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Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Curitiba Departamento Acadêmico de Mecânica Ensaio de Dureza Prof. Euclides Alexandre Bernardelli. ebernardelli@utfpr.edu.br Permanência: DAMEC Site: Moodle Prof. Euclides Alexandre Bernardelli 2 Dureza Significado de Dureza x Contexto: Metalurgia - Resistência à deformação plástica; Mecânica - Resistência à penetração; Projetos – Resistência do tratamento térmico ou mecânico e resistência ao desgaste; Usinagem - Resistência ao corte; Mineralogia - Resistência ao risco. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli 3 Dureza Porque realizar ensaio de dureza: Conhecimento da resistência ao desgaste; Conhecimento aproximado da resistência mecânica (resistência a tração) através do uso de tabelas de correlação; Controle de qualidade de tratamentos térmicos e termoquímicos; Controle de qualidade em processos de fabricação. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli 4 Tipos principais de ensaios de dureza: Por penetração; Brinell; Rockwell; Vickers; Microdureza. Por choque; Shore. Por risco. Cobre – entre 2 e 3; Aços ferramenta – entre 7 e 8. Indicação qualitativa Minerais Martensita - 7 Prof. Euclides Alexandre Bernardelli • Representação (HB); • Princípio: D, F, t, d; • Matematicamente: F - Carga aplicada Sc - Área da calota Dureza Brinell Proposta por J. A. Brinell, 1900. O ntamente perfície dindo O ado N/mm2 Normalmente se utiliza tabelas ABNT NBR ISO 6506-4:2010 Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Condições de ensaio: Proposta de Brinell: F=3000kgf e D=10mm; Requisitos: d = 0,25 a 0,5 de D; Fator de carga Dureza Brinell Valores de D: 1, 2, 5, 10 mm Requisitos Os er eve orma, seja, sfera deforme A ação bre D a Outra a Dureza Brinell utilizada para materiais que apresentam estrutura interna não uniforme. Ex. Ferro fundido. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell Fator de Carga Utilizando esta relação consegue-se determinar o carregamento a ser utili zado no ensaio. Porque existem alguns diâmetros de esferas e algumas cargas que pode m ser utilizados? Porque existem alguns diâmetros de esfer as e diversas cargas? Chapas de pequena espessura Materiais muito moles Materiais muito duros Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell X Limite de Resistência Convencional R=0,36 HB Acima ação residuais X R dado em kgf/mm 2 Relação válida para HB até 380. Relação válida aços doces. Para aços médio carbono e aços liga o valor cai para 0,34 e 0,33, respectivamente. Para níquel recozido o valor é de 0,49. Para níquel e latão encruados o valor é de 0,41. Para alumínio o valor é de 0,40. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Condições de ensaio (ABNT NBR ISO 6506-1:2010): • Espessura do CP = 8-10 x p Exemplo: Chapas de aço com 3mm de espessura e dureza 180HB podem ser ensaiadas com uma esfera de 10mm? F = 3000kgf p = 0,53 8 x p = 4,24 mm NÃO Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Condições de ensaio (ABNT NBR ISO 6506-1:2010): • Espessura mínima em rela ção ao diâmetro da impres são. Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Condições de ensaio: d d A B A = 2,5 x d – Ligas ferrosas e cobre e suas ligas ( 150 HB); = 3 x d – Outros metais e ligas ( 150 HB). B = 4 x d – Ligas ferrosas e cobre e suas ligas ( 150 HB); = 6 x d – Outros metais e ligas ( 150 HB). Corpo de prova: Superfície lisa e plana, Livre de oxidação, materiais estranhos e, Livre de lubrificantes e Que permita medição correta do diâmetro da impressão. Dureza Brinell d 0,06 mm Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Aplicação: Metais não ferrosos; Ferro fundido; Aço; Peças não temperadas; Macro-dureza. De maneira a utilizar a maior área representativa do corpo de prova, deverá ser escolhido o maior diâmetro possível para a esfera. Quando a espessura do corpo de prova permitir, deve ser dada preferência à esfera com 10 mm de diâmetro. Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Aparelhagem: Máquina para medição, capaz de aplicar uma força prede terminada ou forças na faixa de 9,807 N a 29,42 kN, de acordo com a ABNT NBR ISO 6506-1:2010; Penetrador, uma esfera polida de aço endurecido ou esfera polida de metal duro (carboneto de tungstênio), conforme ABNT NBR ISO 6506-1:2010; Instrumento de medição, conforme especificado na ABNT NBR ISO 6506-1:2010. Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli LIMITAÇÃO: • A esfera de aço é utilizada para materiais com dureza Brinell menor que 350; • A esfera de metal duro (carboneto de tungstênio) é utiliz ada para materiais com dureza Brinell menor que 650. • Os dois tipos de esfera fornecem resultados essencial mente idênticos, para valores de dureza até 350. Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli LIMITAÇÕES: Recuperação elástica; Peças cilíndricas; (r 5 x D) Deformações. Normal Aderência Abaulada Dureza Brinell Valores peça o A materiais região nima Prof. Euclides Alexandre Bernardelli LIMITAÇÕES: Dureza Brinell Solução: diminuir a carga para diminuir a área amassada. Ocorre com maior frequência em m ateriais muito dúcteis. Solução: utilizar esfera com dureza maior para evitar a deformação da mesma e a aderência do substrato. Ocorre com maior frequência em materiais encruados. Pode-se pintar a esfera com uma tinta es cura para delimitar a área. OK Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Representação dos resultados: A dureza Brinell tem como notação os seguintes símbolos: HBS nos casos em que é utilizada esfera de aço; HBW nos casos em que é utilizada esfera de metal duro (carboneto de tungstênio). Os símbolos são precedidos do valor da dureza e seguidos por um índice que indica as condições da medição. Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Ex. 85 HBS (85 HBW) 10 / 1000 / 30 85 - Valor de dureza Brinell; 10 - Diâmetro da esfera em mm; 1000 - Valor da carga em kgf; 30 - Tempo de aplicação da carga em segundos. Ex.: 120 HBS (HBW) 2,5/62,5 350 HBS (HBW) Dureza Brinell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Brinell Exemplo de microestruturas de materiais típicos utilizados para ensaio HB Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Características: Cobre uma grande gama de durezas; Processo mais utilizado no mundo; Rapidez, facilidade de execução; Minimização de erros humanos; Pequeno tamanho de impressão; Facilidade em detectar pequenas diferenças de durezas Próprio para linha de produção. Introduzido em 1922 por Rockwell. Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Descrição do método: Baseado na profundidade da impressão; Aplica-se um pré-carregamento – fixação do penetrador; Aplica-se a carga principal; Retira-se a carga principal. Dureza Rockwell O e raída a a ção A corpo ato de A no a Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Penetradores: • Tipo esférico (aço temperado); • Cônico (diamante com 120º de conicidade). Escalas para leitura: • Escala preta; • Escala vermelha. Dureza RockwellProf. Euclides Alexandre Bernardelli Equipamento: Rockwell normal; Indicado para avaliação de dureza em geral. Rockwell superficial. Indicado para avaliação de dureza em folhas finas ou lâ minas, ou camadas superfic iais de materiais. Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Ricardo Reis Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Escalas de dureza: Determinadas em função do tipo de penetrador e do valor da carga maior. Rockwell normal Rockwell superficial pré carga = 10 kgf pré carga = 3 kgf carga maior = 60, 100 carga maior = 15, 30 ou 150 kgf ou 45 kgf Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Representação da dureza Rockwell: Ex. 64 HRC ø 64 é o valor de dureza obtido no ensaio; ø HR indica que se trata de dureza Rockwell; ø C indica a escala empregada. Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Espessura mínima do CP (ABNT NBR NM ISO 6508-1:2008): 10 x profundidade atingida pelo penetrador (penetrador côni co); 15 x profundidade atingida pelo penetrador (penetrador esfé rico); • Penetrador de diamante HR normal: P = 0,002 x (100 - HR) HR superficial: P = 0,001 x (100 - HR) • Penetrador esférico HR normal: P = 0,002 x (130 - HR) HR superficial: P = 0,001 x (100 - HR) Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Espessura mínima (ABNT NBR NM ISO 6508-1:2008): Penetrador de diamante cônico: Dureza Rockwell Se a impressão for ob servada do lado opos to da endentação, te m-se que trocar de es cala. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Espessura mínima (ABNT NBR NM ISO 6508 -1:2008): Penetrador esférico de aço: Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Corpo de prova: Superfície plana e lisa, isenta de matérias estranhas com os óxidos, em particular, livre de lubrificantes, exceto esp ecificação em contrário; Para medições em superfícies cilíndricas convexas e esfé ricas deverá ser aplicada correção (ver norma). Procedimentos: Após cada troca, remoção ou substituição do penetrador ou do suporte do corpo de prova, as duas primeiras impre ssões deverão ser desprezadas. Considerações da norma (ABNT NBR NM ISO 6508-1:2008): Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Procedimentos: A = mínimo 2,5 vezes o diâmetro da impressão (não menos do que 1 mm). B = mínimo 4 vezes o diâmetro da impressão (não menos do que 2 mm). Dureza Rockwell Considerações da norma (ABNT NBR NM ISO 6508-1:2008): d d A B Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza Rockwell Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Características: Utiliza penetrador piramidal de diamante. Possibilita medir qualquer valor de dureza. A dureza é calculada matematicamente: F - Carga aplicada (1 a 120 kgf). A - Área da superfície piramidal. Introduzida em 1925 por Smith e Sandland, Companhia Vickers-Armstrong Ltda. Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Características: Impressões pequenas, danificam menos a superfície; Grande precisão de medida; Deformação nula no penetrador; Aplicação em qualquer espessura do material; Ensaio demorado; Exige melhor prepara ção da superfície; Mais utilizado em pesquisa e estudos. Dureza Vickers Permite reza z s Valores necessário quivalentes, Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Representação do resultado: Ex.: 440 HV 30 / 20 440 - Valor de dureza Vickers; HV - Indica dureza Vickers; 30 - Carga aplicada em kgf; 20 - Tempo de aplicação da carga em segundos. Cargas recomendadas: 1, 2, 3, 4, 5, 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120 kgf. Ex. 30 HV 10 Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Observações norma ABNT NBR NM ISO 6507-1:2008: Corpo de prova: Superfície lisa e plana, livre de oxidação, materiais estra nhos e, em particular, livre de lubrificantes, a menos se e specificado na norma do produto; A espessura do corpo de prova ou do suporte, deverá se r, pelo menos, uma vez e meia o comprimento da diagon al da impressão; Para medição em superfícies curvas, deverão ser aplica das correções (ver norma). Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Espessura mínima do corpo de prova em relação à força de medição e à dureza: Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Observações norma ABNT NBR NM ISO 6507-1:2008: Procedimento: A distância entre o centro de cada impressão e a borda do corpo de prova deverá ser igual a, no mínimo, duas vezes e meia o comprimento médio da diagonal da impressão, no caso de aço, cobre e ligas de cobre; A distância entre o centro de cada impressão e a borda do corpo de prova deverá ser igual a, no mínimo, três vezes o comprimento médio da diagonal da impressão para materiais leves, chumbo e estanho e suas ligas. Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Observações norma ABNT NBR NM ISO 6507-1:2008: Procedimento: A distância entre o centro de duas impressões adjacente s deverá ser, no mínimo, igual a três vezes o compriment o médio da diagonal da impressão, no caso de aço, cobr e e ligas de cobre, e no mínimo seis vezes o compriment o médio da diagonal da impressão para materiais leves, chumbo e estanho e suas ligas. Para superfícies planas, a diferença entre os dois compri mentos das diagonais da impressão não derverá ser mai or que 5%. Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Observações: No ensaio de dureza Vickers realizado com forças de ensaio entre 98 e 980 N não há variações apreciáveis da dureza em função da força de ensaio. Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Anomalias: Dureza Vickers Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Aplicação: Profundidades de camadas (nitretadas, cemen tadas, tempera superficial, etc): Dureza de constituintes individuais; Peças extremamente finas; etc.. Cargas 1gf – 1000gf Microdureza Penetrador knoop Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Impressão Knoop é mais estreita (finas regiões de cam adas eletrodepositadas ou endurecidas); Profundidade de impressão Knoop, é menor que a met ade da profundidade causada pela impressão Vickers com a mesma carga Materiais extremamente frágeis: vidros ou certas tinta. Microdureza Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Microdureza Impressões Vickers em cobre em um aç o que sofreu proces so de sinterização p or metalurgia do pó. Impressões Knoop em cam adas de Ni, Cu e no metal base (aço), respectivament e, decima para baixo. Impressões feitas cruzando uma camada temperada (e ndurecida) em uma amostr a de aço. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Microdureza Endentação em ferro fundi do nodular, 162 HV (fase clara–ferrita), 325HV (fase escura–perlita). Endentação em aço, 1060 HV (fase clara–carboneto de cromo), 588HV (fase es cura–perlita). Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Ensaio Superfície deve estar polida. Preferência por polimento eletrolítico. Peça deve estar embutida. Microdureza Influência da recuperação elástica Influência do erro de medi ção Prof. Euclides Alexandre Bernardelli ResumoProf. Euclides Alexandre Bernardelli Ricardo Reis DUREZA CONVERSÃO ENTRE ESCALAS Prof. Euclides Alexandre Bernardelli DUREZA CONVERSÃO ENTRE ESCALAS HB = 169,46 + 0,582 HRc + 0,111 (HRc)2 HV = 109,3 + 8,19 HRc – 0,145 (HRc)2 + 0,0029 (HRc)3 Melhor utilizar tabelas de conversão. www.durocontrol.com.br Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Resistência a Tração Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Resistência a Tração Aço Microligado O refino de grão ferrítico e o endurecimento por precipita ção de carbonitretos de nióbio, titânio e/ou vanádio - responsá veis pelos elevados níveis de resistência mecânica observados. Tensão de escoamento = 1/3 da dureza brinell. Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Resistência a Fadiga Maior a dureza Maior a resistência à fadiga até um certo li mite Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Temperatura Estudo sobre a dureza e os mecanismos de desgaste de materiais metálicos em altas temperaturas Austenítico Aço Ferramenta D2 Liga complexa FrCr-C- Nb-Mo- W-B Aço hipereutético Fe-Cr-C-Mo-Nb Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Temperatura matriz ledeburítica matriz austenítica matriz martensítica Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Temperatura Durômetro para altas temperaturas Prof. Euclides Alexandre Bernardelli Dureza X Desgaste Prof. Euclides Alexandre Bernardelli 63 Exercicios 1. Um penetrador para ensaios de dureza Brinell com 10 mm de diâmetro produziu uma impressão com diâmetro de 2,5 mm em uma liga de aço quando foi usada uma carga de 1000 kg. Calcule a HB desse material. Qual será o diâmetro de uma impressão para produzir uma dureza de 300 HB desse material? 2. Estime as durezas Brinell e Rockwell para os seguintes materiais: a)O latão naval para o qual o comportamento tensão-deformação es~´a mostrado na Figura 6.12 (Livro: Callister); b) A liga de aço para a qual o comportamento tensão- deformação está mostrado na Figura 6,21 (Livro: Callister). 3. Qual a técnica de dureza mais apropriada para ferros fundidos, aços alto carbono temperaturados e revenidos, alumínio e latão? 4. Na determinação de dureza de camadas endurecidas, porque se deve utilizar pequenos carregamentos? Qual a técnica mais apropriada? 5. Como é possível fazer correlações entre as durezas obtidas por diferentes técnicas? 6. Qual a relação que existe entre a impressão de dureza e a tensão de escoamento, módulo de elasticidade, módulo de tenacidade e módulo de resiliência? 7. Discorra sobe dureza shore, dureza instrumentada e nano dureza.