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efetuada através de instruções para preenchimento individual de cada um dos seis for-
mulários, cujo fluxograma, inserido em anexo, oferece uma visão de conjunto e mostra a tramitação dos 
dados colhidos e registrados.
Os formulários utilizados são os descritos abaixo:
• Controle diário de mão de obra (modelo AP-1)
• Controle diário de equipamentos (modelo AP-3)
• Controle diário de produção (modelo AP-5)
• Resumo das horas-homens e da produção (modelo AP-2)
• Resumo das horas-equipamentos e da produção (modelo AP-4)
• Resumo dos coeficientes (modelo AP-6)
Os apontadores de campo usarão as fichas modelos AP-1, AP-3 e AP-5, para coletar os dados junto às 
frentes de serviço.
A equipe de escritório conferirá as fichas preenchidas pelos apontadores, anteriormente definidas, e 
transcreverá os dados para os formulários modelos AP-2, AP-4 e AP-6. No caso de se empregar sistema 
informatizado, estas fichas, após conferência, poderão ser digitadas imediatamente, propiciando a emis-
são dos relatórios gerenciais.
12.2 CONCEITOS BÁSICOS
Antes de se iniciar, propriamente a descrição da metodologia, torna-se necessário esclarecer alguns 
conceitos que facilitarão a sua compreensão.
Equipes alocadas por serviço - grupo de operários vinculados ao mesmo por designação do responsável 
pela obra, abrangendo todas as categorias, cujas horas trabalhadas podem ser mensuradas ao serviço 
com certo grau de precisão.
Equipamentos alocados ao serviço - conjunto de máquinas e/ou veículos designados pelo responsável 
pela obra para execução do mesmo, cujas horas trabalhadas podem ser identificadas com o serviço e 
cronometradas com fidedignidade.
Equipes e equipamentos ociosos - o conjunto de homens, máquinas e veículos parados, não podendo 
produzir, e cujas causas mais comuns são mencionadas a seguir:
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• impedimentos por intempéries;
• defeitos mecânicos em qualquer dos equipamentos;
• horas perdidas com abastecimento e lubrificação;
• período de refeição;
• deslocamento temporário de equipamento para atender outra frente de serviço;
• falta de programação do construtor;
• falta de material indispensável ao serviço sob a responsabilidade do construtor;
• embargos motivados pelo construtor e
• outros oriundos de ineficiência do construtor.
Equipamentos Paralisados - é o conjunto de equipamentos, máquinas e veículos, que, embora alocados 
ao serviço específico, estão impedidos de produzir, por razões extras à vontade do construtor, cuja re-
muneração total torna-se muito difícil de prever. Para essa previsão espera-se um julgamento lógico de 
quem estiver orientando o serviço de apropriação e um bom senso do apontador.
O tempo de duração relativo ao equipamento improdutivo não deve exceder a um dia, pois acima desse 
período o construtor poderá deslocar a equipe para outra frente de serviço. Para favorecer o raciocínio, 
seguem algumas ocorrências mais comuns deste tipo:
• Paralisações em virtude de canalizações e redes existentes perturbando o desenrolar do serviço;
• Execução de serviços de outras companhias nos locais de atividade, por exemplo: água ou esgoto 
para atender os consumidores da região fora do âmbito da rede em execução, instalações elétricas 
ou de telefones, etc.;
• Existência de obstáculos nos locais de trabalho que poderiam ser removidos ou evitados com 
antecedência através do cliente, por exemplo: veículo estacionado no local onde deve passar uma 
canalização ou pavimentação;
• Pequena modificação do projeto exigida posteriormente ao início das obras;
• Obstrução do trabalho face às circunstâncias inerentes ao serviço;
• Paralisação do serviço aguardando material de responsabilidade do cliente ou outras paralisações, 
que vão depender do julgamento e do bom senso do orientador da apropriação e do apontador.
Equipe Produtiva - consiste no grupo de homens alocados aos serviços trabalhando e produzindo sem 
os impedimentos mencionados anteriormente, ou seja, em plena condição de produzir normalmente.
Equipamento Produtivo - é a máquina ou veículo, em conjunto ou não, alocado aos serviços em operação 
sem os impedimentos caracterizados anteriormente, ou seja, em plena condição de produzir normalmente.
Equipamento Improdutivo - é o custo da máquina ou veículo que quando à disposição de determinada 
frente de serviço, como parte da equipe do serviço, mantém-se estacionado, porém de motor ligado, 
aguardando sua vez de iniciar e/ou retornar a atividade.
Preços de Serviços de Engenharia e Arquitetura Consultiva 122
Produção Média de Equipes de Serviço (Mão de obra e equipamentos) - é a quantidade de horas con-
sumidas para execução de determinado serviço relativamente à quantidade produzida no inter valo de 
tempo utilizado, ou ainda, a quantidade de serviço executada na unidade de tempo assumida.
Equipe de Trabalho e Nível dos Componentes - deverá ser criado um grupo de estudo com o intuito de 
coordenar e acompanhar os trabalhos de apropriação de campo e a posterior tabulação no escritório 
dos valores dos elementos intervenientes nas composições de custo. Os trabalhos serão dirigidos por 
um Controlador Central, que poderá ter outras funções na administração da empresa.
O dimensionamento da equipe de trabalho dependerá exclusivamente do ritmo desejado e da quanti-
dade de informações a serem processadas, em função do porte da obra.
12.3 FORMULÁRIOS UTILIZADOS
A seguir é apresentada a maneira correta de se preencher cada formulário empregado na determina-
ção dos coeficientes físicos das composições de custo, e ainda, o fluxograma, que é a representação 
gráfica da tramitação dos dados entre os formulários, a fim de fornecer uma visão global da coleta, 
tabulação e apuração desses coeficientes. Entretanto, recomenda-se que seja elaborado sistema de 
computador, de fácil produção e operação, para emissão dos relatórios e manutenção do banco de 
dados coletados.
12.3.1 Controle diário da mão de obra (modelo AP-1)
O controle diário de pessoal de produção deve ser feito na ficha modelo AP-1, que fornecerá as horas-
-homens dedicadas a cada tipo de serviço, distribuídas de acordo com a função dos grupos de operá-
rios alocados nos diversos serviços.
É preenchida e assinada pelo apontador, visada pelo encarregado da obra e enviada ao setor de orça-
mento diariamente.
Inicialmente preenche-se o nome da obra, o local de atividade e a data. Em seguida registram-se os 
cargos de todos os operários que estiverem à disposição do referido serviço, excetuando o encarregado 
geral, topógrafo e outros elementos administrativos. Podem-se usar tantas fichas quantas forem ne-
cessárias, numerando-as na parte superior. Para cada tipo de serviço utiliza-se uma ou mais colunas, 
conforme o cargo ou função do operário.
Exemplo de preenchimento do formulário:
Supondo-se o serviço de montagem de tubulação com um encanador e dois serventes, utilizam-se 
duas colunas: a primeira para as horas trabalhadas pelo encanador e a segunda para as dos serven-
tes, porque há interesse de se apurar o tempo, dedicado ao serviço por classe de trabalhador. As sub 
colunas (I) hora de início, (F) hora final são preenchidas pelo apontador.
As horas trabalhadas (HT) são calculadas no escritório, bem como, os seus totais, correspondentes a 
cada operário. Existem três linhas para registrar o início e fim do serviço correspondente a cada ope-
rário, mas se forem insuficientes poderão ser utilizadas outras colunas para o mesmo serviço ou a 
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repetição do nome do trabalhador.
O apontador deverá estar bem atento ao desenvolvimento do serviço e, sempre que for necessário, per-
guntar ao responsável da equipe sobre os tipos de serviço que estão sendo realizados. É imprescindível 
que este tome conhecimento de todos os tipos de serviços especificados na obra e tenha cópia deles 
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