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Tratamento de efluentes líquidos da indústria têxtil
Florianópolis, 2016
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-graduação em Engenharia Química
Disciplina de Resíduos Sólidos Industriais
1
Indústria têxtil
2
Indústria têxtil
 Está presente em todos os países devido à necessidade humana de vestuário e outros usos como decoração;
 Possui uma importância significativa nas dimensões social, cultural, econômica e política, influenciando costumes e o modo de vida em diferentes épocas e lugares (FUJITA; JORENTE, 2015);
 Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Têxteis (ABIT), foram consumidas 80 milhões de toneladas de fibras em 2010, sendo 62% de fibras sintéticas e 38% de fibras naturais (ABIT, 2013);
 Atualmente, a Ásia é responsável por 73% do volume total produzido no mundo, principalmente China, Índia e Paquistão (ABIT, 2013); 
3
Indústria têxtil
 O Brasil ocupa a quinta posição entre os maiores produtores de manufaturas têxteis (ABIT, 2013).
Quadro 1 – Maiores produtores mundiais de manufaturas têxteis
País
Produção (milton)
% mundial
China
38.561
50,7 %
Índia
5.793
7,6 %
EUA
4.021
5,3 %
Paquistão
2.820
3,7 %
Brasil
2.249
3,0 %
Indonésia
1.899
2,5%
Taiwan
1.815
2,4 %
Turquia
1.447
1,9 %
Coreia do Sul
1.401
1,8 %
Tailândia
902
1,2 %
Fonte: IEMI - ano base 2010. 
4
Indústria têxtil
 Em 2014, o setor têxtil brasileiro produziu cerca de R$ 126 bilhões, o que é equivalente a 5,6% do valor total da produção da indústria de transformação no país (IEMI, 2015);
 Segundo o Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira, o sudeste é a principal região produtora de têxteis e concentra os maiores mercados consumidores (ABIT, 2013);
 A indústria têxtil é classificada em três categorias principais: processamento de fibras de celulose (algodão, rayon, rami, etc.), fibras proteicas (lã, angorá, seda, etc.) e fibras sintéticas (poliéster, nylon, spandex, etc.) (GHALY et al., 2014);
5
Indústria têxtil
 Os corantes e os produtos químicos utilizados no processo produtivo variam de acordo com os tecidos manufaturados. Por exemplo, corantes reativos (como o remazol), corantes diretos (vermelho de congo) e corantes de naftol (amarelo rápido GC) são alguns dos corantes utilizados em fibras de celulose (GHALY et al., 2014);
A indústria têxtil utiliza grandes volumes de água em seu processo produtivo e, consequentemente, gera um grande volume de efluente a ser tratado;
 Para produzir uma tonelada de produto têxtil, a indústria consome de 200 a 700 toneladas de água (BELTRAME, 2000);
6
Indústria têxtil
 Durante o processo de tingimento, nem todos os corantes se fixam à fibra e, desse modo, uma parcela desses corantes é carreada pela água de lavagem (GHALY et al., 2014);
 Assim, o efluente têxtil contém altas concentrações de corantes e produtos químicos, alguns dos quais são carcinogênicos, mutanogênicos e não biodegradáveis (KUNZ et al., 2002; GHALY et al., 2014);
 Isso faz com que o efluente têxtil apresente um alto risco para a saúde pública e para o meio ambiente se não tratado adequadamente.
7
Tratamento de efluentes têxteis
8
Tratamento de efluentes têxteis
 Inúmeros tratamentos primários, secundários e terciários são utilizados no tratamento dos efluentes têxteis;
 Entre os tratamentos utilizados estão a floculação, a coagulação química, decantação simples, lagoas aeradas, lodo ativado, osmose reversa e eletrodiálise (GHALY et al., 2014);
 No entanto, esses tratamentos não se mostraram efetivos para a remoção de todos os corantes e produtos químicos presentes no efluente (GHALY et al., 2014);
 Segundo Kunz et al. (2002), o tratamento baseado em processos de coagulação seguidos de flotação ou decantação apresentam uma elevada eficiência na remoção de material particulado. Entretanto, é insuficiente para a remoção de cor e compostos orgânicos dissolvidos;
9
Tratamento de efluentes têxteis
 Além disso, todos os processos citados são tratamentos não destrutivos, assim, embora o volume de resíduos seja significativamente reduzido, a disposição final das fases sólidas continua sendo um problema (KUNZ et al., 2002);
 Tratamentos destrutivos: processos biológicos, com destaque para os lodos ativados;
 No entanto, o tratamento por lodo ativado, além de ser muito influenciado pela composição do efluente (cargas de choque), produz um volume de lodo muito grande, gerando custos para disposição final desse resíduo (KUNZ et al., 2002).
10
Tratamento de efluentes têxteis
 Mais utilizado: 
Efluente bruto
Efluente tratado
Lodo
Recirculação de lodo
Adaptado de Kunz et al., 2002
Tratamento físico-químico seguido de tratamento biológico
11
Tratamento de efluentes têxteis
 Tratamentos alternativos:
Tratamento com ozônio
Fotocatálise heterogênea
Adsorção
Biofilmes
Entre outros
12
Tratamento convencional
GRADE
FILTRO
MEDIDOR DE VAZÃO
DECANTADOR PRIMÁRIO
LODO ATIVADO
DECANTADOR SECUNDÁRIO
CORPO RECEPTOR
Tratamento 
físico-químico
Tratamento 
biológico
Adaptado de Von Sperling, 1997
13
Tratamento convencional
 Etapa físico-química: 
 Objetivo: remover sólidos grosseiros e material particulado;
 Se dá por:
 Gradeamento: remoção de sólidos grosseiros (estopas, pedaços de tecidos, fios, etc.) para proteger as tubulações, válvulas, bombas, etc. (BRESAOLA JR.; CANTELLI, 2000).
 Filtração: retenção de areia e outros materiais inertes e pesados para evitar a abrasão de bombas, tubulações, válvulas, etc. (BRESAOLA JR.; CANTELLI, 2000). 
14
Tratamento convencional
 Etapa físico-química: 
 Coagulação: adição de agente coagulante (sulfato de alumínio, sais de ferro III, polímeros orgânicos, etc.) a fim de formar flocos com os sólidos em suspensão e auxiliar na etapa de flotação/decantação. É necessário controlar o pH e a temperatura do efluente a fim de tornar a coagulação mais eficiente. Para isso, muitas vezes há a adição de um tanque de equalização anterior ao decantador.
 Flotação ou decantação: nessa etapa, os flocos formados decantam pela ação da gravidade ou flotam quando há a adição de bolhas de ar a fim de facilitar a remoção. O objetivo é diminuir a turbidez e remover matéria orgânica presente no efluente.
15
Tratamento convencional
 Etapa biológica (lodo ativado): 
 Objetivo: remoção de cor e compostos orgânicos dissolvidos;
 Se dá por:
 Reator biológico: agitação do efluente na presença de microrganismos e ar durante tempo suficiente para metabolizar e flocular uma grande parte da matéria orgânica (KUNZ et al., 2002).
 Decantador secundário: busca a remoção dos flocos formados no reator biológico. Uma parte do material decantado é recirculado no reator biológico a fim de manter a população microbiana.
16
Tratamento convencional
 Vantagens:
 Eficiência relativamente alta (permite a remoção de aproximadamente 80% da carga de corantes) (KUNZ et al., 2002);
 Fácil aplicação (LING et al., 2016);
 Economicamente viável (LING et al., 2016);
 Desvantagens:
 Há a produção de grandes volume de lodo com alto teor de corantes adsorvidos, o que impede o reaproveitamento (KUNZ et al., 2002);
 Dificuldade na remoção de compostos tóxicos e recalcitrantes (LING et al., 2016);
17
Tratamento com ozônio
 O ozônio (O3) é um poderoso agente oxidante (E0 = 2,08 V) quando comparado a outros agentes utilizados como o H2O2 por exemplo (E0 = 1,78 V), o que permite com que reaja com uma ampla gama de compostos (KUNZ et al., 2002);
 A oxidação dos poluentes com O3 pode ser direta ou indireta:
 Oxidação direta: a molécula de O3 reage diretamente com outras moléculas orgânicas ou inorgânicas por adição eletrofílica, conforme as reações abaixo (KUNZ et al., 2002).
18
Tratamento com ozônio
 Oxidação indireta: o O3 pode oxidar compostos através da reação de radicais gerados pela sua decomposição (KUNZ et al., 2002). A decomposição do ozôniopode se dar por diversas reações:
 O radical OH-, por exemplo, pode reagir através de três mecanismos: abstração de hidrogênio, transferência de elétrons ou adição radicalar. E os radicais secundários formados durante essas reações podem reagir novamente com o ozônio ou outros compostos (KUNZ et al., 2002).
19
Tratamento com ozônio
 Reações iniciadas pelo radical hidroxila (KUNZ et al., 2002):
 No efluente têxtil, o O3 atua sobre os cromóforos presentes (compostos orgânicos com grande conjugação de ligações duplas). O O3 rompe essas ligações (direta ou indiretamente) formando moléculas menores, descolorindo o efluente (KUNZ et al., 2002).
20
Tratamento com ozônio
 Vantagens:
 Rápida descoloração (LING et al., 2016);
 Rápida diminuição da DQO (LING et al., 2016).
 Desvantagens: 
 Pode ocorrer um aumento da toxicidade de alguns intermediários de reação (KUNZ et al., 2002);
 Alto custo (LING et al., 2016);
 Problemas operacionais (LING et al., 2016).
21
Tratamento com ozônio
 Exemplo: tratamento de efluente de indústria têxtil através de um processo físico-químico com ozônio e coagulação/floculação (HASSEMER; SENS, 2002).
 O ozônio pode ser utilizado no pré-tratamento do efluente a fim de quebrar as moléculas dos corantes, ou ao final para eliminação de cor e outras substâncias persistentes;
 Efluente: 
 proveniente da Indústria Têxtil Damyller situada em Nova Veneza (SC);
 originado nos processos de desengomagem, estonagem, redução (descoloração da peça), alvejamento, amaciamento, tingimento, resinagem, acidificação e alcalinização;
 composto, principalmente, pelos corantes reativos Laranja BR 2R, Amarelo BR 3R, Azul BF GN, e Preto Direto NF 700%.
22
Tratamento com ozônio
 Exemplo: tratamento de efluente de indústria têxtil através de um processo físico-químico com ozônio e coagulação/floculação (HASSEMER; SENS, 2002).
 Sistema piloto: gerador de ozônio e colunas de contato para ozonização, e Jar Test para coagulação/floculação, conforme o esquema abaixo.
Fonte: Hassemer e Sens, 2002
23
Tratamento com ozônio
 Exemplo: tratamento de efluente de indústria têxtil através de um processo físico-químico com ozônio e coagulação/floculação (HASSEMER; SENS, 2002).
 Ensaios de ozonização:
 Materiais: gerador de ozônio a partir de oxigênio puro, cilindro de O2 puro, rotâmetro para gases, frascos lavadores de 500 mL, colunas de contato de vidro, bomba portátil 150;
 Volume de efluente nas colunas de 2300 mL que recirculava a contra corrente da injeção do gás, injetado de modo contínuo;
 Concentração de ozônio determinada por iodometria;
 Foram submetidas amostras de efluente com diferentes concentrações de ozônio a ensaios de Jar Test;
 A cor do efluente foi medida em espectrofotômetro no comprimento de onda de máxima absorbância do efluente bruto (666 nm);
24
Tratamento com ozônio
 Exemplo: tratamento de efluente de indústria têxtil através de um processo físico-químico com ozônio e coagulação/floculação (HASSEMER; SENS, 2002).
 Resultados obtidos para descoloração com diferentes concentrações de ozônio (antes do processo de coagulação/floculação):
Fonte: Hassemer e Sens, 2002
Concentrações de O3: (mgO3/L)
 2,2 4,0 8,5 13,5 17,0 20,0
25
Tratamento com ozônio
 Exemplo: tratamento de efluente de indústria têxtil através de um processo físico-químico com ozônio e coagulação/floculação (HASSEMER; SENS, 2002).
 Observou-se uma boa remoção de cor à medida em que a concentração de ozônio aumenta;
 Após a ozonização e os processos de coagulação/floculação, percebeu-se que com apenas 8 mgO3/L houve remoção de 97% da cor do e 95% da turbidez do efluente em 7 min. de decantação.
26
Fotocatálise heterogênea
 Envolve a ativação de um semicondutor por luz solar ou artificial (NOGUEIRA; JARDIM, 1998);
 Um semicondutor possui bandas de valência e bandas de condução, e a região entre elas é chamada de “bandgap”. A absorção de fótons com energia superior à energia de bandgap resulta na transferência de um elétron da banda de valência para a banda de condução e na geração de uma lacuna na banda de valência (NOGUEIRA; JARDIM, 1998);
 Essas lacunas apresentam potenciais bastante positivos que podem gerar radicais hidroxilas a partir de moléculas de água adsorvidas na superfície do semicondutor (NOGUEIRA; JARDIM, 1998);
27
Fotocatálise heterogênea
 A Figura abaixo representa esquematicamente a partícula de um semicondutor:
Fonte: Nogueira e Jardim, 1998
28
Fotocatálise heterogênea
 Os radicais hidroxila promovem a oxidação dos corantes presentes no efluente a fim de formar produtos menos tóxicos como ácidos minerais, CO2 e água (DAS; BASU, 2015);
 São utilizados diferentes semicondutores (TiO2, ZnO, WO3, CeO2, CdS, ZnS);
 O TiO2 é um dos mais utilizados e estudados devido ao seu baixo custo, baixa toxicidade, alta atividade fotocatalítica, estabilidade química e insolubilidade em água (DAS; BASU, 2015);
29
Fotocatálise heterogênea
 Vantagens:
 Rápida remoção da cor e diminuição da DQO (LING et al., 2016).
 Desvantagens:
 Alto custo (LING et al., 2016);
 Problemas operacionais (LING et al., 2016);
 Dificuldade na ampliação de escala laboratorial para escala industrial (NOGUEIRA; JARDIM, 1998).
30
Fotocatálise heterogênea
 Exemplo: planta piloto em indústria têxtil na Tunísia (Menzel Temime) utilizando fotocatálise no tratamento do efluente (BAHNEMANN, 2004; BOUSSELMI; GEISSEN; SCHROEDER, 2004).
 Indústria: 
 Principais atividades: tingimento, costura e lavagem;
 Efluente gerado: 430 m3/dia; 
 Planta piloto: 
 tanque de equalização de 15 m3;
 tanque de 1 m3, do qual o efluente é bombeado para um distribuidor localizado no topo dos reatores;
 dois reatores revestidos de TiO2 de leito fixo com 2,5 m de largura e 10 m de comprimento, área total iluminada por radiação solar de 50 m2, inclinados 20º;
31
Fotocatálise heterogênea
 Exemplo: planta piloto em indústria têxtil na Tunísia (Menzel Temime) utilizando fotocatálise no tratamento do efluente (BAHNEMANN, 2004; BOUSSELMI; GEISSEN; SCHROEDER, 2004).
 os reatores podem ser operados em paralelo ou em cascata, de modo contínuo ou com reciclo;
 volume total de cada reator: 15 m3;
 bombas de vazão máxima de 3 m3/h;
 sistema de aeração por membrana;
 sistema automático de injeção de produtos químicos para regulação de pH e adição de nutrientes;
 a planta piloto foi projetada para operar a uma vazão de 1 m3/h;
 após os reatores, o efluente passa por um tanque de decantação.
32
Fotocatálise heterogênea
 Exemplo: planta piloto em indústria têxtil na Tunísia (Menzel Temime) utilizando fotocatálise no tratamento do efluente (BAHNEMANN, 2004; BOUSSELMI; GEISSEN; SCHROEDER, 2004).
 Esquema da planta piloto:
33
Fotocatálise heterogênea
 Exemplo: planta piloto em indústria têxtil na Tunísia (Menzel Temime) utilizando fotocatálise no tratamento do efluente (BAHNEMANN, 2004; BOUSSELMI; GEISSEN; SCHROEDER, 2004).
 Planta piloto instalada na indústria têxtil:
34
Fotocatálise heterogênea
 Exemplo: planta piloto em indústria têxtil na Tunísia (Menzel Temime) utilizando fotocatálise no tratamento do efluente (BAHNEMANN, 2004; BOUSSELMI; GEISSEN; SCHROEDER, 2004).
 Resultados do tratamento com fotocatálise:
 Conforme se pode perceber nos resultados abaixo, a taxa de degradação aumenta com a vazão e chega a uma eficiência fotônica de mais de 15%.
Vazão (L/s)
Taxa de degradação (mg/L.h)
Eficiência fotônica(%)
0,90
405
15,3
0,72
382
14,4
0,30
297
11,2
0,172
313
11,3
35
Adsorção
 Consiste na adesão de partículas de um fluído a uma superfície sólida e pode ser influenciada por variações de temperatura, pressão e área superficial do adsorvente (FERNANDES et al., 2010);
 Pode ser química ou física:
 Adsorçãoquímica (FERNANDES et al., 2010): 
 Fluído (substância adsorvida) e superfície sólida (adsorvente) formam ligações químicas;
 Forma-se uma camada de substância adsorvida na superfície do adsorvente.
 Adsorção física (FERNANDES et al., 2010):
 Não há formação de ligações químicas mas atuação de forças de Van der Walls;
 Formam-se várias camadas de moléculas adsorvidas.
36
Adsorção
 Possíveis adsorventes: carvão ativado, polímeros sintéticos, resinas de permuta iônica, adsorventes inorgânicos, bioadsorventes de baixo custo, adsorventes quitinosos, etc. (FERNANDES et al., 2010);
 O adsorvente deve obedecer a certos requisitos (FERNANDES et al., 2010):
 Ser eficiente na remoção de uma vasta gama de corantes;
 Deve ter elevada capacidade de adsorção;
 Adsorção rápida;
 Alta seletividade para diferentes concentrações de corante;
 Tolerância às características do efluente.
 Desvantagens (DAS; BASU, 2015): 
 Dificuldades no tratamento de corantes insolúveis; 
 Dificuldade em desenvolver processos de dessorção.
37
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 Adsorvente: nanotubos de carbono amorfo (a-CNTs) sintetizados a partir de cloreto de amônia e ferroceno a baixas temperaturas;
 Efluente: solução aquosa dos corantes carcinogênicos rodamina B (RhB, corante catiônico) e alaranjado de metila (MO, corante aniônico) a concentrações iniciais de 4,79 mg/L e 3,27 mg/L, respectivamente;
 Parâmetros analisados: concentração de adsorvente, pH, tempo de contato;
 A concentração de corante nas amostras foi determinada por espectroscopia UV-Vis em comprimento de onda de 554 nm (RhB) e 464 nm (MO).
38
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 A Figura abaixo mostra o efeito do tempo de contato entre o efluente e o adsorvente na absorbância do efluente tratado:
Fonte: Banerjee et al., 2017
RhB
MO
39
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 A Figura abaixo mostra a eficiência de remoção dos corantes em função do tempo de contato:
Fonte: Banerjee et al., 2017
Tempos escolhidos para os testes:
 30 min. para MO;
 45 min. para RhB.
40
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 A Figura abaixo mostra a absorção dos corantes em diferentes valores de pH, mostrando que um pH mais ácido aumenta a quantidade de corante adsorvido:
Fonte: Banerjee et al., 2017
RhB
MO
41
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 A Figura abaixo mostra o efeito da concentração de adsorvente na remoção dos corantes:
Fonte: Banerjee et al., 2017
RhB
MO
42
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 A Figura abaixo mostra a eficiência de remoção dos corantes em função da concentração do adsorvente:
Fonte: Banerjee et al., 2017
43
Adsorção
Exemplo: adsorção de corantes têxteis em nanotubos de carbono amorfo (BANERJEE et al., 2017).
 Com base nos resultados, os autores concluíram que os nanotubos de carbono amorfo podem ser utilizados como adsorventes dos corantes utilizados;
 O tempo de remoção para o corante RhB foi de 45 min. e para o MO foi de 30 min.;
 A eficiência de remoção foi maior em condições ácidas e concentrações mais altas de adsorvente.
44
Biofilmes
 Biofilme: conjunto de microrganismos e produtos extracelulares associados a uma superfície sólida formando uma camada volumosa e espessa, com estrutura externa irregular e não uniforme (BRANDÃO, 2002);
 Composição do biofilme: células bacterianas, polímeros extracelulares, materiais orgânicos e inorgânicos aderidos (BRANDÃO, 2002);
 A utilização de biofilmes, quando comparada com a utilização de células livres, permite operar com diferentes diluições e possibilita a reutilização das células microbianas (ANJANEYA et al., 2013);
45
Biofilmes
 Vantagens da utilização de biofilmes: 
 Alta concentração de biomassa (possibilita operar com maior carga poluente) (BRANDÃO, 2002);
 Redução das dimensões das instalações de tratamento (BRANDÃO, 2002);
 Redução nos gastos com energia elétrica (LIM et al., 2014);
 Eliminação das etapas de separação e reciclo de sólidos (BRANDÃO, 2002);
 Performance operacional estável (ANJANEYA et al., 2002);
 Boa estabilidade mecânica (ANJANEYA et al., 2002);
 Permite a reutilização da biomassa (ANJANEYA et al., 2002);
 Características de descoloração excelentes (ANJANEYA et al., 2002).
46
Biofilmes
 Vários suportes podem ser utilizados para produção dos biofilmes: pedras, areias, plásticos, borrachas, papel, aço, etc. (ANJANEYA et al., 2002); 
 A performance de um processo de tratamento utilizando biofilme depende da formação do biofilme e de sua espessura pois a taxa de reação global é altamente influenciada por esses fatores (LIM et al., 2014).
47
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Reator:
 vidro com 13 cm de comprimento, 19,5 cm de altura e 13 cm de largura;
 volume útil de 2 L (dos quais 20% foram preenchidos pelo suporte do biofilme);
 com difusor e circulador de ar; 
 operação: batelada sequencial;
 alterna entre condição anaeróbia facultativa e aeróbia.
48
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Reator:
49
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Efluente: 
 solução cotendo o azo corante Alaranjado II (carcinogênico e sua degradação produz 1-amino-2-naftol (aminas aromáticas), que pode induzir a formação de tumores de bexiga).
 Biofilme:
 inóculo de Enterococcus faecalis isolado do efluente de uma indústria de óleo de palma;
 suporte: macrocompósito sintético (3,4 cm de comprimento, 2,0 cm de altura e 3,0 cm de largura) composto por zeólito e carvão ativado na proporção de 4:1, e cimento como agente aglutinante.
50
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Operação do sistema:
 O reator era preenchido com o efluente sintético contendo 100 mg/L do corante, 0,1% (v/v) de glicerol (fonte de carbono) e 0,1% (m/v) de extrato de levedura (fonte de nitrogênio);
 O inóculo de E. faecalis (2,5% v/v) era adicionado a cada 24h;
 O reator era operado de modo sequencial com ciclo de 12h, sendo que cada ciclo era composto por quatro fases: alimentação, reação, sedimentação e decantação;
 A fase de reação consistia em 5h de processo anaeróbio facultativo e 5h de processo aeróbio.
51
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Três sistemas de tratamento foram testados com diferentes tempos de formação de biofilme a fim de analisar o efeito da espessura do biofilme na remoção de cor e DQO;
 Resultados obtidos:
Dados experimentais
Sistema I
Sistema II
Sistema III
Tempo de formação do biofilme (dia)
3
7
14
Espessuramédia do biofilme (μm)
80
115
112
Tempopara completa descoloração (h)
24
3
3
Remoção de DQO (aofinal da fase anaeróbia facultativa)
19,14 ± 0,87%
27,20 ± 0,79%
25,97 ± 0,63%
Remoçãode DQO (depois de 24h de fase aeróbia)
71,70 ± 0,67%
84,06 ± 0,83%
82,81± 0,72%
52
Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Resultadosobtidos para remoção de cor:
Sistema I
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Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Resultados obtidos para remoção de DQO após 24h de aeração:
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Biofilmes
 Exemplo: reator de biofilme utilizando macrocomposto como suporte para a descoloração e biodegradação do azo corante Alaranjado II (LIM et al., 2014).
 Os resultados do estudo demonstram que o sistema de tratamento com etapa anaeróbia facultativa seguida de etapa aeróbia foi altamente eficiente para remoção de DQO e de cor;
 Houve remoção de mais de 98% da cor e mais de 80% da DQO com um biofilme de espessura média de aproximadamente 115 μm.
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Referências Bibliográficas
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