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MERCADO FINANCEIRO AULA 01 –CONTEUDO ON LINE PANORAMA DO MERCADO FINANCEIRO NACIONAL Segundo o Banco Central do Brasil, o Sistema Financeiro Nacional pode ser dividido historicamente em seis fases. 1808 a 1914 Em 1808 surge o primeiro Banco do Brasil com funções de banco central e banco comercial, o qual foi dissolvido em 1829. Em 1906 surge o atual Banco do Brasil. Em 1910 o Brasil possuía 16 bancos nacionais e 5 estrangeiros. 1914 a 1945 Os bancos desenvolvem-se com relativa segurança, sustentando as mudanças que ocorrem na estrutura produtiva do País. Em 1920 é criada a Inspetoria Geral dos Bancos. Nesta fase, o país contava com 2074 instituições financeiras e a estrutura existente não atendia às necessidades. 1945 a 1964 É criada a Superintendência de Moeda e Crédito e havia a coexistência de vários órgãos com atribuições de Autoridade Monetária. É criado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (1952), o Banco do Nordeste do Brasil e o Banco da Amazônia. 1964 a 1988 Ocorre a implementação de mudanças estruturais no sistema financeiro com destaques para as seguintes leis: • Lei da Correção Monetária (4357/64); • Lei do Plano Nacional da Habitação (4380/64); • Lei da Reforma do Sistema Financeiro Nacional (4595/64); • Lei do Mercado de Capitais (4728/65); • Lei da CVM (6385/76, alterada pela Lei 10411/02); • Lei das S.A (6404/76, alterada pelas leis 9457/97 e 10303/01). 1988 a 1994 As funções da autoridade monetária passam a ser exclusivamente exercidas pelo Banco Central do Brasil (BCB) e suas atividades atípicas são transferidas para o Tesouro Nacional (TN). Os empréstimos diretos ou indiretos do BCB para o TN, ou qualquer entidade que não fosse uma instituição financeira, ficam proibidos. Surge a Resolução CMN nº 1.524/88, que permite a criação dos chamados Bancos Múltiplos. A partir de 1994 Surge a Resolução CMN nº 2.099/94 sobre a exigência de capital e patrimônio líquido. Houve o enxugamento do sistema financeiro, mediante liquidações, fusões e incorporações, bem como o aumento do interesse de grandes bancos estrangeiros em operar no Brasil. Sistema Financeiro Nacional sofreu uma grande transformação depois de 1964, através das Leis Básicas de Reordenamento da Política Econômica Brasileira, citadas na 4ª Fase. São elas: LEI DE CORREÇÃO MONETÁRIA (4357/64) LEI DO PLANO NACIONAL DE HABITAÇÃO (4380/64) LEI DA REFORMA BANCÁRIA (4595/64) LEI DO MERCADO DE CAPITAIS (4728/65) LEI DA CVM (6385/76) LEI DAS SAS (6404/76) LEI DE CORREÇÃO MONETÁRIA (4357/64) QUAIS OS PROBLEMAS? A inflação superava historicamente os 12% aos anos. Lei da usura 12% ao ano – limitava os juros. Empresas e indivíduos preferiam aplicar no mercado do que honrar seus compromissos tributários. O governo não podia se financiar emitindo títulos próprios e emitia moeda. Os valores históricos das contas patrimoniais eram distorcidos e afetavam a base de cálculo de impostos e taxas. Quais as soluções? Instituiu as normas de indexação dos débitos fiscais. Generalizou-se por todas as exigibilidades, toda a economia. Criou títulos públicos federais de crédito com claúsulas de correção monetária e juros: Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN). QUAL O DESTINO? Antecipar receitas, cobrir déficit público, promover investimentos etc Observações: O artigo 14 da Lei criou os incentivos fiscais. Verificamos 3 grandes tentativas de extinção da correção monetária. Plano Cruzado (1986): ORTN deixou de ser reajustada e passou a chamar-se OTN. Plano Collor II (1992): índices foram extintos e criou-se a TR (Taxa Referencial). Plano Real (1994): manteve-se a TR anual; Contratos, reajustes, dissídios, etc.; Medida Provisória 1106 – Agosto / 1995; foram criados a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) par financiamentos do BNDES, a Taxa Básica de Juros (TBF), Banco Central do Brasil (BACEN) para rendimentos do mercado financeiro e a Unidade Fiscal de Referência (UFIR) já extinta. LEI DO PLANO NACIONAL DE HABITAÇÃO (4380/64) QUAIS OS PROBLEMAS? A recessão econômica nos anos 60 mantinha o setor de construção civil estagnado. O Estado (governo) não tinha condições de criar postos de trabalho para mão de obra desqualificada. QUAIS AS SOLUÇÕES: Criar empregos na indústria de construção civil. Criação do Banco Nacional da Habitação (BNH) que atuaria como banco de desenvolvimento e fomento. Sistema financeiro para prover recursos para construção de casas populares e obras de saneamento. Unidade Padrão de Capital (UPC) moeda própria do sistema. Títulos específicos para o segmento, tais como Cédulas Hipotecárias, Letras Imobiliárias e Depósitos em Caderneta de Poupança. Posteriormente incluído o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). LEI DA REFORMA BANCÁRIA (4595/64) QUAL O PROBLEMA? Os órgãos de aconselhamento e gestão da política monetária, de crédito e das finanças públicas concentravam-se no Ministério da Fazenda e na Superintendência da Moeda e do Crédito do banco do Brasil (SUMOC). QUAL A SOLUÇÃO? Criou-se órgãos de cúpula do Sistema Financeiro: O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco do Brasil (BACEN). Surgiram então as novas normas operacionais, rotinas de funcionamento e procedimentos de qualificação, pelas quais a rede de instituições financeiras e de distribuição de investimentos passou a reger-se. Observações Foi feita a indução ao processo de concentração a partir de 1967, quando começaram a consolidar-se os principais conglomerados financeiros da recente história econômica brasileira. Em 21 de Setembro de 1988, foi aprovada pelo Conselho Monetário nacional a Resolução nº i524, criando o Banco Múltiplo. LEI DO MERCADO DE CAPITAIS (4728/65) QUAL O PROBLEMA? O processo de popularização do investimento estava contido. Havia uma nítida preferência por imóveis de renda que significavam reserva de valor. QUAIS AS SOLUÇÕES? Normas e regulamentos básicos para estruturação de um sistema de investimentos. LEI DA CVM (6385/76) O QUE DETERMINA? Transfere do Banco Central toda a estrutura de legislação, fiscalização, registros e regulamentação diretamente ligados ao mercado de valores mobiliários, incluindo ações e debêntures. LEI DAS SAs (6404/76) QUAL O PROBLEMA? Atualizar a legislação sobre as Sociedades Anônimas Brasileiras (Composição acionária, comercialização de ações e debêntures, modernização do fluxo de informações). QUAL A SOLUÇÃO? Regulamentou a vida legal das Companhias – características, constituição, composição acionária, padronização das demonstrações financeiras etc Pode-se dizer também que é o local onde o dinheiro é gerido, intermediado, oferecido e procurado, por meio de canais de comunicação que se entrelaçam na formação de sistemas. O mercado nada mais é do que um grande fundo, do qual se pode sacar ou no qual se pode depositar recursos. É nele que se determina uma das variáveis cruciais da economia – a taxa de juros – que representa os termos em que se podem realizar transferências intertemporais de recursos. Artigo 17 da Lei 4595/64 Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, a intermediação ou a aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros. Para os efeitos desta lei e da legislação em vigor, equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma permanente ou eventual. As instituições financeiras que operam no mercado financeiro podem ser classificadas de duas formas. De acordo com a natureza das obrigações que emitem: Esse critério permite classificar as instituições financeiras em: • Bancárias/Monetárias: os bancos comerciais, por exemplo, podem ser classificados como instituições monetárias, a quem se permite criação de moeda, uma vez que captamdepósitos à vista, emprestam esses recursos e mantêm conta de reserva junto ao Banco Central. • Não monetárias: não multiplicam a moeda, como as Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, Bancos de Investimento, Sociedades de Crédito de Financiamento e Investimento (Financeiras). De acordo com tipos de operações que estão autorizadas a realizar Esse critério permite classificar as instituições financeiras em: • Instituições de crédito/Intermediários financeiros: emitem seus próprios passivos, captando poupança diretamente do público por sua própria iniciativa e responsabilidade e, posteriormente, aplicam esses recursos junto às empresas, através de empréstimos e financiamentos, como é o caso dos bancos comerciais. • Instituições auxiliares/Distribuidores de Títulos e Valores Mobiliários: colocam em contato os investidores, como as Bolsas de Valores por exemplo, que por intermédio dos corretores de valores encontram quem queira vender ações, quem queira comprá-las e vice-versa. O Sistema Financeiro Nacional é composto pelos seguintes órgãos normativos Veja quais são entidades supervisoras do Sistema Financeiro Nacional No grupo das instituições operadoras estão as instituições Financeiras que atuam junto ao público em geral. Segundo Pinheiro, a instituição bancária aceita fundos das unidades superavitárias e os concede em crédito às deficitárias mediante empréstimos e compra de títulos. As instituições bancárias são caracterizadas pela captação de depósitos à vista, livremente movimentados por meio de cheques emitidos pelos clientes depositantes. Em função disso, elas podem ser caracterizadas também pela faculdade de emissão de moeda escritural. Os bancos destacam-se entre as instituições financeiras captadoras de depósitos à vista onde se inserem. O banco pode afetar a oferta monetária na economia. Isso ocorre em duas situações: Quando o banco mantém 100% dos depósitos em reservas monetárias. (Nesse caso, a oferta monetária na economia não é afetada). Quando o banco empresta parte dos depósitos (Nesse caso, a oferta monetária na economia é afetada). Pode-se analisar o Balanço Patrimonial de um banco comercial típico com base em um fluxo financeiro, no qual: As contas passivas representam as obrigações que o banco tem com seus clientes; e As contas ativas representam as obrigações que os clientes têm junto ao banco (também é notada a possibilidade do BACEN intervir sobre ambas as contas). A administração eficiente do fluxo determinará o resultado que Serpa auferido pela instituição. Veja no esquema como é a atividade bancária. BOLSA DE VALORES: EMPRESAS DO GRUPO BM&F BOVESPA Com a incorporação da BM&F e das ações da Bovespa Holding pela BM&F Bovespa, a estrutura societária passou a ser a seguinte: Antes da transformação em Sociedade Anônima de Capital Aberto, a Bolsa de Valores e a Bolsa de Mercadorias e Futuros eram associações civis sem fins lucrativos. Seus patrimônios eram representados por títulos que pertenciam Às Sociedades Corretoras, que estão sujeitas à supervisão da Comissão de Valores Mobiliários e obedecem às diretrizes e políticas do Conselho Monetário Nacional. Conheça agora outras entidades do Mercado Financeiro ENTIDADES LIGADAS AOS SISTEMAS DE PREVIDÊNCIA E SEGURO: - Entidades Abertas De Providencia Privada Complementar - Sociedades Seguradoras - sociedades de capitalização - Entidades Fechadas de Previdência complementar OUTRAS ENTIDADES RELEVANTES - Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) -CETIP S.A – Balcão Organizado de Ativos e Derivativos -Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) -Agentes Autônomos de Investimento -Investidores qualificados e investidores não residentes PRINCIPAIS ASSOCIAÇÕES DO MERCADO FINANCEIRO: - ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais - ANCOR – Associação Nacional das Corretoras de Valores Câmbio e Mercadorias - APIMEC – Associação dos Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais ORGANISMOS FINANCEIROS INTERNACIONAIS: -Fundo Monetário Internacional (FMI) -Banco Mundial -Banco para pagamentos Internacionais - Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) => SISTEMA FINANCEIRO: É o conjunto de instituições e instrumentos financeiros. => OFERTADORES FINAIS: Estão em posição de débito financeiro – são aqueles que pretendem gastar (consumo/investimento) menos que sua renda. => TOMADORES FINAIS: São os que possuem superávit financeiro, isto é, aqueles que pretendem gastar menos que sua renda. => ÓRGÃOS NORMATIVOS: Conselho Monetário Nacional (CMN), Conselho nacional de seguros privados (CNSP) e Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC) constituem os _______ => ENTIDADES SUPERVISOR: Banco Central do Brasil (BACEN), Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. => Bancos Múltiplos, Bancos Comerciais, Caixa Econômica Federal e Cooperativas de Crédito constituem as OPERADORAS. AULA 01 – TELETRANSMITIDA SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 1ª Fase: 1808 a 1914 2ª Fase: 1914 a 1945 3ª Fase: 1945 a 1964 4ª Fase: 1964 a 1988 5ª Fase: 1988 a 1994 6ª Fase: a partir de 1994 O Sistema Financeiro Nacional sofreu uma grande transformação depois de 1964, através das Leis Básicas de Reordenamento da Política Econômica Brasileira, destacadas na 4ª Fase, as quais discriminamos a seguir : LEI DA CORREÇÃO MONETÁRIA (4357/64 ) LEI DO PLANO NACIONAL DE HABITAÇÃO (4380/ 64) LEI DA REFORMA BANCÁRIA (4595 / 64) LEI DO MERCADO DE CAPITAIS (4728 / 65) Além das leis citadas anteriormente, passados doze anos, isto é, em 1976 foram criadas duas outras leis fundamentais para a consolidação do mercado financeiro no Brasil: LEI DA C.V.M. ( 6385 / 76 ) LEI DAS S.A.s. (6404/76) DEFINIÇÃO: Sistema Financeiro é o conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos dos ofertadores finais para os tomadores finais, e cria condições para que os títulos e valores mobiliários tenham liquidez no mercado. Ofertadores finais de recursos possuem superávit financeiro, isto é, aqueles que pretendem gastar (consumo / investimento ) menos que sua renda. Tomadores finais de recursos estão em posição de débito financeiro – são aqueles que pretendem gastar ( consumo / investimento ) mais que sua renda. Precisam complementar com poupanças de outros a execução seus planos, dispondo-se a pagar juros pelo capital que conseguirem. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL O Conselho Monetário Nacional (CMN), que foi instituído pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento do SFN. O CMN é constituído pelo Ministro de Estado da Fazenda, que atua como seu Presidente, pelo Ministro de Estado do Planejamento e Orçamento e pelo Presidente do Banco Central do Brasil (BCB). Dentre suas funções estão: adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e externa. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – BANCO CENTRAL O Banco Central do Brasil (Bacen) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que também foi criada pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional, tendo por objetivos: zelar pela adequada liquidez da economia; manter as reservas internacionais em nível adequado; estimular a formação de poupança; zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento dosistema financeiro. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – BANCO CENTRAL - ATRIBUIÇÕES Formatar, executar e acompanhar a política monetária; Emitir e distribuir papel-moeda; Executar os serviços do meio circulante; Receber os recolhimentos de depósito compulsório dos bancos e realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras; Regular a execução da compensação de cheques; Comprar e vender títulos públicos federais; Exercer o controle de crédito; Fiscalizar as instituições financeiras; Controlar o fluxo de capitais estrangeiros; Executar e acompanhar a política creditícia; Formatar, executar e acompanhar a política cambial; Formatar, executar e acompanhar as relações financeiras com o exterior. SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL – COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, instituída pela Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976. É responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país. As instituições financeiras que operam no mercado financeiro podem ser classificadas segundo a natureza das obrigações que emitem. Este critério permite classificar as instituições financeiras em bancárias/ monetárias e não bancárias/ não monetárias, isto é, quanto à capacidade de multiplicar a moeda. Bancárias/Monetárias – Os bancos comerciais, por exemplo, podem ser classificados como instituições monetárias, a quem se permite criação de moeda, uma vez que captam depósitos à vista, emprestam esses recursos e mantêm conta de reserva junto ao Banco Central. Não-bancárias/Não-monetárias – Não multiplicam a moeda, como as Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários, Bancos de Investimento, Sociedades de Crédito Financiamento e Investimento. As instituições financeiras que operam no mercado financeiro também podem ser classificadas pelos tipos de operações que estão autorizadas a realizar. Temos então as instituições de crédito e aquelas distribuidoras de títulos e valores mobiliários realizando a intermediação de recursos. Instituições de crédito/Intermediários financeiros Instituições auxiliares/Distribuidores de Títulos e Valores Mobiliários INSTITUIÇÕES OPERADORAS DO MERCADO FINANCEIRO INSTITUIÇÕES CAPTADORAS DE DEPÓSITOS A VISTA: Bancos Múltiplos com Carteira de Banco Comercial Bancos Comerciais Caixa Econômica Federal Cooperativas de Crédito. INSTITUIÇÕES CAPTADORAS DE DEPÓSITOS A VISTA: Segundo Pinheiro, a instituição bancária aceita fundos das unidades superavitárias e os concede em crédito às deficitárias mediante empréstimos e compra de títulos. As instituições bancárias captam depósitos a vista, livremente movimentados por meio de cheques emitidos pelos clientes depositantes. Em função disso, elas podem ser caracterizadas também pela faculdade de emissão de moeda escritural. Multiplicador Bancário A oferta monetária da economia pode ser afetada de duas formas pelos bancos a saber: Quando o banco mantém 100% dos depósitos em reservas monetárias. Neste caso a oferta monetária na economia não é afetada. Quando o banco empresta parte dos depósitos.Neste caso a oferta monetária da economia é afetada. Como exemplo, um depósito a vista na corrente de um banco A pode multiplicar-se em novos depósitos (isto é em moeda escritural na conta de outros correntistas ou bancos), dependendo do nível de retenção estabelecido pelo (BACEN). Vamos supor que este nível seja de 10%. A fórmula que indica o efeito multiplicador é 1/R. Isto é 1/0,10 = 10. Portanto para cada R$ 1000,00 depositados o efeito multiplicador é de R$ 10.000,00. Razões pelas quais as Instituições Bancárias são muito utilizadas Oferecem contas de depósito que podem ajustar-se às características de montante e liquidez desejadas pela maior parte das unidades superavitárias; Movimentam fundos recebidos de tal forma que lhes permite conceder empréstimos que se ajustam aos vencimentos desejados pelas unidades deficitárias; Aceitam os riscos dos empréstimos que proporcionam; Têm mais conhecimento que as unidades superavitárias individuais sobre a solvência das organizações deficitárias; Diversificam seus empréstimos entre numerosas unidades deficitárias, o que lhes permite absorver melhor a inadimplência dos empréstimos que as unidades superavitárias individuais. Agências de Fomento Associações de Poupança e Empréstimo Bancos de Desenvolvimento Bancos de Investimento Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Companhias Hipotecárias Cooperativas Centrais de Crédito Sociedades Crédito, Financiamento e Investimento Sociedades de Crédito Imobiliário Sociedades de Crédito ao Microempreendedor Bancos de Câmbio OUTROS INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS Administradoras de Consórcio Sociedades de arrendamento mercantil Sociedades corretoras de câmbio Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários OUTRAS ENTIDADES RELEVANTES NO SISTEMA FINANCEIRO Bolsa de Valores e Bolsa de Mercadorias e Futuros Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos OUTROS PARTICIPANTES DO SISTEMA FINANCEIRO Agentes Autônomos de Investimento Instrução CVM nº 497, de 3 de junho de 2011 Art. 1º Agente autônomo de investimento é a pessoa natural, que realiza, sob a responsabilidade e como preposto de instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários, as atividades de: Agente Autônomo de Investimento - atividades I - prospecção e captação de clientes; II - recepção e registro de ordens e transmissão dessas ordens para os sistemas de negociação ou de registro cabíveis, na forma da regulamentação em vigor; e III - prestação de informações sobre os produtos oferecidos e sobre os serviços prestados pela instituição integrante do sistema de distribuição de valores mobiliários pela qual tenha sido contratado. Investidores qualificados: I – instituições financeiras; II – companhias seguradoras e sociedades de capitalização; III – entidades abertas e fechadas de previdência complementar; IV – pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 300.000,00 ; V – fundos de investimento destinados exclusivamente a investidores qualificados; e VI – administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM, em relação a seus recursos próprios. Principais associações do mercado financeiro A ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ANCOR - Associação Nacional das Corretoras de Valores Câmbio e Mercadorias APIMEC - Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais ORGANISMOS FINANCEIROS INTERNACIONAIS Fundo Monetário Internacional (FMI) O FMI se auto-proclama como uma organização de 185 países, trabalhando por uma cooperação monetária global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional, promover altos níveis de emprego e desenvolvimento econômico sustentável, além de reduzir a pobreza. Banco Mundial – O Banco Mundial propriamente dito é composto pelo BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento ) e pela AID (Associação Internacional de Desenvolvimento ), IFC- Corporação Financeira Internacional, AMGI - Agência Multilateral de Garantia de Investimentos , CIADI - Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos Banco para Pagamentos Internacionais – BIS O Banco de Compensações Internacionais (Bank for International Settlements) é uma organização internacional responsável pela supervisão bancária. Ele visa "promover a cooperação entre os bancos centrais e outras agências na busca de estabilidade monetária e financeira". Sediado em Basiléia, na Suíça, reune 55 bancos centrais de todo o mundo. Banco Interamericano de Desenvolvimento –BID – foi criado em 1959 sendo considerado uma instituição regional de desenvolvimento voltada a apoiar o desenvolvimento econômico e social de países da América Latina e Caribe. AULA 02 – CONTEUDO ON LINE OS MERCADOS DO DINHEIRO Como você viu na aula anterior, os mercados financeiros se traduzem como o mecanismo ou ambiente através do qual se produz um intercâmbio de ativos financeiros e se determinam seus preços. Além disso, nesses mercados os recursos financeiros são transferidos desde unidades superavitárias, isto é, que têm um excesso de fundos, até aquelas deficitárias, ou seja, que têm necessidades de fundos. Podemos concluir que o mercado financeiro transfere as poupanças dos agentes superavitários para os agentes deficitários de uma economia. Para o mercado financeiro são estabelecidas quatro grandes subdivisões, acompanhe no esquema. As subdivisões sugeridas muitas vezes se confundem na prática, permitindo que várias operações financeiras interajam por meio de um amplo sistema de comunicações. O mercado monetário encontra-se estruturado, visando o controle da liquidez monetária da economia. Os papéis são negociados tendo como parâmetro de referencia a taxa de juros, que é sua mais importante moeda para transação. Nele são negociados: Os papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, voltados à execução da política monetária do Governo Federal. Os Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI), exclusivamente entre instituições financeiras. Títulos de emissão privada, tais como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e debêntures. Nesse mercado, destacam-se as operações realizadas dentro do âmbito do mercado aberto, que constituem importante instrumento de política monetária. A liquidez monetária da economia pode ser regulada, assim como supridas as necessidades de caixa do Tesouro Nacional, de forma mais dinâmica e imediata pelas operações de compra e venda de títulos públicos. Com essas operações o Banco Central regula o nível de oferta monetária e da taxa de juros a curto prazo. Veja agora as características do Sistema Especial de Liquidação e custódia (SELIC). Criado em 1979, o SELIC destina-se ao registro de títulos e depósitos interfinanceiros por meio de equipamento eletrônico de teleprocessamento, em contas gráficas abertas em nome de seus participantes, bem como ao processamento, utilizando-se o mesmo mecanismo de operações de movimentação, resgate, ofertas públicas e respectivas liquidações financeiras. Nele são liquidadas e registradas todas as movimentações com títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional e do Banco Central do Brasil. O SELIC opera na modalidade de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as operações nele registradas liquidadas uma a uma por seus valores brutos em tempo real. Além do serviço de custódia de títulos e de registro e liquidação de operações, integram o SELIC dois módulos complementares. OFERTA PÚBLICA FORMAL ELETRONICA (OFPUB) = Neste leilão formal a autoridade monetária divulga ao mercado as condições dos negócios, tais como, entre outras informações: • tipo; • características; • quantidade; • prazo dos títulos que serão objetos do leilão. Os investidores efetivam suas propostas de compra, que são encaminhadas ao SELIC para serem efetuadas as respectivas transferências de titularidade e liquidações financeiras. LEILÃO INFORMAL ELETRONICO DE MOEDA E DE TÍTULOS (LEINF) = Caracteriza-se pela possibilidade do Banco Central intervir no mercado, comprando ou vendendo títulos, conforme seus objetivos. Neste processo, o Banco Central atua junto com instituições por ele credenciadas a operar no mercado aberto, conhecidas como dealers. Ao decidir entrar no mercado para comprar ou vender títulos, o Banco Central avisa aos agentes de sua intenção, através dos dealers, e os interessados na negociação enviam suas ofertas que poderão ser aceitas ou rejeitadas. A administração do SELIC e de seus módulos complementares é de competência exclusiva do Departamento de Operações do Mercado Aberto (DEMAB) do Banco Central do Brasil. Os pagamentos no SELIC são processados por meio de reservas bancárias e as transferências dos títulos entre os investidores somente são autorizadas pelo sistema mediante movimentações nessas reservas. Com relação à negociação dos Certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDI), que são realizadas exclusivamente entre instituições financeiras e títulos de emissão privada, como Certificado de Depósitos Bancários (CDB) e debêntures, as liquidações são realizadas através da CETIP. Segundo Assaf Neto: (...) as instituições financeiras trocam dinheiro entre si – compram e vendem dinheiro – no denominado Mercado Interfinanceiro. Ao apresentar as sobras de caixa, a instituição vende liquidez comprando títulos de outras instituições, na falta de disponibilidade, a instituição compra liquidez vendendo títulos no mercado. Essas operações são lastreadas pelos CDI – Certificados de Depósitos Interfinanceiros, títulos emitidos pelas instituições que atuam nesse segmento de mercado. Os CDIs possibilitam a troca de reservas entre as instituições participantes no mercado interfinanceiro. O CDI é emitido de forma escritural, sendo os negócios no Mercado Interfinanceiro controlados pela CETIP. As taxas de juros negociadas no Mercado Interfinanceiro não sofrem normalmente intervenções oficiais diretas, refletindo, de forma mais isenta, as expectativas do mercado com relação ao comportamento do mercado futuro esperado do custo do dinheiro. Estas são definidas diariamente, em função dos negócios realizados no mercado pelas instituições financeiras, e apresentam ampla divulgação pela imprensa. A taxa CDI pode ainda ser entendida como uma taxa de juro básica do mercado interfinanceiro, que influencia a formação das demais taxas de juros. São formadas, essencialmente, com base nas taxas de juros reais do mercado de títulos públicos e nas taxas de inflação da economia. O mercado de crédito visa, fundamentalmente, suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazos dos vários agentes econômicos, seja por meio da concessão de créditos às pessoas físicas ou empréstimos e financiamentos às empresas. As operações desse mercado, dentro de uma política de especialização do Sistema Financeiro Nacional, são tipicamente realizadas por instituições financeiras bancárias (bancos comerciais e bancos múltiplos). Também são incluídas no âmbito do mercado de crédito as operações de financiamento de bens de consumo duráveis, praticadas pelas sociedades financeiras. Segundo Assaf Neto: (...) no processo de intermediação financeira para as operações de crédito, uma instituição pode atuar como sujeito ativo (credor de empréstimos de recursos) ou sujeito passivo (devedor de recursos captados). A Instituição recebe recursos de poupadores, funding da operação de crédito, assumindo a obrigação de devolver o principal acrescido de juros. É uma posição passiva, ficando o banco devedor dos recursos captados. Exemplos: depósitos à vista e depósitos a prazo fixo. Com o capital levantado junto a investidores de mercado, o banco realiza operações de empréstimos e financiamentos a tomadores carentes de recursos na expectativa de receber no futuro o principal acrescido de juros. Exemplos: empréstimos e financiamentos concedidos pelos bancos. O que é o spread – é um resultado bruto que corresponde à diferença entre a taxa cobrada nas operações ativas versus as operações passivas. Podemos citar alguns tipos de empréstimos de curto e longo: desconto de títulos, contas garantidas, créditos rotativos, hot Money, empréstimos para capital de giro, vendor, repasse de recursos externos, crédito direto ao consumidor, assunção de dívidas e adiantamentos de contratos de exportação, cessão de crédito, crédito consignado. Existem duas instituições importantes no Mercado de Credito: Central de risco de crédito Fundo garantidor de crédito O Mercado Cambial é o segmento financeiro em que são feitas operações de compras e vendasde moedas internacionais conversíveis, ou seja, em que se verificam conversões de moeda nacional em estrangeiras e vice-versa. Este mercado reúne todos os agentes econômicos que tenham motivos para realizar transações com o exterior, tais como operadores de comércio internacional, instituições financeiras, investidores e bancos centrais, que tenham necessidade de realizar exportações e importações para pagamentos de dividendos, juros, principal de dívidas, royalties, recebimentos de capitais, entre outros valores. No Brasil, o mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central. As operações de câmbio são realizadas entre os agentes autorizados, bem como entre estes agentes e seus clientes. Na dinâmica do mercado cambial existem agentes econômicos interessados na compra de moeda estrangeira tais como, importadores, investidores internacionais e devedores que desejam amortizar seus compromissos com credores estrangeiros, empresas multinacionais que necessitam remeter capitais e dividendos, entre outros. Da mesma forma, existem agentes econômicos que são vendedores de moedas estrangeiras, tais como exportadores, tomadores de empréstimos, turistas que deixam o país, entre outros. O mercado cambial está segmentado de acordo com a seguinte estrutura: Mercado de câmbio de taxas de livres: Câmbio comercial cobrindo: • operações de importações e exportações; • pagamentos internacionais de juros e dividendos; • empréstimos externos; • investimentos de capital etc. Mercado de cambio de taxas de flutuantes - cambio turismo que inclui as negociações de moeda estrangeira para operações de turismo e demais despesas relacionadas. TAXA INTERNACIONAIS DE JUROS LIBOR: A London Interbank Offered Rate é uma taxa de juros interbancária do Mercado de Londres, muito utilizada nas operações internacionais de empréstimos realizadas entre instituições financeiras. PRIME RATE: É a taxa de juros cobrada pelos bancos americanos de seus clientes classificados como preferenciais. Utilizada como taxa de referencia de operações de empréstimos envolvendo bancos e empresas. O mercado de capitais está estruturado para suprir as necessidades de investimentos dos agentes econômicos por meio de diversas modalidades de financiamentos, a médio e longo prazos, para capital de giro e capital fixo. As operações são normalmente realizadas entre poupadores e empresas, por meio de intermediários financeiros não bancários. Neste mercado, predominantemente, a instituição financeira não atua como parte na operação, mas sim, como interveniente obrigatória. Como exemplo podemos citar as operações realizadas em Bolsas de Valores. Uma característica é a possibilidade de constituição de créditos não exigíveis, baseados em uma expectativa de renda superior à taxa e juros do mercado, como é o caso das ações. Este é um mercado predominantemente de renda variável. Sob o ponto de vista jurídico, é caracterizado pela desintermediação financeira e abrange o conjunto de operações com valores mobiliários, tais como ações, debêntures, cupões destes títulos, bônus de subscrição, certificados de depósitos de valores mobiliários, entre outros, previstos na Lei 6385/76. As operações são feitas em bolsas e mercados organizados, tendo como principais participantes os investidores pessoas físicas, investidores institucionais, as empresas de grande porte, investidores estrangeiros etc. Quais os principais títulos negociados no mercado de capitais? Quais os principais financiamentos no mercado de capitais? Como é a cotação do mercado de outro no Brasil? É o segmento financeiro em que são feitas operações de compras e vendas de moedas internacionais conversíveis, ou seja, em que se verificam conversões de moeda nacional em estrangeiras e vice-versa. = mercado cambial Tem como objetivo suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazos dos vários agentes econômicos, seja por meio da concessão de créditos às pessoas físicas ou empréstimos e financiamentos às empresas. = mercado de crédito Está estruturado para suprir as necessidades de investimentos dos agentes econômicos por meio de diversas modalidades de financiamentos, a médio e longo prazos, para capital de giro e capital fixo. = mercado de capitais Encontra-se estruturado, visando o controle da liquidez monetária da economia e os papéis são negociados tendo como parâmetro de referência a taxa de juros, sua mais importante moeda para transação. Mercado de capitais AULA 02 – TELETRANSMITIDA Os mercados do dinheiro Conforme estudamos na aula anterior os mercados financeiros se traduzem como o mecanismo ou ambiente através do qual se produz um intercâmbio de ativos financeiros e se determinam seus preços. Além disso, são mercados nos quais os recursos financeiros são transferidos desde unidades superavitárias, isto é, que têm um excesso de fundos, até aquelas deficitárias. São 4 grandes subdivisões estabelecidas para o Mercado Financeiro: Mercado monetário; Mercado de crédito; Mercado de capitais; Mercado cambial. Mercado Monetário Se encontra estruturado visando o controle da liquidez monetária da economia. Os papéis são negociados nesse mercado tendo como parâmetro de referência a taxa de juros, que se constitui em sua mais importante moeda para transação. São negociados os papéis emitidos pelo Tesouro Nacional voltados à execução da política monetária do Governo Federal. São ainda negociados no mercado monetário os certificados de depósitos interfinanceiros (CDI), exclusivamente entre instituições financeiras e títulos de emissão privada como certificado de depósito bancário (CDB) e debêntures. A liquidez monetária da economia pode ser regulada, assim como supridas as necessidades de caixa do Tesouro Nacional, de forma mais dinâmica e imediata pelas operações de compra e venda de títulos públicos. Com essas operações o Banco Central regula o nível de oferta de monetária e da taxa de juros a curto prazo. Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC) Criado em 1979, o SELIC destina-se ao registro de títulos e de depósitos interfinanceiros por meio de equipamento eletrônico de teleprocessamento. Nele são liquidadas e registradas todas as movimentações com títulos escriturais de emissão do Tesouro Nacional e do Banco Central do Brasil. A administração do SELIC é de competência exclusiva do Banco Central do Brasil. Com relação à negociação dos certificados de depósitos interfinanceiros (CDI), as quais são realizadas exclusivamente entre instituições financeiras e títulos de emissão privada, como certificados de depósitos bancários (CDB) e debêntures, as liquidações são realizadas através da CETIP A CETIP S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. Segundo Assaf Neto, “as instituições financeiras trocam dinheiro entre si – compram e vendem dinheiro – no denominado Mercado Interfinanceiro. Ao apresentar as sobras de caixa, a instituição vende liquidez comprando títulos de outras instituições, na falta de disponibilidade, a instituição compra liquidez vendendo títulos no mercado”. Essas operações são lastreadas pelos CDI – Certificados de Depósitos Interfinanceiros, títulos emitidos pelas instituições que atuam nesse segmento de mercado. Os CDIs possibilitam a troca de reservas entre as instituições participantes no Mercado Interfinanceiro. A taxa CDI pode ainda se entendida como uma taxa de juro básica do mercado interfinanceiro, que influencia a formação das demais taxas de juros. São formadas, essencialmente, com base nas taxas de juros reais do mercado de títulos públicos e nas taxas de inflação da economia. Visa fundamentalmente suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazos dos vários agentes econômicos, seja por meio da concessão de créditos às pessoas físicas ou empréstimos e financiamentos às empresas.Segundo Assaf Neto “no processo de intermediação financeira para as operações de crédito, uma instituição pode atuar como sujeito ativo (credor de empréstimos de recursos), ou sujeito passivo (devedor de recursos captados). A Instituição recebe recursos de poupadores, funding da operação de crédito, assumindo a obrigação de devolver o principal acrescidos de juros. É uma posição passiva, ficando o banco devedor dos recursos captados. Exemplos: depósitos a vista e depósitos a prazo fixo. Com o capital levantado junto a investidores de mercado, o banco realiza operações de empréstimos e financiamentos a tomadores carentes de recursos, na expectativa de receber no futuro o principal acrescido de juros. Exemplos: empréstimos e financiamentos concedidos pelos bancos. O que é o spread – é um resultado bruto que corresponde a diferença entre a taxa cobrada nas operações ativas versus as operações passivas. Podemos citar alguns tipos de empréstimos de curto e longo prazo: desconto de títulos, contas garantidas, créditos rotativos, hot money, empréstimos para capital de giro, vendor, repasse de recursos externos, crédito direto ao consumidor, assunção de dívidas e adiantamentos de contratos de exportação, cessão de crédito, crédito consignado”. Central de Risco de Crédito Central de Risco de Crédito (CRC) é uma central de informações de crédito do sistema financeiro nacional, gerenciada pelo Banco Central, englobando informações de todas as instituições financeiras que o compões. O objetivo básico de criação da CRC é o de prever e prevenir eventuais crises no mercado financeiro provenientes de problemas de cobranças nas carteiras de crédito das instituições. Fundo Garantidor de Crédito O FGC tem por objetivos prestar garantia de créditos contra instituições dele associadas, nas hipóteses de: decretação da intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da associada; reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência da associada. Mercado Cambial É o segmento financeiro em que ocorrem operações de compras e vendas de moedas internacionais conversíveis, ou seja, em que se verificam conversões de moeda nacional em estrangeiras e vice-versa. Este mercado reúne todos os agentes econômicos que tenham motivos para realizar transações com o exterior, como operadores de comércio internacional, instituições financeiras, investidores e bancos centrais, que tenham necessidade de realizar exportações e importações, para pagamentos de dividendos, juros e principal de dívidas, royalties e recebimentos de capitais e outros valores. Taxas Internacionais de Juros Libor - (London Interbank Offered Rate) – taxa de juros interbancária do Mercado de Londres, muito utilizada nas operações internacionais de empréstimos realizadas entre instituições financeiras. Prime rate – é a taxa de juros cobrada pelos bancos americanos de seus clientes classificados como preferenciais.É a taxa de referência de operações de empréstimos envolvendo bancos e empresas. Mercado de Capitais Está estruturado de forma a suprir as necessidades de investimentos dos agentes econômicos por meio de diversas modalidades de financiamentos, a médio e longo prazos, para capital de giro e capital fixo. As operações são normalmente realizadas entre poupadores e empresas, por meio de intermediários financeiros não bancários (bancos múltiplos, bancos de investimento, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários). Neste mercado pode-se dizer que predominantemente, a instituição financeira não atua como parte na operação, mas sim, como mera interveniente obrigatória. O melhor exemplo refere-se às operações realizadas em Bolsas de Valores. Uma característica particular deste tipo de mercado é a possibilidade de constituição de créditos não-exigíveis, baseados em uma expectativa de renda superior à taxa de juros do mercado, como é o caso das ações. Este é um mercado predominantemente de renda variável. Principais títulos negociados no mercado de capitais Ações Opções sobre ações. Debêntures Depositary Receipts Commercial Paper Mercado de ouro no Brasil Segundo Assaf Neto, o mercado de ouro no Brasil , assim como em outras economias do mundo, tem suas cotações baseadas nos preços internacionais do metal. As principias variáveis que afetam o preço do ouro no Brasil são: comportamento das taxas de juros internas; paridade cambial da moeda nacional com o dólar; risco país. As cotações internacionais do ouro são fornecidas diariamente em dólar por onça-troy, que equivale a 31,1035 gramas. No Brasil, as cotações são estabelecidas em reais por grama de ouro puro. Os negócios com ouro no Brasil são realizados através da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F)e suas cotações refletem de alguma forma os preços dos mercados internacionais, principalmente de Londres e New York . AULA 03 – CONTEUDO ON LINE RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Segundo Assaf Neto: (...) o risco no mercado financeiro pode ser entendido como a probabilidade de perda em razão de uma exposição ao mercado. As perdas no mercado financeiro podem decorrer de diversos eventos, principalmente aqueles relacionados às variações nas taxas de juros e nos preços de mercado (...) Podemos também definir risco como: RISCO : Volatilidade de resultados não esperados ou estimativa para as possíveis perdas de uma instituição financeira, devido às incertezas que envolvem suas atividades diárias. Considerando que o risco não pode ser eliminado, é essencial adotar medidas para reduzi-lo, com o objetivo de permitir que a organização atinja seus objetivos. Um bom sistema de gerenciamento de risco compreende o conjunto de: pessoas; equipamentos; softwares; normativos; processos; metodologias banco de dados Esses elementos são utilizados para medir e controlas os riscos que fazem partes das atividades diárias de uma instituição, permitindo aumentar a competitividade das instituições financeiras e estabelecer estratégias de atuação. A gestão de risco é importante para identificar a exposição da empresa ao risco e seus aspectos mais frágeis, bem como minimizar perdas financeiras e imunizar o capital da empresa. A origem dos riscos financeiros de uma instituição financeira, principalmente dos bancos, provem das suas diversas atividades operacionais, tais como: • créditos concedidos; • captações; • variações das taxas de juros de mercado; • falhas internas; • controle. Os principais riscos financeiros, atualmente enfrentados pelos bancos em suas atividades de intermediação financeira, são classificados segundo Assaf Neto como: Risco de Variação das Taxas de Juros; Risco de Crédito; Risco de Mercado; Risco Operacional; Risco de Câmbio; Risco Soberano; Risco de Liquidez; Risco Legal. RISCO DE VARIAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS Surge geralmente do descasamento de prazos e diferença de valores. O pressuposto básico é o risco que uma instituição financeira corre em ter o valor de seus títulos de renda fixa modificados, como consequência de variações nos juros de mercado. Se a taxa de juros subir no mercado, o valor dos papéis de renda fixa diminui. Quando este título for um crédito (ativo) da instituição, ocorre uma perda; no caso de ser uma obrigação (passivo) há um ganho, pois a dívida se desvaloriza. O resultado líquido da variação de taxa de juro é medida pela diferença entre a perda (desvalorização do ativo de renda fixa) e o ganho (desvalorização de obrigações). PERDA – GANHO = Resultado Líquido A gestão de risco de taxa de juros é feita através de operações com derivativos, como contratos futuros, opções, swaps e outros instrumentos financeiros. RISCO DE CRÉDITO Esta forma de risco pode ser considerada como dominante no mercado financeiro dos dias de hoje. Ela relaciona-se a prováveis perdas quando um dos contratantes não consegue honrar seus compromissos. As perdas, neste caso, correspondem aos recursos que não serão mais recebidos. O alcance desse risco vai depender da posição tomada, do tamanhodo negócio em relação ao fechamento de um dia particular e se existem mecanismos contratados que garantam o cumprimento dos compromissos assumidos. O efeitos desta operação é sentido pelo custo de reposição do fluxo de caixa, que será suportado pela parte lesada. Nas operações de concessão de crédito os juros cobrados pelas instituições financeiras concedentes devem atender a três objetivos. Cobrir o risco de crédito determinado pela inadimplência esperada (provisão para devedores duvidosos). Remunerar os acionistas pelo capital aplicado. Cobrir todas as despesas administrativas e de pessoal alocadas ao crédito. RISCO DE MERCADO Segundo Assaf Neto: (...) está relacionado com o preço que o mercado estipula para ativos e passivos negociados pelos intermediários financeiros, ou seja, com o comportamento verificado no preço de um bem no dia-a-dia. Este risco exprime quanto pode ser ganho ou perdido quando da aplicação em contratos e outros ativos diante de mudanças em seus preços de negociação. Também pode ser entendido como as chances de perdas de uma instituição financeira, decorrentes de comportamentos adversos nos índices de inflação, taxas de juros, indicadores de bolsas de valores, preços de commodities etc. O risco liquidez de mercado / produto surge quando uma operação não pode ser conduzida ao preço de mercado prevalecente por insuficiência do mercado. Quando da venda de um grande lote de ações, bem acima do que o mercado está acostumado a negociar. Se a oferta for de venda poderá influenciar os preços para baixo, impondo perdas ao vendedor. O problema se agrava com títulos sem liquidez. Quanto mais voláteis se apresentarem os preços dos ativos ( títulos de renda fixa, ações, derivativos, commodities etc), mais altos serão os riscos de mercado das instituições financeiras que operam na expectativa de determinado comportamento em seus preços. Essa situação exige que se acompanhe diariamente o valor dos ativos negociáveis, atualizando sempre seus resultados e posições futuras. A metodologia amplamente adotada para a gestão do risco de mercado é o Valor no Risco (VaR). RISCO OPERACIONAL É o risco de perdas (diretas ou indiretas) determinadas por erros humanos, falhas nos sistemas de informações e computadores, fraudes, eventos externos, entre outras. No contexto de atuação de um banco, o risco operacional pode se originar de três segmentos: PESSOAS: O segmento Pessoas representa uma das variáveis mais relevantes de risco. Situações que envolvem pessoas que, que por muitas das vezes, encontram-se pressionadas por metas ambiciosas e manuseio de grandes quantidades de dinheiro, podem originar erros e fraudes durante a realização destas transações. Tais situações podem ter seus erros minimizados adotando controles internos rígidos. A capacitação também é um fator fundamental para que erros operacionais sejam minimizados. PROCESSOS E TECNOLOGIA: no segmento de processos e tecnologia outro fator que possui relevância na analise dos riscos operacionais é o que envolve os processo automatizados, isto é, os processos que introduzem inovações tecnológicas na realização das transações como uso da internet, por exemplo. Por um lado, tais inovações refletem nos resultados através da redução de custos, por outro, implicam em grandes investimento para controle e acompanhamento das operações e em enormes problemas quando ocorrem falhas ou erros nas transmissões via meio eletrônico. RISCO DE CÂMBIO = Surge quando uma instituição que tenha aplicado no exterior, por exemplo, verifica a tendência da moeda desse país se desvalorizar em relação à moeda de sua economia, determinando um retorno menor na operação Este risco também pode ser chamado de risco de variação cambial. Pode-se entender ainda o risco cambial pelo descasamento de posições em moedas estrangeiras de ativos e passivos de uma instituição financeira. EX: manter ativos em euros e passivos em dólares traz um ganho financeiro adicional à instituição financeira na expectativa da moeda norte-americana se desvalorizar perante o euro. Caso esta previsão não ocorra devido a alguma crise ou volatilidade nos preços, pode provocar pesadas perdas para a instituição financeira. RISCO SOBERANO Segundo Assaf Neto: (...) risco soberano é entendido como o risco que um investidor corre, ao aplicar seus recursos em um país estrangeiro, de proibições ou limitações internas legais dos residentes em fazer qualquer pagamento a credores externos, de principal e juros. Assim, uma aplicação em um país estrangeiro (empréstimo ou investimento) envolve, entre outros riscos. Riscos de créditos do tomador da aplicação Risco soberano da economia de destino dos recursos RISCO DE LIQUIDEZ Está associado a alguns fatores que têm origem externa e outros de origem interna. ORIGEM EXTERNA: No que toca a origem externa podemos registrar, por exemplo, situações de instabilidade macroeconômica e de mercado, tal qual ocorreu no segundo semestre de 2008, em decorrência da crise imobiliária norte-americana. ORIGEM INTERNA: Quanto às origens internas o risco de liquidez está associado a uma avaliação negativa da instituição financeira, que pode gerar solicitações de saques em montante superior ao normal, ocasionando uma crise de liquidez na instituição. Pode-se considerar que o risco de liquidez está relacionado com a disponibilidade imediata de caixa diante de demandas por parte dos depositantes e aplicadores de uma instituição financeira. A liquidez de mercado se faz presente quando todo agente puder praticar negociações, em qualquer volume, sem que isso venha a afetar a estabilidade do mercado ou causar alterações relevantes nos preços praticados. RISCO LEGAL Está associado a problemas decorrentes de legislação desatualizada, diante dos avanços e da sofisticação das operações realizadas no mercado financeiro, além do eventual desconhecimento por parte das instituições financeiras de problemas jurídicos relativos às operações realizadas. Outro aspecto que deve ser considerado é a falta de padronização jurídica e termos nos contratos financeiros elaborados em diferentes países, dificultando as transações internacionais. Além dos riscos descritos vale ressaltar algumas iniciativas que foram tomadas em conjunto pelas instituições financeiras, visando aprimorar o controle de risco do setor, bem como alguns instrumentos internacionais que vieram intensificar o investimento das instituições financeiras. Aula 03 – teletransmitida RISCOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Segundo Assaf Neto, “o risco no mercado financeiro pode ser entendido como a probabilidade de perda em razão de uma exposição ao mercado. Podemos também definir risco como sendo a volatilidade de resultados não esperados ou uma estimativa para as possíveis perdas de uma instituição financeira, devido às incertezas que envolvem suas atividades diárias. Um bom sistema de gerenciamento de risco compreende o conjunto de pessoas, equipamentos, softwares, normativos, processos, metodologias e bancos de dados, utilizados para medir e controlar os riscos inerentes às atividades diárias de uma instituição permitindo aumentar a competitividade instituições financeiras e o estabelecimento de estratégias de atuação. A gestão de risco é importante para: identificar a exposição da empresa ao risco e identificar seus aspectos mais frágeis, minimizar perdas financeiras e imunizar o capital da empresa. Os principais riscos financeiros atualmente enfrentados pelos bancos em suas atividades de intermediação financeira são classificados da seguinte forma: Risco de Variação das Taxas de Juros Risco de Crédito Risco de Mercado Risco Operacional Risco de Câmbio Risco Soberano Risco de Liquidez Risco Legal RISCO DE VARIAÇÃO DA TAXA DE JUROS Surge geralmente de descasamento de prazos e diferença de valores. O pressuposto básico é o risco que uma instituição financeira corre em ter o valor de seus títulos de renda fixa modificados, como conseqüência de variações nos jurosde mercado. Se a taxa de juro subir no mercado, o valor dos papéis de renda fixa diminui. Quando este título for um crédito (ativo) da instituição, ocorre uma perda; no caso de ser uma obrigação (passivo) há um ganho, pois a dívida se desvaloriza. O descasamento de ativos e passivos expõe o banco ao risco de variação das taxas de juros: Um aumento dos juros permite que o banco renove seus créditos concedidos seguindo as taxas mais altas de mercado, reforçando seus resultados financeiros. Ao contrário, em cenário de queda nos juros as receitas dos ativos (créditos) diminuem, promovendo menor margem financeira. A gestão de risco de taxa de juros é feita através de operações com derivativos, como contratos futuros, opções, swaps e outros instrumentos financeiros como veremos adiante na lição 10. RISCO DE CRÉDITO Esta forma de risco pode ser considerada como a dominante no mercado financeiro dos dias de hoje. Relacionam-se a prováveis perdas quando um dos contratantes não consegue honrar seus compromissos. As perdas, neste caso, correspondem aos recursos que não serão mais recebidos. O alcance desse risco vai depender do tamanho da posição tomada, do tamanho do negócio em relação ao fechamento de um dia particular e se existem mecanismos contratados que garantam o cumprimento dos compromissos assumidos. O efeito desta operação é sentido pelo custo de reposição do fluxo de caixa, que será suportado pela parte lesada. Nas operações de concessão de crédito os juros cobrados pelas instituições financeiras concedentes devem atender a três objetivos: Cobrir todas as despesas administrativas e de pessoal alocadas ao crédito; Cobrir o risco de crédito determinado pela inadimplência esperada (provisão para devedores duvidosos); Remunerar os acionistas pelo capital aplicado. O risco de crédito no mercado financeiro é explicado, entre outras, pelas seguintes importantes origens: Não-pagamento da dívida (default risk) por parte do devedor; Transações de instrumentos de crédito nos mercado futuros e de opções; Risco legal que envolve o compromisso das partes com a estrutura legal do contrato, legislação do país; Risco do país que deriva principalmente de aspectos regulatórios, políticos e econômicos; Carteira de crédito com baixa diversificação elevando o risco pela concentração dos contratos em termos de perfil do devedor, setor de atividade ou região. RISCOS DE MERCADO Está relacionado com o preço que o mercado estipula para ativos e passivos negociados pelos intermediários financeiros, ou seja, com o comportamento verificado no preço de um bem no dia-a-dia. Este risco exprime quanto pode ser ganho ou perdido quando da aplicação em contratos e outros ativos diante de mudanças em seus preços de negociação. Em outras palavras, o risco de mercado pode ser entendido como as chances de perdas de uma instituição financeira decorrentes de comportamentos adversos nos índices de inflação, taxas de juros, indicadores de bolsas de valores, preços de commodities, etc. Por exemplo, quando da venda de um grande lote ações, bem acima do que o mercado está acostumado a negociar. Se a oferta for de venda poderá influenciar os preços para baixo, impondo perdas ao vendedor. O problema se agrava com títulos sem liquidez. Quanto mais voláteis se apresentarem os preços dos ativos (títulos de renda fixa, ações, derivativos, commodities, etc), mais altos serão os riscos de mercado das instituições financeiras que operam na expectativa de determinado comportamento em seus preços. Essa situação exige que se acompanhe diariamente o valor dos ativos negociáveis, atualizando sempre seus resultados e posições futuras. A metodologia amplamente adotada para a gestão do risco de mercado é o Valor no Risco (VaR) – Value at Risk . O VaR , através de técnicas estatísticas, mensura em condições normais de mercado e considerando um certo grau de confiança num horizonte de tempo, a perda esperada máxima de um título ou de uma carteira de títulos. Pode-se entender o VaR como uma medida que evidencia a exposição da carteira ao risco de mercado, bem como suas chances de perda. RISCO OPERACIONAL O segmento pessoas representa uma das variáveis mais relevantes de risco. Situações que envolvem pessoas que por muitas das vezes encontram-se pressionadas por metas ambiciosas, manuseio de grandes quantidades de dinheiro, podem originar erros e fraudes durantes a realização destas transações. Outro fator que possui relevância na análise dos riscos operacionais é o que envolve os processos automatizados, isto é, os processos que introduzem inovações tecnológicas na realização das transações como uso da internet, por exemplo. RISCO DE CÂMBIO Pode-se entender ainda o risco cambial pelo descasamento de posições em moedas estrangeiras de ativos e passivos de uma instituição financeira. Por exemplo, manter ativos em euros e passivos em dólares traz um ganho financeiro adicional à instituição financeira na expectativa da moeda norte-americana se desvalorizar perante o euro. Caso esta previsão não ocorra devido a alguma crise ou volatilidade nos preços pode provocar pesadas perdas para a instituição financeira. RISCO SOBERANO Risco soberano é entendido como o risco que um investidor corre, ao aplicar seus recursos em um país estrangeiro, de proibições ou limitações internas legais dos residentes em fazer qualquer pagamento a credores externos, de principal e juros. RISCO DE LIQUIDEZ O risco de liquidez está associado a alguns fatores que têm origem externa e outros de origem interna. No que toca a origem externa podemos registrar, por exemplo, situações de instabilidade macroeconômica e de mercado, tal qual ocorreu no segundo semestre de 2008, em decorrência da crise imobiliária norte-americana. Quanto às origens internas o risco de liquidez está associado a uma avaliação negativa da instituição financeira que pode gerar solicitações de saques em montante superior ao normal, ocasionando uma crise de liquidez na instituição. RISCO LEGAL O risco legal está associado à problemas decorrentes de legislação desatualizada diante dos avanços e da sofisticação das operações realizadas no mercado financeiro. Algumas iniciativas que foram tomadas em conjunto pelas instituições financeiras visando aprimorar o controle de risco do setor. Dentre estas iniciativas encontra-se aquela que impõe às instituições financeiras uma área denominada de Compliance que representa um setor que supervisiona, faz cumprir as normas, os procedimentos, o código de conduta, o cumprimento das leis que regem o segmento de modo geral e a instituição financeira de modo específico. AULA 04 – CONTEUDO ON LINE PRINCIPAIS PRODUTOS DO MERCADO FINANCEIRO As instituições financeiras utilizam diversos tipos de produtos financeiros tanto para realizarem a captação de recursos quanto para fazerem a aplicação dos mesmos. Portanto, existem diversos tipos de produtos financeiros (ativos e passivos no mercado financeiro. Os produtos que serão abordados nesta aula são baseados em rendimentos que provêm de títulos de renda fixa. São títulos que pagam uma remuneração que pode ser determinada no momento da aplicação (prefixados) ou no momento do resgate (pós-fixado). Comprar um título de renda fixa é equivalente a emprestar dinheiro ao emissor do título, que pode ser um banco, uma empresa ou o governo, recebendo títulos como garantia. Os juros cobrados são a remuneração do dinheiro e podem ser pagos periodicamente ou no final. Podem ser classificados como: Títulos de dívida, seja pública ou privada; Títulos de crédito, tais como notas promissórias, debêntures e letras hipotecárias; Acompanhe as características fundamentais dos títulos de renda fixa. Data de emissão que corresponde à data em que começa a contar o tempo para fins de juros e correção do valor nominal na conta do comprador. Valor nominal que corresponde ao valor de resgate do título. Juros acruados que é o valor acumulado dos juros entre a data de emissão e a dataatual. Valor nominal atualizado, que é o valor do título pós-fixado corrigido pelo indexador ao qual está referenciado (valor de emissão + juros acruados). Preço Unitário (PU), que é o preço de negociação e liquidação do título em determinada data. Corresponde ao valor presente do fluxo de caixa futuro proporcionado pelo título e descontado pela taxa de juros de mercado. No mercado de títulos emitidos pelas instituições financeiras existem duas formas de remuneração. Remuneração prefixada = a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação, isto é, o aplicador sabe quanto vai receber na data do resgate. Remuneração pós-fixada= o investidor só tomará conhecimento da sua remuneração na data do resgate, pois, ao fazer a aplicação, o investidor sabe apenas que o rendimento do título está vinculado a um indexador mais uma taxa de juros prefixada. TRIBUTAÇÃO Os títulos de renda têm uma tributação regressiva de acordo com o prazo de aplicação no título. Acompanhe na tabela Tempo de aplicação Alíquota Até 180 dias 22,5% De 181 dias a 360 dias 20% De 361 a 720 dias 17,5% Acima de 720 dias 15% A instituição financeira na qual o investidor/aplicador realizou a operação é o responsável tributário pelo pagamento dos rendimentos e pela retenção e recolhimento dos tributos. Aprenda a seguir sobre cada um dos principais produtos oferecidos pelas Instituições Financeiras aos seus clientes pessoas físicas e jurídicas. Certificado de Depósito Bancario – CDB Recibo de depósito bancário – RDB Certificado de depósito interfinanceiro – CDI Hot Money Desconto de notas promissórias e duplicatas Factoring Commercial papers Debêntures Títulos públicos Tesouro direto CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB Título de renda fixa emitido por um banco comercial, múltiplo ou de investimento que pode ser visto como um depósito bancário, já que ao comprar o CDB o aplicador está, na verdade, emprestando o dinheiro para o banco por um prazo determinado e recebendo em troca o pagamento de juros, destinado em grande parte a lastrear operações de financiamento de capital de giro. Os CDBs são escriturais, nominativos, negociáveis e transferíveis. PRORROGAÇÃO: Os CDBs não podem ser prorrogados. No seu vencimento o investidor pode renovar a aplicação através da emissão de um novo CDB. RECOMPRA = A recompra de um CDB pelo banco emissor, antes de seu vencimento, é facultativa para o banco, não é obrigatória. O banco também não pode colocar obstáculos na negociação com terceiros de um CDB emitido por ele. TRIBUTAÇÃO = Há incidência de imposto de renda retido na fonte sobre o ganho. Nos resgates inferiores a 30 dias, também incidirá IOF sobre o rendimento de forma regressiva, com alíquotas que variam de 96%. (1dias) até 3% (29 dias) sobre a rentabilidade do título. A partir desse período não há incidência de IOF. No caso em que o investidor queira buscar uma proteção contra a alta de juros ou indexador inflacionário: A melhor opção é o CDB com rentabilidade pós-fixada indexada a um percentual do CDI diário ou outro indexador como a Tr ou o IGP-M mais uma taxa fixa. O investidos só conhece o rendimento no momento do resgate. Para investidores que acreditam na tendência de queda da taxa de juros: O CDB com rentabilidade prefixada é a aplicação mais indicada. Nesse caso, o investidor conhece no momento da aplicação o valor bruto do rendimento que será pago no vencimento. RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – RDB Em as mesmas características de um Certificado de Depósito Bancário – CDB, com a diferença de que não admite negociação antes de seu vencimento. Porém, pode ser rescindido em caráter excepcional, desde que com o acordo da instituição depositária. Neste caso, só pode ser devolvido o valor principal, ou seja, sem os juros. CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO – CDI São títulos de emissão de instituições financeiras que lastreiam operações do mercado monetário ou mercado interfinanceiro (entre elas mesmas), geralmente por um dia, apesar de poderem ser de prazos maiores. Quando têm prazo de um dia, essas operações são denominadas de Depósito interfinanceiro. Essas operações são tão importantes para o mercado que estabelecem um padrão de taxa média diária, utilizada como o custo básico da taxa de juros no mercado, conhecido como CDI over, que refletirá a expectativa de custo das reservas bancárias em D + 1 (dia seguinte). O CDI serve também como principal benchmark para os fundos de renda fixa e como indexador de aplicações e empréstimos ao setor privado. IMPOSTOS E JUROS: Está isento de IR e IOF (Imposto sobre operações Financeiras). Os juros são definidos pela denominada taxa over, geralmente expressa linear mensal e capitalizada pelos dias úteis previstos na operação. TAXAS: As taxas de CDI e SELIC são usadas para negócios no overnight (de um dia para outro). O mercado de SELIC, cujas operações se caracterizam pela exigência de títulos públicos em garantia, movimenta diariamente R$ 60 bilhões. GARANTIAS: O CDI não é lastreado por títulos de qualquer natureza, por isso não possui garantia e deve operar amparado em limites de crédito fixados individualmente pelos bancos para suas contrapartes. Apesar do risco de crédito, a taxa de CDI é normalmente menor que a SELIC. HOT MONEY Acompanhe a definição de Hot Money segundo Assaf Neto. (...) são operações de curtíssimo prazo (um dia), visando atender às necessidades imediatas de caixa das empresas. O hot money tem como referencial o CDI, acrescido de um spread cobrado pela instituição intermediadora. A operação incorre também em IOF calculado sobre a repactuação diária da taxa de juro. DESCONTO DE NOTAS PROMISSÓRIAS E DUPLICATAS São instrumentos de crédito emitidos pelas empresas contra seus clientes, que contemplam prazos diferenciados de financiamento de aquisição de mercadorias e serviços. Estas operações têm como características: Cobrança de juro antecipado; Incidência de IOF; e Taxa de abertura de credito (TAC) para cobrir despesas operacionais dos bancos; Nestas operações os bancos costumam usar o conceito de desconto simples por fora, no qual o juro incide sobre o montante da dívida e não sobre o principal solicitado de empréstimo. Assim, é apurada uma taxa implícita na operação superior à taxa de desconto considerada. Factoring De acordo com Assaf Neto, factoring é uma operação voltada, sobretudo, à prestação de serviços às pequenas e médias empresas, veja alguns exemplos. Gestão de caixa e estoques; Controle de contas a pagar e a receber Negociações com fornecedores Como consequência desses serviços prestados, a empresa de factoring adquire os direitos creditórios (contas a receber / vendas a prazo) resultantes das vendas mercantis a prazo realizadas por empresas-clientes. A empresa de factoring não é classificada como instituição financeira, sendo vedada a realização de operações de concessão de créditos. O factoring consiste em adquirir (e não descontar) os títulos adquiridos de crédito provenientes da atividade empresarial de forma definitiva, assumindo todo o risco inerente ao crédito concedido pela empresa vendedora. Acompanhe como o lucro da empresa de factoring é formado: Valor nominal dos créditos mercantis adquiridos (vendas a prazo realizadas por ume empresa cliente) - Preço pago pela compra desses títulos = LUCRO Os títulos de crédito são adquiridos pela empresa de factoring através da aplicação de um fator que inclui todos os custos incorridos pela memsa, tais como: Despesas operacionais; Impostos; Custo de oportunidade do capital investido e margem de lucro esperada. Além dessa modalidade de operações de factoring, existem outras que serão apresentadas em uma próxima aula. COMMERCIAL PAPERS São títulos de crédito emitidos pelas empresas com o objetivo de financiar seu capital de giro e negociados junto a investidores do mercado de capitais. Os títulos são emitidos por Companhias de Capital Aberto e oferecema possibilidade de serem recomprados pelas empresas. Existe a necessidade de registro da operação na comissão de valores mobiliários – CVM e, na maioria dos casos, oferecem garantia de fiança bancária. Como vantagem sobre as operações convencionais de empréstimos bancários pode-se citar p baixo custo financeiro e a maior agilidade em tomar recursos no mercado, explicados pela eliminação da intermediação bancária. Como vantagem sobre as operações convencionais de empréstimos bancários pode-se citar o baixo custo financeiro e a maior agilidade em tomar recursos no mercado, explicados pela eliminação da intermediação bancária. Debêntures Títulos de dívida de médio ou longo prazo, emitidos pelas sociedades anônimas, que conferem aos seus detentores o direito de crédito contra a empresa, nos termos da escritura de emissão e do certificado. VANTAGENS: Custo baixo: uma emissão de debêntures pode ter custo menor que vários financiamentos bancários renováveis em curto prazo. CUSTO DEDUTÍVEL: as despesas com pagamento de juros são deduzidas como despesa financeira na apuração do resultado do exercício. CONTROLE: a emissão de debêntures não altera a situação patrimonial relativa ao controle acionário da companhia. DILUIÇÃO DO LUCRO: se as debêntures não contiverem cláusula de participação nos lucros, a sua emissão poderá não diluir o lucro dos acionistas. Justificativa da aquisição. Fluxo adequado aos projetos. DESVANTAGENS Nível de risco : por ser título de dívida, a classificação do nível de risco da empresa sobe em face do endividamento. Caso a empresa não cumpra com os compromissos na emissão das debêntures, tornando-se inadimplente, o debenturista pode pedir sua falência. As Debêntures podem oferecer as seguintes garantias (conforme a lei n 6.404/76): Com garantia real. Com garantia flutuante: em caso de insolvência da empresa esta espécie tem precedência sobre os credores quirografários (por oposição de assinatura no documento). Sem gozar de preferência: tornando-o um dos credores quirigrafários da empresa Subordinadas: estando, portanto, subordinadas aos demais credores da empresa. As debêntures podem ser de duas espécies diferentes Simples (não conversíveis) Conversíveis em ações Quanto à forma, somente podem assumir a nominativa, devido ao fato da inexistência de títulos ao portador, desde o período do governo Collor. Veja como a forma do título pode ser dividida. NOMINATIVA : Escriturais Não escriturais (com emissão de certificado) As emissões de debêntures podem divididas em séries e cada série tem preferência em relação à posterior, nos casos de liquidação da companhia ou meso de redução da capacidade de pagamento pela mesma. Outro aspecto importante é que a empresa somente poderá vender uma nova série se todas as séries anteriores tiverem sido colocadas ou canceladas. Os limites de emissão de debêntures podem ser: O montante do capital social; Se existirem garantias reais, o limite pode ser de até 80% do valor das garantias; Se a garantia for flutuante (total dos ativos), o limite poderá ser de até 70% do ativo contábil líquido, ou seja, subtraído do ativo total as dívidas com garantias reais. TÍTULOS PÚBLICOS A responsabilidade pela administração da dívida pública federal é de competência do Tesouro Nacional. O Banco Central é responsável pela execução da política monetária e utiliza a sua estrutura para operacionalizar a emissão de títulos pelo Tesouro Nacional. O Tesouro Nacional emite os títulos públicos de duas formas: EMISSÃO DIRETA: Destinam-se, principalmente, à securitização de dívidas da União, à realização de operações financeiras estruturadas e refinanciamento das dívidas de estados, municípios e estatais. OFERTA PÚBLICA: São as emissões de títulos por meio de leilão eletrônico competitivo. Os leilões podem ser na modalidade preço único ou preços múltiplos. Podem participar dos leilões as instituições regularmente habilitadas a operar no sistema SELIC. Importante: assim como nas demais aplicações de renda fixa, existe incidência regressiva de IOF caso o resgate seja feito antes de 30 dias, e cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos no período. TESOURO DIRETO É um programa que vende títulos pela internet para pessoas físicas. Foi desenvolvido pelo Tesouro Nacional, em apercebia com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC. Permite que investidores com pequenas quantias (R$ 100,00 no mínimo) possam comprar títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional. Para operar no Tesouro Direto, o investidor tem que ter um agente de custódia cadastrado. A lista dos agentes está disponível no site WWW.tesourodireto.gov.br, onde você encontra orientação aos investidores sobre os títulos disponíveis para negociação, calculadores etc. AULA 04 – TELETRANSMITIDA Principais produtos do mercado financeiro As instituições financeiras se utilizam de diversos tipos de produtos financeiros tanto para realizarem captação de recursos quanto para realizarem aplicação destes recursos. Portanto existem diversos tipos de produtos financeiros (ativos e passivos) no mercado financeiro. Os produtos que serão abordados nesta aula têm como principal característica serem baseados em rendimentos que provêm de títulos de renda fixa. Isto porque nas aulas 5, 6 e 10 estaremos tratando de títulos que circulam no mercado de capitais que têm como característica principal serem de renda variável. Podem ser classificados em títulos de dívida, seja pública ou privada, e títulos de crédito, como notas promissórias, debêntures e letras hipotecárias. São títulos que pagam uma remuneração que pode ser determinada no momento da aplicação (prefixados) ou no momento do resgate (pós-fixados). Comprar um título de renda fixa é equivalente a emprestar dinheiro ao emissor do título, que pode ser um banco, uma empresa ou o governo, recebendo os títulos como garantia. Os juros cobrados são a remuneração do dinheiro e podem ser pagos periodicamente ou no final. Estes títulos possuem características fundamentais , tais como: Data de emissão que corresponde à data onde começa a contar o tempo para fins de juros e correção do valor nominal na conta do comprador Valor nominal que corresponde ao valor de resgate do título. Juros acruados que é o valor acumumulado dos juros entre a data de emissão e a data atual. Valor nominal atualizado que é o valor do título pós-fixado corrigido pelo indexador ao qual está referenciado (valor de emissão + juros acruados). Estes títulos possuem características fundamentais tais como: Preço Unitário (PU) - é o preço de negociação e liquidação do título em determinada data. Corresponde ao valor presente do fluxo de caixa futuro proporcionado pelo título, descontado pela taxa de juros de mercado. No mercado de títulos emitidos pelas Instituições Financeiras existem duas formas de remuneração : Títulos com remuneração pré-fixada e títulos com remuneração pós-fixada. Na remuneração pré-fixada a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação, isto é, o aplicador sabe quanto vai receber na data do resgate. Na remuneração pós-fixada o investidor só saberá a sua remuneração na data do resgate pois ao aplicar o investidor sabe apenas que o rendimento do título está vinculado a um indexador mais uma taxa de juros prefixada. Os títulos são emitidos de forma escritural e registrados em sistemas de custódia. Existem no Brasil dois grandes sistemas de custódia: SELIC e CETIP, os quais já foram devidamente abordados na aula 2 . Segundo o Fundo Garantidor de Crédito o valor máximo, por instituição, é de R$ 70.000,00 (setenta mil reais) por depositante ou aplicador, independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. No tocante à questão da tributação, os títulos de renda uma tributação regressiva de acordo com o prazo de aplicação no título conforme abaixo: Títulos Públicos, CDB, Debêntures, Notas Promissórias e outros títulos de renda fixa: Tempo de AplicaçãoAlíquota Até 180 dias 22,5% De 181 dias a 360 dias 20,0% De 361 dias a 720 dias 17,5% Acima de 720 dias 15,0%. A instituição financeira na qual o investidor/aplicador realizou a operação é responsável tributário pelo pagamento dos rendimentos e pela retenção e recolhimento dos tributos. CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO – CDB É um título de renda fixa emitido por um banco comercial, múltiplo ou de investimento que pode ser visto como um depósito bancário, já que ao comprar o CDB o aplicador está na verdade está emprestando o dinheiro para o banco por um prazo determinado e recebendo em troca o pagamento de juros, destinado em grande parte a lastrear operações de financiamento de capital de giro. Os CDBs são escriturais, nominativos, negociáveis e transferíveis. Para investidores que acreditam na tendência de queda da taxa de juros o CDB com rentabilidade prefixada é a aplicação mais indicada. O investidor conhece, no momento da aplicação, o valor bruto do rendimento que será pago no vencimento. No caso em que o investidor queira buscar uma proteção contra a alta de juros ou indexador inflacionário, a melhor opção é o CDB com rentabilidade pós-fixada indexada à um percentual do CDI diário ou outro indexador como a TR ou o IGP-M mais uma taxa fixa. Nesse caso o investidor só conhece o rendimento no momento do resgate. RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO - RDB O RDB é um recibo de depósito bancário (RDB), que tem as mesmas características de um CDB, com a diferença de que não admite negociação antes de seu vencimento. CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO – CDI Os CDIs são títulos de emissão de instituições financeiras que lastreiam operações do mercado monetário ou mercado interfinanceiro (entre elas mesmas), geralmente por um dia, apesar de poderem ser de prazos maiores. Estão isentos de IR e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e os juros são definidos pela denominada taxa over, geralmente expressa linear mensal e capitalizada pelos dias úteis previstos na operação. Quando de um dia essas operações são denominadas de Depósito Interfinanceiro e são tão importantes para o mercado que estabelecem um padrão de taxa média diária, utilizada como o custo básico da taxa de juros no mercado, conhecido como CDI over, que refletirá a expectativa de custo das reservas bancárias em D + 1 (dia seguinte). O CDI serve também como principal benchmark para os fundos de renda fixa e como indexador de aplicações e empréstimos ao setor privado. COMMERCIAL PAPERS São títulos de crédito emitidos pelas empresas com o objetivo de financiamento do seu capital de giro. Como vantagem sobre as operações convencionais de empréstimos bancários podemos citar o baixo custo financeiro e a maior agilidade em tomar recursos no mercado, explicados pela eliminação da intermediação bancária. O título é negociado junto a investidores do mercado de capitais. Existe a necessidade de registro da operação na Comissão de Valores Mobiliários –CVM e na maioria dos casos oferecem garantia de fiança bancária. São emitidos por Companhias de Capital Aberto e oferecem a possibilidade de serem recomprados pelas mesmas. DEBÊNTURES Títulos de dívida de médio ou longo prazo, emitidos pelas sociedades anônimas, que conferem aos seus detentores o direito de crédito contra a empresa, nos termos da escritura de emissão e do certificado, conforme art.52 da Lei nº 6.404/76. Vantagens comparativas das debêntures para a empresa diante de empréstimos bancários: Custo baixo Custo Dedutível Manutenção do Controle Fluxo adequado aos projetos As debêntures podem ser de duas espécies diferentes, simples ( não conversíveis ) ou conversíveis em ações. São nominativas podendo ser escriturais ou não. Podem oferecer quatro tipos de garantias: Com garantia real Com garantia flutuante Sem gozar de preferência Subordinadas Os Limites de Emissão: O montante do capital social. Se existirem garantias reais, o limite pode ser de até 80% do valor das garantias; ou Se a garantia for flutuante (total dos ativos), o limite poderá ser de até 70% do ativo contábil líquido, ou seja, subtraído do ativo total as dividas com garantias reais. TÍTULOS PÚBLICOS A responsabilidade pela administração da dívida pública federal é de competência do Tesouro Nacional. O Banco Central é responsável pela execução da política monetária e utiliza sua estrutura para operacionalizar a emissão de títulos pelo Tesouro Nacional. TÍTULOS PÚBLICOS Letra Financeira do Tesouro (LFT) Letra do Tesouro Nacional (LTN) Nota do Tesouro Nacional - série B (NTN-B) NTN-B Principal AULA 05 – CONTEUDO ON LINE MERCADO PRIMÁRIO DE AÇÕES Qual a diferença entre o mercado primário e o mercado secundário de ações? O Mercado Primário é utilizado pelas empresas para se capitalizarem, através de emissão de novos títulos/valores mobiliários. Para lançar novos títulos no mercado, as empresas fazem emissões públicas, conhecidas como operações de underwriting ou subscrição ou IPO – Initial Public Offering. Já no Mercado Secundário, quando o detentor das ações de uma empresa deseja se desfazer de sua posição, busca no mercado, por intermédio de um corretor, outro investidor que deseje comprar suas ações. Esta transferência dos títulos entre investidores se dá através das Bolsas de Valores ou do mercado de balcão. Segundo Assaf Neto: A função básica do mercado de capitais é promover a riqueza nacional por meio da participação da poupança de cada agente econômico. Neste mercado, os principais ativos negociados são as ações, representativas do capital das empresas. Como fonte de recursos para novos investimentos, as empresas encontram as alternativas de realização de empréstimos (capital de terceiros),a ponte de capital de acionistas, geração e reinvestimentos de lucros. É por meio de aporte que as empresas encontram as melhores condições financeiras de viabilização de seus projetos de investimentos, tanto pela natureza permanente da captação, como pelo baixo comprometimento do caixa. No mercado primário, quem vende os títulos são as empresas emissoras através dos intermediários financeiros devidamente credenciados, que fazem tais títulos chegarem às mãos dos investidores. Ações são títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. As Sociedades Anônimas (S.A.) podem ter o capital fechado ou aberto. Companhia aberta é aquela cujos valores mobiliários são admitidos para negociação nos mercados organizados (bolsas de valores e mercado de balcão) e que está registrada no órgão competente (no Brasil, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários). As ações podem ser classificadas quanto ao tipo. Clique nos itens para detalhá-los. PREFERENCIAL: As ações preferenciais garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. De acordo com a Lei das S.A. (6404, atualizada pela nova Lei nº 10.303/01), as ações preferenciais têm direito adicional a 10% de dividendos, acima do valor destinado aos detentores de ações ordinárias. Entretanto, não dão direito a voto. ORDINÁRIA: As ações ordinárias conferem ao acionista o direito de voto em assembleias gerais. De acordo com a Lei das S.A. (10303/01), uma empresa tem que emitir um mínimo de 50% do seu capital social em ações ordinárias. As exigências do investidor e as boas práticas de governança corporativa têm levado as empresas a cada vez mais aumentarem seu percentual desse tipo de ação. Quanto à forma de circulação, as ações podem ser: NOMINATIVAS: Em que há a emissão de cautelas ou certificados que apresentam o nome do acionista, cuja transferência é feita com a entrega da cautela e a averbação de termo, em livro próprio da empresa emitente, identificando o novo acionista. Existem também as nominativas endossáveis, que registram somente o nome do primeiro acionista, sendo as transferênciasde titularidades processadas mediante endosso na própria cautela. ESCRITURAIS: Não há emissão de cautelas ou movimentação física dos documentos. É como se fosse uma conta corrente. Hoje em dia, quase a totalidade das ações é do tipo escritural, controlada por meios eletrônicos, o que não significa que não haja um controle dos proprietários das ações. Se uma ação é um título de propriedade de uma empresa, ela deve conter alguns direito. Acompanhe quais os direitos e proventos de uma ação. Direitos dos acionistas: Dividendos; Juros sobre capital próprio; Bonificação Direitos de subscrição Venda de direitos de subscrição Split ou desdobramento Agrupamento ou inplit DIVIDENDOS Quando a empresa gera lucro, parte desse lucro é distribuída para seus acionistas na forma de dividendos. O restante é utilizado para reinvestimentos e para constituição de reservas. A distribuição de dividendos – como percentual a ser distribuído e as datas de pagamento – é definida em assembleia dos acionistas, após o fechamento dos demonstrativos financeiros anuais. O Art. 201 da Lei das S.A.s menciona que “a companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros; e à conta de reserva de capital, no caso das ações preferenciais”. Logo, só há dividendo se houver lucro. Existem ações que não têm direito aos dividendos daquele exercício específico. São as chamadas ações ex-dividendos. Diz-se “ex-dividendos”, pois caso o acionista que receberá os dividendos anunciados decida vender a ação, ele a venderá sem este direito àquele dividendo anunciado, retendo esse direito. Isso ocorre por determinação da Bolsa de Valores e é baseado na informação fornecida pela empresa. Ou seja, até um determinado dia, quando a empresa anuncia a distribuição dos dividendos, este direito cabe ao acionista que detém as ações naquela data. Após o anúncio, a ação é negociada sem este direito, para aquela distribuição específica, o que reduz o preço da ação durante o período em que estiver sendo negociada “ex-dividendo”. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO O mecanismo dos juros sobre o capital próprio é determinado com a aplicação da TJLP sobre o patrimônio líquido (com alguns ajustes) da sociedade pagadora. A pessoa jurídica poderá deduzir na determinação do lucro real, observado o regime de competência, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação pró-rata dia da Taxa de Juros de Longo Prazo. Bonificação A bonificação na forma de ações é o resultado do aumento de capital de uma empresa, mediante a incorporação de reservas e lucros, ocasionando a distribuição gratuita de novas ações a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas. DIREITOS DE SUBSCRIÇÃO Ao emitir novas ações, para o aumento do capital da empresa, os acionistas têm a preferência na aquisição destas novas ações, de forma a manter a mesma proporção na participação que detêm na empresa. VENDA DE DIREITOS DE SUBSCRIÇÃO Caso não haja interesse por parte do acionista em adquirir as novas ações oriundas da subscrição, ele poderá vender a terceiros, em Bolsa, este direito. SPLIT OU DESDOBRAMENTO Ocorre um split quando uma ação se divide em outras ações. Suponhamos, por exemplo, que o preço de uma ação da empresa X seja R$ 50,00, e a empresa decida fazer um split de 1 para 5. Desta forma, o detentor dessa ação passaria a ter cinco vezes a mesma quantidade de ações, com o preço de 1/5 por ação – R$ 10,00 – do valor original. Num primeiro momento, seu resultado financeiro é nulo. AGRUPAMENTO OU INPLIT O inplit é o inverso do split. Neste caso, há o agrupamento de uma quantidade de ações para formar uma nova ação. Assim como no split, o resultado financeiro da operação é nulo, no primeiro momento. ALGUMAS CARACTERISTICAS DAS AÇÕES: IMPOSTO: Os impostos das ações podem incidir: SOBRE A EMPRESA: imposto de renda sobre o lucro empresarial; SOBRE O ACIONISTA: o ganho líquido obtido no mercado À vista é tributado atualmente à alíquota de 15% de imposto de renda como ganho de renda variável. O ganho de renda variável é calculado da seguinte forma: preço de venda menos preço de compra menos custos de transação (corretagem, taxas/emolumentos). Ficam isentos do imposto os ganhos provenientes de vendas mensais iguais ou inferiores a R$ 20.000,00; Sobre os dividendos: são isentos. Juros sobre o capital próprio são tributados em 15% na fonte. VALORES: Uma ação pode ter vários valores, a saber: Nominal: estabelecido pelos estatutos da companhia, conforme contabilidade da empresa; Patrimonial: tem por base o valor global do patrimônio líquido da empresa, dividido pelo número de ações. Engloba, portanto, não apenas a conta capital, mas também as reservas; De liquidação: determinado no encerramento das atividades da companhia; De subscrição: preço definido nas subscrições para aumento de capital; De mercado: é o valor pago no mercado por compradores e depende de uma série de variáveis, tais como desempenho econômico-financeiro da empresa, setor de atuação, administração, fatores macroeconômicos, fluxo de caixa futuro descontado e condições de mercado, tais como oferta e demanda. Intrínseco: valor estabelecido através de análise fundamentalista. Considera, entre outros itens, a saúde da empresa e seu fluxo de caixa futuro descontado. RESULTADOS ECONOMICOS: São resultados econômicos das ações: Dividendos: pagos em dinheiros. Juros sobre capital próprio: também pagos em dinheiro. Lucro na venda (ganho de capital): decorre da valorização do preço da ação no mercado. Pode também ocorrer perda/prejuízo no caso de desvalorização do preço da ação. RISCOS Segundo Assaf Neto, podem ser identificados dois grandes tipos de riscos no investimento em ações: Risco da empresa captadora dos recursos: que pode ser desdobrado e risco econômico e risco financeiro. O risco econômico está ligado à atividade da empresa e Às características do mercado em que opera. Pode sofrer perda de resultado por aumento da concorrência , evolução tecnológica, qualidade, etc. O risco financeiro está associado às questões de estrutura de capital da empresa, seu nível de endividamento, sua capacidade de honrar compromissos financeiros assumidos; Risco do mercado: diz respeito às variações no comportamento do mercado, determinadas principalmente por mudanças na economia do Brasil e do resto do mundo. Agora, acompanhe a evolução da abertura de capital nas empresas: Constituição da empresa limitada: Um representante autônomo, a cada dia fechando contratos maiores, decide transformar-se em uma empresa limitada, contratar vendedores, alugar uma sede etc. Ele está provavelmente agindo no momento correto, porque existem outros representantes que ameaçam o seu espaço atual. Constituição da Sociedade Anônima : Após anos de expansão, os sócios decidem compartilhar seu patrimônio e os resultados com seus colaboradores, ou aceitar investimentos de outras empresas que também acreditam na sua expansão. Para isso, a Ltda. transforma-se em S.A. e passa a emitir ações. A Abertura de capital: A S.A. percebe que só permanecerá competitiva se realizar investimentos que lhe garantam ganhos de escala e de qualidade. Dado o montante dos recursos necessários, abre seu capital, ao concluir que é mais racional obtê-los atraindo novos acionistas do que se endividando. Companhia aberta: É aquela cujos valores mobiliários são admitidos à negociação nos mercados organizados (bolsas de valores e mercado de balcão), e que se encontra registrada no órgão competente (no Brasil, a CVM - Comissão de Valores Mobiliários). Algumas características: • são sociedades anônimas: o seu capital é dividido em ações. As S.A.s cujos valores mobiliários não são admitidos nos mercados organizados são classificadas como companhias fechadas; • são fiscalizadas pela CVM: que é uma autarquiafederal vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem papel normatizador e fiscalizador, visando estimular o mercado de capitais e proteger os investidores; • devem divulgar informações: são obrigadas a prestá-las ao mercado, ao grande público, às bolsas de valores ou entidades de balcão organizado e à própria CVM, de forma padronizada, de modo a garantir transparência (disclosure) aos investidores; • propiciam acesso acionário: a negociação nas bolsas de valores significa que uma parcela de seu capital tem sua propriedade disponível à negociação. AS ETAPAS DA ABERTURA DE CAPITAL: 1- Análise preliminar: estudo sobre a viabilidade e interesse. 2- Contratação de Auditoria Externa Independente. 3- Contratação de Intermediário Financeiro. 4- Contrato de Coordenação e Distribuição. 5- Adaptação dos Estatutos. 6- AGE deliberativa da operação – Autorização da Assembleia Geral. 7- Nomeação de um Diretor de Relações com Investidores. 8- Criação de uma área de atendimento aos acionistas/debenturistas. 9- Processos de obtenção dos registros na CVM (registro de emissão e registro da companhia). 10- Processo de registro da empresa em Bolsa de Valores ou no Mercado de Balcão Organizado. 11- Anúncio de início de distribuição pública. 12- Divulgação da empresa junto ao público investidor. 13- Liquidação financeira. 14- Anúncio de encerramento de distribuição pública. O processo de abertura de capital é regido pelas Instruções 400 e 482 da CVM e pode ser feito de duas formas: UNDERWRITING: Significa subscrição, ou seja, emitir títulos para captar novos recursos junto aos investidores. Essa operação faz parte do mercado primário, pois existe uma transferência de recursos diretamente do investidor para o caixa da empresa. Pode ser dos seguintes tipos: • firme: a instituição mediadora subscreve todo o lote de títulos, paga-os integralmente à empresa emitente e se encarrega de colocá-los posteriormente no mercado; • residual: a instituição mediadora compromete-se a absorver os títulos eventualmente não vendidos, garantindo à empresa o recebimento da totalidade dos recursos previstos; • melhores esforços: o risco da não colocação dos títulos corre exclusivamente por conta da empresa emissora. A instituição mediadora compromete-se apenas a fazer o melhor esforço na venda. BOOKBUILDING: Os valores mobiliários (debêntures e ações, por exemplo) são oferecidos em uma oferta primária ou secundária a determinado preço, que pode ser fixo ou resultar do processo de bookbuilding. A formação de preço por esse mecanismo considera a demanda apresentada pelos investidores (quantidade que cada um deseja comprar) e o preço máximo por ativo que cada um está disposto a pagar. Ou seja, o bookbuilding consiste em recolher intenções de compra, respectivas quantidades e preços, de forma a que os colocadores da emissão de títulos possam determinar o preço ao qual esta deve ser colocada. É um mecanismo em que, durante um período de tempo pré-estabelecido, são recebidas as ordens dos investidores particulares e institucionais. Neste processo, podem ser estabelecidos preços mínimos e máximos. Esta apuração das ofertas de intenções de compra de investidores auxilia a companhia na definição da remuneração do título que está sendo colocado, pois permite que o coordenador tenha uma melhor percepção das condições do mercado. Conclusão, o bookbuilding é o processo pelo qual um coordenador busca determinar o preço de lançamento de uma oferta pública, baseado na demanda de grandes investidores. Esse processo realiza uma consulta prévia para definição de remuneração do título ou de eventuais variações (ágio ou deságio) no preço de subscrição. As vantagens e desvantagens da abertura de capital de uma empresa. Os benefícios que a abertura de capital pode oferecer às empresas são amplos e consistentes: Fonte de recursos para investimento. Reestruturação de passivos. Aumento na capacidade de endividamento. Liquidez patrimonial para os acionistas Flexibilidade para arranjos societários Fortalecimento da imagem institucional Aumento do nível de profissionalização Participação acionária dos funcionários Já as desvantagens são: Falta de confidencialidade nos assuntos da companhia; Custos inerentes à abertura; Necessidade de distribuir dividendos; Receio de perda do controle Os contra-argumentos são respectivamente: A autorização da CVM para manter-se sigilo (após apreciação reservada) quanto a assuntos cuja revelação notoriamente prejudique a empresa e os próprios acionistas; a expectativa de ganhos de escala muito superiores aos referidos custos; a possibilidade legal (até os 25% mínimos) da estipulação de uma política justa e não danosa de distribuição de dividendos; e fato de que o empresário sempre pode limitar o número de ações que deseja comercializar. PROSPECTO é o documento que reúne as informações exigidas para a análise de concessão do Registro de Emissão Pública. A CVM tem um prazo de 30 dias para julgar a emissão e, durante este período, permite que os intermediários financeiros tenham acesso a um Prospecto Preliminar. Ele é dividido em 4 partes: Informações sobre lançamento Informações sobre a empresa Documentos societários Eventuais anexos A abertura de capital envolve custos, veja alguns exemplos: Legais e institucionais (honorários advocatícios, taxas, etc.); De divulgação e publicidade (prospectos de lançamento, divulgação na mídia etc); Dos intermediários financeiros (comissões de coordenação da operação garantia e distribuição); Administrativos (montagem de uma estrutura interna tipo departamento e relações com investidores). A fixação do preço de emissão é um tópico especial que merece destaque. O artigo 170 da Lei n 945797, define que o preço de emissão deve ser fixado sem que haja diluição injustificada da participação dos antigos acionistas, ainda que tenham direito de preferência na subscrição do aumento de capital. O preço fixado deverá decorrer, alternativa ou conjuntamente: Da perspectiva de rentabilidade da empresa Do valor do patrimônio liquido da ação Da cotação de suas ações em bolsa de valores ou mercado de balcão organizado, admitidos ágio ou deságio em função das condições de mercado. A distribuição secundária de valores mobiliários poderá ser feita em bolsa de valores, por meio de leilão ou por outros mecanismos do mercado de balcão. Estes últimos desde que assegurem o acesso do público investidor e objetivem maior dispersão acionária. Em ambos os métodos, o processo é parecido com o de underwriting. Essa operação consiste em colocar no mercado um lote de ações, geralmente de certa magnitude, pertencente a um acionista ou a um grupo de acionistas. As poupanças dos investidores não são canalizadas para o caixa da empresa, e sim para o caixa dos acionistas. É uma operação de mercado secundário; O lote a ser colocado junto aos investidores provêm de algum acionista atual, bem como das ações que esteja, em tesouraria. É obrigatório registro prévio na CVM de distribuição pública que envolva a venda, promessa de venda, oferta à venda ou aceitação de pedido de venda de: Ações de companhia aberta que correspondem a mais de 5% das ações da mesma espécie ou classe, em circulação no mercado, quando realizado pela companhia emissora, seus fundadores e pessoas a ela equiparadas; Ações ou debêntures emitidas por companhias fechadas, que estejam em tesouraria ou pertençam ao acionista controlador ou a pessoas equiparadas e que venham a ser distribuídas em público, subsequentemente ao processo de registro na CVM da companhia emissora; Qualquer quantidade de ações, quando forem utilizados métodos de negociação que traduzem esforço de venda superior ao normal em qualquer operação de intermediação no mercado secundário. Venda em bolsa de sobrar de ações decorrentes do não exercício de direito de preferência pelo acionista controlador na subscrição particular de companhia aberta, em quantidade superior a 5% da emissão, desde que corresponda no mínimo a 5% das açõesda mesma espécie ou classe no mercado. O tag along é previsto na legislação brasileira (Lei das S.A 10303/01) e assegura que a alienação, direta ou indireta, do controle acionário de uma companhia somente poderá ocorrer sob a condição de que o acionista adquirente se obrigue a fazer oferta pública de aquisição das demais ações ordinárias, de modo a assegurar a seus detentores o preço mínimo de 80% do valor pago pelas ações integrantes do bloco de controle. Algumas companhias, voluntariamente, estendem o direito de tag along também aos detentores de ações preferenciais e/ou asseguram aos detentores de ações ordinárias um preço superior aos 80%. AULA 05 – TELETRANSMITIDA Mercado primário de ações Qual a diferença entre o Mercado Primário e o Mercado Secundário de Ações ? O Mercado Primário é utilizado pelas empresas para se capitalizarem, através de emissão de novos títulos/valores mobiliários. Para lançar novos títulos no mercado, as empresas fazem emissões públicas, conhecidas como operações de underwriting, ou subscrição ou IPO – Initial Public Offering. No Mercado Secundário quando o detentor de uma ação de uma empresa deseja se desfazer de sua posição, ele busca no mercado secundário, por intermédio de um corretor, um outro investidor que deseje comprar suas ações. Esta transferência dos títulos entre investidores se dá através das Bolsas de Valores ou do mercado de balcão. No mercado primário quem vende os títulos são as empresas emissoras através dos intermediários financeiros devidamente credenciados, que fazem tais títulos chegar as mãos dos investidores. Segundo Assaf Neto, “a função básica do mercado de capitais é a de promover a riqueza nacional por meio da participação da poupança de cada agente econômico. Neste mercado os principais ativos negociados são as ações, representativos do capital das empresas”. AÇÕES - Principais características Ações são títulos de renda variável, emitidos por sociedades anônimas, que representam a menor fração do capital da empresa emitente. As sociedades anônimas (S.A.) podem ter o capital fechado ou aberto. Ações ordinárias – Conferem ao acionista o direito de voto em assembléias gerais. De acordo com a Lei das S.A.(10303/01), uma empresa tem que emitir um mínimo de 50% do seu capital social em ações ordinárias. Conforme veremos mais adiante, as exigências do investidor e as boas práticas de governança corporativa têm levado as empresas a cada vez mais aumentarem seu percentual de ações ordinárias. Ações preferenciais – Garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos e no reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. De acordo com a Lei das S.A., 6404, atualizada pela nova Lei nº 10.303/01, as ações preferenciais têm direito adicional a 10% de dividendos, acima do valor destinado aos detentores de ações ordinárias. Entretanto, não dão direito a voto. Nominativas – Neste caso, há a emissão de cautelas ou certificados que apresentam o nome do acionista, cuja transferência é feita com a entrega da cautela e a averbação de termo, em livro próprio da empresa emitente, identificando o novo acionista. Existem também as nominativas endossáveis que registram somente o nome do primeiro acionista, sendo as transferências de titularidades processadas mediante endosso na própria cautela Escriturais – Não há emissão de cautelas ou movimentação física dos documentos. É como se fosse uma conta corrente. Hoje em dia, quase a totalidade das ações é do tipo escritural, controlada por meios eletrônicos, o que não significa que não haja um controle dos proprietários das ações. Direitos dos acionistas Dividendos - Quando a empresa gera lucro, parte desse lucro é distribuído para seus acionistas na forma de dividendos. Juros sobre Capital Próprio - O mecanismo dos juros sobre o capital próprio é determinado com a aplicação da TJLP sobre o patrimônio líquido (com alguns ajustes) da sociedade pagadora. Bonificação - a bonificação na forma de ações é o resultado do aumento de capital de uma empresa, mediante a incorporação de reservas e lucros, ocasionando a distribuição gratuita de novas ações a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas. Split ou desdobramento - Ocorre um split quando uma ação se divide em outras ações. Agrupamento ou inplit - O inplit é o inverso do split. Neste caso, há o agrupamento de uma quantidade de ações para formar uma nova ação. Direitos de subscrição - Ao emitir novas ações, para o aumento do capital da empresa, os acionistas têm a preferência na aquisição destas novas ações, de forma a manter a mesma proporção na participação que detêm na empresa. VALOR DAS AÇÕES Valor nominal – Estabelecido pelos estatutos da companhia, conforme na contabilidade da empresa. Valor patrimonial – Tem por base o valor global do patrimônio líquido da empresa dividido pelo número de ações. Valor de liquidação – Determinado no encerramento das atividades da companhia. Valor de subscrição – Preço definido nas subscrições para aumento de capital. Valor de mercado – É o valor pago no mercado por compradores e depende de uma série de variáveis, tais como o desempenho econômico-financeiro da empresa, seu setor de atuação, sua administração, fatores macroeconômicos, seu fluxo de caixa futuro descontado e condições de mercado, tais como oferta e demanda. Valor intrínseco – Valor estabelecido através de análise fundamentalista. Considera, entre outros itens, a saúde da empresa e seu fluxo de caixa futuro descontado. RESULTADOS ECONÔMICOS DAS AÇÕES. Dividendos - pagos em dinheiro Juros sobre capital próprio – pagos em dinheiro. Lucro na venda ( ganho de capital ) – decorre da valorização do preço da ação no mercado. Pode também ocorrer perda/ prejuízo no caso de desvalorização do preço da ação. OS IMPOSTOS DAS AÇÕES Sobre o acionista – O ganho líquido obtido no mercado à vista é tributado atualmente à alíquota de 15% de imposto de renda como ganho de renda variável. O ganho de renda variável é calculado da seguinte forma: preço de venda menos preço de compra menos custos de transação. Ficam isentos do imposto os ganhos havidos em vendas mensais iguais ou inferiores a R$ 20.000,00. Sobre o dividendos – são isentos . Juros sobre o capital próprio são tributados em 15% na fonte Riscos das Ações Segundo Assaf Neto, podem ser identificados dois grandes tipos de riscos no investimento em ações: risco da empresa captadora dos recursos e risco do mercado . Riscos das Ações O risco da empresa pode ser desdobrado em risco econômico e risco financeiro. Risco econômico está ligado à atividade da empresa e às características do mercado em que opera. Pode sofrer perda de resultado por aumento da concorrência, evolução tecnológica , qualidade, etc. Risco financeiro está associado às questões de estrutura de capital da empresa, seu nível de endividamento, sua capacidade de honrar compromissos financeiros assumidos. Quanto ao risco de mercado este diz respeito às variações no comportamento do mercado, determinadas principalmente por mudanças na economia do Brasil e do resto do mundo. ABERTURA DE CAPITAL DE UMA EMPRESA Companhia aberta - é aquela cujos valores mobiliários são admitidos à negociação nos mercados organizados (bolsas de valores e mercado de balcão), e que se encontra registrada no órgão competente (no Brasil, a CVM - Comissão de Valores Mobilários). O PROCESSO DE ABERTURA O processo de abertura de capital é regido pelas Instruções 400 e 482 da CVM Underwriting – significa subscrição, emitir títulos para captar novos recursos junto aos investidores. A operação de underwriting faz parte do mercado primário, pois existe uma transferência de recursos diretamente do investidor para o caixa da empresa. Tipos de Underwriting Firme – a instituição mediadora subscreve todo o lote de títulos, paga-os integralmente à empresa emitente e se encarrega de colocá-los posteriormente no mercado. Residual – a instituição mediadora compromete-se a absorver os títuloseventualmente não vendidos, garantindo à empresa o recebimento da totalidade dos recursos previstos. Melhores Esforços – o risco da não colocação dos títulos corre exclusivamente por conta da empresa emissora. A instituição mediadora compromete-se apenas a fazer o melhor esforço na venda. BOOKBILDING O bookbuilding consiste na recolha de intenções de compra, respectivas quantidades e preços, de forma a que os colocadores da emissão de títulos possam determinar o preço ao qual esta deve ser colocada. Neste processo podem ser estabelecidos preços mínimos e máximos. Vantagens da abertura de capital Fonte de recursos para investimento Reestruturação de passivos Aumento na capacidade de endividamento Liquidez patrimonial para os acionistas Flexibilidade para arranjos societários Fortalecimento da imagem institucional Aumento do nível de profissionalização Participação acionária dos funcionários Desvantagens Comumente Citadas: Falta de confidencialidade nos assuntos da companhia; Custos inerentes à abertura; Necessidade de distribuir dividendos; Receio de perda do controle são os motivos mais citados pelos empresários que resistem à abertura de capital. AULA 06 – CONTEUDO ON LINE MERCADO SECUNDÁRIO DE AÇÕES Quando o detentor das ações de uma empresa deseja se desfazer de sua posição, ele busca no mercado secundário, por intermédio de um corretor, um outro investidor que deseje comprar suas ações. A transferência dos títulos entre investidores se dá através das bolsas de valores ou do mercado de balcão organizado. A atuação nas bolsas de valores e mercado de balcão organizado é restrita às instituições financeiras e sociedades corretoras ou distribuidoras, devidamente autorizadas a funcionar pela CVM e Banco Central. Elas atuam em nome de seus clientes, os investidores, comprando e vendendo ações, debêntures e outros títulos e valores mobiliários emitidos pelas companhias abertas. BOLSA DE VALORES As Bolsas de Valores são de vital importancia para uma economia, pois possuem uma identidade distinta dentro do setor de serviços financeiros. Por meio delas, funcionam os mercados de renda variável e de derivativos, que estabelecem o valor dos ativos utilizando um mecanismo eficiente de determinação de preços e permitindo que o público saiba quanto valem as empresas, de acordo com as últimas notícias e os mais recentes econômicos. Ano 1845: A história do setor no país iniciou em 1845 com a criação da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Ano 1890 – 1960 : Posteriormente, surgiram outras bolsas, com destaque para a Bovespa, criada em 1890 sob a denominação de Bolsa Livre. A partir de 1895, passou a se chamar Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, alterando sua denominação em meados dos anos 1960 para Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa.] Ano 2000: foi celebrado um acordo de integração das nove bolsas de valores existentes na época, em atividade no Brasil, por meio do qual toda a negociação de renda variável em bolsa, no país, passou a ser realizada na Bovespa. 2002: Em 2002, a Bovespa adquiriu a SOMA, assumindo toda a administração da negociação de renda variável mercado organizado no Brasil. Após esse processo de integração, a Bovespa e a BM&F passaram a ter campos de atuação bem definidos: • a Bovespa passou a responder pela negociação de valores mobiliários, de derivativos de renda variável e de títulos de renda fixa corporativa, enquanto as atividades de compensação e liquidação continuaram sob a administração da CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia; • a BM&F, criada em 1985, passou a responder pela negociação de mercadorias, derivativos de índices, taxa de juros, câmbio e futuros e, a partir de 2002, de títulos de dívida públicas, emitidos pelas três esferas de governo. EMPRESAS DO GRUPO BM&FBOVESPA Com a incorporação da BM&F e das ações da Bovespa Holding pela BM&FBovespa, a estrutura societária passou a ser seguinte: Antes da transformação em sociedade anônima de capital aberto, a bolsa de valores e a bolsa de mercadorias e futuros eram associações civis sem fins lucrativos. Seus patrimônios eram representados por títulos que pertenciam às Sociedades Corretoras membros, que estão sujeitas à supervisão da Comissão de Valores Mobilários e obedecem às diretrizes e políticas do Conselho Monetário Nacional. A SOMA – Sociedade Operadora do Mercado de Ativos S.A é responsável pela administração do mercado de balcão para negociação de títulos e valores mobiliários e demais ativos financeiros do mercado, formando um ambiente de negócios que consiste num sistema eletrônico de negociação dirigido por ofertas com a atuação de Formadores de Mercado, mais conhecidos como Market Makers. O sistema permite que as instituições associadas em todo o Brasil processem suas ordens de compra e venda e fechem negócios eletronicamente. Diferentemente das bolsas de valores, o mercado de balcão não tem lugar físico organizado. A SOMA teve seu funcionamento autorizado pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários em novembro de 1996, com o objetivo original de implantar no Brasil um mercado dirigido por ofertas para capitalização de empresas de todos os portes, mas principalmente aquelas com grande potencial de retorno. CONCEITOS IMPORTANTES SOBRE A BOVESPA Bolsa de Valores é ambiente onde é realizada a compra e a venda das ações das empresas de capital aberto. A Bovespa, portanto, não compra nem vende ações, mas sim fornece o que é necessário par as corretoras de valores comprem e vendam ações para os investidores. PRÁTICAS EQUITATIVAS DE MERCADO - é o processo de formação de preços mais transparente e atraente. De acordo com essas práticas, todos os que comprarem e venderem ações em Bolsa terão o mesmo tratamento, obedecerão aos mesmos procedimentos e terão acesso idêntico à informação. Com isso, cria-se uma sistematização cada vez mais formal e pública das operações de compra e venda de ações, que possuem as características descritas abaixo: Legitimação de compra e venda Os negócios são realizados durante o pregão O pregão tem preços públicos Além da características fundamentais que você acabou de conhecer, existem outros fatores para os quais a Bolsa de Valores contribui de forma acentuada, tais como o Disclousure, que é a divulgação da informação como elemento essencial da decisão de investir. Veja alguns exemplos: Dados sobre o desenrolar do pregão Dados sobre as companhias negociadas Fundamentos sobre a atividade econômica Indicadores econômicos Veja como as funções da Bolsa de Valores de São Paulo são descritas: Meio de ligação: Permite que pessoas interessadas em aplicarem suas economias em ações invistam nas empresas que precisam de recursos para crescer. Centro de Liquidez: Proporciona as condições necessárias para que as Corretoras de Valores possam intermediar as negociações para seus clientes de forma segura, rápida e transparente. Formação de preços: Oferece um ambiente em que os preços são formados pela livre interação da oferta e da procura, atuando para garantir que os negócios sejam realizados seguindo as regras e normas estabelecidas pela CVM. Para isso, utiliza os chamados mecanismos de liquidez e formação de preços. Ambiente seguro e transparente: A partir do seu poder de autoregulação propicia aos investidores, Corretoras de valores e empresas um ambiente no qual as operações podem ser efetuadas de forma transparente e segura, oferecendo: Sistemas operacionais adequados com emprego de alta tecnologia; e Equipe técnica que monitora as negociações para garantir a credibilidade e a transparência do mercado. Missão Educativa: Transmite os conceitos sobre o mercado acionário para que os investidores conheçam a importância de formar um patrimônio investindo em ações. CUSTÓDIA Você viu que a custodia e liquidação dos títulos negociados na Bovespa são feitas pela CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia. A CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia foi criada a partirde uma reestruturação patrimonial da Bolsa de valores de são Paulo – Bovespa, ocorrida em fevereiro de 1998. Ela tem como objetivos sociais: Prestação de serviços de compensação e liquidação física e financeira de operações realizadas nos mercados à vista e à prazo da Bovespa e de outros mercados; Operacionalização dos sistemas de custódia de títulos e valores mobiliários em geral. Atualmente, a CBLC é responsável pela liquidação de operações de todo o mercado brasileiro de ações. A BOLSA DE VALORES NO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL Além de ter um poder auto regulador, a Bovespa é uma entidade integrante do SFN – Sistema Financeiro Nacional, sendo assim fiscalizada pelos órgãos governamentais competentes. Organograma: O posicionamento físico das entidades não guarda qualquer relação de importância. Corretoras de títulos e valores mobiliários As corretoras estão sujeitas às normas do conselho monetário nacional, Banco central e supervisão de valores mobiliários. Elas podem executas os seguintes serviços: Comprar e vender por conta de terceiros. Realizar custódia de títulos; Administrar carteira de clientes, fundos mútuos e clubes de investimento. Realizar ou participar do processo de abertura de capital das empresas (operações de underwriting); Operar open market e análises de empresas de capital aberto; Relacionar-se com o investidor; Abertura de conta: o investidor precisa abrir uma conta na Corretora preenchendo uma ficha cadastral em que outorga uma procuração para que seja exercida em seu nome compra e venda de ações e também os direitos decorrentes das mesmas (por exemplo: dividendos). Ao realizar qualquer tipo de operação, o investidor recebe uma nota de corretagem emitida pelo computador da Bolsa, que discrimina todas as operações realizadas. MODALIDADES OPERACIONAIS NO mercado à vista, ocorre a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações a um preço estabelecido em pregão. Os preços das ações são formados em pregão pela dinâmica das forças de oferta e demanda de cada papel. A maior ou menor procura por determinada companhia é em função de variáveis, tais como comportamento histórico dos preços e, sobretudo, das perspectivas futuras da empresa emissora, incluindo política de dividendos, prognósticos de expansão de seu mercado, dos seus lucros e influencias da política macroeconômica sobre o resultado da empresa. A realização de negócios no mercado à vista é intermediada por uma sociedade corretora credenciada pela Bolsa. A negociação é realizada pelo Sistema Eletrônico de Negociação, que permite às corretoras executarem as ordens de clientes sem sair de seus escritórios (o sistema funciona ininterruptamente). O investidor pode dar uma ordem de compra ou venda para o corretor de diversas formas. LIQUIDAÇÃO DAS OPERAÇÕES Toda operação é registrada automaticamente na BOVESPA ou no SOMA e é informada ao sistema de compensação e liquidação da CBLC. A comparação das informações das partes compradoras e vendedoras e validação dos negócios são feitas automaticamente pelo sistema eletrônico de registro. As operações registradas na Bovespa devem ter o investidor final identificado pelas corretoras que atuam como seus intermediários. Depois de registradas as operações, os corretores devem iniciar o processo de especificação dos comitentes finais (identificação de quem vendeu ou comprou as ações). O processo de identificação dos comitentes é obrigatório e é feito por meio da Rede de Serviços CBLC. Mediante instruções dos Agentes de Custódia e Usuários Especiais de Custódia, o Serviço de Custódia Fungível da CBLC transfere automaticamente da posição do comitente vendedor a quantidade de ações negociada para a posição do comitente comprador. O comprador só é debitado pelo valor da compra se efetivamente as ações forem creditadas em sua posição na custódia fungível. CICLO DE LIQUIDAÇÃO D+0 – Dia da operação no Pregão. Único dia para especificação de operações à vista, termo, futuro e opções. Cobertura de termo, futuro e opções. Depósito de margem de garantia (ativos) para operações a termo e opções. D+1 - Prazo final para reespecificação de operações do mercado à vista. Depósito de margem em espécie para operações a termo e opções. Liquidação financeira das operações de futuro e opções. D+2 - Entrega dos relatórios definitivos. Relatório de Previsão de Vendas Descobertas – Potenciais Inadimplentes. D+3 – Entrega das ações – Liquidação Física (até as 10horas). Pagamento – Liquidação Financeira (até às 15h30min horas). Chamada de margem para vendedor inadimplente. D+4 - Último dia para regularização da pendência (até às 10 horas). Liberação da Ordem de Recompra a favor do comprador (14horas). Início do prazo para execução da recompra. D+5 – Prazo para execução da recompra e confirmação. D+6 – Prazo para confirmação e término do prazo para execução da recompra D+7 – Prazo final para confirmação da recompra. D+8 – Reversão da operação GARANTIAS DE UMA OPERAÇÃO A TERMO Toda transação a termo requer um depósito de garantia na sociedade corretora, e desta na CBLC. Qualquer corretora pode pedir a seus clientes garantias adicionais àquelas exigidas pela CBLC. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. Cobertura - um vendedor a termo que possua os títulos-objeto pode depositá-los na CBLC, como garantia de sua obrigação. Esse depósito, denominado cobertura, dispensa o vendedor de prestar outras garantias adicionais; Margem - o valor da margem inicial requerida é igual ao diferencial entre o preço à vista e o preço a termo do papel, acrescido do montante que represente a diferença entre o preço à vista e o menor preço à vista possível no pregão seguinte, estimado com base na volatilidade histórica do título. A CBLC avalia a volatilidade e a liquidez das ações e as condições gerais das empresas emissoras, classificando os papéis em diferentes intervalos de margem. Como regra geral, papéis com maior liquidez e menor volatilidade enquadram-se nos menores intervalos de margem. Periodicamente, há uma reavaliação dos indicadores da ação e da empresa, o que pode significar sua realocação em um intervalo de margem mais adequado à sua nova situação de mercado. Margem Adicional - sempre que ocorrer redução no valor de garantia do contrato, decorrente de oscilação na cotação dos títulos depositados como margem e/ou dos títulos-objeto da negociação, será necessário o reforço da garantia inicial, que poderá ser efetuado mediante o depósito de dinheiro ou demais ativos autorizados pela CBLC. Vale ressaltar que se trata de uma operação de compra de ação com pagamento futuro. Logo, como proprietário das ações negociadas a termo, os direitos e proventos distribuídos às ações-objeto do contrato a termo pertencem ao comprador e serão recebidos, juntamente com as ações-objeto, na data de liquidação ou segundo normas especificadas da BOVESPA. ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO NO MERCADO A TERMO Comprar a termo não significa apenas pagar as ações no futuro. Ao operar no mercado a termo, o investidor está protegendo preços de compra, diversificando riscos, obtendo recursos, alavancando seus ganhos ou se financiando. Conheça as estratégias de negociação no mercado a termo: Proteção de preço – Ao comprar uma ação a termo, o investidor está fixando um preço. Caso ele acredite que essa ação vá subir de preço, ele já está garantindo o preço, mesmo sem ter os recursos totais na data da transação. Diversificação de riscos – Suponha um investidor que deseje comprar algumas ações cujas cotações acredita estarem baratas, mas, ao mesmo tempo deseje diversificar sua carteira. Entretanto, ele não dispõe de muito dinheiro para montar naquele momento uma carteira diversificada. Neste caso, ele pode comprar a termo outros papéis, desembolsando apenas a margem de garantia. Operação caixa – Suponha um detentor de uma carteira de ações que precise de recursos no curto prazo, mas não queira se desfazer de sua posição. Neste caso, ele tem a possibilidadede vender à vista papéis de sua carteira e, ao mesmo tempo, comprar a termo os mesmos papéis. Alavancagem – O mercado a termo permite que o investidor adquira uma quantidade de ações superiores a sua disponibilidade financeira naquele momento, dado que o pagamento vai acontecer somente no futuro. Esta estratégia permite a possibilidade de obtenção de um maior retorno, no caso de elevação do preço à vista das ações-objeto. Financiamento – Neste caso, o investidor compra ações no mercado à vista e as vende a termo, pelo prazo que deseja oferecer o financiamento. Ele espera ganhar com os juros da operação, representado pela diferença entre os preços à vista e a termo. ALUGUEL DE AÇÕES O aluguel de ações é operação em que os investidores disponibilizam títulos para empréstimos e os interessados os tomam mediante aporte de garantias. A CBLC atua como contraparte no processo e garante as operações. POR QUE ALUGAR AÇÕES? A possibilidade de alugar papéis acrescenta eficiência operacional e flexibilidade ao mercado, sobretudo em operações de arbitragem. O tomador pode utilizar as ações em operações, tais como: • vendas à vista; • garantia de operações em mercados de liquidação futura; • cobertura no lançamento de opções de compra. QUANTO CUSTA ? As taxas que incidem sobre a operação são: • taxa de juros previamente estipulada pelo doador, expressa em base anual, com capitalização composta por dias úteis (pró-rata), a ser paga no primeiro dia útil após o encerramento do contrato; • corretagem fixa a ser paga no ato do aluguel; • corretagem variável nas negociações subsequentes (as ordens de venda do ativo devem ser todas realizadas pela mesa de operações, já as compras podem ser realizadas pelo home broker). COMO TER CERTEZA DE QUE A PESSOA QUE ALUGOU NOSSAS AÇÕES VAI DEVOLVÊ-LAS A certeza existe por que a Bolsa requer uma margem, que é o valor do aluguel mais o deságio específico do papel, calculado pela CBLC. O valor das margens é acompanhado diariamente e recomposto, se necessário, na forma e nos prazos estabelecidos. Processos de negociação Os processos podem ser de negociação: COMUM: Realizada entre dois representantes dos investidores (Corretoras) através do Sistema Eletrônico de negociação. DIRETA: O mesmo operador compra e vende, representando os interesses dos clientes da sua corretora – passa por um representante da bolsa que anuncia um negócio direto aguardando um tempo. A operação será fechada pelo melhor preço. LEILÃO: Semelhante ao processo de negociação direta. OFERTA: Será fechada sem a presença do operador, que registra a oferta no Sistema Eletrônico de negociação. HOME BROKER O HOME BROKER é o instrumento que permite a negociação de ações via internet. Com ele, voe pode enviar ordens de compra e venda de ações através de sua corretora na internet. Como funciona Para realizar operações via internet, é necessário que você seja cliente de uma corretora da Bovespa que tenha o sistema Home Broker. De forma semelhante aos serviços de Home Banking, oferecidos pela rede bancária, os Home Brokers das corretoras são interligados ao sistema de negociação da Bovespa e permitem que o investidor envie, automaticamente, através da internet, ordens de compra e venda de ações. Além da praticidade e rapidez nas negociações, o Home Broker oferece outras vantagens: • agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos; • acompanhamento de sua carteira de ações; • acesso às cotações (algumas corretoras poderão oferecer também notícias e análises sobre o mercado); • envio de ordens imediatas, ou programadas, de compra e venda de ações; • recebimento da confirmação de ordens executadas etc. RISCOS O mercado secundário de ações também oferece riscos. Riscos inerentes ao mercado de Ações Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno ao investimento, este é um investimento considerado de risco. A rentabilidade dos investidores é composta de dividendos ou participação nos resultados e benefícios concedidos pela empresa emissora, além do eventual ganho de capital advindo da venda da ação no mercado secundário (Bolsa de Valores). O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc. Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazo, quand eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas. Riscos Operacionais do Uso da Internet Qualquer investidor está sujeito à encontrar problemas em suas conexões à internet, devido à diversidade de fatores inerentes ao uso desse meio. Na conexão via internet, estão envolvidas diversas situações sujeitas a problemas, que poderão comprometer sua conexão com a Corretora Home Broker, como por exemplo. Falta de energia elétrica. Interrupção ou má qualidade de linhas telefônicas, se sua conexão for por meio de acesso discado. Performance de conexão e capacidade de processamento do provedor de acesso; Performance do microcomputador utilizado. Mesmo com a utilização das mais modernas tecnologias de informática, é importante que o usuário tenha cuidados básicos ao operar seus equipamentos domésticos, sobre os quais a instituição provedora do serviço não tem responsabilidade nem como gerenciar. Riscos relacionados ao ciclo de liquidação A CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia é a responsável pela compensação e liquidação de operações realizadas no mercado à vista da Bovespa. No caso de uma operação de venda no mercado à vista, as ações objeto de negociação devem estar disponíveis na conta de custódia do vendedor, para entrega ao comprador, até o horário limite estabelecido pela CBLC. ÍNDICES DO MERCADO ACIONÁRIO O índice é um indicador de desempenho que serve para avaliar a performance do mercado durante determinado período. Os principais índices da bolsa de valores brasileira são: Ibovespa – índice de bolsa d valores de são Paulo;] IBrX (ou IBX)- índice Brasil IBrX 50 (ou IBX-50) IGC – índice de governança corporativa IEE – índice de energia elétrica ITEL – índice de telecomunicações ITAG – índice tag-along ISE – índice de sustentabilidade empresarial INDX – índice do setor industrial SMLL – índice Small cap MLCX – índice Mid Large – Cap ICON – indice de consume IMOB – indice imobiliário IVBX2- indice valor bovespa Cada índice tem sua metodologia de cálculo, mas todos são formados por uma carteira teórica de ações, agrupada segundo algum critério. AULA 06 – TELETRANSMITIDA MERCADO SECUNDÁRIO DE AÇÕES Qual a diferença entre o Mercado Primário e o Mercado Secundário de Ações ? No Mercado Secundário quando o detentor de uma ação de uma empresa deseja se desfazer de sua posição, ele busca no mercado secundário, por intermédio de um corretor, um outro investidor que deseje comprar suas ações. Esta transferência dos títulos entre investidores se dá através das Bolsas de Valores ou do mercado de balcão. BOLSAS DE VALORES - BREVE HISTÓRICO 1845 - criação da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Bovespa - criada em 1890 sob a denominação de Bolsa Livre e que a partir de 1895 passou a chamar Bolsa de Fundos Públicos de São Paulo, alterando sua denominação em meados dos anos 1960 para Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA. Em 2000, foi celebrado um acordo de integração das nove bolsas de valores existentes à época em atividade no Brasil, por meio do qual toda a negociação de renda variável em bolsa, no País passou a ser realizada na BOVESPA. Em 2002, a BOVESPA adquiriu a SOMA, (Sociedade Operadora do Mercado de Ativos) assumindo toda a administração da negociação de renda variável mercado organizado no Brasil . CONCEITOS IMPORTANTES SOBRE A BOVESPA Práticas eqüitativas de mercado - processo deformação de preços mais transparente, segundo as quais todos os que comprarem e venderem ações em Bolsa terão o mesmo tratamento, obedecerão aos mesmos procedimentos e terão idêntico acesso à informação. Com isso cria-se uma sistematização cada vez mais formal e pública das operações de compra e venda de ações. Funções da Bolsa de Valores de São Paulo Meio de ligação Centro de liquidez Formação de preços Ambiente seguro e transparente Missão educativa CUSTÓDIA A custódia e liquidação dos títulos negociados na BOVESPA são feitas pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS Comprar e vender por conta de terceiros. Realizar custódia de títulos. Administrar carteiras de clientes, fundos mútuos, clubes de investimento. Realizar ou participar do processo de abertura de capital das empresas (operações de underwriting/IPO). Operar open market e fundos de investimento financeiro. Realizar e análises de empresas de capital aberto Relacionamento com o investidor. Abertura de conta O investidor precisa abrir uma conta na Corretora através do preenchimento de uma ficha cadastral onde outorga uma procuração para que seja exercida em seu nome compra e venda de ações e também os direitos decorrentes destas ações ( p.ex. dividendos ). Ao realizar qualquer tipo de operação recebe uma nota de corretagem emitida pelo computador da Bolsa que discrimina todas as operações realizadas. Mercado a vista No mercado a vista, ocorre a compra ou venda de uma determinada quantidade de ações a um preço estabelecido em pregão. Os preços das ações são formados em pregão, pela dinâmica das forças de oferta e demanda de cada papel. A negociação é realizada pelo Sistema Eletrônico de Negociação Ao dar uma ordem de compra ou venda para o corretor, o investidor pode fazê-lo de formas diversas, apresentadas a seguir: Ordem a mercado Ordem administrada Ordem limitada Ordem casada Ordem start/on-stop Ordem discricionária LIQUIDAÇÃO DAS OPERAÇÕES Ocorre em D+3 Entrega das ações – Liquidação Física (até as 10horas) . Pagamento – Liquidação Financeira (até as 15:30 horas) . DAY-TRADE Muito se especula sobre a questão do day-trade, palavra de língua inglesa adotada pelo mercado, que significa operação (trade) no mesmo dia (day). Em outras palavras, day-trade significa comprar e vender no mesmo dia uma quantidade de ações de uma mesma empresa pelo mesmo investidor, através da mesma corretora e utilizando o mesmo agente de compensação. A operação será liquidada por saldo em D+3. MERCADO A TERMO Uma operação a termo é a compra ou venda, em mercado, de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado, a contar da data de sua realização em pregão, resultando em um contrato entre as partes. O prazo do contrato a termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. Título-objeto é uma ação negociada a termo. Todas as ações negociáveis na BOVESPA podem ser objeto de um contrato a termo. A precificação a termo de uma ação é função das seguintes variáveis: valor cotado no mercado a vista (+) parcela correspondente aos juros fixados livremente em mercado para o prazo até o vencimento. Garantias de uma operação à termo: Toda transação a termo requer um depósito de garantia na sociedade corretora, e desta na CBLC. Qualquer corretora pode pedir a seus clientes garantias adicionais àquelas exigidas pela CBLC. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem. Cobertura - um vendedor a termo que possua os títulos-objeto pode depositá-los na CBLC, como garantia de sua obrigação. Esse depósito, denominado cobertura, dispensa o vendedor de prestar outras garantias adicionais. Margem - o valor da margem inicial requerida é igual ao diferencial entre o preço a vista e o preço a termo do papel, acrescido do montante que represente a diferença entre o preço a vista e o menor preço a vista possível no pregão seguinte, estimado com base na volatilidade histórica do título. A CBLC avalia a volatilidade e a liquidez das ações e as condições gerais das empresas emissoras, classificando os papéis em diferentes intervalos de margem. Margem Adicional - sempre que ocorrer redução no valor de garantia do contrato, decorrente de oscilação na cotação dos títulos depositados como margem e/ou dos títulos-objeto da negociação, será necessário o reforço da garantia inicial, que poderá ser efetuado mediante o depósito de dinheiro ou demais ativos autorizados pela CBLC. Estratégias de Negociação no Mercado a Termo Proteção de preço Diversificação de riscos Operação caixa Alavancagem Financiamento ALUGUEL DE AÇÕES A operação de aluguel, em si, consiste na transferência de títulos da carteira do investidor para satisfazer necessidades temporárias de um tomador. O tomador do aluguel estará com o ativo disponível em sua carteira durante o período de vigência do contrato. Ressalta-se que o papel alugado deve estar disponível em carteira, para devolução, no dia de encerramento do contrato. Processos de negociação Comum – realizado entre dois representantes dos investidores (Corretoras) através do Sistema Eletrônico de Negociação Direta – o mesmo operador compra e vende representando os interesses dos clientes da sua corretora – passa por um representante da Bolsa que anuncia um negócio direto aguardando um tempo. A operação será fechada pelo melhor preço. Leilão – semelhante à direta . Oferta – será fechada sem a presença do operador que registra a oferta no Sistema Eletrônico de Negociação O que é Home Broker? O Home Broker é o instrumento que permite a negociação de ações via Internet. Ele permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora na internet. Como negociar através da Internet? Para realizar operações via Internet, é necessário que você seja cliente de uma Corretora da BOVESPA que disponha do sistema Home Broker. Índices do mercado acionário O índice é um indicador de desempenho que serve para avaliar a performance do mercado durante determinado período. IBOVESPA – Índice da Bolsa de Valores de São Paulo IBrX (ou IBX) - Índice Brasil IBrX 50 (ou IBX-50) IGC – Índice de Governança Corporativa IEE – Índice de Energia Elétrica ITEL – Índice de Telecomunicações ITAG – Índice Tag-Along ISE _ Índice de Sustentabilidade Empresarial INDX - Índice do Setor Industrial SMLL - Índice Small Cap MLCX – Índice Mid Large – Cap ICON - Índice de Consumo IMOB – Índice ImobiliárioIBOVESPA – Índice da Bolsa de Valores de São Paulo O Índice Bovespa é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. AULA 07 – CONTEUDO ON LINE RISCO, RETORNO E MERCADO Todos nós sabemos que não existem certezas nas relações de tomada de decisões financeiras. Além disso, ao tomarmos estas decisões estamos com os nossos interesses voltados para o futuro, que é incerto. Daí, torna-se indispensável a introdução da variável incerteza como um dos aspectos mais relevantes do estudo das operações do mercado financeiro. Segundo Assaf Neto.... “...toda vez que a incerteza associada à verificação de determinado evento possa ser quantificada por meio de uma substituição de probabilidade dos diversos resultados previstos, diz-se que a decisão está sendo tomada sob uma situação de risco”. Diante disto, podemos entender risco pela capacidade de se mensurar o estado de uma decisão, mediante o conhecimento das probabilidades associadas à ocorrência de determinados resultados ou valores. De modo mais específico, o conceito de risco associa-se às probabilidades de ocorrência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. Segundo a resolução 3.464 do Banco Central: “ risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de alterações nos valores de mercado de posições detidas por Instituiçãofinanceira”. O risco é representado pelo desvio padrão, revelando a dispersão das variáveis em relação à média. Dessa forma, ao se tomarem decisões de investimento com base num resultado médio esperado, o desvio padrão passa a revelar o risco da operação, ou seja, a dispersão das variáveis (resultados) em relação à média. O risco de mercado pode ser analisado de duas maneiras distintas: Risco de mercado relativo= é a medida da variação da rentabilidade de um determinado portfólio em comparação a um índice utilizado como benchmark. Há diferentes métricas que podem ser utilizadas no cálculo do risco de mercado de um ativo ou de uma carteira. Risco de mercado absoluto= é a medida das perdas de uma carteira de investimentos em relação ao seu próprio valor anterior, sem que se façam comparações com índices de mercado. Vamos falar agora de mercado eficiente. O reflexo do consenso dos investidores com relação ao desempenho esperado do ativo é que definem o seu valor. Veja algumas características básicas deste tipo de mercado e suas imperfeições. CARACTERÍSTICAS: • Aquele onde os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados, ajustando-se rapidamente a outros ambientes. Os preços não devem ser tendenciosos. • Nenhum participante sozinho tem capacidade de influenciar os preços nas negociações. • Constituído de investidores racionais. • Informações disponíveis, gratuitas e instantâneas. • Inexistência de racionamento de capital. • Os ativos são divisíveis e negociáveis sem restrições. • Expectativas dos investidores homogêneas. • Rapidez na execução das ordens de compra e venda num ambiente organizado. • Elevado número de participantes envolvidos na negociação de ações. • Disseminação das informações das empresas, muitas vezes analisadas por especialistas. • Os retornos oferecidos pelos diversos investimentos devem remunerar seu risco, com visão de longo prazo. IMPERFEIÇÕES: • Estimativas não homogêneas dos investidores. • Nem todos os investidores são racionais. • O mercado sofre influências de políticas econômicas. Segundo Assaf, o conceito de risco pode ser entendido de diversas maneiras, dependendo do contexto da pessoa que o está avaliando. Risco aéreo para uma seguradora; Risco de contrair uma doença para uma pessoa qualquer; Risco de insucesso de um negócio para um empresário. RISCO E RETORNOS ESPERADOS Nessa ampla abrangência do entendimento do risco, a avaliação de uma empresa delimita-se aos componentes de seu risco total: econômico e financeiro. Risco econômico = Também chamado de Risco de Conjuntura por alguns autores. Este tipo de risco é baseado em um conceito mais profundo e está relacionado com o impacto das variações de ordem econômica (inflação, taxa de juros etc.) sobre as operações de uma corporação como um todo. O risco econômico está frequentemente interessado nos efeitos indiretos do impacto das oscilações do sistema econômico sobre a empresa. Abrange muitas áreas, sendo que algumas são mais afetados do que outras. Por essa complexidade, é menos óbvio no seu impacto. O efeito do aumento na taxa de juros provoca outras reações em todo o mercado, inclusive atraem investidores estrangeiros, levando a um fortalecimento momentâneo da moeda nacional. Com isso, os preços dos produtos importados caem em relação à moeda nacional e, por outro lado, os preços dos produtos exportados aumentam em relação à moeda estrangeira. Em resumo, tais fatos causam uma diminuição de competitividade da empresa e uma redução no seu capital. Risco financeiro = É o impacto no desempenho financeiro de qualquer empresa que se expõe ao risco. A grande maioria das empresas é afetada de algum modo por mudanças em uma ou várias variáveis financeiras. Movimentações nestas variáveis como taxas de câmbio, preços dos commodities, taxas de juros e preço de ações geram uma incerteza em relação ao fluxo de caixa da maioria das instituições. Além das variáveis financeiras já descritas, toda a estrutura envolvida com o mercado de capitais como sistemas operacionais, sistemas de crédito, modelos de precificação de ativos, liquidez, regulamentações e outros fatores ligados à dinâmica dos mercados financeiros, serão agrupados nesta categoria de risco. Dessa maneira, podemos considerar que o risco total de qualquer ativo é definido pela sua parte sistemática (risco sistemático ou conjuntural) e não sistemática (risco específico ou do próprio ativo). O risco total de qualquer ativo é mensurado pela fórmula: RISCO SISTEMÁTICO + RISCO NÃO SISTEMÁTICO = RISCO TOTAL RISCO SISTEMÁTICO: É inerente ao sistema econômico como um todo. Não é diversificável. É determinado por eventos de natureza política, econômica e social, o que significa que cada ativo comporta-se de forma diferente diante da situação conjuntural estabelecida e que não há como evitá-lo totalmente. Nestes casos, é indicada a diversificação da carteira de ativos como medida preventiva para redução deste risco. Risco não sistemático ou diversificável é aquele que pode ser total ou parcialmente diluído pela diversificação da carteira. Relacionado com as características do título, não afeta os demais ativos da carteira. Em outras palavras, é um risco intrínseco, próprio de cada investimento realizado. Uma forma de eliminar este tipo de risco é incluir ativos que não tenham correlação positiva entre si. Como exemplo, podemos destacar as carteiras que diversificam seus riscos contendo títulos de renda fixa e de renda variável, que são atingidos de maneira diferente diante de uma elevação das taxas de juros da economia. De que forma a mensuração do risco continua a se processar? Geralmente, por meio do critério probabilístico, que consiste em atribuir probabilidades, objetivas ou subjetivas, com relação aos diferentes estados de natureza esperados e em consequência aos possíveis resultados de investimento. Deste modo, como o risco pode ser interpretado? O risco pode ser interpretado pelos desvios previsíveis dos fluxos futuros de caixa, resultantes de uma decisão de investimento, encontrando-se associado a fatos considerados como de natureza incerta. Sua principal medida estatística é a variabilidade dos resultados esperados de caixa em relação à média. O retorno esperado está vinculado aos fluxos incertos de caixa do investimento, sendo determinado pela ponderação entre valores financeiros esperados e suas respectivas probabilidades de ocorrência. RELAÇÃO RISCO X RETORNO E INVESTIDOR A teoria da preferência tem por objetivo básico revelar como um investidor se posiciona diante de investimentos que apresentem diferentes combinações de risco e retorno. Em decisões que envolvem diferentes combinações, espera-se que investidor busque maximizar sua utilidade esperada. A utilidade envolvida no conceito de risco expressa a satisfação proporcionada pelo consumo de determinado bem. Levando-se em consideração que todo investidor, a partir da comparação que pode promover entre as utilidades das alternativas financeiras disponíveis, é capaz de construir uma escala de preferências, é estabelecido um conceito essencial de sua decisão em condições de risco. Daí surge uma escala de preferência, onde ele possui inúmeras possibilidades de investimentos, com idênticos graus de utilidade (satisfação) em relação ao risco e retorno esperados. Qualquer combinação inserida sobre a curva de indiferença é igualmente desejável, pois deve proporcionar o mesmo nível de utilidade (satisfação). Qual destes investidores é mais usado? Por quê A quantidade de curvas de indiferença de um investidor é praticamente ilimitada. A figura ilustra a escala de preferências de um investidor representada por mais de uma curva de indiferença. De forma convencional , o mapa das curvas é apresentado de acordo com uma ordem de preferência. As mais distantes são preferíveis às anteriores e assim por diante. As curvas R1, R2, R3 representam investidores mais ousados que aceitam mais risco. Quanto mais ascurvas se deslocam para cima, se afastando do eixo horizontal, vão indicando um maior nível de satisfação do investidor, oferecendo maior retorno esperado para idêntico nível de risco. Agora um caso extremo de curvas de indiferença que retrata o comportamento de um investidor com ausência de aversão ao risco, demonstrando aceitar o mesmo retorno para qualquer nível de risco, ou o mesmo risco para qualquer nível de retorno esperado. AULA 07 – TELETRANSMITIDA Segundo Assaf,“ toda vez que a incerteza associada à verificação de determinado evento possa ser quantificada por meio de uma distribuição de probabilidades dos diversos resultados previstos, diz-se que a decisão está sendo tomada sob uma situação de risco. Segundo a resolução 3.464 do Banco Central: Risco de mercado é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de alterações nos valores de mercado de posições detidas por uma Instituição Financeira. O risco de mercado pode ser analisado de duas maneiras distintas, as quais são: Risco de mercado relativo Risco de mercado absoluto Risco de mercado relativo É a medida da variação da rentabilidade de um determinado portfólio em comparação a um índice utilizado como benchmark. Há diferentes métricas que podem ser utilizadas no cálculo do risco de mercado de um ativo ou de uma carteira. Risco de mercado absoluto É a medida das perdas de uma carteira de investimentos em relação ao seu próprio valor anterior, sem que se façam comparações com índices de mercado. Mercado Eficiente Reflexo do consenso dos investidores com relação ao desempenho esperado do ativo é que definem o seu valor. Na hipótese da eficiência, considera-se que o preço de um ativo qualquer é formado a partir das diversas informações publicamente disponíveis aos investidores, os quais vão tomar suas decisões de compra e de venda com base em suas interpretações dos fatos relevantes. No mercado considerado eficiente são levadas em consideração toda nova informação considerada relevante pelos participantes que tenham o poder de promover alterações nos preços dos ativos negociados. Quando ocorrerem previsões ou estimativas de preços que venham a ser efetuadas com relação a determinado cenário futuro deverão ser incorporadas também novas informações esperadas, e não somente àquelas referentes as informações passadas. Algumas características básicas do mercado eficiente: -Aquele no qual os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a novos dados, ajustando-se rapidamente a outros ambientes. -Nenhum participante sozinho tem capacidade de influenciar os preços nas negociações. -Constituído de investidores racionais. -Informações disponíveis, gratuitas e instantâneas. -Inexistência de racionamento de capital. -Os ativos são divisíveis e negociáveis sem restrições. -Expectativas dos investidores homogêneas. -Rapidez na execução das ordens de compra e venda num ambiente organizado. Imperfeições: Estimativas não homogêneas dos investidores Nem todos os investidores são racionais O mercado sofre influências de políticas econômicas Risco Econômico Também chamado de Risco de Conjuntura por alguns autores. Este tipo de risco é baseado em um conceito mais profundo e está relacionado com o impacto das variações de ordem econômica (inflação, taxa de juros, etc.) sobre as operações de uma corporação como um todo. Desse modo, o risco econômico está freqüentemente interessado nos efeitos indiretos do impacto das oscilações do sistema econômico sobre a empresa. Risco Financeiro Definimos como risco financeiro o impacto no desempenho financeiro de qualquer empresa que se expõe ao risco. A grande maioria das empresas é afetada de algum modo por mudanças em uma ou várias variáveis financeiras. Movimentações nestas variáveis como taxas de câmbio, preços dos commodities, taxas de juros e preço de ações geram uma incerteza em relação ao fluxo de caixa da maioria das instituições. Além das variáveis financeiras acima descritas, toda a estrutura envolvida com o mercado de capitais como sistemas operacionais, sistemas de crédito, modelos de precificação de ativos, liquidez, regulamentações e outros fatores ligados à dinâmica dos mercados financeiros serão todos agrupados nesta categoria de risco. Dessa maneira , podemos considerar que o risco total de qualquer ativo é definido pela sua parte sistemática (risco sistemático ou conjuntural) e não sistemática (risco específico ou do próprio ativo). Risco sistemático ou conjuntural: é inerente ao sistema econômico como um todo. Não é diversificável. É determinado por eventos de natureza política, econômica e social, o que significa que cada ativo comporta-se de forma diferente diante da situação conjuntural estabelecida e que não há como evitá-lo totalmente. Risco não sistemático ou diversificável: aquele que pode ser total ou parcialmente diluído pela diversificação da carteira. Relacionado com as características do título, não afetando os demais ativos da carteira. Em outras palavras, é um risco intrínseco, próprio de cada investimento realizado. Dessa maneira, o risco total de qualquer ativo é mensurado pela fórmula: Risco Total = Risco Sistemático + Risco Não Sistemático De que forma a mensuração do risco costuma processar-se? Geralmente por meio do critério probabilístico, o qual consiste em atribuir probabilidades, as quais podem ser objetivas ou subjetivas com relação aos diferentes estados de natureza esperados e, em conseqüência, aos possíveis resultados de investimento. A probabilidade objetiva pode ser definida através de séries históricas de dados e informações, freqüências relativas observadas e experiência acumulada no passado. A probabilidade subjetiva, tem como base a intuição, o conhecimento, a experiência do investimento e até mesmo, um certo grau de crença na unidade tomadora de decisão. Deste modo, como o risco pode ser interpretado? O risco pode ser interpretado pelos desvios previsíveis dos fluxos futuros de caixa resultantes de uma decisão de investimento encontrando-se associado a fatos considerados como de natureza incerta. O retorno esperado está vinculado aos fluxos incertos de caixa do investimento, sendo determinado pela ponderação entre valores financeiros esperados e suas respectivas probabilidades de ocorrência. Em probabilidade e estatística, o desvio padrão é a medida mais comum da dispersão estatística. O desvio padrão define-se como a raiz quadrada da variância. É definido desta forma de maneira a dar-nos uma medida da dispersão que: seja um número não-negativo; use as mesmas unidades de medida que os nossos dados. Quanto maior o desvio-padrão, maior é o “risco”do ativo, estatisticamente, quanto maior o risco, maior tende a ser o retorno esperado do ativo. Deve, porém, ser notado que isso pode significar que o aplicador tanto pode ter grandes ganhos como grandes perdas Relação Risco/Retorno e investidor A teoria da preferência tem por objetivo básico revelar como um investidor se posiciona diante de investimentos que apresentem diferentes combinações de risco e retorno. Em decisões que envolvem diferentes combinações de risco e retorno espera-se que o investidor busque maximizar sua utilidade esperada. Levando-se em consideração que todo investidor a partir da comparação racional que pode promover entre as utilidades das alternativas financeiras disponíveis, é capaz de construir uma escala (tabela) de preferências, é estabelecido um conceito essencial de sua decisão em condições de risco. Seguindo um comportamento de natureza comparativa, o investidor pode selecionar racionalmente uma alternativa de aplicação de capital que lhe proporcione a maior satisfação (utilidade) possível. A escala de preferência do investidor é representada pela denominada curva de indiferença. Retorno esperado de um portfólio A teoria do portfólio trata da composição de uma carteira ótima de ativos, tendo por objetivo maximizar a utilidade do investidor pela relaçãorisco/retorno. O retorno esperado de uma carteira composta por mais de um ativo é definido pela média ponderada do retorno de cada ativo em relação a sua participação total na carteira. Riscos na estrutura de uma carteira de ativos Nas decisões financeiras deve-se levar em consideração a seleção de alternativas que levem à melhor diversificação e, conseqüentemente, redução do risco dos investimentos e produzam, ao mesmo tempo, um retorno admitido como aceitável no âmbito dos investidores. Temos 2 exemplos, quais sejam: de carteiras cujas aplicações são negativamente correlacionadas, indicando que os investimentos produzem retornos inversamente proporcionais, isto é, quando o retorno de um deles decrescer, o retorno do outro ativo se elevará na mesma intensidade, anulando os reflexos negativos produtivos. Nesse comportamento, ocorre uma eliminação total do risco da carteira, onde os resultados desfavoráveis de alguns ativos serão compensados pelos resultados favoráveis de outros. Temos 2 exemplos, quais sejam: De carteiras perfeitamente correlacionadas, onde não ocorre compensação do risco assumido pelos ativos como citado acima, podendo a correlação positiva perfeita gerar altos lucros e também elevados prejuízos. Pode-se afirmar que o risco de um ativo pode ser reduzido mediante um processo de diversificação, permanecendo unicamente o elemento sistemático, que está relacionado com o comportamento do mercado em geral. Dessa forma, ao compor uma carteira de ativos, sua medida relevante passa a ser o risco sistemático, já que o outro componente pode ser eliminado pela diversificação. AULA 08 – CONTEUDO ON LINE INVESTIDORES INSTITUCIONAIS NO MERCADO DE CAPITAIS Você sabe o que é um investidor Institucional? Segundo Assaf, “toda pessoa jurídica que tem por obrigação legal investir parte de seu patrimônio no mercado financeiro é conhecida por Investidor Institucional”. No Brasil, são considerados investidores institucionais: ► Fundos de investimento ► Fundos de pensão ► Companhias seguradoras ► Sociedades de capitalização ► Clubes de investimento ► Entidades de previdência privada abertas O investidor institucional deve ser o mais importante participante dos mercados de dinheiro, em face de suas imensas massas de manobras, que são os recursos captados junto a seus públicos. Eles são os profissionais da aplicação de poupança – a mola propulsora do investimento, em todos os modelos de sociedade capitalista. FUNDOS DE INVESTIMENTO O Fundos de investimento, um produto muito difundido no mercado financeiro. Trata-se de um condomínio em que vários investidores participam e elegem um administrador para gerir os recursos de todos, em conjunto, de acordo com objetivos pré-estabelecidos. Há várias vantagens nesta modalidade de investimento. “ A união faz a força” = ao fazer parte de um grande bolo, tem-se acesso a investimentos e mercados que, com menos recursos, não seria possível. Gestão profissional = a administração dos recursos é entregue a um profissional do mercado, com formação específica e dedicado em tempo integral à análise e decisões de investimento. Diversificação= devido à grande massa de recursos, é possível diversificar a carteira de ativos do fundo, de forma a minimizar riscos. Isonomia no tratamento dos cotistas= Equidade – não importa quanto o investido específico tenha aplicado no fundo, todos os cotistas de um meso fundo recebem a mesma rentabilidade. Facilidade no acompanhamento da performance= as cotas e sua rentabilidade ppodem ser acompanhadas diariamente, através de publicações em jornais ou em consulta aos sites dos bancos. Sendo um condomínio e tendo CNPJ, o fundo apresenta: ATIVO = São os papéis que compõem a carteira do fundo. PASSIVO = São as obrigações, ou seja, o custo a pagar. PATRIMÔNIO LÍQUIDO= É a diferença entre ativo e passivo. Ao aplicar num fundo, o investidor compra cotas desse fundo. Seu dinheiro não vai “gerar funding” para o banco, ou seja, não vai para o caixa do banco para ser emprestado. Um investimento em fundo não conta, portanto, com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como é o caso do CDB, da poupança e da conta-corrente, por exemplo. Os fundos agem em nome de uma coletividade, substituindo grande número de investidores, e oferecendo as vantagens decorrentes dessa concentração. A propriedade das cotas não é averbada em livro próprio. Assim, o certificado de propriedade – e seus substitutos autorizados nos regulamentos do Banco Central – é o documento hábil e final para comprovação de propriedade. Os fundos são condomínios voluntários porque seus proprietários participam dele por livre e espontânea vontade, visando atender interesses individuais de investimento. Os cotistas do fundo nomeiam ou aceitam, se já nomeado, um administrador ou mandatário, que se serve de um contrato de mandato, de regulamentos e outros instrumentos jurídicos, para administrar os valores do condomínio segundo regras previamente estabelecidas. Há várias entidades trabalhando para os Fundos de Investimento, todas remuneradas pelo serviço que prestam. Veja quais são. GESTOR: Administra a carteira do fundo. Decide que papéis comprar ou vender, de acordo com a política de investimento do fundo. Sua remuneração é a taxa de administração, que é dividia com o administrador. Pode ser pessoa física ou jurídica, mas tem que ser credenciado junto à CVM para prestar esse tipo de serviço. ADMINISTRADOR: É o representante do fundo. Compete a ele efetuar as contratações dos prestadores de serviços, inclusive do gestor. O administrador é responsável solidário do fundo juntamente com os seus contratados, por eventuais prejuízos causados aos cotistas em virtude das condutas contrárias à lei, ao regulamento e aos atos normativos expedidos pela CVM. Observadas as limitações legais e as previstas na Instrução 409, tem poderes para praticar todos os atos necessários ao funcionamento do fundo investimento, sendo responsável pela constituição do fundo e pela prestação de informações à CVM. Dentre suas atividades práticas, podemos citar: cálculo da cota do fundo ou contratação de serviços de controladoria, envio de informações para os cotista e votar nas assembleias das empresas cujas ações sejam integrantes da carteira do fundo. AUDITOR= Responsável pela conferencia da metodologia contábil adotada pelo fundo. CUSTODIANTE= Responsável pela guarda dos títulos que compõem a carteira de fundo. Responsável por controlar as posições do fundo e contabilizá-las pelo seu valor de mercado. DISTRIBUIDOR= Vende as cotas do fundo. Este é o papel dos bancos na indústria de fundos. Deve ser sempre uma instituição financeira. O distribuidor pode ser o próprio administrador. Note que gestor e distribuidor são figuras diferentes. A instituição banco apenas vende as cotas dos fundos, não administra (gerencia) sua carteira de investimentos. Na realidade, em 1995, o Banco Central instituiu uma norma, conhecida como Chinese Wall, na qual determinou que quem cuida de recursos de clientes não pode cuidar da carteira própria do banco. Foram, então, criadas as empresas de Asset Management. As Assets são empresas independentes operacionalmente e fisicamente da Tesouraria dos bancos. Isso evita possíveis problemas de conflito de interesse entre a administração da carteira do banco e os recursos de clientes, preservando, desta forma, o investidor. A Tesouraria cuida da carteira própria do banco. TIPOS DE FUNDOS Os fundos podem ser classificados de acordo com os seguintes parâmetros: • Emissão de cotas • Tipo de ativo que compõe a carteira • Prazo da carteira • Natureza e objetivo do investidor • Tipo de risco da carteira • Políticas de investimentos e riscos (ANBID) Órgãos Reguladores De acordo com a Lei 6385/1976 e demais atualizações (Lei 10303/2001 e 10411/2002), cabe à CVM disciplinar e fiscalizar a emissão e distribuição de valores mobiliários. A mesma legislação, em seu artigo 2º defineas cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos como valores mobiliários. Por conseguinte, a edição de normas, concessão de autorizações e de registros e supervisão dos fundos de investimento são de competência da CVM. Cabe a ANBIMA, como associação representante de bancos de investimento e gestores de recursos, a auto-regulação da emissão de valores mobiliários, aí cabendo as cotas dos fundos de investimento, as debêntures e as notas promissórias (ou commercial papers). De acordo com a natureza e o objetivo do investidor, os fundos podem ser classificados em: Fundos de investimento: Para investidores com objetivos genéricos de investimento. Fundos de privatização: Para investidores que querem participar do processo de desestatização. Fundos Off Shore: Para investidores domiciliados no exterior e que queiram investir em ativos brasileiros, emitidos tanto no Brasil quanto no exterior. O domicílio desses fundos é no exterior. Fundos de Previdência: Para investidores com objetivo de formação de poupança de longo prazo, visando complementação da aposentadoria oficial. Eles se apresentam de três formas: FAPI – Fundo de Aposentadoria Programada Individual PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – foca os indivíduos que preenchem o imposto de renda pelo modelo completo, pois permite que os aportes ao fundo sejam abatidos até o limite de 12% da renda bruta. VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – dirigido para indivíduos que preenchem o imposto de renda no modelo simples. De acordo com o tipo de ativos que compõe a carteira, os fundos podem ser classificados em FI e FICF. Veja: Fundo de Investimento (FI) = compra títulos e valores mobiliários negociados no mercado financeiro e de capitais. Não compra cotas de outros fundos do mercado. Fundo de investimento em cotas de fundos de investimento (FICFI ou FIC) = compra cotas de fundos de investimentos. A instrução CVM 409 e demais atualizações, contempla os seguintes tipos de fundos, classificados de acordo com a composição de suas carteiras: Fundo de Curto prazo Fundo referenciado Fundo de Renda Fixa Fundo de Ações Fundo Cambial Fundo de Dívida Externa Fundo Multimercado Existem, ainda outros tipos de fundos não contemplados pela Instrução CVM 409. Fundos de Investimento Imobiliário – FII Os fundos imobiliários voltados para empreendimento imobiliários, tais como construção de imóveis, aquisição de imóveis prontos, ou investimentos em projetos visando viabilizar o acesso à habitação e serviços urbanos, inclusive em áreas rurais, para posterior alienação, locação ou arrendamento. Fundo de investimento em participações – FIP Principais características, de acordo com Instrução CVM 391/2003: Forma: condomínio fechado. Objetivo: aquisição de ações, debêntures, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou permutáveis em ações de emissão de companhias, abertas ou fechadas, participando do processo decisório da companhia investida, com efetiva influência na definição de sua política estratégica e na sua gestão, notadamente através da indicação de membros do Conselho de Administração. FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS São também conhecidos por Fundos de Recebíveis e constituem-se em um fundo de recursos aplicados em diversos produtos financeiros lastreados nos resultados futuros de caixa de operações comerciais de vendas de bens e serviços. Estes fundos são formados por títulos ou direitos creditórios provenientes de operações dos mais variados segmentos como comercial, financeiro e arrendamento mercantil. A formação de um FIDC se processa a partir de uma empresa que realiza vendas a prazo e emite os correspondentes recebíveis para o comprador pagar. Lastreado nesses papéis, o fundo de recebíveis levanta recursos no mercado através da colocação de cotas junto a investidores. O dinheiro assim gerado é repassado pelo FIDC para a empresa vendedora, através da compra de seus recebíveis. Quando do vencimento das faturas (recebíveis), o comprador efetua seu pagamento a um banco indicado como depositário da cota do fundo, sendo os recursos recebidos transferidos ao FIDC. A legislação permite aos grandes investidores – os Qualificados – a montagem de Fundos Exclusivos, constituídos para receber aplicações exclusivamente de cotistas designados. Essa modalidade de investimento normalmente se dá via FIC. Neste caso, o investidor compra cotas de um FIC só dele, que aplica nos mais variados FI disponíveis no mercado. Pode também ocorrer de um investidor ter um FI exclusivo. Nesse caso, seu objetivo vai além dos ganhos fiscais e de confidencialidade. Confira a seguir as vantagens de um Fundo Exclusivo. Liberdade na definição da estratégia : Um Fundo Exclusivo permite a montagem de uma estrutura que atenda a objetivos e estratégia de investimento que atendam as necessidades específicas daquele cliente. IOF : Uma vez que a operação (compra ou venda de títulos, no caso de FI de renda fixa, ou cotas, no caso de FIC de renda fixa) está sendo feita pelo fundo, não há incidência de IOF se o resgate do título for realizado antes de 30 dias (o que ocorreria num resgate de cotas por parte de um investidor Pessoa Física ou Jurídica. Confidencialidade: A identidade do investidor fica preservada, pois os investimentos são feitos em nome do fundo, e nunca do cliente. Visão Integrada: Através de um FIC Exclusivo, o investidor pode aplicar nos mais variados tipos de fundos do mercado, preservando uma visão integrada de todos os seus investimentos, facilitando, dessa forma, o acompanhamento de sua rentabilidade. Imposto de Renda: Dado que o FIC aplica em diversos fundos, seu perfil acaba sendo de longo prazo, embora tenha na sua composição cotas de Fundos de Curto Prazo. Uma vez que o investidor só paga o Imposto de Renda sobre o FIC, ele acaba pagando alíquota de longo prazo, mesmo quando tem investimento de curto prazo na carteira. Além disso, o Imposto de Renda incide só sobre os ganhos globais. Os Fundos são regidos por um regulamento, disponível a todos os participantes junto com o Prospecto no momento do seu ingresso quando são estabelecidas todas as regras básicas de seu funcionamento e outras informações relevantes, como tipos de ativos que comporão a carteira, limites máximos e mínimos de cada um dos ativos, estratégias de investimento, risco, taxa de ingresso, taxa de administração etc Este regulamento passa pela aprovação da Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Conhecer detalhes sobre alguns itens do regulamento dos fundos de investimento: Taxas de ingresso; Taxa de Administração; O cálculo do valor da quota é diário; Contabilidade do Fundo Política de investimento TAXA DE INGRESSO: Os fundos mútuos podem cobrar taxas de ingresso nas fases de captação de recursos para investimento. Essas taxas, pouco utilizadas no Brasil, visam remunerar o administrador, pelas atividades de propaganda e promoção, remunerar vendas, e procedimentos administrativos essenciais à admissão de um participante novo, ou de novos recursos do participante já admitido. Os fundos podem dispensar essas taxa, especialmente em épocas de promoção de vendas, visando estimular vendas e novos investimentos. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO = O administrador debitará ao fundo uma taxa de administração que incide sobre o patrimônio do fundo. Essa taxa pode ser fixa e equivale diariamente a (x/360%) em relação a taxa anual prevista no regulamento do fundo. Este também pode prever cobrança de taxa de performance, devida somente se o administrador obtiver um desempenho acima de determinada meta. O argumento para cobrança da taxa de performance é que o Administrador só receberá se for eficiente. O CÁLCULO DO VALOR DA QUOTA É Diário = é o resultado da divisão do patrimônio líquido pelo numero de quotas em circulação. Os participantes que entram ou saem do fundo num determinado dia e movimentam capitais que fazem variar o patrimônio líquido, mas não o valor da quota.Assim, os valores recebidos em D serão incorporados ao fundo D + 1 (calculado e conhecido depois de fechado o movimento de D). Em alguns tipos de fundos, a incorporação pode se dar no mesmo dia, desde que os valores estejam disponíveis. Assim, o fundo mantém intacto os ganhos adicionados à carteira em D, remunerando os participantes que estavam aplicados em D e que, como tal, correm o risco para obter o ganho. CONTABILIDADE DO FUNDO= O administrador é responsável pela contabilização das operações dos fundos, guarda dos valores mobiliários, recolhimento de impostos, e uma série de outras obrigações impostas pelas autoridades fiscalizadoras. Todavia, sua principal atribuição é de procurar cumprir da melhor forma possível os objetivos do fundo, no tocante a rentabilidade do investimento, grau de exposição a risco e liquidez das aplicações. POLÍTICA DE INVESTIMENTO = a política de investimento tem que estar coerente com a argumentação adotada no momento da venda do fundo para o investidor, que deve analisar se o produto atende as suas necessidades. Dentro dos aspectos ligados à política de investimento, destacamos algumas das estratégias de gestão adotadas pelos gestores dos fundos investimento. Veja como os fundos de investimento são tributados. RENDA FIXA: Tributação Aplicável: o imposto de renda sobre os rendimentos produzidos por aplicações em fundos de investimento é considerado como devido exclusivamente na fonte – IRRF – e tem caráter definitivo, ou seja, esses rendimentos não integram a base de cálculo do imposto de renda na Declaração de Ajuste Anual. Assim, nem o valor do IR retido na fonte será compensável na Declaração de Ajuste Anual da pessoa física, nem os rendimentos auferidos na aplicação serão considerados como valores a serem tributados no ato da formalização da Declaração. Classificação quanto ao Prazo Médio de Carteira Fundos de Longo Prazo: são aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio superior a 365 dias. Fundos de Curto Prazo: são aqueles cuja carteira de títulos tenha prazo médio igual ou inferior a 365 dias. SISTEMA DE COME-COTAS Por essa sistemática, o administrador de fundos de investimento deverá, quando da incidência de IR, ou seja, no último dia útil dos meses de maio e de novembro, abater do saldo de cotas dos aplicadores, a quantidade de cotas relativa ao valor do IR a ser retido, à alíquota de 15% ou 20%, conforme seja fundo longo prazo ou curto prazo. Deve-se imaginar uma “conta-corrente” de cotas. Vejamos o exemplo abaixo: Valor de aplicação: R$1.000,00 Total de cotas adquiridas: 1.000 Rendimento em 31/05: R$23,00 IR incidente: R$4,60 (supondo-se alíquota de 20%) IR em cotas: 4,4965 Saldo final de cotas: 995,5034 Por ocasião do resgate será cobrada alíquota adicional, conforme tempo de permanência no fundo de investimento. Fundos com carência de até 90 dias: o come-cotas deverá ser feito na data em que se completar cada período de carência. Os fundos de investimento em ações têm como característica básica a composição de sua carteira de aplicações que deverá ser constituída de, no mínimo, 67% de ações negociadas no mercado à vista, recibos de subscrição, certificados de depósitos de ações, BDR, cotas de fundos de investimento em ações e cotas de fundos de índice de ações, desde que negociadas em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado. Para efeito da composição de carteira são comparáveis às ações, os recibos de subscrição de ações, os certificados de depósito de ações, os BDR, as cotas de fundos de ações e as cotas de fundos de índice de ações negociadas em bolsas ou mercado de balcão. As perdas incorridas nos fundos de investimento em ações somente poderão ser compensadas em fundos da mesma espécie. O imposto de renda incide sobre o rendimento apurado no momento do resgate à alíquota de 15%. CLUBES DE INVESTIMENTOS Sabe o que são Clubes de Investimentos? São instrumentos criados para ampliar a base acionária e pulverizar a propriedade do capital acionário no mercado brasileiro. As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, as distribuidoras de títulos e valores mobiliários e os agentes autônomos de investimento são autorizadas a prestar serviço de apoio, na constituição, administração de carteira e no obrigatório registro do clube em Bolsa de Valores. Existem inúmeras vantagens que os Clubes de Investimentos nos oferecem. Clique nos círculos e conheça abaixo cada uma delas: Custo mais baixo: com menos exigências de controles, os custos dos clubes são reduzidos em comparação aos fundos de investimento. A manutenção também é barata e simples. Acessibilidade: Qualquer pessoas pode aplicar, mesmo que não tenha grandes recursos, através de um clube de investimentos. O número mínimo de participantes é três e o máximo 150. Tranquilidade: Aplicando-se em clubes, cria-se o hábito de investir mensalmente. Dessa forma, os investidores dos clubes de investimentos conseguem fazer com que suas aplicações se mantenham teoricamente na média, o que é importante quando consideramos que não é possível prever o melhor momento de investir. Diversificação: Outra vantagem é que com um volume maior, originado pela soma dos recursos de cada integrante do Clube, é possível diversificar a aplicação, investindo em ações de diferentes empresas e setores da economia, com custos de transação proporcionalmente menores. Participação direta: os clubes de investimentos permitem, em princípio, que os envolvidos participem diretamente da sua gestão, o que, embora, demande tempo e exija uma certa disciplina, constitui excelente forma de aprender como funciona o mercado. E para sair do clube? Também não há burocracia. O participante pode sair do clube no momento em que desejar. Basta comunicar à corretora. O valor recebido em cada cota será o do dia seguinte ao do pedido de desligamento. O valor é pago em quatro dias. FUNDOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR / FUNDOS DE PENSÃO A previdência privada é uma alternativa de aposentadoria complementar à previdência social (INSS). A principal característica da previdência privada é que sua adesão é opcional, ao contrário da previdência social oferecida pelo governo, que apresenta caráter público e obrigatório. Pode constituir-se como Sociedade Fechada ou Aberta. O ingresso de segurados nas fundações de previdência privada pode ser : Livre: nas entidades abertas; Restrito aos empregados: nas entidades fechadas. As fundações de seguridade fechadas podem receber contribuições da empresa mantenedora e/ou dos empregados participantes. As regras de aplicação desse capital assemelham-se às das companhias seguradoras, especialmente no que respeita à formação de reservas técnicas e reservas de contingência. Os planos de previdência podem ser de duas maneiras: benefício definido e contribuição definida. Observe. Benefício definido Nesta modalidade o participante tem conhecimento prévio do valor do benefício que receberá no futuro, cuja fórmula de cálculo é estabelecida em regulamento. Aqui, o equilíbrio atuarial é calculado no coletivo, em que há total solidariedade entre os participantes. A patrocinadora e/ou o participante contribuirão com o necessário para viabilizar o pagamento do benefício. Contribuição definida O participante sabe o valor das contribuições, que são fixadas previamente para o plano, mas não conhece o valor do benefício futuro. Os cálculos são feitos considerando isoladamente cada participante. Nesses planos, não há benefício previamente definido e não se poderá tecnicamente falar em déficit nem em superávit, mas apenas no saldo de conta acumulado em nome do participante, que será composto pelas contribuições pessoais, patronais e a rentabilidade auferida na aplicação desses recursos. Prevalece a característica de poupança programada, não havendo qualquer vínculo de solidariedade entre os participantes do plano. Saiba quais são os Planos de Benefícios mais conhecidos pelos investidores. O PGBL - Plano Gerador de Benefício Livreé uma das modalidades de plano previdenciário privado (previdência privada) adotada no Brasil. O Plano funciona como um Fundo de Investimento comum, aplicando os recursos recebidos no mercado financeiro e creditando todos os rendimentos auferidos para os investidores. Uma das vantagens do PGBL é a liberdade de escolha do plano cuja carteira melhor se identifique com o perfil do investidor e suas necessidades de retorno. Pode escolher também o valor e o tempo de contribuição, o benefício desejado e seus beneficiários. A principal característica do PGBL é a possibilidade de restituição no imposto de renda, até um limite de 12% da renda total tributável. Entretando, a tributação do Plano é regressiva, atingindo 10% no final de 10 anos. Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de Administração e de Carregamento. Bastante parecido com PGBL, o VGBL – Plano de Vida Gerador de Benefícios Livres diferencia-se apenas pelo tratamento tributário. Os rendimentos dos dois tipos de fundos não são tributados, porém os depósitos efetuados no VGBL não são admitidos como dedutíveis para efeitos fiscais e, no resgate, o I.R. incide apenas sobre os rendimentos acumulados, de acordo com uma tabela progressiva. As Seguradoras são grandes investidores institucionais porque possuem imensas reservas técnicas que se originam dos prêmios de seguros, as quais, por determinação legal têm que ser aplicadas de forma diversificada no mercado financeiro para garantir o ressarcimento dos eventuais sinistros ocorridos aos segurados. Além das reservas técnicas, as seguradoras possuem reservas de capital que, somadas às reservas técnicas, as transformam em investidores atuantes no mercado financeiro. Assim como as empresas Seguradoras, as COMPANHIAS DE CAPITALIZAÇÃO são obrigadas a constituir reserva técnica relativa às contribuições realizadas pelos investidores que adquiriram títulos de capitalização. As reservas técnicas asseguram o resgate do capital investido e o pagamento dos prêmios. As Companhias de Capitalização são uma combinação de poupança programada com sorteios de prêmios periódicos. A ANBIMA classifica os fundos de acordo com a política de investimentos e riscos assumidos por suas carteiras. AULA 08 – TELETRANSMITIDA INVESTIDORES INSTITUCIONAIS Segundo Assaf, “toda pessoa jurídica que tem por obrigação legal investir parte de seu patrimônio no mercado financeiro é conhecida por Investidor Institucional”. No Brasil são considerados investidores institucionais os fundos de investimento, fundos de pensão, companhias seguradoras, sociedades de capitalização, clubes de investimentos, entidades de previdência privada abertas, entre outros. Os investidores institucionais têm uma enorme importância como participante dos mercados de dinheiro, em face de suas imensas massas de manobras, que são os recursos captados junto a seus públicos. Eles são os profissionais da aplicação de poupança. Eles são, por definição, a mola propulsora do investimento, em todos os modelos de sociedade capitalista. FUNDOS DE INVESTIMENTO Os fundos mútuos de investimento são entidades financeiras que, pela emissão de títulos de investimento próprios, concentram capitais de inúmeros indivíduos para aplicação em carteiras diversificadas de títulos e valores mobiliários. É um condomínio em que vários investidores participam e elegem um administrador para gerir os recursos de todos, em conjunto, de acordo com objetivos pré-estabelecidos. Os fundos de investimento são condomínios voluntários porque seus proprietários participam dele por livre e espontânea vontade, visando atender interesses individuais de investimento. Os fundos agem em nome de uma coletividade, substituindo grande numero de investidores, e oferecendo as vantagens decorrentes dessa concentração. Sendo um condomínio e tendo CNPJ, o fundo de investimento apresenta: Ativo - papéis que compõem a carteira do fundo; Passivo – obrigações (custos a pagar); Patrimônio líquido – diferença entre ativo e passivo. Há várias entidades trabalhando para os Fundos de Investimento, todas remuneradas pelo serviço que prestam. Veja, a seguir, quais são elas: Gestor Administrador Custodiante Distribuidor Auditor Em 1995, o Banco Central instituiu uma norma, conhecida como Chinese Wall, na qual determinou que quem cuida de recursos de clientes não pode cuidar da carteira própria do banco. Foram, então, criadas as empresas de Asset Management. As Assets são empresas independentes operacionalmente e fisicamente da Tesouraria dos bancos. Isso evita possíveis problemas de conflito de interesse entre a administração da carteira do banco e os recursos de clientes, preservando, desta forma, o investidor. A Tesouraria cuida da carteira própria do banco. De acordo com a Lei 6385/1976 e demais atualizações (Lei 10303/2001 e 10411/2002), cabe à CVM disciplinar e fiscalizar a emissão e distribuição de valores mobiliários. Cabe a ANBIMA, como associação representante de bancos de investimento e gestores de recursos, a auto-regulação da emissão de valores mobiliários, aí cabendo as cotas dos fundos de investimento. http://www.anbima.com.br/supervisao/arqs/cod_fundos.pdf Tipos de fundos Os fundos podem ser classificados de acordo com os seguintes parâmetros: Emissão de cotas Natureza e objetivo do investidor Tipo de ativo que compõe a carteira Prazo da carteira Tipo de risco da carteira Política de investimentos e riscos (ANBID) Quanto à emissão de cotas os fundos podem ser abertos ou fechados. A cota dos fundos fechados possui dois valores: Patrimonial – Dado pelo valor do patrimônio líquido do fundo dividido pelo número de cotas, como nos fundos abertos; Valor de mercado – Dado pelo mercado secundário. Fundos abertos – Os fundos abertos emitem cotas indefinidamente, como os fundos que normalmente investimos nos bancos. Eles também fazem a recompra das cotas, quando o investidor deseja resgatar os recursos aplicados. Quanto à natureza e objeto do investidor Fundos de Investimento Fundos de Privatização Fundos Off Shore FUNDOS DE PREVIDÊNCIA Quanto ao tipo de ativo que compõe a carteira: Fundo de Investimento (FI) Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento (FICFI ou FIC) A instrução CVM 409 e demais atualizações, contempla os seguintes tipos de fundos, classificados de acordo com a composição de suas carteiras: Fundo de Curto Prazo; Fundo Referenciado; Fundo de Renda Fixa; Fundo de Ações; Fundo Cambial; Fundo de Dívida Externa; e Fundo Multimercado. Outros fundos não contemplados pela Instrução CVM 409: Fundos de Investimento em Participações – FIP Fundos de Investimento Imobiliário Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios – FIDC Fundos Exclusivos REGULAMENTO DOS FUNDOS DE INVESTIMENTOS: CARACTERÍSTICAS GERAIS: Taxa de Administração O cálculo do valor da quota Contabilidade do Fundo Política de Investimento Prazo de resgate Fundos passivos x ativos Os fundos podem ser ativos ou passivos, de acordo com os seus objetivos. • Fundos ativos – buscam ultrapassar o benchmark. • Fundos passivos – buscam acompanhar o benchmark. RESUMO DAS ALÍQUOTAS DE TRIBUTAÇÃO EM FUNDOS DE INVESTIMENTO DE RENDA FIXA LONGO PRAZO 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias 20% em aplicações com prazo de 181 a 360 dias 17,5% em aplicações com prazo de 361 a 720 dias 15% em aplicações com prazo superior a 720 dias CURTO PRAZO 22,5% em aplicações com prazo de até 180 dias 20% em aplicações com prazo superior a 180 dias Sistema de Come-Cotas Por essa sistemática, o administrador de fundos de investimento deverá, quando da incidência de IR, ou seja, no último dia útil dos meses de maio e de novembro, abater do saldo de cotas dos aplicadores, a quantidade de cotas relativa ao valor do IR a ser retido . CLUBES DE INVESTIMENTO Os clubes de Investimentos são instrumentos criados para ampliar a base acionária e pulverizar a propriedade do capital acionário no mercadobrasileiro. Os clubes poderão ser constituídos por um numero indeterminado de membros quando todos os seus membros pertencerem a uma mesma empresa. Ou por, no mínimo de 3 membros e máximo de 150, quando forem clubes abertos. Os clubes serão constituídos por quotas de igual valor e nenhum dos membros poderá deter mais de 40% do total das quotas. Os clubes só podem aplicar seus recursos em ações, debêntures conversíveis em ações e, em caráter excepcional, expressamente em debentures simples e títulos da Divida Pública INSTRUÇÃO CVM Nº 494, DE 20 DE ABRIL DE 2011 e para sair do clube? Também não há burocracia. O participante pode sair do clube no momento em que desejar. Basta comunicar à corretora. O valor recebido em cada cota será o do dia seguinte ao do pedido de desligamento. O valor é pago em quatro dias. Vantagens da aplicação em clubes de investimento: Custo mais baixo Acessibilidade Tranqüilidade Diversificação Participação direta OS FUNDOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR / FUNDOS DE PENSÃO As fundações de seguridade fechadas podem receber contribuições da empresa mantenedora e/ou dos empregados participantes. As regras de aplicação desse capital assemelham-se às das companhias seguradoras, especialmente no que respeita à formação de reservas técnicas e reservas de contingência. As regras contemplam aplicações imobiliárias, em títulos de investimento (títulos públicos, ações , debêntures, etc) e, em alguns casos, em empréstimos aos segurados. Os recursos podem ser administrados diretamente pela entidade, ou por uma instituição financeira contratada. Benefício definido Nesta modalidade o participante tem conhecimento prévio do valor do benefício que receberá no futuro, cuja fórmula de cálculo é estabelecida em regulamento. Aqui, o equilíbrio atuarial é calculado no coletivo, em que há total solidariedade entre os participantes. A patrocinadora e/ou o participante contribuirão com o necessário para viabilizar o pagamento do benefício. Contribuição definida Como o próprio nome indica, apenas a contribuição é definida. As contribuições são fixadas previamente para o plano e o participante não conhece o valor do benefício futuro, mas apenas o valor da contribuição. No plano CD os cálculos são feitos considerando isoladamente cada participante. Entidades de Previdência Aberta PGBL é uma sigla para Plano Gerador de Benefício Livre. O PGBL é uma das modalidades de plano previdenciário privado (previdência privada) adotada no Brasil. O Plano funciona como um Fundo de Investimento comum, aplicando os recursos recebidos no mercado financeiro e creditando todos os rendimentos auferidos para os investidores. Uma das vantagens do PGBL é a liberdade de escolha do plano cuja carteira melhor se identifique com o perfil do investidor e suas necessidades de retorno. Pode escolher também o valor e o tempo de contribuição, o benefício desejado e seus beneficiários. A principal característica do PGBL é a possibilidade de restituição no imposto de renda, até um limite de 12% da renda total tributável. Tanto o PGBL como o VGBL estão sujeitos à taxa de Administração e de Carregamento A taxa de carregamento tem por objetivo cobrir todas as despesas incorridas pelo fundo na comercialização e prestação de serviços. A taxa é um percentual cobrado sobre o valor de cada contribuição e pode variar de um plano para o outro. A taxa de administração é remuneração cobrada pela gestão dos recursos aplicados. È cobrada anualmente e incide sobre o patrimônio acumulado do Fundo. Plano de Vida Gerador de Benefícios Livres – VGBL Bastante parecido com PGBL diferencia-se apenas pelo tratamento tributário. Os rendimentos dos dois tipos de fundos não são tributados, porém os depósitos efetuados no VGBL não são admitidos como dedutíveis para efeitos fiscais e no resgate o I.R. incide apenas sobre os rendimentos acumulados, de acordo com uma tabela progressiva. Seguradoras As Seguradoras são grandes investidores institucionais porque possuem imensas reservas técnicas que se originam dos prêmios de seguros, as quais, por determinação legal têm que ser aplicadas de forma diversificada no mercado financeiro para garantir o ressarcimento dos eventuais sinistros ocorridos aos segurados. Além das reservas técnicas as seguradoras possuem reservas de capital que somadas às reservas técnicas as tranformam em investidores atuantes no mercado financeiro. Companhias de Capitalização Tanto quanto as Cias. Seguradoras as empresas de capitalização são obrigadas a constituir reserva técnica relativa às contribuições realizadas pelos investidores que adquiriram títulos de capitalização. As reservas técnicas asseguram o resgate do capital investido e o pagamento dos prêmios. AULA 09 – CONTEUDO ON LINE ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE AÇÕES: ANÁLISE TÉCNICA X ANÁLISE FUNDAMENTALISTA Segundo Assaf, os modelos de avaliação procuram, em essência, projetar o comportamento futuro dos ativos financeiros, formulando previsões com relação às variações de seus preços no mercado. Basicamente são adotados dois critérios de análise para investimento em ações: Análise Técnica Análise Fundamentalista ANÁLISE TÉCNICA = É a ciência que busca com base em dados passados, gerados pelo próprio mercado, projetar o futuro dos preços. Ela concentra-se no estudo do comportamento das massas que atuam nos mais diversos mercados para prever os preços de ações, índices, moedas, commodities etc. Os primeiros registros do modelo ocidental de análise datam do período entre 1900 e 1902, com uma série de reportagens publicadas no Wall Street Journal por Charles H. Dow. Desses artigos derivaram-se os conceitos fundamentais da Análise Técnica. Clique no ícone para conhecê-los. • Os índices precificam tudo. • O mercado move-se em tendências e não de forma aleatória, fato que permite projetar os preços. Essas tendências podem ser altistas, baixistas ou neutras (laterais). As tendências assumem comportamentos semelhantes às marés: vezes se enchendo, vezes se esvaziando. O desafio do analista é perceber o quanto antes as mudanças de tendências. • O futuro repete o passado. Não necessariamente de uma forma idêntica, mas através da formação de padrões que podem sinalizar continuação ou reversão de tendência. Estudando o comportamento das massas que atuam no mercado pode-se perceber semelhanças bem peculiares em topos e fundos formados pelo mercado. Ou seja, em reversões de tendências as massas assumem comportamentos próximos aos ocorridos no passado. E os desdobramentos dessas formações também possuem certo padrão. • O volume negociado sempre acompanha a tendência. Ou seja, se uma tendência é altista, pode-se esperar volumes mais consistentes em dias em que as negociações altistas ocorrerem. Caso essa regra seja invalidada, sinais de reversão de tendência poderão ocorrer. A Análise Gráfica não se resume apenas aos conceitos citados. Várias ferramentas foram construídas com o objetivo de captar, identificar, as mudanças de tendências o quanto antes. As médias móveis e os milhares de indicadores técnicos existentes são conhecidos como métodos de apoio à decisão e foram criados muito por conta da informatização. Entretanto, nenhuma dessas ferramentas adicionais entra em confronto com os pontos citados na Teoria Dow, ou seja, os pontos fundamentais de Charles Dow são os alicerces de tudo que envolve análise gráfica. Você verá esses pontos de forma mais aprofundada mais adiante. Para a Escola técnica, a resposta está nos gráficos de preços e volume. Eles traduzem o comportamento do mercado e avaliam a participação de massas de investidores, que influenciam a formação dos preços. Os principais objetivos da Escola Técnica são: Conhecer e mensurar a Lei da Oferta e Procura; Identificar oportunidades de operações atraentes; Otimizar ingressos e saídas do mercado; Determinar limites de oscilação nos preços. Estabelecer estratégias de risco. Veja as principais instrumentos de trabalho da Escola TécnicaGráfico de linhas e barras; Indicador relativo de força Media móvel, gráfico de volumes Gráfico de posições em aberto Gráfico ponto-figura Grafico de forca relativa Gráfico de Velas Gráfico Preço-quantidade Indicador Avanço declínio Eles permitem avaliar Tendência em séries de preços ou retornos das ações; Natureza dos investidores que atuam no mercado. Natureza cíclica das oscilações de preços. Importância dos volumes negociados. Em relação à periodicidade dos gráficos: A escala de tempo dos gráficos permite fazer análises em escalas anuais, mensais, semanais, diárias e os chamados intra-day, como os de 60 minutos, 30, 15, e até mesmo gráficos de 1 minuto. Quando fala-se de Gráfico de Barros Diário, por exemplo, afirma-se que cada barra existente naquele gráfico equivale a 1 dia de negociação; Se o gráfico for semanal, cada barra equivalerá a uma semana. E assim por diante. ANÁLISE FUNDAMENTALISTA = O mercado de ações é influenciado pelas forças compradoras e vendedoras dos investidores. Quando uma ação tem uma queda em suas cotações é porque a força vendedora superou a compradora e vice-versa. Mas, baseado em quê um investidor coloca suas ações à venda ou resolve comprar um determinado ativo? É aí que entra a Análise Fundamentalista! Ela busca avaliar as alternativas existentes para investimento, a partir: • do tratamento de informações obtidas junto às empresas através de seus informes contábeis e de um estreito contato com a mesma; • da análise do cenário macroeconômico; • dos efeitos destes na empresa analisada; • das características do setor ao qual a mesma está inserida. A análise de dados contábeis tem como principais fontes de informações o Balanço Patrimonial, o Demonstrativo de Resultado e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa. Uma das formas mais apropriadas para identificar as potencialidades e problemas das empresas é a análise desses instrumentos. A análise não deve, de maneira nenhuma, se restringir à simples observação dos números, que são dados estáticos que refletem o passado. É necessário buscar causas e consequências geradas pelos fatos. Uma proximidade maior com as empresas é importante, pois atrás de números contábeis existem pessoas, talentos e capacidades que devem ser conhecidas. Além disso, cada empresa produz bens e serviços e interagem com o ambiente externo. Neste momento é que entra o bom senso, a perspicácia e a sensibilidade do analista que formam o seu feeling. Basicamente, existem dois tipos de riscos que influenciam uma empresa: • risco específico ou diversificável - consiste na influência de fatores inerentes à própria empresa nos preços de seus ativos, tais como: concorrência, política de preços, fornecedores, carteiras de clientes, inadimplência etc. Este risco é amplamente estudado pela análise ampla falada anteriormente; • risco sistemático ou de conjuntura - é aquele em que fatores externos, que na maioria são variáveis macroeconômicas, influenciam o nível de preços. São eles: nível de taxa de juros, inflação, câmbio, preços de commodities etc. Esta influência se tornou mais marcante com a evolução da globalização e do rápido crescimento do fluxo de informações para os mercados. Não basta conhecer os dados de hoje, mas também as expectativas dos analistas macroeconômicos do mercado. Para realizar uma boa Análise Fundamentalista, é preciso saber qual o direcionamento da influência destes fatores nos preços das ações por nós analisadas. Primeiro se decide, depois as contas são feitas para medir a intensidade da influência. Por último, a análise setorial vem de uma mistura entre as duas análises anteriores. Na realidade, esta análise visa identificar as vantagens e desvantagens competitivas de uma empresa no setor em que atua, de acordo com dados setoriais da sua indústria. Resumindo: “O analista, para obter informações diferenciadas, precisa visitar a empresa e conhecer o mercado no qual atua. É recomendável, ainda, obter informações adicionais sobre o cliente através de associações de classe, fornecedores, funcionários da empresa, publicações especializadas e seus concorrentes”. Existem vários fatores que determinam o preço de uma ação no mercado, tais como: situação econômico-financeira da empresa; setor da atividade em que está inserida; cenário macroeconômico fatores externos de um mundo globalizado com o objetivo de tratar e analisar estes dados, os analistas fundamentalistas desenvolvem suas metodologias de avaliação, que visam apurar um preço justo (ou uma região de preços) para a ação, que será comparado ao preço de mercado e influenciará a tomada de decisão dos agentes/investidores. O preço de um determinado bem não reflete a expectativa e necessidade de todas as pessoas. Já o valor que cada um dá para um bem reflete os anseios tanto da pessoa que compra como da que vende. Por exemplo, uma fruta terá um valor intrínseco maior para alguém que não come há três dias do que para aquele que acabou de comer. No entanto, a mesma fruta terá preços diferentes em um supermercado popular e em um restaurante de alto nível. Geralmente, a Análise Fundamentalista pode se dar pela tentativa de projetar o fluxo de caixa futuro da empresa, fixando uma taxa de perpetuidade e uma outra para descontar este valor futuro para os dias de hoje. Em uma segunda abordagem, tem-se a análise comparativa de múltiplos financeiros e de mercado, em que os analistas visam recomendar determinada ação com base em uma comparação destes múltiplos, tais como: lucro por ação, valor patrimonial da ação, preço sobre lucro, payout, dividend yield. Em uma terceira abordagem, mais recente, os analistas visam projetar o quanto o administrador da empresa tem de capacidade de adicionar valor à mesma. Resumindo, a análise fundamentalista visa estabelecer o preço justo de uma ação através de dados que são imputados a uma determinada metodologia de avaliação influenciando, assim, a decisão do investidor. Há duas metodologias de Análise de empresas para precificação de ações. Análise de múltiplos financeiros: Consiste em calcular parâmetros ou índices financeiros de determinada empresa, tais como lucro por ação, valor patrimonial, preço valor patrimonial, preço sobre lucro, valor de mercado da empresa/lucro antes de taxas, impostos e depreciação, dividend yield. A partir da obtenção destes números, o analista faz uma comparação entre os demais concorrentes do setor com ações no mercado para fundamentar sua decisão. Esta comparação pode ser realizada também para empresas de setores diferentes da economia. FLUXO DE CAIXA DESCONTADO Esta metodologia é uma das mais utilizadas no mercado brasileiro. Trata-se de projetar o fluxo de caixa futuro das empresas com base nas informações disponíveis nos balanços das mesmas, estabelecer uma taxa de perpetuidade para esta projeção, e trazer a valor presente estas projeções com base numa taxa de desconto, que irá influenciar de maneira decisiva o resultado da projeção. Você aprenderá sobre essa metodologia com mais detalhes mais adiante. A análise fundamentalista influencia de forma importante a decisão de investimento do mercado financeiro. Quanto maior for a propensão a risco do agente, maior será a influencia desta analise. Para um gestor passivo de investimentos, essa análise não traz muita influência, pois para ele o mais importante é a diversificação dos seus investimentos. Ele se caracteriza pela busca de um retorno parecido com o do mercado e, para isso, direciona seus recursos para uma carteira de ações extremamente correlacionada com o mercado, reduzindo assim o risco de descolamento em relação ao retorno de mercado. Já para um gestor ativo de carteiras que baseia a sua análise na seleção de ações (stock picking), a Análise Fundamentalista é primordial! Ele busca um retorno acima do mercado e, para isso, busca as opções subavaliadas com base em suas análises. São questões importantes sobre a Análise Fundamentalista de ações: • preços dos ativos; • avaliação subjetiva; • metodologias BottomUp e Top Down. Além da tradicional abordagem do FCD, muitos analista fundamentalistas, principalmente depois do boom de tecnologia, vêm utilizando algumas metodologias diferenciadas. Uma das mai usadas ao longo dos últimos anos é a Análise de múltiplo. Este tipo de análise ganhou força por suas características de simplicidade, facilidade de cálculo e por tentar, de uma forma mais rápida, comparar empresas dentro de uma mesma metodologia. O uso desordenado destes múltiplos pode gerar algumas confusões por parte dos analistas. Na realidade, a tentação de ter uma ferramenta simples que traz resultados rápidos num mundo extremamente concorrido faz com que os analistas cedam e façam uso destes múltiplos, esquecendo da poderosa ferramenta do fluxo de caixa descontado. De qualquer forma maneira, como a maioria das coisas na vida, a utilização destas duas ferramentas em conjunto pode tornar a análise mais fundamentada e consistente. MÚLTIPLOS / PREÇO LUCRO = Indica o tempo de retorno do investimento, partindo-se da premissa teórica de que o lucro projetado para um ano se repetirá nos anos seguintes. Assume também um caráter de preço relativo, na medida em que seja disponível uma série de projeções para várias empresas em determinado ano. Dentre as razões para sua utilização, destacam-se a relação entre os preços pagos aos lucros atuais da empresa; a simplicidade de cálculo, tornando mais simples a comparação de ações; e, por fim, a vantagem de poder ser substituto de várias outras características da empresa (risco e crescimento). Na realidade, se o multiplo for calculado com seriedade o analista deverá medir tanto o crescimento quanto o risco para chegar ao lucro futuro que será utilizado na relação para cálculo do mesmo. A apuração mais simples se dá pela seguinte expressão: P/L= Preço de Mercado da Ação / Lucro por Ação (LPA) MÚLTIPLOS/PREÇO]VALOR PATRIMONIAL Compara o preço da ação com o patrimônio líquido da empresa. Na realidade, esta medida relaciona as expectativas futuras da empresa refletidas em seu preço de mercado com o total dos recursos investidos na mesma. É mais utilizado em sua versão para o acionista. Neste caso, há uma relação entre o valor de mercado da ação com a parcela de capital próprio (PL) da empresa. VANTAGENS • Característica de trazer uma medida relativamente estável e intuitiva de valor que pode ser comparada com o preço de mercado. • Fato de ser utilizado para se ter uma medida de sub ou supervalorização da empresa. • No caso de empresas que tem prejuízo, este múltiplo substitui bem o P/L que fica sem sentido neste caso. DESVANTAGENS • Fato de que valores contábeis, assim como os lucros são afetados por decisões da empresa sobre depreciação e outras variáveis. • Quando as decisões contábeis são muito diferentes entre as empresas, o múltiplo perde seu poder de comparação. • No caso de empresas de serviços, não é muito utilizado, pois o patrimônio é muito baixo e distorceria o resultado. Seu cálculo se dá por: P/VPA = Preço de Mercado da Ação / (Pat. Líq./quantidade de ações emitidas) MÚLTIPOS/VE / EBITDA VE/EBITDA = Valor da Empresa / Lucro antes do Juros, Impostos, Depreciação e Amortização É a relação Valor da Empresa/Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (earnings before Interest, Tax. Depreciation and Amortization). Também conhecido como Valor da Empresa/Geração Operacional de Caixa, é bastante utilizado pelos analistas e investidores na avaliação de ações porque elimina as diferenças contábeis e os itens não operacionais que a análise pelo P/L traz. O Valor da Empresa corresponde ao valor de mercado da ação (cotação x n de ações do capital) mais os empréstimos e financiamentos onerosos, menos as aplicações financeiras. A relação VE/EBITDA indica qual o prazo para retorno do capital total (próprio e de terceiros) assumindo-se que a empresa tem uma geração de caixa equivalente a indicada pelo IBITDA, em regime de perpetuidade. MÚLTIPLOS / DIVIDENDOS Uma das formas da empresa remunerar seus acionistas é pela distribuição de parte dos seus lucros, que são chamados de dividendos. Como este foi um valor gerado pelo resultado da empresa, quando pago seu montante deve ser reduzido do patrimônio liquido da mesma. Há dois múltiplos/índices de dividendos: Índice de payout: Para fazer uma análise do histórico de distribuição de dividendos de uma empresa calcula-se o Índice de Payout, que se dá pela relação entre os Dividendos / Lucro Líquido da empresa. Os segmentos mais maduros da economia tendem a distribuir uma maior parte do seu lucro. No Brasil, os casos mais evidentes são os setores de Bancos, Química, Siderurgia, Petróleo e Metalurgia. De outro lado, tem-se os setores de Telefonia Móvel, Elétrico, Varejo e Construção Civil. Nem sempre a empresa que tem um alto payout é a melhor opção para o investidor, pois quando uma empresa distribui grande parte do seu lucro é porque não tem um projeto para investir. Não seria melhor uma empresa que consiga reinvestir seus lucros com um retorno alto para seu acionista? Geralmente, as empresas mais novas necessitam de maiores investimentos e, pelo seu tempo de vida, não podem contar muito com os empréstimos bancários fazendo com que precise utilizar grande parte ou todo o seu lucro. Já as empresas mais antigas e de setores maduros distribuem mais dividendos e, por isso, são chamadas de “Vacas Leiteras ou Cash Cows”, pois não têm projetos lucrativos o suficiente para dar retorno ao seu acionista, reduzindo a necessidade de investimentos. Dividend Yield: Indica a remuneração por dividendos do acionista realizada sobre o capital investido (valor pago pela ação). Se os dividendos pagos por uma empresa em determinado exercício foram de $2,00/ação, sendo sua cotação média de suas ações no período de $20,00, seu dividend yield indica um retorno de 10%, ou seja $2,00/$20,00 Dividend yield = dividendos / preço de mercado da ação Os modelos estimativos do valor teórico de ações negociadas em bolsas de valores. Com base neste instrumental técnico, identifica-se a taxa requerida de retorno dos investimentos e, consequentemente o custo do capital próprio da empresa. AULA 09 – TELETRANSMITIDA Análise e Avaliação de ações Segundo Assaf , os modelos de avaliação procuram em essência projetar o comportamento futuro dos ativos financeiros, formulando previsões com relação às variações de seus preços no mercado. Basicamente são adotados dois critérios de análise para investimento em ações: análise técnica e análise fundamentalista. A Análise Técnica é a ciência que busca com base em dados passados, gerados pelo próprio mercado, projetar o futuro dos preços. Concentra-se no estudo do comportamento das massas que atuam nos mais diversos mercados para prever os preços de ações, índices, moedas, commodities e etc. ANÁLISE TÉCNICA Os primeiros registros do modelo ocidental de análise datam do período entre 1900 e 1902, com uma série de reportagens publicadas no Wall Street Journal por Charles H. Dow. Desses artigos derivaram-se os conceitos fundamentais da Análise Técnica: Conceitos fundamentais da Análise Técnica. Os índices precificam tudo. O mercado move-se em tendências e não de forma aleatória, fato que permite projetarmos os preços. O futuro repete o passado. O volume negociado sempre acompanha a tendência. Os principais objetivos da Escola Técnica são : - Identificar oportunidades de operações atraentes; - Otimizar ingressos e saídas do mercado; - Determinar limites de oscilação nos preços e - Estabelecer estratégias de risco. Os principais instrumentos de trabalho da Escola Técnica são: Gráfico de Linhas e Barras; Gráfico de Velas - Candle; Média Móvel, Gráfico de Volumes; Gráfico de posições em aberto; Gráfico Ponto-Figura; Gráfico de Força Relativa; Gráfico Preço-Quantidade Esses instrumentos permitem avaliar : - Tendências em séries de preços ou retornos das ações; - Natureza dos investidores que atuam no mercado - Natureza cíclicadas oscilações de preços e - Importância dos volumes negociados. Pontos Positivos A idéia de que o mercado é o melhor “precificador” de ativos. Precisão das informações Antecipação de Eventos e Tendências Facilidade na adoção de estratégias operacionais Massificação da ferramenta de análise, conseqüência do avanço e popularização da informática (e da internet) Pontos Negativos Boa parte do mercado considera uma escola com visão simplista. Falta de credibilidade perante parcela dos investidores. Margem à manipulação em ativos com pouca liquidez . Em análise Gráfica nunca se pretende encontrar o topo da montanha nem o fundo do poço. Gráfico de Barras Os gráficos de barras trazem ainda mais informações referentes ao comportamento do mercado. No gráfico de barras temos acesso aos preços de abertura, de máxima, de mínima e de fechamento em cada período. Os gráficos de Candle trazem as mesmas informações contidas no gráfico de barras. Entretanto, a exibição de tais informações sofre alterações, que irão ser definidas através do comportamento dentro de cada candle (período). Apesar de só ter sido difundido nos EUA e no restante do mundo ocidental a partir de 1989, esse é o tipo de gráfico mais antigo de que se tem conhecimento. Datam de 1750 os primeiros livros que faziam referência ao estudo do mercado de arroz no Japão realizado pela família Homma. Periodicidade dos Gráficos A escala de tempo dos gráficos permite que façamos análises tanto em escalas anuais quanto em mensais, semanais, diárias e os chamados “intra-day”, como os de 60 minutos, 30, 15, 5 e até mesmo gráficos de 1 minuto. Quando citamos o termo Gráfico de Barras Diário, por exemplo, estamos afirmando que cada barra existente naquele gráfico equivale a 1 dia de negociação. Conceito de Análise Fundamentalista A Análise Fundamentalista busca avaliar as alternativas existentes para investimento, a partir do tratamento de informações que são obtidas junto às empresas através de seus informes contábeis e de um estreito contato com a mesma, da análise do cenário macroeconômico, dos efeitos destes na empresa analisada e por fim pelas características do setor ao qual a mesma está inserida. Com o objetivo de tratar e analisar os dados, os analistas fundamentalistas desenvolvem suas metodologias de avaliação. Essas metodologias visam apurar um preço justo (ou uma região de preços) para a ação, que será comparado ao preço de mercado e influenciará a tomada de decisão dos agentes/investidores. Geralmente a Análise Fundamentalista pode se dar pela tentativa de projetar o fluxo de caixa futuro da empresa fixando uma taxa de perpetuidade e uma outra para descontar este valor futuro para os dias de hoje. Numa outra abordagem, tem-se a análise comparativa de múltiplos financeiros e de mercado. Na análise comparativa de múltiplos financeiros e de mercado, os analistas visam recomendar uma determinada ação em função de uma comparação destes múltiplos tais como: lucro por ação, valor patrimonial da ação, preço sobre lucro, payout, dividend yield e outros. Influências mais observadas pelos analistas no dia a dia Rentabilidade da Empresa Influências do Setor de Atuação Taxa de Juros da Economia Desempenho Econômico do País Metodologias de Análise de Empresas para precificação de ações : Análise de Múltiplos Financeiros – Consiste em calcular parâmetros ou índices financeiros de uma determinada empresa tais como lucro por ação, valor patrimonial, preço valor patrimonial, preço sobre lucro, valor de mercado da empresa/lucro antes de taxas, impostos e depreciação, dividend yield, e outros. A partir da obtenção destes números, o analista faz uma comparação entre os demais concorrentes do setor com ações no mercado para fundamentar sua decisão. Esta comparação pode ser realizada também para empresas de setores diferentes da economia. Fluxo de Caixa Descontado – Esta metodologia é uma das mais utilizadas no mercado brasileiro. Trata-se de projetar o fluxo de caixa futuro das empresas, com base nas informações disponíveis nos balanços das mesmas, estabelecer uma taxa de perpetuidade para esta projeção e trazer a valor presente estas projeções com base numa taxa de desconto que irá influenciar de maneira decisiva o resultado da projeção. Metodologias Bottom Up Na realidade este tipo de nomenclatura vem da língua inglesa: análise de baixo para cima (bottom up) – que parte do princípio de analisar a empresa a partir de seus dados econômico-financeiros utilizando os dados de cenário macroeconômico apenas para subsidiar a operacionalização de seu modelo de avaliação. Top Down é a análise de cima para baixo, (top down) isto é, aquela que parte de pressupostos de cenário para fundamentar a recomendação de uma empresa. Ex: alta do dolar e taxas de juros altas. ÍNDICES DE PREÇO LUCRO Este índice indica o tempo de retorno do investimento, partindo-se da premissa teórica que o lucro projetado para um ano se repetirá nos anos seguintes. A apuração mais simples se dá pela seguinte expressão: P/L = Preço de Mercado da Ação / Lucro por Ação (LPA) Preço/Valor Patrimonial É um múltiplo que compara o preço da ação com o patrimônio líquido da empresa. Na realidade esta medida relaciona as expectativas futuras da empresa refletidas em seu preço de mercado com o total dos recursos investidos na mesma. Seu cálculo se dá por: P/VPA = Preço de Mercado da Ação / (Pat. Liq./quantidade de ações emitidas) EV/EBITDA = Valor da Empresa / Lucro antes do Juros, Impostos, Depreciação e Amortização. É a relação Valor da Empresa/Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Earnings before Interest, Tax, Depreciation and Amortization). Também conhecido como Valor da Empresa/Geração Operacional de Caixa, é um múltiplo bastante utilizado pelos analistas e investidores na avaliação de ações porque elimina as diferenças contábeis e os itens não-operacionais que a análise pelo P/L traz. Indicadores de Dividendos Uma das formas da empresa remunerar seus acionistas é pela distribuição de parte dos seus lucros, que são chamados de dividendos Para fazer uma análise do histórico de distribuição de dividendos de uma empresa calcula-se o Índice de Payout que se dá pela relação entre os Dividendos / Lucro Líquido da empresa. Os segmentos mais maduros da economia tendem a distribuir uma maior parte do seu lucro. No caso brasileiro, os casos mais evidentes são os setores de Bancos, Elétrico, Siderurgia, Petróleo, etc. Já as empresas mais antigas e em setores maduros distribuem mais dividendos e por isso são chamadas de empresas “Vacas Leiteras ou Cash Cows”, pois não tem projetos lucrativos o suficiente para dar retorno ao seu acionista, reduzindo a necessidade de investimentos. Dividend Yield = ________Dividendos___________ Preço de mercado da Ação Indica a remuneração por dividendos do acionista realizada sobre o capital investido ( valor pago pela ação). Se os dividendos pagos por uma empresa em determinado exercício foram de $ 2,00/ ação, sendo sua cotação média de suas ações no período de $ 20,00, seu dividend yield indica um retorno de 10%, ou seja $ 2,00/ $20,00. Modelo de Crescimento de Gordon O modelo relaciona o valor de uma ação com seus dividendos esperados no próximo período de tempo, com a taxa exigida de retorno da ação e com a taxa de crescimento esperada dos dividendos. Fluxo de Caixa Descontado Este com certeza é o passo mais complexo de um analista fundamentalista. É o estado da arte da análise. Conseguir através da análise de n variáveis definir um fluxo de caixa futuro para a empresa, assim como a perpetuidade e a taxa de desconto que será utilizada para chegar ao preço justo de uma empresa. PJ = FC1 / (1+r) + FC2 / (1+r)2 + FC3 / (1+r)3 + FC4 / (1+r)4 + (FC5 x (1+g)) / ((r-g) x (1+r)5). Onde, FC1, FC2, FC3, FC4, FC5 – Fluxos de caixa nos anos de 1 a 5, (1+r), (1+r)2 , (1+r)3 , (1+r)4 , (1+r)5 r = Taxas de Desconto dos anos 1 a 5 g = Taxade Perpetuidade com crescimento. AULA 10 –CONTEUDO ON LINE MERCADO DE DERIVATIVOS A Bolsa de Mercadorias & Futuros é o mercado formalmente estabelecido para negociar os diversos instrumentos futuros. Como as demais bolsas de valores, a BM&F cumpre suas funções básicas, tais como: • oferecer facilidades para a realização dos negócios e controle das operações; • permitir a livre formação dos preços; dar garantias às operações realizadas; e • oferecer mecanismos de custódia e liquidação dos negócios. São derivativos agropecuários disponíveis na BM&F: • açúcar cristal; • etanol; • boi gordo; • café arábica; • milho; • soja. São derivativos financeiros disponíveis na BM&F: • ouro; • índices; • taxas de câmbio; • taxas de juro; • títulos da dívida externa; • termo; • swaps; • opções flexíveis. Até aqui, pode-se concluir que: Se a formação de preços no mercado de derivativos está sujeita à variação de preços de outros ativos no mercado à vista, os derivativos não são a causa, mas o efeito, pois derivam desses mercados. Os derivativos representam a forma de negociar a oscilação de preços dos ativos, sem haver, necessariamente, a negociação física do bem ou da mercadoria. Embora haja muita discussão sobre a questão da especulação com derivativos, o que se pode afirmar é que sua utilização aumenta na velocidade com que os agentes de mercado trocam de posição, ou seja, migram do ativo A par ao ativo B, sem ter de se desfazer do ativo A. BENEFÍCIOS OFERECIDOS PELOS DERIVATIVOS Existem muitas aplicações para derivativos, mas é importante saber que os derivativos são poderosos instrumentos de transferência do risco, permitindo que empresas e indivíduos tenham um fluxo de caixa mais previsível e, portanto, com mais planejamento. São benefícios oferecidos: • Derivativos agrícolas - este mercado de derivativos responde a uma necessidade genuína da comercialização de determinadas mercadorias. Por exemplo, nos Estados Unidos, a colheita de trigo é realizada apenas durante algumas semanas, enquanto o consumo do cereal ocorre o ano todo. Então, alguém precisa carregar a mercadoria, até que seja consumida por inteiro, arcando com os custos de aquisição, armazenagem e transporte, e sujeitando-se aos riscos das variações de preço. Somente o mercado de derivativos pode oferecer ao agricultor (que pretende vender sua produção assim que efetuar a colheita pelo melhor preço) e ao processador/usuário do produto (que espera comprar o produto no decurso do ano pelo melhor preço) os meios de garantir sua necessidade de fixação de preço, por meio de operações de hegding. • Grandes volumes de capital de risco são atraídos. O mercado de derivativos possibilita mecanismos eficientes para que os especuladores forneçam o capital indispensável à absorção das mudanças nos níveis de preços das mercadorias. Visibilidades de preços. Embora as alterações nos preços futuros das mercadorias sejam rápidas e contínuas, a interação permanente de compradores e vendedores, em um mercado competitivo e aberto, estabelece velozmente quanto cada mercadoria vale, a todo o momento. Como os preços são disseminados instantaneamente para a sociedade, o menor usuário do mercado sabe tanto quanto seu maior concorrente qual o valor exato da mercadoria que pretende vender ou comprar. • O custo da mercadoria para o público diminui. O hedge (proteção) permite ao produtor e ao processador da mercadoria operar com custos mais baixos. Esse ganho operacional, na maioria das vezes, é repassado ao consumidor. • O custo de financiamento dos estoques cai. As instituições financeiras preferem financiar estoques a taxas menores a quem faça hedge (proteção). • Derivativos financeiros – a principal aplicação dos derivativos financeiros diz respeito à possibilidade de proteção (hedge). • Empresas que tenham contratos de exportação, importação ou que, de alguma forma, possuam créditos a receber ou obrigações a cumprir em moedas estrangeiras podem proteger-se contra variações adversas na moeda que impactem negativamente seus ativos e passivos. A mesma situação ocorre com empresas que estejam sujeitas às taxas de juros internacionais ou que queiram proteger-se da volatilidade dessas taxas. Investidores individuais e fundos de investimento financeiro possuidores de carteiras de ações podem utilizar os derivativos de índice de ações para proteger o valor de suas carteiras diante das oscilações de preço das ações. Os derivativos não padronizados, ou seja, os contratos negociados em balcão, cujas especificações (tais como preços, quantidades, cotações e locais de entrega) são determinadas diretamente entre as partes contratantes não são intercambiáveis. Dificilmente, o participante conseguirá transferir sua obrigação a outro, porque esse contrato foi negociado para satisfazer às necessidades dos participantes que o celebraram, de modo que as partes ficam amarradas umas às outras até a data de vencimento do contrato. Já os derivativos padronizados, ou seja, os contratos padronizados e negociados em bolsa, são muito líquidos porque, sendo uniformes, atendem às necessidades de todos os participantes do mercado. Tais contratos são intercambiáveis, podendo ser repassados a outros participantes a qualquer momento. Uma posição em derivativos pode ser definida como o saldo líquido dos contratos negociados pelo mesmo contratante para a mesma data de vencimento. O participante abre uma posição quando assume uma posição comprada ou vendida em determinado vencimento que anteriormente não possuía. Classifica-se um participante, de acordo com sua posição líquida em determinado vencimento, como: • vendido (short) - se o número de contratos vendidos for maior que o número de contratos comprados, sua posição será vendedora; ou • comprado (long) - se o número de contratos vendidos for menor que o número de contratos comprados, sua posição será compradora. A posição líquida é fixada para um único vencimento do mesmo contrato. Liquidação das operações com derivativos As operações com derivativos não padronizados são liquidadas diretamente entre as partes contratantes. Os riscos de não cumprimento das obrigações dos contratos são assumidos por ambas as partes, sem o amparo de sistema de garantia que assegure o cumprimento do contrato. Já as operações com derivativos padronizados são liquidadas em câmaras de compensação ligadas às bolsas ou sistemas de negociação, cuja estrutura de garantias assegura o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelas partes. Independentemente da operação ser padronizada ou não, há duas formas de liquidação. Liquidação financeira: É feita por diferença financeira. Utiliza-se o preço de referência no dia de vencimento do contrato e registra-se uma venda para o comprador original e uma compra para o vendedor original. A diferença apurada é liquidada entre as partes, sem que haja entrega física do ativo negociado. Liquidação Física: O negócio é liquidado mediante a entrega física do ativo negociado. A liquidação física, mais comum nos mercados agropecuários e de energia, consiste na entrega física do ativo em negociação na data de vencimento do contrato. Em muitas situações, essa liquidação pode ser muito dispendiosa ou, ainda, indesejável, pois o participante pode não ter nenhum interesse pelo ativo-objeto, sendo seu único intuito a obtenção do valor do diferencial entre a compra e a venda desse ativo (especuladores). Nesses casos, ele opta pela liquidação financeira. FINALIDADE DOS DERIVATIVOS Os derivativos podem ter quatro finalidades. Conheça cada uma delas clicando nos itens. Hedge (proteção): Proteger o participante do mercado físico de um bem ou ativo contra variações adversas de taxas, moedas ou preços. Equivale a ter uma posição em mercado de derivativos oposta à posição assumida no mercado à vista, para minimizar o risco de perda financeira decorrente de alteração adversa de preços. Alavancagem: Diz-se que os derivativos têm grande poder de alavancagem,já que a negociação com esses instrumentos exige menos capital do que a compra do ativo à vista. Assim, ao adicionar posições de derivativos a seus investimentos, você pode aumentar a rentabilidade total destes a um custo mais barato. Especulação: Tomar uma posição no mercado futuro ou de opções sem uma posição correspondente no mercado à vista. Nesse caso, o objetivo é operar a tendência de preços do mercado. Arbitragem: Tirar proveito da diferença de preços de um mesmo produto/ativo negociado em mercados diferentes. O objetivo é aproveitar as discrepâncias no processo de formação de preços dos diversos ativos/mercadorias e entre vencimentos. Tipos de mercados derivativos Acompanhe no esquema os quatro tipos de mercados derivativos e suas diferenças. Atenção, alguns analistas não consideram os swaps uma modalidade de derivativo devido a sua semelhança com o mercado a termo. Acompanhe, a seguir, detalhes de cada um desses tipos de mercado. TIPOS DE MERCADOS DERIVATIVOS Como o Mercado futuro é uma evolução do Mercado a termo, iremos conceituá-los juntos. MERCADO FUTURO: Tal como no contrato a termo, no contrato futuro você se compromete a comprar ou a vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço estipulado para liquidação em data futura. Os contratos futuros são negociados somente em bolsa. A principal diferença é que, no Mercado a termo, os compromissos são liquidados integralmente nas datas de vencimento. Já no Mercado futuro, esses compromissos são ajustados financeiramente às expectativas do mercado acerca do preço futuro daquele bem, por meio do procedimento de ajuste diário (que apura perdas e ganhos). O mecanismo de funcionamento do mercado futuro imprimiu característica importante na negociação para liquidação futura: a competitividade. A homogeneidade dos produtos, a transparência e a velocidade das informações, bem como a livre mobilidade de recursos permitem que os preços se ajustem conforme as leis de mercado, ou seja, de acordo com as pressões de oferta e procura. Como os participantes podem entrar e sair do mercado a qualquer momento, os futuros tornaram-se muito importantes para as economias em face de sua liquidez. MERCADO A TERMO: Tal como no contrato a termo, no contrato futuro você se compromete a comprar ou a vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço estipulado para liquidação em data futura. Os contratos futuros são negociados somente em bolsa. A principal diferença é que, no Mercado a termo, os compromissos são liquidados integralmente nas datas de vencimento. Já no Mercado futuro, esses compromissos são ajustados financeiramente às expectativas do mercado acerca do preço futuro daquele bem, por meio do procedimento de ajuste diário (que apura perdas e ganhos). O mecanismo de funcionamento do mercado futuro imprimiu característica importante na negociação para liquidação futura: a competitividade. A homogeneidade dos produtos, a transparência e a velocidade das informações, bem como a livre mobilidade de recursos permitem que os preços se ajustem conforme as leis de mercado, ou seja, de acordo com as pressões de oferta e procura. Como os participantes podem entrar e sair do mercado a qualquer momento, os futuros tornaram-se muito importantes para as economias em face de sua liquidez. O que são contratos padronizados? São contratos que possuem estrutura previamente padronizada por regulamentação de bolsa, estabelecendo todas as características do produto negociado, como cotação, data de vencimento, tipo de liquidação e outras. A padronização dos contratos é condição imprescindível para que a negociação possa ser realizada em bolsa. Imagine um pregão no qual cada um dos participantes negociasse determinado tipo de boi ou café com cotações e unidades de negociação diferentes. A negociação de pregão seria impraticável. Graças à padronização, os produtos em negociação se tornam completamente homogêneos, tornando indiferente quem está comprando ou vendendo a mercadoria. Todas as condições sob as quais os ativos serão transferidos de uma contraparte para outra são estabelecidas por meio das especificações do contrato, definidas pela bolsa. Apenas dois itens podem variar na BM&F: o número de contratos ofertados e o preço negociado entre as partes. Os contratos padronizados por regulamentação de bolsa são muito mais líquidos, pois, sendo uniformes, atendem às necessidades de todos os participantes do mercado. Assim, nenhum participante precisa carregar sua posição até a data de vencimento, podendo encerrar sua posição a qualquer momento, desde a abertura do contrato até a data de vencimento. Esse encerramento é feito por meio de uma operação inversa à original, que é o mesmo que transferir sua obrigação a outro participante. As principais especificações dos contratos são: • objeto de negociação: é a descrição do ativo cuja oscilação de preços está em negociação. Exemplo: café, dólar, boi; • cotação: é a unidade de valor atribuída a cada unidade física da mercadoria em negociação. Exemplo: reais por saca, reais por dólares; • unidade de negociação: é o tamanho do contrato. Exemplo: o tamanho do contrato de café é de 100 sacas de 60 kg, o do dólar é de US$50.000,00; • meses de vencimento: meses em que serão liquidados os contratos; • liquidação: forma pela qual o contrato será liquidado. O que é ajuste diário? É o mecanismo de equalização de todas as posições no mercado futuro, com base no preço de compensação do dia, resultando na movimentação diária de débitos e créditos nas contas dos clientes, de acordo com a variação negativa ou positiva no valor das posições por eles mantidas. Assim, os participantes recebem seus lucros e pagam seus prejuízos de modo que o risco assumido pela câmara de compensação das bolsas se dilua diariamente até o vencimento do contrato. O ajuste diário é uma das grandes diferenças entre o mercado futuro e a termo. No Mercado a termo, há um único ajuste na data de vencimento, de maneira que se acumula toda a perda para o último dia. Logo, o risco de não cumprimento do contrato é muito maior do que nos mercados futuros, em que os prejuízos são acertados diariamente. O que é margem de garantia e qual a sua função? A margem de garantia é um dos elementos fundamentais da dinâmica operacional nos mercados futuros, pois assegura o cumprimento das obrigações assumidas pelos participantes. Os preços futuros são influenciados pelas expectativas de oferta e demanda das mercadorias e de seus substitutos e complementares. Tais expectativas alteram-se a cada nova informação, permitindo que o preço negociado em data presente para determinado vencimento no futuro varie para cima ou para baixo diariamente. Para mitigar o risco de não cumprimento do contrato futuro gerado por eventual diferença entre o preço futuro negociado previamente e o preço à vista no vencimento do contrato, os mercados futuros desenvolveram o mecanismo do ajuste diário, em que vendedores e compradores acertam a diferença entre o preço futuro anterior e o atual, de acordo com elevações ou quedas no preço futuro da mercadoria. A margem de garantia requerida pela câmara de compensação é necessária para a cobertura do compromisso assumido pelos participantes no mercado futuro. Para que você entenda o processo de formação de preços, acompanhe a relação entre o preço à vista e o futuro, que pode ser explicada pela seguinte expressão: PF = PV × (1 + i)n + CC + E onde: PF = preço futuro PV = preço a vista i = taxa de juro diária n = número de dias a decorrer até o vencimento CC = custo de carregamento (frete, estocagem etc.) E = componente de erro Exemplo Considere que determinada mercadoria seja negociada por R$100,00 no mercado à vista, que a taxa de juros esteja em 20% ao ano, que o custo de estocagem seja de R$3,00 por mês para a mercadoria e que o custo de corretagem seja de R$0,25 por operação. Quanto deve ser o preço do contrato futuro dessa mercadoria cujovencimento ocorrerá daqui a 45 dias? Aplicando a fórmula: PF = 100 × (1,20)45/252 + [3 × (45/30)] + 2 × 0,25 = R$108,309 O contrato futuro deverá ser cotado por R$108,309. Se a cotação for diferente, os arbitradores serão atraídos e sua atuação restabelecerá o equilíbrio de preços, levando a cotação a tal ponto que anule qualquer lucro com a arbitragem. Quais os tipos de contratos financeiros? • Mercado Futuro de Taxa de Juros O mercado futuro de DI (depósito interbancário) de um dia foi idealizado para melhor oferecer cobertura ao risco de oscilação de uma das variáveis mais importantes da economia, a taxa de juros. As taxas de juros refletem não só a integração entre oferta e demanda, como também o próprio comportamento da economia, desemprego, inflação, recessão, etc., sendo mais um mecanismo de controle de política monetária utilizado pelo governo através das operações de open market do Banco Central. O risco embutido nos movimentos de oferta e demanda de recursos dentro da economia gera uma extrema volatilidade das taxas de juros, sendo a sua negociação nos mercados futuros um instrumento de fabuloso potencial, de proteção e ganhos financeiros. O contrato futuro de DI de um dia, é cotado em PU (Preço Unitário), que reflete a variação na taxa esperada para um período futuro e é referenciado na taxa média calculada pelo Cetip - Centro de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos. Essa taxa reflete o custo médio praticado nas operações de taxa de disponibilidade de recursos entre instituições financeiras para curtíssimo prazo. A negociação é feita de acordo com as expectativas deste custo médio, acumulado desde o dia de negociação até o dia do vencimento do contrato. • Contrato Futuro de Índice Bovespa O mercado acionário brasileiro desenvolveu-se muito nos últimos anos. As Bolsas de Valores ganharam o interesse dos investidores, que vieram atraídos pelas novas oportunidades de ganhos. Operando no mercado futuro de índice, o investimento pode diminuir ou eliminar o risco sistêmico, fazendo seu hedge contra uma desvalorização do seu portfólio ou defendendo-se para que uma possível alta de preços não venha a frustrar seus objetivos. A montagem de Operações de Financiamento no Mercado Futuro do Ibovespa Consiste na aquisição de ações no mercado à vista e simultânea venda de contratos futuros sobre o Ibovespa. Tais operações têm por objetivo fixar um retorno para valor no mercado à vista, como se fosse uma aplicação em título de renda fixa. Uma operação de financiamento perfeita ocorreria se o investidor adquirisse no mercado todas as ações componentes da carteira teórica do Ibovespa, na proporção em que elas participam nessa carteira. Uma conveniente alternativa para o investidor está em montar uma carteira de ações que, embora não complete todas as ações integrantes do índice BOVESPA, apresente comportamento semelhante em termos de rentabilidade decorrente dos preços das ações no mercado à vista. Uma das referências para a montagem dessa carteira é a própria composição da carteira Teórica do Ibovespa e a participação relativa de cada ação. Por exemplo, admita que um investidor tenha adquirido, em determinada data, 10 contratos futuros de índice Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a 10.800 pontos. Em razão de uma valorização das cotações no mercado à vista, o investidor decide fechar sua posição (vender o contrato com vencimento futuro) no mesmo dia, a 11.300 pontos, numa operação denominada de day trade. Sabe-se que o valor do ponto de cada contrato vale $ 5,00. Quais os principais resultados da operação? • Venda de 10 contratos futuros: 11.300 pontos • Compra dos 10 contratos futuros: 10.800 pontos • Diferença: 500 pontos • Resultado bruto: 500 pontos x 5,00 x 10 contratos: $25.000,00 Desse valor, deve-se ainda ser deduzido o custo de corretagem, geralmente mais baixo por se tratar de uma operação de um dia (day trade). Pelo reduzido prazo de operação, não é exigido do investidor o depósito inicial de garantia da operação. • Operação Straddle (travada) Equivale à compra e venda de um mesmo contrato futuro para diferentes datas de vencimento, prevendo o investidor diferenças nos preços de negociação nos diferentes de liquidação. Por exemplo, admita um investidor que tenha adquirido 10 contratos futuros de índices de ações para julho a 14.700 pontos. O investidor vende os contratos para agosto a 17.200 pontos. Para fechar essa operação, o investidor vende 10 contratos para julho a 17.400 pontos, e adquire também 10 contratos para agosto a 19.100 pontos. Admita que o valor de cada contrato seja de $ 5,00. Quais os principais resultados da operação? Operacional inicial: • Vendas de 10 contratos para julho: 17.400 pontos • Compra de 10 contratos para julho: 14.700 pontos • Diferença: 2.700 pontos • Resultado bruto: 2.700 pontos x 10 contratos x $ 5,00 = $ 135.000 Operação de fechamento: • Venda de 10 contratos para agosto: 17.200 pontos • Compra de 10 contratos para agosto: 19.100 pontos • Diferença: –1.900 pontos • Resultado bruto: –1.900 pontos x 10 contratos x $ 5,00 = –$ 95.000 • Resultado final: $ 135.000 – $ 95.000 = $ 40.000 MERCADO DE OPÇÕES Opção é um direito de optar por comprar ou vender algum ativo em determinada data, por um preço pré-estabelecido. Existem dois tipos de opções: • de Compra (call) – é o direito de comprar o ativo, por determinado preço, se o investidor desejar; esse tipo está subdividido em Titular de opção de compra e Lançador coberto de opção de compra. • de Venda (put) – é o direito de vender o ativo, por um determinado preço, se o investidor desejar; esse tipo está subdividido em Titular de opção de venda e Lançador coberto de opção de venda. Pode-se: • comprar opção de compra; • comprar opção de venda; • vender opção de compra; • vender opção de venda; • combinar opções de compra com opções de venda. Quanto ao dia do exercício há dois tipos de opções: • americana – permite o exercício do direito em qualquer dia, até o dia do vencimento; • europeia – o exercício somente pode ser exercido no dia do vencimento. Para lançar uma opção, o lançador deve pedir autorização na BOVESPA. O lançamento de opções pode oferecer lucros ao aplicador que acredita em determinada variação no nível de preços. Acompanhe quais os contratos de opções negociados no Brasil. Na BOVESPA: • opções de ações; • opções sobre o Ibovespa; • opções sobre o IBrX. Na BM&F: • ouro; • futuro de Ibovespa; • taxa de câmbio; • taxa de juros. Uma opção é um instrumento financeiro que transpassa o nível da renda variável. Não é raro empresas emitirem títulos de dívida com uma cláusula de opção atrelada a eles. Podem ser opções de compra, quando o emissor tem o direito de recomprar o título se assim o desejar, em data e com preço pré-definidos, ou opções de venda, quando o investidor adquire o direito de vender o título à empresa emitente, se assim desejar, em data e com preço pré-definidos. Agora, conheça detalhes do MERCADO DE SWAP. SWAP significa troca. É um instrumento de hedge e gestão de risco, não tem como finalidade levantamento de fundos e é uma das formas de mercado derivativo mais conhecidas. Os swaps são normalmente usados como instrumento para casamento de prazos e indexadores de dívidas, permitindo essa cobertura a custos menores. O Mercado de Swap é regido por acordos estabelecidos entre duas partes, visando uma troca de fluxos de caixa futuros por um certo período de tempo, obedecendo a uma metodologia de cálculo previamente definida. Ao se permutar fluxos de caixa associados a moedas internacionais, um agente assume a obrigação da variação de certa moeda e recebe fluxos de caixa expressos em outra moeda. Na verdade, se apura o valor líquido dos fluxos de pagamentos e recebimentos que as empresas fariam. Esse valor é medido pelo saldo líquido dos encargos financeiros e o capital não entra na permuta. Exemplo 1: suponha que um investidor tenha uma dívida em dólares e uma aplicação em DI. Ele pode ir ao bancoe solicitar que seja feito um swap de indexador, de DI para dólares. Neste caso, ele está apostando que o dólar vai valorizar mais do que a taxa de juros DI e o banco estará na posição inversa. Fazer swap é uma forma de se proteger contra movimentos inesperados. Exemplo 2: um indexador tem um ativo que rende 98% do CDI e uma dívida indexada ao IGPM. Ele tem medo que o IGPM dê uma grande subida e descole do CDI, ocasionando perdas no seu patrimônio. Então ele faz um swap de CDI para IGPM. Com isso, troca uma rentabilidade em CDI por outra em IGPM. Esse procedimento pode acarretar ganhos menores, caso o CDI renda acima do IGPM. Entretanto, ele se encontra protegido caso ocorra o oposto, não tendo perdas. AULA 10 - TELETRANSMITIDA Mercado de Derivativos Segundo Assaf, “ derivativos são instrumentos financeiros que se originam (dependem) do valor de um outro ativo tido como referência.” Um contrato de derivativo não apresenta valor próprio, derivando-se do valor de um bem básico (commodities, ações, taxas de juros, etc.). Da definição anterior, pode-se tirar a seguinte conclusão: os derivativos são instrumentos financeiros cujos preços estão ligados a outro instrumento que lhes serve de referência. Por exemplo: o mercado futuro de petróleo é uma modalidade de derivativo cujo preço depende dos negócios realizados no mercado a vista de petróleo, seu instrumento de referência. O contrato futuro de dólar deriva do dólar a vista; o futuro de café, do café a vista, e assim por diante. Em resumo, o uso de derivativos no mercado financeiro oferece, entre outras vantagens: maior atração ao capital de risco, permitindo uma garantia de preços futuros para os ativos; criar defesas contra variações adversas nos preços; estimular a liquidez do mercado físico; melhor gerenciamento do risco e, por conseguinte, redução dos preços dos bens; realizar negócios de maior porte com um volume relativamente pequeno de capital e nível conhecido de risco. A BMFBovespa é o mercado formalmente estabelecido para negociar os diversos instrumentos futuros. Como as demais bolsas de valores, o BM&F cumpre suas funções básicas de oferecer facilidades para a realização dos negócios e controle das operações, permitir a livre formação dos preços, das garantias às operações realizadas e oferecer mecanismos de custódia e liquidação dos negócios. Assim sendo chegamos às seguintes conclusões: – se a formação de preços no mercado de derivativos está sujeita à variação de preços de outros ativos no mercado a vista, os derivativos não são causa, mas efeito, pois derivam desses mercados; – os derivativos representam a forma de negociar a oscilação de preços dos ativos, sem haver, necessariamente, a negociação física do bem ou da mercadoria. Tipos de mercados derivativos São quatro: a termo, futuro, de opções e de swap. Alguns analistas não consideram os swaps uma modalidade de derivativo devido a sua semelhança com o mercado a termo. Posição em derivativos O participante abre uma posição quando assume uma posição comprada ou vendida em determinado vencimento que anteriormente não possuía. Classifica-se um participante em vendido (short) ou comprado (long) de acordo com sua posição líquida em determinado vencimento. Se o número de contratos vendidos for maior que o número de contratos comprados, sua posição será vendedora (short); caso contrário, a posição será compradora (long). É importante frisar que a posição líquida é fixada para um único vencimento do mesmo contrato. Exemplo Suponha que o participante tenha comprado 30 contratos futuros de taxa de câmbio reais por dólar para vencimento em abril e vendido a mesma quantidade de contratos para maio. Qual é sua posição líquida? Esse participante assumiu posição comprada para abril em 30 contratos e vendida para maio em 30 contratos. Se esse participante tivesse comprado 30 contratos de dólar para março e vendido 20 contratos de dólar para esse mesmo vencimento, qual seria sua posição líquida? A posição líquida seria comprada em 10 contratos para março. O encerramento da posição em derivativos ocorre por meio de uma operação de natureza inversa à original (compra ou venda). Dessa forma, o participante transfere seus direitos e obrigações a outro participante. Liquidação das operações com derivativos As operações com derivativos padronizados são liquidadas na câmara de compensação ligada à BMF ou a sistemas de negociação cuja estrutura de garantias garante o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelas partes. Independentemente de a operação ser padronizada ou não, há duas formas de liquidação: financeira e física. Finalidades dos derivativos Hedge (proteção) Alavancagem Especulação Arbitragem Participantes do mercado de derivativos Hedger O objetivo do hedger é proteger-se contra a oscilação de preços. A principal preocupação não é obter lucro em derivativos, mas garantir o preço de compra ou de venda de determinada mercadoria em data futura e eliminar o risco de variações adversas de preço. Arbitrador O arbitrador é o participante que tem como meta o lucro, mas não assume nenhum risco. Sua atividade consiste em buscar distorções de preços entre mercados e tirar proveito dessa diferença ou da expectativa futura dessa diferença. A estratégia do arbitrador é comprar no mercado em que o preço está mais barato e vender no mercado em que está mais caro, lucrando um diferencial de compra e venda completamente imune a riscos, porque sabe exatamente por quanto irá comprar e vender. Especulador O especulador é um participante cujo propósito básico é obter lucro. Diferentemente dos hedgers, os especuladores não têm nenhuma negociação no mercado físico que necessite de proteção. Sua atuação consiste na compra e na venda de contratos futuros apenas para ganhar o diferencial entre o preço de compra e o de venda, não tendo nenhum interesse pelo ativo-objeto. Benefícios oferecidos pelos derivativos Derivativos agrícolas. Grandes volumes de capital de risco são atraídos Visibilidades de preços O custo da mercadoria para o público diminui O custo de financiamento dos estoques cai Proteção para carteiras de ações Mercados Futuros Tal como no contrato a termo, o investidor se compromete a comprar ou a vender certa quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um preço estipulado para liquidação em data futura . O que são contratos padronizados São contratos que possuem estrutura previamente padronizada por regulamentação de bolsa, estabelecendo todas as características do produto negociado, como cotação, data de vencimento, tipo de liquidação e outras. A padronização dos contratos é condição imprescindível para que a negociação possa ser realizada em bolsa. Imagine um pregão no qual cada um dos participantes negociasse determinado tipo de boi ou café com cotações e unidades de negociação diferentes. Quais são as principais especificações dos contratos? Objeto de negociação Cotação Unidade de negociação Liquidação O que é ajuste diário é o mecanismo de equalização de todas as posições no mercado futuro, com base no preço de compensação do dia, resultando na movimentação diária de débitos e créditos nas contas dos clientes, de acordo com a variação negativa ou positiva no valor das posições por eles mantidas. O que é margem de garantia e qual é sua função? A margem de garantia é um dos elementos fundamentais da dinâmica operacional dos mercados futuros, pois assegura o cumprimento das obrigações assumidas pelos participantes. Mercado Futuro de Taxa de Juros O mercado futuro de DI (depósito interbancário) de um dia foi idealizado para melhor oferecer cobertura ao risco de oscilação de uma das variáveis mais importantes da economia, a taxa de juros O contrato futuro de DI de um dia, é cotado em PU (preço unitário), sendo que o PU reflete a variação na taxa esperada para um período futuro, e é referenciado na taxa média calculada pelo Cetip - Centro de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos . ContratoFuturo de Índice Bovespa Operando no mercado futuro de índice, o investimento pode diminuir ou eliminar o risco sistêmico, fazendo seu hedge contra uma desvalorização do seu portfólio ou defendendo-se para que uma possível alta de preços não venham a frustrar seus objetivos. Mercado de Opções Opção é um direito de optar por comprar ou vender algum ativo em determinada data, por um preço pré-estabelecido. Existem dois tipos de opções: Opção de Compra (call) – é o direito de comprar o ativo, por um determinado preço, se assim desejar o investidor. Opção de Venda (put) – é o direito de vender o ativo, por um determinado preço, se assim desejar o investidor. Conceitos básicos utilizados no Mercado de Opções: Titular Ativo-objeto Opção de Compra Opção de Venda Lançador Prêmio Preço de Exercício Data de Vencimento Séries de uma Opção Opção descoberta Swap significa troca. É um instrumento de hedge e gestão de risco, não tendo como finalidade levantamento de fundos e é uma das formas de mercado derivativo mais conhecidas. Os swaps são normalmente usados como instrumento para casamento de prazos e indexadores de dívidas, permitindo essa cobertura a custos menores. Os swaps podem ser realizados diretamente entre duas empresas não financeiras, entre uma Instituição Financeira e uma empresa não financeira, ou, ainda, entre duas Instituições Financeiras. Nos casos em que há a participação de Instituição Financeira, o swap poderá estar sendo realizado como estratégia da Instituição, ou, para repassar posições de swap assumidas com outras empresas (ou Instituições Financeiras). SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL RISCO DE CRÉDITO RISCO DE CRÉDITO Mercado primário de ações Mercado secundário de ações 4 AULA 6 Mercado secundário de ações 7 AULA 6 Mercado secundário de ações 26 Tabela de Corretagem Intervalos Financeiros Variável Parte Fixa R$ Até R$ 135,07 0,0% 2,70 De R$ 135,08 até R$ 498,62 2,0% 2,70 De R$ 498,63 até 1.514,69 1,5% 2,49 De R$ 1.514,70 até R$ 3.029,39 1,0% 10,06 Acima de R$ 3.029,39 0,5% 25,21 AULA 6 RISCO, RETORNO E MERCADO RISCO, RETORNO E MERCADO RISCO, RETORNO E MERCADO RISCO, RETORNO E MERCADO RISCO, RETORNO E MERCADO Análise e Avaliação de ações Análise e Avaliação de ações A instrução CVM 409 e demais atualizações, contempla os seguintes tipos de fundos, classificados de acordo com a composição de suas carteiras: Fundo de Curto Prazo; Fundo Referenciado; Fundo de Renda Fixa; Fundo de Ações; Fundo Cambial; Fundo de Dívida Externa; e Fundo Multimercado. Análise e Avaliação de ações P0 = Valor da ação DEA1 = Dividendos esperados daqui a 1 ano r = Taxa de desconto requerida pelo investidor g = Taxa de crescimento perpétua dos dividendos Mercado de Derivativos Indicadores de Dividendos Uma das formas da empresa remunerar seus acionistas é pela distribuição de parte dos seus lucros, que são camados de dividendos Para fazer uma análise do histórico de distribuição de dividendos de uma empresa calcula-se o Índice de Payout que se dá pela relação entre os Dividendos / Lucro Líquido da empresa. Mercado de Derivativos