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Panorama sobre enterobíase (Enterobius vermicularis): classificação, morfologia e ciclo monoxênico; sinais e sintomas (prurido anal, distúrbios intestinais), diagnóstico (raspagem/fitas de Graham) e tratamento coletivo com benzimidazóis, além de epidemiologia e medidas de prevenção.

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Enterobíase 
→ Nematóides - infecção passiva (OIDES - no final é referência a forma)
Classificação
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Secernentea
Ordem: Oxiurida
Família: Oxyuridae
Espécie: Enterobius vermicularis
Características gerais (parasitária benigna)
Provoca parasitismo com manifestações intestinais (grosso) discretas;
Prurido anal (coceira).
Além de poder ir para outros órgãos (vias erráticas). 
Biologia
→ Morfologia
Larva
Aspecto vermiforme e presença de asas cefálicas;
Tamanho: Fêmeas ~1cm; machos 0,3-0,5 cm;
Presença de espículo (órgão copulador) - cauda curva
Ovo (Lembra a letra D - um lado mais reto e o outro convexo) 2 Membranas
Ovóide com uma face mais plana e outra mais abaulada.
Hospedeiro: homem
Ciclo (Monoxênico - apenas um único hospedeiro)
Ovos larvados são eliminados com a morte das fêmeas na região perianal, ficando aderidos à pele;
Os ovos, com larvas infectantes podem ser ingeridos diretamente pelo indivíduo infectado ou eliminados no ambiente;
Após o ovo ter sido ingerido, ocorre a eclosão e a larva penetra na mucosa do intestino delgado, migrando até o ceco onde completam a maturação sexual;
Acasalamento e migração das fêmeas repletas de ovos larvados para a região perianal (os ovos contaminam o ambiente, contaminando o alimento através da falta de higiene quando não lava a mão no banheiro e poeira que sobe juntos com ovos e caem nos alimentos ou aspirado.
X Vivem (machos e fêmeas) no ceco intestinal e apêndice, quando as fêmeas estão grávidas, elas migram para a região anal, para liberar os ovos na região perianal, normalmente a noite. 2 a 3 horas depois as larvas eclodem, no estágio L3 e se alimentam de restos de matéria orgânica.
X Balançar o lençol não é recomendado porque você porque propaga o parasito (ovos), recomenda-se fervura.
X Complicação como apendicite pode ser pela presença de parasitos (não é comum).
PPP: 30-60 dias (depois da ingestão e ocorre liberação de ovos) - Ingestão de ovos ou infecção unisexual, posteriormente saiem do ovo, vão para o intestino delgado e fixarem no intestino grosso, maturação sexual, acasalamento, produção de ovos e eliminação, fêmeas tem duração de 6 meses, porém, ocorre reinfecção todo tempo pelo ambiente. 
Nutrição: euritróficos (alimentação saprozóica)
Infectividade
Ocorre heteroinfecção (pessoas diferentes), autoinfecção externa (maçã e coceira), autoinfecção interna e retal (larvas eclodem na reto e fazem o trajeto inverso, voltando para o ceco intestinal) e autoinfecção externa e anal (vai na região perianal e volta para a região cecal);
Apesar da fêmea ter vida curta, ocorre grande produção de ovos para o ambiente;
O final da maturação depende de algumas horas (4-6) em presença de oxigênio;
Ocorre grande variação na quantidade de parasitos eliminados, devido às variações na resposta imune individual, principalmente em áreas endêmicas.
→ Patologia (assintomático)
Ação mecânica
Erosão da mucosa intestinal;
Ação irritativa (grande infestação)
Inflamação do tipo catarral (exsudativa mucosa) - enterite catarral (muco e pûs);
Congestão anal
Vermes fazem a escarificação da mucosa intestinal e epiderme perianal;
Vaginite e cistite
→ Sinais e sintomas 
Prurido anal (mais freqüente pela noite);
Perda de sono, nervosismo e estresse;
Náuseas, vômitos e dor abdominal podem aparecer como queixas;
Eosinofilia (aumento dos eosinófilos) pode aparecer, mas não é característica dessa infecção.
→ Diagnóstico
Anamnese pode ser sugestiva;
Visualização dos parasitos pelo paciente ou à inspeção;
Raspagem anal (método da fita)
. Métodos de Graham ou Hall 
EPF (exame parasitológico de fezes)
. Pouco sensível
→ Tratamento (coletivo, pq dificilmente somente uma pessoa da casa estará com o parasita)
Benzimidazóis
. Mebendazol, Albendazol
Parasitas de ambiente domésticos e coletivos fechados.
X Fracionamos (3 dias) a dose do medicamento para não morrer todos os parasitas e obstruir a passagem do intestino. 15 dias após o tratamento, medicamenta de novo, porque pode ter presença de ovos e larvas no ambiente podendo o paciente se reinfectar.
Epidemiologia
Parasito cosmopolita;
Inquéritos isolados em São Paulo e Rio de Janeiro indicam prevalência de 22 a 60%;
É mais freqüente na infância;
Bastante freqüente nas áreas rurais e periferia das grandes cidades sem saneamento básico adequado.
Medidas de controle relacionada com parasitos denominados de “geo-helmintos”;
Países temperados x tropicais: provavelmente por razões de ordem cultural, é uma parasitíase mais comum em países de clima frio.
→ As principais medidas para prevenção da enterobíase são:
· Lavar em água quente a roupa de cama e não "sacudi-la";
· Cortar as unhas das crianças;
· Limpeza do assoalho do quarto sem varrer e sim aspirar;
· Tratar todas as pessoas da família, juntamente com o doente, bem como todas as crianças da creche, colégios etc.;
· Banho diário (higiene pessoal);
· Lavagem das mãos com escovas.
Outro aspecto profilático relevante se relaciona com a prevenção da infecção urinária, a qual, não raras vezes, consiste na única manifestação da enterobíase(8). A orientação da criança que se encontra no período de aprendizado do controle esfincteriano, no que se refere à higiene adequada é uma das formas de evitar as infecções urinárias no pré-escolar.
→ Considerações finais
Embora a enterobíase seja uma parasitose com excelente prognóstico, apresentando raríssimas complicações, é importante a disseminação dos seus aspectos epidemiológicos e clínicos para o adequado reconhecimento da infecção, considerando sua alta incidência.
Extra: Técnicas de Diagnóstico de parasitos

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