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Prof. Devanil Borges
UNIDADE II
Materiais 
de Construção Civil
Definição
 São produtos empregados na construção civil para fixar ou aglomerar materiais 
entre si. 
 Em geral são pulverulentos e, quando misturados à água, têm capacidade de 
aglutinar e formar suspensões coloidais, endurecendo por simples secagem e/ou 
em consequência de reações químicas, aderindo à superfície com as quais foram 
postos em contato. 
Aglomerantes
Definição
São exemplos de aglomerantes: 
 Cimento; 
 Gesso; 
 Cal; 
 Betume etc;
 São utilizados na obtenção de pastas, argamassas e concretos.
Agregados: classificação
 O cimento Portland pode ser definido como sendo um aglomerante hidráulico 
produzido pela moagem do clínquer. 
 O clínquer consiste essencialmente de silicatos de cálcio, usualmente com uma 
ou mais formas de sulfato de cálcio como produto de adição. 
 A presença de Al2O3, Fe2O3, MgO e álcalis na mistura de matérias-primas ajudam 
na formação de silicatos de cálcio a temperaturas mais baixas.
Cimento: definição 
 Quando esses compostos não estão presentes em quantidades suficientes nas 
matérias-primas, são propositalmente incorporados à mistura por adição de 
materiais secundários como a bauxita e o minério de ferro. 
 Como resultado, o produto final também contém aluminatos e ferroaluminatos
de cálcio.
Cimento 
 As matérias-primas utilizadas na fabricação do cimento Portland devem conter 
Cálcio (Ca), Silício (Si), Alumínio (Al) e Ferro (Fe), estes elementos químicos, 
combinados, produzem compostos hidráulicos ativos (NEVILLE, 2013).
 Pedra calcária – CaO (cal) + CO2 (gás carbônico): o calcário é um dos minerais 
mais abundantes na crosta terrestre. É composto predominantemente por 
carbonato de cálcio e por carbonatos de cálcio mais carbonatos de magnésio. 
 Estes podem ser calcíticos, dolomíticos ou magnesianos 
dependendo das concentrações de cálcio e magnésio 
presentes na sua composição.
Cimento: matéria-prima
 Argila – SiO2 (sílica) + Al2O3 (alumina) + Fe2O3 (óxido de ferro) + impurezas 
(magnésio, álcalis e outros óxidos): as argilas são rochas constituídas de um certo 
número de minerais em proporções variáveis. 
 Os minerais argilosos são essencialmente silicatos de alumínio hidratados. Em 
algumas argilas, o alumínio é substituído parcialmente pelo ferro, podendo conter 
elementos alcalinos e alcalinos-terrosos.
Cimento: matéria-prima 
 Gipsita (gesso): é o sulfato de cálcio que tem como finalidade controlar o tempo 
de pega (endurecimento) do cimento após a adição de água.
 Minério de ferro: o mais comumente usado é a hematita (Fe2O3) por ser o mineral 
de ferro mais abundante e importante comercialmente.
 Vale salientar que a cal, a sílica, a alumina e o óxido de ferro constituem cerca de 
95 a 96 % do total na análise de óxidos, tornando-se os componentes essenciais 
do cimento Portland.
Cimento: Matéria-prima
Assinale a alternativa que não é um exemplo de aglomerante: 
a) Cimento.
b) Gesso.
c) Cal.
d) Betume.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Interatividade
Assinale a alternativa que não é um exemplo de aglomerante: 
a) Cimento.
b) Gesso.
c) Cal.
d) Betume.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Resposta
Cimento: Fabricação
Fonte: Livro-texto.
Figura – Sequência da fabricação do cimento
Fluxograma da fabricação do Cimento Portland
Cimento: Fabricação
Cálcários
Carbonato de cálcio
Argilas
Silicatos hidratados de Fe e AI
Alto forno
1450ºC
Clínquer
Compostos Anidros
Clínquer
Cimento
Portanld
Gesso
Principais CP normalizados no mercado:
 CP I – Cimento Portland comum.
 CP II– Cimento Portland composto.
 CP III – Cimento Portland de alto-forno.
 CP IV – Cimento Portland Pozolânico.
 CP V–ARI – Cimento Portland de alta resistência inicial.
Cimento: Classificação do Cimento Portland
Classificação do Cimento Portland quanto a sua composição
Cimento: Classificação do Cimento Portland
Fonte: Adaptado de Livro-texto. 
Composição dos cimentos Portland
ABCP
Cimento 
Portland 
(ABNT)
Tipo
Clínquer + 
Gesso (%)
Escória 
siderúrgica 
(%)
Material 
pozolânico
(%)
Calcário 
(%)
CP I Comum 100 - - -
CP I – S Comum 95-99 1-5 1-5 1-5
CP II – E Composto 56-94 6-34 - 0-10
CP II – Z Composto 76-94 - 6-14 0-10
CP II – F Composto 90-94 - - 6-10
CP III Alto-forno 25-65 35-70 - 0-5
CP IV Pozolânico 45-85 - 15-50 0-5
CP V – ARI 
Alta
resistência 
inicial
95-100 - - 0-5
Hoje o cimento portland é normalizado, citaremos alguns tipos no mercado:
 CP I – Cimento portland comum.
 CP I-S – Cimento portland comum com adição.
 CP II-E– Cimento portland composto com escória.
 CP II-Z – Cimento portland composto com pozolana.
 CP II-F – Cimento portland composto com fíler.
 CP III – Cimento portland de alto-forno.
 CP IV – Cimento portland Pozolânico.
 CP V-ARI – Cimento portland de alta resistência inicial.
 RS – Cimento Portland Resistente a Sulfatos.
 BC – Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação.
 CPB – Cimento Portland Branco.
Cimento: Classificação do Cimento Portland
A substância que deve ser misturada ao clínquer durante a fabricação do cimento 
portland que tem a função de regularizar a pega do cimento é:
a) Cal hidratada.
b) Escória.
c) Pozolana.
d) Gesso.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Interatividade
A substância que deve ser misturada ao clínquer durante a fabricação do cimento 
portland que tem a função de regularizar a pega do cimento é:
a) Cal hidratada.
b) Escória.
c) Pozolana.
d) Gesso.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
Resposta
Cimento Portland comum (CP-I)
 O CP-I, é o tipo mais básico de cimento Portland, indicado para o uso em 
construções que não requeiram condições especiais.
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 5732.
Cimento portland comum com adição (CP I-S)
 O CP I-S, tem a mesma composição do CP I (clínquer + gesso), porém com 
adição reduzida de material pozolânico (de 1 a 5% em massa). 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a 
NBR 5732.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portland composto com escória (CP II-E)
 Os cimentos CP II são ditos compostos pois apresentam, além da sua 
composição básica (clínquer + gesso), a adição de outro material. O CP II-E, 
contém adição de escória granulada de alto-forno, o que lhe confere a 
propriedade de baixo calor de hidratação. 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 11578.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portland composto com pozolana (CP II-Z)
 O CP II-Z contém adição de material pozolânico que varia de 6% a 14% em 
massa, o que confere ao cimento menor permeabilidade, sendo ideal para obras 
subterrâneas, principalmente com presença de água, inclusive marítimas. 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 11578.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portland composto com pozolana (CP II-F)
 O CP II-E é composto de 90% à 94% de clínquer + gesso com adição de 6% a 
10% de material carbonático (fíler) em massa. 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 11578.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portland de alto-forno (CP III)
 O cimento portland de alto-forno contém adição de escória no teor de 35% a 70% 
em massa, que lhe confere propriedades como: baixo calor de hidratação, maior 
impermeabilidade e durabilidade, sendo recomendado tanto para obras de grande 
porte e agressividade.
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 5735.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portlandPozolânico (CP IV)
 O cimento portland Pozolânico contém adição de pozolana no teor que varia de 
15% a 50% em massa. Este alto teor de pozolana confere ao cimento uma alta 
impermeabilidade e consequentemente maior durabilidade. 
 O concreto confeccionado com o CP IV apresenta resistência mecânica à 
compressão superior ao concreto de cimento Portland comum a longo prazo. 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a 
NBR 5736.
Cimento: Indicações e Norma
Cimento portland de alta resistência inicial (CP V-ARI)
 O CP V-ARI assim como o CP-I não contém adições (porém pode conter até 5% 
em massa de material carbonático). O que o diferencia deste último é processo de 
dosagem e produção do clínquer. 
 O CP V-ARI é produzido com um clínquer de dosagem diferenciada de calcário e 
argila se comparado aos demais tipos de cimento e com moagem mais fina. Esta 
diferença de produção confere a este tipo de cimento uma alta resistência inicial 
do concreto em suas primeiras idades, podendo atingir 26MPa de resistência à 
compressão em apenas 1 dia de idade. Armado. 
 A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a 
NBR 5733.
Cimento: Indicações e Norma
 Propriedades e 
aplicações do 
cimentos Portland
 Propriedades dos 
cimentos Portland 
ABCP
Cimento: Propriedades e Aplicações
Influência
Tipo de Cimento
Comum e 
Composto
De Alto 
Forno
Pozolânico
De Alta 
Resistênc
ia Inicial
De Moderada 
Resistência 
aos Sulfatos
Branco 
Estrutural
Resistência à 
Compressão
Padrão
Menor nos 
primeiros 
dias e 
maior no 
final da cura
Menor nos 
primeiros dias 
e 
maior no 
final da cura
Muito 
maior nos 
primeiros 
dias
Padrão Padrão
Calor Gerado
na Reação 
do Cimento 
com a Água
Padrão Menor Menor Maior Padrão Maior
Impermeabilidade Padrão Maior Maior Padrão Padrão Padrão
Resistência 
aos Agentes 
Agressivos 
(água do mar e 
de esgotos)
Padrão Maior Maior Menor Maior Menor
Durabilidade Padrão Maior Maior Padrão Maior Padrão
O cimento portland de alta resistência inicial indicado para obras onde se exija uma 
desforma rápida e em reparos é o:
a) CP – I.
b) CP – II.
c) CP – III.
d) CP – IV.
e) CP – V.
Interatividade
O cimento portland de alta resistência inicial indicado para obras onde se exija uma 
desforma rápida e em reparos é o:
a) CP – I.
b) CP – II.
c) CP – III.
d) CP – IV.
e) CP – V.
Resposta
 O concreto é um material de construção composto proveniente da mistura em 
proporção adequada que venha a formar uma massa compacta, de consistência 
plástica e que endurecerá com o tempo. É formado por aglomerantes (cimento), 
agregados (miúdo e graúdo), água e adições (concreto especial).
A figura a seguir mostra os componentes de um concreto comum.
Concretos: Definição
Fonte: Livro-texto. Figura – Componentes de concreto comum
 Depois de endurecer, o concreto apresenta boa resistência à compressão 
e baixa resistência à tração e comportamento frágil, isto é, rompe com 
pequenas deformações.
 Na maior parte das aplicações estruturais, para melhorar as características do 
concreto, ele é usado junto com outros materiais. Na tabela a seguir podemos ver 
os componentes para formar os vários tipos de concreto.
Concretos: Caracteristicas
Fonte: Pinheiro (2007, p. 3).
Método ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)
 Tipo (CP I, CP II, CP III, CP IV, CPV ARI RS); 
 Massa específica (2700 a 3100 kg/m3); 
 Resistência aos 28 dias.
Determinação do cimento para dosagem do concreto (Cc):
CC =
Ca
a/c
Em que:
Ca = consumo de água
a/c = relação água/cimento
Cc = consumo de cimento em kg/m3
Concretos: Dosagem
Agregados: dosagem – graúdo (método ABCP)
Determinação do consumo de agregado graúdo (Cb):
 Cb = Vb x  0 
Em que:
 Cb = consumo de agregado graúdo expressa kg/m3
 Vb = volume de brita expressa em m3
 0 = massa unitária compactada do agregado graúdo.
 Sabendo o módulo de finura (Mf) e a dimensão máxima 
(Dm), tira-se o volume do agregado graúdo (Vb).
Concretos: Dosagem
Para finalmente determinar o consumo de agregado miúdo, multiplique o volume de 
miúdo (Vm) pela massa específica da areia m, conforme a equação a seguir:
Cm = Vm x m
Em que:
 Vm = volume de agregado miúdo em m
3.
 m = massa específica do agregado miúdo kg/m
3.
 Cm = consumo de agregado miúdo em kg/m3.
Concretos: Dosagem
Agregados: dosagem – miúdo (método ABCP)
 Determinação do consumo do agregado miúdo (Cm):
Vm = 1 −
Cc
γC
+
Cb
γb
+
Ca
γa
Em que:
 Vm = volume de agregado miúdo em m
3.
 Cc = consumo de cimento em kg/m
3.
 Cb = consumo de agregado graúdo em kg/m
3.
 Ca = consumo de água em kg/m
3.
 c = massa específica do cimento.
 b = massa específica do agregado graúdo.
 a = massa específica da água.
Concretos: Dosagem
Determinação do Fc
Conhecendo a resistência característica do concreto (fck) e o desvio padrão (Sd), 
tira-se resistência à compressão na idade de 28 dias, tem-se a equação:
Fc28 = fck + 1,65 x Sd
Em que: 
 Fc28 = resistência à compressão na idade de 28 dias
 fck = resistência característica do concreto
 Sd é o desvio padrão que depende da condição 
específica da obra. Se não for conhecido, poderão ser 
fixados em função do tipo e condições de controle a 
serem empregados.
Concretos: Dosagem
Quando houver assistência de profissional legalmente habilitado, especializado em 
tecnologia do concreto, todos os materiais forem medidos em peso e houver 
medidor de água, corrigindo-se as quantidades de agregados miúdos e de água em 
função de determinações frequentes e precisas do teor de umidade dos agregados, 
e houver garantia de manutenção no decorrer da obra, da homogeneidade dos 
materiais a serem empregados:
Sd = 4,0 MPa, concreto classe C 10 a C 80.
Fc28 = fck + 1,65 x Sd
Concretos: Dosagem
Quando houver assistência de profissional legalmente habilitado, especializado em 
tecnologia do concreto, o cimento for medido em peso e os agregados em volume, 
e houver medidor de água, com correção do volume do agregado miúdo e da 
quantidade de água em função de determinações frequentes e precisas do teor 
de umidade dos agregados:
Sd = 5,5 MPa, concreto classe C 10 a C 25.
Fc28 = fck + 1,65 x Sd
Concretos: Dosagem
Quando o cimento for medido em peso e os agregados em volume e houver 
medidor de água, corrigindo-se a quantidade de água em função da umidade dos 
agregados simplesmente estimada:
Sd = 7,0 MPa concreto classe C 10 a C 15.
Fc28 = fck + 1,65 x Sd
Concretos: Dosagem
Determinação do fator água/cimento
 A escolha do fator água/cimento é função da curva de Abrams de cimento. 
Conhecendo a resistência do cimento (28º dia) e a resistência do concreto, tira-se 
a relação água/cimento, a partir do cruzamento da linha de resistência do cimento 
aos 28 dia em Mpa, e assim sendo podemos obter valores da relação 
água/cimento bem como vice-versa.
Concretos: Dosagem
Determinação do fator água/cimento
Concretos: Dosagem
Fonte: Livro-texto. Figura – Curva de Abrams
Na execução dessa obra, se o profissional especializado em tecnologia do concreto 
for iniciante, medir o cimento e os agregados em volume, e sem controle da 
umidade, verifica-se que o fcj é aproximadamente de:
Considere os seguintes dados especificados no projeto de uma obra: resistência de 
dosagem do concreto: fcj = fck + 1,65 x Sd, onde Sd = desvio padrão, fck = 250 
kgf/cm2. 
a) 250,00.
b) 316,00.
c) 340,75.
d) 365,50.
e) 412,50.
Interatividade
Na execuçãodessa obra, se o profissional especializado em tecnologia do concreto, 
for iniciante, medir o cimento e os agregados em volume, e sem controle da 
umidade, verifica-se que o fcj é aproximadamente de:
Considere os seguintes dados especificados no projeto de uma obra: resistência de 
dosagem do concreto: fcj = fck + 1,65 x Sd, onde Sd = desvio padrão, fck = 250 
kgf/cm2. 
a) 250,00.
b) 316,00.
c) 340,75.
d) 365,50.
e) 412,50.
Resposta
fcj = fck + 1,65 x Sd
fcj = 250 + 1,65 x 70
fcj = 250 + 115,5
fcj = 365,50 kgf/cm2
ATÉ A PRÓXIMA!

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