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Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 9 II - Propriedades Índices dos Solos 2.1 - Índices físicos Na natureza o solo apresenta-se constituído de três fases distintas: a parte sólida propriamente dita (grãos), a parte líquida (água) e a gasosa (ar). É comum pensar-se num elemento de solo conforme as Figura 2 (a), porém para melhor visualizar esta situação utiliza-se o diagrama hipotético esquematizado na Figura 2 (b), a qual nos auxiliará na dedução das diferentes relações existentes. Figura 2 - Esquema do elemento de Solo Natural (a) e Hipotético (b) Os Índices Físicos são relações entre as diversas fases, em termos de massas e volumes, os quais procuram caracterizar as condições físicas em que um solo se encontra. Os índices físicos determinados em laboratório são: a Massa Específica Natural(), o Teor de Umidade(w) e a Massa Específica dos Sólidos(s). As relações entre massas e volumes mais usuais são a Massa Específica Natural, a Massa Específica dos Sólidos e a Massa Específica da Água. As diversas correlações entre os índices físicos podem ser determinadas à partir de um esquema hipotético de solo, um exemplo disto pode ser encontrado no exercício resolvido 1. A seguir serão apresentadas as definições dos diferentes Índices Físicos : a) Massa Específica Natural () : é a relação entre a Massa de solo e o volume ocupado por este. M V (g/cm3) Mar Mw Ms M Var Vw Vs Vv V ar sólidos água ar água sólidos (a) (b) Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 10 b) Porosidade (n) : é definida pela relação entre o volume de vazios e o volume total da amostra. n Vv V , normalmente expresso em percentagem. c) Índice de Vazios (e) : é definido pela relação entre o volume de vazios e o volume de sólidos da amostra, isto é : e Vv Vs , e expresso normalmente como um número adimensional. d) Grau de Saturação (Sr) : representa a relação entre o volume de água e o volume de vazios, ou seja : Sr Vw Vv , expresso em percentagem. e) Teor de Umidade (w) : A relação entre massas mais utilizada é o teor de umidade, que é a relação entre a massa de água e a massa de sólidos presentes no elemento, isto é : w Mw Ms , expresso também em porcentagem. f) Massa Específica dos Sólidos (s) : é determinada dividindo-se a massa de sólidos pelo volume ocupado por estes, ou seja: s Ms Vs , expresso em g/cm3. g) Massa Específica da Água (w) : a massa específica da água define-se como sendo a relação entre a massa de água e o volume ocupado por esta, w Mw Vw , e também expresso em g/cm3. Os limites extremos de variação para estes índices, são apresentados a seguir: 1,0 < < 2,5 g/cm3 2,5 < s < 3,0 g/cm 3 0 < e < 20 0 < n < 100 % 0 < Sr < 100 % 0 < w < 1500 % Quando o solo encontra-se completamente saturado, isto é, todos os vazios estão preenchidos com água, podemos definir a Massa Específica Saturada (sat) de um Solo, e para isto consideramos então o Grau de Saturação (Sr) sendo igual a 100%. Da mesma forma, quando o solo encontra-se completamente seco (Sr = 0%), isto é, nenhuma água nos seus vazios, temos a Massa Específica Seca (d), que pode ser definida como a relação entre a massa seca e o volume total da amostra de solo, isto é : d Ms V , expresso também em g/cm3. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 11 É importante notar que essas duas novas relações estão referidas ao volume total da amostra, admitindo-se que o solo não sofre variações de volume ao secar ou saturar, ressalta-se que esta hipótese não é o que ocorre na natureza, pois os solos ao secar ou saturar se contraem ou expandem. A Massa Específica Natural relaciona-se com a Massa Específica Seca, através da seguinte expressão: d w( )1 Como foi afirmado que as duas relações anteriores referem-se ao volume total da amostra natural, podemos escrever a expressão anterior em termos de massas, o que será muito útil nos trabalhos de laboratório. M M wd ( )1 2.2 - Determinação dos Índices Físicos em Laboratório Os Índices Físicos passíveis de serem determinados em laboratório são a Massa Específica Natural (), o Teor de Umidade (w) e a Massa Específica dos Sólidos (s). A seguir descreveremos resumidamente os procedimentos freqüentemente utilizados para tais determinações. a) Massa Específica Natural A Massa Específica Natural pode ser calculada de diferentes formas, a mais freqüente é pela moldagem de um corpo de prova de dimensões conhecidas, normalmente para esta determinação pega-se um bloco de forma cúbica, tendo cerca de 8cm de lado e procura-se torneá-lo de maneira que se transforme num cilindro. Para isto utiliza-se um berço para alisar a base e o topo, e em seguida é levado a um torno, onde lhe é dada a forma cilíndrica. Uma vez moldado o corpo de prova determina-se o seu diâmetro e altura, para o cálculo do seu volume e a seguir determina-se o seu peso. b)Teor de Umidade O teor de umidade é de determinação freqüente em Mecânica dos Solos, pois para quase todos os ensaios é necessário o seu conhecimento. A sua determinação é extremamente simples, basta seguir o roteiro dado a seguir: 1 - Separa-se 3 cápsulas de alumínio devidamente limpas e numeradas. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 12 2 - Pesa-se as cápsulas, conseguindo suas respectivas taras. 3 - A partir da amostra de solo a ensaiar, transfere-se 3 porções aproximadamente iguais de solo para as cápsulas, e pesa-se as mesmas, obtendo assim a massa bruta úmida. 4 - Leva-se as cápsulas com solo devidamente pesadas até a estufa, deixa-se descansarem sem as tampas por no mínimo 24 horas. 5 - Após o tempo necessário para secar o solo, pesa-se as cápsulas e consegue-se a massa bruta seca. Para o cálculo do teor de umidade utiliza-se a seguinte fórmula: w Mw Ms Mbu Mbs Mbs Tc * *100 100 onde: Mbu - Massa bruta úmida (massa do solo úmido + tara da cápsula) Mbs - Massa bruta seca (massa do solo seco + tara da cápsula) Mw - Massa da água Tc - Tara da cápsula c) MassaEspecífica dos Sólidos O peso específico da maioria das partículas minerais constituintes de um solo (s), varia entre limites estreitos (2,60 a 2,90). Como exemplo temos o peso específico do Quartzo que é 2,67 g/cm3 e o do Feldspato que é 2,60 g/cm3. Em solos com presença abundante de matéria orgânica tem se medido valores de ate 1,5 g/cm3. Os minerais de argila constituintes da fração coloidal de um solo, podem ter um peso específico médio entre 2,8 e 2,90 g/cm3, assim sendo, é normal que num solo real, os minerais da fração fina e coloidal possuam um peso específico maior que os da fração mais grossa. Logo, nos ensaios realizados nos laboratórios de Mecânica dos Solos, determina-se o valor médio do peso específico da matéria sólida. O peso específico dos sólidos é determinado em laboratório utilizando-se para isto um balão volumétrico de 500 cm3, este é preenchido com água até a marca do gargalo e, após, com água e uma amostra de solo. O ar preso entre as partículas do solo é retirado utilizando-se o processo de ebulição ou então aplicando-se vácuo à amostra. Se a temperatura da água for a mesma que a da suspensão (solo + água) pode-se obter uma fórmula para a obtenção do s , como mostra o esquema a seguir: Água Picnômetro Água Água Sólidos Picnômetro Mpw Mpsw Ms Balão com água Balão com água e solo Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 13 Onde: Mpw = Massa do picnômetro + água. Mpsw = Massa do picnômetro com solo e água. Assim temos : Mpw - Mpsw = Peso da água deslocada pelos sólidos - Ms Mpw - Mpsw + Ms = Mw - M'w = Mw e o volume dos sólidos corresponde a: Vs = Mw / w e como s = Ms /Vs = ( Ms *w )/Mw s s pw psw s w M M M M * O peso do picnômetro preenchido com água até a marca do gargalo é função da temperatura do ensaio, isto é devido à mudança de volume do picnômetro pela dilatação do vidro e à mudança do peso específico da água. Devido à impossibilidade de executar o ensaio na mesma temperatura de calibração, recomenda-se fazer leituras do peso do picnômetro mais água a diferentes temperaturas e plotar a seguir a curva de calibração do picnômetro. Desta curva podemos obter Mpw para a temperatura na qual esta sendo realizado o ensaio. A Massa seca dos sólidos (Ms) deve ser determinada antes do ensaio em solos grossos, e após o ensaio em solos plásticos finos. O motivo é que nos solos finos plásticos a secagem previa forma "grumos" dos quais é difícil retirar o ar preso neles. 2.1.1. - Exercícios resolvidos. 1) Atribuindo ao volume de fase sólida o valor unitário (Vs = 1), obter, usando um esquema hipotético de solo, expressões para os diversos índices físicos. Solução: Se o Volume de Sólidos é igual à unidade então da expressão que define o índice de vazio temos: e Vv Vs Vv 1 , logo o volume de vazios é igual ao índice de vazios da amostra. Como o volume total é a soma do volume de vazios mais o volume de sólidos então o volume total será igual a : V = 1 + e . Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 14 Considerando que o solo não esteja saturado podemos determinar o volume de água contido na amostra através da expressão do grau de saturação pois: Sr Vw Vv Vw e assim temos que o Vw e Sr * Isto feito podemos determinar agora as massas constituintes do corpo de prova considerado, primeiro vamos determinar a massa de sólidos: da definição da massa específica dos sólidos, tem-se: s sMsVs como oVs éigual a temos Ms ( :)1 da definição da massa específica da água temos: w Mw Vw , mas a Mw = e.Sr, logo substituindo este valor na expressão anterior, a massa de água será: Mw = e. Sr. w E como a massa total é a soma da massa de sólidos com a massa de água, teremos: M = s + e.Sr.w Agora podemos montar o nosso esquema hipotético para esta situação: Como mostrado acima podemos observar que as diversas relações entre os índices físicos estão em função do índice de vazios, o que é muito útil em diversas situações práticas. Estas relações são: e w S e S e s r w s r w * * * * 1 n e e ed s 1 1 e.Sr.w s e.Sr 1 e 1+e ar água sólidos s+e.Sr.w Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 15 2) Um corpo de prova cilíndrico de um solo argiloso apresenta altura H = 12,5 cm, diâmetro = 5,0 cm e massa de 478,25 g, a qual, após secagem, reduz a 418,32 g. Sabendo-se que a massa específica dos sólidos e 2,70 g/cm3 , determinar: a) A massa específica aparente seca (d); b) O índice de vazios (e); c) A porosidade (n); d) O grau de saturação (Sr); e) O teor de umidade (w). Solução: O primeiro a ser feito seria a determinação do volume do corpo de prova: A D 2 4 19,63 cm2 e o seu volume será então : V = A*H = 19,63(12,5) V = 245,44 cm3 . Para dar seqüência ao nosso cálculo é necessário montarmos o nosso esquema do solo hipotético: Como o s = 2,70g/cm3 , logo o Vs = 418,32 / 2.70 = 154,93 cm3 Com o diagrama completo podemos determinar os índices desejados: a) massa específica aparente seca (d) d Ms V g cm 418 32 245 44 1 704 3 , , , / b) índice de vazios (e) e Vv Vs = 90 51 154 93 0 584 , , , c) porosidade (n) n Vv V 90 51 245 44 0 369 , , , ou pela expressão n e e 1 0 584 1 0 584 0 369 , , , a porosidade é expressa em percentagem, logo n= 36,90 % 59,93 418,32 59,93 154,93 90,51 245,44 cm3 ar água sólidos 478,25 g Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 16 d)grau de saturação (Sr) Sr Vw Vv 50 93 90 51 100 66 21% , , * , e) teor de umidade (w) w Mw Ms 50 93 418 32 100 12 17 , , * , % 3) Calcular a porosidade (n) para um solo que apresenta Sr = 60%, s = 2,75 g/cm3 e w = 15%. Qual a massa específica natural desse solo?Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 17 Solução: e w S s r w * * , * , , * , 0 15 2 75 0 60 1 0 6875 s r we S e * * , ( , * , * ) , , 1 2 75 0 6875 0 60 1 1 0 6875 1 87 g/cm3 n e e 1 0 6875 1 0 6875 0 407 41% , , , 4) Uma amostra de argila saturada apresenta massa de 104,75g volume de 80,00 cm3 e índice de vazios de 4,00. Depois de seca ela possui um volume de 30,00 cm3. Calcular neste último estado a porosidade, a massa específica dos sólidos e a redução de volume que sofrerá uma amostra desta argila com massa de 250,00 g. Solução: Como a argila está saturada então o Sr = 100%. Vamos montar nosso esquema de solo hipotético para as duas situações (saturado e seco) : a) esquema do solo saturado da definição de índice de vazios temos : e Vv Vs V Vs Vs e então temos que Vs V e cm 1 80 1 4 16 3 e Vv = V - Vs = 80 - 16 = 64 cm3 Como o solo está saturado, todos os seus vazios estão preenchidos por água, assim sendo a massa de água será: w Mw Vw , e como a w é considerada sendo igual a 64 g 40,75 g 16 cm3 64 cm3 80 cm3 água sólidos 104,75 g Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 18 1 g/cm3, então: Mw = Vw = 64 g. Com isto podemos calcular a massa de sólidos pois M=Ms + Mw . Logo Ms = 104,75 - 64 = 40,75 g. Agora podemos calcular a massa específica dos sólidos que é s MsVs g cm 40 75 16 2 5469 3 , , / . a) esquema do solo seco Para montarmos nosso esquema, precisamos pensar da seguinte forma: o corpo de prova possui um volume total agora de 30 cm3 e Massa total de 40,75g pois ele está completamente seco e o ar possui peso de 0 g. Como o s não varia, o volume de sólidos contínua sendo 16 cm3 e então o volume de vazios será de 30 - 16 = 14 cm3. O nosso diagrama está agora completo permitindo-nos determinar a porosidade desejada. n Vv V 14 30 47% A redução de volume que uma amostra de 250 g sofrerá pode ser calculada da seguinte forma: A massa específica natural é M V g cm 104 75 80 1 3094 3 , , / isto na amostra inicial do enunciado. Com este podemos então determinar o volume da amostra de 250g. V = 250/1,3094 = 190,9308 cm3. (saturada). Para calcular a redução de volume precisamos calcular o volume final desta amostra, como o valor da Massa específica no estado completamente seco é M V g cm 40 75 30 1 3583 3 , , / podemos calcular o volume final da amostra pois Vfinal = Ms no estado o sec , e a massa seca pode ser determinada através de seu teor de umidade. 0 g 40,75 g 16 cm3 14 cm3 30 cm3 água sólidos 40,75 g Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 19 Winicial = Mw Ms 64 40 75 157% , , logo a amostra de 250g tem Massa seca de : Ms g 250 1 1 57 97 2554 , , e o seu volume final será de : Vf cm 97 2554 1 3583 71 60 3 , , , e consequentemente a redução de volume será: V = Vi-Vf = 190,9308 - 71,60 = 119,33 cm3. 5) Calcular a quantidade de solo e de água que devem ser utilizados para moldar um corpo de prova cilíndrico de 10,0 cm de diâmetro, sabendo-se que o solo se encontra com um teor de umidade de 9% e que o corpo de prova devera ter = 2,05 g/cm3 e w= 18%. Solução: O volume do corpo de prova será de V= Área * altura; arbitrando uma altura de H = 2 * Diâmetro do corpo de prova (relação normalmente utilizada) teremos : V D H cm * * * * , 2 2 3 4 10 4 20 1570 7963 Sabemos que o corpo de prova deverá apresentar g = 2,05 g/cm3 logo podemos calcular a massa total necessária: M V g * , * , ,2 05 1570 7963 32201324 A massa de Solo seco seria: Msolo o Mtotal w sec , , , 1 3220 1324 1 0 18 2728 9258 g. Como o solo tem 9% de teor de umidade a massa necessária será: Msolo com 9% = 2728,9528 * 1,09 = 2974,5586 g e de água seria preciso Vágua = 3220,1324 - 2974,5586 = 245,5738 g. 6) Deseja-se construir um aterro com volume de 100.000 m3, = 1,80 g/cm3, e teor de umidade w = 15%. A área de empréstimo apresenta um solo com s = 2,70 g/cm3 e n= 58 %. Qual o volume a ser escavado para se construir o citado aterro. Solução O aterro deverá ter 100.000 m3 de volume total, para a resolução podemos construir o seguinte esquema de solo: 23.478 42.029 100.000 m3 ar água 180.000 Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 20 Como o =1,8 t/m3, então a massa de solo necessária é : M = 1,8 * 100.000 = 180.000 t. de solo úmido. Com o teor de umidade de 15% podemos calcular a massa seca : Ms = 180000 115 156522 , . t e com conhecemos o s, podemos calcular o Vs. Vs = 57.971 t. as outras fases componentes estão apresentadas no esquema anterior. Para o cálculo do volume a ser escavado podemos utilizar a porosidade, pois o índice de vazios esta relacionado com ela: e = n n1 = 1,380952, com isto posso calcular o volume de vazios no corte: Vv = e*Vs = 1,380952*57971 = 80.055,2 e o Volume total é = Vv + Vs = 57.971 + 80.055,2 = 138.026,2 m3 7) Um corpo de prova cúbico, de uma argila seca, tem 3,0 cm de lado e pesa 46 g. O mesmo cubo de argila foi saturado a volume constante, pesando após saturação 56.5g. Determinar a massa específica dos sólidos. O volume do corpo de prova é : 27 cm3 A massa seca do mesmo é: 46g. Sendo que após saturação pesa 56,5 g e o volume permanece o mesmo, com isso podemos calcular a massa de água que é: 56,6 - 46 = 10,5 g. Isto é suficiente para calcular a massa específica pois, Vs = V - Vv = 27 - 10,5 Vs = 16.5. s = 46 10 5 2 787 3 , , / g cm 2.1.2. Exercícios Propostos 23.478 Manual de Geotecnia AplicadoCapítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 21 1) Quais os índices físicos que podem ser determinados em laboratório. Descreva os métodos utilizados para suas determinações. 2) Uma amostra de solo apresenta n = 48 %; w = 21 %; s = 2,67 g/cm3. Calcular os demais índices físicos. 3) Uma lama, = 1,19 g/cm3 , contendo 25 % em massa de sólidos, é colocada em um reservatório para deposição dos sólidos. Após a sedimentação total, uma amostra indeformada do sedimento é retirada tendo o volume de 36,0 cm3 e massa de 53,0 g. Após a secagem em estufa a amostra pesou 27,0 g. Determinar: a) Massa específica dos sólidos. b) Índice de vazios e a porosidade da lama. c) Relação entre o volume do sedimento depositado e o volume inicial da amostra. 4) A partir de um solo hipotético, deduzir a seguinte expressão. Sr = w s d s d w * * 5) Uma amostra de argila mole tem teor de umidade inicial igual a 300 %. Depois de adensada (redução de volume pela expulsão de água dos vazios do solo), seu teor de umidade chega a 100 %. Sendo s = 2,65 g/cm3. Determinar: a) antes e depois do adensamento; b) a variação de volume de uma amostra de 28,317 cm3 desta argila. 6) Elaborar expressões para o índice de vazios, porosidade e massa específica dos sólidos em função de , w, e Sr. 7) A compactação de aterros exige um controle de teor de umidade de suas camadas. Este controle pode ser feito no campo por processos práticos: a) Método da frigideira: o solo seco é obtido pela secagem do solo úmido em um conjunto fogão frigideira. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 22 b) Método do álcool: o solo seco é obtido ateando fogo a uma mistura de solo úmido + álcool. Um operador realizou um controle para a mesma amostra da última camada do aterro por meio dos dois processos. Se os valores wf e wa teor de umidade obtido pelo método da frigideira e pelo método do álcool são respectivamente wf = 33,2 % e wa= 36 2 % dizer e justificar qual deles é o mais confiável se se conhece s = 2,67 t/m3 e e = 0,90. 8) Um solo cujo = 1,75 g/cm3 e w = 45% foi deixado secar ate que = 1,50 g/cm3. Admitindo que não houve variação de volume, pede-se determinar: a - O novo teor de umidade do solo (w). b - Os demais índices físicos (Sr , n, e). c - Supondo que esse solo passou do estado liquido para o estado plástico, que quantidade de água foi retirada desse solo (admita que o volume inicial do solo era de 1m3 ). Dado s = 2,80 g/cm3 . 9) Uma amostra de argila saturada com altura de 6,5 cm e diâmetro de 2,5 cm foi comprimida ate a sua altura baixar 1,85 cm com diâmetro constante. O índice de vazios inicial e de 1,42 e s = 2,82 g/cm3. Admitindo que toda água tenha sido expulsa dos vazios, determine o novo índice de vazios e a variação do teor de umidade. 10) Calcular a quantidade de água que é necessário adicionar a 1000 g de um solo cujo teor de umidade é de 10% para que esse teor de umidade aumente de 5%. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 23 11) Uma amostra indeformada de um solo apresenta porosidade n=52%, grau de saturação Sr = 86% e massa específica = 1,58 g/cm3 . Determinar s, e, d d= 1.13 g/cm3. 12) Numa amostra de solo que tinha um teor de umidade w = 17,2% adicionou-se água de tal forma que w passou a 25,6%. Qual foi o acréscimo de peso da amostra? 13) Um solo cujo = 1,95 g/cm3 e w = 14,0%, foi deixado secar ate que = 1,88 g/cm3 . Admitindo que não houve variação de volume, qual será o novo teor de umidade desse solo? 14) Atribuindo ao volume total o valor unitário (V=1), obter, usando um esquema hipotético de solo, expressões para os diversos índices físicos. 15) Uma amostra de solo apresenta n = 50%, w = 18% e s = 2,65 g/cm3 . Calcular os demais índices físicos. 16) Deseja-se moldar um tijolo com uma mistura solo-cal. São conhecidos o teor de umidade do solo disponível w = 10% e o teor de umidade desejado do tijolo w= 26%. = 1,8 g/cm3 e o teor de umidade da cal disponível é w = 5%. Determinar a massa de solo, a massa da cal e o volume de água a ser acrescentado para obter um tijolo com volume de 1400 cm3 , moldado com uma mistura que apresente 2% de cal em relação ao peso do solo seco. 17) Uma amostra de areia seca enche um cilindro metálico de 200 cm3 e pesa 260 g. Se s = 2,60 g/cm3 , calcule e, n, e . 18) Num solo parcialmente saturado tem-se e = 1,2 w = 30% e s = 2,66 g/cm3. Calcule , d, Sr e n. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza Larios Página 24 19) Uma amostra de solo pesa 122g e tem massa específica natural de 1,82 g/cm3 . Se depois de seca em estufa a amostra pesa 104 g. Qual e o Va (volume de ar) e o Vs (volume de sólidos). Dado s = 2,53 g/cm3. 20) Em um solo saturado são conhecidos, peso úmido 200 g, peso dos sólidos 60 g. Adotar s = 2,70 g/cm3 e calcular: w, e e . 21) Uma areia quartzoza típica tem 45 cm3 de volume e quando esta úmida pesa 80 g. Depois de seca em estufa passa a pesar 20 g. Adote s e calcule: W, Sr, e, , d. 22) Em um solo parcialmente saturado se conhece: a massa específica dos sólidos s=2,60 g/cm3, o índice de vazios e = 1,0 e a massa específica natural = 1,60 g/cm3. Calcule: W, Sr, n, e d. 23) De um solo saturado se conhece a massa específica úmida sat = 2,05 g/cm3 e o teor de umidade w = 23 %. Determinar o s deste solo. Resposta: s = 2,70 g/cm3 24) Uma amostra indeformada de uma argila orgânica saturada, tem um volume de 17,4 cm3 e peso 29,8 g; após secagem em estufa a 105C o seu volume passou a 10,5 cm3 e o peso a 19,60 g. Calcular: a - Teor de umidade. b - Índice de vazios da amostra saturada. c - Massa específica dos sólidos. d - Massa específica aparente seca. e - Massa específica do solo seco. f - Massa específica saturada. g - Índice de vazios do solo seco. 25) Um pequeno cilindro pesando 270 g e com volume de 300 cm3, é cravado em um aterro de areia fina, enchendo todo o cilindro. O peso total do cilindro + solo é 820 g. O peso seco do solo é de 500 g. Calcular o índice de vazios, e o grau de saturação da amostra de areia fina. Manual de Geotecnia Aplicado Capítulo II Mario Roberto Barraza LariosPágina 25