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ESPECIAL CENTRO OESTE As páginas a seguir trazem informações específicas sobre a sua região para você fazer as melhores escolhas UNIVERSIDADES CONFIRA O PERFIL DAS MAIORES INSTITUIÇÕES DOS QUATRO ESTADOS QUE COMPÕEM O CENTRO-OESTE MELHORES CURSOS CONHEÇA ALGUMAS DAS GRADUAÇÕES MAIS BEM AVALIADAS DA REGIÃO ESCOLHA PROFISSIONAL UMA LISTA DE INSTITUIÇÕES QUE OFERECEM ORIENTAÇÃO VOCACIONAL MERCADO DE TRABALHO OS SETORES MAIS PROMISSORES E AS PROFISSÕES RELACIONADAS A ELES ILUSTRAÇÃO: JULIANO AUGUSTO/45JJ 2 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE MERCADO DE TRABALHO A TERRA DO AGRONEGÓCIO Motores da economia regional, o campo e as indústrias associadas a ele apresentam boas chances de empregabilidade C om o maior rebanho bovino do país e papel de destaque na produção e na exportação de algodão, cana-de-açúcar, feijão, frango, milho e soja, o Centro- Oeste continua oferecendo boas opor- tunidades de trabalho para formados em Agronomia, Engenharia Agrícola, Medicina Veterinária e Zootecnia. O agronegócio, que sempre foi o motor da região, é um dos principais respon- sáveis por esses resultados. Goiás foi o estado que mais criou vagas de emprego formal entre janeiro e junho de 2015, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. Na quarta posição do ranking está o Mato Grosso. “A indústria ligada ao agronegócio mantém o bom desempenho, com des- taque para a área de vendas técnicas”, diz Dilze Percilio, presidente da dire- toria executiva da seccional de Goiás da Associação Brasileira de Recursos Humanos. Fabricação de máquinas e de equipamentos agrícolas, produção de rações e os segmentos farmacêutico e de alimentos também se mantêm estáveis. Isso se traduz em vagas para adminis- tradores, especialistas em Logística e Marketing, engenheiros ambientais e de produção, economistas, contadores, psicólogos e tecnólogos em Gestão de Recursos Humanos. Uma prova dessa oferta de vagas é que a região continua atraindo pro- fissionais oriundos de todo o país. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Goiânia MERCADO AQUECIDO Um dos destaques da economia de Goiás é a produção de medicamentos D IV U LG A Ç Ã O 3GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL é, juntamente com Brasília, a capital do país que mais atrai migrantes. O setor de Tecnologia da Informação, especialmente forte no Distrito Fede- ral, é outro que continua contratan- do bacharéis e tecnólogos. Para quem acabou de se graduar em Ciência da Computação, Engenharia da Compu- tação, Sistemas de Informação e para os tecnólogos na área, como Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação, Redes de Computadores, Segurança da Informa- ção e Sistemas para Internet, há vagas. Agronegócio e indústria Mato Grosso e Mato Grosso do Sul já são conhecidos como celeiros do Bra- sil e tradicionalmente empregam, em fazendas e cooperativas, engenheiros agrônomos e agrícolas, veterinários e zootecnistas, além de graduados em cursos voltados à gestão de agrone- gócios. Agora é a vez de as empresas familiares de Goiás viverem seu impor- tante momento de profissionalização. Isso tem ampliado o número de vagas e incentivado cada vez mais profissionais qualificados de outras partes do país a se mudarem para o estado. Há também oportunidades para formados em Comércio Exterior e Relações Internacionais, que são re- quisitados para lidar com questões im- portantes, como legislação aduaneira. Fábricas de equipamentos agrícolas, ração, fertilizantes e medicamentos ve- terinários da região contratam ainda bacharéis e tecnólogos das áreas técnicas do agronegócio para atuar com vendas. A indústria de alimentos e bebidas local recruta engenheiros e tecnólogos em Alimentos e engenheiros químicos para atuar especialmente no controle de qualidade. Em Aparecida de Goiânia, em Goiás, fica a maior planta da Pepsico do mundo e, em Goiânia, a JBS Friboi. Em Lucas do Rio Verde, no Mato Gros- so, está a maior unidade da América Latina da BRFoods. Em Jataí, em Goiás, será instalada nos próximos anos uma nova fábrica de refrigerantes e uma pro- dutora de ovos. As marcas regionais de alimentos também encontram espaço, especialmente entre as classes B e C. “O setor farmacêutico é forte em Goi- ás”, diz Leonardo Massuda, sócio-di- retor da Asap Recruiters, em Goiás. Há vagas para jovens biólogos, biomédicos, engenheiros químicos e farmacêuticos. O destaque é a cidade de Anápolis, que reúne um polo de 39 empresas. Entre elas, estão Teuto, Geolab e Neo Química. No setor de cosméticos, há fábricas da Hypermarcas em Anápolis, Senador Canedo e Aparecida de Goiânia. A cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, tradicional sede da in- dústria de celulose, deve receber inves- timentos em cinco projetos industriais, o que garante boas perspectivas nas áreas de produção de celulose e fabri- cação de cimento e de latas. Boa notícia para engenheiros químicos, químicos e tecnólogos em Papel e Celulose e Pro- cessos Químicos. Maior produtor nacional de algodão, o estado do Mato Grosso anunciou que busca investimentos para avançar tam- bém na indústria têxtil. Atualmente, o maior entrave para que esse setor deslanche são questões associadas à área de logística. Energia e combustíveis Um dos braços da indústria de ener- gia que mais crescem no país atual- mente é o da bioeletricidade, ou seja, a eletricidade gerada pela queima de biomassa (resíduos agrícolas, como o bagaço de cana, por exemplo). Em 2014, ela representou mais de 4% do consumo nacional de eletricidade, com picos de 7% nos períodos de seca. O Mato Grosso do Sul, onde atuam grandes grupos, como Cosan e Biosev, é o ter- ceiro maior gerador do Brasil. Isso abre chances para a atuação de engenhei- ros de energia, engenheiros elétricos e tecnólogos em Sistemas Elétricos e Energias Renováveis. No segmento de hidrelétricas, a en- trada em funcionamento, em 2015, da Teles Pires, no Mato Grosso, deve atrair RIQUEZA NO CAMPO As grandes fazendas de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul respondem pela maior parte da produção agrícola do país A área de Tecnologia da Informação é forte no Distrito Federal. Em Goiás, destaque para a indústria de alimentos C R IS TI A N O M A R IZ 4 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE novos investidores para a região e, por consequência, aumentar a oferta de em- prego. Boas chances, portanto, para en- genheiros civis, eletricistas, industriais, ambientais, de segurança do trabalho e de produção, além de pessoal espe- cializado em Administração, Logística, Marketing e Gestão. No município de Rio Verde, em Goiás, está localizada a NexSteppe, startup americana especializada no desenvol- vimento de sementes para a produção de biocombustíveis. Recém-inaugurado em Rondonópolis, no Mato Grosso, o terminal de armazenagem e distribui- ção de combustíveis da Raízen ( joint ventre entre Shell e Cosan) gera em- pregos especialmente para tecnólogos em Biocombustíveis. Tecnologia da Informação O Distrito Federal tem o terceiro maior mercado de TI do país (estima- se que movimente R$ 5 bilhões por ano), muito em função da informatiza- ção de serviços e processos dos órgãos públicos. Mais de 600 empresas do segmento, incluindo grandes nomes como Capgemini, Cisco Systems, IBM, Microsoft e Oracle, contam com escri- tórios na capital. E a cidade continua atraindo novos negócios. No final de 2014, a empresa catarinen- se Teltec Solutions, voltada a soluções de tecnologia, inaugurou uma filial. A expectativa é que o Parque Tecnológico Cidade Digital amplie ainda mais as contratações.“A área mais aquecida é a de pesquisa e desenvolvimento de novos softwares e produtos”, diz a psi- cóloga Rita Brum, sócia-diretora da Rhaiz RH, em Brasília. Atualmente, profissionais de Tecno- logia da Informação qualificados, como engenheiros eletrônicos, de telecomu- nicações e de computação, analistas de sistema e tecnólogos em redes de computadores, encontram vagas com bons salários. Para esses profissionais, há oportuni- dades ainda nas empresas e indústrias do estado de Goiás. Por ali ganha im- portância também a área de marketing digital, aumentando as chances não só para profissionais de tecnologia como também para designers gráficos. Turismo e construção civil O ecoturismo e atividades como trilhas, exploração de cavernas e es- caladas são o destaque dos estados do Centro-Oeste, especialmente Mato Grosso, que concentra os biomas Cer- rado, Pantanal e Amazônia, e Mato Grosso do Sul. Para ter uma ideia do potencial da região, em 2014, o núme- ro de turistas estrangeiros que visi- taram o Mato Grosso do Sul cresceu 50% em relação ao ano anterior. Isso aquece o mercado de trabalho para profissionais de Turismo, Hotelaria e Gastronomia em agências de viagem, bares, restaurantes, hotéis, transporte e planejamento. Em Goiás, o município de Caldas Novas é famoso pelas águas termais e concentra uma grande quantidade de hotéis. Mas o turismo de negócios está cada vez mais fortalecido. A inau- guração do Centro de Convenções de Anápolis, o maior do Centro-Oeste, promete aumentar o numero de feiras e congressos e, consequentemente, o fluxo de visitantes. Com isso, deve ser aquecida a demanda por administra- dores, graduados em Marketing e tra- dutores e intérpretes para garantir a infraestrutura dos serviços. Na área da construção civil, um setor ainda com fôlego nos quatro estados da região é o da construção de prédios e residências de luxo, que atualmente concentra as oportunidades para arqui- tetos, engenheiros civis, eletricistas e de segurança no trabalho. box ECOTURISMO EM ALTA A região de Bonito (MS) é um importante polo de turismo, atividade econômica com peso na região O setor de turismo está cada vez mais fortalecido na região, ampliando a procura por formados na área E LA IN E IA N IC E LL I 6 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE MELHORES CURSOS NO CAMPO E NA INDÚSTRIA Os cursos mais bem avaliados formam profissionais para setores importantes da economia regional O agronegócio é o carro-chefe da economia do Centro- Oeste. Por isso, não sur-preende que a região se destaque pela existência de cursos de primeira de Agronomia, Engenharia de Alimentos e Zootecnia, especialmente em Mato Grosso do Sul e Goiás. Esse estado abriga também um dos mais tradicionais e conceituados bacharela- dos em Farmácia do país, que acaba de completar 70 anos. E vale, ainda, men- cionar a graduação em Engenharia de Energia, ofertada em Brasília, a primeira do gênero na região. Confira a seguir os melhores cursos do Centro-Oeste, segundo a Avaliação de Cursos Supe- riores do GUIA DO ESTUDANTE 2015. AULAS EM CAMPO Estudantes de Agronomia da UnB desenvolvem atividades didáticas na fazenda-escola AGRONOMIA UnB O curso de Agronomia da Univer- sidade de Brasília (UnB) completa 50 anos em 2015. A presença estratégica da graduação na capital nacional, onde importantes decisões relativas ao setor agropecuário são tomadas, é, para o co- ordenador Everaldo Anastacio Pereira, um de seus atrativos. “A proximidade com órgãos públicos relevantes dos setores agrícola e de produção animal abre boas oportunidades para nossos engenheiros agrônomos, que podem atuar como formuladores e executores de políticas públicas voltadas a este mercado”, diz Pereira. O curso da UnB também se destaca por sua infraestrutura, composta de uma fazenda-modelo e uma ampla rede de laboratórios (de sementes, adubos, quí- mica e física do solo e nutrição animal, entre outros), onde os alunos podem re- alizar estudos, atividades práticas e pes- quisas. O bacharelado também participa de um programa de intercâmbio com países do Mercosul, que prevê o envio de cinco alunos por semestre para uma temporada de estudos em universidades da Argentina, do Chile, do Uruguai, da Bolívia e do Paraguai. ENGENHARIA DE ALIMENTOS UFG Além de ser o celeiro nacional, o Cen- tro-Oeste também abriga um importante parque industrial alimentício. Não por acaso, a Universidade Federal de Goiás (UFG) tem um dos melhores cursos de Engenharia de Alimentos do país, focado na formação de profissionais que aten- dam a demanda das indústrias da região. A graduação é dividida em duas etapas (básica e profissionalizante) e dá ênfase às disciplinas práticas, que representam 40% da grade curricular. A maior parte dessas atividades é desenvolvida em la- boratórios, como os de processamentos de alimentos, de embalagens e de apro- veitamento de resíduos e subprodutos. Os estudantes podem pôr em prática o conhecimento aprendido na empresa júnior da escola, que presta consultoria a pequenos e médios empreendimentos. “Nosso objetivo é aproximar os alunos do mercado e, ao mesmo tempo, dividir com o setor privado os conhecimentos gerados na UFG”, explica a coordenadora Adriana Régia Cornélio. Atividades de pesquisa e extensão são feitas em parceria com instituições nacionais e internacionais, como a Universidade de Salamanca e o Instituto de Agroquimica y Tecnologia de Alimentos, ambos na Espanha. D IV U LG A Ç Ã O 7GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ENGENHARIA DE ENERGIA UnB Único do gênero na região, o curso de Engenharia de Energia da Universidade de Brasília (UnB) foi criado em 2008 e é ministrado no campus Gama, que concentra graduações da área de tec- nologia. A forte carga teórica é uma de suas marcas. Nem por isso, a prática fica de fora, como explica a coordenadora Juliana Petrocchi. “Para complementar a formação, os estudantes devem fazer estágio obrigatório em empresas do setor”, diz ela. “Temos também disci- plinas laboratoriais em que os alunos aprendem a fazer de desenhos técnicos até simulações de sistemas energéticos complexos”, conta. As atividades de pesquisa na área de energia são realizadas de forma mul- tidisciplinar, em conjunto com alunos dos demais cursos do campus, como engenheiros eletrônicos, aeroespaciais e de software. O curso tem convênio de intercâmbio com universidades france- sas e conta com uma empresa júnior, que presta consultoria energética para órgãos públicos da capital federal. FARMÁCIA UFG As carreiras da área da saúde são es- senciais em qualquer região do país. No Centro-Oeste, o curso de Farmá- cia da Universidade Federal de Goiás (UFG), que completou 70 anos em 2015, se destaca dos demais. Desde cedo, os estudantes são estimulados a pôr em prática nos laboratórios da escola e na farmácia universitária os conhecimentos aprendidos em sala de aula. Ao longo da graduação, para conhecer a profissão de perto, eles devem estagiar em unidades básicas de saúde, farmácias hospitalares e equipes multiprofissionais do Progra- ma Saúde da Família. A escola tem convênios com indústrias farmacêuticas, de cosméticos e alimen- tos para o desenvolvimento de pesquisas. “A fim de preparar os estudantes para o mercado de trabalho, promovemos pa- lestras de profissionais dessas empresas que, geralmente, recebem nossos alunos para o estágio de final do curso”, conta a coordenadora Telma Alves Garcia. ZOOTECNIA UFMS O Mato Grosso do Sul concentra um dos maiores rebanhos bovinos do país, o que dá uma dimensão da importância do profissional dessa área. Muitos des- ses especialistas são formadosno curso de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), um dos melhores da modalidade no país. A prática dos alunos começa no primeiro semestre, quando cursam disciplinas que envolvem aulas em laboratório e manejo de animais na fazenda-escola. Além disso, os estudantes têm a opor- tunidade de estar em contato com o dia a dia da profissão desenvolvendo atividades em propriedades rurais e na empresa júnior da faculdade, que presta consultoria a produtores da região. Para preparar os formandos para o mundo do trabalho, o curso promove eventos de recrutamento e feiras de trai- nee. Neles, empresas do setor indicam o perfil ideal do profissional e realizam palestras sobre programas de estágio. A faculdade também sedia o Encontro sobre Zootecnia do Mato Grosso do Sul, onde universitários, professores e profissionais debatem a realidade do setor. Outro destaque da graduação são os projetos de extensão, como o Viva Ovi- nocultura Mulher, que oferece cursos de capacitação para mulheres que trabalham com a criação de ovelhas. “Iniciativas como essa contribuem para a geração de trabalho e renda em comunidades rurais e, ao mesmo tempo, para o incremento da produção”, diz a coordenadora Karina Márcia Ribeiro de Souza. UCDB O curso de Zootecnia da Universida- de Católica Dom Bosco (UCDB) está passando por uma reformulação e irá agregar ao curículo temas atuais liga- dos à carreira. “Um exemplo disso é a nova disciplina Conservação de Solo e Água, que aborda temas importantes num momento em que o mundo todo fala em sustentabilidade”, destaca a coordenadora Milena Wolff Ferreira. A instituição tem laboratórios de nu- trição animal, de análise de alimentos e de solo, de tecnologia de carne e de leite. As aulas práticas ocorrem na fazenda- escola, que tem criações de peixes, ove- lhas e gado. Em parceria com a Embrapa Gado de Corte, a faculdade faz pesquisa e promove cursos para complementar a formação dos estudantes. Há ainda parcerias com o setor privado para vi- sitas técnicas a indústrias de laticínios, frigoríficos e propriedades de produção animal da região. � MÃO NA MASSA No curso de Zootecnia da UCDB, os alunos têm aulas práticas desde cedo D IV U LG A Ç Ã O 8 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE UNIVERSIDADES INOVAÇÃO NA SALA DE AULA As maiores universidades da região investem em novas metodologias de ensino a fim de capacitar seus alunos para a realidade do trabalho As principais instituições de Ensino Superior da Região Centro-Oeste adotam meto-dologias inovadoras na sala de aula e buscam facilitar a inserção de seus alunos no mercado de trabalho. Progra- mas de extensão e projetos de pesquisa, especialmente aqueles voltados às áreas de Meio Ambiente e Saúde, reforçam a integração com as comunidades nas quais estão inseridas. A internacionaliza- ção, por meio de intercâmbios realizados por convênios ou pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, é cada vez mais incentivada. Nesta reportagem, traçamos o perfil das oito maiores universidades da região, sendo uma pública e uma privada de cada estado. O critério usado foi o nú- mero de alunos na graduação presencial, segundo o Censo da Educação Superior 2013 do Ministério da Educação (MEC). Conheça, a seguir, as principais carac- terísticas de cada uma delas. DISTRITO FEDERAL UNIVERSIDADE CATÓLICA DE BRASÍLIA (UCB) A fim de estimular práticas inovadoras e empreendedoras de seus estudantes, a UCB planeja revisar sua estrutura or- ganizacional em 2016. “Os projetos dos cursos serão revitalizados para incorpo- rar as novas tendências de mercado”, diz o pró-reitor acadêmico Daniel Rey de Carvalho. Segundo ele, a preparação dos estudantes para o mundo do trabalho começa cedo na universidade. “Desde o início, nossos cursos criam as condições para que o jovem desenvolva habilida- des e competências valorizadas pelo mercado, como iniciativa, criatividade, determinação e vontade de aprender”, conta o pró-reitor. Práticas inovadoras Um exemplo desse esforço foi a cria- ção, em 2014, da Agência de Inovação e Empreendedorismo, cujo objetivo é fomentar um ambiente de difusão de práticas inovadoras e articular parcerias com o governo e o setor privado. Outra iniciativa nesse sentido é a incubadora tecnológica de empresas, cuja missão é apoiar o desenvolvimento de micro e pequenos negócios. Internacionalização Um aspecto valorizado na UCB é a ex- periência internacional de seus estudan- tes. Nos últimos cinco anos, 200 alunos fizeram parte de seus estudos no exterior graças a programas patrocinados pela instituição ou a parcerias com o governo federal, como o Ciência sem Fronteiras, com organismos internacionais, como o Universitários Mercosul, e com entidades privadas, como o Programa Santander Universidades, do Banco Santander. O vestibular da universidade é semes- tral. A instituição adota a nota do Enem apenas para vagas remanescentes. A UCB é credenciada no Fies e no Prouni e facilita o ingresso dos candidatos por meio da oferta de bolsa. A UCB EM RESUMO Fundação: 1974 Campus: Taguatinga e Brasília Cursos de graduação: 38 Alunos da graduação: 16.818 Professores da graduação: 764 (46% mestres; 26% doutores) FOCO NO MERCADO Alunos em sala de aula da Universidade Católica de Brasília (UCB), que vai modernizar sua estrutura em 2016 D IV U LG A Ç Ã O 10 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UNB) Inaugurada em 1962, apenas dois anos após a fundação de Brasília, a UnB é reconhecida pelo ensino de excelência. A maioria de seus cursos é avaliada pelo Ministério da Educação (MEC) com as notas 4 e 5, em uma escala que vai de 1 a 5. O conceito considera o desempe- nho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a titulação dos professores, os recursos didático-pedagógicos e a infraestrutura. Intercâmbio A universidade incentiva o inter- câmbio internacional de seus alunos e é a instituição de Ensino Superior brasileira com o terceiro maior número de alunos no Ciência sem Fronteiras. No total, 2.676 estudantes da UnB já participaram do programa. Programas de estágio Para facilitar o ingresso dos estudan- tes no mercado de trabalho, a UnB tem convênios com empresas e órgãos públi- cos de Brasília para estágio em diversas áreas. Já o Centro de Apoio ao Desenvol- vimento Tecnológico oferece disciplinas de empreendedorismo e conta com uma incubadora de empresas. O vestibular ocorre duas vezes por ano. No primeiro semestre, metade das vagas é distribuída pelo Sisu e o restante pelo programa de avaliação seriada. Pelo sistema, o aluno faz uma prova ao término de cada um dos três anos do Ensino Médio e concorre a uma vaga com a média das notas obtidas. No segundo semestre, o ingresso se dá por provas e redação. A partir de 2016, metade das vagas será destinada a estudantes da rede pública. A UNB EM RESUMO Fundação: 1962 Campi: Brasília, Ceilândia, Gama e Planaltina Cursos de graduação: 101 Alunos da graduação: 29.837 Professores da graduação: 2.234 (11% mestres; 89% doutores) GOIÁS PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS (PUC GOIÁS) Criada em 1959, a PUC Goiás tem dois destaques para 2016. O primeiro é o término da implantação de uma nova forma de organização acadêmica e administrativa, batizada de Escolas, que irá estimular a integração entre os cursos, favorecendo a interdisciplina- ridade e a inovação. Centro de Convenções A segunda novidade é o início das operações do novo Centro de Conven- ções, com um teatro para 2,6 mil pesso- as. “Com uma estrutura moderna, ele iráviabilizar um intenso calendário de eventos científicos, técnicos e culturais”, diz o reitor, Wolmir Therezio Amado. Atividades práticas A preparação dos alunos para a rea- lidade do trabalho começa cedo. Des- de os primeiros anos da graduação, os estudantes participam de atividades práticas, que simulam situações reais de mercado. A universidade aposta em parcerias com empresas e agências pú- blicas para viabilizar estágios. No campo da internacionalização, a PUC Goiás mantém convênios com 48 universidades de 16 países. Busca também ampliar a cooperação com agências de fomento para viabilizar a cooperação internacional de professo- res, pesquisadores e estudantes. Novos alunos O processo seletivo é semestral e há diferentes sistemas de ingresso: ves- tibular, nota do Enem (exceto para Medicina) e vestibular social. Este úl- timo é destinado a alunos de escola pública e que vivem em condições de vulnerabilidade. Uma vez aprovado, o estudante recebe bolsa de 50% do valor da mensalidade. A instituição participa do ProUni e do Fies. A PUC GOIÁS EM RESUMO Fundação: 1959 Campi: Goiânia (7) Cursos de graduação: 43 Alunos da graduação: 25.674 Professores da graduação: 1.673 (55% mestres; 19% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS (UFG) A UFG passa por um processo de expansão, que culminou com a inaugu- ração, em 2015, de seu sexto campus, em Aparecida de Goiânia. A nova unidade oferece graduações em Engenharia de Produção, Engenharia de Transportes e Geologia. Outro campus, em Cidade Ocidental, no entorno de Brasília, está em processo de implantação. INTERNACIONALIZAÇÃO A Universidade de Brasília (UnB) mandou cerca de 2,6 mil alunos para o exterior por meio do programa Ciência sem Fronteiras JU LI O M IN A SI /U N B _A G E N C IA 12 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE O currículo dos cursos da univerisdade contam com várias disciplinas voltadas à orientação profissional e ao empreen- dedorismo. “O estágio curricular faz um importante elo entre a universidade e o mundo do trabalho”, diz o pró-reitor de graduação Luiz Mello de Almeida Neto. A universidade mantém acordos de estágio com mais de 1,3 mil parceiros e convênios de intercâmbio acadêmico com 103 ins- tituições estrangeiras de ensino. Apoio à inovação A UFG incentiva a inovação por meio de projetos como o Escritório de Pro- priedade Intelectual e Transferência de Tecnologias, o Programa de Incubado- ras de Empresas de Base Tecnológica, o Programa de Empresa Júnior, o Parque Tecnológico Samambaia e o Centro Regional para o Desenvolvimento Tec- nológico e Inovação. Novos alunos O ingresso se dá por meio do Sisu. Em 2016, metade das vagas será destinada a alunos de escola pública. São reservadas ainda duas vagas para alunos indígenas e quilombolas em cada curso. A UFG EM RESUMO Fundação: 1960 Campi: Goiânia (2), Catalão, Goiás, Jataí e Aparecida de Goiânia Cursos de graduação: 142 Alunos da graduação: 22.563 Professores da graduação: 2.380 (25% mestres; 70% doutores) MATO GROSSO UNIVERSIDADE DE CUIABÁ (UNIC) Primeira universidade privada do estado, a Unic implantou no segundo semestre de 2015 um novo modelo aca- dêmico, que instiga o estudante a buscar respostas e soluções para problemas. A proposta estimula o raciocínio lógico, a criatividade e a reflexão, respeitando a individualidade, o trabalho em equipe e as relações interpessoais. Cursos de destaque A escola tem cursos de referência nas áreas de Saúde, como o de Medicina Veterinária, de Humanidades, como o de Psicologia, e de Ciências Sociais Aplica- das, como os de Direito e Publicidade e Propaganda. Nas engenharias, despon- tam as graduações em Civil, Elétrica, Mecânica, Ambiental e de Produção. Portal de empregabilidade Para facilitar o ingresso dos alunos no mercado, a Unic participa do Canal Conecta, um portal de empregabilidade onde empresas anunciam vagas de traba- lho. A instituição também mantém par- ceria com Instituto Evaldo Lodi (IEL) e com o Centro de Integração Empresa Escola (Ciee) a fim de proporcionar es- tágios a seus estudantes. O vestibular é semestral. O candidato pode usar a nota do Enem, em substi- tuição ao vestibular. A Unic participa do ProUni e do Fies. Oferece ainda possibili- dade de parcelamento do valor do curso. A UNIC EM RESUMO Fundação: 1988 Campi: Cuiabá (3), Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Tangará da Serra, Sorriso e Várzea Grande Cursos de graduação: 36 Alunos da graduação: cerca de 40.000 Professores da graduação: 800 (42% entre mestres e doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO (UFMT) A localização geográfica da UFMT, na confluência de três importantes bio- mas (Amazônia, Cerrado e Pantanal), determina uma característica própria de seus cursos e núcleos de pesquisa. A questão ambiental é um dos pontos fortes da instituição. Projetos desen- volvidos nas áreas de Humanas, Social, Biológicas, Agrárias e Exatas têm pre- ocupação com o meio ambiente. Outro foco é o estudo de doenças tropicais. O desenvolvimento agrícola também é uma vocação importante da univer- sidade. Os cinco campi espalhados pelo estado, que é o maior produtor de grãos e de gado do país, oferecem vários cursos relacionados à área, como Agronomia e Zootecnia. Novo campus Novidades para 2016 serão a inaugu- ração do novo Hospital Universitário, em Cuiabá, e a abertura do campus de Várzea Grande – o sexto da institui- ção. Enquanto essa unidade segue em construção, os cursos de Engenharia de Computação, de Minas, de Química, de Transporte e de Controle e Automa- ção, que serão ministrados no local, já iniciaram suas turmas, que funcionam provisoriamente em Cuiabá. A UFMT estimula o intercâmbio de estudantes e pesquisadores e possui acordos de colaboração com cerca de 50 instituições dos cinco continentes. ENSINO DE REFERÊNCIA Primeira universidade privada do Mato Grosso, a Unic tem graduações conceituadas, como as de Medicina, Psicologia e Direito D IV U LG A Ç Ã O 14 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE O acesso à universidade se dá por meio do Sisu, com 50% das vagas re- servadas a alunos de escola pública. O programa de inclusão indígena tem processo seletivo específico. A UFMT EM RESUMO Fundação: 1970 Campi: Barra do Garças, Cuiabá, Pontal do Araguaia, Rondonópolis e Sinop Cursos de graduação: 106 Alunos da graduação: 20.308 Professores da graduação: 1.738 (31% mestres; 63% doutores) MATO GROSSO DO SUL UNIVERSIDADE ANHANGUERA- UNIDERP Desde 2014, a Anhanguera-Uniderp faz parte do grupo Kroton Educacional, uma das maiores organizações de en- sino do Brasil e do mundo. Entre os 31 cursos de graduação que a instituição oferece, vale destacar o de Arquitetura, o primeiro do estado, e o de Medici- na, considerado um dos melhores do país. Para 2016, a universidade pretende abrir dois novos bacharelados, em Gas- tronomia e Fotografia, e um mestrado na área de Saúde. “O curso de Medicina segue tendên- cias mundiais para o ensino na área de Saúde”, diz a reitora Leocádia Aglaé Petry Leme. Segundo ela, a graduação emprega o método de Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL), que transforma o estudante no centro do processo de ensino-aprendizagem e forma profissionais mais humanos e melhor qualificados. Iniciação científica Durante a graduação, os alunos são estimulados a participar de projetos de iniciação científica e monitorias. A área de biodiversidade é um ponto forte. Entre os projetos mais relevantes estão o trabalho de preservação da arara-azul em ninhos naturais e artificiais e o de proteção de peixes e rios do Pantanal.Bolsas para o exterior Na área de intercâmbio, destaque para a parceria com o programa Santan- der Universidades, que distribui bolsas de estudo para os alunos estudarem em universidades estrangeiras. A Anhanguera-Uniderp oferece duas modalidades de processo seletivo: o vestibular principal, com data fixa, e o continuado, pelo qual o aluno pode agendar o dia das provas. Além disso, o candidato pode submeter seu desempe- nho no Enem para compor a nota final. A universidade é credenciada ao Fies e ao ProUni. A UNIDERP EM RESUMO Fundação: 1974 Campi: Campo Grande (2) Cursos de graduação: 31 Alunos da graduação: 18.000 Professores da graduação: 400 (mais de 40% entre mestres e doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL Maior universidade do estado, a UFMS segue crescendo. Em 2015, o número de vagas do curso de Medicina, em Campo Grande, passou de 60 para 80, e a reito- ria prevê para o início de 2016 a entrega do prédio do Centro de Capacitação de Professores, voltado aos alunos de li- cenciaturas. Além disso, a instituição, que conta com 11 campi, também está investindo na expansão de laboratórios multiuso, nos centros de Ciências Huma- nas, Engenharias e Ciências Biológicas. Estudos do Pantanal Com 1,2 mil m2 de área construída, a Base de Estudos do Pantanal é um dos destaques da universidade. Nela, são desenvolvidas atividades de extensão e pesquisa em Biologia, Ecologia, Me- teorologia e Saúde. Em 2014, a Pantanal Incubadora Mista de Empresas, que faz pesquisa, incentiva o empreendedorismo e viabiliza opor- tunidades de emprego para os alunos, recebeu recursos do governo estadual para prospectar novas empresas e acele- rar o desenvolvimento das já incubadas. Vestibular O processo seletivo distribui vagas pelo Sisu. A UFMS reserva 50% das vagas para alunos da rede pública e tem uma licen- ciatura voltada a professores indígenas do Pantanal, com vestibular próprio. A UFMS EM RESUMO Fundação: 1979 Campi: Aquidauana, Bonito, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã eTrês Lagoas Cursos de graduação: 105 Alunos da graduação: 15.837 Professores da graduação: 1.208 (37% mestres; 63% doutores) CAPILARIDADE Com 11 campi distribuídos pelo estado, a UFMS desenvolve pesquisas relevantes na Base de Estudos do Pantanal D IV U LG A Ç Ã O 16 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL CENTRO-OESTE Serviço de Psicologia Aplicada – Unic tel. (65) 3363-1278 COMO É: Orientação individual ou para grupos de cinco a dez pessoas. São cerca de dez encontros, de 50 minutos cada um. As atividades envolvem entrevistas, dinâmicas e palestras no Serviço de Psicologia Aplicada ou nas escolas e instituições. VALOR: Gratuito. RONDONÓPOLIS Orientação Profissional – Unic tels. (066) 3411-0525/3411-9477 COMO É: O trabalho é feito em grupo de 15 alunos. Em seis encontros são realizadas atividades como reflexão sobre o processo de escolha, informações sobre as profissões e testes psicológicos individuais. INSCRIÇÕES: Entrar em contato com a escola. VALOR: Gratuito. SÃO JOSÉ DOS QUATRO MARCOS Serviço de Orientação Profissional da Clínica Escola – FQM www.fqm.edu.br; ceap_recepcao@outlook.com; tel. (65) 3251-3020 COMO É: O programa pode ser desenvolvido individualmente ou em grupo. O número de sessões varia conforme a necessidade do candidato ou grupo. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Taxa simbólica, não obrigatória, de acordo com a disponibilidade financeira do interessado. MATO GROSSO DO SUL CAMPO GRANDE Orientação Profissional da Clínica de Psicologia – Universidade Anhanguera Uniderp http://ww2.uniderp.br/uniderp/; tel. (67) 3348-8258 COMO É: O programa pode ser desenvolvido em até três meses. As sessões são em grupo e contam com a aplicação de testes e dinâmicas. De acordo com o interesse do grupo, os alunos participam de conversas com profissionais e assistem aulas. VALOR: Conforme triagem social. O interessado pode obter isenção ou pagar de R$ 5 a R$ 20 por sessão. DOURADOS Orientação Profissional – Unigran nucleodepsicologia@unigran.br; tel. (067) 3411-4268 COMO É: São realizados doze encontros em grupo. As conversas giram em torno do Ensino Superior, das profissões e seu mercado de trabalho. Também são realizadas sessões de autoconhecimento. Cada encontro dura, em média, 1h30. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. VÁRZEA GRANDE Serviço Integrado de Psicologia – Orientação Profissional – Univag tel. (65) 3688-6088 COMO É: São realizadas oito sessões que ocorrem em grupo. O tempo médio de duração é de uma hora e são desenvolvidas atividades de autoconhecimento e informações sobre as diversas profissões. INSCRIÇÕES: No início de cada período letivo VALOR: R$10. DISTRITO FEDERAL BRASÍLIA Orientação Profissional – UniCEUB www.uniceub.br; cenfor@uniceub.br; tel. (61) 39661626 COMO É: Cinco encontros, com duas horas de duração cada. São realizadas entrevistas (individuais ou em grupo) e dinâmicas. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: R$ 20. Programa de Orientação Profissional (POP) – Iesb www.iesb.br; masen@iesb.br; tels. (61) 3445-4521/3445-4522 COMO É: Seis sessões em grupo, com workshops, palestras e dinâmicas. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. TAGUATINGA Projeto de Orientação Profissional (POP) – UCB www.ucb.br; pop@ucb.br; tels. (61) 3356-9057/9013 COMO É: Palestras nas escolas, feiras de profissões e visitas ao campus. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: Gratuito. GOIÁS GOIÂNIA Centro de Estudos, Pesquisas e Práticas Psicológicas – PUC-Goiás www.pucgoias.edu.br/cepsi; cepsi@pucgoias.edu.br; tel. (62) 3946-1198 COMO É: Sessões individuais e em grupo, nas quais são aplicados testes psicológicos, realizadas entrevistas e dinâmicas de grupo. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo VALOR: R$ 60. Em alguns casos, pode ser gratuito. ITUMBIARA Projeto de Desenvolvimento e Orientação Profissional – Ilês/Ulbra Itumbiara psicologia.itb@ulbra.br; tel. (64) 3433-6542 COMO É: Encontros semanais em que são realizados testes, dinâmicas e pesquisas no campo profissional. Grupos de dez pessoas. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. JATAÍ Serviço de Orientação Profissional para Alunos do Ensino Médio – UFG/Campus Jataí sopufgcaj@yahoo.com.br; tel. (64) 3636-5504 COMO É: São dez encontros semanais, com duas horas de duração, em grupos com no máximo 15 participantes. Utilizam-se dinâmicas de grupo, testes, entrevistas e técnicas informativas: material didático (guia acadêmico), visita à universidade e feira de profissões. INSCRIÇÕES: No início de cada período letivo. VALOR: Gratuito. MATO GROSSO CUIABÁ Programa de Orientação Profissional para Escolas Públicas – UFMT maelison@gmail.com; tel. (65) 36158492 COMO É: São realizadas sessões em grupo de até dez participantes. O programa oferece dez sessões na forma de oficinas, com duração média de 1h30 cada, divididas em três etapas: autoconhecimento; conhecimento sobre o mundo do trabalho e das profissões; cruzamento das informações obtidas nas etapas anteriores para facilitação do processo de decisão. INSCRIÇÕES: No início de cada período letivo VALOR: Gratuito. ENCONTRE SEU RUMO Não é tarefa fácil decidir, entres tantas opções, qual carreira seguir. Por isso, os programas de orientação profissional podem ser aliados importantes! ATENÇÃO arrow As informações foram apuradas entre julho e agosto de 2015 e os valores referem-se ao programa como um todo, exceto quando há indicação de que é por sessão. arrow Sugestões para inclusão de outros centros de orientação podem ser feitas peloe-mail guia.estudante@abril.com.br ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL ILUSTRAÇÃO: JULIANO AUGUSTO/45JJ ESPECIAL NORTE E NORDESTE As páginas a seguir trazem informações específicas sobre a sua região para você fazer as melhores escolhas NOVAS INSTITUIÇÕES AS SEIS MAIS JOVENS UNIVERSIDADES QUE TÊM COMO MISSÃO QUALIFICAR A MÃO DE OBRA LOCAL UNIVERSIDADES CONFIRA O PERFIL DAS MAIORES INSTITUIÇÕES DO NORTE E DO NORDESTE MELHORES CURSOS CONHEÇA ALGUMAS DAS GRADUAÇÕES MAIS BEM AVALIADAS DA REGIÃO ESCOLHA PROFISSIONAL UMA LISTA DE INSTITUIÇÕES QUE OFERECEM ORIENTAÇÃO VOCACIONAL MERCADO DE TRABALHO OS SETORES MAIS PROMISSORES E AS PROFISSÕES RELACIONADAS A ELES 2 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE MERCADO DE TRABALHO HÁ OPORTUNIDADES Tecnologia da Informação e certos setores da indústria – como farmacêutico e de alimentos – concentram as principais vagas das regiões N os últimos dez anos, as notícias sobre o Norte e o Nordeste foram muito boas. Os estados das duas regiões viveram seu grande boom, com a melhoria na quali- dade de vida da população, a instalação de novas empresas nacionais e interna- cionais e o fortalecimento do mercado de trabalho. O momento atual, porém, é de cautela. Assim como acontece no resto do país, a economia local sofre, e as estatísticas sobre empregos não são mais tão animadoras. Mas, se você está ingressando agora num curso superior, saiba que há boas perspectivas: ainda há muito a ser desenvolvido nessas regiões e, para isso, serão necessários profissionais qualificados de diversas áreas. “A área de Tecnologia da Informação, por exemplo, continua em alta e isso não deve mudar tão cedo”, garante Da- niela Kauffmann, gerente executiva do escritório regional da Page Personnel, empresa de recrutamento, em Reci- fe. Os segmentos de desenvolvimento e infraestrutura são os que mais têm aberto novas vagas. Na indústria, os setores farmacêutico, de alimentos e de cosméticos também mantêm o ritmo em alta. E novos po- los, como o do município de Goiana, na região metropolitana de Recife, em Pernambuco, ganham importância. Há vagas ainda para quem trabalha nas áreas relacionadas ao agronegócio, turismo, saúde e educação. NORTE Atenção, interessados em Engenha- ria, Medicina Veterinária, Agronegócios e Logística: o governo federal continua anunciando investimentos em portos, em usinas e no agronegócio. E isso sig- nifica a abertura de postos de trabalho. Engenheiros ambientais e outros especialistas em meio ambiente e sus- tentabilidade, como biólogos, ecólogos e gestores ambientais, também encon- tram espaço, já que o tema é um dos mais importantes na Região Amazônica. Eles são responsáveis por prever e dimi- nuir o impacto ambiental das atividades econômicas. Em Benevides, no Pará, RELEVÂNCIA ECONÔMICA Funcionária em ação em fábrica do Polo Petroquímico de Camaçari (BA), que reúne mais de 90 empresas e gera milhares de empregos A LM IR B IN D IL A TT I 4 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE a Natura investiu no Ecoparque, um polo industrial sustentável. Além de sua fábrica de sabonetes, há espaço para outras empresas que compartilham os mesmos conceitos de ecoeficiência para a exploração da diversidade da região. Em 2015, chegou a fabricante alemã de fragrância e aromas Symrise. No estado do Amazonas, a indústria naval é forte, com a presença de estalei- ros e empresas que fabricam máquinas e equipamentos de navegação. Várias empresas se instalaram perto de Ma- naus, como os estaleiros Juruá, Prates e Erin, este último em construção em Iranduba. Há boas perspectivas, já que o governo federal anunciou investi- mentos no arrendamento de um por- to no Distrito Industrial de Manaus. Com isso, o cenário é favorável para engenheiros ambientais, civis, navais, eletricistas, eletrônicos e metalúrgicos. Em Tocantins, o Ecoponto Praia Norte deve ser inaugurado em 2016 e promete gerar empregos para profis- sionais das áreas portuária, de logística e de transportes. A expectativa é que ele atraia também empresas de outros setores. Isso significa a abertura de va- gas para advogados, administradores, contadores, economistas e pessoal de recursos humanos. No setor hidrelétrico, está em fase de projeto o complexo Bem-Querer Paredão, em Roraima. Em Rondônia, a indústria vive um bom momento, com fábricas de calça- dos, ração animal, de cimento e frigo- ríficos. O Distrito Industrial de Porto Velho concentra mais de 20 empre- endimentos e quase 50 encontram-se em fase de projeto. No agronegócio, a pecuária bovina de corte, a cafeicultura, a cultura de grãos (principalmente soja, milho e arroz), a pesca e a produção de leite são as áreas mais aquecidas. Como consequência, aumentam as oportuni- dades para graduados em Ciências Bio- lógicas e Biotecnologia, Biotecnologia e engenheiros de pesca e aquicultura. Ainda no agronegócio, a Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém, no Pará, contribui na pesquisa e de- senvolvimento das principais culturas do Estado, como mandioca e cítricos. Na região sul, têm destaque a pecuária bovina e o cultivo de soja e milho. O turismo vem crescendo nos últi- mos anos, mas a região ainda é a últi- ma opção dos brasileiros, segundo o Ministério do Turismo. Há, portanto, perspectivas para graduados em Tu- rismo, Hotelaria, Ecologia e Ciências Biológicas. Acre, Amazonas, Tocantins e Rondônia contam com polos de ecotu- rismo em áreas de proteção ambiental. NORDESTE Tecnologia A região sedia importantes polos tec- nológicos e de inovação, o que abre opor- tunidades para quem procura cursos na área de TI, como Análise e Desenvolvi- mento de Sistemas, Ciências e Engenha- ria da Computação, Gestão da Tecnologia da Informação e graduações afins. O grande destaque é o Porto Digital de Recife, em Pernambuco, que pla- neja triplicar de tamanho e alcançar 21 mil empregos até 2022 – hoje são 7.100. Entre as 250 empresas localizadas ali, estão a Contax (telemarketing), a Microsoft e a Accenture, que tem um programa para gerar mil vagas até a metade de 2016. Na capital pernambu- cana, fica ainda o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), polo de inovação em tecnologia da in- formação (TI). Outros estados também investem no setor. Em Fortaleza, no Ceará, a Fundação Edson Queiroz/Universi- dade de Fortaleza vai se tornar par- que tecnológico e passará a abrigar empresas da área, que contarão com benefícios fiscais. Na Paraíba, no par- que tecnológico de Campina Grande, estão empresas como a Light Infocon. Indústria A indústria nordestina contrata enge- nheiros (civis, de petróleo, de produção, eletricistas, eletrônicos, industriais, me- cânicos, metalúrgicos, navais, químicos) e tecnólogos em Gestão e Logística. Pro- fissionais de finanças são demandados. “Se uma empresa está crescendo, precisa do especialista para se organizar; se está cortando, ele é necessário para reduzir custos”, diz Daniela Kauffmann. Além de contadores e economistas, também atuam na função administradores e engenheiros de produção. MÃO DE OBRA QUALIFICADA Linha de montagem da Philips, no Polo Industrial de Manaus, importante centro gerador de empregos na Região Norte R IC A R D O O LI V E IR A A indústrial naval é forte no Amazonas. O estado conta com estaleiros e vai receber investimentos federais 6 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE A indústria de bens de consumo se mantém estável. No Nordeste, estão grandes empresas do setor, como Uni- lever, Procter & Gamble e Johnson & Johnson, que acenam com boas possi- bilidades para engenheirosquímicos, químicos e farmacêuticos, além de profissionais de áreas administrativas. Em Pernambuco, o destaque é o polo de Goiana. A Fiat Chrysler Automobiles acaba de inaugurar a planta da Jeep e um parque de fornecedores, que devem gerar mais de 50 mil empregos em toda a cadeia produtiva. Oportunidade para engenhei- ros de produção, elétricos e mecânicos, além de administradores, contadores, economistas e gestores de RH. Forte no Nordeste, o setor petroquí- mico atravessa uma fase difícil, mas tem novidades. A Basf inaugurou em 2015 um complexo no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, que reúne mais de 90 empresas químicas, petroquímicas, automotivas e metalúrgicas. Serão ge- rados 230 empregos diretos e indiretos. Também foi inaugurado ali um depósito de contêineres. “Em cerca de três anos, a indústria petroquímica deve retornar a seu patamar normal”, diz Jucileila Evangelista, gerente da Gi Group Brasil, especializada em soluções para o desen- volvimento do mercado de trabalho. No Ceará, o porto de Pecém e a Com- panhia Siderúrgica do Pecém (CSP) são grandes empregadores. Em 2015, a CSP obteve financiamento para concluir a construção da usina em São Gonçalo do Amarante (CE). Em energia, o Nordeste desponta como nova fronteira elétrica, com o Rio Grande do Norte em destaque. por conta de seus 192 parques eólicos. Até 2023, a previsão é que a geração de fontes renováveis como eólica e solar responda por 60% da matriz da região. A instalação de novas usinas demanda profissionais de áreas técnicas, como engenheiros elétrico e de Energia e tecnólogos em Sistemas Elétricos e Energias Renováveis. Agronegócio Fica no Nordeste a nova fronteira agrícola do Brasil e última em expan- são do mundo, segundo o Ministério da Agricultura. A região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que reúne 337 municípios, engloba os biomas Cerrado, Amazônia e Caatinga. Por ali, destaque para o cultivo da soja. Algodão, milho, feijão, café e agropecu- ária também têm importância. O uso de novas tecnologias é essencial, o que demanda profissionais especializados, como engenheiros agrícolas e bacharéis e tecnólogos em Agronegócios. O Vale do Rio São Francisco tem o maior polo de fruticultura irrigada do país, e contrata especialistas de Irriga- ção e Drenagem. A agropecuária é forte em Petrolina (PE). No Rio Grande do Norte, a produção de frutas, de leite e a piscicultura recebem investimentos públicos para tornar o agronegócio mais sustentável. Isso aumenta as chances de trabalho de especialistas na área. Turismo Principal destino do turista brasi- leiro, o Nordeste trabalha para atrair mais visitantes estrangeiros, mantendo aquecida a demanda por profissionais de Turismo e Hotelaria. O fluxo é maior em Aracaju, Fernando de Noronha, For- taleza, Ilhéus, João Pessoa, Maceió, Natal, Porto Seguro, Recife e Salvador. O turismo de negócios é forte espe- cialmente na Bahia e em Pernambuco, que recebem um grande número de congressos e convenções. Isso eleva a procura por tradutores e intérpretes. Saúde O crescimento econômico dos últimos dez anos levou à expansão dos serviços de saúde. Recife quer se tornar o primeiro polo médico do país – hoje é o segundo – e liderar o turismo de saúde. O setor detém o segundo maior PIB estadual e se destaca nas áreas de traumatologia, oncologia e ortopedia. Há demanda por médicos, enfermeiros e farmacêuticos, além de administradores e tecnólogos em Marketing e Gestão Hospitalar. box CAMPUS PARTY A área de Tecnologia da Informação é uma das que mais crescem no Nordeste. Só o Porto Digital de Recife quer atingir 21 mil empregos em 2022 E . B O R G E N A Região Nordeste tem ganhado força no setor elétrico, o que eleva a busca por profissionais com formação na área 8 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE MELHORES CURSOS NO RITMO DO DESENVOLVIMENTO Os melhores cursos da região formam profissionais para atuar na exploração de recursos naturais e na indústria de tecnologia NOVO PROJETO Atividade em laboratório do curso de Ciências Biológicas da UFPA. A graduação adotou uma proposta que valoriza a multidisciplinaridade A s preocupações com o meio ambiente e os investimentos feitos nos últimos anos para expansão da rede de sanea- mento básico no Norte e no Nordeste elevaram a procura por engenheiros ambientais, sanitaristas e florestais, além de biólogos. O vasto litoral brasileiro, por sua vez, sempre demanda especialistas em pesca. Ao mesmo tempo, o cresci- mento da indústria de tecnologia da in- formação, notadamente em Pernambu- co, aqueceu o mercado para engenheiros da computação. Em todas essas áreas, as regiões oferecem graduações de quali- dade. Confira a seguir alguns destaques da Avaliação de Cursos Superiores do GUIA DO ESTUDANTE 2015. CIÊNCIAS BIOLÓGICAS UFPA O curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará (UFPA) comemora 45 anos de atividade em 2015. Nesse período, consolidou-se como o principal da região Norte. A graduação tem duração de quatro anos e oferece anualmente 35 vagas. Desde 2012, conta com uma nova proposta de ensino, que valoriza a multidisciplinaridade. “Um exemplo disso são as aulas de Anatomia e Botânica, que antes eram ministradas separadamente e passaram a ser agrupadas dentro da disciplina chamada Homem e Meio Ambiente”, diz a coordenadora do curso, Sheila D IV U LG A Ç Ã O 10 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE Pinheiro. “Desta forma, os conteúdos das duas matérias são apresentados dentro de um contexto mais amplo.” Outro destaque do curso de Biológi- cas da UFPA são os convênios firmados com órgãos de pesquisa, como a Em- brapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Museu Emílio Goeldi e o Instituto Evandro Chagas, para es- tágio dos futuros biólogos. Segundo Sheila, essa vivência ajuda o graduando a definir uma área específica que pre- tende seguir depois de formado. As parcerias também engajam a uni- versidade em projetos de preservação da Amazônia. “As particularidades da nossa região, rica em biodiversidade e, ao mesmo tempo, com muitos pro- blemas socioambientais, são um fator positivo na formação de nossos alunos”, diz a coordenadora. ENGENHARIA AGRÍCOLA UFCG Num país com grande vocação para o campo, como o Brasil, sempre há ca- rência de bons profissionais formados nas carreiras agrárias. E a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, dá sua contribuição com o curso de Engenharia Agrícola, um dos melhores do país. Aberto em 1977, ele é mais antigo do que a própria instituição, uma vez que sua origem está ligada à Universidade Federal da Paraíba (UFPB), da qual a UFCG nasceu em 2002. O bacharelado tem duração de quatro anos, e 50 vagas são abertas semestral- mente. Um diferencial é a qualificação dos docentes. Segundo o coordenador Luciano Saboya, todos os professores que ministram disciplinas associadas diretamente à Engenharia Agrícola são doutores. A força da pós-graduação, com três linhas de pesquisa (Concentração em Irrigação e Drenagem, Processa- mento e Armazenamento e Construções Rurais e Ambientais), é outro atrativo. As pesquisas feitas lá acabam repercutindo em todo o curso e, muitas vezes, envol- vem estudantes de graduação. Os alunos também se beneficiam da proximidade da universidade com o se- tor extrativista e com órgãos de pesquisa do setor agrícola, como a Embrapa Al- godão, localizada em Campina Grande. Isso amplia as possibilidades de emprego para os graduandos e abre oportunida- de de envolvimento em pesquisas para geração de novas tecnologias. ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA UFALO lixo ainda é um grande problema no Brasil, um país onde somente 40% dos municípios contam com aterros sanitários para deposição de resíduos sólidos e quase metade das cidades não contam com rede coletora de esgoto. A ampliação da oferta do serviço de saneamento depende de políticas públi- cas que priorizem a área de saneamento básico, bem como de profissionais ha- bilitados para atuar no setor. Um importante núcleo de formação desses especialistas é o curso de Enge- nharia Ambiental e Sanitária da Univer- sidade Federal de Alagoas (Ufal), que formou sua primeira turma em 2011. Apesar de tão jovem, a graduação se des- taca entre as demais da região. Ao todo, 40 vagas são abertas semestralmente. Para o coordenador Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim, um dos motivos do sucesso do curso são os programas de qualificação de professores e a ado- ção de novas metodologias de ensino, como o Programa de Educação Tutorial (TEC), em que um professor-tutor coor- dena um grupo de alunos para realiza- ção de projetos de extensão e pesquisa dentro e fora do círculo acadêmico. A pós-graduação está no DNA do cur- so. Boa parte dos docentes desenvolve atividades de pesquisa, o que permite aos alunos de graduação colaborar com os trabalhos de mestrandos e doutoran- dos. Essa interlocução também apro- xima os graduandos de eventos cien- tíficos e os estimula a publicar artigos científicos, enriquecendo a formação. ENGENHARIA FLORESTAL UFRA Uma das medidas mais importantes para preservação das matas brasileiras é a exploração sustentável dos recursos florestais. E isso é ensinado desde cedo aos estudantes do curso de Engenharia PIONEIRISMO Aula laboratorial do curso de Engenharia Florestal da UFRA, uma das primeiras graduações do gênero abertas no país A LE X A N D R E M O R A E S/ D IV U LG A Ç Ã OA titulação dos docentes é destaque do curso de Engenharia Agrícola da Federal de Campina Grande 12 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), uma das primei- ras graduações do gênero no Brasil. Criado em 1972, o curso é uma re- ferência no país. Com duração de cin- co anos, ele recebe 90 novos alunos por ano. Um de seus pontos fortes é o corpo de professores. Cerca de 70% deles possuem título de doutor. Além disso, os docentes desenvolvem, com ajuda dos alunos, estudos e projetos de pesquisa junto a empresas e órgãos públicos com os quais a universidade mantém convênio. Desde 2010, a graduação vem colo- cando em prática um modelo interdisci- plinar de ensino, no qual algumas aulas práticas são ministradas por pelo menos dois docentes de matérias diferentes. Para o coordenador do curso, Eduardo Saraiva da Rocha, a medida faz o aluno entender mais facilmente como aplicar o que foi aprendido em sala de aula no contexto geral da Engenharia Florestal. ENGENHARIA DE PESCA UFRPE Com mais de 7 mil quilômetros de costa, sem contar o gigantesco volume de água doce formado por rios, lagos e re- presas, o Brasil tem vocação natural para pesca. Por isso, precisa de profissionais qualificados que tornem o setor relevan- te no conjunto da economia nacional. A Universidade Federal Rural de Per- nambuco (UFRPE) oferece um ótimo curso de Engenharia de Pesca, o pri- meiro da modalidade no país. Desde que foi criado, em 1970, já formou cerca de 1.250 profissionais. Bem estruturado, ele conta com 24 laboratórios, uma estação de aquicultura (fazendas e vi- veiros para a criação de peixes) e um museu. Os alunos também fazem com frequência visitas aos estabelecimentos pesqueiros da região. Os candidatos que concorrem a uma das 40 vagas abertas por semestre en- contrarão uma graduação marcada pela ligação com o empreendedorismo. “Com o objetivo de incentivar o aluno a abrir o próprio negócio, inserimos no currículo disciplinas como marketing e gestão”, diz o coordenador Paulo Gui- lherme Vasconcelos de Oliveira. Na área de pesquisa, o destaque é o programa de monitoramento de tuba- rões. Os animais capturados recebem um chip e passam a ser controlados via satélite – uma forma de acompanhar seus hábitos e entender mais sobre o animal. O projeto também tem uma vertente educacional e busca conscien- tizar a população para a importância dos tubarões para o meio ambiente. INFRAESTRUTURA Os alunos do curso de Engenharia de Pesca da UFRPE contam com 24 laboratórios, um museu e uma estação de aquicultura ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO UFPE Recife sedia um dos mais importantes centros de tecnologia do país, o Por- to Digital, que concentra por volta de 250 empresas. Ele é um dos principais destinos dos bacharéis formados no curso de Engenharia da Computação da Universidade Federal de Pernam- buco (UFPE). Algumas companhias, como a Moto- rola, têm escritórios dentro do próprio Centro de Informática da universidade. “Isso permite que os estudantes atuem desde cedo em projetos de pesquisa e desenvolvimento das empresas”, diz o coordenador do curso, Odilon Perei- ra Filho. “Esse contato abre as portas do mercado profissional para nossos alunos.” Segundo o docente, a universidade colaborou com o boom tecnológico da região. E dá como exemplo o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), um núcleo privado de inovação criado por ex-alunos da UFPE e voltado ao desenvolvimento de produtos, servi- ços e negócios baseados nas tecnologias da informação e comunicação (TICs). O curso ainda se beneficia da moder- na infraestrutura do Centro de Infor- mática da UFPE, considerado referên- cia na América Latina. Os alunos têm à disposição mais de 20 laboratórios com mais de 500 computadores, além de 2 mil equipamentos pessoais como notebooks, smartphones e tablets. box O curso de Engenharia da Computação da UFPE forma mão de obra para o polo tecnológico de Recife FE R N A N D O F E R R O /D IV U LG A Ç Ã O 14 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE UNIVERSIDADES GIGANTES EDUCACIONAIS As maiores instituições de Ensino Superior do Norte e Nordeste concentram 200 mil estudantes e são polos de fomento social e econômico O ferecer ensino de excelência, sem descuidar do estímulo à pesquisa e da promoção de projetos de extensão voltados à comunidade é a vocação das grandes universidades do Norte e Nor- deste. A capilaridade dessas gigantes educacionais, com campi espalhados pelo interior dos estados, as transforma em polos de fomento social e econômico. Nesta reportagem, você vai conhecer o perfil das seis maiores universidades do Norte e Nordeste, que, juntas, têm 200 mil alunos. As escolas foram selecionadas conforme o número de matrículas na graduação presencial, segundo o Censo da Educação Superior 2013, do Ministério da Educação (MEC), com o limite de uma instituição por estado. NORDESTE Alagoas UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS (UFAL) Com 54 anos de existência, a Ufal viveu nos últimos cinco anos um for- te processo de expansão que levou à abertura de vários campi pelo interior do estado. Além da sede na capital, Ma- ceió, a universidade tem unidades em Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Penedo, Rio Largo, Santana do Ipanema e Viçosa. O processo de abertura de novos cam- pi colaborou com a difusão do ensino pelos rincões do estado, facilitando o acesso da população à Educação Supe- rior. Em alguns casos, a medida benefi- ciou não apenas a população alagoana. É o que ocorre no campus Sertão, em Delmiro Gouveia. Localizado no oeste de Alagoas, ele atende 365 estudantes, parte deles dos estados vizinhos de Pernambuco, Sergipee Bahia. A uni- dade oferece bacharelados em Ciências Econômicas e Contábeis. Pós-graduação Outro destaque da Ufal são os progra- mas de pós-graduação. Ao todo, são ofer- tados 30 mestrados e nove doutorados em várias áreas do conhecimento, que reúnem mais de 2 mil alunos. O jovem in- teressado em cursar parte da graduação fora do país ainda pode se beneficiar dos 53 convênios de intercâmbio estudantil firmados entre a Ufal e instituições de Ensino Superior estrangeiras. O ingresso na universidade é feito pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A exceção é a graduação em Música, que tem prova de habilidades específicas. A Ufal adere à política de cotas do governo federal. O BÁSICO DA UFAL Fundação: 1961 Campi: Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Penedo, Rio Largo, Santana do Ipanema e Viçosa. Cursos de graduação: 85 Alunos de graduação: 26.000 Professores de graduação: 1.468 (34% mestres; 58% doutores) EM EXPANSÃO O Campus Sertão é uma das novas unidades da Ufal abertas nos últimos anos, para difundir o Ensino Superior na regiãoDI V U LG A Ç Ã O 16 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE Bahia UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA) Criada em 1946, a UFBA tem se des- tacado pelo ensino no campo das Artes. São, ao todo, 13 graduações, entre elas as de Dança, Canto, Artes Plásticas, Música Popular e Artes Cênicas, esta última com duas habilitações: direção ou interpretação teatral. Esses cursos são reconhecidos como de alto nível, inclusive na pós-gradua- ção. “Temos orgulho do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, que é considerado referência internacional”, destaca o pró-reitor de ensino Penildon Silva Filho. Ensino democrático A universalização do ensino é outra preocupação dos dirigentes da insti- tuição. Desde 2008, a UFBA vem am- pliando a oferta de cursos noturnos, que hoje já representam 30% do total. Segundo Silva, a medida teve impacto na redução dos índices de evasão esco- lar, pois muitos alunos que trabalham de dia agora conseguem conciliar o estudo no período noturno. A democratização ganha força com a adoção da política de cotas para se- leção de novos alunos e na concessão a estudantes carentes de assistência estudantil (transporte, alimentação e moradia). Esse programa atinge 5 mil alunos da UFBA. O processo seletivo é feito pelo Sisu, com exceção dos candidatos índios alde- ados ou de moradores de comunidades quilombolas, que concorrem separada- mente com a nota do Enem. Os cursos de Artes exigem prova de habilidades espe- cíficas. A instituição adota as políticas de ação afirmativa do governo federal. O BÁSICO DA UFBA Fundação: 1946 Campi: Salvador (3) e Vitória da Conquista Cursos de graduação: 104 Alunos da graduação: 39.191 Professores da graduação: 2.276 (25% mestres; 69% doutores) Pernambuco UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE) Um dado chama atenção na relação de cursos da UFPE: das 100 graduações ofertadas, 37 são da área de Engenharia. Essa concentração, segundo o reitor Anísio Brasileiro de Freitas Dourado, é reflexo da realidade econômica do estado, marcada pela presença de indús- trias de energia, petroquímica e naval. Os cursos de Engenharia foram moder- nizados recentemente. Agora os alunos fazem um ano básico e só decidem no segundo ano a modalidade que desejam seguir (Civil, Elétrica, Petroquímica etc.). “Com essa mudança, tornamos a escolha da carreira mais assertiva e reduzimos a evasão a menos de 10%”, diz Dourado. Internacionalização Outra característica da UFPE é a ên- fase na internacionalização do ensino. Nesse campo, um dos destaques é o recém-inaugurado Instituto de Estudo Sobre a Ásia. Em parceria com universi- dades do Japão, China, Índia e Paquistão, ele promove pesquisas em diferentes áreas e promove o intercâmbio de alu- nos. “Temos planos também de elevar a cooperação com instituições da América Latina e da África”, conta o reitor. A seleção de novos alunos é feita ex- clusivamente pelo Sisu, que leva em con- ta a nota do Enem. No caso dos cursos das áreas de Artes e Engenharias, os can- didatos fazem provas específicas, numa segunda fase. A universidade adere à política de ação afirmativa do governo federal e concede bonificação de 10% aos jovens que cursaram pelo menos o últi- mo ano do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio em escolas do Agreste e da Zona da Mata de Pernambuco. O BÁSICO DA UFPE Fundação: 1946 Campi: Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão Cursos de graduação: 103 Alunos da graduação: 33.563 Professores da graduação: 2.265 (17% mestres; 79% doutores) Rio Grande do Norte UNIVERSIDADE POTIGUAR (UNP) Única universidade paga do estado, a UnP vem ampliando a oferta de cursos nas áreas de Tecnologia, Engenharia e Gestão. Em 2016, eles representarão mais da metade das novas graduações. A ten- dência é que esse número siga crescendo. “Assim como todos os países emergen- tes, o Brasil tem grande necessidade de investimentos em infraestrutura. Isso eleva a demanda por profissionais des- sas áreas, como engenheiros”, explica a reitora Sâmela Gomes. A UnP tem dois centros de excelência voltados ao mercado. Um deles é o Em- preende, direcionado ao empreendedo- rismo. Com orientação dos professores, os alunos atendem demandas de empre- sas da região. Já o e-Labora promove pesquisas em indústrias potiguares. PARA O MERCADO A UFPE tem foco na formação de engenheiros para atuar nas indústrias do estado D IV U LG A Ç Ã O 17GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL O vestibular é realizado duas vezes por ano e é composto de 50 questões. O candidato pode participar do processo seletivo no dia definido pela instituição ou agendar uma data específica. Outra opção (exceto para Medicina) é substi- tuir a prova pela nota do Enem. A UnP está credenciada no ProUni e no Fies. O BÁSICO DA UNP Fundação: 1981 Campi: Mossoró e Natal Cursos de graduação: 67 Alunos de graduação: 31.343 Professores de graduação: 1.077 (39% mestres; 14% doutores) NORTE Amazonas UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS (UFAM) Um aspecto relevante da Ufam é sua capilaridade. Além da sede em Manaus, a universidade tem seis campi espalhados pelo interior, que desenvolvem projetos e oferecem cursos voltados ao atendimento das comunidades. Exemplos disso são o programa de licenciatura para formação de professores indígenas, ofertado em aldeias indígenas da região do Alto Rio Negro, e o programa Pé de Pincha. “O público-alvo desse projeto são as comunidades ribeirinhas. Seu objetivo é formar protetores da natureza que atuem na proteção dos quelônios da região”, explica a reitora Márcia Perales Silva. Em crescimento Em Manaus, encontram-se os cursos para formação mais técnica, nas áreas de Engenharia, Ciência da Computação e Sistemas de Informação. Esses bacha- réis encontram um bom mercado de trabalho no Polo Industrial da capital. Criada em 1962, a instituição encon- tra-se em expansão. No total, estão em andamento 12 obras principais, entre elas a do novo Hospital Universitário Getúlio Vargas, em Manaus, e a do Cen- tro de Pós-Graduação em Saúde, em Itacoatiara e Humaitá. Vários campi ganharão novas moradias estudantis, e a unidade de Coari abrirá em 2016 o curso de Medicina. Quanto ao processo seletivo, metade das vagas são preenchidas pelo Sisu. As demais são disputadas no vestibular, cha- mado Processo Seletivo Contínuo (PSC). Trata-se de uma avaliação seriada em que alunos do Ensino Médio realizam, ao final de cada ano, exames compostos de 54 questões de múltipla escolha e redação. A universidade adere aos programas de cotas do governo federal. O BÁSICO DA UFAM Fundação:1962 Campi: Manaus, Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara e Parintins Cursos de graduação: 96 Alunos de graduação: 38.957 Professores de graduação: 1.727 (38% mestres; 34% doutores) Pará UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ (UFPA) Com 12 campi distribuídos pelo es- tado, a UFPA tem uma grade de cursos em sintonia com a realidade paraense. No campus de Ananindeua, município próximo à capital, por exemplo, o forte são as graduações na área de Tecno- logia, como Engenharia de Materiais e Tecnologia em Geoprocessamento. “Nosso objetivo é formar profissionais que atendam à demanda das indústrias localizadas na região metropolitana de Belém”, diz o reitor Carlos Edilson de Almeida Maneschy. Pesquisa e extensão A UFPA se destaca pela forte atuação nas áreas de pesquisa e extensão. A ins- tituição promove mais de 200 projetos voltados ao atendimento das comuni- dades do estado, que beneficiam por volta de 191 mil pessoas. No campo da pesquisa, são mais de 1,3 mil projetos. “Estamos fazendo investimentos em qualidade, não só no ensino, mas tam- bém na pesquisa e na extensão, para incentivar a vinda de estudantes de outras regiões do Brasil para nossa uni- versidade”, afirma Maneschy. O ingresso na UFPA é feito exclusi- vamente pelo resultado do Enem, com 80% das vagas preenchidas conforme a nota dos candidatos no exame e as 20% restantes definidas pelo Sisu. A universidade adere às políticas de ação afirmativa do governo federal e também concede bônus de 10% na nota do Enem aos candidatos que tenham cursado o Ensino Médio nos estados da Região Norte – o aluno deve optar entre as cotas ou o bônus. Além disso, garante uma vaga por curso a pessoas com deficiência. O BÁSICO DA UFPA Fundação: 1957 Campi: Belém, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Bragança, Breves, Cametá, Capanema, Castanhal, Marabá, Soure e Tucuruí Cursos de graduação: 158 Alunos de graduação: 41.237 Professores de graduação: 2.430 (34% mestres; 56% doutores) PRESENÇA Fachada do Centro de Convenções da UFPA, que conta com doze campi no Pará A LE X A N D R E M O R A E S 18 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE NOVAS INSTITUIÇÕES SOTAQUE REGIONAL As novas universidades do Norte e do Nordeste oferecem graduações focadas nas necessidades das localidades onde estão instaladas N os últimos cinco anos, alguns estados do Norte e Nordeste ganharam novas universida-des públicas, que nasceram do desmembramento de instituições já existentes. O resultado imediato desse processo foi o fortalecimento do ensino nos rincões dessas duas regiões. A maioria das novas escolas tem foco no desenvolvimento regional e adota uma modalidade de graduação inovado- ra, o bacharelado interdisciplinar (BI). Esses cursos de graduação são divididos em ciclos, que permitem uma formação mais ampla e maior flexibilidade na or- ganização das disciplinas. Leia a seguir um perfil dessas universidades, situadas nos estados da Bahia, do Ceará e do Pará. NORDESTE Bahia UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA (UFSB) Criada em 2013, a UFSB, com sede em Itabuna e campi nos municípios de Teixeira de Freitas e Porto Seguro, é a caçula das universidades nordestinas. Assim como várias de suas irmãs mais velhas, a universidade tem apostado nos bacharelados interdisciplinares, que são oferecidos em quatro áreas: Artes, Saúde, Ciência e Tecnologia e Humanidades. No primeiro ciclo, de três anos, o estudante faz o curso geral dentro de uma das áreas e apenas no segundo escolhe a especialização que deseja seguir. Outro destaque da universidade são os colégios universitários, polos de Ensino Superior a distância onde o aluno pode fazer o primeiro ano de sua graduação. O objetivo dessas unidades, segundo a reitoria, é manter os alunos temporariamente em suas cidades de origem. Somente a partir do segundo ano, eles passam a estudar em um dos três campi da instituição. “Com esse modelo que nós criamos, facilitamos o ingresso do jovem no Ensino Superior, pois ele não precisa- rá mudar de cidade para começar os estudos”, afirma Naomar de Almeida Filho, reitor da UFSB. “Nossa previsão é que, até 2020, 36 colégios estejam em funcionamento no estado, oferecendo 9 mil vagas de entrada.” Foco na sustentabilidade Todos os cursos da nova universidade baiana trabalham desde cedo os concei- tos de sustentabilidade e transmitem noções de empreendedorismo. “Além de colocar profissionais preparados no mercado de trabalho, queremos formar pessoas capazes de pensar e pôr em prática soluções inovadoras”, diz. Ele cita como exemplo os cursos vol- tados ao agronegócio. “Nossa meta é transmitir ao aluno um conhecimento técnico-agrário diferenciado, com co- nhecimentos de gestão. Desta forma, nossos formandos estarão habilitados para abrir pequenos negócios em sua re- gião de origem, atuando de modo mais eficiente na produção rural”, ressalta o reitor da UFSB. O processo seletivo da universidade é feito pela nota do Enem e pelo Sis- tema de Seleção Unificada (Sisu). A universidade adota o sistema de cotas do governo federal, destinando 50% das vagas para estudantes que fizeram o Ensino Médio em escolas públicas. PERFIL Fundação: 2013 Campi: Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas Cursos de graduação: 27 Alunos de graduação: 785 Professores de graduação: 90 (3% mestres, 97% doutores) UNIDADES A Universidade Federal do Sul da Bahia tem campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas D IV U LG A Ç Ã O 19GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA (UFOB) A Ufob começou a funcionar em 2013, a partir do desmembramento do campus de Barreira da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde sua fundação, a instituição tem demonstra- do forte vocação para o trabalho com as comunidades carentes do oeste do estado, que sofrem com a escassez de serviços públicos. Um exemplo do envolvimento da escola com a comunidade é o curso de Medicina, o mais concorrido da insti- tuição, com 187 candidatos por vaga. “Desde o primeiro ano, os estudantes de Medicina prestam serviços de atenção básica à população das localidades mais pobres de Barreiras”, conta Iracema Santos Veloso, reitora da Ufob. Campus definitivo Além da sede em Barreiras, a Ufob tem campi em quatro cidades da região. Entre as 29 graduações ofertadas, des- taque para as de Agronomia e Medicina Veterinária, ministradas no campus de Barra. As Engenharias também são bem cotadas. Uma novidade para breve é a criação do curso de Direito. “Estamos aguardando autorização do MEC para a implantação desse curso.” A reitoria também trabalha na conso- lidação da infraestrutura da instituição. “Está faltando apenas o acerto de alguns detalhes burocráticos para a instalação de nosso campus definitivo, já que a sede atual é provisória”, afirma Iracema Veloso. Quando isso acontecer, a Ufob ganhará um núcleo de tecnologia para agricultura familiar, que inclui uma fazenda e uma incubadora de empresas. A Ufob não realiza vestibular pró- prio, sendo o Sisu, por meio da prova do Enem, o único meio de ingresso. A universidade adota o sistema de cotas, reservando metade das vagas para alu- nos de escola pública. PERFIL Fundação: 2013 Campi: Barreiras (sede), Barra, Bom Jesus da Lapa, Luis Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória Cursos de graduação: 29 Alunos de graduação: 1.551 Professores de graduação: 155 (47% mestres; 53% doutores) Ceará UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI (UFCA) Criada em 2013 a partir do desmem- bramento do campus de Juazeiro do Norte da Universidade Federal do Ceará (UFC), a UFCA ganhou, em pouco mais de um ano, quatro campi em municípiosdo sul do Ceará. “O processo de expan- são deve se estender até 2021. Todas as cinco unidades receberão novas salas de aula e laboratórios”, diz a pró-reitora de graduação Ana Cândida Prado. A integração com a comunidade é um marco da nova universidade. Em Barbalha, sede do curso de Medicina, a escola tem vários projetos de extensão, como a campanha de estímulo ao alei- tamento materno, o projeto de combate à desnutrição infantil e o programa de qualidade de vida na terceira idade. Quanto ao processo seletivo, a UFCA usa as notas do Enem, por meio do Sisu, para escolher seus novos alunos. A ins- tituição adota a política de cotas do go- verno federal, destinando 50% de suas vagas a alunos oriundos da rede pública. PERFIL Fundação: 2013 Campi: Juazeiro do Norte, Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó Cursos de graduação: 14 Alunos de graduação: 2.200 Professores de graduação: 223 (47% mestres; 37% doutores) UNIVERSIDADE DA INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL DA LUSOFONIA AFRO-BRASILEIRA (UNILAB) A aposta da Unilab, com sede em Re- denção (CE) e unidades em Acarape (CE) e São Francisco do Conde (BA), é inusitada: abrir espaço para que jovens de países lusófonos dividam espaço com alunos brasileiros, criando um ambiente para a troca de experiências. Metade das vagas da instituição desti- na-se a estudantes de Portugal, Timor- Leste, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bis- sau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. “Para fortalecer o intercâmbio, temos professores estrangeiros lecionando na universidade”, diz a pró-reitora de ensino Andrea Gomes Linard. Segundo ela, a escolha dos cursos já ofertados e dos que serão abertos no futuro atende às necessidades dos es- tados onde está presente e ao interesse dos países parceiros. O foco tem sido as graduações nas áreas de Saúde, Ciências Agrárias, Engenharias e Pedagogia. O ingresso de brasileiros se dá por meio do Sisu. Os estrangeiros são submetidos a uma avaliação do histórico escolar do Ensino Médio e fazem prova de redação. PERFIL Fundação: 2010 Campi: Redenção, Acarape, no Ceará e São Francisco do Conde, na Bahia Cursos de graduação: 10 Alunos de graduação: 2.132 Professores de graduação: 191 (3% mestres; 97% doutores) CAMPUS PROVISÓRIO A Universidade Federal do Oeste da Bahia ainda não tem uma uma sede definitiva D IV U LG A Ç Ã O 20 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE NORTE Pará UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ (UFOPA) Com sede em Santarém, no coração da Amazônia, a Ufopa foi criada em 2009 a partir da reunião de alguns cam- pi da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Ru- ral da Amazônia (Ufra). Hoje, ela tem nove unidades (três delas localizadas em Santarém e as demais em cidades da região), que abrigam por volta de 3 mil alunos. Outros 3,5 mil estudantes participam do Programa de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), promovido pelo governo fe- deral e que tem a participação da Ufopa. Estudos da biodiversidade A instituição oferece 26 graduações em várias áreas do conhecimento, sen- do oito bacharelados interdisciplinares (BI), seis licenciaturas e 12 bacharelados convencionais. As preocupações com a sustentabilidade e a biodiversidade da Amazônia permeiam o ensino na Ufopa, inclusive na pós-graduação, onde são ofertadas as especializações em Agroe- cologia, Manejo de Florestas Tropicais e Sociedade, Meio Ambiente e Desen- volvimento Sustentável na Amazônia. A instituição também está envolvida com a Torre Alta, uma estrutura de 325 metros construída no coração da Amazônia, destinada a pesquisas cien- tíficas. Professores e alunos da Ufopa vão utilizar esse observatório científico para realização de experimentos rela- cionados à conservação da floresta e ao clima do planeta. Destaque, ainda, para os projetos envolvendo a Estação Experimental de Curuá-Una de Prainha, município vizinho a Santarém, onde serão feitos estudos e experimentos com mais de cem espécies vegetais da Floresta Ama- zônica, e do Parque de Ciência e Tecno- logia do Tapajós, que abrigará pesquisas em tecnologias voltadas à exploração de madeira, pesca e agricultura. Processo seletivo Para ingressar na universidade, o can- didato deve fazer as provas do Enem. Metade das vagas da Ufopa é reservada para alunos da rede pública e há um programa de inclusão de indígenas e quilombolas, com a reserva de 130 va- gas. Elas são preenchidas por meio de processos seletivos especiais, formados por uma prova de leitura e interpreta- ção de textos e uma entrevista. PERFIL Fundação: 2009 Campi: Santarém (3), Itaituba, Oriximiná, Óbidos, Monte Alegre, Alenquer e Juruti. Cursos de graduação: 26 Alunos de graduação: 3.093 (cursos regulares) e 3.502 (Parfor) Professores de graduação: 390 (41,3% mestres; 56,9% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ (UNIFESSPA) A Unifesspa foi criada em 2013 a par- tir do desmembramento do campus de Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A instituição encontra-se em pleno processo de ampliação, como explica o vice-reitor João Weyl Costa. “A sede da universidade, em Marabá, está em obras e ganhará em breve seis prédios novos, ampliando em dez ve- zes o seu tamanho atual”, diz ele. Os outros quatro campi ficam no interior do estado e também estão em via de consolidação na infraestrutura e na grade de cursos. Institutos temáticos Segundo o vice-reitor, cada unidade caminha para tornar-se no futuro um instituto temático vinculado à econo- mia da região onde está inserido. Em Marabá, por exemplo, a força do setor siderúrgico e da área de extrativismo mineral impulsionou a criação de sete modalidades de Engenharia: Civil, Computação, Materiais, Minas, Elé- trica, Mecânica e Química. Formação de professores A Unifesspa recebe apoio do governo federal para fortalecer a formação de professores em regiões mais afastadas. “Integração com o interior é uma vocação natural da universidade”, diz Costa. Por isso, a instituição dá ênfase à oferta de licenciaturas, entre elas a de História, no campus de Xinguara, a de Matemática, em Santana do Araguaia, e a de Letras, em São Félix do Xingu. O ingresso na instituição se dá por meio do Sisu. A Unifesspa adota a po- lítica de cotas do governo federal e realiza um processo seletivo especial para indígenas e quilombolas (redação e entrevista), que contam, ao lado de candidatos com deficiência, com uma reserva de duas vagas por curso. PERFIL Fundação: 2013 Campi: Marabá, Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Xinguara Cursos de graduação: 31 Alunos de graduação: 3.750 Professores de graduação: 200 (40% mestres; 60% doutores) ÊNFASE NA BIODIVERSIDADE Alunos em biblioteca da Ufopa, que promove pesquisas sobre a Amazônia D IV U LG A Ç Ã O 21GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL Serviço de Orientação Vocacional – FSBA www.faculdadesocial.edu.br; servicopsico@faculdadesocial. edu.br; tel. (71) 4009-2937 COMO É: Com seis a oito sessões que ocorrem uma vez por semana, com a duração de 50 minutos, em grupo ou individuais, com dinâmicas e discussões sobre o mercado de trabalho, escolhas e autoconhecimento. INSCRIÇÕES: Todo o período letivo. VALOR: Conforme condição financeira do orientado. Serviço de Psicologia – Fac. Ruy Barbosa servipsico@frb.br; tel. (71) 3205-1745 COMO É: A orientação é oferecida em até oito encontros semanais, com duração de duas horas cada um, para grupos ou individualmente. INSCRIÇÕES: Confirmar junto ao Serviço de Psicologia. VALOR: Taxa simbólica a ser definida. CEARÁ FORTALEZA Serviço de Psicologia Aplicada – Fateci www.fateci.com.br; tels. (85) 3533-7050/7031 COMO É: Numa entrevistainicial são definidos o número e a modalidade de sessões. INSCRIÇÕES: De janeiro a dezembro. VALOR: De acordo com a disponibilidade do interessado. Serviço de Psicologia Aplicada – Unifor www.unifor.br; rc@unifor.br; tel. (85) 3477-3484 COMO É: Sessões semanais, em grupos de no máximo 25 pessoas, durante três meses. São realizadas palestras e aplicados testes psicológicos. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. Serviços em Psicologia do Núcleo Integrado em Saúde – Fanor www.unifor.br; rc@unifor.br; tel. (85) 3477-3484 COMO É: Sessões semanais, em grupos de no máximo 25 pessoas, com duração de três meses. São realizadas palestras e aplicados testes psicológicos. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. QUIXADÁ Serviço de Psicologia Aplicada – FCRS spa@fcrs.edu.br; tel. (88) 3412-6732 COMO É: Sessões semanais, individuais ou em grupo. São realizados testes e dinâmicas para encaminhamento profissional. INSCRIÇÕES: Todo o período letivo. VALOR: Gratuito. PARAÍBA JOÃO PESSOA Serviço de Orientação Vocacional – Unipê www.unipe.br; psicologia@unipe.br; tels. (83) 2106-9218/9217 COMO É: Dez sessões individuais ou em grupo, com entrevistas, dinâmicas e testes psicológicos. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. ALAGOAS MACEIÓ Serviço de Orientação Profissional Cesmac – Centro Universitário Cesmac lapsicesmac@hotmail.com; tel. (82) 3215-5151 COMO É: O processo ocorre individualmente em seis encontros, onde são realizados testes vocacionais e psicológicos. INSCRIÇÕES: Durante os meses de fevereiro a maio e de agosto a novembro. VALOR: Gratuito. BAHIA BARREIRAS Serviço de Orientação Profissional – Fasb Tel. (77) 3613-8845 COMO É: Oito sessões, individuais ou em grupo, com a duração de uma hora cada uma. INSCRIÇÕES: No início de cada semestre. VALOR: Gratuito. ITABUNA Estágio Básico em Avaliação Psicoeducacional – Facsul/Unime www.unime.edu.br; tel. (73) 2102-3080 COMO É: Sessões em grupo ou individuais, com duração de 1h30. INSCRIÇÕES: No início de cada semestre. VALOR: Gratuito. LAURO DE FREITAS SOP – Serviço de Orientação Profissional – Unime www.unime.edu.br; tels. (71) 3378-8150/8151/8900 COMO É: São realizadas entrevistas individuais e sessões em grupo, com atividades como psicodrama, dinâmicas de grupo e testes. INSCRIÇÕES: Início de cada semestre letivo. VALOR: Gratuito para alunos do Ensino Médio. SALVADOR Núcleo Interdisciplinar de Saúde e Cidadania – Unime www.unime.edu.br; niscpsicologia@gmail.com; tel. (71) 3616-2003 COMO É: O processo de orientação profissional ocorre de oito a 12 encontros, com dinâmicas, entrevistas e testes psicológicos. Os atendimentos podem ser feitos em grupo ou individualmente. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. Orientação Profissional em Tempo de Incertezas – FTC servicopsicologia.ssa@ftc.br; tel. (71) 3281-8073 COMO É: São, no máximo, 12 sessões em grupo ou individual. Os encontros duram em média de uma a duas horas, trabalhando diversos aspectos determinantes da escolha profissional. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. Orientação Profissional para Todos – Unijorge www.unijorge.edu.br; tel. (71) 3206-8015 COMO É: O atendimento é feito individualmente ou em grupo, e tem duração de oito a 10 sessões. Entre as atividades destacam-se dinâmicas de grupo, dramatização, testes psicológicos e entrevistas. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: Gratuito. ENCONTRE SEU RUMO Não é tarefa fácil decidir, entres tantas opções, qual carreira seguir. Por isso, os programas de orientação profissional podem ser aliados importantes! ATENÇÃO arrow Estão listados apenas os centros que oferecem o serviço gratuitamente ou por valor simbólico. arrow As informações foram apuradas entre julho e agosto de 2015. Os valores referem-se ao programa como um todo, exceto quando há indicação de que é por sessão. arrow Sugestões para inclusão de outros centros de orientação profissional podem ser feitas através do nosso e-mail: guia.estudante@abril.com.br ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL 22 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL ESPECIAL NORTE E NORDESTE CURSINHOS Para turbinar sua preparação para os exames, confira uma lista de cursos pré-vestibulares populares (gratuitos ou com valores acessíveis). A maioria deles é voltada para alunos da rede pública de ensino. Eles estão organizados por região, estado e ordem alfabética do nome NORDESTE ALAGOAS ARAPIRACA Pré-Uneal Abrindo Caminhos para a Universidade www.uneal.edu.br/programas/pre-uneal; tel. (82) 3521-334 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. Além de Arapiraca, o Pré-Uneal está presente em outras quatro cidades alagoanas: Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos e União dos Palmares. MACEIÓ Conexões de Saberes – Projeto Pré-Vestibular Comunitário/Ufal www.ufal.edu.br/conexoesdesaberes; tels. (82) 3214-1100/1077/1078; VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. MedEnsina http://proex.uncisal.edu.br; extensaouncisal@yahoo.com.br; tel. (82) 3315-6725 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito BAHIA FEIRA DE SANTANA Universidade para Todos da UEFS http://institucional.educacao.ba.gov.br/ universidadeparatodos; uptuefs@gmail.com; tel. (75) 3161-8253 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito ILHÉUS Universidade Para Todos – UESC uesc.com.br; proex@uesc.br; tel (73) 3680-5046 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito Além de Ilhéus, também está presente em Itapé, Jussari, Canavieiras, Una, Buerarema, Coaraci, Itajuipe, Almadina, Uruçuca, Barro Preto, Camacã, Pau Brasil, Gandu, Ubaitaba e Wenceslau Guimarães. SALVADOR Instituto Cultural Beneficente Steve Biko www.stevebiko.org.br; tel. (71)3241-8708; VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito ou R$ 60 mensais. A taxa de inscrição é R$ 30. Pré Enem – UNIFACS www.unifacs.br; npp.letras@unifacs.br VALOR DA MENSALIDADE: taxa de inscrição de R$ 10. Serviço de Psicologia Aplicada – Estácio FaSe spa.sergipe@estacio.br; tel. (79) 3221-5351 COMO É: A orientação profissional acontece em oito sessões em grupo, com duração de duas horas cada uma. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: Gratuito. NORTE AMAZONAS MANAUS Clínica Escola de Psicologia – Fametro www.fametro.edu.br; tel. (92) 2101-1048 COMO É: O trabalho é feito em sessões individuais com a realiazação de testes. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: R$ 20. Serviço de Psicologia Aplicada – Ceulm/Ulbra www.ulbra.br/manaus; spamanaus@ulbra.br; coordpsico@ulbra.br; tel. (92) 3616-9800 COMO É: Dois encontros, sendo o primeiro em grupo de até 30 adolescentes e o segundo encontro individual, com a duração de uma hora cada. É realizada a aplicação de testes vocacionais, dinâmicas e entrevista. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 160. Serviço de Psicologia Aplicada – Uninorte novosite.uninorte.com.br; tel. (92) 3212-5002 COMO É: Encontros individuais. INSCRIÇÕES: No início de cada período letivo. VALOR: Gratuito. RONDÔNIA CACOAL Serviço de Orientação Profissional – Unesc www.unescnet.br; tel. (69) 3441-4503, r. 223 COMO É: Três ou quatro sessões individuais, com aplicação de testes. INSCRIÇÕES: Todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. PORTO VELHO Clínica Escola de Psicologia – Iles/Ulbra Porto Velho www.ulbra.br/portovelho; psicologiapvh@ulbra.br; tel. (69) 3216-7633 COMO É: Oito encontros em grupo, com aplicação de testes e dinâmicas. INSCRIÇÕES: Início de agosto. VALOR: Gratuito. ROLIM DE MOURA Clínica de Psicologia – Farol www.farol.edu.br; clinicaescola@farol.edu.br; Tel. (69) 3442-8104 COMO É: São realizadas até quatro sessões individuais, uma por semana. As atividades podem ser analíticas ou comportamentais.INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: R$ 20. PERNAMBUCO CARUARU Núcleo de Apoio ao Estudante – Favip www.favip.edu.br; tels. (81) 3727-4721, 3719-2535. COMO É: São realizadas sessões individuais. A quantidade de encontros e a duração de cada sessão depende de cada atendimento. INSCRIÇÕES: Todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. RECIFE Centro de Estudos em Psicologia – Esuda www.esuda.com.br; cepi@esuda.com.br; tel. (81) 3412-4267 COMO É: A orientação se desenvolve em quatro encontros individuais em que são realizados entrevistas, testes e fornecida orientação sobre as profissões. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 25 por sessão. PIAUÍ TERESINA Clínica de Psicologia – Facid www.facid.com.br; psicologia@facid.com.br; tel. (86) 3216-7934 COMO É: Normalmente as sessões são individuais com quatro encontros. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 200. RIO GRANDE DO NORTE NATAL Nato Orienta (Serviço Integrado de Psicologia) – Universidade Potiguar sip@unp.br; equipenato@gmail.com; tel. (84)3216-8607 COMO É: Seis a oito encontros, em grupo ou individual, com duração de duas a três horas cada. Incluem entrevista, avaliação psicológica e atividades pedagógicas em grupo. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Pago por sessão (de acordo com a situação socioeconômica do candidato). Refletindo sobre a Escolha da Profissão – Facex www.facex.com.br; secretarianpi@facex.com.br; tel. (84) 3235-1415, ramais 223 e 268 COMO É: O programa pode ter sessões individuais, com dez a 15 sessões de 50 minutos ou em grupo, com oito a 12 sessões com a duração de duas horas cada. Nelas são realizadas práticas de autoconhecimento e oferecidas informações sobre profissões. INSCRIÇÕES: No início do semestre letivo (março e abril – agosto e setembro). VALOR: Gratuito. SERGIPE ARACAJU Clínica de Psicologia – Unit www.unit.br; clinicadepsicologia@unit.br; tels. (79) 3218-2212 COMO É: O programa é individual e se desenvolve em cinco encontros. Neles são realizados testes psicológicos, discussão sobre a escolha do curso e visitas às faculdades. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. 23GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL NORTE AMAPÁ MACAPÁ Pré-Vestibular – Unifap www.unifap.br; tel. (96) 3312-1747; VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. AMAZONAS MANAUS Superior Pré-Vestibular – Faculdade Salesiana Dom Bosco superior.prevest@gmail.com tel. (92) 2125-4690 VALOR DA MENSALIDADE: R$ 170. PARÁ BELÉM Cursinho Alternativa – UEPA http://paginas.uepa.br/cursinho/apresentacao.html; tel. (91) 4009-9542 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. MARABÁ Cursinho Popular Emancipa emancipamaraba.blogspot.com; emancipa.maraba@live.com; tels. (94) 2101-7134, 98144-3100 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. RORAIMA BOA VISTA Pré-Vestibular Solidário – UFRR www.uffr.br; tel. (95) 3621-3118 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito TOCANTINS ARRAIAS Padu www.uft.edu.br/padu; tel. (63) 3653-1531 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito Também presente em Palmas (3232-8036) e em Porto Nacional (3363-0500). FIQUE DE OLHO OS TIPOS MAIS COMUNS Os cursos pré-vestibular variam conforme a duração do período das aulas. Confira. EXTENSIVO – As aulas começam em fevereiro ou março e se estendem até o fim do ano. SEMI-INTENSIVO – Também chamado de se- miextensivo, tem a duração de um semestre. INTENSIVÃO OU INTENSIVO – Cursos de dois a três meses que fazem uma revisão do con- teúdo para o vestibular. PERNAMBUCO AFOGADOS DE INGAZEIRA Proifpe: Programa de Acesso, Permanência e Êxito - IFPE http://afogados.ifpe.edu.br/; den@afogados.ifpe.edu.br; tel. (87) 3211-1207 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito GARANHUNS Pré-Vestibular Cidadão – Aesga http://www.aesga.edu.br; tel (87) 3761-1596 r.202 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. RECIFE Grupo de Apoio Preparatório (GAP) – UFPE www.cursogap.com.br; tel. (81) 3265-3913; VALOR DA MENSALIDADE: R$ 100 e R$ 20 da inscrição (para os que estudam ou estudaram em escola pública) ou R$ 150 e R$ 20 da inscrição (alunos de escola privada). Pré-Acadêmico Atitude – UFPE http://preacademicoatitude.wordpress.com; tels. (81) 9697-9578, 8800-5579 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. É preciso pagar R$ 15 de taxa de inscrição. Prevupe – UPE www.upe.br; tel. (81) 3033-7386 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito, com taxa de inscrição de R$ 30. Vestibular Cidadão tels. (81) 9606-2864 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. PIAUÍ TERESINA Pense – UFPI www.ufpi.br; tels. (86) 9958-4524, 9412-0515, 8836-4849 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. A taxa de inscrição custa R$ 10. PES – Pré-vestibular específico saúde – Uespi http://uespipes.blogspot.com; tels. (86) 3213-7398 VALOR DA MENSALIDADE: R$ 10/15 a matrícula. RIO GRANDE DO NORTE NATAL Cursinho do DCE – UFRN www.cursinhododce.com.br; tels. (84) 3215-3325 e 9699-4546 VALOR DA MENSALIDADE: cerca de R$ 55. SERGIPE ARACAJU Aulão – Você na Unit http://al.unit.br/blog/noticias/aulao-unit-2015/; extensão@al.unit.br; tel. (82) 3311-3131; VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. Pré-Vestibular Social Zeferina – Uneb http://www.uneb.br/unex/pre-vetibular-social-zeferina; tel. (71) 3257-4681 VALOR DA MENSALIDADE: R$ 100. Mas há chance de obter uma bolsa de estudos. Programa Universidade para Todos – Uneb http://www.uneb.br/; tel. (71) 3371-0107, r. 235 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito CEARÁ FORTALEZA Curso Pré-Vestibular XII de Maio – UFC www.curso12demaio.ufc.br; tel. (85) 3082-5202, 8633-7473 VALOR DA MENSALIDADE: Taxa de inscrição de R$70 e R$ 30 por mês Intensivão para o Enem – UFC tel. (85) 3366-9780. VALOR DA MENSALIDADE: R$ 79. Também é preciso pagar uma taxa de matrícula de R$ 60. JUAZEIRO DO NORTE PREVEST ESTÁCIO FMJ www.estacio.br;patricia.pinheiro@estacio.br; tel. (88) 3572 7807 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito MARACANAÚ 6 de Março – UFC http://projetoseisdemarco.blogspot.com.br; tel. (85) 8817-7637 VALOR DA MENSALIDADE: R$ 20. A taxa de matrícula custa R$ 10. SOBRAL Pré-Vest UVA www.uvanet.br; tels. (88) 3611-6725 e 9961-2824 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito PARAÍBA BANANEIRAS Pré-Vestibular Solidário– UFPB www.ufpb.br; tel. (83) 3216-7475; VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. CAMPINA GRANDE Prevest UEPB www.uepb.edu.br; tel. (83) 3310-9705, 8886-6588, 3344-5314 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. Pré-Vestibular Solidário UFCG http://www.ufcg.edu.br/~pvs/portal.htm; tel. (83) 3310-1299 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito. JOÃO PESSOA Cursinho Pré-Vestibular – UFPB www.ufpb.br; tel. (83) 3216-7475 VALOR DA MENSALIDADE: Gratuito ESPECIAL SUL As páginas a seguir trazem informações específicas sobre a sua região para você fazer as melhores escolhas NOVAS INSTITUIÇÕES CONHEÇA AS DUAS MAIS JOVENS UNIVERSIDADES DO PEDAÇO – UFFS E UNILA UNIVERSIDADES UM PERFIL DAS MAIORES INSTITUIÇÕES DO PARANÁ, DE SANTA CATARINA E DO RIO GRANDE DO SUL MELHORES CURSOS CONHEÇA ALGUMAS DAS GRADUAÇÕES MAIS BEM AVALIADAS DA REGIÃO ESCOLHA PROFISSIONAL UMA LISTA DE CENTROS QUE OFERECEM ORIENTAÇÃO VOCACIONAL MERCADO DE TRABALHO OS SETORES MAIS PROMISSORES E AS PROFISSÕES RELACIONADAS A ELES ILUSTRAÇÃO: JULIANO AUGUSTO/45JJ 2 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL MERCADO DE TRABALHO FOCO NA TRADIÇÃO O agronegócio e as indústrias ligadas ao setor, como a de alimentos, de fertilizantes e de produtos químicos, oferecem boas oportunidades N a Região Sul, a força do agronegócio e das indústrias vinculadas a esse segmento garantem boas perspectivas de trabalho no Paraná, em Santa Cata- rina e no Rio Grande do Sul. A agropecuáriase volta, cada vez mais, à profissionalização. Isso é po- sitivo porque abre espaço não só para graduados em cursos específicos da área, como Agronegócios, Agronomia, Engenharia Agrícola, Medicina Veteri- nária e Zootecnia. Especialistas em Co- mércio Exterior, por exemplo, também são essenciais, já que o Brasil exporta fortemente esses produtos. As indústrias relacionadas ao setor, como a alimentícia, de fertilizantes e de produtos químicos, também conti- nuam contratando. Têm destaque en- genheiros de produção, especialistas em logística, administradores e graduados em Tecnologia da Informação (TI). São procurados ainda formados em cursos tecnológicos, especialmente em Siste- mas Elétricos, Eletrotécnica Industrial e Automação Industrial. Esses profissio- nais atuam em áreas operacionais, como compras, cadeia de suprimentos e TI. Se você pensa em cursar uma gra- duação relacionada à tecnologia ou à infraestrutura, como Engenharia, saiba que elas têm as melhores perspectivas de emprego no futuro próximo. “Essas áreas foram pouco valorizadas nos úl- timos anos e, para dar suporte ao cres- cimento da região, serão necessários profissionais muito bem qualificados”, INOVAÇÃO Pesquisadores fazem experiência em laboratório do parque tecnológico gaúcho TecnoPUC TA M IR E S K O P P 3GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL afirma Bernt Entschev, da consultoria em recursos humanos De Bernt Ents- chev, em Curitiba (PR), com unidades em outros quatro estados brasileiros. E, durante a faculdade, fique atento às chances de se inserir no mercado. Na Região Sul, busca-se cada vez mais jovens profissionais bem preparados. “Quem faz bons estágios tem maior chance de se posicionar no mercado”, garante Mônica Nogueira, especialista em recursos humanos da Ideal Soluções Organizacionais, em Porto Alegre (RS). RIO GRANDE DO SUL Agronegócio e indústria são o foco do estado. No caso do primeiro, têm destaque a pecuária e o cultivo de soja, milho, arroz, feijão e trigo. Por causa da necessidade cada vez maior de profis- sionalização e de uso da tecnologia, há vagas para quem é graduado em bacha- relados diretamente ligados ao setor. Só os negócios do Rio Grande do Sul com a China, especialmente relacionados a carne bovina e soja, vêm crescendo mais de 25% ao ano na última década. No munícipio de Não-Me-Toque, forte em agricultura de precisão, tecnólogos em Agroindústria e engenheiros agrônomos têm vagas para trabalhar na colheita e no controle de qualidade nas culturas de grãos. Com o desenvolvimento local, novos hotéis se instalaram por ali, como o Ibis, contratando também graduados em Hotelaria e Turismo. Na indústria, são requisitados enge- nheiros de produção, administradores e tecnólogos em Logística. Outra área em alta é a de tributos, gerando opor- tunidades para graduados em Ciências Contábeis e em Gestão Financeira. Ficam no Rio Grande do Sul impor- tantes representantes da indústria do agronegócio, como a fabricante de tra- tores e colheitadeiras ACGO, em Santa Rosa, e a Kepler Weber, de armazena- gem, em Panambi. Mesmo com a queda na venda de au- tomóveis no país, a cadeia automotiva oferece oportunidades em Porto Alegre. De olho nos próximos anos, a Nexteer Automotive, por exemplo, anunciou alto investimento na produção de colunas de direção elétrica. Isso se reflete em chance de emprego para engenheiros eletricistas, industriais, mecânicos, mecatrônicos e de produção. Em São Lepoldo, a Stihl, fabricante de ferramentas motorizadas, está ampliando sua fábrica. No setor energético, o estado conta com mais de vinte parques eólicos em operação, em municípios como Xangri- lá e Osório, o que representa chances de emprego para engenheiros, espe- cialmente da área de energia. Tecnologia Ficam na região metropolitana de Porto Alegre importantes empresas da área, que está em alta. HP, Dell, SAP e HCL são alguns exemplos. Isso faci- lita o ingresso no mercado de traba- lho de graduados nas Engenharias da Computação, Eletrônica e de Softwa- re, em Ciência da Computação e em Sistemas de Informação. Há procura também por tecnólogos em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão da Tecnologia da Informação e Redes de Computadores. Outro profissional requisitado pelas indústrias são os que se dedicam a desenvolver projetos em segurança da informação. Ampliam o mercado três importantes parques tecnológicos: o Tecnosinos (Parque Tecnológico São Leopoldo), formado por empresas das áreas de Tecnologia da Informação, Automação e Engenharias, entre outros setores; o Valetec (Parque Tecnológico do Vale dos Sinos), com empresas e instituições de ciência e tecnologia; e o TecnoPUC (Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), que conta com startups e centros de pesquisa e desenvolvimen- to de multinacionais de TI, energia e meio ambiente, indústria criativa e ciências da vida. O Parque Científico e Tecnológico da UFRGS ainda não foi inaugurado oficialmente, mas já tem a Rede de In- cubadoras Tecnológicas, formada por cinco incubadoras, em funcionamento. MOVIMENTO EM ALTA O porto de Itajaí, o segundo do país em movimentação de contêineres, precisa de engenheiros navais e de tecnólogos em Gestão Portuária Graduações relativas à tecnologia ou à infraestrutura também encontram um mercado aquecido na região E R N E ST O R E G H R A N 4 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL SANTA CATARINA A agroindústria é a grande aposta atual da economia catarinense, com destaque para avicultura e suinocultura. Junto com o Rio Grande do Sul, o estado rece- beu este ano o certificado de zona livre de peste suína clássica da Organização Mundial de Saúde Animal. A certificação fortalece a cultura local, que já detém 27% do mercado nacional e 35% das exportações, e abre as portas para novos negócios, aquecendo o mercado. Agrônomos, engenheiros agrícolas e bacharéis e tecnológicos em Agronegó- cios e áreas afins são contratados ainda para trabalhar nas indústrias ligadas a culturas de soja, milho, feijão e mandio- ca. Outra produção que cresce é a do leite – o estado deve passar do quinto ao quarto lugar nacional em 2015. O agronegócio não é o único ramo in- dustrial com potencial – têm destaque no estado a aquicultura e a pesca. A produção de moluscos (mexilhões, ostras e vieiras) é a maior do país e continua crescendo. Outro setor que oferece oportunidades interessantes é o de infraestrutura portu- ária. Vale lembrar que o segundo maior porto do país em movimento de contêine- res fica em Itajaí. Bom para engenheiros navais e tecnólogos em Construção Naval e Transporte (Gestão Portuária). A indústria têxtil tem projeção nacio- nal. Ficam no estado a camisaria Dudalina e a malharia Hering, em Blumenau, e a Malwee e a Marisol, em Jaraguá do Sul. Empresas menores, como a Korova, crescem com a ajuda do comércio online. No fim de 2014, a fabricante de au- tomóveis BMW inaugurou uma nova fábrica na cidade de Araquari, próxima a Joinville, e demanda profissionais formados em Engenharia e Gestão da Produção Industrial. Vagas também para os graduados em Administração, Direito, Economia, Logística e Tecno- logia da Informação. O turismo é outra área promissora. O estado é um dos mais visitados por brasileiros, e sua capital, Florianópolis, está entre as dez cidades nacionais mais procuradas por estrangeiros. Com isso, a busca por graduados em Turismo e Hotelaria é constante. Polo de inovação Segundo a Endeavor Brasil, institui- ção que fomenta o empreendedorismo, Florianópolis é a cidade brasileira com ambiente mais favorável para empreen- dedores,e isso se reflete na área de tecno- logia. O polo catarinense de tecnologia e inovação tem 600 empresas, que faturam 1 bilhão de reais ao ano, e dois parques tecnológicos (Alfa e Sapiens Parque). No estado, mais de 20 mil pessoas são empregadas por quase 2 mil empresas de tecnologia, como a Softplan, desen- volvedora de softwares para serviços públicos, a Nexxera, de tecnologia para o setor bancário, e a Senior Sistemas, de soluções em gestão empresarial. A maioria das vagas é para engenheiros eletrônicos e eletricistas, analistas de sistemas, administradores, contadores, advogados e profissionais de marketing. PARANÁ O agronegócio paranaense recebeu, em 2015, R$ 852 milhões em investimentos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. A notícia é relevante, pois o setor agropecuário é um dos mais importantes do estado. Destaque para a produção de hortaliças, cana-de-açúcar, mandioca, café, milho, soja e trigo. Cooperativas como a Coamo Agroin- dustrial e a Copacol estiveram entre as empresas mais rentáveis em 2014, o que indica oportunidades para profissionais do agronegócio e tecnólogos em Gestão de Cooperativas. Na área de Tecnologia da Informação, tem destaque a Atos, empresa francesa de serviços de tecnologia, que costuma abrir vagas para profissionais de TI para atuar em áreas como suporte, aten- dimento bilíngue e desenvolvimento. Novas perspectivas A instalação de novas plantas indus- triais no estado sinaliza para a contrata- ção de profissionais de diversas áreas – técnicas e administrativas. Iniciou-se, em 2015, a construção de uma nova fábrica de rações da multinacional Mars, em Ponta Grossa, o que significa boas chances para administradores, engenheiros de produ- ção, zootecnistas e médicos veterinários. Para 2016, a Klabin prevê a abertura da planta do Projeto Puma, em Ortigueira, a nova unidade de celulose da empresa, que beneficiará também químicos, engenhei- ros químicos e tecnólogos em Processos Químicos e em Papel e Celulose. box FOME DE EMPREGO Fábricas de alimentos, pertencentes à cadeia do agronegócio, movimentam a economia dos estados do Sul, gerando postos de trabalho Em Santa Catarina, o setor de tecnologia tem quase 2 mil companhias que empregam mais de 20 mil profissionais GERM A N O L U D E R S 6 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL MELHORES CURSOS FORMAÇÃO DE PRIMEIRA As instituições que oferecem os melhores cursos nas áreas mais promissoras da região MÃO NA MASSA Alunos do curso de Aquicultura da UFSC em atividade prática na universidade A Região Sul tem uma econo-mia diversificada. O turismo é forte nos três estados, espe-cialmente em Santa Catarina, que também sobressai pela criação de peixes e outros animais aquáticos em cativeiro. Paraná e Rio Grande do Sul têm tradição no campo, enquanto a in- dústria da tecnologia da informação ganha espaço em Porto Alegre. Com isso, o mercado de trabalho apresenta boas perspectivas para quem se forma em Aquicultura, Engenharia Agrícola, Sistemas de Informação e Turismo. Co- nheça, a seguir, as instituições que ofere- cem alguns dos melhores cursos nessas áreas, segundo a Avaliação de Cursos Superiores do Guia do Estudante 2015. ENGENHARIA DE AQUICULTURA UFSC O curso de Engenharia de Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catari- na (UFSC) nasceu em 1999, no campus de Florianópolis, com o objetivo de formar profissionais especializados em produ- ções de espécies aquáticas, como peixes, crustáceos, moluscos e plantas. Hoje, vai muito além disso. “Estamos formando engenheiros com perfil empreendedor. O estudante aprende também a planejar, dirigir e projetar uma empresa. Ele pode abrir seu próprio negócio”, afirma a co- ordenadora Anita Rademaker Valença. A graduação recebe 40 novos alunos por semestre e tem duração mínima de D IV U LG A Ç Ã O /A Q U IC U LT U R A /U FS C cinco anos. Atualmente, há 281 estu- dantes matriculados. Ao entrar no curso, o estudante tem disciplinas que vão desde os tópicos mais teóricos – como fundamentos em solos, matemática e ecologia de sistemas ma- rinhos – até aulas práticas sobre cultivo de camarões, por exemplo. No total, há sete laboratórios: piscicultura marinha, piscicultura de água doce, carcinicul- tura, cultivo de moluscos, algocultura, patologia e nutrição. A universidade tem também duas fazendas experimentais para o cultivo de organismos aquáticos. Em relação à empregabilidade, segun- do estudos realizados na UFSC, entre 2003 e 2013, 43% dos egressos estão atu- ando na área aquícola e 57%, em outras áreas similares. “A maioria está no estado de Santa Catarina, maior produtor de moluscos do Brasil, mas há também ex- alunos trabalhando no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Tem até profissionais na Costa Rica e na In- glaterra”, conta a professora. ENGENHARIA AGRÍCOLA UFPEL Outro curso que está em alta no Sul é o de Engenharia Agrícola. O da Univer- sidade Federal de Pelotas (UFPel) foi o primeiro no Brasil, criado em 1972. Hoje, a instituição gaúcha oferta 44 vagas anuais. A graduação tem duração média de cinco anos, em turno integral, e conta com 144 alunos. O currículo é focado nas seguintes áreas: mecanização agrícola, constru- ções rurais, engenharia de água e solos, energização rural e processamento de produtos agrícolas. O objetivo é preparar profissionais com capacidade de interagir em diversos campos. “Ao fazer um projeto de uma máquina agrícola, por exemplo, o engenheiro deve ter conhecimentos de mecânica e também sobre o produto que será utilizado nela, ou seja, conhecimen- tos agronômicos”, explica o coordenador do curso, Marivan da Silva Pinho. Durante a formação, os alunos têm à disposição 19 laboratórios, entre eles os de automação industrial, bioenergias, 7GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL engenharia de pós-colheita e topografia e pavimentações. “Ao longo do curso, os estudantes desenvolvem estudos de casos de projetos agroindustriais focados em processamento de produtos agrícolas”, afirma o professor. Quando recebe o diploma, o bacharel já encontra um mercado de trabalho local promissor. “A região de Pelotas possui as maiores unidades de beneficiamento de arroz da América Latina e é também a maior produtora de pêssego para as agroindústrias nacionais”, diz Pinho. Se- gundo ele, são dois setores que costumam contratar muitos engenheiros agrícolas. E, além das áreas tradicionais, também podem atuar no setor agropecuário, em órgãos governamentais, prefeituras, em- presas privadas e públicas. UNIOESTE Outro curso destacado de Engenharia Agrícola é o da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que funciona no campus de Cascavel (PR). Criada em 1979, a graduação tem 40 vagas anuais, dura cinco anos e conta com 163 alunos matriculados “Todos os professores efetivos são doutores com elevada produtividade científica”, afir- ma o coordenador Alfredo Petrauski. O currículo do curso tem forte em- basamento em matemática e física. Também aborda disciplinas específi- cas da profissão, como tecnologia de pós-colheita, mecanização e máquinas agrícolas, recursos hídricos e sanea- mento ambiental. As aulas práticas são realizadas no Núcleo Experimental de Engenharia Agrícola-NEEA. “Funciona como uma proposta de pequena fazenda-escola, com cerca de 20 hectares, onde os es- tudantes aprofundam conhecimentos sobre mecanização agrícola e conser- vação dos solos”, explica o professor. Os estudantes entram em contato com o mercado de trabalho por meio de estágios feitos em empresas e coope- rativas conveniadas com a universida- de, que são muitas em umaregião com forte vocação para produção agrícola e agroindustrial. “As áreas em que se tem mais contratações são armazenamento e pré-processamento de grãos e mecaniza- ção agrícola”, afirma o coordenador. “As empresas costumam vir ao nosso campus para entrevistar candidatos”, conta ele. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PUCRS Não é só na área rural que estão os destaques acadêmicos do Sul. Um curso de grande relevância regional é o de Sis- temas de Informação da Pontifícia Uni- versidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O profissional formado nessa área trabalha diretamente com internet e com programação de computadores – duas áreas em expansão em todo o país. O curso, criado em 1998, funciona no campus de Porto Alegre e oferece 60 vagas semestrais. Tem duração média de quatro anos. “Além das aulas teó- ricas, usamos em sala de aula estudos de casos, jogos e recursos audiovisu- ais, bem como trabalhos em grupo, de forma presencial ou virtual”, explica a coordenadora Ana Paula Terra Bacelo. Os 490 alunos matriculados também têm aulas práticas em laboratórios te- máticos, entre eles os de redes de com- putadores, realidade virtual, engenharia de software e programação paralela. Há ainda um centro de pesquisa em par- ceria com as empresas Dell e HP, onde os alunos têm a oportunidade de esta- giar. “Vale destacar ainda os estágios no Tecnopuc, um parque tecnológico que estimula a pesquisa e a inovação apro- ximando a academia, instituições pri- vadas e o governo. Há 124 organizações envolvidas”, complementa a professora. Ao concluir o curso, segundo Ana Paula, a maioria dos egressos já consegue uma boa colocação no mercado de trabalho. TURISTAS, BEM-VINDOS Estudantes da Univali recepcionam visitantes na Ilha de Porto Belo (SC) TURISMO E HOTELARIA UNIVALI Nessa área, que é destaque na Região Sul, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Balneário Camboriú (SC), oferece um dos melhores cursos do país. O bacharelado fundado em 1990 foi o primeiro do Brasil a oferecer duas habi- litações em uma graduação – Turismo e Hotelaria. Hoje, oferece 50 vagas por ano e conta com 120 alunos matriculados. “ É a única universidade a manter um pro- grama de ensino completo – graduação, mestrado e doutorado – nessas áreas”, ressalta a coordenadora Silvia Regina Cabral. Ela destaca a formação do corpo docente. Cerca de 94% dos professores têm título de mestre ou doutor. A aproximação com o dia a dia da pro- fissão é proporcionada pelos trabalhos que os estudantes desenvolvem na Agên- cia Acadêmica de Turismo (Acatur), que presta serviços à comunidade. Os futuros bacharéis também dispõem de laboratórios, como o de hospedagem e o de alimentos e bebidas. “Tem destaque também o Laboratório de Campos Ex- perimental de Ecoturismo e Turismo de Aventura, onde se desenvolvem técnicas de sustentabilidade”, diz a professora. Entre os projetos de extensão de maior expressão está o Gentis Orien- tadores – GO’S. É um programa educa- cional de estágio, que ocorre durante o verão, em que os alunos prestam aten- dimento aos turistas na Ilha de Porto Belo, em Santa Catarina. box D IV U LG A Ç Ã O /T U R IS M O E H O TE LA R IA /U N IV A LI 8 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL UNIVERSIDADES DE OLHO NA REALIDADE As maiores universidades do Sul investem na área social e têm como foco formar profissionais para atender as demandas do mercado de trabalho C ontribuir para o desenvolvi-mento regional é uma vocação das grandes universidades do Sul. No Paraná, por exemplo, essa preocupação aparece na Agência de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Pontifícia Universidade Católica do Pa- raná (PUCPR), que faz a ponte entre a academia e o mercado, transferindo o conhecimento gerado em seus labora- tórios para o setor produtivo. Veja a seguir um perfil das duas maiores universidades – uma pública e uma priva- da – de cada estado do Sul. Para a escolha das instituições, considerou-se o número de matrículas na graduação presencial, conforme o Censo da Educação Superior 2013 do Ministério da Educação (MEC). PARANÁ PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ (PUCPR) Uma característica da PUCPR é o com- promisso com a área social. Além da carga horária de cada curso, os 25 mil alunos matriculados em suas 60 graduações pre- cisam cumprir, no mínimo, 36 horas de trabalho voluntário. Há parcerias com 160 instituições. “Os alunos prestam serviços em comunidades, fazendo atividades que não precisam estar ligadas a seus cursos. Um estudante de Engenharia, por exemplo, pode ajudar a pintar as paredes de uma escola da periferia. O objetivo é estimular o engajamento social”, diz o vice-reitor Paulo Otávio Mussi Augusto. Empreendedorismo Inaugurada em 1959, a instituição está focada em formar empreendedores. Em 2008, criou a Agência PUC de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ideia é que os alunos se envolvam desde a geração de conhecimento até sua transferência para o setor produtivo. “Um exemplo é o acordo feito com a Nokia, em que estudantes e professores estão envol- vidos no desenvolvimento de tecno- logia”, conta o vice-reitor. Na agência há também a incubadora e aceleradora de negócios, com cerca de 50 startups. Tecnologias agropecuárias Outro destaque é o investimento da universidade em ensino e pesquisa so- bre novas tecnologias agropecuárias. As atividades acontecem na Fazenda Experimental Gralha Azul, no muni- cípio de Fazenda Rio Grande. Os alu- nos aprendem sobre cultivo de frutas e grãos e sobre avicultura, bovinocultura de leite, ovinocultura e suinocultura. Credenciada no Fies e no ProUni, a PUCPR seleciona seus alunos por meio de dois vestibulares por ano. Oferece ainda o Fundo Solidário, pelo qual alunos de baixa renda são financiados pela uni- versidade. Não adota o sistema de cotas. A PUCPR EM RESUMO Fundação: 1959 Campi: Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo Cursos de graduação: 60 Alunos de graduação: 25.235 Professores de graduação: 1.652 (44,8% mestres; 36,5% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR) Criada em 1912, a UFPR é uma das mais antigas instituições de Ensino Superior do país. Hoje tem cerca de 25 mil alunos cursando 130 graduações em campi nas cidades de Curitiba (sede), Palotina, Ma- tinhos, Pontal do Paraná e Jandaia do Sul. Uma novidade foi a abertura, recen- temente, de quatro cursos no Centro de Estudos do Mar, em Pontal do Paraná: Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia da Aquicultura e Licenciatura em Ciências Exatas. “Esse campus só tinha o curso de Oceanogra- fia. Precisávamos expandir, já que é um polo onde estão importantes portos”, explica o reitor Zaki Akel Sobrinho. SENSIBILIDADE SOCIAL Na PUCPR, os alunos cumprem, no mínimo, 36 horas de trabalho voluntário JO Ã O B O R G E S/ D IV U LG A Ç Ã O P U C P R 10 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL Para 2016, está prevista a abertura do curso de Medicina, em Toledo. “Estamos construindo um hospital regional, com 88 leitos, que dará suporte ao curso”, afirma Sobrinho. A universidade já in- veste na área da saúde. Seu maior progra- ma de extensão é o atendimento feito por estudantes, professores e profissionais no Hospital de Clínicas do Paraná e na Maternidade Victor Ferreira do Amaral, ambos em Curitiba. “São cerca de 1 mi- lhão de atendimentos nos ambulatórios por ano”, contabiliza o reitor. Processo seletivo Na seleção de novos alunos, 70% das vagas são preenchidas por meio do vesti- bular (anual e em duas fases) e as outras 30%, via Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Realiza também processo de se- leção estendido (PSE) - em queo aluno cursa algumas disciplinas na universida- de durante um semestre - para Estatística, Matemática e Matemática Industrial. O Enem conta como 10% do total da nota obtida na segunda fase do vestibular. A instituição adota sistema de cotas e reser- va 50% das vagas para alunos oriundos de escola pública. A UFPR EM RESUMO Fundação: 1912 Campi: Curitiba, Palotina, Matinhos, Pontal do Paraná e Jandaia do Sul Cursos de graduação: 130 Alunos de graduação: 25.014 Professores de graduação: 2.246 (16,24% mestres; 81,15% doutores) SANTA CATARINA UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ (UNIVALI) A Univali nasceu com o nome de So- ciedade Itajaiense de Ensino Superior, em 1964. Tinha duas faculdades, com cursos na área de Humanas. Adquiriu seu nome atual em 1989, e hoje conta com sete campi, 70 cursos de graduação e mais de 26 mil alunos matriculados. Os cursos da instituição estão voltados para o mercado de trabalho da microrre- gião de Itajaí, onde se encontra o segundo maior porto do país. “Oferecemos cursos que dão suporte para as atividades por- tuárias, como Comércio Exterior, Gestão Portuária, Administração, Tecnologia em Construção Naval, Oceanografia e as En- genharias”, diz o reitor Mário Cesar dos Santos. “Também estamos investindo em pesquisas sobre pesca artesanal.” Turismo, intercâmbio e ingresso As atividades turísticas – em alta em Florianópolis, Camboriú e Piçarras – fazem parte do currículo de diversas graduações, como Turismo e Hotelaria, Gastronomia, Cosmetologia e Estética. “Esse assunto é tão importante que até criamos, recentemente, o doutorado em Turismo”, ressalta Santos. A Univali mantém 32 convênios de intercâmbio internacional com ins- tituições de 17 países. “Em 2015, 112 alunos participaram de programas de mobilidade. E recebemos 63 estudantes estrangeiros”, diz o reitor. Há três formas de ingressar na Univali: vestibular semestral, seletivo especial (em que o candidato concorre a uma vaga somando pontos do histórico escolar, certificados de cursos e experiência pro- fissional) e nota do Enem. A universidade é credenciada no Fies e no ProUni e tem um programa próprio de bolsas de estudo. Não adota sistema de cotas. A UNIVALI EM RESUMO Fundação: 1964 Campi: Itajaí, Balneário Camboriú, Tijucas, Biguaçu, São José, Florianópolis e Balneário Piçarras Cursos de graduação: 70 Alunos de graduação: 20.953 Professores de graduação: 1.094 (54,7% mestres; 22,1% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA (UFSC) A UFSC foi inaugurada em 1960 e cresceu muito nos últimos anos. Em 2009, ganhou três campi nas cidades de Araranguá, Curitibanos e Joinville, e, em 2013, em Blumenau. Hoje, tem cerca de 30 mil alunos em 117 graduações. Vocação dos campi Cada campus tem sua vocação, asso- ciada à economia local. Em Curitibanos, foram criados cursos na área agrícola, como Agronomia, Ciências Rurais, Enge- nharia Florestal e Medicina Veterinária. A ideia é gerar conhecimento para apoiar os pequenos produtores. Em Araranguá, o destaque fica para as Engenharias, especialmente a de Energia. O muni- cípio fica perto de Criciúma, polo de extração de carvão. “O objetivo é estudar a geração de energia sustentável”, diz a reitora Roselane Neckel. A área da saúde também deve crescer no campus, que já oferece o curso de Fisioterapia. Em 2017, ganhará o de Medicina. Engenharias e vestibular Os outros dois novos campi estão vol- tados para as Engenharias. Em Joinville, a escola mantém cursos nas áreas de metais, mecânica, naval e ferroviário. O campus de Blumenau oferece Enge- nharia Têxtil. “Os formados poderão levar as novas tecnologias às indústrias locais”, conta Roselane. O vestibular anual é realizado em uma fase. A partir de 2016, a instituição SINTONIA COM O MERCADO Os cursos da Univali (SC) têm como foco os setores turístico e portuário G A B R IE L C A M IL LO /D IV U LG A Ç Ã O U N IV A LI 12 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL irá aderir ao Sisu, reservando 30% de suas vagas para o ingresso por meio dessa modalidade. Também ampliará o sistema de cotas: 50% das vagas serão destinadas aos alunos de instituições públicas, sendo 32% delas para can- didatos negros, pardos ou indígenas. A UFSC EM RESUMO Fundação: 1960 Campi: Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville Cursos de graduação: 117 Alunos de graduação: 30.105 Professores de graduação: 2.170 (9% mestres; 89,4 % doutores) RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL (UCS) A UCS tem forte presença na região nordeste do estado. A escola, criada em 1967, tem sede em Caxias do Sul e mais quatro campi em Bento Gon- çalves, Vacaria, São Sebastião do Caí e Canela. Conta também com quatro núcleos universitários em Farroupilha, Guaporé, Nova Prata e Veranópolis. São quase 30 mil alunos matriculados em 84 cursos de graduação. Foco no mercado A instituição está atenta ao mercado de trabalho. Há vários projetos junto a empresas, fábricas e órgãos públicos, que envolvem alunos e professores de diversos cursos, especialmente da área de Exatas. Um exemplo é o Instituto de Materiais Cerâmicos da UCS, vinculado aos cursos de Engenharia, que desenvolve novas tecnologias para a indústria da cerâmica do Vale do Caí, importante polo ceramista da região Sul. Outro projeto é o de produção de biometano para a co- geração de energia elétrica, em parceria com a Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE). Sustentabilidade A universidade também está foca- da em projetos de sustentabilidade. O reitor Evaldo Antonio Kuiava destaca o programa Lagoas Costeiras, em sua terceira edição. “Seu objetivo é criar co- nhecimentos para a gestão sustentável dos recursos hídricos do município de Osório, litoral norte do estado”, afirma o reitor. Segundo ele, esse é um dos maiores projetos de estudos de lagoas no Brasil e, também, virou referência em educação ambiental. Conta com a parceria da Petrobras. Formas de ingresso A instituição tem três processos seleti- vos. O primeiro é o vestibular semestral. A segunda opção é o vestibular com- plementar para vagas remanescentes. A prova é apenas de redação, que pode ser substituída pela nota de redação do Enem. Há, ainda, uma seleção especial para estrangeiros. A UCS está cadastrada no ProUni e no Fies. Oferece bolsas de estudo, mas não tem sistema de cotas. A UCS EM RESUMO Fundação: 1967 Campi: Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Canela, Farroupilha, Guaporé, Nova Prata, São Sebastião do Caí, Vacaria e Veranópolis. Cursos de graduação: 84 Alunos de graduação: 29.637 Professores de graduação: 1.035 (54% mestres; 33,3% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS) A UFRGS comemorou oito décadas em 2014, mas alguns de seus cursos já têm mais de 100 anos, como os de Direito, Agronomia, Engenharia Civil, Farmácia, Medicina e Odontologia. A instituição é a maior da Região Sul. Tem mais de 32 mil alunos em 95 cursos de graduação em cinco campi, quatro deles em Porto Alegre e um no litoral. Campus na Serra Gaúcha A universidade continua em expan- são. “Estamos com uma proposta de um novo campus na Serra Gaúcha. A ideia é oferecer cursos voltados à potenciali- dade da região”, afirma o reitor Carlos Alexandre Netto. Outra novidade é a construção do hospital odontológico na capital, que já tem uma clínica do gênero. A oferta de serviços deve passar de 400 para 700 atendimentos por dia. Pesquisa e extensão A instituição tem 794 grupos de pesqui- sa e cerca de 5.500 projetos, com ênfase nas áreas de Saúde, Biológicas, Engenha- rias, Agrárias e Sociais. Nos programas de extensão, são realizadas anualmenteem torno de mil atividades em diversas áreas do conhecimento, com destaque para educação do campo e formação de professores para a rede pública. A UFRGS oferece 30% de suas va- gas por meio do Sisu e as restantes via vestibular, com a possibilidade de usar o Enem como parte da nota. Quarenta por cento das vagas são destinadas a alunos de escolas públicas. A UFRGS EM RESUMO Fundação: 1934 Campi: Porto Alegre (4) e Tramandaí Cursos de graduação: 95 Alunos de graduação: 32.200 Professores de graduação: 2.749 (7,7% mestres; 86,8% doutores) TRADIÇÃO Maior universidade da Região Sul, a UFRGS tem cursos com mais de 100 anos de atividade R A M O N M O SE R /S E C O M - U FR G S 14 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL NOVAS INSTITUIÇÕES NA ONDA DA INTEGRAÇÃO Com fortes laços com as comunidades locais, as duas universidades mais jovens da Região Sul também atendem alunos de países vizinhos A s mais novas instituições da Região Sul são a Universi-dade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), no Paraná, e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com campi espalhados pelos três estados da região. Ambas foram criadas com o objetivo de levar conhecimento e desenvolvi- mento às localidades onde estão inseri- das. Como consequência, ao longo dos últimos cinco anos, formaram fortes ligações com as comunidades locais. A UFFS, por exemplo, inclui seus alunos de Agronomia em projetos que atendem pequenas propriedades ru- rais, beneficiando pecuaristas e agri- cultores. Além disso, está planejando criar um campus só para indígenas. Já a Unila, localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), recebe muitos estudantes de países vizinhos, principalmente do Mercosul. Confira a seguir um perfil das duas instituições. UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL (UFFS) A UFFS foi criada em 2009 com a proposta de descentralização. Seu ob- jetivo era levar o Ensino Superior a localidades que não tinham ainda uni- versidades públicas. Chapecó, em Santa Catarina, foi escolhida para receber a sede da universidade, que tem outros cinco campi espalhados pelos demais estados da Região Sul. No Rio Grande do Sul, as unidades ficam em Erechim, Passo Fundo e Cerro Largo. No Paraná, estão localizadas em Realeza e Laran- jeiras do Sul. O estabelecimento cresceu rapida- mente e já tem mais de 8,3 mil alunos matriculados em 45 cursos de graduação. Sua expansão continua em curso, e estão previstos mais dois novos campi para breve. Um deles será em Concórdia, no meio-oeste catarinense, e oferecerá três cursos na área de Engenharia: Elétrica, Mecânica e de Controle e Automação. “Essas graduações foram definidas com a finalidade de atender a demanda in- dustrial da região”, afirma o vice-reitor Antônio Inácio Andrioli. O outro será um campus indígena, que deverá ser construído em uma das sete comunidades existentes na área de abrangência da UFFS. “Temos cotas, mas não estão sendo suficientes. E hoje há dificuldade de os indígenas se des- locarem até nossos campi”, justifica o vice-reitor. Os cursos já foram definidos: Administração, Agronomia, Ciências Biológicas, Enfermagem, Pedagogia e Licenciatura Indígena. Os dois campi ainda não têm data para inauguração. Ênfase no campo Outro destaque da universidade é sua plena integração com os pequenos produtores rurais da Região Sul. A insti- tuição oferece cursos de Agronomia em quase todas as suas unidades. “A ideia é que os alunos tenham experiências diretamente com os agricultores. O foco é o desenvolvimento rural sustentável integrado às características da região”, explica Andrioli. Ele ainda destaca a oferta de três cur- sos de Educação no Campo. “É uma experiência inovadora, a primeira no Brasil. Em Laranjeira do Sul, o curso é dado em um assentamento de reforma agrária”, conta o vice-reitor. Além das graduações, a UFFS também mantém diversos projetos de pesquisa e exten- são na área agrícola. Além de promover programas de extensão para as comunidades locais, a instituição também as integra nas decisões institucionais da universi- dade. Como isso acontece? Além do conselho universitário, cada campus tem um conselho comunitário. Na escolha para reitor, por exemplo, um AMPLA PRESENÇA Prédio do campus de Chapecó da UFFS, que tem unidades nos três estados do Sul D IV U LG A Ç Ã O /D E PA R TA M E N TO D E JO R N A LI SM O /U FF S 16 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL quarto dos votos é de representantes da comunidade externa. E a gestão de cada campus é feita de forma des- centralizada. A direção das unidades tem autonomia para gerir seu cotidia- no, com a participação da sociedade. Como ingressar A seleção anual é feita pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa as notas do Enem. Só há processo se- letivo especial no caso do Programa de Acesso e Permanência dos Povos Indí- genas (PIN) e do Programa de Acesso à Educação Superior da UFFS para Estudantes Haitianos (Prohaiti). Cerca de 90% das vagas são destina- das a alunos de escolas públicas. Caso a política de cotas tenha contemplado apenas pardos e houver negros e indí- genas interessados nos cursos, podem ser criadas até duas vagas suplemen- tares. Além disso, duas vagas em cada curso é destinada a indígenas e com processo seletivo específico. E os estu- dantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica têm direito a auxílio- moradia, transporte e alimentação. A UFFS EM RESUMO Fundação: 2009 Campus: Chapecó (SC), Erechim (RS), Passo Fundo (RS), Cerro Largo (RS), Realeza (PR) e Laranjeiras do Sul (PR) Cursos de graduação: 45 Alunos de graduação: 8.326 Professores de graduação: 611 (46% mestres; 52,4% doutores) UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO- AMERICANA (UNILA) Uma das mais novas instituições de Ensino Superior do país, a Unila inau- gurou sua primeira turma em 2010, em um campus provisório no Parque Tec- nológico Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Eram apenas 200 alunos matriculados em seis cursos de graduação. Cinco anos depois, a universidade oferece 29 cursos e conta com cerca de 2,7 mil alunos. A instituição continua crescendo. Em 2016, ganhará mais nove cursos de ba- charelado (Arqueologia, Artes Cênicas, Artes Visuais, Ciência da Computação, Design, Farmácia, Jornalismo, Educa- ção do Campo, Educação Intercultural Indígena) e três de licenciaturas (Peda- gogia, Música e Ciências Biológicas). Essas novas graduações, no entanto, irão funcionar no campus provisório, já que o definitivo está em construção. Segundo a reitoria, não há prazo para a conclusão das obras. Vocação bilíngue A Unila está situada em uma área estratégica: na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Ela rece- be estudantes estrangeiros vindos de países vizinhos (Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia). “Reservamos me- tade das nossas vagas para alunos do exterior. A ideia é que haja uma forte integração latino-americana dentro da universidade”, afirma o reitor Josué Modesto dos Passos Subrinho. A instituição tem caráter multicultural e bilíngue, oferecendo curso de Espa- nhol para brasileiros e de Português para estrangeiros. As provas e os trabalhos também podem ser feitos em um dos dois idiomas. “Além disso, os estudantes de todos os cursos, independentemente da área, fazem um ciclo comum, com aulas sobre história, geografia, cultura e eco- nomia da América Latina”, diz Subrinho. Noventa profissionais já foram forma- dos pela universidade, que oferece gra- duações em Arquitetura, Biotecnologia, Cinema, Engenharia Civil, Medicina e Relações Internacionais, entre outras. “Sabemos, informalmente,que parte dos nossos alunos ingressou em programas de pós-graduação no Brasil. Outros fo- ram absorvidos pelo mecado de trabalho e há ainda aqueles que voltaram para seus países de origem”, conta o reitor. De acordo com ele, o principal desafio é o reconhecimento dos diplomas dos estrangeiros no Brasil e dos brasileiros no exterior. “A validação não é automá- tica. Os procedimentos são demorados e burocráticos”, lamenta Subrinho. Processo seletivo Metade das vagas de graduação é destinada a brasileiros. A seleção é feita com base nas notas do Enem, via Sisu. Nos casos dos cursos de Arquitetura e Música, há uma segunda fase de exa- mes específicos, elaborados pela Unila. A instituição adota cotas: 52% dessas vagas são reservadas para estudantes da rede pública de ensino. A outra metade das vagas está previs- ta para alunos estrangeiros, mas podem ser remanejadas, caso não sejam total- mente ocupadas. No primeiro semestre de 2015, por exemplo, 65% dos alunos eram brasileiros e 35%, estrangeiros. A seleção de estrangeiros é feita confor- me critérios próprios da Unila, como avaliação de currículo ou desempenho obtido pelo candidato no Ensino Médio, dependendo do curso escolhido. A UNILA EM RESUMO Fundação: 2008 (primeira turma iniciada em 2010) Campus: Foz do Iguaçu Cursos de graduação: 30 Alunos de graduação: 2.681 Professores de graduação: 300 (29,3% mestres; 70,7% doutores) MULTICULTURAL Aula do curso de Medicina da Unila, instituição que recebe jovens de países vizinhos C H R IS TI A N O T A K A TS C H /D IV U LG A Ç Ã O U N IL A 20 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL Orientação Profissional – Faculdade Ingá Tel. (44) 3033-5009 COMO É: São realizadas cerca de dez sessões individuais, com a duração de 50 minutos cada, onde são feitas entrevistas e aplicados testes. INSCRIÇÕES: Durante o ano todo VALOR: Gratuito. Orientação Profissional em Clínica do Trabalho – UEM Tel. (44) 3011-9070 COMO É: São cerca de 15 sessões. As individuais duram cinquenta minutos e as de grupo uma hora e meia. INSCRIÇÕES: Fevereiro e março, julho e agosto. VALOR: Gratuito. PATO BRANCO Serviço de Psicologia – Fadep servpsico@fadep.br; www.fadep.br; tel. (46) 3220-3053 COMO É: Dez sessões individuais ou sete sessões em grupo (para escolas), uma vez por semana. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 7 por sessão. TOLEDO Grupo de Orientação Profissional e Vocacional – PUCPR www.pucpr.br/extensao; tels. (45) 3277-8632/8690 COMO É: São oito sessões de duas horas de duração cada para grupos de alunos do Ensino Médio. São desenvolvidas atividades como entrevistas e testes psicológicos. INSCRIÇÕES: No início do segundo semestre. VALOR: R$ 185. UMUARAMA Projeto de Orientação Profissional – Unipar pessini@unipar.br; tel. (44) 3621-2828, ramal 1234 COMO É: O atendimento é feito em duas modalidades: em grupo, de até 14 participantes (alunos do Ensino Médio e pré-vestibulandos), ou em sessões individuais (normalmente constituídos de adultos que já ingressaram no Ensino Superior ou não). INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. RIO GRANDE DO SUL BAGÉ Programa de Desenvolvimento e Gestão de Carreira – Urcamp prodes@urcamp.edu.br; tel. (53) 3242 82 44 - r. 204 COMO É: Oito sessões em grupo com 1h30 de duração, onde são realizadas dinâmicas de grupo e testagem. INSCRIÇÕES: No início do semestre letivo. VALOR: Gratuito. CACHOEIRA DO SUL Laboratório de Avaliação e Intervenção Psicológica (Laip) – Ulbra laipcds@yahoo.com.br; tel. (51) 3723-8185 COMO É: Atendimento individual ou em grupo. Nas sessões são aplicados testes e realizadas dinâmicas. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: R$ 15 por sessão. PARANÁ CASCAVEL Programa de Orientação Profissional – FAG www.fag.edu.br; tel. (45) 3321-3900 COMO É: São cerca de oito sessões em grupo de, no máximo, 15 participantes. Trabalha-se o autoconhecimento associado a discussões sobre diversas profissões. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. Projeto de Orientação Profissional – Unipar www.unipar.br; psicologia-cas@unipar.br; tel. (45) 3321-1300 COMO É: Em oito sessões em grupo, são feitas atividades de autoconhecimento e dadas informações sobre profissões. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: R$ 20 e para grupos de escola é gratuito. CURITIBA Serviço de Orientação Vocacional e Profissional do Núcleo de Prática em Psicologia – PUCPR www.pucpr.br; psiclinpsiclin@pucpr.br; tels. (41) 3271-1591/1663 COMO É: Programa individual ou em grupo, com 12 sessões semanais. Inclui dinâmicas, testes e visitas aos cursos da PUCPR. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: R$ 100,00. FOZ DO IGUAÇU Orientação Vocacional – UDC Anglo-Americano Cepa.sa.ssi@hotmail.com; tel. (45) 3028-3232, ramal 384 COMO É: Primeiro ocorrem encontros individuais e depois em grupo, com testes psicológicos e entrevistas. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 35. Serviço de Orientação Vocacional e Profissional – Uniamérica www.uniamerica.br; osicologia@uniamerica.br; tel. (45) 2105-9000 COMO É: Curso individual e em grupo com dois meses de duração. É feita avaliação psicológica, entrevistas e debates sobre temas profissionais. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 15. LONDRINA Orientação Vocacional na Comunidade – UEL www.uel.br; rosemarielizabeth@uel.br; tel. (43) 3371-4397 COMO É: O programa atende estudantes da rede pública. As sessões são semanais individuais ou em grupos de cinco a dez pessoas. O trabalho baseia-se em atendimento clínico, com testes psicológicos. INSCRIÇÕES: De acordo com a demanda. VALOR: R$ 2 por sessão. Serviço de Orientação Profissional – Faculdade Pitágoras clinica.psicologia@pitagoras.com.br; giulianap@pitagoras.com.br; tel. (43) 3373-7335 COMO É: Dez sessões, individuais ou em grupo. São realizadas discussões sobre as profissões e dinâmicas visando o autoconhecimento. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: De R$ 5 a R$ 20. MARINGÁ Clínica de Psicologia – Cesumar rosemary.menegatii@cesumar.br; tel. (44) 3027-6360 COMO É: Para alunos da rede pública do 2º ano e do 3º ano são ministradas palestras sobre a escolha da profissão, visitas de orientação e jogos e palestras. INSCRIÇÕES: De acordo com a disponibilidade. VALOR: Gratuito. ENCONTRE SEU RUMO Não é tarefa fácil decidir, entres tantas opções, qual carreira seguir. Por isso, os programas de orientação profissional podem ser aliados importantes! ESCOLHA PROFISSIONAL ATENÇÃO arrow Estão listados apenas os centros ligados a Instituições de Ensino Superior que oferecem o serviço gratuitamente ou por valor simbólico. arrow As informações foram apuradas entre julho e agosto de 2015. Os valores referem-se ao programa como um todo, exceto quando há indicação de que é por sessão. arrow Sugestões para inclusão de outros centros de orientação profissional podem ser feitas através do nosso e-mail: guia.estudante@abril.com.br 21GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL Serviço de Orientação Profissional – UFRGS sop@ufrgs.br; tel. (51) 3308-5453 COMO É: Há três modalidades: sessões individuais, em grupo ou o programa chamado de “maratona da escolha profissional”, no qual o trabalho acontece em um sábado e dura seis horas, com grupos de até 15 jovens. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: O participante paga, no máximo, R$ 60. Serviço de Orientação Profissional – UniRitter www.ulbra.br/santamaria; clinica.sma@ulbra.br; tel. (55) 3214-2333, ramal 312 COMO É: De cinco a oito encontros, com duração de três horas, em grupos de até dez pessoas, selecionadas em uma entrevista. As técnicas deorientação incluem oficinas, informações sobre as profissões e a avaliação da escolha. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. SANTA MARIA Clínica Escola de Psicologia – Ulbra www.ulbra.br/santamaria; clinica.sma@ulbra.br; tel. (55) 3214-2333, ramal 312 COMO É: De seis a oito encontros individuais, em média, uma vez por semana, com aplicação de testes. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: R$ 2 por sessão. Núcleo de Orientação e Desenvolvimento de Carreira (NODeC) – Fisma www.fisma.com.br; tel. (55) 3025-9725; 3026-9612 COMO É: Sessões semanais de 50 minutos, individuais ou em grupos de até 12 participantes, com dois meses de duração. INSCRIÇÕES: Início do semestre letivo, conforme o calendário acadêmico da instituição. VALOR: A negociar. SÃO LEOPOLDO Programa de Gestão de Carreiras – Unisinos www.unisinos.br/carreiraspgcarreira@unisinos.br tel. (51) 3590-8226 COMO É: O interessado deve agendar uma entrevista para avaliar se fará o processo em grupo ou individual. São de três a cinco encontros, nos quais é feito um inventário tipológico de interesses profissionais, entrevistas, dinâmicas em grupo. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: R$ 55 para alunos da Unisinos e R$ 110 para a comunidade. TAQUARA Centro de Serviços em Psicologia (Cesep) – Faccat-RS psicologia@faccat.br; cesep@faccat.br; tel. (51) 3542-1443 COMO É: Atendimento individual ou em grupo de, no máximo, dez participantes. São cerca de oito encontros, uma vez por semana, e entrevista devolutiva individual, incluindo visita ao campus para conhecer os cursos. INSCRIÇÕES: Conforme a demanda/aberta todo o ano. VALOR: A negociar. TORRES Cinema, Papo e Profissão – Ulbra www.facebook.com/psiulbratorres; psicologiatorres@ulbra.br; tel. (51) 3626-2000, ramal 166 COMO É: As sessões são individuais ou em grupo. São cerca de seis encontros. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: R$ 60. processo dura de seis a oito encontros, em pequenos grupos ou individualmente. Trabalha-se com autoconhecimento e informações profissionais. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: R$ 35 por sessão (estuda-se isenção do pagamento). Serviço de Orientação Profissional – IENH http://www.ienh.com.br/pop/; pop@ienh.com.br; tel. (51) 3594-3022 COMO É: Quatro a seis encontros, com 1h30 de duração em pequenos grupos, ou individualmente com quarenta minutos de duração. São abordados assuntos como mundo do trabalho, aptidões e autoconhecimento e também trabalha-se com atividades de autoconhecimento e informações profissionais, por meio de pesquisas e visitas orientadas aos cursos de interesse. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: R$ 50 por participante. PASSO FUNDO Serviço de Orientação Profissional – SINAPSI – Imed www.imed.edu.br; sinapsi@imed.edu.br; tel. (54) 3045-9070 COMO É: Individual ou para grupos com até dez participantes. O processo é desenvolvido em seis encontros de uma hora para sessão individual, e de duas horas na sessão em grupo. INSCRIÇÕES: De acordo com a demanda. VALOR: R$ 90 por pessoa. Serviço de Orientação Profissional – UPF www.upf.br ; embranco@upf.br; tel. (54) 3316-8232 COMO É: A orientação é individual (cinco a sete encontros) ou em grupo de, no máximo, 12 pessoas (sete a nove encontros). A primeira e a última sessões são individuais. Trabalha-se o autoconhecimento e discutem-se detalhes das profissões. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. PELOTAS Orientação para Habilidades Profissionais – UCPel Tel. (53) 2128-8401 COMO É: Programa realizado individualmente, com oito a doze encontros, uma vez por semana, de 1h30 cada um. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. PORTO ALEGRE Projeto Formação de Identidade – IPA escola.psicologia@metodistadosul.edu.br; tel. (51) 3316-1277 COMO É: Tem como objetivo estabelecer projetos profissionais com base no autoconhecimento e na informação profissional. Só individual, com oito a doze sessões. INSCRIÇÕES: Todo o período letivo. VALOR: Gratuito. Serviço de Atendimento e Pesquisa em Psicologia – PUCRS www.pucrs.br/psico; psicologia@pucrs.br; tel. (51) 3320-3561 COMO É: Na modalidade individual são de três a quatro sessões, dependendo do caso, realizadas uma vez por semana, com duração aproximada de uma hora. São realizadas entrevistas, aplicação de testes e atividades a serem realizadas pelo orientando entre uma sessão e outra. Na modalidade grupal são seis sessões de 1h30 com atividades coletivas e individuais, discussão em grupo, aplicação de testes e atividades a serem realizadas pelo orientando entre uma sessão e outra. Ao final do processo o orientando recebe uma síntese individual de sua orientação. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: R$ 100 (individual) e R$ 50 (em grupo). CANOAS Centro Integrado de Apoio e Desenvolvimento Educacional (Ciade) – Ulbra Tel. (51) 3462-9594; 3723 8185 COMO É: Quatro encontros semanais de orientação em grupo, com duração de uma hora cada, e com até 15 participantes. São realizados testes vocacionais. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: R$ 15 por sessão. CAXIAS DO SUL Programa de Orientação e Reorientação Vocacional do Serviço de Psicologia Aplicada – UCS www.ucs.br; smpoloni@ucs.br; tel. (54) 3218-2187 COMO É: Para grupos de até 12 pessoas. São realizadas dez sessões semanais, com duração de 1h30 cada, podendo ser prorrogadas de acordo com a necessidade do grupo. Desenvolvem-se atividades coletivas, como dinâmicas e outras atividades específicas de orientação vocacional. INSCRIÇÕES: No início de cada semestre. VALOR: R$ 45 por todo o processo. Serviço de Orientação Vocacional da Clínica Escola – FSG Tels. (54) 3022-8400/8401 COMO É: Os encontros acontecem em oito a dez sessões, em grupo ou individual, com duração de uma hora cada. Trabalha-se com entrevistas e testes psicológicos. INSCRIÇÕES: Todo o ano letivo. VALOR: R$ 16 por atendimento. ERECHIM Centro de Psicologia Aplicada – URI psicologia@uri.com.br; tel. (54) 3520-9000 - R. 9130 COMO É: O número de sessões varia conforme a necessidade do aluno INSCRIÇÕES: Durante o período letivo VALOR: Gratuito. FREDERICO WESTPHALEN Centro de Orientação Profissional em Psicologia (Copsi) – URI http://copsiuri.wordpress.com; tatielesignori@yahoo.com.br; tel. (55) 3744-9279 COMO É: Para grupos de escolas são realizados quatro encontros com duas horas cada, ou sessões individuais com oito encontros (ou conforme a necessidade de cada caso). INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: Gratuito. IJUÍ Psicologia Fala à Comunidade Escolar – Unijuí psicologianaescola@unijui.edu.br; psicologia@unijui.edu.br, tel. (55) 3332-0429 COMO É: O programa é desenvolvido por meio de palestras e oficinas em grupo com até dez participantes. De seis a oito sessões, com discussões sobre a escolha profissional, entrevistas individuais, palestras, oficinas de sensibilização e aplicação de teste psicológico (opcional). INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. NOVO HAMBURGO Projeto de Orientação Profissional e Desenvolvimento de Carreira (POP) – Feevale www.feevale.br/fale-com-a-feevale/nucleo-de-relacionamento; pop@feevale.br, tel. (51) 3586-8800, ramal 8620 COMO É: Inicialmente é feita uma entrevista de triagem. O 22 GE PROFISSÕES 2016 ESPECIAL SUL ESPECIAL SUL LAGES SEAPSI – Facvest www.facvest.net; gustavovolaco@hotmail.com; tel. (49) 3289-4000; (49) 3225 4114 COMO É: A quantidade de sessões é variável. O processo ocorre individualmente e dura 50 minutos. Entre as atividades desenvolvidas estão entrevistas e aplicação de bateria de testes. INSCRIÇÕES: De fevereiro a novembro. VALOR: Gratuito. MAFRA Clínica de Psicologia – UnC nucleopsicologia.mfa@unc.br;tel. (47) 3641-5519 COMO É: Encontros individuais ou em grupo de até dez pessoas, que ocorrem uma vez por semana, por cerca de três meses. Nesses encontros é trabalhado o autoconhecimento, o conhecimento aprofundado das profissões de interesse e é feito um auxílio ao processo de decisão. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. PALHOÇA Programa de Orientação de Carreira (POC) – Unisul poc.gf@unisul.br vanderlei.brasil@unisul.br; tel. (48) 3279-1083 COMO É: O programa atende alunos da universidade, alunos de Ensino Médio da região e comunidade externa, em sessões individuais semanais no Serviço de Psicologia da Unisul, ou em grupo, nas escolas ou com outros grupos parceiros do POC. São realizados entre sete e dez encontros. A duração do atendimento individual é definido no início do processo. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. PINHALZINHO Orientação Profissional – Unoesc http://www.unoesc.edu.br/cursos/graduacao/psicologia/ pinhalzinho; psicologia.pzo@unoesc.edu.br; tel. (49) 3366-3388 COMO É: Trabalhos em grupo, de três a oito encontros com atividades e testes de orientação profissional. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. SÃO MIGUEL DO OESTE Serviço de Atendimento Psicológico SAP – Unoesc www.unoesc.edu.br; alvaro.mahl@unoesc.edu.br; psicologia. smo@unoesc.edu.br; tel. (49) 3631-1067; 3631-1000 COMO É: O programa é realizado individualmente ou em grupo. São entre duas e seis sessões, nas quais são promovidas atividades de autoconhecimento, troca de informações sobre as profissões, discussões e dinâmicas. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. TUBARÃO Programa de Orientação de Carreira – Unisul poc.sul@unisul.br; tel. (48) 3621-3292/33071 COMO É: Oito encontros, individuais ou em grupo, realizados uma vez por semana ou de acordo com a necessidade do aluno. São feitos testes vocacionais e discussões sobre o mercado de trabalho, entrevistas, entre outras atividades. INSCRIÇÕES: Todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. Programa de Orientação de Carreira (POC) – Unisul poc.gf@unisul.br; poc.sul@unisul.br; tels. (48) 3279-1083 (Florianópolis e Palhoça) e (48) 3621-3071 (Tubarão) COMO É: Uma triagem, feita por meio de entrevista individual, indicará se o atendimento será personalizado ou em grupo. A duração das sessões individuais varia de um a três meses, conforme o caso em atendimento. O atendimento em grupo é realizado em dez encontros, sendo o primeiro e o último individual. São desenvolvidas atividades relativas à orientação profissional, ao planejamento de carreira e à inserção no mercado de trabalho. Além dos atendimentos individuais, os trabalhos incluem oficinas, palestras e cursos ofertados para todos os acadêmicos da universidade sobre as temáticas envolvidas pelo Programa. INSCRIÇÕES: Durante todo o semestre letivo da universidade. VALOR: Gratuito. GUARAMIRIM Programa de Orientação Profissional – Fameg atendimento.psicologia@fameg.edu.br; tel. (47) 3373-9894 COMO É: São seis sessões individuais com duração de 50 minutos cada uma. O processo de orientação inclui entrevista, aplicação de testes e atividades práticas. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito. ITAJAÍ Grupo de Orientação Profissional – Avantis www.avantis.edu.br; psicologia@avantis.edu.br; tel. (47) 33630631 COMO É: As sessões podem ser em grupo ou individual, de acordo com a demanda. São realizadas atividades com testes psicológicos e dinâmicas. INSCRIÇÕES: No início de cada semestre. VALOR: Gratuito. JOAÇABA Laboratório de Avaliação Psicológica – Unoesc psicologia.jba@unoesc.edu.br; tel. (49) 3551-2054 COMO É: São realizadas duas sessões, de duas horas de duração, em grupos de até 25 alunos, com palestras, questionário pessoal e teste psicológico. INSCRIÇÕES: De abril a agosto. VALOR: Em grupos de no mínimo 25 pessoas, valor individual R$ 15. JOINVILLE Processo de Orientação Profissional – ACE/FGG psicologia@aceadm.com.br; tel. (47) 3026-4000 COMO É: O programa é desenvolvido individualmente ou em grupos de, no mínimo, 4 pessoas. São cerca de oito encontros semanais de 1h30 cada um. A ideia é construir com o participante o seu projeto de vida, tomando como referência o seu contexto social. INSCRIÇÕES: Durante todo o período letivo. VALOR: Gratuito. Projeto Escolha – Univille www.univille.edu.br; escolha@univille.br; tels. (47) 3461-9185/9003 COMO É: São seis sessões em grupo, com duração de 1h30 cada uma. São fornecidas informações sobre o mercado de trabalho e realizadas atividades para o autoconhecimento, como tarefas individuais de pesquisa, técnicas de grupo, testes psicológicos e entrevistas devolutivas individuais. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Gratuito. TRÊS DE MAIO Serviço de Orientação Profissional – Setrem http://graduacao.setrem.com.br/217/servico-escola-de- psicologia-da-setrem-serceps; serceps@setrem.com.br; tel. (55)3535-4615/4664 COMO É: São realizados de sete a dez encontros, individuais ou coletivos, com duração de até duas horas. São abordados temas como influência da mídia na escolha da profissão, influência da família, autoconhecimento, etc. INSCRIÇÕES: Durante o ano letivo. VALOR: Valor simbólico a combinar. SANTA CATARINA CAÇADOR Núcleo de Psicologia – Uniarp www.uniarp.edu.br; nucleopsi@uniarp.edu.br; tel. (49) 3321-8350 COMO É: Oito encontros individuais e semanais de 50 minutos, com aplicação de testes, informações sobre o mercado de trabalho e profissões. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito (voltado para pessoas com renda familiar de até 2 salários mínimos). CHAPECÓ Programa de Orientação Profissional (POP) – Unochapecó www.unochapeco.edu.br/pop; pop@unochapeco.edu.br, tel. (49) 3321-8245 COMO É: As atividades são realizadas nas escolas, em grupo, em quatro encontros onde são discutidos planos de carreira e oferecidas informações sobre as profissões, dinâmicas em grupo e informações sobre o mercado de trabalho. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano letivo. VALOR: Gratuito. CONCÓRDIA Serviço de Informação e Orientação Profissional IOP – UnC jamille.carvalho@kroton.com.br; tels. (49) 3411-0525/3411-9477 COMO É: O trabalho é feito em grupo de 15 alunos. Em seis encontros são realizadas atividades como reflexão sobre o processo de escolha, informações sobre as profissões e testes psicológicos individuais. INSCRIÇÕES: Entrar em contato com a escola. VALOR: Gratuito. CRICIÚMA Programa de Orientação Profissional (POP) – Unesc www.unesc.net ; pop@unesc.net; tel. (48) 3431-2752 COMO É: Até dez encontros semanais, de 1h30, em grupo, com atividades de autoconhecimento, sobre a escolha da profissão e palestras diversas, em três etapas: autoconhecimento, conhecimento das profissões e processo decisório e projeção para o futuro. INSCRIÇÕES: Durante todo o ano. VALOR: Gratuito. FLORIANÓPOLIS Laboratório de Informação e Orientação Profissional do Departamento de Psicologia (LIOP) – UFSC www.liop.ufsc.br; contatoliop@gmail.com, tels. (48) 3721-9283 COMO É: Entrevista individual seguida de dez sessões em grupo, com oito a dez encontros semanais. O programa é focado no autoconhecimento e em informações sobre o mercado. INSCRIÇÕES: Durante o período letivo. VALOR: Gratuito.