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AULA 5 
 Avaliação Econômica da Saúde: 
Estudos de Eficácia, Eficiência, Custo 
Efetividade e Custo benefício. 
Prof. Herbert Cristian de Souza 
Aplicação da ciência econômica na saúde se 
dará através de áreas específicas 
EGS I 
EGS II 
Avaliação Econômica da Saúde 
 A Avaliação Econômica da Saúde é definida como sendo: 
 
“Análise comparativa de diferentes tecnologias, no âmbito da 
saúde, referentes aos seus custos e aos efeitos sobre o 
estado de saúde.” 
Guia Promoção da Saúde para a avaliação econômica da Saúde 
Quando duas ou mais 
estratégias são comparadas 
considerando-se suas 
consequências e custos 
Avaliação Econômica da Saúde 
 Objetivo da Avaliação Econômica da Saúde é fornecer 
dados para a tomada de decisão: 
 
A ciência econômica oferece métodos para estimar como pessoas, 
governo, empresas e outras organizações da sociedade fazem 
escolhas e como estas decisões determinam a utilização e alocação 
dos recursos entre os membros da sociedade. 
Tomada de decisão em saúde 
Estrutura de análise econômica 
1. Todas as formas de análise econômica envolvem tanto os inputs (uso de 
recursos) quanto o nível de outputs (benefícios de saúde) dos programas 
de saúde. 
2. Estas análises proporcionam a comparação entre as alternativas e 
facilitam o processo de escolha do uso apropriado dos recursos escassos. 
 
A Figura abaixo ilustra a estrutura da análise econômica. 
Como é feita a avaliação econômica? 
 1ª Etapa: 
 Uma descrição do contexto de decisão e da perspectiva da 
análise. 
 2ª Etapa: 
 Faça perguntas claras e específicas sobre a avaliação a ser 
realizada 
 3ª Etapa: 
 Descrição das alternativas (opções) que serão consideradas 
 4ª Etapa: 
 Identificar, medir e quantificar os custos para cada alternativa 
 
A avaliação das diversas intervenções em saúde, tanto sob a perspectiva clínico-
assistencial quanto de políticas de saúde, pode ser descrita em diversas etapas: 
Como é feita a avaliação econômica? 
 5ª Etapa: 
 Identificar, medir e quantificar as consequências para cada 
alternativa 
 6ª Etapa: 
 Uma etapa técnica onde os custos e as consequências são 
ajustados para refletir a diferença no tempo (atualização). 
 7ª Etapa: 
 Interpretação dos resultados da avaliação econômica 
 
 Segurança de determinado produto ou intervenção 
 Eficácia, Efetividade e Eficiência de uma intervenção 
 Análise Custo-Efetividade e Custo-Benefício (ou custo-utilidade) 
Quantificação dos custos para cada alternativa 
Eficácia 
 Eficácia (eficaz): 
 Relação entre resultados pretendidos e resultados obtidos 
 Grau em que se alcançam os objetivos e as metas em um 
determinado período de tempo, sem levar em conta os custos 
 Atributo de uma intervenção que funciona em condições ideais, 
atingindo o máximo possível de benefício. 
 CONTUDO: Apesar da alta validez interna alcançada pelos ensaios clínicos, 
dificilmente seus resultados são aplicados em situações reais de utilização dos 
fármacos entre indivíduos de diferentes entornos geográficos 
Exemplo: 
A eficácia de um medicamento é mensurada, normalmente, na fase III dos 
ensaios clínicos, controlados, randomizados. 
Efetividade (efetivo) 
 Diz respeito ao resultado concreto. 
 Estabelece a relação entre os resultados encontrados e o 
objetivo proposto. 
 Demonstração do real efeito da intervenção quando 
utilizada nas circunstâncias usuais, na prática do dia-a-dia 
 Quando o que é medido é a probabilidade real: 
 Na prática clínica diária: se um paciente se beneficiar de um 
tratamento farmacológico, estamos diante da efetividade de um 
medicamento. 
 
 
 
Este conceito parte da premissa de que nem tudo que é 
eficaz, consegue ser efetivo 
Efetividade – exemplos 
Exemplo 1 
• Um estudo científico mostrou que até 30% dos pacientes com 
síndromes coronarianas agudas recebem a dose incorreta de 
heparina. 
• Este erro na prescrição provoca um resultado não efetivo (aumento 
de mortalidade por sangramento) de uma terapia eficaz. 
 
Exemplo 2 
• Angioplastia primária é uma terapia mais eficaz do que trombólise 
no infarto. No entanto, quando o atraso para o início da angioplastia 
é maior que 90 minutos, este tratamento eficaz perde sua 
efetividade. 
Eficiência 
Eficiência: 
• Capacidade de produzir o máximo de resultados com o mínimo de 
recursos, energia e tempo. 
• Na teoria econômica, eficiência é a produção de um bem ou serviço 
com o menor custo possível. 
• Na área de saúde, eficiência implica que as escolhas deverão ser 
feitas para obter o máximo de benefício com os recursos utilizados. 
Exemplos: 
• Diagnósticos por imagem 
• Sistemas informatizados 
• Fluxos de serviços 
 
Este fogão é Eficaz? 
Este fogão é Eficiente? 
Como medir a Efetividade? 
Gráfico da relação entre eficácia e eficiência 
Vídeo: diferença entre Eficiência, Eficácia e 
Efetividade em saúde 
Identificação de custos 
 Custos diretos: 
 Representados pelo custo de organizar e operar o sistema de 
saúde e pelas despesas que os pacientes e suas famílias tiverem 
com o tratamento: 
 Exemplo: As diárias hospitalares, os exames complementares, os 
medicamentos, as próteses e órteses, honorários médicos 
 Custos indiretos: 
 Também chamados de custos sociais, resultam da perda de 
produtividade associada ao absenteísmo ou à mortalidade 
precoce. 
 Exemplos: custos referentes à falta de produtividade de um trabalhador 
que se encontra internado ou em consulta ambulatorial e o do 
acompanhante de uma criança enferma, temporariamente, impedido de 
trabalhar. 
Tipos de análises econômicas em saúde 
Análises de custo-efetividade 
Análises de custo-benefício 
Análises de custo-utilidade 
Análises de custo-minimização. 
• Em todas as análises o numerador representa a quantidade de recursos 
monetários envolvidos com a intervenção e o denominador uma medida do 
desfecho que define o tipo de análise. 
 
Análises que auxiliam na tomada de decisão: 
Tipos de análises econômicas em saúde 
*Exemplo: "anos de vida salvo“ 
**Exemplo de mensuração de preferência (utility): Quality-Adjusted Life Years (QALY). 
Métodos para a realização de uma análise econômica em saúde 
Método 
Custo 
(numerador) 
Desfecho 
(denominador) 
Objetivo da análise 
Custo benefício $ (Real) 
Unidades Monetárias 
$ (Real) 
Unidades Monetárias 
Eficiência alocativa 
Custo efetividade $ (Real) Unidades naturais* 
Custo incremental para se obter 
uma unidade de desfecho 
Custo utilidade $ (Real) 
Mensuração de 
preferências** 
Custo para obter um QALY 
Custo minimização $ (Real) 
Desfechos 
semelhantes em 
saúde 
Verificar a alternativa de menor 
custo, pois os desfechos são 
semelhantes. 
Análise de custo-benefício 
 Na Análise de custo-benefício: 
 Todos os custos incorridos e os benefícios resultantes são 
expressos em unidades monetárias. 
 A análise de custo-benefício pode ser utilizada para comparar 
tratamentos para diferentes indicações clínicas, ao contrário da 
análise de custo-efetividade. 
 Ao final da análise, a intervenção em que o benefício é maior 
que o custo define uma alternativa vantajosa, pela visão 
econômica. 
Análise de custo-benefício 
 Quais são os benefícios? 
 Incluem a redução dos custos de cuidados 
de saúde no futuro 
 Estima as perdas salariais e de produtividade 
devido a doença; 
 Incapacidade ou morte; 
 Pressupõe que o valor dos benefícios à saúde 
seja igual a produtividade econômica que eles 
permitem. 
 Cálculo da Análise custo-benefício 
 Taxa salarial 
 Tempo perdido(dias ou anos) em decorrência 
da doença. 
 Quanto as pessoas estão dispostas a pagar 
Análise de custo-benefício 
 Desvantagem deste tipo de análise 
 Uma desvantagem deste tipo de análise é a dificuldade de 
conversão ou tradução dos resultados ou desfechos (outcomes) 
clínicos e de qualidade de vida não monetários, tais como vidas 
ou anos de vida ganhos, em unidades monetárias. 
 
Análise de custo-efetividade 
Análise de custo-efetividade: 
 Mensura o custo em unidades 
monetárias dividido por uma 
unidade não monetária, 
chamada unidade natural: 
 Anos de sobrevida; sequelas 
evitadas após vacinação da 
população; dias ganhos sem 
sintomas; casos prevenidos; 
pacientes melhorados; AVCs 
evitados, recidivas evitadas, fraturas 
evitadas, etc. 
Análise de custo-efetividade 
 A análise de custo-efetividade é a melhor opção quando 
comparamos duas ou mais intervenções para um mesmo 
desfecho em saúde. 
 Permite estimar o custo por unidade de efetividade. 
 Trata-se da modalidade mais utilizada nas análises econômicas 
em saúde 
Exemplo: Análise de Custo-efetividade 
 Perspectiva 
 Sistema Único de Saúde 
 Objetivo 
 Decidir sobre a incorporação de um novo medicamento para 
redução de colesterol 
 População elegível 
 10.000 pessoas/ano 
 Alternativas de tratamento 
 Tratamento padrão versus Tratamento inovador “A” 
 
Exemplo: Análise de Custo-efetividade 
Exemplo: Análise de Custo-efetividade 
Exemplo: Análise de Custo-efetividade 
11.500,00 – 9.650,00 
600 – 420 
RCEI = 
RCEI = R$ 10.277,78 / vida salva 
 Brasil. Ministério da Saúde. Avaliação econômica em saúde : desafios para gestão no Sistema 
Único de Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Área de Economia da Saúde e 
Desenvolvimento. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2008. 
 
 GUIMARÃES, HÉLIO PENNA; BARBOSA, LÍLIAN MAZZA; LARANJEIRA, LÍGIA NASI; AVEZUM, 
ÁLVARO. Estudos de farmacoeconomia e análises econômicas: conceitos básicos. Rev Bras 
Hipertens vol.14(4): 265-268, 2007. 
 
 TEICH, VANESSA. Entendendo a Formação do Preço de Medicamentos no Brasil Perspectiva da 
Farmacoeconomia. Disponível em: http://www.sbmf.org.br/pdf_eventos/36_congresso/27out-
1130h-vanessa-teich.pdf 
 
 ARAÚJO, DENIZAR VIANNA; VESPA, GLÁUCIA. Conceitos de Economia da Saúde para o Pediatra 
- Parte I. Revista Pediatria Moderna Jan/Fev 08 V 44 N 1 
 
 
Obrigado

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