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FISIOLOGIA DIGESTIVA 
MONOGASTRICOS 
PROF. DR. JEFFERSON GANDRA 
DIGESTÃO 
• Forças mecânicas (mastigação, contrações 
musculares); 
• Ação química (HCI no estômago, bile no 
intestino delgado); 
• Atividade enzimática (pepsina gástrica, 
amilase pancreática, lipase pancreática...); 
 
 Processo digestivo em monogástricos 
• O Sistema digestivo dos monogástricos (não 
ruminantes) possui um compartimento 
simples para a digestão gástrica, isto é, um 
estômago simples. Ex: porco, cavalo, cão, gato 
e galinha. 
 
• A maioria dos monogástricos utiliza alimentos 
fibrosos de modo pouco eficiente, com 
exceção do cavalo e do coelho. 
 
Esquema da dentição de Equino, Bovino e Suíno. 
SALIVA 
• Água - umedece os alimentos abocanhados; 
• Mucina - lubrifica os alimentos, facilitando a 
digestão; 
• Íons bicarbonato - tampões. ajudando a 
regular o pH do estômago. 
• Enzimas - amilase (alfamilase) (ausente no 
cavalo, cão, gato); lisozima. 
 
 
Esôfago (Aves) 
• INGLÚVIO (PAPO): A maioria das aves, exceto 
as espécies insetívoras, possui uma área 
avolumada no esôfago, denominada inglúvio 
(papo), que apresenta as seguintes funções: 
• Compartimento de armazenagem e umidecimento dos 
alimentos (particularmente importante para os grãos). 
• Permite ação prolongada da amilase salivar; 
• Funciona como câmara de fermentação, para algumas 
espécies, 
 
 
PROVENTRÍCULO (ESTÔMAGO GLANDULAR) 
• Porção posterior ao inglúvio e anterior à 
moela que apresenta as seguintes funções: 
– Sítio de produção do suco gástrico (HCI e 
pepsinogênio) 
– Meio ácido (pH próximo a 4); 
– A ingesta o atravessa muito rapidamente (cerca de 
14 segundos) 
 
VENTRÍCULO (MOELA OU ESTÔMAGO 
MUSCULAR) 
• Órgão muscular oco, de paredes muito grossas e 
epitélio cornificado. 
• Tritura os alimentos, de forma similar à mastigação dos 
mamíferos, mediante contrações involuntárias. 
Contrações ocorrem a cada 20 a 30 segundos. 
• O epitélio é recoberto por uma secreção mucosa 
espessa. 
• A moela possui, no seu interior, pedriscos e outras 
partículas duras que ajudam na trituração do alimento, 
mas que não são essenciais para a sua função. 
• Não secreta enzimas. 
 
 
 
 
Intestino Delgado 
• Existem quatro secreções que atuam no 
intestino delgado: 
 
– Suco Duodenal, 
– Suco Biliar, 
– Suco Pancreático e 
– Suco Intestinal. 
 
Intestino Delgado 
• SUCO DUODENAL: 
• produzido pelas glândulas de Brünner. 
 
• É uma secreção alcalina que age como 
lubrificante e protege a mucosa duodenal 
contra o HCI. 
 
Intestino Delgado 
• SUCO BILIAR 
– Secretado pelos hepatócitos. 
– Os principais componentes são os ácidos biliares e a bilirrubina. 
– Os ácidos biliares provêm (90%) da reabsorção intestinal da bile 
no ciclo enterocólico. 
– E os 10% restantes são sintetizados pelo hepatócito. 
 
• Atua na emulsificação (dispersão em meio aquoso) dos 
lipídios no tubo digestivo, facilitando a ação da enzima 
lipase pancreática, o transporte e a absorção dos lipídos. 
 
• A bilirrubina é produto de degradação da hemoglobina, 
como outros pigmentos excretados na bile, não tem função 
digestiva. 
Intestino Delgado 
• Funções gerais da bile: 
– Emulsificar os lipídios; 
– Ativar a lipase pancreática; 
– Rota de excreção de elementos metálicos, 
hormônios inativos e de substâncias tóxicas 
drenadas pelo fígado. 
 
Intestino Delgado 
• SUCO PANCREÁTICO: a secreção pancreática é 
induzida pelos hormônios secretina e 
colecistocinina. 
 
Intestino Delgado 
• Hormônio secretina: 
• Produzido pela mucosa duodenal, estimulada 
pelo HCI proveniente do estômago. 
• Estimula o pâncreas a produzir uma 
substância aquosa com grande quantidade de 
íons bicarbonato e poucas enzimas. 
 
Intestino Delgado 
• Hormônio colecistocinina: Produzido pela 
mucosa duodenal, estimula a secreção de 
enzimas pelo pâncreas. 
• As principais enzimas são: 
– amilase pancreática 
– tripsinogênio 
– quimotripsinogênio 
– procarboxipeptidase 
– lipase pancreática 
 
Intestino Delgado 
• SUCO INTESTINAL (ENTÉRICO) 
• produzido nas criptas de Lieberkühn, entre as vilosidades 
intestinais. 
 
• As enzimas que hidrolizam os dissacarídeos, dipeptídeos e 
oligopeptídios estão presentes na células intestinais 
(intracelular). 
• Enzimas que atuam sobre carboidratos: Maltase (maltose), 
Lactase (lactose), Oligo-1-6-glucosidase (resíduos da 
degradação da amilopectina que compõe o amido). 
 
• Enzimas que atuam sobre peptídios (resíduos da 
degradação das proteínas): Aminopeptidases (agem sobre a 
ligação peptídica adjacente ao grupo amino livre dos 
peptídios simples) e as dipeptidases completam a ruptura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANATOMIA DO SISTEMA DIGESTIVO 
 
 
• Quando alimentamos um eqüino precisamos 
entender como funciona o sistema digestivo, 
incluindo limitações físicas e áreas 
importantes de digestão e absorção. 
ASPECTOS RELEVANTES EQUINOS 
ANATOMIA DO SISTEMA DIGESTIVO 
• A maior parte da digestão e absorção ocorre no 
intestino delgado (ID -duodeno, jejuno e íleo). 
 
• O processo digestivo inicia quando o animal coloca o 
alimento na boca, através de pequenas quantidades 
das enzimas liberadas, contidas na saliva. 
 
• Após, o alimento passa para o estômago e intestino 
delgado onde ocorre a maior liberação de enzimas para 
a digestão e a maior parte da absorção, havendo ainda, 
pouca absorção no intestino grosso (IG - ceco, cólon e 
reto). 
ANATOMIA DO SISTEMA DIGESTIVO 
• Há no intestino grosso, uma grande digestão microbiana que 
produz vitaminas do complexo B e ácidos graxos voláteis (AGV s) 
que auxiliam no suprimento das exigências de vitaminas e energia, 
respectivamente. 
 
• Outro aspecto importante é o tamanho do estômago do eqüino, 
que é pequeno em relação ao próprio animal. 
 
• Isso faz com que algumas categorias de animais, dependendo das 
exigências nutricionais, não sejam capazes de consumir forragem 
em quantidade suficiente para satisfazer suas exigências. 
 
• Então, é preciso fornecer algum tipo de alimento concentrado e 
aumentar a freqüência de alimentação de forma a suportar um 
bom desenvolvimento e desempenho. 
Fisiologia da Digestão 
• Os grãos de cereais são muito utilizados na 
alimentação de eqüinos, como uma fonte de 
energia digestível (contêm em torno de 60 a 80% 
de amido na matéria seca) 
 
• Há uma importância muito grande do manejo da 
alimentação sobre o bem estar metabólico do 
animal alimentado com rações que contenham 
uma considerável quantidade desses 
ingredientes. 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• Nos eqüinos, dois principais processos de 
digestão ocorrem, sendo o primeiro uma 
digestão ácida no estômago e enzimática no 
intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo). 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• O material não digerido nessa parte do trato digestivo 
é submetida à uma digestão microbiana no intestino 
grosso (ceco e cólon). 
 
• É importante lembrar que os produtos finais dos dois 
tipos de processos digestivos são diferentes: 
– da digestão enzimática no intestino delgado resulta na 
produção de glicose, 
– contrastando com o material fermentado no intestino 
grosso que irá produzir ácidos orgânicos, sendo que ambos 
produtos finais são absorvidos pelas paredesdo trato 
digestivo. 
Fisiologia da Digestão 
• Quando ocorre uma incompleta digestão do amido no intestino 
delgado fazendo com que uma considerável quantidade do mesmo 
passe para o intestino grosso (ceco e cólon) 
 
 
• fermentado rapidamente pelos microrganismos existentes nessa 
porção do trato digestivo, 
 
 
• há uma mudança no perfil da flora microbiana existente, com a 
morte de bactérias menos favorecidas pela mudança do ambiente 
levando ao acúmulo dos produtos finais da digestão microbiana 
(ácidos graxos voláteis ex: ácido lático) e algumas endotoxinas 
bacterianas promovendo uma diminuição do pH levando à acidose 
e laminite. 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• A entrada e saída do ceco são muito próximas. 
Isso cria uma certa dificuldade no trânsito dos 
alimentos, em vias opostas. 
• o ceco é potencialmente um local para a 
ocorrência de cólicas quando a alimentação é 
trocada bruscamente, principalmente de uma 
dieta de baixa qualidade para uma de maior 
digestibilidade. 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• Com alimentos mais digestíveis entrando no 
ceco, há um aumento da população 
microbiana e um aumento da taxa de 
fermentação. 
• A parte mais grosseira da dieta irá causar uma 
relativa oclusão da saída e entrada do ceco o 
que poderá resultar no acúmulo de gás 
levando à cólicas. 
Fisiologia da Digestão 
• Muita atenção deve ser dada à mudança de dieta, 
que deve ser lenta (entre 1 e 2 semanas). 
 
• Outro aspecto importante é o consumo de 
alimentos, que pode diminuir a medida que 
aumenta-se a quantidade de concentrado (ração) 
na dieta, principalmente quando incorpora-se 
uma porção extra de concentrado previamente à 
algum evento (provas, exposições, etc..). 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• É de suma importância o fornecimento 
fracionado do concentrado, em no mínimo 
duas vezes ao dia e lembrando que os 
comedouros devem ser limpos das sobras da 
porção oferecida anteriormente. 
Aspectos relevantes Coelhos 
Fisiologia da Digestão 
• O aparelho digestivo do coelho reflete a sua 
alimentação natural. 
 
• É bem desenvolvido e nele se evidenciam pelo 
seu volume o estômago e o ceco. 
Fisiologia da Digestão 
 
• A boca e ao esófago segue-se um estômago 
simples, dividido em dois sacos cuja 
capacidade variável com o tipo de 
alimentação, é de cerca de 0,1 a 0,25 litros no 
animal adulto. 
Fisiologia da Digestão 
• A mucosa gástrica está dividida internamente em três 
zonas distintas: esofágica a fúndica e a pilórica. 
 
• A mais desenvolvida e a de maior espessura é a 
segunda compreendendo cerca de 2/3 do estômago. 
 
• Apresenta-se revestida pelas glândulas que segregam 
enzimas e mucus e produzem ácido clorídrico. 
 
• A motricidade reduzida desta zona impede uma 
mistura perfeita entre o conteúdo e o suco gástrico. 
Fisiologia da Digestão 
 
 
• Os cecotrofos podem portanto permanecer 
intactos durante cerca de 6 horas no 
estômago, o que favorece o desenrolar da 
ação das bactérias. 
Fisiologia da Digestão 
 
• Ao estômago segue-se um intestino delgado 
com cerca de 2 a 3,5 m de comprimento e 
com um diâmetro uniforme de cerca de 0,9 
cm aproximadamente no qual se distinguem 
mais ou menos arbitrariamente zonas com 
limites poucos definidos: duodeno jejuno e 
íleo. 
Fisiologia da Digestão 
• O intestino grosso inicia-se pelo ceco, órgão muito desenvolvido, 
com cerca de 40 cm de comprimento, representando cerca de 
40% do tubo digestivo. 
 
• É constituído por anéis saculiformes dispostos em espiral, com 
um diâmetro de 4 a 5 cm, diminuindo progressivamente na 
parte distal e terminando pelo apêndice vermiforme com 
aproximadamente 13 cm. Com capacidade secretória. 
 
• A forma do ceco deve-se a um feixe de fibras musculares lisas 
que forma uma espécie de lâmina enrolada com cerca de 1m de 
comprimento. 
 
• A mucosa cecal contém além de células produtoras de mucus, 
outras que permitem a absorção dos produtos da atividade 
microbiana. 
Fisiologia da Digestão 
• Desenvolvimento dos compartimentos digestivos 
 
Fisiologia da Digestão 
• A cecotrofia é um processo particular da 
coprofagia. 
 
• Esta coprofagia observa-se nos herbívoros 
como consequência da adaptação do processo 
digestivo de animais de pequenas dimensõe a 
condições alimentares particularmente 
difíceis. 
Fisiologia da Digestão 
• Estes animais têm relativamente ao seu peso 
corporal necessidades nutritivas muito elevadas 
cuja satisfação com alimentos fibrosos de baixa 
digestibilidade é naturalmente limitada pela 
capacidade do seu compartimento de digestão 
microbiano e/ou pela velocidade do trânsito 
digestivo. 
 
• A ingestão das fezes permite pois uma repetitiva 
exposição do digesta às ações físicas e químicas 
do processo digestivo. 
Fisiologia da Digestão 
• Trata-se de um fenómeno digestivo mais 
complexo do que a simples ingestão de fezes; 
é que o coelho produz dois tipos de fezes – as 
duras e as moles – ingerindo apenas as 
últimas. 
 
• Estas por terem uma composição química 
muito semelhante à do conteúdo do ceco 
Fisiologia da Digestão 
• Sob condições ambientais constantes de 12 horas de 
iluminação em 24 horas e com uma alimentação ad 
libitum a maior parte dos animais praticam a cecotrofia 
as durante as primeiras 6-9 horas de luz. 
 
• Alguns animais cerca de 20-25 % têm dois períodos de 
cecotrofia um durante o período de obscuridade e o 
segundo à hora habitual. 
 
• A ocorrência desta situação é mais frequente quando o 
período de luz é reduzido. 
Fisiologia da Digestão 
• Durante o período de formação de fezes 
moles não há emissão de fezes duras e a 
ingestão de alimento é muito reduzida. 
Fisiologia da Digestão 
• Mecanismo de formação dos dois tipos de fezes 
 
 
• A separação dos constituintes das fezes 
duras do restante conteúdo intestinal é 
obtida pela ação conjugada de dois 
processos simultâneos. 
Fisiologia da Digestão 
• O primeiro consiste nos movimentos 
peristálticos e anti-peristálticos do cólon 
proximal; o segundo da secreção de água ao 
nível deste e a sua subsequente absorção no 
ceco . 
• Os movimentos peristálticos conduzem o 
conteúdo, que abandona o ceco, através do 
cólon proximal em direção ao cólon distal. 
Fisiologia da Digestão 
 
• Os movimentos anti-peristálticos, conjugados 
com o ciclo aquoso cólico-cecal, atuam sobre 
as partículas de pequenas dimensões 
(incluindo microrganismos e substâncias 
dissolvidas na água) impedindo o seu avanço e 
fazendo-as mesmo retroceder. 
Fisiologia da Digestão 
• Como resultado final, as partículas de maiores 
dimensões (superiores a 0,3 mm) passam ao 
cólon distal, aonde ocorre absorção de água e 
de sódio antes de serem evacuadas; 
• as partículas de dimensões reduzidas 
permanecem no ceco aonde sofrem 
fermentação adicional antes de serem 
expelidas no período ou períodos de 
cecotrofia seguintes. 
Fisiologia da Digestão 
 
• Durante a cecotrofia este mecanismo de 
separação não atua, e o conteúdo do ceco 
atravessa o cólon sem sofrer grandes 
alterações, sendo apenas envolvido por uma 
camada de mucus. 
Fisiologia da Digestão 
Fisiologia da Digestão 
• Importância nutricional da cecotrofia 
• A cecotrofia inicia-se por volta das três semanas 
de idade coincidindo com o começo da 
alimentação sólida e com desenvolvimento da 
flora cecal. 
 
• A produção de fezes moles aumenta linearmente 
com a idade até por volta dos 63-77 dia e 
representam cerca de um terçoda totalidade do 
material excretado (fezes duras + fezes moles) e 
cerca de 5 a 18% da MS consumida diariamente. 
Fisiologia da Digestão 
• A cecotrofia reveste-se de um interesse muito 
especial na nutrição proteica do coelho. 
 
 
• Pode contribuir entre 10 a 30 % do nitrogênio 
total ingerido 
Fisiologia da Digestão 
• Resumindo, a prática da cecotrofia concorre 
para uma melhoria da digestibilidade global 
do regime alimentar, em particular das 
substâncias nitrogenadas, contribui para a 
cobertura das necessidades vitamínicas e 
constitui um processo eficiente de 
conservação de água e de elementos minerais. 
CONSIDERAÇÕES SOBRE OS 
PEIXES 
Aparelho Digestivo: Divisão 
 Baseado em critérios anatômicos e histológicos 
 
 Classificação segundo BÉRTIN (1958) : 
 
 - Intestino cefálico  cavidade buco-faringeana 
 (boca e seus anexos + faringe) ; 
 - Intestino anterior  esôfago e estômago; 
 - Intestino médio  intestino propriamente dito; 
 - Intestino posterior  esfíncter íleo-cecal ausente ou reto 
 
 Aparelho Digestivo 
 
 
 Aparelho Digestivo 
 
 
 Aparelho Digestivo 
 
 A descrição anatômica adquire sua maior importância quando é relacionada 
ao alimento consumido 
 
 Conceitos: 
 - Trato digestivo  órgãos compreendidos entre a boca e o 
 intestino (reto) 
 - Tubo digestivo  órgãos do esôfago até o reto 
 
Intestino Cefálico 
 
 O que define é a associação entre sua anatomia com a seleção e captura dos 
alimentos e a sua preparação pré-digestiva 
 
 CAVIDADE ORO-BRANQUIAL 
 
  Boca ( transp.) 
 Normalmente observa-se: 
 Peixes carnívoros  boca terminal 
 Peixes iliófagos  boca ventral 
  Lábios 
 Carnívoros  delgados e aderidos a maxila e presença 
 de corpúsculos gustativos (localização, seleção e captura) 
 Iliófagos  protácteis 
 
 Intestino Cefálico 
 Dentes 
 
 
 Em geral numerosos 
 - exceções: a carpa (3), a quimera (6) e ausência total 
 
 A localização se faz em qualquer osso da cavidade bucal ou faríngica  
maxilares, lábios, ossos palatinos, vômeres, faringe 
 
 Intestino Cefálico 
 Tipos de dentes quanto à localização na cavidade bucofaringeana: 
 
 a) Orais 
 - Finalidade de trituração ou mastigação do alimento ingerido 
 
 consonância com adaptações anatômicas presentes em 
 outros segmentos do ap. digestivo 
 
 - Podem ser ainda: 
 mandibulares  presentes no maxilar e pré-maxilar 
 bucais  presentes no palatino e assoalho da boca 
 
 
 Intestino Cefálico 
b) Faringianos 
 
 - Encontram-se entre o 3º, 4º e 5º arcos branquiais sup. e inf. 
 
 - Estão relacionados: 
 em espécies carnívoras, a apreensão do alimentos 
 em herbívoros, a função de triturar /rasgar o alimento 
 em onívoros, na maceração de organismos de corpo mole 
 
 Intestino Cefálico 
 Classificação dos dentes quanto à forma: (transp.) 
 
 1. Vista frontal da boca, mostrando uma única série de dentes tricuspidados no 
pré-maxilar e no dentário, e uma série de dentes no palato 
 
 2. Dentes caninos alternados com cônicos 
 
 3. A1 cuspidados B e C Multicuspidados 
 A2 caninos 
 A3 caninos 
 
 Além deses: viliformes, truncados, molariformes 
 
 Intestino Cefálico 
 Relação com os diferentes hábitos alimentares: 
 
 - Carnívoros apresentam em geral orais viliformes pontiagudos ou caninos 
 
 - Herbívoros apresentam dentes pequenos (mordiscar) 
 
 - Onívoros apresentam dentes cônicos combinados com granulares 
 
 
 
 
 Intestino Cefálico 
O Jaú, por exemplo, tem placas dentígeras faringeanas que com seus movimentos 
dactiloformes (Fig), participam do mecanismo da eversão estomacal, isto é, 
auxiliam o estômago a sair pela cavidade buco-faríngea, manobra fisiológica e 
periódica que serve para eliminar de seu interior o acúmulo de resíduos não 
digeridos, constituído basicamente por sobras de ossos. 
 
 Intestino Cefálico 
Língua = espessamento do assoalho bucal 
 
 - possue células mucosas, botões gustativos e até dentículos 
 
 
 Aparelho branquial 
 
 - Rastros branquiais  prevenir o refluxo dos alimentos através da 
 filtragem e auxílio na deglutição 
 - Filtro branquial  intercalação entre os rastros de um arco e outro 
 
 
 
 
 
 
 Intestino Cefálico 
Relação com o hábito alimentar : 
- - carnívoros  desenv. pontiagudos e recobertos com dentículos 
- - onívoros  + curtos 
- - iliófago  filtração 
 Intestino Anterior 
 Esôfago 
 
 - geralmente é um tubo curto, de parede espessa, de grande capacidade de 
distensão e de difícil identificação. 
 - em alguns casos ele se apresenta longo 
 - mucosa esofágica sob a forma de pregas longitudinais 
 - epitélio estratificado e isento de glândulas (aglandular) 
 - Funções: transporte, lubrificação e deglutição do alimento 
 - A separação entre o intestino o esôfago e estômago é demarcada por um 
estrangulamento ou constrição 
 
 Intestino Anterior 
 Estômago 
 
 - é o órgão que sofre as mais pronunciadas adaptações trópicas e correlações 
com a sua forma segundo a natureza da dieta 
 
Observa-se que: 
 
 Em carnívoros: apresenta-se normalmente reto e longo 
 Em onívoros: apresenta-se em forma de Y ou J 
 Em iliófagos: apresenta uma estrutura conhecida como moela 
 
 
 
 Intestino Anterior 
 Estômago 
 
 É dividido em 3 regiões: 
 
 - cárdica 
 - cecal: forma sacular 
 - pilórica: limítrofe entre o estômago e o intestino médio 
 
 
 
 
 Intestino Anterior 
 Intestino Anterior 
 Estômago 
 
 - Em geral, a mucosa gástrica é formada por pregas longitudinais 
 - As glândulas gástricas são encontradas nas regiões cárdica e cecal (secreção 
de ácido clorídrico e pepsinogênio) 
 - No peixes carnívoros elas são mais elaboradas e numerosas 
 Intestino Médio 
Inicia-se na válvula pilórica ou região dos cecos pilóricos e corresponde ao 
intestino verdadeiro 
 
Onde ocorrem os processos químicos da digestão 
e absorção de alimentos 
 
 O comprimento do intestino varia conforme o hábito alimentar dos peixes: 
 
 + curto  geralmente carnívoros e ictiófagos 
 + longo geralmente herbívoros e iliófagos 
 intermediário  geralmente onívoros 
 
 Intestino Médio 
 Outros parâmetros relacionados com o hábito alimentar: 
- 
  Coeficiente intestinal = (comp total do intestino/comp. Padrão) 
 
 - Variação: 
 
 carnívoros: de 0,2 a 2.5 
 onívoros: de 0,6 a 8,0 
 herbívoros: de 0,8 e 15,0 
 
 
 Intestino 
 Intestino 
Cecos Pilóricos 
 São evaginações digiformes da parede intestinal 
 
 Apresentam-se sob vários nº e formas nas diferentes espécies 
 
 Funções: 
 - secreção de muco para hidrólise de componentes protéicos 
 - aumento da superfície de absorção de nutrientes 
 - armazenar alimento 
 - aumentar o pH do bolo alimentar para toná-lo alcalino e assim deixálo 
pronto para ser rapidamente aproveitado desde a porção inicial do 
intestino 
 
 
 
 Glândulas Anexas 
 Fígado, Pâncreas e Vesícula biliar 
 
 Os peixes não possuem glândulas salivares, mas em compensação têm 
glândulas de muco na cavidade oro-branquial 
 
 O fígado: preparar as substâncias nutritivas, provenientes da absorção 
intestinal, paraserem aproveitadas pelo organismo e estocagem de gordura 
 
 O pâncreas é geralmente difuso 
 Fígado 
 Apresenta-se lobulado e composto pelos seguintes tipos celulares: 
 
 - Hepatócitos, células epiteliais dos ductos biliares, células endoteliais, células 
de ito (armazenam gordura), macrófagos, células sanguíneas e em alguams 
espécies, células do pâncreas exócrino (intra-hepático) 
 
 Hepatócitos arranjam-se em túbulos e possuem considerável estoque de 
glicogênio no citoplasma. 
 
 As vias biliares presentes no fígado convergem para o ducto biliar que leva a 
bile até a vesícula biliar. 
 
 Vesícula Biliar 
 Órgão sacular próximo ao intestino médio 
 
 Função de concentração e armazenagem da bile sintetizada no fígado 
 
 
 
 Pâncreas 
 Como ocorre em outros vertebrados os peixes apresentam dois tipos de 
pâncreas: 
 
 - Pâncreas exócrino secreção de substâncias alcalinas e enzimas 
 digestivas como proteases, lipases e amilases 
 - Pâncreas endócrino secreção de hormônios como insulina, glucagon 
 
 
Em outras espécies o pâncreas pode estar difuso nos cecos pilóricos.

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