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Estrutura Geológica do Maranhão

Material de apoio — Geografia do Maranhão: apresenta a estrutura geológica (rochas pré-cambrianas, sedimentares e metamórficas; bacias do Parnaíba, Barreirinhas e São Luís), principais recursos minerais, unidades de relevo (planícies, planaltos, Baixada Maranhense) e classificação climática.

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GEOGRAFIA DO MARANHÃO
Material de Apoio 
Tiago Silva Moreira
ESTRUTURA GEOLÓGICA DO MARANHÃO
	Forma a estrutura geológica de um espaço os diferentes tipos de rochas e minerais que compõe o solo e o subsolo do espaço. A crosta terrestre ou litosfera é constituída por três grandes grupos de rochas: magmáticas, sedimentares e metamórficas.
	
No território maranhense encontram-se rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas. As rochas magmáticas são de idade Pré-Cambriana e Mesozóica, todas plutônicas, e as sedimentares e metamórficas foram datadas a partir do inicio da Era Paleozóica (período Cambriano), na bacia sedimentar do Parnaíba, e da era Mesozóica (período Cretáceo) nas bacias sedimentares de Barreirinhas e de São Luís, todas resultantes da deposição de sedimentos ou de metamorfismo destas. (tabela abaixo)
OBS.: As rochas Pré-Cambrianas formam a base da estrutura geológica do Maranhão e se encontram em grandes profundidades, exceto na região noroeste do Estado, onde formam o maciço do Gurupi.
PRINCIPAIS RECURSOS MINERAIS
	Os principais recursos minerais explorados no território maranhense são: água mineral, areias quartzosa, argila, bauxita, calcário, caulim, gipsita, e ouro.
Obs.: já se tentou extrair petróleo na região da Bacia Sedimentar do Piauí e recentemente encontrou-se reservas de gás natural em Capinzal do Norte.
	
RELEVO MARANHENSE
	Ponto mais elevado: topo da Chapada das Mangabeiras, na área do limite com o Estado do Tocantins.
Pontos mais rebaixados: linha da costa.
Em mapeamento no âmbito do Projeto RADAM, foi discriminado as seguintes unidades de relevo para o norte do Brasil, abrangendo o território maranhense: Planalto da Bacia Sedimentar Piauí-Maranhão, Pediplano Central do Maranhão, PlanaltoSetentrional Pará-Maranhão, superfície Sublitorânea de Bacabal, superfície Sublitorânea de Barreirinhas e Planicies Fluviomarinhas do Golfão Maranhense.
Posteriormente, o IBGE (1984) publicou o Atlas do Maranhão, individualizando como unidades geomorfológicas: Chapadões, Chapadas e “Cuestas”, Superficie Maranhense com Testemunhos, Golfão Maranhense, Lençois Maranhenses e Litoral e “Rias”.
	
OBS.: Entretanto, considerando as convenções admitidas para as formas de relevo, no Maranhão podem ser identificadas apenas duas: planícies e planaltos, além das depressões. As planícies ocupam 60% do território maranhense com extensão para o norte do Estado, possui largura variável em direção ao interior, acompanha os vales dos rios e subdivide-se. (Feitosa, 1983)
	Planície Sublitorânea 
	Corresponde ao prolongamento da faixa costeira em direção ao oceano, abrangendo a Plataforma Continental que é larga a oeste, onde atinge até 250 km, e estreita a leste, com profundidade de até 200m.
	Planície Litorânea
	É modelada pelo fluxo das marés. A área de fluxo direto é dominada por processos marinhos e fluviomarinhos que dão origem às praias, mangues, vasas, pântanos, apicuns, lagunas e falésias, enquanto na área de fluxo indireto, maré dinâmica, ocorrem os pântanos e campos inundáveis. Neste ambiente destacam-se o Litoral Ocidental, o Golfão Maranhense e o Litoral Oriental.
	Planície Costeira
	A proximidade do mar influi, indiretamente, sobre grande parte dos processos de modelagem do ambiente, dando origem aos campos de dunas móveis, dunas fixas, paleodunas, restingas e falésias.
	Planícies Fluviais
	Corresponde às morfoesculturas modeladas pelos rios, nos seus baixos cursos. Apresenta largura variável de oeste para leste e maior penetração para o interior, acompanhando os vales dos rios, notadamente os que desembocam no Golfão Maranhense.
Obs.: A convergência dos baixos cursos dos rios Mearim, Pindaré e Grajaú, associada a movimentos transgressivos e regressivos do mar, modelou o ambiente sedimentar deposicional da Baixada Maranhense, que é preenchido pelo excedente de água dos rios durante o período chuvoso, dando origem a extensas superfícies lacustres que condicionam a vida das comunidades residentes na região.
CLIMA PREDOMINANTE NO MARANHÃO
	Pela sua localização, o território maranhense recebe altos índices de radiação solar, o que reflete as altas temperaturas médias, superiores a 22ºC.
As áreas com médias térmicas mais altas localizam-se no norte do Estado, próximas ao Equador e possuem relevo de planícies, enquanto as zonas com médias térmicas mais baixas encontram-se mais afastadas do equador e recebem influência da altitude e da penetração das massas de ar do inverno austral.
A umidade relativa do ar recebe influência da massa de ar: Equatorial Continental – mEc e do Oceano Atlântico e Massa de Equatorial Atlântica – mEa.
	
CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA
 
	
Clima Úmido
	
Moderada deficiência hídrica no inverno.
O clima Úmido abrange toda região oeste do Estado, correspondendo aos padrões característicos do clima superúmido da área de ocorrência da Floresta Amazônica.
Caracteriza-se por apresentar altas temperaturas médias anuais, baixas amplitudes térmicas, com moderada deficiência hídrica nos meses de julho a setembro, totais pluviométricos entre 1500 e 200 mm e umidade relativa do ar superior a 70%.
	
Clima Subúmido
	
Predomina no restante do Estado e é caracterizado por altas temperaturas médias anuais, moderada amplitude térmica, moderada deficiência hídrica anual, totais pluviométricos entre 800 e 1200 mm anuais e umidade relativa do ar superior a 70%,
RECURSOS HÍDRICOS
	As águas maranhenses distribuem-se na área continental, formando grandes rios e extensos lagos, nos lençóis freáticos e no mar. Tanto nos rios e lagos como no mar, são abundantes os recursos pesqueiros, embora em alguns rios este recurso escontre-se reduzido.
Os rios maranhenses se diferenciam dos demais rios nordestinos por serem perenes, navegáveis, possuírem caudal razoável durante todo o ano e sentido geral sul-norte com ligeira inclinação para leste. A hidrografia do Maranhão reúne grandes conjuntos de rios caudalosos e perenes, todos com drenagem exorréica.
Segundo Maranhão (2002, p. 14) apud Feitosa & Trovão, podem ser discriminadas as Bacias Limítrofes e as Bacias Genuinamente Maranhense, divididas segundo o local onde desembocam seus rios, em bacias Primárias e Bacia do Golfão Maranhense, Bacia do Litoral oriental e Bacia do Litoral Ocidental. 
	
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO – GEOGRAFIA DO MARANHÃO
1ª) A unidade de conservação de uso indireto do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM), criada pelo Decreto no 8.606 de 1981, esta inserida na mesorregião geográfica do:
a) Centro Maranhense.
b) Oeste Maranhense.
c) Leste Maranhense.
d) Norte Maranhense.
e) Sul Maranhense.
2ª) O efeito multiplicador dos empreendimentos da CVRD e ALUMAR no Maranhão e considerado baixo, em relação ao que foi inicialmente divulgado. Isso e justificado por que:
a) esses empreendimentos se baseiam em tecnologia avançada e os produtos são direcionados para o mercado externo.
b) o distrito industrial de São Luís e pequeno.
c) a oferta de energia elétrica não acompanhou a demanda.
d) tais empreendimentos objetivam atender, preferencialmente, a demanda do mercado interno.
e) depois de privatizada, a CVRD reduziu os investimentos no Maranhão.
3ª) Assinale o item que reúne características ambientais e potencialidades do Litoral Ocidental
Maranhense.
a) alta piscosidade, manguezais, braços-de-mar, baías.
b) praias, dunas, pequeno aporte de nutrientes, lagoas.
c) manguezais, praias, dunas, alto potencial turístico.
d) ecoturismo, reentrâncias, manguezais, dunas.
e) litoral retilíneo, dunas, alta piscosidade, acessibilidade.
4ª) A relação entre os elementos do meio físico maranhense evidencia que:
a) os solos das regiões centro e norte do Maranhão têm fertilidade natural semelhante.
b) a estrutura geológica do território controla os processos geomorfológicos costeiros.
c) o clima da zona costeira do estado é mais frioe seco em relação à zona do planalto.
d) o período chuvoso distribui-se uniformemente ao longo do território.
e) o volume d’água dos rios de porte médio diminui de oeste para leste.
5ª) O processo de urbanização é um fenômeno complexo. [...]. Por isso, examinar tal questão requer verificar os diversos fatores que contribuem para sua dinâmica, observar as diversas escalas, ou seja, não se restringir apenas a casos locais, pois a realidade socioespacial de cada escala é, evidentemente, influenciada pelas escalas de nível mais alto [...] A urbanização apresenta um caráter contraditório, pois é dominada pelas relações sociais de uma sociedade desigual, que produz e reproduz no espaço urbano [...] múltiplas disparidades e outras mazelas comuns à sociedade capitalista.
DINIZ, Juarez Soares. As condições e contradições no espaço urbano de São (MA): traços periféricos. In: Ciências Humanas em Revista. São Luís, v. 5, n.1, julho 2007. p.168.
Considerando o texto anterior, apresente duas hipóteses quanto as transformações urbanas ocorridas na capital maranhense nas ultimas décadas.
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