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Sujeitos de Direito Internacional Público 
Aula 05
Sujeitos de Direito Internacional Público 
Comunidade: vinculo estreito, existem traços de natureza subjetiva 
Sociedade: associação pela vontade com convivência harmônica
Características: universal, aberta, descentralizada e paritária.
São todos aqueles entes ou entidades cujas condutas estão diretamente previstas pelo Direito Internacional Público e que têm a possibilidade de atuar, direta ou indiretamente, no plano internacional. Deste conceito, retira-se duas conotações da qualificação jurídica de sujeito de Direito Internacional Público:
a) passiva: sujeito de Direito Internacional Público é o destinatário da norma de Direito Internacional Público;
b) ativa: sujeito de Direito Internacional Público tem capacidade para atuar no plano internacional.
Funções e limites dos sujeitos de Direito Internacional
Indivíduo
Durante muito tempo, a doutrina não conferia ao indivíduo o caráter de sujeito de Direito Internacional. Partia-se da premissa de que a sociedade internacional era meramente interestatal, e que apenas os Estados podiam criar normas, as quais só se referiam diretamente a estes.
A pessoa natural, por sua vez, era mero objeto das normas internacionais e da ação estatal no cenário externo e, quando pudesse atuar no cenário internacional, o faria estritamente dentro do marco estabelecido pelos Estados. 
Entretanto, a doutrina vem paulatinamente rendendo-se à evidência de que o indivíduo age na sociedade internacional, muitas vezes independentemente do Estado, começando a reconhecer na pessoa natural o caráter de sujeito internacional.
Ex: Pode ser autor (CEDH) e réu (TPI) crimes específicos do tribunal internacional.
Estado
O Estado é o ente composto por um território onde vive uma comunidade humana governada por um poder soberano e cujo aparecimento, cabe desde logo destacar, não depende da anuência de outros membros da sociedade internacional. 
Parte da doutrina defende que o surgimento da sociedade internacional e do Direito das Gentes estão estreitamente vinculados à consolidação do Estado, ente que criou parte expressiva das normas internacionais, especialmente por meio dos tratados, e formou as organizações internacionais, cujo funcionamento requer o aporte decisivo dos Estados. Com isso, atribui-se ao Estado personalidade internacional originária e capacidade plena.
Elementos Constitutivos do Estado
Personalidade internacional originária 
POVO: é o elemento humano do Estado, são indivíduos que habitam permanentemente o território com ânimo definitivo. Brasil adotou as duas formas de reconhecimento jus soli e jus sanguinis (nascido no solo ou sanguíneo) 
TERRITÓRIO: Fração do planeta em que o Estado se assenta com a sua população delimitada por faixas de fronteiras formadoras dos limites.
GOVERNO: Elemento político do estado (soberania á atributo do governo). Capacidade de auto-organização. Capacidade de decidir.
Capacidade plena: não tem limitação de disciplina
Organizações internacionais
As organizações internacionais são entidades criadas e compostas por Estados por meio de tratado, com institucional permanente e personalidade jurídica própria, com vistas a alcançar propósitos comuns. Contam com ampla capacidade de ação no cenário internacional e, por isso, são reconhecidas como sujeitos de Direito Internacional, podendo, por exemplo, celebrar tratados e recorrer a mecanismos internacionais de solução de controvérsias. Como são estabelecidas pelos Estados, sujeitos que têm personalidade internacional originária, a doutrina entende que sua personalidade internacional é derivada. 
Os primeiros organismos internacionais surgiram no século XIX. Entretanto, a noção de que tais entidades seriam sujeitos de Direito das Gentes remonta apenas a meados do século XX e teve como marco o parecer da Corte Internacional de Justiça (CIJ) relativo à reparação, devida à Organização das Nações Unidas (ONU), pela morte de seu mediador para o Oriente Médio, Folke Bernadotte, em Jerusalém, em 19483 .
Santa Sé
A Santa Sé é a entidade que comanda a Igreja Católica Apostólica Romana. É chefiada pelo Papa e é composta pela Cúria Romana, conjunto de órgãos que assessora o Sumo Pontífice em sua missão de dirigir o conjunto de fiéis católicos na busca de seus fins espirituais. É sediada no Estado da Cidade do Vaticano, e seu poder não é limitado por nenhum outro Estado.
Na atualidade, o Santo Padre ainda goza de status e prerrogativas de Chefe de Estado e continua a ter certa ascendência na sociedade internacional, como provam suas reiteradas manifestações em assuntos de interesse internacional. Além disso, a Santa Sé pode celebrar tratados, participar de organizações internacionais e exercer o direito de legação (direito de enviar e receber agentes diplomáticos), abrindo missões diplomáticas (chamadas de “nunciaturas apostólicas”) chefiadas por “Núncios Apostólicos” e compostas por funcionários de nível diplomático, beneficiários de privilégios e imunidades diplomáticas.
Organizações não-governamentais (ONGs)
As organizações não-governamentais (ONGs) são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em áreas de interesse público, inclusive em típicas funções estatais. Embora existam há muitos anos, as ONGs adquiriram maior notoriedade, inclusive na sociedade internacional, apenas a partir da década de 90 do século XX.
As ONGs cumprem o papel de promover a aplicação de normas internacionais em vários campos, como os direitos humanos e o meio ambiente. Ao mesmo tem poder para suas apreciações sobre os acontecimentos na sociedade internacional podem contribuir para a expansão ou cumprimento do arcabouço normativo internacional. Algumas ONGs participam de organizações internacionais como observadoras. 
Por fim, podem recorrer a determinados foros internacionais em defesa de direitos ou interesses vinculados a suas respectivas áreas de atuação. Entretanto, as ONGs não podem celebrar tratados. Ex: Cruz Vermelha, anistia internacional.
As empresas 
É notório o papel empresarial no atual cenário internacional, gerando fluxos expressivos de comércio, de investimentos e de capitais. Com isso, começa a admitir-se a personalidade internacional das empresas, mormente as multinacionais e transnacionais. 
As empresas, também referidas frequentemente como “pessoas jurídicas”, beneficiam-se diretamente de normas internacionais, a exemplo daquelas que facilitam o comércio internacional e os fluxos de investimentos. Ao mesmo tempo, têm obrigações fixadas pelo Direito das Gentes, como os padrões internacionais mínimos, estabelecidos em tratados, em matérias como trabalho e meio ambiente. 
Em alguns casos, as empresas têm acesso a mecanismos internacionais de solução de controvérsias, como no Mercosul. Por fim, suas demandas podem contribuir para o desenvolvimento do Direito Internacional. Em todo caso, as empresas também são sujeitos fragmentários de Direito Internacional, fundamentalmente porque não podem concluir tratados. 
Beligerantes, insurgentes e nações em luta pela soberania
Os beligerantes são movimentos contrários ao governo de um Estado, que visam a conquistar o poder ou a criar um novo ente estatal, e cujo estado de beligerância é reconhecido por outros membros da sociedade internacional.
Os insurgentes também são grupos que se revoltam contra governos, mas cujas ações não assumem a proporção da beligerância, como no caso de ações localizadas e de revoltas de guarnições militares, e cujo status de insurgência é reconhecido por outros Estados. Exemplo de movimento insurgente foi a Revolta da Armada (1893).
A beligerância reveste-se de maior amplitudedo que a insurgência. Em suma, segundo Alfred Verdross, os insurgentes são “beligerantes com direitos limitados”.
Nações em luta pela soberania
As nações em luta pela soberania são movimentos de independência nacional, que acabam adquirindo notoriedade tamanha que fica impossível ignorá-los nas relações internacionais. É o caso, por exemplo, da antiga Organizaçãopara a Libertação da Palestina (OLP), atual Autoridade Palestina, que, sem contar com a soberania estatal, exercia e ainda exerce certas prerrogativas típicas dos Estados, como a de celebrar tratados e o direito de legação (direito de enviar e receber representantes diplomáticos). 
Podem ter origem na beligerância ou na insurgência, e sua personalidade de Direito das Gentes com a plenitude das prerrogativas dependerá do reconhecimento de outros integrantes da comunidade internacional, como os Estados e as organizações internacionais.
Os blocos regionais
Os blocos regionais são, sucintamente, esquemas criados por Estados localizados em uma mesma região do mundo, com o intuito de promover a maior integração entre as respectivas economias e, eventualmente, entre as suas sociedades nacionais. 
Os blocos regionais são também conhecidos como “mecanismos de integração regional”. Surgem a partir de tratados, celebrados entre os Estados que os criaram, e funcionam não apenas no âmbito do marco dos atos internacionais que os constituíram, como também de acordo com regras, fixadas por outros tratados e por modalidades normativas peculiares, concebidas no bojo de suas atividades, como as diretrizes do Mercosul e os regulamentos, diretivas e decisões da União Europeia. 
Exemplos notórios de blocos regionais são a União Europeia, o Mercosul e a Área de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA).
Deputados da UE pedem fim de acordo com Mercosul por Marielle
Grupo também denunciou a violência política no Brasil
https://www.terra.com.br/noticias/mundo/deputados-da-ue-pedem-fim-de-acordo-com-mercosul-por-marielle,022536dddd815ae9d11c01be39a26831i9nx00cs.html 
Mais de 50 deputados do Parlamento Europeu pediram nesta quinta-feira (15) a suspensão "imediata" das negociações para um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul por conta do assassinato da vereadora Marielle Franco, uma conhecida ativista pelos direitos humanos do Rio de Janeiro.
O documento também é firmado por outros 51 europarlamentares e lembra que Marielle era relatora da comissão municipal criada para fiscalizar a intervenção militar no Rio e crítica da violência policial na cidade. "A defesa das populações oprimidas e discriminadas deve ser uma prioridade para a União Europeia. O assassinato de Marielle Franco pretende amedrontar os defensores dos direitos humanos, assim como influir nas eleições deste ano", diz o documento.
A carta se encerra com um pedido para que a Comissão Europeia, poder Executivo da UE, "suspenda as negociações comerciais, de forma imediata", com o Mercosul, "exigindo do Brasil uma investigação independente, rápida e exaustiva que permita alcançar a verdade e a justiça".
Os signatários pertencem ao Grupo da Esquerda Unitária Europeia, que reúne 52 eurodeputados de partidos comunistas e socialistas, como o Podemos, o grego Syriza, o irlandês Sinn Féin, o alemão Die Link e o português Bloco de Esquerda. O grupo tem cerca de 7% dos assentos no Parlamento da UE.

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