Resenha - FAMÍLIAS E INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO
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Resenha - FAMÍLIAS E INSTITUIÇÃO DE ACOLHIMENTO


DisciplinaPsicologia Jurídica/ Eca14 materiais444 seguidores
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ALD EÍNE MART INS OL IVE IR A
RA: C 484H G9
FALI AS E IN S TITU IÇ ÃO D E ACOLH IME NT O
Alin e Cardos o Siqueira, Josiane Lei berknec ht W athier Abaid e Déb ora Dalbos c o
Dell’Ag io
As fam íli as em vul nerabi li dade soci al tem pro vocad o di scursões a
resp eito das p olíti cas b li cas pa ra a ga rantia d e seus di rei tos. E ssas famíli as
tem si do o centro da s po ti cas p úbli cas e no rmal me nte e nfre ntam vi olê nci as
urba nas, domesti cas, miséri a e ntre o utros proble mas. D e nt re essas fam íli as em
si tuação de vul nerab ili dade , e ncontra-se um gra nde número de fam íli as
chefia das por m ul heres .
D ados do IB GE i ndi cam u m co nsi deráve l a umento a nua l de m ul heres
resp on ve is por sua s fam íli as, po uco mais da metade delas se mantem como
renda me nsal d e mei o salário m íni mo per capi ta. Esses dad os aponta m que
mui tas das fam íli as chefiad as por mul heres vi vem em si tuação de pobreza e
mi séria , associ ados a o desempreg o, bai xa escolari dade e até mesmo a
presença de do ença s f ísicas o u me nta l, d e ntre o utros fatores q ue i nf l ue nci am
di retamente a quali dade de vi da dessa s fam íli as. De ssa manei ra, de vi do à falta
de recurso e o ut ras li mi taçõe s q ue coloca m essas fam íli as em sit uação de
vul ne rab ili dade , pode ser prej udi car ta mbém a ed uca ção dos fi l hos de vi do a
falta de i ns tr uçõe s e até de rec ursos . Po rém e impor te não ge ne ra li zar o fa to de
que tod a fam íli a em si tuação de pob reza negli ge nci a a educa ção de seus
fi lhos , a fa m íli a tem a f unçã o de pro mo ver co ndi ções adeq uad as ao
desen vol vi me nto d e s eus memb ros. Na vi são si stêmica a fam íli a se est r ut ura
de a cordo com em sua s necessi dade s, se torna ndo uma estr ut ura ade q ua da
para o se u dese nvol vi me nto .
A cria ção dos fi lhos está asso ciad a a fo r ma como as fi g uras pare ntai s
foram ed ucadas na infânci a, de aco rdo co m o concei to de m ultigeraci ona li dade ,
as repeti ções e perpetuaçã o de si tuações q ue ocorrem d e nt ro da fam íli a, são
deriva dos de expe ri ênci as vi ve nci adas na infâ nci a. D esse modo , víti mas de
vi olê nci a na i nfâ nci a pod em ap resentar um padrão i na dequad o basead o nas
experi ênci as vi vi das como forma para so l uci onar se us prob lemas. Neste
sentido é i mportante que a fam íli a ten ha rec ursos pa ra for necer ap oio
emocio nal e so cial , uma ve z q ue a fam íli a e co nsi derad a a pri mei ra relação de
apoi o da criança a qual te m a cap acid ade de a umentar a competê nci a
i nd ivi dua l da cri ança e refo rçar a a utoimagem e a autoco nfiança li ga das aos
sentime ntos de be m estar. A atra vés do suporte soci al e familiar a cri ança pod e
desen vol ver me lho res rec ursos para e nf re ntar processos de adap ta ção e
si tuações de es tresse.
Em relação as cria nças i nsti t uci ona li za da s, essas ap rese ntam
percepções de fam íli as i deali za das e s uper valo riza s , sem a p resença de
conf li tos fami li ares. E ssas id eali zaçõe s podem ser fruto de um proce sso
adap ta ti vo e resta u rador em re lação as fam íli as fragi li zad as e u ma associ ação
di cotômica exi stente entre o que é vi venci ado e o que é pensa do . Já na
percepção do s se rvi dores dos abrig os, exi ste um posi cio namento cri ti co de que
as fam íli as d as cri anças i nsti t uci ona li zadas são i nca paze s de cui das de seus
fi lhos .
Antes d a cria ��ão d o E statuto d a C ri ança e d o A dolescente EC A, a s
cri anças afastadas de s uas fa m íli as eram insti t uci o nali zas e m abrig os que
segui am o códi go de me no res o q ual nortea va os jo ve ns com base na
di scip li na, com o ob jetivo de forne cer os m íni mos de ali mentação , ed ucaçã o e
moradi a, não ha vendo preoc up ação com a s i ndi vi d ualidad es e laço s fami li are s.
Essa s instit ui ções, devi do ao se u método rigo roso de e duca ção, ca usa vam
dano s ao dese nvo l vi mento da s cria nças , co mo proble mas de comporta mento,
psi copatolo gia s e d ificuldades com a vi da.
C om a criação do EC A propôs -se um no vo ol ha r as cri anças e
adolescentes , vi sto então como s ujei to de di rei to e de veres. O ab ri go seg undo
o ECA é uma medi da espe cial que deve ser apli cada sempre que o s d irei to s d a
cri ança forem ameaçad os ou vi olados. Essa s i nstitui ções ap ós serem
reg ula me ntad as pelo E CA também obti ve ram a lte rações desde sua est r ut ura
f ísica passa ndo a se preocupa nd o em resp eitar a i ntimid ade das cri anças, a té
deli mi tand o o p er íodo em q ue essas cri a nça s e a do lescentes p erma ne ceri am
nas i ns tit ui ções, sa lvo e m casos e spec íficos, p rocurand o semp re for talecer os
lações fami li ares.
C om tudo ai nda se tem objeti vos a serem a lcançados de ntro das
i nstit ui ções, a e xe mplo da vi são assi stenci ali sta , e a té mes mo falta de preparo
dos funci oná rios. O ut ro aspe cto consi dera nd o ne gati vo são as mães so ciai s,
devi do à al ta rotati vi dade destas c ui dad oras e a au nci a de p reparo.
C RITIC A
O texto abo rda assuntos relaci onado s aos di rei tos d as cri anças ,
chama ate nção pa ra os cui dados ad equado s q ue essa s cri ança s d eve m te r em
seu sei o familiar ou e m i nstit ui ções de ab ri go. A i nstitui ção por s ua ve z
segundo o ECA é um l ugar pro vi sório ond e a cria nça fi ca sob a p roteçã o do
Estado pa ra garantia d e se us di rei tos q ue foram vi olados ou ameaçad os d eve
ser um ambie nte capa z d e forne cer ap oio aos jove ns e cri anças que ti veram
seus direi tos a meaçados.
E i mporte ressaltar que o vi nc ulo fami li ar e sempre a rela ção mai s
i mportante da c riança e do a dolesce nte, po r ta nto de ve se r ma ntid o ou
ree sta beleci do atra vé s de proteções d ent ro d as poli ti cas bli cas. E ssa s
cri anças em vulne rabi li dad e mui tas das ve zes e ntão sob o c ui dado d e fa mi li ai s
chefiad as por mulhe res, que a cabam não conseg ui ndo garantir os m íni mos,
devi do m ui tas ve zes à fa lta de escolarida de m íni ma e nt re o utros fa tores.
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