TJMT-+PRODUTOR+RURAL+-+TESE+NECESSIDADE+DE+REGISTRO+NA+JUNTA+COMERCIAL
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24/02/2019
Número: 1002201-04.2019.8.11.0000
Classe: AGRAVO DE INSTRUMENTO
Órgão julgador colegiado: Quarta Câmara de Direito Privado
Órgão julgador: GABINETE DO DES. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
Última distribuição : 22/02/2019
Valor da causa: R$ 1.000,00
Processo referência: 1000460-12.2019.8.11.0037
Assuntos: Recuperação judicial e Falência
Objeto do processo: RAI - RECUPERAÇÃO JUDICIAL n. 100046012.2019.8.11.0037, da 2ª Vara Cível
de Primavera do Leste - Agrava da decisão que deferiu o processamento da recuperação judicial de
MATEUS EDUARDO GONCALVES VIANA ("Produtor"), JOSE ANTONIO GONÇALVES VIANA
("José") e IVANIR MARIA GNOATTO VIANA ("Ivanir", em conjunto com José, "Avalistas"), na
condição de litisconsortes, supostamente por formarem um grupo econômico de fato.
Segredo de justiça? NÃO
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Tribunal de Justiça de Mato Grosso
PJe - Processo Judicial Eletrônico
Partes Procurador/Terceiro vinculado
LOUIS DREYFUS COMPANY BRASIL S.A. (AGRAVANTE) NANCY GOMBOSSY DE MELO FRANCO (ADVOGADO)
THIAGO SOARES GERBASI (ADVOGADO)
MATEUS EDUARDO GONCALVES VIANA (AGRAVADO) EDUARDO HENRIQUE VIEIRA BARROS (ADVOGADO)
EUCLIDES RIBEIRO DA SILVA JUNIOR (ADVOGADO)
JOSE ANTONIO GONCALVES VIANA (AGRAVADO) EDUARDO HENRIQUE VIEIRA BARROS (ADVOGADO)
EUCLIDES RIBEIRO DA SILVA JUNIOR (ADVOGADO)
IVANIR MARIA GNOATTO VIANA (AGRAVADO) EDUARDO HENRIQUE VIEIRA BARROS (ADVOGADO)
EUCLIDES RIBEIRO DA SILVA JUNIOR (ADVOGADO)
MINISTERIO PUBLICO DE MATO GROSSO (CUSTOS LEGIS)
Documentos
Id. Data da
Assinatura Documento Tipo
63380
35 22/02/2019 17:45 Decisão Decisão
PODER JUDICIÁRIO
DE MATO GROSSO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA
1002201-04.2019.8.11.0000
AGRAVANTE: LOUIS DREYFUS COMPANY BRASIL S.A.
AGRAVADO: MATEUS EDUARDO GONCALVES VIANA, JOSE
ANTONIO GONCALVES VIANA, IVANIR MARIA GNOATTO VIANA
DES. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
Agravo de Instrumento n. 1002201-04.2019.8.11.0000 de decisão
que, nos autos da Recuperação Judicial n. 1000460-12.2019.8.11.0037, deferiu seu
processamento em relação a José Antônio Gonçalves Viana, Ivanir Maria Gnoatto Viana e
Mateus Eduardo Gonçalves Viana, autodenominados “Grupo Viana.
A agravante sustenta que os agravados são produtores rurais, inscritos
na Junta Comercial do Estado de Mato Grosso apenas 1 mês, portanto não
comprovaram o exercício de atividade empresarial de forma regular por no mínimo 2 anos,
como exige o art. 48 da Lei 11.101/2005, e, desse modo, não podem se beneficiar do
instituto da recuperação judicial.
Alega que, segundo o art. 966 do CC, empresário é quem exerce
profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens e
serviços, e o art. 967 do mesmo Código complementa que é obrigatória a inscrição dele
(empresário) no registro público de empresas mercantis da respectiva sede, antes do início
dos trabalhos.
Num. 6338035 - Pág. 1
Assinado eletronicamente por: RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO - 22/02/2019 17:45:41
https://m.tjmt.jus.br/codigo/PJEDBLVQVZHSB
Diz que no tocante à hipótese desta demanda, o art. 971 do CC
preceitua que aquele que exerce a profissão de produtor rural poderá requerer a sua
inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis, situação em que ficará equiparado,
para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
Argui que essa decisão vem lhe causando danos de difícil reparação,
pois ajustou com Mateus Eduardo Gonçalves Viana a compra e venda de um total de
13.850.000,00 quilogramas de soja em grãos, equivalentes a 230.833,33 sacas de 60 kg da
safra de 2018/2019, negociadas em três contratos.
Sustenta que em garantia o produtor emitiu duas Cédulas de Produto
Rural, instituindo em favor da agravante penhor agrícola de grau, sem concorrência de
terceiros sobre a integralidade da soja objeto do Contrato 072 e do Contrato127, em
formação na Fazenda Primavera, matrícula 9.577 do CRI de Porto Alegre do
Norte/MT. Além disso, José Antônio Gonçalves Viana e Ivanir Maria Gnoatto Viana
assumiram a posição de avalistas perante a agravante.
Diz que o agravado recebeu em adiantamento de preço o equivalente a
USD 3.762.816,93, em fertilizantes agrícolas, fornecidos por uma empresa controlada
pela LDC denominada MACROFÉRTIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE
FERTILIZANTES S.A. Diante disso, o Produtor cedeu a tal empresa o crédito a que faria
jus no âmbito do Contrato e USD 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil dólares)
. (Id n. 6307025 - Pág. 7).pagos pela LDC em 3.1.2019
Aduz que o prazo para entrega da soja no âmbito do Contrato-072 e
Contrato-236 se encerrou e o Produtor somente entregou à LDC 41.350 sacas de soja, das
230.833,33 sacas objeto dos Contratos ,(id n. 6307025 - Pág. 8).
Alega também que no que se refere ao risco que a demora na
obtenção do provimento jurisdicional pretendido pela LDC (recebimento da soja), a LDC
demonstrou que pôde colher evidências robustas de que o Produtor está desviando a
(Id n.soja que vendeu para a LDC para empresas concorrentes da LDC na região
6307025 - Pág. 9).
Discorre sobre a inexistência de grupo econômico formado entre os
agravados, razão pela qual o litisconsórcio ativo deveria ser indeferido e que as obrigações
assumidas pelos avalistas não poderiam se sujeitar aos efeitos da recuperação judicial,
Num. 6338035 - Pág. 2
Assinado eletronicamente por: RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO - 22/02/2019 17:45:41
https://m.tjmt.jus.br/codigo/PJEDBLVQVZHSB