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Aula 02
Direito Previdenciário (Prof. Ali Jaha) p/ INSS - Técnico de Seguro Social - Com
videoaulas - 2015
Professor: Ali Mohamad Jaha
 Direito Previdenciário p/ INSS 
3.ª Turma ʹ 2015/2015 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 
 
 
Prof. Ali Mohamad Jaha 
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AULA 02 
 
Tema: Previdência Social e seus Beneficiários. 
 
Assuntos Abordados: 3. Regime Geral de Previdência Social 
(RGPS). 3.1. Segurados Obrigatórios. 3.3. Conceito, Características 
e Abrangência: Empregado, Empregado Doméstico, Contribuinte 
Individual, Trabalhador Avulso e Segurado Especial. 3.4. Segurado 
Facultativo: Conceito, Características, Filiação e Inscrição. 3.5. 
Trabalhadores excluídos do Regime Geral (RGPS). 4. Empresa e 
Empregador Doméstico: Conceito Previdenciário. 10. Manutenção, 
Perda e Restabelecimento da Qualidade de Segurado. 11. Lei n.º 
8.212/1991. 12. Lei n.º 8.213/1991. 13. Decreto n.º 3.048/1999. 
 
Sumário Página 
Saudações Iniciais. 1 - 2 
01. Previdência Social ± Conceito. 2 - 2 
02. Princípios da Previdência Social. 3 - 9 
03. Regime Geral de Previdência Social ± RGPS. 9 - 13 
04. Segurados Obrigatórios do RGPS. 13 - 14 
04.1. Segurado Obrigatório ± Empregado. 14 - 23 
04.2. Segurado Obrigatório ± Empregado Doméstico. 23 - 23 
04.3. Segurado Obrigatório ± Contribuinte Individual. 23 - 41 
04.4. Segurado Obrigatório ± Trabalhador Avulso. 41 - 42 
04.5. Segurado Obrigatório ± Segurado Especial. 42 - 56 
05. Servidor Ocupante de RPPS x RGPS. 56 - 58 
06. Segurado Facultativo do RGPS. 58 - 65 
07. Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado. 65 - 70 
08. Dependentes e suas classes. 70 - 75 
08.1. Perda da Qualidade de Dependente. 76 - 78 
09. Empresa e Empregador Doméstico. 78 - 80 
10. Conselho Nacional de Previdência Social. 80 - 85 
11. Resumex da Aula. 85 - 92 
12. Questões Comentadas. 93 - 202 
13. Questões Sem Comentários. 203 - 231 
14. Gabarito das Questões. 232 - 232 
 
Saudações Iniciais. 
 
Olá Concurseiro! Tudo bem? 
 
 Direito Previdenciário p/ INSS 
3.ª Turma ʹ 2015/2015 
Teoria e Questões Comentadas 
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02. Princípios da Previdência Social. 
 
Após essa breve conceituação e introdução sobre Direito 
Previdenciário e a Seguridade Social (Previdência, Assistência e Saúde), 
devemos observar que a legislação previdenciária traz os Princípios que 
regem a Previdência Social, a saber: 
 
1. Universalidade de participação nos planos previdenciários; 
 
2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às 
populações urbanas e rurais; 
 
3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; 
 
4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de 
contribuição corrigidos monetariamente; 
 
5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar-
lhe o poder aquisitivo; 
 
6. Valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário de 
contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não 
inferior ao do salário mínimo, e; 
 
7. Caráter democrático e descentralizado da administração, 
mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo 
nos órgãos colegiados. 
 
Analisando princípio por princípio, temos: 
 
1. Universalidade de participação nos planos previdenciários 
(UPPP): 
 
Esse princípio assegura que, todos os cidadãos que exercem 
atividades abrangidas pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS), e 
têm como gestor o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), serão 
filiados obrigatórios da Previdência Social. 
 
(VVD�XQLYHUVDOLGDGH�p�XP�WDQWR�³UHVWULWD´��SRLV�a Previdência Social 
apresenta caráter contributivo, ou seja, os benefícios e serviços 
 Direito Previdenciário p/ INSS 
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previdenciários serão fornecidos apenas às pessoas que com a Previdência 
contribuem. Cabe observar que a Saúde é direito de todos e que a 
Assistência Social é prestada somente às pessoas que dela necessitam. 
 
2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às 
populações urbanas e rurais (UEBS): 
 
Esse princípio segue o alinhamento do Direito do Trabalho, presente 
na CF/1988, e prevê que não deve haver diferença entre trabalhadores 
urbanos e rurais. A prestação do benefício ou do serviço previdenciário 
aos segurados deve ser o mesmo, independentemente de se tratar um 
trabalhador do campo ou da cidade. 
 
O benefício aposentadoria, por exemplo, não pode possuir valor 
inferior para os trabalhadores rurais, bem como o atendimento médico 
posto à disposição dos mesmos, ter qualidade inferior aos prestados aos 
trabalhadores urbanos. 
 
Numa interpretação mais ampla, constata-se que o princípio da 
Uniformidade e equivalência dos benefícios tem inspiração no princípio 
constitucional da igualdade (³WRGRV�VmR�LJXDLV�SHUDQWH�D�OHL��VHP�GLVWLQomR�
de qualquer natureza´�± CF/1988, Art. 5.º, caput). 
 
3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios 
(SDBS): 
 
Esse princípio traz conceitos do glorioso Direito Tributário, a saber: 
Seletividade e Distributividade. A prestação de benefícios e serviços à 
sociedade não pode ser infinita. Convenhamos, por mais que o governo 
fiscalize e arrecade as contribuições sociais, nunca haverá orçamento 
suficiente para atender toda a sociedade. 
 
Diante dessa constatação, deve-se lançar mão da Seletividade, que 
nada mais é do que fornecer benefícios e serviços em razão das condições 
de cada um, fazendo de certa forma, uma seleção de quem será 
beneficiado. Como exemplos claros, temos o Salário Família, que é devido 
apenas aos segurados de baixa renda. Não adianta ter 7 filhos e uma 
remuneração de R$ 30.000,00 por mês. Para receber Salário Família, é 
necessário comprovar que você é um segurado de baixa renda. Isso é 
Seletividade. O mesmo vale para o Auxílio Reclusão. 
 
E Distributividade? É uma consequência da Seletividade, pois ao 
selecionar os mais necessitados para receber os benefícios da Seguridade 
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Social, automaticamente estará ocorrendo uma redistribuição de renda 
aos mais pobres. Isso é distributividade. 
 
4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de 
contribuição corrigidos monetariamente (BSCC): 
 
Esse princípio tem por objetivo afastar a corrosão da inflação no 
momento da obtenção do benefício previdenciário. No Brasil a sistemática 
do cálculo do benefício funciona da seguinte forma: Todos os meses, o 
cidadão recolhe a sua contribuição social, calculada através da aplicação 
de uma alíquota sobre o seu Salário de Contribuição (SC), sendo que 
esse, geralmente coincide com o seu salário mensal. Após muitos anos 
contribuindo para o RGPS, o cidadão terá direito a gozar do benefício, que 
será calculado através da média de todos os salários de contribuição (SC) 
do cidadão, excluindo, em regra, os 20% menores SC. 
 
Imagine que Charles requeira benefício junto ao INSS em 
Maio/2012, tendo contribuído regularmente para o RGPS desde 
Maio/1987. Nesse caso, se a média dos valores contribuídos fosse 
calculada sem a devida correção, sem dúvida, os SC mais antigos (1987, 
1988, 1989...) estariam todos totalmente defasados e corroídos pela 
inflação, o que jogaria o benefício previdenciário de Charles lá para baixo. 
 
Para evitar esse tipo de situação, a legislaçãoprevidenciária elencou 
esse princípio, que garante que no momento do cálculo do benefício 
previdenciário, todos os SC serão corrigidos monetariamente, mês a mês, 
pelos índices oficiais, até a data do requerimento do benefício, garantindo 
assim, o valor real e atualizado desse. 
 
5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar-
lhe o poder aquisitivo (IRRVB): 
 
Quando foi escrito esse princípio legal, no longínquo ano de 1991, o 
Brasil tinha acabado de passar por uma década conturbada, sendo que o 
principal problema da época era a inflação galopante. Um litro de leite 
custava 1.200,00 unidades monetárias no mês de janeiro, já no mês 
seguinte, 2.000,00 unidades monetárias. O legislador originário não teve 
dúvidas, e decidiu proteger os trabalhadores pertencentes ao RGPS. 
 
Atualmente, a irredutibilidade do valor dos benefícios é garantida 
por meio de reajuste anual, geralmente em valor igual ou superior ao da 
inflação do mesmo período. Imagine o absurdo de um benefício de 
aposentadoria nunca ser reajustado? No primeiro ano, o benefício seria 
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razoável, compatível com as necessidades do aposentado. No segundo 
ano, iria apertar um pouco o cinto. No quinto ano o aposentado já estaria 
mendigando no semáforo. E se esse aposentado vivesse até próximo aos 
90 anos? Não gosto nem de imaginar. 
 
Quanto a esse princípio constitucional é bom frisar que o mesmo 
apresenta duas vertentes a serem observadas: 
 
W Aos benefícios da Seguridade Social (Saúde e Assistência) estão 
garantidos a preservação do valor nominal, que é aquele 
definido na concessão de determinado benefício e nunca é 
reajustado, mantendo sempre o mesmo valor de face, e; 
 
W Aos benefícios da Previdência Social estão garantidos a 
preservação do valor real, que é aquele que tem o seu valor 
definido na concessão do benefício, mas é reajustado anualmente 
(em regra), para manter o seu poder de compra atualizado. 
 
Observe que apenas os benefícios da Previdência Social são 
assegurados a preservação do valor real (poder de compra). Em suma, 
com o passar do tempo, os benefícios não poderão perder o seu poder de 
compra. Imagine que um aposentado receba R$ 1.100,00 em 2013, e que 
esse benefício tenha um poder de compra de 1 cesta básica. Passado um 
ano, o benefício é reajustado para R$ 1.110,00, mas o seu poder de 
compra cai para o equivalente a 0,85 cesta básica. Nesse caso não houve 
a preservação do valor real do benefício. 
 
O Art. 201, § 4.º da CF/1988 é apenas uma aplicação do princípio 
da irredutibilidade: 
 
É assegurado o reajustamento dos benefícios (previdenciários) 
para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, 
conforme critérios definidos em lei. 
 
Por fim, devo ressaltar que o STF, em consonância com o texto 
constitucional, defende a manutenção do valor real dos benefícios 
previdenciários. Sendo assim, não resta dúvida quanto ao posicionamento 
do STF: 
 
"Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o disposto 
no Art. 201, § 4.º, da Constituição do Brasil, assegura a revisão 
dos benefícios previdenciários conforme critérios definidos em lei, 
ou seja, compete ao legislador ordinário definir as diretrizes para 
conservação do VALOR REAL do benefício. Precedentes." (AI 
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668.444-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 13-11-2007, 
Segunda Turma, DJ de 7-12-2007.) No mesmo sentido: AI 
689.077-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 30-
6-2009, Primeira Turma, DJE de 21-8-2009. 
 
6. Valor da Renda Mensal dos Benefícios (RMB) substitutos do 
salário de contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado 
não inferior ao do salário mínimo (RMBSM): 
 
O legislador infraconstitucional, seguindo a linha adotada pela 
CF/1988, garantiu ao trabalhador que todo benefício que venha a 
substituir o Salário de Contribuição ou a renda mensal do trabalhador, 
terá como menor valor o salário mínimo. 
 
Observe que a regra não abrange todos os benefícios 
previdenciários, mas somente aqueles que venham a substituir o 
rendimento mensal do trabalhador. Diante dessa constatação, podemos 
afirmar que existirão alguns benefícios com valor inferior ao salário 
mínimo, como o Auxílio Acidente e o Salário Família, pois nenhum deles 
substitui o rendimento do segurado, apenas complementa. 
 
7. Caráter democrático e descentralizado da administração, 
mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo 
nos órgãos colegiados (DDQ): 
 
Esse princípio visa à participação da sociedade em geral na gestão 
da Previdência Social. Essa gestão é democrática (participa quem tem 
interesse), descentralizada (pessoas de vários setores diferentes podem 
participar) e quadripartite. E o que isso significa? Quer dizer que é 
obrigatória a participação de 4 classes, sendo, trabalhadores, 
empregadores, aposentados e Governo, nas instâncias gestoras da 
Previdência Social, que são: Conselho Nacional da Previdência Social 
(CNPS) e Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). 
 
 
Após a explanação detalhada dos Princípios da Previdência Social, 
devo chamar a sua atenção para que não os confunda com os elencados 
no Art. 194 da CF/1988, que são os Princípios Constitucionais da 
Seguridade Social. Devo relembrar que a Seguridade Social apresenta um 
conceito mais amplo que a Previdência Social, que abarca a Saúde, a 
Assistência Social e a própria Previdência. Observe o estudo em paralelo e 
não erre na prova: 
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paga no presente sua futura aposentadoria. Como representantes 
deste regime no Brasil estão as Entidades de Previdência Complementar, 
abertas ou fechadas, indicadas a quem quer e ou precisa complementar o 
benefício oferecido pela Previdência Social (RGPS). 
 
Vamos aprofundar nossos estudos na área de Previdência Social? 
Sem preguiça Concurseiro! =) 
 
Em princípio, a Lei n.º 8.213/1991 trouxe o seguinte dispositivo: 
 
Art. 9.º A Previdência Social compreende: 
 
I - O Regime Geral de Previdência Social, e; 
 
II - O Regime Facultativo Complementar de Previdência 
Social. 
 
Como pode ser observado, a Previdência Complementar era 
abarcada pela Previdência Social. Entretanto, esse dispositivo está 
desatualizado com as alterações operadas pela Emenda Constitucional 
n.º 20/1998 (Primeira Reforma Previdenciária). 
 
Sendo assim, a redação a ser considerada atualmente é aquela 
presente no Decreto n.º 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social ± 
RPS), que assim dispõe: 
 
Art. 6.º A previdência social compreende: 
 
I - O Regime Geral de Previdência Social, e; 
 
II - Os Regimes Próprios de Previdência Social dos servidores 
públicos e dos militares. 
 
Da classificação supracitada já podemos definir que a Previdência 
Social abrange apenas 2 regimes previdenciários. E a Previdência 
Complementar? Não! Ela não está mais compreendida dentro da 
Previdência Social. Atenção com isso! 
 
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1.Cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade 
avançada; 
 
2. Proteção à maternidade, especialmente à gestante; 
 
3. Proteção ao trabalhador em situação de desemprego 
involuntário; 
 
4. Salário Família e Auxílio Reclusão para os dependentes dos 
segurados de baixa renda, e; 
 
5. Pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge 
ou companheiro e dependentes. 
 
 
 
Por sua vez, o Seguro Desemprego, apesar de ter caráter 
previdenciário, é administrado e concedido pelo MTE e não pelo INSS, que 
é a autarquia vinculada diretamente ao Ministério da Previdência Social 
(MPS) que administra o RGPS, como podemos extrair do RPS/1999: 
 
Art. 7.º A administração do Regime Geral de Previdência Social 
(RGPS) é atribuída ao Ministério da Previdência Social (MPS), 
sendo exercida pelos órgãos e entidades a ele vinculados (no 
caso, pelo INSS). 
 
E para concluir a nossa explanação sobre o RGPS, quem são as 
pessoas beneficiárias do RGPS? São as pessoas físicas classificadas 
como Segurados e Dependentes. Classificando de forma mais 
detalhada: 
 
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de remuneração pelo trabalho mensal, transformando-o em 
Contribuinte Individual. Em outras palavras, a isenção da taxa de 
condomínio tem natureza de remuneração indireta! Anote isso 
amigo! 
 
O enquadramento da atividade dentro das classes de segurados é 
realizado pela própria lei previdenciária e regulamentado pelo RPS/1999. 
Vou apresentar para você, meu caro aluno, todos os enquadramentos com 
os respectivos comentários e dicas! Sem preguiça, hein! =) 
 
04.1. Segurado Obrigatório ± Empregado. 
 
São enquadrados como Empregados, as seguintes pessoas físicas: 
 
01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Esse é o conceito de Empregado conforme o Direito do Trabalho. 
Nesse ramo do Direito podemos observar que o empregado apresenta os 
seguintes requisitos: 
 
Pessoa Física: Não existe empregado Pessoa Jurídica. 
 
Não eventualidade: O empregado deve exercer suas funções de 
modo permanente e constante. A legislação previdenciária entende 
que serviço prestado em caráter não eventual é aquele 
relacionado direta ou indiretamente às atividades normais da 
empresa. 
 
Pessoalidade: O empregado deve prestar os serviços contratados. 
Não havendo pessoalidade, será descaracterizada a relação de 
emprego. 
 
Subordinação Jurídica: O empregado deve obedecer às ordens 
lícitas de seu empregador. Subordinação jurídica pressupõe que o 
empregado deve obedecer às ordens de seu empregador, mediante 
retribuição econômica (salário). Porém, essas ordens não devem 
adentrar no mérito da parte técnica da execução do serviço 
contratado, pois se assim fosse, estaríamos diante de uma 
subordinação técnica. Em outras palavras, o empregador pode 
mandar em seu empregado em relação a vários aspectos 
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(cumprimento de horário, forma de atendimento de cliente, 
utilização de equipamentos de proteção individual, etc.), mas jamais 
o empregador poderá mandar ou desmandar na parte técnica do 
trabalho. Como assim? Imagine um eletricista contratado por um 
lojista para ampliar a rede de energia de sua loja. Nesse caso, o 
eletricista tem subordinação jurídica em relação ao lojista, mas não 
tem subordinação técnica, pois o lojista não pode dizer de que forma 
ele realizará o serviço de eletricidade. 
 
Onerosidade: Toda relação de emprego é remunerada (onerosa), ou 
seja, se não rolar dinheiro, não é emprego. 
 
Como vimos, a legislação previdenciária adotou como primeiro 
enquadramento, de forma coerente e oriunda do Direito do Trabalho, o 
conceito exato de empregado. 
 
E para concluir os comentários sobre esse enquadramento, o que 
seria o diretor empregado? Conforme a legislação previdenciária é aquele 
que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja 
contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades 
anônimas (S/A), mantém as características inerentes à relação de 
emprego. Em suma, é o indivíduo promovido ou contratado como 
empregado para cargo de direção em S/A, a fim de comandar a empresa, 
mantendo inclusive a subordinação. 
 
02. Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho 
Temporário (ETT), por prazo não superior a 3 meses, 
prorrogável, presta serviço para atender à necessidade 
transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a 
acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na 
forma da legislação própria. 
 
A ETT é uma empresa que coloca mão de obra à disposição de outra 
empresa, a empresa contratante, em duas situações: 
 
- Atender necessidade transitória de substituição de pessoal regular 
e permanente: Quando a empresa contratante precisa repor, de 
forma rápida e temporária, as baixas de seus empregados. 
 
- Acréscimo extraordinário de serviço: Imagine uma fábrica de 
chocolates na época da Páscoa (Hummm...). Imaginou? Há 
certamente um grande aumento na demanda em decorrência da 
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data, e para dar conta do recado, e o que fazer? Contratar pessoal 
temporário via ETT. 
 
Para fins previdenciários, o trabalhador que vem a ser contratado 
pela ETT para trabalhar em qualquer uma das duas situações, pelo prazo 
máximo de 3 meses (prorrogáveis), é enquadrado como segurado 
Empregado. 
 
03. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no 
Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal 
ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que 
tenha sede e administração no País. 
 
Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil 
que for contratado para serviço no exterior, em sucursal (filial ou 
agência), será considerado empregado, desde que a empresa: 
 
- Seja constituída sob as leis brasileiras, e; 
 
- Tenha sede e administração no Brasil. 
 
Quer um exemplo? Um vendedor (empregado) de uma empresa do 
ramo do vestuário, constituída sob as leis brasileiras, com sede e 
administração em Cianorte/PR, transferido para a filial em Milão (Itália), 
continuará sendo enquadrado como Empregado. E caso seja o empregado 
argentino? Depende! Ele é domiciliado e contratado no Brasil? Se sim, 
será enquadrado como Empregado. 
 
04. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no 
Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada 
no exterior com maioria do capital votante pertencente à 
empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e 
administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter 
permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas 
físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito 
público interno. 
 
Esse enquadramento é uma variação complicada do outro. Vamos à 
análise: 
 
Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil 
que for trabalhar como empregado em empresa domiciliada no 
exterior é considerado empregado, desde que a empresa 
concomitantemente: 
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enquadramento de empregado para o Auxiliar Local é residual, ou 
seja, só ocorrerá se ele não for filiado ao sistema previdenciário local. 
 
08. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa, em 
desacordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). 
 
Quando um bolsista ou estagiário presta serviço à empresa em 
desacordo com a Lei do Estágio, na verdade ele está trabalhando como 
um empregado! O enquadramento priorizou a essência da relação! O 
estágio não gera vínculo empregatício. 
 
Não é difícil encontrarmos empresas que explorem seus estagiários, 
fazendo-os trabalhar em condições de igualdade com seus empregados. 
Se esse for o caso, não estaremos diante de uma relação de estágio, mas 
sim de uma relação de emprego indevidamente constituída, na forma de 
contrato por prazo indeterminado, segundo o direito do trabalho. 
 
Por fim, caso a questão citar o enquadramento supracitado mas 
apresentar a antiga e revogada Lei do Estágio, a Lei n.º 6.494/1976, 
considere o enunciado correto! Por que professor? Por que a legislação 
previdenciária ainda não foi atualizada, logo, a banca pode considerar o 
enunciado como correto. =/ 
 
09. O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, 
incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, 
exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de 
livre nomeação e exoneração. 
 
Esse enquadramento é direcionado aos cargos comissionados dos 
entes políticos, de livre nomeação e livre exoneração, ou como tratamos 
no Direito Administrativo, os chamados cargos ad nutum. Quando, por 
exemplo, um prefeito nomeia o irmão não servidor para cargo em 
comissão, e este exercerá exclusivamente o cargo comissionado, a 
Previdência o enquadrará como segurado empregado. 
 
A legislação previdenciária estende esse enquadramento ao 
ocupante de cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, 
Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito 
Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime especial, e 
fundações. 
 
10. O servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem 
como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de 
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cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja 
amparado por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
Esse enquadramento ampara, na esfera estadual e principalmente 
na esfera municipal, uma situação intermediária. Nos pequenos 
municípios, os concursos são realizados para a contratação de servidores 
estatutários (detentores de cargos efetivos), mas, geralmente por razões 
econômicas e financeiras, o referido ente não possui condições de criar 
um RPPS específico para seus funcionários. Dessa forma, os servidores 
públicos são enquadrados, para fins previdenciários, como contribuinte 
Empregado, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
11. O servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou 
Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, 
por tempo determinado, para atender à necessidade 
temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso 
IX do Art. 37 da Constituição Federal. 
 
Os contratados temporariamente por necessidade temporária de 
excepcional interesse público são enquadrados como empregados, 
para fins previdenciários. 
 
12. O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, 
incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego 
público. 
 
Empregado público é aquele sujeito contratado por concurso público 
regido pelo regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Esse também 
é enquadrado para fins previdenciários como empregado. No âmbito da 
União, podemos citar os Conselhos de Fiscalização de Profissões 
Regulamentadas (CRM, CRA, CRC, etc.). 
 
Os empregados dessas autarquias federais pertencem ao regime 
celetista, contratados por meio de concurso público, mas enquadrados no 
RGPS na condição de empregado. Em resumo, por estar abarcado pelo 
RGPS, possui seu SC limitado ao teto do RGPS (que como já vimos, 
atualmente é R$ 4.663,75), ainda que este empregado público perceba 
mensalmente R$ 6.000,00. Assim sendo, no futuro, seus benefícios 
(aposentadorias e pensões) também estarão limitados ao mesmo teto. 
 
13. O escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços 
notariais e de registro a partir de 21/11/1994, bem como 
aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social 
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(RGPS), em conformidade com a Lei n.º 8.935/1994 (Lei dos 
Cartórios). 
 
Em regra, o escrevente e o auxiliar de cartório (serviços notariais 
e de registro), são enquadrados como empregados. Essa regra é válida a 
partir de 21/11/1994 até os dias atuais. O escrevente e o auxiliar 
contratado em data anterior a 21/11/1994, deve ter feito a opção 
pelo RGPS para ser enquadrado como segurado Empregado, e gozar de 
seus benefícios. 
 
Os escreventes e auxiliares de investidura estatutária ou em regime 
especial, contratados por titular de serviços notariais e de registro antes 
da vigência da Lei n.º 8.935/1994 (21/11/1994) que fizeram opção, 
expressa, pela transformação do seu regime jurídico para o da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), serão segurados obrigatórios do 
Regime Geral de Previdência Social como empregados e terão o tempo de 
serviço prestado no regime anterior integralmente considerado para todos 
os efeitos de direito. 
 
Por fim, não tendo havido a opção supracitada, os escreventes e 
auxiliares de investidura estatutária ou em regime especial continuarão 
vinculados à legislação previdenciária que anteriormente os regia, desde 
que mantenham as contribuições nela estipuladas até a data do 
deferimento de sua aposentadoria, ficando, consequentemente, excluídos 
do RGPS conforme dispõe a legislação previdenciária. 
 
14. O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou 
municipal, desde que não vinculado a Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS). 
 
Essa regra vale para o político que não era servidor antes de virar 
político, ou seja, não era vinculado a nenhum RPPS. Um Auditor-Fiscal do 
Trabalho eleito deputado federal será enquadrado como empregado no 
RGPS? Não! Pois ele já está vinculado ao RPPS da União. 
 
15. O empregado de organismo oficial internacional ou 
estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto 
por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
Essa é a situação do indivíduo que trabalha em um organismo oficial 
internacional (ou estrangeiro) em funcionamento no território nacional. 
Em regra, esse indivíduo é coberto pelo RPPS (do organismo ou de 
alguns dos entes políticos), mas caso não seja coberto, ele será 
enquadrado como segurado empregado do RGPS. 
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16. O trabalhador rural contratado por Produtor Rural Pessoa 
Física (PRPF), na forma do Art. 14-A da Lei n.º 5.889/1973 (Lei 
do Trabalho Rural), para o exercício de atividades de natureza 
temporária por prazo não superior a 2 meses dentro do período 
de 1 ano. 
 
Nesse ponto analisaremos o trabalhador rural empregado, que 
não pode ser confundido com o trabalhador rural segurado especial, 
que é aquele que trabalhaem regime de economia familiar, como 
veremos no decorrer de nossa aula. 
 
Além dessas espécies supracitadas, ainda temos a figura do 
trabalhador rural autônomo, que recebe a classificação de contribuinte 
individual, que nada mais é, conforme já apresentado nesta aula, a 
pessoa que presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter 
eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 
 
Conforme observamos no dispositivo legal citado, o trabalhador 
rural contratado por Produtor Rural Pessoa Física (PRPF) para realizar 
atividades temporárias será enquadrado como segurado empregado. 
Devo ressaltar que, como dispõe o § 4.º do Art. 14-A da Lei n.º 
5.889/1973, a contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só 
poderá ser realizada por PRPF, proprietário ou não, que explore 
diretamente atividade agroeconômica. 
 
Por sua vez, se a contratação de trabalhador rural ultrapassar 2 
meses dentro do período de 1 ano, fica descaracterizada a condição de 
trabalho temporária, sendo convertida a relação trabalhista em contrato 
de trabalho por prazo indeterminado. Entretanto, essa alteração no 
âmbito trabalhista não respinga no âmbito previdenciário, uma vez que 
fica mantido o enquadramento como segurado empregado. 
 
17. O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o 
portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de 
idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob 
a orientação de entidade qualificada, conforme disposto na 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
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Esse dispositivo prevê que o aprendiz, a partir dos 14 anos, é 
segurado empregado. Essa condição, em regra, perdura até os 24 anos 
exceto se o aprendiz for portador de deficiência, que nesse caso, não 
observará o referido limite. Além da limitação de idade, a empresa deve 
fornecer formação técnico-profissional ao aprendiz. Esse 
enquadramento não tem cara de questão de prova??? =) 
 
04.2. Segurado Obrigatório ± Empregado Doméstico. 
 
A legislação previdenciária delimita da seguinte forma esse 
enquadramento: 
 
Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante 
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, 
em atividade sem fins lucrativos. 
 
Um exemplo clássico é a empregada doméstica, mas não é o único 
caso. Imagine um rico fazendeiro que contrata um motorista para ficar à 
disposição de sua esposa e filhos para levá-los à cidade. O motorista 
presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, para 
família (esposa e filhos do fazendeiro) no âmbito residencial (ele não 
trabalha com as atividades da fazenda) e realiza uma atividade sem fins 
lucrativos (levar a madame para passear, as crianças para a escola, para 
o McDonalds, etc.). Sem dúvida, o motorista em questão também é 
enquadrado como empregado doméstico. =) 
 
04.3. Segurado Obrigatório ± Contribuinte Individual. 
 
A classificação de segurado como Contribuinte Individual nasceu em 
1999, quando o governo federal unificou as seguintes classes de 
segurados: Trabalhador Autônomo e Empresário. O Contribuinte Individual 
tem como característica a prestação de serviço em caráter eventual a 
várias empresas, SEM relação de emprego. Também é característica 
marcante o exercício de atividade econômica por conta própria. 
 
São enquadrados como Contribuintes Individuais, as seguintes 
pessoas físicas: 
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locais. O módulo fiscal tem um valor para cada cidade! Em Paranavaí/PR, 
por exemplo, o módulo fiscal equivale a 20 ha. Por sua vez, em Ponta 
Porã/MS, o módulo fiscal equivale a 35 ha, em Corumbá/MS equivale a 
110 ha e em Cascavel/PR a 18 ha. 
 
Voltando ao enquadramento, consideramos Contribuinte Individual: 
 
Pessoa física, proprietária ou não da terra, que explore: 
 
1. Atividade Agropecuária, em área superior a 4 módulos 
fiscais, com ou sem auxílio de empregados ou prepostos. 
 
2. Atividade Agropecuária, em área igual ou inferior a 4 
módulos fiscais, desde que, com auxílio de empregados ou 
prepostos. 
 
3. Atividade Pesqueira ou Extrativista, desde que, com 
auxílio de empregados ou prepostos. 
 
Como podemos perceber, a redação truncada e difícil do 
enquadramento na verdade estava abarcando os três tipos de situações 
acima citados. Observe que a referência aos módulos fiscais só é realizada 
quando da exploração da atividade agropecuária. 
 
04. A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de 
extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou 
temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou 
sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda 
que de forma não contínua. 
 
Esse é o enquadramento do garimpeiro: Contribuinte Individual! 
Garimpeiro não é empregado! Entretanto, o que poucos estudantes 
sabem, é que o garimpeiro já teve um enquadramento distinto. 
 
Até 1998 o garimpeiro era considerado Segurado Especial. 
Entretanto, a Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Emenda de 
Reforma da Previdência) alterou a redação do § 8.º do Art. 195 da 
CF/1988, excluindo o garimpeiro dessa condição. Com isso, a partir dessa 
emenda, esse segurado passou a ser classificado como Contribuinte 
Individual. 
 
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nos preparando para um debate acadêmico e sim para uma prova 
de alto nível, e muitas vezes o que vale é a letra da lei, ainda que 
não atualizada! 
 
10. O sócio gerente e o sócio cotista que recebam 
remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não 
empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, 
urbana ou rural. 
 
Esse enquadramento engloba três classes diferentes de 
contribuintes individuais, a saber: 
 
Sócio Gerente: é o sócio da sociedade limitada que realiza 
funções de gestor. 
 
Sócio Cotista: é o sócio da sociedade limitada que não realiza 
funções de gestor. 
 
Administrador não empregado da sociedade limitada: é aquele 
que presta consultoria gerencial junto à sociedade. Ele não faz parte 
dos quadros da sociedade (não é empregado), mas trabalha para 
ela. 
 
Como percebemos, as três classes estão relacionadas à figura da 
sociedade limitada. E se, por exemplo, a questão citar qualquer uma das 
classes vinculadas a uma sociedade por ações (S/A), a questão estará 
errada! Fique atento! 
 
11. O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, 
associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem 
como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de 
direção condominial, desde que recebam remuneração. 
 
Esse dispositivo abarca duas classes diferentes de contribuintes 
individuais, a saber: 
 
Diretor Associado de Cooperativa ou Associação: é aquele 
associado que por eleição é nomeado para cargo de diretor de sua 
associação ou agropecuária, desde que receba remuneração. 
 
Síndico de condomínio remunerado: esse dispositivo faz 
referência a uma das mais célebres figuras da vida urbana 
cotidiana: O síndico! RS! Quem já morou em condomínio sabe do 
que estou falando! O síndico, quando remunerado, é classificado 
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cooperativa de produção disponibiliza seu cooperado para a realização do 
trabalho contratado. Como você percebeu, não existe vínculo entre o 
cooperado e a sociedade cooperativa (contratante). Essa prestação ocorre 
em caráter eventual e pode ser prestada a várias sociedades 
cooperativas distintas. Lembrando-se do conceito previdenciário de 
contribuinte, não temos dúvida que esse cooperado pertencente à 
cooperativa de produção (contratada) é enquadrado como contribuinte 
individual. 
 
14. O Microempreendedor Individual (MEI) de que tratam os 
Arts. 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar n.º 123/2006 
(Simples Nacional), que opte pelo recolhimento dos impostos e 
contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos 
mensais. 
 
Antes de iniciar essa explanação, já adianto que vou me alongar um 
pouco mais nesse enquadramento, pois se trata de um assunto complexo 
e com algumas peculiaridades importantes. 
 
A priori, o que vem a ser o MEI? A legislação do Simples Nacional 
considera MEI o Empresário Individual, que: 
 
™ Exerce profissionalmente a atividade econômica organizada 
para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, 
adotando o conceito legal de Empresário previsto no Art. 966 do 
Código Civil; 
 
™ Que tenha auferido receita bruta no ano-calendário anterior de no 
máximo R$ 60.000,00 e; 
 
™ Seja optante pelo Simples Nacional. 
 
O Simples Nacional nada mais é do que um regime tributário 
diferenciado, simplificado e favorecido, previsto na Lei Complementar n.º 
123/2006, aplicável às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno 
Porte (EPP). Para o MEI que está iniciando a sua atividade, a Lei do 
Simples Nacional considera para cálculo da renda auferida no ano-
calendário, o importe de R$ 5.000,00 multiplicado pelo número de meses 
compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano-
calendário, consideradas as frações de meses como um mês inteiro. 
 
Por exemplo, se um Micro Empresário Individual iniciou suas 
atividades em 20/04/2011, o Simples Nacional considerará como renda 
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auferida por ele no ano calendário de 2011 o valor R$ 45.000,00, 
referentes a 9 meses multiplicados por R$ 5.000,00, ou seja, de abril a 
dezembro. Simples mesmo, não é? =) 
 
Conforme dispõe a legislação tributária, a opção pelo 
enquadramento como MEI implica que o empresário, nessa condição 
(Contribuinte Individual), deverá recolher a sua contribuição social na 
forma prevista pela legislação previdenciária, ou seja, com a aplicação da 
alíquota de 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de 
contribuição, que nada mais é do que o salário mínimo (Lei n.º 
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forma de recolhimento implica automaticamente na exclusão do direito ao 
benefício de Aposentadoria por Tempo de Contribuição ao MEI. 
 
Com essa forma de recolhimento, o MEI não poderá contar seu 
tempo de contribuição para: 
 
1. Obtenção da Aposentadoria por Tempo de Contribuição do RGPS 
(Regime Geral da Previdência Social), e; 
 
2. Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição para obtenção de 
benefícios previdenciários no âmbito de algum RPPS (Regime Próprio 
de Previdência Social), no caso de o MEI vir a trabalhar no setor 
público na qualidade de servidor público estatutário. 
 
Para contar com esse tempo de contribuição na qualidade de MEI 
(Contribuinte Individual) para fins de obtenção da Aposentadoria por 
Tempo de Contribuição e/ou da Contagem Recíproca do Tempo de 
Contribuição, o empresário deverá complementar a contribuição mensal 
já quitada, mediante recolhimento do valor correspondente à diferença 
entre o percentual pago (5%) e aquele que garante o efetivo benefício ao 
segurado (20%), acrescido dos juros moratórios de que trata a Lei n.º 
9.430/1996. Em suma, o MEI deve pagar 15% sobre todos os seus 
salários de contribuição acrescentados dos juros moratórios, para poder 
contá-los como tempo de contribuição. Um exemplo deixa tudo mais fácil! 
=) 
 
Imagine que Waldemir tenha contribuído durante os 3 primeiros 
meses do ano de 2015 como MEI. O referido empresário foi aprovado 
posteriormente no concurso para o cargo de Analista-Técnico da SUSEP, 
desejando levar para o RPPS do Governo Federal esse período que 
contribuiu como MEI. Nesse caso o que fazer? Waldemir deverá recolher a 
diferença entre o percentual pago (5%) e o percentual de 20% em relação 
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Ufa! Acabamos! Respire fundo, beba uma água (ou um café!) e 
vamos ao próximo tópico! 
 
04.4. Segurado Obrigatório ± Trabalhador Avulso. 
 
A melhor definição para Trabalhador Avulso é o conceito presente na 
legislação previdenciária: 
 
Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta 
serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem 
vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do 
Órgão Gestor de Mão de Obra (no caso de atividades 
portuárias), nos termos da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos 
Portos), ou do Sindicato da Categoria (no caso de atividades 
não portuárias). 
 
O Trabalhador Avulso é uma classificação bastante específica e 
quase que voltada unicamente aos trabalhadores portuários. Sobre esse 
enquadramento, é interessante conhecermos os requisitos necessários: 
 
1. O trabalhador pode ser sindicalizado ou não. 
 
2. Serviço de natureza urbana ou rural. 
 
3. Serviço prestado a diversas empresas (imagine um porto com 
diversos navios e diversos despachantes aduaneiros). 
 
4. Ausência de vínculo empregatício. 
 
5. Intermediação obrigatória do OGMO (Órgão Gestor de mão 
de obra) ou do Sindicato (Característica essencial do Trabalhador 
Avulso. Leve isso para a prova). 
 
Apenas com o conceito de Trabalhador Avulso você consegue 
acertar qualquer questão de concurso a respeito do assunto, mas vou 
transcrever abaixo os enquadramentos existentes na legislação 
previdenciária, para ter certeza que você não será surpreendido com 
nenhum termo diferente. Faça uma simples leitura, é suficiente. =) 
 
São considerados trabalhadores avulsos: 
 
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01. O trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, 
estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de 
embarcação e bloco. 
 
02. O trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, 
inclusive carvão e minério. 
 
03. O trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e 
descarga de navios). 
 
04. O amarrador de embarcação. 
 
05. O ensacador de café, cacau, sal e similares. 
 
06. O trabalhador na indústria de extração de sal. 
 
07. O carregador de bagagem em porto. 
 
08. O prático de barra em porto. 
 
09. O guindasteiro. 
 
10. O classificador, o movimentador e o empacotador de 
mercadorias em portos. 
 
Por fim, caso a questão traga corretamente o enquadramento do 
Trabalhador Avulso mas cite a antiga Lei dos Portos, a revogada Lei n.º 
8.630/1993, considere o enunciado correto, pois a legislação 
previdenciária ainda não foi atualizada. =/ 
 
04.5. Segurado Obrigatório ± Segurado Especial. 
 
Prezado aluno! Sem dúvida, essa é a classe de seguradoespecial 
mais complexa de todas, e também a de maior quantidade de dispositivos 
legais correlatos. Diante da situação, eu peço sua total atenção para esse 
tópico. 
 
A princípio, considero importante apresentar o conceito de segurado 
especial presente na doutrina previdenciária pátria: 
 
Segurado Especial é o produtor, o parceiro, o meeiro, o 
arrendatário rural, o comodatário, o usufrutuário, os assentados, 
os acampados, os posseiros, os extrativistas, os foreiros, os 
ribeirinhos, os remanescentes de quilombos, o índio, o pescador 
artesanal e o assemelhado, que exerçam suas atividades, 
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individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio de terceiros, bem como seus respectivos cônjuges 
ou companheiros e filhos. (VIANNA, Cláudia Salles Vilela. 
Previdência Social: Custeio e Benefícios. São Paulo: LTr, 2008). 
 
Além do conceito doutrinário, considero interessante termos a noção 
de cada uma das atividades supra descritas: 
 
1. Produtor: é o produtor rural, proprietário ou não da propriedade 
rural, que desenvolve atividades agrícolas, pastoris ou 
hortifrutigranjeiras; 
 
2. Parceiro: é o que tem contrato de parceria, escrito ou verbal, 
com o proprietário da terra. O parceiro desenvolve atividades 
agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras, sendo que o lucro (ou 
prejuízo) da produção será repartido entre as partes (proprietário e 
parceiro); 
 
3. Meeiro: é o que tem contrato, escrito ou verbal, com o 
proprietário da terra. O meeiro desenvolve atividades agrícolas, 
pastoris ou hortifrutigranjeiras, sendo que os rendimentos e os 
custos da produção serão repartidos entres as partes (proprietário e 
meeiro); 
 
4. Arrendatário Rural: é o que utiliza a terra de outrem para 
desenvolver atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras. 
Nesse caso, o arrendatário rural paga aluguel ao proprietário da 
terra, podendo esse aluguel ser pago em pecúnia (dinheiro) ou com 
parte da produção (produtos in natura); 
 
5. Comodatário: é o que, por meio de contrato, escrito ou verbal, 
empresta a propriedade rural de outrem, por tempo determinado ou 
não, para exercer atividades agrícolas, pastoris ou 
hortifrutigranjeiras; 
 
6. Usufrutuário: é aquele que não detém a propriedade sobre o 
imóvel rural, entretanto, detém posse, uso, administração ou direito 
a receber os ganhos da produção, desde que exerça atividades 
agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; 
 
7. Assentado: é o que foi beneficiado por projeto de incentivo à 
reforma agrária e que recebeu imóvel rural, onde exerce atividades 
agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; 
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8. Acampado: é o que se encontra organizado coletivamente no 
campo, pleiteando sua inclusão como beneficiário de programa de 
reforma agrária, desenvolvendo atividades rurais em terras 
pertencentes a terceiros; 
 
9. Posseiro: é o que não é proprietário, mas possui a posse da 
propriedade rural, onde a explora como se dele fosse; 
 
10. Extrativista: é o que tem como principal fonte de renda a 
atividade de extração da natureza de produtos in natura. Como 
exemplo, tem-se o seringueiro; 
 
11. Foreiro: é o que explora a atividade rural em terra cedida por 
terceiro, firmando contrato escrito de caráter perpétuo e mediante 
pagamento anual; 
 
12. Ribeirinho: é o que vive às margens dos rios, lagos ou lagos, e 
explora a terra. Geralmente, essa exploração acontece por meio do 
extrativismo e da pesca artesanal; 
 
13. Remanescente de Quilombo: Quilombola era o escravo que 
se refugiava nos quilombos. A Constituição Federal de 1988, no 
Título X ± Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), 
garantiu a propriedade definitiva aos remanescentes das 
comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, 
devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos. Logo, a todos os 
descendentes dos quilombolas, que em suas terras permaneceram, 
foi reconhecida a propriedade definitiva, inclusive com emissão do 
título de posse por parte do Estado; 
 
14. Índio: é o índio reconhecido pela Fundação Nacional do Índio 
(FUNAI), inclusive o artesão que utilize matéria-prima proveniente 
de extrativismo vegetal, independentemente do local onde resida ou 
exerça suas atividades, sendo irrelevante a definição de indígena 
aldeado, indígena não-aldeado, índio em vias de integração, índio 
isolado ou índio integrado, desde que exerça a atividade rural 
individualmente ou em regime de economia familiar e faça dessas 
atividades o principal meio de vida e de sustento (Instrução 
Normativa INSS/PRESS n.º 45/2010), e; 
 
15. Pescador Artesanal e Assemelhado: é o que faz da pesca 
seu principal meio de vida ou sua profissão, exercendo-a de maneira 
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individual ou em regime de economia familiar, dentro das limitações 
e imposições previstas na legislação previdenciária. 
 
O conceito doutrinário de segurado especial e a descrição das 15 
atividades supracitadas não serão objeto de cobrança nas provas 
concursos. Por essa razão, não precisa sair decorando tudo! Basta ter o 
conceito básico para melhor compreender as disposições legais referentes 
ao tema, que serão apresentadas a seguir. =) 
 
Dando continuidade, essa é a definição legal para Segurado 
Especial: 
 
São segurados obrigatórios da previdência social classificados na 
qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no 
imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, 
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, 
assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou 
arrendatário rurais, que explore atividade: 
 
1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 
módulos fiscais ou; 
 
2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e 
extração, de modo sustentável, de recursos naturais 
renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de 
vida. 
 
b) Pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da 
pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; 
 
c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 
anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que 
WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH��
comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades 
rurais do grupo familiar. 
 
Como podemos perceber, a definição legal de Segurado Especial não 
é a mais simples de todas, mas vou tentar tornar isso mais claro! 
 
Em sua essência, o Segurado especial necessariamente: 
 
1. É pessoa física. 
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Entende-se como auxílio eventual de terceiros o que é 
exercido ocasionalmente, em condições de mútua colaboração, 
não existindo subordinação nem remuneração. 
 
A caracterização é bem clara! O auxílio para ser eventual, tem que 
ser ocasional, em condição de mútua colaboração, sem subordinação 
e atenção: sem remuneração. 
 
A legislação, com intuito de beneficiar o segurado especial, criouainda uma hipótese específica de auxílio eventual a ser utilizada pelo 
grupo familiar (regime de economia familiar): 
 
O Grupo Familiar (regime de economia familiar) poderá 
utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado 
(inclusive trabalhador rural temporário) ou de contribuinte 
individual, à razão de no máximo 120 pessoas/dia no ano civil, 
em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo 
equivalente em horas de trabalho, não sendo computado 
nesse prazo o período de afastamento em decorrência da 
percepção de Auxílio Doença. 
 
Em princípio devo ressaltar que a redação dada a este dispositivo é 
recente, implementada pela Medida Provisório n.º 619, publicada em 
07/06/2013. Atualmente, o grupo familiar está autorizado a utilizar 
empregado contratado por prazo determinado (inclusive trabalhador rural 
temporário) ou contribuinte individual, na razão de no máximo 120 
pessoas/dia dentro do ano civil, sem que os integrantes do grupo percam 
a qualidade de segurado especial, independentemente de se tratar de 
época de safra ou não. Além disso, desde 2013, o período de 
afastamento por motivo por motivo de gozo de Auxílio Doença não é 
computado no prazo supracitado. 
 
Mas o que vem a ser essa razão de 120 pessoas/dia? Por favor, não 
escorregue no Raciocínio Lógico! RS! =) 
 
 Imagine uma plantação de uvas na cidade de Marialva/PR. Essa 
plantação pertence a um grupo familiar de segurados especiais. Nessas 
condições, eles podem contratar, sem perder a referida condição de 
contribuinte, a seguinte quantidade de empregados (ou contribuintes 
individuais) para auxiliarem no serviço, das seguintes maneiras: 
 
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O artesanato rural não descaracteriza o enquadramento do 
trabalhador segurado especial. A única observação fica por conta da 
origem da matéria prima utilizada: 
 
1. Matéria prima produzida pelo próprio grupo familiar: nesse 
caso não há limite mensal de rendimentos em função do artesanato. 
 
2. Matéria prima não produzida pelo grupo familiar: nesse 
caso, a renda mensal obtida em função do artesanato deverá ser de 
no máximo um salário mínimo (valor do menor benefício de 
prestação continuada da Previdência Social). 
 
08. Atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao 
menor benefício de prestação continuada da previdência social. 
 
A atividade artística, desde que não gere um rendimento igual ou 
maior de um salário mínimo mensal (menor benefício de prestação 
continuada da Previdência Social), não descaracteriza o enquadramento 
de segurado especial do trabalhador. E se um rapaz do campo até então 
segurado especial ganhar destaque na música sertaneja, passando a 
auferir mensalmente R$ 3.500,00 com apresentações noturnas? Nesse 
caso, ele deixará de ser segurado especial e se tornará um segurado 
empregado ou contribuinte individual, a depender da existência, ou não, 
do vínculo empregatício com as casas noturnas. 
 
2. Manutenção da qualidade de Segurado Especial. 
 
A legislação previdenciária, com intuito de proteger ainda mais o 
trabalhador rural, previu algumas situações em que esse trabalhador 
manterá a sua condição de Segurado Especial. Vamos ver essas 6 
hipóteses? São as seguintes: 
 
01. A outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação 
ou comodato, de até 50% de imóvel rural cuja área total, 
contínua ou descontínua, não seja superior a 4 módulos 
fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a 
respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia 
familiar. 
 
Essa hipótese já foi vista nessa aula! A outorga (parceria, meação 
ou comodato) não descaracteriza a qualidade de segurado especial, desde 
que siga as seguintes condições: 
 
1. Será realizada por meio de contrato escrito; 
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Física (PRPF) e que não esteja sujeito à incidência do IPI (Imposto sobre 
Produtos Industrializados). 
 
Como exemplos, podemos lembrar os processos de lavagem, 
limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, 
pasteurização, resfriamento, secagem, socagem, fermentação, 
embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, 
destilação, moagem e torrefação. 
 
Não é para decorar, hein! É só para você ter uma ideia! =) 
 
06. A associação à cooperativa agropecuária. 
 
Estar associado a uma cooperativa agropecuária não retira do 
trabalhador rural a sua qualidade de segurado especial. 
 
07. A incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) 
sobre o produto das atividades desenvolvidas nos termos da 
legislação previdenciária. 
 
Com o advento da Medida Provisório n.º 619/2013, a incidência do 
IPI sobre o produto das atividades desenvolvidas não retira do trabalhador 
rural a sua qualidade de segurado especial, desde que a participação do 
segurado especial ocorra: 
 
1. Em Sociedade Empresária; 
 
2. Em Sociedade Simples; 
 
3. Como Empresário Individual, ou; 
 
4. Como Titular de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada 
(EIRELI) de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou 
agroturístico, considerada microempresa nos termos da Lei 
Complementar n.º 123/2006 (Simples Nacional). 
 
Além disso, deve ser mantido o exercício da atividade rural, em 
consonância com a legislação previdenciária. Por sua vez, a pessoa 
jurídica deve ser composta apenas de segurados de igual natureza 
(segurados especiais) com sede no mesmo Município ou em Município 
limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas atividades. 
 
3. Perda da qualidade de Segurado Especial. 
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No subtópico anterior verificamos as situações em que há a 
manutenção na qualidade de segurado especial. Nesse subtópico 
verificaremos as situações que ensejam a perda da qualidade de segurado 
especial por parte do trabalhador. 
 
A perda da qualidade de segurado especial pode ocorrer nas 
seguintes ocasiões: 
 
1. A contar do primeiro dia do mês em que: 
 
a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas no Art. 
9.º, inciso VII do RPS/1999 (características de 
enquadramento do segurado especial), ou exceder 
qualquer dos limites estabelecidos no Art. 9.º, inciso I, § 
18.º do RPS/1999 (características da outorga de 
parceria, meação ou comodato ± imóvel de no máximo 
4 módulos fiscais e no máximo 50% da propriedade 
pode ser outorgada). 
 
b) se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado 
obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado 
o disposto nos incisos III, V, VII e VIII do § 10 e no § 14 do 
RPS/1999 (os incisos se referem aos casos em que o 
trabalhador rural possui outra fonte de 
rendimentos, mas mantém a qualidade de segurado 
especial). 
 
c) se tornar segurado obrigatório de outro regime 
previdenciário (quando o trabalhador se torna servidor 
público, por exemplo, tornando-se segurado obrigatório 
do RPPS ± Regime Próprio de Previdência Social). 
 
d) participar de sociedade empresária, de sociedade simples, 
como empresário individual ou como titular de empresa 
individual de responsabilidade limitada em desacordo com 
as limitações impostas pelo Art. 12, § 14 do RPS/1999 (deve 
ser mantida a atividade rural na forma da legislação 
previdenciária. A pessoa jurídica deve ser compostaapenas de segurados especiais e a sede da empresa 
deve ser no mesmo município ou em munícipio limítrofe 
àquele em que eles desenvolvem suas atividades). 
 
2. A contar do primeiro dia do mês subsequente ao da 
ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o 
limite de: 
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a) utilização de trabalhadores nos termos do Art. 9.º, § 21 do 
RPS/1999 (extrapolar a razão 120 pessoas/dia no ano 
civil, nos casos de contratação para trabalho em época 
de safra). 
 
b) dias em atividade remunerada estabelecidos no Art. 9.º, § 
8.º, inciso III do RPS/1999 (exercício de atividade 
remunerada em período de entressafra de no máximo 
120 dias por ano civil). 
 
c) dias de hospedagem a que se refere o Art. 9.º, § 18.º, 
inciso II do RPS/1999 (explorar a atividade turística rural 
por no máximo 120 dias por ano civil). 
 
Ahh! Atenção aos grifos acima! Não dá pra errar, não é mesmo?! 
 
Não falei que era muita matéria sobre o segurado especial? =) 
 
05. Servidor ocupante de RPPS x RGPS. 
 
Nesse tópico será visto brevemente o conceito de servidor público 
pertencente ao RPPS e a sua relação com o RGPS. 
 
Afinal de contas, qual a definição de RPPS? Essa definição está 
presente na própria legislação previdenciária: 
 
Entende-se por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) o 
que assegura pelo menos as Aposentadorias e Pensão por 
Morte previstas no Art. 40 da Constituição Federal. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, os servidores públicos, 
desde que amparados pelo RPPS são automaticamente excluídos do 
RGPS. Esses sãos os dizeres legislativos do RPS/1999: 
 
Art. 10. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da 
União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das 
respectivas autarquias e fundações, são excluídos do Regime 
Geral de Previdência Social (RGPS) consubstanciado neste 
Regulamento, desde que amparados por Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS). 
 
O servidor (civil ou militar), amparado por RPPS nunca poderá ser 
amparado pelo RGPS? Nunca? Claro que poderá! Ele poderá filiar-se ao 
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RGPS quando exercer, concomitantemente às atividades de servidor, uma 
atividade abrangida pelo RGPS. 
 
É o exemplo do Auditor-Fiscal do Trabalho (Servidor Civil) que 
leciona Direito do Trabalho em uma faculdade particular. Nesse caso, o 
Auditor-Fiscal será enquadrado como segurado empregado perante o 
RGPS. A legislação previdenciária traz: 
 
Caso o servidor ou o militar venham a exercer, 
concomitantemente, uma ou mais atividades abrangidas pelo 
Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados 
obrigatórios em relação a essas atividades. 
 
Para encerrar esse tópico, quero que você se lembre das disposições 
constitucionais que vedam (proíbem) a filiação ao RGPS, na qualidade 
de segurado facultativo, pessoa participante de RPPS. Não esqueça 
isso! =) 
 
Observe as disposições constitucionais: 
 
Art. 201, § 5.º É vedada a filiação ao Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), na qualidade de segurado 
facultativo, de pessoa participante de Regime Próprio de 
Previdência (RPPS). 
 
Esse é exatamente o meu caso! Sou servidor público federal e 
participante do RPPS. Posso participar do RGPS? Sim! Na condição de 
empregado, por exemplo, caso fosse professor de Direito Previdenciário 
em alguma universidade, ou na condição de contribuinte individual, caso 
trabalhasse por conta própria como engenheiro, nos finais de semana. 
 
O que não pode é pessoa participante do RPPS, filiar-se no RGPS na 
condição de segurado facultativo, só porque está sobrando uma graninha 
no final do mês! Essa é a regra e a leve para a sua prova. =) 
 
Por sua vez, o Art. 35 da Instrução Normativa INSS/PRESS n.º 
45/2010 traz um entendimento um pouco distinto, que pode ser assim 
esquematizado: 
 
9 Servidor Federal: é vedada a filiação ao RGPS, na qualidade de 
segurado facultativo, inclusive na hipótese de afastamento sem 
vencimentos. 
 
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esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre 
como segurado obrigatório da previdência social. 
 
Antes de continuar, devo fazer ressalva a uma grande divergência 
existente na legislação previdenciária. Enquanto o Regulamento da 
Previdência Social (Decreto n.º 3.048/1999) traz que a idade mínima do 
segurado facultativo é 16 anos, a Lei n.º 8.212/1991 e a Lei n.º 
8.213/1991 trazem que a idade mínima do segurado facultativo é 14 
anos, como podemos observar: 
 
Lei n.º 8.212/1991, Art. 14. É segurado facultativo o maior de 14 
anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência 
Social, mediante contribuição, na forma do Art. 21 (20%), desde 
que não incluído nas disposições do Art. 12 (rol dos segurados 
obrigatórios). 
 
Lei n.º 8.213/1991, Art. 13. É segurado facultativo o maior de 14 
anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, 
mediante contribuição, desde que não incluído nas disposições do 
Art. 11 (rol dos segurados obrigatórios). 
 
Essa discrepância acontece pelo fato de que a Lei n.º 8.212/1991 e 
a Lei n.º 8.213/1991, ao definirem a idade mínima de 14 anos para o 
segurado facultativo, foram ao encontro da redação original do Art. 7.º, 
inciso XXXIII da Constituição Federal de 1988, que previa a proibição de 
qualquer trabalho aos menores de 14 anos. 
 
Entretanto, a Emenda Constitucional n.º 20/1998 alterou a redação 
do referido dispositivo constitucional, que passou a vigorar da seguinte 
maneira: 
 
CF/1988, Art. 7.º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, 
além de outros que visem à melhoria de sua condição social: 
 
XXXIII - Proibição de trabalho noturno, perigoso ou 
insalubre a menores de 18 e de qualquer trabalho a 
menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a 
partir de 14 anos; 
 
Sendo assim, o Decreto n.º 3.048/1999 foi redigido, corretamente, 
em consonância com nova redação constitucional (idade mínima de 16 
anos para o segurado facultativo), mas, por inércia da Presidência da 
República e do Congresso Nacional, as Leis n.º 8.212/1991 e n.º 
8.213/1991 nunca foram atualizadas. =/ 
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Esse é o caso de muitos concurseiros, que estão estudando 
exclusivamente para concursos e não estão trabalhando. Caso você ache 
oportuno, poderá contribuir para o RGPS durante a sua preparação, na 
condição de segurado facultativo. 
 
04. O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no 
exterior. 
 
Imagine uma mulher de negócios! Uma diretora financeira de uma 
empresa multinacional de telecomunicações. Certo dia, essa mulher 
precisa ir para a Bordeaux (França) a serviço da empresa. Nesse caso, o 
marido dela, que irá acompanhá-la até a França, poderá contribuir para o 
RGPS na condição de facultativo. 
 
05. Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência 
social. 
 
O contribuinte que deixa de ser segurado obrigatório do RGPS pode 
ser enquadrado como segurado facultativo. É o exemplo do empregado de 
montadoraautomobilística dispensado da empresa. Nesse caso, ele 
poderá continuar contribuindo para o RGPS, não mais na condição de 
empregado, mas na condição de segurado facultativo. 
 
Deve-se tomar certo cuidado com esse enquadramento. Pense em 
um engenheiro que deixou de ser segurado obrigatório do RGPS 
(empregado) para ser servidor público federal (RPPS), nesse caso ele não 
poderá ser enquadrado como segurado facultativo, pois o servidor 
abrangido por RPPS nunca será segurado facultativo. Mas acho que 
isso você já aprendeu, certo? 
 
06. O membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei 
n.º 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - 
ECA), quando não esteja vinculado a qualquer regime de 
previdência social. 
 
O membro de conselho tutelar do seu município quando 
remunerado, é classificado como contribuinte individual. E quando ele 
for não remunerado? Depende! Nesse caso, podemos ter as seguintes 
situações: 
 
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4. Até 12 meses após o livramento, o segurado detido ou 
recluso. 
 
O segurado que estava detido ou recluso terá direito a um PG de 12 
meses após sua soltura. Esse período pode parecer exagerado na visão de 
algumas pessoas, mas é um período relativamente curto, pois atualmente 
é muito complicado um ex-detento conseguir um emprego formal. 
 
5. Até 3 meses após o licenciamento, o segurado incorporado às 
Forças Armadas para prestar serviço militar. 
 
O segurado que prestou serviço militar às Forças Armadas (Exército, 
Marinha ou Aeronáutica), terá direito a um PG de 3 meses após o seu 
desligamento. Ressalto que o licenciamento é apenas umas das hipóteses 
de desligamento das Forças Armadas. 
 
6. Até 6 meses após a cessação das contribuições, o segurado 
facultativo. 
 
O segurado facultativo que deixar de contribuir para a Previdência 
Social, gozará de um PG de até 6 meses após a cessação das 
contribuições. 
 
Sobre os 6 casos de manutenção da qualidade de segurado 
apresentados, é importante ressaltar que durante o PG, o segurado 
conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social. 
 
A perda da qualidade de segurado com o fim do Período de Graça, 
não será considerada para a concessão da Aposentadoria por Tempo 
de Contribuição, Aposentadoria Especial e Aposentadoria por 
Idade. Como assim? Para a concessão dos referidos benefícios o 
segurado deverá apresentar o número de contribuições mensais exigidas 
para efeito de carência (nesse caso, no mínimo 180 contribuições). Em 
suma, se o segurado já tiver preenchido todos os requisitos para se 
aposentar em uma das 3 espécies de aposentadoria supracitadas, a perda 
da qualidade de segurado não impedirá a concessão da aposentadoria. 
 
Para arrematar o assunto, observe dois parágrafos 
interessantíssimos do Art. 180 do Decreto n.º 3.048/1999: 
 
§ 1.º A perda da qualidade de segurado não prejudica o direito 
à aposentadoria para cuja concessão tenham sido preenchidos 
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- Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. 
 
- Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS 
(não exerce mais atividade remunerada). 
 
 Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 
12m. 
 
 Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. 
 
PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de 
segurado 
 
- Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). 
 
- Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. 
 
- Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às 
Forças Armadas. 
 
- Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado 
Facultativo. 
 
08. Dependentes e suas classes. 
 
01. Regras Gerais. 
 
A legislação previdenciária define que existem dois tipos de 
beneficiários do RGPS (Regime Geral da Previdência Social): as pessoas 
físicas classificadas como Segurados e como Dependentes. Como 
podemos observar, não existe beneficiário Pessoa Jurídica (uma empresa, 
por exemplo). 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
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3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Para a legislação previdenciária, equiparam-se aos filhos, nas 
condições de dependentes de 1.ª classe, mediante declaração escrita do 
segurado e comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor 
que esteja sob tutela e desde que não possua bens suficientes para o 
próprio sustento e educação e que seja apresentado pelo segurado o 
respectivo termo de tutela. Para contar, conforme dispõe o Direito 
Previdenciário, os equiparados ao filho também recebem a nomenclatura 
de agregados do segurado. 
 
Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou 
companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou 
segurada. Por sua vez, considera-se união estável aquela configurada na 
convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, 
estabelecida com intenção de constituição de família. 
 
No âmbito da união estável, apesar da legislação silenciar-se a 
respeito do tema, também é considerada a união homoafetiva (pessoas 
do mesmo sexo). Em suma, os homossexuais que vivem em uma união 
estável têm os mesmos direitos dos heterossexuais em condições 
análogas, ou seja, o direito de serem classificados como dependentes de 
1.ª classe. Esse entendimento é adotado pelo INSS há muito tempo. A 
RFB recentemente autorizou a inclusão de parceiro homossexual como 
dependente na DIRPF (Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física) e o 
STJ têm decidido sempre de forma favorável às relações homoafetivas, 
como podemos observar: 
 
REsp 932653 / RS 
RECURSO ESPECIAL 2007/0055656-0 
16/08/2011 
 
(...) 
 
- Além do mais, o próprio INSS, gestor do Regime Geral de 
Previdência Social, há mais de dez anos, vêm reconhecendo os 
parceiros homossexuais como beneficiários da Previdência, 
pelo que não há como negar o mesmo direito aos companheiros 
homossexuais de servidor público, equiparando-os à tradicional 
União Estável formada por homem e mulher. 
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(...) 
 
- Acrescento, ainda, que a mais recente norma editada pela 
Receita Federal (agosto de 2010) garantiu o direito de 
Contribuintes do Imposto de Renda de Pessoa Física incluírem 
parceiros homossexuais como seus dependentes na 
Declaração, o que revela não haver mais espaço para renegar os 
direitos provenientes das relações homoafetivas, e que só 
contribuirá para tornar a nossa Sociedade mais justa, humana e 
democrática, ideal tão presente na Constituição Federal.REsp 395904 / RS 
RECURSO ESPECIAL 2001/0189742-2 
13/12/2005 
 
(...) 
 
5 - Diante do § 3º do art. 16 da Lei n. 8.213/91, verifica-se que o 
que o legislador pretendeu foi, em verdade, ali gizar o conceito 
de entidade familiar, a partir do modelo da união estável, com 
vista ao direito previdenciário, sem exclusão, porém, da 
relação homoafetiva. 
 
O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os 
dependentes em três classes por acaso! Estamos diante do instituto da 
Ordem de Vocação Previdenciária. Assim sendo, a 1.ª classe tem 
precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem 
precedência sobre a 3.ª. 
 
Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por 
morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse 
benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para 
os da 2.ª classe, caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª 
classe. Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das 
classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. 
 
Supondo que Gustavo, ao falecer, tenha deixado como dependentes 
o pai, a esposa, um filho com deficiência intelectual e um irmão com 
deficiência mental. Quem terá direito a receber o benefício de pensão por 
morte? Observe a divisão por classe dos dependentes de Gustavo: 
 
1.ª classe: A Esposa e o filho com deficiência intelectual. 
 
2.ª classe: O pai. 
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3.ª classe: O irmão com deficiência mental. 
 
Nesse caso, o benefício será dividido entre a esposa e o filho com 
deficiência intelectual, pois são dependentes de 1.ª classe e têm 
precedência sobre as demais classes. E como será feita a divisão do 
benefício? 50% para cada parte, pois são apenas dois dependentes na 
classe predominante. Se houvesse 8 dependentes, por exemplo, na classe 
predominante, cada um receberia 12,5% (1/8) do benefício mensalmente. 
Sintetizando, os dependentes de uma mesma classe concorrem em 
igualdade de condições. 
 
Por fim, mas não menos importante, a legislação previdenciária 
define que a dependência econômica das pessoas da 1.ª classe é 
presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª classes deve ser 
comprovada. Em outras palavras, a prova da condição de 
dependente só ocorre com os dependentes da 2.ª classe e da 3.ª classe. 
 
02. Vínculos Conjugais Múltiplos. 
 
Os vínculos conjugais múltiplos são aqueles que ocorrem quando o 
homem ou a mulher mantém um relacionamento estável e legal 
simultaneamente com outro relacionamento paralelo com um(a) amante. 
 
Estamos diante da figura do concubinato, que juridicamente é 
entendido como relações eventuais entre pessoas impedidas de se 
casarem, ou seja, de pessoas que já são casadas civilmente. Em suma, os 
concubinos são, em linguajar popular, os amantes. 
 
No caso de ocorrência de vínculos conjugais múltiplos, o concubino 
(amante), em regra, NÃO tem os mesmos direitos previdenciários do 
cônjuge, sendo que esse tem sido o entendimento dos acórdãos do 
Superior Tribunal de Justiça (STJ), como pode ser observado: 
 
RMS 30414 / PB 
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 
2009/0173443-9 
 
24/02/2012 
 
ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE 
RECONHECIMENTO DE CONCUBINATO. EXTENSÃO DA RES 
JUDICATA À ADMISSÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. IMPOSSIBILIDADE. 
LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. PEDIDO E CAUSA DE 
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PEDIR. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL FALECIDO. PENSÃO POR 
MORTE. RATEIO ENTRE VIÚVA E CONCUBINA. IMPOSSIBILIDADE. 
PRECEDENTES. 
 
(...) 
 
7. O concubinato não pode ser erigido ao mesmo patamar jurídico 
da união estável, sendo certo que o reconhecimento dessa última 
é condição imprescindível à garantia dos direitos previstos na 
Constituição Federal e na legislação pátria aos companheiros, 
inclusive para fins previdenciários. 
 
Além da decisão supracitada, temos outras decisões recentes no 
mesmo sentido: 
 
AgRg no REsp 1359304 / PE 
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 
2011/0266830-0 
 
21/03/2013 
 
PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. RELAÇÃO DE 
CONCUBINATO. CAUSA IMPEDITIVA DE UNIÃO ESTÁVEL. 
 
(...) 
 
2. O simples fato de a agravante exercer uma relação de 
concubinato com o falecido, por si só, constitui fundamento 
suficiente para o indeferimento de pensão por morte, haja 
vista ser causa impeditiva para o recebimento do benefício. 
 
AgRg no REsp 1267832 / RS 
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 
2011/0172703-6 
 
13/12/2011 
 
PREVIDENCIÁRIO. CONCUBINATO ADULTERINO. RELAÇÃO 
CONCORRENTE COM O CASAMENTO. EMBARAÇO À 
CONSTITUIÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL APLICAÇÃO. IMPEDIMENTO. 
 
1. A jurisprudência desta Corte prestigia o entendimento de que a 
existência de impedimento para o matrimônio, por parte de um 
dos componentes do casal, embaraça a constituição da união 
estável. 
 
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Como pode ser observado, em regra, o entendimento firmado pelo 
STJ é de que a proteção conferida pelo Estado (Governo Federal) à união 
estável não alcança as situações ilegítimas, como no caso do concubinato. 
 
Diante desta regra, na visão do STJ, não é devida pensão por morte 
à concubina em concorrência com a viúva na hipótese em que o falecido, 
ao tempo do óbito, permanecia casado, pois, ainda que os requisitos 
configuradores da união estável se apliquem para fins previdenciários, 
conforme dispõe o Art. 16, § 3.º, da Lei n.º 8.213/1991, a existência de 
impedimento para o matrimônio, por parte de um dos companheiros, 
embaraça a constituição da união estável, o que impede que os efeitos 
jurídicos que dela irradiam alcancem a concubina. Para constar, observe o 
disposto na legislação previdenciária citada: 
 
Lei n.º 8.213/1991, Art. 16, § 3.º Considera-se companheira ou 
companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união 
estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 
3.º do Art. 226 da Constituição Federal. 
 
CF/1988, Art. 226, § 3.º Para efeito da proteção do Estado, é 
reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como 
entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em 
casamento. 
 
Por seu turno, temos a exceção à regra supracitada. Conforme 
dispõe o próprio STJ, é assente o entendimento no qual se reconhece à 
companheira (concubina) de homem casado, mas separado de fato ou de 
direito, divorciado ou viúvo, o direito na participação nos benefícios 
previdenciários e patrimoniais decorrentes de seu falecimento, 
concorrendo com a esposa, ou até mesmo excluindo-a da participação. 
 
Por fim, atualmente, os vínculos conjugais múltiplos podem 
apresentar duas situações distintas perante a Previdência Social: 
 
1. Pessoa casada + concubinato = concubino não tem os mesmos 
direitos previdenciários do cônjuge, e; 
 
2. Pessoa casada, mas separada, divorciada ou viúva + concubinato 
= concubino tem os mesmos direitos previdenciários do ex-cônjuge, 
com possibilidade de exclusão dos direitos dos ex-cônjuge. 
 
 
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08.1. Perda da Qualidade de Dependente. 
 
A perda daqualidade de dependente, conforme o RPS/1999, ocorre: 
 
1. Para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto 
não lhe for assegurada a prestação de alimentos, pela 
anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial 
transitada em julgado. 
 
O cônjuge (marido ou esposa) perde a qualidade de dependente do 
segurado no caso de separação sem prestação de alimentos, com a 
anulação de casamento e pelo óbito. Se o cônjuge ao se separar conseguir 
a prestação de alimentos, não perderá a condição de dependente do 
segurado. Em suma, ex-mulher com pensão de alimentos é dependente 
para efeitos previdenciários. Para contar, conforme dispõe o Direito 
Previdenciário, os ex-cônjuges com prestação de alimentos também 
recebem a nomenclatura de agregados do segurado. 
 
2. Para a companheira ou companheiro, pela cessação da 
união estável com o segurado ou segurada, enquanto não lhe for 
garantida a prestação de alimentos. 
 
O companheiro que extingue a sua união estável poderá ter dois 
status: dependente, caso obtenha pensão de alimentos ou não 
dependente, caso não obtenha pensão de alimentos. 
 
3. Para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao 
completarem 21 anos de idade, SALVO se inválidos, desde que 
a invalidez tenha ocorrido antes: 
 
a) de completarem 21 anos de idade. 
 
b) do casamento. 
 
c) do início do exercício de emprego público efetivo (o 
legislador quis dizer cargo público efetivo). 
 
d) da constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da 
existência de relação de emprego, desde que, em função 
deles, o menor com 16 anos completos tenha economia 
própria. 
 
e) da concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles 
na falta do outro, mediante instrumento público, 
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independentemente de homologação judicial, ou por sentença 
do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos completos. 
 
Como você pode perceber o irmão inválido mantém a condição de 
dependente se a invalidez o tiver atingido antes de 1 das 5 hipóteses 
abarcadas pelo legislador. Quer um exemplo? Imagine que João Paulo, 19 
anos, com casamento marcado, sofre um sinistro e torna-se inválido, 
nesse caso ele permanecerá para sempre na condição de dependente de 
seus pais, pois a invalidez ocorreu antes de contrair núpcias. 
 
Por seu turno, não podemos deixar de tratar dos casos de 
emancipação, previstos no Art. 5.º da Lei n.º 10.406/2002, o Código 
Civil Brasileiro. Sendo assim, o jovem será emancipado: 
 
I - Pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, 
mediante instrumento público, independente de homologação 
judicial ou por sentença de juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 
16 anos completos; 
 
II - Pelo casamento; 
 
III - Pelo exercício de emprego público efetivo; 
 
IV - Pela colação de grau em ensino de curso superior, e; 
 
V - Pelo estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de 
relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 
16 anos completos tenha economia própria. 
 
Diante do exposto, o filho ou o irmão que não forem inválidos, serão 
emancipados por qualquer uma das hipóteses supracitadas. Por sua vez, 
se o filho ou o irmão forem inválidos, serão emancipados por qualquer 
uma das hipóteses supracitadas, exceto pela colação de grau em ensino 
de curso superior. 
 
Desta forma, o filho ou o irmão inválidos e maiores de 21 anos, 
manterão sua qualidade de dependente perante o RGPS, mesmo que se 
emanciparem em decorrência, unicamente, de colação de grau científico 
em curso de ensino superior. Imagine por exemplo, que o filho colou grau 
em curso superior com 18 anos de idade e ficou inválido com 19 anos, 
neste caso, manterá a qualidade dependente mesmo após completar 21 
anos. 
 
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Por fim, analisando na seara previdenciária, a regra é clara, a 
emancipação provoca a perda da qualidade de dependente. 
 
4. Para os dependentes em geral: 
 
a) pela cessação da invalidez. 
 
b) pelo falecimento. 
 
O dispositivo não exige nenhum comentário adicional. 
 
 
 
Perda da Qualidade de Dependente: 
 
- Cônjuge: anulação do casamento, separação judicial sem 
o direito a prestação de alimentos e óbito. 
 
- Companheiro: cessação da união estável sem o direito a 
prestação de alimentos. 
 
- Filho ou irmão: ao completar 21 anos (regra), salvo se 
inválido (sem limite de idade). 
 
- Dependentes em geral: cessação da invalidez e o óbito. 
 
09. Empresa e Empregador Doméstico. 
 
Essa parte da disciplina é extremamente interligada ao Direito do 
Trabalho, pois a legislação previdenciária extraiu da legislação trabalhista 
as definições de Empresa e Empregador. A saber: 
 
Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a 
sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana 
ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e 
entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
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condomínio, que para fins previdenciários, é equiparado à empresa, 
devendo realizar todos os recolhimentos previdenciários relativos aos seus 
contratados. 
 
03. O operador portuário e o Órgão Gestor de Mão de Obra 
(OGMO) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos 
Portos). 
 
A equiparação à empresa acontece inclusive nos trabalhos 
portuários, como podemos observar no enquadramento legal. 
 
04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra de 
construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado 
que lhe presta serviços. 
 
A pessoa física que realiza atividade de construção civil é equiparada 
a empresa em relação aos seus empregados (mestre de obras, pedreiros, 
serventes, encanadores, eletricistas, azulejistas, etc.). 
 
Por fim, a legislação previdenciária traz a seguinte disposição 
referente ao empregador doméstico: 
 
Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade 
familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, 
mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. 
 
O empregador doméstico é a pessoa (ou família) que contrata 
empregado(a) doméstico(a) para prestar serviço em âmbito familiar, 
mediante remuneração e sempre sem finalidade lucrativa. É aquela 
querida empregada doméstica que trabalha na casa da mamãe, mas 
também pode ser o jardineiro, o motorista, a cozinheira...=) 
 
10. Conselho Nacional de Previdência Social. 
 
Para encerrar a parte teórica da nossa aula, vamos abordar as 
disposições legais que tratam sobre o Conselho Nacional de Previdência 
Social (CNPS). 
 
O CNPS, órgão superior de deliberação colegiada, tem como 
principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado 
da administração, em cumprimento ao seguinte princípio Constitucional 
(Art. 194, inciso VII): 
 
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Como você pode observar, o Governo Federal detém a maior parcela 
de membros, mas não tem o poder decisório em suas mãos, pois a 
Sociedade Civil, dividida em 3 classes, detém 60% dos votos do CNPS. 
Essa composição equilibrada garanteque o interesse público sempre 
estará acima dos interesses particulares do Governo ou da Sociedade 
Civil. 
 
Os 6 membros do Governo Federal, e seus respectivos suplentes, 
são por ele escolhidos, já os 9 membros da Sociedade Civil 
(Trabalhadores, Aposentados, Empregadores), e seus respectivos 
suplentes, serão indicados pelas Centrais Sindicais (associações de 
sindicatos de trabalhadores) e pelas Confederações Nacionais. Por sua 
vez, todos os 15 membros do CNPS, e seus respectivos suplentes, serão 
nomeados pelo Presidente da República, sendo que para os 
representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos um mandato 
de 2 anos, com apenas uma recondução consecutiva por igual 
período. O Conselho Nacional de Previdência Social será presidido pelo 
Ministro de Estado da Previdência Social. 
 
As reuniões ordinárias do CNPS ocorrerão 1 (uma) vez por mês, 
por convocação de seu presidente, podendo ser adiada em no máximo 
15 dias, se houver requerimento da maioria dos conselheiros (8 
membros) nesse sentido. Por seu turno, as reuniões extraordinárias 
poderão ser convocadas pelo presidente ou por requerimento de 1/3 dos 
conselheiros (5 membros), conforme disposições específicas presentes no 
Regimento Interno do CNPS. Ainda devo ressaltar, que as reuniões do 
Conselho serão iniciadas com a presença da maioria absoluta de seus 
Gov. Federal
40%
Aposentados
20%
Trabalhadores
20%
Empregados
20%
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Conforme dispõe a legislação previdenciária, ao CNPS são 
reservadas algumas competências, sendo que para a sua prova basta uma 
leitura atenta desse rol, que não exige maiores explanações. Sendo assim, 
compete ao CNPS: 
 
1. Estabelecer diretrizes gerais e apreciar as decisões de 
políticas aplicáveis à Previdência Social. 
 
2. Participar, acompanhar e avaliar, sistematicamente, a gestão 
previdenciária. 
 
3. Apreciar e aprovar os Planos e Programas da Previdência 
Social. 
 
4. Apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da 
Previdência Social, antes de sua consolidação na proposta 
orçamentária da seguridade social. 
 
5. Acompanhar e apreciar, mediante relatórios gerenciais por ele 
definidos, a execução dos planos, programas e orçamentos no 
âmbito da previdência social. 
 
6. Acompanhar a aplicação da legislação pertinente à 
Previdência Social. 
 
7. Apreciar a prestação de contas anual a ser remetida ao 
Tribunal de Contas da União (TCU), podendo, se for necessário, 
contratar auditoria externa. 
 
8. Estabelecer os valores mínimos em litígio, acima dos quais 
será exigida a anuência prévia do Procurador-Chefe Nacional 
da Procuradoria Federal Especializada/INSS ou do 
Presidente do INSS para formalização de desistência ou de 
transigência judiciais. Atualmente, o valor mínimo é de R$ 
50.000,00 (Resolução MPS/CNPS n.º 1.303/2008, Art. 1.º). 
 
9. Elaborar e aprovar seu regimento interno. 
 
10. Aprovar os critérios de arrecadação e de pagamento dos 
benefícios por intermédio da rede bancária ou por outras 
formas. 
 
11. Acompanhar e avaliar os trabalhos de implantação e 
manutenção do Cadastro Nacional de Informações Sociais 
(CNIS). 
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Por fim, compete aos Órgãos Governamentais: 
 
1. Prestar toda e qualquer informação necessária ao adequado 
cumprimento das competências do CNPS, fornecendo inclusive 
estudos técnicos. Em outras palavras, cabe ao Governo, por meio 
de seus órgãos e entidades, subsidiar o CNPS com todos os dados 
necessários para o cumprimento de seus trabalhos. 
 
2. Encaminhar ao CNPS, com antecedência mínima de 2 (dois) 
meses do seu envio ao Congresso Nacional, a proposta 
orçamentária da Previdência Social, devidamente detalhada. O 
governo deve enviar a proposta orçamentária justamente para 
que essa seja apreciada e aprovada pelo CNPS, sendo que essa é 
uma das competências supracitadas que pertencem ao Conselho. 
 
11. Resumex da Aula. 
 
01. A Previdência Social compreende dois regimes: 
 
1. Regime Geral de Previdência Social (RGPS), e; 
 
2. Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos servidores 
públicos e dos militares. 
 
02. São segurados obrigatórios da Previdência Social (RGPS): Contribuinte 
Individual (C), Trabalhador Avulso (A), Empregado Doméstico (D), 
Empregado (E) e Segurado Especial (S). Além desses, existe o Segurado 
Facultativo (F). Observe o mnemônico: CADES F. 
 
03. São empregados (E): 
 
03.01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
03.02. O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em 
organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro 
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado 
por regime próprio de previdência social (RPPS). 
 
03.03. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa, em 
desacordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). 
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03.04. O servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem 
como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo 
efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por 
regime próprio de previdência social (RPPS). 
 
03.05. O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o 
portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de 
idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a 
orientação de entidade qualificada, conforme disposto na 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
04. São Empregados Domésticos (D): 
 
04.01. Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, 
mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial 
desta, em atividade sem fins lucrativos. 
 
05. São Contribuintes Individuais (C): 
 
05.01. A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de 
extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou 
temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou 
sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que 
de forma não contínua. É o enquadramento do Garimpeiro. 
 
05.02. O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto 
de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
05.03. O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo 
oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá 
domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio 
de previdência social. Não confunda: 
 
Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para a União, em 
organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ 
Empregado. 
 
Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para organismo 
internacional que o Brasil seja membro. Æ Contribuinte 
Individual. 
 
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05.04. Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter 
eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 
 
05.05. A pessoa física que exerce, por conta própria, atividade 
econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. 
 
05.06.O Microempreendedor Individual - MEI de que tratam os 
arts. 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar n.º 123/2006 
(Simples Nacional), que opte pelo recolhimento dos impostos e 
contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos 
mensais. 
 
05.07. O condutor autônomo de veículo rodoviário, assim 
considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo 
empregatício, quando proprietário, coproprietário ou promitente 
comprador de um só veículo. 
 
05.08. Aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor 
autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime 
de colaboração, nos termos da Lei n.º 6.094/1974 (Lei do Auxiliar 
de Condutor Autônomo). 
 
05.09. Aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, 
exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta 
em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei n.º 
6.586/1978 (Lei do Comerciante Ambulante). 
 
05.10. O médico residente de que trata a Lei n.º 6.932/1981 (Lei do 
Médico Residente). Não confunda: 
 
Médico Residente Æ Contribuinte Individual 
 
Médico Plantonista Æ Empregado 
 
05.11. O árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com 
a Lei n.º 9.615/1998 (Normas Gerais sobre Desporto ou Lei Pelé). 
 
06. São Trabalhadores Avulsos (A): 
 
06.01. Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, 
presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, 
sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do 
Órgão Gestor de Mão de Obra (atividades portuárias), nos termos 
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da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos), ou do sindicato da 
categoria (atividades não portuárias). 
 
07. São Segurados Especiais (S): 
 
07.01. São segurados obrigatórios da previdência social classificados 
na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no 
imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, 
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com 
o auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
a) produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, 
assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou 
arrendatário rurais. 
 
b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da 
pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; 
 
c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 
dezesseis anos de idade ou a este equiparado, do segurado de 
que tratam as alíneDV� ³D´� H� ³E´�� TXH�� FRPSURYDGDPHQWH��
tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo 
familiar. 
 
08. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, 
Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas 
autarquias e fundações, são excluídos do Regime Geral de Previdência 
Social (RGPS) consubstanciado neste Regulamento, desde que amparados 
por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
09. É segurado facultativo (F) o maior de 16 anos (ou de 14 anos, se o 
enunciado citar a Lei n.º 8.212/1991 ou a Lei n.º 8.213/1991) que se filiar 
ao RGPS, mediante contribuição, de 20% sobre o salário de contribuição 
por ele declarado, desde que não esteja exercendo atividade remunerada 
que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. São 
segurados facultativos (F): 
 
09.01. A dona de casa. 
 
09.02. O síndico de condomínio, quando não remunerado. 
 
09.03. O estudante. 
 
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09.04. O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no 
exterior. 
 
09.05. Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da 
previdência social. 
 
09.06. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa de 
acordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). 
 
09.07. O presidiário que não exerce atividade remunerada nem 
esteja vinculado a qualquer regime de previdência social. 
 
09.08. O segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou 
semiaberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora 
da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem 
intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que 
exerce atividade artesanal por conta própria. 
 
Muita atenção: atualmente é correto afirmar que tanto o 
presidiário produtivo quanto o não produtivo são 
considerados segurados facultativos, conforme prevê a 
legislação previdenciária. 
 
10. É vedada (proibida) a filiação ao RGPS (Regime Geral de 
Previdência Social), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa 
participante de RPPS (regime próprio de previdência social), salvo na 
hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, 
nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio. 
 
11. Empresa é o empresário ou a sociedade que assume o risco de 
atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem 
como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
12. Equiparam-se a Empresa: 
 
12.01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe 
presta serviço. 
 
12.02. A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer 
natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão diplomática 
e a repartição consular de carreiras estrangeiras. 
 
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12.03. O operador portuário e o OGMO (Órgão Gestor de Mão de 
Obra) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos). 
 
12.04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra 
de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado 
que lhe presta serviços. 
 
13. Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado: 
 
- Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. 
 
- Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. 
 
- Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não 
exerce mais atividade remunerada). 
 
Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. 
 
Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. 
 
PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de 
segurado 
 
- Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). 
 
- Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. 
 
- Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças 
Armadas. 
 
- Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado 
Facultativo. 
 
14. Dependentes e Suas Classes: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho 
não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou 
inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne 
absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
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3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
15. A legislação não dividiu os dependentes em classe por acaso. Os 
dependentes da 1.ª classe tem precedência sobre os dependentes da 2.ª e 
da 3.ª classe Os dependentes da 2.ª classe tem precedência sobre os 
dependentes da 3.ª classe. 
 
16. Perda da Qualidade de Dependente: 
 
- Cônjuge: anulação do casamento, separação judicialsem o direito 
a prestação de alimentos e óbito. 
 
- Companheiro: cessação da união estável sem o direito a prestação 
de alimentos. 
 
- Filho ou irmão: ao completar 21 anos (regra), salvo se inválido 
(sem limite de idade). 
 
- Dependentes em geral: cessação da invalidez e o óbito. 
 
17. Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade familiar 
que admite empregado doméstico a seu serviço, mediante remuneração e 
sem finalidade lucrativa. 
 
18. Composição do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS): 
 
1. 6 representantes do Governo Federal. 
 
2. 9 representantes da sociedade civil, sendo: 
 
a) 3 representantes dos aposentados e pensionistas. 
 
b) 3 representantes dos trabalhadores em atividade. 
 
c) 3 representantes dos empregadores. 
 
(...) 
 
Acabamos a teoria da aula! A seguir, estão as questões comentadas, 
mas se você quiser tentar resolvê-las antes dos comentários, adiante um 
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pouco mais a nossa aula e você encontrará as questões sem comentários 
e com gabarito ao final. É hora de exercitar! =) 
 
Em caso de dúvida sobre o curso, utilize o nosso Fórum de 
Dúvidas, presente em sua área restrita. 
 
Para outros assuntos, escreva para mim: 
 
alijaha@estrategiaconcursos.com.br 
 
ali.previdenciario@gmail.com 
 
www.facebook.com/amjaha (Adicione-me) 
 
www.facebook.com/amjahafp (Curta a minha página) 
 
Sucesso e bons estudos! =) 
 
 
 
 
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12. Questões Comentadas. 
 
01. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
Empregador doméstico é a pessoa ou família que admite a seu serviço, 
com ou sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. 
 
O empregador doméstico é a pessoa (ou família) que contrata 
empregado(a) doméstico(a) para prestar serviço em âmbito familiar, 
mediante remuneração e sempre sem finalidade lucrativa. É 
aquela querida empregada doméstica que trabalha na casa da 
mamãe, mas também pode ser o jardineiro, o motorista, a 
cozinheira...=) 
 
Errado. 
 
02. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
A gestão tripartite do sistema previdenciário, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados e decorrente do 
caráter democrático e descentralizado da administração, garante a 
segurança e a moralidade na administração desse sistema. 
 
A Previdência Social, a exemplo da Seguridade Social, 
apresenta caráter democrático e descentralizado da administração, 
mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo 
nos órgãos colegiados. 
 
Errado. 
 
03. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
O bolsista que se dedique, em tempo integral, a pesquisa, em curso de 
especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no 
exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência 
social, será considerado segurado obrigatório do RGPS. 
 
Observe o que dispõe a legislação previdenciária: 
 
08. O bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, 
curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, 
no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a 
qualquer regime de previdência social. 
 
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e�R�³HVWXGDQWH�SURILVVLRQDO´ que se dedica aos estudos de pós-
graduação (pesquisa, especialização, mestrado ou doutorado). 
Esse indivíduo que dispende tempo integral aos estudos e não esteja 
vinculado a nenhum regime previdenciário (segurado obrigatório 
do RGPS ou servidor abrangido por RPPS), será enquadrado 
como segurado facultativo. 
 
Errado. 
 
04. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física que explora 
atividade agropecuária, em área superior a quatro módulos fiscais. 
 
Questão cobrando a literalidade da legislação previdenciária: 
 
A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade 
agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou 
temporário, em área, contínua ou descontínua, superior a 4 
módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 
módulos fiscais ou atividade pesqueira ou extrativista, com auxílio 
de empregados ou por intermédio de prepostos. 
 
A redação está truncada, mas melhorando o entendimento, 
consideramos Contribuinte Individual: 
 
Pessoa física, proprietária ou não da terra, que explore: 
 
1. Atividade Agropecuária, em área superior a 4 
módulos fiscais, com ou sem auxílio de empregados ou 
prepostos. 
 
2. Atividade Agropecuária, em área igual ou inferior a 4 
módulos fiscais, desde que, com auxílio de empregados 
ou prepostos. 
 
3. Atividade Pesqueira ou Extrativista, desde que, 
com auxílio de empregados ou prepostos. 
 
Como podemos perceber, a redação truncada e difícil do 
enquadramento estava, na verdade, abarcando os três tipos de 
situações acima citados. Observe que a referência aos módulos 
fiscais só é realizada quando da exploração da atividade 
agropecuária. 
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Errado. 
 
05. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só são beneficiários da 
Previdência Social os segurados que contribuem para o caixa 
previdenciário. 
 
A legislação previdenciária é clara ao afirmar que existem duas 
classes de beneficiários da Previdência Social (RGPS): os 
segurados e os dependentes. Os segurados se dividem em 
segurados obrigatórios (CADES) e segurados facultativos (F), sendo 
que todos os segurados, em regra, devem contribuir para o RGPS. 
Por sua vez, os dependentes não tem obrigação de contribuir para o 
caixa do RPGS. 
 
Diante do exposto, a questão está errada, pois são 
beneficiários do RGPS tanto os segurados (que contribuem) quantos 
os dependentes (que não contribuem). 
 
Errado. 
 
06. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): 
Entende-se por segurados as pessoas físicas ou jurídicas vinculadas à 
Previdência Social. 
 
O Art. 11 da Lei n.º 8.213/1991 é claríssimo: 
 
São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes 
pessoas físicas (...). 
 
Não existe pessoa jurídica (empresa) na condição de segurada 
da Previdência Social (RGPS). Essa condição é exclusiva às pessoas 
físicas. Ou você conhece alguma empresa aposentada? RS! 
 
Errado. 
 
07. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2013): 
Se um segurado da previdência social falecer e deixar como dependentes 
seus pais e sua companheira, o benefício de pensão por sua morte deverá 
ser partilhado entre esses três dependentes, na proporção de um terço 
para cada um. 
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Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição,menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou 
os dependentes em três classes por acaso! Estamos diante do 
instituto da Ordem de Vocação Previdenciária. Assim sendo, a 
1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua 
vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. 
 
No caso da questão, a companheira é dependente de 1.ª 
classe, ou seja, exclui qualquer direito a percepção por parte do pai 
e da mãe do benefício em questão. Sendo assim, a companheira irá 
receber o benefício de forma integral, sem ter que dividi-lo com 
ninguém. 
 
Errado. 
 
08. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± a pessoa física 
residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a 
ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração. 
 
A pessoa física da questão não é um segurado empregado, e 
sim um segurado especial. Vamos relembrar a definição legal: 
 
São segurados obrigatórios da previdência social como segurado 
especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em 
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aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em 
regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de 
terceiros, na condição de produtor (agropecuário ou 
extrativista), pescador artesanal e os familiares que tenham 
participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. 
 
Errado. 
 
09. (Auditor de Controle Externo/TCE-ES/CESPE/2012): 
Pessoa que mantenha união estável com segurado do RPPS/ES faz jus à 
pensão por morte apenas se comprovar dependência econômica em 
relação ao segurado falecido. 
 
São dependentes de 1.ª classe O cônjuge, a companheira, o 
companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou 
companheiro a pessoa que mantenha união estável com o 
segurado ou segurada. Por sua vez, considera-se união estável 
aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura 
entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de 
constituição de família. 
 
Por fim, mas não menos importante, a legislação 
previdenciária define que a dependência econômica das pessoas da 
1.ª classe é presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª 
classes deve ser comprovada. 
 
Errado. 
 
10. (Juiz do Trabalho/TRT-2/2010): 
São exemplos de segurados obrigatórios da previdência social, na 
categoria de contribuintes individuais: o ministro de confissão religiosa e o 
membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem 
religiosa; o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo 
efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e 
Fundações Públicas Federais; quem presta serviço de natureza urbana ou 
rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de 
emprego. 
 
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Vamos analisar a questão por partes: 
 
³2�PLQLVWUR�GH�FRQILVVmR�UHOLJLRVD�H�R�PHPEUR�GH�LQVWLWXWR�GH�
YLGD� FRQVDJUDGD�� GH� FRQJUHJDomR� RX� GH� RUGHP� UHOLJLRVD´��
Contribuinte Individual, conforme dispõe a legislação 
previdenciária. 
 
³2� VHUYLGRU� S~EOLFR� RFXSDQWH� GH� FDUJR� HP� FRPLVVmR�� sem 
vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime 
HVSHFLDO��H�)XQGDo}HV�3~EOLFDV�)HGHUDLV´��4XDQGR�QmR�Ki�R�YtQFXOR�
com a Administração Pública, não há vínculo com o RPPS (Regime 
Próprio da Previdência Social), ou seja, esses ocupantes de cargos 
comissionados são classificados como Empregados perante o 
RGPS. 
 
³4XHP�SUHVWD�VHUYLoR�GH�QDWXUH]D�XUEDQD�RX�UXUDO��HP�FDUiWHU�
HYHQWXDO��D�XPD�RX�PDLV�HPSUHVDV��VHP�UHODomR�GH�HPSUHJR´��(VVH�
é o conceito de Contribuinte Individual presente no Decreto n.º 
3.048/1999. 
 
Em suma, dos três trabalhadores apresentados na questão, 
apenas dois são contribuintes individuais, o que torna a questão 
incorreta! 
 
Errado. 
 
11. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
A previdência social brasileira, além dos regimes geral e próprios, é 
formada pelo regime de previdência complementar, de caráter facultativo, 
organizado de forma autônoma e baseado na constituição de reservas que 
garantam o pagamento dos benefícios contratados. 
 
Essa questão gera um pouco de dúvida, pois depreendemos do 
Direito Previdenciário, que a Previdência Social é composta pelos 
Regimes Próprios (Civis e Militares) e pelo Regime Geral (RGPS), 
não abordando, em tese, a Previdência Complementar. Esse é o 
entendimento que adoto, baseado no Art. 6.º do RPS/1999. 
 
Entretanto o CESPE adotou uma linha nova, onde a 
Previdência Social é composta de RPPS, de RGPS e de Previdência 
Complementar. 
 
Quanto a Previdência Complementar, a CF/1988 é clara: 
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Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter 
complementar e organizado de forma autônoma em relação ao 
regime geral de previdência social (RGPS), será facultativo, 
baseado na constituição de reservas que garantam o benefício 
contratado, e regulado por lei complementar (Lei Complementar 
n.º 109/2001). 
 
Na ocasião do certame, sugeri recurso para essa questão, que 
não foi aceito. Sendo assim, tenha em mente essa linha nova 
adotada pelo CESPE. =/ 
 
Certo. 
 
12. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só os dependentes que 
contribuem podem ser beneficiários da Previdência Social. 
 
Os dependentes estão diretamente ligados aos seus 
respectivos segurados, ou seja, gozam de alguns benefícios 
deixados pelos contribuintes. Por sua vez, quem tem a obrigação de 
contribuir para a Previdência Social (RGPS) é o segurado e nunca 
seu dependente. 
 
Errado. 
 
13. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a sociedade que assume o risco de atividade 
econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, ainda que tenha 
duração temporária. 
 
Literalidade da legislação previdenciária: 
 
Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a 
sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana 
ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e 
entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
O final do enunciado poderia ter suscitado dúvida no 
candidato, mas a duração temporária ou permanente da sociedade 
nada muda o seu enquadramento como empresa. 
 
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Errado. 
 
14. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): 
Segurados obrigatórios são aqueles que devem contribuir 
compulsoriamente para a Seguridade Social, com direito a benefícios 
pecuniários previstos para a sua categoria (aposentadorias, pensões, por 
exemplo) e aos serviços (reabilitação profissional, por exemplo) a encargo 
da Previdência Social. 
 
A questão trouxe exatamente o conceito de segurado 
obrigatório, que é aquele que exerce atividade remunerada e deve 
contribuir para o RGPS e, por consequência, tem direito a receber as 
benesses previdenciárias previstas na legislação (benefícios e 
serviços). 
 
Certo. 
 
15. (Agente de Defensoria/DPE-SP/FCC/2010): 
Ao tratar das características da Previdência Social brasileira pode-se 
identificá-la como uma gestão pública tripartite composta por governo, 
empregadores e trabalhadores. 
 
A Previdência Social, conforme dispõe os Princípios elencados 
na legislação previdenciária, apresenta caráter democrático e 
descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, 
com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos 
aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. 
 
A gestão da Previdência é democrática (participa quem tem 
interesse), descentralizada (pessoas de vários setores diferentes 
podem participar) e quadripartite. E o que isso significa? Quer dizer 
que é obrigatória a participação de 4 classes, sendo elas: 
trabalhadores, empregadores, aposentados e Governo, nas 
instâncias gestoras da Seguridade Social, que são: Conselho 
Nacional da Previdência Social (CNPS) e Conselho de Recursos da 
Previdência Social (CRPS). 
 
Errado. 
 
16. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): 
A Previdência Social é direito de todos que possuam capacidade 
contributiva. 
 
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A Previdência Social é um dos três ramos que compõe a 
Seguridade Social, e deve ser tratada como um seguro que garanta 
a renda do contribuinte e de sua família em casos de doença, 
acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Oferece vários benefícios 
comprometendo-se com a tranquilidade do segurado no presente e 
no futuro, e pelo menos em tese, com a sua proteção perante os 
infortúnios da vida. Porém, para ter essa proteção, é necessário se 
inscrever e contribuir todos os meses para a Previdência Social. Em 
suma, a Previdência Social apresenta caráter contributivo, ou 
seja, só usufrui dela aquele que contribui, ao contrário dos outros 
dois ramos da Seguridade Social. Lembre-se: 
 
 
Seguridade Social = Previdência + Assistência Social + Saúde 
 
 
 
 
 
 
 
 
Certo. 
 
17. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade é a justificativa elementar para a compulsoriedade do 
sistema previdenciário, pois os trabalhadores são coagidos a contribuir em 
razão da cotização individual ser necessária para a manutenção de toda a 
rede protetiva, e não para a tutela do indivíduo, isoladamente 
considerado. 
 
O enunciado apenas quis dizer que o RGPS é baseado no 
regime de repartição! Vamos relembrar alguns pontos importantes 
sobre o tema. =) 
 
Atualmente, são duas as formas existentes para gerar os 
recursos que se transformarão em benefícios no sistema 
previdenciário: o Regime de Repartição e o Regime de 
Capitalização. 
 
O Regime de Repartição, adotado pela Previdência Social 
pátria, é aquele em que as pessoas que estão na ativa (trabalhando) 
Para quem contribui 
Para quem necessita 
Para todos 
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contribuem para o sistema, ou seja, são essas pessoas que custeiam 
os benefícios de quem já os recebe (inativos). 
 
Também classificado como Pacto de Gerações, tal regime 
não apresenta grandes problemas quando é alto o número de quem 
trabalha e contribui para assegurar pagamento aos beneficiários. A 
situação complica-se, porém, nas economias com queda nas taxas 
de natalidade e mortalidade, nos quais há redução no número de 
trabalhadores contribuintes e aumento da faixa etária dos 
segurados. 
 
Outro agravante é a queda nas contribuições motivadas pelo 
desemprego ou pela sua informalidade, os quais reduzem a 
entrada de recursos ao sistema sem reduzir a saída, haja vista os 
casos de não contribuinte receberem benefícios. 
 
Por sua vez, no Regime de Capitalização, seus participantes 
são responsáveis pela formação do saldo que no futuro será vertido 
em benefício, por meio de um fundo individual ou coletivo. Em 
termos de equilíbrio financeiro, é bastante seguro, já que é o 
beneficiário quem paga no presente sua futura aposentadoria. 
Como representantes deste regime no Brasil estão as Entidades de 
Previdência Complementar, abertas ou fechadas, indicadas a quem 
quer e ou precisa complementar o benefício oferecido pela 
Previdência Social (RGPS). 
 
Certo. 
 
18. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como trabalhador avulso ± quem 
presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de 
natureza urbana ou rural definidos no Regulamento da Previdência Social 
(Decreto n.º 3.048/1999). 
 
A banca considerou correta a questão, mas eu pontuo uma 
ressalva, pois a principal característica do trabalhador avulso é a 
presença do OGMO (órgão gestor de mão de obra) ou do sindicato 
da categoria. Observe a definição extraída da legislação 
previdenciária: 
 
Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta 
serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem 
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O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração 
decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado 
na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, 
urbana ou rural. 
 
Quanto ao exposto, observe que o administrador não 
empregado da sociedade limitada, é aquele que presta consultoria 
gerencial junto à sociedade. Esse não faz parte dos quadros da 
sociedade (não é empregado), mas trabalha para ela, na condição 
de contribuinte individual. 
 
Certo. 
 
21. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/STJ/CESPE/2012): 
Será segurado obrigatório da previdência social o indivíduo que, na 
condição de diretor, prestar serviços a uma fábrica de tecidos, em caráter 
não eventual, sob subordinação e mediante remuneração. 
 
A legislação previdenciária prevê duas classificações para o 
diretor, a saber: 
 
Diretor empregado: contratado ou promovido para cargo de 
direção na S/A, logo existe a relação de emprego. Æ 
Empregado. 
 
Diretor não empregado: é investido no cargo de direção na 
S/A, sem existir relação de emprego. Æ Contribuinte 
Individual. 
 
A questão não informa diretamente se está falando do diretor 
empregado ou do diretor não empregado, mas isso não importa, 
pois ambos os casos o diretor é classificado como segurado 
obrigatório da Previdência Social, seja na condição de empregado ou 
de contribuinte individual. 
 
Certo. 
 
22. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o do 
equilíbrio financeiro e atuarial, a fim de manter o sistema em condiçõessuperavitárias. 
 
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Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 
1988: 
 
Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de 
regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, 
observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e 
atuarial. 
 
Certo. 
 
23. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
Antônio José, arrendatário rural, trabalha exclusivamente nesta atividade 
agropecuária em regime de economia familiar em área de 2 (dois) 
módulos fiscais. Querendo se aposentar, perante a legislação 
previdenciária ele deve contribuir como contribuinte individual. 
 
Observe a legislação previdenciária: 
 
São segurados obrigatórios da previdência social classificados na 
qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no 
imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, 
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, 
assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou 
arrendatário rurais, que explore atividade: 
 
1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 
módulos fiscais, ou; 
 
2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e 
extração, de modo sustentável, de recursos naturais 
renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de 
vida. 
 
b) Pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da 
pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; 
 
c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 
anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que 
WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH��
comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades 
rurais do grupo familiar. 
 
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No caso apresentado, o produtor rural explora atividade 
agropecuária em uma área de 2 módulos fiscais, em regime de 
economia familiar. Com isso, não resta dúvida que estamos diante 
de um Segurado Especial. 
 
Errado. 
 
24. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
A idade mínima para a filiação no RGPS é dezesseis anos de idade, não 
prevendo a lei qualquer exceção. 
 
A idade mínima para se filiar aos RGPS na condição de 
segurado Facultativo é de 16 anos. Entretanto, aos 14 anos o jovem 
já pode se filiar na condição de empregado, na condição de 
aprendiz, sujeito à formação técnica e profissional, sob a orientação 
de uma entidade empregadora qualificada. 
 
Errado. 
 
25. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): 
Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de 
Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre 
outros, o seu irmão não emancipado menor de 21 anos. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 
(vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência 
intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente 
incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
Certo. 
 
26. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
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Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o 
síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção 
condominial, desde que recebam remuneração. 
 
Essa questão está perfeita! 
 
- Síndico remunerado Æ contribuinte individual. 
 
- Síndico não remunerado Æ segurado facultativo. 
 
Não se atrapalhe com isso! =) 
 
Certo. 
 
27. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o 
trabalho dos membros da família seja indispensável à própria subsistência 
e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e seja exercido 
em condições de mútua dependência e colaboração, mesmo com a 
utilização de empregados permanentes. 
 
Concurso jurídico de alto nível (e de altíssima remuneração)! 
Mesmo em certame tão distinto o conhecimento da legislação 
previdenciária se faz presente! 
 
O erro da questão está no final do enunciado, uma vez que o 
regime de economia familiar não comporta a utilização de 
empregados permanentes, como podemos extrair do seguinte 
dispositivo presente no Regulamento da Previdência Social: 
 
Entende-se como regime de economia familiar a atividade em 
que o trabalho dos membros da família é indispensável à 
própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do 
núcleo familiar e é exercido em condições de mútua 
dependência e colaboração, sem a utilização de 
empregados permanentes 
 
Errado. 
 
28. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
Maria trabalhou de 02 de janeiro de 1990 até 02 de fevereiro de 2005 
como empregada de uma empresa, desligando-se do emprego para 
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montar um salão de beleza. Apesar de ter passado à categoria de 
contribuinte individual, deixou de recolher contribuições para a 
Previdência Social durante dois anos, até fevereiro de 2007. Nessa 
situação, o período de graça de Maria é de 36 meses. 
 
No caso em tela, Maria trabalhou e contribuiu durante 181 
meses entre Janeiro/1990 e Fevereiro/2005, quando decidiu 
abandonar o seu emprego para seguir a carreira de profissional 
autônomo (contribuinte individual). Por contar com mais de 120 
contribuições recolhidas, o seu Período de Graça (PG) será de 24 
meses e não 36 meses, como informa a questão. Maria teria direito 
a mais 12 meses de PG no caso de desemprego involuntário, mas 
não foi o caso. 
 
Para não esquecer, guarde esse quadro: 
 
 
Condições 
Normais 
Desemprego 
Involuntário 
Até 120 Contribuições PG = 12 meses PG = 24 meses 
Mais de 120 Contribuições PG = 24 meses PG = 36 meses 
 
Errado. 
 
29. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± o brasileiro ou 
estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como 
empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. 
 
Essa questão traz um dos enquadramentos de segurado 
empregado da legislação previdenciária: 
 
O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil 
para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou 
agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha 
sede e administração no País. 
 
Como você pode observar, tanto o brasileiro quanto o 
estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como 
empregado no exterior, em sucursal (filial ou agência), é 
considerado empregado, desde que a empresa:Direito Previdenciário p/ INSS 
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- Seja constituída sob as leis brasileiras, e; 
 
- Tenha sede e administração no Brasil. 
 
A questão não abordou esses requisitos obrigatórios para a 
HPSUHVD� GD� VXFXUVDO�� PDV� TXDQGR� FLWRX� R� WHUPR� ³empresa 
nacional´�� SRGH-se extrair que se tratava de uma empresa 
constituída sob as leis brasileiras e com sede no país. Fica a minha 
ressalva novamente: para ESAF está certa, para o CESPE, considero 
que seria ERRADO. 
 
Lembre-se: incompleto = incorreto para o CESPE. =) 
 
Certo. 
 
30. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
Uma dona de casa, ainda que empregadora doméstica, caso não exerça 
qualquer atividade remunerada vinculante ao RGPS, poderá, caso deseje, 
filiar-se como segurada facultativa. 
 
A dona de casa é segurada facultativa, desde que seja maior 
de 16 anos e não tenha renda própria. O fato dela ser empregadora 
doméstica, não descaracteriza a condição de facultativo. 
 
Certo. 
 
31. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Para a previdência social, uma pessoa que administra a construção de 
uma casa, contratando pedreiros e auxiliares para edificação da obra, é 
considerada contribuinte individual. 
 
A questão está falando da pessoa física que edifica obra de 
construção civil e não do incorporador imobiliário. Ambos os 
enquadramentos são classificados como contribuintes individuais, 
conforme dispõe a legislação previdenciária. Para concluir, a pessoa 
física que edifica obra de construção civil não é o pedreiro! É aquele 
que detém a posse da obra. =) 
 
Certo. 
 
32. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
Se o segurado não tiver nenhum dos dependentes expressamente 
elencados na lei como beneficiários do RGPS, poderá designar uma 
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pessoa, independentemente de com ela manter grau de parentesco, como 
sua beneficiária, desde que essa pessoa seja menor de vinte e um anos de 
idade ou inválida. 
 
Necessariamente, para ser dependente do segurado, o 
indivíduo deve pertencer a uma das 3 classes elencadas pela 
legislação previdenciária, a saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
33. (Procurador Municipal/PGM-Aracaju/CESPE/2008): 
Considere que Célia mantenha união estável com João, segurado da 
previdência social. Nessa situação, Célia é considerada, para fins 
previdenciários, dependente, sendo-lhe dispensada a comprovação da 
dependência econômica, mas exigida a comprovação da situação conjugal. 
 
A união estável entre Célia e João deve ser comprovada, mas 
não a dependência econômica, pois o cônjuge é um dependente de 
1.ª classe, logo, a dependência econômica é presumida, não 
necessitando ser comprovada. 
 
Certo. 
 
34. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser menor de 14 anos. 
 
Observe a disposição legal: 
 
É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que se 
filiar ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), mediante 
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contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% sobre o 
salário de contribuição por ele declarado), desde que não 
esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre 
como segurado obrigatório da previdência social. 
 
A idade mínima para se filiar como segurado facultativo é de 
16 anos. Mas isso quer dizer que essa é a idade mínima de filiação 
ao RGPS? Não. O menor aprendiz pode se filiar a partir dos 14 anos, 
na condição de segurado empregado. Guarde esses limites: 
 
Limite mínimo para contribuir para o RGPS: 14 anos ± menor 
aprendiz, na condição de segurado empregado. 
 
Limite mínimo para contribuir para o RGPS na condição de 
segurado facultativo: 16 anos. 
 
Errado. 
 
35. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Considera-se presumida, não necessitando, portanto, de comprovação, a 
dependência econômica do cônjuge, do companheiro, da companheira, 
dos pais e dos filhos não emancipados. 
 
A dependência econômica é presumida somente aos 
dependentes da 1.ª classe (cônjuge, companheiro(a), filho não 
emancipado menor de 21 ou inválido). Os dependentes da 2.ª classe 
(pais) e da 3.ª classe (irmão não emancipado menor de 21 ou 
inválido) devem ter sua dependência comprovada. 
 
Errado. 
 
36. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em 
todos os segmentos da previdência social. 
 
Conforme disposto no enunciado, adotamos no Brasil o 
sistema de repartição, o que impede a adoção do sistema de 
capitalização (ou um ou outro). 
 
Certo. 
 
37. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
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É considerado segurado especial o produtor, seja ele proprietário, 
usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgado, 
comodatário ou arrendatário rural, e o empregado rural que explore 
atividade agropecuária em área contínua, ou não. 
 
O erro mais uma vez está no final! O empregado rural é um 
segurado empregado e não segurado especial, como podemos 
extrair da legislação previdenciária: 
 
Empregado rural é aquele que presta serviço de natureza 
urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua 
subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como 
diretor empregado. 
 
Por sua vez, observe o dispositivo legal referente ao segurado 
especial cobrado pela banca: 
 
São segurados obrigatórios da previdência social classificados na 
qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no 
imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, 
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, 
assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou 
arrendatário rurais, que explore atividade: 
 
1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 
módulos fiscais, ou; 
 
2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e 
extração, de modo sustentável, de recursos naturais 
renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de 
vida. 
 
Errado. 
 
38. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de 
dependentes do segurado, entre outros, o filho não emancipado inválido 
independentemente de comprovação de dependência econômica. 
 
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Houve preenchimento dos requisitos? Perfeito! É contribuinte 
individual! 
 
Errado. 
 
40. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): 
Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de 
Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre 
outros, o seu irmão inválido de 30 anos. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência 
intelectual ou mental que o torne absoluta ou 
relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
A invalidez não apresenta limite máximo de idade. Tome 
cuidado com falsos raciocínios. =) 
 
Certo. 
 
41. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
Conforme previsto no Plano de Benefícios da Previdência Social, o 
segurado facultativo mantém a qualidade de segurado, 
independentemente de contribuição, até seis meses após a cessação das 
contribuições, espaço de tempo denominado período de graça pela 
doutrina. 
 
O Período de Graça é aquele em que o indivíduo não 
contribui para o sistema previdenciário, mas mantém a sua 
qualidade de segurado. =) 
 
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Para as provas, lembre-se desse resumo: 
 
- Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. 
 
- Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. 
 
- Até 12m: Após a cessação das contribuições para o 
RGPS (não exerce mais atividade remunerada). 
 
 Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe 
mais 12m. 
 
 Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 
12m. 
 
PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de 
segurado 
 
- Até 12m: Após cessar a segregação compulsória 
(doença). 
 
- Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. 
 
- Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado 
às Forças Armadas. 
 
- Até 6m: Após a cessação das contribuições do 
Segurado Facultativo. 
 
Certo. 
 
42. (Defensor Público/DPE-AC/CESPE/2012): 
Considera-se beneficiário do RGPS, na condição de dependente do 
segurado, irmão com menos de vinte e um anos de idade, ainda que 
emancipado. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
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torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
43. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em 
todos os segmentos da previdência social. 
 
Conforme disposto no enunciado, adotamos no Brasil o 
sistema de repartição, o que impede a adoção do sistema de 
capitalização (ou um ou outro). 
 
Certo. 
 
44. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o sócio 
solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente. 
 
A legislação previdenciária (Decreto n.º 3.048/1999 ± RPS) 
prevê os seguintes enquadramentos de contribuinte individual: 
 
Todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e 
indústria. 
 
O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração 
decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na 
sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou 
rural. 
 
E o Sócio Solidário? Quem é esse? Sócio Solidário é a mesma 
coisa que Sócio Comanditado (Sociedades em Comandita Simples 
± Código Civil de 2002), que é a pessoa física que responde 
solidariamente e ilimitadamente pelas obrigações sociais da 
sociedade em comandita simples. 
 
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Ok. E cadê a figura do sócio solidário na legislação 
previdenciária? Está na Lei n.º 8.212/1991 (Plano de Custeio da 
Seguridade Social) que prevê: 
 
Classifica-se como contribuinte individual: 
 
O titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não 
empregado e o membro de conselho de administração de 
sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o 
sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração 
decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o 
associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação 
ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o 
síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção 
condominial, desde que recebam remuneração. 
 
Certo. 
 
45. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Considere que uma empresa, durante as festividades de final de ano, 
contrate, pelo período de dois meses, trabalhadores para atender ao 
aumento extraordinário de serviço. Nessa situação, esses trabalhadores 
temporários serão filiados obrigatórios do RGPS na qualidade de segurado 
empregado. 
 
A questão abarca exatamente um dos enquadramentos legais 
de segurado Empregado previstos na legislação previdenciária, a 
saber: 
 
02. Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho 
Temporário (ETT), por prazo não superior a 3 meses, 
prorrogável, presta serviço para atender à necessidade transitória 
de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo 
extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da 
legislação própria. 
 
Certo. 
 
46. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Alzira, estudante, filiou-se facultativamente ao regime geral de 
previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão de 
dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por 
oito meses. Nessa situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez 
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que a condição de segurado permanece por até doze meses após a 
cessação das contribuições. 
 
O segurado facultativo tem um Período de Graça (PG) de 6 
meses, ou seja, poderá ficar até 6 meses sem contribuir para a 
Previdência Social sem perder a qualidade de segurado. Alzira ficou 
8 meses sem contribuir, logo, perdeu sua qualidade de segurada. 
 
Errado. 
 
De acordo com a situação-problema apresentada abaixo e do conceito 
previdenciário de empresa, responda as questões 47 a 51: 
 
Hermano, advogado autônomo, possui escritório no qual mantém relação 
de vínculo empregatício com Lia (advogada e assistente de Hermano) e 
Léa (secretária). A construtoraABC Empreendimentos, pessoa jurídica 
cadastrada na Junta Comercial, possui na sua folha de pagamentos 10 
empregados e 20 autônomos que prestam serviços para distintas 
construtoras na área de assentamento de mármore e granito. 
 
47. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano deve contribuir só como contribuinte individual. 
 
Hermano é, perante a Previdência, contribuinte individual 
(advogado autônomo). Além disso, também se encontra equiparado 
à empresa (empregador de Lia e Léa). Diante dessa constatação, ele 
deverá contribuir como contribuinte individual e como se empresa 
fosse. 
 
Errado. 
 
48. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A construtora ABC pode contribuir como contribuinte individual autônomo. 
 
A construtora é a uma pessoa jurídica! Contribuinte individual 
é um enquadramento dado somente à pessoa física. A construtora 
deverá contribuir como empresa. 
 
Errado. 
 
49. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano e a construtora ABC devem contribuir sobre a folha de 
pagamento de seus empregados. 
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Hermano, na condição equiparada à empresa, deve contribuir 
sobre a folha de pagamento de seus empregados (Lia e Léa). Por 
sua vez, a construtora ABC, na condição de empresa, também deve 
contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados. 
 
Certo. 
 
50. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano não pode contribuir como empresa, pois é pessoa natural. 
 
Hermano não só pode como deve contribuir como empresa! 
Ele é equiparado à empresa pela legislação previdenciária em 
relação a suas empregadas. 
 
Errado. 
 
51. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A construtora ABC não deve contribuir sobre a folha de pagamento de 
seus empregados, pois eles prestam serviços a terceiros. 
 
Questãozinha fácil, hein! A construtora é uma empresa, e empresa 
deve contribuir sobre a folha de seus empregados. A questão dos 
empregados prestarem serviços a terceiros não descaracteriza a 
relação de emprego entre eles e a construtora. 
 
Errado. 
 
52. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRF-3/FCC/2014): 
Matias é militar da União e sua mulher, Catarina, é militar do Estado de 
São Paulo. Nestes casos, em regra, de acordo com a Lei n.º 8.212/1991, 
apenas Matias é excluído do Regime Geral de Previdência Social 
consubstanciado na referida lei, independentemente do amparo por 
regime próprio de previdência social. 
 
Os militares (federais e estaduais) são abrangidos por 
Regimes Próprios de Previdência Social, logo, ambos os cônjuges, 
em regra, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social 
(RGPS) 
 
Entretanto, cabe ressaltar que caso algum deles exerça 
atividade concomitante na iniciativa privada, poderá ser abarcado 
pelo RGPS em relação a essa atividade. 
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Errado. 
 
53. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
membro de conselho de administração de sociedade anônima. 
 
O membro de conselho de administração de sociedade 
anônima é classificado como Contribuinte Individual, conforme 
dispõe a legislação previdenciária: 
 
O diretor não empregado e o membro de conselho de 
administração na sociedade anônima. 
 
Errado. 
 
54. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Deputado federal será sempre filiado obrigatório do RGPS, na condição de 
segurado empregado. 
 
Conforme dispõe a legislação, o exercente de mandato eletivo 
federal, estadual ou municipal será enquadrado como segurado 
empregado, desde que não vinculado a Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS) 
 
Errado. 
 
55. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado empregado. 
 
Para ser segurado facultativo, o trabalhador não pode estar 
exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado 
obrigatório da Previdência Social (CADES). 
 
Errado. 
 
56. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o servidor 
público federal ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a 
União. 
 
O enunciado está correto! Observe o RPS/1999: 
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O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, 
incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, 
exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre 
nomeação e exoneração. 
 
Esse enquadramento é direcionado aos cargos comissionados 
dos entes políticos, de livre nomeação e livre exoneração, ou como 
tratamos no Direito Administrativo, os chamados cargos ad nutum. 
Quando, por exemplo, um prefeito nomeia o irmão não servidor 
para cargo em comissão, e este exercerá exclusivamente o cargo 
comissionado, a Previdência o enquadrará como segurado 
empregado. 
 
A legislação previdenciária estende esse enquadramento ao 
ocupante de cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, 
Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, 
Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime 
especial, e fundações. 
 
Certo. 
 
57. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que a pessoa pode ser segurado facultativo independente da sua 
idade. 
 
A idade mínima para filiar-se ao RGPS na condição de 
segurado facultativo é de 16 anos. Observe a legislação 
previdenciária: 
 
É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade 
que se filiar ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), 
mediante contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% 
sobre o salário de contribuição por ele declarado), desde 
que não esteja exercendo atividade remunerada que o 
enquadre como segurado obrigatório da previdência social. 
 
E qual a idade mínima para se filiar ao RGPS? 14 anos! Na 
condição de menor aprendiz. E qual o enquadramento do menor 
aprendiz? Ele é enquadrado como segurado empregado. 
 
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62. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Considere que Lucas tenha exercido, individualmente, de modo 
sustentável, durante toda a vida, a atividade de seringueiro na região 
amazônica, tendo os frutos dessa atividade sidos sua única fonte de 
renda. Após o falecimento dele, os herdeiros ² demonstrados os 
pressupostos de filiação ² poderão requerer a inscrição de Lucas, como 
segurado especial, no RGPS. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, é segurado 
obrigatório da previdência social, classificado na qualidade de 
segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou 
em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou 
em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual 
de terceiros, na condição de produtor, seja ele proprietário, 
usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, 
comodatário ou arrendatário rural, que explore atividade de 
seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo 
sustentável, de recursos naturaisrenováveis, e faça dessas 
atividades o principal meio de vida. Diante do exposto, não resta 
dúvida que Lucas é segurado especial. Porém, o segurado especial 
já é falecido, e nunca foi inscrito no RGPS. Como proceder? O 
Segurado Especial é o único caso em que o Direito Previdenciário 
SHUPLWH�D�LQVFULomR�³SRVW�PRUWHP´��GHSRLV�GH�IDOHFLGR��GR�VHJXUDGR��
o que poderá ser feito por seus herdeiros dependentes, 
beneficiando-se da pensão por morte se lhes couberem. 
 
Certo. 
 
63. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que o síndico de condomínio remunerado pela isenção da taxa de 
condomínio pode ser segurado facultativo. 
 
Por definição, o síndico de condomínio remunerado é 
contribuinte individual e o não remunerado é segurado facultativo. E 
como fica a situação do síndico que não recebe remuneração, mas é 
isento da taxa mensal de condomínio? Nessa situação, a isenção da 
taxa mensal de condomínio funciona como uma remuneração 
indireta, e diante de remuneração, o síndico só pode ser 
classificado como contribuinte individual. Entendimento importante! 
 
Errado. 
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64. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
A esposa ou companheira do trabalhador rural, mesmo que não trabalhe 
diretamente nas atividades rurais exercidas pelos demais membros do 
grupo familiar, é considerada segurada especial. 
 
A esposa deve comprovadamente participar das atividades 
rurais desempenhadas pela sua família para ter direito de ser 
enquadrada como segurada especial. Isso vale também para os 
filhos maiores de 16 anos. Basta observar as disposições legais: 
 
São segurados obrigatórios da previdência social classificados na 
qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no 
imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, 
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: 
 
c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 
anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que 
WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH��
comprovadamente, tenham participação ativa nas 
atividades rurais do grupo familiar. 
 
Errado. 
 
65. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
O segurado que exerça mais de uma atividade abrangida pelo RGPS deve 
filiar-se como segurado obrigatório em relação a cada uma dessas 
atividades, não sendo possível, entretanto, que ostente, ao mesmo 
tempo, a qualidade de dependente. 
 
A filiação ao RGPS é obrigatória pelo simples exercício de 
atividade remunerada. O sujeito que exerce, concomitantemente 
(ao mesmo tempo), mais de uma atividade remunerada sujeita ao 
Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é obrigatoriamente 
filiado em relação a cada uma dessas atividades, observado o 
limite mínimo (salário mínimo) e máximo (teto do RGPS) para o 
Salário de Contribuição (SC). 
 
Entretanto, nada impede que o segurado, que exerça mais de 
uma atividade seja dependente! Imagine que Márcia, trabalhe em 
dois escritórios de contabilidade e seja casada com Marcos. Nesse 
caso, ela está filiada em relação a cada uma das atividades 
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exercidas na condição de segurada empregada e também está 
enquadrada como dependente de Marcos, seu marido. 
 
Errado. 
 
66. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na categoria trabalhador 
avulso, entre outros, o amarrador de embarcação, o prático de barra em 
porto, o guindasteiro e o ensacador de café. 
 
Conforme determina a legislação previdenciária pátria, são 
considerados trabalhadores avulsos: 
 
01. O trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, 
estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de 
embarcação e bloco. 
 
02. O trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, 
inclusive carvão e minério. 
 
03. O trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e 
descarga de navios). 
 
04. O amarrador de embarcação. 
 
05. O ensacador de café, cacau, sal e similares. 
 
06. O trabalhador na indústria de extração de sal. 
 
07. O carregador de bagagem em porto. 
 
08. O prático de barra em porto. 
 
09. O guindasteiro. 
 
10. O classificador, o movimentador e o empacotador de 
mercadorias em portos. 
 
Questão muito decoreba, mas com um pouco de bom senso o 
aluno bem preparado teria matado sem grandes dificuldades. =) 
 
Certo. 
 
67. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
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De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, a companheira do segurado deve 
comprovar a união estável e a dependência econômica para receber 
eventual benefício da previdência. 
 
O cônjuge, o companheiro, a companheira e o filho não 
emancipado fazem parte da 1.ª classe de dependentes na ordem de 
vocação, ou seja, tem precedência sobre a 2.ª classe (pais) e sobre 
a 3.ª classe (irmãos não emancipados). 
 
Por sua vez, a dependência econômica da pessoas da 1.ª 
classe é presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª classes 
deve ser comprovada. Em outras palavras, a prova da condição 
de dependente só ocorre com os dependentes da 2.ª classe e da 
3.ª classe. 
 
Errado. 
 
68. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): 
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) possui como membros, 
dentre outros, nove representantes da sociedade civil. Os membros do 
CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da 
República, tendo os representantes titulares da sociedade civil mandato de 
dois anos, vedada a recondução. 
 
Todos os 15 membros do CNPS (6 do Governo e 9 da 
Sociedade Civil), e seus respectivos suplentes, serão nomeados pelo 
Presidente da República, sendo que para os representantes titulares 
da Sociedade Civil são garantidos um mandato de 2 anos, com 
apenas uma recondução consecutiva por igual período. O 
Conselho Nacional de Previdência Social será presidido pelo Ministro 
de Estado da Previdência Social. 
 
Errado. 
 
69. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência 
social não pode ser segurado facultativo. 
 
O indivíduo que deixa de ser segurado obrigatório do RGPS 
pode ser segurado facultativo. Essa é a regra! Mas às vezes a 
pessoa sai da condição de segurado obrigatório do RGPS para se 
tornar servidor público abrangido por RPPS. Nesse caso, o servidor 
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público nunca será segurado facultativo do RGPS. Tenha essa 
exceção em mente. 
 
É vedada a filiação ao RGPS (Regime Geral de Previdência 
Social), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa 
participante de RPPS (regime próprio de previdência social), salvo 
na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não 
permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo regime 
próprio. 
 
Errado. 
 
70. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São seguradosobrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, o diretor não empregado e o membro de conselho de 
administração na sociedade anônima. 
 
Observe o seguinte enquadramento legal: 
 
O diretor não empregado e o membro de conselho de 
administração na sociedade anônima. 
 
O diretor empregado é enquadrado como segurado 
Empregado. O diretor não empregado, por sua vez, é enquadrado 
como Contribuinte Individual. E o que vem a ser o diretor não 
empregado? É aquele que, participando ou não do risco econômico 
do empreendimento, seja eleito, por assembleia geral dos 
acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas (S/A), 
não mantendo as características inerentes à relação de emprego. 
Nesse caso, não existe o vínculo empregatício! O sujeito é investido 
no cargo de direção da S/A e pronto! Vamos fazer um paralelo? 
Observe: 
 
Diretor empregado: contratado ou promovido para cargo de 
direção na S/A, desde que observadas as exigências 
características inerentes da relação de emprego. Æ 
Empregado. 
 
Diretor não empregado: é investido no cargo de direção na 
S/A, sem a existência da relação de emprego. Æ 
Contribuinte Individual. 
 
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Mas atenção: Não é porque não existe o vínculo empregatício 
que não existe remuneração. Ninguém trabalha de graça! Da 
mesma forma que a empresa pode contratar um consultor financeiro 
(contribuinte individual), para eventuais consultas ou serviços, ela 
também possui autonomia para contratar um Diretor (Contribuinte 
Individual) não empregado. Ficou claro? 
 
Certo. 
 
71. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, aquele que admite empregado a seu serviço, mediante 
remuneração, sem finalidade lucrativa, no âmbito residencial de diretor de 
empresa. 
 
Estamos diante do Empregador Doméstico e não da Empresa! 
Trabalhar no âmbito residencial de um terceiro e sem finalidade 
lucrativa são características do trabalho doméstico. Observe o 
disposto na legislação: 
 
Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade 
familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, 
mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. 
 
Certo. 
 
72. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): 
A organização da Previdência Social obedecerá, dentre outros, aos 
seguintes princípios: universalidade de participação nos planos 
previdenciários, mediante contribuição, e preservação do valor real dos 
benefícios. 
 
Devemos observar que a legislação previdenciária traz os 
Princípios que regem a Previdência Social, a saber: 
 
1. Universalidade de participação nos planos previdenciários; 
 
2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às 
populações urbanas e rurais; 
 
3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; 
 
4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de 
contribuição corrigidos monetariamente; 
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5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar-
lhe o poder aquisitivo; 
 
6. Valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário de 
contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não 
inferior ao do salário mínimo; 
 
7. Caráter democrático e descentralizado da administração, 
mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo 
nos órgãos colegiados. 
 
Certo. 
 
73. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que não pode ser segurado facultativo aquele que estiver 
exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado 
obrigatório da previdência social. 
 
Questão corretíssima! O trabalhador que já está enquadrado 
como segurado obrigatório do RGPS não pode ser enquadrado como 
segurado facultativo! Esse trabalhador pode ter várias filiações no 
RGPS referentes às atividades exercidas, inclusive com 
enquadramentos diferentes (empregado, trabalhador avulso, 
contribuinte individual, etc.), mas nunca na condição de segurado 
facultativo. 
 
Certo. 
 
74. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física, proprietária 
ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo). 
 
Até 1998, o garimpeiro era considerado Segurado Especial, 
entretanto a Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Emenda 
de Reforma da Previdência) alterou a redação do § 8.º do Art. 195 
da CF/1988, excluindo o garimpeiro dessa condição. Com isso, a 
partir dessa emenda, esse segurado passou a ser classificado como 
Contribuinte Individual. 
 
Errado. 
 
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75. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): 
Considere que João e Fernanda sejam árbitros de futebol e atuem, de 
acordo com a Lei n.º 9.615/1998, sem vínculo empregatício com as 
entidades desportivas diretivas em que atuam. Nessa situação hipotética, 
João e Fernanda podem ser inscritos na previdência social na qualidade de 
segurados facultativos, tendo em vista inexistir qualquer disposição legal 
que os obrigue a serem filiados ao regime geral. 
 
Os árbitros de Futebol são considerados contribuintes 
individuais perante o RGPS, conforme dispõe o enquadramento 
legal: 
 
O árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei 
n.º 9.615/1998 (Normas Gerais sobre Desporto ou Lei Pelé). 
 
O juiz de futebol e os bandeirinhas nunca serão segurados 
facultativos, e sim contribuintes individuais, desde que atuem em 
conformidade com as Normas Gerais do Desporto. 
 
Errado. 
 
76. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
A respeito do custeio do RGPS, é correto afirmar que o trabalhador que 
presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa privada, em caráter 
não eventual e mediante subordinação, não participa do custeio do RGPS. 
 
Como assim? O enunciado trouxe exatamente o conceito de 
Empregado previsto na legislação previdenciária: 
 
01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Logo, ele é segurado obrigatório do RGPS. =) 
 
Errado. 
 
77. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): 
A Previdência Social é organizada sob a forma de regime geral, de caráter 
contributivo, de filiação obrigatória, e sem a observância de critérios que 
preservem o equilíbrio financeiro. 
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Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 
1988: 
 
Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de 
regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, 
observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e 
atuarial. 
 
Errado. 
 
78. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que pode ser segurado facultativo o estudante maior de quatorzeanos. 
 
Idade mínima para ser segurado facultativo é 16 anos! 
Idade mínima para adentrar ao RGPS é de 14 anos, na condição de 
menor aprendiz (segurado empregado). =) 
 
Errado. 
 
79. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): 
É segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado 
aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição 
consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados ou a 
membros dessas missões e repartições, ainda que o prestador desse tipo 
de serviço seja estrangeiro sem residência permanente no Brasil. 
 
A questão começou muito bem, mas derrapou no final! 
Observe a definição legal do enquadramento de empregado da 
questão: 
 
Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a 
repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas 
subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, 
excluídos o não brasileiro sem residência permanente no 
Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do 
país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. 
 
A missão diplomática, ou repartição consular, se 
equipara, para fins previdenciários, a uma empresa. Quando a 
missão contrata um brasileiro residente no Brasil, em regra, esse 
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indivíduo é enquadrado como empregado. Mas temos exceções. 
Não se enquadram como empregado as seguintes contratações: 
 
1. Não brasileiro sem residência permanente no Brasil; 
 
2. Brasileiro residente, mas amparado por legislação 
previdenciária do país da missão diplomática ou da 
repartição consular. 
 
Em suma, o estrangeiro sem residência permanente não é 
enquadrado como empregado. 
 
Errado. 
 
80. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): 
O servidor civil ocupante de cargo efetivo de autarquia da União, em 
regra, é segurado obrigatório como contribuinte individual 
independentemente de estar ou não amparado pelo regime próprio de 
previdência social. 
 
O servidor público federal é abarcado por Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS), logo, este cidadão está excluído da 
proteção do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 
 
Errado. 
 
81. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Apesar de ser regida pelo princípio da universalidade da cobertura e do 
atendimento, a seguridade social só é acessível a brasileiros que residem 
no país. 
 
A Seguridade Social é composta de Saúde, Assistência Social e 
Previdência Social. A saúde é prestada em território nacional, a 
todos que aqui residem (brasileiros e estrangeiros). Já a Assistência 
é devida aos que aqui residem e não tem condição de se 
sustentarem de forma digna. 
 
Por sua vez, a Previdência é devida para aquele que com ela 
contribui. Existem alguns enquadramentos legais, que classificam o 
indivíduo como segurado obrigatório do RGPS, mesmo quando esse 
presta serviço no exterior. 
 
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Logo, com base no supra exposto, não é correto afirmar que 
somente os brasileiros residentes tem direito de usufruir da 
Seguridade Social 
 
Errado. 
 
82. (Advogado/BRB/CESPE/2010): 
João explora diretamente atividade de extração mineral ² garimpo ² em 
caráter temporário e de forma não contínua. Nessa situação, considerando 
a legislação previdenciária em vigor, João é considerado segurado especial 
da Previdência Social. 
 
Garimpeiro é contribuinte individual! 
 
A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de 
extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou 
temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou 
sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda 
que de forma não contínua. 
 
Errado. 
 
83. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): 
Lucas entrou no gozo de aposentadoria pelo RPPS em 16/11/2009. Nessa 
situação, Lucas poderia ter optado por filiar-se ao RGPS na qualidade de 
segurado facultativo, mediante ato volitivo de inscrição e pagamento da 
primeira contribuição. 
 
Servidor pertencente ao RPPS nunca poderá ser enquadrado 
como segurado facultativo. Essa proibição estende-se inclusive ao 
servidor já aposentado pelo RPPS. 
 
Errado. 
 
84. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, João Junior, de 22 
anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data 
do óbito de João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de 
Maria que renunciou ao direito a alimentos para si. Posteriormente, João 
veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união 
estável até a data de seu óbito. Norma possui uma filha, Miriam, que 
mora com a mãe e foi por João sustentada. Nessa situação, são 
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dependentes de João, segundo a legislação previdenciária, Marília, 
Renato, Miriam e Norma. 
 
Outra questão recente!! =) 
 
Devemos analisar pessoa por pessoa na data do óbito de João: 
 
João Junior: filho de João, 22 anos, universitário e plenamente 
capaz. Æ Não é dependente de João. 
 
Marília: filha de João, 18 anos (menor de 21 anos). Æ É 
dependente de João. 
 
Renato: filho de João, 16 anos (menor de 21 anos). Æ É 
dependente de João. 
 
Maria: ex-esposa de João, que se separou sem ter direito a 
pensão alimentícia. Æ Não é dependente de João. 
 
Norma: atual esposa de João. Æ É dependente de João. 
 
Miriam: enteada de João, que possuía comprovada 
dependência econômica com o finado. Æ É dependente de 
João. 
 
Após essa análise, podemos concluir que são dependentes de 
João: Marília (filha menor de 21), Renato (filho menor de 21), 
Norma (atual esposa) e Miriam (enteada com comprovada 
dependência econômica). 
 
Certo. 
 
85. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o estudante com idade igual 
ou superior a dezesseis anos pode filiar-se ao RGPS, mediante 
contribuição, na condição de segurado facultativo, desde que não esteja 
exercendo atividade remunerada que o defina como segurado obrigatório 
da previdência social. 
 
O segurado facultativo, por definição, é a pessoa maior de 16 
anos que não possui renda própria, mas deseja contribuir para o 
RGPS com intuito de usufruir dos benefícios previdenciários. 
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A definição legal de segurado facultativo é a seguinte: 
 
É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que se 
filiar ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), mediante 
contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% sobre o 
salário de contribuição por ele declarado), desde que não 
esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre 
como segurado obrigatório da previdência social. 
 
Certo. 
 
86. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Otávio, contador, é aposentado por regime próprio de previdência social e 
começou a prestar serviços de contabilidade em sua residência. Dada a 
qualidade de seus serviços, logo foi contratado para dar expediente em 
uma grande empresa da cidade. Nessa situação, Otávio não é segurado do 
regime geral, tantopor ter pertencido a um regime próprio, quanto por 
ser aposentado. 
 
O aposentado do RPPS que trabalhar com atividades que o 
enquadre em uma classe de segurado obrigatório, será filiado 
obrigatório do RGPS. A única ressalva é que servidor do RPPS nunca 
poderá ser enquadrado ou contribuir como segurado facultativo. 
 
Errado. 
 
87. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): 
Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que os filhos e a 
esposa, por serem dependentes da classe diferente, não concorrem em 
igualdade para o benefício. 
 
A esposa (cônjuge) e o filho pertencem a 1.ª classe de 
dependentes do segurado, ou seja, eles concorrem em igualdade 
pelo benefício devido. 
 
O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou 
os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem 
precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe 
tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido 
e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para 
quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. 
Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe se estes 
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comprovarem dependência econômica, caso novamente não exista 
ninguém, para os da 3.ª classe. Como pode ver, a existência de 
dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações 
aos das classes seguintes. 
 
Errado. 
 
88. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os pais poderão 
fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a 
dependência econômica do segurado a eles, ainda que existam 
dependentes que integrem a primeira classe. 
 
O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou 
os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem 
precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe 
tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido 
e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para 
quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. 
Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe, caso novamente 
não exista ninguém, para os da 3.ª classe. Como pode ver, a 
existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito 
às prestações aos das classes seguintes. 
 
Errado. 
 
89. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
associado eleito para cargo de direção em cooperativa. 
 
Estamos diante de um contribuinte individual: 
 
O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, 
associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem 
como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de 
direção condominial, desde que recebam remuneração. 
 
Esse dispositivo abarca duas classes diferentes de 
contribuintes individuais, a saber: 
 
Diretor Associado de Cooperativa ou Associação: é 
aquele associado que por eleição é nomeado para cargo de 
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Certo. 
 
93. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT-
10/CESPE/2013): 
José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de 
seu irmão mais velho, João, que é segurado da previdência social. Nessa 
situação, José é considerado beneficiário do regime geral da previdência 
social, na condição de dependente de João. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, é considerado 
dependente o irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Certo. 
 
94. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Ronaldo, afastado de suas atividades laborais, tem recebido auxílio 
doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo será mantida 
sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, 
independentemente de contribuição para a previdência social. 
 
Quem está em gozo de algum benefício previdenciário não 
perde a condição de segurado, independentemente de estar 
contribuindo ou não para a Previdência Social. É uma norma 
protetiva em favor da pessoa que está passando por momentos 
difíceis em sua vida, como é o caso do enunciado, no qual Ronaldo 
está afastado de suas atividades laborais, recebendo o auxílio-
doença. 
 
Certo. 
 
95. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado especial. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, é enquadrado 
como segurado facultativo o maior de 16 anos que se filiar ao RGPS, 
contribuindo sobre um valor mensal por ele declarado, desde que 
não exerça atividade remunerada que o enquadre como 
segurado obrigatório (CADES). 
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Logo, o segurado facultativo nunca poderá ser segurado 
especial (S). 
 
Errado. 
 
96. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
O exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da 
categoria de trabalhadores rurais descaracteriza a condição de segurado 
especial caso o referido dirigente obtenha, por meio dessa atividade, 
ajuda de custo. 
 
Estamos diante de um dos casos em que o Segurado Especial 
pode auferir outros rendimentos sem descaracterizar o seu vínculo 
previdenciário. 
 
O exercício do cargo de dirigente sindical dos trabalhadores 
rurais não descaracteriza o enquadramento de segurado especial. A 
legislação previdenciária é clara ao afirmar que o dirigente sindical 
mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo 
enquadramento no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) 
anterior à investidura no cargo. Logo, se o membro da família era 
segurado especial, ele continuará sendo segurado especial. 
 
Errado. 
 
97. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Um adolescente de 14 anos de idade, menor aprendiz, contratado de 
acordo com a Lei n.º 10.097/2000, apesar de ter menos de 16 anos de 
idade, que é o piso para inscrição na previdência social, é segurado 
empregado do regime geral. 
 
Perfeita! O menor aprendiz pode ser inscrito, a partir dos 14 
anos, no RGPS na condição de segurado empregado. A idade 
mínima de 16 é somente para a filiação na qualidade de segurado 
facultativo. 
 
Curiosidade: a Lei n.º 10.097/2000 alterou a CLT e inseriu os 
dispositivos legais a respeito do trabalho do menor aprendiz. 
 
Certo. 
 
98. (Auditor/TCM-RJ/FGV/2008): 
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Com relação aos contribuintes da Previdência Social, é correto afirmar que 
os Municípios que instituírem Regime Próprio de Previdência Social para os 
seus servidores titulares de cargos efetivos não são contribuintes 
obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social em relação a esses. 
Entretanto, o Regime Próprio de Previdência Social deve assegurar, pelo 
menos, aposentadorias e pensão por morte previstas no art. 40 da 
Constituição Federal. 
 
Questão corretíssima. A assertiva acima se limita a reproduzira literalidade da legislação previdenciária. 
 
Certo. 
 
99. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): 
A Lei n.º 8.212/1991, que institui o plano de custeio da seguridade social, 
distingue as pessoas que são consideradas empresas daquelas que se 
equiparam a empresas. Entre as que se equiparam a empresa encontram-
se as fundações públicas. 
 
As fundações públicas, para efeitos previdenciários, é 
considerada como empresa e não como equiparada a empresa. 
Observe o disposto na Lei n.º 8.212/1991: 
 
Art. 15. Considera-se: 
 
I ± Empresa: a firma individual ou sociedade que assume o 
risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins 
lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da 
administração pública direta, indireta e fundacional, e; 
 
II - Empregador Doméstico: a pessoa ou família que admite a 
seu serviço, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. 
 
Parágrafo único. Equipara-se a empresa, para os efeitos desta 
Lei, o contribuinte individual em relação a segurado que lhe 
presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou entidade 
de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a 
repartição consular de carreira estrangeiras. 
 
Conforme determina a legislação previdenciária, são 
equiparados à empresa: 
 
01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe 
presta serviço; 
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02. A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer 
natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão 
diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; 
 
03. O operador portuário e o Órgão Gestor de Mão de Obra 
(OGMO) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos 
Portos), e; 
 
04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra 
de construção civil, quando pessoa física, em relação a 
segurado que lhe presta serviços. 
 
Errado. 
 
������$XGLWRU�GH�&RQWUROH�([WHUQR�7&')�&(63(������� 
É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, o membro 
de instituto de vida consagrada. 
 
O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de 
vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa são 
enquadrados como Contribuinte Individual pela legislação 
previdenciária. Em suma, padre não é empregado da igreja! É 
contribuinte individual. =) 
 
Errado. 
 
101. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social o ministro de confissão 
religiosa. 
 
Esse tipo de questão quando cai em prova, você não deve 
demorar mais de 5 segundos para responder. Vamos ao 
enquadramento legal. É contribuinte individual: 
 
O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida 
consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
Os representantes religiosos sempre serão contribuintes 
individuais, independentemente da religião e de suas denominações: 
padre, pastor, rabino, monge etc. 
 
Errado. 
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102. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Fernanda foi casada com Lucas, ambos segurados da previdência social. 
Há muito tempo separados, resolveram formalizar o divórcio e, pelo fato 
de ambos trabalharem, não foi necessária a prestação de alimentos entre 
eles. Nessa situação, Fernanda e Lucas, após o divórcio, deixarão de ser 
dependentes um do outro junto à previdência social. 
 
O cônjuge, quando formaliza o divórcio sem que seja 
necessária a prestação de alimentos, caracteriza a perda da 
qualidade de dependente em relação ao outro cônjuge. Por outro 
lado, se subsistir a prestação de alimentos, o vínculo de 
dependência permanece. 
 
Certo. 
 
103. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a firma individual que reúne elementos produtivos para 
a produção ou circulação de bens ou de serviços e assume o risco de 
atividade econômica urbana ou rural. 
 
A figura da Firma Individual não existe mais no atual 
ordenamento jurídico, mas não podemos ignorar simplesmente a 
questão! Observe a dispõe a legislação previdenciária: 
 
Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a 
sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana 
ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e 
entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
A empresa pode ser classificada como empresário (antiga 
firma individual, até entrar em vigor o Código Civil de 2002) ou 
sociedade. 
 
Além disso, a empresa sempre assume o risco da atividade 
econômica, pois esse risco não poderá ser repassado aos 
empregados. Faça de conta que uma empresa em falência exija que 
seus funcionários arquem com parte das dívidas. Isso seria correto? 
Claro que não! O empregador sempre assume os riscos da atividade 
econômica. 
 
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Ainda, a empresa pode ter fins lucrativos ou não. Cuidado 
com isso! 
 
Errado. 
 
104. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de 
vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
Corretíssima! Padre não é empregado da igreja! É contribuinte 
individual. Os representantes religiosos sempre serão 
contribuintes individuais. 
 
Certo. 
 
105. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que para efeito de concessão de 
beneficiários previdenciários aos dependentes do segurado do RGPS, 
deve-se considerar a seguinte ordem de preferência: descendentes, 
ascendentes, cônjuge e irmãos. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
106. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
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Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
filiação obrigatória de todo trabalhador que se enquadre na condição de 
segurado. 
 
Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 
1988: 
 
Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de 
regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, 
observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e 
atuarial. 
 
O RGPS é a forma como a Previdência é organizada. Essa 
organização prevê um regime de caráter contributivo e de filiação 
obrigatória (Previdência = contribuições). A filiação ao RGPS é 
obrigatória pelo simples exercício de atividaderemunerada. 
 
O sujeito que exerce, concomitantemente (ao mesmo 
tempo), mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime 
Geral de Previdência Social (RGPS) é obrigatoriamente filiado em 
relação a cada uma dessas atividades, observado o limite 
mínimo (salário mínimo) e máximo (teto do RGPS) para o Salário de 
Contribuição (SC). 
 
Certo. 
 
107. (Auditor/TCE-M-PA/FGV/2008): 
A respeito dos contribuintes do Regime Geral de Previdência Social, é 
correto afirmar que os órgãos e entidades da administração pública direta, 
indireta e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios são considerados como empresa, e, dessa forma, sujeitos às 
mesmas obrigações das empresas em geral, em relação aos trabalhadores 
que lhe prestem serviço. 
 
Quando a Administração Pública contrata um jardineiro ou um 
vigilante, ela se equipara, para fins previdenciários, a uma empresa. 
É o que está disposto na legislação previdenciária: 
 
Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a 
sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou 
rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e 
entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
Certo 
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108. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Suponha que João, servidor público federal aposentado, tenha sido eleito 
síndico do condomínio em que reside e que a respectiva convenção 
condominial não preveja remuneração para o desempenho dessa função. 
Nesse caso, João pode filiar-se ao Regime Geral da Previdência Social 
(RGPS) na condição de segurado facultativo e formalizar sua inscrição com 
o pagamento da primeira contribuição. 
 
A princípio, o síndico não remunerado é um segurado 
facultativo, conforme dispõe a legislação previdenciária. Porém, a 
própria legislação previdenciária também veda (proíbe) a filiação ao 
RGPS (Regime Geral de Previdência Social), na qualidade de 
segurado facultativo, de pessoa participante de RPPS (regime 
próprio de previdência social), ou seja, servidor público, ativo ou 
inativo (aposentado ou pensionista), nunca poderá ser segurado 
facultativo no RGPS. 
 
Errado. 
 
109. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa 
física que presta serviço de natureza eventual, no âmbito residencial da 
pessoa que contrate o serviço, em atividades sem fins lucrativos. 
 
A legislação previdenciária delimita da seguinte forma o 
empregado doméstico: 
 
Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante 
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, 
em atividade sem fins lucrativos. 
 
Um exemplo clássico é a empregada doméstica, mas não é o 
único caso. Imagine um rico fazendeiro que contrata um motorista 
para ficar à disposição de sua esposa, para levá-la à cidade quando 
esta for às compras. O motorista presta serviço de natureza 
contínua, mediante remuneração, para família (esposa e filhos do 
fazendeiro) no âmbito residencial (ele não trabalha com as 
atividades da fazenda) e realiza uma atividade sem fins lucrativos 
(levar a madame para passear, fazer compras e as crianças para 
comer no McDonalds). Sem dúvida, o motorista em questão também 
é enquadrado como empregado doméstico. =) 
 
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Errado. 
 
110. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT-
10/CESPE/2013): 
Marcelo, que é segurado especial da seguridade social, por ser, na forma 
da legislação especial, considerado pequeno produtor rural, foi eleito 
dirigente do sindicato representativo dos pequenos produtores rurais. 
Nessa situação, Marcelo passará a ser segurado na condição de 
contribuinte individual. 
 
O exercício do cargo de dirigente sindical dos trabalhadores 
rurais não descaracteriza o enquadramento de segurado especial. A 
legislação previdenciária é clara ao afirmar que o dirigente sindical 
mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo 
enquadramento no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) 
anterior à investidura no cargo. Logo, se o membro da família era 
segurado especial, ele continuará sendo segurado especial. 
 
Errado. 
 
111. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca 
profissão habitual ou principal meio de vida. 
 
Você se lembra do conceito previdenciário de pescador 
artesanal? Observe: 
 
Considera-se pescador artesanal aquele que, individualmente 
ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão 
habitual ou meio principal de vida, desde que na condição, 
exclusivamente, de parceiro outorgado, e utilize embarcação de 
até 10 toneladas de arqueação bruta. 
 
E para finalizar, o pescador artesanal é segurado especial 
e não contribuinte individual. 
 
Errado. 
 
112. (Assistente Previdenciário/RIOPREV/CEPERJ/2014): 
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Consoante a lei federal que regula as prestações previdenciárias do 
regime geral de previdência, o órgão superior de deliberação colegiada é 
denominado Conselho Nacional de Justiça. 
 
O CNPS, órgão superior de deliberação colegiada, tem 
como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e 
descentralizado da administração, em cumprimento ao seguinte 
princípio Constitucional (Art. 194, inciso VII): 
 
Caráter democrático e descentralizado da administração, 
mediante gestão quadripartite, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo 
nos órgãos colegiados. 
 
O CNPS é fruto da Lei n.º 8.213/1991 (PBPS) e foi corroborado 
pelo Decreto n.º 3.048/1999 (RPS). Ao longo do tempo, o Conselho 
vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação 
dos planos e programas que são realizados pela administração 
previdenciária, na busca de melhor desempenho dos serviços 
prestados aos segurados do RGPS. 
 
Em outras palavras, o CNPS é um órgão de deliberação 
democrático, que conta com a participação das 4 classes presentes 
na CF/1988: Trabalhadores, Empregadores, Aposentados e 
Governo, que debatem e deliberam sobre os rumos da Previdência 
Social e, por consequência, do RGPS. 
 
Errado. 
 
113. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
João exerce individualmente a atividade de pescador artesanal e possui 
embarcação com 5 toneladas de arqueação bruta, com parceiro eventual, 
que o auxilia. Nessa situação, João é segurado contribuinte individual da 
Previdência Social. 
 
O enunciado é recente e apresenta a figura do Pescador 
Artesanal (espécie do gênero Segurado Especial), que é aquele 
trabalhador que tem a pesca como sua principal atividade laboral 
ou principal meio de vida para o seu sustento, e que: 
 
1. Não utilize embarcação, OU; 
 
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2. Utilize embarcação de no máximo 6 toneladas de 
arqueação bruta. Ou seja, utilize embarcação cuja capacidade 
total não exceda 6 toneladas. Nessa situação, o pescador 
artesanal pode contar comauxílio de um parceiro, OU; 
 
3. Na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, 
utilize embarcação de no máximo 10 toneladas de arqueação 
bruta (capacidade total de no máximo 10 toneladas). 
 
No caso da questão, seria o Pescador Artesanal nº. 2 acima. 
 
Errado. 
 
114. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser contribuinte individual. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, enquadrado como 
segurado facultativo o maior de 16 anos que se filiar ao RGPS, 
contribuindo sobre um valor mensal por ele declarado, desde que 
não exerça atividade remunerada que o enquadre como 
segurado obrigatório (CADES). 
 
Logo, o segurado facultativo nunca poderá ser contribuinte 
individual (C). 
 
Errado. 
 
115. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o indivíduo que, em gozo de 
benefício de auxílio doença, no prazo de doze meses, não se aposentar 
por invalidez nem voltar ao trabalho perde a qualidade de segurado. 
 
A regra é clara quanto ao Período de Graça: Quem está em 
gozo de benefício, o PG é sem limite de prazo! =) 
 
Para você não esquecer: 
 
- Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. 
 
- Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. 
 
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- Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS 
(não exerce mais atividade remunerada). 
 
 Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 
12m. 
 
 Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. 
 
PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de 
segurado 
 
- Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). 
 
- Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. 
 
- Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às 
Forças Armadas. 
 
- Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado 
Facultativo. 
 
Errado. 
 
116. (Advogado/Nossa Caixa/FCC/2011): 
De acordo com a Lei n.º 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência 
Social, na qualidade de segurado especial a pessoa física residente no 
imóvel rural que, individualmente, ainda que com o auxílio eventual de 
terceiros a título de mútua colaboração, na condição de pescador 
artesanal faça da pesca profissão habitual. 
 
A questão está em sintonia com a legislação previdenciária, a 
saber: 
 
Considera-se Pescador Artesanal (Segurado Especial) aquele 
que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da 
pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que 
na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize 
embarcação de até 10 toneladas de arqueação bruta. 
 
Certo. 
 
Considere a seguinte situação-problema para responder as questões 117 a 
120: 
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Página 154 de 232 
 
Pedro Luís, servidor público estadual concursado, deseja se filiar ao 
regime geral de previdência. Assim, entra com requerimento na Secretaria 
de Administração do Estado pedindo que não seja mais descontado o valor 
da contribuição para o sistema estadual de previdência própria pública 
decorrente do cargo público efetivo que exerce na repartição estadual. 
 
117. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado obrigatório empregado. 
 
A situação-problema não cita em nenhum momento que Pedro 
Luís está exercendo alguma atividade além do seu cargo público. 
Como ele não está trabalhando em nenhuma atividade remunerada, 
ele não pode ser segurado obrigatório do RGPS. 
 
Errado. 
 
118. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís não pode participar do Regime Geral de Previdência Social, pois 
já participa de Regime Próprio de Previdência Social como servidor 
ocupante de cargo efetivo. 
 
Na situação em tela, Pedro não exerce nenhuma atividade 
remunerada adicional além do exercício do seu cargo público. 
Portanto ele não poderá se filiar ao RGPS. Somente poderá se tornar 
um contribuinte do Regime Geral se exercer atividade que o 
caracterize como segurado obrigatório (empregado, trabalhador 
avulso, contribuinte individual, doméstico, etc.). 
 
Pedro já é do RPPS e quer ser do RGPS, o que em regra, é 
vedado pela legislação previdenciária. Isso somente seria possível 
caso o Pedro exercesse uma atividade na iniciativa privada, o que 
não está explícito na questão. Logo, deduzimos que Pedro exerce 
apenas as funções de servidor público e quer adentrar ao RGPS na 
condição de facultativo, o que é inadmissível. 
 
Certo. 
 
119. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
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Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado obrigatório contribuinte individual. 
 
Vale aqui o comentário da questão anterior. Nas condições em 
que se encontra (exercendo apenas o cargo público) ele não poderá 
se filiar ao RGPS na condição de segurado obrigatório. 
 
Errado. 
 
120. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado facultativo. 
 
O servidor público nunca poderá participar do RGPS na 
qualidade de segurado facultativo. Nunca mesmo! Mas isso você já 
sabe, não é?! =) 
 
Errado. 
 
121. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): 
Os regimes de previdência oficiais (RGPS e RPPS) e o RPC fazem parte da 
seguridade social e estão vinculados, sendo esse último complementar dos 
dois primeiros, o que se traduz por não haver segregação jurídica e 
patrimonial entre os regimes previdenciários. 
 
Em princípio, a Lei n.º 8.213/1991 trouxe o seguinte 
dispositivo: 
 
Art. 9.º A Previdência Social compreende: 
 
I - O Regime Geral de Previdência Social, e; 
 
II - O Regime Facultativo Complementar de Previdência 
Social. 
 
Como pode ser observado, a Previdência Complementar era 
abarcada pela Previdência Social. Entretanto, esse dispositivo está 
desatualizado com as alterações operadas pela Emenda 
Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Reforma Previdenciária). 
 
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incluído nas disposições do Art. 12 (rol de segurados obrigatórios 
± CADES). 
 
Entretanto, o dispositivo supracitado, mesmo que em vigência, 
é considerado pela doutrina, pela jurisprudência e pelo próprio INSS 
como letra morta da lei, ou seja, sem validade e sem aplicação 
jurídica. Por sua vez, atualmente, considera-se como válido o 
seguinte dispositivo presente no Regulamento da Previdência Social 
(Decreto n.º 3.048/1999): 
 
Art. 11. É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que 
se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante 
contribuição, na forma do Art. 199 (20% x SC), desde que não 
esteja exercendo atividade remunerada queo enquadre como 
segurado obrigatório da previdência social (CADES). 
 
Sendo assim, sempre leciono que para ser segurado 
facultativo, o indivíduo deve ter no mínimo 16 anos de idade e não 
estar exercendo nenhuma atividade que o caracterize como 
segurado obrigatório, que é o entendimento correto sobre o tema. 
 
Entretanto, como a questão está fazendo referência 
diretamente à Lei n.º 8.212/1991 e à sua letra morta, a questão foi 
considerada correta, o que é no mínimo uma incongruência. No 
entanto, como o mencionado dispositivo não se encontra 
expressamente revogado, a questão encontra-VH� ³EOLQGDGD´�� RX�
seja, contra ela, dificilmente um recurso será provido. =( 
 
Diante de todo exposto, peço para você, caro aluno, que 
observe o enunciado da questão para ver se ela faz referência à Lei 
n.º 8.212/1991 ou não, e assim a responda: 
 
- Caso faça, considere como idade mínima 14 anos, ou; 
 
- Caso não faça, considere como idade mínima 16 anos. 
 
Infelizmente, é a única maneira de acertamos esse tipo de 
questão! =) 
 
Certo. 
 
123. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
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Os membros do Conselho Nacional de Previdência Social e seus 
respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República. 
 
Todos os 15 membros do CNPS e seus respectivos 
suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que 
para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos 
um mandato de 2 anos, com apenas uma recondução 
consecutiva por mais 2 anos. 
 
Certo 
 
124. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): 
O enteado e o menor tutelado, ainda que dependente economicamente do 
segurado, uma vez que não são filhos deste, não poderão figurar como 
beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de 
dependentes. 
 
A questão está errada, pois para a legislação previdenciária, 
equiparam-se aos filhos, nas condições de dependentes de 1.ª 
classe, mediante declaração escrita do segurado e comprovada a 
dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob 
tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio 
sustento e educação, e que seja apresentado pelo segurado o 
respectivo termo de tutela. 
 
Errado. 
 
125. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
O companheiro e a companheira, desde que comprovem a existência de 
união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que 
lhes permite receber pensão por morte ou auxílio reclusão, conforme o 
caso. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
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2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou 
companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado 
ou segurada. Por sua vez, considera-se união estável aquela 
configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o 
homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de 
família. 
 
No âmbito da união estável, apesar da legislação silenciar-se a 
respeito do tema, também é considerada a união homoafetiva 
(pessoas do mesmo sexo). Em suma, os homossexuais que vivem 
em uma união estável têm os mesmos direitos dos heterossexuais 
em condições análogas, ou seja, o direito de serem classificados 
como dependentes de 1.ª classe. 
 
Certo. 
 
126. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): 
Pedro, segurado obrigatório do RGPS, era casado com Solange, brasileira 
e empregada do escritório de advocacia Lexus em Niterói/RJ, de quem 
jamais se divorciou ou se separou judicialmente. Atualmente, Pedro vive 
com Carla e é tutor de Sofia, com 12 anos de idade, filha de seu irmão 
falecido. Com referência a essa situação hipotética, levando-se em conta a 
Lei n.º 8.213/1991 que trata dos beneficiários do RGPS, é correto afirmar 
que Solange continua a ser dependente de Pedro. 
 
Não houve separação ou divórcio entre Pedro e Solange, muito 
menos anulação do casamento, óbito ou sentença judicial transitada 
em julgado, logo, mesmo que Pedro esteja morando com Carla, 
Solange ainda mantém o status de dependente. 
 
Certo. 
 
127. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): 
Sobre o texto da questão anterior, é corretor afirmar que Sofia pode 
figurar como dependente de Pedro, desde que essa condição seja 
declarada e que seja demonstrada a dependência econômica. 
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Para a legislação previdenciária, equiparam-se aos filhos, 
nas condições de dependentes de 1.ª classe, mediante declaração 
escrita do segurado e comprovada a dependência econômica, o 
enteado e o menor que esteja sob tutela e desde que não possua 
bens suficientes para o próprio sustento e educação e que seja 
apresentado pelo segurado o respectivo termo de tutela. 
 
Certo. 
 
128. (Analista Executivo/SEGER-ES/CESPE/2013): 
O pequeno produtor rural que exerça suas atividades em regime de 
economia familiar será filiado obrigatório do RGPS na condição de 
segurado especial, enquanto seus filhos maiores e cônjuge que trabalhem 
na mesma condição serão filiados obrigatórios do RGPS como segurados 
empregados. 
 
A questão estava indo muito bem, até derrapar no final (para 
variar)! O cônjuge ou o companheiro, bem como filho maior de 16 
anos de idade ou a este equiparado, que, comprovadamente, 
tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar 
também serão filiados do RGPS na condição de Segurado Especial. 
 
Errado. 
 
129. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Caso haja compensação das contribuições já pagas, Pedro Luís pode 
participar do Regime Geral de Previdência Social. 
 
Compensar as contribuições pagas ao RPPS com o RGPS? Esse 
Pedro Luís está louco! O pedido que ele fez é indevido! Não tem 
como o servidor deixar de contribuir para o RPPS para contribuir 
para o RGPS enquanto servidor público. Diante dessa 
incompatibilidade de escolha entre os regimes, em nenhuma 
hipótese, mantendo as condições da situação-problema (exercer 
apenas o cargo público), Pedro Luís poderá participar do RGPS. 
 
Errado. 
 
130. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Para fins previdenciários, a principal diferença entre empresa e 
empregador doméstico é que a primeira se caracteriza por exercer 
atividade exclusivamente com fins lucrativos, e o segundo, não. 
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A primeira vista parece correta, mas ela está errada! Observe 
os conceitos de Empresa e de Empregador Doméstico: 
 
Empresa é o empresário (ex-titular defirma individual) ou a 
sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou 
rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e 
entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade 
familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, 
mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. 
 
Percebeu que a empresa pode ou não ter fins lucrativos? 
Esse é o erro da questão! Pegadinha maldosa em um concurso top 
de linha, cargo de Defensor Público. 
 
Errado. 
 
131. (Auditor-Fiscal/SRF/ESAF/2005): 
Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei n.º 8.213/91), no art. 11, 
elenca como segurados obrigatórios da Previdência Social na condição de 
empregado, entre outros, o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa 
domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a 
empresa brasileira de capital nacional. 
 
Essa questão foi extremamente literal! Observe o 
enquadramento legal de segurado empregado: 
 
O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil 
para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no 
exterior com maioria do capital votante pertencente à empresa 
constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração 
no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente 
sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas 
domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito 
público interno. 
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Vamos à análise do dispositivo legal! 
 
Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no 
Brasil que for trabalhar como empregado em empresa 
domiciliada no exterior é considerado empregado, desde que a 
empresa concomitantemente: 
 
- Tenha a maioria do capital votante (ações ordinárias ± 
Contabilidade) pertencente à empresa constituída pelas 
leis brasileiras. 
 
- Que a empresa constituída pelas leis brasileiras tenha sede e 
administração no Brasil e que o controle efetivo esteja nas 
mãos de pessoas físicas (nacionais ou estrangeiras) 
domiciliadas e residentes no Brasil 
 
Esse exemplo será um pouco mais complexo. =) 
 
Um paraguaio, domiciliado e contratado no Brasil (situação 
comum nas fronteiras), é contratado para trabalhar na NY Beach, 
empresa norte-americana, localizada em Nova York (EUA). A NY 
Beach tem a maioria de suas ações ordinárias (capital votante) 
pertencentes a MS Praia, empresa brasileira, constituída sob as leis 
brasileiras, com sede e administração em Dourados/MS. Cabe ainda 
ressaltar que a MS Praia está sob o controle efetivo de empresários 
(pessoas físicas) da cidade de Campo Grande/MS. Sem dúvida, o 
paraguaio é segurado empregado. 
 
Devemos prestar atenção que mesmo em se tratando de 
empresa estrangeira, ela se encontra sob domínio de empresa 
brasileira (maioria do capital votante), e a empresa brasileira, por 
sua vez, se encontra sob domínio de residentes nacionais (controle 
efetivo por pessoas físicas ou jurídicas). Essa é a regra. 
 
Certo. 
 
132. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Se um cidadão brasileiro domiciliado em Belo Horizonte for contratado 
para trabalhar como empregado em sucursal de empresa na França, com 
sede em São Paulo e constituída de acordo com as leis brasileiras, ele será 
considerado segurado contribuinte individual do RGPS. 
 
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Vamos relembrar o enquadramento de Segurado Empregado: 
 
03. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no 
Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal 
ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que 
tenha sede e administração no País. 
 
Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no 
Brasil que for contratado para serviço no exterior, em sucursal 
(filial ou agência), será considerado empregado, desde que a 
empresa: 
 
- Seja constituída sob as leis brasileiras, e; 
 
- Tenha sede e administração no Brasil. 
 
Errado. 
 
133. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Considere que Pedro explore, individualmente, em sua propriedade rural, 
atividade de produtor agropecuário em área contínua equivalente a 3 
módulos fiscais, em região do Pantanal sul-mato-grossense, e que, 
durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro de cada ano, explore 
atividade turística na mesma propriedade, fornecendo hospedagem 
rústica. Nessa situação, Pedro é considerado segurado especial. 
 
Essa questão se aprofundou nos conceitos de segurado 
especial, sendo assim vou analisar a questão em duas partes: 
 
1. Pedro é produtor agropecuário em área de 3 módulos 
fiscais: O segurado especial, conforme legislação 
previdenciária, é o proprietário, usufrutuário, possuidor, 
assentado, parceiro ou o meeiro outorgado, comodatário ou 
arrendatário rural, que explore atividade agropecuária em 
área contínua ou não de até quatro módulos fiscais. 
 
2. Pedro durante 3 meses (90 dias) por ano explora o turismo 
rural: A legislação previdenciária é clara ao afirmar que o 
trabalhador rural mantém a sua condição de segurado especial 
quando explora a atividade turística da sua propriedade, 
inclusive com hospedagem, por no máximo 120 dias/ano. 
 
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Em resumo, Pedro é segurado especial! A parte 1 é um caso 
típico de segurado especial agropecuário, já a parte 2 trata-se de 
uma atividade que ele poderá exercer sem perder a qualidade de 
segurado especial. 
 
Certo. 
 
134. (Defensor Público/DPE-CE/FCC/2014): 
Segundo a Lei n.º 8.213/1991, o Conselho Nacional de Previdência Social 
(CNPS) é composto por quinze membros nomeados pelo Presidente da 
República, sendo que os representantes titulares da sociedade civil terão 
mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos, de imediato, uma única 
vez. 
 
Todos os 15 membros do CNPS e seus respectivos 
suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que 
para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos 
um mandato de 2 (dois) anos, com apenas uma recondução 
consecutiva por mais 2 (dois anos). 
 
Certo 
 
135. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
vinculação entre o valor da contribuição do segurado e o benefício que 
venha a perceber. 
 
Não existe esse tipo de vinculação na Previdência Social! O 
cálculo do benefício considera todas as contribuições recolhidas pelo 
trabalhador sem criar qualquer vinculação, afinal, utiliza-se a média 
das maiores contribuições recolhidas em todo período laboral para 
efeito de cálculo. 
 
Errado. 
 
136. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): 
Na forma como determinado pela Lei n.º 8213/1991, considera-se 
segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social o maior de 14 
(quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, 
mediante contribuição. 
 
Atualmente, sem dúvida, a idade mínima exigida para se filiar 
ao RGPS, na condição de segurado facultativo, é de 16 anos, 
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Página 165 de 232conforme dispõe o Decreto n.º 3.048/1999. Entretanto, a Lei n.º 
8.213/1991 (e a Lei n.º 8.212/1992) ainda prevê que essa idade é 
de 14 anos. Esse trecho da lei é considerado letra morta da lei, mas, 
nunca foi expressamente revogado, ou seja, ainda está em vigência. 
=/ 
 
Como se comportar diante de uma questão dessas? Em regra, 
adote que a idade é de 16 anos. Caso a questão faça menção a Lei 
n.º 8.212/1991 ou a Lei n.º 8.213/1991, considere como sendo 14 
anos. Infelizmente, temos que ter essa maleabilidade para 
acertamos a questão. =/ 
 
Por fim, não acredito que um recurso seria provido, uma vez 
que a questões como esta encontram-VH� ³EOLQGDGDV´�� SRLV� ID]HP�
menção à Lei n.º 8.213/1991. 
 
Certo. 
 
137. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): 
João aposentou-se pelo RPPS em 16/11/2009 e, a partir de então, passou 
a prestar consultoria a diversas empresas do Distrito Federal, atividade 
que não interrompeu mesmo após a sua contratação para trabalhar em 
missão diplomática norte-americana localizada no Brasil. Nessa situação, 
João é segurado obrigatório do RGPS, ainda que já receba aposentadoria 
oriunda de regime próprio de previdência. 
 
A princípio, quando João se aposentou pelo RPPS e começou a 
prestar consultorias no DF, ele foi enquadrado como contribuinte 
individual. Em um momento posterior, quando foi contratado para 
trabalhar em missão diplomática norte-americana no Brasil, ele 
também foi enquadrado como segurado empregado, conforme 
prevê a legislação previdenciária: 
 
Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a 
repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas 
subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, 
excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e 
o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da 
respectiva missão diplomática ou repartição consular. 
 
A missão diplomática ou repartição consular se equipara, 
para fins previdenciários, a uma empresa. Quando a missão 
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contrata um brasileiro residente no Brasil, em regra, esse indivíduo 
é enquadrado como empregado. 
 
Diante do exposto, sem dúvida, João será enquadrado como 
segurado obrigatório da Previdência Social, com filiação distinta para 
cada uma de suas atividades (contribuinte individual e empregado). 
 
Certo. 
 
138. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): 
Genésio, residente em Salvador, passou a integrar, pela primeira vez, o 
Regime Geral da Previdência Social, na condição de segurado, quando se 
empregou em empresa privada da área de hotelaria, no mês de novembro 
de 2004. Desde janeiro de 2011, adoecido, goza de auxílio doença 
previdenciário. A manutenção de sua condição de segurado é 
imprescritível, preclui, mas, enquanto perdurar o benefício, estará 
interrompida a decadência. 
 
A questão cobrou qual o Período de Graça (PG) do segurado. 
No caso, o PG não tem limite! A legislação é clara ao definir que 
mantem a qualidade de segurado, independentemente de 
contribuições, sem limite de prazo, quem está em gozo de 
benefício. 
 
A frase fLQDO�p�XP�WDQWR�TXDQWR�FRPSOH[D��³$�PDQXWHQomR�GH�
sua condição de segurado é imprescritível, preclui, mas, enquanto 
SHUGXUDU� R� EHQHItFLR�� HVWDUi� LQWHUURPSLGD� D� GHFDGrQFLD�´��
Entretanto, traduzindo em outras palavras, o examinador quis dizer 
que enquanto estiver gozando de benefício, a condição de segurado 
é mantida. =) 
 
Certo. 
 
139. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
21/CESPE/2010): 
Um servidor efetivo de determinado município que esteja em pleno 
exercício de seu cargo será obrigatoriamente filiado a pelo menos um 
regime previdenciário, quer seja o geral se não houver regime próprio, 
quer seja o dos servidores daquele município se houver. 
 
O servidor público, em regra, está filiado ao RPPS do seu ente 
político (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios). Na prática 
nacional, a maioria dos municípios, principalmente os menores, não 
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criou um RPPS por falta de recursos. Nesses municípios sem RPPS, o 
servidor público estará filiado obrigatoriamente ao RGPS. Dessa 
situação prática pode-se extrair o seguinte entendimento: O 
servidor público sempre será filiado a um regime 
previdenciário. Em regra no RPPS e nos demais casos no 
RGPS. 
 
Certo. 
 
140. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, 
desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. 
 
O titular de mandato eletivo (federal, estadual ou municipal) 
que não esteja vinculado a nenhum RPPS é classificado como 
segurado empregado, como prevê a legislação: 
 
O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, 
desde que não vinculado a regime próprio de previdência social 
(RPPS). 
 
Errado. 
 
141. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): 
O segurado que deixa de exercer atividade remunerada abrangida pela 
previdência social mantém a qualidade de segurado até doze meses após 
a cessação das contribuições, independentemente do pagamento de novas 
contribuições. 
 
Como dispõe a legislação previdenciária, manterá a qualidade 
de segurado até 12 meses após a cessação de benefício por 
incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que 
deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência 
Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração. 
 
Considero importante ressaltar que esse Período de Graça 
(PG) pode ser estendido em mais 12 meses (chegando em 24 
meses), caso o trabalhador tenha realizado mais de 120 
contribuições anteriormente. Por sua vez, se a situação de 
desemprego for involuntária, ele terá outros 12 meses adicionais 
ao PG inicial, fechando um PG total de 36 meses. 
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Certo. 
 
142. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): 
O estagiário contratado de acordo com as normas estabelecidas pela Lei 
n.º 11.788/2008 não é segurado obrigatório do RGPS. 
 
O estagiário que faz estágio de acordo com a Lei n.º 
11.788/2008 (Lei do Estágio) é segurado facultativo, ou seja, não 
é um segurado obrigatório do RGPS. Por sua vez, o estagiário que 
faz estágio em desacordo com a Lei do Estágio é segurado 
empregado. 
 
Certo. 
 
143. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em cada município 
haverá um conselho tutelar, órgão permanente e autônomo, não 
jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos 
direitos da criança e do adolescente, composto de 5 membros escolhidos 
pela comunidade. O exercício dessa atividade pública vincula o conselheiro 
ao RGPS na qualidade de empregado, pois equivale ao exercício de cargo 
em comissão. 
 
O membro de conselho tutelar de que trata a Lei n.º 
8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ± ECA), quando 
remunerado, será classificado como contribuinte individual perante a 
Previdência Social, e não como segurado empregado como afirma a 
questão. E nos casos do conselheiro não receber nada pela 
atividade? Será segurado facultativo. 
 
Errado. 
 
144.(Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): 
Se a esposa de um trabalhador contratado para trabalhar no exterior em 
uma empresa multinacional quiser contar tempo de contribuição para o 
RGPS, ela poderá inscrever-se na qualidade de segurada facultativa. 
 
Essa mulher será uma segurada facultativa, conforme 
enquadramento dado pela legislação previdenciária: 
 
(...) O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no 
exterior. 
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Certo. 
 
145. (Procurador Municipal/PGM-Natal/CESPE/2008): 
Edmar, ex-estudante de direito da Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte, nunca exerceu atividade profissional. No entanto, elegeu-se 
deputado federal, sendo que a atividade parlamentar foi sua primeira 
experiência político-profissional. Com base nessa situação hipotética, é 
correto afirmar que, enquanto estiver no exercício do mandato, Edmar 
será segurado obrigatório da previdência social na qualidade de 
empregado. 
 
O titular de mandato eletivo (federal, estadual ou municipal) 
que não esteja vinculado a nenhum RPPS será classificado como 
segurado empregado, como prevê a legislação: 
 
(...) O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou 
municipal, desde que não vinculado a regime próprio de 
previdência social (RPPS). 
 
Certo. 
 
146. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): 
Finalmente, conseguiram terminar o velório de Joaquim, e o enterraram, 
na presença dos amigos e familiares. Os que mais pareciam sofrer eram 
Gabriela, sua esposa, Tieta e Pedro, seus filhos de 15 e 20 anos, 
respectivamente. A pensão por morte que os três receberam monta em 
R$ 110,00 para cada um. Pedro, solteiro, cursa o terceiro ano de Direito e 
está desempregado. Se essa situação permanecer, quando ele completar 
21 anos a pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que 
passará a receber R$ 220,00, até completar 21 anos. 
 
Primeiramente, devemos observar que estamos diante de 3 
dependentes da 1.ª classe, ou seja, Gabriela (cônjuge), Tieta (filha 
menor de 21) e Pedro (filho menor de 21), que concorrem em 
condições de IGUALDADE na divisão da pensão de Joaquim. 
 
Ao completar 21 anos, Pedro deixa de ser dependente, sendo 
que sua cota do benefício será suspensa. A partir desse momento, o 
benefício será recalculado para as dependentes restantes, ou seja, 
Gabriela (cônjuge) e Tieta (agora com 16 anos), da seguinte 
maneira: 
 
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Total do Benefício: R$ 330,00 
 
Valor devido para Gabriela e Tieta: R$ 330,00 / 2 = R$ 165,00 
 
Errado. 
 
147. (Procurador/PGE-RN/FCC/2014): 
Cônjuge separado judicialmente ou divorciado, com direito a alimentos, 
preserva a condição de dependente do segurado do RGPS, e 
eventualmente concorre, em condições de igualdade, com companheira do 
segurado. 
 
O cônjuge (marido ou esposa) perde a qualidade de 
dependente do segurado no caso de separação sem prestação de 
alimentos, com a anulação de casamento e pelo óbito. Se o 
cônjuge ao se separar conseguir a prestação de alimentos, não 
perderá a condição de dependente do segurado. 
 
Em suma, ex-mulher com pensão de alimentos é dependente 
para efeitos previdenciários. Para contar, conforme dispõe o Direito 
Previdenciário, os ex-cônjuges com prestação de alimentos também 
recebem a nomenclatura de agregados do segurado. 
 
Certo. 
 
148. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� GLUHWRU�
empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade 
anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho. 
 
A questão cobrou a literalidade da legislação previdenciária e 
pediu o seguinte enquadramento de segurado empregado: 
 
(...) Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Certo. 
 
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149. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na forma do determinado 
pela Lei n.º 8.212/1991 como empregado: o brasileiro ou o estrangeiro 
domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 
sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. 
 
Essa questão cobra a literalidade do seguinte enquadramento 
de segurado empregado: 
 
O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil 
para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou 
agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha 
sede e administração no País. 
 
Como você pode observar, tanto o brasileiro quanto o 
estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como 
empregado no exterior, em sucursal (filial ou agência), é 
considerado empregado, desde que a empresa seja nacional. 
Nacional? Sim! Empresa nacional, para fins de concursos, é 
aquela empresa constituída sob as leis brasileiras e que 
tenha sede e administração no Brasil. 
 
Certo. 
 
150. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� WUDEDOKDGRU�
contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário. 
 
Novamente a questão cobrou a literalidade da legislação 
previdenciária e pediu o seguinte enquadramento de segurado 
empregado: 
 
Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho Temporário 
(ETT), por prazo não superior a 3 meses (prazo certo), 
prorrogável, presta serviço para atender à necessidade transitória 
de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo 
extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da 
legislação própria. 
 
Certo. 
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151. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais que 
contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo 
responsáveis pelo desconto e recolhimento das contribuições 
previdenciárias dos seus empregados. 
 
Por definição, o profissional liberal é enquadrado como 
Contribuinte Individual perante a Previdência Social. Com isso, 
temos que se equipara a empresa: 
 
01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe 
presta serviço. 
 
O dentista que presta serviços em consultório próprio está 
enquadrado como contribuinte individual. E a secretária que atende 
todos os telefonemas e faz os agendamentos do dentista? Ela é 
empregada. Empregada de quem? Do dentista! Nesse caso, o 
dentista (contribuinte individual) é equiparado à empresa, e deverá 
fazer os devidos recolhimentos previdenciários em relação à 
secretária contratada, como se empresafosse. 
 
Certo. 
 
152. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
O Conselho Nacional de Previdência Social reunir-se-á, ordinariamente, 
uma vez a cada quinze dias, por convocação de seu Presidente. 
 
A reunião ordinária do CNPS ocorre uma vez por mês ou a 
qualquer momento por convocação do presidente. Observe o 
resumo sobre reuniões do Conselho: 
 
Reunião Ordinária: 
 
- 1x/mês OU por convocação do presidente. 
 
- A data da reunião pode ser adiada em até 15 dias por 
requerimento da maioria dos conselheiros (8 membros). 
 
- Quórum para início da sessão: maioria absoluta dos 
conselheiros (8 membros). 
 
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- Quórum para deliberação (votação): maioria simples dos 
membros presentes. 
 
Reunião Extraordinária: 
 
- Por convocação do presidente OU por requerimento de 1/3 
dos conselheiros (5 membros). 
 
- Quórum para início da sessão: maioria absoluta dos 
conselheiros (8 membros). 
 
- Quórum para deliberação (votação): maioria simples dos 
membros presentes. 
 
Errado. 
 
153. (Oficial Técnico de Inteligência/ABIN/CESPE/2010): 
Compete ao Conselho Nacional de Previdência Social, órgão superior de 
deliberação colegiada, apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da 
previdência social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da 
seguridade social. 
 
Vamos lembrar as competências do CNPS? Observe, caro 
aluno: 
 
1. Estabelecer diretrizes gerais e apreciar as decisões de 
políticas aplicáveis à Previdência Social. 
 
2. Participar, acompanhar e avaliar, sistematicamente, a gestão 
previdenciária. 
 
3. Apreciar e aprovar os Planos e Programas da Previdência 
Social. 
 
4. Apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da 
Previdência Social, antes de sua consolidação na proposta 
orçamentária da seguridade social. 
 
5. Acompanhar e apreciar, mediante relatórios gerenciais por ele 
definidos, a execução dos planos, programas e orçamentos no 
âmbito da previdência social. 
 
6. Acompanhar a aplicação da legislação pertinente à 
Previdência Social. 
 
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7. Apreciar a prestação de contas anual a ser remetida ao 
Tribunal de Contas da União (TCU), podendo, se for necessário, 
contratar auditoria externa. 
 
8. Estabelecer os valores mínimos em litígio, acima dos quais 
será exigida a anuência prévia do Procurador-Chefe Nacional 
da Procuradoria Federal Especializada/INSS ou do 
Presidente do INSS para formalização de desistência ou de 
transigência judiciais. Atualmente, o valor mínimo é de R$ 
50.000,00 (Resolução MPS/CNPS n.º 1.303/2008, Art. 1.º). 
 
9. Elaborar e aprovar seu regimento interno. 
 
10. Aprovar os critérios de arrecadação e de pagamento dos 
benefícios por intermédio da rede bancária ou por outras 
formas. 
 
11. Acompanhar e avaliar os trabalhos de implantação e 
manutenção do Cadastro Nacional de Informações Sociais 
(CNIS). 
 
Tem que decorar? Não. Ter uma ideia é legal para a prova! =) 
 
Certo. 
 
154. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRT-5/FCC/2013): 
Com o passamento (falecimento) de Antônio, Sheila, sua esposa de 47 
anos, Carlos e Giulia, seus filhos de 17 e 18 anos, respectivamente, 
passaram a receber pensão por morte, no valor de R$ 226,00, cada um. 
Quando Giulia, estudante universitária, desempregada e solteira, 
completar 21 anos, a pensão de Sheila passará a R$ 339,00, tendo em 
vista que, aos 21 anos, ainda que desempregada e estudante 
universitária, Giulia perde o direito à pensão por morte. 
 
Primeiramente, devemos observar que estamos diante de 3 
dependentes da 1.ª classe, ou seja, Sheila (cônjuge), Carlos (filha 
menor de 21) e Giulia (filho menor de 21) concorrem em condições 
de IGUALDADE na divisão da pensão de Joaquim. 
 
Ao completar 21 anos, Giulia deixa de ser dependente, sendo 
que o seu benefício será suspenso. A partir desse momento, o 
benefício será recalculado para as demais dependentes, Sheila 
(cônjuge) e Carlos (agora com 20 anos), da seguinte maneira: 
 
Total do Benefício: R$ 678,00 
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Valor devido para Sheila e Carlos: R$ 678,00 / 2 = R$ 339,00 
 
Certo. 
 
155. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): 
A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é 
correto afirmar que a existência de pais exclui do direito às prestações os 
irmãos do segurado. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou 
os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem 
precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe 
tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido 
e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para 
quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. 
Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe (se comprovado 
dependência econômica), caso novamente não exista ninguém, para 
os da 3.ª classe (também se comprovado dependência econômica). 
Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes 
exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. 
 
Certo. 
 
156. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): 
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O menor de quatorze anos de idade pode ser segurado facultativo do 
regime geral da previdência social, desde que não esteja exercendo 
atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório. 
 
A questão não faz menção expressamente à Lei n.º 
8.212/1991, mas deixa isso subentendido, ao adotar como 
parâmetro a idade de 14 anos ao invés dos 16 anos, prevista no 
Regulamento da Previdência Social. 
 
De todo modo, a questão está errada, pois o menor de 14 não 
pode se filiar ao RGPS na condição de facultativo, seja pelo disposto 
na Lei n.º 8.212/1991 (14 anos), seja pelo disposto no Decreto n.º 
3.048/1999 (16 anos). 
 
Por fim, devo ressaltar que essa disposição de idade mínima 
de 14 anos da Lei n.º 8.212/1991 é letra morta da lei, não sendo 
adotada por nenhum doutrinador e nem pelo próprio INSS, que 
adotam a idade mínima de 16 anos. Entretanto, se a questão se 
embasar na referida Lei, considere a letra morta da leL�FRPR�³YLYD´��
para efeitos de prova. Infelizmente, meu caro, temos que nos 
deparar com esse tipo de situação durante as provas. =/ 
 
Errado. 
 
157. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser aquele que deixoude ser 
segurado obrigatório da Previdência Social. 
 
O segurado facultativo é justamente aquele cidadão maior de 
16 anos, que não exerce nenhuma atividade que o enquadre como 
segurado obrigatório da Previdência Social (CADES). Se o indivíduo 
deixou de ser segurado obrigatório, é óbvio que ele pode se filiar ao 
RGPS na condição de segurado facultativo, contribuindo 
mensalmente sobre um valor por ele declarado. 
 
Certo. 
 
158. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2009): 
O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade alcançada por 
esse regime será segurado obrigatório em relação a essa atividade e 
ficará sujeito às contribuições legais para custeio da seguridade social. 
 
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No caso do aposentado pelo RGPS que voltar a exercer 
atividade abrangida por este regime, esse aposentado será 
considerado segurado obrigatório em relação a essa atividade! Isso 
mesmo! Ele terá que recolher as contribuições devidas em função 
dessa nova atividade remunerada. Essa disposição está prevista no 
Regulamento da Previdência Social: 
 
O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade abrangida 
por este regime é segurado obrigatório em relação a essa 
atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata este 
Regulamento. 
 
Certo. 
 
159. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Considere a seguinte situação hipotética. Lúcio, que tem cinquenta e três 
anos de idade, é domiciliado no município de Juazeiro/BA, onde exerce a 
atividade artesão por conta própria e responsabiliza-se também pela 
venda de suas peças no centro de artesanato local. Nessa situação 
hipotética, Lúcio exerce atividade de filiação obrigatória ao RGPS sendo 
considerado, portanto, segurado especial. 
 
No caso em tela, o Lúcio é um Contribuinte Individual, uma 
vez que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza 
urbana, com fins lucrativos. =) 
 
Segurado Especial, em regra, guarda correlação com atividade 
rural e com pesca artesanal. 
 
Errado. 
 
160. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): 
O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial 
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e 
contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência, é 
segurado obrigatório da previdência social, na qualidade de empregado. 
 
Questão maliciosa! Parece certa, mas só parece! Viu como é 
importante ter conhecimento sobre todos os enquadramentos 
previdenciários? Qual é o enquadramento desse indivíduo? Segundo 
a legislação previdenciária, esse brasileiro é contribuinte 
individual: 
 
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O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial 
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá 
domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime 
próprio de previdência social. 
 
Mas esse enquadramento é bem semelhante a outro. É o 
dispositivo que trata de segurado empregado: 
 
O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em 
organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro 
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado 
por regime próprio de previdência social (RPPS). 
 
Observe o seguinte esquema e nunca mais erre esse tipo de 
questão: 
 
Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para a União, em 
organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ 
Empregado. 
 
Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para organismo 
internacional que o Brasil seja membro. Æ Contribuinte 
Individual. 
 
Errado. 
 
161. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� DTXHOH� TXH�
presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à 
família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade 
sem fins lucrativos. 
 
Essa questão foi a mais fácil! Ela cobrou a literalidade do 
enquadramento de empregado doméstico: 
 
Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, 
mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito 
residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. 
 
A questão classificou essa pessoa como segurado empregado, 
quando o correto seria segurado empregado doméstico. 
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Errado. 
 
162. (Procurador do Estado/MPE-SC/FEPESE/2014): 
O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que estiver 
exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é 
segurado facultativo em relação a essa atividade. 
 
E no caso do aposentado pelo RGPS que voltar a exercer 
atividade abrangida por este regime? Esse aposentado também será 
considerado segurado obrigatório em relação a essa atividade! Isso 
mesmo, ele terá que recolher as contribuições devidas em função 
dessa nova atividade remunerada. 
 
Errado. 
 
163. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que 
não vinculado a regime próprio de previdência social. 
 
Questão literal do certame de magistratura do trabalho! 
Observe o enquadramento de empregado: 
 
O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, 
desde que não vinculado a regime próprio de previdência social 
(RPPS). 
 
Essa regra vale para o político que não era servidor antes de 
virar político, ou seja, não era vinculado a nenhum RPPS. Um 
Auditor-Fiscal do Trabalho eleito deputado federal será enquadrado 
como empregado no RGPS? Não! Pois ele já está vinculado ao RPPS 
da União. 
 
Certo. 
 
164. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
São considerados beneficiários do RGPS, na condição de dependentes do 
segurado, o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não 
emancipado inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
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Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Certo. 
 
165. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o 
trabalhador que presta serviço de natureza rural a diversas empresas sem 
vínculo empregatício. 
 
O enunciado, a princípio,parece falar do Contribuinte 
Individual: 
 
Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter 
eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 
 
Entretanto, também pode estar falando do Trabalhador 
Avulso: 
 
Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta 
serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem 
vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do 
Órgão Gestor de Mão de Obra (no caso de atividades 
portuárias), nos termos da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos 
Portos), ou do Sindicato da Categoria (no caso de atividades 
não portuárias). 
 
Apesar de suscitar esse tipo de dúvida, temos certeza que não 
estamos diante de um segurado empregado como propõe o 
enunciado! =) 
 
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Errado. 
 
166. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o trabalhador contratado no exterior para 
trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território 
nacional segundo as leis brasileiras com salário estipulado em moeda 
estrangeira. 
 
O estrangeiro que é contratado no exterior para trabalhar em 
empresa nacional (sob leis nacionais), no Brasil, é um segurado 
empregado, independentemente da moeda de pagamento (Reais, 
Dólares, Euros, Pesos, etc.). 
 
A literalidade desse enquadramento está prevista na Instrução 
Normativa RFB n.º 971/2009, a saber: 
 
Art. 6.º Deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de 
segurado empregado: 
 
V - O trabalhador contratado no exterior para trabalhar no 
Brasil em empresa constituída e funcionando em território 
nacional segundo as leis brasileiras, ainda que com salário 
estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela 
previdência social de seu país de origem, observado o 
disposto nos acordos internacionais porventura existentes; 
 
Por sua vez, o candidato não é obrigado a conhecer 
disposições específicas previstas em instruções normativas (não 
presentes no edital do certame). Entretanto, o candidato pode 
encaixar a situação apresentada ao conceito de empregado: 
 
Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Essa questão foi pesada, pois o candidato seria forçado num 
SULPHLUR� PRPHQWR� D� SHQVDU�� ³3R[D�� 1mR� H[LVWH� HVVH�
HQTXDGUDPHQWR�´��0DV�DQDOLVDQGR�a questão ele conseguiria marcar 
como Errada. E reanalisando essa alternativa observaria estar diante 
de uma situação que se enquadra perfeitamente no conceito de 
empregado. Ufa! Questãozinha difícil! =) 
 
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Errado. 
 
167. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada 
(EIRELI) que assume o risco de atividade econômica. 
 
Conforme determina a legislação previdenciária, equipara-se a 
empresa, para efeitos previdenciários: 
 
A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer 
natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão 
diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras. 
 
Todas as pessoas citadas nesse enquadramento são 
equiparadas a empresa, e devem realizar os recolhimentos 
previdenciários em relação aos seus contratados. A EIRELI está 
classificada com entidade de qualquer natureza. 
 
Errado. 
 
168. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, aqueles que prestam serviço de natureza contínua, mediante 
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em 
atividade sem fins lucrativos. 
 
Prestação de atividade sem fins lucrativos e no âmbito da 
residência do contratante? Não podemos ter dúvida! Estamos diante 
do empregado doméstico. 
 
Errado. 
 
169. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): 
Com relação à manutenção da qualidade de segurado, 
independentemente de contribuições, está correta a seguinte condição: 
mantem-se a qualidade de segurado por até 18 (dezoito) meses após 
cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação 
compulsória. 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária: 
 
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3. Até 12 meses após cessar a segregação, o segurado 
acometido de doença de segregação compulsória. 
 
O segurado que estava doente, sofrendo de alguma doença de 
segregação compulsória (afastamento obrigatório da pessoa do 
convívio social comum), tem direito a um PG de até 12 meses após 
a extinção dessa segregação. 
 
Curiosidade: o que é doença de segregação compulsória? É 
aquela que exige um afastamento obrigatório do enfermo do 
convívio social, como tuberculose, hanseníase, entre outras, 
tratadas pelo art. 151 da Lei n.º 8.213/91 (Benefícios da Previdência 
Social). 
 
Por fim, não existe PG de 9 ou de 18 meses! Preste atenção! 
=) 
 
Errado. 
 
170. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em 
sucursal ou em agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e 
que tenha sede e administração no País. 
 
A questão exigiu do candidato conhecimentos sobre a 
literalidade do seguinte enquadramento de segurado empregado: 
 
O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil 
para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou 
agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha 
sede e administração no País. 
 
Logo, existe um enquadramento legal de segurado obrigatório 
para a situação descrita. 
 
Errado. 
 
171. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado beneficiário do RGPS, na condição de dependente do 
segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, com menos de 
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vinte e cinco anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência 
intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente 
incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
172. (Delegado/DPF/CESPE/2004): 
Em razão de não conseguir emprego em sua cidade natal, Paulo recolheu 
suas economias edirigiu-se para o estado de Rondônia, a fim de 
trabalhar, por 3 meses, no garimpo de diamantes, em área demarcada 
como reserva indígena. Ao chegar àquele estado, comprou os 
equipamentos necessários, contratou dois ajudantes e deu início às 
atividades. Nessa situação, é correto afirmar que Paulo é segurado 
obrigatório da previdência social, como contribuinte individual, enquanto 
seus ajudantes são segurados obrigatórios na condição de empregados. 
 
A princípio, devemos ter em mente que a filiação ao RGPS 
decorre somente pelo exercício de atividade lícita. O exercício de 
atividade ilícita não gera nenhum vínculo com a Previdência Social. 
 
Porém, você não pode confundir a atividade ilícita com o 
trabalho proibido, que embora vedado por lei, cria o vínculo entre 
o trabalhador e o RGPS, ao contrário da atividade ilícita. Como 
exemplo de trabalho proibido, temos o exercício de atividade 
noturna, perigosa ou insalubre aos menores de 18 anos, como 
dispõe o Art. 7.º, inciso XXXIII da CF/88. Como acabei de citar, é 
proibido, mas gera a obrigação previdenciária. Imagine se não 
gerasse? O trabalhador menor, além de trabalhar com serviço 
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insalubre, por exemplo, deixaria de estar amparado pelos benefícios 
dos quais tem direito. Incoerente, não acha?! 
 
Em suma, o garimpeiro, em regra, é um contribuinte individual 
da Previdência Social, mas no caso em tela, a garimpagem está 
sendo realizada em uma área de reserva indígena, ou seja, de forma 
ilícita. Nessa situação, a atividade ilícita não cria nenhum vínculo 
entre o garimpeiro e o RGPS. 
 
Sobre o tema, a Constituição Federal e a legislação ordinária 
são absolutamente claras em relação à proibição da garimpagem 
por terceiros dentro de Terras Indígenas. Nenhuma das 
disposições constitucionais que procuraram legitimar o garimpo 
organizado se aplicam às terras indígenas, por expressa ressalva 
constitucional. 
 
As Terras Indígenas foram expressamente excepcionadas e 
excluídas da incidência das normas constitucionais que procuraram 
legitimar as atividades das cooperativas de garimpeiros. O Art. 231, 
§ 7.º, da CF, estatui que: "Não se aplica às Terras Indígenas o 
disposto no Art. 174, §3º e §4º". A saber: 
 
Art. 174, § 3.º O Estado favorecerá a organização da atividade 
garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do 
meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros. 
 
Art. 174, § 4.º As cooperativas a que se refere o parágrafo 
anterior terão prioridade na autorização ou concessão para 
pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, 
nas áreas onde estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo 
com o Art. 21, inciso XXV, na forma da lei. 
 
Art. 21, XXV - Compete à União estabelecer as áreas e as 
condições para o exercício da atividade de garimpagem, em 
forma associativa. 
 
Diante do exposto, a CF/1988 estabeleceu uma clara distinção 
no tratamento jurídico dado à mineração e ao garimpo em Terras 
Indígenas. Se, por um lado, a mineração por terceiros está sujeita a 
condições específicas, por outro lado, o garimpo em Terra Indígena 
por terceiros é absolutamente proibido. 
 
Errado. 
 
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173. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Osvaldo cumpriu pena de reclusão devido à prática de crime de fraude 
contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve na 
empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, 
Osvaldo tem direito de continuar como segurado da previdência social por 
até dezoito meses após o seu livramento. 
 
O PG do detido ou recluso é de até 12 meses após o 
livramento. Não existe PG de 18 meses na legislação previdenciária! 
 
Errado. 
 
174. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que uma pessoa jurídica pode ser 
beneficiária do sistema de Previdência Social. 
 
A legislação previdenciária é clara ao classificar como 
beneficiários da Previdência Social pessoas físicas na condição de 
segurados ou de dependentes. Não existe hipótese de uma 
pessoa jurídica ser beneficiária. 
 
Errado. 
 
175. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
correção monetária dos salários de contribuição considerados no cálculo 
dos benefícios. 
 
Dentre os princípios legais da Previdência Social, podemos 
citar o do Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de 
contribuição corrigidos monetariamente (BSCC). Esse princípio 
tem por objetivo afastar a corrosão da inflação no momento da 
obtenção do benefício previdenciário. 
 
Certo. 
 
176. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): 
Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que a existência 
de dependentes de uma classe exclui do benefício os das classes 
seguintes. 
 
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A legislação não separou os dependentes em três classes por 
acaso. A 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e 
por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha 
que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para 
os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos 
dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª 
classe (se comprovado dependência econômica), caso novamente 
não exista ninguém, para os da 3.ª classe (se comprovado também 
dependência econômica). Como você pode ver, a existência de 
dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações 
aos das classes seguintes. 
 
Certo. 
 
177. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como 
contribuinte individual o brasileiro civil que trabalhe no exterior para 
organismo oficial internacional de que o Brasil seja membro efetivo, ainda 
que lá domiciliado e contratado e coberto por regime próprio de 
previdência social. 
 
A legislação previdenciária traz o seguinte enquadramento de 
segurado Empregado: 
 
06. O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em 
organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro 
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se 
amparado por regime próprio de previdência social (RPPS). 
 
No caso da questão, o brasileiro está sendo amparado por 
Regime Próprio de Previdência Social, ou seja, não pode ser filiar ao 
RGPS. 
 
Errado. 
 
178. (Juiz do Trabalho/TRT-9/FUNDEC/2003): 
São princípios que regem a Previdência Social, dentre outros, a 
universalidade de participação nos planos previdenciários e a seletividade 
e distributividade na prestação dos benefícios. 
 
Não devemos confundir os Princípios da Previdência Social com 
os Princípios Constitucionais da Seguridade Social! Para você não se 
confundir, estude com carinho esse quadro esquemático: 
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Novamente a banca elaborou uma questão sobre uma figura 
jurídica que não existe há mais de 10 anos, no caso a Firma 
Individual. Entretanto,não podemos deixar de responder a questão 
por imperfeições da banca, não é mesmo? =) 
 
A legislação previdenciária classifica como Contribuinte 
Individual o titular de firma individual, ou empresário (conforme 
a Lei n.º 10.406/2002 - Código Civil), independentemente de ser a 
atividade urbana ou rural. Como exemplo, temos uma empresa de 
projetos de engenharia civil, cujo proprietário e consultor é 
engenheiro civil. Ele é empresário individual e contribuirá para a 
Previdência Social na qualidade de Contribuinte Individual. 
 
Certo. 
 
180. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Servidor público ocupante de cargo efetivo filiado a regime próprio de 
previdência social não pode se filiar ao RGPS, na qualidade de segurado 
facultativo, exceto no caso de afastamento sem vencimentos e desde que 
não seja permitida, nessa condição, a contribuição ao respectivo regime 
próprio. 
 
O entendimento constitucional é de que o servidor estatutário 
(RPPS) não pode ser facultativo perante o RGPS, essa é a regra. 
Entretanto, a questão trouxe, de forma expressa, a exceção prevista 
na legislação previdenciária, que é o caso em que os servidor 
encontra-se afastado, sem vencimentos e sem a possibilidade de 
continuar contribuindo para o seu RPPS. Neste caso, ele pode se 
filiar ao RGPS como segurado facultativo. =) 
 
Certo. 
 
181. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a cooperativa, a missão diplomática e a repartição 
consular de carreiras estrangeiras ou a entidade de qualquer natureza ou 
finalidade. 
 
Conforme dispõe o Regulamento da Previdência Social (RPS), 
equipara-se a empresa: 
 
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Um tabelião que seja titular do cartório de registro de imóveis em 
determinado município é vinculado ao respectivo regime de previdência 
estadual, pois a atividade que exerce é controlada pelo Poder Judiciário. 
 
Errado! O notário, tabelião, oficial de registros e titular de 
cartório são classificados como contribuinte individual e, por sua 
vez, vinculados ao RGPS e não à previdência estadual! Observe o 
dispositivo legal: 
 
O notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular 
de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade 
notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, 
admitidos a partir de 21/11/1994. 
 
Em suma, o detentor de delegação desse tipo de atividade de 
Estado é enquadrado como contribuinte individual do RGPS, não 
fazendo parte do RPPS do estado onde exerce a função notarial. 
 
Errado. 
 
184. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
síndico eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que 
receba remuneração. 
 
O síndico remunerado é enquadrado como contribuinte 
individual. Por sua vez, quando o síndico não é remunerado, ele 
é enquadrado como segurado facultativo. Não se esqueça dessa 
diferença! 
 
Aqui a seguinte informação se faz necessária: a isenção da 
taxa de condomínio, compensada ao síndico e/ou subsíndico em 
exercício, configura meio de remuneração pelo trabalho mensal, 
transformando-o em Contribuinte Individual. Em outras palavras, a 
isenção da taxa de condomínio tem natureza de remuneração 
indireta! Anote isso amigo! 
 
Errado. 
 
185. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o bolsista e o 
estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei n.º 
11.788, de 25 de setembro de 2008. 
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Quando o estágio é realizado em consonância com a Lei do 
Estágio, estamos diante de um segurado facultativo, pois o 
estágio não gera vínculo empregatício. No Brasil é muito comum 
encontrarmos empresas que exploram seus estagiários, fazendo-os 
trabalhar em condições de igualdade com os funcionários 
empregados. Nesse caso, o enquadramento prioriza a essência 
da relação, e caso isso ocorra, não estaremos diante de uma 
relação de estágio (segurado facultativo), mas sim de uma 
relação de emprego (segurado empregado). 
 
Errado. 
 
186. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado 
aquele que preste serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em 
caráter eventual ou não, sob sua subordinação e mediante remuneração. 
 
O enunciado está quase correto, sendo que o único erro foi 
afirmar que para ser empregado o indivíduo pode prestar serviços 
em caráter eventual ou não. Para ser empregado, a prestação de 
serviço deve ser sempre não eventual, como podemos extrair da 
legislação previdenciária: 
 
01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a 
empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação 
(jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor 
empregado. 
 
Errado. 
 
187. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o estrangeiro que presta serviços no Brasil 
à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira, 
ainda que sem residência permanente no Brasil, e o brasileiro amparado 
pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou 
da repartição consular. 
 
A questão, a princípio, parecia cobrar a literalidade do 
seguinte enquadramento de segurado empregado: 
 
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Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a 
repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas 
subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, 
excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e 
o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da 
respectiva missão diplomática ou repartição consular. 
 
Percebeu a maldade destacada em negrito? O enquadramento 
GL]�³H[FOXtGRV´��ideia de exclusão) e a questãR�GL]�³DLQGD´��ideia 
de inclusão). Acredite, o erro foi só isso! Diante do exposto, o 
gabarito está certo, pois a legislação realmente não prevê o 
enquadramento com essa ideia de inclusão ao final do texto. 
 
Certo. 
 
188. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o membro 
de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
Os representantes religiosos sempre serão contribuintes 
individuais, independentemente da religião e de suas 
denominações: padre, pastor, rabino, monge, mãe de santo, etc. 
 
Errado. 
 
189. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o síndico de 
condomínio não remunerado, o estudante e outros aludidos em lei ou em 
regulamento. 
 
A questão aborda 3 exemplos de segurados facultativos: a 
dona de casa, o síndico de condomínio não remunerado e o 
estudante. A única ressalva que devo fazer é que o síndico quando 
remunerado é classificado como contribuinte individual. =) 
 
Certo. 
 
190. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): 
A seletividade e distributividade das prestações é princípio que se reporta 
precipuamente ao legislador, impondo-lhe que, na conformação legal dos 
planos de benefícios e serviços,sejam priorizadas as maiores 
necessidades sociais. 
 
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A prestação de benefícios e serviços à sociedade não pode ser 
infinita. Convenhamos, por mais que o governo fiscalize e arrecade 
as contribuições sociais, nunca haverá orçamento suficiente para 
atender toda a sociedade. 
 
Diante dessa constatação, deve-se lançar mão da Seletividade, 
que nada mais é do que fornecer benefícios e serviços em razão das 
condições de cada um, fazendo de certa forma uma seleção de 
quem será beneficiado. Como exemplos claros, temos o Salário 
Família e o Auxílio Reclusão, que são devidos apenas aos segurados 
de baixa renda. 
 
E Distributividade? É uma consequência da Seletividade, pois 
ao se selecionar os mais necessitados para receber os benefícios da 
Seguridade Social, automaticamente estará ocorrendo uma 
redistribuição de renda aos mais pobres. Isso é distributividade. 
 
Diante do exposto, não resta dúvida que esse princípio norteia 
o legislador para que priorize os cidadãos que estejam necessitando 
de uma maior proteção previdenciária por parte do Estado. 
 
Certo. 
 
191. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o menor aprendiz, com idade de quatorze a 
vinte e quatro anos, ainda que sujeito à formação técnico-profissional 
metódica, sob a orientação de entidade qualificada, nos termos da lei. 
 
A questão está errada! Existe sim o enquadramento acima! É o 
enquadramento de segurado empregado: 
 
O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o 
portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de 
idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a 
orientação de entidade qualificada, conforme disposto na 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 
 
Por fim, tome muito cuidado com palavras absolutas como: 
SEMPRE, NUNCA, JAMAIS, EM CASO ALGUM, etc. No Direito, e na 
vida, quase tudo tem exceções. Desconfie das questões com essas 
palavras. =) 
 
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Errado. 
 
192. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado 
doméstico aquele que preste serviço de natureza contínua a pessoa ou 
família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos. 
 
A questão trouxe exatamente o enquadramento legal de 
empregado doméstico, como podemos observar: 
 
Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante 
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, 
em atividade sem fins lucrativos. 
 
Certo. 
 
193. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de 
dependentes do segurado, entre outros, os ascendentes até o terceiro 
grau, desde que comprovada a dependência econômica. 
 
Os únicos ascendentes classificados como dependente do 
segurado são os seus pais, que são ascendentes de primeiro grau. O 
que invalida a questão. 
 
Para relembrar: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
194. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): 
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No que se refere à concessão de benefícios previdenciários, a condição de 
dependente é autônoma em relação à de segurado, de forma que, tendo o 
falecido, na data do óbito, perdido a condição de segurado e não tendo 
cumprido os requisitos necessários para a aposentadoria, seus 
dependentes farão jus à pensão por morte, em valor proporcional ao 
tempo de contribuição do instituidor do benefício. 
 
A questão apresenta o raciocínio errado, pois ao perder a 
qualidade de segurado sem ter preenchido todos os requisitos para 
gozar o benefício de aposentadoria, este, não deixará para os seus 
dependentes um benefício em valor proporcional ao tempo de 
contribuição. Essa sistemática não existe na Previdência Social 
brasileira. Por sua vez, se o segurado tiver preenchido todos os 
requisitos para se aposentar e perder a qualidade de segurado, em 
regra, gozará o benefício bem como o repassará aos seus 
dependentes, na forma de pensão por morte. 
 
Errado. 
 
195. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): 
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, 
até doze meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. 
 
O PG (Período de graça) do segurado facultativo é de 6 meses! 
Das 6 hipóteses de encerramento de PG, apenas 2 apresentam um 
prazo diferente de 12 meses: segurado facultativo (6 meses) e 
militar licenciado (3 meses). Preste atenção! =) 
 
Errado. 
 
196. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): 
Será segurado obrigatório como empregado o exercente de mandato 
eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime 
próprio de previdência social. 
 
O exercente de cargo eletivo, em qualquer esfera, será 
enquadrado, em regra, como segurado Empregado. Entretanto, caso 
este indivíduo seja vinculado a um Regime Próprio de Previdência 
Social (Servidor Público), não poderá vincular-se ao RGPS. 
 
Certo. 
 
197. (Procurador Jurídico/PM-Rio Branco/CESPE/2007): 
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O cancelamento da inscrição do cônjuge do segurado é processado em 
face de separação judicial ou divórcio sem direito a alimentos, de certidão 
de anulação de casamento, de certidão de óbito ou de sentença judicial 
transitada em julgado. 
 
A perda da qualidade de dependente, para o cônjuge, ocorre: 
 
1. Com a separação judicial ou divórcio, sem direito a pensão 
com alimentos. 
 
2. Com a anulação do casamento. 
 
3. Pelo óbito. 
 
4. Pela sentença judicial transitada em julgado. 
 
Essas 4 hipóteses estão presentes no RPS/1999. 
 
Certo. 
 
200. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que a dona de casa não pode ser 
beneficiária da Previdência Social. 
 
A dona de casa pode ser beneficiária da Previdência Social em 
qualquer uma das duas classes de beneficiários existentes: 
 
1. Na condição de segurada: A dona de casa pode ser 
enquadrada como contribuinte facultativa, desde que seja 
maior de 16 anos e que não tenha renda própria, e; 
 
2. Na condição de dependente: Nada impede que a dona de 
casa seja enquadrada como dependente de qualquer uma das 
classes preferenciais previstas na legislação previdenciária: 
cônjuge, companheira, filha não emancipada/com deficiência 
intelectual, mãe ou irmã não emancipada/com deficiência 
intelectual. 
 
Errado. 
 
201. (Procurador/AL-PB/FCC/2013):Direito Previdenciário p/ INSS 
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Será segurado facultativo na qualidade de segurado especial, o ministro 
de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de 
congregação ou de ordem religiosa. 
 
O ministro de confissão religiosa, membro de instituto de vida 
consagrada, o padre, o bispo, o pastor, o rabino e todas as 
derivações existente serão classificados como Contribuinte 
Individual perante o RGPS. 
 
Errado. 
 
202. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): 
O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de 
qualquer condição, menor de 21 anos ou maior, desde que estudante ou 
inválido, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na 
condição de dependentes. 
 
O cônjuge, a companheira, o companheiro, o filho menor de 
21 anos e o filho maior de 21 anos inválido são considerados 
GHSHQGHQWHV� SHOD� OHJLVODomR� SUHYLGHQFLiULD�� 2� HUUR� UHVLGH� QR� ³ILOKR�
PDLRU�GH����GHVGH�TXH�HVWXGDQWH´��SRLV�HVVD�KLSyWHVH�QmR�H[LVWH��2�
filho será considerado dependente nas seguintes situações: 
 
- Menor de 21 anos. 
 
- Qualquer idade, desde que inválido. 
 
- Qualquer idade, desde que tenha deficiência intelectual ou 
mental que torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Errado. 
 
203. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): 
A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é 
correto afirmar que a dependência de cônjuges e filhos deve ser 
comprovada, e a de companheira(o) é presumida. 
 
Os cônjuges, os companheiros e os filhos pertencem a 1.ª 
classe de dependentes do segurado, sendo que essa classe, a 
dependência econômica é sempre presumida e não comprovada. 
 
Errado. 
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204. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): 
Será beneficiário do Regime Geral, como dependente do segurado, o 
irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) 
anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de 
beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a 
saber: 
 
1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o 
filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos 
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado 
judicialmente. 
 
2.ª classe: Os pais. 
 
3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, 
menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual 
ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim 
declarado judicialmente. 
 
Certo. 
 
205. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Um cidadão belga que seja domiciliado e contratado no Brasil por empresa 
nacional para trabalhar como engenheiro na construção de uma rodovia 
em Moçambique é segurado da previdência social brasileira na qualidade 
de empregado. 
 
Sem dúvida, o cidadão belga é enquadrado como segurado 
empregado do RGPS. Observe a legislação previdenciária sobre o 
segurado empregado: 
 
(...) O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no 
Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal 
ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que 
tenha sede e administração no País. 
 
Certo. 
 
206. (Defensor Público/DPE-AM/FCC/2013): 
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Conforme previsão contida no Plano de Benefícios da Previdência Social ± 
Lei n.º 8.213/1991 ± mantém a qualidade de segurado, independente de 
contribuições, até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o 
segurado acometido de doença de segregação compulsória. 
 
Em princípio, devemos lembrar que não existe Período de 
Graça (PG) de 18 meses! Com essa informação já acertaríamos a 
questão. =) 
 
Por sua vez, o PG neste caso é de 12 meses após cessar a 
segregação, o segurado acometido de doença de segregação 
compulsória. 
 
Por fim, considero importante você se lembrar disso: 
 
 
 
- Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. 
 
- Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. 
 
- Até 12m: Após a cessação das contribuições para o 
RGPS (não exerce mais atividade remunerada). 
 
 Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe 
mais 12m. 
 
 Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 
12m. 
 
PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de 
segurado 
 
- Até 12m: Após cessar a segregação compulsória 
(doença). 
 
- Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. 
 
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- Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado 
às Forças Armadas. 
 
- Até 6m: Após a cessação das contribuições do 
Segurado Facultativo. 
 
Errado. 
 
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13. Questões Sem Comentários. 
 
Marque C (certo) ou E (errado): 
 
01. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
Empregador doméstico é a pessoa ou família que admite a seu serviço, 
com ou sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. 
 
02. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
A gestão tripartite do sistema previdenciário, com participação dos 
trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados e decorrente do 
caráter democrático e descentralizado da administração, garante a 
segurança e a moralidade na administração desse sistema. 
 
03. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
O bolsista que se dedique, em tempo integral, a pesquisa, em curso de 
especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no 
exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência 
social, será considerado segurado obrigatório do RGPS. 
 
04. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física que explora 
atividade agropecuária, em área superior a quatro módulos fiscais. 
 
05. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só são beneficiários da 
Previdência Social os segurados que contribuem para o caixa 
previdenciário. 
 
06. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): 
Entende-se por segurados as pessoas físicas ou jurídicas vinculadas à 
Previdência Social. 
 
07. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2013): 
Se um segurado da previdência social falecer e deixar como dependentes 
seus pais e sua companheira, o benefício de pensão por sua morte deverá 
ser partilhado entre esses três dependentes, na proporção de um terço 
para cada um. 
 
08. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± a pessoa física 
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residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a 
ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que 
com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração. 
 
09. (Auditor de Controle Externo/TCE-ES/CESPE/2012): 
Pessoa que mantenha união estável com segurado do RPPS/ES faz jus à 
pensão por morte apenas se comprovar dependência econômica em 
relação ao segurado falecido. 
 
10. (Juiz do Trabalho/TRT-2/2010): 
São exemplos de segurados obrigatórios da previdência social, na 
categoria de contribuintes individuais: o ministro de confissão religiosa e o 
membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem 
religiosa; o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo 
efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e 
Fundações Públicas Federais; quem presta serviço de natureza urbana ou 
rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de 
emprego. 
 
11. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
A previdência social brasileira, além dos regimes geral e próprios, é 
formada pelo regime de previdência complementar, de caráter facultativo, 
organizado de forma autônoma e baseado na constituição de reservas que 
garantam o pagamento dos benefícios contratados. 
 
12. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só os dependentes que 
contribuem podem ser beneficiários da Previdência Social. 
 
13. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a sociedade que assume o risco de atividade 
econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, ainda que tenha 
duração temporária. 
 
14. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): 
Segurados obrigatórios são aqueles que devem contribuir 
compulsoriamente para a Seguridade Social, com direito a benefícios 
pecuniários previstos para a sua categoria (aposentadorias, pensões, por 
exemplo) e aos serviços (reabilitação profissional, por exemplo) a encargo 
da Previdência Social. 
 
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15. (Agente de Defensoria/DPE-SP/FCC/2010): 
Ao tratar das características da Previdência Social brasileira pode-se 
identificá-la como uma gestão pública tripartite composta por governo, 
empregadores e trabalhadores. 
 
16. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): 
A Previdência Social é direito de todos que possuam capacidade 
contributiva. 
 
17. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade é a justificativa elementar para a compulsoriedade do 
sistema previdenciário, pois os trabalhadores são coagidos a contribuir em 
razão da cotização individual ser necessária para a manutenção de toda a 
rede protetiva, e não para a tutela do indivíduo, isoladamente 
considerado. 
 
18. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como trabalhador avulso ± quem 
presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de 
natureza urbana ou rural definidos no Regulamento da Previdência Social 
(Decreto n.º 3.048/1999). 
 
19. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
O Conselho Nacional de Previdência Social é composto por representante 
do Governo Federal e da Sociedade Civil totalizando onze membros em 
sua composição. 
 
20. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
Márcio é administrador, não empregado na sociedade por cotas de 
responsabilidade limitada XYZ, e recebe remuneração mensal pelos 
serviços prestados. Nessa situação, Márcio é contribuinte individual da 
previdência social. 
 
21. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/STJ/CESPE/2012): 
Será segurado obrigatório da previdência social o indivíduo que, na 
condição de diretor, prestar serviços a uma fábrica de tecidos, em caráter 
não eventual, sob subordinação e mediante remuneração. 
 
22. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o do 
equilíbrio financeiro e atuarial, a fim de manter o sistema em condições 
superavitárias. 
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23. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
Antônio José, arrendatário rural, trabalha exclusivamente nesta atividade 
agropecuária em regime de economia familiar em área de 2 (dois) 
módulos fiscais. Querendo se aposentar, perante a legislação 
previdenciária ele deve contribuir como contribuinte individual. 
 
24. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
A idade mínima para a filiação no RGPS é dezesseis anos de idade, não 
prevendo a lei qualquer exceção. 
 
25. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): 
Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de 
Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre 
outros, o seu irmão não emancipado menor de 21 anos. 
 
26. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o 
síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção 
condominial, desde que recebam remuneração. 
 
27. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o 
trabalho dos membros da família seja indispensável à própria subsistência 
e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e seja exercido 
em condições de mútua dependência e colaboração, mesmo com a 
utilização de empregados permanentes. 
 
28. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
Maria trabalhou de 02 de janeiro de 1990 até 02 de fevereiro de 2005 
como empregada de uma empresa, desligando-se do emprego para 
montar um salão de beleza. Apesar de ter passado à categoria de 
contribuinte individual, deixou de recolher contribuições para a 
Previdência Social durante dois anos, até fevereiro de 2007. Nessa 
situação, o período de graça de Maria é de 36 meses. 
 
29. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± o brasileiro ou 
estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como 
empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. 
 
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30. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
Uma dona de casa, ainda que empregadora doméstica, caso não exerça 
qualquer atividade remunerada vinculante ao RGPS, poderá, caso deseje, 
filiar-se como segurada facultativa. 
 
31. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Para a previdência social, uma pessoa que administra a construção de 
uma casa, contratando pedreiros e auxiliares para edificação da obra, é 
considerada contribuinte individual. 
 
32. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
Se o segurado não tiver nenhum dos dependentes expressamente 
elencados na lei como beneficiários do RGPS, poderá designar uma 
pessoa, independentemente de com ela manter grau de parentesco, como 
sua beneficiária, desde que essa pessoa seja menor de vinte e um anos de 
idade ou inválida. 
 
33. (Procurador Municipal/PGM-Aracaju/CESPE/2008): 
Considere que Célia mantenha união estável com João, seguradoda 
previdência social. Nessa situação, Célia é considerada, para fins 
previdenciários, dependente, sendo-lhe dispensada a comprovação da 
dependência econômica, mas exigida a comprovação da situação conjugal. 
 
34. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser menor de 14 anos. 
 
35. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Considera-se presumida, não necessitando, portanto, de comprovação, a 
dependência econômica do cônjuge, do companheiro, da companheira, 
dos pais e dos filhos não emancipados. 
 
36. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em 
todos os segmentos da previdência social. 
 
37. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
É considerado segurado especial o produtor, seja ele proprietário, 
usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgado, 
comodatário ou arrendatário rural, e o empregado rural que explore 
atividade agropecuária em área contínua, ou não. 
 
38. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
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São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de 
dependentes do segurado, entre outros, o filho não emancipado inválido 
independentemente de comprovação de dependência econômica. 
 
39. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
exercente de atividade econômica de natureza urbana, por conta própria, 
com fins lucrativos ou não. 
 
40. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): 
Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de 
Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre 
outros, o seu irmão inválido de 30 anos. 
 
41. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
Conforme previsto no Plano de Benefícios da Previdência Social, o 
segurado facultativo mantém a qualidade de segurado, 
independentemente de contribuição, até seis meses após a cessação das 
contribuições, espaço de tempo denominado período de graça pela 
doutrina. 
 
42. (Defensor Público/DPE-AC/CESPE/2012): 
Considera-se beneficiário do RGPS, na condição de dependente do 
segurado, irmão com menos de vinte e um anos de idade, ainda que 
emancipado. 
 
43. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): 
A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em 
todos os segmentos da previdência social. 
 
44. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação 
previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o sócio 
solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente. 
 
45. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Considere que uma empresa, durante as festividades de final de ano, 
contrate, pelo período de dois meses, trabalhadores para atender ao 
aumento extraordinário de serviço. Nessa situação, esses trabalhadores 
temporários serão filiados obrigatórios do RGPS na qualidade de segurado 
empregado. 
 
46. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
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Alzira, estudante, filiou-se facultativamente ao regime geral de 
previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão de 
dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por 
oito meses. Nessa situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez 
que a condição de segurado permanece por até doze meses após a 
cessação das contribuições. 
 
De acordo com a situação-problema apresentada abaixo e do conceito 
previdenciário de empresa, responda as questões 47 a 51: 
 
Hermano, advogado autônomo, possui escritório no qual mantém relação 
de vínculo empregatício com Lia (advogada e assistente de Hermano) e 
Léa (secretária). A construtora ABC Empreendimentos, pessoa jurídica 
cadastrada na Junta Comercial, possui na sua folha de pagamentos 10 
empregados e 20 autônomos que prestam serviços para distintas 
construtoras na área de assentamento de mármore e granito. 
 
47. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano deve contribuir só como contribuinte individual. 
 
48. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A construtora ABC pode contribuir como contribuinte individual autônomo. 
 
49. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano e a construtora ABC devem contribuir sobre a folha de 
pagamento de seus empregados. 
 
50. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
Hermano não pode contribuir como empresa, pois é pessoa natural. 
 
51. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A construtora ABC não deve contribuir sobre a folha de pagamento de 
seus empregados, pois eles prestam serviços a terceiros. 
 
52. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRF-3/FCC/2014): 
Matias é militar da União e sua mulher, Catarina, é militar do Estado de 
São Paulo. Nestes casos, em regra, de acordo com a Lei n.º 8.212/1991, 
apenas Matias é excluído do Regime Geral de Previdência Social 
consubstanciado na referida lei, independentemente do amparo por 
regime próprio de previdência social. 
 
53. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
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Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
membro de conselho de administração de sociedade anônima. 
 
54. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Deputado federal será sempre filiado obrigatório do RGPS, na condição de 
segurado empregado. 
 
55. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado empregado. 
 
56. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o servidor 
público federal ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a 
União. 
 
57. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que a pessoa pode ser segurado facultativo independente da sua 
idade. 
 
58. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, os ministros de confissão religiosa. 
 
59. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
Indivíduo que exerce, de forma autônoma, atividade de contador 
devidamente reconhecida pelo órgão de classe é considerado, de acordo 
com a legislação previdenciária, segurado facultativo. 
 
60. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-3/FCC/2014): 
De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, não é segurado especial o membro 
de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se 
decorrente de benefício de pensão por morte, auxílio acidente ou auxílio 
reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação 
continuada da Previdência Social. 
 
61. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
César, segurado da previdência social, vive com seus pais e com seu 
irmão, Getúlio, de 15 anos idade. Nessa situação, o falecimento de César 
somente determina o pagamento de benefícios previdenciários a seus pais 
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e a seu irmão se estes comprovarem dependência econômica com relação 
a César. 
 
62. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Considere que Lucas tenha exercido, individualmente, de modo 
sustentável, durante toda a vida, a atividade de seringueiro na região 
amazônica, tendo os frutos dessa atividade sidos sua única fonte de 
renda. Após o falecimento dele, os herdeiros ² demonstrados os 
pressupostos de filiação ² poderão requerer a inscrição de Lucas, como 
segurado especial, no RGPS. 
 
63. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que o síndico de condomínio remunerado pela isenção da taxa de 
condomínio pode ser segurado facultativo. 
 
64. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
A esposa ou companheira do trabalhador rural, mesmo que não trabalhe 
diretamente nas atividades rurais exercidas pelos demais membros do 
grupo familiar, é considerada segurada especial. 
 
65. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
O segurado que exerça mais de uma atividade abrangida pelo RGPS deve 
filiar-se como segurado obrigatório em relação a cada uma dessas 
atividades, não sendo possível, entretanto, que ostente, ao mesmo 
tempo, a qualidade de dependente. 
 
66. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na categoria trabalhador 
avulso, entre outros, o amarrador de embarcação, o prático de barra em 
porto, o guindasteiro e o ensacador de café. 
 
67. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): 
De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, a companheira do segurado deve 
comprovar a união estável e a dependência econômica para receber 
eventual benefício da previdência. 
 
68. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): 
O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) possui como membros, 
dentre outros, nove representantes da sociedade civil. Os membros do 
CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da 
República, tendo os representantes titulares da sociedade civil mandato de 
dois anos, vedada a recondução. 
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69. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência 
social não pode ser segurado facultativo. 
 
70. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, o diretor não empregado e o membro de conselho de 
administração na sociedade anônima. 
 
71. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, aquele que admite empregado a seu serviço, mediante 
remuneração, sem finalidade lucrativa, no âmbito residencial de diretor de 
empresa. 
 
72. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): 
A organização da Previdência Social obedecerá, dentre outros, aos 
seguintes princípios: universalidade de participação nos planos 
previdenciários, mediante contribuição, e preservação do valor real dos 
benefícios. 
 
73. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que não pode ser segurado facultativo aquele que estiver 
exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado 
obrigatório da previdência social. 
 
74. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física, proprietária 
ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo). 
 
75. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): 
Considere que João e Fernanda sejam árbitros de futebol e atuem, de 
acordo com a Lei n.º 9.615/1998, sem vínculo empregatício com as 
entidades desportivas diretivas em que atuam. Nessa situação hipotética, 
João e Fernanda podem ser inscritos na previdência social na qualidade de 
segurados facultativos, tendo em vista inexistir qualquer disposição legal 
que os obrigue a serem filiados ao regime geral. 
 
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76. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
A respeito do custeio do RGPS, é correto afirmar que o trabalhador que 
presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa privada, em caráter 
não eventual e mediante subordinação, não participa do custeio do RGPS. 
 
77. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): 
A Previdência Social é organizada sob a forma de regime geral, de caráter 
contributivo, de filiação obrigatória, e sem a observância de critérios que 
preservem o equilíbrio financeiro. 
 
78. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): 
A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto 
afirmar que pode ser segurado facultativo o estudante maior de quatorze 
anos. 
 
79. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): 
É segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado 
aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição 
consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados ou a 
membros dessas missões e repartições, ainda que o prestador desse tipo 
de serviço seja estrangeiro sem residência permanente no Brasil. 
 
80. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): 
O servidor civil ocupante de cargo efetivo de autarquia da União, em 
regra, é segurado obrigatório como contribuinte individual 
independentemente de estar ou não amparado pelo regime próprio de 
previdência social. 
 
81. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): 
Apesar de ser regida pelo princípio da universalidade da cobertura e do 
atendimento, a seguridade social só é acessível a brasileiros que residem 
no país. 
 
82. (Advogado/BRB/CESPE/2010): 
João explora diretamente atividade de extração mineral ² garimpo ² em 
caráter temporário e de forma não contínua. Nessa situação, considerando 
a legislação previdenciária em vigor, João é considerado segurado especial 
da Previdência Social. 
 
83. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): 
Lucas entrou no gozo de aposentadoria pelo RPPS em 16/11/2009. Nessa 
situação, Lucas poderia ter optado por filiar-se ao RGPS na qualidade de 
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segurado facultativo, mediante ato volitivo de inscrição e pagamento da 
primeira contribuição. 
 
84. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, João Junior, de 22 
anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data 
do óbito de João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de 
Maria que renunciou ao direito a alimentos para si. Posteriormente, João 
veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união 
estável até a data de seu óbito. Norma possui uma filha, Miriam, que 
mora com a mãe e foi por João sustentada. Nessa situação, são 
dependentes de João, segundo a legislação previdenciária, Marília, 
Renato, Miriam e Norma. 
 
85. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o estudante com idade igual 
ou superior a dezesseis anos pode filiar-se ao RGPS, mediante 
contribuição, na condição de segurado facultativo, desde que não esteja 
exercendo atividade remunerada que o defina como seguradoobrigatório 
da previdência social. 
 
86. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Otávio, contador, é aposentado por regime próprio de previdência social e 
começou a prestar serviços de contabilidade em sua residência. Dada a 
qualidade de seus serviços, logo foi contratado para dar expediente em 
uma grande empresa da cidade. Nessa situação, Otávio não é segurado do 
regime geral, tanto por ter pertencido a um regime próprio, quanto por 
ser aposentado. 
 
87. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): 
Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que os filhos e a 
esposa, por serem dependentes da classe diferente, não concorrem em 
igualdade para o benefício. 
 
88. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os pais poderão 
fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a 
dependência econômica do segurado a eles, ainda que existam 
dependentes que integrem a primeira classe. 
 
89. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
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Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
associado eleito para cargo de direção em cooperativa. 
 
90. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa 
física que presta, em caráter eventual, serviço de natureza rural a 
empresa. 
 
91. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Beatriz trabalha, em Brasília, na sucursal da Organização das Nações 
Unidas e não tem vinculação com regime de previdência estrangeiro. 
Nessa situação, Beatriz é segurada da previdência social brasileira na 
condição de contribuinte individual. 
 
92. (Analista do Seguro Social ± todas as áreas, exceto 
Direito/INSS/Funrio/2014): 
O Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei n.º 8212/1991, 
reconhece como segurado facultativo o maior de 14 anos de idade que se 
filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição. 
 
93. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT-
10/CESPE/2013): 
José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de 
seu irmão mais velho, João, que é segurado da previdência social. Nessa 
situação, José é considerado beneficiário do regime geral da previdência 
social, na condição de dependente de João. 
 
94. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Ronaldo, afastado de suas atividades laborais, tem recebido auxílio 
doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo será mantida 
sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, 
independentemente de contribuição para a previdência social. 
 
95. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado especial. 
 
96. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): 
O exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da 
categoria de trabalhadores rurais descaracteriza a condição de segurado 
especial caso o referido dirigente obtenha, por meio dessa atividade, 
ajuda de custo. 
 
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97. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Um adolescente de 14 anos de idade, menor aprendiz, contratado de 
acordo com a Lei n.º 10.097/2000, apesar de ter menos de 16 anos de 
idade, que é o piso para inscrição na previdência social, é segurado 
empregado do regime geral. 
 
98. (Auditor/TCM-RJ/FGV/2008): 
Com relação aos contribuintes da Previdência Social, é correto afirmar que 
os Municípios que instituírem Regime Próprio de Previdência Social para os 
seus servidores titulares de cargos efetivos não são contribuintes 
obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social em relação a esses. 
Entretanto, o Regime Próprio de Previdência Social deve assegurar, pelo 
menos, aposentadorias e pensão por morte previstas no art. 40 da 
Constituição Federal. 
 
99. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): 
A Lei n.º 8.212/1991, que institui o plano de custeio da seguridade social, 
distingue as pessoas que são consideradas empresas daquelas que se 
equiparam a empresas. Entre as que se equiparam a empresa encontram-
se as fundações públicas. 
 
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É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, o membro 
de instituto de vida consagrada. 
 
101. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social o ministro de confissão 
religiosa. 
 
102. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Fernanda foi casada com Lucas, ambos segurados da previdência social. 
Há muito tempo separados, resolveram formalizar o divórcio e, pelo fato 
de ambos trabalharem, não foi necessária a prestação de alimentos entre 
eles. Nessa situação, Fernanda e Lucas, após o divórcio, deixarão de ser 
dependentes um do outro junto à previdência social. 
 
103. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a firma individual que reúne elementos produtivos para 
a produção ou circulação de bens ou de serviços e assume o risco de 
atividade econômica urbana ou rural. 
 
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104. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de 
vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
105. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que para efeito de concessão de 
beneficiários previdenciários aos dependentes do segurado do RGPS, 
deve-se considerar a seguinte ordem de preferência: descendentes, 
ascendentes, cônjuge e irmãos. 
 
106. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
filiação obrigatória de todo trabalhador que se enquadre na condição de 
segurado. 
 
107. (Auditor/TCE-M-PA/FGV/2008): 
A respeito dos contribuintes do Regime Geral de Previdência Social, é 
correto afirmar que os órgãos e entidades da administração pública direta, 
indireta e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios são considerados como empresa, e, dessa forma, sujeitos às 
mesmas obrigações das empresas em geral, em relação aos trabalhadores 
que lhe prestem serviço. 
 
108. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Suponha que João, servidor público federal aposentado, tenha sido eleito 
síndico do condomínio em que reside e que a respectiva convenção 
condominial não preveja remuneração para o desempenho dessa função. 
Nesse caso, João pode filiar-se ao Regime Geral da Previdência Social 
(RGPS) na condição de segurado facultativo e formalizar sua inscrição com 
o pagamento da primeira contribuição. 
 
109. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa 
física que presta serviço de natureza eventual, no âmbito residencial da 
pessoa que contrate o serviço, em atividades sem fins lucrativos. 
 
110. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT-
10/CESPE/2013): 
Marcelo, que é segurado especial da seguridade social, por ser, na forma 
da legislação especial, consideradopequeno produtor rural, foi eleito 
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dirigente do sindicato representativo dos pequenos produtores rurais. 
Nessa situação, Marcelo passará a ser segurado na condição de 
contribuinte individual. 
 
111. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca 
profissão habitual ou principal meio de vida. 
 
112. (Assistente Previdenciário/RIOPREV/CEPERJ/2014): 
Consoante a lei federal que regula as prestações previdenciárias do 
regime geral de previdência, o órgão superior de deliberação colegiada é 
denominado Conselho Nacional de Justiça. 
 
113. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): 
João exerce individualmente a atividade de pescador artesanal e possui 
embarcação com 5 toneladas de arqueação bruta, com parceiro eventual, 
que o auxilia. Nessa situação, João é segurado contribuinte individual da 
Previdência Social. 
 
114. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser contribuinte individual. 
 
115. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
8/CESPE/2013): 
Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o indivíduo que, em gozo de 
benefício de auxílio doença, no prazo de doze meses, não se aposentar 
por invalidez nem voltar ao trabalho perde a qualidade de segurado. 
 
116. (Advogado/Nossa Caixa/FCC/2011): 
De acordo com a Lei n.º 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência 
Social, na qualidade de segurado especial a pessoa física residente no 
imóvel rural que, individualmente, ainda que com o auxílio eventual de 
terceiros a título de mútua colaboração, na condição de pescador 
artesanal faça da pesca profissão habitual. 
 
Considere a seguinte situação-problema para responder as questões 117 a 
120: 
 
Pedro Luís, servidor público estadual concursado, deseja se filiar ao 
regime geral de previdência. Assim, entra com requerimento na Secretaria 
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de Administração do Estado pedindo que não seja mais descontado o valor 
da contribuição para o sistema estadual de previdência própria pública 
decorrente do cargo público efetivo que exerce na repartição estadual. 
 
117. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado obrigatório empregado. 
 
118. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís não pode participar do Regime Geral de Previdência Social, pois 
já participa de Regime Próprio de Previdência Social como servidor 
ocupante de cargo efetivo. 
 
119. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado obrigatório contribuinte individual. 
 
120. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que 
Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como 
segurado facultativo. 
 
121. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): 
Os regimes de previdência oficiais (RGPS e RPPS) e o RPC fazem parte da 
seguridade social e estão vinculados, sendo esse último complementar dos 
dois primeiros, o que se traduz por não haver segregação jurídica e 
patrimonial entre os regimes previdenciários. 
 
122. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): 
A Lei n.º 8.212/1991 prevê que tem a faculdade, e não a obrigatoriedade, 
de ser segurado da previdência social o maior de quatorze anos de idade 
que se filiar ao RGPS mediante contribuição desde que não incluído em 
uma das hipóteses de segurado obrigatório. 
 
123. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
Os membros do Conselho Nacional de Previdência Social e seus 
respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República. 
 
124. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): 
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O enteado e o menor tutelado, ainda que dependente economicamente do 
segurado, uma vez que não são filhos deste, não poderão figurar como 
beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de 
dependentes. 
 
125. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): 
O companheiro e a companheira, desde que comprovem a existência de 
união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que 
lhes permite receber pensão por morte ou auxílio reclusão, conforme o 
caso. 
 
126. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): 
Pedro, segurado obrigatório do RGPS, era casado com Solange, brasileira 
e empregada do escritório de advocacia Lexus em Niterói/RJ, de quem 
jamais se divorciou ou se separou judicialmente. Atualmente, Pedro vive 
com Carla e é tutor de Sofia, com 12 anos de idade, filha de seu irmão 
falecido. Com referência a essa situação hipotética, levando-se em conta a 
Lei n.º 8.213/1991 que trata dos beneficiários do RGPS, é correto afirmar 
que Solange continua a ser dependente de Pedro. 
 
127. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): 
Sobre o texto da questão anterior, é corretor afirmar que Sofia pode 
figurar como dependente de Pedro, desde que essa condição seja 
declarada e que seja demonstrada a dependência econômica. 
 
128. (Analista Executivo/SEGER-ES/CESPE/2013): 
O pequeno produtor rural que exerça suas atividades em regime de 
economia familiar será filiado obrigatório do RGPS na condição de 
segurado especial, enquanto seus filhos maiores e cônjuge que trabalhem 
na mesma condição serão filiados obrigatórios do RGPS como segurados 
empregados. 
 
129. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): 
Caso haja compensação das contribuições já pagas, Pedro Luís pode 
participar do Regime Geral de Previdência Social. 
 
130. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Para fins previdenciários, a principal diferença entre empresa e 
empregador doméstico é que a primeira se caracteriza por exercer 
atividade exclusivamente com fins lucrativos, e o segundo, não. 
 
131. (Auditor-Fiscal/SRF/ESAF/2005): 
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Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei n.º 8.213/91), no art. 11, 
elenca como segurados obrigatórios da Previdência Social na condição de 
empregado, entre outros, o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa 
domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a 
empresa brasileira de capital nacional. 
 
132. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Se um cidadão brasileiro domiciliado em Belo Horizonte for contratado 
para trabalhar como empregado em sucursal de empresa na França, com 
sede em São Paulo e constituída de acordo com as leis brasileiras, ele será 
considerado segurado contribuinte individual do RGPS. 
 
133. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): 
Considere que Pedro explore, individualmente, em sua propriedade rural, 
atividadede produtor agropecuário em área contínua equivalente a 3 
módulos fiscais, em região do Pantanal sul-mato-grossense, e que, 
durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro de cada ano, explore 
atividade turística na mesma propriedade, fornecendo hospedagem 
rústica. Nessa situação, Pedro é considerado segurado especial. 
 
134. (Defensor Público/DPE-CE/FCC/2014): 
Segundo a Lei n.º 8.213/1991, o Conselho Nacional de Previdência Social 
(CNPS) é composto por quinze membros nomeados pelo Presidente da 
República, sendo que os representantes titulares da sociedade civil terão 
mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos, de imediato, uma única 
vez. 
 
135. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
vinculação entre o valor da contribuição do segurado e o benefício que 
venha a perceber. 
 
136. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): 
Na forma como determinado pela Lei n.º 8213/1991, considera-se 
segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social o maior de 14 
(quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, 
mediante contribuição. 
 
137. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): 
João aposentou-se pelo RPPS em 16/11/2009 e, a partir de então, passou 
a prestar consultoria a diversas empresas do Distrito Federal, atividade 
que não interrompeu mesmo após a sua contratação para trabalhar em 
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missão diplomática norte-americana localizada no Brasil. Nessa situação, 
João é segurado obrigatório do RGPS, ainda que já receba aposentadoria 
oriunda de regime próprio de previdência. 
 
138. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): 
Genésio, residente em Salvador, passou a integrar, pela primeira vez, o 
Regime Geral da Previdência Social, na condição de segurado, quando se 
empregou em empresa privada da área de hotelaria, no mês de novembro 
de 2004. Desde janeiro de 2011, adoecido, goza de auxílio doença 
previdenciário. A manutenção de sua condição de segurado é 
imprescritível, preclui, mas, enquanto perdurar o benefício, estará 
interrompida a decadência. 
 
139. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-
21/CESPE/2010): 
Um servidor efetivo de determinado município que esteja em pleno 
exercício de seu cargo será obrigatoriamente filiado a pelo menos um 
regime previdenciário, quer seja o geral se não houver regime próprio, 
quer seja o dos servidores daquele município se houver. 
 
140. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte 
individual o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, 
desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. 
 
141. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): 
O segurado que deixa de exercer atividade remunerada abrangida pela 
previdência social mantém a qualidade de segurado até doze meses após 
a cessação das contribuições, independentemente do pagamento de novas 
contribuições. 
 
142. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): 
O estagiário contratado de acordo com as normas estabelecidas pela Lei 
n.º 11.788/2008 não é segurado obrigatório do RGPS. 
 
143. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): 
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em cada município 
haverá um conselho tutelar, órgão permanente e autônomo, não 
jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos 
direitos da criança e do adolescente, composto de 5 membros escolhidos 
pela comunidade. O exercício dessa atividade pública vincula o conselheiro 
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ao RGPS na qualidade de empregado, pois equivale ao exercício de cargo 
em comissão. 
 
144. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): 
Se a esposa de um trabalhador contratado para trabalhar no exterior em 
uma empresa multinacional quiser contar tempo de contribuição para o 
RGPS, ela poderá inscrever-se na qualidade de segurada facultativa. 
 
145. (Procurador Municipal/PGM-Natal/CESPE/2008): 
Edmar, ex-estudante de direito da Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte, nunca exerceu atividade profissional. No entanto, elegeu-se 
deputado federal, sendo que a atividade parlamentar foi sua primeira 
experiência político-profissional. Com base nessa situação hipotética, é 
correto afirmar que, enquanto estiver no exercício do mandato, Edmar 
será segurado obrigatório da previdência social na qualidade de 
empregado. 
 
146. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): 
Finalmente, conseguiram terminar o velório de Joaquim, e o enterraram, 
na presença dos amigos e familiares. Os que mais pareciam sofrer eram 
Gabriela, sua esposa, Tieta e Pedro, seus filhos de 15 e 20 anos, 
respectivamente. A pensão por morte que os três receberam monta em 
R$ 110,00 para cada um. Pedro, solteiro, cursa o terceiro ano de Direito e 
está desempregado. Se essa situação permanecer, quando ele completar 
21 anos a pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que 
passará a receber R$ 220,00, até completar 21 anos. 
 
147. (Procurador/PGE-RN/FCC/2014): 
Cônjuge separado judicialmente ou divorciado, com direito a alimentos, 
preserva a condição de dependente do segurado do RGPS, e 
eventualmente concorre, em condições de igualdade, com companheira do 
segurado. 
 
148. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
obrigatoriamente na qualidade de ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� GLUHWRU�
empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade 
anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho. 
 
149. (Analista do Seguro Social ± Serviço 
Social/INSS/Funrio/2009): 
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É segurado obrigatório da Previdência Social, na forma do determinado 
pela Lei n.º 8.212/1991 como empregado: o brasileiro ou o estrangeiro 
domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 
sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. 
 
150. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
obrigatoriamente na qualidade de ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� WUDEDOKDGRU�
contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário. 
 
151. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais que 
contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo 
responsáveis pelo desconto e recolhimento das contribuições 
previdenciárias dos seus empregados. 
 
152. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
O Conselho Nacional de Previdência Social reunir-se-á, ordinariamente, 
uma vez a cada quinze dias, por convocação de seu Presidente. 
 
153. (Oficial Técnico de Inteligência/ABIN/CESPE/2010): 
Compete ao Conselho Nacional de Previdência Social, órgão superior de 
deliberação colegiada, apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da 
previdência social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da 
seguridade social.154. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRT-5/FCC/2013): 
Com o passamento (falecimento) de Antônio, Sheila, sua esposa de 47 
anos, Carlos e Giulia, seus filhos de 17 e 18 anos, respectivamente, 
passaram a receber pensão por morte, no valor de R$ 226,00, cada um. 
Quando Giulia, estudante universitária, desempregada e solteira, 
completar 21 anos, a pensão de Sheila passará a R$ 339,00, tendo em 
vista que, aos 21 anos, ainda que desempregada e estudante 
universitária, Giulia perde o direito à pensão por morte. 
 
155. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): 
A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é 
correto afirmar que a existência de pais exclui do direito às prestações os 
irmãos do segurado. 
 
156. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): 
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O menor de quatorze anos de idade pode ser segurado facultativo do 
regime geral da previdência social, desde que não esteja exercendo 
atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório. 
 
157. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária 
vigente, é correto afirmar que esse pode ser aquele que deixou de ser 
segurado obrigatório da Previdência Social. 
 
158. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2009): 
O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade alcançada por 
esse regime será segurado obrigatório em relação a essa atividade e 
ficará sujeito às contribuições legais para custeio da seguridade social. 
 
159. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Considere a seguinte situação hipotética. Lúcio, que tem cinquenta e três 
anos de idade, é domiciliado no município de Juazeiro/BA, onde exerce a 
atividade artesão por conta própria e responsabiliza-se também pela 
venda de suas peças no centro de artesanato local. Nessa situação 
hipotética, Lúcio exerce atividade de filiação obrigatória ao RGPS sendo 
considerado, portanto, segurado especial. 
 
160. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): 
O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial 
internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e 
contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência, é 
segurado obrigatório da previdência social, na qualidade de empregado. 
 
161. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação 
previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas 
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir 
obrigatoriamente na qualiGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� DTXHOH� TXH�
presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à 
família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade 
sem fins lucrativos. 
 
162. (Procurador do Estado/MPE-SC/FEPESE/2014): 
O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que estiver 
exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é 
segurado facultativo em relação a essa atividade. 
 
163. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
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Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que 
não vinculado a regime próprio de previdência social. 
 
164. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
São considerados beneficiários do RGPS, na condição de dependentes do 
segurado, o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não 
emancipado inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
165. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o 
trabalhador que presta serviço de natureza rural a diversas empresas sem 
vínculo empregatício. 
 
166. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o trabalhador contratado no exterior para 
trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território 
nacional segundo as leis brasileiras com salário estipulado em moeda 
estrangeira. 
 
167. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada 
(EIRELI) que assume o risco de atividade econômica. 
 
168. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, aqueles que prestam serviço de natureza contínua, mediante 
remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em 
atividade sem fins lucrativos. 
 
169. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): 
Com relação à manutenção da qualidade de segurado, 
independentemente de contribuições, está correta a seguinte condição: 
mantem-se a qualidade de segurado por até 18 (dezoito) meses após 
cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação 
compulsória. 
 
170. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
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Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em 
sucursal ou em agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e 
que tenha sede e administração no País. 
 
171. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado beneficiário do RGPS, na condição de dependente do 
segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, com menos de 
vinte e cinco anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou 
mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz. 
 
172. (Delegado/DPF/CESPE/2004): 
Em razão de não conseguir emprego em sua cidade natal, Paulo recolheu 
suas economias e dirigiu-se para o estado de Rondônia, a fim de 
trabalhar, por 3 meses, no garimpo de diamantes, em área demarcada 
como reserva indígena. Ao chegar àquele estado, comprou os 
equipamentos necessários, contratou dois ajudantes e deu início às 
atividades. Nessa situação, é correto afirmar que Paulo é segurado 
obrigatório da previdência social, como contribuinte individual, enquanto 
seus ajudantes são segurados obrigatórios na condição de empregados. 
 
173. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Osvaldo cumpriu pena de reclusão devido à prática de crime de fraude 
contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve na 
empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, 
Osvaldo tem direito de continuar como segurado da previdência social por 
até dezoito meses após o seu livramento. 
 
174. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que uma pessoa jurídica pode ser 
beneficiária do sistema de Previdência Social. 
 
175. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): 
Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da 
correção monetária dos salários de contribuição considerados no cálculo 
dos benefícios. 
 
176. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): 
Nos termos da legislação previdenciária é corretoafirmar que a existência 
de dependentes de uma classe exclui do benefício os das classes 
seguintes. 
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177. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como 
contribuinte individual o brasileiro civil que trabalhe no exterior para 
organismo oficial internacional de que o Brasil seja membro efetivo, ainda 
que lá domiciliado e contratado e coberto por regime próprio de 
previdência social. 
 
178. (Juiz do Trabalho/TRT-9/FUNDEC/2003): 
São princípios que regem a Previdência Social, dentre outros, a 
universalidade de participação nos planos previdenciários e a seletividade 
e distributividade na prestação dos benefícios. 
 
179. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): 
São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria 
contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, 
entre outros, o titular de firma individual urbana ou rural. 
 
180. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): 
Servidor público ocupante de cargo efetivo filiado a regime próprio de 
previdência social não pode se filiar ao RGPS, na qualidade de segurado 
facultativo, exceto no caso de afastamento sem vencimentos e desde que 
não seja permitida, nessa condição, a contribuição ao respectivo regime 
próprio. 
 
181. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da 
Previdência Social, a cooperativa, a missão diplomática e a repartição 
consular de carreiras estrangeiras ou a entidade de qualquer natureza ou 
finalidade. 
 
182. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e 
contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa 
domiciliada no exterior, com maioria de capital votante pertencente à 
empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e 
administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter 
permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas 
domiciliadas e residentes no Brasil. 
 
183. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
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Um tabelião que seja titular do cartório de registro de imóveis em 
determinado município é vinculado ao respectivo regime de previdência 
estadual, pois a atividade que exerce é controlada pelo Poder Judiciário. 
 
184. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): 
Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o 
síndico eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que 
receba remuneração. 
 
185. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o bolsista e o 
estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei n.º 
11.788, de 25 de setembro de 2008. 
 
186. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado 
aquele que preste serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em 
caráter eventual ou não, sob sua subordinação e mediante remuneração. 
 
187. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o estrangeiro que presta serviços no Brasil 
à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira, 
ainda que sem residência permanente no Brasil, e o brasileiro amparado 
pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou 
da repartição consular. 
 
188. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): 
É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o membro 
de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 
 
189. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): 
É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o síndico de 
condomínio não remunerado, o estudante e outros aludidos em lei ou em 
regulamento. 
 
190. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): 
A seletividade e distributividade das prestações é princípio que se reporta 
precipuamente ao legislador, impondo-lhe que, na conformação legal dos 
planos de benefícios e serviços, sejam priorizadas as maiores 
necessidades sociais. 
 
191. (Técnico/SRF/ESAF/2006): 
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Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório 
da Previdência Social do Brasil o menor aprendiz, com idade de quatorze a 
vinte e quatro anos, ainda que sujeito à formação técnico-profissional 
metódica, sob a orientação de entidade qualificada, nos termos da lei. 
 
192. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): 
É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado 
doméstico aquele que preste serviço de natureza contínua a pessoa ou 
família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos. 
 
193. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de 
dependentes do segurado, entre outros, os ascendentes até o terceiro 
grau, desde que comprovada a dependência econômica. 
 
194. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): 
No que se refere à concessão de benefícios previdenciários, a condição de 
dependente é autônoma em relação à de segurado, de forma que, tendo o 
falecido, na data do óbito, perdido a condição de segurado e não tendo 
cumprido os requisitos necessários para a aposentadoria, seus 
dependentes farão jus à pensão por morte, em valor proporcional ao 
tempo de contribuição do instituidor do benefício. 
 
195. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): 
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, 
até doze meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. 
 
196. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): 
Será segurado obrigatório como empregado o exercente de mandato 
eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime 
próprio de previdência social. 
 
197. (Procurador Jurídico/PM-Rio Branco/CESPE/2007): 
Considere que Célia, dona de casa, tenha se inscrito no regime geral de 
previdência social (RGPS) na qualidade de segurada facultativa. Nessa 
situação, a eventual perda da qualidade de segurado somente ocorrerá se 
Célia deixar de contribuir por 12 meses. 
 
198. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): 
O Conselho Nacional de Previdência Social possui, na sua composição, três 
membros representantes dos aposentados e pensionistas. 
 
199. (Defensor Público/DPE-BA/CESPE/2010): 
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O cancelamento da inscrição do cônjuge do segurado é processado em 
face de separação judicial ou divórcio sem direito a alimentos, de certidão 
de anulação de casamento, de certidão de óbito ou de sentença judicial 
transitada em julgado. 
 
200. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): 
Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social 
na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que a dona de casa não pode ser 
beneficiária da Previdência Social. 
 
201. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): 
Será segurado facultativo na qualidade desegurado especial, o ministro 
de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de 
congregação ou de ordem religiosa. 
 
202. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): 
O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de 
qualquer condição, menor de 21 anos ou maior, desde que estudante ou 
inválido, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na 
condição de dependentes. 
 
203. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): 
A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é 
correto afirmar que a dependência de cônjuges e filhos deve ser 
comprovada, e a de companheira(o) é presumida. 
 
204. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): 
Será beneficiário do Regime Geral, como dependente do segurado, o 
irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) 
anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o 
torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 
 
205. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): 
Um cidadão belga que seja domiciliado e contratado no Brasil por empresa 
nacional para trabalhar como engenheiro na construção de uma rodovia 
em Moçambique é segurado da previdência social brasileira na qualidade 
de empregado. 
 
206. (Defensor Público/DPE-AM/FCC/2013): 
Conforme previsão contida no Plano de Benefícios da Previdência Social ± 
Lei n.º 8.213/1991 ± mantém a qualidade de segurado, independente de 
contribuições, até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o 
segurado acometido de doença de segregação compulsória. 
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14. Gabarito das Questões. 
 
01. E 
02. E 
03. E 
04. E 
05. E 
06. E 
07. E 
08. E 
09. E 
10. E 
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75. E 
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86. E 
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90. E 
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93. C 
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101. E 
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103. E 
104. C 
105. E 
106. C 
107. C 
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172. E 
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206. E

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