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1- Diferencie instinto e pulsão. 
R: ​Pulsão - existe na espécie humana, o seu objeto é variável de pessoa para pessoa, 
podendo ser interno ou externo, tem registro mental e a fonte sempre é a zona erógena. 
(Exprime uma ideia de urgência em se descarregar, parecendo específica em termos 
psicológicos). ​Componentes​: alvo (finalidade, meta, objetivo), objeto, e fonte - origem da 
fonte sempre é corporal (zona erógena). ​Instinto ​– existe na espécie animal também, o seu 
objeto é fixo, invariável, pois é pré-determinado, não tem registro mental e sua origem é 
intrassomática (bioquímico). (Padrão de comportamento pré determinado, fixado pela 
hereditariedade, comum a todos os membros da espécie.) 
Pulsões são mais maleáveis, podem ser razoavelmente reconhecidas, são mais nítidas, 
melhor desenhadas que os instintos, mais vivenciadas, podem até ser buriladas. 
2- Defina pulsão. 
R: ​Pulsão é o processo dinâmico de uma pressão ou força (carga energética) faz tender um 
organismo para um alvo. A pulsão, tem uma fonte, um estado de tensão interna; tem um 
alvo, um objetivo, que é acabar com a tensão em sua fonte, e tem um objeto que é aquilo 
que vai permitir à pulsão atingir seu alvo. Pensemos, para exemplificar, no desejo de ter um 
filho. Ele pode ser o resultado de diversos outros desejos, que se organizaram nessa 
vontade resultante. É um desejo complexo, variável de pessoa para pessoa, aparece em 
momentos diferentes para cada um de nós, às vezes pode nem aparecer dessa forma, pode 
ser reprimido ou mesmo mudado em seu objeto (ter uma profissão por exemplo, em vez de 
ter um filho). É portanto, exemplo de uma pulsão, no caso dos seres humanos. 
3- Identifique e explique os componentes da pulsão. 
R: ​As pulsões possuem quatro elementos: 
● Pressão​: é uma energia potencial, algo latente à pulsão, que exerce sua força e é de 
fato, a sua essência. Fator motor, intensidade com que a força atua no indivíduo. Tal 
energia potencial impulsiona a psique. Esta energia flui constantemente, é um 
potencial energético sempre presente e insaciável, por não estar a serviço de 
nenhuma função biológica, como a fome ou a sede. 
● Alvo​: é sua satisfação completa, a qual segundo Freud jamais será satisfeita. O 
máximo que o organismo e a psique podem atingir é uma satisfação parcial da 
pulsão através de sua descarga por objetos. 
● Objeto: pode ser qualquer coisa que permita a descarga parcial da mesma, pois o 
objeto da pulsão depende da fantasia e do desejo do indivíduo, é aquilo junto a que, 
ou através de que, a pulsão pode atingir seu alvo, é variável, e não está 
intrinsecamente ligado à pulsão. O objeto está ligado à pulsão em consequência de 
sua potencialidade para tornar possível a satisfação. Meio pelo qual a pulsão 
alcança a satisfação, tudo aquilo que serve para satisfazer. 
● Fonte: é o interior do corpo. Com efeito, a pulsão está numa posição intermediária 
entre o corpo e a psique. 
4- Explique os elementos da representação da pulsão. 
● R: Elemento qualitativo: ​representante ideativo – lembrança, fantasia, palavra, 
história imaginária, sempre acompanhado por um afeto, carga emocional. 
representação inconsciente. 
● Elemento quantitativo: (afeto) emoção vaga (sou incapaz de ter uma discriminação 
de que emoção é essa que estou experienciando, eu não nomeio), ou pode ser uma 
emoção que qualifico (nomeio), que pode ser prazerosa ou desprazerosa, sempre 
acompanha o representante ideativo. nunca é inconsciente 
5-Explique a primeira teoria pulsional de Freud​. 
R: ​A primeira teoria das pulsões baseia-se na neurose (de transferência) e na perversão, a 
psicose não é incluída. Segundo Freud, o ​conflito psíquico se expressaria através da 
oposição entre as pulsões do ego (auto conservação) e ​as pulsões sexuais (libido)​. O 
princípio de prazer e desprazer seria a instância reguladora das tensões, cujo objetivo seria 
a manutenção do menor nível de tensão. Nesta Teoria, ​a neurose seria o resultado da 
prevalência das pulsões do ego​, enquanto que ​a perversão, a prevalência das pulsões 
sexuais​. A ​pulsão sexual (libido/desejo) é responsável pela perpetuação da espécie​, 
não necessita de um objeto externo para ser satisfeito, regida pelo princípio do prazer. 
Freud vê na pulsão sexual o objeto privilegiado do recalcamento no inconsciente. Para ele, 
esta pulsão funciona segundo as leis do processo primário (catexia livremente móvel); ela 
estaria a serviço da conservação da espécie. ​As pulsões do ego estariam ligadas às 
necessidades, às funções corporais essenciais à conservação da vida do indivíduo​. 
Estas pulsões estariam ​associadas ao princípio de realidade​, sendo possível o 
adiamento de sua satisfação (processo secundário), necessita de objetos externos para 
sua satisfação. Além disso, elas só poderiam satisfazer-se com um objeto real, se opondo 
às sexuais que poderiam satisfazer-se na fantasia e ambas tem a sua disposição em um 
mesmo órgão/região. 
6- Como as pulsões de auto conservação e as pulsões sexuais colaboram e se opõe. 
R: ​Segundo Freud, esse dualismo opera desde as origens da sexualidade, pois a ​pulsão 
sexual se destaca das funções de auto conservação em que a princípio se apoiava; ele 
procura explicar o conflito psíquico, pois ​o ego encontra na pulsão de auto conservação 
o essencial da energia necessária à defesa contra a sexualidade​. A intensidade das 
pulsões que se originam no corpo e atuam na mente são distinguidos por qualidades 
diferentes. A pulsão sexual está apoiada a pulsão de auto conservação pois tem a sua 
disposição em um mesmo órgão/região, no entanto são utilizados de outras formas como 
por ex: pulsão de auto conservação: a boca serve para matar sede e fome e na pulsão 
sexual a boca serve para proporcionar prazer através de um beijo, falar, entre outras coisas. 
A mesma boca que come e bebe a água que garante a sobrevivência biológica do sujeito é 
a mesma boca que também morde, beija, fala, etc. E a oposição se dá através do conflito, 
quando existe um conflito entre a auto conservação e a sexualidade, aquele órgão/região 
que é o lugar das duas funções é também o lugar que vai aparecer o sintoma. 
7- Explique o que é narcisismo. 
R: ​O narcisismo consiste em ​desvios extremos da maneira como a pessoa pensa​, 
percebe, sente e se relaciona com os outros​. Em outras palavras, trata-se de uma ​grave 
perturbação do caráter e das tendências comportamentais do sujeito​, afetando todas 
as áreas da sua personalidade, a maneira como vê o mundo, os outros e a si mesmo, o 
modo como expressa e gerencia suas emoções e o seu comportamento social. Alguns dos 
possíveis sintomas são: ​irritação e nervosismo quando contrariados, senso exagerado 
de superioridade e importância, crença de ser especial e único, ausência de empatia. 
O ​Narcisismo​, em psicanálise, representa um ​modo particular de relação com a 
sexualidade​. É um conceito crucial no seu desenvolvimento teórico. O narcisismo é um 
protetor do psiquismo e um integrador daimagem corporal, ele investe o corpo e lhe dá 
dimensões, proporções e a possibilidade de uma identidade, de um Eu. O narcisismo 
ultrapassa o autoerotismo e fornece a integração de uma figura positiva e diferenciada do 
outro, é uma ​etapa intermediária entre o amor de objeto e o autoerotismo ​(pulsão 
satisfeitas através do nosso próprio corpo). 
8- Explique em que consiste a libido do ego e a libido do objeto. 
R: Em "sobre o narcisismo", o ego é apontado como um grande reservatório, do qual flui a 
libido aos objetos e para o qual regressa, vindo dos objetos. A libido objetal era, portanto, 
inicialmente, libido do ego. Pode-se concluir que a libido objetal (libido investida em objeto) 
pode deslocar-se em seus investimentos, mudando de objetos e objetivos, não havendo 
desta forma direcionamento pré-determinado. Quando a ​libido é investida no ego (nela 
mesma, ​amor próprio​), diz-se ​libido do ego ou libido narcísica​. Quando é ​investida nos 
objetos (em um ​objeto externo, no outro​), diz-se ​libido do objeto​. Para ele, a ​fase da 
infância que antecede a formação do ego ​é caracterizada pela ausência de relações 
objetais​. Nessa fase, entendida como anobjetal, ​todo o investimento libidinal do bebê é 
feito no seu próprio corpo​, quando satisfaz suas pulsões parciais por meio das zonas 
erógenas a elas correspondentes. 
 
 
9- Explique a escolha objetal anaclítica. 
R: Escolha objetal – como você escolhe amar. Ato de se escolher ou de se eleger uma 
pessoa como objeto de amor. 
Coerente com o seu próprio ego ​(narcísica) e a que seria ​coerente com quem investiu 
nesse ego, quem cuidou e deu atenção a ele ​(anaclítica)​. Na escolha de objeto anaclítica, ​a 
pulsão sexual está apoiada na pulsão de auto conservação​. É uma escolha regressiva e 
complementar – mulher que alimenta e homem que protege. Infantilizante para um, acentua 
o papel parental do outro. Na escolha anaclítica, o que importa é ser amado. ​Ama-se 
segundo o modelo do amor recebido na relação com as figuras parentais​, aquela que 
alimenta, aquele que protege. O amor objetal completo do tipo anaclítico, segundo Freud, é 
o modo de amar tipicamente masculino (embora afirme que também possa ser encontrado 
em algumas mulheres). Decorre dele a supervalorização sexual do objeto que nos casos de 
apaixonamento atinge seu mais alto grau. Nesses casos, em que o sujeito abriu mão do seu 
próprio narcisismo, ocorreu um empobrecimento da libido dirigida ao ego, em favor do 
objeto amoroso. 
10- Explique a escolha objetal narcísica. 
R: ​Na escolha objetal narcísica, toma a si mesmo como objeto amoroso, o que se é, o que 
se foi, o que se gostaria de ser, alguém que um dia foi parte da própria pessoa. Freud 
escreve que as escolhas objetais narcisistas se manifestam predominantemente nos 
homossexuais e em alguns tipos de mulheres. O narcisismo de outra pessoa, diz ele, 
"exerce grande atração sobre aqueles que renunciaram a uma parte do seu próprio 
narcisismo" (1914/1974, p.106). Desse modo, completa que, como nos homens 
predominam as escolhas do tipo objetal de ligação, estaria explicado por que certas 
mulheres narcisistas exercem tanta atração sobre eles. A escolha objetal narcísica é 
segundo Freud, amar a si mesmo através de semelhante​; e todo amor objetal comporta 
uma parcela de narcisismo. ​O eu representa um reflexo do objeto​. O ideal sexual tem 
uma relação auxiliar com o ideal de ego. Pode ser empregada para satisfação substituta, 
onde a satisfação narcisista encontra reais entraves. A pessoa amará segundo o tipo 
narcisista de escolha objetal. 
11- Diferencie narcisismo primário e secundário. 
R: Narcisismo primário: ​seria um estado precoce anobjetal em que a criança investiria 
toda a sua energia psíquica, a libido, em si mesma, não tendo desejo sexual. Em Freud o 
narcisismo primário designa o primeiro narcisismo que ocorre na criança que toma a si 
mesma como objeto de amor, antes de escolher objetos exteriores. Este estado 
corresponderia à crença da criança na onipotência original, assim toda sua energia psíquica 
seria gasta nela própria (chorar, rir, comer, defecar, etc.). 
Narcisismo secundário​: é uma estrutura permanente do sujeito, ocorrendo na fase adulta. 
E seria um retorno ao ego da energia psíquica investida nos objetos, ou seja, retirada dos 
seus investimentos objetais, fazendo-o sentir mais prazer pelo retorno recebido ao invés de 
sentir desejo sexual pelos objetos. Do ponto de vista tópico, o ideal de ego (personalidade e 
caráter) representam formações narcísicas que nunca são abandonadas, fazendo incidir os 
investimentos do ego sobre si mesmo (vaidade, necessidade de reconhecimento, desejo de 
perfeição e etc.). Os tipos mais comuns de narcisismo secundário que estabelecem as 
idealizações do ego são: 
● Narcisismo do estético, baseado no ego ideal (personalidade), que estabelece a 
vaidade física como forma de obter reconhecimento e segurança. 
● Narcisismo do intelecto, que estabelece a vaidade do relacionamento: 
● Prepotência: vaidade do poder. 
● Presunção: vaidade do saber. 
● Orgulho: vaidade da perfeição. 
● Narcisismo espiritual, baseado no ideal de ego (caráter), que estabelece a perfeição 
divina. 
● Narcisismo sexual, que estabelece a homossexualidade, escolhendo, como objeto, 
ele próprio, o que o leva a buscar alguém do mesmo sexo. 
12- O que é compulsão à repetição? 
R: O termo é usado a comportamentos repetitivos que dão "errado", ou seja, você sabe que 
aquilo não vai te dar um retorno, mas continua insistindo. Ex. Roer unha. Você sabe que 
aquilo pode machucar e que pode conter bactérias, mas você persiste naquilo, muita das 
vezes até como forma de alívio (Ex. Ansiedade). Observando seu neto, Freud demonstrou 
que a brincadeira de jogar um carretel e em seguida puxá-lo de volta pelo barbante, 
proferindo as palavras Fort (saiu) e Da (voltou), era uma revivência da experiência 
desprazerosa de saída e retorno de sua mãe. Podia-se pensar que essa repetição se 
tratava de tentativas do eu para dominar as experiências desprazerosas e ocupar um lugar 
ativo em relação a elas, ao invés do originário passivo. Mas a compulsão à repetição é mais 
fundamental que a procura de um prazer ou da evitação de um desprazer: são experiências 
claramente desagradáveis que são repetidas, e não parece que nenhuma instância psíquica 
possa conseguir satisfação em sua repetição. A compulsão à repetição nada mais seria do 
que uma tentativa, por parte do ego, de obter um domínio destas situações desagradáveis, 
vinculando a energia. É mediante a repetição que o aparelho psíquico consegue o equilíbrio 
buscado pelo princípio do prazer. Nesse contexto podemos pensar na compulsão à 
repetição como um funcionamento que, embora não contradiga o princípio do prazer, 
parece funcionar na tarefa de dominação dos estímulos de forma independentemente e 
mais primitiva do que o intuito de obter prazer e evitar o desprazer. 
13- Explique a partir de que situações Freudconstatou a existência da compulsão à 
repetição. 
R: ​Em estudos sobre a histeria, Freud menciona o termo ``compulsão a repetição`` no caso 
Frau M. Von; no livro Fragmentos da análise de um caso de histeria ([1905]1972) a paciente 
abandona o tratamento num ato de repetição, fato elucidado somente anos depois, nos 
pós-escritos do caso clínico. Ainda não se tratava da construção de um conceito. A 
repetição como conceito psicanalítico somente é trabalho por Freud em ​Recordar, repetir e 
elaborar ([1914]1969), como retorno do recalque, e em Além do princípio de prazer 
([1920]1976) como compulsão. 
14- Explique a segunda teoria das pulsões de Freud. 
R: A segunda teoria ​está ligada à lógica da constituição do sujeito (fala, falta, 
castração, ...) e, portanto, ao édipo estrutural. Ela ​leva em conta a psicose e aponta 
diretamente para a sublimação (aceitação da falta, prazer não sujeito a conflito). Freud 
percebe a existência da ​pulsão de morte a partir de sua experiência clínica, onde ​se 
depara com a questão do sadomasoquismo, da compulsão à repetição e da reação 
terapêutica negativa. Estas experiências mostram a ele que o ​funcionamento psíquico 
não é exclusivamente dominado pelo princípio de prazer. Ocorre então, uma profunda 
modificação em sua teoria das pulsões: ​passa a entender o indivíduo como marcado 
pelo conflito entre pulsões de morte e de vida e não mais entre as do ego e as 
sexuais. ​Freud afirma que a ​pulsão de morte estaria no princípio de qualquer pulsão​. 
Ela pode ser entendida como um ​desejo de recuar a condição desejante​. Estas pulsões 
tendem para a redução completa das tensões (descarga total), reconduzindo o ser vivo ao 
estado anorgânico (​Princípio de Nirvana​). A pulsão de morte pode aparecer ​voltada para 
o interior sob a forma de autodestruição ou dirigida para o exterior, manifestando-se 
sob a forma de agressão ou destruição​. A pulsão sexual e as de auto conservação são, 
então, assimiladas às ​pulsões de vida​. Por pulsão de vida, Freud entende uma ​força que 
tende à ligação, à constituição e conservação das unidades vitais. ​A pulsão de vida 
(Eros) está ligada à ​aceitação da existência do objeto e está vinculada à sublimação. 
15- Explique o que quer dizer Fusão e Desfusão pulsional. 
R: ​No artigo O problema econômico do masoquismo; Freud fala na diversidade de 
expressão da pulsão de morte, onde a destrutividade é uma das expressões que caracteriza 
o par sadismo-masoquismo. A libido enfrenta a pulsão de morte e desvia grande parte fora 
através da musculatura, enquanto a outra parte permanece no interior do organismo e, 
como um resíduo, e é daí que vai se constituir o masoquismo original. A explicação para 
esse masoquismo original entende-se através dos conceitos de fusão e desfusão da pulsão, 
onde essas pulsões de vida e de morte podem se misturar em proporções variáveis​, 
neste caso ​a fusão designaria um grau elevado de mistura entre ambas​, enquanto ​a 
desfusão indicaria um funcionamento quase que separado das duas espécies de 
pulsões​. Sendo assim, as pulsões de morte pode ser entendida como um retorno a um 
estado anterior. 
16- Explique os seguintes mecanismos de defesa: 
● Sublimação: São os mais evoluídos de todos os mecanismos de defesa. 
Canalizamos os desejos afetivos para outras atividades ou alvos; descarregamos 
nossa energia acumulada em outras áreas, minorando a tensão e o sofrimento. 
● Projeção: Resumidamente, podemos dizer que é o deslocamento de um impulso 
interno para o exterior, ou do indivíduo para outro. Os conteúdos projetados são 
sempre desconhecidos da pessoa que projeta, justamente porque tiveram de ser 
expulsos, para evitar o desprazer de tomar contato com esses conteúdos. Um 
exemplo é uma mulher que se sente atraída por outra mulher, mas projeta esse 
sentimento no marido, gerando a desconfiança de que será traída, ou seja, de que a 
atração é sentida pelo marido. Além desse, outros exemplos de projeção podem 
estar na causa de preconceitos e violência. 
● Formação Reativa: ​É um mecanismo caracterizado pela aderência a um 
pensamento contrário àquele que foi, de alguma forma, recalcado. Na formação 
reativa, o pensamento recalcado se mantém como conteúdo inconsciente. As 
formações reativas têm a peculiaridade de se tornar uma alteração na estrutura da 
personalidade, colocando o indivíduo em alerta, como se o perigo estivesse sempre 
presente e prestes a destruí-lo. Um exemplo, uma pessoa com comportamentos 
homofóbicos, que na verdade, sente-se atraído por pessoas do mesmo sexo. 
● Isolamento: ​É o mecanismo em que um pensamento ou comportamento é isolado 
dos demais, de forma que fica desconectado de outros pensamentos. É uma defesa 
bastante comum em casos de neurose obsessiva. Os exemplos desse mecanismo 
são diversos, como rituais, fórmulas e outras ideias que buscam a cisão temporal 
com os demais pensamentos, na tentativa de defesa contra a pulsão de se 
relacionar com outro. 
● Anulação: ​A pessoa tem uma ação que visa apagar o rastro do impulso ou ação 
anterior, como num ato mágico. Ex: bater na madeira quando se tem um desejo 
inaceitável ou faz o sinal da cruz quando tem um pensamento ruim. Tem pessoas 
que acham que o pedido de desculpa deveria anular imediatamente a ação 
destrutiva anterior. 
● Negação: ​É a defesa que se baseia em negar a dor, ou outras sensações de 
desprazer. É considerado um dos mecanismos de defesa menos eficazes. Podemos 
citar como exemplo o comportamento de crianças de “mentir”, negando ações que 
realizaram e que geram castigos. 
● Conversão: é um mecanismo de defesa pelo qual a ansiedade causada por 
impulsos e sentimentos reprimidos é “convertida” em uma queixa física, como tosse 
ou sentimentos de paralisia. Freud observou essa manifestação física de ansiedade 
em clientes como Dora, que se queixava de tosse, perdendo a voz e com sintomas 
semelhantes à apendicite. Após investigação, Freud atribuiu sua tosse à fixação 
durante o estágio oral do desenvolvimento psicossexual e ligou sua apendicite a 
uma “fantasia de parto”. 
● Deslocamento: ocorre quando uma pessoa reprime o carinho, medo ou impulsos 
que eles sentem em relação a outra pessoa. Aceitando que é irracional ou 
socialmente inaceitável demonstrar tais sentimentos, a psique impede que sejam 
convertidos em ações. No entanto, os sentimentos são deslocados para uma pessoa 
ou animal a quem é aceitável expressar tais sentimentos. Uma pessoa que não 
gosta de seu professor depois de receber notas baixas pode achar que seria punido 
se expressasse sua hostilidade em relação a ele. Portanto, eles podem 
inconscientemente deslocar sua antipatia para seu melhor amigo, o tratando mal 
sem justificativa. 
● Identificação: ​A fim de pacificar uma pessoa que percebemos ser uma ameaça, 
podemos imitar aspectos de seu comportamento. Adotando seus maneirismos, 
repetindo frases ou padrões de linguagem que eles tendem a usar e espelhando 
seus traços de caráter,uma pessoa pode tentar apaziguar uma pessoa. Esse 
mecanismo de defesa foi descrito por Anna Freud como identificação com um 
agressor. Uma pessoa quando é transferida de escolas ou países, iniciando um 
novo emprego ou entra em um novo círculo social pode adotar as normas sociais ou 
atitudes de colegas, vizinhos, colegas ou outras pessoas a quem eles buscam 
aceitação, por exemplo, para evitar serem rejeitados por seus colegas ou novos 
pares. 
● Racionalização: ocorre quando uma pessoa tenta explicar ou criar desculpas para 
um evento ou ação em termos racionais. Ao fazê-lo, eles são capazes de evitar 
aceitar a verdadeira causa ou razão resultante da situação atual. Exemplos de 
racionalização incluem um ladrão que culpava o alto preço dos doces para justificar 
o roubo de uma barra de chocolate, quando, na verdade, ele simplesmente 
apreciava o ato de furtar em lojas. Se uma pessoa não passar no exame, ela pode 
se abster de culpa ao racionalizar que estava ocupada demais para estudar durante 
o período de revisão. 
● Repressão ou Recalque: é talvez o mais significativo dos mecanismos de defesa 
em que sentimentos e impulsos reprimidos podem levar ao uso de muitos outros 
mecanismos. De acordo com a teoria psicodinâmica de Sigmund Freud, os desejos 
impulsivos do id da psique são impedidos por serem preenchidos pelo ego, que 
observa o Princípio da Realidade – que nossas ações são restringidas pelo nosso 
ambiente, incluindo a etiqueta social. Além disso, o superego atua como nossa 
bússola moral, induzindo sentimentos de culpa por ter experimentado os desejos 
irracionais que o id cria. As tensões inevitavelmente surgem entre o id, o ego e o 
superego e a culpa induzida por este último pode levar a sentimentos de ansiedade 
e vergonha. Para viver com tais sentimentos, Freud acreditava que nossas mentes 
reprimem os pensamentos na origem de nossas ansiedades: em vez de 
contemplá-los conscientemente, eles são “engarrafados” na mente inconsciente, 
emergindo em sonhos simbólicos e padrões inexplicáveis de comportamento. Freud 
e seu colega, Josef Breuer, usaram técnicas como hipnose, regressão e associação 
livre para encorajar os clientes a recordar e aceitar memórias e impulsos reprimidos. 
● Idealização: ​Envolve a criação de uma impressão ideal de uma pessoa, lugar ou 
objeto, enfatizando suas qualidades positivas e negligenciando as que são 
negativas. A idealização ajusta a maneira pela qual percebemos o mundo ao nosso 
redor e pode nos levar a fazer julgamentos que apoiem nossos conceitos 
idealizados. As pessoas muitas vezes idealizam suas lembranças de estar de férias 
ou de lembranças da infância, vendo-as como “tempos mais felizes”, mas não 
conseguem lembrar-se de argumentos ou tensões durante esses períodos. Nós 
muitas vezes idealizamos a imagem que temos de pessoas que admiramos – 
parentes, parceiros ou celebridades, inventando desculpas para seus fracassos e 
enfatizando suas qualidades mais admiráveis. 
● Regressão: ​ocorre quando uma pessoa reverte para os tipos de comportamento 
que eles exibiram em uma idade mais precoce. O estresse da vida adulta e a 
ansiedade associada podem levar a uma pessoa que busca conforto em coisas que 
associam a momentos mais seguros e felizes. Eles podem regredir comendo 
refeições que lhes foram dadas quando criança, assistindo a filmes ou desenhos 
animados antigos, agindo sem pensar nas consequências de suas ações. 
● Fixação: ​Ocorre quando uma pessoa, em seu desenvolvimento, não progride de 
maneira normal, parando parcialmente em uma fase do desenvolvimento; 
17- Revejam as definições de mecanismos de defesa da apostila. 
OK 
18- Revejam o roteiro da prova integrada. 
1. Os sonhos infantis consistem na realização de desejos que não foram satisfeitos na 
véspera dos sonhos. 
2. O conteúdo manifesto dos sonhos de adultos é o substituto disfarçado dos 
conteúdos inconscientes. 
3. Os sonhos de adultos são desprovidos de censura, por essa razão, costumam ser 
lógicos e coerentes. ​FALSO, pois, os sonhos de adultos têm censura sim. 
4. Os sonhos de adultos se formam quando um desejo reprimido se liga a um 
acontecimento ocorrido na véspera do sonho (resto diurno). 
5. Ao estudar os sonhos de crianças a partir de 1 ano e meio de idade, Freud 
constatou que estes sonhos não são estranhos, confusos e incompreensíveis, 
diferentemente dos sonhos de adultos que via de regra tem um conteúdo 
ininteligível. 
6. Os sonhos são realizações disfarçadas de desejos reprimidos. 
7. Os sonhos são alucinações resultantes de descargas oriundas do lobo frontal do 
cérebro. Contém três processos importantes: o conteúdo latente, conteúdo manifesto 
e o conteúdo ilusório. ​FALSO: apenas o conteúdo latente e manifesto são 
processos reais, o conteúdo ilusório não existe. 
8. Nos sonhos o simbolismo constitui a representação indireta e figurada de conteúdos 
inconscientes, como podem ser encontrados nos mitos, nos contos de fadas, na 
arte. 
9. Nos sonhos a condensação possibilita a representação do todo pela parte. 
10. O deslocamento é um mecanismo da elaboração onírica que substitui uma ideia 
inconsciente de grande peso emocional por outra ideia consciente de menor peso 
emocional. ​Exemplo: sonhar que mata o leão (menor peso) no lugar de matar o 
pai (grande peso), ou seja, o desejo inconsciente de matar o pai levou a esse 
sonho. 
11. Segundo Freud, os sonhos têm as seguintes funções: ​guardião do sono e satisfação 
alucinatória de desejos reprimidos. 
12. Os sonhos infantis são simples, não enigmáticos pois não existe a censura, logo a 
criança sonha com os desejos não satisfeitos na véspera do sonho. 
13. A elaboração onírica é o processo que transforma ​os pensamentos manifestos do 
sonho em pensamentos latentes​, mediante o deslocamento, condensação, 
simbolismo. ​FALSO: transforma os pensamentos latentes em pensamentos 
manifestos. 
14. As experiências de sugestão hipnótica realizadas por Bernheim demonstraram que 
as recordações do paciente não se perdem, sendo possível despertar suas 
lembranças em estado normal. 
15. O recurso técnico empregado por Freud após o abandono da hipnose foi a sugestão, 
pressionando a testa de suas pacientes para força-las a trazerem as lembranças dos 
acontecimentos esquecidos. 
16. Ao utilizar a sugestão com suas pacientes, Freud descobriu o mecanismo da 
resistência que se opõe ao acesso do paciente ao inconsciente seja por meio das 
palavras, ações, julgamentos críticos. 
17. Após abandonar a hipnose pela impossibilidade de hipnotizar todas as suas 
pacientes, Freud se apoiou na experiência da sugestão hipnótica realizada por 
Bernheim, permitindo que Freud pudesse desvincular o método catártico da hipnose. 
18. O sintoma é a expressão simbólica de um conflito psíquico entre o desejo e a defesa 
e representa uma formação de compromisso ou formação substitutiva pois 
representa o retorno disfarçado do desejo reprimido/recalcado. 
19. Conversão histérica é o mecanismo que transpõe para um plano corporal o conflito 
entre o desejo e a defesa,produzindo o aparecimento de sintomas de natureza 
física. 
20. Freud quando estudou o caso clínico de uma paciente (Elizabeth) que sofria de 
dores nas pernas e apresentava dificuldades para caminhar, com o diagnóstico de 
histeria, pode-se dizer que essas dificuldades da paciente se tratavam de uma 
conversão, enquanto um sintoma. 
21. Na primeira conferência apresentada por Freud nos EUA ele afirmou que “onde há 
um sintoma encontra-se também uma amnésia, uma lacuna, e o preenchimento 
dessa lacuna implica a eliminação das condições que geram o sintoma”. Essa 
afirmação refere-se à Psicose. ​FALSO. 
22. Freud ao apresentar sua primeira conferência nos EUA argumentou que o médico 
diante das lesões cerebrais orgânicas muitas vezes não sabe o que fazer, mas 
diante de determinados fenômenos onde não existe comprometimento orgânico, 
embora aparente ser uma doença grave, o médico se sente um verdadeiro leigo. 
Freud está se referindo aos casos de histeria que pode simular todo um conjunto de 
graves perturbações. 
23. Os pesquisadores Jean Martin Charcot e Pierre Janet acreditavam que a histeria era 
proveniente de uma degeneração do sistema nervoso. 
24. Para Freud a histeria seria proveniente de um conflito entre o desejo e a defesa que 
se dá no interior do psiquismo. 
25. O método catártico foi empregado por Breuer no tratamento de Anna O. durante os 
anos de 1880 e 1882. Esta paciente apresentou uma série de sintomas como: 
hidrofobia, perturbações visuais, alterações dos globos oculares, alucinações com 
cobras, serpentes e caveiras, impossibilidade de falar a língua materna, paralisia – 
VERDADEIRO ATÉ AQUI ​- ​degeneração, arteriosclerose, perturbações 
gastrointestinais, apoplexia nervosa​ – ​FALSO. 
26. Dentre as características do inconsciente postuladas por Freud pode-se afirmar a 
ausência de contradição, atemporalidade, a-espacialidade, processo primário. 
27. O ​pré-consciente ​é constituído por conteúdos hereditários: herança pessoal, herança 
filogenética e os desejos recalcados na infância. ​FALSO: esses conteúdos 
pertencem ao INCONSCIENTE. 
28. A consciência é um atributo excepcional da mente pois ela é basicamente perceptiva 
e não tem a função de memória. 
29. Os recursos técnicos do método psicanalítico utilizados por Freud para exploração 
do inconsciente foram: associação livre, interpretação dos sonhos e análise dos 
lapsos. 
30. A análise dos lapsos permite a investigação do inconsciente. 
31. A interpretação dos sonhos é a estrada real para o inconsciente. Ela fornece o 
caminho mais sólido e mais seguro para se conhecer o inconsciente. 
32. Os chistes são formas de expressão que nos permite expressar por meios indiretos, 
como piadas, ironias, trocadilhos e brincadeiras, conteúdos de natureza sexual 
hostil. 
33. A associação livre é o recurso que possibilita ao paciente expressar livremente e 
espontaneamente tudo que lhe venha a mente, sem seleção e sem crítica. 
34. Segundo Freud, os atos falhos são fenômenos do cotidiano tais como: trocas na 
escrita e na fala, atos estabanados, etc. Esses fenômenos são ​casuais e fortuitos, 
ocorrem por falta de atenção e portanto, não tem relação com a hipótese do 
determinismo (nada ocorre por acaso). ​FALSO: não são casuais e nem ocorrem 
por falta de atenção. 
35. Os atos falhos exprimem intenções que devem ficar ocultas da consciência. 
36. Os atos falhos realizam disfarçadamente os desejos reprimidos. 
37. A análise dos atos falhos permite descobrir a parte oculta da mente. 
38. Os ​atos falhos são as piadas, ironias, brincadeiras (formação substitutiva) que 
realizam disfarçadamente o desejo reprimido. ​FALSO: essa é a descrição dos 
chistes. 
39. Os ​chistes consistem nas falhas que todos nós cometemos ao longo da vida, tais 
como: trocas de palavras, atos estabanados, tropeções, esbarrões, demonstrando a 
parte oculta da mente. ​FALSO: essa é a descrição dos atos falhos. 
40. A hipótese do determinismo afirma que na nossa mente nada ocorre por acaso. 
Desta forma, pode-se dizer que a consciência encobre processos mentais 
desconhecidos. 
41. Os chistes são uma forma de expressão de conteúdos inconscientes, assim como os 
sonhos e os atos falhos. 
42. Por meio de uma piada podemos expressar indiretamente o que não pode se tornar 
consciente por outros meios. 
43. O chiste funciona como uma alusão que permite expressar conteúdos de natureza 
sexual e hostil por meio de uma brincadeira. 
44. O método catártico é um procedimento no qual o paciente pode recordar e 
reconstituir os acontecimentos do passado, investidos de uma carga emocional, 
possibilitando que tenham uma exteriorização afetiva, levando-os a limpeza da 
mente. 
45. O julgamento de condenação é uma das saídas apresentadas por Freud para os 
desejos reprimidos que são libertados por meio do tratamento psicanalítico, 
substituindo o recalque que é inconsciente por um controle consciente do desejo. 
46. A sublimação canaliza os impulsos sexuais infantis para alvos socialmente elevados, 
com finalidades artísticas, culturais, científicas, filantrópicas proporcionando um 
benefício para a coletividade. 
47. O caso Anna O. possibilitou a descoberta por Breuer, da existência de dois estados 
mentais distintos: estado mental normal e estado mental consciente. ​FALSO. 
48. Uma contribuição do médico francês Jean Martin Charcot foi demonstrar que a 
histeria não é uma doença tipicamente feminina como se acreditava desde os 
tempos de Hipócrates. 
49. A psicanálise tem suas origens no método catártico, empregado pela primeira vez 
por Joseph Breuer no tratamento da histeria, no caso Anna O., durante os anos 
1880 e 1882. 
50. Segundo Freud, o humor é uma saída para emoções reprimidas. As piadas, 
principalmente as tendenciosas, serviriam como uma forma de liberar determinados 
pensamentos inibidos. 
51. Ao usar a sugestão em suas pacientes para força-las a trazerem as lembranças dos 
acontecimentos esquecidos, Freud descobriu a resistência que as impedia de se 
lembrar de tais acontecimentos. 
52. Segundo Freud, a resistência é uma força que atuou no passado expulsando da 
consciência os acontecimentos patogênicos e no presente se manifesta como 
recalque/repressão. ​FALSO: a resistência nos mostra o recalque. 
53. Ao afirmar que os histéricos sofrem de reminiscências (sintoma), Freud alega que os 
sintomas histéricos são símbolos mnêmicos de experiências emocionais traumáticas 
que mantém o indivíduo alienado do seu presente, aprisionado nas experiências 
esquecidas do passado. 
54. Pierre Janet, discípulo de Charcot, afirmou que a divisão da mente dos pacientes 
histéricos era decorrente de uma alteração degenerativa do sistema nervoso que se 
manifesta por uma fraqueza congênita, impedindo a síntese psíquica. 
55. O teste de associação de palavras foi empregado pela escola de Zurique (Jung) 
para investigar a existência de complexos, demonstrando dessa forma que as 
associações não surgem ao acaso. 
19- Revejam os exercícios sobre mecanismos de defesa​. 
a. Paula é uma garota de 17 anos que após presenciar uma cena brutal no 
supermercado onde um bandidodeu um tiro no caixa ficou completamente 
assustada e inexplicavelmente incapaz de emitir qualquer tipo de som. 
CONVERSÃO. 
b. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova sonhou que chutava uma bola. 
DESLOCAMENTO. 
c. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova foi correndo se refugiar nos braços 
do seu namorado, soluçando e chorando. ​REGRESSÃO. 
d. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova responsabilizou seu namorado 
dizendo que não pode estudar pois teve que ficar com ele. ​PROJEÇÃO. 
e. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova, inexplicavelmente começou a 
manifestar uma preocupação exagerada pelo mesmo, temendo que algo de ruim 
aconteça a ele. ​FORMAÇÃO REATIVA. 
f. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova, inexplicavelmente começou a 
manifestar a necessidade rezar pelo bem-estar de seu professor. ​ANULAÇÃO. 
g. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter ficado enfurecida com o seu 
professor por ter tirado uma nota baixa na prova, inexplicavelmente passou a 
apresentar uma perturbação da audição e da fala. ​CONVERSÃO. 
h. Francine é uma jovem de 23 anos, displicente, costuma faltar nas aulas, não 
costuma fazer os exercícios propostos. Após por ter tirado uma nota baixa na prova 
disse que o professor havia se enganado na correção da prova pois ela é uma ótima 
aluna. ​NEGAÇÃO. 
i. Francine é uma jovem de 23 anos, estudiosa, assídua frequentadora das aulas. 
Após por ter sido injustamente chamada de displicente pelo professor e de ter tirado 
uma nota baixa na prova, inexplicavelmente passou a agir de forma indiferente como 
se nada tivesse acontecido. ​NEGAÇÃO. 
j. Francine é uma jovem de 23 anos que após perder sua mãe que era uma escritora 
de romances policiais, resolveu fazer o curso de letras numa conceituada faculdade 
de São Paulo, tornando-se tradutora de obras literárias e roteirista de filmes policiais. 
IDENTIFICAÇÃO. 
k. Francine é uma jovem de 23 anos, estudiosa, assídua frequentadora das aulas. Diz 
que não perde aula de forma nenhuma, pois acha as aulas de informática 
espetaculares já que, na sua opinião, seu professor é o melhor do país. 
IDEALIZAÇÃO. 
l. Francine é uma jovem de 23 anos, formada em nutrição. Disse que desde que se 
conhece por gente passou por muitas dificuldades econômicas, pois seus pais eram 
muito pobres, sentia vontade e também muita raiva por não poder comer 
determinados alimentos. Após sua formação decidiu trabalhar como voluntária, duas 
vezes por semana, na preparação de alimentos para crianças carentes. 
SUBLIMAÇÃO. 
m. Francine é uma jovem de 23 anos que após ter tirado uma nota baixa na prova disse 
que não teve tempo de estudar para a mesma. ​RACIONALIZAÇÃO. 
n. Alice é uma universitária, estudante de comércio exterior foi vítima de uma grande 
violência da infância ao presenciar o assassinato de seus pais quando tinha quatro 
anos de idade, o entanto é incapaz de se lembrar do ocorrido. 
RECALQUE/REPRESSÃO. 
o. Guida é uma mulher de 37 anos, casada. Durante 8 anos fez vários tratamentos 
para engravidar, mas nunca conseguiu realizar seu desejo de ser mãe. Entretanto, 
há dois anos graças a uma técnica revolucionária, conseguiu realizar seu intento. 
Porém, em função de problemas congênitos perdeu seu bebê logo após o 
nascimento. A partir daí, com a ajuda do marido abriu uma creche, dedicando-se a 
cuidar de crianças abandonadas. ​SUBLIMAÇÃO. 
p. Julio é um jovem de 23 anos, solteiro, baixo, tímido, gordinho e pouco popular entre 
as garotas, mas vive afirmando que está muito cansado pela quantidade de convites 
que tem recebido para trabalhar como stripper num clube de mulheres. ​NEGAÇÃO. 
q. Pedro é um rapaz de 22 anos, estudante do curso de psicologia, está apaixonado 
por uma colega de sua sala de aula. Porém, disse que inexplicavelmente passou a 
se preocupar excessivamente com ela após ter descoberto que ela estava 
namorando outro rapaz. ​FORMAÇÃO REATIVA.

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