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Teoria e Fundamentos do Design 
 
O termo Design é utilizado para nomear a profissão, já a palavra Designer refere-se ao profissional da 
área ou à pessoa habilitada para a prática da profissão. 
Design é o termo que nomeia a profissão 
Designer é o nome dado ao profissional 
 
Do ponto de vista etimológico: 
Inglesa: Design se refere a ideia de plano, desígnio, intenção, quanto a configuração, arranjo, estrutura. 
Latina: Designare – designar e o de desenhar 
 
O conceito design compreende a concretização ou materialização de uma ideia, por meio da construção e 
configuração de projetos ou modelos. 
Löbach defende que um bom produto de design deve atender a três funções básicas: a prática, estética e 
simbólica. 
Função Prática: são funções práticas de produto todos os aspectos fisiológicos do uso”. Sendo 
estabelecidas através da facilidade de manuseio, conforto, comodidade, fabricação, manutenção, 
embalagem, transporte e reciclagem. Uma cadeira, por exemplo, deve ser suficientemente confortável e 
segura para qualquer um que decida usá-la, já um cortador de grama deve, antes de tudo, cortar bem o 
gramado; 
Função Estética: trata-se não apenas da aparência dos produtos, mas também da sua interação com o 
usuário. O produto é formado por um conjunto de elementos como: os componentes materiais, dimensões, 
proporções, formas, cores e texturas. A função estética está diretamente relacionada ao aspecto 
psicológico da percepção sensorial durante o seu uso”. 
“No Design de Interiores, muitas vezes, a qualidade estética do produto está relacionada a sua interação 
com o ambiente”; 
Função Simbólica: na maioria dos projetos, elementos estéticos são acrescentados nos produtos para 
estabelecer uma relação de significação, ou seja, para criar significados. A cor vermelha em um semáforo 
é uma sensação, um elemento estético, mas está relacionada com a ideia de perigo e advertência na 
cultura ocidental. Nesse contexto, mais do que experiência, o vermelho é um símbolo, algo que lembra ou 
indica um conceito. 
 
O design sempre pressupõe uma intenção, principalmente nas fases analítica e criativa, e um desenho 
para dar forma a ideia, na fase de execução: 
 
Design = intenção (análise e criação) + desenho (execução) 
 
Segundo a Industrial Designers Society of America (IDSA, 2015), o design é uma atividade que envolve a 
criação e o desenvolvimento de conceitos e especificações que aprimoram a função, o valor, a aparência 
dos produtos e sistemas para o benefício do usuário e do fabricante. 
Para o Internacional Council of Societies of Industrial Design (ICSID), o design é uma atividade criativa 
cujo objetivo é estabelecer as qualidades multifacetadas dos objetos, processos, serviços e seus sistemas 
em todo seu ciclo de vida. Consequentemente, o design é o principal fator da humanização inovadora das 
tecnologias e o fator crucial da troca cultural e econômica. O design busca descobrir e avaliar as relações 
estruturais, organizacionais, funcionais, expressivas e econômicas, com a tarefa de: 
 
•Promover a sustentabilidade global e a proteção ambiental. 
•Oferecer benefícios e liberdade à comunidade humana. 
•Apoiar a diversidade cultural apesar da globalização mundial. 
•Fornecer produtos, serviços e sistemas em formas que sejam expressivas e coerentes com sua 
complexidade própria. 
 
O Internacional Council of Societies of Industrial Design (ICSID) ainda considera que o design seja um 
processo estratégico de resolução de problemas que constrói o sucesso de uma empresa, impulsiona a 
inovação e o aumento da qualidade de vida por meio de produtos inovadores, sistemas, serviços e 
experiências. Ele preenche a lacuna entre a realidade e o que é possível. É uma profissão transdisciplinar 
que atrela a criatividade à resolução de problemas para a criação de soluções com a intenção de fazer um 
produto, sistema, serviço, experiência ou negócio, melhores. 
O design fornece uma maneira mais otimista de olhar para o futuro reformulando os problemas como 
oportunidades. Ele vincula inovação, tecnologia, pesquisa, negócios e clientes para oferecer novos valores 
e vantagens competitivas através das esferas econômica, social e ambiental. 
O design como profissão é, na realidade, uma família de profissões desenvolvidas ao redor da concepção 
de diferentes formas. 
 
SOBRE A ATUAÇÃO DO DESIGN: 
O International Council of Societies of Industrial Design (ICSID, 2015, online) define que: 
• Compreende as necessidades dos usuários (empatia e metodologias) centrados no usuário para 
projetar produtos, sistemas, serviços e experiências. 
• É parte estratégica do processo de inovação que conecta variadas disciplinas profissionais e 
interesses comerciais. 
• Valoriza o impacto econômico, social e ambiental e contribui para a co-criação do aumento da 
qualidade de vida. 
O design de interiores é a arte e a ciência de compreender o comportamento das pessoas para criar 
espaços funcionais dentro de um edifício. 
A arquitetura de interiores se preocupa com a renovação, reestruturação ou modificação das 
construções e espaços existentes. Conecta-se com as práticas do design de interiores. 
A decoração de interiores é considerada a arte de decorar espaços internos e envolve pequenas 
mudanças em relação aos padrões das superfícies, ornamentos, mobiliário, acessórios, iluminação e 
materiais. 
Assim, entre a arquitetura de interiores e a decoração de interiores está o design de interiores que, de 
acordo com Brooke (2014), é uma atividade multidisciplinar que envolve a criação de ambientes internos 
que articulam o clima e a identidade por meio da manipulação dos volumes espaciais, da colocação de 
elementos específicos e mobiliário, além do tratamento das superfícies. 
Em geral, descreve projetos que requerem poucas mudanças estruturais, ou nenhuma, na construção 
existente, embora haja muitas exceções. O espaço é mantido em seu estado estrutural original e o novo 
interior é nele inserido. Muitas vezes, tem um caráter efêmero e inclui projetos de interiores para varejo, 
exposições e residências. 
 
De modo mais amplo, o Council for Interior Design Qualification (CIDQ) define o design de interiores 
como uma profissão multifacetada em que as soluções técnicas e criativas são aplicadas no interior de 
uma estrutura construída. Estas soluções são funcionais, esteticamente atraentes e têm a finalidade de 
aumentar a qualidade de vida das pessoas. Os projetos de interiores são criados em conformidade com a 
estrutura e localização da edificação e com o contexto social do projeto. 
Eles devem aderir aos códigos e requisitos de regulamentação, além de incentivar a aplicação dos 
princípios da sustentabilidade. O processo de concepção de projetos de interiores segue uma metodologia 
sistemática e coordenada, incluindo a investigação, análise e integração de conhecimentos referentes ao 
processo criativo, por meio do qual, as necessidades do cliente são satisfeitas para a materialização de 
um espaço que cumpre os objetivos do projeto. 
O designer deve passar a entender cada vez mais de assuntos que não diz respeito apenas às teorias de 
design ou técnicas de projeto, mas sim, de assuntos que tangenciam e se relacionam com a profissão. 
O designer de interiores é o responsável pela elaboração, planejamento e organização dos espaços, 
escolhendo e combinando os diversos elementos de um ambiente. Esse profissional estabelece relações 
funcionais e estéticas em relação ao que se pretende produzir, harmoniza em um certo espaço, móveis, 
objetos e acessórios, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Seleciona cores, materiais, 
acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequandoo projeto às 
necessidades, às preferências e à disponibilidade financeira do cliente. 
Além disso, administra o projeto de interiores, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamentos, 
acompanha a execução do projeto e coordena o trabalho de pedreiros, marceneiros, gesseiros, pintores, 
eletricistas e outros profissionais. 
Brooke et al (2014) acrescentam que “é essencial ao designer de interiores ter um grande 
conhecimento das leis regulatórias e de planejamento da construção civil”. 
•familiaridade com técnicas construtivas. 
•amplo conhecimento acerca dos materiais e revestimentos. 
•dos custos envolvidos na execução do projeto. 
•habilidade criativa para projetar interiores de excelência. 
•necessidade de atualização constante relativa às tendências. 
 
Como o designer de interiores projeta? 
O designer de interiores para todos os seus projetos deve seguir uma metodologia projetual: conjunto de 
operações necessárias, dispostas em ordem lógica, que nos leva de forma confiável e segura à solução de 
um problema. 
 
Metodologia para o designer de interiores: 
Briefing: analisa as necessidades do cliente, seus objetivos e as exigências de segurança e de seu estilo 
de vida; associa suas conclusões ao seu conhecimento como designer de interiores; 
Anteprojeto: formula conceitos preliminares de design adequados, funcionais e estéticos; 
Finalização e apresentação do anteprojeto: desenvolve e expõe recomendações finais de 
design através de mídias apropriadas para a apresentação; 
Projeto Executivo: elabora o projeto executivo e as especificações de elementos construtivos não 
estruturais, materiais, acabamentos, layout, mobiliário, instalações e equipamentos; 
Compatibilização de Projeto: colabora com os serviços de outros profissionais qualificados das áreas 
técnicas de mecânica, elétrica, e cálculo estrutural de acordo com as normas para aprovação do projeto 
nos órgãos competentes; 
Execução de Projeto: organiza e administra orçamentos e contratos como representante do cliente, 
revisa e avalia as soluções de design durante sua implementação até sua finalização. 
 
Design de Interiores: Profissão multifacetada em que as soluções técnicas e criativas do projeto são 
aplicadas no interior de uma estrutura; 
Design de Moda: A partir dos aspectos estéticos, simbólicos, ergonômicos e produtivos, elabora e 
administra projetos para a indústria da confecção de peças e acessórios de vestuário; 
Design Gráfico: Envolve a concepção, elaboração, desenvolvimento do projeto e a execução de sistemas 
visuais de configuração formal. Cuida da geração, tratamento e organização da informação; 
Design de Produtos: Envolve a concepção, elaboração e desenvolvimento de projeto, bem como a 
fabricação do produto, seja ele peça única ou para produção em série (produtos de uso, máquinas e 
equipamentos e componentes de ambientes em geral). 
 
Com os avanços dos meios de produção e a divisão do trabalho, separou o projeto de produção – o que 
antes era responsabilidade dos artesãos, passou a ser responsabilidade dos designers e fabricantes. 
As bases do design começam a se formar a partir da Revolução Industrial e por meio do surgimento de 
movimentos como Arts and Crafts (Inglaterra – meados séc. XIX), e a Deutsche Werkbund (Alemanha – 
1907). 
Enquanto o Arts and Crafts defendia o design e um retorno aos ofícios manuais em oposição a produção 
em massa, a Werkbund, reconhecia o valor das máquinas e defendia o design como meio de atribuir forma 
e significado as coisas feitas pela máquina. 
No passado, na Bauhaus a forma ideal de qualquer objeto deve ser determinada pela sua função. 
Na atualidade as soluções dos projetos de design devem ser funcionais e esteticamente atraentes e tem a 
finalidade de aumentar a qualidade de vida das pessoas. 
 
Elementos do Design 
São responsáveis pela caracterização e personalidade do espaço 
 
Ponto: Do ponto de vista gráfico, no entanto, denomina-se ponto tudo aquilo que é pequeno em relação 
aos elementos que o cercam e possui um formato relativamente simples; 
Uma massa de pontos torna-se textura, forma ou plano e em grande número e justapostos, criam a 
ilusão de tom ou de cor; 
Os pontos como elemento visual, podem aparecer de diversas formas em um projeto. 
 
Linha: A linha é uma sequência de pontos que estão suficiente próximos de maneira que sua identificação 
individualizada se torna impossível; 
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 
A linha também pode ser definida como um pontoem movimento ou a trajetória de um ponto em 
movimento. 
Geometricamente, como o ponto, não tem largura, mas, tem comprimento, posição e direção. 
_____________________________________ 
 
Graficamente as linhas existem em muitos pesos; espessura; textura e trajeto determinam sua presença 
visual. Ela pode ser reta ou curva, contínua ou tracejada; de qualquer forma é um elemento essencial ao 
desenho. 
 
• Linhas curva: suavidade e feminilidade; 
• Linhas retas: masculinidade; 
• Linhas verticais geram amplitude vertical e formalidade, as horizontais ampliam a largura e são 
menos formais; 
• Linhas diagonais sugerem movimento, enquanto as linhas quebradas podem gerar inquietação 
por conta da sua construção descontinuada. 
 
Plano: A trajetória de um ponto em movimento se transforma em um alinha, a trajetória de uma linha em 
movimento se torna um PLANO. 
No design de interiores o plano é fundamental e envolve duas dimensões: largura e comprimento. 
Tetos, paredes, pisos e janelas são planos físicos. 
 
Forma e Espaço: O espaço pode se configurar de diferentes maneiras, ele que recebe os elementos 
compositivos. 
O círculo, o quadrado e o triângulo equilátero são consideradas as três formas básicas: 
• Círculo: forma sem interrupção e curva, cujo contorno é equidistante de seu ponto central e 
associado à infinidade, calor e proteção; 
• Quadrado: figura de quatro lados de mesmo comprimento e 4 ângulos retos iguais, relacionado à 
honestidade, retidão e esmero; 
• Triângulo equilátero: tem 3 lados e ângulos idênticos, referido à ação, conflito e tensão. 
 
Direção: Dondis (1998) diz que, as formas básicas representam três direções visuais fundamentais e 
significativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva. 
 
 
Como o nome já diz, a principal função deste elemento é direcionar, atenção, olhar, movimento etc. 
Dentro do Design de Interiores fazemos o uso de alguns princípios de Design como: ritmo, cor, contraste e 
luz para criar direção. 
Deve-se sempre usar a direção intencionalmente para atingir um objetivo de projeto. 
Linhas direcionadas horizontalmente causam a sensação de amplitude (foto esquerda). 
Linhas direcionadas verticalmente já trazem o efeito de alongamento do pé-direito (foto direita). 
 
 
 
Movimento: Em uma composição visual ele é apenas uma representação. 
As linhas curvas ou diagonais trazem maior sensação de movimento que as horizontais e verticais. 
Cores quentes parecem avançar em direção ao observador enquanto as frias parecem recuar. 
Volume e Dimensão: Assim como a linha é a trajetória do ponto em movimento e o plano da linha em 
movimento, o volume é a trajetória de um plano em movimento. 
Segundo Ching e Binggeli (2006): O volume se refere a um elemento tridimensional. 
Pode ser tanto um sólido (bloco de concreto), quanto um vazio (espaço definido por planos como paredes, 
pisos, tetos e telhados). 
O volume existe de duas formas, a real (físico, existente na realidade) e a representativa (O volume 
também pode ser criado sobre uma superfície plana (papel por exemplo), como em um desenho ou 
pintura, através de perspectivas ou luz e sombra).Luz e Sombra: Simula-se a projeção de luz em uma direção qualquer causando o efeito de volume 
através da sombra que delimitará a forma da ilustração. 
 
Escala e Proporção: Segundo Lupton e Phillips (2008) escala se refere às dimensões exatas de um 
objeto ou à correlação exata entre uma representação e a coisa real que ela representa. 
O grande não existe sem o pequeno* 
Parâmetro importante na escala é o próprio tamanho do corpo humano. Projetar em escala humana é 
projetar pensando em ambientes, móveis e objetos de tamanhos proporcionais ao corpo humano. 
• ESCALA NATURAL: Quando o tamanho do desenho é igual ao tamanho real do objeto - 1:1 ou 
1/1; 
• ESCALA DE AMPLIAÇÃO: É utilizada para representar um objeto em tamanho maior do que o 
tamanho real - 2:1 ou 2/1; 
• ESCALA DE REDUÇÃO: Quando a dimensão da forma representada é inferior à sua dimensão 
real - 1:2 ou 1/2 
 
A escala representa o tamanho real de um objeto em relação a um padrão reconhecido, enquanto a 
proporção é a forma como relacionamos visualmente todas as partes individuais de um todo. 
 
Proporção Áurea: utilizada pelos gregos para a concepção da maioria das construções. 
 
Textura: “São elementos importantes que ajudam a compor a atmosfera e o caráter de um ambiente” 
(GURGEL,2005) 
Podemos entender a textura como a qualidade das superfícies dos materiais usados em um projeto, 
digamos que seja a “pele” de uma forma. 
Podemos ser influenciados por 2 tipos de texturas: visuais e táteis, entre elas, naturais e artificiais. 
• VISUAIS: São aquelas que nós somente podemos ver, sem senti-las; 
• TÁTEIS: São tridimensionais, podemos tocar e sentir o material. 
• NATURAIS: Texturas que resultam da intervenção natural humana no meio ambiente ou que 
caracterizam o aspecto exterior das formas e coisas existentes na Natureza; 
• ARTIFICIAIS: São aquelas que resultam da intervenção humana através da utilização de 
tecnologias, materiais e instrumentos devidamente manipulados. 
 
PROPRIEDADES DAS TEXTURAS 
• Quanto à cor: Alteram a tonalidade da matiz. 
• Quanto à manutenção: Lisas e mais fáceis de limpar, porosas acumulam mais sujeira. 
• Quanto à segurança: Lisas são mais suscetíveis a escorregões que as porosas. 
• Quanto à temperatura: Superfícies polidas tendem a ser mais frias do que as ásperas por 
transmitirem mais calor. 
• Quanto à acústica: Superfícies ásperas absorvem mais o som, enquanto as polidas o refletem 
muito mais. 
O uso da iluminação valoriza as texturas, a tornando muito mais atraente. 
 
Padronagem: Para GURGEL (2005) a padronagem é criada a partir da repetição de um motivo e é 
resultado de um processo criativo racional, elaborado. 
 
LUZ E COR 
Luz e cor não podem e não devem ser pensadas independentemente. 
Elas influenciam diretamente o emocional e o psicológico das pessoas. 
A luz e a cor são também elementos extremamente funcionais dentro de um projeto de interiores, quanto a 
ergonomia e ao emocional por exemplo. 
Devemos considerar o aspecto cultural no uso das cores. 
 
Luz: A luz visível é de natureza eletromagnética e se propaga em ondas. Desencadeia o mecanismo da 
visão e provoca sensação visual da cor. Teoria Tricromática: mistura aditiva RGB (vermelho, verde e 
azul). 
 
 
 
 
 
Cor luz 
Cor-luz, ou luz colorida, é a radiação luminosa visível que tem como síntese aditiva a luz branca. Sua 
melhor expressão é a luz solar. 
Apesar de a luz ser composta por 7 cores, a adição apenas das 3 cores primárias já são suficientes para 
obtê-la novamente. 
Modelo cromático da cor luz: RGB 
 
Cor: é uma sensação visual provocada pela ação da luz, refletida das superfícies pigmentadas dos objetos 
– mistura subtrativa CMKY (ciano, magenta e amarelo). 
 
Cor pigmento 
A cor-pigmento é a substância material que, conforme sua natureza absorve, refrata e reflete os raios 
luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. 
A cor como pigmento tem sua síntese subtrativa o preto. 
Modelo cromático da cor luz: CMY(K - preto usado para impressão) 
 
Cor luz (tela de computador, TV) Cor pigmento (impressão) 
 Síntese aditiva Síntese subtrativa 
 
 
 
 
Tipos de cores: 
• Cores Primárias: Cores puras, não são criadas pelas mistura de outras cores e são encontradas 
na natureza. São elas: AZUL, AMARELA; VERMELHA; 
• Cores Secundárias: Ao contrário das primárias, elas se formam a partir da mistura de outras 
cores, no caso, se formam a partir da mistura das cores primárias. São elas: VERDE AZUL 
VIOLETA LARANJA; 
• Cores terciárias: São todas as cores criadas à partir da mistura das cores primárias e secundárias 
e são inúmeras; 
• Cores quentes: São todas as cores do círculo cromático que estão entre o amarelo e o vermelho, 
são conhecidas como cores progressivas e tem a capacidade de causar a sensação de 
proximidade; 
• Cores frias: São todas as cores do círculo cromático que estão entre o azul e o verde, são 
conhecidas como cores recessivas, pois causa ao observador a sensação de afastamento. 
 
Esquemas cromáticos: 
 
• Complementar: Cores que se posicionam exatamente ao oposto uma das outras no círculo 
cromático (vermelho e verde, azul e laranja, amarelo e violeta); 
• Análogas: Cores que estão próximas umas das outras no círculo cromático; 
• Triádico: Aquele que utiliza sempre três cores no circulo cromático sempre a partir da composição 
de triangulação; 
• Duplo complementar: quando se utiliza duas duplas de cores complementares que podem estar 
próximas no círculo cromático ou distantes; 
• Monocromático: Famoso tom sobre tom ou degrade, quando acrescentado a cor principal, um 
pouco mais de branco ou de preto; 
• Acromático ou neutro: Utilização apenas das cores preto, branco e tons de cinza, ou seja, 
nenhuma cor. 
 
 
Silhueta: Costuma dividir o corpo em duas partes, uma superior, uma inferior, que precisam estar visual e 
proporcionalmente equilibradas para que o resultado da composição seja harmônica. Bastante aplicado no 
design de moda. 
 
Elementos que influenciam o Design 
 
Materiais 
 
 Com a Revolução Industrial, ocorreram transformações no âmbito cultural, social e econômico, o que 
tornou acelerada a multiplicidade dos materiais disponíveis para a produção de produtos. Houve o impulso 
do design devido à necessidade de criação de produtos e o planejamento da produção com base no 
desenvolvimento em série. 
Os materiais podem transformar o design, tendo forças para transformar nossas vidas. 
É por meio dos materiais que conseguimos desenvolver novas ideias, buscar inovação e aprimorar o 
nosso desempenho. 
Os materiais que os produtos são produzidos portem significados perceptíveis para os usuários, 
influenciando as suas escolhas e preferências. O projeto de design cria personalidade por meio dos 
materiais utilizados. 
A madeira é um material natural, cujas fibras proporcionam uma textura de superfície própria, ela é tátil, 
percebida como mais quente em comparação com os outros materiais, macia, possui cheiros 
característicos e desperta associações com o artesanato. 
Esses significados carregados pelos materiais vão transmitir fundamentos da cultura, dos valores, da 
sociedade, do estilo e dos princípios relacionados ao Design desse projeto, além disso, exercem influência 
sobre a forma como o produto é desenvolvido. 
O bom design é aquele que leva em consideração o uso mais eficiente dos materiais, ou seja, de suas 
propriedades e da maneira como podem ser conformados. 
As características desses materiais são relacionadas aos processos físicos, mecânicos, e térmicos. E 
tambémcaracterísticas estéticas e simbólicas percebidas por cada indivíduo ou sociedade, de acordo com 
o contexto histórico e social. 
 
As características do material são: 
• Físicas; 
• Mecânicas; 
• Térmicas; 
• Estéticas; 
• Simbólicas. 
 
 Depois que escolhemos os materiais q serem utilizados nos projetos, iremos estabelecer relações com as 
questões físicas, culturais, e econômicas de cada usuário. 
Devido aos avanços tecnológicos, nós designers, devemos nos atualizar sempre quanto à escolha dos 
materiais e possibilidades de combinações, pois as possibilidades são inúmeras, e cada dia mais estudar 
as formas criativas de agregar valor à estes matérias em nossos projetos. 
Levar em consideração o impacto ambiental que este material causa. (Produção, tempo de vida e 
descarte). 
 
 Há dois tipos de perfis e seus aspectos que devemos conhecer: 
 
 Perfil objetivo: 
• Aspectos gerais: Preço, densidade, características físicas, térmicas, mecânicas, elétricas e 
processo de fabricação. 
• Aspectos técnicos: Como será utilizado e de que forma será fabricado. 
• Aspectos ambientais: Custo e ciclo de vida dos matérias. 
 
Perfil subjetivo: 
• Aspectos estéticos: São os atributos trazidos pela questão estética, tais como, forma, figura, 
sensações de tato, textura, peso, transparência, brilho, cheiro, etc.(Estão relacionados aos nossos 
cinco sentidos) 
• Aspectos práticos: São os atributos que estão relacionados ao uso, de que forma e onde serão 
utilizados (em casa, no trabalho, na vestimenta etc.), a praticidade, a segurança, saúde, higiene e o 
conforto que este material vai proporcionar ao usuário. Por exemplo: ao projetar um fast food, onde 
a permanência das pessoas no ambiente deve ser rápida, não podemos utilizar materiais muito 
confortáveis, para não prender os usuários nos ambiente mais tempo que o necessário. 
• Aspectos simbólicos: Estão relacionados ao psique do indivíduo, para isso, devemos conhecer 
as caraterísticas pessoais de acordo com cada usuário, tais como, identidade, memória, idade, 
gênero, caraterísticas físicas, história de vida e o perfil de cada um e se existe alguma 
característica física do indivíduo que é dotada de atenção. 
 
Tipos de materiais mais usados: 
 
• Madeira e Fibras Orgânicas: Possui propriedades de isolamento térmico e acústico; 
• Proximidade com a natureza; 
• É um material neutro e consegue criar uma atmosfera mais confortável e aconchegante; 
• Maior resistência e longa durabilidade; 
• É reciclável. 
• Polímeros: materiais de ocorrência natural, como a borracha. Piso vinílico ou emborrachado, 
esquadrias, rodapés e forros em pvc, tecidos em poliéster, espumas, acrílicos, mobiliário em 
polipropileno, tintas diversas, poliuretano 
• Metais: Alto condutor térmico e elétrico; Existem metais que podem ser reciclados; Grande 
resistência e longa durabilidade. Transmite frieza e segurança. 
• Cerâmica e Vidro: Possuem bom isolamento térmico e elétrico; Possui alta dureza e fragilidade; 
Grande resistência e longa durabilidade contra intempéries; Possui bom custo benefício; Boa 
resistência contra fogo. 
 
Estilos 
 
Clássico: Um estilo marcado por linhas elegantes e ricas, sempre bem rebuscadas, baseada na época da 
história Grega e Romana. 
Tratando-se de materiais utiliza-se madeira escura e mármore. Os tecidos podem ser escuros ou bem 
claros, dependendo com a combinação com o restante. As cores mais utilizadas são Bordeaux, azul-
marinho, verde esmeralda, dourado, prateado, cor de ferrugem, branco e cor-de-rosa bebê. As peças de 
design são os cristais, porcelanas, prata, latão, candelabros, espelhos e molduras ornamentadas, lustres 
grandes e dotados de muitos detalhes como pedras especiais, arranjos florais, candeeiros de parede e 
com abajures de ceda. Objetos, traços e texturas muitas vezes são repetitivos para causar um efeito de 
harmonia e unidade. 
 
Contemporâneo: Traz a importância da funcionalidade de design, qualidade além da qualidade. Porém, 
com uma variedade de ideias para desenvolver o projeto, com a liberdade de expressão, pluralismo e 
simultaneidade nos matérias, texturas e características do projeto. Podemos usar materiais e texturas 
artesanais, ou antigas, como podemos utilizar o que há de mais novo em tecnologia – desde que exista 
um objetivo e uma razão de usar aquele determinado material. 
É feito de traços simples, angulares, superfícies lisas, formas geométricas. Possui revestimentos como 
vidro, pedra, cimento, metal, aço, mármore, madeira clara e escura e têxteis, como o cabedal, Alcântara, 
vinil, corda, bouclé, flanela, lã, algodão, linho ceda, caxemira e juta. 
 
Moderno: Funcionalismo é o sobrenome do estilo moderno. Todo projeto é pensado em sua utilidade, 
segurança, e durabilidade. As formas e linhas são sempre mais simples possíveis, sejam retas ou curvas. 
Utilização de materiais e meios disponíveis, cores sem muita mistura, na maioria das vezes primárias, reto 
ou branco. Busca-se desenvolver projetos que utilizem de tecnologias de produção, funcionamento e 
acabamento, desde que haja também um objetivo para tal uso. 
 
Minimalista: O estilo onde menos é mais. A simplicidade é tudo para transmitir a mensagem em um 
projeto. Sua principal influência é a oriental, com perfil prático e atual. É um estilo de design baseado na 
tranquilidade, em uma fuga do caos de informação dos estilos como clássico, rustico e retrô. Com luz 
natural, linhas simples, branco, preto, cinzento e alguns tons neutros, castanho, azul e verde. Formas 
geométricas e assimetrias. E materiais como madeira, vidro, inox, cromado, espelho, pele, mármore e 
granito. 
 
Retrô e Vintage: O estilo retrô utiliza de características antigas, porém, produzidas hoje em dia com 
materiais e tecnologias dispostas a nós para confeccionar réplicas de peças e projetos antigos. Já o estilo 
vintage é a apropriação de algo realmente antigo para agregar objetos, texturas e materiais ao seu projeto 
moderno. Como exemplo, posso citar os famosos frigobares retrô que temos hoje, com o design antigo, 
mas com tecnologia nova. Já o vintage seria você agregar aquele terninho antigo da sua mãe à sua nova 
composição de look. Enquanto o estilo vintage possui tons mais pastéis, linhas e formas mais curvas e 
rebuscadas, papéis de parede, lustres e arabescos o retrô possui cores mais vivas, texturas diferentes, 
colagens, adesivos e materiais mais escuros. 
 
Provençal: O estilo conhecido pelos filmes românticos antigos, vindos da França, em que as famílias 
tradicionais moravam em vilarejos próximos a campos e montanhas. A característica principal é a busca 
pela nobreza, por isso a grande quantidade de rebuscamento, linhas curvas, cores claras, madeira, papéis 
de parede, muito tecido e objetos que remetem ao luxo tido como sendo sustentado por um alto padrão de 
vida social. 
 
Rústico: O estilo rústico tem como principais características a referência ao campo, à natureza, ao rural. 
Geralmente dando aquele ar de acabamento imperfeito, mas não mal feito. Um estilo que transmite 
histórias de geração pra geração, memórias feitas em objetos, decoração, roupas, um apelo emocional. 
Materiais como madeira, pedra, tecidos lisos e claros, objetos antigos, luz amarela, branco sujo e 
tonalidades pastéis. 
Texturas florais, listradas, patchwork, apresentando o algodão e a chita. Objetos em cobre, pot-pourri, 
colheres de pau, velas, utilidades antigas, cerâmica, livros, latas decorativas e ainda peças feitas à mão. 
Esses são os principais estilos que podemos utilizar em nossos projetos de design, sejam eles de 
interiores, moda, produto ou gráfico. O importante é realizar uma pesquisa e um estudo específico 
baseadono projeto que será desenvolvido, no público ou cliente final e qual o objetivo principal 
desse projeto, relacionando-o a todos os outros elementos que influenciam o design. 
 
 
 
 
 
Tecnologia e Globalização 
 
Desde a Revolução Industrial, a tecnologia começou a ser desenvolvida e descoberta para trazer 
melhorias no dia a dia do homem. Vivemos em um mundo conhecido como detentor de uma rede de 
alcance mundial, em que por meio da internet podemos descobrir, conhecer e nos relacionar com todas as 
outras redes. Tecnologia surgiu com a finalidade de ajudar na qualidade de vida do ser humano. 
Em meados do séc. XIX e XX, a maior parte das grandes cidades passaram por uma grande 
transformação, segundo duas redes: 
• Rede de utilidade: água, gás, eletricidade, telefonia e comunicação; 
• Rede de transporte: Carros, avião, metrô e navio. 
 
Três grandes redes de comunicação: 
• Visual: sinalização de espaço (comunicação visual); 
• Invisível: internet; 
• Impressa: revistas, livros e jornais. 
 
As informações, as imagens, os produtos e os serviços chegam a nós todos os dias, com velocidade 
principalmente pela internet tornando muitas vezes as coisas insignificantes e passageiras. Devido a isso é 
importante dosar a tecnologia nas nossas vidas. 
 
A globalização trouxe muitas facetas: 
• Tecnológica: mudanças e transformações; 
• Econômica: relacionadas ao comércio e fluxos internacionais; 
• Culturais: difundindo pelo mundo os valores e os modelos de consumo; 
• Politica: que recoloniza periferia – o terceiro mundo. 
 
 
Componentes Culturais 
 
Culturas são sistemas que servem para adaptar as comunidades humanas aos seus embasamentos 
biológicos. O designer deve analisar o contexto onde o projeto será inserido (hábitos, costumes, 
valores, desta sociedade, a rotina das pessoas que ali estão inseridas, como funcionam as 
construções. qual clima, a economia, a politica), pois tudo isso trabalha em conjunto com a cultura da 
sociedade e é de extrema importância que um projeto de design pense em todos eles. 
A função de um projeto de design é fazer com que ele seja útil na sociedade que está inserido. 
 
 
Sustentabilidade e ecologia 
 
As atividades humanas não devem interferir nos ciclos naturais – tudo que eu for utilizar como vai 
afetar o ser humano e o que está ao seu redor (o meio). Relação da sociedade com a natureza. 
A questão ambiental carrega problemas como mudanças climáticas, diminuição de recursos da 
biodiversidade, escassez de água, crescimento populacional e urbano, aquecimento global e descarte 
errado do lixo. 
Cabe ao designer pensar cada vez mais em termos do ciclo de vida do objeto projetado, gerando 
soluções que otimizam três fatores: 
1. Uso de materiais não poluentes e de baixo consumo de energia; 
2. Eficiência de operação e facilidade de manutenção de produto; 
3. Potencial de reutilização e reciclagem após o descarte. 
 
O designer projeta com materiais baseados na sustentabilidade, desenvolve maneiras para que os 
produtos funcione de forma sustentável pensando na forma que esse produto ao não ter mais a função 
inicial, ainda possa ser reutilizado e reaproveitado, trazendo o mínimo de malefícios possíveis ao meio 
ambiente. 
 
Princípios do Design 
Os princípios podem ser usados com diversas intensidades, normalmente algumas sobressaem 
mais que as outras dentro da composição. 
 
Equilíbrio: tem o objetivo de dispor de forma equivalente as partes que compõe o todo no espaço. O peso 
visual de um objeto neutraliza o de outro objeto. Entre objetos semelhantes ou iguais, nas posições 
diferentes ou entre objetos diferentes; 
Existem três tipos de equilíbrio: 
1. Assimetria: elementos diferentes dispostos de forma desigual geram uma composição assimétrica, 
dando movimento e tensão espacial ao design; 
2. Simetria: resulta de uma composição mais calma e tranquila, enquanto algo mais dinâmico pode 
ser alcançado se os elementos forem organizados. Tende ao equilíbrio e a falta de movimento; 
3. Radial: ocorre o movimento circular ao redor do ponto central da composição em direção ao centro 
ou a partir dele. 
 
Contraste (comparação entre os opostos): ocorre quando uma forma é circundada pelo vazio, bem 
como quando uma reta encontra uma curva, ou ainda quando uma forma é muito maior que a outra. 
Permite ressaltar o peso visual de um ou mais elementos, eliminando incertezas e quebrando a 
monotomia. O contraste leva ênfase; 
 
Harmonia: diz respeito à disposição formal bastante organizada do todo ou entre partes de um todo, nela 
predominam os fatores de equilíbrio simétrico, de ordem, alinhamento e de regularidade visual; 
 
Repetição: acontece quando diversos objetos com a mesma característica são dispostos em uma 
composição, mesmo que outras características desse objeto sejam diferentes. Forma, tamanho, cor, 
direção e textura, individualmente ou em um conjunto, podem ser repetidas em um projeto de design 
provocando também um movimento organizado e continuo, que pode produzir ritmo na composição. A 
repetição vai ao encontro do ritmo, a repetição induz a unidade; 
 
Ritmo: refere-se a qualquer movimento gerado por uma repetição, é bastante empregado para 
organização das formas no espaço; 
 
Gradação (degrade): é considerada uma mudança progressiva e uniforme de um objeto. As formas 
podem ter gradação de formato, tamanho, cor, textura, posição, dentre outros. A iluminação causa efeito 
de gradação 
 
Radiação: elementos regularmente repetidos em torno de um centro comum produzem um padrão de 
radiação: a simetria se configura tanto no eixo vertical como horizontal e no diagonal (multissimétrico), tem 
um ponto focal localizado no centro da composição, além de ser bastante forte, pode gerar energia ótica e 
movimento a partir do centro ou em sua direção; 
 
Ênfase ou focos visuais: todas as composições precisam ter algum tipo de ênfase. Qualquer elemento 
pode ser utilizado para atrair a atenção do observador e, portanto, como foco visual, desde que sejam 
óbvios, chamativos ou que quebrem a estabilidade de uma composição simétrica pela sua disposição no 
espaço; 
 
Unidade: qualidade do que é único ou uniforme. Homogeneidade, igualdade, uniformidade, coordenação 
ou harmonia das partes de uma obra.

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