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Exercicios de Portugues - Verbo

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(Alguma coisa existe). Oque existe? O núcleo do sujeito é “condições”. Assim, 
a construção seria “Além da fisiologia do corpo, existem, como traço comum entre nós todos, 
as condições de vida concreta que...”. 
Agora, encontramos um pronome relativo “que”. O que é um pronome relativo e como funciona 
a concordância em construções como essa? 
Pronome relativo é assim chamado por fazer referência a algum outro termo (substantivo, 
pronome substantivo, oração substantiva) já mencionado anteriormente (ANTECEDENTE). 
O pronome relativo dá início a uma oração que atribui a esse antecedente uma característica, 
estado ou condição. Por esse motivo,a oração iniciada pelo pronome relativo é uma oração 
subordinada adjetiva. Assim, concluímos que SEMPRE UM PRONOME RELATIVO 
DÁ INÍCIO A UMA ORAÇÃO ADJETIVA. 
Para respeitar as regras de concordância, deve-se observar a qual termo o pronome relativo 
está se referindo, e com ele será feita a 
concordância verbal. 
No caso, o pronome faz referência à palavra condições e com esse vocábulo deve o verbo 
concordar: “... as condições da vida concreta que marcam nosso cotidiano.”. 
(C) Colocando a oração na ordem direta, temos que “o terrorismo serve a [alguém]”. O verbo 
fica no singular para concordar com o núcleo do sujeito – terrorismo. Na seqüência, o sujeito do 
 
 
verbo “interessar” (algo interessa a alguém) é “quaisquer aspectos da vida concreta” (núcleo: 
aspectos). Assim, “senão a quem não interessam quaisquer aspectos da vida concreta”. 
(D) O pronome “se” junto do verbo transitivo direto de idéia passiva “bombardear” apresenta 
uma construção de voz passiva (alvos civis são bombardeados), devendo o verbo se flexionar 
no plural – “Quando se bombardeiam alvos civis...”(para recordar a conjugação dos verbos 
terminados em –EAR, releia a Aula 1 – Verbo). Em seguida, vimos outra construção passiva, 
em que o verbo atingir (transitivo direto com idéia passiva: “algo é atingido”) deve concordar 
com o núcleo do sujeito, degrau – “...atinge-se o último degrau da barbárie.”. 
(E) Note que o pronome “se” está junto do verbo principal de uma locução verbal (poder + 
justificar), sendo este um verbo transitivo direto (alguém justifica alguma coisa) com idéia 
passiva (as atrocidades são justificadas). Como o núcleo do sujeito paciente está no plural, 
deve o verbo auxiliar se flexionar do mesmo modo – “Com que tipo de argumento podem 
justificar-se as atrocidades...”, 
equivalente a “com que tipo de argumento podem ser justificadas as atrocidades...”. 
O pronome relativo que vem em seguida se refere a atrocidades e leva o verbo para o plural – 
“... as atrocidades que se perpetram contra as populações indefesas.”. 
 
8 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase: 
(A) Compreenda-se as lições de O Príncipe não como exercícios de cinismo, mas como 
exemplos de análises a que não se devem furtar toda gente interessada na lógica do poder, 
seja para exercê-lo, seja para criticá-lo. 
(B) A problemática divisão da Itália em principados, que tanto preocupavam Maquiavel, fizeram 
com que ele se dedicasse à ciência política, em cujos fundamentos espelha-se, até hoje, 
aqueles que se preocupam com o poder. 
(C) Integrava as qualidades morais a da virtude, tomada num sentido essencialmente religioso, 
até que Maquiavel, recusando esse plano de valores em que a inseriam, deslocou seu sentido 
para o campo da política. 
(D) Todas as acepções de virtude, até o momento em que surgiu Maquiavel, compunha-se no 
campo da moral e da religião, e estendia-se à esfera da política, como se tudo fosse 
essencialmente um mesmo fenômeno. 
(E) Nunca faltaram aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre a ambição desmedida pelo 
poder e pela glória pessoal, mas couberam a poucos discernir as sutilezas da política, em que 
Maquiavel foi um mestre. 
 
Gabarito: C 
 
Comentário. 
(A) O verbo “compreender” é transitivo direto (alguém compreende algo) e está sendo usado 
em construção de voz passiva sintética (ou pronominal). Como o sujeito paciente está no plural 
(as lições de O Princípe), o verbo também deve ser flexionado nesse número – 
“Compreendam-se as lições de O Príncipe...”. 
Na seqüência, vamos analisar a seguinte passagem: “como exemplos de análises a que não se 
devem furtar toda gente interessada”. 
Feita a substituição do pronome relativo pelo antecedente e organizada a oração na ordem 
direta, teremos: 
“Toda gente interessada não se devem furtar a exemplos de análises.” 
 
 
O verbo principal da locução “se + dever + furtar” é “furtar”, que, no sentido de “desviar-se de 
algo”, é transitivo direto (pronominal) e indireto (Alguém se furta a algo). O pronome “se”, 
portanto, não constrói voz passiva. Ele é, na verdade, um pronome reflexivo (“Alguém furta a 
si mesmo a algo”). O verbo “dever” é auxiliar na locução verbal e deve se flexionar na medida 
que o verbo principal (furtar) o faria. Como o sujeito é singular (núcleo: gente), a locução verbal 
deve permanecer no singular – “... a que não se deve furtar toda gente interessada.”. 
(B) Vamos sublinhar o núcleo do sujeito para verificar a concordância. “A problemática divisão 
da Itália em principados, (...), fizeram ...” Ops, houve um erro aí. Se o núcleo é “divisão”, o 
verbo deverá ser conjugado na 3ª pessoa do singular – “A problemática divisão (...) fez...”. 
 
 
Em seguida, devemos organizar a oração na ordem direta para analisar a concordância (foi 
feita, também, a substituição do pronome relativo por seu antecedente): 
“Aqueles que se preocupam com o poder espelha-se nos fundamentos da ciência política.”. 
Perceba que há uma desarmonia entre o núcleo do sujeito (Aqueles 
e o verbo (espelhar-se), devendo este se flexionar no plural: 
“Aqueles (...) espelham-se...”. 
(C) Este é o gabarito da questão. Na ordem direta, a primeira oração é “A (qualidade) da 
virtude integrava as qualidades morais”. O adjetivo “tomada” retoma o mesmo substantivo (a 
virtude). O verbo “inserir”, na 3ª pessoa do plural, indica um sujeito indeterminado – os que 
inseriam a virtude em um plano de valores não são apresentados, pois o autor os indica de 
modo genérico. 
(D) “Todas as acepções de virtude (...) compunha-se (...) e estendia-se à esfera da política 
(...).”. Note que os verbos “compor” 
e “estender”, ambos usados em construções passivas pronominais, estão em discordância com 
o núcleo do sujeito (plural). Para corrigir o período, é necessário flexionar ambos os verbos: 
“Todas as acepções (...) compunham-se (...) e estendiam-se à esfera da política...”. 
(E) Pergunta-se: o que nunca faltou aos “príncipes” de ontem, de hoje e de sempre? Resposta: 
ambição. Assim, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular – “Nunca faltou (...) a ambição 
desmedida pelo poder e pela glória pessoal”. Em seguida, mais uma vez, a banca abordou o 
verbo “caber”, explorando sua flexão com um sujeito oracional. Já sabemos que o verbo deverá 
ficar no singular – “... mas coube a poucos discernir as sutilezas da política...”. 
 
9 - (TCE SP – Agente de Fiscalização Financeira / Dezembro 2005) 
As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na frase: 
(A) Mesmo que não se incendeie mais carros, os recados dos jovens pobres dos países ricos 
já estão dados a quem os queiram ver e ouvir. 
(B) Incendiar tantos automóveis nas ruas não abrem novos caminhos, mas não há mais como 
ignorar a multidão dos deserdados. 
(C) Ao se exporem em sua fraqueza e em sua subserviência, ou nas medidas puramente 
repressivas, vê-se quão reduzido se encontra o Estado. 
(D) Se coubessem a todos os cidadãos promover em conjunto o planejamento de suas vidas, 
exerceria o Mercado o papel que o Estado lhe delegou? 
(E) Ainda que se vejam as fogueiras e se ouçam os gritos dos manifestantes, não há sinais de 
medidas que levem à solução da crise social