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Aula 02 Direito Previdenciário (Prof. Ali Jaha) p/ INSS - Técnico de Seguro Social - Com videoaulas - 2015 Professor: Ali Mohamad Jaha Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 232 AULA 02 Tema: Previdência Social e seus Beneficiários. Assuntos Abordados: 3. Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 3.1. Segurados Obrigatórios. 3.3. Conceito, Características e Abrangência: Empregado, Empregado Doméstico, Contribuinte Individual, Trabalhador Avulso e Segurado Especial. 3.4. Segurado Facultativo: Conceito, Características, Filiação e Inscrição. 3.5. Trabalhadores excluídos do Regime Geral (RGPS). 4. Empresa e Empregador Doméstico: Conceito Previdenciário. 10. Manutenção, Perda e Restabelecimento da Qualidade de Segurado. 11. Lei n.º 8.212/1991. 12. Lei n.º 8.213/1991. 13. Decreto n.º 3.048/1999. Sumário Página Saudações Iniciais. 1 - 2 01. Previdência Social ± Conceito. 2 - 2 02. Princípios da Previdência Social. 3 - 9 03. Regime Geral de Previdência Social ± RGPS. 9 - 13 04. Segurados Obrigatórios do RGPS. 13 - 14 04.1. Segurado Obrigatório ± Empregado. 14 - 23 04.2. Segurado Obrigatório ± Empregado Doméstico. 23 - 23 04.3. Segurado Obrigatório ± Contribuinte Individual. 23 - 41 04.4. Segurado Obrigatório ± Trabalhador Avulso. 41 - 42 04.5. Segurado Obrigatório ± Segurado Especial. 42 - 56 05. Servidor Ocupante de RPPS x RGPS. 56 - 58 06. Segurado Facultativo do RGPS. 58 - 65 07. Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado. 65 - 70 08. Dependentes e suas classes. 70 - 75 08.1. Perda da Qualidade de Dependente. 76 - 78 09. Empresa e Empregador Doméstico. 78 - 80 10. Conselho Nacional de Previdência Social. 80 - 85 11. Resumex da Aula. 85 - 92 12. Questões Comentadas. 93 - 202 13. Questões Sem Comentários. 203 - 231 14. Gabarito das Questões. 232 - 232 Saudações Iniciais. Olá Concurseiro! Tudo bem? Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 232 02. Princípios da Previdência Social. Após essa breve conceituação e introdução sobre Direito Previdenciário e a Seguridade Social (Previdência, Assistência e Saúde), devemos observar que a legislação previdenciária traz os Princípios que regem a Previdência Social, a saber: 1. Universalidade de participação nos planos previdenciários; 2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; 3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; 4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição corrigidos monetariamente; 5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar- lhe o poder aquisitivo; 6. Valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário de contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo, e; 7. Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. Analisando princípio por princípio, temos: 1. Universalidade de participação nos planos previdenciários (UPPP): Esse princípio assegura que, todos os cidadãos que exercem atividades abrangidas pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS), e têm como gestor o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), serão filiados obrigatórios da Previdência Social. (VVD�XQLYHUVDOLGDGH�p�XP�WDQWR�³UHVWULWD´��SRLV�a Previdência Social apresenta caráter contributivo, ou seja, os benefícios e serviços Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 232 previdenciários serão fornecidos apenas às pessoas que com a Previdência contribuem. Cabe observar que a Saúde é direito de todos e que a Assistência Social é prestada somente às pessoas que dela necessitam. 2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais (UEBS): Esse princípio segue o alinhamento do Direito do Trabalho, presente na CF/1988, e prevê que não deve haver diferença entre trabalhadores urbanos e rurais. A prestação do benefício ou do serviço previdenciário aos segurados deve ser o mesmo, independentemente de se tratar um trabalhador do campo ou da cidade. O benefício aposentadoria, por exemplo, não pode possuir valor inferior para os trabalhadores rurais, bem como o atendimento médico posto à disposição dos mesmos, ter qualidade inferior aos prestados aos trabalhadores urbanos. Numa interpretação mais ampla, constata-se que o princípio da Uniformidade e equivalência dos benefícios tem inspiração no princípio constitucional da igualdade (³WRGRV�VmR�LJXDLV�SHUDQWH�D�OHL��VHP�GLVWLQomR� de qualquer natureza´�± CF/1988, Art. 5.º, caput). 3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios (SDBS): Esse princípio traz conceitos do glorioso Direito Tributário, a saber: Seletividade e Distributividade. A prestação de benefícios e serviços à sociedade não pode ser infinita. Convenhamos, por mais que o governo fiscalize e arrecade as contribuições sociais, nunca haverá orçamento suficiente para atender toda a sociedade. Diante dessa constatação, deve-se lançar mão da Seletividade, que nada mais é do que fornecer benefícios e serviços em razão das condições de cada um, fazendo de certa forma, uma seleção de quem será beneficiado. Como exemplos claros, temos o Salário Família, que é devido apenas aos segurados de baixa renda. Não adianta ter 7 filhos e uma remuneração de R$ 30.000,00 por mês. Para receber Salário Família, é necessário comprovar que você é um segurado de baixa renda. Isso é Seletividade. O mesmo vale para o Auxílio Reclusão. E Distributividade? É uma consequência da Seletividade, pois ao selecionar os mais necessitados para receber os benefícios da Seguridade Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 232 Social, automaticamente estará ocorrendo uma redistribuição de renda aos mais pobres. Isso é distributividade. 4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição corrigidos monetariamente (BSCC): Esse princípio tem por objetivo afastar a corrosão da inflação no momento da obtenção do benefício previdenciário. No Brasil a sistemática do cálculo do benefício funciona da seguinte forma: Todos os meses, o cidadão recolhe a sua contribuição social, calculada através da aplicação de uma alíquota sobre o seu Salário de Contribuição (SC), sendo que esse, geralmente coincide com o seu salário mensal. Após muitos anos contribuindo para o RGPS, o cidadão terá direito a gozar do benefício, que será calculado através da média de todos os salários de contribuição (SC) do cidadão, excluindo, em regra, os 20% menores SC. Imagine que Charles requeira benefício junto ao INSS em Maio/2012, tendo contribuído regularmente para o RGPS desde Maio/1987. Nesse caso, se a média dos valores contribuídos fosse calculada sem a devida correção, sem dúvida, os SC mais antigos (1987, 1988, 1989...) estariam todos totalmente defasados e corroídos pela inflação, o que jogaria o benefício previdenciário de Charles lá para baixo. Para evitar esse tipo de situação, a legislaçãoprevidenciária elencou esse princípio, que garante que no momento do cálculo do benefício previdenciário, todos os SC serão corrigidos monetariamente, mês a mês, pelos índices oficiais, até a data do requerimento do benefício, garantindo assim, o valor real e atualizado desse. 5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar- lhe o poder aquisitivo (IRRVB): Quando foi escrito esse princípio legal, no longínquo ano de 1991, o Brasil tinha acabado de passar por uma década conturbada, sendo que o principal problema da época era a inflação galopante. Um litro de leite custava 1.200,00 unidades monetárias no mês de janeiro, já no mês seguinte, 2.000,00 unidades monetárias. O legislador originário não teve dúvidas, e decidiu proteger os trabalhadores pertencentes ao RGPS. Atualmente, a irredutibilidade do valor dos benefícios é garantida por meio de reajuste anual, geralmente em valor igual ou superior ao da inflação do mesmo período. Imagine o absurdo de um benefício de aposentadoria nunca ser reajustado? No primeiro ano, o benefício seria Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 232 razoável, compatível com as necessidades do aposentado. No segundo ano, iria apertar um pouco o cinto. No quinto ano o aposentado já estaria mendigando no semáforo. E se esse aposentado vivesse até próximo aos 90 anos? Não gosto nem de imaginar. Quanto a esse princípio constitucional é bom frisar que o mesmo apresenta duas vertentes a serem observadas: W Aos benefícios da Seguridade Social (Saúde e Assistência) estão garantidos a preservação do valor nominal, que é aquele definido na concessão de determinado benefício e nunca é reajustado, mantendo sempre o mesmo valor de face, e; W Aos benefícios da Previdência Social estão garantidos a preservação do valor real, que é aquele que tem o seu valor definido na concessão do benefício, mas é reajustado anualmente (em regra), para manter o seu poder de compra atualizado. Observe que apenas os benefícios da Previdência Social são assegurados a preservação do valor real (poder de compra). Em suma, com o passar do tempo, os benefícios não poderão perder o seu poder de compra. Imagine que um aposentado receba R$ 1.100,00 em 2013, e que esse benefício tenha um poder de compra de 1 cesta básica. Passado um ano, o benefício é reajustado para R$ 1.110,00, mas o seu poder de compra cai para o equivalente a 0,85 cesta básica. Nesse caso não houve a preservação do valor real do benefício. O Art. 201, § 4.º da CF/1988 é apenas uma aplicação do princípio da irredutibilidade: É assegurado o reajustamento dos benefícios (previdenciários) para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei. Por fim, devo ressaltar que o STF, em consonância com o texto constitucional, defende a manutenção do valor real dos benefícios previdenciários. Sendo assim, não resta dúvida quanto ao posicionamento do STF: "Este Tribunal fixou entendimento no sentido de que o disposto no Art. 201, § 4.º, da Constituição do Brasil, assegura a revisão dos benefícios previdenciários conforme critérios definidos em lei, ou seja, compete ao legislador ordinário definir as diretrizes para conservação do VALOR REAL do benefício. Precedentes." (AI Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 232 668.444-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 13-11-2007, Segunda Turma, DJ de 7-12-2007.) No mesmo sentido: AI 689.077-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 30- 6-2009, Primeira Turma, DJE de 21-8-2009. 6. Valor da Renda Mensal dos Benefícios (RMB) substitutos do salário de contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo (RMBSM): O legislador infraconstitucional, seguindo a linha adotada pela CF/1988, garantiu ao trabalhador que todo benefício que venha a substituir o Salário de Contribuição ou a renda mensal do trabalhador, terá como menor valor o salário mínimo. Observe que a regra não abrange todos os benefícios previdenciários, mas somente aqueles que venham a substituir o rendimento mensal do trabalhador. Diante dessa constatação, podemos afirmar que existirão alguns benefícios com valor inferior ao salário mínimo, como o Auxílio Acidente e o Salário Família, pois nenhum deles substitui o rendimento do segurado, apenas complementa. 7. Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados (DDQ): Esse princípio visa à participação da sociedade em geral na gestão da Previdência Social. Essa gestão é democrática (participa quem tem interesse), descentralizada (pessoas de vários setores diferentes podem participar) e quadripartite. E o que isso significa? Quer dizer que é obrigatória a participação de 4 classes, sendo, trabalhadores, empregadores, aposentados e Governo, nas instâncias gestoras da Previdência Social, que são: Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) e Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Após a explanação detalhada dos Princípios da Previdência Social, devo chamar a sua atenção para que não os confunda com os elencados no Art. 194 da CF/1988, que são os Princípios Constitucionais da Seguridade Social. Devo relembrar que a Seguridade Social apresenta um conceito mais amplo que a Previdência Social, que abarca a Saúde, a Assistência Social e a própria Previdência. Observe o estudo em paralelo e não erre na prova: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 232 paga no presente sua futura aposentadoria. Como representantes deste regime no Brasil estão as Entidades de Previdência Complementar, abertas ou fechadas, indicadas a quem quer e ou precisa complementar o benefício oferecido pela Previdência Social (RGPS). Vamos aprofundar nossos estudos na área de Previdência Social? Sem preguiça Concurseiro! =) Em princípio, a Lei n.º 8.213/1991 trouxe o seguinte dispositivo: Art. 9.º A Previdência Social compreende: I - O Regime Geral de Previdência Social, e; II - O Regime Facultativo Complementar de Previdência Social. Como pode ser observado, a Previdência Complementar era abarcada pela Previdência Social. Entretanto, esse dispositivo está desatualizado com as alterações operadas pela Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Reforma Previdenciária). Sendo assim, a redação a ser considerada atualmente é aquela presente no Decreto n.º 3.048/1999 (Regulamento da Previdência Social ± RPS), que assim dispõe: Art. 6.º A previdência social compreende: I - O Regime Geral de Previdência Social, e; II - Os Regimes Próprios de Previdência Social dos servidores públicos e dos militares. Da classificação supracitada já podemos definir que a Previdência Social abrange apenas 2 regimes previdenciários. E a Previdência Complementar? Não! Ela não está mais compreendida dentro da Previdência Social. Atenção com isso! Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 232 1.Cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; 2. Proteção à maternidade, especialmente à gestante; 3. Proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; 4. Salário Família e Auxílio Reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda, e; 5. Pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes. Por sua vez, o Seguro Desemprego, apesar de ter caráter previdenciário, é administrado e concedido pelo MTE e não pelo INSS, que é a autarquia vinculada diretamente ao Ministério da Previdência Social (MPS) que administra o RGPS, como podemos extrair do RPS/1999: Art. 7.º A administração do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é atribuída ao Ministério da Previdência Social (MPS), sendo exercida pelos órgãos e entidades a ele vinculados (no caso, pelo INSS). E para concluir a nossa explanação sobre o RGPS, quem são as pessoas beneficiárias do RGPS? São as pessoas físicas classificadas como Segurados e Dependentes. Classificando de forma mais detalhada: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 232 de remuneração pelo trabalho mensal, transformando-o em Contribuinte Individual. Em outras palavras, a isenção da taxa de condomínio tem natureza de remuneração indireta! Anote isso amigo! O enquadramento da atividade dentro das classes de segurados é realizado pela própria lei previdenciária e regulamentado pelo RPS/1999. Vou apresentar para você, meu caro aluno, todos os enquadramentos com os respectivos comentários e dicas! Sem preguiça, hein! =) 04.1. Segurado Obrigatório ± Empregado. São enquadrados como Empregados, as seguintes pessoas físicas: 01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Esse é o conceito de Empregado conforme o Direito do Trabalho. Nesse ramo do Direito podemos observar que o empregado apresenta os seguintes requisitos: Pessoa Física: Não existe empregado Pessoa Jurídica. Não eventualidade: O empregado deve exercer suas funções de modo permanente e constante. A legislação previdenciária entende que serviço prestado em caráter não eventual é aquele relacionado direta ou indiretamente às atividades normais da empresa. Pessoalidade: O empregado deve prestar os serviços contratados. Não havendo pessoalidade, será descaracterizada a relação de emprego. Subordinação Jurídica: O empregado deve obedecer às ordens lícitas de seu empregador. Subordinação jurídica pressupõe que o empregado deve obedecer às ordens de seu empregador, mediante retribuição econômica (salário). Porém, essas ordens não devem adentrar no mérito da parte técnica da execução do serviço contratado, pois se assim fosse, estaríamos diante de uma subordinação técnica. Em outras palavras, o empregador pode mandar em seu empregado em relação a vários aspectos Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 232 (cumprimento de horário, forma de atendimento de cliente, utilização de equipamentos de proteção individual, etc.), mas jamais o empregador poderá mandar ou desmandar na parte técnica do trabalho. Como assim? Imagine um eletricista contratado por um lojista para ampliar a rede de energia de sua loja. Nesse caso, o eletricista tem subordinação jurídica em relação ao lojista, mas não tem subordinação técnica, pois o lojista não pode dizer de que forma ele realizará o serviço de eletricidade. Onerosidade: Toda relação de emprego é remunerada (onerosa), ou seja, se não rolar dinheiro, não é emprego. Como vimos, a legislação previdenciária adotou como primeiro enquadramento, de forma coerente e oriunda do Direito do Trabalho, o conceito exato de empregado. E para concluir os comentários sobre esse enquadramento, o que seria o diretor empregado? Conforme a legislação previdenciária é aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades anônimas (S/A), mantém as características inerentes à relação de emprego. Em suma, é o indivíduo promovido ou contratado como empregado para cargo de direção em S/A, a fim de comandar a empresa, mantendo inclusive a subordinação. 02. Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho Temporário (ETT), por prazo não superior a 3 meses, prorrogável, presta serviço para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria. A ETT é uma empresa que coloca mão de obra à disposição de outra empresa, a empresa contratante, em duas situações: - Atender necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente: Quando a empresa contratante precisa repor, de forma rápida e temporária, as baixas de seus empregados. - Acréscimo extraordinário de serviço: Imagine uma fábrica de chocolates na época da Páscoa (Hummm...). Imaginou? Há certamente um grande aumento na demanda em decorrência da Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 232 data, e para dar conta do recado, e o que fazer? Contratar pessoal temporário via ETT. Para fins previdenciários, o trabalhador que vem a ser contratado pela ETT para trabalhar em qualquer uma das duas situações, pelo prazo máximo de 3 meses (prorrogáveis), é enquadrado como segurado Empregado. 03. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for contratado para serviço no exterior, em sucursal (filial ou agência), será considerado empregado, desde que a empresa: - Seja constituída sob as leis brasileiras, e; - Tenha sede e administração no Brasil. Quer um exemplo? Um vendedor (empregado) de uma empresa do ramo do vestuário, constituída sob as leis brasileiras, com sede e administração em Cianorte/PR, transferido para a filial em Milão (Itália), continuará sendo enquadrado como Empregado. E caso seja o empregado argentino? Depende! Ele é domiciliado e contratado no Brasil? Se sim, será enquadrado como Empregado. 04. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente à empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno. Esse enquadramento é uma variação complicada do outro. Vamos à análise: Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior é considerado empregado, desde que a empresa concomitantemente: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof.Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 232 enquadramento de empregado para o Auxiliar Local é residual, ou seja, só ocorrerá se ele não for filiado ao sistema previdenciário local. 08. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa, em desacordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). Quando um bolsista ou estagiário presta serviço à empresa em desacordo com a Lei do Estágio, na verdade ele está trabalhando como um empregado! O enquadramento priorizou a essência da relação! O estágio não gera vínculo empregatício. Não é difícil encontrarmos empresas que explorem seus estagiários, fazendo-os trabalhar em condições de igualdade com seus empregados. Se esse for o caso, não estaremos diante de uma relação de estágio, mas sim de uma relação de emprego indevidamente constituída, na forma de contrato por prazo indeterminado, segundo o direito do trabalho. Por fim, caso a questão citar o enquadramento supracitado mas apresentar a antiga e revogada Lei do Estágio, a Lei n.º 6.494/1976, considere o enunciado correto! Por que professor? Por que a legislação previdenciária ainda não foi atualizada, logo, a banca pode considerar o enunciado como correto. =/ 09. O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Esse enquadramento é direcionado aos cargos comissionados dos entes políticos, de livre nomeação e livre exoneração, ou como tratamos no Direito Administrativo, os chamados cargos ad nutum. Quando, por exemplo, um prefeito nomeia o irmão não servidor para cargo em comissão, e este exercerá exclusivamente o cargo comissionado, a Previdência o enquadrará como segurado empregado. A legislação previdenciária estende esse enquadramento ao ocupante de cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime especial, e fundações. 10. O servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 232 cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Esse enquadramento ampara, na esfera estadual e principalmente na esfera municipal, uma situação intermediária. Nos pequenos municípios, os concursos são realizados para a contratação de servidores estatutários (detentores de cargos efetivos), mas, geralmente por razões econômicas e financeiras, o referido ente não possui condições de criar um RPPS específico para seus funcionários. Dessa forma, os servidores públicos são enquadrados, para fins previdenciários, como contribuinte Empregado, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 11. O servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do Art. 37 da Constituição Federal. Os contratados temporariamente por necessidade temporária de excepcional interesse público são enquadrados como empregados, para fins previdenciários. 12. O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante de emprego público. Empregado público é aquele sujeito contratado por concurso público regido pelo regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Esse também é enquadrado para fins previdenciários como empregado. No âmbito da União, podemos citar os Conselhos de Fiscalização de Profissões Regulamentadas (CRM, CRA, CRC, etc.). Os empregados dessas autarquias federais pertencem ao regime celetista, contratados por meio de concurso público, mas enquadrados no RGPS na condição de empregado. Em resumo, por estar abarcado pelo RGPS, possui seu SC limitado ao teto do RGPS (que como já vimos, atualmente é R$ 4.663,75), ainda que este empregado público perceba mensalmente R$ 6.000,00. Assim sendo, no futuro, seus benefícios (aposentadorias e pensões) também estarão limitados ao mesmo teto. 13. O escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro a partir de 21/11/1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de Previdência Social Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 232 (RGPS), em conformidade com a Lei n.º 8.935/1994 (Lei dos Cartórios). Em regra, o escrevente e o auxiliar de cartório (serviços notariais e de registro), são enquadrados como empregados. Essa regra é válida a partir de 21/11/1994 até os dias atuais. O escrevente e o auxiliar contratado em data anterior a 21/11/1994, deve ter feito a opção pelo RGPS para ser enquadrado como segurado Empregado, e gozar de seus benefícios. Os escreventes e auxiliares de investidura estatutária ou em regime especial, contratados por titular de serviços notariais e de registro antes da vigência da Lei n.º 8.935/1994 (21/11/1994) que fizeram opção, expressa, pela transformação do seu regime jurídico para o da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), serão segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social como empregados e terão o tempo de serviço prestado no regime anterior integralmente considerado para todos os efeitos de direito. Por fim, não tendo havido a opção supracitada, os escreventes e auxiliares de investidura estatutária ou em regime especial continuarão vinculados à legislação previdenciária que anteriormente os regia, desde que mantenham as contribuições nela estipuladas até a data do deferimento de sua aposentadoria, ficando, consequentemente, excluídos do RGPS conforme dispõe a legislação previdenciária. 14. O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Essa regra vale para o político que não era servidor antes de virar político, ou seja, não era vinculado a nenhum RPPS. Um Auditor-Fiscal do Trabalho eleito deputado federal será enquadrado como empregado no RGPS? Não! Pois ele já está vinculado ao RPPS da União. 15. O empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Essa é a situação do indivíduo que trabalha em um organismo oficial internacional (ou estrangeiro) em funcionamento no território nacional. Em regra, esse indivíduo é coberto pelo RPPS (do organismo ou de alguns dos entes políticos), mas caso não seja coberto, ele será enquadrado como segurado empregado do RGPS. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 232 16. O trabalhador rural contratado por Produtor Rural Pessoa Física (PRPF), na forma do Art. 14-A da Lei n.º 5.889/1973 (Lei do Trabalho Rural), para o exercício de atividades de natureza temporária por prazo não superior a 2 meses dentro do período de 1 ano. Nesse ponto analisaremos o trabalhador rural empregado, que não pode ser confundido com o trabalhador rural segurado especial, que é aquele que trabalhaem regime de economia familiar, como veremos no decorrer de nossa aula. Além dessas espécies supracitadas, ainda temos a figura do trabalhador rural autônomo, que recebe a classificação de contribuinte individual, que nada mais é, conforme já apresentado nesta aula, a pessoa que presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Conforme observamos no dispositivo legal citado, o trabalhador rural contratado por Produtor Rural Pessoa Física (PRPF) para realizar atividades temporárias será enquadrado como segurado empregado. Devo ressaltar que, como dispõe o § 4.º do Art. 14-A da Lei n.º 5.889/1973, a contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só poderá ser realizada por PRPF, proprietário ou não, que explore diretamente atividade agroeconômica. Por sua vez, se a contratação de trabalhador rural ultrapassar 2 meses dentro do período de 1 ano, fica descaracterizada a condição de trabalho temporária, sendo convertida a relação trabalhista em contrato de trabalho por prazo indeterminado. Entretanto, essa alteração no âmbito trabalhista não respinga no âmbito previdenciário, uma vez que fica mantido o enquadramento como segurado empregado. 17. O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, conforme disposto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 232 Esse dispositivo prevê que o aprendiz, a partir dos 14 anos, é segurado empregado. Essa condição, em regra, perdura até os 24 anos exceto se o aprendiz for portador de deficiência, que nesse caso, não observará o referido limite. Além da limitação de idade, a empresa deve fornecer formação técnico-profissional ao aprendiz. Esse enquadramento não tem cara de questão de prova??? =) 04.2. Segurado Obrigatório ± Empregado Doméstico. A legislação previdenciária delimita da seguinte forma esse enquadramento: Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. Um exemplo clássico é a empregada doméstica, mas não é o único caso. Imagine um rico fazendeiro que contrata um motorista para ficar à disposição de sua esposa e filhos para levá-los à cidade. O motorista presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, para família (esposa e filhos do fazendeiro) no âmbito residencial (ele não trabalha com as atividades da fazenda) e realiza uma atividade sem fins lucrativos (levar a madame para passear, as crianças para a escola, para o McDonalds, etc.). Sem dúvida, o motorista em questão também é enquadrado como empregado doméstico. =) 04.3. Segurado Obrigatório ± Contribuinte Individual. A classificação de segurado como Contribuinte Individual nasceu em 1999, quando o governo federal unificou as seguintes classes de segurados: Trabalhador Autônomo e Empresário. O Contribuinte Individual tem como característica a prestação de serviço em caráter eventual a várias empresas, SEM relação de emprego. Também é característica marcante o exercício de atividade econômica por conta própria. São enquadrados como Contribuintes Individuais, as seguintes pessoas físicas: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 232 locais. O módulo fiscal tem um valor para cada cidade! Em Paranavaí/PR, por exemplo, o módulo fiscal equivale a 20 ha. Por sua vez, em Ponta Porã/MS, o módulo fiscal equivale a 35 ha, em Corumbá/MS equivale a 110 ha e em Cascavel/PR a 18 ha. Voltando ao enquadramento, consideramos Contribuinte Individual: Pessoa física, proprietária ou não da terra, que explore: 1. Atividade Agropecuária, em área superior a 4 módulos fiscais, com ou sem auxílio de empregados ou prepostos. 2. Atividade Agropecuária, em área igual ou inferior a 4 módulos fiscais, desde que, com auxílio de empregados ou prepostos. 3. Atividade Pesqueira ou Extrativista, desde que, com auxílio de empregados ou prepostos. Como podemos perceber, a redação truncada e difícil do enquadramento na verdade estava abarcando os três tipos de situações acima citados. Observe que a referência aos módulos fiscais só é realizada quando da exploração da atividade agropecuária. 04. A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua. Esse é o enquadramento do garimpeiro: Contribuinte Individual! Garimpeiro não é empregado! Entretanto, o que poucos estudantes sabem, é que o garimpeiro já teve um enquadramento distinto. Até 1998 o garimpeiro era considerado Segurado Especial. Entretanto, a Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Emenda de Reforma da Previdência) alterou a redação do § 8.º do Art. 195 da CF/1988, excluindo o garimpeiro dessa condição. Com isso, a partir dessa emenda, esse segurado passou a ser classificado como Contribuinte Individual. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 232 nos preparando para um debate acadêmico e sim para uma prova de alto nível, e muitas vezes o que vale é a letra da lei, ainda que não atualizada! 10. O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. Esse enquadramento engloba três classes diferentes de contribuintes individuais, a saber: Sócio Gerente: é o sócio da sociedade limitada que realiza funções de gestor. Sócio Cotista: é o sócio da sociedade limitada que não realiza funções de gestor. Administrador não empregado da sociedade limitada: é aquele que presta consultoria gerencial junto à sociedade. Ele não faz parte dos quadros da sociedade (não é empregado), mas trabalha para ela. Como percebemos, as três classes estão relacionadas à figura da sociedade limitada. E se, por exemplo, a questão citar qualquer uma das classes vinculadas a uma sociedade por ações (S/A), a questão estará errada! Fique atento! 11. O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. Esse dispositivo abarca duas classes diferentes de contribuintes individuais, a saber: Diretor Associado de Cooperativa ou Associação: é aquele associado que por eleição é nomeado para cargo de diretor de sua associação ou agropecuária, desde que receba remuneração. Síndico de condomínio remunerado: esse dispositivo faz referência a uma das mais célebres figuras da vida urbana cotidiana: O síndico! RS! Quem já morou em condomínio sabe do que estou falando! O síndico, quando remunerado, é classificado Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 232 cooperativa de produção disponibiliza seu cooperado para a realização do trabalho contratado. Como você percebeu, não existe vínculo entre o cooperado e a sociedade cooperativa (contratante). Essa prestação ocorre em caráter eventual e pode ser prestada a várias sociedades cooperativas distintas. Lembrando-se do conceito previdenciário de contribuinte, não temos dúvida que esse cooperado pertencente à cooperativa de produção (contratada) é enquadrado como contribuinte individual. 14. O Microempreendedor Individual (MEI) de que tratam os Arts. 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar n.º 123/2006 (Simples Nacional), que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. Antes de iniciar essa explanação, já adianto que vou me alongar um pouco mais nesse enquadramento, pois se trata de um assunto complexo e com algumas peculiaridades importantes. A priori, o que vem a ser o MEI? A legislação do Simples Nacional considera MEI o Empresário Individual, que: Exerce profissionalmente a atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, adotando o conceito legal de Empresário previsto no Art. 966 do Código Civil; Que tenha auferido receita bruta no ano-calendário anterior de no máximo R$ 60.000,00 e; Seja optante pelo Simples Nacional. O Simples Nacional nada mais é do que um regime tributário diferenciado, simplificado e favorecido, previsto na Lei Complementar n.º 123/2006, aplicável às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP). Para o MEI que está iniciando a sua atividade, a Lei do Simples Nacional considera para cálculo da renda auferida no ano- calendário, o importe de R$ 5.000,00 multiplicado pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o final do respectivo ano- calendário, consideradas as frações de meses como um mês inteiro. Por exemplo, se um Micro Empresário Individual iniciou suas atividades em 20/04/2011, o Simples Nacional considerará como renda Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 232 auferida por ele no ano calendário de 2011 o valor R$ 45.000,00, referentes a 9 meses multiplicados por R$ 5.000,00, ou seja, de abril a dezembro. Simples mesmo, não é? =) Conforme dispõe a legislação tributária, a opção pelo enquadramento como MEI implica que o empresário, nessa condição (Contribuinte Individual), deverá recolher a sua contribuição social na forma prevista pela legislação previdenciária, ou seja, com a aplicação da alíquota de 5% sobre o limite mínimo mensal do salário de contribuição, que nada mais é do que o salário mínimo (Lei n.º ������������$UW�� ���� ����� LQFLVR� ,,�� DOtQHD� ³D´���'HYR� UHVVDOWDU� TXH� WDO� forma de recolhimento implica automaticamente na exclusão do direito ao benefício de Aposentadoria por Tempo de Contribuição ao MEI. Com essa forma de recolhimento, o MEI não poderá contar seu tempo de contribuição para: 1. Obtenção da Aposentadoria por Tempo de Contribuição do RGPS (Regime Geral da Previdência Social), e; 2. Contagem Recíproca de Tempo de Contribuição para obtenção de benefícios previdenciários no âmbito de algum RPPS (Regime Próprio de Previdência Social), no caso de o MEI vir a trabalhar no setor público na qualidade de servidor público estatutário. Para contar com esse tempo de contribuição na qualidade de MEI (Contribuinte Individual) para fins de obtenção da Aposentadoria por Tempo de Contribuição e/ou da Contagem Recíproca do Tempo de Contribuição, o empresário deverá complementar a contribuição mensal já quitada, mediante recolhimento do valor correspondente à diferença entre o percentual pago (5%) e aquele que garante o efetivo benefício ao segurado (20%), acrescido dos juros moratórios de que trata a Lei n.º 9.430/1996. Em suma, o MEI deve pagar 15% sobre todos os seus salários de contribuição acrescentados dos juros moratórios, para poder contá-los como tempo de contribuição. Um exemplo deixa tudo mais fácil! =) Imagine que Waldemir tenha contribuído durante os 3 primeiros meses do ano de 2015 como MEI. O referido empresário foi aprovado posteriormente no concurso para o cargo de Analista-Técnico da SUSEP, desejando levar para o RPPS do Governo Federal esse período que contribuiu como MEI. Nesse caso o que fazer? Waldemir deverá recolher a diferença entre o percentual pago (5%) e o percentual de 20% em relação Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 232 Ufa! Acabamos! Respire fundo, beba uma água (ou um café!) e vamos ao próximo tópico! 04.4. Segurado Obrigatório ± Trabalhador Avulso. A melhor definição para Trabalhador Avulso é o conceito presente na legislação previdenciária: Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do Órgão Gestor de Mão de Obra (no caso de atividades portuárias), nos termos da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos), ou do Sindicato da Categoria (no caso de atividades não portuárias). O Trabalhador Avulso é uma classificação bastante específica e quase que voltada unicamente aos trabalhadores portuários. Sobre esse enquadramento, é interessante conhecermos os requisitos necessários: 1. O trabalhador pode ser sindicalizado ou não. 2. Serviço de natureza urbana ou rural. 3. Serviço prestado a diversas empresas (imagine um porto com diversos navios e diversos despachantes aduaneiros). 4. Ausência de vínculo empregatício. 5. Intermediação obrigatória do OGMO (Órgão Gestor de mão de obra) ou do Sindicato (Característica essencial do Trabalhador Avulso. Leve isso para a prova). Apenas com o conceito de Trabalhador Avulso você consegue acertar qualquer questão de concurso a respeito do assunto, mas vou transcrever abaixo os enquadramentos existentes na legislação previdenciária, para ter certeza que você não será surpreendido com nenhum termo diferente. Faça uma simples leitura, é suficiente. =) São considerados trabalhadores avulsos: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 232 01. O trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco. 02. O trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério. 03. O trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios). 04. O amarrador de embarcação. 05. O ensacador de café, cacau, sal e similares. 06. O trabalhador na indústria de extração de sal. 07. O carregador de bagagem em porto. 08. O prático de barra em porto. 09. O guindasteiro. 10. O classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos. Por fim, caso a questão traga corretamente o enquadramento do Trabalhador Avulso mas cite a antiga Lei dos Portos, a revogada Lei n.º 8.630/1993, considere o enunciado correto, pois a legislação previdenciária ainda não foi atualizada. =/ 04.5. Segurado Obrigatório ± Segurado Especial. Prezado aluno! Sem dúvida, essa é a classe de seguradoespecial mais complexa de todas, e também a de maior quantidade de dispositivos legais correlatos. Diante da situação, eu peço sua total atenção para esse tópico. A princípio, considero importante apresentar o conceito de segurado especial presente na doutrina previdenciária pátria: Segurado Especial é o produtor, o parceiro, o meeiro, o arrendatário rural, o comodatário, o usufrutuário, os assentados, os acampados, os posseiros, os extrativistas, os foreiros, os ribeirinhos, os remanescentes de quilombos, o índio, o pescador artesanal e o assemelhado, que exerçam suas atividades, Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 232 individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio de terceiros, bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos. (VIANNA, Cláudia Salles Vilela. Previdência Social: Custeio e Benefícios. São Paulo: LTr, 2008). Além do conceito doutrinário, considero interessante termos a noção de cada uma das atividades supra descritas: 1. Produtor: é o produtor rural, proprietário ou não da propriedade rural, que desenvolve atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; 2. Parceiro: é o que tem contrato de parceria, escrito ou verbal, com o proprietário da terra. O parceiro desenvolve atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras, sendo que o lucro (ou prejuízo) da produção será repartido entre as partes (proprietário e parceiro); 3. Meeiro: é o que tem contrato, escrito ou verbal, com o proprietário da terra. O meeiro desenvolve atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras, sendo que os rendimentos e os custos da produção serão repartidos entres as partes (proprietário e meeiro); 4. Arrendatário Rural: é o que utiliza a terra de outrem para desenvolver atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras. Nesse caso, o arrendatário rural paga aluguel ao proprietário da terra, podendo esse aluguel ser pago em pecúnia (dinheiro) ou com parte da produção (produtos in natura); 5. Comodatário: é o que, por meio de contrato, escrito ou verbal, empresta a propriedade rural de outrem, por tempo determinado ou não, para exercer atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; 6. Usufrutuário: é aquele que não detém a propriedade sobre o imóvel rural, entretanto, detém posse, uso, administração ou direito a receber os ganhos da produção, desde que exerça atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; 7. Assentado: é o que foi beneficiado por projeto de incentivo à reforma agrária e que recebeu imóvel rural, onde exerce atividades agrícolas, pastoris ou hortifrutigranjeiras; Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 232 8. Acampado: é o que se encontra organizado coletivamente no campo, pleiteando sua inclusão como beneficiário de programa de reforma agrária, desenvolvendo atividades rurais em terras pertencentes a terceiros; 9. Posseiro: é o que não é proprietário, mas possui a posse da propriedade rural, onde a explora como se dele fosse; 10. Extrativista: é o que tem como principal fonte de renda a atividade de extração da natureza de produtos in natura. Como exemplo, tem-se o seringueiro; 11. Foreiro: é o que explora a atividade rural em terra cedida por terceiro, firmando contrato escrito de caráter perpétuo e mediante pagamento anual; 12. Ribeirinho: é o que vive às margens dos rios, lagos ou lagos, e explora a terra. Geralmente, essa exploração acontece por meio do extrativismo e da pesca artesanal; 13. Remanescente de Quilombo: Quilombola era o escravo que se refugiava nos quilombos. A Constituição Federal de 1988, no Título X ± Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), garantiu a propriedade definitiva aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos. Logo, a todos os descendentes dos quilombolas, que em suas terras permaneceram, foi reconhecida a propriedade definitiva, inclusive com emissão do título de posse por parte do Estado; 14. Índio: é o índio reconhecido pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), inclusive o artesão que utilize matéria-prima proveniente de extrativismo vegetal, independentemente do local onde resida ou exerça suas atividades, sendo irrelevante a definição de indígena aldeado, indígena não-aldeado, índio em vias de integração, índio isolado ou índio integrado, desde que exerça a atividade rural individualmente ou em regime de economia familiar e faça dessas atividades o principal meio de vida e de sustento (Instrução Normativa INSS/PRESS n.º 45/2010), e; 15. Pescador Artesanal e Assemelhado: é o que faz da pesca seu principal meio de vida ou sua profissão, exercendo-a de maneira Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 232 individual ou em regime de economia familiar, dentro das limitações e imposições previstas na legislação previdenciária. O conceito doutrinário de segurado especial e a descrição das 15 atividades supracitadas não serão objeto de cobrança nas provas concursos. Por essa razão, não precisa sair decorando tudo! Basta ter o conceito básico para melhor compreender as disposições legais referentes ao tema, que serão apresentadas a seguir. =) Dando continuidade, essa é a definição legal para Segurado Especial: São segurados obrigatórios da previdência social classificados na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 módulos fiscais ou; 2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida. b) Pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH�� comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. Como podemos perceber, a definição legal de Segurado Especial não é a mais simples de todas, mas vou tentar tornar isso mais claro! Em sua essência, o Segurado especial necessariamente: 1. É pessoa física. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 232 Entende-se como auxílio eventual de terceiros o que é exercido ocasionalmente, em condições de mútua colaboração, não existindo subordinação nem remuneração. A caracterização é bem clara! O auxílio para ser eventual, tem que ser ocasional, em condição de mútua colaboração, sem subordinação e atenção: sem remuneração. A legislação, com intuito de beneficiar o segurado especial, criouainda uma hipótese específica de auxílio eventual a ser utilizada pelo grupo familiar (regime de economia familiar): O Grupo Familiar (regime de economia familiar) poderá utilizar-se de empregados contratados por prazo determinado (inclusive trabalhador rural temporário) ou de contribuinte individual, à razão de no máximo 120 pessoas/dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, não sendo computado nesse prazo o período de afastamento em decorrência da percepção de Auxílio Doença. Em princípio devo ressaltar que a redação dada a este dispositivo é recente, implementada pela Medida Provisório n.º 619, publicada em 07/06/2013. Atualmente, o grupo familiar está autorizado a utilizar empregado contratado por prazo determinado (inclusive trabalhador rural temporário) ou contribuinte individual, na razão de no máximo 120 pessoas/dia dentro do ano civil, sem que os integrantes do grupo percam a qualidade de segurado especial, independentemente de se tratar de época de safra ou não. Além disso, desde 2013, o período de afastamento por motivo por motivo de gozo de Auxílio Doença não é computado no prazo supracitado. Mas o que vem a ser essa razão de 120 pessoas/dia? Por favor, não escorregue no Raciocínio Lógico! RS! =) Imagine uma plantação de uvas na cidade de Marialva/PR. Essa plantação pertence a um grupo familiar de segurados especiais. Nessas condições, eles podem contratar, sem perder a referida condição de contribuinte, a seguinte quantidade de empregados (ou contribuintes individuais) para auxiliarem no serviço, das seguintes maneiras: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 232 O artesanato rural não descaracteriza o enquadramento do trabalhador segurado especial. A única observação fica por conta da origem da matéria prima utilizada: 1. Matéria prima produzida pelo próprio grupo familiar: nesse caso não há limite mensal de rendimentos em função do artesanato. 2. Matéria prima não produzida pelo grupo familiar: nesse caso, a renda mensal obtida em função do artesanato deverá ser de no máximo um salário mínimo (valor do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social). 08. Atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da previdência social. A atividade artística, desde que não gere um rendimento igual ou maior de um salário mínimo mensal (menor benefício de prestação continuada da Previdência Social), não descaracteriza o enquadramento de segurado especial do trabalhador. E se um rapaz do campo até então segurado especial ganhar destaque na música sertaneja, passando a auferir mensalmente R$ 3.500,00 com apresentações noturnas? Nesse caso, ele deixará de ser segurado especial e se tornará um segurado empregado ou contribuinte individual, a depender da existência, ou não, do vínculo empregatício com as casas noturnas. 2. Manutenção da qualidade de Segurado Especial. A legislação previdenciária, com intuito de proteger ainda mais o trabalhador rural, previu algumas situações em que esse trabalhador manterá a sua condição de Segurado Especial. Vamos ver essas 6 hipóteses? São as seguintes: 01. A outorga, por meio de contrato escrito de parceria, meação ou comodato, de até 50% de imóvel rural cuja área total, contínua ou descontínua, não seja superior a 4 módulos fiscais, desde que outorgante e outorgado continuem a exercer a respectiva atividade, individualmente ou em regime de economia familiar. Essa hipótese já foi vista nessa aula! A outorga (parceria, meação ou comodato) não descaracteriza a qualidade de segurado especial, desde que siga as seguintes condições: 1. Será realizada por meio de contrato escrito; Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 232 Física (PRPF) e que não esteja sujeito à incidência do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Como exemplos, podemos lembrar os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, socagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem e torrefação. Não é para decorar, hein! É só para você ter uma ideia! =) 06. A associação à cooperativa agropecuária. Estar associado a uma cooperativa agropecuária não retira do trabalhador rural a sua qualidade de segurado especial. 07. A incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre o produto das atividades desenvolvidas nos termos da legislação previdenciária. Com o advento da Medida Provisório n.º 619/2013, a incidência do IPI sobre o produto das atividades desenvolvidas não retira do trabalhador rural a sua qualidade de segurado especial, desde que a participação do segurado especial ocorra: 1. Em Sociedade Empresária; 2. Em Sociedade Simples; 3. Como Empresário Individual, ou; 4. Como Titular de Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) de objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou agroturístico, considerada microempresa nos termos da Lei Complementar n.º 123/2006 (Simples Nacional). Além disso, deve ser mantido o exercício da atividade rural, em consonância com a legislação previdenciária. Por sua vez, a pessoa jurídica deve ser composta apenas de segurados de igual natureza (segurados especiais) com sede no mesmo Município ou em Município limítrofe àquele em que eles desenvolvam suas atividades. 3. Perda da qualidade de Segurado Especial. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 232 No subtópico anterior verificamos as situações em que há a manutenção na qualidade de segurado especial. Nesse subtópico verificaremos as situações que ensejam a perda da qualidade de segurado especial por parte do trabalhador. A perda da qualidade de segurado especial pode ocorrer nas seguintes ocasiões: 1. A contar do primeiro dia do mês em que: a) deixar de satisfazer as condições estabelecidas no Art. 9.º, inciso VII do RPS/1999 (características de enquadramento do segurado especial), ou exceder qualquer dos limites estabelecidos no Art. 9.º, inciso I, § 18.º do RPS/1999 (características da outorga de parceria, meação ou comodato ± imóvel de no máximo 4 módulos fiscais e no máximo 50% da propriedade pode ser outorgada). b) se enquadrar em qualquer outra categoria de segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social, ressalvado o disposto nos incisos III, V, VII e VIII do § 10 e no § 14 do RPS/1999 (os incisos se referem aos casos em que o trabalhador rural possui outra fonte de rendimentos, mas mantém a qualidade de segurado especial). c) se tornar segurado obrigatório de outro regime previdenciário (quando o trabalhador se torna servidor público, por exemplo, tornando-se segurado obrigatório do RPPS ± Regime Próprio de Previdência Social). d) participar de sociedade empresária, de sociedade simples, como empresário individual ou como titular de empresa individual de responsabilidade limitada em desacordo com as limitações impostas pelo Art. 12, § 14 do RPS/1999 (deve ser mantida a atividade rural na forma da legislação previdenciária. A pessoa jurídica deve ser compostaapenas de segurados especiais e a sede da empresa deve ser no mesmo município ou em munícipio limítrofe àquele em que eles desenvolvem suas atividades). 2. A contar do primeiro dia do mês subsequente ao da ocorrência, quando o grupo familiar a que pertence exceder o limite de: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 232 a) utilização de trabalhadores nos termos do Art. 9.º, § 21 do RPS/1999 (extrapolar a razão 120 pessoas/dia no ano civil, nos casos de contratação para trabalho em época de safra). b) dias em atividade remunerada estabelecidos no Art. 9.º, § 8.º, inciso III do RPS/1999 (exercício de atividade remunerada em período de entressafra de no máximo 120 dias por ano civil). c) dias de hospedagem a que se refere o Art. 9.º, § 18.º, inciso II do RPS/1999 (explorar a atividade turística rural por no máximo 120 dias por ano civil). Ahh! Atenção aos grifos acima! Não dá pra errar, não é mesmo?! Não falei que era muita matéria sobre o segurado especial? =) 05. Servidor ocupante de RPPS x RGPS. Nesse tópico será visto brevemente o conceito de servidor público pertencente ao RPPS e a sua relação com o RGPS. Afinal de contas, qual a definição de RPPS? Essa definição está presente na própria legislação previdenciária: Entende-se por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) o que assegura pelo menos as Aposentadorias e Pensão por Morte previstas no Art. 40 da Constituição Federal. Conforme dispõe a legislação previdenciária, os servidores públicos, desde que amparados pelo RPPS são automaticamente excluídos do RGPS. Esses sãos os dizeres legislativos do RPS/1999: Art. 10. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) consubstanciado neste Regulamento, desde que amparados por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). O servidor (civil ou militar), amparado por RPPS nunca poderá ser amparado pelo RGPS? Nunca? Claro que poderá! Ele poderá filiar-se ao Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 232 RGPS quando exercer, concomitantemente às atividades de servidor, uma atividade abrangida pelo RGPS. É o exemplo do Auditor-Fiscal do Trabalho (Servidor Civil) que leciona Direito do Trabalho em uma faculdade particular. Nesse caso, o Auditor-Fiscal será enquadrado como segurado empregado perante o RGPS. A legislação previdenciária traz: Caso o servidor ou o militar venham a exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades abrangidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados obrigatórios em relação a essas atividades. Para encerrar esse tópico, quero que você se lembre das disposições constitucionais que vedam (proíbem) a filiação ao RGPS, na qualidade de segurado facultativo, pessoa participante de RPPS. Não esqueça isso! =) Observe as disposições constitucionais: Art. 201, § 5.º É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de Regime Próprio de Previdência (RPPS). Esse é exatamente o meu caso! Sou servidor público federal e participante do RPPS. Posso participar do RGPS? Sim! Na condição de empregado, por exemplo, caso fosse professor de Direito Previdenciário em alguma universidade, ou na condição de contribuinte individual, caso trabalhasse por conta própria como engenheiro, nos finais de semana. O que não pode é pessoa participante do RPPS, filiar-se no RGPS na condição de segurado facultativo, só porque está sobrando uma graninha no final do mês! Essa é a regra e a leve para a sua prova. =) Por sua vez, o Art. 35 da Instrução Normativa INSS/PRESS n.º 45/2010 traz um entendimento um pouco distinto, que pode ser assim esquematizado: 9 Servidor Federal: é vedada a filiação ao RGPS, na qualidade de segurado facultativo, inclusive na hipótese de afastamento sem vencimentos. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 232 esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. Antes de continuar, devo fazer ressalva a uma grande divergência existente na legislação previdenciária. Enquanto o Regulamento da Previdência Social (Decreto n.º 3.048/1999) traz que a idade mínima do segurado facultativo é 16 anos, a Lei n.º 8.212/1991 e a Lei n.º 8.213/1991 trazem que a idade mínima do segurado facultativo é 14 anos, como podemos observar: Lei n.º 8.212/1991, Art. 14. É segurado facultativo o maior de 14 anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, na forma do Art. 21 (20%), desde que não incluído nas disposições do Art. 12 (rol dos segurados obrigatórios). Lei n.º 8.213/1991, Art. 13. É segurado facultativo o maior de 14 anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, desde que não incluído nas disposições do Art. 11 (rol dos segurados obrigatórios). Essa discrepância acontece pelo fato de que a Lei n.º 8.212/1991 e a Lei n.º 8.213/1991, ao definirem a idade mínima de 14 anos para o segurado facultativo, foram ao encontro da redação original do Art. 7.º, inciso XXXIII da Constituição Federal de 1988, que previa a proibição de qualquer trabalho aos menores de 14 anos. Entretanto, a Emenda Constitucional n.º 20/1998 alterou a redação do referido dispositivo constitucional, que passou a vigorar da seguinte maneira: CF/1988, Art. 7.º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXIII - Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos; Sendo assim, o Decreto n.º 3.048/1999 foi redigido, corretamente, em consonância com nova redação constitucional (idade mínima de 16 anos para o segurado facultativo), mas, por inércia da Presidência da República e do Congresso Nacional, as Leis n.º 8.212/1991 e n.º 8.213/1991 nunca foram atualizadas. =/ Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 232 Esse é o caso de muitos concurseiros, que estão estudando exclusivamente para concursos e não estão trabalhando. Caso você ache oportuno, poderá contribuir para o RGPS durante a sua preparação, na condição de segurado facultativo. 04. O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior. Imagine uma mulher de negócios! Uma diretora financeira de uma empresa multinacional de telecomunicações. Certo dia, essa mulher precisa ir para a Bordeaux (França) a serviço da empresa. Nesse caso, o marido dela, que irá acompanhá-la até a França, poderá contribuir para o RGPS na condição de facultativo. 05. Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social. O contribuinte que deixa de ser segurado obrigatório do RGPS pode ser enquadrado como segurado facultativo. É o exemplo do empregado de montadoraautomobilística dispensado da empresa. Nesse caso, ele poderá continuar contribuindo para o RGPS, não mais na condição de empregado, mas na condição de segurado facultativo. Deve-se tomar certo cuidado com esse enquadramento. Pense em um engenheiro que deixou de ser segurado obrigatório do RGPS (empregado) para ser servidor público federal (RPPS), nesse caso ele não poderá ser enquadrado como segurado facultativo, pois o servidor abrangido por RPPS nunca será segurado facultativo. Mas acho que isso você já aprendeu, certo? 06. O membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei n.º 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA), quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social. O membro de conselho tutelar do seu município quando remunerado, é classificado como contribuinte individual. E quando ele for não remunerado? Depende! Nesse caso, podemos ter as seguintes situações: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 232 4. Até 12 meses após o livramento, o segurado detido ou recluso. O segurado que estava detido ou recluso terá direito a um PG de 12 meses após sua soltura. Esse período pode parecer exagerado na visão de algumas pessoas, mas é um período relativamente curto, pois atualmente é muito complicado um ex-detento conseguir um emprego formal. 5. Até 3 meses após o licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas para prestar serviço militar. O segurado que prestou serviço militar às Forças Armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica), terá direito a um PG de 3 meses após o seu desligamento. Ressalto que o licenciamento é apenas umas das hipóteses de desligamento das Forças Armadas. 6. Até 6 meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. O segurado facultativo que deixar de contribuir para a Previdência Social, gozará de um PG de até 6 meses após a cessação das contribuições. Sobre os 6 casos de manutenção da qualidade de segurado apresentados, é importante ressaltar que durante o PG, o segurado conserva todos os seus direitos perante a Previdência Social. A perda da qualidade de segurado com o fim do Período de Graça, não será considerada para a concessão da Aposentadoria por Tempo de Contribuição, Aposentadoria Especial e Aposentadoria por Idade. Como assim? Para a concessão dos referidos benefícios o segurado deverá apresentar o número de contribuições mensais exigidas para efeito de carência (nesse caso, no mínimo 180 contribuições). Em suma, se o segurado já tiver preenchido todos os requisitos para se aposentar em uma das 3 espécies de aposentadoria supracitadas, a perda da qualidade de segurado não impedirá a concessão da aposentadoria. Para arrematar o assunto, observe dois parágrafos interessantíssimos do Art. 180 do Decreto n.º 3.048/1999: § 1.º A perda da qualidade de segurado não prejudica o direito à aposentadoria para cuja concessão tenham sido preenchidos Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 70 de 232 - Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. - Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não exerce mais atividade remunerada). Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de segurado - Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). - Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. - Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas. - Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado Facultativo. 08. Dependentes e suas classes. 01. Regras Gerais. A legislação previdenciária define que existem dois tipos de beneficiários do RGPS (Regime Geral da Previdência Social): as pessoas físicas classificadas como Segurados e como Dependentes. Como podemos observar, não existe beneficiário Pessoa Jurídica (uma empresa, por exemplo). Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 71 de 232 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Para a legislação previdenciária, equiparam-se aos filhos, nas condições de dependentes de 1.ª classe, mediante declaração escrita do segurado e comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação e que seja apresentado pelo segurado o respectivo termo de tutela. Para contar, conforme dispõe o Direito Previdenciário, os equiparados ao filho também recebem a nomenclatura de agregados do segurado. Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada. Por sua vez, considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família. No âmbito da união estável, apesar da legislação silenciar-se a respeito do tema, também é considerada a união homoafetiva (pessoas do mesmo sexo). Em suma, os homossexuais que vivem em uma união estável têm os mesmos direitos dos heterossexuais em condições análogas, ou seja, o direito de serem classificados como dependentes de 1.ª classe. Esse entendimento é adotado pelo INSS há muito tempo. A RFB recentemente autorizou a inclusão de parceiro homossexual como dependente na DIRPF (Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física) e o STJ têm decidido sempre de forma favorável às relações homoafetivas, como podemos observar: REsp 932653 / RS RECURSO ESPECIAL 2007/0055656-0 16/08/2011 (...) - Além do mais, o próprio INSS, gestor do Regime Geral de Previdência Social, há mais de dez anos, vêm reconhecendo os parceiros homossexuais como beneficiários da Previdência, pelo que não há como negar o mesmo direito aos companheiros homossexuais de servidor público, equiparando-os à tradicional União Estável formada por homem e mulher. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 72 de 232 (...) - Acrescento, ainda, que a mais recente norma editada pela Receita Federal (agosto de 2010) garantiu o direito de Contribuintes do Imposto de Renda de Pessoa Física incluírem parceiros homossexuais como seus dependentes na Declaração, o que revela não haver mais espaço para renegar os direitos provenientes das relações homoafetivas, e que só contribuirá para tornar a nossa Sociedade mais justa, humana e democrática, ideal tão presente na Constituição Federal.REsp 395904 / RS RECURSO ESPECIAL 2001/0189742-2 13/12/2005 (...) 5 - Diante do § 3º do art. 16 da Lei n. 8.213/91, verifica-se que o que o legislador pretendeu foi, em verdade, ali gizar o conceito de entidade familiar, a partir do modelo da união estável, com vista ao direito previdenciário, sem exclusão, porém, da relação homoafetiva. O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os dependentes em três classes por acaso! Estamos diante do instituto da Ordem de Vocação Previdenciária. Assim sendo, a 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe, caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª classe. Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. Supondo que Gustavo, ao falecer, tenha deixado como dependentes o pai, a esposa, um filho com deficiência intelectual e um irmão com deficiência mental. Quem terá direito a receber o benefício de pensão por morte? Observe a divisão por classe dos dependentes de Gustavo: 1.ª classe: A Esposa e o filho com deficiência intelectual. 2.ª classe: O pai. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 73 de 232 3.ª classe: O irmão com deficiência mental. Nesse caso, o benefício será dividido entre a esposa e o filho com deficiência intelectual, pois são dependentes de 1.ª classe e têm precedência sobre as demais classes. E como será feita a divisão do benefício? 50% para cada parte, pois são apenas dois dependentes na classe predominante. Se houvesse 8 dependentes, por exemplo, na classe predominante, cada um receberia 12,5% (1/8) do benefício mensalmente. Sintetizando, os dependentes de uma mesma classe concorrem em igualdade de condições. Por fim, mas não menos importante, a legislação previdenciária define que a dependência econômica das pessoas da 1.ª classe é presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª classes deve ser comprovada. Em outras palavras, a prova da condição de dependente só ocorre com os dependentes da 2.ª classe e da 3.ª classe. 02. Vínculos Conjugais Múltiplos. Os vínculos conjugais múltiplos são aqueles que ocorrem quando o homem ou a mulher mantém um relacionamento estável e legal simultaneamente com outro relacionamento paralelo com um(a) amante. Estamos diante da figura do concubinato, que juridicamente é entendido como relações eventuais entre pessoas impedidas de se casarem, ou seja, de pessoas que já são casadas civilmente. Em suma, os concubinos são, em linguajar popular, os amantes. No caso de ocorrência de vínculos conjugais múltiplos, o concubino (amante), em regra, NÃO tem os mesmos direitos previdenciários do cônjuge, sendo que esse tem sido o entendimento dos acórdãos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como pode ser observado: RMS 30414 / PB RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2009/0173443-9 24/02/2012 ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE RECONHECIMENTO DE CONCUBINATO. EXTENSÃO DA RES JUDICATA À ADMISSÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. IMPOSSIBILIDADE. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. PEDIDO E CAUSA DE Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 74 de 232 PEDIR. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL FALECIDO. PENSÃO POR MORTE. RATEIO ENTRE VIÚVA E CONCUBINA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. (...) 7. O concubinato não pode ser erigido ao mesmo patamar jurídico da união estável, sendo certo que o reconhecimento dessa última é condição imprescindível à garantia dos direitos previstos na Constituição Federal e na legislação pátria aos companheiros, inclusive para fins previdenciários. Além da decisão supracitada, temos outras decisões recentes no mesmo sentido: AgRg no REsp 1359304 / PE AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2011/0266830-0 21/03/2013 PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. RELAÇÃO DE CONCUBINATO. CAUSA IMPEDITIVA DE UNIÃO ESTÁVEL. (...) 2. O simples fato de a agravante exercer uma relação de concubinato com o falecido, por si só, constitui fundamento suficiente para o indeferimento de pensão por morte, haja vista ser causa impeditiva para o recebimento do benefício. AgRg no REsp 1267832 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2011/0172703-6 13/12/2011 PREVIDENCIÁRIO. CONCUBINATO ADULTERINO. RELAÇÃO CONCORRENTE COM O CASAMENTO. EMBARAÇO À CONSTITUIÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL APLICAÇÃO. IMPEDIMENTO. 1. A jurisprudência desta Corte prestigia o entendimento de que a existência de impedimento para o matrimônio, por parte de um dos componentes do casal, embaraça a constituição da união estável. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 232 Como pode ser observado, em regra, o entendimento firmado pelo STJ é de que a proteção conferida pelo Estado (Governo Federal) à união estável não alcança as situações ilegítimas, como no caso do concubinato. Diante desta regra, na visão do STJ, não é devida pensão por morte à concubina em concorrência com a viúva na hipótese em que o falecido, ao tempo do óbito, permanecia casado, pois, ainda que os requisitos configuradores da união estável se apliquem para fins previdenciários, conforme dispõe o Art. 16, § 3.º, da Lei n.º 8.213/1991, a existência de impedimento para o matrimônio, por parte de um dos companheiros, embaraça a constituição da união estável, o que impede que os efeitos jurídicos que dela irradiam alcancem a concubina. Para constar, observe o disposto na legislação previdenciária citada: Lei n.º 8.213/1991, Art. 16, § 3.º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3.º do Art. 226 da Constituição Federal. CF/1988, Art. 226, § 3.º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. Por seu turno, temos a exceção à regra supracitada. Conforme dispõe o próprio STJ, é assente o entendimento no qual se reconhece à companheira (concubina) de homem casado, mas separado de fato ou de direito, divorciado ou viúvo, o direito na participação nos benefícios previdenciários e patrimoniais decorrentes de seu falecimento, concorrendo com a esposa, ou até mesmo excluindo-a da participação. Por fim, atualmente, os vínculos conjugais múltiplos podem apresentar duas situações distintas perante a Previdência Social: 1. Pessoa casada + concubinato = concubino não tem os mesmos direitos previdenciários do cônjuge, e; 2. Pessoa casada, mas separada, divorciada ou viúva + concubinato = concubino tem os mesmos direitos previdenciários do ex-cônjuge, com possibilidade de exclusão dos direitos dos ex-cônjuge. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 232 08.1. Perda da Qualidade de Dependente. A perda daqualidade de dependente, conforme o RPS/1999, ocorre: 1. Para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada a prestação de alimentos, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença judicial transitada em julgado. O cônjuge (marido ou esposa) perde a qualidade de dependente do segurado no caso de separação sem prestação de alimentos, com a anulação de casamento e pelo óbito. Se o cônjuge ao se separar conseguir a prestação de alimentos, não perderá a condição de dependente do segurado. Em suma, ex-mulher com pensão de alimentos é dependente para efeitos previdenciários. Para contar, conforme dispõe o Direito Previdenciário, os ex-cônjuges com prestação de alimentos também recebem a nomenclatura de agregados do segurado. 2. Para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado ou segurada, enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos. O companheiro que extingue a sua união estável poderá ter dois status: dependente, caso obtenha pensão de alimentos ou não dependente, caso não obtenha pensão de alimentos. 3. Para o filho e o irmão, de qualquer condição, ao completarem 21 anos de idade, SALVO se inválidos, desde que a invalidez tenha ocorrido antes: a) de completarem 21 anos de idade. b) do casamento. c) do início do exercício de emprego público efetivo (o legislador quis dizer cargo público efetivo). d) da constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria. e) da concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 232 independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos completos. Como você pode perceber o irmão inválido mantém a condição de dependente se a invalidez o tiver atingido antes de 1 das 5 hipóteses abarcadas pelo legislador. Quer um exemplo? Imagine que João Paulo, 19 anos, com casamento marcado, sofre um sinistro e torna-se inválido, nesse caso ele permanecerá para sempre na condição de dependente de seus pais, pois a invalidez ocorreu antes de contrair núpcias. Por seu turno, não podemos deixar de tratar dos casos de emancipação, previstos no Art. 5.º da Lei n.º 10.406/2002, o Código Civil Brasileiro. Sendo assim, o jovem será emancipado: I - Pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independente de homologação judicial ou por sentença de juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos completos; II - Pelo casamento; III - Pelo exercício de emprego público efetivo; IV - Pela colação de grau em ensino de curso superior, e; V - Pelo estabelecimento civil ou comercial ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos tenha economia própria. Diante do exposto, o filho ou o irmão que não forem inválidos, serão emancipados por qualquer uma das hipóteses supracitadas. Por sua vez, se o filho ou o irmão forem inválidos, serão emancipados por qualquer uma das hipóteses supracitadas, exceto pela colação de grau em ensino de curso superior. Desta forma, o filho ou o irmão inválidos e maiores de 21 anos, manterão sua qualidade de dependente perante o RGPS, mesmo que se emanciparem em decorrência, unicamente, de colação de grau científico em curso de ensino superior. Imagine por exemplo, que o filho colou grau em curso superior com 18 anos de idade e ficou inválido com 19 anos, neste caso, manterá a qualidade dependente mesmo após completar 21 anos. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 78 de 232 Por fim, analisando na seara previdenciária, a regra é clara, a emancipação provoca a perda da qualidade de dependente. 4. Para os dependentes em geral: a) pela cessação da invalidez. b) pelo falecimento. O dispositivo não exige nenhum comentário adicional. Perda da Qualidade de Dependente: - Cônjuge: anulação do casamento, separação judicial sem o direito a prestação de alimentos e óbito. - Companheiro: cessação da união estável sem o direito a prestação de alimentos. - Filho ou irmão: ao completar 21 anos (regra), salvo se inválido (sem limite de idade). - Dependentes em geral: cessação da invalidez e o óbito. 09. Empresa e Empregador Doméstico. Essa parte da disciplina é extremamente interligada ao Direito do Trabalho, pois a legislação previdenciária extraiu da legislação trabalhista as definições de Empresa e Empregador. A saber: Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 80 de 232 condomínio, que para fins previdenciários, é equiparado à empresa, devendo realizar todos os recolhimentos previdenciários relativos aos seus contratados. 03. O operador portuário e o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos). A equiparação à empresa acontece inclusive nos trabalhos portuários, como podemos observar no enquadramento legal. 04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviços. A pessoa física que realiza atividade de construção civil é equiparada a empresa em relação aos seus empregados (mestre de obras, pedreiros, serventes, encanadores, eletricistas, azulejistas, etc.). Por fim, a legislação previdenciária traz a seguinte disposição referente ao empregador doméstico: Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. O empregador doméstico é a pessoa (ou família) que contrata empregado(a) doméstico(a) para prestar serviço em âmbito familiar, mediante remuneração e sempre sem finalidade lucrativa. É aquela querida empregada doméstica que trabalha na casa da mamãe, mas também pode ser o jardineiro, o motorista, a cozinheira...=) 10. Conselho Nacional de Previdência Social. Para encerrar a parte teórica da nossa aula, vamos abordar as disposições legais que tratam sobre o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). O CNPS, órgão superior de deliberação colegiada, tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração, em cumprimento ao seguinte princípio Constitucional (Art. 194, inciso VII): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 82 de 232 Como você pode observar, o Governo Federal detém a maior parcela de membros, mas não tem o poder decisório em suas mãos, pois a Sociedade Civil, dividida em 3 classes, detém 60% dos votos do CNPS. Essa composição equilibrada garanteque o interesse público sempre estará acima dos interesses particulares do Governo ou da Sociedade Civil. Os 6 membros do Governo Federal, e seus respectivos suplentes, são por ele escolhidos, já os 9 membros da Sociedade Civil (Trabalhadores, Aposentados, Empregadores), e seus respectivos suplentes, serão indicados pelas Centrais Sindicais (associações de sindicatos de trabalhadores) e pelas Confederações Nacionais. Por sua vez, todos os 15 membros do CNPS, e seus respectivos suplentes, serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos um mandato de 2 anos, com apenas uma recondução consecutiva por igual período. O Conselho Nacional de Previdência Social será presidido pelo Ministro de Estado da Previdência Social. As reuniões ordinárias do CNPS ocorrerão 1 (uma) vez por mês, por convocação de seu presidente, podendo ser adiada em no máximo 15 dias, se houver requerimento da maioria dos conselheiros (8 membros) nesse sentido. Por seu turno, as reuniões extraordinárias poderão ser convocadas pelo presidente ou por requerimento de 1/3 dos conselheiros (5 membros), conforme disposições específicas presentes no Regimento Interno do CNPS. Ainda devo ressaltar, que as reuniões do Conselho serão iniciadas com a presença da maioria absoluta de seus Gov. Federal 40% Aposentados 20% Trabalhadores 20% Empregados 20% Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 84 de 232 Conforme dispõe a legislação previdenciária, ao CNPS são reservadas algumas competências, sendo que para a sua prova basta uma leitura atenta desse rol, que não exige maiores explanações. Sendo assim, compete ao CNPS: 1. Estabelecer diretrizes gerais e apreciar as decisões de políticas aplicáveis à Previdência Social. 2. Participar, acompanhar e avaliar, sistematicamente, a gestão previdenciária. 3. Apreciar e aprovar os Planos e Programas da Previdência Social. 4. Apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da Previdência Social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da seguridade social. 5. Acompanhar e apreciar, mediante relatórios gerenciais por ele definidos, a execução dos planos, programas e orçamentos no âmbito da previdência social. 6. Acompanhar a aplicação da legislação pertinente à Previdência Social. 7. Apreciar a prestação de contas anual a ser remetida ao Tribunal de Contas da União (TCU), podendo, se for necessário, contratar auditoria externa. 8. Estabelecer os valores mínimos em litígio, acima dos quais será exigida a anuência prévia do Procurador-Chefe Nacional da Procuradoria Federal Especializada/INSS ou do Presidente do INSS para formalização de desistência ou de transigência judiciais. Atualmente, o valor mínimo é de R$ 50.000,00 (Resolução MPS/CNPS n.º 1.303/2008, Art. 1.º). 9. Elaborar e aprovar seu regimento interno. 10. Aprovar os critérios de arrecadação e de pagamento dos benefícios por intermédio da rede bancária ou por outras formas. 11. Acompanhar e avaliar os trabalhos de implantação e manutenção do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 85 de 232 Por fim, compete aos Órgãos Governamentais: 1. Prestar toda e qualquer informação necessária ao adequado cumprimento das competências do CNPS, fornecendo inclusive estudos técnicos. Em outras palavras, cabe ao Governo, por meio de seus órgãos e entidades, subsidiar o CNPS com todos os dados necessários para o cumprimento de seus trabalhos. 2. Encaminhar ao CNPS, com antecedência mínima de 2 (dois) meses do seu envio ao Congresso Nacional, a proposta orçamentária da Previdência Social, devidamente detalhada. O governo deve enviar a proposta orçamentária justamente para que essa seja apreciada e aprovada pelo CNPS, sendo que essa é uma das competências supracitadas que pertencem ao Conselho. 11. Resumex da Aula. 01. A Previdência Social compreende dois regimes: 1. Regime Geral de Previdência Social (RGPS), e; 2. Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos e dos militares. 02. São segurados obrigatórios da Previdência Social (RGPS): Contribuinte Individual (C), Trabalhador Avulso (A), Empregado Doméstico (D), Empregado (E) e Segurado Especial (S). Além desses, existe o Segurado Facultativo (F). Observe o mnemônico: CADES F. 03. São empregados (E): 03.01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. 03.02. O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social (RPPS). 03.03. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa, em desacordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 86 de 232 03.04. O servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja amparado por regime próprio de previdência social (RPPS). 03.05. O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, conforme disposto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 04. São Empregados Domésticos (D): 04.01. Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. 05. São Contribuintes Individuais (C): 05.01. A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua. É o enquadramento do Garimpeiro. 05.02. O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 05.03. O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Não confunda: Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para a União, em organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ Empregado. Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ Contribuinte Individual. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 87 de 232 05.04. Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 05.05. A pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não. 05.06.O Microempreendedor Individual - MEI de que tratam os arts. 18-A, 18-B e 18-C da Lei Complementar n.º 123/2006 (Simples Nacional), que opte pelo recolhimento dos impostos e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais. 05.07. O condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, coproprietário ou promitente comprador de um só veículo. 05.08. Aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei n.º 6.094/1974 (Lei do Auxiliar de Condutor Autônomo). 05.09. Aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei n.º 6.586/1978 (Lei do Comerciante Ambulante). 05.10. O médico residente de que trata a Lei n.º 6.932/1981 (Lei do Médico Residente). Não confunda: Médico Residente Æ Contribuinte Individual Médico Plantonista Æ Empregado 05.11. O árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei n.º 9.615/1998 (Normas Gerais sobre Desporto ou Lei Pelé). 06. São Trabalhadores Avulsos (A): 06.01. Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do Órgão Gestor de Mão de Obra (atividades portuárias), nos termos Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 88 de 232 da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos), ou do sindicato da categoria (atividades não portuárias). 07. São Segurados Especiais (S): 07.01. São segurados obrigatórios da previdência social classificados na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais. b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de dezesseis anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que tratam as alíneDV� ³D´� H� ³E´�� TXH�� FRPSURYDGDPHQWH�� tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. 08. O servidor civil ocupante de cargo efetivo ou o militar da União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas autarquias e fundações, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) consubstanciado neste Regulamento, desde que amparados por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 09. É segurado facultativo (F) o maior de 16 anos (ou de 14 anos, se o enunciado citar a Lei n.º 8.212/1991 ou a Lei n.º 8.213/1991) que se filiar ao RGPS, mediante contribuição, de 20% sobre o salário de contribuição por ele declarado, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. São segurados facultativos (F): 09.01. A dona de casa. 09.02. O síndico de condomínio, quando não remunerado. 09.03. O estudante. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 89 de 232 09.04. O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior. 09.05. Aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social. 09.06. O bolsista e o estagiário que prestam serviços à empresa de acordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio). 09.07. O presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social. 09.08. O segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semiaberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria. Muita atenção: atualmente é correto afirmar que tanto o presidiário produtivo quanto o não produtivo são considerados segurados facultativos, conforme prevê a legislação previdenciária. 10. É vedada (proibida) a filiação ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de RPPS (regime próprio de previdência social), salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio. 11. Empresa é o empresário ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. 12. Equiparam-se a Empresa: 12.01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço. 12.02. A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 90 de 232 12.03. O operador portuário e o OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos). 12.04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviços. 13. Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado: - Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. - Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. - Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não exerce mais atividade remunerada). Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de segurado - Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). - Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. - Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas. - Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado Facultativo. 14. Dependentes e Suas Classes: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 91 de 232 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 15. A legislação não dividiu os dependentes em classe por acaso. Os dependentes da 1.ª classe tem precedência sobre os dependentes da 2.ª e da 3.ª classe Os dependentes da 2.ª classe tem precedência sobre os dependentes da 3.ª classe. 16. Perda da Qualidade de Dependente: - Cônjuge: anulação do casamento, separação judicialsem o direito a prestação de alimentos e óbito. - Companheiro: cessação da união estável sem o direito a prestação de alimentos. - Filho ou irmão: ao completar 21 anos (regra), salvo se inválido (sem limite de idade). - Dependentes em geral: cessação da invalidez e o óbito. 17. Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. 18. Composição do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS): 1. 6 representantes do Governo Federal. 2. 9 representantes da sociedade civil, sendo: a) 3 representantes dos aposentados e pensionistas. b) 3 representantes dos trabalhadores em atividade. c) 3 representantes dos empregadores. (...) Acabamos a teoria da aula! A seguir, estão as questões comentadas, mas se você quiser tentar resolvê-las antes dos comentários, adiante um Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 92 de 232 pouco mais a nossa aula e você encontrará as questões sem comentários e com gabarito ao final. É hora de exercitar! =) Em caso de dúvida sobre o curso, utilize o nosso Fórum de Dúvidas, presente em sua área restrita. Para outros assuntos, escreva para mim: alijaha@estrategiaconcursos.com.br ali.previdenciario@gmail.com www.facebook.com/amjaha (Adicione-me) www.facebook.com/amjahafp (Curta a minha página) Sucesso e bons estudos! =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 93 de 232 12. Questões Comentadas. 01. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): Empregador doméstico é a pessoa ou família que admite a seu serviço, com ou sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. O empregador doméstico é a pessoa (ou família) que contrata empregado(a) doméstico(a) para prestar serviço em âmbito familiar, mediante remuneração e sempre sem finalidade lucrativa. É aquela querida empregada doméstica que trabalha na casa da mamãe, mas também pode ser o jardineiro, o motorista, a cozinheira...=) Errado. 02. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): A gestão tripartite do sistema previdenciário, com participação dos trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados e decorrente do caráter democrático e descentralizado da administração, garante a segurança e a moralidade na administração desse sistema. A Previdência Social, a exemplo da Seguridade Social, apresenta caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. Errado. 03. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): O bolsista que se dedique, em tempo integral, a pesquisa, em curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social, será considerado segurado obrigatório do RGPS. Observe o que dispõe a legislação previdenciária: 08. O bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 94 de 232 e�R�³HVWXGDQWH�SURILVVLRQDO´ que se dedica aos estudos de pós- graduação (pesquisa, especialização, mestrado ou doutorado). Esse indivíduo que dispende tempo integral aos estudos e não esteja vinculado a nenhum regime previdenciário (segurado obrigatório do RGPS ou servidor abrangido por RPPS), será enquadrado como segurado facultativo. Errado. 04. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física que explora atividade agropecuária, em área superior a quatro módulos fiscais. Questão cobrando a literalidade da legislação previdenciária: A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer título, em caráter permanente ou temporário, em área, contínua ou descontínua, superior a 4 módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a 4 módulos fiscais ou atividade pesqueira ou extrativista, com auxílio de empregados ou por intermédio de prepostos. A redação está truncada, mas melhorando o entendimento, consideramos Contribuinte Individual: Pessoa física, proprietária ou não da terra, que explore: 1. Atividade Agropecuária, em área superior a 4 módulos fiscais, com ou sem auxílio de empregados ou prepostos. 2. Atividade Agropecuária, em área igual ou inferior a 4 módulos fiscais, desde que, com auxílio de empregados ou prepostos. 3. Atividade Pesqueira ou Extrativista, desde que, com auxílio de empregados ou prepostos. Como podemos perceber, a redação truncada e difícil do enquadramento estava, na verdade, abarcando os três tipos de situações acima citados. Observe que a referência aos módulos fiscais só é realizada quando da exploração da atividade agropecuária. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 95 de 232 Errado. 05. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só são beneficiários da Previdência Social os segurados que contribuem para o caixa previdenciário. A legislação previdenciária é clara ao afirmar que existem duas classes de beneficiários da Previdência Social (RGPS): os segurados e os dependentes. Os segurados se dividem em segurados obrigatórios (CADES) e segurados facultativos (F), sendo que todos os segurados, em regra, devem contribuir para o RGPS. Por sua vez, os dependentes não tem obrigação de contribuir para o caixa do RPGS. Diante do exposto, a questão está errada, pois são beneficiários do RGPS tanto os segurados (que contribuem) quantos os dependentes (que não contribuem). Errado. 06. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): Entende-se por segurados as pessoas físicas ou jurídicas vinculadas à Previdência Social. O Art. 11 da Lei n.º 8.213/1991 é claríssimo: São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas (...). Não existe pessoa jurídica (empresa) na condição de segurada da Previdência Social (RGPS). Essa condição é exclusiva às pessoas físicas. Ou você conhece alguma empresa aposentada? RS! Errado. 07. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2013): Se um segurado da previdência social falecer e deixar como dependentes seus pais e sua companheira, o benefício de pensão por sua morte deverá ser partilhado entre esses três dependentes, na proporção de um terço para cada um. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 96 de 232 Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição,menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os dependentes em três classes por acaso! Estamos diante do instituto da Ordem de Vocação Previdenciária. Assim sendo, a 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. No caso da questão, a companheira é dependente de 1.ª classe, ou seja, exclui qualquer direito a percepção por parte do pai e da mãe do benefício em questão. Sendo assim, a companheira irá receber o benefício de forma integral, sem ter que dividi-lo com ninguém. Errado. 08. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração. A pessoa física da questão não é um segurado empregado, e sim um segurado especial. Vamos relembrar a definição legal: São segurados obrigatórios da previdência social como segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 97 de 232 aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de produtor (agropecuário ou extrativista), pescador artesanal e os familiares que tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. Errado. 09. (Auditor de Controle Externo/TCE-ES/CESPE/2012): Pessoa que mantenha união estável com segurado do RPPS/ES faz jus à pensão por morte apenas se comprovar dependência econômica em relação ao segurado falecido. São dependentes de 1.ª classe O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada. Por sua vez, considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família. Por fim, mas não menos importante, a legislação previdenciária define que a dependência econômica das pessoas da 1.ª classe é presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª classes deve ser comprovada. Errado. 10. (Juiz do Trabalho/TRT-2/2010): São exemplos de segurados obrigatórios da previdência social, na categoria de contribuintes individuais: o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa; o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 98 de 232 Vamos analisar a questão por partes: ³2�PLQLVWUR�GH�FRQILVVmR�UHOLJLRVD�H�R�PHPEUR�GH�LQVWLWXWR�GH� YLGD� FRQVDJUDGD�� GH� FRQJUHJDomR� RX� GH� RUGHP� UHOLJLRVD´�� Contribuinte Individual, conforme dispõe a legislação previdenciária. ³2� VHUYLGRU� S~EOLFR� RFXSDQWH� GH� FDUJR� HP� FRPLVVmR�� sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime HVSHFLDO��H�)XQGDo}HV�3~EOLFDV�)HGHUDLV´��4XDQGR�QmR�Ki�R�YtQFXOR� com a Administração Pública, não há vínculo com o RPPS (Regime Próprio da Previdência Social), ou seja, esses ocupantes de cargos comissionados são classificados como Empregados perante o RGPS. ³4XHP�SUHVWD�VHUYLoR�GH�QDWXUH]D�XUEDQD�RX�UXUDO��HP�FDUiWHU� HYHQWXDO��D�XPD�RX�PDLV�HPSUHVDV��VHP�UHODomR�GH�HPSUHJR´��(VVH� é o conceito de Contribuinte Individual presente no Decreto n.º 3.048/1999. Em suma, dos três trabalhadores apresentados na questão, apenas dois são contribuintes individuais, o que torna a questão incorreta! Errado. 11. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): A previdência social brasileira, além dos regimes geral e próprios, é formada pelo regime de previdência complementar, de caráter facultativo, organizado de forma autônoma e baseado na constituição de reservas que garantam o pagamento dos benefícios contratados. Essa questão gera um pouco de dúvida, pois depreendemos do Direito Previdenciário, que a Previdência Social é composta pelos Regimes Próprios (Civis e Militares) e pelo Regime Geral (RGPS), não abordando, em tese, a Previdência Complementar. Esse é o entendimento que adoto, baseado no Art. 6.º do RPS/1999. Entretanto o CESPE adotou uma linha nova, onde a Previdência Social é composta de RPPS, de RGPS e de Previdência Complementar. Quanto a Previdência Complementar, a CF/1988 é clara: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 99 de 232 Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social (RGPS), será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar (Lei Complementar n.º 109/2001). Na ocasião do certame, sugeri recurso para essa questão, que não foi aceito. Sendo assim, tenha em mente essa linha nova adotada pelo CESPE. =/ Certo. 12. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só os dependentes que contribuem podem ser beneficiários da Previdência Social. Os dependentes estão diretamente ligados aos seus respectivos segurados, ou seja, gozam de alguns benefícios deixados pelos contribuintes. Por sua vez, quem tem a obrigação de contribuir para a Previdência Social (RGPS) é o segurado e nunca seu dependente. Errado. 13. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, ainda que tenha duração temporária. Literalidade da legislação previdenciária: Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. O final do enunciado poderia ter suscitado dúvida no candidato, mas a duração temporária ou permanente da sociedade nada muda o seu enquadramento como empresa. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e QuestõesComentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 100 de 232 Errado. 14. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): Segurados obrigatórios são aqueles que devem contribuir compulsoriamente para a Seguridade Social, com direito a benefícios pecuniários previstos para a sua categoria (aposentadorias, pensões, por exemplo) e aos serviços (reabilitação profissional, por exemplo) a encargo da Previdência Social. A questão trouxe exatamente o conceito de segurado obrigatório, que é aquele que exerce atividade remunerada e deve contribuir para o RGPS e, por consequência, tem direito a receber as benesses previdenciárias previstas na legislação (benefícios e serviços). Certo. 15. (Agente de Defensoria/DPE-SP/FCC/2010): Ao tratar das características da Previdência Social brasileira pode-se identificá-la como uma gestão pública tripartite composta por governo, empregadores e trabalhadores. A Previdência Social, conforme dispõe os Princípios elencados na legislação previdenciária, apresenta caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. A gestão da Previdência é democrática (participa quem tem interesse), descentralizada (pessoas de vários setores diferentes podem participar) e quadripartite. E o que isso significa? Quer dizer que é obrigatória a participação de 4 classes, sendo elas: trabalhadores, empregadores, aposentados e Governo, nas instâncias gestoras da Seguridade Social, que são: Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) e Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS). Errado. 16. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): A Previdência Social é direito de todos que possuam capacidade contributiva. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 101 de 232 A Previdência Social é um dos três ramos que compõe a Seguridade Social, e deve ser tratada como um seguro que garanta a renda do contribuinte e de sua família em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Oferece vários benefícios comprometendo-se com a tranquilidade do segurado no presente e no futuro, e pelo menos em tese, com a sua proteção perante os infortúnios da vida. Porém, para ter essa proteção, é necessário se inscrever e contribuir todos os meses para a Previdência Social. Em suma, a Previdência Social apresenta caráter contributivo, ou seja, só usufrui dela aquele que contribui, ao contrário dos outros dois ramos da Seguridade Social. Lembre-se: Seguridade Social = Previdência + Assistência Social + Saúde Certo. 17. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade é a justificativa elementar para a compulsoriedade do sistema previdenciário, pois os trabalhadores são coagidos a contribuir em razão da cotização individual ser necessária para a manutenção de toda a rede protetiva, e não para a tutela do indivíduo, isoladamente considerado. O enunciado apenas quis dizer que o RGPS é baseado no regime de repartição! Vamos relembrar alguns pontos importantes sobre o tema. =) Atualmente, são duas as formas existentes para gerar os recursos que se transformarão em benefícios no sistema previdenciário: o Regime de Repartição e o Regime de Capitalização. O Regime de Repartição, adotado pela Previdência Social pátria, é aquele em que as pessoas que estão na ativa (trabalhando) Para quem contribui Para quem necessita Para todos Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 102 de 232 contribuem para o sistema, ou seja, são essas pessoas que custeiam os benefícios de quem já os recebe (inativos). Também classificado como Pacto de Gerações, tal regime não apresenta grandes problemas quando é alto o número de quem trabalha e contribui para assegurar pagamento aos beneficiários. A situação complica-se, porém, nas economias com queda nas taxas de natalidade e mortalidade, nos quais há redução no número de trabalhadores contribuintes e aumento da faixa etária dos segurados. Outro agravante é a queda nas contribuições motivadas pelo desemprego ou pela sua informalidade, os quais reduzem a entrada de recursos ao sistema sem reduzir a saída, haja vista os casos de não contribuinte receberem benefícios. Por sua vez, no Regime de Capitalização, seus participantes são responsáveis pela formação do saldo que no futuro será vertido em benefício, por meio de um fundo individual ou coletivo. Em termos de equilíbrio financeiro, é bastante seguro, já que é o beneficiário quem paga no presente sua futura aposentadoria. Como representantes deste regime no Brasil estão as Entidades de Previdência Complementar, abertas ou fechadas, indicadas a quem quer e ou precisa complementar o benefício oferecido pela Previdência Social (RGPS). Certo. 18. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como trabalhador avulso ± quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamento da Previdência Social (Decreto n.º 3.048/1999). A banca considerou correta a questão, mas eu pontuo uma ressalva, pois a principal característica do trabalhador avulso é a presença do OGMO (órgão gestor de mão de obra) ou do sindicato da categoria. Observe a definição extraída da legislação previdenciária: Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 104 de 232 O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. Quanto ao exposto, observe que o administrador não empregado da sociedade limitada, é aquele que presta consultoria gerencial junto à sociedade. Esse não faz parte dos quadros da sociedade (não é empregado), mas trabalha para ela, na condição de contribuinte individual. Certo. 21. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/STJ/CESPE/2012): Será segurado obrigatório da previdência social o indivíduo que, na condição de diretor, prestar serviços a uma fábrica de tecidos, em caráter não eventual, sob subordinação e mediante remuneração. A legislação previdenciária prevê duas classificações para o diretor, a saber: Diretor empregado: contratado ou promovido para cargo de direção na S/A, logo existe a relação de emprego. Æ Empregado. Diretor não empregado: é investido no cargo de direção na S/A, sem existir relação de emprego. Æ Contribuinte Individual. A questão não informa diretamente se está falando do diretor empregado ou do diretor não empregado, mas isso não importa, pois ambos os casos o diretor é classificado como segurado obrigatório da Previdência Social, seja na condição de empregado ou de contribuinte individual. Certo. 22. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o do equilíbrio financeiro e atuarial, a fim de manter o sistema em condiçõessuperavitárias. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 105 de 232 Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 1988: Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. Certo. 23. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): Antônio José, arrendatário rural, trabalha exclusivamente nesta atividade agropecuária em regime de economia familiar em área de 2 (dois) módulos fiscais. Querendo se aposentar, perante a legislação previdenciária ele deve contribuir como contribuinte individual. Observe a legislação previdenciária: São segurados obrigatórios da previdência social classificados na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 módulos fiscais, ou; 2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida. b) Pescador artesanal ou a este assemelhado, que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida, e; c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH�� comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 106 de 232 No caso apresentado, o produtor rural explora atividade agropecuária em uma área de 2 módulos fiscais, em regime de economia familiar. Com isso, não resta dúvida que estamos diante de um Segurado Especial. Errado. 24. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): A idade mínima para a filiação no RGPS é dezesseis anos de idade, não prevendo a lei qualquer exceção. A idade mínima para se filiar aos RGPS na condição de segurado Facultativo é de 16 anos. Entretanto, aos 14 anos o jovem já pode se filiar na condição de empregado, na condição de aprendiz, sujeito à formação técnica e profissional, sob a orientação de uma entidade empregadora qualificada. Errado. 25. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o seu irmão não emancipado menor de 21 anos. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Certo. 26. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 107 de 232 Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. Essa questão está perfeita! - Síndico remunerado Æ contribuinte individual. - Síndico não remunerado Æ segurado facultativo. Não se atrapalhe com isso! =) Certo. 27. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família seja indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e seja exercido em condições de mútua dependência e colaboração, mesmo com a utilização de empregados permanentes. Concurso jurídico de alto nível (e de altíssima remuneração)! Mesmo em certame tão distinto o conhecimento da legislação previdenciária se faz presente! O erro da questão está no final do enunciado, uma vez que o regime de economia familiar não comporta a utilização de empregados permanentes, como podemos extrair do seguinte dispositivo presente no Regulamento da Previdência Social: Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes Errado. 28. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): Maria trabalhou de 02 de janeiro de 1990 até 02 de fevereiro de 2005 como empregada de uma empresa, desligando-se do emprego para Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 108 de 232 montar um salão de beleza. Apesar de ter passado à categoria de contribuinte individual, deixou de recolher contribuições para a Previdência Social durante dois anos, até fevereiro de 2007. Nessa situação, o período de graça de Maria é de 36 meses. No caso em tela, Maria trabalhou e contribuiu durante 181 meses entre Janeiro/1990 e Fevereiro/2005, quando decidiu abandonar o seu emprego para seguir a carreira de profissional autônomo (contribuinte individual). Por contar com mais de 120 contribuições recolhidas, o seu Período de Graça (PG) será de 24 meses e não 36 meses, como informa a questão. Maria teria direito a mais 12 meses de PG no caso de desemprego involuntário, mas não foi o caso. Para não esquecer, guarde esse quadro: Condições Normais Desemprego Involuntário Até 120 Contribuições PG = 12 meses PG = 24 meses Mais de 120 Contribuições PG = 24 meses PG = 36 meses Errado. 29. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. Essa questão traz um dos enquadramentos de segurado empregado da legislação previdenciária: O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Como você pode observar, tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como empregado no exterior, em sucursal (filial ou agência), é considerado empregado, desde que a empresa:Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 109 de 232 - Seja constituída sob as leis brasileiras, e; - Tenha sede e administração no Brasil. A questão não abordou esses requisitos obrigatórios para a HPSUHVD� GD� VXFXUVDO�� PDV� TXDQGR� FLWRX� R� WHUPR� ³empresa nacional´�� SRGH-se extrair que se tratava de uma empresa constituída sob as leis brasileiras e com sede no país. Fica a minha ressalva novamente: para ESAF está certa, para o CESPE, considero que seria ERRADO. Lembre-se: incompleto = incorreto para o CESPE. =) Certo. 30. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): Uma dona de casa, ainda que empregadora doméstica, caso não exerça qualquer atividade remunerada vinculante ao RGPS, poderá, caso deseje, filiar-se como segurada facultativa. A dona de casa é segurada facultativa, desde que seja maior de 16 anos e não tenha renda própria. O fato dela ser empregadora doméstica, não descaracteriza a condição de facultativo. Certo. 31. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Para a previdência social, uma pessoa que administra a construção de uma casa, contratando pedreiros e auxiliares para edificação da obra, é considerada contribuinte individual. A questão está falando da pessoa física que edifica obra de construção civil e não do incorporador imobiliário. Ambos os enquadramentos são classificados como contribuintes individuais, conforme dispõe a legislação previdenciária. Para concluir, a pessoa física que edifica obra de construção civil não é o pedreiro! É aquele que detém a posse da obra. =) Certo. 32. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): Se o segurado não tiver nenhum dos dependentes expressamente elencados na lei como beneficiários do RGPS, poderá designar uma Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 110 de 232 pessoa, independentemente de com ela manter grau de parentesco, como sua beneficiária, desde que essa pessoa seja menor de vinte e um anos de idade ou inválida. Necessariamente, para ser dependente do segurado, o indivíduo deve pertencer a uma das 3 classes elencadas pela legislação previdenciária, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 33. (Procurador Municipal/PGM-Aracaju/CESPE/2008): Considere que Célia mantenha união estável com João, segurado da previdência social. Nessa situação, Célia é considerada, para fins previdenciários, dependente, sendo-lhe dispensada a comprovação da dependência econômica, mas exigida a comprovação da situação conjugal. A união estável entre Célia e João deve ser comprovada, mas não a dependência econômica, pois o cônjuge é um dependente de 1.ª classe, logo, a dependência econômica é presumida, não necessitando ser comprovada. Certo. 34. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser menor de 14 anos. Observe a disposição legal: É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que se filiar ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), mediante Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 111 de 232 contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% sobre o salário de contribuição por ele declarado), desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. A idade mínima para se filiar como segurado facultativo é de 16 anos. Mas isso quer dizer que essa é a idade mínima de filiação ao RGPS? Não. O menor aprendiz pode se filiar a partir dos 14 anos, na condição de segurado empregado. Guarde esses limites: Limite mínimo para contribuir para o RGPS: 14 anos ± menor aprendiz, na condição de segurado empregado. Limite mínimo para contribuir para o RGPS na condição de segurado facultativo: 16 anos. Errado. 35. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Considera-se presumida, não necessitando, portanto, de comprovação, a dependência econômica do cônjuge, do companheiro, da companheira, dos pais e dos filhos não emancipados. A dependência econômica é presumida somente aos dependentes da 1.ª classe (cônjuge, companheiro(a), filho não emancipado menor de 21 ou inválido). Os dependentes da 2.ª classe (pais) e da 3.ª classe (irmão não emancipado menor de 21 ou inválido) devem ter sua dependência comprovada. Errado. 36. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em todos os segmentos da previdência social. Conforme disposto no enunciado, adotamos no Brasil o sistema de repartição, o que impede a adoção do sistema de capitalização (ou um ou outro). Certo. 37. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 112 de 232 É considerado segurado especial o produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgado, comodatário ou arrendatário rural, e o empregado rural que explore atividade agropecuária em área contínua, ou não. O erro mais uma vez está no final! O empregado rural é um segurado empregado e não segurado especial, como podemos extrair da legislação previdenciária: Empregado rural é aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Por sua vez, observe o dispositivo legal referente ao segurado especial cobrado pela banca: São segurados obrigatórios da previdência social classificados na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: a) Produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que explore atividade: 1. Agropecuária em área contínua ou não de até 4 módulos fiscais, ou; 2. De seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturais renováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida. Errado. 38. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o filho não emancipado inválido independentemente de comprovação de dependência econômica. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.brPágina 114 de 232 Houve preenchimento dos requisitos? Perfeito! É contribuinte individual! Errado. 40. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o seu irmão inválido de 30 anos. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. A invalidez não apresenta limite máximo de idade. Tome cuidado com falsos raciocínios. =) Certo. 41. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): Conforme previsto no Plano de Benefícios da Previdência Social, o segurado facultativo mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuição, até seis meses após a cessação das contribuições, espaço de tempo denominado período de graça pela doutrina. O Período de Graça é aquele em que o indivíduo não contribui para o sistema previdenciário, mas mantém a sua qualidade de segurado. =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 115 de 232 Para as provas, lembre-se desse resumo: - Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. - Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. - Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não exerce mais atividade remunerada). Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de segurado - Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). - Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. - Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas. - Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado Facultativo. Certo. 42. (Defensor Público/DPE-AC/CESPE/2012): Considera-se beneficiário do RGPS, na condição de dependente do segurado, irmão com menos de vinte e um anos de idade, ainda que emancipado. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 116 de 232 torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 43. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em todos os segmentos da previdência social. Conforme disposto no enunciado, adotamos no Brasil o sistema de repartição, o que impede a adoção do sistema de capitalização (ou um ou outro). Certo. 44. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente. A legislação previdenciária (Decreto n.º 3.048/1999 ± RPS) prevê os seguintes enquadramentos de contribuinte individual: Todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e indústria. O sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural. E o Sócio Solidário? Quem é esse? Sócio Solidário é a mesma coisa que Sócio Comanditado (Sociedades em Comandita Simples ± Código Civil de 2002), que é a pessoa física que responde solidariamente e ilimitadamente pelas obrigações sociais da sociedade em comandita simples. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 117 de 232 Ok. E cadê a figura do sócio solidário na legislação previdenciária? Está na Lei n.º 8.212/1991 (Plano de Custeio da Seguridade Social) que prevê: Classifica-se como contribuinte individual: O titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. Certo. 45. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Considere que uma empresa, durante as festividades de final de ano, contrate, pelo período de dois meses, trabalhadores para atender ao aumento extraordinário de serviço. Nessa situação, esses trabalhadores temporários serão filiados obrigatórios do RGPS na qualidade de segurado empregado. A questão abarca exatamente um dos enquadramentos legais de segurado Empregado previstos na legislação previdenciária, a saber: 02. Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho Temporário (ETT), por prazo não superior a 3 meses, prorrogável, presta serviço para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria. Certo. 46. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Alzira, estudante, filiou-se facultativamente ao regime geral de previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão de dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por oito meses. Nessa situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 118 de 232 que a condição de segurado permanece por até doze meses após a cessação das contribuições. O segurado facultativo tem um Período de Graça (PG) de 6 meses, ou seja, poderá ficar até 6 meses sem contribuir para a Previdência Social sem perder a qualidade de segurado. Alzira ficou 8 meses sem contribuir, logo, perdeu sua qualidade de segurada. Errado. De acordo com a situação-problema apresentada abaixo e do conceito previdenciário de empresa, responda as questões 47 a 51: Hermano, advogado autônomo, possui escritório no qual mantém relação de vínculo empregatício com Lia (advogada e assistente de Hermano) e Léa (secretária). A construtoraABC Empreendimentos, pessoa jurídica cadastrada na Junta Comercial, possui na sua folha de pagamentos 10 empregados e 20 autônomos que prestam serviços para distintas construtoras na área de assentamento de mármore e granito. 47. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano deve contribuir só como contribuinte individual. Hermano é, perante a Previdência, contribuinte individual (advogado autônomo). Além disso, também se encontra equiparado à empresa (empregador de Lia e Léa). Diante dessa constatação, ele deverá contribuir como contribuinte individual e como se empresa fosse. Errado. 48. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A construtora ABC pode contribuir como contribuinte individual autônomo. A construtora é a uma pessoa jurídica! Contribuinte individual é um enquadramento dado somente à pessoa física. A construtora deverá contribuir como empresa. Errado. 49. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano e a construtora ABC devem contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 119 de 232 Hermano, na condição equiparada à empresa, deve contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados (Lia e Léa). Por sua vez, a construtora ABC, na condição de empresa, também deve contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados. Certo. 50. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano não pode contribuir como empresa, pois é pessoa natural. Hermano não só pode como deve contribuir como empresa! Ele é equiparado à empresa pela legislação previdenciária em relação a suas empregadas. Errado. 51. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A construtora ABC não deve contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados, pois eles prestam serviços a terceiros. Questãozinha fácil, hein! A construtora é uma empresa, e empresa deve contribuir sobre a folha de seus empregados. A questão dos empregados prestarem serviços a terceiros não descaracteriza a relação de emprego entre eles e a construtora. Errado. 52. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRF-3/FCC/2014): Matias é militar da União e sua mulher, Catarina, é militar do Estado de São Paulo. Nestes casos, em regra, de acordo com a Lei n.º 8.212/1991, apenas Matias é excluído do Regime Geral de Previdência Social consubstanciado na referida lei, independentemente do amparo por regime próprio de previdência social. Os militares (federais e estaduais) são abrangidos por Regimes Próprios de Previdência Social, logo, ambos os cônjuges, em regra, são excluídos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) Entretanto, cabe ressaltar que caso algum deles exerça atividade concomitante na iniciativa privada, poderá ser abarcado pelo RGPS em relação a essa atividade. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 120 de 232 Errado. 53. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o membro de conselho de administração de sociedade anônima. O membro de conselho de administração de sociedade anônima é classificado como Contribuinte Individual, conforme dispõe a legislação previdenciária: O diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. Errado. 54. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Deputado federal será sempre filiado obrigatório do RGPS, na condição de segurado empregado. Conforme dispõe a legislação, o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal será enquadrado como segurado empregado, desde que não vinculado a Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) Errado. 55. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado empregado. Para ser segurado facultativo, o trabalhador não pode estar exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da Previdência Social (CADES). Errado. 56. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o servidor público federal ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União. O enunciado está correto! Observe o RPS/1999: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 121 de 232 O servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Esse enquadramento é direcionado aos cargos comissionados dos entes políticos, de livre nomeação e livre exoneração, ou como tratamos no Direito Administrativo, os chamados cargos ad nutum. Quando, por exemplo, um prefeito nomeia o irmão não servidor para cargo em comissão, e este exercerá exclusivamente o cargo comissionado, a Previdência o enquadrará como segurado empregado. A legislação previdenciária estende esse enquadramento ao ocupante de cargo de Ministro de Estado, de Secretário Estadual, Distrital ou Municipal, sem vínculo efetivo com a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, ainda que em regime especial, e fundações. Certo. 57. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que a pessoa pode ser segurado facultativo independente da sua idade. A idade mínima para filiar-se ao RGPS na condição de segurado facultativo é de 16 anos. Observe a legislação previdenciária: É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), mediante contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% sobre o salário de contribuição por ele declarado), desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. E qual a idade mínima para se filiar ao RGPS? 14 anos! Na condição de menor aprendiz. E qual o enquadramento do menor aprendiz? Ele é enquadrado como segurado empregado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 125 de 232 62. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Considere que Lucas tenha exercido, individualmente, de modo sustentável, durante toda a vida, a atividade de seringueiro na região amazônica, tendo os frutos dessa atividade sidos sua única fonte de renda. Após o falecimento dele, os herdeiros ² demonstrados os pressupostos de filiação ² poderão requerer a inscrição de Lucas, como segurado especial, no RGPS. Conforme dispõe a legislação previdenciária, é segurado obrigatório da previdência social, classificado na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rural, que explore atividade de seringueiro ou extrativista vegetal na coleta e extração, de modo sustentável, de recursos naturaisrenováveis, e faça dessas atividades o principal meio de vida. Diante do exposto, não resta dúvida que Lucas é segurado especial. Porém, o segurado especial já é falecido, e nunca foi inscrito no RGPS. Como proceder? O Segurado Especial é o único caso em que o Direito Previdenciário SHUPLWH�D�LQVFULomR�³SRVW�PRUWHP´��GHSRLV�GH�IDOHFLGR��GR�VHJXUDGR�� o que poderá ser feito por seus herdeiros dependentes, beneficiando-se da pensão por morte se lhes couberem. Certo. 63. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que o síndico de condomínio remunerado pela isenção da taxa de condomínio pode ser segurado facultativo. Por definição, o síndico de condomínio remunerado é contribuinte individual e o não remunerado é segurado facultativo. E como fica a situação do síndico que não recebe remuneração, mas é isento da taxa mensal de condomínio? Nessa situação, a isenção da taxa mensal de condomínio funciona como uma remuneração indireta, e diante de remuneração, o síndico só pode ser classificado como contribuinte individual. Entendimento importante! Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 126 de 232 64. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): A esposa ou companheira do trabalhador rural, mesmo que não trabalhe diretamente nas atividades rurais exercidas pelos demais membros do grupo familiar, é considerada segurada especial. A esposa deve comprovadamente participar das atividades rurais desempenhadas pela sua família para ter direito de ser enquadrada como segurada especial. Isso vale também para os filhos maiores de 16 anos. Basta observar as disposições legais: São segurados obrigatórios da previdência social classificados na qualidade de segurado especial, a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, na condição de: c) Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este equiparado, do segurado de que WUDWDP� DV� DOtQHDV� ³D´� H� ³E´� GHVWH� LQFLVR�� TXH�� comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar. Errado. 65. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): O segurado que exerça mais de uma atividade abrangida pelo RGPS deve filiar-se como segurado obrigatório em relação a cada uma dessas atividades, não sendo possível, entretanto, que ostente, ao mesmo tempo, a qualidade de dependente. A filiação ao RGPS é obrigatória pelo simples exercício de atividade remunerada. O sujeito que exerce, concomitantemente (ao mesmo tempo), mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades, observado o limite mínimo (salário mínimo) e máximo (teto do RGPS) para o Salário de Contribuição (SC). Entretanto, nada impede que o segurado, que exerça mais de uma atividade seja dependente! Imagine que Márcia, trabalhe em dois escritórios de contabilidade e seja casada com Marcos. Nesse caso, ela está filiada em relação a cada uma das atividades Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 127 de 232 exercidas na condição de segurada empregada e também está enquadrada como dependente de Marcos, seu marido. Errado. 66. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): É segurado obrigatório da Previdência Social, na categoria trabalhador avulso, entre outros, o amarrador de embarcação, o prático de barra em porto, o guindasteiro e o ensacador de café. Conforme determina a legislação previdenciária pátria, são considerados trabalhadores avulsos: 01. O trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco. 02. O trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério. 03. O trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios). 04. O amarrador de embarcação. 05. O ensacador de café, cacau, sal e similares. 06. O trabalhador na indústria de extração de sal. 07. O carregador de bagagem em porto. 08. O prático de barra em porto. 09. O guindasteiro. 10. O classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos. Questão muito decoreba, mas com um pouco de bom senso o aluno bem preparado teria matado sem grandes dificuldades. =) Certo. 67. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 128 de 232 De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, a companheira do segurado deve comprovar a união estável e a dependência econômica para receber eventual benefício da previdência. O cônjuge, o companheiro, a companheira e o filho não emancipado fazem parte da 1.ª classe de dependentes na ordem de vocação, ou seja, tem precedência sobre a 2.ª classe (pais) e sobre a 3.ª classe (irmãos não emancipados). Por sua vez, a dependência econômica da pessoas da 1.ª classe é presumida, enquanto que das pessoas da 2.ª e 3.ª classes deve ser comprovada. Em outras palavras, a prova da condição de dependente só ocorre com os dependentes da 2.ª classe e da 3.ª classe. Errado. 68. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) possui como membros, dentre outros, nove representantes da sociedade civil. Os membros do CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, tendo os representantes titulares da sociedade civil mandato de dois anos, vedada a recondução. Todos os 15 membros do CNPS (6 do Governo e 9 da Sociedade Civil), e seus respectivos suplentes, serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos um mandato de 2 anos, com apenas uma recondução consecutiva por igual período. O Conselho Nacional de Previdência Social será presidido pelo Ministro de Estado da Previdência Social. Errado. 69. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social não pode ser segurado facultativo. O indivíduo que deixa de ser segurado obrigatório do RGPS pode ser segurado facultativo. Essa é a regra! Mas às vezes a pessoa sai da condição de segurado obrigatório do RGPS para se tornar servidor público abrangido por RPPS. Nesse caso, o servidor Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 129 de 232 público nunca será segurado facultativo do RGPS. Tenha essa exceção em mente. É vedada a filiação ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de RPPS (regime próprio de previdência social), salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio. Errado. 70. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São seguradosobrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. Observe o seguinte enquadramento legal: O diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. O diretor empregado é enquadrado como segurado Empregado. O diretor não empregado, por sua vez, é enquadrado como Contribuinte Individual. E o que vem a ser o diretor não empregado? É aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja eleito, por assembleia geral dos acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas (S/A), não mantendo as características inerentes à relação de emprego. Nesse caso, não existe o vínculo empregatício! O sujeito é investido no cargo de direção da S/A e pronto! Vamos fazer um paralelo? Observe: Diretor empregado: contratado ou promovido para cargo de direção na S/A, desde que observadas as exigências características inerentes da relação de emprego. Æ Empregado. Diretor não empregado: é investido no cargo de direção na S/A, sem a existência da relação de emprego. Æ Contribuinte Individual. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 130 de 232 Mas atenção: Não é porque não existe o vínculo empregatício que não existe remuneração. Ninguém trabalha de graça! Da mesma forma que a empresa pode contratar um consultor financeiro (contribuinte individual), para eventuais consultas ou serviços, ela também possui autonomia para contratar um Diretor (Contribuinte Individual) não empregado. Ficou claro? Certo. 71. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, aquele que admite empregado a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, no âmbito residencial de diretor de empresa. Estamos diante do Empregador Doméstico e não da Empresa! Trabalhar no âmbito residencial de um terceiro e sem finalidade lucrativa são características do trabalho doméstico. Observe o disposto na legislação: Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. Certo. 72. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): A organização da Previdência Social obedecerá, dentre outros, aos seguintes princípios: universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição, e preservação do valor real dos benefícios. Devemos observar que a legislação previdenciária traz os Princípios que regem a Previdência Social, a saber: 1. Universalidade de participação nos planos previdenciários; 2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; 3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; 4. Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição corrigidos monetariamente; Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 131 de 232 5. Irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar- lhe o poder aquisitivo; 6. Valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário de contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo; 7. Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo nos órgãos colegiados. Certo. 73. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que não pode ser segurado facultativo aquele que estiver exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. Questão corretíssima! O trabalhador que já está enquadrado como segurado obrigatório do RGPS não pode ser enquadrado como segurado facultativo! Esse trabalhador pode ter várias filiações no RGPS referentes às atividades exercidas, inclusive com enquadramentos diferentes (empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual, etc.), mas nunca na condição de segurado facultativo. Certo. 74. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo). Até 1998, o garimpeiro era considerado Segurado Especial, entretanto a Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Emenda de Reforma da Previdência) alterou a redação do § 8.º do Art. 195 da CF/1988, excluindo o garimpeiro dessa condição. Com isso, a partir dessa emenda, esse segurado passou a ser classificado como Contribuinte Individual. Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 132 de 232 75. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): Considere que João e Fernanda sejam árbitros de futebol e atuem, de acordo com a Lei n.º 9.615/1998, sem vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas em que atuam. Nessa situação hipotética, João e Fernanda podem ser inscritos na previdência social na qualidade de segurados facultativos, tendo em vista inexistir qualquer disposição legal que os obrigue a serem filiados ao regime geral. Os árbitros de Futebol são considerados contribuintes individuais perante o RGPS, conforme dispõe o enquadramento legal: O árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei n.º 9.615/1998 (Normas Gerais sobre Desporto ou Lei Pelé). O juiz de futebol e os bandeirinhas nunca serão segurados facultativos, e sim contribuintes individuais, desde que atuem em conformidade com as Normas Gerais do Desporto. Errado. 76. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): A respeito do custeio do RGPS, é correto afirmar que o trabalhador que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa privada, em caráter não eventual e mediante subordinação, não participa do custeio do RGPS. Como assim? O enunciado trouxe exatamente o conceito de Empregado previsto na legislação previdenciária: 01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Logo, ele é segurado obrigatório do RGPS. =) Errado. 77. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): A Previdência Social é organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo, de filiação obrigatória, e sem a observância de critérios que preservem o equilíbrio financeiro. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 133 de 232 Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 1988: Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. Errado. 78. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que pode ser segurado facultativo o estudante maior de quatorzeanos. Idade mínima para ser segurado facultativo é 16 anos! Idade mínima para adentrar ao RGPS é de 14 anos, na condição de menor aprendiz (segurado empregado). =) Errado. 79. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): É segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados ou a membros dessas missões e repartições, ainda que o prestador desse tipo de serviço seja estrangeiro sem residência permanente no Brasil. A questão começou muito bem, mas derrapou no final! Observe a definição legal do enquadramento de empregado da questão: Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. A missão diplomática, ou repartição consular, se equipara, para fins previdenciários, a uma empresa. Quando a missão contrata um brasileiro residente no Brasil, em regra, esse Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 134 de 232 indivíduo é enquadrado como empregado. Mas temos exceções. Não se enquadram como empregado as seguintes contratações: 1. Não brasileiro sem residência permanente no Brasil; 2. Brasileiro residente, mas amparado por legislação previdenciária do país da missão diplomática ou da repartição consular. Em suma, o estrangeiro sem residência permanente não é enquadrado como empregado. Errado. 80. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): O servidor civil ocupante de cargo efetivo de autarquia da União, em regra, é segurado obrigatório como contribuinte individual independentemente de estar ou não amparado pelo regime próprio de previdência social. O servidor público federal é abarcado por Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), logo, este cidadão está excluído da proteção do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Errado. 81. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Apesar de ser regida pelo princípio da universalidade da cobertura e do atendimento, a seguridade social só é acessível a brasileiros que residem no país. A Seguridade Social é composta de Saúde, Assistência Social e Previdência Social. A saúde é prestada em território nacional, a todos que aqui residem (brasileiros e estrangeiros). Já a Assistência é devida aos que aqui residem e não tem condição de se sustentarem de forma digna. Por sua vez, a Previdência é devida para aquele que com ela contribui. Existem alguns enquadramentos legais, que classificam o indivíduo como segurado obrigatório do RGPS, mesmo quando esse presta serviço no exterior. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 135 de 232 Logo, com base no supra exposto, não é correto afirmar que somente os brasileiros residentes tem direito de usufruir da Seguridade Social Errado. 82. (Advogado/BRB/CESPE/2010): João explora diretamente atividade de extração mineral ² garimpo ² em caráter temporário e de forma não contínua. Nessa situação, considerando a legislação previdenciária em vigor, João é considerado segurado especial da Previdência Social. Garimpeiro é contribuinte individual! A pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo), em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua. Errado. 83. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): Lucas entrou no gozo de aposentadoria pelo RPPS em 16/11/2009. Nessa situação, Lucas poderia ter optado por filiar-se ao RGPS na qualidade de segurado facultativo, mediante ato volitivo de inscrição e pagamento da primeira contribuição. Servidor pertencente ao RPPS nunca poderá ser enquadrado como segurado facultativo. Essa proibição estende-se inclusive ao servidor já aposentado pelo RPPS. Errado. 84. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, João Junior, de 22 anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data do óbito de João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de Maria que renunciou ao direito a alimentos para si. Posteriormente, João veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união estável até a data de seu óbito. Norma possui uma filha, Miriam, que mora com a mãe e foi por João sustentada. Nessa situação, são Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 136 de 232 dependentes de João, segundo a legislação previdenciária, Marília, Renato, Miriam e Norma. Outra questão recente!! =) Devemos analisar pessoa por pessoa na data do óbito de João: João Junior: filho de João, 22 anos, universitário e plenamente capaz. Æ Não é dependente de João. Marília: filha de João, 18 anos (menor de 21 anos). Æ É dependente de João. Renato: filho de João, 16 anos (menor de 21 anos). Æ É dependente de João. Maria: ex-esposa de João, que se separou sem ter direito a pensão alimentícia. Æ Não é dependente de João. Norma: atual esposa de João. Æ É dependente de João. Miriam: enteada de João, que possuía comprovada dependência econômica com o finado. Æ É dependente de João. Após essa análise, podemos concluir que são dependentes de João: Marília (filha menor de 21), Renato (filho menor de 21), Norma (atual esposa) e Miriam (enteada com comprovada dependência econômica). Certo. 85. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o estudante com idade igual ou superior a dezesseis anos pode filiar-se ao RGPS, mediante contribuição, na condição de segurado facultativo, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o defina como segurado obrigatório da previdência social. O segurado facultativo, por definição, é a pessoa maior de 16 anos que não possui renda própria, mas deseja contribuir para o RGPS com intuito de usufruir dos benefícios previdenciários. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 137 de 232 A definição legal de segurado facultativo é a seguinte: É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), mediante contribuição, na forma do art. 199 do RPS/1999 (20% sobre o salário de contribuição por ele declarado), desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. Certo. 86. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Otávio, contador, é aposentado por regime próprio de previdência social e começou a prestar serviços de contabilidade em sua residência. Dada a qualidade de seus serviços, logo foi contratado para dar expediente em uma grande empresa da cidade. Nessa situação, Otávio não é segurado do regime geral, tantopor ter pertencido a um regime próprio, quanto por ser aposentado. O aposentado do RPPS que trabalhar com atividades que o enquadre em uma classe de segurado obrigatório, será filiado obrigatório do RGPS. A única ressalva é que servidor do RPPS nunca poderá ser enquadrado ou contribuir como segurado facultativo. Errado. 87. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que os filhos e a esposa, por serem dependentes da classe diferente, não concorrem em igualdade para o benefício. A esposa (cônjuge) e o filho pertencem a 1.ª classe de dependentes do segurado, ou seja, eles concorrem em igualdade pelo benefício devido. O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe se estes Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 138 de 232 comprovarem dependência econômica, caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª classe. Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. Errado. 88. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os pais poderão fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a dependência econômica do segurado a eles, ainda que existam dependentes que integrem a primeira classe. O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe, caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª classe. Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. Errado. 89. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o associado eleito para cargo de direção em cooperativa. Estamos diante de um contribuinte individual: O associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. Esse dispositivo abarca duas classes diferentes de contribuintes individuais, a saber: Diretor Associado de Cooperativa ou Associação: é aquele associado que por eleição é nomeado para cargo de Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 142 de 232 Certo. 93. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT- 10/CESPE/2013): José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de seu irmão mais velho, João, que é segurado da previdência social. Nessa situação, José é considerado beneficiário do regime geral da previdência social, na condição de dependente de João. Conforme dispõe a legislação previdenciária, é considerado dependente o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Certo. 94. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Ronaldo, afastado de suas atividades laborais, tem recebido auxílio doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo será mantida sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, independentemente de contribuição para a previdência social. Quem está em gozo de algum benefício previdenciário não perde a condição de segurado, independentemente de estar contribuindo ou não para a Previdência Social. É uma norma protetiva em favor da pessoa que está passando por momentos difíceis em sua vida, como é o caso do enunciado, no qual Ronaldo está afastado de suas atividades laborais, recebendo o auxílio- doença. Certo. 95. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado especial. Conforme dispõe a legislação previdenciária, é enquadrado como segurado facultativo o maior de 16 anos que se filiar ao RGPS, contribuindo sobre um valor mensal por ele declarado, desde que não exerça atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório (CADES). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 143 de 232 Logo, o segurado facultativo nunca poderá ser segurado especial (S). Errado. 96. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): O exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais descaracteriza a condição de segurado especial caso o referido dirigente obtenha, por meio dessa atividade, ajuda de custo. Estamos diante de um dos casos em que o Segurado Especial pode auferir outros rendimentos sem descaracterizar o seu vínculo previdenciário. O exercício do cargo de dirigente sindical dos trabalhadores rurais não descaracteriza o enquadramento de segurado especial. A legislação previdenciária é clara ao afirmar que o dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo enquadramento no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) anterior à investidura no cargo. Logo, se o membro da família era segurado especial, ele continuará sendo segurado especial. Errado. 97. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Um adolescente de 14 anos de idade, menor aprendiz, contratado de acordo com a Lei n.º 10.097/2000, apesar de ter menos de 16 anos de idade, que é o piso para inscrição na previdência social, é segurado empregado do regime geral. Perfeita! O menor aprendiz pode ser inscrito, a partir dos 14 anos, no RGPS na condição de segurado empregado. A idade mínima de 16 é somente para a filiação na qualidade de segurado facultativo. Curiosidade: a Lei n.º 10.097/2000 alterou a CLT e inseriu os dispositivos legais a respeito do trabalho do menor aprendiz. Certo. 98. (Auditor/TCM-RJ/FGV/2008): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 144 de 232 Com relação aos contribuintes da Previdência Social, é correto afirmar que os Municípios que instituírem Regime Próprio de Previdência Social para os seus servidores titulares de cargos efetivos não são contribuintes obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social em relação a esses. Entretanto, o Regime Próprio de Previdência Social deve assegurar, pelo menos, aposentadorias e pensão por morte previstas no art. 40 da Constituição Federal. Questão corretíssima. A assertiva acima se limita a reproduzira literalidade da legislação previdenciária. Certo. 99. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): A Lei n.º 8.212/1991, que institui o plano de custeio da seguridade social, distingue as pessoas que são consideradas empresas daquelas que se equiparam a empresas. Entre as que se equiparam a empresa encontram- se as fundações públicas. As fundações públicas, para efeitos previdenciários, é considerada como empresa e não como equiparada a empresa. Observe o disposto na Lei n.º 8.212/1991: Art. 15. Considera-se: I ± Empresa: a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional, e; II - Empregador Doméstico: a pessoa ou família que admite a seu serviço, sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. Parágrafo único. Equipara-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras. Conforme determina a legislação previdenciária, são equiparados à empresa: 01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço; Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 145 de 232 02. A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras; 03. O operador portuário e o Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) de que trata a Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos), e; 04. O proprietário do imóvel, o incorporador ou o dono de obra de construção civil, quando pessoa física, em relação a segurado que lhe presta serviços. Errado. ������$XGLWRU�GH�&RQWUROH�([WHUQR�7&')�&(63(������� É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, o membro de instituto de vida consagrada. O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa são enquadrados como Contribuinte Individual pela legislação previdenciária. Em suma, padre não é empregado da igreja! É contribuinte individual. =) Errado. 101. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social o ministro de confissão religiosa. Esse tipo de questão quando cai em prova, você não deve demorar mais de 5 segundos para responder. Vamos ao enquadramento legal. É contribuinte individual: O ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. Os representantes religiosos sempre serão contribuintes individuais, independentemente da religião e de suas denominações: padre, pastor, rabino, monge etc. Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 146 de 232 102. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Fernanda foi casada com Lucas, ambos segurados da previdência social. Há muito tempo separados, resolveram formalizar o divórcio e, pelo fato de ambos trabalharem, não foi necessária a prestação de alimentos entre eles. Nessa situação, Fernanda e Lucas, após o divórcio, deixarão de ser dependentes um do outro junto à previdência social. O cônjuge, quando formaliza o divórcio sem que seja necessária a prestação de alimentos, caracteriza a perda da qualidade de dependente em relação ao outro cônjuge. Por outro lado, se subsistir a prestação de alimentos, o vínculo de dependência permanece. Certo. 103. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a firma individual que reúne elementos produtivos para a produção ou circulação de bens ou de serviços e assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. A figura da Firma Individual não existe mais no atual ordenamento jurídico, mas não podemos ignorar simplesmente a questão! Observe a dispõe a legislação previdenciária: Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. A empresa pode ser classificada como empresário (antiga firma individual, até entrar em vigor o Código Civil de 2002) ou sociedade. Além disso, a empresa sempre assume o risco da atividade econômica, pois esse risco não poderá ser repassado aos empregados. Faça de conta que uma empresa em falência exija que seus funcionários arquem com parte das dívidas. Isso seria correto? Claro que não! O empregador sempre assume os riscos da atividade econômica. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 147 de 232 Ainda, a empresa pode ter fins lucrativos ou não. Cuidado com isso! Errado. 104. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. Corretíssima! Padre não é empregado da igreja! É contribuinte individual. Os representantes religiosos sempre serão contribuintes individuais. Certo. 105. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que para efeito de concessão de beneficiários previdenciários aos dependentes do segurado do RGPS, deve-se considerar a seguinte ordem de preferência: descendentes, ascendentes, cônjuge e irmãos. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 106. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 148 de 232 Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da filiação obrigatória de todo trabalhador que se enquadre na condição de segurado. Essa questão tem fundamento na Constituição Federal de 1988: Art. 201. A Previdência Social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. O RGPS é a forma como a Previdência é organizada. Essa organização prevê um regime de caráter contributivo e de filiação obrigatória (Previdência = contribuições). A filiação ao RGPS é obrigatória pelo simples exercício de atividaderemunerada. O sujeito que exerce, concomitantemente (ao mesmo tempo), mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades, observado o limite mínimo (salário mínimo) e máximo (teto do RGPS) para o Salário de Contribuição (SC). Certo. 107. (Auditor/TCE-M-PA/FGV/2008): A respeito dos contribuintes do Regime Geral de Previdência Social, é correto afirmar que os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios são considerados como empresa, e, dessa forma, sujeitos às mesmas obrigações das empresas em geral, em relação aos trabalhadores que lhe prestem serviço. Quando a Administração Pública contrata um jardineiro ou um vigilante, ela se equipara, para fins previdenciários, a uma empresa. É o que está disposto na legislação previdenciária: Empresa é o empresário (ex-titular de firma individual) ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. Certo Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 149 de 232 108. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Suponha que João, servidor público federal aposentado, tenha sido eleito síndico do condomínio em que reside e que a respectiva convenção condominial não preveja remuneração para o desempenho dessa função. Nesse caso, João pode filiar-se ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) na condição de segurado facultativo e formalizar sua inscrição com o pagamento da primeira contribuição. A princípio, o síndico não remunerado é um segurado facultativo, conforme dispõe a legislação previdenciária. Porém, a própria legislação previdenciária também veda (proíbe) a filiação ao RGPS (Regime Geral de Previdência Social), na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de RPPS (regime próprio de previdência social), ou seja, servidor público, ativo ou inativo (aposentado ou pensionista), nunca poderá ser segurado facultativo no RGPS. Errado. 109. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza eventual, no âmbito residencial da pessoa que contrate o serviço, em atividades sem fins lucrativos. A legislação previdenciária delimita da seguinte forma o empregado doméstico: Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. Um exemplo clássico é a empregada doméstica, mas não é o único caso. Imagine um rico fazendeiro que contrata um motorista para ficar à disposição de sua esposa, para levá-la à cidade quando esta for às compras. O motorista presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, para família (esposa e filhos do fazendeiro) no âmbito residencial (ele não trabalha com as atividades da fazenda) e realiza uma atividade sem fins lucrativos (levar a madame para passear, fazer compras e as crianças para comer no McDonalds). Sem dúvida, o motorista em questão também é enquadrado como empregado doméstico. =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 150 de 232 Errado. 110. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT- 10/CESPE/2013): Marcelo, que é segurado especial da seguridade social, por ser, na forma da legislação especial, considerado pequeno produtor rural, foi eleito dirigente do sindicato representativo dos pequenos produtores rurais. Nessa situação, Marcelo passará a ser segurado na condição de contribuinte individual. O exercício do cargo de dirigente sindical dos trabalhadores rurais não descaracteriza o enquadramento de segurado especial. A legislação previdenciária é clara ao afirmar que o dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato, o mesmo enquadramento no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) anterior à investidura no cargo. Logo, se o membro da família era segurado especial, ele continuará sendo segurado especial. Errado. 111. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida. Você se lembra do conceito previdenciário de pescador artesanal? Observe: Considera-se pescador artesanal aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, e utilize embarcação de até 10 toneladas de arqueação bruta. E para finalizar, o pescador artesanal é segurado especial e não contribuinte individual. Errado. 112. (Assistente Previdenciário/RIOPREV/CEPERJ/2014): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 151 de 232 Consoante a lei federal que regula as prestações previdenciárias do regime geral de previdência, o órgão superior de deliberação colegiada é denominado Conselho Nacional de Justiça. O CNPS, órgão superior de deliberação colegiada, tem como principal objetivo estabelecer o caráter democrático e descentralizado da administração, em cumprimento ao seguinte princípio Constitucional (Art. 194, inciso VII): Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. O CNPS é fruto da Lei n.º 8.213/1991 (PBPS) e foi corroborado pelo Decreto n.º 3.048/1999 (RPS). Ao longo do tempo, o Conselho vem aperfeiçoando sua atuação no acompanhamento e na avaliação dos planos e programas que são realizados pela administração previdenciária, na busca de melhor desempenho dos serviços prestados aos segurados do RGPS. Em outras palavras, o CNPS é um órgão de deliberação democrático, que conta com a participação das 4 classes presentes na CF/1988: Trabalhadores, Empregadores, Aposentados e Governo, que debatem e deliberam sobre os rumos da Previdência Social e, por consequência, do RGPS. Errado. 113. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): João exerce individualmente a atividade de pescador artesanal e possui embarcação com 5 toneladas de arqueação bruta, com parceiro eventual, que o auxilia. Nessa situação, João é segurado contribuinte individual da Previdência Social. O enunciado é recente e apresenta a figura do Pescador Artesanal (espécie do gênero Segurado Especial), que é aquele trabalhador que tem a pesca como sua principal atividade laboral ou principal meio de vida para o seu sustento, e que: 1. Não utilize embarcação, OU; Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 152 de 232 2. Utilize embarcação de no máximo 6 toneladas de arqueação bruta. Ou seja, utilize embarcação cuja capacidade total não exceda 6 toneladas. Nessa situação, o pescador artesanal pode contar comauxílio de um parceiro, OU; 3. Na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize embarcação de no máximo 10 toneladas de arqueação bruta (capacidade total de no máximo 10 toneladas). No caso da questão, seria o Pescador Artesanal nº. 2 acima. Errado. 114. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser contribuinte individual. Conforme dispõe a legislação previdenciária, enquadrado como segurado facultativo o maior de 16 anos que se filiar ao RGPS, contribuindo sobre um valor mensal por ele declarado, desde que não exerça atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório (CADES). Logo, o segurado facultativo nunca poderá ser contribuinte individual (C). Errado. 115. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o indivíduo que, em gozo de benefício de auxílio doença, no prazo de doze meses, não se aposentar por invalidez nem voltar ao trabalho perde a qualidade de segurado. A regra é clara quanto ao Período de Graça: Quem está em gozo de benefício, o PG é sem limite de prazo! =) Para você não esquecer: - Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. - Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 153 de 232 - Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não exerce mais atividade remunerada). Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de segurado - Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). - Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. - Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas. - Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado Facultativo. Errado. 116. (Advogado/Nossa Caixa/FCC/2011): De acordo com a Lei n.º 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência Social, na qualidade de segurado especial a pessoa física residente no imóvel rural que, individualmente, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração, na condição de pescador artesanal faça da pesca profissão habitual. A questão está em sintonia com a legislação previdenciária, a saber: Considera-se Pescador Artesanal (Segurado Especial) aquele que, individualmente ou em regime de economia familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que na condição, exclusivamente, de parceiro outorgado, utilize embarcação de até 10 toneladas de arqueação bruta. Certo. Considere a seguinte situação-problema para responder as questões 117 a 120: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 154 de 232 Pedro Luís, servidor público estadual concursado, deseja se filiar ao regime geral de previdência. Assim, entra com requerimento na Secretaria de Administração do Estado pedindo que não seja mais descontado o valor da contribuição para o sistema estadual de previdência própria pública decorrente do cargo público efetivo que exerce na repartição estadual. 117. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado obrigatório empregado. A situação-problema não cita em nenhum momento que Pedro Luís está exercendo alguma atividade além do seu cargo público. Como ele não está trabalhando em nenhuma atividade remunerada, ele não pode ser segurado obrigatório do RGPS. Errado. 118. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís não pode participar do Regime Geral de Previdência Social, pois já participa de Regime Próprio de Previdência Social como servidor ocupante de cargo efetivo. Na situação em tela, Pedro não exerce nenhuma atividade remunerada adicional além do exercício do seu cargo público. Portanto ele não poderá se filiar ao RGPS. Somente poderá se tornar um contribuinte do Regime Geral se exercer atividade que o caracterize como segurado obrigatório (empregado, trabalhador avulso, contribuinte individual, doméstico, etc.). Pedro já é do RPPS e quer ser do RGPS, o que em regra, é vedado pela legislação previdenciária. Isso somente seria possível caso o Pedro exercesse uma atividade na iniciativa privada, o que não está explícito na questão. Logo, deduzimos que Pedro exerce apenas as funções de servidor público e quer adentrar ao RGPS na condição de facultativo, o que é inadmissível. Certo. 119. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 155 de 232 Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado obrigatório contribuinte individual. Vale aqui o comentário da questão anterior. Nas condições em que se encontra (exercendo apenas o cargo público) ele não poderá se filiar ao RGPS na condição de segurado obrigatório. Errado. 120. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado facultativo. O servidor público nunca poderá participar do RGPS na qualidade de segurado facultativo. Nunca mesmo! Mas isso você já sabe, não é?! =) Errado. 121. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): Os regimes de previdência oficiais (RGPS e RPPS) e o RPC fazem parte da seguridade social e estão vinculados, sendo esse último complementar dos dois primeiros, o que se traduz por não haver segregação jurídica e patrimonial entre os regimes previdenciários. Em princípio, a Lei n.º 8.213/1991 trouxe o seguinte dispositivo: Art. 9.º A Previdência Social compreende: I - O Regime Geral de Previdência Social, e; II - O Regime Facultativo Complementar de Previdência Social. Como pode ser observado, a Previdência Complementar era abarcada pela Previdência Social. Entretanto, esse dispositivo está desatualizado com as alterações operadas pela Emenda Constitucional n.º 20/1998 (Primeira Reforma Previdenciária). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 157 de 232 incluído nas disposições do Art. 12 (rol de segurados obrigatórios ± CADES). Entretanto, o dispositivo supracitado, mesmo que em vigência, é considerado pela doutrina, pela jurisprudência e pelo próprio INSS como letra morta da lei, ou seja, sem validade e sem aplicação jurídica. Por sua vez, atualmente, considera-se como válido o seguinte dispositivo presente no Regulamento da Previdência Social (Decreto n.º 3.048/1999): Art. 11. É segurado facultativo o maior de 16 anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, na forma do Art. 199 (20% x SC), desde que não esteja exercendo atividade remunerada queo enquadre como segurado obrigatório da previdência social (CADES). Sendo assim, sempre leciono que para ser segurado facultativo, o indivíduo deve ter no mínimo 16 anos de idade e não estar exercendo nenhuma atividade que o caracterize como segurado obrigatório, que é o entendimento correto sobre o tema. Entretanto, como a questão está fazendo referência diretamente à Lei n.º 8.212/1991 e à sua letra morta, a questão foi considerada correta, o que é no mínimo uma incongruência. No entanto, como o mencionado dispositivo não se encontra expressamente revogado, a questão encontra-VH� ³EOLQGDGD´�� RX� seja, contra ela, dificilmente um recurso será provido. =( Diante de todo exposto, peço para você, caro aluno, que observe o enunciado da questão para ver se ela faz referência à Lei n.º 8.212/1991 ou não, e assim a responda: - Caso faça, considere como idade mínima 14 anos, ou; - Caso não faça, considere como idade mínima 16 anos. Infelizmente, é a única maneira de acertamos esse tipo de questão! =) Certo. 123. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 158 de 232 Os membros do Conselho Nacional de Previdência Social e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República. Todos os 15 membros do CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos um mandato de 2 anos, com apenas uma recondução consecutiva por mais 2 anos. Certo 124. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): O enteado e o menor tutelado, ainda que dependente economicamente do segurado, uma vez que não são filhos deste, não poderão figurar como beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes. A questão está errada, pois para a legislação previdenciária, equiparam-se aos filhos, nas condições de dependentes de 1.ª classe, mediante declaração escrita do segurado e comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação, e que seja apresentado pelo segurado o respectivo termo de tutela. Errado. 125. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): O companheiro e a companheira, desde que comprovem a existência de união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que lhes permite receber pensão por morte ou auxílio reclusão, conforme o caso. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 159 de 232 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Para efeitos previdenciários, considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável com o segurado ou segurada. Por sua vez, considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição de família. No âmbito da união estável, apesar da legislação silenciar-se a respeito do tema, também é considerada a união homoafetiva (pessoas do mesmo sexo). Em suma, os homossexuais que vivem em uma união estável têm os mesmos direitos dos heterossexuais em condições análogas, ou seja, o direito de serem classificados como dependentes de 1.ª classe. Certo. 126. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): Pedro, segurado obrigatório do RGPS, era casado com Solange, brasileira e empregada do escritório de advocacia Lexus em Niterói/RJ, de quem jamais se divorciou ou se separou judicialmente. Atualmente, Pedro vive com Carla e é tutor de Sofia, com 12 anos de idade, filha de seu irmão falecido. Com referência a essa situação hipotética, levando-se em conta a Lei n.º 8.213/1991 que trata dos beneficiários do RGPS, é correto afirmar que Solange continua a ser dependente de Pedro. Não houve separação ou divórcio entre Pedro e Solange, muito menos anulação do casamento, óbito ou sentença judicial transitada em julgado, logo, mesmo que Pedro esteja morando com Carla, Solange ainda mantém o status de dependente. Certo. 127. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): Sobre o texto da questão anterior, é corretor afirmar que Sofia pode figurar como dependente de Pedro, desde que essa condição seja declarada e que seja demonstrada a dependência econômica. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 160 de 232 Para a legislação previdenciária, equiparam-se aos filhos, nas condições de dependentes de 1.ª classe, mediante declaração escrita do segurado e comprovada a dependência econômica, o enteado e o menor que esteja sob tutela e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação e que seja apresentado pelo segurado o respectivo termo de tutela. Certo. 128. (Analista Executivo/SEGER-ES/CESPE/2013): O pequeno produtor rural que exerça suas atividades em regime de economia familiar será filiado obrigatório do RGPS na condição de segurado especial, enquanto seus filhos maiores e cônjuge que trabalhem na mesma condição serão filiados obrigatórios do RGPS como segurados empregados. A questão estava indo muito bem, até derrapar no final (para variar)! O cônjuge ou o companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este equiparado, que, comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades rurais do grupo familiar também serão filiados do RGPS na condição de Segurado Especial. Errado. 129. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Caso haja compensação das contribuições já pagas, Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social. Compensar as contribuições pagas ao RPPS com o RGPS? Esse Pedro Luís está louco! O pedido que ele fez é indevido! Não tem como o servidor deixar de contribuir para o RPPS para contribuir para o RGPS enquanto servidor público. Diante dessa incompatibilidade de escolha entre os regimes, em nenhuma hipótese, mantendo as condições da situação-problema (exercer apenas o cargo público), Pedro Luís poderá participar do RGPS. Errado. 130. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Para fins previdenciários, a principal diferença entre empresa e empregador doméstico é que a primeira se caracteriza por exercer atividade exclusivamente com fins lucrativos, e o segundo, não. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 161 de 232 A primeira vista parece correta, mas ela está errada! Observe os conceitos de Empresa e de Empregador Doméstico: Empresa é o empresário (ex-titular defirma individual) ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da Administração Pública Direta ou Indireta. Empregador doméstico é a pessoa, a família ou a entidade familiar que admite empregado doméstico a seu serviço, mediante remuneração e sem finalidade lucrativa. Percebeu que a empresa pode ou não ter fins lucrativos? Esse é o erro da questão! Pegadinha maldosa em um concurso top de linha, cargo de Defensor Público. Errado. 131. (Auditor-Fiscal/SRF/ESAF/2005): Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei n.º 8.213/91), no art. 11, elenca como segurados obrigatórios da Previdência Social na condição de empregado, entre outros, o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional. Essa questão foi extremamente literal! Observe o enquadramento legal de segurado empregado: O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente à empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 162 de 232 Vamos à análise do dispositivo legal! Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior é considerado empregado, desde que a empresa concomitantemente: - Tenha a maioria do capital votante (ações ordinárias ± Contabilidade) pertencente à empresa constituída pelas leis brasileiras. - Que a empresa constituída pelas leis brasileiras tenha sede e administração no Brasil e que o controle efetivo esteja nas mãos de pessoas físicas (nacionais ou estrangeiras) domiciliadas e residentes no Brasil Esse exemplo será um pouco mais complexo. =) Um paraguaio, domiciliado e contratado no Brasil (situação comum nas fronteiras), é contratado para trabalhar na NY Beach, empresa norte-americana, localizada em Nova York (EUA). A NY Beach tem a maioria de suas ações ordinárias (capital votante) pertencentes a MS Praia, empresa brasileira, constituída sob as leis brasileiras, com sede e administração em Dourados/MS. Cabe ainda ressaltar que a MS Praia está sob o controle efetivo de empresários (pessoas físicas) da cidade de Campo Grande/MS. Sem dúvida, o paraguaio é segurado empregado. Devemos prestar atenção que mesmo em se tratando de empresa estrangeira, ela se encontra sob domínio de empresa brasileira (maioria do capital votante), e a empresa brasileira, por sua vez, se encontra sob domínio de residentes nacionais (controle efetivo por pessoas físicas ou jurídicas). Essa é a regra. Certo. 132. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Se um cidadão brasileiro domiciliado em Belo Horizonte for contratado para trabalhar como empregado em sucursal de empresa na França, com sede em São Paulo e constituída de acordo com as leis brasileiras, ele será considerado segurado contribuinte individual do RGPS. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 163 de 232 Vamos relembrar o enquadramento de Segurado Empregado: 03. O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for contratado para serviço no exterior, em sucursal (filial ou agência), será considerado empregado, desde que a empresa: - Seja constituída sob as leis brasileiras, e; - Tenha sede e administração no Brasil. Errado. 133. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Considere que Pedro explore, individualmente, em sua propriedade rural, atividade de produtor agropecuário em área contínua equivalente a 3 módulos fiscais, em região do Pantanal sul-mato-grossense, e que, durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro de cada ano, explore atividade turística na mesma propriedade, fornecendo hospedagem rústica. Nessa situação, Pedro é considerado segurado especial. Essa questão se aprofundou nos conceitos de segurado especial, sendo assim vou analisar a questão em duas partes: 1. Pedro é produtor agropecuário em área de 3 módulos fiscais: O segurado especial, conforme legislação previdenciária, é o proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou o meeiro outorgado, comodatário ou arrendatário rural, que explore atividade agropecuária em área contínua ou não de até quatro módulos fiscais. 2. Pedro durante 3 meses (90 dias) por ano explora o turismo rural: A legislação previdenciária é clara ao afirmar que o trabalhador rural mantém a sua condição de segurado especial quando explora a atividade turística da sua propriedade, inclusive com hospedagem, por no máximo 120 dias/ano. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 164 de 232 Em resumo, Pedro é segurado especial! A parte 1 é um caso típico de segurado especial agropecuário, já a parte 2 trata-se de uma atividade que ele poderá exercer sem perder a qualidade de segurado especial. Certo. 134. (Defensor Público/DPE-CE/FCC/2014): Segundo a Lei n.º 8.213/1991, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) é composto por quinze membros nomeados pelo Presidente da República, sendo que os representantes titulares da sociedade civil terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos, de imediato, uma única vez. Todos os 15 membros do CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, sendo que para os representantes titulares da Sociedade Civil são garantidos um mandato de 2 (dois) anos, com apenas uma recondução consecutiva por mais 2 (dois anos). Certo 135. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da vinculação entre o valor da contribuição do segurado e o benefício que venha a perceber. Não existe esse tipo de vinculação na Previdência Social! O cálculo do benefício considera todas as contribuições recolhidas pelo trabalhador sem criar qualquer vinculação, afinal, utiliza-se a média das maiores contribuições recolhidas em todo período laboral para efeito de cálculo. Errado. 136. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): Na forma como determinado pela Lei n.º 8213/1991, considera-se segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social o maior de 14 (quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição. Atualmente, sem dúvida, a idade mínima exigida para se filiar ao RGPS, na condição de segurado facultativo, é de 16 anos, Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 165 de 232conforme dispõe o Decreto n.º 3.048/1999. Entretanto, a Lei n.º 8.213/1991 (e a Lei n.º 8.212/1992) ainda prevê que essa idade é de 14 anos. Esse trecho da lei é considerado letra morta da lei, mas, nunca foi expressamente revogado, ou seja, ainda está em vigência. =/ Como se comportar diante de uma questão dessas? Em regra, adote que a idade é de 16 anos. Caso a questão faça menção a Lei n.º 8.212/1991 ou a Lei n.º 8.213/1991, considere como sendo 14 anos. Infelizmente, temos que ter essa maleabilidade para acertamos a questão. =/ Por fim, não acredito que um recurso seria provido, uma vez que a questões como esta encontram-VH� ³EOLQGDGDV´�� SRLV� ID]HP� menção à Lei n.º 8.213/1991. Certo. 137. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): João aposentou-se pelo RPPS em 16/11/2009 e, a partir de então, passou a prestar consultoria a diversas empresas do Distrito Federal, atividade que não interrompeu mesmo após a sua contratação para trabalhar em missão diplomática norte-americana localizada no Brasil. Nessa situação, João é segurado obrigatório do RGPS, ainda que já receba aposentadoria oriunda de regime próprio de previdência. A princípio, quando João se aposentou pelo RPPS e começou a prestar consultorias no DF, ele foi enquadrado como contribuinte individual. Em um momento posterior, quando foi contratado para trabalhar em missão diplomática norte-americana no Brasil, ele também foi enquadrado como segurado empregado, conforme prevê a legislação previdenciária: Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. A missão diplomática ou repartição consular se equipara, para fins previdenciários, a uma empresa. Quando a missão Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 166 de 232 contrata um brasileiro residente no Brasil, em regra, esse indivíduo é enquadrado como empregado. Diante do exposto, sem dúvida, João será enquadrado como segurado obrigatório da Previdência Social, com filiação distinta para cada uma de suas atividades (contribuinte individual e empregado). Certo. 138. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): Genésio, residente em Salvador, passou a integrar, pela primeira vez, o Regime Geral da Previdência Social, na condição de segurado, quando se empregou em empresa privada da área de hotelaria, no mês de novembro de 2004. Desde janeiro de 2011, adoecido, goza de auxílio doença previdenciário. A manutenção de sua condição de segurado é imprescritível, preclui, mas, enquanto perdurar o benefício, estará interrompida a decadência. A questão cobrou qual o Período de Graça (PG) do segurado. No caso, o PG não tem limite! A legislação é clara ao definir que mantem a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, sem limite de prazo, quem está em gozo de benefício. A frase fLQDO�p�XP�WDQWR�TXDQWR�FRPSOH[D��³$�PDQXWHQomR�GH� sua condição de segurado é imprescritível, preclui, mas, enquanto SHUGXUDU� R� EHQHItFLR�� HVWDUi� LQWHUURPSLGD� D� GHFDGrQFLD�´�� Entretanto, traduzindo em outras palavras, o examinador quis dizer que enquanto estiver gozando de benefício, a condição de segurado é mantida. =) Certo. 139. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 21/CESPE/2010): Um servidor efetivo de determinado município que esteja em pleno exercício de seu cargo será obrigatoriamente filiado a pelo menos um regime previdenciário, quer seja o geral se não houver regime próprio, quer seja o dos servidores daquele município se houver. O servidor público, em regra, está filiado ao RPPS do seu ente político (União, Estados, Distrito Federal ou Municípios). Na prática nacional, a maioria dos municípios, principalmente os menores, não Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 167 de 232 criou um RPPS por falta de recursos. Nesses municípios sem RPPS, o servidor público estará filiado obrigatoriamente ao RGPS. Dessa situação prática pode-se extrair o seguinte entendimento: O servidor público sempre será filiado a um regime previdenciário. Em regra no RPPS e nos demais casos no RGPS. Certo. 140. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. O titular de mandato eletivo (federal, estadual ou municipal) que não esteja vinculado a nenhum RPPS é classificado como segurado empregado, como prevê a legislação: O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social (RPPS). Errado. 141. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): O segurado que deixa de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência social mantém a qualidade de segurado até doze meses após a cessação das contribuições, independentemente do pagamento de novas contribuições. Como dispõe a legislação previdenciária, manterá a qualidade de segurado até 12 meses após a cessação de benefício por incapacidade ou após a cessação das contribuições, o segurado que deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem remuneração. Considero importante ressaltar que esse Período de Graça (PG) pode ser estendido em mais 12 meses (chegando em 24 meses), caso o trabalhador tenha realizado mais de 120 contribuições anteriormente. Por sua vez, se a situação de desemprego for involuntária, ele terá outros 12 meses adicionais ao PG inicial, fechando um PG total de 36 meses. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 168 de 232 Certo. 142. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): O estagiário contratado de acordo com as normas estabelecidas pela Lei n.º 11.788/2008 não é segurado obrigatório do RGPS. O estagiário que faz estágio de acordo com a Lei n.º 11.788/2008 (Lei do Estágio) é segurado facultativo, ou seja, não é um segurado obrigatório do RGPS. Por sua vez, o estagiário que faz estágio em desacordo com a Lei do Estágio é segurado empregado. Certo. 143. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em cada município haverá um conselho tutelar, órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, composto de 5 membros escolhidos pela comunidade. O exercício dessa atividade pública vincula o conselheiro ao RGPS na qualidade de empregado, pois equivale ao exercício de cargo em comissão. O membro de conselho tutelar de que trata a Lei n.º 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente ± ECA), quando remunerado, será classificado como contribuinte individual perante a Previdência Social, e não como segurado empregado como afirma a questão. E nos casos do conselheiro não receber nada pela atividade? Será segurado facultativo. Errado. 144.(Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): Se a esposa de um trabalhador contratado para trabalhar no exterior em uma empresa multinacional quiser contar tempo de contribuição para o RGPS, ela poderá inscrever-se na qualidade de segurada facultativa. Essa mulher será uma segurada facultativa, conforme enquadramento dado pela legislação previdenciária: (...) O brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 169 de 232 Certo. 145. (Procurador Municipal/PGM-Natal/CESPE/2008): Edmar, ex-estudante de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nunca exerceu atividade profissional. No entanto, elegeu-se deputado federal, sendo que a atividade parlamentar foi sua primeira experiência político-profissional. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que, enquanto estiver no exercício do mandato, Edmar será segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado. O titular de mandato eletivo (federal, estadual ou municipal) que não esteja vinculado a nenhum RPPS será classificado como segurado empregado, como prevê a legislação: (...) O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social (RPPS). Certo. 146. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): Finalmente, conseguiram terminar o velório de Joaquim, e o enterraram, na presença dos amigos e familiares. Os que mais pareciam sofrer eram Gabriela, sua esposa, Tieta e Pedro, seus filhos de 15 e 20 anos, respectivamente. A pensão por morte que os três receberam monta em R$ 110,00 para cada um. Pedro, solteiro, cursa o terceiro ano de Direito e está desempregado. Se essa situação permanecer, quando ele completar 21 anos a pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que passará a receber R$ 220,00, até completar 21 anos. Primeiramente, devemos observar que estamos diante de 3 dependentes da 1.ª classe, ou seja, Gabriela (cônjuge), Tieta (filha menor de 21) e Pedro (filho menor de 21), que concorrem em condições de IGUALDADE na divisão da pensão de Joaquim. Ao completar 21 anos, Pedro deixa de ser dependente, sendo que sua cota do benefício será suspensa. A partir desse momento, o benefício será recalculado para as dependentes restantes, ou seja, Gabriela (cônjuge) e Tieta (agora com 16 anos), da seguinte maneira: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 170 de 232 Total do Benefício: R$ 330,00 Valor devido para Gabriela e Tieta: R$ 330,00 / 2 = R$ 165,00 Errado. 147. (Procurador/PGE-RN/FCC/2014): Cônjuge separado judicialmente ou divorciado, com direito a alimentos, preserva a condição de dependente do segurado do RGPS, e eventualmente concorre, em condições de igualdade, com companheira do segurado. O cônjuge (marido ou esposa) perde a qualidade de dependente do segurado no caso de separação sem prestação de alimentos, com a anulação de casamento e pelo óbito. Se o cônjuge ao se separar conseguir a prestação de alimentos, não perderá a condição de dependente do segurado. Em suma, ex-mulher com pensão de alimentos é dependente para efeitos previdenciários. Para contar, conforme dispõe o Direito Previdenciário, os ex-cônjuges com prestação de alimentos também recebem a nomenclatura de agregados do segurado. Certo. 148. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� GLUHWRU� empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho. A questão cobrou a literalidade da legislação previdenciária e pediu o seguinte enquadramento de segurado empregado: (...) Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Certo. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 171 de 232 149. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na forma do determinado pela Lei n.º 8.212/1991 como empregado: o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. Essa questão cobra a literalidade do seguinte enquadramento de segurado empregado: O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Como você pode observar, tanto o brasileiro quanto o estrangeiro domiciliado no Brasil que for trabalhar como empregado no exterior, em sucursal (filial ou agência), é considerado empregado, desde que a empresa seja nacional. Nacional? Sim! Empresa nacional, para fins de concursos, é aquela empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no Brasil. Certo. 150. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� WUDEDOKDGRU� contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário. Novamente a questão cobrou a literalidade da legislação previdenciária e pediu o seguinte enquadramento de segurado empregado: Aquele que, contratado por Empresa de Trabalho Temporário (ETT), por prazo não superior a 3 meses (prazo certo), prorrogável, presta serviço para atender à necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de outras empresas, na forma da legislação própria. Certo. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 172 de 232 151. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais que contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo responsáveis pelo desconto e recolhimento das contribuições previdenciárias dos seus empregados. Por definição, o profissional liberal é enquadrado como Contribuinte Individual perante a Previdência Social. Com isso, temos que se equipara a empresa: 01. O contribuinte individual, em relação a segurado que lhe presta serviço. O dentista que presta serviços em consultório próprio está enquadrado como contribuinte individual. E a secretária que atende todos os telefonemas e faz os agendamentos do dentista? Ela é empregada. Empregada de quem? Do dentista! Nesse caso, o dentista (contribuinte individual) é equiparado à empresa, e deverá fazer os devidos recolhimentos previdenciários em relação à secretária contratada, como se empresafosse. Certo. 152. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): O Conselho Nacional de Previdência Social reunir-se-á, ordinariamente, uma vez a cada quinze dias, por convocação de seu Presidente. A reunião ordinária do CNPS ocorre uma vez por mês ou a qualquer momento por convocação do presidente. Observe o resumo sobre reuniões do Conselho: Reunião Ordinária: - 1x/mês OU por convocação do presidente. - A data da reunião pode ser adiada em até 15 dias por requerimento da maioria dos conselheiros (8 membros). - Quórum para início da sessão: maioria absoluta dos conselheiros (8 membros). Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 173 de 232 - Quórum para deliberação (votação): maioria simples dos membros presentes. Reunião Extraordinária: - Por convocação do presidente OU por requerimento de 1/3 dos conselheiros (5 membros). - Quórum para início da sessão: maioria absoluta dos conselheiros (8 membros). - Quórum para deliberação (votação): maioria simples dos membros presentes. Errado. 153. (Oficial Técnico de Inteligência/ABIN/CESPE/2010): Compete ao Conselho Nacional de Previdência Social, órgão superior de deliberação colegiada, apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da previdência social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da seguridade social. Vamos lembrar as competências do CNPS? Observe, caro aluno: 1. Estabelecer diretrizes gerais e apreciar as decisões de políticas aplicáveis à Previdência Social. 2. Participar, acompanhar e avaliar, sistematicamente, a gestão previdenciária. 3. Apreciar e aprovar os Planos e Programas da Previdência Social. 4. Apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da Previdência Social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da seguridade social. 5. Acompanhar e apreciar, mediante relatórios gerenciais por ele definidos, a execução dos planos, programas e orçamentos no âmbito da previdência social. 6. Acompanhar a aplicação da legislação pertinente à Previdência Social. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 174 de 232 7. Apreciar a prestação de contas anual a ser remetida ao Tribunal de Contas da União (TCU), podendo, se for necessário, contratar auditoria externa. 8. Estabelecer os valores mínimos em litígio, acima dos quais será exigida a anuência prévia do Procurador-Chefe Nacional da Procuradoria Federal Especializada/INSS ou do Presidente do INSS para formalização de desistência ou de transigência judiciais. Atualmente, o valor mínimo é de R$ 50.000,00 (Resolução MPS/CNPS n.º 1.303/2008, Art. 1.º). 9. Elaborar e aprovar seu regimento interno. 10. Aprovar os critérios de arrecadação e de pagamento dos benefícios por intermédio da rede bancária ou por outras formas. 11. Acompanhar e avaliar os trabalhos de implantação e manutenção do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Tem que decorar? Não. Ter uma ideia é legal para a prova! =) Certo. 154. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRT-5/FCC/2013): Com o passamento (falecimento) de Antônio, Sheila, sua esposa de 47 anos, Carlos e Giulia, seus filhos de 17 e 18 anos, respectivamente, passaram a receber pensão por morte, no valor de R$ 226,00, cada um. Quando Giulia, estudante universitária, desempregada e solteira, completar 21 anos, a pensão de Sheila passará a R$ 339,00, tendo em vista que, aos 21 anos, ainda que desempregada e estudante universitária, Giulia perde o direito à pensão por morte. Primeiramente, devemos observar que estamos diante de 3 dependentes da 1.ª classe, ou seja, Sheila (cônjuge), Carlos (filha menor de 21) e Giulia (filho menor de 21) concorrem em condições de IGUALDADE na divisão da pensão de Joaquim. Ao completar 21 anos, Giulia deixa de ser dependente, sendo que o seu benefício será suspenso. A partir desse momento, o benefício será recalculado para as demais dependentes, Sheila (cônjuge) e Carlos (agora com 20 anos), da seguinte maneira: Total do Benefício: R$ 678,00 Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 175 de 232 Valor devido para Sheila e Carlos: R$ 678,00 / 2 = R$ 339,00 Certo. 155. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é correto afirmar que a existência de pais exclui do direito às prestações os irmãos do segurado. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. O concurseiro deve ter em mente que a legislação não separou os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe (se comprovado dependência econômica), caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª classe (também se comprovado dependência econômica). Como pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. Certo. 156. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 176 de 232 O menor de quatorze anos de idade pode ser segurado facultativo do regime geral da previdência social, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório. A questão não faz menção expressamente à Lei n.º 8.212/1991, mas deixa isso subentendido, ao adotar como parâmetro a idade de 14 anos ao invés dos 16 anos, prevista no Regulamento da Previdência Social. De todo modo, a questão está errada, pois o menor de 14 não pode se filiar ao RGPS na condição de facultativo, seja pelo disposto na Lei n.º 8.212/1991 (14 anos), seja pelo disposto no Decreto n.º 3.048/1999 (16 anos). Por fim, devo ressaltar que essa disposição de idade mínima de 14 anos da Lei n.º 8.212/1991 é letra morta da lei, não sendo adotada por nenhum doutrinador e nem pelo próprio INSS, que adotam a idade mínima de 16 anos. Entretanto, se a questão se embasar na referida Lei, considere a letra morta da leL�FRPR�³YLYD´�� para efeitos de prova. Infelizmente, meu caro, temos que nos deparar com esse tipo de situação durante as provas. =/ Errado. 157. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser aquele que deixoude ser segurado obrigatório da Previdência Social. O segurado facultativo é justamente aquele cidadão maior de 16 anos, que não exerce nenhuma atividade que o enquadre como segurado obrigatório da Previdência Social (CADES). Se o indivíduo deixou de ser segurado obrigatório, é óbvio que ele pode se filiar ao RGPS na condição de segurado facultativo, contribuindo mensalmente sobre um valor por ele declarado. Certo. 158. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2009): O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade alcançada por esse regime será segurado obrigatório em relação a essa atividade e ficará sujeito às contribuições legais para custeio da seguridade social. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 177 de 232 No caso do aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade abrangida por este regime, esse aposentado será considerado segurado obrigatório em relação a essa atividade! Isso mesmo! Ele terá que recolher as contribuições devidas em função dessa nova atividade remunerada. Essa disposição está prevista no Regulamento da Previdência Social: O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade abrangida por este regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata este Regulamento. Certo. 159. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Considere a seguinte situação hipotética. Lúcio, que tem cinquenta e três anos de idade, é domiciliado no município de Juazeiro/BA, onde exerce a atividade artesão por conta própria e responsabiliza-se também pela venda de suas peças no centro de artesanato local. Nessa situação hipotética, Lúcio exerce atividade de filiação obrigatória ao RGPS sendo considerado, portanto, segurado especial. No caso em tela, o Lúcio é um Contribuinte Individual, uma vez que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos. =) Segurado Especial, em regra, guarda correlação com atividade rural e com pesca artesanal. Errado. 160. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência, é segurado obrigatório da previdência social, na qualidade de empregado. Questão maliciosa! Parece certa, mas só parece! Viu como é importante ter conhecimento sobre todos os enquadramentos previdenciários? Qual é o enquadramento desse indivíduo? Segundo a legislação previdenciária, esse brasileiro é contribuinte individual: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 178 de 232 O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social. Mas esse enquadramento é bem semelhante a outro. É o dispositivo que trata de segurado empregado: O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social (RPPS). Observe o seguinte esquema e nunca mais erre esse tipo de questão: Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para a União, em organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ Empregado. Brasileiro Civil que trabalha, no exterior, para organismo internacional que o Brasil seja membro. Æ Contribuinte Individual. Errado. 161. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir REULJDWRULDPHQWH� QD� TXDOLGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� DTXHOH� TXH� presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. Essa questão foi a mais fácil! Ela cobrou a literalidade do enquadramento de empregado doméstico: Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. A questão classificou essa pessoa como segurado empregado, quando o correto seria segurado empregado doméstico. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 179 de 232 Errado. 162. (Procurador do Estado/MPE-SC/FEPESE/2014): O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado facultativo em relação a essa atividade. E no caso do aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade abrangida por este regime? Esse aposentado também será considerado segurado obrigatório em relação a essa atividade! Isso mesmo, ele terá que recolher as contribuições devidas em função dessa nova atividade remunerada. Errado. 163. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. Questão literal do certame de magistratura do trabalho! Observe o enquadramento de empregado: O exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social (RPPS). Essa regra vale para o político que não era servidor antes de virar político, ou seja, não era vinculado a nenhum RPPS. Um Auditor-Fiscal do Trabalho eleito deputado federal será enquadrado como empregado no RGPS? Não! Pois ele já está vinculado ao RPPS da União. Certo. 164. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): São considerados beneficiários do RGPS, na condição de dependentes do segurado, o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 180 de 232 Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Certo. 165. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o trabalhador que presta serviço de natureza rural a diversas empresas sem vínculo empregatício. O enunciado, a princípio,parece falar do Contribuinte Individual: Quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. Entretanto, também pode estar falando do Trabalhador Avulso: Trabalhador Avulso é aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do Órgão Gestor de Mão de Obra (no caso de atividades portuárias), nos termos da Lei n.º 12.815/2013 (Nova Lei dos Portos), ou do Sindicato da Categoria (no caso de atividades não portuárias). Apesar de suscitar esse tipo de dúvida, temos certeza que não estamos diante de um segurado empregado como propõe o enunciado! =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 181 de 232 Errado. 166. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras com salário estipulado em moeda estrangeira. O estrangeiro que é contratado no exterior para trabalhar em empresa nacional (sob leis nacionais), no Brasil, é um segurado empregado, independentemente da moeda de pagamento (Reais, Dólares, Euros, Pesos, etc.). A literalidade desse enquadramento está prevista na Instrução Normativa RFB n.º 971/2009, a saber: Art. 6.º Deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de segurado empregado: V - O trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras, ainda que com salário estipulado em moeda estrangeira, salvo se amparado pela previdência social de seu país de origem, observado o disposto nos acordos internacionais porventura existentes; Por sua vez, o candidato não é obrigado a conhecer disposições específicas previstas em instruções normativas (não presentes no edital do certame). Entretanto, o candidato pode encaixar a situação apresentada ao conceito de empregado: Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Essa questão foi pesada, pois o candidato seria forçado num SULPHLUR� PRPHQWR� D� SHQVDU�� ³3R[D�� 1mR� H[LVWH� HVVH� HQTXDGUDPHQWR�´��0DV�DQDOLVDQGR�a questão ele conseguiria marcar como Errada. E reanalisando essa alternativa observaria estar diante de uma situação que se enquadra perfeitamente no conceito de empregado. Ufa! Questãozinha difícil! =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 182 de 232 Errado. 167. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) que assume o risco de atividade econômica. Conforme determina a legislação previdenciária, equipara-se a empresa, para efeitos previdenciários: A cooperativa, a associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, inclusive o condomínio, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras. Todas as pessoas citadas nesse enquadramento são equiparadas a empresa, e devem realizar os recolhimentos previdenciários em relação aos seus contratados. A EIRELI está classificada com entidade de qualquer natureza. Errado. 168. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, aqueles que prestam serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. Prestação de atividade sem fins lucrativos e no âmbito da residência do contratante? Não podemos ter dúvida! Estamos diante do empregado doméstico. Errado. 169. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): Com relação à manutenção da qualidade de segurado, independentemente de contribuições, está correta a seguinte condição: mantem-se a qualidade de segurado por até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. Conforme dispõe a legislação previdenciária: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 183 de 232 3. Até 12 meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. O segurado que estava doente, sofrendo de alguma doença de segregação compulsória (afastamento obrigatório da pessoa do convívio social comum), tem direito a um PG de até 12 meses após a extinção dessa segregação. Curiosidade: o que é doença de segregação compulsória? É aquela que exige um afastamento obrigatório do enfermo do convívio social, como tuberculose, hanseníase, entre outras, tratadas pelo art. 151 da Lei n.º 8.213/91 (Benefícios da Previdência Social). Por fim, não existe PG de 9 ou de 18 meses! Preste atenção! =) Errado. 170. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou em agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. A questão exigiu do candidato conhecimentos sobre a literalidade do seguinte enquadramento de segurado empregado: O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Logo, existe um enquadramento legal de segurado obrigatório para a situação descrita. Errado. 171. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado beneficiário do RGPS, na condição de dependente do segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, com menos de Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 184 de 232 vinte e cinco anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 172. (Delegado/DPF/CESPE/2004): Em razão de não conseguir emprego em sua cidade natal, Paulo recolheu suas economias edirigiu-se para o estado de Rondônia, a fim de trabalhar, por 3 meses, no garimpo de diamantes, em área demarcada como reserva indígena. Ao chegar àquele estado, comprou os equipamentos necessários, contratou dois ajudantes e deu início às atividades. Nessa situação, é correto afirmar que Paulo é segurado obrigatório da previdência social, como contribuinte individual, enquanto seus ajudantes são segurados obrigatórios na condição de empregados. A princípio, devemos ter em mente que a filiação ao RGPS decorre somente pelo exercício de atividade lícita. O exercício de atividade ilícita não gera nenhum vínculo com a Previdência Social. Porém, você não pode confundir a atividade ilícita com o trabalho proibido, que embora vedado por lei, cria o vínculo entre o trabalhador e o RGPS, ao contrário da atividade ilícita. Como exemplo de trabalho proibido, temos o exercício de atividade noturna, perigosa ou insalubre aos menores de 18 anos, como dispõe o Art. 7.º, inciso XXXIII da CF/88. Como acabei de citar, é proibido, mas gera a obrigação previdenciária. Imagine se não gerasse? O trabalhador menor, além de trabalhar com serviço Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 185 de 232 insalubre, por exemplo, deixaria de estar amparado pelos benefícios dos quais tem direito. Incoerente, não acha?! Em suma, o garimpeiro, em regra, é um contribuinte individual da Previdência Social, mas no caso em tela, a garimpagem está sendo realizada em uma área de reserva indígena, ou seja, de forma ilícita. Nessa situação, a atividade ilícita não cria nenhum vínculo entre o garimpeiro e o RGPS. Sobre o tema, a Constituição Federal e a legislação ordinária são absolutamente claras em relação à proibição da garimpagem por terceiros dentro de Terras Indígenas. Nenhuma das disposições constitucionais que procuraram legitimar o garimpo organizado se aplicam às terras indígenas, por expressa ressalva constitucional. As Terras Indígenas foram expressamente excepcionadas e excluídas da incidência das normas constitucionais que procuraram legitimar as atividades das cooperativas de garimpeiros. O Art. 231, § 7.º, da CF, estatui que: "Não se aplica às Terras Indígenas o disposto no Art. 174, §3º e §4º". A saber: Art. 174, § 3.º O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas, levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros. Art. 174, § 4.º As cooperativas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na autorização ou concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, nas áreas onde estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o Art. 21, inciso XXV, na forma da lei. Art. 21, XXV - Compete à União estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma associativa. Diante do exposto, a CF/1988 estabeleceu uma clara distinção no tratamento jurídico dado à mineração e ao garimpo em Terras Indígenas. Se, por um lado, a mineração por terceiros está sujeita a condições específicas, por outro lado, o garimpo em Terra Indígena por terceiros é absolutamente proibido. Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 186 de 232 173. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Osvaldo cumpriu pena de reclusão devido à prática de crime de fraude contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve na empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, Osvaldo tem direito de continuar como segurado da previdência social por até dezoito meses após o seu livramento. O PG do detido ou recluso é de até 12 meses após o livramento. Não existe PG de 18 meses na legislação previdenciária! Errado. 174. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que uma pessoa jurídica pode ser beneficiária do sistema de Previdência Social. A legislação previdenciária é clara ao classificar como beneficiários da Previdência Social pessoas físicas na condição de segurados ou de dependentes. Não existe hipótese de uma pessoa jurídica ser beneficiária. Errado. 175. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da correção monetária dos salários de contribuição considerados no cálculo dos benefícios. Dentre os princípios legais da Previdência Social, podemos citar o do Cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição corrigidos monetariamente (BSCC). Esse princípio tem por objetivo afastar a corrosão da inflação no momento da obtenção do benefício previdenciário. Certo. 176. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que a existência de dependentes de uma classe exclui do benefício os das classes seguintes. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 187 de 232 A legislação não separou os dependentes em três classes por acaso. A 1.ª classe tem precedência sobre a 2.ª e a 3.ª classe, e por sua vez, a 2.ª classe tem precedência sobre a 3.ª. Suponha que Gustavo tenha falecido e deixado uma pensão por morte para os seus dependentes. Para quem será destinado esse benefício? Aos dependentes da 1.ª classe. Caso não exista ninguém, para os da 2.ª classe (se comprovado dependência econômica), caso novamente não exista ninguém, para os da 3.ª classe (se comprovado também dependência econômica). Como você pode ver, a existência de dependente de qualquer das classes exclui do direito às prestações aos das classes seguintes. Certo. 177. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como contribuinte individual o brasileiro civil que trabalhe no exterior para organismo oficial internacional de que o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado e coberto por regime próprio de previdência social. A legislação previdenciária traz o seguinte enquadramento de segurado Empregado: 06. O brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social (RPPS). No caso da questão, o brasileiro está sendo amparado por Regime Próprio de Previdência Social, ou seja, não pode ser filiar ao RGPS. Errado. 178. (Juiz do Trabalho/TRT-9/FUNDEC/2003): São princípios que regem a Previdência Social, dentre outros, a universalidade de participação nos planos previdenciários e a seletividade e distributividade na prestação dos benefícios. Não devemos confundir os Princípios da Previdência Social com os Princípios Constitucionais da Seguridade Social! Para você não se confundir, estude com carinho esse quadro esquemático: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 189 de 232 Novamente a banca elaborou uma questão sobre uma figura jurídica que não existe há mais de 10 anos, no caso a Firma Individual. Entretanto,não podemos deixar de responder a questão por imperfeições da banca, não é mesmo? =) A legislação previdenciária classifica como Contribuinte Individual o titular de firma individual, ou empresário (conforme a Lei n.º 10.406/2002 - Código Civil), independentemente de ser a atividade urbana ou rural. Como exemplo, temos uma empresa de projetos de engenharia civil, cujo proprietário e consultor é engenheiro civil. Ele é empresário individual e contribuirá para a Previdência Social na qualidade de Contribuinte Individual. Certo. 180. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Servidor público ocupante de cargo efetivo filiado a regime próprio de previdência social não pode se filiar ao RGPS, na qualidade de segurado facultativo, exceto no caso de afastamento sem vencimentos e desde que não seja permitida, nessa condição, a contribuição ao respectivo regime próprio. O entendimento constitucional é de que o servidor estatutário (RPPS) não pode ser facultativo perante o RGPS, essa é a regra. Entretanto, a questão trouxe, de forma expressa, a exceção prevista na legislação previdenciária, que é o caso em que os servidor encontra-se afastado, sem vencimentos e sem a possibilidade de continuar contribuindo para o seu RPPS. Neste caso, ele pode se filiar ao RGPS como segurado facultativo. =) Certo. 181. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a cooperativa, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade. Conforme dispõe o Regulamento da Previdência Social (RPS), equipara-se a empresa: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 191 de 232 Um tabelião que seja titular do cartório de registro de imóveis em determinado município é vinculado ao respectivo regime de previdência estadual, pois a atividade que exerce é controlada pelo Poder Judiciário. Errado! O notário, tabelião, oficial de registros e titular de cartório são classificados como contribuinte individual e, por sua vez, vinculados ao RGPS e não à previdência estadual! Observe o dispositivo legal: O notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21/11/1994. Em suma, o detentor de delegação desse tipo de atividade de Estado é enquadrado como contribuinte individual do RGPS, não fazendo parte do RPPS do estado onde exerce a função notarial. Errado. 184. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o síndico eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que receba remuneração. O síndico remunerado é enquadrado como contribuinte individual. Por sua vez, quando o síndico não é remunerado, ele é enquadrado como segurado facultativo. Não se esqueça dessa diferença! Aqui a seguinte informação se faz necessária: a isenção da taxa de condomínio, compensada ao síndico e/ou subsíndico em exercício, configura meio de remuneração pelo trabalho mensal, transformando-o em Contribuinte Individual. Em outras palavras, a isenção da taxa de condomínio tem natureza de remuneração indireta! Anote isso amigo! Errado. 185. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei n.º 11.788, de 25 de setembro de 2008. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 192 de 232 Quando o estágio é realizado em consonância com a Lei do Estágio, estamos diante de um segurado facultativo, pois o estágio não gera vínculo empregatício. No Brasil é muito comum encontrarmos empresas que exploram seus estagiários, fazendo-os trabalhar em condições de igualdade com os funcionários empregados. Nesse caso, o enquadramento prioriza a essência da relação, e caso isso ocorra, não estaremos diante de uma relação de estágio (segurado facultativo), mas sim de uma relação de emprego (segurado empregado). Errado. 186. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado aquele que preste serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter eventual ou não, sob sua subordinação e mediante remuneração. O enunciado está quase correto, sendo que o único erro foi afirmar que para ser empregado o indivíduo pode prestar serviços em caráter eventual ou não. Para ser empregado, a prestação de serviço deve ser sempre não eventual, como podemos extrair da legislação previdenciária: 01. Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação (jurídica) e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Errado. 187. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o estrangeiro que presta serviços no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira, ainda que sem residência permanente no Brasil, e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou da repartição consular. A questão, a princípio, parecia cobrar a literalidade do seguinte enquadramento de segurado empregado: Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 193 de 232 Aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular. Percebeu a maldade destacada em negrito? O enquadramento GL]�³H[FOXtGRV´��ideia de exclusão) e a questãR�GL]�³DLQGD´��ideia de inclusão). Acredite, o erro foi só isso! Diante do exposto, o gabarito está certo, pois a legislação realmente não prevê o enquadramento com essa ideia de inclusão ao final do texto. Certo. 188. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. Os representantes religiosos sempre serão contribuintes individuais, independentemente da religião e de suas denominações: padre, pastor, rabino, monge, mãe de santo, etc. Errado. 189. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o síndico de condomínio não remunerado, o estudante e outros aludidos em lei ou em regulamento. A questão aborda 3 exemplos de segurados facultativos: a dona de casa, o síndico de condomínio não remunerado e o estudante. A única ressalva que devo fazer é que o síndico quando remunerado é classificado como contribuinte individual. =) Certo. 190. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): A seletividade e distributividade das prestações é princípio que se reporta precipuamente ao legislador, impondo-lhe que, na conformação legal dos planos de benefícios e serviços,sejam priorizadas as maiores necessidades sociais. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 194 de 232 A prestação de benefícios e serviços à sociedade não pode ser infinita. Convenhamos, por mais que o governo fiscalize e arrecade as contribuições sociais, nunca haverá orçamento suficiente para atender toda a sociedade. Diante dessa constatação, deve-se lançar mão da Seletividade, que nada mais é do que fornecer benefícios e serviços em razão das condições de cada um, fazendo de certa forma uma seleção de quem será beneficiado. Como exemplos claros, temos o Salário Família e o Auxílio Reclusão, que são devidos apenas aos segurados de baixa renda. E Distributividade? É uma consequência da Seletividade, pois ao se selecionar os mais necessitados para receber os benefícios da Seguridade Social, automaticamente estará ocorrendo uma redistribuição de renda aos mais pobres. Isso é distributividade. Diante do exposto, não resta dúvida que esse princípio norteia o legislador para que priorize os cidadãos que estejam necessitando de uma maior proteção previdenciária por parte do Estado. Certo. 191. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o menor aprendiz, com idade de quatorze a vinte e quatro anos, ainda que sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, nos termos da lei. A questão está errada! Existe sim o enquadramento acima! É o enquadramento de segurado empregado: O aprendiz, maior de 14 e menor de 24 anos, ressalvado o portador de deficiência, ao qual não se aplica o limite máximo de idade, sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, conforme disposto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Por fim, tome muito cuidado com palavras absolutas como: SEMPRE, NUNCA, JAMAIS, EM CASO ALGUM, etc. No Direito, e na vida, quase tudo tem exceções. Desconfie das questões com essas palavras. =) Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 195 de 232 Errado. 192. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado doméstico aquele que preste serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos. A questão trouxe exatamente o enquadramento legal de empregado doméstico, como podemos observar: Pessoa física que presta serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. Certo. 193. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, os ascendentes até o terceiro grau, desde que comprovada a dependência econômica. Os únicos ascendentes classificados como dependente do segurado são os seus pais, que são ascendentes de primeiro grau. O que invalida a questão. Para relembrar: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 194. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 196 de 232 No que se refere à concessão de benefícios previdenciários, a condição de dependente é autônoma em relação à de segurado, de forma que, tendo o falecido, na data do óbito, perdido a condição de segurado e não tendo cumprido os requisitos necessários para a aposentadoria, seus dependentes farão jus à pensão por morte, em valor proporcional ao tempo de contribuição do instituidor do benefício. A questão apresenta o raciocínio errado, pois ao perder a qualidade de segurado sem ter preenchido todos os requisitos para gozar o benefício de aposentadoria, este, não deixará para os seus dependentes um benefício em valor proporcional ao tempo de contribuição. Essa sistemática não existe na Previdência Social brasileira. Por sua vez, se o segurado tiver preenchido todos os requisitos para se aposentar e perder a qualidade de segurado, em regra, gozará o benefício bem como o repassará aos seus dependentes, na forma de pensão por morte. Errado. 195. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, até doze meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. O PG (Período de graça) do segurado facultativo é de 6 meses! Das 6 hipóteses de encerramento de PG, apenas 2 apresentam um prazo diferente de 12 meses: segurado facultativo (6 meses) e militar licenciado (3 meses). Preste atenção! =) Errado. 196. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): Será segurado obrigatório como empregado o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. O exercente de cargo eletivo, em qualquer esfera, será enquadrado, em regra, como segurado Empregado. Entretanto, caso este indivíduo seja vinculado a um Regime Próprio de Previdência Social (Servidor Público), não poderá vincular-se ao RGPS. Certo. 197. (Procurador Jurídico/PM-Rio Branco/CESPE/2007): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 198 de 232 O cancelamento da inscrição do cônjuge do segurado é processado em face de separação judicial ou divórcio sem direito a alimentos, de certidão de anulação de casamento, de certidão de óbito ou de sentença judicial transitada em julgado. A perda da qualidade de dependente, para o cônjuge, ocorre: 1. Com a separação judicial ou divórcio, sem direito a pensão com alimentos. 2. Com a anulação do casamento. 3. Pelo óbito. 4. Pela sentença judicial transitada em julgado. Essas 4 hipóteses estão presentes no RPS/1999. Certo. 200. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que a dona de casa não pode ser beneficiária da Previdência Social. A dona de casa pode ser beneficiária da Previdência Social em qualquer uma das duas classes de beneficiários existentes: 1. Na condição de segurada: A dona de casa pode ser enquadrada como contribuinte facultativa, desde que seja maior de 16 anos e que não tenha renda própria, e; 2. Na condição de dependente: Nada impede que a dona de casa seja enquadrada como dependente de qualquer uma das classes preferenciais previstas na legislação previdenciária: cônjuge, companheira, filha não emancipada/com deficiência intelectual, mãe ou irmã não emancipada/com deficiência intelectual. Errado. 201. (Procurador/AL-PB/FCC/2013):Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 199 de 232 Será segurado facultativo na qualidade de segurado especial, o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. O ministro de confissão religiosa, membro de instituto de vida consagrada, o padre, o bispo, o pastor, o rabino e todas as derivações existente serão classificados como Contribuinte Individual perante o RGPS. Errado. 202. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou maior, desde que estudante ou inválido, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes. O cônjuge, a companheira, o companheiro, o filho menor de 21 anos e o filho maior de 21 anos inválido são considerados GHSHQGHQWHV� SHOD� OHJLVODomR� SUHYLGHQFLiULD�� 2� HUUR� UHVLGH� QR� ³ILOKR� PDLRU�GH����GHVGH�TXH�HVWXGDQWH´��SRLV�HVVD�KLSyWHVH�QmR�H[LVWH��2� filho será considerado dependente nas seguintes situações: - Menor de 21 anos. - Qualquer idade, desde que inválido. - Qualquer idade, desde que tenha deficiência intelectual ou mental que torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Errado. 203. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é correto afirmar que a dependência de cônjuges e filhos deve ser comprovada, e a de companheira(o) é presumida. Os cônjuges, os companheiros e os filhos pertencem a 1.ª classe de dependentes do segurado, sendo que essa classe, a dependência econômica é sempre presumida e não comprovada. Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 200 de 232 204. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): Será beneficiário do Regime Geral, como dependente do segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Conforme dispõe a Lei n.º 8.213/1991, existem três classes de beneficiários do RGPS na condição de dependentes do segurado, a saber: 1.ª classe: O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 2.ª classe: Os pais. 3.ª classe: O irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. Certo. 205. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Um cidadão belga que seja domiciliado e contratado no Brasil por empresa nacional para trabalhar como engenheiro na construção de uma rodovia em Moçambique é segurado da previdência social brasileira na qualidade de empregado. Sem dúvida, o cidadão belga é enquadrado como segurado empregado do RGPS. Observe a legislação previdenciária sobre o segurado empregado: (...) O brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. Certo. 206. (Defensor Público/DPE-AM/FCC/2013): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 201 de 232 Conforme previsão contida no Plano de Benefícios da Previdência Social ± Lei n.º 8.213/1991 ± mantém a qualidade de segurado, independente de contribuições, até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. Em princípio, devemos lembrar que não existe Período de Graça (PG) de 18 meses! Com essa informação já acertaríamos a questão. =) Por sua vez, o PG neste caso é de 12 meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. Por fim, considero importante você se lembrar disso: - Sem limite de prazo: Em gozo de benefício. - Até 12m: Após cessar benefício por incapacidade. - Até 12m: Após a cessação das contribuições para o RGPS (não exerce mais atividade remunerada). Æ Se tiver mais de 120 contribuições, recebe mais 12m. Æ Se o desemprego for involuntário, recebe mais 12m. PG = Não contribui, mas mantém a qualidade de segurado - Até 12m: Após cessar a segregação compulsória (doença). - Até 12m: Após livramento do detido ou recluso. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 202 de 232 - Até 3m: Após licenciamento, o segurado incorporado às Forças Armadas. - Até 6m: Após a cessação das contribuições do Segurado Facultativo. Errado. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 203 de 232 13. Questões Sem Comentários. Marque C (certo) ou E (errado): 01. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): Empregador doméstico é a pessoa ou família que admite a seu serviço, com ou sem finalidade lucrativa, empregado doméstico. 02. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): A gestão tripartite do sistema previdenciário, com participação dos trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados e decorrente do caráter democrático e descentralizado da administração, garante a segurança e a moralidade na administração desse sistema. 03. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): O bolsista que se dedique, em tempo integral, a pesquisa, em curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social, será considerado segurado obrigatório do RGPS. 04. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física que explora atividade agropecuária, em área superior a quatro módulos fiscais. 05. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só são beneficiários da Previdência Social os segurados que contribuem para o caixa previdenciário. 06. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): Entende-se por segurados as pessoas físicas ou jurídicas vinculadas à Previdência Social. 07. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2013): Se um segurado da previdência social falecer e deixar como dependentes seus pais e sua companheira, o benefício de pensão por sua morte deverá ser partilhado entre esses três dependentes, na proporção de um terço para cada um. 08. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± a pessoa física Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.brPágina 204 de 232 residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração. 09. (Auditor de Controle Externo/TCE-ES/CESPE/2012): Pessoa que mantenha união estável com segurado do RPPS/ES faz jus à pensão por morte apenas se comprovar dependência econômica em relação ao segurado falecido. 10. (Juiz do Trabalho/TRT-2/2010): São exemplos de segurados obrigatórios da previdência social, na categoria de contribuintes individuais: o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa; o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego. 11. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): A previdência social brasileira, além dos regimes geral e próprios, é formada pelo regime de previdência complementar, de caráter facultativo, organizado de forma autônoma e baseado na constituição de reservas que garantam o pagamento dos benefícios contratados. 12. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que só os dependentes que contribuem podem ser beneficiários da Previdência Social. 13. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, ainda que tenha duração temporária. 14. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): Segurados obrigatórios são aqueles que devem contribuir compulsoriamente para a Seguridade Social, com direito a benefícios pecuniários previstos para a sua categoria (aposentadorias, pensões, por exemplo) e aos serviços (reabilitação profissional, por exemplo) a encargo da Previdência Social. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 205 de 232 15. (Agente de Defensoria/DPE-SP/FCC/2010): Ao tratar das características da Previdência Social brasileira pode-se identificá-la como uma gestão pública tripartite composta por governo, empregadores e trabalhadores. 16. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): A Previdência Social é direito de todos que possuam capacidade contributiva. 17. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade é a justificativa elementar para a compulsoriedade do sistema previdenciário, pois os trabalhadores são coagidos a contribuir em razão da cotização individual ser necessária para a manutenção de toda a rede protetiva, e não para a tutela do indivíduo, isoladamente considerado. 18. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como trabalhador avulso ± quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamento da Previdência Social (Decreto n.º 3.048/1999). 19. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): O Conselho Nacional de Previdência Social é composto por representante do Governo Federal e da Sociedade Civil totalizando onze membros em sua composição. 20. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): Márcio é administrador, não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada XYZ, e recebe remuneração mensal pelos serviços prestados. Nessa situação, Márcio é contribuinte individual da previdência social. 21. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/STJ/CESPE/2012): Será segurado obrigatório da previdência social o indivíduo que, na condição de diretor, prestar serviços a uma fábrica de tecidos, em caráter não eventual, sob subordinação e mediante remuneração. 22. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o do equilíbrio financeiro e atuarial, a fim de manter o sistema em condições superavitárias. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 206 de 232 23. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): Antônio José, arrendatário rural, trabalha exclusivamente nesta atividade agropecuária em regime de economia familiar em área de 2 (dois) módulos fiscais. Querendo se aposentar, perante a legislação previdenciária ele deve contribuir como contribuinte individual. 24. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): A idade mínima para a filiação no RGPS é dezesseis anos de idade, não prevendo a lei qualquer exceção. 25. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o seu irmão não emancipado menor de 21 anos. 26. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração. 27. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família seja indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e seja exercido em condições de mútua dependência e colaboração, mesmo com a utilização de empregados permanentes. 28. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): Maria trabalhou de 02 de janeiro de 1990 até 02 de fevereiro de 2005 como empregada de uma empresa, desligando-se do emprego para montar um salão de beleza. Apesar de ter passado à categoria de contribuinte individual, deixou de recolher contribuições para a Previdência Social durante dois anos, até fevereiro de 2007. Nessa situação, o período de graça de Maria é de 36 meses. 29. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como empregado ± o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 207 de 232 30. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): Uma dona de casa, ainda que empregadora doméstica, caso não exerça qualquer atividade remunerada vinculante ao RGPS, poderá, caso deseje, filiar-se como segurada facultativa. 31. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Para a previdência social, uma pessoa que administra a construção de uma casa, contratando pedreiros e auxiliares para edificação da obra, é considerada contribuinte individual. 32. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): Se o segurado não tiver nenhum dos dependentes expressamente elencados na lei como beneficiários do RGPS, poderá designar uma pessoa, independentemente de com ela manter grau de parentesco, como sua beneficiária, desde que essa pessoa seja menor de vinte e um anos de idade ou inválida. 33. (Procurador Municipal/PGM-Aracaju/CESPE/2008): Considere que Célia mantenha união estável com João, seguradoda previdência social. Nessa situação, Célia é considerada, para fins previdenciários, dependente, sendo-lhe dispensada a comprovação da dependência econômica, mas exigida a comprovação da situação conjugal. 34. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser menor de 14 anos. 35. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Considera-se presumida, não necessitando, portanto, de comprovação, a dependência econômica do cônjuge, do companheiro, da companheira, dos pais e dos filhos não emancipados. 36. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em todos os segmentos da previdência social. 37. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): É considerado segurado especial o produtor, seja ele proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgado, comodatário ou arrendatário rural, e o empregado rural que explore atividade agropecuária em área contínua, ou não. 38. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 208 de 232 São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o filho não emancipado inválido independentemente de comprovação de dependência econômica. 39. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o exercente de atividade econômica de natureza urbana, por conta própria, com fins lucrativos ou não. 40. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRT-06/FCC/2012): Nos termos da Lei n.º 8.213/1991, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, o seu irmão inválido de 30 anos. 41. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): Conforme previsto no Plano de Benefícios da Previdência Social, o segurado facultativo mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuição, até seis meses após a cessação das contribuições, espaço de tempo denominado período de graça pela doutrina. 42. (Defensor Público/DPE-AC/CESPE/2012): Considera-se beneficiário do RGPS, na condição de dependente do segurado, irmão com menos de vinte e um anos de idade, ainda que emancipado. 43. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2014): A solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização pura em todos os segmentos da previdência social. 44. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Tendo em vista a classificação dos segurados obrigatórios na legislação previdenciária vigente, classifica-se como contribuinte individual ± o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente. 45. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Considere que uma empresa, durante as festividades de final de ano, contrate, pelo período de dois meses, trabalhadores para atender ao aumento extraordinário de serviço. Nessa situação, esses trabalhadores temporários serão filiados obrigatórios do RGPS na qualidade de segurado empregado. 46. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 209 de 232 Alzira, estudante, filiou-se facultativamente ao regime geral de previdência social, passando a contribuir regularmente. Em razão de dificuldades financeiras, Alzira deixou de efetuar esse recolhimento por oito meses. Nessa situação, Alzira não deixou de ser segurada, uma vez que a condição de segurado permanece por até doze meses após a cessação das contribuições. De acordo com a situação-problema apresentada abaixo e do conceito previdenciário de empresa, responda as questões 47 a 51: Hermano, advogado autônomo, possui escritório no qual mantém relação de vínculo empregatício com Lia (advogada e assistente de Hermano) e Léa (secretária). A construtora ABC Empreendimentos, pessoa jurídica cadastrada na Junta Comercial, possui na sua folha de pagamentos 10 empregados e 20 autônomos que prestam serviços para distintas construtoras na área de assentamento de mármore e granito. 47. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano deve contribuir só como contribuinte individual. 48. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A construtora ABC pode contribuir como contribuinte individual autônomo. 49. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano e a construtora ABC devem contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados. 50. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): Hermano não pode contribuir como empresa, pois é pessoa natural. 51. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A construtora ABC não deve contribuir sobre a folha de pagamento de seus empregados, pois eles prestam serviços a terceiros. 52. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRF-3/FCC/2014): Matias é militar da União e sua mulher, Catarina, é militar do Estado de São Paulo. Nestes casos, em regra, de acordo com a Lei n.º 8.212/1991, apenas Matias é excluído do Regime Geral de Previdência Social consubstanciado na referida lei, independentemente do amparo por regime próprio de previdência social. 53. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 210 de 232 Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o membro de conselho de administração de sociedade anônima. 54. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Deputado federal será sempre filiado obrigatório do RGPS, na condição de segurado empregado. 55. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado empregado. 56. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o servidor público federal ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União. 57. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que a pessoa pode ser segurado facultativo independente da sua idade. 58. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, os ministros de confissão religiosa. 59. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): Indivíduo que exerce, de forma autônoma, atividade de contador devidamente reconhecida pelo órgão de classe é considerado, de acordo com a legislação previdenciária, segurado facultativo. 60. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-3/FCC/2014): De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de benefício de pensão por morte, auxílio acidente ou auxílio reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 61. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): César, segurado da previdência social, vive com seus pais e com seu irmão, Getúlio, de 15 anos idade. Nessa situação, o falecimento de César somente determina o pagamento de benefícios previdenciários a seus pais Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.brPágina 211 de 232 e a seu irmão se estes comprovarem dependência econômica com relação a César. 62. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Considere que Lucas tenha exercido, individualmente, de modo sustentável, durante toda a vida, a atividade de seringueiro na região amazônica, tendo os frutos dessa atividade sidos sua única fonte de renda. Após o falecimento dele, os herdeiros ² demonstrados os pressupostos de filiação ² poderão requerer a inscrição de Lucas, como segurado especial, no RGPS. 63. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que o síndico de condomínio remunerado pela isenção da taxa de condomínio pode ser segurado facultativo. 64. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): A esposa ou companheira do trabalhador rural, mesmo que não trabalhe diretamente nas atividades rurais exercidas pelos demais membros do grupo familiar, é considerada segurada especial. 65. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): O segurado que exerça mais de uma atividade abrangida pelo RGPS deve filiar-se como segurado obrigatório em relação a cada uma dessas atividades, não sendo possível, entretanto, que ostente, ao mesmo tempo, a qualidade de dependente. 66. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): É segurado obrigatório da Previdência Social, na categoria trabalhador avulso, entre outros, o amarrador de embarcação, o prático de barra em porto, o guindasteiro e o ensacador de café. 67. (Juiz Federal Substituto/TRF-1/CESPE/2013): De acordo com a Lei n.º 8.213/1991, a companheira do segurado deve comprovar a união estável e a dependência econômica para receber eventual benefício da previdência. 68. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) possui como membros, dentre outros, nove representantes da sociedade civil. Os membros do CNPS e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República, tendo os representantes titulares da sociedade civil mandato de dois anos, vedada a recondução. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 212 de 232 69. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social não pode ser segurado facultativo. 70. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima. 71. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, aquele que admite empregado a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, no âmbito residencial de diretor de empresa. 72. (Juiz do Trabalho/TRT-3/2013): A organização da Previdência Social obedecerá, dentre outros, aos seguintes princípios: universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição, e preservação do valor real dos benefícios. 73. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que não pode ser segurado facultativo aquele que estiver exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social. 74. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral (garimpo). 75. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): Considere que João e Fernanda sejam árbitros de futebol e atuem, de acordo com a Lei n.º 9.615/1998, sem vínculo empregatício com as entidades desportivas diretivas em que atuam. Nessa situação hipotética, João e Fernanda podem ser inscritos na previdência social na qualidade de segurados facultativos, tendo em vista inexistir qualquer disposição legal que os obrigue a serem filiados ao regime geral. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 213 de 232 76. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): A respeito do custeio do RGPS, é correto afirmar que o trabalhador que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa privada, em caráter não eventual e mediante subordinação, não participa do custeio do RGPS. 77. (Juiz do Trabalho/TRT-24/2012): A Previdência Social é organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo, de filiação obrigatória, e sem a observância de critérios que preservem o equilíbrio financeiro. 78. (Auditor-Fiscal/RFB/ESAF/2010): A respeito dos segurados facultativos da Previdência Social, é correto afirmar que pode ser segurado facultativo o estudante maior de quatorze anos. 79. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): É segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado aquele que presta serviço no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados ou a membros dessas missões e repartições, ainda que o prestador desse tipo de serviço seja estrangeiro sem residência permanente no Brasil. 80. (Técnico Judiciário ± Área Administrativa/TRF-3/FCC/2014): O servidor civil ocupante de cargo efetivo de autarquia da União, em regra, é segurado obrigatório como contribuinte individual independentemente de estar ou não amparado pelo regime próprio de previdência social. 81. (Defensor Público/DPE-TO/CESPE/2013): Apesar de ser regida pelo princípio da universalidade da cobertura e do atendimento, a seguridade social só é acessível a brasileiros que residem no país. 82. (Advogado/BRB/CESPE/2010): João explora diretamente atividade de extração mineral ² garimpo ² em caráter temporário e de forma não contínua. Nessa situação, considerando a legislação previdenciária em vigor, João é considerado segurado especial da Previdência Social. 83. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): Lucas entrou no gozo de aposentadoria pelo RPPS em 16/11/2009. Nessa situação, Lucas poderia ter optado por filiar-se ao RGPS na qualidade de Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 214 de 232 segurado facultativo, mediante ato volitivo de inscrição e pagamento da primeira contribuição. 84. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): João fora casado com Maria, com quem teve três filhos, João Junior, de 22 anos e universitário; Marília, com 18 anos e Renato com 16 anos, na data do óbito de João, ocorrido em dezembro de 2011. João se divorciara de Maria que renunciou ao direito a alimentos para si. Posteriormente, João veio a contrair novas núpcias com Norma, com quem manteve união estável até a data de seu óbito. Norma possui uma filha, Miriam, que mora com a mãe e foi por João sustentada. Nessa situação, são dependentes de João, segundo a legislação previdenciária, Marília, Renato, Miriam e Norma. 85. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o estudante com idade igual ou superior a dezesseis anos pode filiar-se ao RGPS, mediante contribuição, na condição de segurado facultativo, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o defina como seguradoobrigatório da previdência social. 86. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Otávio, contador, é aposentado por regime próprio de previdência social e começou a prestar serviços de contabilidade em sua residência. Dada a qualidade de seus serviços, logo foi contratado para dar expediente em uma grande empresa da cidade. Nessa situação, Otávio não é segurado do regime geral, tanto por ter pertencido a um regime próprio, quanto por ser aposentado. 87. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): Nos termos da legislação previdenciária é correto afirmar que os filhos e a esposa, por serem dependentes da classe diferente, não concorrem em igualdade para o benefício. 88. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): Apesar de integrarem a segunda classe de dependentes, os pais poderão fazer jus ao recebimento de pensão por morte, desde que comprovem a dependência econômica do segurado a eles, ainda que existam dependentes que integrem a primeira classe. 89. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 215 de 232 Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o associado eleito para cargo de direção em cooperativa. 90. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa física que presta, em caráter eventual, serviço de natureza rural a empresa. 91. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Beatriz trabalha, em Brasília, na sucursal da Organização das Nações Unidas e não tem vinculação com regime de previdência estrangeiro. Nessa situação, Beatriz é segurada da previdência social brasileira na condição de contribuinte individual. 92. (Analista do Seguro Social ± todas as áreas, exceto Direito/INSS/Funrio/2014): O Regime Geral de Previdência Social, nos termos da Lei n.º 8212/1991, reconhece como segurado facultativo o maior de 14 anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição. 93. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT- 10/CESPE/2013): José, com dezesseis anos de idade, não emancipado, vive às expensas de seu irmão mais velho, João, que é segurado da previdência social. Nessa situação, José é considerado beneficiário do regime geral da previdência social, na condição de dependente de João. 94. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Ronaldo, afastado de suas atividades laborais, tem recebido auxílio doença. Nessa situação, a condição de segurado de Ronaldo será mantida sem limite de prazo, enquanto estiver no gozo do benefício, independentemente de contribuição para a previdência social. 95. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser segurado especial. 96. (Defensor Público Substituto/DPE-RO/CESPE/2012): O exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização da categoria de trabalhadores rurais descaracteriza a condição de segurado especial caso o referido dirigente obtenha, por meio dessa atividade, ajuda de custo. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 216 de 232 97. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Um adolescente de 14 anos de idade, menor aprendiz, contratado de acordo com a Lei n.º 10.097/2000, apesar de ter menos de 16 anos de idade, que é o piso para inscrição na previdência social, é segurado empregado do regime geral. 98. (Auditor/TCM-RJ/FGV/2008): Com relação aos contribuintes da Previdência Social, é correto afirmar que os Municípios que instituírem Regime Próprio de Previdência Social para os seus servidores titulares de cargos efetivos não são contribuintes obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social em relação a esses. Entretanto, o Regime Próprio de Previdência Social deve assegurar, pelo menos, aposentadorias e pensão por morte previstas no art. 40 da Constituição Federal. 99. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): A Lei n.º 8.212/1991, que institui o plano de custeio da seguridade social, distingue as pessoas que são consideradas empresas daquelas que se equiparam a empresas. Entre as que se equiparam a empresa encontram- se as fundações públicas. ������$XGLWRU�GH�&RQWUROH�([WHUQR�7&')�&(63(������� É segurado obrigatório da Previdência Social, como empregado, o membro de instituto de vida consagrada. 101. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social o ministro de confissão religiosa. 102. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Fernanda foi casada com Lucas, ambos segurados da previdência social. Há muito tempo separados, resolveram formalizar o divórcio e, pelo fato de ambos trabalharem, não foi necessária a prestação de alimentos entre eles. Nessa situação, Fernanda e Lucas, após o divórcio, deixarão de ser dependentes um do outro junto à previdência social. 103. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a firma individual que reúne elementos produtivos para a produção ou circulação de bens ou de serviços e assume o risco de atividade econômica urbana ou rural. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 217 de 232 104. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 105. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que para efeito de concessão de beneficiários previdenciários aos dependentes do segurado do RGPS, deve-se considerar a seguinte ordem de preferência: descendentes, ascendentes, cônjuge e irmãos. 106. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da filiação obrigatória de todo trabalhador que se enquadre na condição de segurado. 107. (Auditor/TCE-M-PA/FGV/2008): A respeito dos contribuintes do Regime Geral de Previdência Social, é correto afirmar que os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios são considerados como empresa, e, dessa forma, sujeitos às mesmas obrigações das empresas em geral, em relação aos trabalhadores que lhe prestem serviço. 108. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Suponha que João, servidor público federal aposentado, tenha sido eleito síndico do condomínio em que reside e que a respectiva convenção condominial não preveja remuneração para o desempenho dessa função. Nesse caso, João pode filiar-se ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) na condição de segurado facultativo e formalizar sua inscrição com o pagamento da primeira contribuição. 109. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, a pessoa física que presta serviço de natureza eventual, no âmbito residencial da pessoa que contrate o serviço, em atividades sem fins lucrativos. 110. (Analista Judiciário ± Execução de Mandados/TRT- 10/CESPE/2013): Marcelo, que é segurado especial da seguridade social, por ser, na forma da legislação especial, consideradopequeno produtor rural, foi eleito Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 218 de 232 dirigente do sindicato representativo dos pequenos produtores rurais. Nessa situação, Marcelo passará a ser segurado na condição de contribuinte individual. 111. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o pescador artesanal ou a este assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida. 112. (Assistente Previdenciário/RIOPREV/CEPERJ/2014): Consoante a lei federal que regula as prestações previdenciárias do regime geral de previdência, o órgão superior de deliberação colegiada é denominado Conselho Nacional de Justiça. 113. (Técnico do Seguro Social/INSS/FCC/2012): João exerce individualmente a atividade de pescador artesanal e possui embarcação com 5 toneladas de arqueação bruta, com parceiro eventual, que o auxilia. Nessa situação, João é segurado contribuinte individual da Previdência Social. 114. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser contribuinte individual. 115. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 8/CESPE/2013): Em relação ao RGPS, é correto afirmar que o indivíduo que, em gozo de benefício de auxílio doença, no prazo de doze meses, não se aposentar por invalidez nem voltar ao trabalho perde a qualidade de segurado. 116. (Advogado/Nossa Caixa/FCC/2011): De acordo com a Lei n.º 8.212/91, é segurado obrigatório da Previdência Social, na qualidade de segurado especial a pessoa física residente no imóvel rural que, individualmente, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração, na condição de pescador artesanal faça da pesca profissão habitual. Considere a seguinte situação-problema para responder as questões 117 a 120: Pedro Luís, servidor público estadual concursado, deseja se filiar ao regime geral de previdência. Assim, entra com requerimento na Secretaria Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 219 de 232 de Administração do Estado pedindo que não seja mais descontado o valor da contribuição para o sistema estadual de previdência própria pública decorrente do cargo público efetivo que exerce na repartição estadual. 117. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado obrigatório empregado. 118. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís não pode participar do Regime Geral de Previdência Social, pois já participa de Regime Próprio de Previdência Social como servidor ocupante de cargo efetivo. 119. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado obrigatório contribuinte individual. 120. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Com relação ao pedido formulado por Pedro Luís, é correto afirmar que Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social como segurado facultativo. 121. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): Os regimes de previdência oficiais (RGPS e RPPS) e o RPC fazem parte da seguridade social e estão vinculados, sendo esse último complementar dos dois primeiros, o que se traduz por não haver segregação jurídica e patrimonial entre os regimes previdenciários. 122. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2013): A Lei n.º 8.212/1991 prevê que tem a faculdade, e não a obrigatoriedade, de ser segurado da previdência social o maior de quatorze anos de idade que se filiar ao RGPS mediante contribuição desde que não incluído em uma das hipóteses de segurado obrigatório. 123. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): Os membros do Conselho Nacional de Previdência Social e seus respectivos suplentes serão nomeados pelo Presidente da República. 124. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 220 de 232 O enteado e o menor tutelado, ainda que dependente economicamente do segurado, uma vez que não são filhos deste, não poderão figurar como beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes. 125. (Auditor-Fiscal/MTE/CESPE/2013): O companheiro e a companheira, desde que comprovem a existência de união estável, integram o rol de dependentes da primeira classe, o que lhes permite receber pensão por morte ou auxílio reclusão, conforme o caso. 126. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): Pedro, segurado obrigatório do RGPS, era casado com Solange, brasileira e empregada do escritório de advocacia Lexus em Niterói/RJ, de quem jamais se divorciou ou se separou judicialmente. Atualmente, Pedro vive com Carla e é tutor de Sofia, com 12 anos de idade, filha de seu irmão falecido. Com referência a essa situação hipotética, levando-se em conta a Lei n.º 8.213/1991 que trata dos beneficiários do RGPS, é correto afirmar que Solange continua a ser dependente de Pedro. 127. (Procurador Federal/AGU/CESPE/2007 ± com adaptações): Sobre o texto da questão anterior, é corretor afirmar que Sofia pode figurar como dependente de Pedro, desde que essa condição seja declarada e que seja demonstrada a dependência econômica. 128. (Analista Executivo/SEGER-ES/CESPE/2013): O pequeno produtor rural que exerça suas atividades em regime de economia familiar será filiado obrigatório do RGPS na condição de segurado especial, enquanto seus filhos maiores e cônjuge que trabalhem na mesma condição serão filiados obrigatórios do RGPS como segurados empregados. 129. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2010): Caso haja compensação das contribuições já pagas, Pedro Luís pode participar do Regime Geral de Previdência Social. 130. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Para fins previdenciários, a principal diferença entre empresa e empregador doméstico é que a primeira se caracteriza por exercer atividade exclusivamente com fins lucrativos, e o segundo, não. 131. (Auditor-Fiscal/SRF/ESAF/2005): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 221 de 232 Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei n.º 8.213/91), no art. 11, elenca como segurados obrigatórios da Previdência Social na condição de empregado, entre outros, o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional. 132. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Se um cidadão brasileiro domiciliado em Belo Horizonte for contratado para trabalhar como empregado em sucursal de empresa na França, com sede em São Paulo e constituída de acordo com as leis brasileiras, ele será considerado segurado contribuinte individual do RGPS. 133. (Defensor Público/DPU/CESPE/2010): Considere que Pedro explore, individualmente, em sua propriedade rural, atividadede produtor agropecuário em área contínua equivalente a 3 módulos fiscais, em região do Pantanal sul-mato-grossense, e que, durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro de cada ano, explore atividade turística na mesma propriedade, fornecendo hospedagem rústica. Nessa situação, Pedro é considerado segurado especial. 134. (Defensor Público/DPE-CE/FCC/2014): Segundo a Lei n.º 8.213/1991, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) é composto por quinze membros nomeados pelo Presidente da República, sendo que os representantes titulares da sociedade civil terão mandato de dois anos, podendo ser reconduzidos, de imediato, uma única vez. 135. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da vinculação entre o valor da contribuição do segurado e o benefício que venha a perceber. 136. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): Na forma como determinado pela Lei n.º 8213/1991, considera-se segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social o maior de 14 (quatorze) anos que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição. 137. (Perito Médico/INSS/CESPE/2010): João aposentou-se pelo RPPS em 16/11/2009 e, a partir de então, passou a prestar consultoria a diversas empresas do Distrito Federal, atividade que não interrompeu mesmo após a sua contratação para trabalhar em Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 222 de 232 missão diplomática norte-americana localizada no Brasil. Nessa situação, João é segurado obrigatório do RGPS, ainda que já receba aposentadoria oriunda de regime próprio de previdência. 138. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): Genésio, residente em Salvador, passou a integrar, pela primeira vez, o Regime Geral da Previdência Social, na condição de segurado, quando se empregou em empresa privada da área de hotelaria, no mês de novembro de 2004. Desde janeiro de 2011, adoecido, goza de auxílio doença previdenciário. A manutenção de sua condição de segurado é imprescritível, preclui, mas, enquanto perdurar o benefício, estará interrompida a decadência. 139. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT- 21/CESPE/2010): Um servidor efetivo de determinado município que esteja em pleno exercício de seu cargo será obrigatoriamente filiado a pelo menos um regime previdenciário, quer seja o geral se não houver regime próprio, quer seja o dos servidores daquele município se houver. 140. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): É segurado obrigatório da Previdência Social, na condição de contribuinte individual o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. 141. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): O segurado que deixa de exercer atividade remunerada abrangida pela previdência social mantém a qualidade de segurado até doze meses após a cessação das contribuições, independentemente do pagamento de novas contribuições. 142. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): O estagiário contratado de acordo com as normas estabelecidas pela Lei n.º 11.788/2008 não é segurado obrigatório do RGPS. 143. (Defensor Público/DPU/CESPE/2007): De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em cada município haverá um conselho tutelar, órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, composto de 5 membros escolhidos pela comunidade. O exercício dessa atividade pública vincula o conselheiro Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 223 de 232 ao RGPS na qualidade de empregado, pois equivale ao exercício de cargo em comissão. 144. (Defensor Público Substituto/DPE-CE/CESPE/2008): Se a esposa de um trabalhador contratado para trabalhar no exterior em uma empresa multinacional quiser contar tempo de contribuição para o RGPS, ela poderá inscrever-se na qualidade de segurada facultativa. 145. (Procurador Municipal/PGM-Natal/CESPE/2008): Edmar, ex-estudante de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, nunca exerceu atividade profissional. No entanto, elegeu-se deputado federal, sendo que a atividade parlamentar foi sua primeira experiência político-profissional. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que, enquanto estiver no exercício do mandato, Edmar será segurado obrigatório da previdência social na qualidade de empregado. 146. (Analista Judiciário ± Área Administrativa/TRT-5/FCC/2013): Finalmente, conseguiram terminar o velório de Joaquim, e o enterraram, na presença dos amigos e familiares. Os que mais pareciam sofrer eram Gabriela, sua esposa, Tieta e Pedro, seus filhos de 15 e 20 anos, respectivamente. A pensão por morte que os três receberam monta em R$ 110,00 para cada um. Pedro, solteiro, cursa o terceiro ano de Direito e está desempregado. Se essa situação permanecer, quando ele completar 21 anos a pensão de Pedro será incorporada ao benefício de Tieta, que passará a receber R$ 220,00, até completar 21 anos. 147. (Procurador/PGE-RN/FCC/2014): Cônjuge separado judicialmente ou divorciado, com direito a alimentos, preserva a condição de dependente do segurado do RGPS, e eventualmente concorre, em condições de igualdade, com companheira do segurado. 148. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� GLUHWRU� empregado que seja promovido para cargo de direção de sociedade anônima, mantendo as características inerentes à relação de trabalho. 149. (Analista do Seguro Social ± Serviço Social/INSS/Funrio/2009): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 224 de 232 É segurado obrigatório da Previdência Social, na forma do determinado pela Lei n.º 8.212/1991 como empregado: o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior. 150. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir obrigatoriamente na qualidade de ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� R� WUDEDOKDGRU� contratado em tempo certo, por empresa de trabalho temporário. 151. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): De acordo com a legislação previdenciária, os profissionais liberais que contratam empregados têm as mesmas obrigações das empresas, sendo responsáveis pelo desconto e recolhimento das contribuições previdenciárias dos seus empregados. 152. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): O Conselho Nacional de Previdência Social reunir-se-á, ordinariamente, uma vez a cada quinze dias, por convocação de seu Presidente. 153. (Oficial Técnico de Inteligência/ABIN/CESPE/2010): Compete ao Conselho Nacional de Previdência Social, órgão superior de deliberação colegiada, apreciar e aprovar as propostas orçamentárias da previdência social, antes de sua consolidação na proposta orçamentária da seguridade social.154. (Oficial de Justiça Avaliador Federal/TRT-5/FCC/2013): Com o passamento (falecimento) de Antônio, Sheila, sua esposa de 47 anos, Carlos e Giulia, seus filhos de 17 e 18 anos, respectivamente, passaram a receber pensão por morte, no valor de R$ 226,00, cada um. Quando Giulia, estudante universitária, desempregada e solteira, completar 21 anos, a pensão de Sheila passará a R$ 339,00, tendo em vista que, aos 21 anos, ainda que desempregada e estudante universitária, Giulia perde o direito à pensão por morte. 155. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é correto afirmar que a existência de pais exclui do direito às prestações os irmãos do segurado. 156. (Juiz Federal/TRF-5/CESPE/2013): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 225 de 232 O menor de quatorze anos de idade pode ser segurado facultativo do regime geral da previdência social, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório. 157. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Com relação ao segurado facultativo, à luz da legislação previdenciária vigente, é correto afirmar que esse pode ser aquele que deixou de ser segurado obrigatório da Previdência Social. 158. (Juiz Federal/TRF-2/CESPE/2009): O aposentado pelo RGPS que voltar a exercer atividade alcançada por esse regime será segurado obrigatório em relação a essa atividade e ficará sujeito às contribuições legais para custeio da seguridade social. 159. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Considere a seguinte situação hipotética. Lúcio, que tem cinquenta e três anos de idade, é domiciliado no município de Juazeiro/BA, onde exerce a atividade artesão por conta própria e responsabiliza-se também pela venda de suas peças no centro de artesanato local. Nessa situação hipotética, Lúcio exerce atividade de filiação obrigatória ao RGPS sendo considerado, portanto, segurado especial. 160. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): O brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência, é segurado obrigatório da previdência social, na qualidade de empregado. 161. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Segundo a consolidação administrativa das normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das contribuições sociais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil ± RFB deve contribuir obrigatoriamente na qualiGDGH� GH� ³VHJXUDGR-HPSUHJDGR´� DTXHOH� TXH� presta serviços de natureza contínua, mediante remuneração, à pessoa, à família ou à entidade familiar, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. 162. (Procurador do Estado/MPE-SC/FEPESE/2014): O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado facultativo em relação a essa atividade. 163. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 226 de 232 Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. 164. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): São considerados beneficiários do RGPS, na condição de dependentes do segurado, o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 165. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o trabalhador que presta serviço de natureza rural a diversas empresas sem vínculo empregatício. 166. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o trabalhador contratado no exterior para trabalhar no Brasil em empresa constituída e funcionando em território nacional segundo as leis brasileiras com salário estipulado em moeda estrangeira. 167. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) que assume o risco de atividade econômica. 168. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, aqueles que prestam serviço de natureza contínua, mediante remuneração, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos. 169. (Analista do Seguro Social/INSS/Funrio/2013): Com relação à manutenção da qualidade de segurado, independentemente de contribuições, está correta a seguinte condição: mantem-se a qualidade de segurado por até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. 170. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 227 de 232 Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado no exterior, em sucursal ou em agência de empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sede e administração no País. 171. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado beneficiário do RGPS, na condição de dependente do segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, com menos de vinte e cinco anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz. 172. (Delegado/DPF/CESPE/2004): Em razão de não conseguir emprego em sua cidade natal, Paulo recolheu suas economias e dirigiu-se para o estado de Rondônia, a fim de trabalhar, por 3 meses, no garimpo de diamantes, em área demarcada como reserva indígena. Ao chegar àquele estado, comprou os equipamentos necessários, contratou dois ajudantes e deu início às atividades. Nessa situação, é correto afirmar que Paulo é segurado obrigatório da previdência social, como contribuinte individual, enquanto seus ajudantes são segurados obrigatórios na condição de empregados. 173. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Osvaldo cumpriu pena de reclusão devido à prática de crime de fraude contra a empresa em que trabalhava. No período em que esteve na empresa, Osvaldo era segurado da previdência social. Nessa situação, Osvaldo tem direito de continuar como segurado da previdência social por até dezoito meses após o seu livramento. 174. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que uma pessoa jurídica pode ser beneficiária do sistema de Previdência Social. 175. (Juiz do Trabalho/TRT-18/FCC/2012): Dentre os princípios específicos da Previdência Social, está incluso o da correção monetária dos salários de contribuição considerados no cálculo dos benefícios. 176. (Perito Médico Previdenciário/INSS/FCC/2012): Nos termos da legislação previdenciária é corretoafirmar que a existência de dependentes de uma classe exclui do benefício os das classes seguintes. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 228 de 232 177. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como contribuinte individual o brasileiro civil que trabalhe no exterior para organismo oficial internacional de que o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado e coberto por regime próprio de previdência social. 178. (Juiz do Trabalho/TRT-9/FUNDEC/2003): São princípios que regem a Previdência Social, dentre outros, a universalidade de participação nos planos previdenciários e a seletividade e distributividade na prestação dos benefícios. 179. (Analista Técnico de Políticas Sociais/MPOG/ESAF/2012): São segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria contribuinte individual, nos termos do Regulamento da Previdência Social, entre outros, o titular de firma individual urbana ou rural. 180. (Analista/SERPRO/CESPE/2013): Servidor público ocupante de cargo efetivo filiado a regime próprio de previdência social não pode se filiar ao RGPS, na qualidade de segurado facultativo, exceto no caso de afastamento sem vencimentos e desde que não seja permitida, nessa condição, a contribuição ao respectivo regime próprio. 181. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): Não se considera empresa, nem a ela se equipara, para fins de custeio da Previdência Social, a cooperativa, a missão diplomática e a repartição consular de carreiras estrangeiras ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade. 182. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, com maioria de capital votante pertencente à empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de pessoas físicas domiciliadas e residentes no Brasil. 183. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 229 de 232 Um tabelião que seja titular do cartório de registro de imóveis em determinado município é vinculado ao respectivo regime de previdência estadual, pois a atividade que exerce é controlada pelo Poder Judiciário. 184. (Juiz do Trabalho/TRT-20/FCC/2012): Considera-se segurado obrigatório do regime geral, como empregado, o síndico eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que receba remuneração. 185. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei n.º 11.788, de 25 de setembro de 2008. 186. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado aquele que preste serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter eventual ou não, sob sua subordinação e mediante remuneração. 187. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Não está previsto, em caso algum, como segurado-empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o estrangeiro que presta serviços no Brasil à missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira, ainda que sem residência permanente no Brasil, e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou da repartição consular. 188. (Defensor Público Substituto/DPE-AC/CESPE/2012): É segurado obrigatório da previdência social, como empregado, o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 189. (Analista-Tributário/RFB/ESAF/2012): É segurado facultativo da Previdência Social a dona de casa, o síndico de condomínio não remunerado, o estudante e outros aludidos em lei ou em regulamento. 190. (Juiz do Trabalho/TRT-6/2010): A seletividade e distributividade das prestações é princípio que se reporta precipuamente ao legislador, impondo-lhe que, na conformação legal dos planos de benefícios e serviços, sejam priorizadas as maiores necessidades sociais. 191. (Técnico/SRF/ESAF/2006): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 230 de 232 Não está previsto, em caso algum, como segurado empregado obrigatório da Previdência Social do Brasil o menor aprendiz, com idade de quatorze a vinte e quatro anos, ainda que sujeito à formação técnico-profissional metódica, sob a orientação de entidade qualificada, nos termos da lei. 192. (Defensor Público/DPE-RR/CESPE/2013): É considerado segurado obrigatório da previdência social como empregado doméstico aquele que preste serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos. 193. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TST/FCC/2012): São beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, na condição de dependentes do segurado, entre outros, os ascendentes até o terceiro grau, desde que comprovada a dependência econômica. 194. (Juiz Substituto/TRF-5/CESPE/2011): No que se refere à concessão de benefícios previdenciários, a condição de dependente é autônoma em relação à de segurado, de forma que, tendo o falecido, na data do óbito, perdido a condição de segurado e não tendo cumprido os requisitos necessários para a aposentadoria, seus dependentes farão jus à pensão por morte, em valor proporcional ao tempo de contribuição do instituidor do benefício. 195. (Procurador Especial de Contas/TCE-ES/CESPE/2009): Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições, até doze meses após a cessação das contribuições, o segurado facultativo. 196. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): Será segurado obrigatório como empregado o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social. 197. (Procurador Jurídico/PM-Rio Branco/CESPE/2007): Considere que Célia, dona de casa, tenha se inscrito no regime geral de previdência social (RGPS) na qualidade de segurada facultativa. Nessa situação, a eventual perda da qualidade de segurado somente ocorrerá se Célia deixar de contribuir por 12 meses. 198. (Analista Judiciário ± Área Judiciária/TRF-2/FCC/2012): O Conselho Nacional de Previdência Social possui, na sua composição, três membros representantes dos aposentados e pensionistas. 199. (Defensor Público/DPE-BA/CESPE/2010): Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 231 de 232 O cancelamento da inscrição do cônjuge do segurado é processado em face de separação judicial ou divórcio sem direito a alimentos, de certidão de anulação de casamento, de certidão de óbito ou de sentença judicial transitada em julgado. 200. (Auditor-Fiscal/MTE/ESAF/2010): Considerando a teoria geral dos benefícios e serviços da Previdência Social na Lei n.º 8.213/1991, é correto afirmar que a dona de casa não pode ser beneficiária da Previdência Social. 201. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): Será segurado facultativo na qualidade desegurado especial, o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa. 202. (Juiz do Trabalho/TRT-9/MS Concursos/2009): O cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou maior, desde que estudante ou inválido, são beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes. 203. (Juiz do Trabalho/TRT-01/FCC/2012): A respeito dos dependentes no regime geral de previdência social, é correto afirmar que a dependência de cônjuges e filhos deve ser comprovada, e a de companheira(o) é presumida. 204. (Procurador/AL-PB/FCC/2013): Será beneficiário do Regime Geral, como dependente do segurado, o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente. 205. (Técnico do Seguro Social/INSS/CESPE/2008): Um cidadão belga que seja domiciliado e contratado no Brasil por empresa nacional para trabalhar como engenheiro na construção de uma rodovia em Moçambique é segurado da previdência social brasileira na qualidade de empregado. 206. (Defensor Público/DPE-AM/FCC/2013): Conforme previsão contida no Plano de Benefícios da Previdência Social ± Lei n.º 8.213/1991 ± mantém a qualidade de segurado, independente de contribuições, até 18 (dezoito) meses após cessar a segregação, o segurado acometido de doença de segregação compulsória. Direito Previdenciário p/ INSS 3.ª Turma ʹ 2015/2015 Teoria e Questões Comentadas Prof. Ali Mohamad Jaha ʹ Aula 02 Prof. Ali Mohamad Jaha www.estrategiaconcursos.com.br Página 232 de 232 14. Gabarito das Questões. 01. E 02. E 03. E 04. E 05. E 06. E 07. E 08. E 09. E 10. E 11. C 12. E 13. E 14. C 15. E 16. C 17. C 18. C 19. E 20. C 21. C 22. C 23. E 24. E 25. C 26. C 27. E 28. E 29. C 30. C 31. C 32. E 33. C 34. E 35. E 36. C 37. E 38. C 39. E 40. C 41. C 42. E 43. C 44. C 45. C 46. E 47. E 48. E 49. C 50. E 51. E 52. E 53. E 54. E 55. E 56. C 57. E 58. C 59. E 60. C 61. E 62. C 63. E 64. E 65. E 66. C 67. E 68. E 69. E 70. C 71. C 72. C 73. C 74. E 75. E 76. E 77. E 78. E 79. E 80. E 81. E 82. E 83. E 84. C 85. C 86. E 87. E 88. E 89. E 90. E 91. E 92. C 93. C 94. C 95. E 96. E 97. C 98. C 99. E 100. E 101. E 102. C 103. E 104. C 105. E 106. C 107. C 108. E 109. E 110. E 111. E 112. E 113. E 114. E 115. E 116. C 117. E 118. C 119. E 120. E 121. E 122. C 123. C 124. E 125. C 126. C 127. C 128. E 129. E 130. E 131. C 132. E 133. C 134. C 135. E 136. C 137. C 138. C 139. C 140. E 141. C 142. C 143. E 144. C 145. C 146. E 147. C 148. C 149. C 150. C 151. C 152. E 153. C 154. C 155. C 156. E 157. C 158. C 159. E 160. E 161. E 162. E 163. C 164. C 165. E 166. E 167. E 168. E 169. E 170. E 171. E 172. E 173. E 174. E 175. C 176. C 177. E 178. C 179. C 180. C 181. E 182. E 183. E 184. E 185. E 186. E 187. C 188. E 189. C 190. C 191. E 192. C 193. E 194. E 195. E 196. C 197. E 198. C 199. C 200. E 201. E 202. E 203. E 204. C 205. C 206. E