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Relatório Estagio I

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C EN TR O U N IV ERSITÁRIO ES C IO D E R IB EIRÃO PR E TO
SE R V IÇ O DE P SICOLOGIA APL IC AD O SPA
C U RSO PS IC OLOGI A
R EL ATÓRIO ES GI O SU P ER V ISION AD O B ÁSICO I
AL UNO : Jaq ueli ne dos S a nto s
MA TR ÍC ULA : 2 01608 1143 84
SUPE RV ISO RA: P ro f ª D r ª Maria Rosa R . Ri ssi
R IB E IR ÃO PR E TO
2019

Intro du ção
A entrevista psico lóg ica é um i nstr umento fundamental de traba lho para o psi cólogo,
assi m co mo a entrevi sta em si o é para outro s profi ssionai s, e se diferenci a das demais
formas de entrevi sta devid o a seus objeti vos puramente psi cológi cos (i nvesti gação ,
di agnó sti co, terapi a, dentre outros). Pode ser d e doi s tip os
funda mentais: aberta e fechada . Na en trevista abe rta há uma mai or flexi bi lidad e, poi s o
entre vi stador conduz o curso das perguntas de acordo com a nece ssid ade e o caso, em
detrimento da entrevista fechada o nde ta nto a ordem q uanto a ma nei ra de formula r as
perguntas já estão previstas e não podem ser alteradas. A ent revi sta é, porta nto , uma
das fe rra mentas q ue ga nho u no vos a res e i mpor tâ nci a f undame nt a l no campo da
avali ação psi cológi ca nas orga ni zaçõ es , no se ntid o de apoi ar as deci sõe s na a vali ação
de pessoal, se ja d ura nte o processo seleti vo, d ura nte o a compa nhame nto d o
profissi o nal no e xerc íci o de s uas ati vi da des, na a valiação de po tenci al e de
dese mpenho, pa ra e ncaminha mento, ou o utros ti po s q ue se jam a p li cávei s a es te
campo de at uação dos psi cólogo s . V ários for matos de e ntre vi stas fora m criad as e vê m
sendo co nsolida das ao lo ngo do tempo para a te nd er a essa dema nda e e ntre e las
destacam-se a lgumas mai s es tr ut uradas e o ut ras com pouca o u q ua se ne nhuma
estr ut ura , como : a e ntre vista de uma só q ues tão, aq ue las com perg untas a ber tas,
out ras com i ndaga ções foca das e m um ass u nto, as ro teiri zadas, as basea das em
si tuaçõe s o u e m compor tame ntos
D e acordo com B leger , a entre vi sta psico ló gi ca é d e e xtre ma i mportâ nci a do método
cl íni co, se ndo assi m uma forma de i nves tig ação cient ífi ca em psi cologia . B leger (1987)
di z a “entre vi sta psi cológi ca é uma re lação, co m carac ter ís tica s parti c ula res, q ue se
estabe lece e ntre d uas o u mai s pessoas. O espec ífi co o u parti c ula r dessa re lação
resi de em q ue um dos i ntegra ntes é um téc ni co da psi cologi a que de ve act ua r nesse
pape l, e o o utro o u os o utros, ne cessi tam d e s ua i nter ve nçã o téc ni ca . P oré m, i sso é um
ponto f und ame nta l, o té c ni co não uti li za em entre vi sta se us co nheci me ntos
psi cológi co s para apli -los ao e ntre vi stado, como também es ta apli ca ção se prod uz
precisa mente atra vés de se u próprio co mporta me n to no decor rer d a e n tre vista. P ara
subli nhar o aspecto f unda mental da e nt re vi sta pod er-se-ia di zer, de o ut ra ma nei ra, q ue
ela co nsi ste em uma relaçã o huma na na q ual um dos i ntegra ntes de ve proc urar sabe r
o que está a co ntece ndo e deve act uar segundo esse co nheci mento. A reali zação dos
objetivos poss íveis da e nt re vista (i n vesti g a ção, di a gnós tico , orie ntação , etc.) depe nde
desse saber e da ac t uação e acordo co m esse saber (Bleger, 198 7, p .12).
O co nce i to de e nt re vi sta em psi coterapi a começou na psica ná lise com F reud , e le foi o
primei ro médi co ne uro logi sta a fa zer o uso desse to do para i ni ci a lme nte co nhe cer o
i ndi d uo . O e ntre vi stador ta mbém não de ve e ntrar com s uas reaçõ es nem com relatos
da sua vi da pessoal, a e ntre vi sta deve ser a lgo total me nte p rofissi o nal e com interesse
ci ent ífi co . A e nt re vi sta de verá se r d i reta e sem segu nda s i nte nções, ela permi ti o
acesso as represe ntações pessoai s do i ndi d uo . É u m i ns tr ume nto i nsubs tit u íve l na
Psi co logi a, é um mé todo f unda me nta l do i nst r ume nto clíni co . A e nt re vi sta é o mei o pelo
qual o e nt re vi stado r te nta perceber (se ndo total me nte e mpático) o q ue o o utro está
senti nd o. (BLE GER, 198 7, p. 21)

Há di fere ntes ti pos de e nt re vi stas, modo s de co nd uzi -la s e interpre tar d e
acordo com d i versos teóri cos. A e nt re vi sta d i reti va o u fec hada são e nt re vi stas
di recio nadas, pla nejada s e progra madas, nã o a ltera ndo s ua s perg untas, em
ordem e seq uê nci a uma da o utra. Na e ntre vista li vre, não -di reti va o u aber ta, o
ent revi stado r te m amp la li berdade para inter ve nções o u pe rguntas. É f le xível e
permi te uma i nvestig ação mai s pro f unda na perso nali dad e do e ntre vi s tado. E
na e ntre vista semi -dirig i da é um tipo de e ntre vista que o paci ente pode i ni ci a r
fala nd o o q ue q uise r , se ndo q ue o entre vi stado r inte r vém co m o s ob jeti vos de
buscar i nfo rmaçõe s, esclareci me ntos e a fi ns. ( OL IVE IRA , 2005, p . 13)
de O Ra pport é a forma da re lação harmo ni osa e sere na da empati a. Trata -se
de uma re lação afet uosa , de co nfia nça e de respei to m út uo . (OL IV E IRA, 2005 ,
p. 15)