seguir.
4.2.3.1 esquema tn
 No esquema TN, um ponto da alimentação, em geral, o neutro, é 
diretamente aterrado e as massas dos equipamentos elétricos são ligadas 
a esse ponto por um condutor metálico (Figura 5).
 Esse esquema será do tipo TN-S, quando as funções de neutro e 
de proteção forem feitas por condutores distintos (N e PE), ou TN-
C, quando essas funções forem asseguradas pelo mesmo condutor 
(PEN). Pode-se ter ainda um esquema misto TN-C-S.
 O esquema é concebido de modo que o percurso de uma corrente 
de falta fase-massa seja constituído por elementos condutores 
metálicos e, portanto, possua baixa impedância e alta corrente de 
curto-circuito. Neste caso, uma corrente de falta direta fase-massa é 
equivalente a uma corrente de curto-circuito fase-neutro.
 No sistema TN, a corrente de curto-circuito não depende do 
valor do aterramento da fonte (R
F
), mas somente das impedâncias 
dos condutores pelas quais o sistema é constituído. Por isso, ela 
é elevada e a proteção é fortemente sensibilizada provocando sua 
atuação. 
 Deve-se dar preferência ao sistema TN-S porque, na operação 
normal do sistema, todo o condutor PE está sempre praticamente no 
mesmo potencial do aterramento da fonte, ou seja, com tensão zero 
ou quase zero em toda sua extensão. 
 No entanto, no sistema TN-C, a tensão do condutor PEN junto à 
carga não é igual a zero, porque existem correntes de carga (incluindo 
harmônicas) e de desequilíbrio retornando pelo neutro, causando 
assim quedas de tensão ao longo do condutor PEN. Portanto, as 
massas dos equipamentos elétricos não estão no mesmo potencial 
do aterramento da fonte. Neste caso, sempre há uma diferença de 
potencial entre a mão e o pé do operador que toca o equipamento 
elétrico. Outro perigo do sistema TN-C é no caso de perda (ruptura) 
do condutor neutro (N), em que, instantaneamente, o potencial do 
condutor de fase passa para a massa da carga, colocando em risco a 
segurança das pessoas.
 De acordo com a figura, R
F
 é a resistência do aterramento da 
fonte de alimentação e R
M
 é a resistência do aterramento da massa 
do equipamento elétrico.
 Trata-se de um esquema em que o percurso de uma corrente 
proveniente de uma falta fase-massa (ocorrida em um componente 
ou em um equipamento de utilização da instalação) inclui a terra e 
que a elevada impedância (resistência) desse percurso limite o valor 
da corrente de curto-circuito. 
 No esquema TT, a corrente de curto-circuito, depende da qualidade 
do aterramento da fonte e da massa. Se o aterramento não for bom, 
a proteção pode não atuar ou demorar muito para atuar, colocando 
em risco a segurança das pessoas. Neste esquema de aterramento, é 
obrigatório o uso de dispositivo diferencial-residual no seccionamento 
automático da alimentação (ver capítulo 6 deste guia).
 As correntes de falta direta fase-massa são de intensidade 
inferior à de uma corrente de curto-circuito fase-neutro. 
 Uma das possíveis utilizações do esquema TT é quando a fonte 
de alimentação e a carga estiverem muito distantes uma da outra.
4.2.3.3 esquema it
 No esquema IT, não existe nenhum ponto da alimentação diretamente 
aterrado; ela é isolada da terra ou aterrada por uma impedância (Z) de 
valor elevado. As massas são ligadas à terra por meio de eletrodo ou 
eletrodos de aterramento próprios (ver Figura 7).
 Nesse esquema, a corrente resultante de uma única falta fase-
massa não possui, em geral, intensidade suficiente para fazer a 
proteção atuar, mas pode representar um perigo para as pessoas que 
tocarem a massa energizada, devido às capacitâncias da linha em 
relação à terra (principalmente no caso de alimentadores longos) 
e à eventual impedância existente entre a alimentação e a terra. 
Somente em dupla falta fase-massa, em fases distintas,a corrente 
de curto-circuito poderá provocar a atuação da proteção.
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N
BR 5410
19
Figura 8 - Circuitos terminais separados
b) Os pontos de iluminação não devem ser alimentados, em 
sua totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja comum 
(iluminação + tomadas); e
c) Os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2, 
não podem ser alimentados, em sua totalidade, por um só circuito, 
caso esse circuito seja comum (iluminação + tomadas).
 Dessa forma, é importante dizer que a regra para a divisão de 
circuitos é sempre a separação das cargas de iluminação e tomadas, 
ficando a exceção com alguns casos na área residencial. E mesmo 
nessa área, a junção de iluminação e tomadas no mesmo circuito é 
opcional.
 Cabe lembrar que, nos casos em que iluminação e tomadas 
são separadas, um circuito de iluminação deve ter seção mínima 
de 1,5 mm2 e um circuito de tomada deve ter seção mínima de 2,5 
mm2, sendo evidente que, quando juntamos estas cargas no mesmo 
circuito, este deve ter seção mínima de 2,5 mm2. 
 Para finalizar as prescrições de divisões de circuitos em locais 
de habitação, tem-se:
a) Em 9.5.3.1, está prescrito que todo ponto de utilização previsto 
para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, 
equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir 
um circuito independente; e
b) Em 9.5.3.2, os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-
cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos devem ser 
atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de 
tomadas desses locais.
 Conforme 4.2.5.6 da NBR 5410, as cargas devem ser 
distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior 
equilíbrio possível.
 Quando a instalação comportar mais de uma alimentação 
(rede pública, geração local, etc.), a distribuição associada 
especificamente a cada uma delas deve ser disposta 
separadamente e de forma claramente diferenciada das demais 
(Figura 9). 
 Em particular, não se admite que componentes vinculados 
especificamente a uma determinada alimentação compartilhem, com 
elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas, 
incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções:
a) circuitos de sinalização e comando, no interior de quadros;
Figura 7 - Esquema IT.
Z
Uc
RM
 Muitas indústrias, em alguns setores, utilizam o sistema IT, no 
qual a impedância (Z) é constituída de uma reatância projetada para 
que a corrente de curto-circuito, para a primeira falta fase-massa, 
seja limitada a um valor pequeno (por exemplo, 5 A). Essa corrente 
de curto-circuito sinaliza apenas a existência da primeira falta, 
sem necessidade de desligar o circuito, acionando apenas a equipe 
de manutenção, que não precisa corrigir a falha imediatamente, a 
produção do setor industrial continua normalmente e a equipe de 
manutenção pode programar seu serviço no horário mais adequado.
 Neste esquema de aterramento é obrigatório o uso de 
dispositivos supervisores de isolamento.
4.3 divisão da instalação
 A divisão da instalação em circuitos conforme a NBR 5410.
 Uma vez determinadas as cargas a serem alimentadas em uma 
instalação elétrica, podemos planejar a distribuição destas cargas 
pelos diversos circuitos. Vejamos a seguir as regras da ABNT NBR 
5410 sobre o assunto.
Pontos de iluminação e tomadas
 Em 4.2.5.1, temos: “A instalação deve ser dividida em 
tantos circuitos quantos necessários, devendo cada circuito 
ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de 
realimentação inadvertida através de outro circuito”. E, em 
4.2.5.5, é dada a sentença: “Os circuitos terminais devem ser 
individualizados pela função dos equipamentos de utilização 
que alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos 
terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos 
de tomada”. Juntas, estas duas prescrições obrigam a 
separação de iluminação e tomadas nas instalações em geral 
(Figura 8).
 No caso particular de locais de habitação, em 9.5.3.3 admite-
se que, em algumas situações, pontos de iluminação e tomadas 
possam ser alimentados por circuito comum, desde que respeitadas 
algumas condições:
a) A corrente de projeto do circuito comum (iluminação + 
tomadas) não deve ser superior a 16 A;
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Figura 9 – Compartilhamento de linhas elétricas
4.7 influências externas
 A classificação das influências externas sobre a instalação 
de baixa tensão deve ser realizada nas fases de elaboração e 
execução das instalações elétricas, sendo fundamental para a 
correta seleção e utilização dos componentes e para a garantia 
da segurança e funcionamento da instalação. 
 Conforme 4.2.6 da NBR 5410, cada condição de influência 
externa é designada por um código que compreende sempre um grupo 
de duas letras maiúsculas e um número, como descrito a seguir:
• Primeira letra: indica a categoria geral da influência externa:
A = meio ambiente;
B = utilização;
C = construção das edificações.
• Segunda letra (A, B, C,...) indica a natureza da influência 
externa.
• Número (1, 2, 3,...) indica a classe de cada influência externa. 
Figura 10 – Relação entre as tabelas de influências externas
b) conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar 
o intercâmbio das fontes de alimentação;
c) linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra 
alimentação sejam adequadamente identificados.
Em geral, quanto maior o número, mais severa é a intensidade 
daquela determinada influência.
 Na NBR 5410, há três tipos de tabelas de influências 
externas diretamente relacionadas entre si, conforme indicado 
na Figura 11.
 A partir dos conceitos anteriores, cabe ao projetista classificar 
as influências externas predominantes na instalação elétrica 
de média tensão, observando-se que nem todas as influências 
precisam estar presentes numa instalação ou, às vezes, mesmo 
presentes, elas podem ser desprezadas. 
 Para efeito de exemplo de aplicação das tabelas indicadas 
na Figura 10, suponha-se que tenha sido verificado que, no local 
onde será instalado um barramento blindado de baixa tensão, 
existe uma rede de sprinklers instalada sobre o barramento 
blindado. Neste caso, pode-se adotar um dos três procedimentos 
descritos a seguir (Figura 11):
• (A) Considerando-se que não seja colocado nenhum anteparo 
entre o barramento blindado e a rede de sprinklers, o barramento 
estará sujeito a uma “chuva” de água após uma eventual atuação 
da rede de sprinklers. Neste caso, a influência externa sobre o 
barramento é AD4 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em 
um grau de proteção mínimo do barramento IPX4;
• (B) Considerando-se que seja colocado m anteparo entre o 
barramento blindado e a rede de sprinklers, o barramento não 
estará sujeito a uma “chuva” de água após uma eventual atuação 
da rede de sprinklers. Neste caso, a influência externa sobre o 
barramento é AD1 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em 
um grau de proteção mínimo do barramento IPX0;
• (C) Considerando-se que não seja colocado nenhum anteparo 
entre o barramento blindado e a rede de sprinklers, e que o 
projetista avalie que a atuação dos sprinklers não é uma situação 
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Figura 11 – Exemplo de análise das influências externas
usual na vida da instalação (podendo então desprezá-la na 
análise). Neste caso, a influência externa sobre o barramento é 
AD1 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em um grau de 
proteção mínimo do barramento IPX0. No entanto, é preciso que 
sejafeito um alerta para que, após uma eventual atuação da rede 
de sprinklers, seja feita uma verificação no estado do barramento 
blindado, uma vez que, com o grau IPX0 poderia haver a 
penetração de água no invólucro, o que poderia comprometer 
seu adequado e seguro funcionamento sem a devida manutenção.
 Entre as três alternativas apresentadas, a única que resolve o 
assunto de modo permanente é a primeira opção, pois o barramento 
blindado estaria protegido de modo permanente e seguro contra 
a presença de água em seu interior, no caso de acionamento da 
rede de sprinklers. A desvantagem desta opção é o custo maior de 
um equipamento IPX4 em comparação com o IPX0. Na segunda 
alternativa, embora o custo do barramento seja menor do que no 
primeiro caso, é preciso acrescentar o custo do anteparo antes 
de comparar o custo total com a alternativa (A). Além disso, é 
importante considerar que o anteparo poderá ser removido de 
propósito ou acidentalmente sem que seja recolocado, o que 
anularia todo o raciocínio que justificou essa opção. A opção (C) é 
a de menor custo inicial, porém deve ser pesado na decisão final o 
risco de molhar o interior do barramento e o consequente custo de 
parada e manutenção do equipamento.
 A Tabela A.2, cuja fonte é a norma NBR 13570, fornece 
as classificações de algumas influências externas relativas a 
diversos locais de afluência de público. 
BE
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
2
BC
3**)
3**)
-*)
-*)
3**)
3
3**)
3
3
3
3
3
3**)
4**)
3
-*)
3
AH
-*)
2**)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
2**)
-*)
2**)
2**)
2**)
2**)
-*)
-*)
BD
3 ou 4
3
3
3 ou 4
3 ou 4
3
3
3
3
3 ou 4
3
3 ou 4
3 ou 4
3
3
-*)
3
BB
-*)
3
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
3
3
-*)
-*)
-*)
AD
-*)
4
-*)
-*)
-*)
4
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
-*)
Local
Auditórios, salas de conferência/reuniões, cinemas hotéis, motéis e 
similares, locais de culto, estabelecimentos de atendimento ao público, 
bibliotecas, arquivos públicos, museus, salas de arte 
Teatros, arenas, casas de espetáculos e locais análogos:
- palco
- demais locais
Salas polivalentes ou modulares, galpões de usos diversos e usos 
sazonais
Lojas de departamentos
Restaurantes, lanchonetes, boates, cafés e locais análogos:
- cozinha
- demais locais
Supermercados e locais análogos
Circulações e áreas comuns em centros comerciais, 
shopping centers
Danceterias, salões de baile, salões de festas, salões de
jogos , boliches, diversões eletrônicas e locais análogos
Estabelecimentos de ensino
Estabelecimentos esportivos e de lazer cobertos
Estabelecimentos esportivos e de lazer ao ar livre, estádios
Locais de feiras e exposições ao ar livre, parques de diversões, circos
Locais de feiras e exposições cobertos, mercados 
cobertos com boxes 
Estruturas infláveis
Estações e terminais de sistemas de transporte
Item
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
*) A classificação desta influência deve ser determinada de acordo com a aplicação específica do local.
**) Pode ser que existam neste local áreas onde se aplique uma classificação diferente.
NOTA - Exemplos de aplicação da tabela A.2: o palco de um teatro tem a seguinte classificação mínima de influências externas: AD4, AH2, BB3, BC3, BD3 e BE2.
tabela a.2 – classificação das influências externas de locais de afluência de Público
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4.8 Graus de Proteção
 Os invólucros dos equipamentos elétricos são classificados 
por graus de proteção, definidos pela norma NBR IEC 60529 
- Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos 
(código IP). 
 A representação mais comum do grau de proteção é feita pelas 
letras ‘IP’ seguidas usualmente por dois algarismos (Tabelas 2 e 3), 
sendo o primeiro relativo à proteção contra a penetração de objetos 
sólidos e acesso às partes vivas e o segundo relativo à proteção 
contra a penetração de líquidos.
5 IlumINAção
5.1 Projeto luminotécnico
 A NBR 5410 estabelece em 4.2.1.2.2.a) que as cargas de 
iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação 
da norma NBR 5413.
 A NBR 5413 - Iluminância de interiores estabelece os valores de 
iluminâncias médias mantidas em serviço para iluminação artificial 
em interiores, para diversas atividades e tarefas, como comércio, 
tabela 2: Primeiro numeral - Penetração de objetos sólidos e acesso às Partes vivas
GRAU DE PROTEÇÃOPrimeiro 
Numeral 
Característico
0
1
2
3
4
5
6
Descrição Sucinta
Não protegido.
Protegido contra objetos sólidos maiores que 50 mm.
Protegido contra objetos sólidos maiores que 12 mm.
Protegido contra objetos sólidos maiores que 2,5mm.
Protegido contra objetos sólidos maiores que 1,0 mm.
Protegido contra pó.
Hermético a pó.
Detalhes Breves dos Objetos a serem “excluídos” do invólucro
Nenhuma proteção especial.
Uma grande superfície do corpo, como uma mão (mas sem proteção contra o acesso deliberado). 
Objetos sólidos com diâmetro superior a 50 mm.
Dedos ou objetos similares não excedendo 80 mm de comprimento. 
Objetos sólidos excedendo 12mm de diâmetro.
Ferramentas, fios etc. de diâmetro ou espessura maior que 2,5 mm. 
Objetos sólidos com diâmetro superior a 2,5mm.
Fios ou fitas de espessura maior que 1,0 mm. Objetos sólidos 
com diâmetro não superior a 1,0mm.
O ingresso de pó não é totalmente prevenido, mas o pó não entra em quantidade 
suficiente para interferir com a operação satisfatória do equipamento.
Sem ingresso de pó
tabela 3: seGundo numeral - Proteção contra Penetraçnao de liquidos
GRAU DE PROTEÇÃOSegundo 
Numeral 
Característico 
0
1
2
3
4
5
6
7
8
Descrição Sucinta
Sem proteção.
Protegido contra gotejamento de água.
Protegido contra gotejamento de água, quando inclinado até 15°.
Protegido contra água pulverizada.
Protegido contra água borrifada.
Protegido contra jatos de água.
Protegido contra ondas de grande porte. 
Protegido contra os efeitos da imersão de água.
Protegido contra submersão.
Detalhes do tipo de proteção fornecida pelo invólucro
Sem proteção especial.
Gotejamento de água (quedas de gotas verticais) não deve ter efeito nocivo.
Gotejamento vertical de água não deve ter efeito nocivo quando o invólucro
é inclinado até um ângulo de 15°, a partir de sua posição normal.
Água pulverizada caindo com um ângulo de até 60° com a vertical não deve ter efeito nocivo.
Água borrifada contra o invólucro, de qualquer direção, não deve ter efeito nocivo.
Água projetada por um bico sob pressão contra o invólucro, 
de qualquer direção, não deve ter efeito nocivo
Água de ondas de grande porte, ou água projetada em jatos potentes, 
não deve penetrar no invólucro em quantidades prejudiciais.
O ingresso de água em quantidade prejudicial não deve ser possível, quando o invólucro é 
imerso em água em condições definidas de pressão e tempo.
O equipamento é adequado para submersão contínua em água, 
sob condições que devem ser especificadas pelo fabricante.
indústria, ensino, esporte, entre outras. A Tabela 4 fornece alguns 
valores extraídos da NBR 5413.
 Estes valores de iluminância são utilizados como referência para 
o dimensionamento dos sistemas de iluminação das instalações. A 
norma estabelece três valores médios para cada atividade (mínimo, 
médio e máximo) e as características para a determinação de qual 
valor médio deve ser considerado, de acordocom as características 
da tarefa e do observador (idade, velocidade e precisão da tarefa e 
refletância do fundo da tarefa).
 De maneira geral é recomendado que se adote o valor médio. 
 O maior valor das iluminâncias deve ser utilizado quando:
• A tarefa se apresenta com refletâncias e contrastes bastante baixos; 
• Os erros são de difícil correção; 
• O trabalho visual é crítico; 
• Alta produtividade ou precisão são de grande importância; e 
• A capacidade visual do observador está abaixo da média.
 O menor valor pode ser usado quando:
• As refletâncias ou contrastes são relativamente altos; 
• A velocidade e/ou precisão não são importantes;
• A tarefa é executada ocasionalmente.
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 Além do nível de iluminância, a NBR 5413 estabelece 
as condições gerais de projeto, tais como plano de trabalho, 
uniformidade e iluminação suplementar. Nestes assuntos, a norma 
define:
• O plano de referência como sendo o campo de trabalho e quando 
este não for definido, um plano horizontal a 0,75m do piso; 
• A iluminância no restante do ambiente não deve ser inferior 
a 1/10 da adotada para o campo de trabalho, mesmo que haja 
recomendação para valor menor;
• A uniformidade da iluminância (relação entre o menor valor de 
iluminância do campo de trabalho e o valor médio) deve ser no 
mínimo 0,7; e
• No caso de ser necessário elevar a iluminância em limitado campo 
de trabalho, possibilita a utilização de iluminação suplementar.
 A NBR 5413, vigente desde 1992, na época da publicação 
deste guia era obsoleta em relação às normas internacionais, pois 
estabelece apenas as iluminâncias recomendadas em serviço. A 
norma internacional ISO 8995-1: Lighting of work place, elaborada 
pela ISO em conjunto com a CIE - Comissão Internacional de 
Iluminação, trata de diversos parâmetros que contribuem para 
a qualidade da iluminação no ambiente, além de ampliar a 
abrangência dos tipos de atividades especificados na NBR 5413. 
 A ISO 8995-1 define e estabelece parâmetros para a iluminância 
de tarefa e do entorno imediato (zona de, no mínimo, 0,5 m de 
largura ao redor da área da tarefa dentro do campo de visão), e 
estabelece recomendações para a distribuição da uniformidade e 
iluminância, direcionamento da luz, uso da iluminação natural e 
manutenção do sistema.
 Além das iluminâncias para cada tarefa e ambiente, a ISO 8995-
1 estabelece o indicador de controle de ofuscamento para evitar o 
desconforto visual (UGR) e o índice de reprodução de cor mínimo 
recomendado da fonte luminosa (Ra ou IRC).
 Para o dimensionamento do sistema de iluminação e a 
determinação das cargas de iluminação utilizam-se métodos de 
cálculo luminotécnico, como o Método dos Lumens e o Método 
ponto a ponto, amplamente difundidos e disponíveis em softwares 
de cálculo. 
 Estas metodologias levam em consideração os desempenho das 
luminárias, lâmpadas e dos equipamentos auxiliares, como reatores 
para lâmpadas de descarga, os transformadores para as lâmpadas 
halógenas e os controladores (drivers) para os leds.
5.2 desemPenho das luminárias
 O desempenho de uma luminária pode ser considerado como 
o resultado de uma combinação dos desempenhos fotométrico, 
mecânico e elétrico. 
5.2.1 desemPenho fotométrico
 O desempenho fotométrico está relacionado à eficiência com 
que a luminária direciona luz ao plano desejado. É determinado 
pelas propriedades fotométricas da lâmpada e da luminária. No 
projeto luminotécnico, quando são conhecidas as dimensões 
do ambiente e as refletâncias do teto, das paredes e do piso, o 
desempenho fotométrico pode ser analisado pelo Fator de Utilização 
da luminária (U).
5.2.2 desemPenho mecânico
 O desempenho mecânico descreve o comportamento da 
luminária sob estresse, podendo incluir condições extremas de 
temperatura, jatos d’água, vedação a pó, choques mecânicos e 
proteção contra fogo. Estas condições são consideradas na NBR 
IEC 60598-1 - Luminárias. Requisitos gerais e ensaios. 
 As luminárias devem ser especificadas nos projetos de acordo 
com o uso e característica da instalação. Atenção especial deve ser 
considerada para as áreas molhadas ou úmidas. Conforme item 
6.5.5.2.1 da NBR IEC 60598-1, não é permitido que a água se 
acumule nos condutores, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
 De acordo com o tipo de proteção contra a penetração de pó, 
objetos sólidos e umidade, as luminárias são classificadas conforme 
o grau de proteção IP (ver 4.8 - Tabelas 2 e 3 deste guia). 
5.2.3 desemPenho elétrico
 O desempenho elétrico descreve a eficiência com que a 
luminária e seus equipamentos auxiliares produzem luz e o 
comportamento elétrico dos mesmos, tais como fator de potência, 
distorção harmônica e interferências eletromagnéticas. 
 Desta forma, a eficiência da luminária é determinada também 
pela eficiência da lâmpada e dos equipamentos auxiliares (reatores, 
transformadores e controladores). No dimensionamento dos 
sistemas de iluminação é necessário conhecer os dados relativos ao 
tabela 4 – valores de iluminância da nbr 5413
Classe 
A 
Iluminação geral para áreas 
usadas interruptamente ou com tarefas 
visuais simples 
B 
Iluminação geral para área de trabalho 
C 
Iluminação adicional para tarefas 
visuais difíceis 
Iluminância (lux) 
20 -30 -50 
50 - 75 - 100 
100 -150 -200 
200 -300 -500 
500 -750 -1000 
1000 -1500 -2000 
2000 -3000 -5000 
 5000 - 7500 - 10000 
10000 -15000 -20000 
Tipo de atividade 
Áreas públicas com arredores escuros 
Orientação simples para permanência curta 
Recintos não usados para trabalho contínuo; depósitos 
Tarefas com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de maquinaria, auditórios 
Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios 
Tarefas com requisitos especiais, gravação manual, inspeção, indústria de roupas. 
Tarefas visuais exatas e prolongadas, eletrônica de tamanho pequeno 
Tarefas visuais muito exatas, montagem de microeletrônica 
Tarefas visuais muito especiais, cirurgia
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fluxo luminoso das lâmpadas e ao fator de fluxo luminoso do reator. 
 A NBR 5410, no item 4.2.1.2.2.b), determina que, para os 
aparelhos fixos de iluminação de descarga, a potência nominal a 
ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o 
fator de potência dos equipamentos auxiliares.
 Para cálculo das cargas de iluminação, a potência nominal 
ou aparente (VA) pode ser calculada a partir dos dados elétricos 
fornecidos pelos fabricantes.
 Para se determinar a potência nominal (VA) do conjunto 
luminária-lâmpadas-equipamentos, considera-se:
P
N
 = U x I ou P
 N
 = P
 ativa
 / FP
Onde: 
P 
N
: potência nominal ou aparente (VA)
P 
ativa
: potência ativa (W) 
U: tensão (V) 
I: corrente (A)
FP: fator de potência
 Quando os dados dos fabricantes não são conhecidos ou os 
equipamentos não estão definidos, considera-se que:
• A potência da lâmpada é dada em W (assume-se que W = VA);
• As perdas dos reatores podem ser consideradas aproximadamente 
15% a 20% da potência da lâmpada; 
 Assim, por exemplo, a potência nominal de uma luminária 
com 2 lâmpadas de 32 W cada + 1 reator eletromagnético duplo é 
calculada por:
P
aparente
 = 2 x 32 + (2 x 32 x 0,15) = 73,6 VA
5.2.4 métodos de cálculos luminotécnicos
 A seguir são apresentados o Método do Ponto a Ponto e o 
Método dos Lumens, metodologias de cálculo mais utilizadas para 
determinação da quantidade de luminárias necessárias para um 
determinado ambiente ou a iluminância obtida comdeterminada 
luminária.
5.2.4.1 método do Ponto a Ponto
 Pode-se calcular a iluminância pelo Método Ponto a Ponto 
quando a distância “d” entre a fonte de luz e o objeto a ser 
iluminado for, no mínimo, cinco vezes a dimensão da fonte de luz 
(Figura 13). 
 Este método é recomendado para os casos de fontes 
pontuais, para a determinação da iluminância obtida com 
lâmpadas de dimensões pequenas e de fachos de luz bem 
definidos (lâmpadas dicróicas, por exemplo), alguns tipos de 
luminárias de LEDs, entre outros. 
 Aplicam-se as seguintes equações para determinar as 
iluminâncias:
Figura 12- Considerações para cálculo pelo Método do Ponto a Ponto
E = I
d2
E = 
Iα x cos3α
h2
E = + Σ ( )I1 Iα x cos3αh2 h2
para luz incidindo perpendicularmente ao plano do objeto, e:
para luz que não incide perpendicularmente ao plano do objeto.
I - intensidade luminosa (vertical), em cd
E - iluminância no ponto, em lx
d - distância da fonte luminosa ao objeto
α - ângulo de abertura do facho
h - distância vertical entre a fonte de luz e o plano do objeto
I
α
 - intensidade luminosa no ângulo α, em cd
 A iluminância (E) em um ponto é o somatório de todas 
as iluminâncias incidentes sobre esse ponto provenientes de 
diferentes pontos de luz dada pela equação:
 Neste método não são consideradas as refletâncias das 
superfícies (teto, paredes e piso), sendo que, para isso, 
devem ser empregados algoritmos mais complexos, tais como 
“radiosidade” e “ray tracing”, utilizados em softwares de 
cálculo luminotécnico.
5.2.4.2 método dos lumens
 Este é o método mais simples de cálculo e considera 
ambientes retangulares, com superfícies difusas e com um único 
tipo de luminária.
 Para início dos cálculos, é necessário o levantamento das 
seguintes características do local:
• Características construtivas da instalação: dimensões dos 
ambientes e classificação de acordo com uso para determinação da 
iluminância requerida conforme norma NBR 5413;
• Refletâncias das superfícies: teto, paredes, piso;
• Frequência de manutenção e condições de limpeza do ambiente: 
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etaPa 4 - determinar o fator de manutenção (fm)
 A iluminância diminui progressivamente durante o uso do 
sistema de iluminação devido às depreciações por acúmulo de 
poeira nas lâmpadas e luminárias, pela depreciação dos materiais 
da luminária, pelo decréscimo do fluxo luminoso das lâmpadas e 
pela depreciação das refletâncias das paredes.
 O dimensionamento dos sistemas de iluminação deve considerar 
um fator de manutenção (FM) ou fator de perdas luminosas (FPL) 
em função do tipo de ambiente e atividade desenvolvida, do tipo de 
luminária e lâmpada utilizada e da freqüência de manutenção dos 
sistemas.
 A Tabela 6 sugere valores de fatores de manutenção conforme 
período de manutenção e condição do ambiente. Valores mais 
precisos, conforme tipo de luminária e lâmpadas podem ser obtidos 
em publicações da CIE (Comissão Internacional de Iluminação) e/
ou através de fabricantes de luminárias.
para estimar o fator de manutenção (FM) ou fator de perdas 
luminosas (FPL)
etaPa 1- cálculo do Índice do local (K)
 O índice do local (K) é uma relação definida entre as dimensões 
(em metros) do local (Figura 14), calculado conforme as seguintes 
equações:
K = 
c x l
h x(c + l) Ki = 
3 x c x l
2 x h x (c + l)
c - comprimento do ambiente
l - largura do ambiente
h - altura do ambiente
h’ - distância do teto ao plano de trabalho
pd - pé-direito
hs - altura de suspensão
ht - altura so plano de trabalho
Iluminação direta Iluminação indireta
Figura 13: Definição das alturas para cálculo do índice K
adequados para as atividades desenvolvidas no local, pois, quanto 
mais eficiente for o conjunto luminária-lâmpada-equipamento 
auxiliar, maior será a economia de energia obtida no sistema de 
iluminação proposto.
etaPa 3 - determinação do fator de utilização (u)
 O fator de utilização (U) indica o desempenho da luminária no 
ambiente considerado no cálculo, sendo apresentado em tabelas dos 
fabricantes de luminárias. Para determinar o fator de utilização, basta 
cruzar o valor do índice do local (K) calculado anteriormente (dado 
na horizontal), com os dados de refletância das superfícies do teto, 
parede e piso (dado na vertical), conforme indicado na Tabela 5.
FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)
TETO (%)
PAREDE(%)
PISO (%)
K
0,60
0,80
1,00
1,25
1,50
2,00
2,50
3,00
4,00
5,00
70
30
10
28
34
39
4
46
60
53
54
55
56
10
26
31
36
40
44
48
51
53
55
56
50
50
10
31
37
41
45
48
51
53
55
56
57
30
28
34
38
42
45
49
52
53
55
56
10
26
31
36
40
43
48
50
52
54
55
10
26
31
36
40
43
47
50
52
54
55
0
0
0
25
30
35
39
42
46
49
50
52
53
30
30
10
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33
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45
49
51
53
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tabela 5: exemPlo Para determinação do fator de utilização de luminárias
50
32
38
42
46
48
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etaPa 2 - definição dos comPonentes
 A definição dos componentes deve levar em consideração 
as características fotométricas das luminárias, desempenho das 
lâmpadas e características elétricas dos equipamentos auxiliares.
 As principais características a serem consideradas são:
• Luminárias: curva de distribuição de intensidade luminosa, 
rendimento, controle de ofuscamento;
• Lâmpadas: eficiência luminosa (lm/W), fluxo luminoso, vida útil, 
depreciação luminosa;
• Equipamentos auxiliares: potência consumida, fator de potência, 
fator de fluxo luminoso, distorção harmônica.
Recomenda-se o emprego de componentes mais eficientes e 
tabela 6: fatores de manutenção recomendados
Ambiente
Limpo
Normal
Sujo
5000 h
0,91
0,85
0,66
2500 h
0,95
0,91
0,80
7500 h
0,88
0,80
0,57
 Para reduzir a depreciação da luminária, deve-se adotar uma 
manutenção periódica dos sistemas através da limpeza de lâmpadas 
e luminárias e substituição programada de lâmpadas.
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N = 
E
med
 x A
n x φn x U x FM x FFL
N = 
A
N x n x φn x U x FM x FFL
Figura 14: Distribuição de luminárias etaPa 6 - dimensionamento
 O cálculo do número de luminárias necessárias para um 
determinado ambiente segue a seguinte equação: 
Onde:
N: número necessário de luminárias
E
med
: iluminância média (lux)
A: área do ambiente (m2)
n: número de lâmpadas em cada luminária
φn : fluxo luminoso de cada lâmpada (lm)
U: fator de utilização
FM: fator de manutenção
FFL: fator de fluxo luminoso do reator
 Quando o número de luminárias é conhecido, a iluminância 
média pode ser calculada por:
etaPa 7 - distribuição das luminárias
 Após definida a quantidade total de luminárias necessárias 
para atender os níveis de iluminância e as condições requeridas 
de projeto, deve-se distribuí-las adequadamente no recinto (Figura 
14). Para tanto, valem as seguintes observações:
• Deve-se distribuir as luminárias uniformemente no recinto;
• Deve-se obter valores próximos de “a” e “b”, sendo a > b, desde 
que respeitando a curva de distribuição luminosa da luminária;
etaPa 5 – determinar o fator de fluxo luminoso
 O fator de fluxo luminoso (FFL), ou fator de reator, é o fator 
que irá determinar o fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas com 
reatores eletrônicos. É a razão do fluxo luminoso emitido por uma 
lâmpada de referência, funcionando com reator comercial, pelo 
fluxo luminoso emitido pela mesma lâmpadaquando funcionando 
com o reator de referência. 
 Assim, quando:
• FFL=1,0: o fluxo luminoso das lâmpadas é o nominal;
• FFL=1,1: o fluxo luminoso das lâmpadas é 10% superior ao 
nominal;
• FFL=0,95: o fluxo luminoso das lâmpadas é 5% inferior ao 
nominal.
 Este fator é obtido nos catálogos dos fabricantes de reatores 
eletrônicos, e é um valor específico para cada modelo de reator. 
Para reatores eletromagnéticos e, quando não informado pelo 
fabricante, adota-se FFL=1,0.
• Recomenda-se que as distâncias “a” e “b” entre luminárias sejam 
o dobro da distância entre estas e as paredes laterais;
• Recomenda-se sempre o acréscimo de luminárias quando 
a quantidade resultante do cálculo não for compatível com a 
distribuição desejada.
Exemplo de aplicação do Método dos Lumens
 O exemplo a seguir tem dois objetivos: 
• Mostrar a aplicação do Método dos Lumens em um local de 
habitação; e 
• Comparar a potência de alimentação (VA) obtida neste método 
com a potência indicada no item 9.5.2.1 da NBR5410 (VA em 
função da área do cômodo).
 No exemplo, são comparados três diferentes tipos de lâmpadas: 
incandescente, fluorescente compacta e lâmpada de led. 
 A Tabela 7 ilustra as iluminâncias recomendadas para ambientes 
residenciais conforme a norma NBR 5413.
tabela 7: nÍveis de iluminância recomendados Para residência
Residência
Salas de estar
Geral 
Local (leitura, escrita, bordado, etc.)
Cozinha
Geral
Local (fogão, pia, mesa) 
Quartos de dormir
Geral
Local (espelho, penteadeira, cama)
Hall, escadas, despensas, garagens
Geral
Local
Banheiros
Geral
Local (espelhos)
Mínimo
100
300
100
200
100
200
75
200
100
200
Médio
150
500
150
300
150
300
100
300
150
300
Máximo
200
750
200
500
200
500
150
500
200
500
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a) determinação da iluminância requerida conforme norma 
nbr 5413
 Tomando-se como exemplo uma sala de estar de 10m2 (2,5 m 
de largura x 4,0 m de comprimento x 2,75 m de pé direito), verifica-
se na Tabela 7 (em destaque) que a iluminância média geral varia 
de 100 a 200 lux. Nos cálculos a seguir será adotado o valor médio 
de 150 lux.
b) escolha da luminária
 No exemplo será considerado um mesmo modelo de luminária 
para duas lâmpadas base E27 (Figura 16), que pode acomodar 
lâmpadas incandescentes de 60 W (caso 1), fluorescentes compactas 
de 15 W (caso 2) ou lampleds (lâmpadas de leds) de 12 W (caso 3). 
Figura 16: Luminária utilizada no exemplo
Figura 16: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada incandescente de 60W
Voltage
Resolution: 181.41 V/div
Crest Value: 181.41 V
Current
Resolution: 2.001 A/div
Crest Value: 4.002 A
tabela 8: comParação de dados medidos das amostras de lâmPadas incandescentes, 
fluorescentes comPactas e de leds
Lâmpadas
Potência
Amostra
Tensão (V)
Temperatura de cor (K)
Indice de reprodução de cor (Ra)
Fluxo (lm)
Eficiência luminosa (lm/W)
Tensão medida (V)
Corrente medida(A)
Fator de potência medido
Distorção harmônica tensão
Distorção harmônica corrente
Potência ativa (W)
Economia potência ativa (%)
Potência aparente (VA)
Economia (%)
Caso 1: 
Incandescente
60W
Caso 2: 
Fluorescente 
compacta
15W
Caso 2: 
Fluorescente 
compacta
12W
1
127V
2830
100
796
13,5
127
0,456
1,00
59
 
59
3
127V
2816
83
973
66,6
127
0,186
0,62
15
24
5
127V
2678
81
827
64,5
127
0,1
0,127
13
16
2
127V
2842
100
825
13,8
127
0,468
1,00
60
60
4
127V
2861
82
911
66,0
127
0,177
0,61
14
23
6
127V
2673
81
822
65,5
127
0,1
0,124
13
16
1,7% 2,7% 2,1%
2,0%
76%
109,0%
61%
79%
70,0%
73%
-
-
distorção de corrente. Neste caso, a lâmpada led apresentou menor 
distorção harmônica em comparação com a lâmpada fluorescente 
compacta (Figuras 16, 17 e 18).
Figura 17: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada fluorescente compacta de 15W
Voltage
Resolution: 183.09 V/div
Crest Value: 183.1 V
Resolution: 1.591 A/div
Crest Value: 3.183 A
c) lâmPadas
 Embora as lâmpadas possam ser facilmente trocadas na mesma 
luminária, pois a base E27 é a mesma, cada lâmpada possui uma 
distribuição luminosa e características fotométricas e elétricas 
específicas. 
 A Tabela 8 ilustra a comparação de dados reais obtidos em 
ensaios de laboratório entre três produtos encontrados no mercado. 
As características não refletem dados gerais das famílias de 
lâmpadas, mas dos modelos específicos em análise (foram ensaiadas 
duas amostras de cada tipo de lâmpada).
 Comentários sobre os valores da Tabela 8:
• Em relação ao fluxo luminoso, as lâmpadas fluorescentes 
compactas são as mais fortes dentre os modelos analisados, 
apresentando também as maiores eficiências luminosas.
• Quando se analisa os potenciais de economia de energia tomando-
se a lâmpada incandescente como base, a solução em led apresentou 
melhor potencial, com economia de 73% considerando a potência 
aparente e 79% considerando a potência ativa.
• A lâmpada de led apresentou fator de potência maior em relação à 
lâmpada fluorescente compacta.
• Não há muita diferença entre a distorção harmônica de tensão 
entre os três tipos de lâmpadas, mas ela é significativa no caso da 
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Voltage
Resolution: 178.94 V/div
Crest Value: 178.9 V
Current
Resolution: 0.926 A/div
Crest Value: 1.852 A
Figura 18: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada de led de 12W
• A partir da Tabela 8, pode-se concluir que as temperaturas de 
cor das diferentes lâmpadas são muito próximas, entre 2673 
K e 2861 K. O índice de reprodução de cor (Ra) é semelhante 
para lâmpadas de led e compactas, considerados adequados para 
iluminação interior da maior parte dos ambientes (Ra > 80). 
 As figuras 19, 20 e 21 ilustram os diagramas espectrais das 
Figura 19: Distribuição espectral de uma lâmpada incandescente de 60 W – 2700 K
spectrum
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
300 400 500 700600
1.0-26.351mW/nm
Wavelength (nm)
Figura 20 - Distribuição espectral de uma lâmpada fluorescente compacta 15 
W – 3000 K
Wavelength (nm)
700600
spectrum
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
300 400 500
1.0-125.194mW/nm
Figura 21: Distribuição espectral de uma lâmpada de led 12 W – 3000 K
Wavelength (nm)
700600
spectrum
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0
300 400 500
1.0-125.194mW/nm
d) dados fotométricos da luminária
 Para realização do cálculo luminotécnico é necessário analisar os 
dados fotométricos da luminária com cada fonte luminosa em seu interior. 
 O fator de utilização e a curva de distribuição luminosa, 
fornecidos pelos fabricantes de luminárias são informações muito 
importantes para análise do desempenho fotométrico. 
 Comparando-se os dados fotométricos da luminária em questão 
para cada tipo de lâmpada (figuras 22, 23 e 24), conclui-se que as 
curvas de distribuição luminosa são bem semelhantes. No entanto, 
o fator de utilização das luminárias muda significantemente, pois 
cada lâmpada possui uma distribuição luminosa diferente e a 
luminária em análise, por possuir um difusor jateado, difunde a luz 
emitida pelas lâmpadas também de forma diferente. 
 Observa-se nas figuras que, embora a luminária para lâmpadas 
incandescentes possua a menor eficiência luminosa (relação lm/W), 
ela apresenta os maiores fatores de utilização em função do tipo da 
distribuição da luz da lâmpada incandescentena luminária em questão. 
e) cálculo luminotécnico
 Considera-se no exemplo:
• Dimensões da sala: 2,5 m de largura x 4,0 m de comprimento x 
2,75 m de pé direito;
• Plano de trabalho a 0,75 m do piso; 
• Refletâncias de teto 70%, paredes 50% e piso 10%;
• Ambiente normal e manutenção periódica de 7500 horas
etaPa 1- cálculo do Índice do local (K)
três lâmpadas, onde se verifica que, embora as temperaturas 
de cor (aparência da cor) sejam semelhantes, elas apresentam 
características espectrais e de reprodução de cor diferentes 
conforme o comprimento de onda da luz. 
K = 
c x l
h x(c + l)
Ki = = 0,77
4 x 2,5
2 x (4 + 2,5)
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Figura 24: Fator de utilização e curva de distribuição luminosa da luminária com 2 lâmpadas de led de 12 W
Figura 23: Fator de utilização e curva de distribuição luminosa da luminária com 2 lâmpadas compactas de 15 W
Figura 22: Fator de utilização e curva de distribuição luminosa da luminária com 2 lâmpadas incandescentes de 60 W
FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)
TETO (%)
PAREDE(%)
PISO (%)
K
0,60
0,80
1,00
1,25
1,50
2,00
2,50
3,00
4,00
5,00
50
 23
28
32
36
39
43
45
47
49
51
70
30
10
19
24
28
32
35
40
43
45
48
49
10
17
21
25
29
32
37
40
43
46
48
50
23 
27 
31 
35 
37 
41 
44 
46 
48
49
50
30
10
19
24
27
31
34
39
41
43
46
48
10
16
21
25
29
32
36
39
42
45
46
30
10
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16
21
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35
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43
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0
0
0
15
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26
29
34
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39
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19
23
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33
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FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)
TETO (%)
PAREDE(%)
PISO (%)
K
0,60
0,80
1,00
1,25
1,50
2,00
2,50
3,00
4,00
5,00
50
 17
21
24
26
28
31
33
34
36
37
70
30
10
14
18
21
23
26
29
31
33
35
36
10
12
15
19
21
23
27
29
31
33
35
50
16
20
23
26
27
30
32
33
35
36
50
30
10
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17
20
23
25
28
30
32
34
35
10
12
15
18
21
23
26
29
30
32
34
30
10
10
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15
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20
23
26
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30
32
33
0
0
0
11
14
17
19
21
25
27
28
30
31
30
 
14
17
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24
27
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FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)
TETO (%)
PAREDE(%)
PISO (%)
K
0,60
0,80
1,00
1,25
1,50
2,00
2,50
3,00
4,00
5,00
50
 19
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36
38
39
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30
10
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19
23
26
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etaPa 2 - definição dos comPonentes
A definição dos componentes (características fotométricas das 
luminárias, desempenho das lâmpadas e características elétricas 
dos equipamentos auxiliares) já foi realizada nos itens b), c) e d) 
anteriores.
etaPa 3 - determinação do fator de utilização (u)
Para determinação do fator de utilização (U), devem ser interpolados 
os valores das tabelas 22, 23 e 24, obtendo-se
U= 0,26 para caso 1 (incandescente);
U= 0,20 para caso 2 (fluorescente compacta);
U= 0,22 para caso 3 (led).
etaPa 4 - determinar o fator de manutenção (fm)
 Considerando-se o ambiente normal e manutenção periódica, 
foi adotado FM=0,80 para todas as opções como base para 
comparações.
etaPa 5 – determinar o fator de fluxo luminoso
 O fator de fluxo luminoso para as três condições é igual a 1,0, 
uma vez que está sendo adotado o fluxo luminoso medido das 
lâmpadas analisadas.
etaPa 6 - dimensionamento
 Para determinação da quantidade de luminárias utiliza-se a 
fórmula:
N = 
E
med
 x A
n x φn x U x FM x FFL
Onde:
N: número necessário de luminárias
E
med
: 150 lux
A: 10 m2
N: 2
φn : fluxo luminoso de cada lâmpada (lm)
U: fator de utilização (definido na etapa 3)
FM: 0,8 (definido na etapa 4)
FFL: 1,0 (definido na etapa 5)
 A Tabela 9 resume os dados fotométricos das luminárias e os 
resultados do cálculo luminotécnico pelo Método dos Lumens para 
os três casos em análise.
 Embora 5 luminárias atendam as condições de projeto para a 
sala considerada, para melhor distribuição espacial foi considerada 
a instalação de 6 (seis) luminárias no ambiente. Assim, o nível de 
iluminância resultante deve ser calculado pela fórmula:
N = 
A
N x n x φn x U x FM x FFL
Luminária
Quantidade de lâmpadas 
Rendimento
Classe de ofuscamento
Imax
Fluxo medido das lâmpadas
Imax (cd)
Potência medida(W)
Fator de utilização
Quant. Luminárias (150lux, 10m2, K=0,77)
Quantidade de luminárias
Emédio (lux)
Potência ativa (W)
Potência aparente (VA)
Caso 1 
Incandescente
2
Caso 2 
Fluorescente 
compacta
2
Caso 3 
Led
2
54%
sem controle
170cd/1000lm
1620,8
275
119
0,26
4,45
6
202
714
714
40%
sem controle
125cd/1000lm
1884,2
235
28
0,20
4,98
6
181
174
282
43%
sem controle
135cd/1000lm
1649,4
226
25
0,22
5,17
6
174
156
192
tabela 9: comParação de dados das luminárias e resultados 
 do método dos lumens 
 Os valores de potência ativa referem-se a valores medidos 
e consideram a potência total de cada equipamento, incluindo-
se as perdas dos equipamentos auxiliares (reator da lâmpada 
compacta e controlador do led).
f) cálculo da Previsão de Potência de iluminação Para 
locais residenciais conforme a nbr 5410
 Conforme tratado em 4.1.1.2 deste guia, em 9.5.2 da NBR 
5410 determina-se que, em cômodos com área igual ou inferior 
a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima de iluminação de 
100 VA e com área superior a 6 m2 deve ser prevista uma carga 
mínima de 100 VA para os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA 
para cada aumento de 4 m2 inteiros.
 No exemplo em questão, onde a sala tem 10 m2 (6 + 4), a 
potência de iluminação mínima a ser atribuída a este cômodo 
será de 100 + 60 = 160 VA. 
G) conclusão
 Comparando-se os valores de potência aparente da Tabela 
9 (714, 282 e 192 VA), respectivamente, para lâmpada 
incandescente, fluorescente compacta e led) calculados pelo 
Método dos Lumens conforme iluminância média da NBR 
5413 com o valor de 160 VA calculado de acordo com o item 
9.5.2.1 da NBR 5410, verifica-se uma grande diferença. 
 O exemplo em questão considerou um cômodo específico, 
mas o resultado obtido pode ser estendido a outros locais da 
residência. Desta forma, mesmo com o amparo técnico da 
prescrição da NBR 5410, recomenda-se que o projetista avalie 
criteriosamente a sua utilização em determinados projetos. 
Por existir uma norma específica sobre o tema de iluminação, 
sempre que possível seria recomendável realizar o projeto 
luminotécnico do ambiente conforme a NBR 5413 de forma 
a obter o melhor desempenho luminotécnico e a previsão de 
carga de iluminação mais adequada.
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BR 5410
31
6 pRoTeção coNTRA cHoques eléTRIcos
6.1 introdução
 A proteção contra choques elétricosé tratada na NBR 5410 nos 
itens indicados na Tabela x.
 As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques 
elétricos, seja o risco associado a contato acidental com parte 
viva perigosa, seja a falhas que possam colocar uma massa 
acidentalmente sob tensão. 
 Vejamos algumas descobertas sobre os efeitos das correntes 
elétricas no corpo humano em frequências de 50 e 60 Hz, que são 
as mais usuais nas instalações elétricas em todo o mundo. 
O “liminar de percepção” da passagem da corrente elétrica pelo 
corpo depende de diversos parâmetros, tais como a área do corpo 
que está em contato com o condutor de eletricidade, se a pele está 
molhada ou seca, sua temperatura, as condições psicológicas do 
indivíduo (calmo, estressado), etc. Em geral, um valor de 0,5 mA é 
considerado como o limiar de percepção.
 Uma vez que os impulsos nervosos do cérebro para os músculos 
que comandam os movimentos são também de natureza elétrica, há 
um ponto além do qual a corrente elétrica que flui através do corpo 
provoca um estímulo do nervo e uma pessoa que está em contato 
com um condutor vivo não é mais capaz de soltá-lo (tetanização). 
Este limiar, chamado de “limite de largar” também depende de 
diversos fatores, situando-se, nas frequências de 50 e 60 Hz, entre 
6 e 14 mA (média 10 mA) em mulheres, entre 9 e 23 mA (média 16 
mA) em homens. Para corrente contínua, o valor médio é de 51 mA 
em mulheres e 76 mA em homens.
 O limiar da fibrilação ventricular depende igualmente de vários 
fatores próprios de cada indivíduo, assim como de parâmetros 
elétricos (duração e caminho da corrente, tipo de corrente CA ou 
CC, etc). No caso de correntes alternadas de 50 e 60 Hz, há uma 
considerável redução neste limiar de fibrilação quando a corrente 
circula por mais de um ciclo cardíaco. Nestes casos, os músculos 
cardíacos começam a vibrar muito rapidamente e o resultado é que 
o coração não é mais capaz de bombear sangue para o organismo, 
reduzindo a pressão arterial para zero, provocando desmaio e parada 
respiratória, quase sempre fatal. Experiências práticas têm mostrado 
que correntes de 5 mA provocam choques desconfortáveis e, nos 
casos de crianças e pessoas em mesas de operação, esta corrente 
pode causar sérios desconfortos e complicações até mesmo fatais. 
 De acordo com publicação da Lawrence Livermore National 
Laboratory, University of California:
• Para determinar a corrente (mA) que, circulando por 5 segundos, 
tem 0,5% de probabilidade de causar uma fibrilação ventricular, 
multiplicar o peso da pessoa (em libras; 1 lb = 0,453 kg) por 0,49. 
 Por exemplo, uma pessoa de 70 kg, tem 0,5% de probabilidade 
de sofrer fibrilação ventricular, se percorrida durante 5 segundos 
por uma corrente elétrica de 50 ou 60 Hz de intensidade igual a 
(70 / 0,453) x 0,49 = 76 mA. Já no caso de uma criança de 7 kg, a 
corrente será de apenas 7,6 mA.
• Para determinar a corrente (mA) que, circulando por 5 segundos, 
tem 99,5% de probabilidade de causar uma fibrilação ventricular, 
multiplicar o peso da pessoa (em libras; 1 lb = 0,453 kg) por 1,47 . 
 Por exemplo, uma pessoa de 70 kg, tem 99,5% de probabilidade 
de sofrer fibrilação ventricular, se percorrida durante 5 segundos 
por uma corrente elétrica de 50 ou 60 Hz de intensidade igual a 
(70 / 0,453) x 1,47 = 227 mA. Já no caso de uma criança de 7 kg, a 
corrente será de apenas 22,7 mA.
 Em corrente contínua, o limiar de corrente para soltar o 
condutor vivo é menor e, para durações de choques maiores do 
que o período do ciclo cardíaco, o limiar de fibrilação permanece 
consideravelmente maior do que para a corrente alternada. A 
principal diferença entre os efeitos das correntes CA e CC no corpo 
humano está relacionada às variações da intensidade da corrente, 
especialmente quando se fecha e abre o circuito. Para se produzir 
os mesmos efeitos de excitação celular, a intensidade da corrente 
contínua deve ser 2 a 4 vezes maior do que a corrente alternada.
 A publicação IEC/TS 60479-1 define quatro zonas de efeitos 
para correntes alternadas de 50 ou 60 Hz e leva em consideração 
pessoas que pesam 50 kg e um trajeto de corrente entre as 
extremidades do corpo (mão/pé), mostradas na Figura 25.
 Na Zona 1 não ocorre nenhuma reação; na Zona 2, não ocorre 
nenhum efeito fisiológico perigoso; na Zona 3, não acontece, em 
geral, nenhum dano orgânico, mas, para tempos longos ocorrem 
contrações musculares, dificuldade de respiração e perturbações 
reversíveis no coração. Na Zona 4, além dos efeitos da Zona 3, 
a probabilidade de fibrilação ventricular aumenta muito, podendo 
levar ao óbito.
 tabela 10: itens da nbr 5410 sobre Proteção contra choques elétricos.
Prescrições
fundamentais
4.1.1
Medidas de
proteção
5.1
Seleção e
instalação
6.3.3
t (ms)
0,2 0,5 1 2 5 10 20 30 50 100 500 200 1000 2000 Ic(mA)
III III IV
10.000
5.000
2.000
1000
500
200
100
50
20
10
Figura 25 - Zonas de efeito de corrente alternada (de 15 a 100 Hz) entre mão 
e pé sobre as pessoas
6.2 PrincÍPio fundamental da Proteção contra choques elétricos
 O princípio fundamental da NBR 5410 para que uma instalação 
seja segura em relação à proteção contra choques elétricos. Tal 
princípio determina que partes vivas perigosas não devem ser 
acessíveis e que massas não devem oferecer perigo em condições 
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normais e no caso de falhas.
 Partes vivas são condutores destinados a serem energizados 
em condições de uso normais (condutores de fase), incluindo 
também o condutor neutro.
 Massa é uma parte condutora que pode ser tocada e que 
normalmente não é viva, mas pode tornar-se viva em caso de 
falha da isolação. São exemplos de massa as carcaças metálicas 
dos equipamentos eletroeletrônicos, dos quadros, dos motores, dos 
transformadores, etc.
 Para atender a este princípio, as medidas mais usuais a serem 
implementadas, em conjunto, nas instalações elétricas são as 
seguintes:
• Prover as partes vivas com uma isolação básica;
• Usar barreiras ou invólucros apropriados para manter as partes 
vivas inacessíveis;
• Aterrar e equipotencializar a instalação;
• Prover seccionamento automático da instalação como um todo ou 
de circuitos específicos.
Além destas medidas, podem ser utilizadas:
• Isolação dupla;
• Separação elétrica;
• Limitação de tensão (SELV e PELV).
6.3 isolação básica
 Em muitos casos, a isolação básica já vem no produto de fábrica 
como, por exemplo, a isolação dos fios e cabos elétricos (Figura 26). 
Figura 26: Exemplo de isolação básica provida de fábrica: condutor isolado
Figura 28: Quadro com porta e tampa
Figura 29: Alguns invólucros
Condutor
Isolação básica
Tampa
Porta
Figura 27: Exemplo isolação básica provida no campo: conectores de torção 
(cortesia 3M)
Conector de torção 
Em outros casos, pode-se prover a isolação básica em campo como, 
por exemplo, recobrindo-se uma emenda de condutores com fita 
isolante ou recobrindo-se um barramento com uma manta, tubo ou 
luva isolante. Ou então isolando as extremidades dos condutores com 
conectores de torção, conforme Figura 27.
6.4 barreira
 Barreira é um elemento que assegura proteção contra contatos 
diretos de uma pessoa com partes vivas em todas as direções usuais 
de acesso. É o caso, por exemplo, de uma tampa colocada sob a 
porta dos quadros elétricos que impede o contato das pessoas com 
os barramentos vivos no interior do quadro (Figura 28).
6.5 invólucro
 Invólucro é um elemento que assegura proteção contra 
contatos diretos em qualquer direção. É umconceito semelhante 
ao da barreira, porém mais amplo, uma vez que o invólucro deve 
“envolver” completamente o componente, impedindo o acesso 
direto as suas partes vivas partindo de qualquer e todas as direções. 
É o caso, por exemplo, de uma caixa de ligação de tomadas, 
interruptores ou motores provida de tampa (Figura 29).
6.6 aterramento e equiPotencialização das instalações 
elétricas de baixa tensão
 Numa instalação elétrica de baixa tensão, o aterramento e 
a equipotencialização são partes fundamentais para a garantia 
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Figura 30: Tomada padrão NBR 14136
Figura 31 – Seccionamento automático da alimentação
do funcionamento adequado dos sistemas de proteção contra 
choques elétricos, sobretensões, descargas atmosféricas, descargas 
eletrostáticas, além de ajudar a garantir o funcionamento adequado 
dos equipamentos de tecnologia de informação (computadores, 
centrais telefônicas, modems, controladores lógicos, etc.). O 
capítulo 15 deste guia trata o assunto em detalhes.
6.7 tiPo de tomada Para instalações residenciais e análoGas 
 A NBR 5410 estabelece em 5.1.2.2.3.6 que todo circuito deve 
dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão. E acrescenta 
em 6.5.3.1 que todas as tomadas de corrente fixas das instalações 
devem ser do tipo com contato de aterramento (PE), sendo que as 
tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme NBR 
NM 60884-1 e NBR 14136.
 A NBR NM 60884-1 é a norma que testa as tomadas em geral, 
qualquer que seja o seu desenho (configuração) e a NBR 14136 é a 
norma que padroniza o formato das tomadas para uso residencial e 
análogo até 20 A – 250 V (Figura 30).
choque elétrico consiste em desligar automaticamente toda 
instalação ou parte dela para que o perigo seja eliminado e a 
pessoa protegida.
 Para compreender melhor este tema, vamos observar a 
figura 31.
 Ocorrendo em qualquer ponto uma falta de impedância 
desprezível entre um condutor de fase e o condutor de proteção 
ou uma massa, conforme indicado na Figura 31, um dispositivo 
de seccionamento automático deve desligar o circuito em um 
tempo bastante reduzido e seguro. 
 No esquema TN, a equipotencialização via condutores 
de proteção, conforme 5.1.2.2.3, deve ser única e geral, 
envolvendo todas as massas da instalação, e deve ser 
interligada com o ponto da alimentação aterrado, geralmente 
o ponto neutro. Recomenda-se o aterramento dos condutores 
de proteção em tantos pontos quanto possível. Além disso, em 
construções de porte, tais como edifícios de grande altura, a 
realização de equipotencializações locais, entre condutores de 
proteção e elementos condutivos da edificação, cumpre o papel 
de aterramento múltiplo do condutor de proteção;
 No esquema TN, as características do dispositivo de 
proteção e a impedância do circuito devem ser tais que, ocor-
rendo em qualquer ponto uma falta de impedância desprezível 
entre um condutor de fase e o condutor de proteção ou uma 
massa, o seccionamento automático se efetue em um tempo no 
máximo igual ao especificado na tabela 25 da norma. 
 Considera-se a prescrição atendida se a seguinte condição 
for satisfeita:
 Z
s
 . Ia ≤ Uo
onde:
Z
s
 é a impedância, em ohms, do percurso da corrente de falta, 
composto da fonte, do condutor vivo, até o ponto de ocorrência 
da falta, e do condutor de proteção, do ponto de ocorrência da 
falta até a fonte;
Ia é a corrente, em ampères, que assegura a atuação do dispositivo 
de proteção num tempo no máximo igual ao especificado na 
tabela 25 da norma, ou a 5 s, nos casos previstos na alínea c) 
de 5.1.2.2.4.1;
Uo é a tensão nominal, em volts, entre fase e neutro, valor 
eficaz em corrente alternada.
 No esquema TN, desde que a condição anterior seja 
atendida, podem ser usados para o seccionamento automático 
visando proteção contra choques elétricos tanto os dispositivos 
de proteção a sobrecorrente (disjuntores ou fusíveis), quanto 
os dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual 
(dispositivos DR).
 Como medida de proteção adicional, a NBR 5410 prescreve 
o uso de dispositivos de proteção a corrente diferencial-residual 
com corrente diferencial-residual nominal I
Δn
 igual ou inferior 
a 30 mA como proteção adicional contra choques elétricos nos 
em alguns locais. A proteção adicional provida pelo uso de 
 Desta forma, de acordo com a norma, é obrigatório 
distribuir o condutor de proteção (PE) em todos os circuitos 
e utilizar todas as tomadas de corrente com o contato de 
terra disponivel. Consequentemente, em todas as caixas de 
derivação e passagem deverá estar disponibilizado o condutor 
de proteção (verde ou verde-amarelo) em seu interior.
6.8 seccionamento automático da alimentação elétrica
 O seccionamento automático da instalação no caso da 
ocorrência de uma situação que possa resultar em perigo de 
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Figura 32: Formas de ligação dos DRs
dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade visa casos 
com os de falha de outros meios de proteção e de descuido 
ou imprudência do usuário. No entanto, é importante destacar 
que a utilização desses DRs de alta sensibilidade nestes locais 
não é reconhecida como constituindo em si uma medida de 
proteção completa e não dispensa, em absoluto, o emprego de 
uma das outras medidas de proteção descritas (principalmente 
o uso do condutor de proteção em todos os circuitos)
 Os locais que são objeto da medida de proteção adicional 
por uso de DR de alta sensibilidade são os seguintes:
• Nos circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos 
de utilização (iluminação e força) situados em cozinhas, copas-
cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais 
dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a 
lavagens. Há uma exceção a esta regra unicamente para os de 
pontos de iluminação situados a mais de 2,50 m do piso;
• Nos circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam 
a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, 
lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências 
internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens;
• Nos circuitos que, em qualquer tipo de edificação, sirvam a 
pontos de utilização (iluminação e força) situados em locais 
contendo banheira ou chuveiro;
• Nos circuitos que, em qualquer tipo de edificação, sirvam a 
tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação 
ou tomadas de corrente situadas em áreas internas mas que 
possam vir a alimentar equipamentos no exterior da edificação.
 Em relação a estas prescrições, valem as seguintes 
observações gerais:
• No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de 
proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às 
tomadas com corrente nominal de até 32 A.
• A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação 
concebidos em esquema IT, visando garantir continuidade 
de serviço, quando essa continuidade for indispensável à 
segurança das pessoas e à preservação de vidas, como, por 
exemplo, na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de 
segurança.
• Quando o risco de desligamento de congeladores por atuação 
intempestiva da proteção, associado à hipótese de ausência 
prolongada de pessoas, significar perdas e/ou conseqüências 
sanitárias relevantes, recomenda-se que as tomadas de 
corrente previstas para a alimentação de tais equipamentos 
sejam protegidas por dispositivo DR com característica de 
alta imunidade a perturbações transitórias, que o próprio 
circuito de alimentação do congelador seja, sempre que 
possível, independente e que,caso exista outro dispositivo DR 
a montante do de alta imunidade, seja garantida seletividade 
entre os dispositivos (sobre seletividade entre dispositivos DR. 
 Alternativamente, porém menos comum de se utilizar na 
prática, ao invés de dispositivo DR, a tomada destinada ao 
congelador pode ser protegida por separação elétrica individual, 
recomendando-se que também aí o circuito seja independente e 
que caso haja dispositivo DR a montante, este seja de um tipo 
imune a perturbações transitórias.
 Os dispositivos DRs podem ser individuais por circuitos, 
ou por grupos de circuitos ou pode ainda ser usado um único 
DR protegendo todos os circuitos de uma instalação (Figura 
32). 
 Em 6.3.3.2.6, a norma lembra que os DRs devem ser 
escolhidos e os circuitos devem ser divididos de tal modo que a 
soma das correntes de fuga à terra que podem circular pelo DR 
durante o funcionamento normal das cargas não seja suficiente 
para provocar a atuação do dispositivo.
 Como as normas de DRs indicam que eles já podem atuar 
a partir de 50% de sua corrente de disparo nominal, é preciso 
conhecer com bastante detalhe as cargas que serão alimentadas 
por um único DR. Por exemplo, um DR de corrente nominal 
de disparo de 30 mA pode disparar a partir de correntes de 
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Figura 34: Exemplos de circuitos terminais protegidos por dispositivos DR
Figura 33 - DR bipolar e tetrapolar
 Geralmente são comercializados nas seguintes combinações de 
correntes nominais (A) e correntes nominais de atuação (mA):
tabela 11: correntes nominais de drs
IΔn (atuação)
30 mA, 100 mA, 
300 mA e 500 mA
In (A)
25
40
63
80
100
125
 Em 6.3.3.2.5, a norma determina que o circuito magnético do 
DR deve envolver todos os condutores vivos do circuito ou grupo 
de circuitos protegidos, inclusive o neutro, mas não pode envolver 
o condutor de proteção, o qual deve passar “por fora” do DR.
 A Figura 34 mostra exemplos de ligação de dispositivos DR em 
um circuitos terminais típicos.
7 pRoTeção coNTRA efeITos TéRmIcos 
(INcêNdIos e queImAduRAs)
 Conforme 4.1.2 da NBR 5410, instalação elétrica deve ser 
concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco 
de incêndio de materiais inflamáveis, devido a temperaturas 
elevadas ou arcos elétricos. Além disso, em serviço normal, 
não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os 
animais
 O conceito das prescrições da norma em relação a este 
assunto baseia-se na limitação da temperatura máxima que os 
componentes da instalação podem atingir em regime normal de 
funcionamento. A partir do conhecimento destas temperaturas, 
a norma lembra que devem ser observadas distâncias mínimas 
entre estes componentes e os demais materiais adjacentes a 
eles para evitar incêndios. As temperaturas máximas também 
são fixadas para partes dos componentes que são manuseadas 
pelos operadores de forma a evitar queimaduras.
fuga à terra maiores ou iguais a 15 mA. E dependendo da 
natureza das várias cargas ligadas a um único DR de 30 mA, 
este valor (15 mA) pode ser facilmente atingido, resultando 
em constantes desligamentos da instalação e causando enorme 
desconforto aos usuários. Uma solução que pode conciliar 
custo com continuidade de operação é o uso de um DR para um 
determinado grupo de circuitos.
 Os tipos mais usuais de DRs encontrados no Brasil 
são aqueles para instalação em quadros e geralmente são 
comercializados nas versões bipolares e tetrapolares (Figura 
33 e Tabela 11). Devem atender as normas NBR NM 61008-1e 
NBR NM 61008-2-1.
 Podem ainda ser na versão Interruptor DR (IDR) ou 
Disjuntor DR (DDR): no primeiro caso, o dispositivo atua 
apenas para seccionar o circuito no caso de correntes de fuga 
à terra, enquanto que no segundo caso, atua adicionalmente na 
proteção do circuito contra sobrecargas e curtos-circuitos.
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Figura 35: Invólucro de material de baixa condutância térmica
Figura 36 – Tanque de contenção de óleo em sala de grupo gerador
7.1 Proteção contra incêndio
7.1.1 Geral
Os componentes elétricos da instalação não devem apresentar 
perigo de incêndio para os materiais vizinhos. Para tanto, os 
componentes fixos, cujas superfícies externas possam atingir 
temperaturas que venham a causar perigo de incêndio a materiais 
adjacentes devem ser montados sobre materiais ou contidos no 
interior de materiais que suportem tais temperaturas e sejam 
de baixa condutância térmica, tais como invólucros metálicos 
(Figura 35).
 Outra alternativa é separar os componentes dos elementos da 
construção do prédio por materiais que suportem tais temperaturas 
e sejam de baixa condutância térmica. Ou, finalmente, os 
componentes da instalação devem ser montados de modo a permitir 
a dissipação segura do calor, a uma distância segura de qualquer 
material em que tais temperaturas possam ter efeitos térmicos 
prejudiciais, sendo que qualquer meio de suporte deve ser de baixa 
condutância térmica. 
 Além disso, os componentes fixos que apresentem efeitos de 
focalização ou concentração de calor devem estar a uma distância 
suficiente de qualquer objeto fixo ou elemento do prédio, de modo 
a não submetê-los, em condições normais, a uma elevação perigosa 
de temperatura.
 Os materiais dos invólucros que sejam dispostos em torno 
de componentes elétricos durante a instalação devem suportar a 
maior temperatura susceptível de ser produzida pelo componente. 
Materiais combustíveis não são adequados para a construção destes 
invólucros, a menos que sejam tomadas medidas preventivas contra 
a ignição, tais como o revestimento com material incombustível ou 
de combustão difícil e de baixa condutância térmica.
 Para atender às prescrições anteriores, fica evidente que é 
fundamental conhecer previamente as temperaturas máximas 
atingidas pelos componentes, assim como as temperaturas 
suportadas pelos materiais e elementos adjacentes à instalação de 
média tensão. Além disso, é importante conhecer as características 
principais dos materiais combustíveis que possam estar adjacentes 
aos componentes elétricos, notadamente suas condutâncias 
térmicas. 
 Os componentes da instalação que contenham líquidos 
inflamáveis em volume significativo (≥ 25 litros) devem ser 
objeto de precauções para evitar que, em caso de incêndio, o 
líquido inflamado, a fumaça e gases tóxicos se propaguem para 
outras partes da edificação. Nestes casos, que seriam aplicáveis 
principalmente aos transformadores e aos grupos geradores, deve 
ser construído um fosso de drenagem, para coletar vazamentos do 
líquido e assegurar a extinção das chamas, em caso de incêndio 
(Figura 36). O local deve ter soleiras, ou outros meios, para 
evitar que o líquido inflamado se propague para outras partes da 
edificação. Além disso, os equipamentos devem ser instalados 
num compartimento resistente ao fogo, ventilado apenas por 
atmosfera externa. Para volumes inferiores a 25 litros, é suficiente 
apenas que se evite o vazamento do líquido para áreas externas 
(soleira, por exemplo). Para detalhes sobre o assunto, ver parte 19 
deste guia.
7.1.2 Proteção contra incêndio em locais bd2, bd3 e bd4
 Para proteção contra incêndio das linhas elétricas nestes locais, 
ver capítulo 14 deste guia.
 Nos locais BD3 e BD4, os dispositivos de manobra e de 
proteção devem ser acessíveis apenas às pessoas autorizadas. Isso 
implica em localizá-los em áreas de acesso restrito a estas pessoas 
ou, quando isso não for possível, instalar, por exemplo, cadeados 
nas portas dos quadros de distribuição. Quando situadosem áreas 
de circulação, os dispositivos devem ser alojados em gabinetes ou 
caixas de material incombustível ou de difícil combustão.
 Nas instalações elétricas de locais BD3 ou BD4 e em saídas 
de emergência é terminantemente proibido o uso de componentes 
contendo líquidos inflamáveis.
Dique de 
contenção de óleo
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N
BR 5410
37
7.1.3 Proteção contra incêndio em locais be2
 Os locais BE2 são aqueles que apresentam maior risco de 
incêndio devido à presença de substâncias combustíveis em 
quantidade apreciável.
 Os equipamentos elétricos devem ser limitados aos que o local 
exige, para as atividades aí desenvolvidas. 
 Os dispositivos de proteção, comando e seccionamento devem 
ser dispostos fora dos locais BE2, a menos que eles sejam alojados 
em invólucros com grau de proteção adequado a tais locais, no 
mínimo IP4X.
 Quando as linhas elétricas não forem totalmente embutidas 
(imersas) em material incombustível, devem ser tomadas 
precauções para garantir que elas não venham a propagar 
chama. Em particular, os condutores e cabos devem ser não-
propagantes de chama. Os condutores PEN não são admitidos 
nos locais BE2, exceto para circuitos que apenas atravessem 
o local.
 Os motores comandados automaticamente ou a distância, 
ou que não sejam continuamente supervisionados, devem ser 
protegidos contra sobreaquecimento por sensores térmicos.
 As luminárias devem ser adequadas aos locais e providas de 
invólucros que apresentem grau de proteção no mínimo IP4X. Se o 
local oferecer risco de danos mecânicos às luminárias, elas devem 
ter suas lâmpadas e outros componentes protegidos por coberturas 
plásticas, grelhas ou coberturas de vidro resistentes a impactos, 
com exceção dos porta-lâmpadas (a menos que comportem tais 
acessórios).
 Para limitar os riscos de incêndio suscitados pela circulação 
de correntes de falta, é bastante recomedável que o circuito 
correspondente deva ser:
a) protegido por dispositivo a corrente diferencial-residual 
(dispositivo DR) com corrente diferencial-residual nominal de 
atuação de no máximo 500 mA; ou
b) supervisionado por um DSI (dispositivo supervisor de isolamento) 
ou por um dispositivo supervisor a corrente diferencial-residual, 
ajustados para sinalizar a ocorrência de falta em bases no máximo 
equivalentes àquelas da alínea anterior.
7.2 Proteção contra queimaduras
 De acordo com 5.2.3 da NBR 5410, as partes acessíveis de 
equipamentos elétricos que estejam situadas na zona de alcance 
normal não devem atingir temperaturas que possam causar 
queimaduras em pessoas e, para tanto, devem atender aos limites 
de temperatura indicados na tabela 29 da norma (Tabela 12 deste 
guia). Além disso, todas as partes da instalação que possam, em 
serviço normal, atingir, ainda que por períodos curtos, temperaturas 
que excedam os limites dados na Tabela 12, devem ser protegidas 
contra qualquer contato acidental. Isso pode ser conseguido, por 
exemplo, pela colocação fora de alcance ou pela instalação de 
barreiras ou obstáculos que impeçam o contato acidental com as 
superfícies quentes.
tabela 12 - temPeraturas máximas das suPerfÍcies externas dos equiPamentos 
elétricos disPostos no interior da zona de alcance normal
Partes acessíveis 
Alavancas, volantes ou punhos 
de dispositivos de manobra
Previstas para serem tocadas, 
mas não empunhadas
Não destinadas a serem 
tocadas em serviço normal
Material das 
partes acessíveis 
Metálico
Não-metálico
Metálico
Não-metálico
Metálico
Não-metálico
Temperaturas 
máximas °C 
55
65
70
80
80
90
 Não devem ser considerados os valores indicados na Tabela 
12 nos casos em que existirem normas específicas que limitem 
as temperaturas nas superfícies dos componentes elétricos no que 
concerne a proteção contra queimaduras.
9 pRoTeção coNTRA soBReTeNsões
 A proteção contra sobretensões é tratada na NBR 5410 nos itens 
indicados na Tabela 13.
8 pRoTeção coNTRA soBRecoRReNTes
 As medidas de proteção contra sobrecorrentes da NBR 5410 
foram incluidas no guia no capitulo 16
tabela 13: itens da nbr 5410 sobre Proteção contra sobretensões
Prescrições 
fundamentais
3.3
Medidas de 
proteção
5.4
Características 
geraisv
4.1.5
Seleção e 
instalação
6.3.5
 Em função de sua origem, as sobretensões que podem ocorrer em 
uma instalação elétrica de baixa tensão e que são abordadas na NBR 
5410 são classificadas em temporárias e transitórias.
9.1 sobretensões temPorárias
 Uma sobretensão temporária ocorre quando existe uma falha de 
isolamento para outra instalação de tensão mais elevada ou quando 
acontece a perda do condutor neutro em esquemas de aterramento TN 
e TT. 
 As sobretensões causadas por falhas do isolamento em instalação 
de tensão mais elevada acontecem nas seguintes situações:
• Quando ocorre uma falta para terra no lado da instalação de tensão 
mais elevada; 
• Quando um condutor do circuito de tensão mais elevada 
acidentalmente entra em contato com outro condutor do circuito de 
tensão mais baixa;
• Quando ocorre defeito interno no transformador como, por exemplo, o 
contato entre os enrolamentos de alta e de baixa tensão ou, o que é mais 
comum, o contato por rompimento da isolação entre o enrolamento de 
alta tensão e a carcaça. 
 Esses casos são chamados de sobretensão “à frequência industrial” 
ou “temporária”, porque colocam os circuitos de tensão mais elevada 
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e mais baixa praticamente no mesmo potencial a partir do ponto de 
contato. 
 Se a instalação de tensão mais baixa não tiver condutor neutro 
diretamente aterrado, seu potencial atingirá quase que instantaneamente 
o potencial da instalação de tensão mais elevada. Por outro lado, se 
a instalação de tensão mais baixa tiver condutor neutro diretamente 
aterrado, muito embora circule uma corrente elétrica de maior 
intensidade no circuito (corrente de falta), a tensão transferida será 
menor do que o caso anterior. 
 Para reduzir a possibilidade da ocorrência de sobretensões 
temporárias nas instalações elétricas de baixa tensão que possuem 
circuitos operando em tensões diferentes, o item 6.2.9.5 da NBR 5410 
prescreve que os condutores de faixas de tensão diferentes (Faixa I e 
II definidas no Anexo A da norma) não utilizem os mesmos condutos 
fechados ou que sejam instalados em compartimentos separados em 
condutos abertos. 
 Apesar de esta prescrição indicar a separação de circuitos apenas 
entre os dois grandes grupos (faixas) de tensão (faixa I até 50 Vca e 
faixa II acima de 50 Vca até 1000 Vca), é muito recomendável que 
sejam separados eventuais circuitos que operam em tensões diferentes 
dentro da faixa II. Por exemplo, caso existam na mesma cseparados 
fisicamente de outros que operam em 220/380 V, e assim por diante. 
Embora a NBR 5410 seja omissa, é óbvio que essa recomendação é 
mais adequada ainda no caso da separação física entre circuitos de 
baixa tensão (até 1000 Vca) e circuitos de tensões acima de 1000 Vca. 
 Seguindo-se o conceito de separação física (por meio de barreiras 
ou invólucros) dos circuitos, é mais provável que a ocorrência de 
sobretensões temporárias fique restrita ao caso de falhas internas do 
transformador que, embora possíveis, não são muito usuais quando se 
utilizam equipamentos de boa qualidade.
 Além da medida de proteção por separação física dos circuitos, a 
NBR 5140 trata, em 5.4.1.1, especificamente das situações que podem 
submeter os circuitos fase-neutro às sobretensões que podem atingir o 
valor da tensão entre fases. Com isto, a NBR 5410é omissa em relação 
aos casos que podem submeter os circuitos a sobretensões temporárias 
acima de 1000 Vca mencionadas anteriormente. 
 As situações que podem submeter os circuitos fase-neutro às 
sobretensões que podem atingir o valor da tensão entre fases são:
• Falta à terra envolvendo qualquer dos condutores de fase em um 
esquema IT. 
 Neste caso, os componentes da instalação elétrica devem ser 
selecionados de forma a que sua tensão nominal de isolamento seja 
pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação 
(6.1.3.1.1 da norma). Se o condutor neutro for distribuído, os 
componentes ligados entre uma fase e o neutro devem ser isolados para 
a tensão entre fases. 
• Perda do condutor neutro em esquemas TN e TT, em sistemas 
trifásicos com neutro, bifásicos com neutro e monofásicos a três 
condutores.
 Neste caso, os componentes da instalação elétrica devem ser 
selecionados de forma a que sua tensão nominal de isolamento seja 
pelo menos igual ao valor da tensão nominal entre fases da instalação 
(6.1.3.1.1 da norma). 
 Por exemplo, em uma instalação com tensão nominal 220/380 V, 
os componentes devem possuir uma tensão nominal de isolamento de, 
pelo menos, 380 V (valor entre fases). Como exemplos da aplicação 
deste requisito, um condutor elétrico isolado para 450/750 V (suporta 
450 V entre fase-neutro e 750 V entre fases) atende ao requisito da 
norma, assim como um disjuntor 460 Vca e quadro elétrico 750 V, etc.
 Em particular, nas instalações com esquema TT, deve-se verificar 
se as sobretensões temporárias provocadas pela ocorrência de falta 
à terra na média tensão são compatíveis com a tensão suportável à 
frequência industrial dos componentes da instalação BT. O item 5.4.1.2 
da norma indica as condições para se fazer essa verificação.
 A tensão nominal de isolamento que é mencionada no texto 
da NBR 5410 é a tensão suportável à frequência industrial dos 
componentes da instalação de baixa tensão, definida (NBR 5460) 
como o valor eficaz da tensão à frequência nominal do sistema que 
um equipamento elétrico pode suportar. Apesar da clara definição do 
termo, esse valor é indicado nos catálogos dos fabricantes através 
de diferentes termos, tais como “tensão nominal”, “tensão nominal 
de serviço”, “tensão de isolamento” ou “classe de isolação”, dentre 
outros. Exemplos: condutor isolado 450/750 V; disjuntor 460 Vca; 
quadro elétrico 750 V, etc.
9.2 sobretensões transitórias
9.2.1 conceitos
 As principais origens das sobretensões transitórias são aquelas 
devidas às descargas atmosféricas, descargas oriundas do acúmulo de 
eletricidade estática entre pontos diferentes da instalação e manobras 
(chaveamentos) de circuitos (Figura x).
 As sobretensões provenientes das descargas atmosféricas que 
incidem diretamente nas edificações, em redes aéreas de alimentação 
da instalação, ou muito próximo a elas, produzem tensões conduzidas 
e induzidas com impulsos caracterizados por seu valor de crista. Na 
prática, as sobretensões transitórias são aquelas que podem causar 
danos mais severos às instalações elétricas de energia e de sinal, aos 
equipamentos por elas servidos e aos seus usuários. 
 As sobretensões causadas por manobra decorrem do seccionamento 
rápido (brusco) da corrente elétrica em um circuito de indutância 
elevada (com baixo fator de potência). O valor da sobretensão depende 
da variação da intensidade da corrente seccionada e do tempo efetivo 
de seccionamento (U = L di/dt). Esse valor pode chegar a quatro ou 
cinco vezes a tensão nominal para tempos inferiores a 1ms, como 
os obtidos com a atuação de disjuntores de abertura rápida ou com 
dispositivos fusíveis. 
9.2.2tiPos de surtos
 Para efeito de aplicação das medidas de proteção da NBR 5410, 
os surtos são divididos em induzidos (ou diretos) e conduzidos (ou 
indiretos).
9.2.2.1 surtos induzidos (ou indiretos)
 Os surtos induzidos ocorrem quando as descargas 
atmosféricas atingem as linhas de transmissão e distribuição de 
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energia, incidem diretamente em árvores, estruturas ou no solo 
as ondas eletromagnéticas originadas pela corrente elétrica que 
circula no canal da descarga atmosférica se propagam pelo meio 
(geralmente o ar) induzindo corrente elétrica nos condutores 
metálicos que estiverem em seu raio de alcance (Figura 39). 
Estima-se essa distância em campo aberto da ordem de um a três 
quilômetros. 
 As manobras realizadas na rede elétrica de energia (chaveamentos 
para abertura ou fechamento de circuitos de transmissão e distribuição) 
também geram impulsos de tensão na rede elétrica. Esses impulsos são 
chamados de “surtos de manobra” e, do ponto de vista da proteção, seus 
efeitos devem ser tratados da mesma forma que os surtos induzidos 
causados pelos raios.
Figura 37 - Forma aproximada dos surtos de tensão quando comparados com a onda fundamental.
Figura 38 – Surtos produzidos pelos efeitos indiretos dos raios
ETI
9.2.2.2 surtos conduzidos (ou diretos)
 Os surtos conduzidos acontecem quando uma descarga atmosférica 
incide diretamente sobre um componente da instalação, a edificação, ou 
sobre pontos muito próximos a eles. Nessa situação, todos os elementos 
metálicos ali existentes e o eletrodo de aterramento ficam, por frações de 
segundo, submetidos a níveis diferentes de potencial (Figura 39). 
 Essas diferenças de potencial vão gerar correntes de surto 
que circularão por diversos pontos da estrutura, inclusive, e neste 
caso, principalmente, pela instalação elétrica. Podem ocorrer ainda 
diferenças de potencial entre eletrodos de aterramento de estruturas 
diferentes, como, por exemplo, o eletrodo do prédio e o(s) 
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Figura 39 – Surtos de tensão e corrente produzidos pelos efeitos diretos dos raios
Figura 40 – Forma INCORRETA de instalação de eletrodo de aterramento em uma edificação (eletrodos de aterramento separados)
ETI
eletrodo(s) de aterramento do(s) serviços públicos (concessionárias 
de energia, TV a cabo, telefonia, etc.). 
 Quando chega à terra, por incidência direta ou através de condutores 
aterrados, a corrente elétrica das descargas atmosféricas flui pelo solo. 
Ao encontrar resistência (oposição) à sua passagem, ela dá origem às 
linhas de potencial assimétricas e com intensidades diferentes. Essas 
linhas têm ponto de origem no local de incidência da corrente na terra e 
podem manter valor significativo, embora decrescente, a distâncias que 
variam conforme a intensidade do raio, as influências do solo e outros 
elementos enterrados. As diferenças de potencial no solo podem gerar 
correntes circulantes indesejáveis em muitos componentes que tenham 
suas partes condutoras de eletricidade integradas a duas ou mais dessas 
linhas com potenciais diferentes.
 Se uma instalação elétrica de energia e de sinal (dados, voz, 
vídeo, etc.) possuem vários eletrodos de aterramento diferentes e 
independentes haverá circulação dessas correntes indesejáveis entre 
os equipamentos servidos pela instalação podendo causar danos 
significativos e até definitivos aos mesmos. Assim, não é concebível a 
existência de eletrodos de aterramento distintos para servir componentes 
diferentes de uma instalação na mesma edificação (Figura 40).
ΔV ΔV
ΔV
ΔVΔV
CPD
SPDA
Sinal PABX
Reforço do
Aterramento
Energia
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Figura 41 – Os surtos modo comum e modo diferencial
9.2.2.3 surtos de modo comum e diferencial
 Independentemente de sua origem, se pelos efeitos diretos 
ou indiretos dos raios, os surtosde tensão se apresentam de duas 
formas na instalação:
• Surto de modo comum: se quando da ocorrência do evento as 
diferenças de potencial acontecerem entre condutores vivos 
e o aterramento em suas mais variadas formas (condutor PE, 
condutor de equipotencialização, massas metálicas ou eletrodo 
de aterramento), denomina-se essa sobretensão de surto de modo 
comum. O surto de modo comum, portanto, está relacionado com a 
tensão impulsiva de isolamento;
• Surto de modo diferencial: caso as diferenças de potencial 
ocorram entre condutores vivos (fase-fase, fase-neutro, fase-sinal, 
sina-/sinal), denomina-se essa sobretensão de de surto de modo 
diferencial. O surto de modo diferencial, portanto, está relacionado 
com a tensão de imunidade dos equipamentos.
Vdif = Tensão causada por surto de modo diferencial
Vcom = Tensão causada por surto de modo comum
 Assim, surtos de modo comum podem provocar danos diretos 
à instalação, componentes e, dependendo da qualidade da proteção 
instalada, às pessoas. Por sua vez, os surtos de modo diferencial 
ficam quase restritos aos danos materiais, podem ser responsáveis 
por perda de produção e queima de componentes (Figura 41). 
9.2.3 seleção dos comPonentes da instalação sob o critério de 
sua suPortabilidade às sobretensões transitórias
 Em 5.4.2.3, a NBR 5410 prescreve que os componentes da 
instalação devem ser selecionados de modo que o valor nominal de 
sua tensão de impulso suportável não seja inferior àqueles indicados 
na tabela 31 da NBR 5410, reproduzida na Tabela 14 deste guia.
 A tensão de impulso suportável caracteriza o nível de 
sobretensões transitórias que a isolação de um produto é capaz 
de suportar, sem sofrer danos. Esse valor deve ser informado pelo 
fabricante e deve ser igual ou superior ao prescrito pela norma do 
produto em questão. Os valores mínimos indicados na tabela 14 são 
os valores referenciais dados pela IEC 60664-1.
tabela 14 - suPortabilidade a imPulso exiGÍvel dos comPonentes da instalação
Tensão nominal de Instalação (V) Tensão de Impulso suportável requerida (kV) Categoria do produto
Produtos especialmente 
protegidos
II
1,5
2,5
4
Produto a ser utilizado em circuitos 
de distribuição e circuitos terminais
III
2,5
4
6
Produto a ser utilizado na 
entrada da instalação
IV
4
6
8
Sistemas trifásicos
120/208
127/220
220/380
230/400
277/480
400/690
Sistemas 
monofásicos
com neutro
115/230
120/240
127/254
Categoria de suportabilidade a impulso
Equipamentos 
de utilização
I
0,8
1,5
2,5
L
PEPEPEN
BEP
DGS
QDP
N
N TAT
SINAL
1
L1
Vcom
Vcom
VcomVdif
VdifVdif
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 As quatro categorias indicadas na tabela 14 representam 
suportabilidade ao impulso decrescente na seguinte ordem:
• Categoria IV: são componentes utilizados na entrada da instalação 
ou próximo da entrada, a montante do quadro de distribuição 
principal. Exemplos: medidores de energia, dispositivos gerais 
de seccionamento e proteção e outros itens usados tipicamente na 
interface da instalação elétrica com a rede pública de distribuição;
• Categoria III: são componentes da instalação fixa propriamente 
dita e outros produtos dos quais se exige um maior nível de 
confiabilidade. Aqui podem ser citados, como exemplo, quadros de 
distribuição, disjuntores, linhas elétricas (o que inclui condutores, 
barramentos, caixas de derivação, interruptores e tomadas de 
corrente) e outros elementos da instalação fixa, bem como produtos 
de uso industrial e equipamentos, como motores elétricos, que 
estejam unidos à instalação fixa através de uma conexão permanente.
• Categoria II: são produtos destinados a serem conectados 
à instalação elétrica fixa da edificação. São, essencialmente, 
equipamentos de utilização como aparelhos eletrodomésticos, 
aparelhos eletroprofissionais, ferramentas portáteis e cargas análogas.
• Categoria I: também são produtos destinados a serem conectados a 
uma instalação fixa de edificação, mas providos de alguma proteção 
específica, que se assume externa ao equipamento e situada, portanto, 
Figura 42 – As zonas de proteção contra raios
em algum ponto da instalação fixa ou entre a instalação fixa e o produto, 
limitando as sobretensões transitórias a um nível especificado.
 Como visto, a suportabilidade à sobretensão impulsiva de um 
componente está relacionada com a coordenação de isolamento 
entre regiões distintas na baixa tensão. Essa coordenação tem 
como referência a norma IEC 60664-1 e as regiões, chamadas de 
“lightning protection zones” (zona de proteção contra raios – ZPR), 
estão definidas na IEC 62305-4.
 O conceito da ZPR é basicamente o mesmo dos níveis de 
proteção (categorias dos produtos) adotados pela NBR 5410 quando 
trata da proteção contra surtos, porém é mais completo, pois , além 
da parte interna da instalação, abrange também a parte externa da 
edificação (Figura 42). 
 ETI é um equipamento de tecnologia da informação concebido 
com o objetivo de receber dados de uma fonte externa (por 
exemplo, via linha de entrada de dados ou via teclado); processar os 
dados recebidos (por exemplo, executando cálculos, transformando 
ou registrando os dados, arquivando-os, triando-os, memorizando-
os, transferindo-os); e fornecer dados de saída (seja a outro 
equipamento, seja reproduzindo dados ou imagens). 
 Esta definição abrange uma ampla gama de equipamentos, 
como, por exemplo: computadores; equipamentos transceptores, 
concentradores e conversores de dados; equipamentos de 
telecomunicação e de transmissão de dados; sistemas de alarme contra 
incêndio e intrusão; sistemas de controle e automação predial, etc.
ZPR0A - Zona susceptível a incidência direta de raios (zona 0A);
ZPR0B - Zona protegida pelo SPDA (zona 0B);
ZPR1 - Zona onde se encontra o QDP da edificação, onde está instalado o BEP (zona 1);
ZPR2 - Zona onde se encontram QDs ou ETIs (zona 2).
ETI
EGMEGM
ZPR-0B
DPS
Classe 3
DPS
Classe 2
BEL
ZPR-0B
ZPR-0B
ZPR-1
ZPR-2
ZPR-0A
DPS
Classe 1
BEP
Alimentação
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9.2.4 Proteção contra surtos
 Conforme 5.4.2.1 da NBR 5410, a proteção contra sobretensões 
transitórias em linhas de energia deve ser provida nos seguintes 
casos:
a) quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente 
aérea, ou incluir ela própria linha aérea, e se situar em região 
sob condições de influências externas AQ2 (mais de 25 dias de 
trovoadas por ano). Essa condição refere-se à proteção contra surtos 
induzidos (indiretos) e, por conta disso, a NBR 5410 refere-se a ela 
frequentemente por “efeito indireto”. 
b) quando a instalação se situar em região sob condições de 
influências externas AQ3. Essa condição refere-se à proteção contra 
surtos conduzidos (diretos) e, por conta disso, a NBR 5410 refere-
se a ela frequentemente por “efeito direto”.
 O conjunto de medidas de proteção da instalação elétrica contra 
sobretensões transitórias consiste na existência de um eletrodo 
de aterramento eficiente, na presença das ligações equipotenciais 
locais que garantam a menor diferença de potencial possível entre 
os componentes envolvidos (aqui incluída a instalação de pararraios 
de linha e de DPS do tipo comutador de tensão), assim como a 
diminuição das tensões induzidas que adentram a instalação, 
realizadas através de DPS do tipo atenuador de tensão.
 Os parâmetros considerados para determinação da necessidade 
de proteção contra surtos devem fornecer as condições necessárias 
para que o projetista defina se a proteção aser instalada no primeiro 
nível de proteção da instalação será apenas contra surtos causados 
por efeitos indiretos, apenas contra surtos causados por efeitos 
diretos ou por ambos. 
• Necessidade de proteção contra efeitos indiretos
 É preciso apenas determinar se a instalação é alimentada por 
linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha aérea, 
e se situar em região sob condições de influências externas AQ2. 
Basta apenas uma destas condições ser atendida para que esteja 
configurada a obrigatoriedade da existência da proteção contra 
surtos causados por efeitos indiretos.
• Necessidade de proteção contra efeitos indiretos
 Para a análise da necessidade da existência da proteção contra 
efeitos diretos, deve ser verificada a necessidade da instalação de 
proteção contra descargas atmosféricas diretas (sistema de proteção 
contra descargas atmosféricas – SPDA externo). O roteiro para essa 
verificação é encontrado na NBR 5419 e também na parte 4 do Guia 
da NBR 5419 desta publicação. 
 Em resumo, essa verificação está relacionada com a frequência 
provável de danos causados por impacto direto na estrutura ou 
edificação (Ndc), conforme segue:
- Ndc ≥ 10-3 (um dano a cada 1000 anos): é uma frequência de 
danos causados por impacto direto de raio na edificação considerada 
inaceitável pela NBR 5419, sendo obrigatória a instalação do SPDA 
externo. Nessas condições, é obrigatória a instalação da proteção 
contra surtos causados por efeitos diretos. 
- Ndc ≤ 10-5 (um dano a cada 100.000 anos): é uma frequência de 
danos causados por impacto direto de raio na edificação considerada 
aceitável pela NBR 5419. Nessas condições, não é obrigatória a 
instalação da proteção contra surtos causados por efeitos diretos. 
- O intervalo 10-5 ≤ Ndc < 10-3 é mencionado na NBR 5419 
como sendo motivo de estudo caso a caso em função da ocupação, 
utilização, construção e localização da edificação, da instalação e 
seus componentes. Sendo assim, a necessidade e o tipo de proteção 
contra surtos dependerão de decisão específica tomada quanto à 
instalação ou não do SPDA no local.
 Embora a correlação entre a necessidade da existência de SPDA 
e a condição para proteção da instalação contra surtos provenientes 
dos efeitos diretos dos raios seja considerada tecnicamente viável, 
é importante desenvolver o cálculo da análise de risco toda vez 
que se for estudar a necessidade da aplicação de DPS na instalação 
elétrica, independentemente da existência do SPDA, principalmente 
se o estudo para determinar essa necessidade da proteção for 
desenvolvido em um momento diferente da instalação do SPDA.
 Um exemplo dessa situação pode ser o caso de uma edificação 
que já possui um SPDA, mas, com o passar do tempo, outras 
edificações mais altas são construídas no seu entorno. Isso resulta 
que a edificação acaba se situando dentro do volume de proteção 
contra raios imposto pelo novo conjunto de estruturas ao seu redor. 
Uma análise precipitada e simplista da situação, analisando apenas 
a existência do SPDA externo (que agora é desnecessário), levaria 
ao superdimensionamento da proteção contra surtos. 
 Numa outra situação, a edificação não possui originalmente um 
SPDA por conta da análise realizada, mas uma torre para sustentação 
de antenas de telefonia celular foi instalada no seu teto. Neste caso, 
se fosse analisada apenas a inexistência inicial do SPDA, o estudo 
levaria ao subdimensionamento da proteção contra surtos. 
9.2.5 disPositivo de Proteção contra surtos (dPs) 
9.2.5.1 esPecificações
 Segundo a NBR IEC 61643-1, o DPS é um dispositivo destinado 
a limitar as sobretensões transitórias (chamado atenuador de tensão 
ou supressor de surto) ou a desviar correntes de surto (chamado 
comutador de tensão ou curto-circuitante).
 Para uma correta análise e comparação de produtos por parte do 
projetista, os fabricantes devem fornecer as seguintes informações 
relativas ao DPS: 
• Nome do fabricante ou marca comercial e modelo;
• Método de montagem ou modo de proteção, preferencialmente 
acompanhado de croqui orientativo de posicionamento na instalação 
que poderá ser comparado à figura13 da NBR 5410, reproduzida na 
Figura 43 deste guia;
• Tensão máxima de operação contínua UC, que é o equivalente a 
tensão nominal do DPS, um valor para cada modo de proteção e 
frequência nominal;
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N
BR
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Figura 43 – Formas de instalação ou modos de proteção do DPS
• Classificação de ensaio (classe I, II ou III) e parâmetros de descarga;
• Corrente máxima I
MAX
 (kA), parâmetro da onda em que o DPS 
foi ensaiado;
• Corrente de impulso I
IMP
 (kA) e carga Q (A.s), para o DPS classe 
I (valor para cada modo de proteção);
• Corrente de descarga nominal I
N
 (kA), para o DPS classe II 
(valor para cada modo de proteção – modo comum ou modo 
diferencial);
• Nível de proteção de tensão U
P
 (valor para cada modo de proteção);
• Suportabilidade a sobretensões temporárias;
• Suportabilidade a correntes de curto-circuito no ponto de 
instalação.
 Os parâmetros mínimos do DPS que devem constar das 
especificações de projeto são os seguintes: 
• DPS Classe I: U
C
, U
P
, I
MAX
, I
IMP
, Q e curva “T
1
/T2” de ensaio;
• DPS Classe II: U
C
, U
P
, I
MÁX
, I
N
 e curva “T
1
/T2” de ensaio;
• DPS Classe III: U
C
, U
P
, U
OC
, I
MÁX
, I
N
.
9.2.5.2 tiPos de dPs
• DPS comutador de tensão ou curto-circuitante
 Dispositivo que tem a propriedade de mudar bruscamente 
o valor de sua impedância, de muito alto para praticamente 
desprezível em função do aparecimento de um impulso de 
tensão em seus terminais. Em 3.4 da NBR IEC 61643-1 o DPS 
comutador de tensão é definido como: “um DPS que apresenta 
uma alta impedância quando nenhum surto está presente, mas 
que pode ter uma mudança brusca de impedância, para um valor 
baixo, em resposta a um surto de tensão. Exemplos comuns de 
componentes usados como dispositivos comutadores de tensão são 
centelhadores, tubos a gás, tiristores (retificadores controlados de 
silício) e triacs. Estes DPS, às vezes, são chamados tipo curto-
circuitantes (“tipo crowbar”).” 
• DPS atenuador ou limitador de tensão (supressor de surto)
 Dispositivo que tem a propriedade de mudar paulatinamente o valor 
A linha elétrica
de energia que chega
à edi�cação inclui
neutro?
O neutro
será aterrado no
barramento de
equipotencialização
principal da edi�cação?
(BEP, ver 64.2.1)
ESQUEMA DE CONEXÃO 1
Os DPSs devem ser ligados:
- a cada condutor de fase,
de um lado, e
- ao BEP ou à barra PE do
quadro, de outro (ver nota a)
ESQUEMA DE CONEXÃO 2
Os DPSs devem ser ligados:
- a cada condutor de fase,
de um lado, e
- ao BEP ou à barra PE do
quadro, de outro (ver nota b)
e ainda:
- ao condutor neutro, de
um lado, e 
- ao BEP ou à barra PE do
quadro, de outro
(ver nota a)
ESQUEMA DE CONEXÃO 3
Os DPSs devem ser ligados:
- a cada condutor de fase,
de um lado, e
- ao condutor neutro, de
outro
e ainda:
- ao condutor neutro, de
um lado, e 
- ao BEP ou à barra PE do
quadro, de outro
(ver nota a)
Dois
esquemas
de conexão são
possiveis
Sim
Sim
Não
Não
L1
BEP
PE
L2
L3
L1
BEP
PE
L2
L3
N
L1
BEP
PEPE
L2
L3
L1
BEP
PENPEN
L2
L3
L1
BEP
PE
L2
L3
N
L1
BEP
PE
N
L2
L3
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
45
de sua impedância, de muito alto para praticamente desprezível, quando 
do aparecimento de um impulso de tensão em seus terminais. Em 3.5 da 
NBR IEC 61643-1, o DPS limitador ou atenuador de tensão é definidocomo: “um DPS que apresenta uma alta impedância quando nenhum 
surto está presente, mas a reduz continuamente com o aumento do surto 
de corrente e tensão. Exemplos comuns de componentes usados como 
dispositivos não lineares são varistores e diodos supressores. Estes DPS 
às vezes são chamados tipo não curto-circuitantes (“tipo clamping”)”.
• DPS combinado
 Incorpora no mesmo dispositivo as propriedades dos DPSs 
comutadores e dos atenuadores de tensão. Em 3.6 da NBR IEC 
61643-1 o DPS combinado é definido como: “um DPS que incorpora 
ambos os tipos de componentes comutadores e limitadores de tensão 
podendo exibir limitação, comutação ou ambos os comportamentos 
de tensão, dependendo das características da tensão aplicada.”
 Para melhor entender o funcionamento dos dispositivos são 
utilizados dois exemplos a seguir:
 Tomam-se dois recipientes desnivelados. O número 1, 
cheio de água, sobre uma superfície plana e o número 2, vazio, 
equilibrado sobre um rolete. Posiciona-se o recipiente 2 de forma 
que este permaneça em equilíbrio enquanto a água não atingir um 
determinado nível (no desenho representado pela linha). Libera-se 
a água do recipiente 1 para o 2 (Figura 44). 
Figura 44 - Analogia para DPS comutador de tensão. Momento inicial.
Figura 47 - Analogia para DPS atenuador ou limitador de tensão.
Figura 48 – Gráfico que estabelece a analogia para DPS atenuador ou limitador 
de tensão.
Figura 46 – Gráfico que estabelece a analogia para DPS comutador de tensão
Figura 45 - Analogia para DPS comutador de tensão. Momento final.
 Quando a água ultrapassar o “nível de equilíbrio”, o rolete se movi-
menta entornando toda a água do recipiente 2 de uma só vez (Figura 45).
 Analogamente o DPS comutador de tensão tende a “esvaziar” a 
maior parte do surto para o aterramento de uma só vez (Figura 46).
 Com a mesma configuração anterior, faz-se agora vários furos 
no recipiente 2 de forma que a água proveniente do recipiente 1 
escoe esvaziando-o lentamente sem que o nível de desequilíbrio 
seja atingido no recipiente 2 (Figura 47).
 Analogamente, o DPS atenuador ou limitador de tensão é 
sensibilizado antes pela tensão impulsiva e tende a “esvaziar” 
a maior parte do surto de forma mais suave para o aterramento 
(Figura 48).
Nível de
desequilíbrio
2
1
1
2
Nível de
desequilíbrio
2
1
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9.2.5.3 caracterÍsticas do dPs
 Um DPS de energia é caracterizado por diversos parâmetros 
conforme indicado a seguir.
• Nível de proteção de tensão do DPS (U
P
): Valor que é caracterizado 
pela limitação de tensão do DPS entre seus terminais. É a porção 
do surto que o DPS “deixa passar” para a instalação à jusante 
(Figura 49);
• Tensão residual do DPS (URES): Valor do pico da tensão entre 
os terminais do DPS devido à passagem da corrente de descarga 
gerada pela atuação do DPS (Figura 49);
• Tensão de operação contínua do DPS (U
C
): Máxima tensão que 
pode ser aplicada continuadamente ao modo de proteção do DPS 
sem comprometer seu funcionamento. É o equivalente a tensão 
nominal do DPS;
• Modo de proteção do DPS: Cada possibilidade de ligação de 
um DPS na instalação (entre: fase / fase, fase / neutro, fase / terra, 
neutro / terra e outras combinações);
• Corrente máxima do DPS (I
MÁX
): Valor de crista de um impulso 
utilizado na forma de onda tempo x corrente para ensaio do DPS;
• Corrente nominal do DPS (I
N
): Fração do valor de crista de um 
impulso cuja forma de onda tempo x corrente representa o mais 
fielmente possível o impulso gerado pelos surtos induzidos. É 
utilizada para ensaio e classificação de DPS classe II. A NBR IEC 
61643-1 utiliza o parâmetro I
N
 também para determinar a vida útil 
do DPS. O mesmo deve suportar, pelo menos, 15 a 20 surtos com 
o valor de I
N
;
• Corrente de impulso do DPS (I
IMP
): Fração do valor de crista 
(I
MAX
) de um impulso cuja forma de onda tempo x corrente 
representa o mais fielmente possível o primeiro impacto de uma 
descarga atmosférica. Esta é utilizada para ensaio e classificação 
de DPS classe I. Outro parâmetro importante a ser considerado na 
Figura 49 – Tensões impulsivas em um DPS
Figura 50 –Formas de onda adotadas para os ensaios dos DPSs classe I e II
classificação deste DPS é a carga (Q), em Ampére por segundo, 
dessa forma pode-se conhecer a energia que o DPS suportará ao 
dissipar a corrente impulsiva.
9.2.5.4 classificação dos dPss
 Segundo a NBR IEC 61643-1, um DPS é classificado conforme 
as especificações de construção do fabricante e, principalmente, 
função dos parâmetros de ensaio a que é submetido:
• Classe I: DPS ensaiado em condições de corrente que melhor 
simule o primeiro impacto da descarga atmosférica, I
IMP
 (kA) sob 
carga Q (A.s) (efeitos diretos do raio). A IEC 62305-1 e 4 adota 
como forma de onda que melhor simula o impulso para este tipo 
de ensaio aquela que tem tempo de frente (T
1
) de 10 µs ao atingir 
90% da corrente máxima do ensaio e tempo de cauda (T2) de 350 µs 
para atingir 50% da mesma corrente. Daí curva 10/350 (Figura 50).
• Classe II: DPS ensaiado em condições de correntes que melhor 
simulem os impactos subsequentes das descargas atmosféricas e as 
condições de influências indiretas nas instalações, I
N
 (efeitos indiretos 
dos raios e manobras). Forma de onda para ensaio com tempo de frente 
de 8 µs e de cauda de 20 µs. Daí curva 8/20 (Figura 50);
• Classe III: por ser um dispositivo atenuador de ajuste de tensão, 
utilizado em níveis internos de proteção este DPS é ensaiado com 
forma de onda combinada, isto é, com um “gerador combo” que 
Aterramento
Up
URES
DPS
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N
BR 5410
47
com circuito aberto, aplica no DPS um impulso de tensão (U
OC
) 
de 1,2/50 µs, e um impulso de corrente (I
N
) de 8/20 µs, em curto 
circuito. Desta relação de valores aplicados (V, I) obtêm-se um 
resultado conhecido como impedância fictícia (Z
f
) que segundo a 
NBR IEC 61643-1 não pode ultrapassar a 2 Ω.
 Definidas as classificações dos DPSs, conhecendo sua forma de 
operação e aplicação, há como desenvolver as seguintes associações 
de conceitos:
• Riscos de danos provenientes dos efeitos indiretos causados pelas 
descargas atmosféricas nas linhas de alimentação que adentrem 
a edificação  surtos induzidos  DPS Classe II instalado no 1º 
nível de proteção. 
 A proteção contra riscos causados pelos efeitos indiretos deve 
ser feita, basicamente, com DPS de característica atenuador de 
tensão (supressores de surto) ou combinado. Vale lembrar que 
este tipo de proteção também é eficaz para os efeitos dos surtos de 
tensão causados por manobras na rede.
• Riscos de danos provenientes do efeito direto causados pelas 
descargas atmosféricas no SPDA, em outros componentes da 
instalação ou muito próximo a ela  surtos conduzidos  DPS 
Classe I instalado no 1º nível de proteção. 
 A proteção contra riscos causados pelos efeitos diretos deve 
ser feita, basicamente, com DPS de característica comutador de 
tensão (descarregador de corrente) ou combinado, minimizando o 
surto através do escoamento de uma parcela da corrente impulsiva 
diretamente para a terra ou para os condutores de alimentação 
da instalação (concessionárias e redes de serviços públicos), 
dependendo do esquema de aterramento no local.
9.2.5.5 seleção dos dPss:
 A correta seleção de um DPS depende da definição dos seguintes 
parâmetros:
• Tensão de operação contínua do DPS (UC)
 Para determinação do valor de U
C
 basta conhecer do modo de 
proteção e o esquema de aterramento da instalação e então aplicar 
essasinformações na Tabela 15:
 Valor mínimo de Uc exigível do DPS, em função do esquema 
de aterramento. (Tabela 49 da NBR 5410)
Exemplo:
- Tensão da instalação: 127 / 220 V;
- Esquema de aterramento empregado: TN-S;
- Modo de proteção do DPS: Entre os condutores de Neutro e PE.
U
C
 = U
0
 = 127 (V)
 A especificação do DPS deve ser no valor comercialmente 
disponível de UC imediatamente superior ao calculado. Para este 
caso, 150 ou 155 V, são opções tecnicamente viáveis.
• Determinação da corrente de impulso (IIMP) para DPS classe I e 
nominal (IN) para DPSs classes II:
 A NBR 5410 fornece parâmetros mínimos para a especificação do 
conjunto de DPS no primeiro nível de proteção da instalação e determina 
que seja realizado o estudo de necessidade de proteção nos demais níveis 
baseado nos valores de suportabilidade a tensões impulsivas. Esse estudo 
deve ser feito comparando-se U
P
 do DPS escolhido com os demais 
níveis de proteção da tabela 16 deste guia. Após a comparação deverão 
ser instalados tantos conjuntos de DPS quantos forem necessários para 
atingir os valores descritos naquela tabela.
 Há também dados que constam da IEC 62305-4 e que fornecem 
os valores das correntes de primeiro raio para as condições de 
correntes de impulso provocadas pelos efeitos diretos dos raios, 
função do nível de proteção (classe) atribuído ao SPDA a ser 
instalado no local. Esses valores permitem dimensionar com maior 
precisão a corrente I
IMP
 para o DPS classe I.
 A NBR 5419 define os níveis de proteção considerando: 
estrutura, utilização, localização, topologia e outros. 
 Para os casos de dano provocados por impacto direto na 
instalação devem ser considerados os seguintes parâmetros:
- Nível I: 200 kA (10/350) µs;
- Nível II: 150 kA (10/350) µs;
- Níveis III e IV: 100 kA (10/350) µs.
 A IEC 62305-4 convenciona que a corrente elétrica da descarga 
atmosférica se divide ao longo do SPDA, sendo que ao chegar ao nível do 
solo metade dessa corrente se dispersa pelo eletrodo de aterramento e a outra 
metade retorna para a instalação, função da diferença de tensão que aparece 
entre os aterramentos da edificação e da fonte de alimentação (Figura 51).
tabela 15 - determinação de uc
tabela 16 – Parâmetros da corrente do Primeiro raio, seGundo a iec 62305-1 e 4
Esquema de aterramentoDPS conectado entre
Notas
1 Ausência de indicação significa que a conexão considerada não se aplica ao esquema de aterramento.
2 Uo é a tensão fase-neutro.
3 U é a tensão entre fases.
4 Os valores adequados de Uc podem significativamente superiores aos valores mínimos da tabela
IT com 
neutro 
distribuido
1,1 Uo
√3 Uo
Uo
TN-S
1,1 Uo
1,1 Uo
Uo
TN-C
Uo
TT
1,1 Uo
1,1 Uo
Uo
PEN
X
PE
X
X
Fase
X
X
X
IT sem 
neutro 
distribuido
U
Neutro
X
X
Nível de proteção para o SPDA
Parâmetros de corrente
Corrente de pico
Tempo de frente (T
1
)
Tempo de 50% da cauda (T2)
Carga para as condições de 1o raio (Q
s
)
Energia específica (W/R)
II
150
10
350
75
5,6
I
200
10
350
100
10
I
200
10
350
100
10
III E IV
100
10
350
50
2,5
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N
BR
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0
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Figura 51 – Exemplo da divisão da corrente elétrica do raio
 Conforme apresentado nota-se que somente com o SPDA 
externo instalado, os níveis de corrente e tensão dos surtos que 
circulam na instalação elétrica desprovida de SPDA interno e 
DPS, aumentam descontroladamente no momento da ocorrência 
da descarga atmosférica, fator que eleva a probabilidade da 
ocorrência de danos à mesma, portanto pode-se concluir que apenas 
a existência do SPDA externo não protege a instalação elétrica tão 
pouco seus componentes dos danos causados por surtos de tensão, 
muitas vezes atuando inversamente à essa falsa expectativa.
 Retomando o dimensionamento de I
IMP
, o SPDA - embora 
passando a maior parte de sua “vida” sem conduzir corrente elétrica 
deve, por definição, estar eletricamente vinculado à instalação elétrica 
através do barramento de equipotencialização principal (BEP), 
tornando-se parte integrante dessa instalação, assim, ao se calcular 
a proteção local contra impacto direto de descargas atmosféricas, 
pode-se estimar o valor da corrente atribuído ao nível de proteção 
adotado para aquela edificação e dividir a metade deste numero pela 
quantidade de condutores metálicos que adentrem a mesma.
Exemplo:
 Para uma edificação de uma indústria que esteja em situação de 
risco confinado (nível I de proteção) que seja alimentada por uma 
rede trifásica com esquema de aterramento TN-C:
- Corrente da descarga atmosférica:
I = 200 kA, (10/350) µs
- Corrente do surto conduzido ao interior da instalação:
I
SURTO
 = I/2 = 100 kA, (10/350) µs (na instalação)
- Numero de condutores metálicos, externos, que adentram na 
edificação:
N = 4 (3 fases + PEN)
- Corrente de surto imposta a cada condutor:
I
SURTO COND
 = I
SURTO
 / N = 100/4 = 25 kA
 A corrente I
IMP
 especificada para o DPS deve ter valor 
comercialmente encontrado igual ou imediatamente superior a 
I
SURTO COND
. 
 Vale comentar que este cálculo se mostra bastante conservador 
quando desconsidera outros elementos 
condutores (dutos metálicos e linhas elétricas de sinal) que adentrem 
a edificação.
 A NBR 5410 estabelece limites mínimos de I
IMP
 para cada 
situação:
• I
IMP
= 12,5 kA, por modo de proteção; e
• I
IMP 
= 25 kA para DPS de neutro* em ligações monofásicas;
• I
IMP
 = 50 kA para DPS de neutro* em ligações trifásicas.
1/21/2
1/2
1/6
1/6
1/6 1/2 1/2
1/21/2
1/2
1/2
1/4
1/41/41/4
1/4
1/4
* Tanto para I
IMP
 quanto para I
N,
 o DPS de neutro é assim denominado por ter 
características de suportabilidade diferentes dos DPS utilizados em outros 
modos de instalação.
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
49
 Para o cálculo de I
N
 visando a proteção da instalação contra 
os efeitos indiretos dos raios (surtos induzidos), onde o foco é 
minimizar surtos já atenuados pela impedância das linhas ou por 
DPS classe I instalado a montante pode-se utilizar o método do 
nível de exposição à sobretensões indiretas, provenientes das 
descargas atmosféricas.
F=T
d
 (1,6 + 2L
BT
 + δ)
Onde:
F - Nível de exposição a surtos provenientes das descargas 
atmosféricas,
T
d
 - Índice ceráunico,
L
BT
 - Comprimento, em km, da linha aérea de alimentação da 
instalação, e
δ - Posicionamento, situação e topologia da linha aérea e da 
edificação:
Sendo:
δ = 0 - para linha aérea e edificação completamente envolvidas por 
outras estruturas, 
δ = 0,5 - para linha aérea e edificação com algumas estruturas 
próximas ou em situação desconhecida,
δ = 0,75 - para linha aérea e edificação em terreno plano ou 
descampado,
δ = 1 - para linha aérea e edificação sobre morro, em presença de 
água superficial e área montanhosa.
Comparando o resultado obtido com os padrões estabelecidos, tem-
se uma referência para o valor IN:
- F ≤ 40  I
N
 = 5 kA
- 40 < F ≤ 80  I
N
 = 10 kA
- F > 80  I
N
 = 20 kA
 As correntes nominais mínimas normalizadas pela NBR 5410 são:
• I
N
 = 5 kA, por modo de proteção e
• I
N
 = 10 kA para DPS de neutro* em ligações monofásicas;
• I
N
 = 20 kA para DPS de neutro* em ligações trifásicas.
 É importante ressaltar que no caso de instalar DPS classe 
II no primeiro nível de proteção da instalação é prudente que I
N
 
tenha valores maiores daqueles que constam da NBR 5410. Esta 
afirmação tem o objetivo de garantira efetiva coordenação com 
outros possíveis DPSs instalados a jusante e com a durabilidade 
do conjunto (DPS x Instalação), pois a vida útil do DPS classe 
II, construído com componente(s) semicondutor(es), tipicamente 
varistor(es), está diretamente ligada a I
N
. Então, quanto maior I
N
, 
em relação ao valor inicialmente dimensionado, maior será a vida 
útil provável do DPS. Outro fator de grande importância é a relação 
custo x benefício: a diferença de valor entre um DPS com corrente 
nominal I
N
= 10 kA e outro com I
N 
= 20 kA é muito pequena se 
considerarmos as mesmas condições de exposição e atuação. Então 
os parâmetros determinantes nessa comparação serão o valor da 
mão de obra para instalação do DPS, o provável tempo de parada 
para troca dos dispositivos e o numero de trocas. 
9.2.5.6 instalação e coordenação
determinação do nÍvel de Proteção de tensão (uP)
 Particularizando um trecho da tabela 31 da NBR 5410 (Figura 
52) pode-se exemplificar como definir o valor U
P
 para um DPS 
e ainda entender o conceito do estabelecimento dos níveis de 
proteção.
 Ao considerar-se que cada segmento de em uma instalação 
elétrica deve ter sua característica de suportabilidade a impulso 
previamente definido pode-se estabelecer que o nível de proteção 
esteja localizado no ponto de transição entre categorias. 
 No caso da rede externa, quando para proteção dos efeitos 
diretos causados pelo raio, o primeiro nível de proteção está 
localizado exatamente no ponto onde os condutores adentram 
Sistemas
trifásicos
Tensão nominal
da Instalação
V
Tensão nominal suportável requerida
kV
Categoria do produto
220/380
Produto a ser
utilizado na entrada 
da instalação
Equipamentos
de utilização
Categoria de suportabilidade a impulso
Produtos
especialmente
protegidos
Produto a ser
utilizado em
circuitos de
distribuição e 
circuitos
terminais
IV III II I
6 4 2,5 1,5
Tabela 52– Caso particular da tabela 1
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
 5
41
0
50
Figura 53 – Determinação de UP e coordenação a suportabilidade de tensão impulsiva
a edificação, o segundo nível de proteção estará localizado onde 
iniciar-se a distribuição dos circuitos, geralmente o quadro de 
distribuição principal (QDP), o terceiro nível junto a outros quadros 
de distribuição secundários (QDS) e assim sucessivamente. 
 Se a proteção visa mitigar efeitos indiretos causados pelos 
raios, o primeiro nível de proteção estará situado diretamente no 
QDP, o segundo nível no QDS, etc. Em geral, não há linearidade 
espacial na determinação dos níveis de proteção. Uma edificação 
terá tantos primeiros níveis de proteção quantos locais em que 
conjuntos de condutores metálicos adentrarem a mesma, bem como 
poderá ter mais de um determinado nível de proteção (2o, 3o, etc.) 
repetido, dependendo da localização dos circuitos, componentes e 
equipamentos a serem protegidos.
 Como o nível de proteção deve obedecer às tensões impulsivas 
normalizadas e a característica de U
P
 em um DPS é determinada pela 
tensão que aparecerá a jusante do ponto onde este estiver instalado 
deduz-se que o DPS deve ter U
P
 igual à categoria de suportabilidade 
a impulso subsequente ao seu ponto de instalação (Figura 53).
 A nota 1 contida em 6.3.5.2.4 da NBR 5410 estabelece que 
quando for instalado um único conjunto de DPSs, no primeiro 
nível de proteção da instalação, este possua U
P
 compatível com a 
categoria II para qualquer tensão ou sistema de distribuição.
 Os conceitos de nível de proteção da instalação e classe do 
DPS não devem estar diretamente atrelados, por exemplo:
• O DPS classe I sempre deve ser instalado no 1º nível de proteção 
da instalação quando o objetivo for o da proteção contra os efeitos 
diretos causados pelos raios;
• O DPS classe II também pode ser instalado no 1º nível de 
proteção da instalação quando o objetivo for o da proteção contra 
os efeitos indiretos causados pelos raios ou no 2º e demais níveis 
de proteção da instalação, quando o objetivo for o da proteção 
contra os efeitos diretos causados pelos raios, e existir um DPS 
classe I já instalado no 1º nível de proteção. 
• O DPS classe III funciona como “atenuador local” que regula 
e praticamente restabelece as condições normais de tensão. 
Comparado como um “ajuste fino” na proteção está sempre 
instalado nos últimos níveis de proteção, ou seja, exatamente 
antes do equipamento, algumas vezes embutido no mesmo.
 Para a coordenação por tempo considera-se que cada DPS 
tem um tempo de resposta (atuação) função dos componentes 
que foram utilizados em sua construção (Figura 54). Geralmente 
adota-se a seguinte correlação: DPSs com maior capacidade de 
dissipação de energia levam mais tempo para “sentir” o surto. Essa 
característica exige que o projetista coordene adequadamente os 
dispositivos na instalação para que o DPS mais robusto sempre 
atue primeiro.
 Para que haja coordenação efetiva os fabricantes adotam 
distâncias mínimas de condutores entre os níveis de proteção. 
Quando não existir esta distância mínima recomendada há 
necessidade da inserção no circuito de um elemento que “atrase” 
o surto, geralmente indutores ou termistores, a fim de fazer com 
que o DPS instalado no 1º nível de proteção “sinta” o surto e 
atue antes do DPS instalado no 2º nível de proteção e assim 
sucessivamente.
Sistemas
trifásicos
Tensão nominal
da Instalação
V
Tensão nominal suportável requerida
kV
Categoria do produto
220/380
1º Nível 2º Nível 3º Nível 4º Nível
Produto a ser
utilizado na entrada 
da instalação
Equipamentos
de utilização
Categoria de suportabilidade a impulso
Produtos
especialmente
protegidos
Produto a ser
utilizado em
circuitos de
distribuição e 
circuitos
terminais
IV III II I
6 4 2,5 1,5
UP
URES URES URES URESUP UP UP
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
51
Figura 54 – Coordenação entre DPSs por tempo de atuação
Figura 55 – Posicionamento do DPS classe II, primeiro nível para surtos induzidos ou no segundo nível com DPS classe I instalado a montante, na rede elétrica de energia
Posicionamento dos dPss no 1º nÍvel de Proteção da instalação
 Seguindo a classificação das influências externas e análise de 
riscos, a NBR 5410 divide em duas as possibilidades de instalação 
do conjunto de DPS no primeiro nível de proteção:
• Proteção contra os efeitos indiretos dos raios (surtos induzidos 
na linha externa de alimentação ou contra surtos causados por 
manobra): os DPSs devem ser instalados junto ao ponto de entrada 
da linha na edificação ou no QDP, localizado o mais próximo 
possível do ponto de entrada. Simplificando: para a proteção contra 
os efeitos indiretos é correto instalar os DPSs sempre no QDP 
(Figura 55);
60μs 2μs0 20 40
KV 10 V 800
600
400
200
0
0 1
Surto Centelhador
Indutor Indutor
5
0
20ns
V 800
600
400
200
0
0 100
Varistor
20ps
V 800
600
400
200
0
0 100
Diodo Supressor
UN =24V
500ns
10 KA
25ns
2 KA
10ns
0,2 KA
DGS
TAT - NBR 14306
PEN
Infraestrutura de aterramento
BEP
QDP
BEP
Para surtos induzidos, atenuados
por classe I a montante ou em quadros
após QDP da instalação e outras linhas
de sinais que não de telecomunicações
CLASSE II
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
 5
41
0
52
Figura 56 – DPS classe II próximo à medição
Figura 57 – Posicionamento do DPS classe I, primeiro nível, na rede elétrica de energia. QDP no ponto de entrada.
 É admitida apenas uma exceção a essa regra, quando há edificações 
de uso unifamiliar, atendidaspela rede pública de distribuição em baixa 
tensão, a barra PE utilizada na caixa da medição deve ser interligada ao 
BEP, além de essa caixa de medição não distar mais de 10 m do ponto de 
entrada da instalação na edificação. Nessas condições os DPSs podem 
ser instalados junto ao barramento na caixa de medição (Figura 56).
• Proteção contra sobretensões provocadas por descargas 
atmosféricas diretas sobre a edificação ou próximo a ela, surtos 
conduzidos: os DPSs devem ser instalados especificamente no 
ponto de entrada da linha na edificação (Figuras 57 e 58). 
 O ponto de entrada da instalação na edificação é definido pela NBR 
5410 como o ponto em que o condutor penetra (adentra) a edificação. 
DGS
PEN
Aterramento pela fundação
QDP
BEP
Entrada de energia, desde para
edi�cação unifamiliar e que este
ponto não esteja situado a mais de 10m
do BEP. Aterramentos conectados 
pelo PEN. - item 6.3.5.2.1, nota 2
CLASSE II
TAT
N PE PE
DGS
PEN
Infraestrutura de aterramento
QDP
BEP
No QDP, se este estiver nas 
proximidades do ponto de entrada: 
descarga direta/ equipotencialização
CLASSE I
TAT - NBR14306
SPDA
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
53
Figura 58 – Posicionamento do DPS classe I, primeiro nível, na rede elétrica de energia. QDP fora do ponto entrada.
Figura 59 – Comprimento do condutor de interligação do DPS
Figura 60 – Alternativa de aproveitamento do comprimento do condutor de 
interligação do DPS
9.2.5.7 conexões entre dPs e a instalação:
 O comprimento dos condutores para a conexão do DPS deve ser o 
mais curto possível, sem curvas ou laços (Figuras 59 e 60). No primeiro 
nível de proteção o comprimento total do condutor de ligação (entre 
condutor vivo, DPS e BEP) não deve exceder 0,5 m. A justificativa 
dada para a coordenação por tempo pode ser utilizada para explicar esta 
prescrição. Se nas condições de instalação o DPS for posicionado no 
quadro de modo a existir excesso de condutores, as famosas “folgas”, 
poderão ocorrer seguintes situações de mau funcionamento:
• Excesso de cabo a montante do DPS: atraso no tempo de atuação 
do dispositivo fazendo com que uma parcela maior de surto passe 
para o próximo nível de proteção ou para a instalação;
• Excesso de cabo a jusante do DPS: dificuldade na dissipação 
da corrente do surto elevando a energia dissipada (calor) no DPS 
chegando, em situação extrema, a explodir o dispositivo.
DGS
PEN
Infraestrutura de aterramento
QDP
BEP
No ponto de entrada:
Descarga direta / equipotencialização
CLASSE I
TAT - NBR14306
SPDA
BEP
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
 5
41
0
54
 A seção nominal mínima do condutor para interligação do DPS 
à instalação deve seguir as seguintes prescrições:
• Proteção contra os efeitos indiretos causados pelos raios: No 
mínimo 4 mm2 em cobre ou equivalente;
• Proteção os efeitos diretos causados pelos raios: No mínimo 16 
mm2 em cobre ou equivalente.
9.2.5.8 Proteção adicional contra sobrecorrentes:
 Ao atingir o final de sua vida útil ou por falha interna, há a 
possibilidade do DPS entrar em curto-circuito permanentemente 
criando uma falta à terra no ponto de sua instalação no circuito . 
Prevendo este tipo de situação a NBR 5410 prescreve que o circuito 
do DPS deverá ser provido de proteção contra curto-circuito 
instalada a montante. 
 As alternativas de arranjos para instalação desses dispositivos 
podem permitir, na hipótese de falha do DPS, priorizar a 
continuidade do serviço ou a continuidade da proteção. 
 Então, os dispositivos de proteção contra sobrecorrentes podem 
estar posicionados:
• Em série com a linha de conexão do DPS, esse dispositivo de 
proteção também pode ser um desligador interno que, eventualmente, 
integre o dispositivo, mas que não deve ser confundido com o 
desligador automático existente nos DPSs à base de varistores que 
visa prevenir outros danos causados pela “corrente de avalanche” 
(Figura 61). Deve-se verificar se a capacidade de interrupção 
(suportabilidade à corrente de curto circuito) desse desligador é 
compatível com a corrente de curto circuito presumida no ponto de 
instalação do DPS. Essa ligação assegura continuidade de serviço, 
mas significa ausência de proteção contra qualquer novo surto que 
venha a ocorrer antes da troca do DPS;
Figura 61 – DP em série com o DPS. Inexistência de proteção caso 
não haja manutenção preventiva efetiva
Figura 62 – DP em série com o carga. Risco de desligamento intempestivo.
Figura 63 – Redundância na proteção
• No circuito ao qual está conectado o DPS, corresponde geralmente 
ao próprio dispositivo de proteção contra sobrecorrentes do circuito 
(Figura 62). Afeta a continuidade do serviço, uma vez que a atuação 
do dispositivo de proteção, devido à falha do DPS, interrompe a 
 O dispositivo de proteção contra sobrecorrentes a ser instalado 
deve possuir corrente nominal compatível à indicada pelo fabricante 
do DPS. A capacidade de interrupção (suportabilidade à corrente de 
curto circuito) deve ser igual ou superior à corrente de curto-circuito 
presumida no ponto de instalação.
 A seção nominal dos condutores destinados a conexão entre 
o dispositivo de proteção contra sobrecorrentes especificamente 
previsto para eliminar um curto-circuito aos condutores de fase do 
circuito deve ser dimensionada levando em conta a máxima corrente 
de curto-circuito possível no local.
9.2.5.9 condições Para coordenação entre dPs e disPositivos dr
• Para prevenir desligamentos intempestivos do DR causados por 
correntes de fuga inerentes ao DPS, especificamente aqueles que 
alimentação do circuito. Cuidados especiais com a coordenação 
devem ser considerados, pois dependendo do caso o condutor de 
interligação do DPS terá seção inferior ao do alimentador do circuito;
• Uma repetição da primeira situação com redundância da proteção. 
Embora de maior custo esta alternativa minimiza a possibilidade de 
perda de proteção contra surto em caso de dano em um dos DPSs 
(Figura 63). Para esta situação os dispositivos devem ter as mesmas 
características técnicas.
DPS 1
DP 1
DPS 2
DP 2
E/I
ICC
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
55
Figura 64 – Coordenação entre DR e DPS – Em caso de falha do DPS o DR não sentirá a corrente de fuga.
Figura 65 – Coordenação entre DR e DPS – DR com imunidade a surtos (Tipo S)
utilizem componentes semicondutores, quando situados no mesmo 
nível de proteção, o DPS deve ser instalado a montante do dispositivo 
DR (Figura 64). 
• Quando, por qualquer razão, o DPS for posicionado a jusante do 
dispositivo DR, seja ele instantâneo ou temporizado, deve também 
possuir imunidade a correntes de surto de, no mínimo, 3 kA (8/20). 
DR tipo “S” (Figura 65).
9.3 Proteção em linhas de sinal
9.3.1 localização 
 Em 6.3.5.3 da NBR 5410, para a proteção de linhas de 
sinal (vídeo, dados, telefonia) há algumas prescrições a serem 
acrescidas àquelas feitas para linhas de energia, porém o vínculo 
com os barramentos de equipotencialização é fundamental e 
deve ser mantido:
• Linha originária da rede pública de telefonia: deve ser 
instalado um DPS por linha. Os DPSs devem ter características 
curto-circuitante e estar localizados no distribuidor geral de 
sinal (DGS) da edificação onde está o terminal de aterramento 
de telecomunicações (TAT), como determina a norma NBR 
14306. O TAT será ligado ao aterramento através do BEP. O 
DGS deve estar situado o mais próximo possível do BEP;
• Linha externa originária de outra rede pública que não a de 
telefonia: o DPS, instalado para cada linha de sinal, deve ser 
localizadojunto ao BEP;
DR L1
L2
L3
N
DPS
DR não é
sensibilizado
ETI
PE
L1
L2
L3
N
PE
DPS
S
DR
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N
BR
 5
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0
56
Figura 67 - Proteção de sinal para comunicação entre edificações.
Figura 66 – Indicação do posicionamento dos DPSs de sinal no 1o nível de proteção.
DPSs destinados à proteção de linhas de telefonia em par trançado:
• O DPS deve ser do tipo comutador de tensão, simples ou 
combinado (com limitador de sobretensão em paralelo);
• Tensão de disparo c.c.: O valor da tensão de disparo c.c. deve ser 
de no máximo 500 V e, no mínimo, 200 V, quando a linha telefônica 
for balanceada ou 300 V, quando a linha telefônica não for aterrada 
(flutuante);
• Tensão de disparo impulsiva: O valor da tensão de disparo 
impulsiva do DPS deve ser de, no máximo, 1 kV;
• Corrente de descarga impulsiva:
•No mínimo, 5 kA, quando a blindagem da linha telefônica for 
aterrada, e
• No mínimo 10 kA quando a blindagem não for aterrada. 
• Para condições onde a proteção seja contra os efeitos diretos dos 
raios, recomenda-se a comparação dos valores de correntes de 
primeira descarga atmosférica possíveis (já demonstrada para DPS 
de energia) e a adoção do maior valor.
• Corrente de descarga c.a: O valor da corrente de descarga c.a. do 
DPS deve ser de, no mínimo, 10 A.
• Protetor de sobrecorrente: 
• In do protetor entre 150 mA e 250 mA para a linha telefônica 
 A Figura 66 ilustra as duas prescrições anteriores.
• Linha que se dirija a outra edificação, a estruturas anexas ou no 
caso de linha associada à antena externa ou outras estruturas no 
topo da edificação: o DPS deve ser localizado junto ao BEP, ao 
BEL, ou ao terminal “terra”, o que estiver mais próximo em cada 
edificação ou estrutura (Figura 67)
 Os DPSs sempre devem ser conectados na linha de sinal com 
a referência de equipotencialização mais próxima. Dependendo do 
posicionamento do DPS, a referência de equipotencialização mais 
próxima pode ser o BEP, o TAT, o BEL, o condutor PE ou, caso o DPS 
seja instalado junto a algum equipamento, o terminal conectado à massa 
desse equipamento. O eletroduto por onde passará o condutor do sinal 
deve ser metálico, ter continuidade elétrica garantida e suas extremidades 
interligadas aos eletrodos de aterramento de cada edificação. 
9.3.2 seleção dos dPss de telefonia
 Assumindo que o DPS venha a ser instalado no DGS da 
edificação são especificadas a seguir as características exigíveis dos 
Instalar 01 DPS
por linha de sinal
(TV, dados, etc.)
Instalar 01 DPS
por linha de sinal
(Telefonia)
FONE
PEN
QDP
DGS
TATBEP
ETI
ETIETI
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
57
aterrada (balanceada); 
• In do protetor (opcional) entre 150 mA e 250 mA para quando a 
linha telefônica for flutuante (não aterrada). 
• Interligação direta da blindagem ou capa metálica de um cabo de 
sinal a equipotencialização ou à massa de um equipamento:
• Quando a blindagem ou capa metálica de uma linha de sinal for 
conectada ao BEP, TAT ou à massa de um equipamento através de 
DPS, este deve ter as seguintes características:
• Tipo comutador de tensão;
• Tensão disruptiva c.c. entre 200 V e 300 V;
• Corrente de descarga impulsiva de no mínimo 10 kA (8/20 µs);
• Corrente de descarga c.a. de no mínimo 10 A (60 Hz / 1 s).
9.3.3 seleção dos dPss Para outros tiPos de sinais
 Os critérios para a seleção de DPS destinados à proteção de 
outros tipos de linha de sinal devem ser compatibilizados com os 
fabricantes dos DPSs e dos equipamentos a serem protegidos. Em 
alguns casos há necessidade de casamento de impedâncias e/ou 
freqüências.
9.3.4 falha do dPs de sinal
 O DPS deve ser do tipo “falha segura”, isto é, deve incorporar 
proteção cuja atuação provoque curto-circuito da linha de sinal 
para a terra.
10 pRoTeção coNTRA quedAs e fAlTAs de 
TeNsão
 A proteção contra quedas e faltas de tensão é tratada em 5.5 da 
NBR 5410.
 O termo “queda de tensão” nesta parte da norma refere-se à 
caída (diminuição) de tensão em tempos relativamente curtos, 
chamados de subtensão, e não deve ser confundido com a queda 
de tensão nos circuitos causada pela impedância dos componentes 
da instalação. Tanto a subtensão quanto a falta total de tensão 
são problemas importantes relativos à qualidade de energia nas 
instalações elétricas (ver parte 22 deste guia).
 Devem ser tomadas precauções para evitar que uma subtensão 
ou uma falta total de tensão, associada ou não ao posterior 
restabelecimento desta tensão, venha a causar perigo para as 
pessoas ou danos a uma parte da instalação, a equipamentos 
de utilização ou aos bens em geral. Em particular, os motores 
elétricos trifásicos de baixa tensão podem ter seu funcionamento 
bastante prejudicado no caso de redução significativa ou falta total 
de tensão em uma de suas fases.
 O uso de dispositivos de proteção contra subtensões e faltas 
totais de tensão pode não ser necessário se os danos a que a 
instalação e os equipamentos estão sujeitos, nesse particular, 
representarem um risco aceitável e desde que não haja perigo para 
as pessoas. Essa avaliação de risco deve ser feita pelo projetista 
em conjunto com o responsável pela obra para que sejam (ou não) 
aplicadas as medidas de proteção necessárias.
 Para proteção contra subtensões ou faltas totais de tensão 
podem ser usados, por exemplo, relés ou disparadores de subtensão 
(função ANSI 27) atuando sobre contatores ou disjuntores; ou 
contatores providos de contato auxiliar de autoalimentação.
 A atuação dos dispositivos de proteção contra subtensões e 
faltas de tensão pode ser temporizada, se o equipamento protegido 
puder admitir, sem inconvenientes, uma falta ou queda de tensão de 
curta duração. Se forem utilizados contatores, a temporização na 
abertura ou no fechamento não deve, em nenhuma circunstância, 
impedir o seccionamento instantâneo imposto pela atuação de 
outros dispositivos de comando e proteção. 
 Quando o religamento de um dispositivo de proteção for 
suscetível de causar uma situação de perigo, esse religamento não 
deve ser automático. 
11 pRoTeção dAs pessoAs que TRABAlHAm NAs 
INsTAlAções eléTRIcAs de BAIxA TeNsão
 Em relação à proteção e segurança das pessoas que trabalham 
nas instalações elétricas de baixa tensão, devem ser observadas 
as exigências da norma regulamentadora NR-10, do Ministério 
do Trabalho e Emprego (ver parte deste guia sobre a NR-10). É 
importante saber que, sob o ponto de vista legal, a aplicação da 
NR-10 se sobrepõe à NBR 5410.
 Como regra geral, os trabalhadores devem utilizar 
equipamentos de proteção individual que são, no mínimo, os 
capacetes, óculos de segurança, luvas, detector de tensão e botas.
 Além disso, os equipamentos de baixa tensão devem ser 
providos de meios que permitam, quando necessário, o seu 
isolamento da instalação e devem permitir que a instalação 
completa ou partes da instalação possam ser isoladas, dependendo 
das condições operacionais. Isto pode ser realizado, por 
exemplo, desligando-se seccionadores ou removendo-se elos ou 
interligações.
 É importante observar que a instalação completa ou partes das 
instalações que possam ser energizadas por várias fontes devem 
ser dispostas de forma que todas as fontes possam ser isoladas. 
Nos casos em que os terminais de neutro de vários equipamentos 
estiverem ligados em paralelo, deve ser possível isolá-los 
individualmente. 
 Para evitar graves choques elétricos, devem ser providos 
meios para descarregar os equipamentos que ainda possam 
transferir potencial elétrico mesmo após a sua desconexão da 
instalação, como,por exemplo, capacitores. É preciso atenção 
no procedimento de descarregar os capacitores, pois eles podem 
ser danificados se descarregados pela colocação em curto-circuito 
dos terminais, antes de decorrido um intervalo (geralmente da 
ordem de 1 minuto) após a retirada do potencial. Deve-se sempre 
utilizar resistores de valores apropriados para realizar a descarga 
com segurança para o pessoal e o equipamento. 
 Para eliminar o risco de reenergização indevida que possa 
colocar as pessoas em situações perigosas, sempre que partes 
removíveis, como, por exemplo, os fusíveis, são utilizadas para a 
desconexão da instalação completa ou parte dela e são substituídas 
por coberturas ou barreiras, estas devem ser montadas de tal 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
 5
41
0
58
forma que a sua remoção somente possa ser executada com o uso 
de ferramenta apropriada.
 Os equipamentos que são operados manualmente devem 
permitir o uso de dispositivos de travamento mecânico, tais como 
cadeados, para evitar o seu religamento indevido.
 As pessoas que trabalham nas instalações elétricas devem possuir e 
saber utilizar dispositivos (fixos ou portáteis) para a verificação do estado 
de desenergização em todos os pontos onde o trabalho for realizado. 
 Cada parte de uma instalação que possa ser isolada de outras 
partes deve possuir dispositivos que permitam o seu aterramento e 
curto-circuito, evitando assim os riscos de choques elétricos para 
os operadores. Além disso, equipamentos como, por exemplo, 
transformadores e capacitores devem ser providos de meios para 
seu aterramento e curto-circuito no ponto de sua instalação.
12 seRvIços de seguRANçA
 Os serviços de segurança são tratados na NBR 5410 nos itens 
indicados na Tabela 17.
Figura 68 - Componentes de um sistema de segurança
tabela 17: itens da nbr 5410 sobre serviços de seGurança
Prescrições
fundamentais
3.5
Medidas de
proteção
4.1.6 / 4.2.4
Seleção e
instalação
6.6
12.1 definições
 Pode-se definir sistema de alimentação elétrica para 
serviços de segurança como um sistema de alimentação previsto 
para manter o funcionamento de equipamentos e instalações 
essenciais à segurança das pessoas, à salubridade e/ou quando 
exigido pela legislação, para evitar danos significativos ao meio 
ambiente ou a outros materiais . 
 São exemplos de serviços de segurança: a iluminação de 
segurança (iluminação de emergência), bombas de incêndio, 
elevadores para brigada de incêndio e bombeiros, sistemas de 
alarme, como os de incêndio, fumaça, CO e intrusão, sistemas 
de exaustão de fumaça, equipamentos médicos essenciais.
 As instalações de segurança devem observar também, 
no que for pertinente, a legislação referente a edificações, os 
códigos de segurança contra incêndio e pânico e outros códigos 
de segurança aos quais a edificação e/ou as atividades nela 
desenvolvidas possam estar sujeitas.
 Um sistema de alimentação de segurança é constituído por 
uma fonte, por circuitos, chamados de circuitos de segurança, 
que vão até os terminais dos equipamentos de utilização e, em 
certos casos, incluem os próprios equipamentos alimentados 
(Figura 68).
 Os sistemas de alimentação elétrica de reserva, opcionais, são 
previstos para manter o funcionamento da instalação ou de partes 
da instalação no caso de interrupção da alimentação normal, por 
razões outras que a segurança das pessoas. São casos nos quais 
a interrupção da alimentação elétrica pode causar situações de 
desconforto ou prejudicar atividades comerciais e industriais, 
como por exemplo, equipamentos de processamento de dados, 
comunicação, ar-condicionado, equipamentos industriais, etc.
 A NBR 5410 não inclui prescrições sobre sistemas de 
alimentação de reserva.
12.2 fontes de seGurança 
 Nas instalações de segurança e de reserva, podem ser usados 
como fontes:
(a) baterias: são utilizadas na alimentação de equipamentos 
de potência relativamente pequena, por tempos relativamente 
curtos. É o caso, por exemplo, da utilização em sistemas de 
iluminação de segurança (emergência).
(b) geradores independentes da alimentação normal: são usados 
na alimentação de equipamentos de segurança de maior potência, 
por tempos relativamente longos. São os casos, por exemplo, 
de bombas de incêndio, elevadores para brigada de incêndio e 
bombeiros, sistemas de alarme, sistemas de exaustão de fumaça, 
equipamentos médicos essenciais, dentre outros. 
(c) ramais separados da rede de distribuição, efetivamente 
independentes da alimentação normal: trata-se de um ramal da 
rede de distribuição da concessionária, totalmente separado física 
e eletricamente do ramal normal de alimentação da instalação. 
A separação visa a minimizar as possibilidades de interrupções 
simultâneas. As entradas dos dois ramais devem ser separadas 
e sua alimentação deve provir de transformadores separados ou 
mesmo de subestações diferentes.
(d) sistemas especiais: são os chamados sistemas de energia 
ininterrupta, também designados pela sigla UPS (Uninterruptible 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
59
Power Supply), ou ainda conhecido no Brasil por “no-breaks”. 
Devem ser utilizados em alimentações críticas como, por 
exemplo, centros cirúrgicos, UTIs, torres de controle de vôo, 
centros de processamento de dados, nos sistemas de controle de 
processos industriais contínuos, etc.
 As fontes de segurança e as de reserva devem ser 
adequadamente selecionadas em função do serviço a que se 
destinam e das características dos equipamentos de utilização a 
serem alimentados, uma vez que deverão manter a alimentação 
pelo tempo necessário à eliminação do problema surgido com a 
fonte normal.
 Devem ser instaladas como equipamentos fixos, em locais 
acessíveis apenas a pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas 
(BA5) e de tal modo que não sejam afetadas por falha de fonte 
normal. Observe que o local de instalação das fontes deve ser 
suficientemente ventilado, de maneira a evitar que gases ou 
fumos delas provenientes possam penetrar em áreas ocupadas 
por pessoas.
 Uma fonte de segurança só pode ser utilizada para outros 
serviços que não os de segurança se isso não comprometer sua 
disponibilidade para os serviços de segurança. 
 As alimentações das instalações de segurança, segundo a 
NBR 5410, podem ser:
• não automáticas, quando sua ligação é realizada por um 
operador, e
• automáticas, quando sua ligação não depende da intervenção 
de um operador.
 Preferencialmente, as instalações de segurança devem ser 
alimentadas automaticamente.
 As alimentações automáticas podem ser classificadas em 
função da duração da comutação, como segue:
• sem interrupção: quando a alimentação pode ser garantida de 
modo contínuo, nas condições especificadas durante o período 
de transição, por exemplo, no que diz respeito às variações de 
tensão e freqüência;
• com interrupção muito breve: quando a alimentação fica 
indisponível em até 0,15 segundo;
• com interrupção breve: quando a alimentação fica indisponível 
em até 0,5 segundo;
• com interrupção médio: quando a alimentação fica indisponível 
em, no máximo, 15 segundos;
• com interrupção longo: quando o tempo de comutação é 
superior a 15 segundos.
 Para os serviços de segurança destinados a funcionar em 
condições de incêndio (bomba de incêndio, iluminação de 
emergência, etc.), deve ser selecionada uma fonte de segurança 
que possa manter a alimentação pelo tempo adequado e todos os 
componentes do sistema devem apresentar adequada resistência 
ao fogo, seja construtivamente, seja por meio de disposições 
equivalentes quandode sua instalação.
12.3 circuitos de seGurança 
 Nas instalações de segurança, os circuitos devem ser 
independentes física e eletricamente dos circuitos ‘normais’ 
da instalação. Isso significa que nenhuma falta, intervenção 
ou modificação em circuito não pertencente aos serviços de 
segurança deve afetar o funcionamento do(s) circuito(s) dos 
serviços de segurança. Para tanto, pode ser necessário separar 
os circuitos dos serviços de segurança dos demais circuitos, 
mediante materiais resistentes ao fogo, condutos e/ou percursos 
distintos.
 As linhas elétricas contendo circuitos de serviços de 
segurança não devem atravessar locais com riscos de incêndio 
(BE2), a menos que elas sejam resistentes ao fogo. As linhas não 
devem atravessar, em nenhuma hipótese, locais com riscos de 
explosão (BE3). 
 Os cabos elétricos devem ser considerados componentes 
críticos de uma instalação de segurança, uma vez que são os 
responsáveis pela alimentação dos equipamentos de segurança 
que ficam espalhados pela obra. Desta forma, é fundamental que 
os cabos mantenham seu funcionamento mesmo sob condições 
de incêndio. Não há sentido em ter uma fonte de segurança que 
alimenta a instalação por, digamos duas horas, se os cabos não 
resistirem a um incêndio por mais de três ou quatro minutos. 
Numa situação como esta, todos os equipamentos que deveriam 
permanecer em operação para garantir a segurança das 
pessoas deixaria de funcionar, apesar da fonte ter capacidade 
de alimentá-los. Desta forma, embora não obrigatório pela 
norma, deveria ser considerada a possibilidade do emprego nos 
circuitos de segurança dos chamados cabos para circuitos de 
segurança, que suportam os efeitos da exposição ao fogo, por 
um tempo adequado, sem perder suas propriedades elétricas, 
mantendo a continuidade da alimentação dos equipamentos de 
segurança. Os cabos para circuito de segurança devem atender 
a norma NBR 10301.
12.4 Proteções
 Os circuitos de segurança devem ser protegidos contra 
corrente de curto-circuito, podendo ser omitida a proteção contra 
correntes de sobrecarga, se a perda da alimentação representar 
um perigo maior do que a perda do circuito. Por exemplo, numa 
situação de incêndio, é mais importante manter o circuito de 
alimentação da bomba de incêndio funcionando, mesmo que em 
sobrecarga, do que interromper o funcionamento da bomba pelo 
desligamento da proteção.
 No que se refere à proteção contra choques elétricos, a parte 
da instalação representada pelos serviços de segurança (fontes, 
linhas e equipamentos alimentados) deve ser, preferencialmente, 
objeto de medida que não implique seccionamento automático 
da alimentação na ocorrência de uma falta. Se os serviços de 
segurança forem concebidos, eletricamente, como um esquema 
IT, o conjunto deve ser provido de dispositivo supervisor de 
isolamento (DSI).
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
 5
41
0
60
13 seleção e INsTAlAção dos compoNeNTes
 Na seção 6 da NBR 5410 são apresentadas inúmeras prescrições 
relativas à seleção e instalação dos mais diversos componentes 
de uma instalação elétrica de baixa tensão, que são estruturadas 
conforme indicado na Figura 69.
Figura 69 - Estrutura da NBR 5410 para prescrições de seleção e instalação 
de componentes
13.1 Prescrições comuns a todos os comPonentes da instalação
13.1.1 normas técnicas
 A escolha do componente e sua instalação devem permitir que 
sejam obedecidas as medidas de proteção para garantir a segurança, 
as prescrições para garantir um funcionamento adequado ao uso da 
instalação e as prescrições apropriadas às condições de influência 
externas previsíveis, conforme 4.7 deste Guia.
 Todos os componentes da instalação de média tensão devem 
satisfazer as normas brasileiras da ABNT que lhes sejam aplicáveis 
e, quando elas não existirem, devem atender as normas IEC e 
ISO. Conforme 6.1.2.2 da NBR 5410, quando não houver normas 
NBR, IEC e ISO, os componentes devem então ser selecionados 
através de acordo entre o projetista e o instalador. Nestes casos é 
comum a utilização de normas regionais (MERCOSUL, COPAN, 
CANENA, CENELEC, etc.) ou estrangeiras, tais como normas 
americanas (NEMA, UL, ANSI, IEEE, etc.), alemãs (DIN, VDE, 
etc.), francesas (NF C), italianas (CEI), dentre outras.
13.1.2 condições de serviço
 Em relação às condições de serviço (operação) da instalação 
elétrica de baixa tensão, a norma estabelece requisitos sobre a 
escolha adequada dos componentes em relação à tensão, corrente, 
frequência, potência e compatibilidade entre eles.
 No caso da tensão, em 6.1.3.1.1 é prescrito que os componentes 
devem ser adequados à tensão nominal (valor eficaz em corrente 
alternada) da instalação, acrescentado que, se numa instalação 
que utiliza o esquema IT o condutor neutro for distribuído, os 
componentes ligados entre uma fase e o neutro devem ser isolados 
para a tensão entre fases.
 Em relação à corrente, os componentes devem ser escolhidos 
considerando-se a corrente de projeto (valor eficaz em corrente 
alternada) que possa percorrê-los em serviço normal. Deve-se 
igualmente considerar a corrente suscetível de percorrê-los em 
condições anormais (sobrecarga e curto-circuito), levando-se em 
conta a duração da passagem de uma tal corrente, em função das 
características de funcionamento dos dispositivos de proteção.
 Caso a frequência tenha alguma influência sobre as características 
dos componentes, então a frequência nominal do componente 
deve corresponder à frequência da corrente no circuito pertinente. 
Atenção especial deve ser dada à presença acentuada na instalação 
de frequências harmônicas que possam causar perturbações.
 Sobre a potência, obviamente os componentes devem ser 
adequados às condições normais de serviço, considerando os 
regimes de carga que possam ocorrer durante a operação.
 Em 6.1.3.1.5, a norma indica que os componentes devem ser 
escolhidos de modo a não causar, em serviço normal, quaisquer 
efeitos prejudiciais, quer aos demais componentes, quer à rede de 
alimentação, incluindo condições de manobra. Cuidados específicos 
em relação à oxidação devem ser observados no caso do emprego 
de condutores de alumínio.
13.1.3 influências externas
 De acordo com 6.1.3.2.1, os componentes devem ser 
selecionados e instalados de acordo com as prescrições da tabela 32 
da norma, aqui reproduzida como Tabela 18. Esta tabela indica as 
características dos componentes em função das influências externas 
a que podem ser submetidos, as quais são determinadas, seja por 
um grau de proteção, seja por conformidade com ensaios. 
 Quando um componente não possuir, por construção, as 
características correspondentes às influências externas do local, 
ele pode ser utilizado sob a condição de que seja provido, por 
ocasião da execução da instalação, de uma proteção complementar 
apropriada. Esta proteção não pode afetar as condições de 
funcionamento do componente protegido. Dentre muitos exemplos 
desta proteção complementar, citam-se a instalação de barreiras ao 
redor dos componentes ou abrigá-los em invólucros adequados, 
usar ventilação, refrigeração ou aquecimento forçados de ar no 
local onde o componente está instalado, etc.
 Na prática, em todas as instalações, existem diferentes 
influências externas se produzem simultaneamente, sendo que seus 
efeitos podem ser independentes ou influenciar-se mutuamente. 
Nestes casos, os graus de proteção devem ser escolhidos de modo a 
satisfazer todas as condições.
 Na leitura da Tabela 18 (tabela 24 da norma), a palavra 
“normal” que figura na terceira coluna significa que o componente 
deve satisfazer, de modogeral, as Normas Brasileiras aplicáveis ou, 
na sua falta, as normas IEC e ISO ou outras que foram acordadas 
entre o projetista e o instalador.
 As características dos componentes necessárias para atender 
aos requisitos da Tabela 18 devem constar das informações técnicas 
fornecidas pelos fabricantes.
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
61
tabela 18 - caracterÍsticas dos comPonentes da instalação em função das influências externas
Código ReferênciasInfluências externas
Faixas de temperatura
Limite 
inferior °C
Limite 
superior °C
Características exigidas para seleção e
instalação dos componentes
AB - Condições climáticas do ambiente (4.2.6.1.2)
A - Condições ambientais (4.2.6.1)
AA - Temperatura ambiente (4.2.6.1.1)
AC - Altitude (4.2.6.1.3)
AD - Presença de água (4.2.6.1.4)
AE - Presença de corpos sólidos (4.2.6.1.5)
AA1
AA2 
AA3 
AA4 
AA5 
AA6 
AA7 
AA8
AB1
AB2
AB3
AB4
AB5
AB6
AB7
AB8
AC1
AC2
AD1
AD2
AD3
AD4
AD5
AD6
AD7
AD8
AE1
AE2
AE3
AE4
AE5
AE6
AF1
AF2 
AF3 
≤ 2 000 m
> 2 000 m
Desprezível
Gotejamento
Precipitação
Aspersão
Jatos
Ondas
Imersão
Submersão
Desprezível
Pequenos objetos (2,5 mm)
Objetos muito pequenos (1 mm)
Poeira leve
Poeira moderada
Poeira intensa
Desprezível
Agentes atmosféricos
Intermitente
Componentes projetados especialmente para a aplicação ou medidas 
adequadas1)
Normal (em certos casos podem ser necessárias precauções especiais)
Normal
Componentes projetados especialmente para a aplicação 
ou medidas adequadas1)
Componentes projetados especialmente para a aplicação ou medidas 
adequadas1)
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Normal
Normal
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Normal
Podem ser necessárias precauções especiais, como a aplicação de fatores 
de correção
NOTA Para certos componentes podem ser necessárias medidas especiais 
a partir de 1000 m)
IPX0
IPX1 ou IPX2
IPX3
IPX4
IPX5
IPX6
IPX7
IPX8
IP0X
IP3X
IP4X
IP5X caso a penetração de poeira não prejudique o 
funcionamento do componente
IP6X caso a poeira não deva penetrar no componente
IP6X
Normal
Conforme a natureza dos agentes
Proteção contra corrosão definida pelas especificações dos componentes
Componentes especialmente concebidos, conforme a natureza dos agentes
-60
-40
-25
-5
+5
+5
-25
-50
+5
+5
+5
+40
+40
+60
+55
+40
L
im
it
e
in
fe
ri
or
L
im
it
e
in
fe
ri
or
L
im
it
e
in
fe
ri
or
L
im
it
e
su
pe
ri
or
L
im
it
e
su
pe
ri
or
L
im
it
e
su
pe
ri
or
Temperatura
do ar °C
Umidade
absoluta g/m2
Umidade
relativa %
-60
-40
-25
-5
+5
+5
-25
-50
3
10
10
5
5
10
10
15
+5
+5
+5
+40
+40
+60
+55
+40
100
100
100
95
85
100
100
100
0,003
0,1
0,5
1
1
1
0,5
0,04
7
7
7
29
25
35
29
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AF - Presença de substâncias corrosivas ou poluentes (4.2.6.1.6)
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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Código ReferênciasInfluências externas Características exigidas para seleção einstalação dos componentes
AG - Choques mecânicos (4.2.6.1.7)
AH - Vibrações (4.2.6.1.7)
AK - Presença de flora ou mofo (4.2.6.1.8)
AL - Presença de fauna (4.2.6.1.9)
AM2 - Tensões de sinalização (4.2.6.1.10)
AM - Influências eletromagnéticas, eletrostáticas ou ionizantes (4.2.6.1.10)
AM1 - Harmônicas e inter-harmônicas (4.2.6.1.10)
AF4 
AG1
AG2
AG2
AH1
AH2
AH3
AK1
AK2
AL1
AL2
AM1-1
AM1-2
AM1-3
AM2-1
AM2-2
AM2-3
AM3-1
AM3-2
AM4
IEC 60721-3-3:2002,
classes 
3M1/3M2/3M3 e
IEC 60721-3-4:1987,
classes 
4M1/4M2/4M3
IEC 60721-3-3:2002,
classes
3M4/3M5/3M6 e
IEC 60721-3-4:1987,
classes
4M4/4M5/4M6
IEC 60721-3-3:2002,
classes 3M7/3M8 e
IEC 60721-3-4:1987,
classes 4M7/4M8
Inferior à tabela 1 da
IEC 61000-2-2:2002
De acordo com a
tabela 1 da
IEC 61000-2-2:2002
Localmente superior
à tabela 1 da
IEC 61000-2-2:2002
Inferior aos espe ci-
ficados abaixo
IEC 61000-2-1 e
IEC 61000-2-2
De acordo com a
IEC 61000-2-2
Permanente
Fracos
Médios
Severos
Fracas
Médias
Severas
Desprezîvel
Prejudicial
Desprezîvel
Prejudicial
Nível controlado
Nível normal
Nível alto
Nível controlado
Nível médio
Nível alto
Nível controlado
Nível normal
Nível normal
Normal. Por exemplo, componentes
para uso doméstico e análogo
Normal. Por exemplo, componentes
para uso doméstico e análogo
Componentes para uso industrial,
quando aplicável, ou proteção reforçada
Proteção reforçada
Normal
Componentes projetados especialmente para a aplicação, ou
medidas adequadas1)
Normal
Proteções especiais, tais como:
- grau de proteção aumentado (ver AE)
- componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros
- medidas para evitar a presença de flora
Normal
A proteção pode compreender:
- grau de proteção adequado contra a penetração de corpos sólidos (ver AE)
- resistência mecânica suficiente (ver AG)
- precauções para evitar a presença da fauna (como limpeza, uso de pesticidas)
- componentes especiais ou revestimentos protegendo os invólucros
Devem ser tomadas precauções para que a situação controlada não
seja prejudicada
 Medidas especiais no projeto da instalação, tais como filtros
Circuitos de bloqueio, por exemplo
Sem requisitos adicionais
Requer medidas adequadas
Ver 5.4 e 5.5
AM3 - Variações de amplitude da tensão (4.2.6.1.10)
AM4 - Desequilíbrio de tensão (4.2.6.1.10)
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
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Código ReferênciasInfluências externas Características exigidas para seleção einstalação dos componentes
AM5 - Variações de freqüência (4.2.6.1.10)
AM8 - Campos magnéticos radiados (4.2.6.1.10)
AM9 - Campos elétricos (4.2.6.1.10)
AM21 - Tensões ou correntes induzidas oscilantes (4.2.6.1.10)
AM5
AM6
AM7
AM8-1
AM8-2
AM9-1
AM9-2
AM9-3
AM9-4
AM21
AM22-1
AM22-2
AM22-3
AM22-4
AM23-1
AM23-2
AM23-3
AM24-1
AM24-2
AM25-1
AM25-2
AM25-3
AM31-1
AM31-2
AM31-3
AM31-4
AM41-1
Ver 5.4.3 - Alta suportabilidade dos sistemas de sinalização e comando de 
dispositivos de manobra
Medidas para limitar seu nível e duração nos equipamentos de utilização ou 
em suas proximidades
Normal
Proteção por medidas adequadas, tais como blindagem e/ou separação
Normal
Ver IEC 61000-2-5
Ver IEC 61000-2-5
Ver IEC 61000-2-5
Normal
Requer medidas de proteção (ver 4.2.6.1.10)
Requer medidas de proteção (ver 4.2.6.1.10)
Equipamento normal
Equipamento de alta imunidade
Suportabilidade a impulsos dos componentes e proteção contra 
sobretensões, levando-se em conta a tensão nominal da instalação e a 
categoria de suportabilidade, de acordo com 5.4.2
Ver IEC 61000-4-12
Ver IEC 60255-22-1
Normal
Nível reforçado
Normal
Normal
Normal
Reforçada
Proteções especiais, tais como distanciamento da fonte, interposição de 
blindagens, invólucro de materiais especiais
AM6 - Tensões induzidas de baixa freqüência (4.2.6.1.10)
AM7 - Componentes contínuas em redes c.a. (4.2.6.1.10)
Nível normal
Sem classificação
Sem classificação
Nível médio
Nível alto 
Nível desprezível 
Nível médio
Nível alto
Nível muito alto
Sem classificação
Níveldesprezível 
Nível médio
Nível alto
Nível muito alto
Nível controlado
Nível médio
Nível alto
Nível médio
Nível alto
Nível desprezível 
Nível médio
Nível alto
Nível baixo 
Nível médio
Nível alto
Nível muito alto
Sem classificação
± 1 Hz de acordo
com a IEC 61000-2-2
ITU-T
 Nível 2 da
IEC 61000-4-8:2001
Nível 4 da
IEC 61000-4-8:2001
IEC 61000-2-5
IEC 61000-4-6
Nível 1 da
IEC 61000-4-4:2004
Nível 2 da
IEC 61000-4-4:2004
Nível 3 da
IEC 61000-4-4:2004
Nível 4 da
IEC 61000-4-4:2004
4.2.6.1.12, 5,4.2 e
6.3.5
IEC 61000-4-12
IEC 60255-22-1
Nível 1 da
IEC 61000-4-3:2002
Nível 2 da
IEC 61000-4-3:2002
Nível 3 da
IEC 61000-4-3:2002
Nível 1 da
IEC 61000-4-2:2001
Nível 2 da
IEC 61000-4-2:2001
Nível 3 da
IEC 61000-4-2:2001
Nível 4 da
IEC 61000-4-2:2001
AM22 - Transitórios unidirecionais conduzidos, na faixa do nanossegundo (4.2.6.1.10)
AM23 - Transitórios unidirecionais conduzidos, na faixa do micro ao milissegundo (4.2.6.1.10)
AM24 - Transitórios oscilantes conduzidos (4.2.6.1.10)
AM25 - Fenômenos radiados de alta freqüência (4.2.6.1.10)
AM31 - Descargas eletrostáticas (4.2.6.1.10)
AM41 - Radiações ionizantes (4.2.6.1.10)
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
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0
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Código ReferênciasInfluências externas Características exigidas para seleção einstalação dos componentes
AN1
AN2
AN3
AQ1
AQ2
AQ3
AR1
AR2
AR3
AS1
AS2
AS3
BA1
BA2
BA3
BA4
BA5
BB1
BB2
BB3
BB4
BC1
BC2
BC3
BC4
BD1
BD2
BD3
BD4
BE1
BE2 
BE3
BE4
IEC 60721-3-3
IEC 60721-3-3
IEC 60721-3-4
IEC 61140:2001
5.2.2.3
Desprezível
Média
Alta
Desprezíveis
Indiretas
Diretas
Desprezível 
Média
Forte
Desprezível 
Médio
Forte
Comuns
Crianças
Incapacitadas
Advertidas
Qualificadas
Alta
Normal
Baixa
Muito baixa
Nulo
Raros
Freqüente
Contínuo
Normal
Longa
Tumultuada
Longa e tumultuada
Riscos desprezíveis
Riscos de incêndio
Riscos de explosão
Riscos de contaminação
Normal
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²), tais como:
– componentes resistentes à radiação ultravioleta
– revestimento de cores especiais
– interposição de anteparos
Normal
Ver 5.4.2 e 6.3.5
Ver 5.4.2 e 6.3.5
Quando aplicável, a proteção contra descargas atmosféricas 
deve ser conforme ABNT NBR 5419
Normal
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Normal
Requer medidas adequadas ²)
Requer medidas adequadas ²)
Normal
Componente com grau de proteção superior a IP2X Componentes com 
temperaturas de superfície externa superiores a 80oC (60oC para creches e 
locais análogos) devem ser inacessíveis
Conforme a natureza da deficiência
Componentes não protegidos contra contatos diretos admitidosapenas 
em locais de acesso restrito a pessoas devidamente autorizadas
Normal
Normal
Medidas de proteção adequadas (ver 5.1 e seção 9 e anexo C)
Medidas de proteção adequadas (ver 5.1 e seção 9 e anexo C)
Condição excepcional, não considerada, na prática, para seleção dos 
componentes.
Componentes classes I, II e III
Componentes classes I, II e III
Medidas especiais
Normal
Ver 5.2.2.2
Normal
Componentes constituídos de materiais não-propagantes de chama. 
Precauções para que uma elevação significativa da temperatura 
ou uma centelha no componente não possa provocar incêndio 
externamente
Componentes adequados para atmosferas explosivas
Medidas adequadas, tais como:
– proteção contra fragmentos de lâmpadas e de outros objetos frágeis
– anteparos contra radiações prejudiciais, como infravermelhas e 
ultravioletas
AN - Radiação solar (4.2.6.1.11)
AQ - Descargas atmosféricas (4.2.6.1.12)
AR - Movimentação do ar (4.2.6.1.13)
AR - Movimentação do ar (4.2.6.1.13)
BB - Resistência elétrica do corpo humano (4.2.6.2.2)
BC - Contatos das pessoas com o potencial da terra (4.2.6.2.3)
BD - Fuga das pessoas em emergências (4.2.6.2.4)
BE - Natureza dos materiais processados ou armazenados (4.2.6.2.5)
B - Utilização (4.2.6.2)
BA - Competência de pessoas (4.2.6.2.1)
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
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Código ReferênciasInfluências externas Características exigidas para seleção einstalação dos componentes
CA1
CA2
CB1
CB2
CB3
CB4
5.2.2.5
Não-combustíveis
Combustíveis
Riscos desprezíveis
Sujeitas a propagação de incêndio
Sujeitas a movimentação
Flexíveis ou instáveis
Normal
Ver 5.2.2.4
Normal
NOTA Componentes constituídos de materiais não-propagantes de
chama, inclusive de origem não elétrica. Barreiras corta-fogo
NOTA Podem ser previstos detectores de incêndio.
Juntas de contração ou de expansão nas linhas elétricas
(em estudo)
C - Construção das edificações (4.2.6.3)
CA - Materiais de construção (4.2.6.3.1)
CB - Estrutura das edificações (4.2.6.3.2)
1) Podem ser necessárias precauções suplementares (por exemplo, lubrificação especial).
2) Medidas especiais devem ser acordadas entre o projetista da instalação e o fabricante do componente, por exemplo, componentes especialmente concebidos para a aplicação.
13.1.4 identificação dos comPonentes
 A identificação dos componentes de uma instalação elétrica 
é uma das exigências da Norma Regulamentadora NR-10 (vide 
item 3.4.6 do Guia NR-10). Esse assunto também é tratado em 
6.1.5 da NBR 5410, ao prescrever que, genericamente, as placas 
indicativas ou outros meios adequados de identificação devem 
permitir identificar a finalidade dos dispositivos de comando 
e proteção, a menos que não exista qualquer possibilidade de 
confusão. Se o funcionamento de um dispositivo não puder ser 
observado pelo operador e disso puder resultar perigo, uma placa 
indicativa, ou um dispositivo de sinalização, deve ser colocado 
em local visível ao operador.
Figura 70 – Convenção da posição de entrada dos cabos ou barramentos
Figura A - Convenção da posição da alavanca
(B) - Convenção da posição 
dos cabos e barramentos
 Os dispositivos de proteção devem estar dispostos e 
identificados de forma que seja fácil reconhecer os respectivos 
circuitos protegidos. As posições de “fechado” e “aberto” dos 
equipamentos de manobra de contatos não visíveis devem ser 
indicadas por meio de letras e cores, devendo ser adotada a 
seguinte convenção:
I (ou L) – vermelho: contatos fechados;
O (ou D) – verde: contatos abertos.
 Embora o assunto não seja tratado na NBR 5410, para evitar 
enganos que podem colocar as pessoas e as instalações sob risco, 
é conveniente convencionar-se que, nas as chaves seccionadoras, 
a posição da alavanca ou punho de manobra para baixo deve 
O (ou D) 
I (ou L)
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
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0
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Figura 71 – Identificação dos dispositivos de proteção
(BA4 ou BA5), devem ser entregues acompanhadas de um 
manual do usuário, redigido em linguagem acessível a leigos, 
que contenha, no mínimo, os seguintes elementos:
a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos 
circuitos e respectivas finalidades, incluindo relação dos pontos 
alimentados, no caso de circuitos terminais;
b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito 
terminal efetivamente disponível;
c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados 
como reserva, quando for o caso;
d) recomendação explícita para que não sejam trocados, por 
tipos com características diferentes, os dispositivos de proteção 
existentes no(s) quadro(s).
 São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais, 
de pequenos estabelecimentos comerciais,etc.
 A seguir é apresentado, apenas como exemplo, um modelo de 
manual do usuário de um suposto apartamento tipo. É importante 
lembrar que a linguagem do manual deve ser básica, possível de 
ser entendida por leigos em eletricidade. Por exemplo, mesmo 
com o prejuízo da perda de rigor técnico, devem ser evitadas 
palavras tais como potência aparente, potência reativa, fator 
de potência, corrente de curto-circuito presumida, corrente 
diferencial-residual, etc.
mANuAl do usuáRIo de INsTAlAções eléTRIcAs 
do ApARTAmeNTo TIpo
1. Identificação da obra e responsáveis:
Obra: Edifício X
Endereço: Rua ...........
Construtora: YYYY
Instaladora: ZZZ
corresponder ao equipamento desligado (Figura 70 a). Nos demais 
componentes, é conveniente convencionar que os cabos ou 
barramentos provenientes do lado da fonte devem estar conectados 
sempre nos bornes superiores de entrada (Figura 70 b).
13.1.5 identificação dos disPositivos de Proteção
 Os dispositivos de proteção devem ser dispostos e 
identificados de forma que seja fácil reconhecer os respectivos 
circuitos protegidos (Figura 71).
13.1.6 documentação da instalação
 A documentação de uma instalação elétrica é uma das 
exigências da Norma Regulamentadora NR-10 (vide item 2 
do Guia NR-10). Esse assunto também é tratado em 6.1.8 da 
NBR 5410, que determina que a instalação de baixa tensão deve 
ser executada a partir de projeto específico e deve conter no 
mínimo a seguinte documentação: plantas; esquemas (unifilares 
e outros que se façam necessários); detalhes de montagem, 
quando necessários; memorial descritivo; especificação 
dos componentes: e uma descrição sucinta do componente, 
características nominais e normas a que devem atender; 
parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito, queda de 
tensão, fatores de demanda considerados, temperatura ambiente 
etc.).
 Para facilitar a operação e manutenção, é imprescindível 
que, depois de concluída a instalação, toda a documentação 
indicada anteriormente seja revisada de acordo com o que foi 
executado (projeto “como construído” ou “as built”).
manual do usuário
 De acordo com 6.1.8.3, as instalações para as quais não 
se prevê equipe permanente de operação, supervisão e/ou 
manutenção, composta por pessoal advertido ou qualificado 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
67
Projetista Elétrico: WWWW
Manual do Usuário elaborado por: RRRR
2. Apresentação:
 Este Manual de Instalações Elétricas, doravante designado 
por Manual, é parte integrante da documentação da instalação 
exigida pela norma NBR 5410 publicada pela Associação 
Brasileira de Normas Técnicas.
 Este Manual tem por objetivo prover ao usuário da 
instalação elétrica identificada no item anterior as informações 
e recomendações essenciais relativas à operação e manutenção 
da instalação de forma a garantir o adequado, eficiente e seguro 
funcionamento da mesma, preservando assim a segurança das 
pessoas e animais domésticos, bem como a conservação dos 
bens e integridade do patrimônio.
3. Advertências:
 Antes de utilizar a instalação elétrica deste apartamento 
pela primeira vez, realizar qualquer intervenção na mesma 
ou ligar novos aparelhos e equipamentos eletroeletrônicos, 
consulte este Manual. Em caso de dúvida, consulte sempre um 
profissional de instalações elétricas devidamente habilitado e 
qualificado.
 Tenha sempre em mente que cada componente elétrico e, por 
conseqüência, a instalação elétrica como um todo, tem limites 
máximos de potência de utilização. Quando ultrapassados estes 
limites, os componentes em geral podem apresentar alterações 
de funcionamento e aquecimentos excessivos, os quais reduzem 
significativamente a vida útil dos componentes e, em certas 
condições, podem acarretar sua destruição, colocando todo o 
meio ao seu redor em situação de risco de incêndios, explosões, 
choques elétricos, queimaduras, etc. Para evitar estes problemas, 
ou minimizá-los substancialmente, a instalação elétrica conta 
com dispositivos de proteção tais como disjuntores, dispositivos 
DRs, condutores de proteção (fio terra) e outros que, em hipótese 
alguma, devem ser substituídos por outros de características 
diferentes ou removidos sem a aprovação de um profissional de 
instalações elétricas devidamente habilitado e qualificado.
4. Grandezas elétricas fundamentais 
 Para a correta compreensão de algumas informações 
contidas adiante neste Manual, é importante identificar algumas 
grandezas elétricas fundamentais que estão presentes nas 
instalações elétricas, a saber:
• Tensão elétrica: também conhecida por “voltagem” é 
uma espécie de força que provoca a circulação de corrente 
elétrica pelos componentes da instalação. Ela é medida em 
“volts”. Cada equipamento eletroeletrônico deve ser ligado 
em um tensão especificada pelo fabricante, sendo que em 
alguns casos o equipamento funciona em mais de uma tensão 
(às vezes chamados de equipamentos “bi-volt”). A ligação 
do equipamento a uma tensão inadequado pode provocar seu 
mau funcionamento, não funcionamento ou eventualmente 
sua destruição. Por isso, sempre se assegure que a tensão de 
funcionamento do equipamento é compatível com a tensão 
disponível na instalação.
• Corrente elétrica: também conhecida por “amperagem”, é 
a grandeza que representa o movimento de eletricidade dentro 
de um componente ou equipamento elétrico. Ela é medida em 
“ampères”. Por exemplo, existem disjuntores elétricos de 10 
ampères, 20 ampères, 50 ampères, etc. Assim como tomadas de 
10 ampères e 20 ampères.
• Potência elétrica: é o número resultante da multiplicação de 
uma tensão elétrica por uma corrente elétrica. Ela é medida em 
“watts”. Por exemplo, um equipamento ligado em uma tensão 
de 127 volts pela qual circula uma corrente elétrica de 10 
ampères, tem uma potência elétrica de 127 x 10 = 1270 watts. 
Consequentemente, se uma lâmpada de 100 watts for ligada em 
127 volts, a corrente elétrica que circulará por ela será de 100 
/ 127 = 0,79 ampère.
• Capacidade máxima de um circuito elétrico: a potência 
máxima possível de ser ligada a um circuito elétrico de uma 
instalação é o produto da tensão daquele circuito pela corrente 
nominal do disjuntor daquele circuito. Assim, por exemplo, 
a potência máxima de um circuito com tensão 127 volts que 
possui um disjuntor de 10 ampères é de 127 x 10 = 1270 watts. 
Procure identificar e respeitar a capacidade máxima dos 
circuitos da instalação elétrica do seu apartamento utilizando 
as informações que serão apresentadas a seguir neste Manual.
5. Aspectos gerais da instalação elétrica do apartamento 
 Os principais componentes da instalação elétrica do 
apartamento são os seguintes:
• quadro de distribuição, dentro do qual estão os disjuntores e 
os dispositivos de proteção contra choques elétricos (DRs);
• condutores elétricos que formam os circuitos que interligam 
o quadro de distribuição até as cargas (lâmpadas, tomadas, 
aquecedores, aparelhos de ar condicionado, etc.);
• interruptores, tomadas e luminárias.
 O quadro de distribuição é o centro de distribuição de toda 
a instalação elétrica. Ele recebe os fios que vêm do medidor de 
energia elétrica da concessionária, é nele que se encontram os 
dispositivos de proteção contra sobrecargas, curtos-circuitos e 
choques elétricos e é dele que partem os circuitos (condutores) 
que vão alimentar diretamente as lâmpadas, tomadas e aparelhos 
elétricos e eletrônicos. Numa instalação elétrica existem diversos 
circuitos que levam energia para grupos de lâmpadas, grupos 
de tomadas de uso geral e para equipamentos específicos. É 
possível o usuário ligar e desligar individualmente os circuitos, 
sem necessidade de, por exemplo, desligar toda a instalação 
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apenas para a troca de uma lâmpada da cozinha. O esquema 
do quadro elétrico indicado na Figura 1 representa como estão 
divididos os circuitos do seu apartamento. Desta forma, por 
exemplo, para a realização de uma intervenção na tomada do 
quarto do casal, basta desligar o disjuntor identificado como 
“3” e para a troca da resistência elétrica do chuveiro deve ser 
desligado o disjuntor “6”.
 No interior do quadro de distribuição existem alguns 
disjuntores que têm a função de proteger os condutores elétricos 
contra aquecimentos indevidos (chamados de sobrecargas e 
curtos-circuitos). Os disjuntores automaticamente desligam os 
circuitos quando da ocorrência de uma sobrecarga ou curto-
circuito. A escolha do disjuntor adequado para a proteção dos 
condutores é feita através de critérios técnicos específicos e 
UM DISJUNTOR NUNCA DEVE SER TROCADO por outro de 
capacidade diferente daquela originalmente projetada.
 Um outro componente presente no interior do quadro de 
distribuição é o dispositivo DR que tem a função de proteger 
as pessoas contra os perigos resultantes de um choque elétrico. 
O desligamento automático do dispositivo DR indica que 
existe alguma anormalidade na instalação elétrica que pode 
colocar os usuários em risco de choque elétrico. Portanto, 
NUNCA RETIRE OU TROQUE um dispositivo DR por outro de 
características diferentes daquele originalmente projetado.
 Os condutores da instalação elétrica devem ter a seção 
(bitola) compatível com a energia elétrica que irão transportar 
do quadro de distribuição até as cargas. NUNCA SUBSTITUA 
um condutor elétrico por outro de bitola inferior àquela que foi 
originalmente projetada. 
6. Recomendações gerais para uso e manutenção adequados 
da instalação elétrica do apartamento.
• Nunca molhe o quadro de distribuição.
- Mantenha o quadro de luz sempre limpo, ventilado e 
desimpedido.
• Nunca remova a tampa do quadro de distribuição expondo as 
suas partes energizadas.
• Nunca substitua os disjuntores e dispositivos contra choques 
elétricos (DR) por outros de características diferentes da 
originalmente projetada sem antes consultar um profissional 
habilitado e qualificado.
• Nunca inutilize os dispositivos DR.
• Nunca troque a fiação elétrica por outra diferente da 
originalmente projetada sem antes consultar um profissional 
habilitado e qualificado.
• Evite o uso de extensões soltas pelo piso ou presas a paredes. 
É preferível consultar um profissional habilitado e qualificado 
para avaliar a possibilidade de instalar uma fiação permanente 
dentro da tubulação embutida existente ou usar canaletas 
aparentes apropriadas para esta finalidade.
• O uso de “benjamins” ou “tês” deve ser evitado, preferindo-se 
a instalação de tomadas múltiplas dentro da caixa de ligação. 
Caso o emprego destas peças seja indispensável, respeite a 
capacidade das mesmas (corrente elétrica máxima).
• Nunca inutilize o fio terra dos equipamentos elétricos e 
eletrônicos.
• Sempre desligue o disjuntor do circuito no qual se pretende 
fazer uma intervenção qualquer, tais como troca de lâmpadas, 
troca de tomadas, etc.
• Substitua imediatamente qualquer componente da instalação 
elétrica ao menor sinal de deterioração, tais como ressecamento, 
trincamento, rachaduras, alteração significativa de coloração, 
enegrecimento, ruídos estranhos, etc. Recorra a um profissional 
habilitado e qualificado para realizar esta substituição.
Figura 72: Esquema do quadro de distribuição do apartamento e indicação de 
circuitos e suas respectivas potências máximas
tabela
CIRCUITO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
R
TENSÃO (VOLTS)
127
127
127
127
127
127
127
127
127
127
220
127
POTÊNCIA MÁXIMA (WATTS)
620
460
900
1000
1200
700
1200
1200
1200
1200
5600
1200
FINALIDADE
Iluminação da sala, dormitório 1, dormitório 2, banheiro e hall dos dormitórios
Iluminação da copa, cozinha, área de serviço e quintal
Tomadas de uso geral da sala, dormitório 1 e hall dos dormitórios
Tomadas de uso geral do banheiro e dormitório 2
Tomadas de uso geral da copa
Tomadas de uso geral da copa
Tomadas de uso geral da cozinha
Tomadas de uso geral da cozinha
Tomadas de uso geral da área de serviço
Tomadas de uso geral da área de serviço
Chuveiro elétrico
Reserva
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14 lINHAs eléTRIcAs
 A NBR 5410 traz uma série de prescrições relativas às 
instalações de baixa tensão, que incluem os tipos de linhas 
elétricas admitidas, as características dos cabos de baixa tensão 
e seus acessórios, além dos barramentos blindados, a escolha das 
linhas elétricas de acordo com as influências externas, aspectos de 
conexões elétricas e diversas considerações sobre as instalações 
propriamente ditas dos cabos.
 As linhas elétricas são tratadas na NBR 5410 nos itens indicados 
na Tabela 19.
tabela 19 - itens da nbr 5410 sobre linhas elétricas
Prescrições
fundamentais
3.4
Medidas de
proteção
5.1.2.3 / 5.2.2.2
Seleção e
instalação
6.1.5.2 / 6.2
14.1terminoloGia
 A terminologia adotada para as linhas elétricas está baseada na 
NBR IEC 60050 (826):1997 - Vocabulário eletrotécnico brasileiro 
- capítulo 826: Instalações elétricas em edificações, e alguns termos 
definidos na própria NBR 5410.
• armação de um cabo: é o elemento metálico que protege o cabo 
contra esforços mecânicos.
• bandeja: suporte de cabos constituído por uma base contínua, com 
rebordos e sem cobertura, podendo ser perfurada ou não (lisa).
• bloco alveolado: bloco de construção com um ou mais furos que, 
por justaposição, formam um ou mais condutos.
• cabo multiplexado: é um cabo formado por dois ou mais condutores 
isolados ou por cabos unipolares, dispostos helicoidalmente, sem cobertura.
• cabo multipolar: é constituído por dois ou mais cabos isolados e 
dotado, no mínimo, de cobertura.
• cabo unipolar: é um cabo isolado dotado de cobertura. 
• cabo: é o conjunto de fios encordoados, isolados ou não entre si, 
podendo o conjunto ser isolado ou não.
• caixa de derivação: é uma caixa utilizada para passagem e/ou 
ligações de condutores entre si e/ou dispositivos nela instalados. 
Espelho é a peça que serve de tampa para uma caixa de derivação ou 
de suporte e remate para dispositivos de acesso externo.
• canaleta: elemento de linha elétrica instalado ou construído no 
solo ou no piso, ou acima do solo ou do piso, aberto, ventilado ou 
fechado, com dimensões insuficientes para a entrada de pessoas, mas 
que permitem o acesso aos condutores ou eletrodutos nele instalados, 
em toda a sua extensão, durante e após a instalação. Uma canaleta 
pode ser parte, ou não, da construção da edificação.
• cobertura de um fio ou cabo: é um invólucro externo não metálico e 
contínuo, sem função de isolação, destinado a proteger o fio ou cabo 
contra influências externas. 
• condulete: é uma caixa de derivação para linhas aparentes, dotada 
de tampa própria.
• conduto elétrico: elemento de linha elétrica destinado a conter 
condutores elétricos.
• condutor elétrico: é o produto metálico, geralmente de forma 
cilíndrica e de comprimento muito maior que a sua maior dimensão 
transversal, utilizado para transportar energia elétrica ou transmitir 
sinais elétricos.
• condutor isolado é o fio ou cabo dotado apenas de isolação, sendo 
que essa pode ser constituída por uma ou mais camadas.
• eletrocalha: elemento de linha elétrica fechada e aparente, 
constituído por uma base com cobertura desmontável, destinado a 
envolver por completo condutores elétricos providos de isolação, 
permitindo também a acomodação de certos equipamentos elétricos. 
As calhas podem sermetálicas (aço, alumínio) ou isolantes (plástico); 
as paredes podem ser lisas ou perfuradas e a tampa simplesmente 
encaixada ou fixada com auxílio de ferramenta.
• eletroduto: elemento de linha elétrica fechada, de seção circular ou 
não, destinado a conter condutores elétricos providos de isolação, 
permitindo tanto a enfiação como a retirada destes. Na prática, o termo 
se refere tanto ao elemento (tubo), como ao conduto formado por 
diversos tubos. Os eletrodutos podem ser metálicos (aço, alumínio) 
ou de material isolante (PVC, polietileno, fibro-cimento etc.). São 
usados em linhas elétricas embutidas, subterrâneas ou aparentes.
• escada ou leito para cabos: suporte de cabos constituído por uma 
base descontínua, formada por travessas ligadas rigidamente a duas 
longarinas longitudinais, sem cobertura.
• espaço de construção: espaço existente na estrutura ou nos componentes 
de uma edificação, acessível apenas em determinados pontos.
• fio: é um produto metálico, maciço e flexível, de seção transversal 
invariável e de comprimento muito maior que a sua seção transversal. 
Os fios, geralmente de forma cilíndrica, podem ser usados diretamente 
como condutores elétricos (com ou sem isolação) ou para a fabricação 
de ‘condutores encordoados’.
• galeria: corredor cujas dimensões permitem que pessoas transitem 
livremente por ele em toda a sua extensão, contendo estruturas de 
suporte para os condutores e suas junções e/ou outros elementos de 
linhas elétricas.
• linha (elétrica): conjunto constituído por um ou mais condutores, 
com os elementos de sua fixação e suporte e, se for o caso, de 
proteção mecânica, destinado a transportar energia elétrica ou a 
transmitir sinais elétricos.
• linha aberta: linha em que os condutores são circundados por ar 
ambiente não confinado.
• linha aérea: linha (aberta) em que os condutores ficam elevados 
em relação ao solo e afastados de outras superfícies que não os 
respectivos suportes.
• linha aparente: linha em que os condutos ou os condutores não estão 
embutidos.
• linha em parede ou no teto: linha aparente em que os condutores 
ficam na superfície de uma parede ou de um teto, ou em sua 
proximidade imediata, dentro ou fora de um conduto; considera-se 
que a distância entre o conduto ou o cabo e a parede ou teto seja 
inferior a 0,3 vezes o diâmetro externo ou a maior dimensão externa 
do conduto ou cabo, conforme o caso.
• linha embutida: linha em que os condutos ou os condutores estão 
são encerrados localizados nas paredes ou na estrutura do prédio da 
edificação, e acessível apenas em pontos determinados.
• linha pré-fabricada: é uma linha elétrica constituída por peças em 
tamanhos padronizados, contendo condutores de seção maciça com 
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Figura 73 – Tipos de cabos elétricos 
Figura 74 – Tipos de condutos
proteção mecânica, que se ajustam entre si no local da instalação. 
Os barramentos blindados (busways) são exemplos de linhas pré-
fabricadas.
• linha pré-fabricada: linha constituída construída por peças em de 
tamanhos padronizados, contendo condutores de seção maciça com 
proteção mecânica, que se encaixam ajustam entre si no local da 
instalação.
• linha subterrânea: linha construída com cabos isolados, enterrados 
diretamente no solo ou instalados em condutos subterrâneos 
enterrados no solo;
• moldura: conduto aparente, fixado ao longo de superfícies, 
compreendendo uma base fixa, com ranhuras para a colocação de 
condutores e uma tampa desmontável. Quando fixada junto ao ângulo 
parede/piso, a moldura é também denominada “rodapé”.
• perfilado: eletrocalha ou bandeja de dimensões transversais 
reduzidas. Um dos tipos mais comuns de perfilados tem a dimensão 
38 x 38 mm.
• poço: espaço de construção vertical, estendendo-se geralmente por 
todos os pavimentos da edificação.
• prateleira para cabos: suporte contínuo para condutores, engastado 
ou fixado em uma parede ou teto por um de seus lados, e com uma 
borda livre.
• suportes horizontais para cabos: suportes individuais espaçados 
entre si, nos quais é fixado mecanicamente um cabo ou um eletroduto.
14.2 tiPos de linhas elétricas
 Os tipos de linhas elétricas admitidos pela NBR 5410 estão 
indicados na tabela 33 da norma.
 Na tabela 33 da norma, os cabos elétricos são divididos 
em três famílias, conforme Figura 74: condutores isolados, 
cabos unipolares e cabos multipolares (ver definição em 14.1 
deste guia).
 Os condutos são divididos em duas famílias, conforme Figura 
74: condutos abertos e condutos fechados (ver definição em 14.1 
deste guia).
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Figura 75 – Disposição das linhas elétricas conforme 6.1.5.2 da NBR 5410
Figura 76 – Construção típica de cabos de baixa tensão 
 O resumo da tabela 33 da NBR 5410 é que os condutores isolados 
(providos unicamente de isolação) devem ser instalados unicamente 
dentro de condutos fechados, ao passo que cabos unipolares e 
multipolares (que possuem cobertura) podem ser utilizados em 
condutos abertos, condutos fechados, diretamente fixados, etc. 
A lógica desta regra é que a cobertura dos cabos unipolares e 
multipolares oferece uma proteção adequada da isolação contra 
as influências externas normais (sobretudo sob o ponto de vista 
mecânico), enquanto que, nos condutores isolados, não há nenhum 
tipo de proteção para a isolação. Neste caso, após a instalação, a 
isolação deverá ser protegida pelos condutos fechado (é como se 
o conduto fechado no caso do condutor isolado fizesse o papel da 
cobertura nos cabos unipolares e multipolares). A única exceção a 
essa regra acontece, sob certas condições muito específicas, com 
canaletas e perfilados sem tampa (condutos abertos), que são tratados 
mais adiante neste guia.
14.3 identificação das linhas elétricas
 Em 6.1.5.2, a NBR 5410 prescreve que as linhas elétricas devem 
ser dispostas ou marcadas de modo a permitir sua identificação 
quando da realização de verificações, ensaios, reparos ou 
modificações da instalação. Isso pode ser conseguido, por exemplo, 
pela padronização das cores da tubulação para cada tipo de linha 
(média tensão, baixa tensão, comando, etc.) ou pela instalação em 
condutos (leitos, eletrocalhas, etc.) colocados em diferentes níveis 
(alturas), conforme Figura 75.
 Os condutores isolados, cabos unipolares ou veias de cabos 
multipolares de baixa tensão devem ser identificados conforme essa 
função por anilhas, etiquetas ou outro meio indelével qualquer. Em 
caso de identificação por cor, devem ser usadas as cores indicadas 
na Tabela 20.
14.4 cabos elétricos de baixa tensão
14.4.1 construção
 A construção típica de condutores elétricos de baixa tensão é 
aquela mostrada na Figura 76.
Função
Neutro
Condutor de proteção (PE)
Condutor de proteção 
combinado com neutro (PEN)
Fases
OBSERVAÇÃO
A veia com isolação azul-clara de um cabo multipolar pode ser usada para outras 
funções, que não a de condutor neutro, se o circuito não possuir condutor neutro 
ou se o cabo possuir um condutor periférico utilizado como neutro.
Na falta da dupla coloração verde-amarela, admite-se o uso apenas da cor 
verde.
Com identificação verde-amarela nos pontos visíveis ou acessíveis, na veia 
do cabo multipolar ou na cobertura do cabo unipolar.
Por razões de segurança, não deve ser usada a cor de isolação 
exclusivamente amarela onde existir o risco de confusão com a dupla 
coloração verde-
tabela 20 - cores de identificação de cabos elétricos
Cor
Azul-claro
Verde-amarelo ou verde
Azul-claro
Qualquer cor, exceto azul-claro, 
verde-amarelo ou verdeCabo 
unipolar
Cabo 
multipolar
Condutor
Isolação
Condutor
Isolação
Cobertura
Condutor 
isolado
condutor 
 O cobre e o alumínio são os dois metais mais utilizados na 
fabricação de condutores elétricos, tendo em vista suas propriedades 
elétricas e mecânicas, bem como seu custo. Ao longo dos anos, o cobre 
tem sido o mais usado em condutores providos de isolação, enquanto 
que o alumínio é mais empregado em condutores nus para redes aéreas. 
 Segundo as normas técnicas de condutores elétricos, o cobre 
utilizado deve ter pureza de cerca de 99,99%, enquanto que a 
pureza do alumínio é em torno de 99,5%.
isolação
 As isolações de todos os cabos de baixa tensão são 
constituídas por materiais sólidos termoplásticos (cloreto de 
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polivinila e polietileno) ou termofixos (borracha etileno-propileno 
e polietileno reticulado). 
 Entre as características comuns a todos os materiais isolantes 
sólidos estão:
• Homogeneidade da isolação e boa resistência ao envelhecimento 
em serviço;
• Ausência de escoamento;
• Insensibilidade às vibrações;
• Bom comportamento ao fogo.
 A seguir são apresentadas as características específicas de cada 
um dos materiais isolantes sólidos mencionados.
• Cloreto de polivinila (PVC): sua rigidez dielétrica é elevada, 
porém menor do que a de outros isolantes; suas perdas dielétricas 
são elevadas, principalmente acima de 20 kV; sua resistência aos 
agentes químicos em geral é muito boa; tem boa resistência à água; 
não propaga a chama, mas sua combustão emite grande quantidade 
de fumaça, gases corrosivos e tóxicos. 
• Borracha etileno-propileno (EPR): excelente rigidez dielétrica; 
sua flexibilidade é muito grande, mesmo a temperaturas baixas; 
apresenta uma resistência excepcional às descargas e radiações 
ionizantes, mesmo a quente; suas perdas (no dielétrico) são 
baixas nas misturas destinadas aos cabos de média tensão; 
possui uma resistência à deformação térmica que permite 
temperaturas de 250 °C, durante os curtos-circuitos; possui boa 
característica no que diz respeito ao envelhecimento térmico, 
o que permite conservar densidades de corrente aceitáveis 
quando os cabos funcionam em temperatura ambiente elevada; 
apresenta baixa dispersão da rigidez dielétrica e é praticamente 
isento do treeing (fenômeno de formação de arborescências 
no material, provocando descargas parciais localizadas e sua 
consequente deterioração);
• Polietileno reticulado (XLPE): excelente rigidez dielétrica; 
apresenta uma resistência à deformação térmica bastante satisfatória 
em temperaturas de até 250 °C; a reticulação do polietileno permite 
a incorporação de cargas minerais e orgânicas utilizadas para 
melhorar o comportamento mecânico, a resistência às intempéries 
e, sobretudo, o comportamento ao fogo; apresenta dispersão 
relativamente alta da rigidez dielétrica, bem como o fenômeno do 
treeing com alguma frequência (mas isso pode ser contornado com 
misturas especiais de XLPE). 
cobertura
 Os cabos unipolares e multipolares de baixa tensão são 
protegidos com uma cobertura de PVC, polietileno, neoprene, 
polietileno clorossulfonado, material não halogenado (com baixa 
emissão de fumaça, gases tóxicos e corrosivos), dentre outros 
materiais. 
 A escolha do tipo de material da cobertura é função das 
influências externas (ver 13.1.3 deste guia) a que o cabo estará 
submetido, principalmente no que se refere à presença de água 
(AD), substâncias corrosivas (AF), solicitações mecânicas (AG), 
presença de fauna (roedores, cupins – AL), radiação solar (NA), e 
condição de fuga das pessoas em emergência (BD)
 O PVC é o material de cobertura mais econômico e com 
resistência suficiente para o uso corrente na maioria das aplicações, 
porém emite uma quantidade apreciável de fumaça, gases tóxicos 
e corrosivos quando queima. O polietileno (pigmentado com negro 
de fumo para torná-lo resistente à luz solar) é frequentemente 
utilizado nas instalações em ambientes com alto teor de ácidos, 
bases ou solventes orgânicos, assim como em instalações sujeitas às 
intempéries. Nas aplicações onde são necessárias as características 
de baixa emissão de fumaça, gases tóxicos e corrosivos são 
utilizados os materiais não halogenados na cobertura dos cabos de 
média tensão.
 Em algumas situações, dependendo das influências externas 
(particularmente para proteção mecânica), pode ser necessário 
incluir no cabo de baixa tensão uma proteção metálica adicional 
com função de armação. As armações mais usuais são compostas 
por fitas planas de aço, aplicadas helicoidalmente; ou fitas de aço 
ou alumínio, aplicadas transversalmente, corrugadas e intertravadas 
(interlocked). As armações com fios de aço são recomendadas 
quando se deseja atribuir ao cabo resistência aos esforços de tração.
14.4.2 tensão nominal dos cabos de baixa tensão
 A tensão de isolamento nominal de um cabo é uma característica 
relacionada com o material isolante, com a espessura da isolação 
e com as características de funcionamento do sistema (instalação) 
em que o cabo vai atuar. É indicada por dois valores de tensão 
separados por uma barra, designados por Uo/U, onde Uo refere-se à 
tensão fase-terra e U à tensão fase-fase, em volts. 
 Os valores normalizados de tensão de isolamento nominal na 
baixa tensão são: 300/300 V; 300/500 V; 450/750 V; 0,6/1 kV.
14.4.3 normas técnicas dos cabos de baixa tensão
 Todos os condutores devem ser providos, no mínimo, de 
isolação, a não ser quando o uso de condutores nus ou providos 
apenas de cobertura for expressamente permitido.
 As normas técnicas dos cabos admitidos pela NBR 5410 estão 
indicados na Tabela 21.
tabela 21 - tiPos de cabos admitidos Pela nbr 5410
Cabo não 
halogenado
---x---
NBR 
13248
NBR 
13248
Isolação 
em XLPE
---x---
---x---
NBR 7287
NBR 7285
Isolação 
em EPR
---x---
---x---
NBR 7286
Isolação 
em PVC
---x---
NBR 
NM 247-3 
NBR 7288 
(formato redondo)
NBR 8661 
(formato plano)
Sem 
revestimento
NBR 6524
---x---
---x---
Condutores 
de cobre sem 
isolação (fios 
e cabos nus ou 
com cobertura 
protetora)
Condutor 
isolado
Cabo unipolar 
ou multipolar
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14.4.4 condutores de cobre ou alumÍnio?
14.4.4.1 asPectos técnicos
 As três principais diferenças técnicas entre o cobre e 
o alumínio no que diz respeito à fabricação de condutores 
elétricos são: condutividade elétrica, peso e conexões.
condutividade elétrica
 A grandeza que expressa a capacidade que um material tem 
de conduzir a corrente elétrica é chamada de condutividade 
elétrica. Ao contrário, o número que indica a propriedade que 
os materiais possuem de dificultar a passagem da corrente é 
chamado de resistividade elétrica. 
 Segundo a norma “International Annealed Copper 
Standard” (IACS), adotada em praticamente todos os países, 
é fixada em 100% a condutividade de um fio de cobre 
de 1 metro de comprimento com 1 mm2 de seção e cuja 
resistividade a 20oC seja de 0,01724 W.mm2/m (a resistividade 
e a condutividade variam com a temperatura ambiente) . 
Dessa forma, esse é o padrão de condutividade adotado, o que 
significa que todos os demais condutores, sejam em cobre, 
alumínio ou outro metal qualquer, têm suas condutividades 
sempre referidas a aquele condutor. A Tabela 22 ilustra essa 
relação entre condutividades.
tabela 22 – condutividades elétricas relativas do cobre e alumÍnio
Material
cobre mole
cobre meio-duro
cobre duro
alumínio
Condutividade relativa IACS(%)
100,0
97,7
97,2
60,6
 A Tabela 22 pode ser entendida da seguinte forma: o 
alumínio, por exemplo, conduz 39,4% (100 - 60,6) menos 
corrente elétrica que o cobre mole. Na prática, isso significa 
que, para conduzir a mesma corrente, um condutor em 
alumínio precisa ter uma seção aproximadamente 60% maior 
que a de um fio de cobre mole. Por exemplo, um condutor de 
10 mm2 de cobre tem seu equivalente em alumínio com seção 
aproximadamente 10 x 1,6 = 16 mm2. 
 Essa equivalência é aproximada porque a relação entre as 
seções não é apenas geométrica e também depende de alguns 
fatores que consideram certas condições de fabricação do 
condutor, tais como eles serem nus ou recobertos, sólidos ou 
encordoados, etc.
 Para que o cobre apresente as condutividades indicadas na 
Tabela 22, é fundamental que sua pureza seja de, no mínimo, 
99,99% e o alumínio de 99,5%. Qualquer tipo de contaminação 
do metal, como aquela presente nas sucatas, causa uma 
queda significativa na sua condutividade. Em certos casos, 
essa redução pode chegar quase à metade. Isso implica, por 
exemplo, que um condutor fabricado com sucata de cobre, com 
metade da condutividade ideal, deveria ter o dobro da seção 
de um condutor puro, para que ambos conduzissem a mesma 
corrente elétrica. Essa colocação é apenas um alerta, uma vez 
que é proibido, por norma, fabricar condutores elétricos com 
purezas inferiores às indicadas. 
Peso
 A densidade do alumínio é de 2,7 g/cm3 e a do cobre de 8,9 
g/cm3. Calculando-se a relação entre o peso de um condutor de 
cobre e o peso de um condutor de alumínio, ambos transportando 
a mesma corrente elétrica, verifica-se que, apesar de o condutor 
de alumínio possuir uma seção cerca de 60% maior, seu peso é 
da ordem da metade do peso do condutor de cobre.
 A partir dessa realidade física, estabeleceu-se uma divisão 
clássica entre a utilização do cobre e do alumínio nas redes 
elétricas. Quando o maior problema em uma instalação 
envolver o peso próprio dos condutores, prefere-se o alumínio 
por sua leveza. Esse é o caso das linhas aéreas em geral, onde 
as dimensões de torres e postes e os vãos entre eles dependem 
diretamente do peso dos cabos por eles sustentados. Por outro 
lado, quando o principal aspecto não é peso, mas é o espaço 
ocupado pelos condutores, escolhe-se o cobre por possuir um 
menor diâmetro. Essa situação é encontrada nas instalações 
internas, onde os espaços ocupados pelos eletrodutos, 
eletrocalhas, bandejas e outros são importantes na definição da 
arquitetura do local.
 Deve-se ressaltar que, embora clássica, essa divisão entre a 
utilização de condutores de cobre e alumínio possui exceções, 
devendo ser cuidadosamente analisada em cada caso.
Conexões
 Uma das diferenças mais marcantes entre cobre e alumínio 
está na forma como se realizam as conexões entre condutores 
ou entre condutor e conector. 
 O cobre não apresenta requisitos especiais quanto ao 
assunto, sendo relativamente simples realizar as ligações dos 
condutores de cobre.
 No entanto, o mesmo não ocorre com o alumínio. Quando 
exposta ao ar, a superfície do alumínio é imediatamente 
recoberta por uma camada invisível de óxido, de difícil 
remoção e altamente isolante. Assim, em condições normais, 
se encostarmos um condutor de alumínio em outro não haveria 
um adequado contato elétrico entre eles. 
 Nas conexões em alumínio, um bom contato somente 
será conseguido se rompermos essa camada de óxido, o 
que é conseguido apenas com a utilização de ferramentas e 
conectores específicos e mão de obra treinada. Além disso, 
quase sempre são empregados compostos que inibem a 
formação de uma nova camada de óxido, uma vez removida 
a camada anterior. Como visto a seguir, é por causa desta 
necessidade de materiais específicos e pessoal altamente 
qualificado para lidar com as conexões em alumínio que a 
NBR 5410 impõe várias restrições ao uso de fios e cabos 
elétricos com este condutor.
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asPectos normativos
 Inicialmente, é importante notar que, em 6.2.2.3 da NBR 
5140 indica-se que as linhas pré-fabricadas (barramentos 
blindados) devem atender à NBR IEC 60439-2, ser instalados de 
acordo com as instruções do fabricante e atender às prescrições 
de 6.2.4, 6.2.7, 6.2.8 e 6.2.9. Com isto, fica claro que todas 
as prescrições do item 6.2.3 Condutores não se aplicam aos 
barramentos blindados (busways), ficando restritas aos fios e 
cabos elétricos isolados, unipolares e multipolares.
 Desta forma, encontram-se referências ao uso dos dois 
metais em 6.2.3.7 da NBR 5410, que prescreve que os 
condutores utilizados nas linhas elétricas devem ser de cobre 
ou alumínio, porém o texto da norma prossegue sem restrições 
ao cobre, porém traz as seguintes restrições ao emprego do 
alumínio: 
• Em 6.2.3.8.1 diz-se que somente podem ser utilizados 
condutores de alumínio em estabelecimentos industriais desde 
que a seção dos cabos seja maior ou igual a 16 mm2, exista uma 
subestação ou fonte própria e a instalação e manutenção sejam 
realizadas por pessoal qualificado (BA5).
• Em 6.2.3.8.2 diz-se que somente podem ser utilizados 
condutores de alumínio em estabelecimentos comerciais desde 
que a seção dos cabos seja maior ou igual a 50 mm2, os locais 
sejam exclusivamente BD1 e a instalação e manutenção sejam 
realizadas por pessoal qualificado (BA5).
• Em 6.2.3.8.3, concluem-se as restrições com a proibição total 
do uso de alumínio em locais BD4 (concentração de público).
 Embora não esteja explícito, o texto deixa evidente 
a proibição total do uso de condutores de alumínio em 
instalações residenciais (casas e edifícios), uma vez, como 
vimos anteriormente, apenas permite, com restrições, o uso 
deste metal em estabelecimentos industriais e comerciais.
 Adicione-se a estas informações o requisito de 1.2.1, que 
estabelece que a NBR 5410 aplica-se também às instalações 
elétricas em áreas descobertas das propriedades, externas 
às edificações. Isto deixa claro que as redes externas, tais 
como aquelas destinadas à iluminação, força, alimentadores 
de quadros, bombas, etc., também estão sujeitas às mesmas 
restrições ao uso de alumínio que as redes internas das 
edificações. 
 É o caso, por exemplo, de um sítio de lazer, onde o padrão 
de entrada da concessionária está a 200 metros do quadro geral 
e uma linha elétrica, aérea ou subterrânea, precisa ser levada 
da caixa de medição situada na divisa do terreno com a rua até 
o quadro situado no interior da casa (Figura 77). Por se tratar 
de uma propriedade residencial, a NBR 5410 terminantemente 
proíbe o uso de fios ou cabos elétricos com condutor de 
alumínio. Note que, se uma rede aérea for utilizada neste 
caso, ela deverá ser com condutores de cobre, ao contrário da 
maioria das redes aéreas usuais que utilizam alumínio.
asPecto econômico
 Entendidas as diferenças técnicas entre os dois metais e 
atendidas as prescrições normativas anteriormente descritas, 
naqueles casos em que ambos os metais forem possíveis de ser 
utilizados, resta ao especificador fazer um estudo econômico 
comparativo entre fios e cabos em cobre e alumínio, concluindo 
então, sob este aspecto, qual a melhor escolha no caso específico.
14.5 escolha das linhas elétricas de acordo com as 
influências externas 
14.5.1 Geral
 Em 6.2.4, a NBR 5410 trata da escolha das linhas elétricas 
em função das influências externas significativas presentes na 
instalação.
 A tabela 34 da NBR 5410 (Tabela 23 deste guia) apresenta 
várias influências externas e suas respectivas exigências 
específicas em relação aos cabose aos condutos.
Figura 77 - Exmplo de proibição de uso de condutor de alumínio
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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tabela 23 - caracterÍsticas dos comPonentes da instalação em função das influências externas
A - Condições ambientais (4.2.6.1) AA = Temperatura ambiente (4.2.6.1.1)
Código 
AA1
AA2
AA3
AA4
AA5
AA6
AA7
AA8
AD1
AD2
AD3
AD4
AD5
AD6
AD7
AD8
AE1
AE2
AE3
AE4
AE5
AE6
AF1
AF2
AF3
AF4 
AG1
AG2
AG3
AH1
AH2
AH3
Classificação
- 60°C + 5°C
- 40°C + 5°C
- 25°C + 5°C
- 5°C + 40°C
+ 5°C + 40°C
+ 5°C + 60°C
- 25°C + 55°C
- 50°C + 40°C
Desprezível
Gotejamento
Precipitação
Aspersão
Jatos
Ondas
Imersão
Submersão
Desprezível
Pequenos objetos
Objetos muito pequenos
Poeira leve
Poeira moderada
Poeira intensa
Desprezível
Atmosférica
Intermitente
Permanente
Fracos
Médios
Severos
Fracas
Médias
Severas
Seleção e instalação das linhas 
Sob temperaturas inferiores a - 10°C, os condutores ou cabos com
isolação e/ou cobertura de PVC, bem como os condutos de PVC não
devem ser manipulados nem submetidos a esforços mecânicos, visto
que o PVC pode tornar-se quebradiço 
Quando a temperatura ambiente (ou do solo) for superior aos valores
de referência (20°C para linhas subterrâneas e 30°C para as demais),
as capacidades de condução de corrente dos condutores e cabos
isolados devem ser reduzidas de acordo com 6.2.5.3.3 
O uso de molduras em madeira só é permitido em AD1
Nas condições AD3 a AD6 só devem ser usadas linhas com 
proteção adicional à penetração de água, com os graus IP 
adequados, em princípio sem revestimento metálico externo
Os cabos uni e multipolares dotados de cobertura extrudada 
podem ser usados em qualquer tipo de linha, mesmo com 
condutos metálicos
Cabos uni e multipolares com isolação resistente à água (por
exemplo, EPR e XLPE)
Cabos especiais para uso submerso
Nenhuma limitação
Nenhuma limitação, desde que não haja exposição a danos mecânicos
Nenhuma limitação
Podem ser necessárias precauções para evitar que a deposição de
poeira ou outras substâncias chegue ao ponto de prejudicar a
dissipação térmica das linhas elétricas. Isso inclui a seleção de um
método de instalação que facilite a remoção da poeira
Nenhuma limitação
As linhas devem ser protegidas contra corrosão ou contra agentes
químicos; os cabos uni e multipolares com cobertura extrudada são
considerados adequados; os condutores isolados só podem ser
usados em eletrodutos que apresentem resistência adequada aos
agentes presentes
Só é admitido o uso de cabos uni ou multipolares adequados aos
agentes químicos presentes
Nenhuma limitação
Linhas com proteção leve; os cabos uni e multipolares usuais são
considerados adequados; os condutores isolados podem ser usados 
em eletrodutos que atendam às ABNT NBR 5624 e ABNT NBR 6150
Linhas com proteção reforçada; os cabos uni e multipolares providos
de armação metálica são considerados adequados; os condutores
isolados podem ser usados em eletrodutos que atendam às
ABNT NBR 5597 e ABNT NBR 5598
Nenhuma limitação
Podem ser necessárias linhas flexíveis
Só podem ser utilizadas linhas flexíveis constituídas por cabos 
uni ou multipolares flexíveis ou condutores isolados flexíveis em 
eletroduto flexível
AC - Altitude (4.2.6.1.3) (sem influência)
AE - Presença de corpos sólidos (4.2.6.1.5)
AF - Presença de substâncias corrosivas ou poluentes (4.2.6.1.6)
AG - Choques mecânicos (4.2.6.1.7)
AH - Vibrações (4.2.6.1.7)
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Código Classificação Seleção e instalação das linhas 
AL - Presença de fauna (4.2.6.1.9)
B –– Utilizações 
BA - Competência das pessoas (4.2.6.2.1) (sem influência)
BB - Resistência elétrica do corpo humano (4.2.6.2.2)
AN - Radiação solar (4.2.6.1.11)
AK - Presença de flora ou mofo (4.2.6.1.8)
BC - Contato das pessoas com o potencial da terra (4.2.6.2.3)
BD - Fuga das pessoas em emergência (4.2.6.2.4)
BE - Natureza dos materiais processados ou armazenados (4.2.6.2.5)
CB - Estrutura das edificações (4.2.6.3.2)
C - Construção das edificações 
CA - Materiais de construção (4.2.6.3.1)
AK1
AK2
AL1
AL2
AN1
AN2
AN3
BB1
BB2
BB3
BB4
BC1
BC2
BC3
BC4
BD1
BD2
BD3
BD4
BE1
BE2
BE3
BE4
CA1
CA2
CB1
CB2
CB3
CB4
Desprezível
Prejudicial
Desprezíve
Prejudicial
Desprezível
Média
Alta
Alta
Normal
Baixa 
Muito Baixa
Nulo
Raro
Frequente
Contínuo
Normal
Longa
Tumultuada
Longa e tumultuada
Riscos desprezíveis
Riscos de incêndio
Riscos de explosão
Riscos de contaminação
Não-combustíveis
Combustíveis
Riscos desprezíveis
Sujeitas à propagação de incêndio
Sujeitas a movimentação
Flexíveis
Nenhuma limitação
Deve ser avaliada a necessidade de se utilizar:
- cabos providos de armação, se diretamente enterrados
- condutores isolados em condutos com grau de proteção adequado
- materiais especiais ou revestimento adequado protegendo cabos 
ou eletrodutos
Nenhuma limitação
Linhas com proteção especial. Se existir risco devido à presença 
de roedores e cupins, deve ser usada uma das soluções:
- cabos providos de armação
- condutores isolados em condutos com grau de proteção adequado
- materiais especialmente aditivados ou revestimento adequado 
em cabos ou eletrodutos
Nenhuma limitação
Os cabos ao ar livre ou em condutos abertos devem ser 
resistentes às intempéries. A elevação da temperatura da 
superfície dos condutores ou cabos deve ser levada em conta nos 
cálculos da capacidade de condução de corrente
Nenhuma limitação
Ver 5.1 e seção 9
Nenhuma limitação
Ver 5.1 e seção 9
Nenhuma limitação
Ver 5.2.2.2
Nenhuma limitação
Ver 5.2.2.3
Linhas protegidas por escolha adequada da maneira de instalar 
(para BE3, ver ABNT NBR 9518)
Nenhuma limitação
Ver 5.2.2.4
Nenhuma limitação
Ver 5.2.2.5
Linhas flexíveis ou contendo juntas de dilatação e de expansão
Linhas flexíveis
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14.5.2 as linhas elétricas e a Proteção contra incêndios
 Nos locais classificados como BD2, BD3 e BD4 (tabela 21 
da NBR 5410 reproduzida na Tabela 24 deste guia), estabelece-
se em 5.2.2.2.2 que as linhas elétricas (embutidas e aparentes) 
não devem ser dispostas em rota de fuga, a menos que a 
linha elétrica não venha a propagar e nem contribuir para a 
propagação de um incêndio e que a linha elétrica não venha 
a atingir temperatura alta o suficiente para inflamar materiais 
adjacentes. Se aparente, a linha deve ser posicionada fora da 
zona de alcance normal ou possuir proteção contra os danos 
mecânicos que possam ocorrer durante uma fuga.
 Em 5.2.2.2.3, prescreve-se que, em áreas comuns, em 
áreas de circulação e em áreas de concentração de público, em 
locais BD2, BD3 e BD4, as linhas elétricas embutidas devem 
ser totalmente imersas em material incombustível. Para efeito 
desta prescrição, um poço (espaço de construção vertical) pode 
Código
BD1
BD2
BD3
BD4
Classificação
Normal
Longa
Tumultuada
Longa e
tumultuada
Aplicações e exemplos1)
Edificações residenciais com altura inferior a 50 m e edificações 
nãoresidenciais com baixa densidade de ocupação e altura inferior a 28 m
Edificações residenciais com altura superior a 50 m e edificações 
nãoresidenciais com baixa densidade de ocupação e altura 
superior a 28 m
Locais de afluência de público (teatros, cinemas, lojas de
departamentos, escolas, etc.); edificações nãoresidenciaiscom alta densidade de ocupação e altura inferior a 28 m
Locais de afluência de público de maior porte (shopping 
centers, grandes hotéis e hospitais, estabelecimento de ensino 
ocupando diversos pavimentos de uma edificação, etc.); 
edificações nãoresidenciais com alta densidade de ocupação e 
altura superior a 28 m
tabela 24 - condições de fuGa das Pessoas em emerGências
Características
Baixa densidade de
ocupação Percurso de fuga breve
Baixa densidade de ocupação 
Percurso de fuga longo
Alta densidade de ocupação 
Percurso de fuga breve
Alta densidade de ocupação
Percurso de fuga longo
NOTA As aplicações e exemplos destinam-se apenas a subsidiar a avaliação de situações reais, fornecendo elementos mais qualitativos do que quantitativos. Os códigos locais de segurança contra 
incêndio e pânico podem conter parâmetros mais estritos. Ver também ABNT NBR 13570.
ser considerado linha elétrica embutida quando possuir grau 
de proteção IP5X, no mínimo, for acessível somente através 
do uso de chave ou ferramenta e observar os requisitos de 
6.2.9.6.8 da norma (ver 14.6.5 deste guia).
 Nesses locais, no caso das linhas aparentes e as linhas no 
interior de paredes ocas ou de outros espaços de construção 
devem atender a uma das seguintes condições:
a) no caso de linhas constituídas por cabos fixados em paredes 
ou em tetos, os cabos devem ser não-propagantes de chama, 
livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases 
tóxicos;
b) no caso de linhas constituídas por condutos abertos, os cabos 
devem ser não-propagantes de chama, livres de halogênio e 
com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos. Já os condutos, 
caso não sejam metálicos ou de outro material incombustível, 
devem ser não-propagantes de chama, livres de halogênio e 
com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos (Figura 78);
Figura 78 – Locais BD com condutos abertos
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Figura 79 – Locais BD com condutos abertos
Figura 80 - Exemplo de local BD4
c) no caso de linhas em condutos fechados, os condutos que não 
sejam metálicos ou de outro material incombustível devem ser não-
propagantes de chama, livres de halogênios e com baixa emissão de 
fumaça e gases tóxicos. Na primeira hipótese (condutos metálicos 
ou de outro material incombustível), podem ser usados condutores 
e cabos apenas não-propagantes de chama; na segunda, devem ser 
usados cabos não-propagantes de chama, livres de halogênio e com 
baixa emissão de fumaça e gases tóxicos (Figura 79).
 Note-se que o texto menciona algumas “áreas” em “locais 
BD2, BD3 e BD4”. Ou seja, hospitais, hotéis, teatros, cinemas, 
escolas, etc., são locais “BDX”, os quais possuem áreas privadas, 
sem acesso ao grande público (escritório, cozinha, lavanderia, 
camarins, etc.) e áreas comuns, de circulação e de concentração de 
público (Figura 80). No primeiro caso valem as regras gerais da 
NBR 5410 e no segundo caso é onde de fato valem as prescrições 
específicas acima. 
 Para efeito de escolha dos condutores, o item 6.2.3.5 da 
NBR 5410 esclarece que os cabos não-propagantes de chama, 
livres de halogênio e com baixa emissão de fumaça e gases 
tóxicos devem atender a NBR 13248.
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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14.6 instalação de cabos elétricos de baixa tensão
As diversas condições de instalação dos cabos elétricos de baixa 
tensão são tratadas em 6.2.9, 6.2.10 e 6.2.11 da NBR 5410. 
14.6.1 travessias de Paredes
 Nas travessias de paredes, as linhas elétricas devem 
ser providas de proteção mecânica adicional, exceto se sua 
robustez for o suficiente para garantir a integridade nos trechos 
de travessia.
 Como se observa, a preocupação neste caso é garantir a 
integridade das linhas elétricas, permitindo qualquer tipo de 
linha elétrica desde que ela seja robusta o suficiente para resistir 
aos esforços mecânicos que possam resultar da travessia das 
paredes. Isso é conseguido, em geral, pela utilização de condutos 
metálicos ou, quando não metálicos, com elevada resistência 
mecânica a deformações.
14.6.2 linhas elétricas x linhas não-elétricas
 Em 6.2.9.4.1, a distância entre as superfícies externas das linhas 
elétricas e não-elétricas deve ser tal que as intervenções em uma 
linha não danifiquem a outra (Figura 81). 
 A norma não indica nenhuma medida em particular, ficando a 
critério do projetista/instalador determinar a distância que, a seu 
critério, seja a mais adequada. Na falta de um melhor parâmetro, o 
valor de 3 cm indicado na versão de 1997 da NBR 5410 poderia ser 
uma boa sugestão.
 Em 6.2.9.4.3 está prescrito que não se admitem linhas elétricas 
no interior de dutos de exaustão de fumaça ou de dutos de ventilação, 
sendo que tais dutos são aqueles construídos em chapas. Os espaços 
de construção utilizados como “plenuns” não são cobertos por esta 
prescrição.
 A norma não proíbe a convivência de linhas elétricas e não-
elétricas em nenhum local, mas oferece os critérios para que esta 
convivência seja a mais segura possível.
Figura 81 – Linhas elétricas x Linhas não elétricas
Figura 82 – Obturação em travessia de pisos
Figura 83 – Obturação de travessia de paredes
14.6.3 linhas elétricas x linhas elétricas
 Como regra geral, circuitos sob tensões que se enquadrem 
uma(s) na faixa I (tensão entre fases ≤ 50 Vca) e outra(s) na faixa II 
(50 Vca < tensão entre fases ≤ 1000 Vca) definidas no anexo A da 
norma não devem compartilhar a mesma linha elétrica. São os casos 
das linhas de energia (faixa II), linhas de telefonia, dados, internet, 
voz, e sinais em geral (Faixa II), alguns comandos e controles em 
12, 24 ou 48 V (faixa II).
 As exceções a essa regra são os casos de, em condutos abertos 
ou fechados, quando todos os condutores são isolados para a 
tensão mais elevada presente; ou, quando os condutores com 
isolação apenas suficiente para a aplicação a que se destinam 
forem instalados em compartimentos separados de um conduto ser 
compartilhado (usando-se septos de separação, por exemplo).
14.6.4 barreiras corta-foGo 
 Quando uma linha elétrica atravessar elementos da construção 
tais como pisos, paredes, coberturas, tetos etc., as aberturas 
remanescentes à passagem da linha devem ser obturadas de modo a 
preservar a característica de resistência ao fogo de que o elemento 
for dotado (Figuras 82 e 83). Essa prescrição aplica-se também às 
linhas elétricas pré-fabricadas, tais como os barramentos blindados.
 Toda obturação deve atender às seguintes prescrições:
a) deve ser compatível com os materiais da linha elétrica com os 
quais deve ter contato;
b) deve permitir as dilatações e contrações da linha elétrica sem que 
isso reduza sua efetividade como barreira corta-fogo;
c) deve apresentar estabilidade mecânica adequada, capaz de 
suportar os esforços que podem sobrevir de danos causados pelo 
fogo aos meios de fixação e de suporte da linha elétrica. Essa 
prescrição é considerada atendida se a fixação da linha elétrica 
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Figura 84 - Obturação de poço vertical
for reforçada com grampos, abraçadeiras ou suportes, instalados a 
não mais de 750 mm da obturação e capazes de suportar as cargas 
mecânicas esperadas em consequência da ruptura dos suportes 
situados do lado da parede já atingido pelo fogo e de tal forma 
que nenhum esforço seja transmitido à obturação. Ou então, se a 
concepção da própria obturação garantir uma sustentação adequada, 
na situação considerada.
 As obturações devem poder suportar as mesmas influências 
externas a que a linha elétrica está submetida e, além disso, devem 
teruma resistência aos produtos de combustão equivalente à dos 
elementos da construção nos quais forem aplicadas. Em geral, 
devem ter uma resistência à chama direta de 750 °C por três horas 
consecutivas.
 Devem ainda apresentar um grau de proteção contra penetração 
de água pelo menos igual ao requerido dos elementos da construção 
nos quais forem aplicadas e, finalmente, devem ser protegidas, tanto 
quanto as linhas, contra gotas de água que, escorrendo ao longo 
da linha, possam vir a se concentrar no ponto obturado, a menos 
que os materiais utilizados sejam todos resistentes à umidade, 
originalmente e/ou após a finalização da obturação.
 Existem no mercado materiais específicos para a finalidade de 
obturação (algumas “espumas”) ou, em certos casos, a aplicação de 
concreto magro ou de gesso como elemento de obturação podem 
ser consideradas. No entanto, é preciso reconhecer que obturação 
de passagens não é especialidade de pessoas com formação na área 
elétrica e, neste sentido, sempre deve ser consultado um especialista 
no tema para definir a maneira mais adequada e os materiais mais 
apropriados para realizar a obturação.
14.6.5 esPaços de construção e Galerias
 Nos espaços de construção (poços/shafts, forros falsos, 
pisos elevados, etc.), e nas galerias, devem ser tomadas 
precauções adequadas para evitar a propagação de um 
incêndio.
 Conforme a Tabela 32 da norma – Características dos 
componentes da instalação em função das influências externas, 
na classificação CB2, os componentes elétricos (e não elétricos) 
instalados em espaços de construção e galerias devem ser 
constituídos de materiais não propagantes de chama ou devem 
ser previstas barreiras corta-fogo (Figura 84) ou ainda podem ser 
previstos detectores de incêndio. 
 Além disso, na Tabela 34 – Seleção e instalação de linhas 
elétricas em função das influências externas, no caso de situações 
CB2 (sujeitas à propagação de incêndio), as linhas elétricas em 
particular devem atender ao item 5.2.2.5, o qual reforça que 
devem ser tomadas precauções para que as instalações elétricas 
não possam propagar incêndios (por exemplo, efeito chaminé), 
podendo ser previstos detectores de incêndio que acionem 
medidas destinadas a bloquear a propagação do incêndio como, 
por exemplo, o fechamento de registros corta-fogo (“dampers”) 
em dutos ou galerias.
 Em particular, o item 6.2.9.6.8 da NBR 5410 prescreve que, 
no caso de linhas elétricas dispostas em poços verticais (shafts) 
atravessando diversos níveis, cada travessia de piso deve ser 
obturada de modo a impedir a propagação de incêndio.
Obturação de poço
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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81
Figura 85 – Não é permitido somente um cabo de média tensão unipolar em conduto 
metálico
14.6.6 disPosição dos condutores – asPectos Gerais
 As prescrições a seguir, baseadas em 6.2.10 da NBR 5410, 
aplicam-se genericamente aos condutores e linhas elétricas. 
Mais adiante serão tratados de casos de algumas linhas elétricas 
específicas.
• Os condutos fechados (eletrodutos, eletrocalhas, canaletas com 
tampas, etc.) podem conter condutores de mais de um circuito, 
quando as três condições seguintes forem simultaneamente 
atendidas:
a) os circuitos pertencerem à mesma instalação, isto é, se 
originarem do mesmo dispositivo geral de manobra e proteção, 
sem a interposição de equipamentos que transformem a corrente 
elétrica. 
b) as seções nominais dos condutores fase estiverem contidas 
dentro de um intervalo de três valores normalizados sucessivos. Por 
exemplo, é permitido instalar no mesmo eletroduto (ou eletrocalha 
ou canaleta com tampa) cabos de média tensão de seções 50, 70 e 
95 mm2, mas não é permitido instalar cabos 50, 70 e 120 mm2.
c) os cabos tiverem a mesma temperatura máxima para 
serviço contínuo. Assim, por exemplo, podem compartilhar 
o mesmo conduto fechado diferentes cabos isolados em PVC 
(classe 70 ºC), assim como podem utilizar o mesmo conduto 
fechado cabos isolados em EPR e XLPE, pois ambos são classe 
90 ºC. No entanto, não se admite misturar no mesmo conduto 
fechado cabos isolados em PVC e EPR ou XLPE, pois possuem 
temperaturas de serviço diferentes.
• Não é permitida a instalação de um único cabo unipolar no interior 
de um conduto fechado de material condutor (metálico) (Figura 85).
• Quando vários cabos forem reunidos em paralelo, eles devem ser 
reunidos em tantos grupos quantos forem os cabos em paralelo, com 
cada grupo contendo um cabo de cada fase ou polaridade. Os cabos 
de cada grupo devem estar instalados na proximidade imediata uns 
dos outros. Em particular, no caso de condutos fechados de material 
condutor, todos os condutores vivos de um mesmo circuito devem 
estar contidos em um mesmo conduto.
 Essa prescrição da norma visa obter o melhor equilíbrio 
possível de corrente entre os diversos cabos, evitando assim que 
alguns sejam percorridos por mais correntes do que outros. Quando 
isso acontece, há o risco de alguns cabos entrarem em sobrecarga, 
enquanto que outros funcionarão com carga reduzida. Nas situações 
em que a proteção contra sobrecarga de todos os cabos em paralelo 
é realizada por um único dispositivo, ele não irá atuar por conta 
de sobrecargas em cabos individuais, uma vez que ele “enxerga” 
somente a corrente total do circuito.
 Desta forma, deve-se buscar uma divisão de corrente igual ou 
muito próxima entre os cabos ligados em paralelo. Isso é conseguido 
quando as impedâncias dos cabos em paralelo são aproximadamente 
iguais. Como a resistência elétrica será praticamente a mesma 
em todos os condutores (todos tem a mesma seção nominal e 
comprimento), a variação de impedância entre os cabos em paralelo 
fica por conta da reatância indutiva (indutância própria + indutância 
mútua). A indutância própria também é aproximadamente a mesma 
entre os cabos em paralelo, já que depende apenas da geometria 
do cabo propriamente dita. No entanto, a reatância mútua depende 
do arranjo, ou seja, da forma como os cabos são instalados e da 
distância entre eles.
 Quando são utilizados cabos tripolares em paralelo por fase, 
obtém-se uma geometria muito simétrica entre os condutores das 
diferentes fases que formam cada perna do conjunto em paralelo. 
Isso faz com que a distribuição de correntes entre os diversos cabos 
em paralelo na mesma fase seja muito boa.
 O problema de distribuição desigual de corrente ocorre quando 
se utilizam cabos unipolares, uma vez que o arranjo dos cabos 
influencia de modo significativo a reatância mútua. Neste caso, 
sem realizar cálculos complexos de indutância mútua, as maneiras 
práticas de conseguir a distribuição de corrente mais uniforme são 
aquelas indicada na Figura 86.
14.6.7 requisitos esPecÍficos Para instalação eletrodutos
 A instalação de condutores elétricos em eletrodutos deve atender 
a alguns requisitos particulares da NBR 5410 que dizem respeito, 
principalmente, ao número máximo de cabos em seu interior e à 
quantidade máxima permitida de curvas sem a instalação de caixas 
de passagem. 
14.6.7.1esPecificação
 A NBR IEC 50(826) de 1997 define eletroduto como “elemento 
de linha elétrica fechada, de seção circular ou não, destinado a 
conter condutores elétricos providos de isolação, permitindo tanto 
a enfiação como a retirada destes”.
 Em relação às normas técnicas brasileiras, encontram-se 
publicadas no momento da publicação deste guia os se-guintes 
documentos mais importantes para eletrodutos:
• NBR 5597:1995 - Eletroduto rígido de aço-carbono e acessórios 
com revestimento protetor, com rosca ANSI/ASME B1.20.1 - 
Especificação
• NBR 5598:1993 - Eletroduto rígido deaço-carbono com 
revestimento protetor, com rosca NBR 6414 - Especificação
• NBR 5624:1993 - Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, 
com revestimento protetor e rosca NBR 8133 – Especificação
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N
BR
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• NBR 13057:1993 - Eletroduto rígido de aço-carbono, com costura, 
zincado eletroliticamente e com rosca NBR 8133
• NBR 15465:2007 - Sistemas de eletrodutos plásticos para 
instalações elétricas de baixa tensão - Requisitos de desempenho
• NBR15701:2009 - Conduletes metálicos roscados e não roscados 
para sistemas de eletrodutos 
 No que tange a especificação dos eletrodutos, o item 6.2.11.1 da 
norma indica que é vedado o uso, como eletroduto, de produtos que 
não sejam expressamente apresentados e comercializados como 
tal. Esta proibição inclui, por exemplo, produtos caracterizados por 
seus fabricantes como “mangueiras”.
 Um modo de atender a este item da norma é utilizar nas obras 
apenas aqueles produtos que indiquem a norma técnica que rege sua 
fabricação e ensaios. Essa informação pode fazer parte do material 
informativo do produto (catálogo impresso, catálogo virtual, 
folhetos, etc.) assim como deve vir gravado sobre a superfície do 
eletroduto a identificação da norma que lhe é aplicável. Somente 
com estas informações claramente disponibilizadas, o profissional 
ou consumidor poderão ter elementos para fazer a escolha que 
julgar mais adequada. 
 Como até o momento da publicação deste guia não há certificação 
compulsória de eletrodutos no âmbito do INMETRO, o fornecimento 
das informações mencionadas está sob a responsabilidade primária 
do fornecedor/fabricante do produto. No caso de eletrodutos vendidos 
em lojas, cabe também ao revendedor do produto disponibilizar as 
informações técnicas para os profissionais que especificam, compram 
e instalam os eletrodutos. E, acima de tudo, como força propulsora 
deste assunto, cabe a estes profissionais exigirem por escrito as 
informações que atestem que os produtos que serão utilizados como 
eletrodutos são de fato eletrodutos.
Figura 86 - Arranjos práticos de cabos unipolares em paralelo por fase
 Conforme 6.2.11.1.2 da norma, somente são admitidos, 
em instalações aparentes e embutidas, eletrodutos que não 
propaguem chama. É importante notar que esta prescrição 
é geral, independentemente do tipo de local, influências 
externas, etc. Obviamente, eletrodutos metálicos atendem 
naturalmente a esta exigência, porém o mesmo não ocorre 
com todos os tipos de eletrodutos não metálicos. Desta 
forma, especificadores, compradores e instaladores devem 
prestar especial atenção a este requisito quando forem utilizar 
eletrodutos não metálicos. 
14.6.7.2 número máximo de condutores no interior de um 
eletroduto
 A NBR 5410 admite, em 6.2.10.2, que os condutos fechados 
em geral, e os eletrodutos em particular, contenham condutores 
de mais de um circuito se as seções nominais dos condutores de 
fase estiverem contidas dentro de um intervalo de três valores 
normalizados sucessivos, tais como 1,5, 2,5 e 4 mm², ou 6, 10 
e 16 mm² ou 35, 50 e 70 mm², e assim por diante. Desta forma, 
por exemplo, pode-se colocar dentro de um eletroduto cabos com 
seções de 1,5, 2,5 e 4 mm², mas não se podem colocar juntos num 
eletroduto cabos com seções 1,5, 6 e 10 mm².
 Em 6.2.11.1.6, determina-se que a quantidade máxima de 
condutores dentro de um eletroduto de modo a se deixar uma boa 
área livre no interior do eletroduto para facilitar a dissipação do 
calor gerado pelos condutores e para faci-litar a enfiação e retirada 
dos cabos. Para tanto, é necessário que os condutores ou cabos não 
ocupem uma porcen-tagem da área útil do eletroduto superior a 
53% para um condutor, 31% para dois condutores e 40% para três 
ou mais condutores.
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
83
 Com base nesta prescrição, a maneira de calcular a quantidade 
máxima de condutores é resumida em comparar a área interna de 
um eletroduto com a área total de condutores. Da geometria, a área 
útil de um eletroduto (AE) é dada por:
 
 π AE = (de – 2e)2
 4 
onde: de é o diâmetro externo do eletroduto e e a espessura da 
parede do eletroduto. Tais valores podem ser obtidos, por exemplo, 
no catálogo do fabricante.
 A área total de um cabo isolado (Ac) deve ser calculada por:
 
 π Ac = de2
 4 
sendo: d o diâmetro externo do cabo isolado, valor que é obtido no 
catálogo do fabricante. 
 Desta forma, o número máximo (N) de cabos isolados, de 
mesma seção, que pode ser instalado em um eletroduto, é dado por:
 toc . AE
N = 
 Ac 
onde: toc = 0,53 para um condutor, 0,31 para dois condutores e 
0,40 para três ou mais condutores a serem instalados no interior do 
eletroduto.
 Vejamos um exemplo: quantos condutores isolados 450/750 V de 
seção nominal 2,5 mm2 podem ser instalados dentro de um eletroduto 
rígido em PVC classe A – tamanho nominal 20 (3/4”) – tipo roscável?
 De um catálogo de cabos, obtemos que o diâmetro nominal de 
um cabo 2,5 mm2 é de = 3,7 mm e de um catálogo de eletroduto 
rígido em PVC classe A – tamanho nominal 20 – tipo roscável 
(NBR 15465), encontramos de = 21,1 ± 0,3 mm; e = 2,5 mm. 
Recomenda-se utilizar no cálculo a menor dimensão permitida do 
eletroduto, ou seja, de = 21,1 - 0,3 = 20,8 mm
 Então, aplicando-se as equações anteriores:
AE = 196 mm2;
Ac = 11 mm2;
 toc . AE 
 0,4 . 196N = = = 7 cabos isolados. 
 Ac 11
14.6.7.3 quantidade máxima Permitida de curvas em um 
eletroduto
 Em 6.2.11.1.6, a norma determina que os trechos contínuos 
de tubulação, sem interposição de caixas ou equipa-mentos, não 
devem exceder 15 metros de comprimento para linhas internas 
às edificações e 30 metros para as li-nhas em áreas externas às 
edificações, se os trechos forem retilíneos. Se os trechos incluírem 
curvas, o limite de 15 m e o de 30 m devem ser reduzidos em 3 m 
para cada curva de 90°. Em cada trecho de tubulação entre duas 
caixas, ou entre extremidades, ou ainda entre caixa e extremidade, 
só devem ser previstas, no máximo, 3 curvas de 90°, ou seu 
equivalente até, no máximo, 270°, não devendo ser previstas curvas 
com deflexão superior a 90°. Ver figura 87.
 Desta forma, por exemplo, um trecho de tubulação situada 
no interior de uma obra, contendo 2 curvas não poderá ter um 
comprimento superior a 15 – (2 x 3) = 9 m. 
Figura 87: regra sobre instalação de caixas em eletrodutos
14.6.7.4 diâmetro interno e tamanho nominal
 As normas de eletrodutos indicam seu tamanho nominal, um 
número adimensional. No entanto, historicamente, na prática, 
os eletrodutos são especificados por seu diâmetro interno em 
polegadas. Desta forma, apresentam-se a seguir as equivalências 
entre as duas designações. 
Diâmetro interno (Designação 
da rosca) (polegadas)
3/8
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
3 1/2
4
5
6
Tamanho nominal
10
15
20
25
32
40
50
65
80
90
100
125
150
Diâmetro interno (Designação 
da rosca) (polegadas)
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
3 1/2
Tamanho nominal
16
20
25
32
40
50
60
75
85
eletroduto rÍGido - Pvc
eletroduto rÍGido – aço carbono
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N
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14.6.7.5 caixas de derivação e de PassaGem
 
localização 
 A localização das caixas deve ser de modo a garantir que elas 
sejam facilmenteacessíveis. Elas devem ser providas de tampas 
ou, caso alojem interruptores, tomadas de corrente e congêneres, 
fechadas com os espelhos que completam a instalação desses 
dispositivos. As caixas de saída para alimentação de equipamentos 
podem ser fechadas com as placas destinadas à fixação desses 
equipamentos.
 
tamPas 
 A NBR 5410 admite a ausência de tampa em caixas de 
derivação ou de passagem instaladas em forros ou pisos falsos, 
desde que essas caixas efetivamente só se tornem acessíveis com 
a remoção das placas do forro ou do piso falso, e que se destinem 
exclusivamente à emenda e/ou derivação de condutores, sem 
acomodar nenhum dispositivo ou equipamento. Esta prescrição 
vem atender, por exemplo, aqueles casos de instalação de linhas de 
eletrodutos aparentes fixados no teto que contêm os circuitos para 
alimentação de luminárias montadas nas placas do forro falso.
 
ocuPação 
 A ocupação das caixas de derivação e conduletes não raro 
se revela um problema. Uma situação típica, neste particular, é a 
existência de caixas com uma quantidade de condutores tal que é 
quase impossível fechá-las, colocar suas tampas. É possível evitar 
esse problema, definindo de antemão uma caixa cujas dimensões 
sejam compatíveis com a ocupação pretendida?
 A norma de instalações norteamericana, o NEC, estabelece um 
método para tal, que contempla tanto a hipótese de caixas apenas 
com condutores quanto o caso de caixas contendo condutores e 
outros componentes.
 Cabe lembrar que as dimensões das caixas de derivação usadas 
no Brasil atendem a norma NBR 5431. A partir das dimensões 
padronizadas pela norma, pode-se deduzir que o volume interno 
mínimo das duas versões de caixa de derivação mais usadas são 
como indica a tabela 25.
Volume interno mínimo da caixa
212 cm3
392 cm3
Tipo de caixa
100 x 50 mm
100 x 100 mm
tabela 25 – volume interno mÍnimo das caixas de derivação conforme a nbr 
Volume equivalente (cm3)
32,9
39,4
44,6
46,8
58,8
Seção Nominal do condutor isolado (mm2)
1,5
2,5
4
6
10
tabela 26 – volume equivalente de condutores isolados dentro de uma caixa
 O método do NEC cuida, primeiramente, de estabelecer uma 
correlação entre a seção nominal do condutor e o volume que ele 
ocuparia no interior da caixa. Esta correlação é fruto da experiência. 
Não se resume ao cálculo do volume do condutor, mas leva em 
consideração também a disposição do condutor dentro da caixa. 
 Tomando como base a tabela do NEC e procurando manter a 
relação entre áreas e volumes ali indicados, foi elaborada a tabela 26.
 Essa tabela é aplicável a condutores isolados apenas, não sendo 
válida para cabos unipolares ou multipolares. Assim, se a caixa 
deverá conter apenas condutores isolados (sem emendas, conexões 
ou ligações a tomadas de corrente), então se pode simplesmente 
dividir os volumes da Tabela 25 pelos da Tabela 26 e obter-se assim 
a quantidade máxima de condutores isolados admissível em cada 
caixa, como mostra a Tabela 27.
 Agora, se a caixa conterá, além de condutores isolados, outros 
componentes como emendas, conectores, interruptores e tomadas 
de corrente, o NEC indica as seguintes regras:
1) cada condutor isolado que terminar na caixa ou nela for emendado 
deve ser contado uma vez, de acordo com a Tabela 26;
2) cada condutor isolado que passar pela caixa, sem emenda ou 
conexão, deve ser contado uma vez, de acordo com a Tabela 26;
3) cada laço de condutor com comprimento da ordem de 30 a 40 cm 
deve ser contado duas vezes, de acordo com a Tabela 26;
4) as conexões ou emendas no interior da caixa, independentemente 
de sua quantidade ou natureza (pré-fabricadas ou não), são contadas, 
para efeito de ocupação, como equivalentes ao condutor de maior 
seção nominal existente, de acordo com a Tabela 26; 
5) cada corpo de tomada (simples ou dupla) ou interruptor (simples, 
duplo, paralelo ou intermediário) instalado na caixa deve ser 
computado como equivalente a duas vezes o condutor de maior seção 
nominal conectado ao dispositivo, de acordo com a Tabela 26;
6) por fim, se a caixa acomodar também algum elemento de 
fixação — de luminária ou de ventilador de teto —, este deve ser 
considerado equivalente a uma vez o condutor de maior seção 
nominal existente na caixa, conforme Tabela 26.
 Vejamos um primeiro exemplo. Calcular o volume interno 
mínimo de uma caixa que terá, no seu interior, dois condutores 
isolados de 2,5 mm2, três condutores isolados de 4 mm2 e, ainda, um 
corpo de tomada dupla, ao qual serão conectados os condutores de 
4 mm2.
Quantida máxima de condutores isoladosTipo de 
caixa
100 x 50 mm
100 x 100 mm
1,5 mm2
6
12
2,5 mm2
5
10
4 mm2
5
9
6 mm2
5
8
10 mm2
4
7
tabela 27 – quantidade máxima de condutores isolados dentro de uma caixa
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR 5410
85
De acordo com a regra 1, 
• volume de dois condutores isolados com seção de 2,5 mm2: 
2 x 39,4 cm3 = 78,8 cm3;
• volume de três condutores isolados com seção de 4 mm2: 
3 x 44,6 cm3 = 133,8 cm3
 No caso da tomada, aplica-se a regra 5: um corpo de tomada 
dupla: 2 x 44,6 cm3 = 89,2 cm3
 Assim, o volume total mínimo interno da caixa fica: 
78,8 + 133,8 + 89,2 = 301,8 cm3
 Logo, como se observa na tabela 25, neste caso deve ser usada 
uma caixa de 100 x 100 mm.
 Por fim, vejamos um segundo exemplo. Calcular o volume 
interno mínimo de uma caixa que terá, no seu interior, quatro 
condutores isolados de 1,5 mm2, três condutores isolados de 2,5 mm2 
e um corpo de interruptor simples, ao qual serão conectados os condutores 
de 1,5 mm2.
De acordo com a regra 1, 
• volume de quatro condutores isolados com seção de 1,5 mm2 : 
4 x 32,9 cm3 = 131,6 cm3
• volume de três condutores isolados com seção de 2,5 mm2: 
3 x 39,4 cm3 = 118,2 cm3
 A ocupação correspondente a um corpo de interruptor simples, 
de acordo com a regra 5, será: 2 x 32,9 cm3 = 65,8 cm3
 Logo, o volume interno mínimo, total, será: 
131,6 + 118,2 + 65,8 = 315,6 cm3
 De acordo com a Tabela 25, também neste caso deve ser usada 
uma caixa de 100 x 100 mm. 
14.6.8 requisitos esPecÍficos Para instalação em esPaços de 
construção
 
14.6.8.1 Geral
 Conforme 6.2.11.5 da NBR 5410, nos espaços de construção 
podem ser utilizados condutores isolados e cabos unipolares ou 
multipolares conforme os métodos de instalação 21, 22, 23, 24 e 25 
da tabela 33 da norma, desde que os condutores ou cabos possam 
ser instalados ou retirados sem intervenção nos elementos de 
construção do prédio.
 Vale sempre lembrar que espaço de construção não é um tipo 
de linha elétrica, mas é um local onde linhas elétricas dos mais 
variados tipos podem ser instaladas.
 Conforme a NBR IEC 60050 (826), um “espaço de construção 
é um espaço existente na estrutura ou nos componentes de uma 
edificação, acessível apenas em determinados pontos. Na prática, 
são considerados espaços de construção todas as cavidades nas 
estruturas da obra, tais como poços (“shafts”) e galerias, os pisos 
técnicos (vão livre, onde cabe uma pessoa, situada entre dois 
pavimentos), os pisos elevados, os forros falsos e os espaços 
internos existentes em certos tipos de divisórias. Além desses, 
também é considerado espaço de construção as passagens formadas 
pela justaposição de blocos alveolados (blocos furados que, quando 
colocados justapostos formam “canais” no interior das paredes).”
 Uma análise detalhada de todas as influências externas a que 
as linhas elétricas no interior do espaço de construção vão estar 
submetidas é uma grande ferramenta para se decidir pela melhor 
forma de selecionar e instalar os condutos e condutores ou as linhaspré-fabricadas. Particularmente falando de aspectos de incêndio nos 
espaços de construção, a seção 5.2.2.2 “Proteção contra incêndio em 
locais BD2, BD3 e BD4” impõe algumas regras às linhas aparentes 
e às linhas no interior de paredes ocas ou de outros espaços de 
construção, com destaque para as exigências de não-propagação de 
chama, de não-geração de halogênios e de baixa emissão de fumaça 
e gases tóxicos por parte dos condutos e/ou condutores.
14.6.8.2 cabos sob Piso elevado
 A convivência entre cabos de energia (potência) e de sinal 
em geral (dados, telefonia, etc.) diretamente sob o piso elevado é 
tratada no item 6.2.9.5 da NBR 5410.
 Cabe lembrar que o vão sob o piso elevado é considerado 
pela NBR 5410 um espaço de construção onde linhas elétricas e 
de sinais são instaladas de acordo com a tabela 33 da norma. Se 
os cabos são lançados diretamente sobre a superfície do espaço de 
construção, tem-se, especificamente, o método de instalação 21 da 
referida tabela.
 Desta forma, juntando-se as prescrições de 6.2.9.5 com as 
considerações citadas anteriormente, conclui-se que é permitida 
a convivência entre cabos de energia (por exemplo, condutores 
isolados 450/750 V e cabos unipolares e multipolares 0,6/1 kV) e 
cabos de sinais (por exemplo, UTP) sob o piso elevado, instalados 
em condutos abertos ou fechados, ou mesmo lançados diretamente 
sobre a superfície do piso, desde que não compartilhem a mesma 
linha elétrica.
 A norma é explícita ao não permitir a convivência entre 
circuitos de energia e dados na mesma linha elétrica, mas é omissa 
em relação à convivência entre linhas elétricas de energia e de sinal 
no mesmo espaço de construção. Por exemplo, de acordo com 
6.2.9.5 não é permitido instalar no mesmo eletroduto um cabo de 
energia isolado para 1 kV e um cabo de sinal UTP, pois ambos estão 
na mesma linha elétrica (eletroduto), porém possuem tensões de 
isolamento diferentes.
 Finalmente, é preciso esclarecer que, embora a NBR 5410 não 
proíba a convivência entre os cabos soltos sob o piso elevado, isto 
não significa que a boa prática de engenharia não deva ser utilizada. 
Ou seja: os cabos de energia e de sinal devem ser agrupados 
conforme sua função e, apenas, se necessário, separados por uma 
distância determinada em função de aspectos de interferência 
eletromagnética — que não são abordados na NBR 5410 e, portanto, 
devem ser calculados caso a caso. 
 Em outras palavras, não se recomenda que os cabos sejam 
“jogados” de qualquer maneira sob o piso. Isto, além de complicar 
a operação e manutenção do sistema, pode acarretar problemas 
de compatibilidade eletromagnética, que afetam o funcionamento 
do sistema de sinal. A propósito, a NBR 5410 traz algumas 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
N
BR
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86
Figura 88 - Dimensões de um cabo
recomendações genéricas em 5.4.3.5 relativas à disposição dos 
cabos de energia e de sinais em geral (isto é, não se refere apenas 
aos espaços de construção).
14.6.9 requisitos esPecÍficos Para instalação em bandejas
 Sob o ponto de vista da instalação dos condutores elétricos em 
bandejas, diferentemente do que ocorre com cabos instalados em 
eletrodutos, a NBR 5410 não estabelece uma ocupação máxima 
de x% da área útil da bandeja pelos cabos. A única restrição à 
quantidade de cabos na bandeja é dada em 6.2.11.3.5. 
 Nas bandejas, leitos e prateleiras, preferencialmente, os cabos 
devem ser dispostos em uma única camada. Admite-se, no entanto, 
a disposição em várias camadas desde que haja uma limitação de 
material combustível (isolações, capas e coberturas), de modo a 
evitar a propagação de incêndio. Para tanto, o volume de material 
combustível deve ser limitado a:
a) 3,5 dm3 por metro linear, para cabos de categoria BF da NBR 6812;
b) 7 dm3 por metro linear, para cabos de categoria AF ou AF/R da 
NBR 6812.
 Para aplicar essa prescrição, deve-se conhecer o volume de 
material combustível que está contido nos cabos no interior da 
bandeja e limitá-lo aos valores de 3,5 dm3 ou 7 dm3 conforme o caso.
 Em geral, os cabos unipolares ou multipolares disponíveis no 
mercado enquadra-se na categoria BF, o que faz com que seja possível 
instalar, no máximo, 3,5 dm3 por metro linear de material combustível. 
 O cálculo do volume de material combustível (Vmc) em um 
metro de cabo pode ser feito a partir da Figura 88. Os materiais a 
serem considerados no cálculo são os que compõem a isolação e a 
cobertura do cabo uni ou multipolar.
tabela 28 - volume e número de cabos uniPolares em bandeja
Seção (mm²)
1,5
2,5
4
6
10
16
25
35
50
70
95
120
150
185
240
300
Vmatcomb (dm³/m)
0,0176
0,0198
0,0283
0,0320
0,0364
0,0427
0,0599
0,0672
0,0874
0,1004
0,1311
0,1430
0,1758
0,2132
0,2649
0,3180
Num. Cabos cat BF
199
177
124
109
96
82
58
52
40
35
27
24
20
16
13
11
 Nos catálogos de cabos é possível obter os valores (em mm) 
do diâmetros do condutor (dc), e da espessuras da isolação (ei) e 
da cobertura (ecob). O volume de material combustível (Vmatcomb), 
expresso em dm3 por metro linear, pode ser calculado por:
V
matcomb
 = (π / 4) x {[dc + 2 x (ei + ecob)]
2 – dc
2]} x 10-3
 A Tabela 28 apresenta alguns valores obtidos em catálogos de 
fabricantes de um cabo unipolar 0,6/1 kV categoria BF e o respectivo 
cálculo do volume de material combustível para cada seção nominal. 
A última coluna da tabela indica quantos cabos daquela respectiva 
seção podem ser instalados numa bandeja, respeitando-se o limite 
de 3,5 dm3 por metro linear de material (para obter essa quantidade, 
basta dividir 3,5 pelo volume da respectiva seção de cabo). 
 Exemplo: uma bandeja contém 12 cabos unipolares de 70 mm2, 
6 cabos 120 mm2, e 3 cabos 150 mm2. 
 O volume de material combustível total instalado na bandeja, 
conforme dados da Tabela 1 é dado por :
V
matcomb
 = 12 x 0,1004 + 6 x 0,1430 + 3 x 0,1758 = 2,59 dm3/m ≤ 
3,5 dm3/m.
 Isso implica que essa quantidade de cabos atende à prescrição 
da NBR 5410.
14.6.10 requisitos esPecÍficos Para instalação em 
canaletas e Perfilados
 Conforme 6.2.11.4.1 da NBR 5410, nas canaletas instaladas 
sobre paredes, em tetos ou suspensas e nos perfilados, podem 
ser instalados condutores isolados, cabos unipolares e cabos 
multipolares. 
 Os condutores isolados só podem ser utilizados em canaletas ou 
perfilados de paredes não-perfuradas e com tampas que só possam 
ser removidas com auxílio de ferramenta. No entanto, admite-se o 
uso de condutores isolados em canaletas ou perfilados sem tampa ou 
com tampa desmontável sem auxílio de ferramenta, ou em canaletas 
ou perfilados com paredes perfuradas, com ou sem tampa, desde que 
estes condutos sejam instalados em locais só acessíveis a pessoas 
advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5); ou sejam instalados a uma 
altura mínima de 2,50 m do piso (Figura 89).
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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BR 5410
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Figura 89 – Instalação de condutor isolado em perfilado sem tampa
Figura 91 – Profundidades mínimas em instalações com cabos diretamente enterrados
Figura 90 – Instalação de eletrodutos enterrados14.6.11 requisitos esPecÍficos Para instalação em linhas 
enterradas
 Conforme 6.2.11.6.1 da NBR 5410, em linhas enterradas 
(cabos diretamente enterrados ou contidos em eletrodutos 
enterrados), só são admitidos cabos unipolares ou multipolares 
(Figura 90). Adicionalmente, em linhas com cabos diretamente 
enterrados desprovidas de proteção mecânica adicional só são 
admitidos cabos armados.
 Admite-se o uso de condutores isolados em eletroduto 
enterradose, no trecho enterrado, não houver nenhuma caixa de 
passagem e/ou derivação enterrada e for garantida a estanqueidade 
do eletroduto.
 Os cabos devem ser protegidos contra as deteriorações causadas 
por movimentação de terra, contato com corpos rígidos, choque de 
ferramentas em caso de escavações, bem como contra umidade e 
ações químicas causadas pelos elementos do solo.
 Como prevenção contra os efeitos de movimentação de terra, 
os cabos devem ser instalados, em terreno normal, pelo menos 
a 0,70 m da superfície do solo. Essa profundidade deve ser 
aumentada para 1 m na travessia de vias acessíveis a veículos, 
incluindo uma faixa adicional de 0,50 m de largura de um lado 
e de outro dessas vias (Figura 91). Essas profundidades podem 
ser reduzidas em terreno rochoso ou quando os cabos estiverem 
protegidos, por exemplo, por eletrodutos que suportem sem danos 
as influências externas presentes.
 Deve ser observado um afastamento mínimo de 0,20 m entre 
duas linhas elétricas enterradas que venham a se cruzar ou entre uma 
linha elétrica enterrada e qualquer linha não elétrica cujo percurso 
se avizinhe ou cruze com o da linha elétrica. Esse afastamento, 
medido entre os pontos mais próximos das duas linhas, pode ser 
reduzido se as linhas elétricas e as não elétricas forem separadas 
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Figura 92 – Exemplo de fita de advertência
Figura 93 - Alturas mínimas de redes aéreas externas com condutores nus
por meios que proporcionem uma segurança equivalente.
 As linhas elétricas enterradas devem ser sinalizadas, ao longo de 
toda a sua extensão, por um elemento de advertência (por exemplo, 
fita colorida) não sujeito a deterioração, situado, no mínimo, a 0,10 
m acima da linha (Figura 92).
14.6.12 requisitos esPecÍficos Para instalação em linhas aéreas 
externas
 Conforme 6.2.11.8.1 da NBR 5410, nas linhas aéreas externas 
podem ser utilizados condutores nus ou providos de cobertura 
resistente às intempéries, condutores isolados com isolação 
resistente às intempéries, ou cabos multiplexados resistentes às 
intempéries montados sobre postes ou estruturas.
 Os condutores nus devem ser instalados de forma que seu ponto 
mais baixo observe as alturas mínimas em relação ao solo indicadas 
na Figura 93.
14.7 linhas elétricas Pré-fabricadas (barramentos blindados) 
de baixa tensão
 A NBR 5410 prescreve que os invólucros ou coberturas das 
linhas pré-fabricadas devem assegurar proteção contra contatos 
acidentais com partes vivas e possuir grau de proteção no mínimo 
IP2X.
5,5 m4,5 m3,5 m
Passagem exclusiva
de pessoas
Tráfego de 
veículos pesados
Tráfego de
veículos leves
 Os barramentos blindados devem atender a NBR IEC 60439-2
– Conjunto de manobras e controle de baixa tensão – Parte 
2: Requisitos particulares para linhas elétricas pré-fabricadas 
(sistemas de barramentos blindados), e ser instalados conforme as 
instruções do fabricante
14.7.1 construção
 Os barramentos blindados empregados em instalações 
elétricas são conjuntos de barras chatas condutoras de eletricidade, 
geralmente de cobre ou de alumínio, com cantos arredondados, 
elaborados para transmitir e distribuir correntes elétricas elevadas, 
principalmente, de 100 A a 6.000 A. Eles são recobertos, em geral, 
por invólucros metálicos retangulares, que comumente podem ser 
de aço carbono zincado ou de alumínio. 
 Essas barras condutoras ficam suportadas nos isoladores – 
isoladas umas das outras e do invólucro. Os materiais isolantes 
podem ser diversos, como fitas especiais, resina epóxi, plástico 
reforçado, fibra de vidro, cerâmica, etc. 
 Os barramentos de baixa tensão, até 1 kV, têm, em geral, o 
tamanho padrão de três metros de comprimento e são divididos 
em dois tipos mais comuns: os barramentos blindados de barras 
separadas e os de barras coladas.
 Nos barramentos de barras separadas, as barras condutoras 
estão dispostas paralelamente, de forma a manter uma isolação 
entre elas. Este é o tipo mais comum para fazer derivação de 
corrente, também popularmente conhecido como barramentos 
destinados a usar plugin. Isso porque os barramentos têm, com 
espaçamentos regulares, tomadas pré-determinadas de conexão 
rápida, chamadas de plugins. Eles são elementos de contatos, nas 
quais podem ser ligados equipamentos como máquinas e motores 
ou ser transferida a corrente para outro caminho por cabos, por 
exemplo. Um barramento padrão de três metros tem, em geral, seis 
tomadas de derivação rápida.
 Esses barramentos podem ser usados em aplicações industriais, 
residenciais e comerciais. Nos últimos anos, as linhas elétricas pré-
fabricadas deram um salto em popularidade e utilização. Isso se 
deve, especialmente, ao mercado de construção civil, que passou a 
empregar esses produtos. 
 Os condutores são constituídos de barras de cobre eletrolítico, 
com cantos redondos, de pureza 99,5% ou barras de alumínio 
Fita de advertência
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Figura 94 – Instalação de barramentos blindados
com 99,5% de pureza. Nas extremidades dos barramentos são 
estampados furos para permitir uma fácil conexão na montagem 
no local da obra. Além disso, as barras podem estar revestidas de 
prata ou estanho para melhorar a resistência de contato e diminuir 
as perdas joule. Dependendo da corrente no circuito, são instaladas 
uma ou mais barras em paralelo por fase.
14.7.2 tiPos 
 Em edifícios residenciais, os barramentos são dispostos na 
vertical, no espaço de construção, do qual é derivada a energia 
para os andares e de onde será distribuída a eletricidade para cada 
apartamento e, na horizontal, desde o quadro de proteção até a 
base da prumada. Barramentos na horizontal podem ser também 
encontrados em indús-trias e comércios, como shoppings centers, 
para facilitar a distribuição da energia para cada loja abaixo da 
linha elétrica.
 Os barramentos blindados de baixa tensão podem ainda ter 
as barras coladas uma à outra, sem espaço de isolação. Nesse 
caso, é comum que os fabricantes façam o isolamento com fita, 
encapsulando as barras. Este tipo de barra-mento é mais utilizado 
para transmissão de energia. Na distribuição de energia, apesar de 
possível, não é usual, dada a complexidade apresentada, pois, para 
derivar corrente no tipo barra colada, é preciso separar as barras 
antes de acoplar uma caixa plugin que irá distribuir energia. Isso 
torna o processo mais caro também.
14.7.3 Grau de Proteção (iP)
 As influências externas relativas a uma certada aplicação devem 
ser bem conhecidas para que seja determinado adequadamente o 
grau de proteção IP de um barramento blindado. Em particular, a 
presença de água (AD) e a presença de corpos sólidos são duas 
das influências externas mais importantes a serem consideradas. 
Os barramentos blindados podem ser especificados nas versões 
que vão desde completamente desprotegidos até protegidos contra 
submersão, de acordo com norma NBR IEC 60529. Em geral, o 
grau de proteção mais usual dos invólucros para barramentos 
blindados é o IP55.
14.7.4 elementos 
 A distribuição de energia por derivações é feita em barramentos 
de baixa tensão. Além das caixas de derivação, ou caixas plugins, 
os barramentos blindados podem ter uma série de outros elementos 
que vão além das próprias barras, como a caixa de alimentação ou 
de ligação. Como o barramento não existe sozinho e ele precisa ser 
alimentado, a função dessas caixas é mandar a energia de um ponto 
para outro.
 As linhas elétricas pré-fabricadas podem ter ainda acessórios 
como cotovelos, “tês” (T), “xis” (X) e desvios. São elementosadicionais para mudança de percurso, mas o seu emprego depende 
também da destinação do barramento. 
 Há ainda os chamados elementos de conexão, que podem 
ligar um dado barramento a outros, conectando e aumentando 
o comprimento do percurso, ou a outros equipamentos, como 
transformadores ou painéis. Outro tipo de elemento de conexão é o 
elemento de dilatação, também conhecido como junta de dilatação. 
Esta peça permite a dilatação térmica, compensando a diferença 
de dilatação térmica dos diferentes materiais que compõem a 
instalação.
14.7.5 instalação
 Os barramentos blindados são equipamentos que se tornam 
economicamente compensatórios quando utilizados para 
transportar grandes correntes, além de agregar outros benefícios 
como a flexibilidade de alteração da instalação e da rapidez de 
instalação (Figura 94).
 Conforme a norma NBR IEC 60439-2, os barramentos 
blindados têm que ser instalados seguindo certos cuidados para 
que o produto seja bem adequado e não apresente problemas. 
A atenção deve-se, principalmente, devido ao grande emprego 
do produto fora da indústria, em que há muitos usuários 
operando na instalação sem serem efetivamente especialistas 
em eletricidade.
 Para evitar problemas no barramento devido a uma má 
instalação ou conservação incorreta do produto, muitos 
fabricantes indicam equipes de instalação ou realizam eles 
mesmos a instalação do barramento. 
 Algumas regras básicas de manuseio e instalação incluem:
• Instalar o barramento apenas no momento, de modo que ele 
não fique exposto em obra;
• Manter a integridade da embalagem e do local de 
armazenamento;
• Manusear o equipamento com cuidado, evitando as 
interferências nos trechos horizontais e impedindo a penetração 
de objetos durante a instalação;
• Verificar a integridade mecânica antes dos testes elétricos 
finais;
• Medir a resistência de isolamento e fazer um ensaio de tensão 
aplicada a 60 Hz e antes de colocar o equipamento em serviço.
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15 dImeNsIoNAmeNTo de coNduToRes
 Este capítulo trata do dimensionamento de cabos elétricos e de 
barramentos blindados de baixa tensão.
 Numa instalação elétrica devem ser dimensionados os 
condutores de fase, o condutor neutro (quando existir) e os 
condutores do sistema de aterramento (ver capítulo 16 deste guia).
15.1 dimensionamento de cabos elétricos de baixa tensão
15.1.1condutores de fase
 Conforme 6.2.6.1.2 da NBR 5410, a seção dos condutores 
de fase deve ser determinada de forma a que sejam atendidos, no 
mínimo, todos os seguintes critérios:
a) as seções mínimas indicadas em 6.2.6.1.1;
b) a capacidade de condução de corrente dos condutores deve 
ser igual ou superior à corrente de projeto do circuito, incluindo 
as componentes harmônicas, afetada dos fatores de correção 
aplicáveis (ver 6.2.5);
c) os limites de queda de tensão, conforme 6.2.7; 
d) a proteção contra sobrecargas, conforme 5.3.4 e 6.3.4.2;
e) a proteção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas, 
conforme 5.3.5 e 6.3.4.3.
 A cada critério corresponde uma seção, sendo que a seção 
técnica dos condutores de fase de um determinado circuito será a 
maior dentre elas.
15.1.1.1 critério da seção mÍnima
 Nas instalações fixas, a seção dos condutores de fase não deve 
ser inferior ao valor pertinente dado na Tabela 29.
Instalações 
fixas em 
geral
Condutores 
e cabos 
isolados
Condutores 
nus
Seção mínima do 
condutor mm2 - material 
1,5 Cu
16 Al
2,5 Cu
16 Al
0,5 Cu
10 Cu
16 Al
4 Cu
Tipo de linha Utilização do circuito
Circuitos de iluminação
Circuitos de força
Circuitos de sinalização 
e circuitos de controle
Circuitos de força
Circuitos de sinalização 
e circuitos de controle
tabela 29 – seções mÍnimas de condutores de fase
15.1.1.2 critério de caPacidade de condução de corrente
 O objetivo deste critério de dimensionamento é garantir a vida 
satisfatória aos cabos elétricos submetidos aos efeitos térmicos 
produzidos pela circulação de correntes de valores iguais às 
capacidades de condução de corrente respectivas, durante períodos 
prolongados em serviço normal. 
tabelas de caPacidade de corrente
 A corrente transportada por qualquer condutor, durante 
períodos prolongados em funcionamento normal, deve ser tal que 
a temperatura máxima para serviço contínuo dada na Tabela 30 
não seja ultrapassada. Essa condição é atendida se a corrente nos 
cabos não for superior às capacidades de condução de corrente 
adequadamente escolhidas nas tabelas 36 a 39 da NBR 5410 
afetadas, se for o caso, dos fatores de correção dados nas tabelas 40 
a 45 da norma.
tabela 30 - temPeraturas caracterÍsticas dos 
condutores (tabela 35 da nbr 5410)
Tipo de isolação
Cloreto de polivinila (PVC) até 300 mm2
Cloreto de polivinila (PVC) maior que 300 mm2
Borracha etilenopropileno (EPR)
Polietileno reticulado (XLPE)
Temperatura máxima para 
serviço contínuo (condutor) °C
70
70
90
90
 As tabelas 36 a 39 da norma fornecem as capacidades de 
condução de corrente para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, 
C, D, E, F e G descritos em 6.2.5.1.2, que são aplicáveis a diversos 
tipos de linhas, conforme indicado na tabela 33 da NBR 5410.
 Para entender a estrutura das tabelas 36 a 39, suponha-se um 
circuito que será chamado de “circuito 1”, trifásico (3 condutores 
carregados), com corrente de projeto I
B
 = 48 A, condutor de cobre 
isolado em PVC, instalado sozinho em um eletroduto aparente 
(método de referência B1) e temperatura ambiente 30 ºC. Como se 
trata de condutor isolado em PVC instalado no método B1, a tabela 
a ser utilizada é a 36. A partir dessa escolha, a sequência de setas na 
Figura x indica o caminho que deve ser seguido até se obter a seção 
nominal de 10 mm2 para este circuito. Note-se que deve ser escolhida 
na tabela a corrente I
Z 
imediatamente superior ao valor de I
B
.
 Em todos os casos em que as dimensões dos arranjos diferem 
das condições indicadas na Tabela 33, recomenda-se consultar o 
fabricante de cabos para o cálculo dos fatores de correção adequados 
ou calcular diretamente as capacidades de condução de corrente 
para qualquer arranjo pela aplicação da norma NBR 11301. 
 A NBR 11301, baseada na IEC 60287-1-1 - Electric cables 
- Calculation of the current rating - Part 1-1: Current rating 
equations (100 % load factor) and calculation of losses – General, 
refere-se ao funcionamento contínuo em regime permanente (fator 
de carga 100%), em corrente contínua ou em corrente alternada com 
frequência de 60 Hz. Essa é a condição normalmente considerada 
nos projetos usuais de instalações de edificações residenciais, 
comerciais e industriais de baixa tensão
 Não há norma NBR para dimensionamento de cabos 
elétricos de baixa tensão com regimes de operação cíclicos. 
Nestes casos, deve-se utilizar a norma IEC 60853-1 - 
Calculation of the cyclic and emergency current rating of 
cables. Part 1: Cyclic rating factor for cables up to and 
including 18/30 (36) kV.
 Tanto as IEC 60287-1-1 quanto a IEC 60853-1 são normas 
de difícil aplicação, pois contém numerosos cálculos complexos, 
somente possíveis de realizar em tempos razoáveis por meio de 
uso de softwares específicos. Há alguns poucos softwares para 
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estes dimensionamentos disponíveis no mercado, tais como o 
CYMCAP - Cable Ampacity Calculation, cuja versão original 
foi desenvolvida em conjunto pela Ontario Hydro (Hydro One), 
McMaster University e CYME International, com o apoio da 
Canadian Electricity Association.
fator de correçãode temPeratura ambiente
 O valor da temperatura ambiente a utilizar no dimensionamento 
é o da temperatura do meio que envolve o condutor quando ele não 
estiver carregado.
 Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos 
pelas tabelas 36 a 39 são sempre referidos a uma temperatura 
ambiente de 30°C para todas as maneiras de instalar, exceto as linhas 
enterradas, cujas capacidades são referidas a uma temperatura (no 
solo) de 20°C.
 Desta forma, se os condutores forem instalados em ambiente 
cuja temperatura seja diferente das indicadas, sua capacidade de 
condução de corrente deve ser determinada, usando-se as tabelas 36 
a 39, com a aplicação dos fatores de correção de temperatura dados 
na tabela 40 da norma.
 É importante considerar que, no caso de instalações sujeitas a 
intempéries, os fatores de correção da tabela 40 não consideram 
o aumento de temperatura devido à radiação solar ou a outras 
Figura 95 – Sequência para determinação da seção nominal do condutor nas tabelas 36 a 39
Figura 96 – Sequência para aplicação do fator de correção de temperatura da Tabela 40 
Exemplo: IB = 48 A; 3F ; condutor cobre/PVC ; eletroduto aparente ; θa = 30ºC
Exemplo: IB = 48 A; 3F ; condutor cobre/PVC ; eletroduto aparente ; θa = 40ºC 
θa = 40ºC IZ = 50 . 0,87 = 43,5 A 
θa = 30ºC IZ = 50 A
X
1
1
2
3
3
4
2
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radiações infravermelhas. Quando os condutores forem submetidos 
a tais radiações, as capacidades de condução de corrente devem ser 
calculadas pelos métodos especificados na ABNT NBR 11301.
 Para entender a aplicação do fator de correção de temperatura, 
considera-se o “circuito 1” anteriormente utilizado, porém com 
temperatura ambiente 40 ºC. A Figura 96 apresenta as tabelas 36 
e 40 lado a lado e a sequência de setas indica o caminho que deve 
ser seguido até se obter a nova capacidade de corrente da seção 
nominal de 10 mm2 referida a 40 ºC. Note-se que o valor obtido 
(I
Z
 = 43,5 A) é menor do que a corrente de projeto I
B
 = 48 A e, 
portanto, a seção do condutor deverá ser aumentada.
fator de correção de resistividade térmica do solo
 Nas tabelas 36 e 37, as capacidades de condução de corrente 
indicadas para linhas subterrâneas (método de referência D) são 
válidas para uma resistividade térmica do solo de 2,5 K.m/W. 
Quando a resistividade térmica do solo for superior a 2,5 K.m/W, 
caso de solos muito secos, os valores indicados nas tabelas devem 
ser adequadamente reduzidos, a menos que o solo na vizinhança 
imediata dos condutores seja substituído por terra ou material 
equivalente com dissipação térmica mais favorável. A tabela 41 da 
norma fornece fatores de correção para resistividades térmicas do 
solo diferentes de 2,5 K.m/W. 
 O procedimento para aplicação do fator de correção para 
resistividade do solo é semelhante àquele explicado para o fator de 
correção de temperatura.
fator de correção Para aGruPamento de circuitos
 Os valores de capacidade de condução de corrente fornecidos 
pelas tabelas 36 a 39 são válidos para o número de condutores 
carregados que se encontra indicado em cada uma de suas colunas. 
Para linhas elétricas contendo um total de condutores superior às 
quantidades indicadas nas tabelas 36 a 39, a capacidade de condução 
de corrente dos condutores de cada circuito deve ser determinada, 
usando-se as tabelas 36 a 39, com a aplicação dos fatores de correção 
pertinentes dados nas tabelas 42 a 45 (fatores de agrupamento).
 Os condutores para os quais se prevê uma corrente de projeto 
não superior a 30% de sua capacidade de condução de corrente, 
já determinada observando-se o fator de agrupamento incorrido, 
podem ser desconsiderados para efeito de cálculo do fator de 
correção aplicável ao restante do grupo. São os casos, por exemplo, 
de condutores que tiveram sua seção nominal aumentada em 
decorrência do atendimento ao critério de queda de tensão.
 Os fatores de agrupamento foram calculados admitindo-se todos 
os condutores vivos permanentemente carregados com 100% de 
sua carga. Caso o carregamento seja inferior a 100%, os fatores de 
correção podem ser aumentados, porém a norma não traz nenhuma 
indicação de quais fatores devem ser utilizados. Neste caso, a 
aplicação da NBR 11301 não é possível, pois ela trata apenas de 
circuitos com 100% de carga e deve-se, a partir da determinação 
do ciclo de carregamento do cabo, utilizar a norma IEC 60853-1já 
mencionada.
 Os fatores de correção da tabela 42 da norma são aplicáveis a 
condutores agrupados em feixe, seja em linhas abertas ou fechadas 
(os fatores pertinentes são os da linha 1 da tabela 42), e a condutores 
agrupados num mesmo plano e numa única camada (demais linhas da 
tabela). Por sua vez, os fatores de correção da tabela 43 são aplicáveis 
a agrupamentos consistindo em mais de uma camada de condutores. 
 Assim, no caso de agrupamento em camadas, os fatores de 
correção aplicáveis são os da tabela 42, quando a camada for única, ou 
os da tabela 43, quando houver mais de uma camada. E os fatores de 
agrupamento da tabela 44 devem ser aplicados aos cabos diretamente 
Figura 97 – Sequência para aplicação do fator de correção de agrupamento da Tabela 42 
1
2
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Figura 98 – Sequência para aplicação do fator de correção de agrupamento da Tabela 43 
Figura 99 – Mudança de maneiras de instalar um cabo ao longo do percurso
enterrados e os da tabela 45 a linhas em eletrodutos enterrados.
 A Figura 97 indica através das setas o procedimento para 
determinação do fator de correção por agrupamento a ser utilizado 
no caso de uma bandeja não-perfurada que contém quatro circuitos 
trifásicos com cabos unipolares em camada única.
 A Figura 98 indica através das setas o procedimento para 
determinação do fator de correção por agrupamento a ser utilizado 
no caso de uma bandeja não-perfurada que contém quatro circuitos 
trifásicos com cabos unipolares em três camadas.
variações das condições de instalação num Percurso
 Quando forem identificadas, ao longo do percurso previsto 
de uma linha elétrica, diferentes condições de resfriamento 
(dissipação de calor), as capacidades de condução de corrente 
dos seus condutores devem ser determinadas com base nas 
1
2
3
4
4 circuitos
3 camadas
condições mais desfavoráveis encontradas.
 O exemplo da Figura 99 mostra um caso onde houve a mudança 
do método de instalação dos condutores de perfilado perfurado 
(método C) para eletroduto aparente (método B1).
15.1.1.3 critério de queda de tensão
 Conforme 6.2.7 da NBR 5410, para o cálculo da queda de 
tensão num circuito, deve ser utilizada a corrente de projeto 
do circuito (I
B
), incluindo as correntes harmônicas. No caso de 
motores, a corrente de projeto deve incluir o fator de serviço (se 
existir), conforme capítulo 18 deste guia.
 Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão 
verificada não deve ser superior aos valores dados em relação ao 
valor da tensão nominal da instalação, conforme indicado a seguir: 
a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do 
transformador MT/BT, no caso de transformador de propriedade da 
unidade consumidora (Figura 100);
b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do 
transformador MT/BT da empresa distribuidora de eletricidade, 
quando o ponto de entrega for aí localizado (Figura 100);
c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos 
de ponto de entrega com fornecimento em tensão secundária de 
distribuição (Figura 101);
d) 7%, calculados a partir dos terminaisde saída do gerador, no 
caso de grupo gerador próprio (Figura 100).
 Nos casos das alíneas a), b) e d), quando as linhas principais 
da instalação tiverem um comprimento superior a 100 metros, as 
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Figura 100 – Queda de tensão máxima em instalação BT – transformador ou 
gerador próprio
Figura 102 – Circuito simplificado para cálculo de queda de tensão 
Figura 101 – Queda de tensão máxima em instalação BT – fornecimento 
em tensão secundária
quedas de tensão podem ser aumentadas de 0,005% por metro de 
linha superior a 100 m, sem que, no entanto, essa suplementação 
seja superior a 0,5%. Por exemplo, uma linha com 500 metros, pode 
ter um acréscimo de 0,005 / 100 x 400 = 0,02% no limite de queda 
em relação aos valores indicados acima.
 Para a queda de tensão durante a partida nos circuitos de 
motores, ver o capítulo 18 deste guia.
 Em nenhum caso a queda de tensão nos circuitos terminais 
pode ser superior a 4%.
 Para o cálculo das quedas de tensão devem ser consideradas 
as impedâncias dos transformadores ou geradores (se for o caso) 
e dos cabos de baixa tensão, todos disponíveis nos catálogos dos 
fabricantes (Figura 102).
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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Figura 103 – Condição de proteção contra sobrecargas
Figura 104 – Circuitos com mesma seção nominal 
15.1.1.4 critério de Proteção contra corrente de sobrecarGa
condições de Proteção
 Todo circuito deve ser protegido por dispositivos que 
interrompam a corrente nesse circuito quando ela ultrapassar o 
valor da capacidade de condução de corrente nominal em pelo 
menos um de seus condutores, podendo provocar uma deterioração 
da instalação caso permaneça por tempo prolongado. 
 A interrupção da corrente de sobrecarga deve acontecer em um 
tempo suficientemente curto para que os condutores não atinjam os 
valores de temperatura especificados na Tabela 31.
tabela 31 - temPeraturas limites de sobrecarGa 
dos condutores (tabela 35 da nbr 5410)
Tipo de isolação
Cloreto de polivinila (PVC) até 300 mm2
Cloreto de polivinila (PVC) maior que 300 mm2
Borracha etilenopropileno (EPR)
Polietileno reticulado (XLPE)
Temperatura limite de 
sobrecarga (condutor) °C
100
100
130
130
 Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique 
assegurada, as características de atuação do dispositivo destinado a 
provê-la devem ser tais que (Figura 103):
a) IB ≤ IN ≤ Iz ; e
b) I2 ≤ 1,45 Iz
Onde:
IB é a corrente de projeto do circuito;
Iz é a capacidade de condução de corrente dos condutores, nas 
condições previstas para sua instalação;
IN é a corrente nominal do dispositivo de proteção (ou corrente de 
ajuste, para dispositivos ajustáveis), nas condições previstas para 
sua instalação;
I2 é a corrente convencional de atuação, para disjuntores, ou 
corrente convencional de fusão, para fusíveis.
 Tendo em vista as características dos disjuntores e fusíveis 
definidas em suas respectivas normas no que diz respeito às 
correntes e tempos de atuações, as duas condições anteriores podem 
ser simplificadas conforme a seguir:
Disjuntores
IB ≤ IN ≤ Iz
Fusíveis
IN ≤ 1,45 Iz / α
Sendo 
α = 1,9 I
N
 para fusíveis com I
N
 ≤ 10 A;
α = 1,75 I
N
 para fusíveis com I
N
 < 10 ≤ 25 A;
α = 1,6 I
N
 para fusíveis com 25 < I
N
 < 1000 A
localização dos disPositivos que asseGuram Proteção contra 
sobrecarGas
 Em 5.3.4.2, a norma estabelece que devem ser providos 
dispositivos que assegurem proteção contra sobrecargas em 
todos os pontos onde uma mudança (por exemplo: de seção, de 
natureza, de maneira de instalar ou de constituição) resulte em 
redução do valor da capacidade de condução de corrente dos 
condutores.
 No caso da Figura 104, se os Alimentadores 1, 2 e 3 tiverem 
a mesma seção nominal, então não é necessário instalar nenhum 
dispositivo de proteção contra sobrecargas no ponto onde é 
realizada a emenda de derivação.
 No entanto, se houver seções diferentes, a regra geral 
determina que deve ser instalado um dispositivo na emenda. 
 Pode-se imaginar uma situação como esta se o Alimentador 
1 tem seção 35 mm2, o Alimentador 2 tem seção 25 mm2 e 
o Alimentador 3 tem seção 10 mm2. Neste exemplo, cada 
alimentador deverá ter um dispositivo de proteção que atenda 
as prescrições de 5.3.4.1 da norma. Poderia ser o caso de o 
Alimentador 1 ser protegido contra sobrecargas por um 
disjuntor de 125A, o Alimentador 2 por um disjuntor de 100A 
e o Alimentador 3 por um disjuntor de 50A, conforme indicado 
na Figura 105.
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Figura 105 – Circuitos com seções nominais diferentes
Figura 106 – Deslocamento do dispositivo de proteção
deslocamento do disPositivo de Proteção
 Em 5.3.4.2.2, prescreve-se que o dispositivo destinado a 
proteger uma linha elétrica contra sobrecargas pode não ser 
posicionado exatamente no ponto de derivação, mas deslocado 
ao longo do percurso da linha, se a parte da linha compreendida 
entre a mudança de seção e o dispositivo de proteção não 
possuir nenhuma derivação, nenhuma tomada de corrente e 
atender a pelo menos uma das duas condições seguintes: (a) 
estar protegida contra curtos-circuitos ou (b) seu comprimento 
não exceder 3 m, ser instalada de modo a reduzir ao mínimo o 
risco de curto-circuito e não estar situada nas proximidades de 
materiais combustíveis. 
 A Figura 106 ilustra o caso (b), onde se verifica que, se o 
comprimento do condutor entre a derivação e o quadro de 
distribuição for menor do que três metros, o dispositivo de 
proteção contra sobrecargas poderá estar situado no interior do 
quadro.
 A situação prevista em (a), seria aquela em que, por exemplo, 
existiria um dispositivo de proteção contra curtos-circuitos 
(disjuntor ou fusível) instalado no quadro geral (QG) que atuaria 
no caso da ocorrência de um curto-circuito em qualquer ponto 
entre a derivação e o quadro de distribuição (alimentadores 2 ou 3 
da Figura 106). Como indicado, nesta condição seria dispensada 
a instalação do dispositivo de proteção contra sobrecargas em 
qualquer ponto dos alimentadores 2 e 3 do exemplo.
 Em todos os casos, a norma indica que deve ser reduzido 
ao mínimo o risco de curto-circuito nas derivações. Isto pode 
ser atendido pela escolha adequada do tipo de linha elétrica em 
função das influências externas existentes no local da instalação. 
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BR 5410
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Figura 107 – Condição geral de proteção contra curto-circuito
omissão da Proteção contra sobrecarGas
 As prescrições a seguir não são válidas para locais com riscos 
de incêndio (BE2) ou explosões (BE3) previstas na Tabela 22 da 
NBR 5410. Assim, ao invés de instalar dispositivos de proteção 
contra sobrecargas na derivação (Figura 105) ou em algum ponto 
deslocado ao longo da linha elétrica (Figura 106), existem três 
situações em que simplesmente estes dispositivos de proteção 
podem nem existir, a saber:
(a) Quando o circuito de derivação (alimentadores 2 e 3 nos 
exemplos anteriores) for protegido a montante (atrás) por dispositivo 
contra sobrecargas. Seria o caso, por exemplo, de existir no QG das 
figuras anteriores um dispositivo de proteção que atuasse quando 
da ocorrência de uma sobrecarga no Alimentador 2 ou 3. Para que 
isso ocorresse, as condições de 5.3.4.1 da norma deveriam ser 
atendidas, o que é muito raro acontecer na prática quando se tratam 
de condutores com seções nominais muito diferentes.
(b) Quando o circuito de derivação não estiver sujeito à circulação 
de correntes de sobrecarga, estiverprotegido contra curtos-
circuitos e não possuir derivação ou tomada de corrente. Esta 
também é uma situação pouco usual na maioria das instalações 
elétricas, principalmente no que diz respeito a não existir a 
possibilidade de circulação de correntes de sobrecarga. Além 
disso, deveria existir um dispositivo de proteção contra curtos-
circuitos (disjuntor ou fusível) instalado no quadro geral (QG) que 
atuaria no caso da ocorrência de um curto-circuito em qualquer 
ponto entre a derivação e o quadro de distribuição (alimentadores 
2 ou 3 da Figura 106).
(c) Podem ser omitidos dispositivos de proteção contra sobrecargas 
em todas as derivações de linhas de sinal, incluindo circuitos de 
comando.
Proteção contra sobrecarGas de condutores em Paralelo
 As condições de proteção contra sobrecargas de condutores em 
paralelo são tratadas em 5.3.4.5 e no Anexo D.2 da NBR 5410.
15.1.1.5 critério de Proteção contra corrente de curto-
circuito
condições de Proteção
 Conforme 4.1.3.2 da NBR 5410, todo circuito deve ser protegido 
por dispositivos que interrompam a corrente nesse circuito quando 
pelo menos um de seus condutores for percorrido por uma corrente 
de curto-circuito. 
 A interrupção da corrente de curto-circuito deve acontecer 
em um tempo suficientemente curto para que os condutores não 
atinjam os valores de temperatura especificados na Tabela 32. 
 As características dos dispositivos de proteção dos cabos 
elétricos de baixa tensão contra curto-circuito podem ser vistas no 
capítulo 15 deste guia.
tabela 32 – temPeraturas limites de curto-circuito dos condutores 
(tabela 35 da nbr 5410)
Tipo de isolação
Cloreto de polivinila (PVC) até 300 mm2
Cloreto de polivinila (PVC) maior que 300 mm2
Borracha etilenopropileno (EPR)
Polietileno reticulado (XLPE)
Temperatura limite de 
curto-circuito (condutor) °C
160
140
250
250
 No estudo da proteção contra correntes de curto-circuito devem, 
em princípio, ser determinadas as correntes de curto-circuito 
presumidas simétricas em todos os pontos julgados necessários.
 O dispositivo destinado a proteger os condutores vivos de um 
circuito deve estar adequadamente coordenado com os condutores. 
Para isso, a NBR 5410 impõe duas condições (Figura 107):
• A capacidade de interrupção do dispositivo (ICN) deve ser no 
mínimo igual à corrente de curto-circuito presumida (Ik) no ponto 
onde for instalado (Figura 107). Só se admite um dispositivo com 
capacidade de interrupção inferior, se houver, a montante, outro 
dispositivo com a capacidade de interrupção necessária que deve 
ser coordenado com o anterior;
• A integral de Joule que o dispositivo deixa passar deve ser 
inferior ou igual à integral de Joule necessária para aquecer o 
condutor desde a temperatura máxima para serviço contínuo até a 
temperatura limite de curto-circuito (Figuras 107, 108 e 109), o que 
pode ser indicado pela seguinte expressão:
 ∫ i2 t dt ≤ K2 S2
onde:
∫ i2 t dt é a integral de Joule (energia) que o dispositivo de proteção 
deixa passar, em ampères quadrados-segundo;
K2 S2 é a integral de Joule (energia) capaz de elevar a temperatura do 
condutor desde a temperatura máxima para serviço contínuo até a 
temperatura de curto-circuito, supondo-se aquecimento adiabático.
 O valor de K é indicado na tabela 30 da NBR 5410 e S é a seção 
do condutor, em milímetros quadrados.
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Figura 108 – Condição de proteção contra curto-circuito de um disjuntor
Figura 110 – Circuitos com mesma seção nominal
Figura 109 – Condição de proteção contra curto-circuito de um fusível
 Para curtos-circuitos de qualquer duração em que a assimetria da 
corrente não seja significativa, e para curtos-circuitos assimétricos de 
duração 0,1 s ≤ t ≤ 5 s, pode-se escrever:
I2 . t ≤ K2 S2
onde:
I é a corrente de curto-circuito presumida simétrica, em ampères, valor 
eficaz (I
k
);
t é a duração do curto-circuito, em segundos.
localização dos disPositivos que asseGuram Proteção contra curto-
circuito
deslocamento do disPositivo de Proteção
 Em 5.3.5.2, a norma estabelece que devem ser providos dispositivos 
que assegurem proteção contra curtos-circuitos em todos os pontos onde 
uma mudança (por exemplo, redução de seção) resulte em alteração do 
valor da capacidade de condução de corrente dos condutores.
 No caso da Figura 1, se os Alimentadores 1, 2 e 3 tiverem a mesma 
seção nominal, então não é necessário instalar nenhum dispositivo de 
proteção contra curtos-circuitos no ponto onde é realizada a emenda de 
derivação. 
 No entanto, se houver seções diferentes, a regra geral determina que 
deve ser instalado um dispositivo na emenda.
 Pode-se imaginar uma situação como esta se pensarmos que o 
Alimentador 1 tem seção 35 mm2, o Alimentador 2 tem seção 25 mm2 
e o Alimentador 3 tem seção 10 mm2. Neste exemplo, cada alimentador 
Figura 111 – Circuitos com seções nominais diferentes
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BR 5410
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deverá ter um dispositivo de proteção que atenda as prescrições de 
5.3.5.5.2 da norma. Sem entrar em muitos detalhes, poderia ser o caso de 
o Alimentador 1 ser protegido contra curtos-circuitos por um disjuntor de 
125 A, o Alimentador 2 por um disjuntor de 100 A e o Alimentador 3 por 
um disjuntor de 50 A, conforme indicado na Figura 111.
deslocamento do disPositivo de Proteção
 Em 5.3.5.2.2, prescreve-se que o dispositivo destinado a proteger 
uma linha elétrica contra curtos-circuitos pode não ser posicionado 
exatamente no ponto de derivação, mas deslocado ao longo do percurso 
da linha, se a parte da linha compreendida entre a redução de seção 
e a localização pretendida para o dispositivo de proteção atender 
simultaneamente aos seguintes três requisitos: (a) não exceder 3 m, (b) 
ser instalada de modo a reduzir ao mínimo o risco de curto-circuito e, (c) 
não estar situada nas proximidades de materiais combustíveis. 
 A Figura 112 ilustra o caso (a), onde se verifica que, se o comprimento 
Figura 112 – Deslocamento do dispositivo de proteção
Figura 113 – Deslocamento do dispositivo de proteção
do condutor entre a derivação e o quadro de distribuição for menor do 
que três metros, o dispositivo de proteção contra curtos-circuitos poderá 
estar situado no interior do quadro de distribuição (QD-1 e QD-2).
 A norma indica que deve ser reduzido ao mínimo o risco de curto-
circuito nas derivações. Isto pode ser atendido pela escolha adequada do 
tipo de linha elétrica em função das influências externas existentes no 
local da instalação. 
 Ainda conforme a prescrição de 5.3.5.2.2, alínea b), em alternativa 
à situação descrita anteriormente, é possível não instalar um dispositivo 
de proteção no ponto de derivação caso o condutor de seção reduzida 
estivesse garantidamente protegido contra curtos-circuitos por um 
dispositivo de proteção localizado a montante da derivação. Isso está 
ilustrado na Figura 4, onde o dispositivo de proteção instalado no 
QG estaria protegendo contra curtos-circuitos simultaneamente os 
Alimentadores 1, 2 e 3. Para que isso seja possível, é preciso que os 
requisitos de 5.3.5.5.2 da NBR 5410 relativos à integral de Joule dos 
dispositivos e dos condutores sejam atendidos.
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omissão da Proteção contra curtos-circuitos
 Nos três casos mencionados a seguir é possível não existir 
nenhum dispositivo de proteção contra curtos-circuitos instalado 
na derivação ou deslocado ao longo da linha, desde que a linha 
elétrica seja instalada de modo a reduzir ao mínimo o risco de 
curto-circuito e não esteja situadanas proximidades de materiais 
combustíveis:
(d) Em linhas que ligam geradores, transformadores, retificadores 
e baterias aos seus quadros correspondentes, desde que existam 
dispositivos de proteção instalados dentro dos quadros.
(e) Em circuitos onde o desligamento automático seja perigoso, tais 
como circuitos de excitação de máquinas rotativas, de alimentação 
de eletroímãs para elevação de cargas, circuitos secundários de 
transformadores de corrente e circuitos de motores usados em 
bombas de incêndio, extração de fumaça, etc.
(f) Em circuitos de medição.
corrente de curto-circuito mÍnima Presumida
 Na NOTA 2 de 6.4.3 (Seleção dos dispositivos de proteção 
contra curtos-circuitos), informa-se que “para efeito de verificação 
das condições especificadas em 6.3.4.3.1 e 6.3.4.3.2, considera-
se a corrente de curto-circuito mínima presumida como aquela 
correspondente a um curto-circuito de impedância desprezível que 
ocorre no ponto mais distante da linha protegida”.
 Geralmente, esta corrente mínima corresponde a uma falta fase-
fase ou fase-neutro na extremidade de cada circuito analisado, seja 
ele um circuito de distribuição ou terminal. 
 Seu cálculo simplificado é bem conhecido, sendo determinado 
com boa aproximação pela seguinte expressão que tem origem na 
norma francesa NF C 15100:
I
kmin
 = 0,8 U S / r ρ 2 l
Sendo:
I
kmin
 - corrente de curto-circuito mínima presumida [A];
U – tensão nominal entre fase-neutro ou fase-fase, conforme o caso 
considerado [V];
S – seção nominal do condutor [mm2];
r – fator dado pela Tabela 33;
ρ - resistividade do cobre = 0,027 Ω mm2/m;
l – comprimento do circuito [m].
tabela 33 – fator “r”
r
1,00
1,15
1,20
1,25
S [mm2]
≤120
150
185
240
Exemplo:
a) circuito com tensão fase-neutro 127 V, seção dos condutores 
2,5 mm2 e comprimento 25 m, têm-se a seguinte corrente de curto-
circuito mínima presumida:
I
kmin
 = 0,8 U S / r ρ 2 l 
= 0,8 (127) (2,5) / (1,00) (0,027) 2 (25) = 188 A
b) circuito com tensão fase-neutro 127 V, seção dos condutores 
25 mm2 e comprimento 25 m:
I
kmin
 = 0,8 U S / r ρ 2 l 
= 0,8 (127) (25) / (1,00) (0,027) 2 (25) = 1.882 A
 Fica evidente nos exemplos a influência da seção dos 
condutores (de fase e neutro) no valor da corrente mínima. 
O primeiro caso (2,5 mm2) é típico de circuitos terminais de 
força e iluminação, enquanto que o segundo caso (25 mm2) é 
mais encontrado em circuitos de distribuição e alimentação 
de quadros em geral. A reduzida seção dos condutores 
utilizados geralmente nos circuitos terminais contribui 
significativamente para a redução da corrente de curto-
circuito mínima presumida.
15.1.1.6 natureza dos disPositivos de Proteção contra 
sobrecorrentes
 Dispositivos capazes de prover simultaneamente proteção 
contra correntes de sobrecarga e contra correntes de curto-circuito
 Esses dispositivos de proteção devem poder interromper 
qualquer sobrecorrente inferior ou igual à corrente de curto-circuito 
presumida no ponto em que o dispositivo for instalado e podem ser 
dos seguintes tipos (Figura 114):
a) disjuntores conforme NBR 5361, NBR IEC 60947-2, NBR NM 
60898 ou IEC 61009-2.1. 
 Após a publicação da NBR 5410 em 2004, a norma NBR 5361 
foi cancelada pela ABNT e substituída, para disjuntores de uso 
residencial até 63 A, pelo Regulamento do Inmetro RTQ 243;
b) dispositivos fusíveis tipo gG, conforme NBR IEC 60269-1 e 
NBR IEC 60269-2 ou NBR IEC 60269-3;
c) disjuntores associados a dispositivos fusíveis, conforme 
NBR IEC 60947-2 ou NBR NM 60898.
disPositivos caPazes de Prover aPenas Proteção contra 
correntes de sobrecarGa
 Tais dispositivos geralmente possuem característica de atuação 
a tempo inverso e podem apresentar uma capacidade de interrupção 
inferior à corrente de curto-circuito presumida no ponto de 
instalação. 
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BR 5410
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tabela 34 - taxa de 3ª harmônica x seção do condutor neutro
THD3 e 
múltiplas < 15%
Condutor neutro 
pode ser menor que o 
condutor de fase
15% ≤ THD3 e 
múltiplas ≤ 33% 
Condutor neutro pode 
ser igual ao condutor 
de fase
THD3 e múltiplas 
> 33% 
Condutor neutro 
pode ser maior que o 
condutor de fase
condutor neutro Pode ser menor que o condutor de condutor 
de fase
 Em 6.2.6.2.6, admite-se que num circuito trifásico com 
condutor neutro, onde os condutores de condutor de fase tenham 
seção maior que 25 mm2, a seção do condutor neutro pode ser 
menor que a do condutor de condutor de fase, limitada aos 
valores da tabela 48 da referida norma, desde que (1) o circuito 
seja equilibrado, (2) a taxa de 3ª harmônica e múltiplas seja 
menor que 15% e (3) que o condutor neutro seja protegido contra 
sobrecorrentes. Ora, na prática, garantir o atendimento a estas 
três condições não é nada fácil e, conseqüentemente, reduzir a 
seção do condutor neutro deve ser uma decisão tomada somente 
após uma análise muito criteriosa do caso. Note que a norma 
não obriga a redução do condutor neutro, mas apenas deixa uma 
possibilidade para que esta redução aconteça.
condutor neutro Pode ser iGual ao condutor de fase
 Em 6.2.6.2.3 e 6.2.6.4, admite-se que, respectivamente, num 
circuito trifásico com condutor neutro e num circuito de duas fases 
com condutor neutro, a seção do condutor neutro pode ser igual à 
seção do condutor de fase desde que a taxa de terceira harmônica 
(e suas múltiplas) presentes no circuito seja maior ou igual a 15% e 
menor ou igual a 33%. 
condutor neutro Pode ser maior que o condutor de fase
 Em 6.2.6.2.5, admite-se que num circuito trifásico com 
condutor neutro ou num circuito com duas fases com condutor 
neutro, a seção do condutor neutro pode ser maior que a seção do 
condutor de fase desde que a taxa de terceira harmônica (e suas 
múltiplas) presentes no circuito seja maior ou igual a 33%. Tais 
taxas são muito comuns em circuitos que alimentam, por exemplo, 
computadores e outros equipamentos de tecnologia de informação. 
 De acordo com o anexo F da norma NBR 5410, a seção do 
condutor neutro nestas condições pode ser determinada calculando-
se a corrente por:
 I
N
 = fh IB 
 Onde I
N
 é a corrente no condutor neutro considerando a 
presença das harmônicas de 3a ordem e suas múltiplas, fh é um fator 
obtido na Tabela 35 (Tabela F.1 da NBR 5410) e I
B
 é a corrente 
de projeto no condutor de fase (incluindo todas as harmônicas) 
calculada por (1).
 A norma faz uma observação que é muito útil na prática 
e que resulta num dimensionamento a favor da segurança: 
na falta de estimativa mais precisa da taxa de 3ª harmônica, 
recomenda-se a adoção dos maiores fatores da tabela, ou seja, 
1,73 e 1,41, respectivamente, para circuitos trifásicos e com 
duas fases.
fusÍvel nh disjuntor fusÍvel diazed
disPositivos caPazes de Prover aPenas Proteção contra 
correntes de curto-circuito
 Tais dispositivos podem ser utilizados quando a proteção contra 
sobrecargas for provida por outros meios ou nos casos em que se 
admite omitir a proteção contra sobrecargas). Esses dispositivos 
devem poder interromper qualquer corrente de curto-circuito 
inferior ou igual à corrente de curto-circuito presumida. Podem ser 
dos seguintes tipos:
a) disjuntores conforme NBR 5361, NBR IEC 60947-2, 
NBR NM 60898 ou IEC 61009-2.1;
b) dispositivos fusíveis com fusíveis tipo gG, gM ou aM, conforme 
NBR IEC 60269-1 e NBR IEC 60269-2 ou NBR IEC 60269-3.
15.2 dimensionamento do condutor neutro
 Em 6.2.6.2, são feitas considerações sobre o dimensionamento 
do condutor neutro em função da taxa de terceira harmônica(THD3) e suas múltiplas presentes no circuito. 
 Desta forma, são consideradas três situações: taxa inferior 
a 15%, taxa entre 15% e 33% e taxa superior a 33%, conforme 
indicado na Tabela 34.
Figura 114 – Alguns tipos de dispositivos usuais de proteção contra sobrecorrente
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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tabela 35 - fator Para a determinação da corrente no neutro
Taxa de 3ª harmônica
33% a 35%
36% a 40%
41% a 45%
46% a 50%
51% a 55%
56% a 60%
61% a 65%
≥ 66%
fh
Circuito trifásico 
com neutro 
1,15
1,19
1,24
1,35
1,45
1,55
1,64
1,73
Circuito com duas 
fases e neutro 
1,15
1,19
1,23
1,27
1,30
1,34
1,38
1,41
 Exemplo: sendo I
1
 = 110 A, I
3
 = 57 A e I
5
 = 29 A, circuito 
trifásico com neutro, segue-se:
I
B
 = √1102 + 572 + 292 = 127 A
THD3 = 100 x 57 / 110 = 52%
Entrando com 52% na tabela F.1 fh = 1,45
Então, I
N
 = fh IB = 1,45 x 127 = 184 A
Proteção contra sobrecorrentes do condutor neutro
 Nos esquemas TN e TT, quando a seção do condutor neutro 
for pelo menos igual ou equivalente à dos condutores de fase, não 
é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor neutro, 
nem dispositivo de seccionamento nesse condutor.
 Quando a seção do condutor neutro for inferior à dos condutores 
de fase, é necessário prever detecção de sobrecorrente no condutor 
neutro, adequada à seção desse condutor. Essa detecção deve 
provocar o seccionamento dos condutores de fase, mas não 
necessariamente do condutor neutro. No entanto, admite-se omitir a 
detecção de sobrecorrente no condutor neutro, se as duas condições 
seguintes forem simultaneamente atendidas:
a) o condutor neutro estiver protegido contra curtos-circuitos pelo 
dispositivo de proteção dos condutores de fase do circuito;
b) a corrente máxima suscetível de percorrer o condutor neutro em 
serviço normal for claramente inferior ao valor da capacidade de 
condução de corrente desse condutor.
 Considera-se esta condição satisfeita se a potência transportada 
pelo circuito for distribuída tão uniformemente quanto possível entre 
as diferentes fases. Por exemplo, se a soma das potências absorvidas 
pelos equipamentos de utilização alimentados entre cada fase e o 
neutro for muito inferior à potência total transportada pelo circuito 
em questão. Um valor prático usual para esse desequilíbrio é de 10%. 
15.3-dimensionamento econômico e ambiental de condutores 
elétricos
15.3.1 introdução
 A função de um cabo de potência é conduzir a energia elétrica 
da forma energeticamente mais eficiente e ambien-talmente 
mais amigável possível desde a fonte até o ponto de utilização. 
No entanto, devido à sua resistência elétri-ca, o cabo dissipa, na 
forma de calor (perda joule), uma parte da energia transportada, 
de forma que uma eficiência de 100% não é obtida neste processo. 
Em consequência, essa perda irá requerer a geração de uma energia 
adicional que contribuirá para o acréscimo da emissão de gases de 
efeito estufa na atmosfera.
 A energia dissipada por estes cabos precisa ser paga por alguém, 
transformando-se assim em um acréscimo nos custos operacionais 
do equipamento que está onde alimentado e da instalação elétrica 
como um todo. Esta sobre-carga financeira se estende por toda a 
vida útil do processo envolvido. O custo da energia tem um peso 
cada vez mais importante nos custos operacionais das edificações 
comerciais e industriais. Neste sentido, todos os esforços possíveis 
devem ser feitos para conter gastos desnecessários. 
 Os aspectos ambientais e conservacionistas relacionados com a 
energia desperdiçada também são importantes fato-res, cada vez mais 
ressaltados. Estudos revelam que, ao longo do ciclo de vida dos fios e 
cabos elétricos, as mais significativas emissões de CO2 (gás do efeito 
estufa) são produzidas quando os condutores estão sendo utilizados 
no transporte de energia elétrica, onde relativamente pequenas na fase 
de fabricação e descarte desses produtos. Essas emissões de CO2 são 
resultantes da geração extra de energia necessária para compensar 
as perdas joule na condução da corrente elétrica pelo circuito. Desta 
forma, mantidas todas as demais características da instalação, a 
maneira mais adequada de reduzir as perdas joule nos fios e cabos, e 
consequentemente, as emissões de CO2, é aumentar a seção nominal 
dos condutores elétricos. 
 Teoricamente, seria possível reduzir a perda de energia 
(joule) e a consequente emissão de CO2 a valores insignifi-cantes, 
aumentando-se a seção do condutor. No entanto, como isto 
significa aumentar o custo inicial do cabo, seus acessórios, linhas 
elétricas e mão de obra de instalação, tende-se a anular a economia 
conseguida pela melhoria da eficiência na distribuição. Neste caso, 
é interessante encontrar um compromisso entre estas duas variáveis 
(redução nas perdas x aumento do custo inicial da instalação).
 A melhor ocasião para se considerar a questão das perdas joule 
e emissão de CO2 numa instalação elétrica é na etapa de projeto, 
quando custos adicionais são marginais. É fácil compreender que, 
após sua instalação, é muito mais difícil e caro incorporar melhorias 
a um circuito. A questão central neste assunto é identificar uma seção 
de condutor que reduza o custo da energia desperdiçada, sem incorrer 
em custos iniciais excessivos de compra e insta-lação de um cabo. 
 Os critérios de dimensionamento econômico e ambiental 
apresentados a seguir são aplicáveis a todos os tipos de instalações 
elétricas de baixa e média tensão, sejam nas instalações prediais, 
comerciais e industriais ou nas redes públicas de distribuição de 
energia elétrica. 
 Existem algumas situações onde o emprego de tais critérios é 
particularmente mais interessante, tais como aquelas que envolvem 
circuitos com cargas relativamente elevadas, que funcionam por 
longos períodos durante o dia. São os casos de alimentadores de 
quadros de distribuição, quadros de luz, alimentação de motores 
elétricos, torres de resfriamento, ar condicionado, dentre outros, 
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
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facilmente encontrados, por exemplo, em shopping centers, 
indústrias em geral, hospitais, edifícios comerciais e públicos, 
portos, aeroportos, estádios e ginásios esportivos, dentre ou-tros. 
15.3.2 dimensionamento técnico e econômico de condutores 
elétricos conforme a norma nbr 15902
15.3.2.1 seção econômica
 A Seção Econômica (Sec) de um condutor elétrico pode ser 
determinada pela expressão [1] que utiliza parâmetros calculados 
pelas expressões [2] a [5].
[1]
[3]
[2]
[4]
[5]
onde:
Sec = seção econômica do condutor [mm2]
Imax = corrente de projeto máxima prevista para o circuito no 
primeiro ano, [A];
F = quantidade auxiliar;
ρ
20
 = resistividade elétrica do material condutor a 20 °C [Ω m];
B = quantidade auxiliar;
α20 = coeficiente de temperatura para a resistência do condutor a 
20 ºC [K-1];
θm = temperatura média de operação do condutor [ºC];
θ = temperatura máxima nominal do condutor para o tipo de cabo 
considerado [ºC];
θa = temperatura ambiente média [ºC].
A = componente variável do custo por unidade de comprimento 
conforme seção do condutor [$/m.mm2]
Np = número de condutores de fase por circuito;
Nc = número de circuitos que levam o mesmo tipo e valor de carga;
T = tempo de operação com perda joule máxima [h/ano];
P = custo de um watt-hora no nível da tensão pertinente [$/W.h]
D = variação anual da demanda [$/W.ano];
Q = quantidade auxiliar;
i = taxa de capitalização para cálculo do valor presente [%];
yp = fator de proximidade, conforme IEC 60287-1-1;ys = fator devido ao efeito pelicular, conforme IEC 60287-1-1; 
λ1 = fator de perda da cobertura, conforme IEC 60287-1-1; 
λ2 = fator de perda da armação, conforme IEC 60287-1-1; 
r = quantidade auxiliar;
N = período coberto pelo cálculo financeiro, também referido como 
“vida econômica” [ano];
a = aumento anual da carga (Imax) [%];
b = aumento anual do custo da energia, sem incluir efeitos da 
inflação [%]. 
15.3.2.2 asPectos econômicos
 Para combinar os custos iniciais de compra e instalação com os 
custos de perdas de energia que surgem durante a vida econômica 
de um condutor elétrico, é necessário expressá-los em valores 
econômicos comparáveis, que são os valores que se referem ao 
mesmo ponto no tempo.
 É sabido que, quanto menor a seção nominal de um condutor 
elétrico, menor é o seu custo inicial de aquisição e instalação e 
maior é o seu custo operacional durante a sua vida útil. 
 Multiplicando-se o valor obtido em [1] pelo preço do Wh 
cobrado pela distribuidora de energia (ou calculado para a fonte de 
geração própria), obtém-se o custo da perda de energia (operacional) 
do condutor elétrico.
 Deste modo, o custo total de instalar e operar um cabo durante 
sua vida econômica, expresso em valores presentes, é calculado 
conforme a seguinte equação:
Figura 115 - Custo inicial e custo operacional dos cabos em função da seção nomial
Valor mínimo
Custo Total
Custo Inicial
mm2
S
Custo de operação
(perdas)
ST SE
SE > ST corresponde ao custo total mínimo
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 Custo total = CT = CI + CJ [6]
onde:
CI é o custo inicial de um comprimento de cabo instalado, [$];
CJ é o custo operacional equivalente na data em que a instalação 
foi adquirida, ou seja, o valor presente, das perdas joule durante a 
vida considerada, [$].
 A Figura 115 apresenta as curvas típicas do custo operacional 
(CJ) e custo inicial de uma instalação (CI) em função da seção 
nominal dos condutores.
 Na Figura 115, somando-se ponto a ponto as duas curvas (custo 
inicial e custo operacional), tem-se , para cada seção nominal, o 
custo total daquele condutor ao longo de sua vida referido a um 
valor presente.
 Conforme a Figura 115, a curva relativa ao custo total apresenta 
um ponto de valor mínimo ($) para uma dada seção (mm2). 
 Denomina-se como seção econômica (Sec) de um circuito 
aquela seção que resulta no menor custo total de instalação e 
operação de um condutor elétrico durante sua vida econômica 
considerada.
 De acordo com a NBR 15920, o custo total (CT) pode ser 
calculado por: 
 CT = I2max R l F [$] [7]
onde:
Imax = carga máxima no cabo durante o primeiro ano, [A];
l = comprimento do cabo, [m];
F = calculado pela equação [2];
R = resistência c.a. aparente do condutor por unidade de comprimento, 
levando em conta os efeitos pelicular e de proximidade (yp, ys) e as 
perdas em blindagens metálicas e armações (λ1, λ2), [Ω/m]. 
 O valor de R em função da seção padronizada S do condutor 
deve ser considerado na temperatura média de operação do condutor 
(θm) e calculado pela seguinte expressão:
 [8] 
 
15.3.2.3 dimensionamento ambiental de condutores elétricos
 Ao longo do ciclo de vida dos fios e cabos elétricos, as 
mais significativas emissões de CO2 (gás do efeito estufa) 
são produzidas quando os condutores transportam a energia 
elétrica, sendo relativamente pequenas na fase de fabricação e 
descarte desses produtos. Essas emissões de CO2 são resultantes 
da geração extra de energia necessária para compensar as 
perdas joule na condução da corrente elétrica pelo circuito. 
Como visto nas seções anteriores, é possível reduzir a perda 
de energia (joule) e a consequente emissão de CO2 através 
do aumento da seção do condutor pela aplicação do critério 
de dimensionamento econômico. Assim, é fácil concluir 
que haverá um ganho ambiental sempre que, num período 
considerado, as emissões de CO2 evitadas durante a operação 
do cabo forem menores do que as emissões de CO2 realizadas 
para sua fabricação. Os itens 6.2 e 6.3 a seguir apresentam os 
modos de calcular as emissões de CO2 evitadas e realizadas.
redução das emissões de co2 na Geração de enerGia Pelo 
aumento da seção 
 Quando os condutores dimensionados pelo critério 
técnico (de menor seção) são substituídos por condutores 
dimensionados pelo critério econômico (de maior seção), a 
quantidade anual de redução de emissões de CO2 é dada pela 
seguinte fórmula:
 
Z1 = Σ [Np Nc I2 (R1 – R2) 10-3 T l K1] [9]
onde:
Z1 = quantidade anual de redução de emissões de CO2 [kg-CO2];
Np = número de condutores de fase por circuito;
Nc = número de circuitos que levam o mesmo tipo e valor de 
carga;
I = corrente de projeto, [A];
l = comprimento do cabo, [km];
R1 = resistência do condutor por unidade de comprimento 
dimensionado pelo critério técnico (menor seção), [Ω/km] – 
calculada conforme equação [8];
R2 = resistência do condutor por unidade de comprimento 
dimensionado pelo critério econômico (maior seção), [Ω/km] 
– calculada conforme equação [8];
T = tempo de operação por ano [h/ano];
K1 = emissões de CO2 no momento da geração por unidade de 
energia elétrica, [kg-CO2/kWh]. Este valor varia conforme 
a característica da matriz energética de cada país, sendo 
maior nos casos onde fontes primárias de energia são mais 
poluentes (combustíveis fósseis) e menor onde as fontes 
primárias são mais limpas e renová-veis (hidráulica, solar, 
eólica, etc.). No caso do Brasil, dados de 2010 indicam um 
valor de K1 = 0,089 kg-CO2/kWh.
aumento das emissões de co2 na fabricação de condutores 
Pelo aumento da seção 
 O aumento da seção dos condutores quando dimensionados 
pelo critério econômico tem como consequência direta o 
aumento nas emissões de CO2 no processo completo de 
fabricação dos cabos elétricos, desde a fase de extração do 
metal condutor na mina até o descarte do produto após sua 
utilização (ciclo de vida do produto). Isso se deve ao fato de que 
seções maiores utilizam mais materiais e, consequentemente, 
mais energia é consumida na fabricação e demais etapas da 
vida do produto.
 O principal aumento nas emissões de CO2 devido ao 
aumento da seção ocorre na produção do cobre, desde a mina 
até a fabricação do elemento condutor do cabo. O aumento 
anual das emissões de CO2 neste caso é dado pela seguinte 
expressão:
R(S) =
S
ρ20 • B[1 + α20 • (θm - 20)] • 106
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105
 Z2 = Σ [(W2 – W1) l K2] [10]
onde:
Z2 = quantidade anual de aumento de emissões de CO2 [kg-CO2];
W1 = peso do condutor por unidade de comprimento dimensionado 
pelo critério técnico (menor seção), [kg/km] 
W2 = peso do condutor por unidade de comprimento dimensionado 
pelo critério econômico (maior seção), [kg/km];
l = comprimento do cabo, [km];
K2 = emissões de CO2 no momento da produção do cobre por 
unidade de cobre, [kg-CO2/kg-Cu]. Este valor varia conforme a 
característica da matriz energética de cada país e do processo de 
extração e fabricação do metal, sendo maior nos casos onde fontes 
primárias de energia são mais poluentes (combustíveis fósseis) 
e menor onde as fontes primárias são mais limpas e renováveis 
(hidráulica, solar, eólica, etc.). No caso do Brasil, onde a maioria 
do cobre utilizado nos condutores elétricos é importada do Chile, 
recomenda-se utilizar K2 = 4,09 kg-CO2/kg-Cu que é aquele 
correspondente à produção do catodo de cobreeletrolítico realizada 
naquele país. 
 O resultado do dimensionamento ambiental de condutores 
elétricos pode ser determinado por Z
1
 – Z2. Na condição de 
Z
1
 – Z2 > 0, as reduções nas emissões de CO2 obtidas pelo 
uso de cabos de maiores seções durante a vida eco-nômica 
considerada compensaram os aumentos nas emissões de CO2 
devidas ao processo de fabricação dos cabos com maiores 
seções. Em outras palavras, Z
1
 – Z2 representa o ganho 
ambiental obtido pela redução das emissões de CO2 devido ao 
dimensionamento econômico dos condutores.
15.3.2.4 software
 O Instituto Brasileiro do Cobre, Procobre, disponibiliza um 
software que realiza o dimensionamento econômico e ambiental de 
condutores elétricos no site www.leonardo-energy.org.br.
15.4 dimensionamento de barramentos blindados
 Uma vez que as características elétricas dos barramentos 
variam entre fabricantes, o dimensionamento de um barramento 
blindado de baixa tensão e suas proteções deve seguir as instruções 
do fabricante. Esse dimensionamento deve levar em consideraração 
os seguintes aspectos gerais:
• A corrente nominal do barramento blindado (In) deve ser igual 
ou superior à corrente de projeto do circuito (I
B
), incluindo as 
componentes harmônicas;
• A corrente nominal do sistema de barramento blindado deve ser 
declarada pelo fabricante para uma determinada temperatura de 
referência do ar ambiente;
• O fabricante deve fornecer as informações necessárias para a 
correta seleção e dimensionamento do dispositivo de proteção 
contra sobrecarga que irá proteger o barramento blindado ou indicar 
diretamente o dispositivo de proteção contra sobrecarga que deve 
ser utilizado;
16 ATeRRAmeNTo e equIpoTeNcIAlIzAção
16.1 Generalidades 
 O aterramento, que é tratado em 6.4.1 na NBR 5410, tem 
como função principal garantir a segurança das pessoas em relação 
às tensões de passo e toque, além do correto funcionamento das 
instalações elétricas e dos equipamentos por elas servidos. 
 Um sistema de aterramento é o conjunto de todos os eletrodos, 
barramentos, massas e elementos condutores estranhos à instalação 
elétrica interligados direta ou indiretamente entre si por meio dos 
condutores de aterramento, de proteção e de equipotencialização 
(Figura 116). 
 Um sistema de aterramento pode ser dividido em duas partes 
principais, a saber:
• A primeira parte, que fica enterrada (no solo), é denominada 
“eletrodo de aterramento”, sendo assim definido nas normas 
mencionadas anteriormente: elemento ou conjunto de elementos 
do sistema de aterramento que assegura o contato elétrico com o 
solo e dispersa a corrente de defeito, de retorno ou de descarga 
atmosférica na terra.
• A segunda parte abrange todo o complexo de condutores 
(rabichos de aterramento, condutores PE, condutores para 
referência de sistemas e de equipotencialização) e massas 
metálicas (carcaças de equipamentos, estruturas e outros 
elementos) situadas acima do nível do solo e que deverão estar 
convenientemente interligados e aterrados; 
16.2 eletrodo de aterramento
 O eletrodo de aterramento deve ser construído de tal forma a 
desempenhar sua função causando a menor perturbação possível, 
na forma de tensões superficiais no solo sobre o mesmo e em 
seus arredores ou através do retorno de correntes impulsivas 
para a instalação elétrica. 
• O fabricante deve fornecer as informações necessárias para a 
correta seleção e dimensionamento do dispositivo de proteção 
contra curto-circuito que irá proteger o barramento blindado ou 
indicar diretamente o dispositivo de proteção contra curto-circuito 
que deve ser utilizado;
• O fabricante deve declarar os valores de resistência elétrica, 
reatância e impedância do sistema de barramento blindado nas 
condições de montagem especificadas a fim de permitir os cálculos 
das correntes de curto-circuito e de falta em qualquer ponto de uma 
instalação elétrica que inclua o barramento blindado;
• O dispositivo de proteção do barramento blindado deve ter a 
capacidade de interrupção contra curto-circuito igual ou superior 
à corrente de curto-circuito presumida no ponto onde o dispositivo 
for instalado;
• O fabricante deve declarar os limites de queda de tensão no 
sistema de barramento blindado.
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Figura 116 - Principais componentes do sistemas de aterramento e equipotencialização
1 Eletrodo de aterramento
 (infraestrutura de ater-ramento)
2 Condutor de aterramento
3 BEP (Barramento de
 Equipotencialização Principal)
4 Condutor de equipotencialização
 principal
5 Condutor de proteção principal
6 Condutor de equipotencialização
 suplementar
7 Condutor de proteção
8 BEL (Barramento de
 Equipotencialização Local)
9 Elemento condutor estranho 
 à instalação elétrica
10 Massa
 Quanto ao aspecto construtivo, um eletrodo de aterramento 
pode ser:
• Natural: que não é instalado especificamente para este fim, 
mas que apresenta as condições necessárias para desempenhar a 
função, em geral as armaduras de aço das fundações;
• Convencional: que é instalado com este fim, como por exemplo, 
os condutores em anel, as hastes verticais ou inclinadas e os 
condutores horizontais radiais em forma de malha.
 Em 6.4.1.1.1, a NBR 5410 determina que toda edificação 
deve dispor de uma infraestrutura de aterramento, denominada 
“eletrodo de aterramento”, sendo admitidas as seguintes opções:
a) preferencialmente, uso das próprias armaduras do concreto 
das fundações (ver 6.4.1.1.9); ou
b) uso de fitas, barras ou cabos metálicos, especialmente 
previstos, imersos no concreto das fundações (ver 6.4.1.1.10); 
ou
c) uso de malhas metálicas enterradas, no nível das fundações, 
cobrindo a área da edificação e complementadas, quando 
necessário, por hastes verticais e/ou cabos dispostos radialmente 
(“pés-de-galinha”); ou,
d) no mínimo, uso de anel metálico enterrado, circundando o 
perímetro da edificação e complementado, quando necessário, 
por hastes verticais e/ou cabos dispostos radialmente (“pés-de-
galinha”).”
 Assim elimina-se a possibilidade de vários eletrodos de 
aterramento distintos serem instalados para aterrar componentes 
de instalações diferentes (SPDA, telefonia, energia, dados, etc.) 
situados na mesma edificação.
16.2.1 eletroduto de aterramento natural
 O uso do eletrodo de aterramento pelas fundações, técnica 
utilizada há décadas no exterior, baseia-se na constatação de 
que o conjunto formado pelo ferro imerso em concreto em 
contato com o solo apresenta resistividades muito baixas, da 
ordem 30 a 50 Ω.m a 20 ºC. Além disso, a massa de material 
condutor representada pelas toneladas de aço nas fundações é 
muito superior à quantidade de material metálico utilizado nos 
eletrodos convencionais, reduzindo significativamente o valor 
da resistência de aterramento (Figura 117). 
10
10
9
9
9
6 6
8
8
4
4
5
7
7
7
3
1
Quadro
Equipamento
Elétrico
Neutro da
Concessionária
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Figura 117 - Ferragens da fundação
Figura 118 - Interligações entre elementos da armadura
 Nos casos em que a infraestrutura de aterramento da edificação 
for constituída pelas próprias armaduras embutidas no concreto das 
fundações (armaduras de aço das estacas, dos blocos de fundação 
e vigas baldrames), pode-se considerar que as interligações 
naturalmente existentes entre estes elementos são suficientes para 
se obter um eletrodo de aterramento com características elétricas 
adequadas, sendo dispensável qualquer medida suplementar 
(Figura 118).
 Nas fundações em alvenaria,a infraestrutura de aterramento 
pode ser constituída por fita, barra ou cabo de aço galvanizado 
imerso no concreto das fundações, formando um anel em todo o 
perímetro da edificação. A fita, barra ou cabo deve ser envolvido 
por uma camada de concreto de no mínimo 5 cm de espessura, a 
uma profundidade de no mínimo 0,5 m. 
 Para que não haja falsas expectativas ou utilização indevida 
dos componentes estruturais, deve-se deixar claro que, em 6.4.1.1.1 
a), está explícita a permissão para utilização das armaduras de 
fundação. Portanto, as conexões descritas em 6.4.1.2.3 não devem 
ser executadas indiscriminadamente ao logo da edificação. Neste 
sentido, por exemplo, armaduras dos pilares não podem substituir 
os condutores PE.
16.2.2 eletroduto de aterramento convencional
 A seleção e instalação dos componentes formadores do 
eletrodo de aterramento convencional devem observar as seguintes 
condições:
• O projeto do eletrodo de aterramento deve considerar o 
possível aumento da resistência de aterramento dos eletrodos 
devido à corrosão. Deve considerar também a resistência às 
solicitações térmicas, termomecânicas e eletromecânicas, ou 
seja, o dimensionamento dos condutores do eletrodo deve seguir 
os métodos de relacionados a proteção contra choques elétricos, 
correntes de curto-circuito e corrosão, inclusive eletrolítica. A seção 
mínima admissível é mostrada na Tabela 36.
tabela 36 - seção mÍnima dos condutores Para aterramento
Seções mínimas de condutores de aterramento enterrados no solo
Protegido contra corrosão
Não protegido contra corrosão
Protegido contra
danos mecânicos
Cobre: 2,5 mm2
Aço: 10 mm2
Cobre: 50 mm2 (solos ácidos ou alcalinos)
Aço: 80 mm2
Não protegido contra 
danos mecânicos
Cobre: 16 mm2
Aço: 16 mm2
• O tipo e a profundidade de instalação dos elementos do eletrodo 
de aterramento devem suprir as mudanças nas condições do solo, 
por exemplo: umidade, para que a resistência ôhmica do conjunto 
(eletrodo/solo) não varie acima do valor parametrizado em 
projeto. 
• Devem ser seguidas medidas apropriadas de instalação visando 
garantir proteção mecânica adequada para que os materiais e 
conexões possam suportar as condições de influências externas 
(movimentação do solo, compressão, etc.) (Tabela 37). Neste 
sentido, devem ser tomados os devidos cuidados com a execução 
das soldas, aperto das conexões mecânicas com torque adequado e, 
em alguns casos, pode ser necessário envelopar os condutores em 
uma mistura de cimento e areia.
• Não é admitida na composição do eletrodo de aterramento a 
utilização de tubulações metálicas de serviços (água, esgoto, etc.) 
ou outros elementos que possam ser periodicamente retirados 
para manutenção, porém estes devem estar conectados a ele para 
cumprir as medidas prescritas de equipotencialização;
• O eletrodo deve possuir distribuição espacial conveniente, além de 
apresentar valor de impedância (resistência ôhmica) de aterramento 
condizente com as condições de topologia, dimensões e do solo que 
o envolve a fim de minimizar as tensões superficiais (toque e passo) 
que possam surgir. Uma das possibilidades neste caso é dispor o 
eletrodo de forma a que ele fique posicionado abaixo da edificação 
ou estrutura a ser aterrada , estendendo-o a pelo menos 1 m de 
barreiras da divisa (muro, cercas, etc.);
• Preferencialmente o eletrodo de aterramento convencional deve 
constituir no mínimo, um anel (fechado) circundando o perímetro 
da edificação (Figura 119). Portanto não se deve construir um 
eletrodo de aterramento distante do local onde o mesmo deverá 
prover a infra-estrutura de aterramento;
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tabela 37 - materiais aProPriados e suas esPecificações
Dimensões mínimas
Espessura do 
material mm
3
3
2
2
2
2
Seção mm
100
120
95
50
50
50
50
Diâmetro mm
15
25
15
15
1,8 (cada veio)
20
Forma
Fita 2)
Perfil 1
Haste de seção circular 3)
Cabo de seção circular
Tubo
Haste de seção circular 3)
Haste de seção circular 3)
Fita
Cabo de seção circular
Cordoalha
Tubo
Fita 2)
Superfície de
Zincada a quente 1)
ou inoxidável
Capa de cobre
Revestida de cobre por eletrodeposição
Nu 1)
Zincada
Material
Aço
Cobre
Espessura média do 
revestimento
70
70
70
50
55
2000
254
40
1) Pode ser utilizado para embutir no concreto
2) Fita com cantos arredondados.
3) Para eletrodo de profundidade.
Figura 119 – Trecho de um eletrodo em anel
• A eficiência de qualquer eletrodo de aterramento depende das 
condições locais do solo. Devem ser selecionados um ou mais tipos, 
formas e topologias de instalação dos eletrodos de aterramento visando 
adequar o conjunto às condições do solo e ao valor da resistência de 
aterramento exigida em função do esquema de aterramento adotado 
para que haja eficiência na proteção contra choques elétricos, 
notadamente para esquemas IT e TT. Uma possível escolha neste 
caso é selecionar um eletrodo em anel ou malha com um perímetro 
aumentado, o que aumenta sua eficiência. Em casos extremos, pode-se 
construir um anel por fora do inicial, interligado a ele, para diminuir o 
valor da resistência (sempre em função da resistividade do solo);
• O eletrodo deve estar disposto de tal forma a prover pontos de 
acessibilidade em cada local onde haja entrada de condutores, 
serviços de utilidades e em outros pontos que forem necessários 
para satisfazer à equipotencialização;
16.2.3 resistência do eletrodo de aterramento
A resistência de aterramento de um eletrodo está definida em 3.15, 
3.9 e 3.15 das NBRs 5419, 15749 e 15751, respectivamente, como: 
“Relação entre a tensão medida entre o eletrodo, o terra remoto e 
a corrente injetada no eletrodo.”
 A obsessão pela busca de um baixo valor de resistência ôhmica 
em um sistema de aterramento tem motivos técnicos ligados à 
diminuição dos valores das tensões superficiais e à proteção contra 
choques elétricos, especialmente para os esquemas TT (ver parte 
6 deste guia). Porém esse motivo tem sido distorcido desde o 
principio do conceito até o absurdo de serem exigidos valores de 
forma indiscriminada sem sequer conhecer-se os dados primários 
do solo no qual o eletrodo está ou será construído contrariando a 
premissa básica de que o valor da resistência ôhmica do eletrodo 
de aterramento deve ser o mais baixo possível considerando, no 
mínimo, o tipo de terreno no qual o mesmo está ou será instalado.
 Com uma simples leitura da definição percebe-se que o valor 
em questão é fruto do ensaio de, basicamente, dois componentes 
principais: o eletrodo e o solo que o envolve, portanto é conveniente 
esclarecer que a medição da resistência ôhmica do eletrodo do 
aterramento não é o ensaio correto para definir a integridade física 
do mesmo. 
 Este valor mesmo quando obtido através de ensaio devidamente 
realizado, fornece as condições de funcionamento do conjunto 
(eletrodo + solo) e dependendo da situação (por exemplo, no caso 
de um solo em condições ótimas de condutividade que abrigue 
uma malha de aterramento com alguns condutores dos módulos 
rompidos) pode apresentar resultados que serão mal interpretados e 
não ajudarão na detecção das falhas existentes. 
 A NBR 5410 não estabelece valores mínimos, tão pouco 
recomenda valores de referência para resistência ôhmica do 
eletrodo de aterramento, privilegiando a equipotencialização e a 
correta utilização de dispositivos de proteção.
 Os métodos de medição da resistência ôhmica do eletrodo que 
constam do anexo J da NBR 5410 têm utilização bastante limitadaem função do aumento do numero de construções, confinando 
instalações e elementos metálicos enterrados de tal forma que 
haja influência mutua entre esses componentes. Essa característica 
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Figura 120 – Solda exotérmica
restringe a execução desses ensaios a poucas áreas onde haja espaço 
livre de interferências. A própria NBR 5410 recomenda que nesses 
casos seja realizado o ensaio do anexo K relacionado com medição 
da impedância do percurso da corrente de falta. Há ainda a opção 
da utilização dos métodos descritos na NBR 15749 ou o ensaio de 
continuidade elétrica descrito na NBR 5419.
16.3 condutor de aterramento
 O condutor de aterramento principal é o condutor de proteção 
que liga o barramento de aterramento principal ao eletrodo de 
aterramento.
 A conexão de um condutor de aterramento ao eletrodo de 
aterramento embutido no concreto das fundações (a própria armadura 
do concreto ou, então, fita, barra ou cabo imerso no concreto) deve 
ser feita garantindo-se simultaneamente a continuidade elétrica, a 
capacidade de condução de corrente, a proteção contra corrosão, 
inclusive eletrolítica, e adequada fixação mecânica. 
 Essa conexão pode ser executada, por exemplo, recorrendo-se a 
dois elementos intermediários, conforme descrito a seguir:
a) o primeiro elemento, que realiza a derivação do eletrodo para 
fora do concreto, deve ser constituído por barra de aço zincada, com 
diâmetro de no mínimo 10 mm, ou fita de aço zincada de 25 mm x 4 
mm e ligada ao eletrodo por solda elétrica. A barra ou fita deve ser 
protegida contra corrosão;
b) o segundo elemento, destinado a servir como ponto de conexão do 
condutor de aterramento, deve ser constituído por barra ou condutor 
de cobre, ligado ao primeiro elemento por solda exotérmica (Figura 
120) ou processo equivalente do ponto de vista elétrico e da corrosão.
 No caso de o eletrodo ser a armadura do concreto, essa armadura 
deve ter, no ponto de conexão, uma seção maior ou igual a 50 mm2 e 
um diâmetro de preferência maior ou igual a 8 mm.
 Em alternativa às soldas elétrica e exotérmica, podem ser 
utilizados conectores adequados, instalados conforme instruções 
do fabricante e de modo a assegurar uma conexão equivalente, sem 
danificar o eletrodo nem o condutor de aterramento.
 Conexões com solda de estanho não asseguram resistência 
mecânica adequada e, portanto, não devem ser utilizadas para 
esta finalidade.
16.4 condutor de Proteção (Pe)
 Os condutores de proteção, ou PE, são tratados em diversos 
trechos do texto da NBR 5410, pois sua função é de importância 
fundamental para o funcionamento de vários dispositivos de 
proteção em uma instalação elétrica.
 O condutor PE é utilizado para conduzir correntes de fuga ou 
de falta para o eletrodo de aterramento, bem como promover a 
equipotencialização entre massas metálicas e a instalação elétrica. 
 Segundo a NBR 5410, podem ser usados como condutores de 
proteção:
a) veias de cabos multipolares;
b) condutores isolados, cabos unipolares ou condutores nus em 
conduto comum com os condutores vivos;
c) armações, coberturas metálicas ou blindagens de cabos;
d) eletrodutos metálicos e outros condutos metálicos, sob certas 
condições; 
e) invólucros metálicos de barramentos blindados, sob certas 
condições.
 É terminantemente proibido o uso como condutor de proteção, 
mas sem prejuízo na interligação para garantir a equipotencialização, 
dos seguintes elementos metálicos:
a) tubulações de água;
b) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis;
c) elementos de construção sujeitos a esforços mecânicos em 
serviço normal;
d) eletrodutos flexíveis, exceto quando concebidos para esse fim;
e) partes metálicas flexíveis;
f) armadura do concreto (vigas, colunas, etc.);
g) estruturas e elementos metálicos da edificação (vigas, colunas, etc.);
h) massas de equipamentos.
 Os condutores PE de uma instalação devem ser ter continuidade 
elétrica garantida, devem estar adequadamente protegidos contra 
deterioração, esforços eletrodinâmicos e térmicos. Suas conexões 
devem ser acessíveis para verificações e ensaios (exceto se 
encapsuladas ou em emendas moldadas). 
 É proibida a inserção de dispositivos de comando ou manobra 
no condutor PE. 
16.5 condutor Pen
 A utilização do condutor PEN (o neutro aterrado) é admitida 
em instalações fixas e sua seção mínima, relacionada a questões 
mecânicas, deve ser de 10 mm2 (cobre).
 O condutor PEN deve ser um condutor isolado e a tensão de 
isolação deve ser compatível com a maior tensão a que ele possa ser 
submetido na instalação.
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 Toda vez que um condutor PEN adentrar uma edificação o 
mesmo deverá ser conectado direta ou indiretamente ao BEP.
 Uma regra que deve ser sempre lembrada está em 6.4.3.4.3 
da NBR 5410: se, em um ponto qualquer da instalação, as funções 
de neutro e de condutor de proteção forem separadas, com a 
transformação do condutor PEN em dois condutores distintos, um 
destinado a neutro e o outro a condutor de proteção, não se admite 
que o condutor neutro, a partir desse ponto, venha a ser ligado 
a qualquer ponto aterrado da instalação. Por isso mesmo, esse 
condutor neutro não deve ser religado ao condutor PE que resultou 
da separação do PEN original.
 Isto significa que após a separação, o condutor de neutro passa 
a exercer sua função específica de conduzir correntes elétricas de 
retorno, de desequilíbrio de fases, ou mesmo as correntes harmônicas, 
enquanto o condutor PE continua como componente para interligação 
de elementos metálicos, normalmente desenergizados, ao eletrodo de 
aterramento. Reconectar o neutro ao PE após a separação, significa 
transferir as correntes elétricas já mencionadas para esse condutor.
16.6 equiPotencialização
 A NBR 5410 define equipotencialização, em 3.3.1como: 
“Procedimento que consiste na interligação de elementos 
especificados, visando obter a equipotencialidade necessária 
para os fins desejados. Por extensão, a própria rede de 
elementos interligados resultante. A equipotencialização é 
um recurso usado na proteção contra choques elétricos e na 
proteção contra sobretensões e perturbações eletromagnéticas. 
Uma determinada equipotencialização pode ser satisfatória 
para a proteção contra choques elétricos, mas insuficiente 
sob o ponto de vista da proteção contra perturbações 
eletromagnéticas.
 Deve-se entender equipotencialização como um conceito, 
um conjunto de medidas a serem tomadas em uma instalação 
elétrica visando minimizar o surgimento de tensões perigosas 
provenientes das mais variadas fontes (rompimento do 
isolamento, raios, indução, etc.) e que não possam ser 
suportadas pelas instalações elétricas, equipamentos e pessoas 
por elas servidas. 
 Partindo desse principio, a NBR 5410 estipula cada medida 
relacionada a uma causa da diferença de potencial a ser 
mitigada. Em grande parte dos casos o atendimento de algumas 
recomendações resulta no cumprimento de outras. 
 Assim como no aterramento, cujo eletrodo deve ser 
único para todos os componentes a serem aterrados em uma 
edificação, a equipotencialização tem por principio reunir, 
direta ou indiretamente, todos os elementos metálicos 
existentes nessa edificação em um único ponto. Esse conceito 
é denominado “equipotencialização principal”. 
 Cada edificação deve possuir uma equipotencialização 
principal e tantas equipotencializações suplementares quantas 
forem necessárias.
 Em 6.4.2.1.1, a NBR 5410 especifica que em cada edificação 
deve ser realizada uma equipotencialização principal,reunindo 
os seguintes elementos (Figura 121):
a) as armaduras de concreto armado e outras estruturas 
metálicas da edificação (Figura 123);
Figura 121 – Equipotencialização principal
BEP = Barramento de equipotencialização
principal.
EC = Condutores de equipotencialização.
1 = Eletrodo de aterramento 
(embutido nas fundações).
2 = Armaduras de concreto armado e outras
estruturas metálicas da edificação.
3 = Tubulações metálicas de utilidades, 
bem como os elementos estruturais 
metálicos a elas associados: 
3.a = água;
3.b = gás;
(*) = luva isolante 
3.c = esgoto;
3.d = ar-condicionado.
4 = Condutos metálicos, blindagens,
armações, coberturas e capas 
metálicas de cabos.
4.a = Linha elétrica de energia.
4.b = Linha elétrica de sinal.
5 = Condutor de aterramento principal
Detalhe A (**)
2
4.b
3.c
3.d
3
3
3.a 3.b
3
5
1
4.a
4 EC
EC
BEP
(*)
EC
EC
EC
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b) as tubulações metálicas de água, de gás combustível, de 
esgoto, de sistemas de ar condicionado, de gases industriais, 
de ar comprimido, de vapor, etc., bem como os elementos 
estruturais metálicos a elas associados;
c) os condutos metálicos das linhas de energia e de sinal que 
entram e/ou saem da edificação;
d) as blindagens, armações, coberturas e capas metálicas de 
cabos das linhas de energia e de sinal que entram e/ou saem 
da edificação;
e) os condutores de proteção das linhas de energia e de sinal 
que entram e/ou saem da edificação;
f) os condutores de interligação provenientes de outros 
eletrodos de aterramento porventura existentes ou previstos no 
entorno da edificação;
g) os condutores de interligação provenientes de eletrodos de 
aterramento de edificações vizinhas, nos casos em que essa 
interligação for necessária ou recomendável;
h) o condutor neutro da alimentação elétrica, salvo se não 
existente ou se a edificação tiver de ser alimentada, por 
qualquer motivo, em esquema TT ou IT ;
i) os condutores de proteção principais da instalação elétrica 
(interna) da edificação.
 A Figura 122 mostra a maneira de realizar a 
equipotencialização em função do esquema de aterramento.
Figura 122 – Detalhe de como realizar a equipotencialização em função do esquema de aterramento.
Figura 123 – Detalhe de ligação equipotencial da armadura do concreto
 Em um local onde haja várias edificações, por exemplo, em 
indústrias, condomínios horizontais ou verticais, clubes, etc., deve 
haver tantas equipotencializações principais quantas forem as 
edificações existentes. Ou seja, cada edificação deve ter sua própria 
equipotencialização principal. 
 Atendendo não só aos requisitos de equipotencialização, mas 
proteção contra choques, sobrecorrentes e também para fins de 
compatibilidade eletromagnética todos os circuitos, inclusive 
trifásicos sem o condutor de neutro, devem ser providos de 
condutor PE.
 A equipotencialização principal de uma instalação tem como 
principio a união direta ou indireta de massas metálicas a um 
único ponto e deste ponto parte então a interligação para o eletrodo 
de aterramento. Esse ponto chama-se BEP – Barramento de 
Equipotencialização Principal. 
N
N
PE PE PE PE
Quadro de
distribuição
principal
barra PE
Detalhe A
BEP
PEN
Esquema TN Esquema TT
N PE PE PE
Quadro de
distribuição
principal
barra PE
Detalhe A
BEP
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 Em instalações extensas, nem sempre é possível ligar 
diretamente todas as massas ao BEP, sendo necessário então 
recorrer a barramentos mais próximos das cargas, chamados 
de BEL – Barramento de Equipotencialização Local ou o BES - 
Barramento de Equipotencialização Suplementar. 
 A Figura 124 ilustra os conceitos de BEP, o BEL e o BES.
 O BEP deve ser posicionado prioritariamente no ponto de 
entrada da instalação (onde os condutores das linhas externas 
adentrem a edificação), permitindo assim a interligação direta ou 
indireta (via DPS) com os mesmos. 
 Em alternativa e, dependendo das condições exigíveis de 
equipotencialização para proteção contra os efeitos diretos causados 
pelos raios, o BEP pode ser posicionado no quadro de distribuição 
principal – QDP (ver parte 9 deste guia). 
 O BEL e o BES geralmente são posicionados em quadros de 
distribuição ou específicos para esses fins. Estas equipotencializações 
também a visam proteção contra choques, contra surtos e outros 
efeitos ligados a prevenção contra perturbações eletromagnéticas, 
porém de forma localizada.
 Quando em fase de projeto, é importante prever que todas as 
entradas dos serviços para aquela edificação que possuam condutos 
ou condutores metálicos convirjam para um mesmo ponto. Caso 
essa prática não seja possível, há que se criar um BEL para suprir as 
exigências da equipotencialização no(s) local(ais). Este BEL deverá 
estar conectado ao BEP sempre de forma a proporcionar ligações de 
baixa impedância.
 A Figura 125 ilustra as localizações do BEP, BEL e BES.
 As ligações aos barramentos de equipotencialização devem ser 
feitas através de conexões mecânicas apropriadas e individualmente e 
devem ser providas de sinalização, segundo 6.4.2.1.5 da NBR 5410. 
Figura 124– Exemplo para equipotencialização principal, local e suplementar
16.7 condutores de equiPotencialização
 Segundo 6.4.4.2 da NBR 5410, não podem ser utilizados como 
condutores de equipotencialização, porém devem integrar a mesma, 
quaisquer massas que possam ser parcial ou totalmente removidas 
da instalação por questões alheias às da própria instalação 
(manutenção, alteração de leiaute, etc.), tais como:
 
a) elementos de construção sujeitos a esforços mecânicos em 
serviço normal;
b) tubulações de água;
c) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis;
d) partes metálicas flexíveis;
e) eletrodutos flexíveis, exceto quando concebidos para esse fim.
16.8 dimensionamento dos comPonentes que comPõem os 
sistemas de aterramento e equiPotencialização
16.8.1 condutor de Proteção
 A seção mínima dos condutores de proteção deve ser calculada 
de acordo com 6.4.3.1.2 da NBR 5410, ou selecionada de acordo 
com 6.4.3.1.3.
 A seção do condutor PE pode ser calculada pela expressão:
onde:
S é a seção do condutor (mm2), em milímetros quadrados;
Infraestrutura de aterramento
Principal
Suplementar
BEL
Local
Barra
Suplementar
BEP
S =
k
l2 t
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Figura 125 – Posicionamento preferencial do BEP e dos demais barramentos de equipotencialização.
I é o valor (eficaz) da corrente de falta que pode circular pelo 
dispositivo de proteção, para uma falta direta (A);
t é o tempo de atuação do dispositivo de proteção, em segundos;
k é o fator que depende das temperaturas iniciais e finais e do 
material: do condutor de proteção, de sua isolação e outras partes.
 As tabelas 53 a 57 da NBR 5410 dão os valores de k para 
condutores de proteção em diferentes condições de uso ou serviço. 
 Para a aplicação desta expressão com o objetivo de 
determinação a seção do condutor de proteção é necessário, dentre 
outras condições, conhecer o valor da corrente de falta presumida 
(I) entre fase e condutor de proteção. Mas aqui há um problema 
de ordem prática, uma vez que para a determinação da corrente 
de falta é imprescindível conhecer as impedâncias que fazem 
parte do caminho desta corrente, o que, necessariamente, inclui a 
impedância do condutor de proteção. No entanto, esta impedância 
é função da seção do condutor de proteção, que é exatamente o 
elemento que se quer determinar com o uso da expressãoanterior. 
 Assim sendo, o requisito de 6.4.3.1.2 tem pouca ou nenhuma 
aplicação prática na determinação da seção do condutor de proteção. 
A utilidade da expressão pode estar apenas na determinação do 
tempo de atuação (t) do dispositivo de proteção responsável pelo 
seccionamento automático, uma vez conhecidos os valores de S, I 
e k. Desta forma, é possível verificar se o dispositivo de proteção 
que provoca o seccionamento do circuito num caso de falta fase-
PE irá atuar num tempo tal que o condutor de proteção suporta tal 
solicitação. 
 Esta verificação, raramente feita nos projetos, é particularmente 
importante nos casos em que a seção do condutor de proteção é 
menor (em geral, aproximadamente a metade) do que a seção do 
condutor de fase. Nesta situação, o dispositivo de proteção do 
circuito em questão estará protegendo contra esta sobrecorrente 
(falta fase-PE) dois condutores de seções diferentes (por exemplo, 
S
FASE
 = 120 mm2 / S
PE
 = 70 mm2). Naturalmente, estes condutores 
suportam energias diferentes e, desta forma, seria possível, 
teoricamente, haver danos ao condutor de proteção mesmo com a 
existência de um dispositivo que atue no caso de corrente de falta. 
Isto porque, via de regra, existe apenas um dispositivo de proteção 
contra sobrecorrentes em cada circuito, o qual é responsável pelas 
atuações em sobrecarga e curto-circuito (entre fases e fase-PE).
 Como alternativa ao cálculo indicado, a seção do condutor de 
proteção pode ser determinada por uma simples consulta à tabela 58 
da norma (Tabela 38 deste guia), que relaciona a seção do PE com 
a seção do condutor de fase correspondente. Os valores da Tabela 
x são válidos apenas se o condutor de proteção for constituído do 
mesmo metal que os condutores de fase. Caso não seja, sua seção 
deve ser determinada de modo que sua condutância seja equivalente 
à da seção obtida pela tabela.
tabela 38 - seção mÍnima do condutor de Proteção
Seção dos condutores de fase S 
mm2
S ≤ 16
16 < S ≤ 35
S > 35
Seção mínima do condutor de proteção 
correspondente mm2
S
16
S/2
 Mais do que uma alternativa, o uso da Tabela 38 é o único modo 
direto de escolher a seção do condutor de proteção. O conteúdo da 
Tabela 38 é recorrente nas várias edições da norma e sua aplicação 
é imediata nos casos em que cada circuito tem seu próprio condutor 
de proteção (Figura 126).
SPDA
Aterramento 
Equipotencialização Principal
TAT
DPS
Local especí�co
Equipotencialização SuplementarPEN
N PE
PET
L1
L2
Massas
metálicas
Elementos
metálicos
Condutores PE
BEP
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Figura 126: caso em que cada circuito tem seu próprio condutor de proteção (PE)
Figura 127: caso em que cada o condutor de proteção (PE) é comum a mais de um circuito
 Nos casos previstos em 6.4.3.1.5 da norma, é permitido que 
um condutor de proteção seja comum a dois ou mais circuitos, 
desde que esteja instalado no mesmo conduto que os respectivos 
condutores de fase. Nestes casos, indica-se que a seção do condutor 
PE deve ser selecionada conforme a Tabela 38, com base na maior 
seção de condutor de fase desses circuitos. (Figura 127).
 Embora não esteja tratado de modo explícito no texto da norma, nos 
casos em que um dado circuito é composto por cabos em paralelo por 
fase, sob o ponto de vista elétrico pode se considerar cada conjunto de 
condutores vivos (ABCN) como um circuito independente para efeito de 
aplicação da prescrição de 6.4.3.1.5. Assim, por exemplo, se um circuito 
tem 3 cabos por fase 120 mm2, considera-se como se 3 circuitos de 120 
mm2 estivessem instalados no mesmo conduto, sendo então 120 mm2 
a maior seção de condutor de fase desses circuitos, resultando em um 
condutor de proteção de 70 mm2 de seção nominal (120 / 2 = 60 mm2).
 É importante entender que, ao permitir o compartilhamento do 
condutor de proteção por mais de um circuito e determinar que se 
considere a maior seção do condutor de fase dentre esses circuitos, 
a norma pressupõe que a pior falta fase-PE ocorrerá entre apenas 
um condutor de fase de maior seção e o PE, sem a possibilidade 
de ocorrência de duas faltas ou mais entre fases e o condutor de 
proteção. Na prática, esta suposição é bastante real e razoável.
 Para verificar se a tabela 21 indica valores adequados, pode-se 
fazer um exercício simples, verificando-se os valores de corrente de 
falta que seriam suportados pelos condutores de proteção isolados 
em PVC e protegidos por dispositivos de proteção que atuassem 
no caso de faltas fase-PE em tempos de 1 ciclo (DRs, fusíveis e 
disjuntores operam geralmente abaixo deste tempo). Assim, usando 
a expressão de 6.4.3.1.2, com t = 1/60 s (1 ciclo) e k = 143 (isolação 
em PVC), tem-se os resultados da Tabela 39.
 Note-se nos valores da tabela que as correntes de falta fase-PE 
suportadas pelos condutores de proteção dimensionados pela tabela 
tabela x - correntes suPortadas Por condutores isolados em Pvc em 1 ciclo S (mm2)
1,5
2,5
4
6
10
16
25
35
50
70
95
120
150
185
240
I (kA)
1,7
2,8
4,4
6,6
11,1
17,7
27,7
38,8
55,4
77,5
105,2
132,9
166,2
204,9
265,8
tabela 39 – correntes suPortadas Por condutores isolados em Pvc em 1 ciclo
21 são elevadas, o que demonstra que a seleção destes condutores 
pelo uso da tabela resulta num dimensionamento bastante adequado. 
Por exemplo, um condutor PE de 16 mm2 isolado em PVC suporta 
por 1 ciclo uma corrente de falta fase-PE de 17,7 kA. Mesmo nos 
casos das seções menores (abaixo de 10 mm2), as correntes ainda 
são altas considerando-se que, provavelmente, tais condutores 
servem a circuitos terminais, que possuem naturalmente uma 
elevada impedância com conseqüentes correntes de falta reduzidas.
16.8.2 condutor de aterramento
 
 O condutor de aterramento deve ser dimensionado conforme 
as mesmas prescrições do condutor de aterramento, porém a seção 
resultante deve ser maior ou igual à seção indicada na Tabela 52 
(Tabela 40 deste guia).
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Figura 128 - Exemplo de dimensionamento de condutor de equipotencialização 
entre duas massas
Figura 130: As dimensões físicas de um BEP na forma de barra dependem de 
cada projeto
Figura 129 - exemplo de dimensionamento de condutor de equipotencialização 
entre uma massa e um elemento condutor estranho à instalação elétrica
tabela 40 - seção mÍnima dos condutores Para aterramento
Seções mínimas de condutores de aterramento enterrados no solo
Protegido contra corrosão
Não protegido contra corrosão
Protegido contra
danos mecânicos
Cobre: 2,5 mm2
Aço: 10 mm2
Cobre: 50 mm2 (solos ácidos ou alcalinos)
Aço: 80 mm2
Não protegido contra 
danos mecânicos
Cobre: 16 mm2
Aço: 16 mm2
16.8.3 condutores de equiPotencialização PrinciPal
 Os condutores de equipotencialização principal devem ser 
dimensionados conforme 6.4.4.1.1 da NBR 5410. Suas seções 
nominais não devem ser inferior à metade da seção do condutor de 
proteção de maior seção da instalação, com um mínimo de 6 mm2 e 
um máximo de 25 mm2, em cobre.
 Por exemplo, supondo-se que o maior condutor de proteção 
da instalação tenha seção nominal 70 mm2, então metade da seção 
é 35 mm2, porém, pela regra acima, a seção nominal de todos os 
condutores de equipotencialização principal pode ser 25 mm2.
16.8.4 condutores de equiPotencialização suPlementar
 Os condutores de equipotencialização suplementar devem ser 
dimensionados conforme 6.4.4.1.2 da NBR 5410. Neste caso, a 
norma prevê duas situações: condutor interligando duas massas e 
condutor interligando

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