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Nervos Cranianos (Trigêmeo)

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N ervos Cran iano s: Origi nam-se no en falo
Es te resumo foi elab orado no qu e es tá escrito n o Livro Ana to mia
Aplicada a Odon to log ia. Es tarão dispon íve is n esse resumo os principais
nervo s qu e o C irurgião D en tista tem a o br iga ção d e sab er. Pa ra mais
informações sob re os ou tros nervo s craniano s, reco menda -se ter u m
estudo mais aprofund ado ne ssa ou em o utra ob ra.
Os n ervos q ue o C irurgião den tista tem q ue ter o maio r do nio s ão:
N ervo T rig êmeo (V); Glosso faríng eo (IX ); H ipo glosso (Xll); N ervo F acial
(V ll) .
A i ner vação moto ra da cabeça e do p escoço é fei ta a tra vés de ner vos
crani a nos e de ner vo s e spi nha i s cer vi cai s. Os ne r vo s cra ni anos p odem ser
apenas se nsitivos o u mo tores, porém também pode m ser mistos .
C lass ific ação funciona l d as fibras dos nervos cra n ian os:
o 12 pares de nervos c rani a no s e nvo l vi dos co m a i ne r vaçã o da cabeça e d o
pescoço . Há funções di ferenci ad as de cada um deles, com i sso , as fib ras
desses nervos pode m se r classifica das de acordo co m o ti po de i nformaçã o po r
elas co nd uzid o. A lg uns ner vos são se nsi tivos e s uas fi bras são aferentes,
out ros são motores, com fib ras efere ntes ; os mistos possuem os doi s tip os de
fi bras. A s fi bras afere ntes (c hega da) se li gam a recepto res peri férico s e
cond uzem os e s t ímulos de s tes ao si stema ne r voso ce ntra l , e as fibras
eferentes (sa ída ) cond uze m e s t ím ulos do si stema ne r voso para os ó r os
efet uadores, co mo os m úsc ulos e as g lând ulas.
As fib ras afere ntes são s ubdi vi di da s em so máticas e vi scerai s. S omáticas:
qua ndo ori gi nadas e m e xte reoceptores ( na supe rf íci e , e re laci o nada s com dor,
temperat ura , ta to, p ressã o) , ou prop ri oce ptores ( no s m úsc ulos, relaci ona dos
com p ercepção de posi çã o e movi mento) . V isce rais: quando os i mpulsos são
origi nados na s sceras .
As fi bras eferentes també m têm essa subd i vi o, somáti cas o u visce rai s.
So máticas: quando i ner vam m úsc ulos est ri ado s esqueléti cos. Viscerais:
qua ndo ine r va m sc ulo liso , sc ulo ca rd íaco e g lâ nd ulas.

Pa ra os ner vo s cra ni anos, p odem -se ter a i nda fi bras e speci ai s peculiares de
alguns ne r vos. E xe mplificam -se a s fibras aferentes somáticas especiais :
vi são audi çã o, e q ui l íbri o ; as fi bras aferentes viscerais especiais : g us taçã o e
olfaçã o; e as fi bras eferentes viscerais esp eciais: m úsc ulos es tria dos
esquelé ti cos ori gi nados dos arcos bra nq ui ai s.
N ervo Trig êmeo (V):
R esu mo: É um ne r vo misto, com p red om íni o da sua função se nsorial , se ndo o
ner vo se nsi ti vo mai s i mporta n te da cabeça . A sua rai z mo tora i ner va os
músc ulos da masti gação (masseter, tempora l, pteri gói d eos lateral e medi al),
além dos m úsculos mi lo - hi ói de o, ve ntre a nterio r d o músc u lo di g ástrico,
músc ulo te nso r d o t ímpa no e m úsc ulo te nso r d o véu pa lati no. A s ua raiz
sensi tiva co nd uz i mp ulsos de sensi bi li dad e geral ou extereocep ti vas (ta to, dor,
temperat ura ) da s seg uin tes regi ões: pe le da face, co njuntiva ocular e cór nea,
mucosa ora l, pa rte da m ucosa nasal , sei os p arana sai s, de ntes , 2/3 a nte ri ores
da l íng ua e maio r par te da d ura - máter c ra ni ana. Essa raiz recebe também
i mpulsos de propri ocep ção (percepções de movi mentos) dos m úsculos da
cabeça (músc ulos da masti gaçã o, m ími cos e oculares) . S ão co nduzi d os, a i nda,
i mpulsos sobre a i nte nsi dade d a força de cont raçã o da mand íb u la,
prove ni entes dos de ntes e li gamentos peri od ontais.
Tri meo: C omo di to aci ma, é um ner vo misto , di vi di d o em três ramos:
Oftál mico (regi ão supe rior ), Max ilar ( regi ã o médi o), Man d ib ular (regi ão
i nferi or) . Tem a s ua orige m a pare nte no e ncéfa lo, e n tre a po n te e o p ed únc ulo
cerebelar médi o. O ramo oftál mi co tem a sua pa ssagem pe la fi ssura o rbi tal
supe ri or, o ramo maxi lar passa pelo forame red ondo e o ramo mandi bular tem
a sua passa gem pelo fo ra me o va l .
N ERVO MAXILAR (V): O ner vo ma xilar é e sse nci a lme nte se nsi ti vo.
Antes d e de i xa r o crâ ni o pe lo forame red ondo , emite um peque no ra mo,
que é o ramo meníngeo (acompa nha a a rtéri a meníngea médi a,
cond uzi ndo se nsi bi li dade de gra nde par te da d ura -máte r). A pós emitir
esse ramo, o ner vo ma xi lar dei xa o c ni o atra vés do forame redo nd o,
di rigi ndo-se p ara a fossa p teri gop ala tina . Na fossa , e le emi te o n ervo
z igo mátic o, os ramo s alveolares su perio res p osteriores e o ne rvo

pterigop alatino , e co nti n ua o seu tra jeto na órbita como nervo in fra-
orbital.
Se u trajeto: Gân glio trigeminal -> se io c averno so -> b uraco redo nd o
-> fossa p terigopa latina -> fo ssa infratemp oral -> fissu ra orbitária
inferior -> n ervo (ramo terminal) - > estruturas an atômic as respetivas
R amo Zigo mático: É o ramo mai s lateral do ner vo ma xi lar . Sa i da fossa
pteri gopa lati na e m d i reção a ó rbi ta atra vés d a fissura orbi ta l i nfe rio r e emite um
pequeno ra mo, q ue é o ramo com uni cante com o ne r vo lacrimal ( no q ua l
contém fi bras secreto motoras do ngli o pterig opalati no para glâ nd ula
lacrimal) . Em se gui da , p ene t ra no fora me zig omáti co -orbi tal e se di vid e em:
nervo z igomatic ofacial, no q ual co nduz i mp ulsos de sensi bi li dade g eral da
proemi nê nci a da face , e n ervo z igoma ticotemp oral , em q ue co nd uz i mp ulsos
ner vosos d e se nsi bi li dade geral da pele d a fro nte e da par te a nterio r d a regi ão
te mpo ral .
R amos Alv eolares Su pe rio res P osteriores (RASP ): Trajeto de scende nte
pela supe rf ície posteri or da maxi la, o nde p enetra m nas fo rami nas al ve o lares,