relaotiro 2 aula carl9os - Cópia
9 pág.

relaotiro 2 aula carl9os - Cópia


DisciplinaPraticas Farmaceuticas em Industrias17 materiais57 seguidores
Pré-visualização2 páginas
FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS
Curso de Graduação em Farmácia
Wynglys Pereira Garcia
RA:229923012211
Turma: noturno 
Período: 6º
Determinação da ação de conservantes em formulação farmacêutica
Anápolis-GO
	2019	
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO
1.1Referencial teórico
Conservantes são substâncias químicas, cuja função é inibir o crescimento de microrganismo no produto, conservando-o livre de deteriorações causadas por bactérias, fungos e leveduras. Eles são um importante meio de restringir o desenvolvimento microbiano em diversos produtos farmacêuticos, cosméticos e alimentos (RUSSELL, 1991).
A quantidade de conservante usada em uma formulação deverá ser a mínima necessária para promover a proteção do produto, sem prejuízo para o paciente e consumidor (ANVISA, 2010).
O primeiro aspecto a ser observado na escolha do conservante é a regulamentação do uso da substância de ação conservante permitida. Uma vez que é de caráter eliminatório. Produtos auto conservantes geralmente tem prazo de validade menor, são apresentados em fracos do tipo dispersor ou bisnagas especiais que solucionam boa parte do problema protegendo o produto da carga microbiana das mãos do consumidor ou ambiente.
Segundo passo para selecionar um sistema conservante e conhecer suas propriedades físico-químicas para prever possíveis incompatibilidades químicas com os componentes da formula e até a inativação do conservante; a solubilidade em agua, tenso ativos e glicóis, o coeficiente de distribuição do ativo, a estabilidade, PH, temperatura que sofre durante o processo de produção.
Nipagin e nipazol são conservantes antimicrobianos derivados do ácido-hidroxibenzoico, conhecidos como \u2018\u2019parabenos\u2019\u2019. São utilizados na indústria de cosméticos sendo os conservantes cosméticos de maior aceitação.
A contaminação microbiana promove perdas consideráveis nas formulações farmacêuticas, podendo comprometer a estabilidade, a eficácia e a ação do medicamento, causando sérios danos ä saúde do consumidor. Diante do exposto, a realização do teste de eficácia do sistema conservante é pertinente à fase de desenvolvimento do produto, durante o período de estabilidade, para assegurar as características organolépticas, físico-químicas e microbiológicas, quando houver alterações nas fórmulas farmacêuticas, bem como, quando houver alteração no sistema conservante (SANTOS, 2007).
2.OBJETIVOS
Conhecer a importância do uso dos estabilizantes e conservantes em formulações farmacêuticas.
Evidenciar características imprescindíveis para um sistema conservante eficaz.
Avaliar a adaptação microbiana frente ao sistema conservante.
3.JUSTIFICATIVA 
Para a busca na excelência na qualidade microbiológica a adequação do sistema de conservante e monitoração microbiológica constituem o trinômio da qualidade microbiológica.
Os conservantes se adicionados às preparações farmacêuticas em quantidades inferiores as que são exigidas, poderá resultar em crescimento microbiano, como em quantidades acima dos níveis aceitáveis, podem causar reações indesejáveis, comprometendo a segurança do indivíduo. O intuito da conservação das preparações farmacêutica é assegurar que o produto esteja micro biologicamente seguro e estável e que não cause danos à saúde.
Com o objetivo de garantir que a formulação farmacêutica proporcione um ambiente hostil aos microrganismos, a correta escolha de um conservante é primordial e baseia-se em alguns fatores:
Largo espectro de ação microbiana (gram-positivos, gram-negativos, fungos e leveduras).
Efeitos em baixas concentrações
Baixa toxicidade
Não irritantes ao olhos, Pele e mucosas
Quimicamente estáveis; estáveis em soluções aquosas
Mantem sua atividade na presença de gomas, gorduras e óleos.
Biodegradáveis a baixas concentrações, não representando danos ao meio ambiente.
3.1MATERIAIS E MÉTODOS 
100g de Carboximetilcelulose
10g de Metilparabeno
100mL de Glicerina
Agua destilada
Alça de níquel \u2013 cromo flambada (esterilizada)
Cultura de bacteriana gram negativo
Cultura gram positivo
Placas de petri estéril contendo ágar PCA
Placas de petri estéril contendo ágar manitol
Tubos de ensaio estéril contendo solução de agua peptonada 0,1%
Alça de Drigalski estéril
Estante para tubos de ensaio
Pipetas 10 ml estéreis
Becker
Bastão de vidro estéril
Espátula de aço
Espátula pástica
 Discriminação do material
Fluxo unidirecional
Incubadora biológica 35ºC
Piceta contendo álcool 70%
Fita adesiva
Fosforo
Óculos de segurança
Balança analítica
Vidro de segurança
Procedimento 1- Preparo do gel
 Preparar um gel com conservante (Nipagin/Nipazol), solubilizando todos os componentes em agua aquecida.
	Componente
	Quantidade
	Carboximetilcelulose sodica
	5,0g
	Metilparabeno (Nipagin)
	0,15g
	Propilparabeno (Nipazol)
	0,05g
	Glicerina
	10g
	Água purificado qsp
	100ml
Preparar um gel sem conservante, solubilizando todos os componentes em agua aquecida.
	Componente
	Quantidade
	Carboximetilcelulose sódica
	5,0g
	Glicerina
	10g
	Água purificada qsp
	100ml
Procedimento 2- Preparo da amostra
Preparo da amostra:
 Amostra de gel ausente de conservante: 
Homogeneizar da amostra de gel, transferir, com auxílio de pipeta, 1 ml da amostra para o tubo de ensaio contendo 9 ml de solução de água peptonada 0,1%+ uma alçada de cultura GRAM POSITIVO de modo a obter, uma diluição de 10-1;
Homogeneizar a amostra de gel, transferir, com o auxílio de pipeta,1ml da amostra para tubo de ensaio contendo 9 ml de solução de agua peptonada 0,1% + uma alçada de cultura GRAM NEGATIVO de modo a obter, uma diluição de 10-1.
Amostra de gel com conservante:
Homogeneizar a amostra de gel, transferir com auxílio de pipeta, 1 ml da amostra para tubo de ensaio contendo 9 ml de solução de água pepetonada 0,1% + uma alçada da cultura GRAM POSITIVO de modo a obter, uma diluição de 10-1;
Homogeneizar a mostra de gel, transferir, com auxílio de pipeta 1 ml da amostra para o tudo de ensaio contendo 9 ml de solução de agua pepetonada 0,1% + uma alçada de cultura GRAM NEGATIVO de modo a obter, uma diluição de 10-1.
Para todos os tubos:
Em seguida, retirar 1,0 ml desta diluição de 10-1, transferir par outro tudo contendo 9 ml de solução de agua pepetonada 0,1% obtendo assim a diluição de 10-2;
Repetir o mesmo método com a diluição de 10-2, obtendo-se assim a diluição de 10-3.
Contagem de estafilococos
Transferir, com auxílio da pipeta, 0,1 ml de cada diluição (10-1,10-2,10-3) para placas de petri contendo meio de cultura ágar manitol salgado;
(Com auxílio da alça de Drigalski realizar o espalhamento da alíquota;
Incubar a amostra a 35ºC por 24 horas;
Após esse período realizar a contagem das colônias.
Contagem de bactérias heterotróficas aeróbias mesófilas
Transferir, com auxílio de pipeta, 0,1 ml de cada diluição (10-1,10-2,10-3) para placas de petri contendo meio de cultura ágar padrão para contagem (APC);
Com o auxílio de alça de Drigalski realizar o espalhamento da alíquota;
Incubar a amostra a 35ºC por 24 horas;
Após esse período realizar a contagem das colônias.
4.RESULTADOS
101 sem conservantes: crescimento bacteriano
101 com conservantes: pouco crescimento bacteriano
102 sem conservantes: crescimento bacteriano
102 com conservantes: pouco crescimento bacteriano
103 sem conservantes: muito crescimento bacteriano
103 com conservantes: quase nenhum crescimento bacteriano.
5.DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5.1CONCLUSÃO
Frente a algumas particularidades, a utilização de conservantes químicos é a única forma de assegurar a qualidade microbiológica em preparações farmacêuticas ao longo da vida de prateleira e de sua utilização.
Conclui-se que, a concentração de conservante em uma formulação farmacêutica, será determinante para proporcionar a mesma, uma proteção eficaz e segura. Quantidade insuficiente de preservativo, pode resultar em contaminação microbiana, comprometendo o produto. No