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DisciplinaFundamentos da Economia14.221 materiais173.438 seguidores
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LISTA 5B 
 
 
 
Conceitos importantes: 
 
 
 
4) Propensão Marginal a Consumir (PMgC) e Propensão 
 
1) Clássicos x Keynesianos 
Marginal a Poupar (PMgS) 
5) O modelo do multiplicador dos gastos 
2) Macroeconomia keynesiana 
 
3) Demanda agregada: consumo, poupança e gastos 6) Política econômica keynesiana: as políticas fiscal e 
autônomos monetária 
 
7) O tradeoff entre desemprego e inflação: a Curva de 
 
Phillips 
 
ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lista de Exercícios 5B \u2013 Introdução à Economia 1 
 
FIXAÇÃO CONCEITUAL 
 
1. (Instituto Rio Branco, 2005) 
 
Explique por que a hipótese de flexibilidade \u2013 tanto de preços como de salários \u2013 desempenha um papel crucial 
 
na controvérsia entre os economistas clássicos e keynesianos. 
 
Segundo os economistas clássicos, os preços em uma economia se ajustam às forças da demanda e da 
oferta de forma a se estabelecer no nível de renda do pleno emprego dos fatores de produção. Quando o preço 
de um produto está abaixo do preço em que a quantidade demandada é igual à quantidade oferecida do 
produto, a escassez de oferta frente a demanda elevaria o preço até o equilíbrio. Quando o preço do produto 
estivesse acima do preço de equilíbrio, o excesso de oferta reduziria o preço até o equilíbrio. A oferta e a 
demanda agiriam de forma análoga sobre os salários, que representam o preço do fator de produção trabalho. 
Em uma situação de recessão, esses preços se ajustariam a uma nova renda de equilíbrio inferior à renda de 
equilíbrio anterior. 
Os keynesianos argumentavam que na realidade os preços não são tão flexíveis como na teoria. 
Segundo eles, em uma situação de recessão na qual a redução da renda força os preços de equilíbrio para baixo 
os preços não se ajustam automaticamente a essa redução. Isso ocorre porque os produtores são reticentes em 
reduzir sua margem de lucro por produto vendido e porque trabalhadores e sindicatos impedem uma redução 
nos salários. O hiato entre os preços praticados e o preço de equilíbrio determina maior redução da produção 
para se ajustar ao baixo consumo e no não aproveitamento pleno dos fatores de produção disponíveis, 
aumentando inclusive a taxa de desemprego. Para evitar que a recessão se agrave, os keynesianos defendem 
uma intervenção direta do governo. O aumento dos gastos governamentais por meio de obras públicas, por 
exemplo, sustentaria a demanda agregada e evitaria o aprofundamento da recessão. 
Dessa forma, a maneira como os clássicos e keynesianos encaram a flexibilidade dos preços determina 
suas recomendações sobre a melhor atitude frente a uma recessão. 
 
 
2. Explique, exemplificando, o que significa um aumento \u201cautônomo\u201d no dispêndio? 
 
Os gastos autônomos são os que não são relacionados ao nível de renda, como, no modelo keynesiano, o 
investimento, os gastos do governo e a exportação. Os gastos que podem mais facilmente ser influenciados 
pela política governamental são os próprios gastos do governo. Assim, em uma situação em que o produto 
potencial seja maior que o produto efetivo, a solução keynesiana típica é o aumento desses gastos, bem como 
a adoção de medidas para aumentar o consumo privado, ou seja, deslocar para cima a função-consumo. 
 
 
3. O que é Propensão Marginal ao Consumo? E Propensão Marginal à Poupança? Qual a relevância destes 
 
conceitos dentro da Macroeconomia Keynesiana? 
 
Propensão Marginal ao Consumo (PMgC) é um valor que varia entre 0 e 1, que expressa o comportamento dos 
agentes de uma determinada economia em relação a renda obtida. Quanto mais propensos estes forem a 
consumir, maior será o valor da PMgC. Por exemplo, numa economia em que seus agentes estão dispostos a 
comprometer 70% da sua renda com o consumo, a PMgC é igual a 0,7. Por tabela, a Propensão Marginal à 
Poupança (PMgS) representa a parcela da renda dos agentes econômicos de uma determinada economia a qual 
estes comprometem-se a poupar (isto é, a não gastar). Portanto, resgatando o exemplo anterior, se a PMgC é 
0,7, a PMgS será 0,3 \u2013 totalizando, PMgC+PMgS, 100% da renda. 
 
O conceito de Propensão Marginal ao Consumo é de grande valia quando observa-se o multiplicador 
keynesiano (M = 1/1-c), do qual este é uma das variáveis. Quanto maior for o seu valor, maior será a renda final 
da economia em análise \u2013 o consumo (demanda) estimula a produção, que emprega cada vez mais os meios de 
 
Lista de Exercícios 5B \u2013 Introdução à Economia 2 
produção disponíveis, empregando mais pessoas, que consumirão mais, formando um ciclo virtuoso. Nesta 
mesma fórmula, observa-se também que o multiplicador é determinado pelo inverso da Propensão Marginal à 
Poupança (1 \u2013 c = s \uf0e0 M = 1/s). Logo, quanto menor for o seu valor, considerando ser este um número 
compreendido entre 0 e 1, maior será o multiplicador. 
 
Mas a PMgS não é importante somente na determinação do multiplicador keynesiano \u2013 a poupança, em função 
da renda, é determinada também por esta variável como pode ser observado a partir do desdobramento da 
fórmula da renda, em que \u201cs\u201d = PMgS: 
 
 
Y = D= C(Y) + I + G 
 
Y = Ca + cY + I + G 
 
I = S = Y - cY - Ca - G 
 
S = (1-c)Y \u2013 (Ca + G) 
 
S = sY \u2013 (Ca + G) 
 
 
4. Quais as principais oposições observadas entre a teoria clássica e a teoria keynesiana? 
 
A teoria econômica clássica defende a mínima interferência direta possível do Estado nas suas atividades. Seu 
funcionamento se daria de forma eficiente mediante a \u201cmão invisível\u201d do mercado, que tenderia ao equilíbrio 
pelo seu poder de sempre determinar um preço que igualasse quantidade ofertada e demandada de um bem 
ou serviço. Daí, decorrem duas conclusões: primeiramente, não haveria capacidade ociosa na economia \u2013 tudo 
o que fosse ofertado seria absorvido pelo mercado mediante o preço de equilíbrio pela demanda (produto 
efetivo = produto potencial); o desemprego seria voluntário \u2013 o salário mínimo seria fruto do equilíbrio entre o 
que os demandantes de trabalho desejam e o que os ofertantes estão dispostos a pagar. Daí, os agentes que 
não estão empregados na verdade apenas consideram o custo de oportunidade de aproveitar as horas de lazer 
menor do que o custo de trabalhar pelo salário dado pelas empresas. Na hipótese clássica, a poupança e o 
investimento são igual e unicamente determinados pela taxa de juros, funcionando de forma análoga ao 
mercado de bens e serviços. Por fim, esta corrente teórica considera crises cíclicas e sugere o seu combate 
através das políticas fiscalistas e monetaristas estudadas na Unidade 4. 
 
 
A teoria keynesiana surgiu com a crise econômica de 1929. Para Keynes, a livre atividade econômica foi a causa 
do desemprego e do excesso de oferta de bens e serviços que caracterizaram o período de crise. Para contornar 
este tipo de situação, ele defendeu a intervenção direta do Estado na atividade econômica. A crise teria 
ocorrido por uma insuficiência de demanda. E quanto mais os agentes consumissem, maior seria a renda, já 
que uma alta demanda seria correspondida por uma alta produção, que empregaria mais agentes, que 
consumiriam mais, formando um círculo virtuoso \u2013 aqui, produto potencial é diferente de produto efetivo, e 
quanto maior o consumo, mais esta economia aproxima-se do ponto de pleno emprego da sua capacidade 
produtiva. O desemprego, portanto, seria resultado de uma falta de consumo por parte dos agentes 
Lista de Exercícios 5B \u2013 Introdução à Economia 3 
econômicos, constituindo os desempregados a capacidade ociosa de produção. A poupança, nesta corrente 
teórica, é determinada pela renda; e o investimento, pelas expectativas das pessoas nesta economia. As crises, 
em vez de acontecimentos cíclicos que tendem a se resolver pela