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Parte 1: O Poder do Temperamento 1. O Temperamento Influencia Tudo Quanto Você Faz Parte 2: Qual É o Seu Temperamento? 2. As Doze Combinações de Temperamentos 3. Avaliando Seus Pontos Fortes e Fracos 4. Neutralizando Seus Pontos Fracos 5. Submeta-se a um Teste de Temperamento Parte 3: O Temperamento e Sua Vocação 6. Descobrindo Suas Aptidões Vocacionais 7. Aplicações do Temperamento no Trabalho 8. Outras Maneiras de Usar a Teoria dos Quatro Temperamentos Parte 4: O Temperamento e as Suas Emoções 9. Como Tratar o Temor e a Ira 10. Enfrentando as Pressões 11. O Temperamento e a Depressão 12. Como Enfrentar a Ira e a Hostilidade Parte 5: O Temperamento no Amor e no Casamento 13. Os Opostos Realmente se Atraem? 14. O Temperamento e a Sexualidade Parte 6: O Temperamento e a Sua Vida Espiritual 15. O Temperamento e os Dons Espirituais 16 O Temperamento e o Seu Relacionamento Deus O Temperamento Influencia Tudo Quanto Você Faz Desde influências nos hábitos de sono, de estudo ao estilo de alimentar-se, até na maneira como você se relaciona com outros. Humanamente falando, não há outra influência em sua vida que seja mais poderosa do que o seu temperamento ou a combinação deles. Eis por que é tão essencial conhecer o seu temperamento e ser capaz de analisar os de seus semelhantes, para não condená-los, mas a fim de que você possa maximizar seus potenciais e permitir que outros façam a mesma coisa. Prefácio Aprender a relacionar-se com pessoas é uma tarefa imprescindível para qualquer ser humano. Essa necessidade torna-se ainda muito mais premente no contexto do relacionamento dentro do corpo de Cristo, onde viver para servir os outros é parte da nossa responsabilidade. E nesse processo de relacionar-se bem para servir, entender porque os outros agem como agem facilita profundamente a forma como vamos nos dar bem com os outros. Esta obra do Dr. Tim LaHaye é uma ferramenta muito prática que ajuda não somente aqueles que estão procurando relacionar-se melhor com outros, mas também aqueles que estão engajados no ministério de ajudar outros a se relacionarem melhor. À medida que o leitor for lendo esta obra, perceberá que a grande ajuda que receberá a princípio será em relação a si mesmo. Ao perceber como o seu temperamento afeta profundamente tudo aquilo que faz, o leitor será desafiado a desenvolver seu próprio potencial, a entender a si mesmo e como conseqüência será ajudado a entender melhor as pessoas com as quais convive. Essa compreensão vem em parte por entender como os temperamentos dos outros também afetam o comportamento deles em relação ao leitor. Como é típico do Dr. Tim LaHaye, o papel do Espírito Santo em controlar e desenvolver os temperamentos é claramente apresentado. Um outro aspecto da obra que a torna rica e prática é a forma como o autor apresenta diretrizes práticas sobre como lidar com as fraquezas do próprio temperamento, especialmente no que diz respeito ao campo das emoções Todos nos temos momentos em que nossas emoções tendem a ficar fora de foco, especialmente no que se refere aos momentos de ira, depressão, hostilidade etc. Trazendo a questão dos temperamentos para o contexto do casamento, o autor provê o que os casais necessitam para entender suas próprias diferenças e vê-las como um potencial para desenvolver a própria intimidade, sejam elas emocionais ou sexuais. Por essas razões creio que esta obra do Dr. Tim LaHaye será uma ferramenta muito prática tanto para o enriquecimento pessoal, como para ser usada no ministério de aconselhar aqueles que estão querendo consertar relacionamentos quebrados e melhorar os já existentes. Pastores e conselheiros farão grande proveito ao usar esta obra em seus ministérios. Parabenizo a Abba Press por mais esta iniciativa em trazer uma obra que será de grande valia para todos os envolvidos no ministério de edificar vidas e desenvolver relacionamentos significativos que redundem no amadurecimento dos membros do Corpo de Cristo. Pastor Lisânias Moura Pastor da Igreja Batista do Morumbi, líder do Ministério de Aconselhamento e Koinonias. Capitulo 1 O Poder do Temperamento O Temperamento Influencia Tudo Quanto Você Faz Quando eu estava no ginásio, havia dois gêmeos idênticos em minha classe. Dificilmente podíamos distinguir um do outro. Eles tiravam média igual em seus testes de inteligência (128). Mas era aí que as similaridades acabavam. Um deles tinha uma personalidade afetiva; o outro evitava as pessoas. Um deles amava os esportes, a história e a literatura; o outro preferia a matemática, a física e a linguagem, O que me pareceu deveras muito interessante foi o fato de que suas médias escolares foram quase idênticas no fim dos seus quatro anos de ginásio. Contudo, eles não obtinham as mesmas notas na maioria das matérias. O que fazia a diferença entre aqueles dois jovens? Os temperamentos deles! O temperamento influencia (tudo quanto você faz - desde os hábitos de sono, os hábitos de estudo, o estilo de alimentação até á maneira como você se relaciona com outras pessoas. Humanamente falando, não existe outra influência em sua vida que seja mais poderosa que seu temperamento ou a combinação deles. Eis por que é tão essencial conhecer seu temperamento e ser capaz de analisar os temperamentos de seus semelhantes, não a fim de condená-los, mas para que você possa maximizar seus potenciais e capacitá-los a fazer o mesmo. Se você sentasse em meu gabinete, perceberia o que quero lhe dizer. O tipo sanguíneo falará sobre as condições climáticas, sobre seus amigos e sobre centenas de coisas antes de enfrentar o verdadeiro problema. O tipo colérico vai direto ao assunto. Ele (ou ela) haverá de querer corrigir seu cônjuge, para que tenha uma boa vida conjugal. O tipo melancólico suspira profundamente ao sentir-se vítima de sua depressão, auto-compaixão e infelicidade. Tudo fica claramente gravado em sua fisionomia. O tipo fleumático raramente chega a marcar um encontro, e quando o faz demora muito para iniciar um diálogo. Eles são desse jeito por causa de seus respectivos temperamentos. Alguns de nossos atos são sutis, como gostos ou preferências, enquanto que outros envolvem atitudes e tomadas de posição, ou mesmo estilos de pensamento. Dificilmente haverá alguma função na vida que não seja influenciada pelo nosso temperamento. Assim sendo, você faria melhor em determinar o seu temperamento e dirigi-lo, de forma coerente, para um melhor estilo de vida seu e de sua família. De outra maneira, seu temperamento haverá de dirigi-lo desde o nível subconsciente. O Temperamento e os Hábitos Alimentares Quase posso julgar o temperamento de um homem por meio de seus hábitos alimentares. Os sanguíneos comem tudo quanto vêem - e não tiram os olhos da comida. Em um restaurante gostam tanto de falar que quase nunca examinam o cardápio senão quando o garçom chega. Os coléricos - comedores estereotipados - raramente variam seu menu; e quando a comida chega, engolem tudo em grandes pedaços, na maioria das vezes falando enquanto mastigam seu alimento. Os melancólicos são comedores que selecionam os pedaços de alimentos. Para eles é preciso muito tempo para escolherem o que devem pedir, mas quando o alimento chega, eles saboreiam cada porção. Os fleumáticos são os comedores mais deliberados e invariavelmente são os últimos que acabam de comer. Essa é a principal razão pela qual raramente ganham peso. (Todos os especialistas em emagrecimento advertem aos pacientes obesos que comam lentamente, porquanto é necessário cerca de vinte minutos para que o alimento digerido satisfaça a fome.) O Temperamento e as Habilidades no Transito Os sanguíneos são motoristas que vagueiam no trânsito. Algumas vezes dirigem a toda velocidade, e então, sem qualquer razão aparente, perdem o interesse em guiar rápido e passam a dirigir lentamente. São voltados para as pessoas de tal modo que querem olhar em seu rosto quando falam, mesmoquando estão dirigindo. Os coléricos são amantes da velocidade que se ‘atiram” no trânsito constantemente. Sempre tentam conseguir realizações em um dado período mais do que humanamente possível, e tentam ganhar tempo guiando furiosamente para cumprir os encontros. Os motoristas melancólicos nunca partem de casa sem terem se preparado para a viagem com bastante antecedência. Estudam o mapa e o conhecem do começo ao fim. Dentre todos os temperamentos, são os que se mostram mais inclinados a conservar um diário completo da direção, incluindo o consumo de gasolina, de óleo lubrificante e de reparos no veículo. Legalistas por natureza, raramente dirigem em alta velocidade. Os fleumáticos são os motoristas mais lentos de todos. São os últimos a partir de um cruzamento, raramente mudam de faixa no trânsito e mostram-se um perigo quando se juntam ao fluxo de tráfego em uma estrada. Mostram ser “domingueiros’ acanhados, nos sete dias da semana. Conseguem poucas multas e raramente se acidentam, mas podem ser um azar na estrada. O Temperamento e a Maneira como Você Faz Compras Os sanguíneos não se importam com os preços, mas selecionam tudo a fim de obter satisfação visual. Deixam- se atrair por pacotes coloridos e por propagandas. Nos supermercados, o carrinho de compras deles é sempre o mais repleto. Os coléricos, particularmente os homens, não gostam de fazer compras. Só entram em uma loja quando precisam de alguma coisa, e querem sair dali rapidamente. À semelhança dos sanguíneos, normalmente compram demais, embora não tanto quanto aqueles. Os melancólicos são os compradores mais deliberados e decisivos que escolhem preço e qualidade cuidadosamente. Passam a mão sobre os artigos, experimentam-nos duas ou três vezes, deixam a loja uma vez ou duas, e se o artigo ainda não foi vendido ao retornarem, então o compram. Criam engarrafamentos de tráfego esperando para se decidir. Nos supermercados sabem onde tudo está. Os fleumáticos, especialmente as mulheres, gostam de comprar. Precisam de mais tempo, compram devagar, e provavelmente são mais sóbrios do que os outros tipos. São quase tão indecisos quanto os melancólicos. Precisam fazer compras com maior freqüência porque não compram bastante na primeira tentativa. O Temperamento e os Cuidados com o Quintal Por incrível que pareça, há como decifrar o temperamento de uma pessoa pela maneira como ela conserva o seu quintal. Os tipos sanguíneos levantam-se cedo nos sábados para arrumá-lo. Com grande gosto põem em ordem todas as suas ferramentas (não lhes falta nenhuma que se conheça, porquanto não têm resistência à tentação de comprar), e preparam-se para aparar, tosar e podar o jardim. Entretanto, dentro de trinta minutos ei-los a conversar alegremente com um vizinho. Antes do dia terminar, ordenam a seu filho que “guarde suas ferramentas” e resolvem pôr em ordem novamente o quintal na semana seguinte. O Faísca é, claramente, um dos maiores procrastinadores do mundo. O Rocha Colérico odeia o trabalho duro, quando ele o faz, é como se fosse uma vingança. Trabalha a toda velocidade a fim de conseguir preparar o trabalho, e a arrumação não é uma de suas características. Geralmente podemos detectar o quintal do colérico quando passamos pela vizinhança. Basta procurar canteiros em miniatura e árvores anãs. Martinho Melancolia tem uma aptidão natural para a jardinagem e mantém o melhor quintal da vizinhança. Ele é aquele que conversa e afaga as suas plantas, e quase todo fim de semana você o encontrará de mãos e joelhos na terra, cuidando e cercando seu jardim. O gramado de um fleumático mostra que seu proprietário gosta de ficar na cama até tarde no sábado. Capaz de cuidar de forma superior de seu quintal, escrupulosamente cuida da sua “antiga plantação”, porque seu desejo de descansar é vencido por seu Impulso de fazer as coisas aceitáveis. O Temperamento e os Hábitos de Estudo Os sujeitos melancólicos geralmente são bons estudantes que gostam de aprender. Têm mentes inquisitivas e, se forem incentivados a ler, desenvolverão um apetite feroz pelos livros. Também são abençoados com mentes aguçadas e retentivas, que os capacitam a lembrar uma multidão de detalhes. Via de regra são bons na escrita, porquanto têm figuras mentais de cada palavra. Embora tenham arquivos desarrumados e suas escrivaninhas impossíveis de se organizar, têm uma notável capacidade de concentração, apesar da bagunça, das interrupções e do barulho que se dá em redor deles. Os fleumáticos podem ser bons estudantes se sua procrastinação não os vencer. Precisam de tarefas com pouca duração, ao invés de projetos longos. Trabalham melhor quando estão sob pressão, embora afirmem que não gostem de ser pressionados. Têm mentes ordeiras, capazes de analisar e de deduzir. Costumam obter mais as notícias da televisão e dos jornais. Possuem boa memória e podem ser pessoas inteligentes se, de alguma maneira, forem motivados a aprender. Os coléricos são espertos em regra geral, mas não são brilhantes. Gostam de assuntos voltados para as pessoas, como a história, a geografia, a literatura e a psicologia. Talvez não saibam escrever multo bem, porque passam por cima das coisas rapidamente. Tendem para a leitura a alta velocidade e têm mentes curiosas. Constantemente perguntam “por quê?” Os coléricos gostam de mapas, diagramas e gráficos; gostam de saber onde tudo se encaixa no esquema principal das coisas. Talvez tenham dificuldade para se concentrar em alguma coisa que os faça lembrar de outros alvos ou projetos desviando sua mente pela tangente, o que torna difícil a volta ao assunto em pauta. Os tipos sanguíneos, a menos que sejam dotados de elevado quociente de inteligência, não são bons estudantes. Mas podem vir a ser bons se forem motivados, porquanto com freqüência são brilhantes o bastante, apesar de desassossegados e indisciplinados. Seu interesse é de pouca duração e qualquer coisa pode servir-lhes de distração, desde um pássaro voando no céu até um quadro em uma parede. Essa gente tem um incrível potencial, mas normalmente o desperdiçam porque não se disciplinam. A concentração por longo tempo é difícil para eles. O Tipo de Letra e Seu Temperamento Não sou uma autoridade sobre tipos de letra. Mas tenho podido observar que o temperamento e a análise do tipo de letra geralmente são muito similares. Nosso tipo de letra geralmente acompanha o nosso temperamento. Tudo quanto uma pessoa sanguínea faz é expressivo e extravagante. A pessoa colérica usualmente escreve mal. Tudo que faz é aligeirado; em conseqüência, não dedica tempo a escrever de forma legível. A pessoa fleumática tem um manuscrito pequeno, mas bem feito. As pessoas melancólicas têm a escrita manual mais imprevisível de todas, elas são extremamente complexas e escrevem dessa maneira. Habilidades de Comunicação e o Temperamento A capacidade de pensar e de comunicar-se com outras pessoas não está baseada somente no cérebro. Também está envolvido o temperamento das pessoas. Os indivíduos sanguíneos são oradores intuitivos. São expressivos e usam os exageros livremente. Os coléricos são extrovertidos o bastante para falar à vontade, mas são mais deliberados do que os sanguíneos. São debatedores e argumentadores; e ninguém pode ser mais mordaz ou sarcástico do que eles. Os melancólicos não começam a falar enquanto não pensarem precisamente o que querem dizer. Não gostam de interromper outras pessoas, mas uma vez que comecem a falar continuam até terem se desembaraçado de toda a sua mensagem. Os fleumáticos são quietos em tudo e raramente entram em debates ou gostam de meter-se nas conversas de outras pessoas. Respondem às perguntas com espírito de bom humor e raramente se apresentam como voluntários, a menos que sejam indagados. A Pedro foi dito: “O teu modo de falar o denuncia”. (Mateus 26.73.) Assim também acontece nos temperamentos; nossos padrões de fala geralmente denunciam o nosso temperamento. Pagamento de Contas e o Temperamento O pagamento de nossas contas é uma partenecessária da vida, e parece que conforme o tempo passa nosso estilo vai-se tornando mais e mais complexo. Acredite que a maneira como resolve esse problema é o reflexo de seu temperamento. Os tipos sanguíneos são péssimos guardadores de registros. Eles não apreciam os detalhes e podem ficar momentaneamente deprimidos com seus hábitos de gastos demasiados. Seu método de lidar com déficits, provocados por gastos, raramente consiste em cortar seu padrão de vida: simplesmente tentam ganhar mais dinheiro. Eles pagam suas contas, mas normalmente precisam de vários lembretes. Os coléricos gostam de pagar suas contas em dia. Contudo, não são muito detalhados, a não ser que tenham características secundárias dos melancólicos ou fleumáticos. Todavia, gostam de ter suas contas em ordem. O estilo deles é juntar todas as contas e pagá-las todas no mesmo dia, todo mês. Não se deixam “consumir” se seu talão de cheques não bater com os registros tomados, preferem ter dinheiro de sobra no banco. Com uma diferença de R$5,OO ou R$ 1O,OO eles aceitam a conta mandada pelo banco - pois pensam que o tempo gasto em debater sobre os detalhes vale mais do que isso. Os melancólicos são perfeccionistas. Devido à sua natureza conscienciosa, torna-se difícil a convivência com eles, pois o pagamento aos seus credores no prazo é essencial. Seu escritório ou lugar onde guarda seus documentos é uma confusão, mas sabem onde está cada declaração e recibo. Geralmente os têm de cinco anos, embora não arrumados em ordem. Eles se orgulham em fazer seus pagamentos e manter seus talões de cheques em dia até o último centavo. Se houver algum equívoco, esse será do banco. Geralmente têm uma boa posição quanto a seu crédito. Os fleumáticos sistematizam tudo. Mantêm uma conta corrente detalhada e guardam registros de compras e vendas. Não somente pagam suas contas em tempo, mas também gostam de pagá-las com antecedência, se isso lhes poupar um adicional de dois a quatro por cento. (Os sanguíneos, por sua parte, nem prestam atenção que há companhias que fazem isso.) Para alguns fleumáticos, conseguir equilibrar seus talões de cheques, quanto a entradas e saídas de dinheiro no mês, é de extrema importância. Isso lhes serve de “sinal verde” de que sua vida está em boa ordem, e que estão prontos para lançarem-se no próximo mês. Disciplina de Crianças e o Seu Temperamento A disciplina de crianças é, principalmente, o resultado das tradições de família, treinamento religioso, cultura e temperamento. Em anos recentes tem sido escrito um certo número de livros sobre esse assunto, alguns bons e outros prejudiciais. Aqueles que baseiam sua filosofia em valores humanistas ou na psicologia humanista têm produzido uma sociedade permissiva, que tende para a iniqüidade. Os livros alicerçados sobre os princípios bíblicos, por outra parte, têm-se mostrado muito valiosos. Meus três livros favoritos sobre disciplina infantil são dois de meu amigo Dr. James Dobson “Ouse Disiciplinar” e “lhe Strong-Willed Child”, e outro escrito por minha esposa, Beverly: “Como Desenvolver o Temperamento de Seus Filhos”. Esses três livros deveriam estar na biblioteca de todos os pais cristãos. Se você os estudar, estará pronto para ser um pai ou mãe em estilo elevado. Lendo todos eles entretanto, você aprendera o que está certo na disciplina de seus filhos e responderá a eles de acordo com o seu temperamento. Isso Influenciará a maneira como agirá com eles. Considere estes quatro estilos familiares quanto a disciplina infantil. Tudo quanto um homem sanguíneo fizer na vida, será espontâneo, e a disciplina não é exceção. O tipo sanguíneo mostra-se vociferador em suas instruções e correções, e uma mulher sanguínea age da mesma maneira dando berros com os filhos. Visto que os indivíduos de tipo sanguíneo não são disciplinados, suas ameaças raramente são cumpridas; e, por esse motivo, o filho sabe que nunca terá de responder na primeira vez em que é chamado ou é mandado a fazer algo. Ele esperará até que o tom do grito chegue a certa intensidade, para que possa responder. Quando se trata de aplicar castigos corporais, os tipos sanguíneos têm que aplicá-los de imediato, quando ainda estão irados ou frustrados, ou provavelmente nunca o aplicarão. Seu coração terno e seu espírito perdoador faz com que o castigo adiado nem seja um castigo. Sua brandura conduz à permissividade, o que, por sua vez, encoraja o desregramento. Um pai inconsistente cria filhos inconsistentes. Uma coisa é recomendável acerca dos tipos sanguíneos: depois de terem disciplinado seus filhos, eles tomam tempo para amá-los e consolá-los. Os sanguíneos nunca guardam rancores (todos seríamos melhores pessoas se também fôssemos assim). Uma outra coisa a respeito dos tipos sanguíneos é que essas pessoas que amam divertem- se com freqüência, brincando com seus filhos, principalmente quando vão envelhecendo. Os coléricos, com tendência ao autoritarismo, querem dirigir seus lares como se estivessem treinando fuzileiros navais. Isso pode produzir bons autômatos, mas não é muito bom para os filhos. O filho de um pai colérico nunca sofre de falta de conhecimento do que seu pai requer quanto à obediência e às regras - pois é Informado regularmente a respeito. Os coléricos gostam de ditar ordens. Eles costumam aplicar correções físicas a seus filhos, e fazem-no com exagero com muita freqüência e a maior parte deles bate nas crianças por motivos de disciplina. Mestres do exagero em tudo quanto fazem, o lema deles é: “Se um pouco ajuda, muito curará”. (Na realidade, nenhum pai deveria bater em seu filho enquanto estiver com raiva. Isso faz a criança sentir que ela é uma válvula de escape para as frustrações de seu pai.) Os indivíduos coléricos podem ser bons pais, mas precisam trabalhar seu temperamento. São difíceis de se satisfazer, e se uma criança for “atrasada” em seu desenvolvimento, ou se tiver um temperamento um tanto quanto menos ativo, seu pai a fará sentir-se inferior e constantemente desaprovada. Tais pais precisam encorajar seus filhos, aprová-los e construir sua auto-imagem, esforçando- se ao máximo por lhes mostrar seu amor. Os pais melancólicos já eram perfeccionistas antes de se tomarem pais, e ter tido filhos não muda isso em nada. Eles têm expectativas acima da média, irreais acerca de seus filhos e pouco os elogiam (embora a maioria das crianças precisem disso). Na vida escolar, seus filhos sabem que uma média abaixo de “A”, é um fracasso - quanto a todas as disciplinas escolares. Legalistas por natureza, usualmente têm regras para tudo e modos de proceder que devem ser seguidos. Se disserem que irão bater em um filho por alguma ofensa, geralmente cumprirão a ameaça; mas raramente exageram na disciplina, a menos que vejam suas próprias falhas em seus filhos. Então poderão fazer com que suas próprias frustrações voltem-se contra seus filhos. E difícil para os indivíduos melancólicos mostrarem-se aprovadores, porque seus padrões são muito elevados e porque temem que seus filhos se tornem complacentes diante de sua aprovação. São os últimos a aprender que a maioria das pessoas desenvolve-se melhor à base da aprovação, e não à base da condenação. Têm grande capacidade de amar a seus filhos, mas precisam aprender como expressar esse amor. Uma das grandes falhas dos pais melancólicos é que eles nunca esquecem qualquer coisa de errado que um filho tenha feito, e, se não se esforçarem, haverão de lançar no rosto do filho essa culpa interminável. Os pais fleumáticos podem ser bons pais se aprenderem a ser mais assertivos e confrontadores quando isso se fizer necessário. Eles são a personificação da paciência. Amam às crianças e provavelmente sentem-se mais consolados entre elas do que qualquer outro tipo de pai. Dedicam tempo às crianças, brincam com elas e podem ser treinadores pacientes. Quando filhos coléricos tornam-se mais idosos, os pais fleumáticos sentem-se intimidados por eles e então os pais olham em outra direção, prejudicando assim, na adolescência, o bom treinamentoque seus filhos receberam durante a infância. entretanto, aquilo que os pais fleumáticos mais toleram (e os pais melancólicos também podem tornar-se culpados disso) é permitir que seus filhos lhes respondam com insolência. Nenhum pai deveria permitir tal coisa. A Bíblia ensina que os filhos devem honrar a seus pais. Se não quiserem honrá-los com os lábios, pelo menos devem ser forçados a não desonrá-los. Os pais que perdem esse controle quando seus filhos são crianças, dificilmente o obterão sobre eles quando chegarem à adolescência. Os pais fleumáticos são os menos inclinados a bater em seus filhos. Eles esperam até que o avô, mais extrovertido, o faça. Quando os filhos chegam à adolescência e precisam de uma figura mais voluntariosa no seu pai, ele tristemente se dirige à garagem a fim de trabalhar, para evitar assim os confrontos desagradáveis. Certa feita aconselhei um homem fleumático cujos conflitos com a esposa originaram- se porque ela não proibia as crianças de assistirem a certos programas de televisão, o que ele sentia ser motivo de objeção. As crianças precisam de pais que concordem quanto às regras e as ponham a funcionar, aplicando qualquer punição que for apropriada ou tiver sido prometida. Os pais fleumáticos podem ser bons pais, mas como a maioria dentre nós, têm que esforçar-se nesse sentido. Sumário Poderíamos prosseguir, fornecendo ilustrações de como o temperamento influencia a maneira como você se exercita, dorme, estuda, se veste, passa seu tempo e outras coisas na vida. Mas o que já demos é suficiente para fazer você começar a caminhar na direção certa. À medida que você se tornar mais familiarizado com a teoria dos temperamentos, verá isso funcionar em sua própria vida e na de seus amigos. POR QUE AGIMOS COMO AGIMOS? Todos estamos interessados no comportamento humano. Eis a razão pela qual mais de oitenta por cento de nossos treze milhões de jovens em idade colegial voluntariamente assistem a aulas de psicologia; todos estão fascinados por aquilo que faz os corações das pessoas baterem forte. E o mais importante é que todos estão interessados em porque as pessoas pensam, sentem, respondem, explodem e agem da maneira como agem. Coisa alguma responde melhor a essas perguntas do que a teoria dos quatro temperamentos. Ela explica diferenças nas pessoas - seus gostos, sua capacidade de criação, seus pontos fortes e fracos. Explica também porque algumas pessoas entram em conflito com outras, e porque há outras pessoas que se atraem mutuamente. Temperamento - Você Já Nasceu Com o Seu Humanamente falando, nada exerce uma influência mais profunda em seu comportamento do que seu temperamento herdado. A combinação dos genes e cromossomos de seus pais, por ocasião da concepção, que determinou seu temperamento nove meses antes de você respirar pela primeira vez, é a principal responsável por seus atos, reações emocionais e, em um grau ou outro, por quase tudo quanto você faz. A maioria das pessoas está completamente inconsciente dessa influência extremamente poderosa sobre o seu comportamento. Em conseqüência disso, em lugar de cooperarem com tal conhecimento e usá-lo, entram em conflito com esse poder superior e com freqüência tentam parecer algo que nunca tiveram a intenção de ser. Isso não somente os limita pessoalmente, mas afeta suas famílias imediatas e com freqüência estraga seus relacionamentos interpessoais. Essa é uma das razões por que multa gente diz: “Não gosto de mim mesmo”. Ou então: - “Não consigo me encontrar”. Mas quando uma pessoa descobre seu próprio temperamento básico, pode ver claramente quais oportunidades vocacionais melhor se ajustam a ela, como se relacionar melhor com seus semelhantes, quais fraquezas naturais deve vigiar, com qual tipo de esposa deveria casar-se, e como pode melhorar na eficácia de sua vida. O Que É o Temperamento? O temperamento é a combinação de características que herdamos de nossos pais. Ninguém sabe onde reside o temperamento, mas penso que é em algum lugar da mente ou do centro emocional (com freqüência referido com o coração). Dessa fonte, essas características se combinam com outras características humanas para produzirem nossa formação fundamental. A maioria das pessoas tem mais consciência de sua expressão do que de sua função. É o temperamento de uma pessoa que a torna extrovertida e de boas relações com o próximo, ou envergonhada e introvertida. Sem dúvida você conhece ambos os tipos de pessoas que nasceram dos mesmos pais. Similarmente, é o temperamento que faz algumas pessoas serem entusiasmadas com a arte e com a música, ao passo que outras pessoas têm maior inclinação para os esportes ou para as indústrias. De fato, já conheci músicos notáveis cujos filhos eram surdos para as tonalidades musicais. Naturalmente, o temperamento não é a única influência sobre a nossa conduta. A vida doméstica, o treinamento, a educação e a motivação, por igual modo, exercem poderosas influências sobre as nossas ações por toda a vida. O temperamento, entretanto, é a influência de número um na vida da pessoa, não somente por ser a primeira coisa que nos afeta, mas porque, como a estrutura corporal, a cor dos olhos e outras características físicas, ele nos acompanha por toda a vida. Um extrovertido é um extrovertido. Ele poderá disfarçar a expressão de sua extroversão, mas será sempre um extrovertido. Por semelhante modo, embora um indivíduo introvertido possa ser capaz de sair de sua “concha’ e agir de maneira mais agressiva, jamais se transformará em um extrovertido. O temperamento estabelece fortes diretrizes no comportamento de todo indivíduo - padrões que influenciarão uma pessoa o tempo todo em que ela viver. Por um lado estão seus pontos fortes, por outro lado os pontos fracos. A vantagem primária de aprender sobre os quatro temperamentos básicos é descobrir seus pontos fortes e fracos mais pronunciados, de tal maneira que, com a ajuda de Deus, você possa vencer seus pontos fracos sobressaindo-se assim seus pontos fortes. Desse maneira você poderá cumprir seu destino pessoal ao máximo. O temperamento é passado através dos genes e sem dúvida sofreu a influência da queda de Adão no pecado. Eis por que todos nós nos identificamos com o desejo de fazer o bem, e ao mesmo tempo, somos dominados pelo desejo de praticar o mal. O apóstolo Paulo sem dúvida sentia a mesma coisa quando disse: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e, sim o pecado que habita em mim”. (Romanos 7.18-20.) Paulo fazia a diferença entre si mesmo e aquela força interior incontrolável ao dizer: “Já não sou eu quem o faz, e, sim o pecado que habita em mim”. O “eu” é a pessoa de Paulo - a alma, vontade e mente do homem. O “pecado” que habitava nele era a natureza humana que ele, tal como todos os seres humanos, herdou de seus pais. A natureza básica que temos foi herdada de nossos pais e é chamada por vários nomes na Bíblia: “o homem natural”, “a carne”, “o velho homem” e a “carne corruptível”. Isso provê os impulsos básicos de nosso ser, ao procurarmos satisfazer as nossas necessidades. Para compreendermos apropriadamente seus controles sobre nossas ações e reações, devemos distinguir cuidadosamente entre temperamento, caráter e personalidade. O temperamento é a combinação de características inatas que afetam, no nível do subconsciente, o comportamento de um ser humano. Essas características são arranjadas geneticamente à base da nacionalidade, da raça, do sexo e de outros fatores hereditários. Essas características são passadas de pai para filho, através dos genes. Alguns psicólogos dizem que obtemos mais genes de nossos avós do que de nossos pais. Isso poderia explicar a maior semelhança de algumas crianças com seus avós do que com seus pais. O alinhamento de características do temperamento é tão imprevisívelcomo a cor dos olhos, dos cabelos ou o tamanho do corpo. O caráter é próprio de você. A Bíblia refere-se ao caráter chamando-o de “homem oculto do coração”. E o resultado de nosso temperamento natural modificado pelo treinamento recebido durante a infância, pela educação, pelas atitudes básicas, pelas crenças, pelos princípios e pelas motivações. Algumas vezes isso é referido como “a alma” do ser humano, que se compõe da mente, das emoções e da vontade. A personalidade é a nossa expressão exterior, que pode ser ou não a mesma coisa que o nosso caráter, dependendo de quão genuínos nós somos. Com freqüência, a personalidade é uma fachada agradável de um caráter desagradável ou débil. Muitas pessoas passam a vida inteira agindo com base naquilo que elas pensam que deveriam ser, ou como querem que as outras pessoas as vejam, em lugar daquilo que elas realmente são. Essa é uma fórmula para o caos mental e espiritual. Isso é causado quando a pessoa segue a fórmula humana da conduta aceitável que põe sua ênfase sobre as características externas. A Bíblia nos ensina como segue: “O homem olha para o exterior, mas Deus vê o coração”. E também: “Do coração procedem as fontes da vida”. Isso posto, a mudança de comportamento deve ser dentro do homem, e não fora dele. Resumindo, o temperamento consiste na combinação de características com as quais temos nascido; o caráter é o nosso temperamento civilizado; e a personalidade é a “face” que mostramos a outros. Visto que as características de temperamento são recebidas geneticamente pelos nossos pais, e visto que elas são imprevisíveis, devemos manter em mente alguns dos fatores que influenciam o nosso temperamento. Nacionalidade e raça provavelmente desempenham a parte mais significativa na formulação do temperamento herdado pela pessoa. Estando em viagem missionária pelo México, observei as vastas diferenças nas tribos que encontrei. Uma daquelas tribos indígenas me deixou muito impressionado. Muitas tribos tinham-se mantido imutáveis, indiferentes e descuidadas quanto a seu modo de vida. As pessoas daquela tribo, entretanto, eram muito industriosas e engenhosamente capazes. Em certa cidade que visitamos, eles seguiam ativamente o comércio técnico da arte de tecer, e seu senso de responsabilidade fazia agudo contraste com qualquer coisa que tínhamos observado em outros indígenas. As habilidades tinham sido aprendidas, mas a adaptabilidade e o desejo de aprender eram tão universais por toda a tribo que aquela atitude só podia ser uma característica herdada. O sexo de uma pessoa também afeta o temperamento, particularmente no terreno das emoções. As mulheres são consideradas mais expressivas, emocionalmente falando, do que os homens. Até a mais dura das mulheres chorará, ao passo que alguns homens nunca choram. As características de temperamento, controladas ou não, perduram por toda a vida. Quanto mais velhos nos tornamos, mais suaves e moles tendem a ficar nossas características mais duras e severas. O homem aprende que se tiver de viver em paz com seus semelhantes, é melhor enfatizar seus pontos fortes naturais e subjugar seus pontos fracos. Muitos se mostram bem-sucedidos em desenvolver o seu caráter e melhorar a sua personalidade, mas comparativamente poucos são capazes de transformar seu temperamento. E possível, entretanto, modificar o temperamento para que pareçamos pessoas inteiramente diferentes. Para tanto, porém, torna-se mister a ajuda externa, e sobre isso falaremos amplamente em um capítulo posterior. Mas antes devemos conhecer nossos quatro temperamentos humanos. Conheça os Quatro Temperamentos O âmago da teoria do temperamento, concebido pela primeira vez por Hipócrates, há mais de dois mil e quatrocentos anos, divide as pessoas em quatro categorias, que ele chamou de sanguíneos, coléricos, melancólicos e fleumáticos. Cada tipo de temperamento tem tanto pontos fortes quanto fracos, que são uma parte distinta de sua formação por toda a vida. Uma vez que uma pessoa diagnostique seu próprio temperamento básico, ela estará melhor equipada para determinar a quais oportunidades vocacionais melhor se ajusta e quais fraquezas naturais deve trabalhar para que utilize o seu potencial e a sua criatividade, O gráfico de temperamento, na página 31, resume esses pontos fortes e fracos, revelando várias características de cada temperamento. As descrições que se seguem sobre os quatro temperamentos fundamentais o introduzirão a esses quatro tipos diferentes de pessoas. Sem dúvida você identificará vários de seus amigos em uma ou outra dessas classificações, e, se você examinar com cuidado, poderá até mesmo descobrir alguma característica que o fará lembrar-se de si mesmo. Conheça o Faísca Sanguíneo Faísca Sanguíneo é uma pessoa calorosa, animada, viva e de fácil convivência. Receptivo por natureza, as impressões externas encontram facilmente o caminho de seu coração, onde causam uma reação explosiva. Sentimentos, em vez de pensamentos reflexivos, predominam para formar suas decisões. Faísca é tão dado com as outras pessoas que é considerado um super-extrovertido. O Sr. Sanguíneo tem a capacidade de desfrutar de si mesmo, e freqüentemente passa para outras pessoas seu espírito amante das diversões. No momento em que ele entra em uma sala, tende a elevar o ânimo de todos os presentes, por meio de sua conversa exuberante. É um fascinante contador de histórias e sua natureza calorosa e emocional quase nos ajuda a reviver a experiência que ele estiver contando. Ao Sr. Sanguíneo nunca faltam amigos. Ele pode sentir genuinamente as alegrias e tristezas das pessoas com quem se encontra, e tem a capacidade de fazê-las sentirem-se importantes, como se ele fosse um amigo muito especial - e é, pelo menos enquanto estiver olhando para elas. Mas então ele fixa os olhos com igual intensidade sobre a próxima pessoa com quem tem um encontro. O apóstolo Pedro, na Bíblia, parecia-se demais com o Faísca Sanguíneo. Cada vez que aparecia nos evangelhos, estava falando. De fato, li os evangelhos certa ocasião para verificar minha suspeita, e descobri que Simão Pedro falava mais do que todos os outros discípulos juntos. Isso é típico do Faísca. E conforme um ministro amigo meu (sanguíneo), Ken Poure, diz: “Uma pessoa sanguínea sempre entra em um sala com a boca em primeiro lugar”. Suas maneiras amigáveis, barulhentas, ruidosas fazem-no parecer mais confiante do que realmente é, mas sua energia e disposição fazem-no atravessar os lugares ásperos da vida. As pessoas têm uma maneira de desculpá-lo, dizendo: - “É assim que ele é” Conheça o Rocha Colérico Rocha Colérico é uma pessoa quente, rápida, ativa, prática, dotada de vontade forte, auto-suficiente e muito independente. Tende a mostrar- se decisivo e dotado de opiniões fortes, achando fácil tomar decisões tanto por si mesmo como em lugar de outras pessoas. A semelhança do Faísca Sanguíneo, o Rocha Colérico é um extrovertido, mas não tão intensamente. O Sr. Colérico gosta de mostrar-se ativo. Não precisa ser estimulado por seu meio ambiente. Pelo contrário, estimula esse meio ambiente com suas idéias intermináveis, com seus planos, alvos e ambições. Não se ocupa em atividade sem alvo, porquanto possui uma mente aguçada e prática, capaz de tomar decisões sãs e instantâneas ou de planejar projetos dignos. Não vacila sob a pressão do que outras pessoas pensam, mas toma uma posição definida sobre as questões e por muitas vezes pode ser visto a fazer uma campanha contra alguma injustiça social ou situação subversiva. O Rocha não se deixa assustar pelas adversidades; de fato, elas o encorajam. Sua determinação permite-lhe obter sucesso onde outros falhariam. A natureza emocional do Sr. Colérico é a parte menos desenvolvida de seu temperamento. Ele não se simpatiza facilmente com outros, e nem mostra ou exprime compaixão. Com freqüência se embaraça ou fica desgostoso pelas lágrimas de outras pessoas e mostra-se insensível para com as suas necessidades. Tem pouca apreciação pela música e pelas belasartes, a menos que suas características secundárias de temperamento sejam melancólicas. Invariavelmente busca valores utilitários e produtivos na vida. Não sendo dado à análise, antes sendo rápido e quase intuitivo em suas avaliações, o indivíduo colérico inclina-se a olhar para o alvo na direção do qual está trabalhando, sem reconhecer os obstáculos e armadilhas em potencial no seu caminho. Uma vez que tenha iniciado sua carreira na direção do seu alvo, pode passar por cima dos indivíduos que se postarem em seu caminho. Costuma ser dominador e mandão, e não hesita em usar as pessoas para realizar seus fins. Com freqüência é considerado um oportunista. Conheça o Martinho Melancolia Martinho Melancolia é o mais rico de todos os temperamentos. Ele é do tipo analítico, que se sacrifica, perfeccionista, dotado de uma natureza emocional muito sensível. Ninguém obtém maior prazer das belas artes do que o indivíduo de tendência melancólica. Por natureza, ele inclina-se a ser um introvertido; mas visto que seus sentimentos predominam, ele manifesta uma certa variedade de atitudes. Algumas vezes, esses sentimentos levam-no às alturas do êxtase que o faz agir como se fosse um extrovertido. Entretanto, em outras ocasiões ele se mostrará melancólico e deprimido, e durante esses períodos torna-se recolhido em si mesmo e pode ser bastante antagônico. Sr. Martinho é um amigo bem fiel, mas diferente do sanguíneo, não faz amigos com facilidade. Raramente procura conhecer novas pessoas, mas antes deixa que elas venham a ele. Talvez seja o temperamento que mais depende dos outros, pois suas tendências perfeccionistas e conscienciosas não lhe permitem ser um ocioso, e nem deixar na mão outras pessoas, quando elas estão dependendo dele. Sua reticência em apresentar-se como pessoa útil é com freqüência tomada como indicação de que ele não gosta muito das pessoas. Tal como o resto de nós, entretanto, ele não somente gosta das outras pessoas como também tem um forte desejo de ser amado por elas, mas acha difícil expressar seus verdadeiros sentimentos. Experiências desapontadoras tornam-no relutante em aceitar as pessoas pelo que elas valem; assim sendo, inclina-se à suspeita quando outras pessoas o procuram ou cumulam-no de atenção. Sua excepcional habilidade analítica leva-o a diagnosticar com exatidão os obstáculos e perigos de qualquer projeto do qual esteja participando. Isso faz agudo contraste com o indivíduo colérico que raramente antecipa problemas ou dificuldades, mas antes confia em que poderá resolver quaisquer crises que porventura surjam em cena. Tais características com freqüência encontram o indivíduo melancólico reticente para iniciar algum novo projeto ou que entre em conflito com aqueles que desejem fazê-lo. Ocasionalmente, em um arranque de êxtase emocional ou de inspiração, o Sr. Martinho pode produzir alguma grande obra de arte ou de gênio. Mas essas realizações são, na maior parte das vezes, seguidas por períodos de profunda depressão. Sr. Martinho Melancolia encontra seu, maior significado na vida através do sacrifício pessoal. Ele parece desejoso de ser uma vítima de sofrimentos, e com freqüência escolhe uma profissão difícil, que envolve grandes sacrifícios pessoais. Mas uma vez escolhida essa profissão, mostra-se muito persistente no que faz e realiza grandes feitos, se sua tendência natural ao sacrifício não o deprimir a ponto de fazê-lo abandonar esse projeto de trabalho. Nenhum temperamento tem tanto potencial natural quando impulsionado pelo Espírito Santo, quanto o indivíduo de tipo melancólico. Conheça o Filipe Fleumático Filipe Fleumático é o indivíduo calmo, sem tensões, que nunca se perturba ou se torna irado. E o tipo de pessoa com quem é mais fácil caminhar junto, e, por natureza, é o mais fácil de todos os temperamentos para relacionar-se. Sr. Filipe Fleumático deriva seu nome daquilo que Hipócrates pensava ser o fluido corporal que produz “aquele temperamento calmo, frio, lento, bem-equilibrado”. A vida, para ele, é uma experiência feliz, sem agitação, uma experiência agradável na qual se envolve o menos possível. E tão calmo e tranqüilo que quase nunca parece agitado, sem importar as circunstâncias que o estejam cercando. É o tipo de temperamento que se mostra sempre coerente. Além de sua personalidade fria, reticente, quase tímida, o Sr. Fleumático possui uma grande combinação de habilidades que o capacitam. Ele sente mais emoções do que aparecem à superfície, e aprecia as belas artes e as coisas belas da vida. Habitualmente evita a violência. Não faltam amigos ao indivíduo fleumático, porquanto ele gosta das pessoas e tem um senso de humor natural e seco. É do tipo de indivíduo que pode ter uma multidão de pessoas ao seu redor rindo demasiadamente, mas ele consegue manter-se sério. Possuidor da capacidade ímpar de ver algo de humorístico nas outras pessoas e nas coisas que elas fazem, mantém uma abordagem positiva da vida. Tem uma mente boa e retentiva, e é capaz de ser um excelente imitador. Sr. Filipe Fleumático tende a ser um espectador da vida, e tenta não envolver-se muito nas atividades alheias. De fato, é com grande relutância que se vê motivado a qualquer forma de atividade além de sua rotina diária. Isso não significa, entretanto, que ele não possa considerar a necessidade de ação e a má sorte das outras pessoas. Ele e o Rocha Colérico podem confrontar-se com as mesmas injustiças sociais, mas suas reações serão inteiramente diferentes. O espírito defensor do colérico, leva-o a dizer: - “Vamos organizar uma comissão e elaborar uma campanha que faça algo sobre isso!” Mas um fleumático terá mais ou menos a seguinte reação: - “Essas condições são terríveis! Por que alguém não faz alguma coisa sobre isso?” Geralmente dotado de bom coração, capaz de simpatizar com as outras pessoas, Filipe Fleumático raramente transmite aos outros os seus verdadeiros sentimentos. Entretanto, uma vez que seja despertado a agir, sua capacidade e eficiência tornam-se aparentes. Ele não se mostrará voluntário a alguma posição de liderança, mas quando essa posição lhe é forçada, prova ser um líder muito competente. Tem um efeito conciliador sobre os outros, e é um estabelecedor natural da paz e da concórdia. Agora que você já foi apresentado aos quatro temperamentos básicos, você deveria estudar o gráfico. Sumário Qual é o Seu Temperamento? Aí está! Em poucas páginas apresentamos a teoria de dois mil e quatrocentos anos sobre os quatro temperamentos básicos. Digo básico porque ninguém é cem por cento sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático. Todos somos uma combinação de pelo menos dois ou três tipos de temperamentos. Entretanto, seu temperamento predominante ou fundamental, aquele que o influencia mais, não deve ser muito difícil de classificar. Faça estas perguntas a você mesmo, enquanto examina as ilustrações abaixo. 1. Você é extrovertido? Nesse caso, você é predominantemente sanguíneo ou colérico? 2. Se a resposta ao número um foi “sim”, então pergunte-se: Inclino-me a ser um super-extrovertido? Em outras palavras, você geralmente é o primeiro a falar? Nesse caso você é um sanguíneo. 3. Se a resposta ao número 1 foi “sim”, então pergunte a você mesmo se é um bom vendedor. Nesse caso, você será predominantemente sanguíneo. 4. Se a resposta ao número 1 foi “sim” mas aos números dois e três foi “não”, então pergunte: Sou um “forte líder natural?” Nesse caso, provavelmente você é um indivíduo colérico. 5. Se você respondeu ao número 1 com um “não”, então você não é um extrovertido. E então pergunte a si mesmo: “Sou um perfeccionista, analítico e um tanto critico?” Nesse caso, provavelmente você é predominante- mente um indivíduo melancólico. 6. Se você respondeu ao número 1 com um “não”, então pergunte a si mesmo se os outros o conhecem como pessoa “muito quieta”. Raramente você se zanga, mas experimenta muitos temores e preocupações? Nesse caso, o mais provável é que você seja um fleumático. Naturalmente,temos aqui um teste super-simplificado, e que só considera seu temperamento predominante. Mas você poderá ser ajudado mesmo neste ponto, tendo uma forte indicação sobre o temperamento a que pertence. Ao progredirmos através do livro, você encontrará maior confirmação de qual é o seu temperamento básico, ou poderá descobrir que ao aprender maiores detalhes sobre os vários temperamentos, sua primeira seleção é, realmente, seu temperamento secundário. Mas isso normalmente só acontece quando uma pessoa está bem equilibrada entre seus temperamentos primário e secundário. Completos testes de temperamento serão dados mais à frente no livro, mas antes você conhecerá mais sobre esse fascinante assunto. As Pessoas São Diferentes Agora que você já conheceu os quatro temperamentos, sem dúvida percebe porque “as pessoas são individuais”. Não somente existem quatro tipos distintos de temperamento que produzem essas diferenças, mas as combinações, misturas e graus de temperamento que multiplicam as possíveis diferenças. Apesar disso, entretanto, a maioria das pessoas revela um padrão de comportamento que indica que elas se inclinam para um temperamento predominante. Recentemente, tive uma experiência que retratou graficamente as diferenças de temperamento. Era-me necessário achar uma máquina “Thermofax” enquanto falava a um acampamento de verão para ginasianos. Na pequena cidade próxima, a única máquina disponível ficava no centro educacional. Quando cheguei lá, encontrei nove pessoas trabalhando arduamente. O meio ambiente calmo, ordeiro e eficiente fez-me perceber que eu estava na presença de indivíduos de temperamento predominante- mente melancólico ou fleumático. Isso foi confirmado mais tarde, quando o superintendente computou cuidadosamente minha conta e recusou o meu dinheiro, porque isso era “contra as regras”. Ele me levou ao meticuloso tesoureiro, que nos levou ao contador, o qual, por sua vez, conduziu-nos ao caixa, que, finalmente, recebeu meus US$ 1.44; guardou a minúscula quantia, a fim de que algum de seus registros de contabilidade fosse alterado. O argumento decisivo nisso tudo foi a caixa de recebimentos, que revelou claramente o toque de um perfeccionista. O troco fora cuidadosamente empilhado em pequenas pilhas de vinte e cinco centavos, dez centavos e níqueis. Quando examinei o meio ambiente tranqüilo e notei a preocupação calma, mas definida deles pelo pequeno problema, minha mente lembrou hilariantemente a cena do escritório de vendas onde comprei um projetor. Ali o pessoal de venda, o executivo principal e todos os empregados, eram predominantemente, do temperamento extrovertido colérico ou sanguíneo. O lugar era uma desorganização total! Papéis estavam espalhados por toda a parte, telefones e escrivaninhas não contavam com ninguém, o escritório era um redemoinho de atividade barulhenta. Finalmente, acima do ruído das vozes, ouvi o gerente de vendas dizer para seu pessoal, com um olhar de desespero:- “Qualquer dia desses vamos organizar as coisas aqui!” Essas duas cenas mostram o contraste natural das características herdadas que produzem o temperamento humano. E também apontam para o fato de que todos os quatro temperamentos clássicos, que acabamos de descrever, são diferentes. Nenhum dos quatro temperamentos pode ser considerado melhor do que os demais. Cada qual contém pontos fortes e pontos fracos, mas no entanto cada um está cheio de fraquezas e perigos. Como você poderá aprimorar-se, vencendo suas fraquezas é o propósito deste livro. Parte 2 Qual é o Seu Temperamento? Capitulo 2 As Doze Combinações de Temperamentos A principal objeção aos quatro tipos de temperamentos advogados pelos antigos, é que os mesmos eram por demais símplices ao supor que cada pessoa poderia ser caracterizada por um desses tipos de temperamento. Mas como já disse em meus livros anteriores, isso simplesmente não é verdade. Pois todos somos uma mescla de, pelo menos, dois temperamentos, na qual um deles predomina e o outro é secundário. Na tentativa de fazer a teoria dos temperamentos tomar-se mais prática e mais autêntica diante da vida, examinaremos de modo breve todas as doze combinações possíveis de temperamentos. Provavelmente, será mais fácil para você identificar-se em uma dessas combinações do que em um dos quatro tipos básicos. Uma Variedade de Combinações Essencialmente, cada pessoa é capaz de possuir vinte pontos fortes e vinte pontos fracos em um grau ou outro (sendo dez para o temperamento predominante e dez para o secundário). Alguns desses pontos cancelam outros, conforme veremos, alguns reforçam-se entre si, e alguns acentuam e compõem outros, explicando as variedades de comportamentos, preconceitos e habilidades naturais de pessoas com o mesmo temperamento predominante, mas com diferentes temperamentos secundários. Isso se tornará mais claro à medida em que estudarmos as seguintes mesclas de temperamento. Os SanCol O primeiro tipo mais decidido e extrovertido dentre todas as combinações de temperamentos é o SanCol, pois os dois temperamentos que compõem a sua natureza são extrovertidos, O carisma do sanguíneo torna-o voltado para as pessoas, um tipo de vendedor entusiasmado; mas o lado colérico de sua natureza lhe proverá a resolução necessária e as características de caráter que o tornarão um indivíduo um tanto mais organizado e produtivo do que se fosse um sanguíneo puro. Quase todos os campos voltados para as pessoas está aberto a ele, mas para sustentar o seu interesse, esse campo deve oferecer variedade, atividade e estímulo. A fraqueza do SanCol é usualmente evidente para todos, porque ele é uma pessoa muito externa. Geralmente fala demais, ficando assim desmascarada a sua fraqueza diante de todos. Tem opiniões fortíssimas. Em conseqüência, expressa-se em voz alta, antes mesmo de conhecer todos os fatos. Para ser honesto, ninguém tem tantos problemas com a língua quanto ele! Dá vida à festa, é amável; porém, sentindo-se ameaçado ou inseguro, pode tornar- se inconveniente. Seu principal problema emocional é a ira, que o pode levar à uma ação diante da mais leve provocação. Visto que combina o esquecimento fácil do sanguíneo e o casuísmo teimoso do colérico, pode não ter uma consciência muito ativa. Em resultado, tende a justificar os seus atos. Esse homem, tal como homens de todos os demais tipos de temperamento, precisa estar cheio diariamente do Espírito Santo e com a Palavra de Deus. Simão Pedro, o líder auto-nomeado dos doze apóstolos, é um exemplo clássico de um SanCol do Novo Testamento. Como é óbvio, teve problemas com a língua, tendo demonstrado isso repetidamente por falar antes que qualquer outro pudesse fazê-lo. Falou mais nos evangelhos do que todos os demais apóstolos juntos - e a maior parte do que dizia estava errada. Ele era egoísta, sem força de vontade e carnal, através dos evangelhos. No livro de Atos, Os SanMel Os SanMel são pessoas altamente emocionais que flutuam drasticamente. Eles podem rir histericamente em um minuto e irromperem-se em lágrimas no seguinte. E quase impossível para eles ouvir um conto triste, observar a sorte madrasta de outra pessoa ou ouvir uma música melancólica sem chorar profundamente. Sentem genuinamente as tristezas de outras pessoas. Quase todos os campos de atividades estão abertos para eles, especialmente o falar em público, o atuar no teatro, a música e as belas artes. Entretanto, os SanMel refletem um desinibido perfeccionismo que geralmente os aliena de outros, porquanto verbalizam as suas críticas. Normalmente são voltados para as pessoas, e têm conteúdo suficiente para fazer uma contribuição a outras vidas - contanto que seu ego e arrogância não os tome tão inconvenientes que outras pessoas sejam hostis para com eles. Uma das fraquezas cruciais dessa combinação de temperamentos prevalece na vida de pensamentos dos SanMel. Tanto os sanguíneos quanto os melancólicos são sonhadores; e assim, se a parte melancólica de sua natureza sugerir um pensamento negativo, issopoderá anular o potencial dos SanMel. Para eles é fácil voltarem-se para dentro de si mesmos. Essas pessoas, mais do que as outras, terão um problema de ira e uma tendência para o temor. Ambos esses temperamentos em sua formação sofrem de um problema de insegurança; é comum que eles temam utilizar a sua potencialidade. Serem admirados por outras pessoas é algo tão importante para eles que isso os impulsionará a um nível coerente de realizações. Eles têm grande capacidade de comunicar-se com Deus, e se andarem no Espírito serão servos eficazes de Cristo. O rei Davi é uma ilustração clássica do temperamento dos SanMel. Um homem extremamente simpático, que atraía tanto homens quanto mulheres: era expressivo, dramático, emotivo e fraco de vontade. Podia tocar uma harpa e cantar; demonstrou claramente um instinto poético em seus Salmos; tomava decisões impulsivamente. Infelizmente, tal como a maioria dos SanMel, estragou sua vida por uma série de erros desastrosos, antes de ter obtido autodisciplina suficiente para terminar o seu destino. Nem todos os SanMel, naturalmente, são capazes de ajuntar os pedaços de suas vidas e começar de novo, a exemplo do que Davi fez. E melhor que eles andem diariamente no Espírito, evitando assim esses erros. Os SanFle A pessoa mais fácil de se gostar é do SanFle. As tendências poderosas e inconvenientes de um sanguíneo são anuladas pelo gracioso e i , dado fleumático. O SanFle é uma pessoa extremamente feliz, cujo espírito, livre de preocupações e dotado de bom-humor, torna-o entretenedor de coração leve, que as demais pessoas procuram. Ajudar as pessoas é o seu negócio, juntamente com vendas de várias espécies. É menos extrovertido do que os sanguíneos, e é geralmente levado por seu meio ambiente e por suas circunstâncias, ao invés de ser auto-motivado, O SanFle é, naturalmente, favorável à família e ama a seus filhos - e também todas as demais pessoas. Ele não feriria propositalmente a ninguém. A maior fraqueza do SanFle é a falta de motivação e de disciplina. Prefere socializar do que trabalhar, e tende a levar a vida casualmente. É conforme um executivo falou sobre um deles: - “Ele é o melhor indivíduo que eu já despedi”. Raramente se perturba diante de qualquer problema e sempre acha o lado brilhante de todas as coisas. Comumente tem um interminável repertório de piadas e se deleita em fazer outras pessoas rirem, geralmente quando a ocasião requer seriedade. Quando Jesus Cristo se torna o principal objeto de amor do SanFle, ele é transformado na pessoa mais resoluta, cheia de propósito e produtiva que há. O evangelista do século 1 D.C., Apoio, é talvez o máximo que podemos chegar de uma ilustração neotestamentária do SanFle. Um hábil orador que sucedeu Paulo e outros fundadores de igrejas, fez o trabalho de animar as igrejas com sua pregação e o seu ensino cheio do Espírito. Amado por todos, seguido devotadamente por alguns, aquele agradável e dedicado homem aparentemente viajou muito, mas não fundou novos trabalhos. O ColSan É o segundo mais extrovertido entre as combinações de temperamentos. A vida desse homem é completamente dedicada á atividade. A maior parte de seus esforços é produtiva e cheia de propósito, mas vigiemos a sua recreação - ele é tão inclinado à atividade que isso chega a misturar-se com a violência. É um promotor natural e vendedor nato, com carisma suficiente para dar- se bem com outras pessoas. Certamente é o melhor motivador de pessoas e alguém que cresce em meio aos desafios; é quase destituído de temor, e exibe uma tremenda energia. Sua esposa com freqüência comentará: - “Ele tem duas características: a toda a velocidade ou parado”. O Sr. ColSan é o promotor de justiça que pode encantar o juiz e o júri com o mais frio coração, o levantador de fundos que pode fazer as pessoas contribuírem com aquilo que tencionavam poupar, o homem que nunca chega a lugar algum sem ser notado, o pregador que combina tanto o ensino bíblico prático como a administração eclesiástica, e o político que, falando, leva seu estado a mudar sua constituição, para que ele possa representá-los uma vez mais. Um debatedor convincente: aquilo que lhe falta de fatos nos argumentos, ele compensa com gracejos e arrogância. Na qualidade de professor, é um excelente comunicador, particularmente dentro das ciências sociais; mas raramente se deixa atrair pela matemática, pelas ciências ou pelas abstrações. Qualquer que seja a sua ocupação profissional, o cérebro está em constante movimento. O ponto fraco desse homem, o principal dos quais é a hostilidade, é tão amplo quanto os seus talentos. Ele combina a ira imediata e explosiva do sanguíneo (sem o espírito de perdão) e o ressentimento de longa duração do colérico. É o tipo de personalidade que não somente adquire úlceras, mas também as transmite a outras pessoas. A impaciência com aqueles que não compartilham de suas motivações e de sua energia, ele junta o orgulho de ser brutalmente franco (alguns o chamam de sarcasticamente franco). É difícil para ele concentrar-se em uma coisa por muito tempo, motivo pelo qual com freqüência apela para que outros terminem o que começou. É dotado de opiniões fortes, de preconceitos, impetuoso e teimosamente inclinado a terminar um projeto que provavelmente nem deveria ter iniciado, desde que não seja por muito tempo. Se não for controlado por Deus, se inclinará a justificar qualquer coisa que faça - e raramente hesita em manipular ou caminhar por cima de outras pessoas para realizar suas finalidades. A maioria dos ColSan envolve-se de tal maneira em seu trabalho que chega a negligenciar esposa e família, chegando mesmo a condená-los com veemência se queixarem-se disso. Mas uma vez que compreenda a importância de dar amor e aprovação a seus familiares, poderá transformar seu lar por inteiro. Tiago, poderia bem ser considerado um ColSan - pois é assim que parece ser em seu livro. O significado principal do livro declara que “a fé sem suas obras é morta” - um conceito favorito dos coléricos que amam o trabalho. Ele usava o raciocínio prático e lógico de um colérico, e, no entanto, era, como é óbvio, um homem altamente estimado por Deus. Ele discutiu sobre uma fraqueza humana - o fogo da língua, e como nenhum homem é capaz de controlá-la (Tiago 3) - relacionada diretamente a essa característica mais vulnerável desse tipo de temperamento, pois sabemos que os ColSan exibem uma língua ativa e aguda como uma navalha. Sua vitória e evidente produtividade na causa de Cristo é um exemplo significativo para qualquer ColSan capaz de pensar. Os ColMel O individuo ColMel é uma pessoa extremamente habilidosa e capaz. O otimismo e a praticabilidade do colérico vence a tendência que o melancólico tem para o mau humor fazendo o ColMel tornar-se tanto orientado a alvos quanto detalhado. Assim, sai-se bem na escola, possui uma mente rápida e analítica, mas é decisivo. Desenvolve-se em um líder completo, do tipo que alguém sempre pode contar para fazer um trabalho extraordinário. Nunca o convide para um debate, a menos que você esteja certo de seus fatos, pois ele fará de você um “picadinho de carne”, combinando agressividade verbal com atenção aos detalhes. Esse homem é extremamente competitivo e vigoroso em tudo quanto faz. É um pesquisador decidido e geralmente obtém sucesso, sem importar o tipo de negócio que seguir. Esse temperamento provavelmente faz dele o melhor líder natural. O general George S. Patton, o grande comandante do Terceiro Exército Norte americano, durante a Segunda Guerra Mundial, que empurrou as forças alemãs de volta a Berlim, provavelmente era um ColMel. Seus pontos fortes são igualmente grandes como os fracos. Ele inclina-se por ser um autocrata, um tipo ditador que inspira admiração e ódio simultaneamente. Usualmente é um falador de mente rápida, cujo sarcasmo pode devastar outros. É um defensor natural cujos hábitos de trabalho são irregulares e longos. Um ColMel guarda considerável hostilidade e ressentimento, e a menos que desfrutede boas relações com seus pais, encontrará dificuldade nas relações interpessoais, particularmente com seus familiares. Nenhum homem inclina-se a ser um disciplinador mais decisivamente estrito do que um pai ColMel. Ele combina a tendência difícil de agradar do colérico e o perfeccionismo do melancólico. Quando é controlado pelo Espírito Santo, entretanto, toda a sua vida emocional é transformada, e ele torna-se um cristão notável. Há pouca dúvida em minha mente de que o apóstolo Paulo era um ColMel. Antes de sua conversão era hostil e cruel, pois as Escrituras ensinam que ele passava o seu tempo perseguindo e prendendo os cristãos. E mesmo após a conversão, sua forte determinação transformou-se na teimosia de um touro enraivecido, como quando ele subiu a Jerusalém, mesmo contra a vontade e as advertências de Deus. Seus escritos e seu ministério demonstram a combinação do raciocínio prático e analítico, o auto-sacrifício e a natureza extremamente impulsiva de um ColMel. Paulo, pois, é um bom exemplo do poder transformador de Deus na vida de um ColMel que é completamente dedicado á vontade de Deus. Os ColFle O mais subjugado e extrovertido de todos os temperamentos é o ColFle. Há uma combinação feliz de qualidades onde o ColFle estará sempre pronto, ativo e entusiasmado e ao mesmo tempo, calmo, indiferente e quase nunca estimulado. Sendo assim, não se inclina a correr às coisas com muita prontidão como os coléricos anteriores, por ser mais deliberado e subjugado. Embora lento, é extremamente capaz, mas isso não importa agora a princípio. Trata-se de uma pessoa muito organizada, que combina planejamento com trabalho árduo. As pessoas normalmente gostam de trabalhar ao seu lado e para ele, porque ele sabe para onde está indo, e, no entanto, não é indevidamente severo com as pessoas. Tem a capacidade de ajudar os outros a fazerem o melhor uso possível de suas habilidades, e raramente ofende as pessoas ou as faz se sentirem usadas. O slogan de um ColFle, sobre a organização, é: “Qualquer coisa que precise ser feita pode ser feita melhor se for organizada”. Esse homem é bom marido e pai, bem como excelente administrador em qualquer campo da atividade humana. A despeito de suas óbvias capacidades, o ColFle não deixa de ter um jogo de notáveis pontos fracos. Embora não seja inclinado à ira imediata como alguns temperamentos, é conhecido por guardar ressentimentos e amargura. Parte do fio cortante do sarcasmo do colérico é aqui abrandado pelo espírito gracioso do fleumático; e assim, ao invés de proferir observações cortantes e cruéis, seus espinhos inclinam-se mais a emergir como um humor cuidadosamente disfarçado. Ninguém terá certeza se ele estará brincando ou ridicularizando, dependendo de seu mau humor. Ninguém é mais teimoso e obstinado do que um ColFle e é muito difícil para ele mudar de atitude, uma vez que se dedique a uma maneira de pensar. O arrependimento ou o reconhecimento de um erro não é de forma alguma fácil paga ele. Em conseqüência, inclina-se mais a compensar aqueles a quem tiver prejudicado, sem realmente enfrentar o seu erro. As características preocupantes da natureza do fleumático pode atrapalhar de tal maneira suas tendências aventureiras que ele nunca estará à altura de suas verdadeiras capacidades. Tito, o filho espiritual do apóstolo Paulo e líder de aproximadamente cem igrejas da ilha de Creta, bem pode ter sido um ColFle. Quando cheio do Espírito, era o tipo de homem de quem Paulo podia depender fielmente para que ensinasse a Palavra às igrejas e as administrasse de forma capaz, visando à glória de Deus. O livro que Paulo lhe escreveu faz uma leitura ideal para qualquer mestre, especialmente um ColFle. Voltamo-nos, agora, para os temperamentos predominantemente introvertidos. Cada qual parecerá um tanto similar àqueles tipos que já examinamos a não ser que os dois temperamentos que compõem sua natureza se revertem quanto à intensidade. Tais variações explicam o excitante individualismo dos seres humanos. Os MelSan O Sr. MelSan é geralmente uma pessoa muito talentosa, com o dom de ser um músico que encanta o coração de qualquer platéia. Como artista, não somente desenha ou pinta maravilhosamente bem, mas pode vender seu próprio trabalho se estiver inspirado. É comum encontrá-lo no campo da educação, porquanto é um bom erudito e provavelmente o melhor de todos os professores de uma escola, particularmente nos níveis do ginásio e do colégio. O melancólico que há nele eliminará fatos pouco conhecidos e ele será exato no uso de eventos e detalhes, enquanto que o elemento sanguíneo o capacitará a comunicar-se bem com os seus estudantes. O Sr. MelSan mostra uma interessante combinação de mudanças de ânimo. Certifique-se disto: ele é uma criatura emotiva! Quando as circunstâncias lhe parecerem agradáveis, poderá refletir uma atitude fantasticamente feliz. Mas se as coisas resultarem em um mal, ou se ele for rejeitado, insultado ou injuriado, cairá em tal atitude que sua natureza menos sanguínea se afogará no mar resultante da auto-compaixão. Ele é facilmente levado ás lágrimas, sente tudo profundamente, mas pode ser desarrazoadamente crítico e duro contra outras pessoas. Tende a ser rígido e normalmente não coopera com outros, a menos que as coisas corram a seu modo, modo esse muitas vezes idealista e anti-prático. Com freqüência é um homem temeroso, inseguro, dotado de baixa auto-estima, que o limita desnecessariamente. Muitos dos profetas eram do tipo MelSan - João Batista, Elias, Jeremias e outros. Eles tinham uma tremenda capacidade de comunicar-se com Deus, eram ajudadores das pessoas a ponto de se sacrificarem; tinham carisma suficiente para atrair um grupo de seguidores, tendendo a serem legalistas em seu ensino e em sua chamada ao arrependimento, exibindo uma tendência para o dramático, tendo morrido voluntariamente em defesa de seus princípios. Os MelCol As mudanças de ânimo dos melancólicos são estabilizadas pela força de vontade e determinação do MelCol. Vocacionalmente, quase nada existe que esse homem não possa fazer bem feito. Ele é, ao mesmo tempo, um perfeccionista e um impulsionador. Possui forte capacidade de liderança. Quase todas as habilidades, construção ou nível educacional estão abertos para ele. Diferente dos MelSan, pode fundar sua própria instituição ou negócio, e fazê-lo andar bem sem ostentação, mas com eficiência. Grandes líderes de orquestra e de coros são do tipo MelCol. A fraqueza natural da pessoa do tipo MelCol revela-se na mente, nas emoções e na língua. E uma pessoa extremamente dificil de agradar, e raramente está satisfeita consigo mesma. Uma vez que comece a pensar negativamente sobre algo ou alguém (incluindo a si mesma), pode tornar-se intolerável na sua convivência com outras pessoas. Seu ânimo acompanha seus processos de pensamento. Embora não mantenha uma atitude deprimida por longo tempo como as outras combinações do tipo melancólico, pode cair nessa atitude muito rapidamente. Os dois temperamentos básicos, calcados por manias de auto-perseguição, hostilidade e crítica, são os tipos melancólico e colérico. É comum que esse tipo se zangue com Deus e com seus semelhantes, e se tais pensamentos persistirem por bastante tempo, poderá tornar-se um maníaco-depressivo. Nos casos extremos, pode tornar-se sadista. Quando confrontado acerca de seu vil padrão de pensamentos, de seu espírito colérico e amargo, poderá explodir de ira. Sua tendência para a análise detalhada e seu pendor para o perfeccionismo faz dele um minucioso que leva outros de encontro à parede. A menos que esteja cheio do Espírito de Deus ou possa manter uma atitude mental positiva, não servirá de companhia agradável por muito tempo. Ninguém é mais dolorosamente consciente disso do que sua esposa e seus filhos. Ele não somente age de maneira exagerada quando demonstra a sua desaprovação, mas sente-se compelido a castigá-los verbalmente por seus fracassos e por corrigir seus erros - tanto em público como privadamente. Esse homem, porsua própria natureza, precisa desesperadamente do amor de Deus em seu coração, e seus familiares precisam dele para compartilhar desse amor com eles. Muitos dos grandes homens da Bíblia mostram sinais de terem um temperamento tipo MelCol. Dois que me vêm à mente são o incansável companheiro de viagens de Paulo, o Dr. Lucas, o minucioso erudito que investigou a vida de Cristo e deixou à Igreja a mais detalhada narrativa da vida de nosso Senhor, bem como o único registro da propagação da Igreja primitiva; e também Moisés, o grande líder de Israel. Tal como muitos homens do tipo MelCol, Moisés nunca obteve vitória sobre sua hostilidade e amargura. Em conseqüência, morreu antes do tempo. Ele desperdiçou quarenta anos de sua vida ancorado no deserto, conservando sua amargura e animosidade, antes de render sua vida a Deus; muitos MelCol nunca vivem à altura de seu notável potencial por causa do espírito de ira e de vingança. Os Melfle Alguns dos maiores eruditos que o mundo já conheceu têm sido os Melfle. Eles não tendem tanto à hostilidade como os dois tipos prévios melancólicos, e geralmente se dão bem como os seus semelhantes. Esses introvertidos combinam o perfeccionismo analítico dos tipos melancólicos com a eficiência organizacional dos fleumáticos. Geralmente são humanitários de boa natureza que preferem um meio ambiente quieto e solitário para estudarem e pesquisarem as atividades intermináveis buscadas pelos temperamentos extrovertidos. Os Melfle são excelentes escritores e bons matemáticos. Essas pessoas tão habilidosas têm beneficiado grandemente a humanidade. A maioria das invenções significativas e descobertas médicas têm sido feitas pelos indivíduos do tipo Melfle. Apesar de suas habilidades, os Melfle, tal como nós, têm suas fraquezas em potencial. A menos que sejam controlados pelo Espírito de Deus, facilmente tornam-se desencorajados e desenvolvem padrões de pensamento muito negativos. Porém, uma vez que percebam que ê um pecado desenvolver um espírito de críticas e aprendam a regozijar-se em toda a sua atitude, a vida deles pode ser transformada. Ordinariamente são pessoas quietas, capazes de conservar iras e hostilidades interiores, causadas por sua tendência à vingança. Os homens do tipo Melfle são vulneráveis diante do temor, da ansiedade e de uma auto-imagem negativa. Sempre fiquei admirado diante do fato de que as pessoas com maior talento e maior capacidade são, com freqüência, vítimas de sentimentos sobre sua própria pequena valia. Sua forte inclinação a serem conscienciosos permite-lhes deixar que outras pessoas os pressionem para entrar em compromissos que drenam suas energias e criatividade. Mas quando são cheios do Espírito de Deus, são amados e admirados por seus familiares, por causa de sua disciplina pessoal e dedicação exemplar a toda a família. Porém, a preocupação com a humanidade em geral pode levá-los a negligenciar seus familiares. A menos que aprendam a dar passos certos e a desfrutar de diversões que os ajudem a relaxar, geralmente tornam-se dados estatísticos de mortes prematuras. O mais provável candidato a Bíblia a um Melfle é o amado apóstolo João. Como é óbvio, tinha uma natureza muito sensível, pois quando era jovem ainda, inclinou a cabeça sobre o peito de Jesus, por ocasião da Ceia do Senhor. Certa vez, tornou-se tão irado contra algumas pessoas que pediu que o Senhor Jesus chamasse fogo do céu para cair sobre elas. Contudo, por ocasião da crucificação, foi o único discípulo a permanecer devotadamente ao lado da cruz. João foi aquele a quem Jesus, já morrendo, confiou Sua mãe, Maria. Posteriormente, esse discípulo tornou-se um grande líder eclesiástico e nos deixou cinco livros no Novo Testamento, dois dos quais (o evangelho de João e o livro de Apocalipse) glorificam particularmente a Jesus Cristo. Os FleSan É o mais comunicativo com os seus semelhantes, dentre as doze combinações de temperamentos. Ele é congenial, alegre, feliz, cooperador, pensativo, orientado para com as pessoas, diplomático, amoroso, divertido e bem-humorado. Popular entre as crianças e os adultos, nunca exibe uma personalidade abrasiva. É um bom pai de família, que desfruta de vida tranqüila e ama a esposa e os filhos. Ordinàriamente freqüenta uma igreja onde o pastor é um bom motivador, e onde, provavelmente, assume um papel ativo. Os pontos fracos de um FleSan são tão agradáveis quanto sua personalidade - a menos que você tenha que viver com ele o tempo todo. Visto que herdou a falta de motivação de um fleumático e a falta de disciplina de um sanguíneo, é comum que a pessoa do tipo FleSan fique muito aquém de sua verdadeira capacidade. Com freqüência desiste da escola, deixa escapar boas oportunidades e evita qualquer coisa que envolva “esforço demasiado”. O temor é outro problema que acentua seus sentimentos irreais de insegurança. Mas com maior fé, poderia ultrapassar sua timidez e ansiedade auto-derrotadoras. Entretanto, prefere edificar uma concha auto- protetora e evitar, egoisticamente, o tipo de envolvimento ou dedicação às atividades que precisa ter, e que seria uma rica bênção para seu cônjuge e para seus filhos. Tenho um respeito tremendo pelo potencial dessa pessoa feliz, mas ela deve cooperar permitindo que Deus a motive a uma atividade altruísta. O indivíduo mencionado nas Escrituras que mais me parece ser um FleSan é o gentil e o fiel Timóteo, dotado de boa natureza, o filho espiritual favorito do apóstolo Paulo. Ele era confiável e estável, mas tímido e temeroso. Por repetidas vezes Paulo precisou exortá-lo a ser mais agressivo, e a fazer “o trabalho de um evangelista”. (2 Timóteo 4.5.) Os FleCol O mais ativo de todos os fleumáticos é o FleCol. Porém devemo-nos lembrar de que, sendo predominantemente um fleumático, nunca será uma “bola de fogo”. À semelhança de seus irmãos fleumáticos, ele é de fácil convivência e pode tornar-se um excelente líder de grupo. O fleumático tem o potencial de tornar-se um bom conselheiro, pois é excelente ouvinte, não interrompe as pessoas com histórias sobre si mesmo e está genuinamente Interessado nelas. Embora o FleCol raramente ofereça seus serviços a outros, quando chega a seu escritório organizado, onde exerce controle, é um profissional de primeira classe. Seus conselhos serão práticos, ajudadores, e - se ele for um cristão maduro na Bíblia - será bastante digno de confiança. Seu espírito gentil nunca faz as pessoas se sentirem ameaçadas. Ele sempre faz o que é certo, e raramente ultrapassa as normas. Se sua esposa puder ajustar-se à passividade e relutância, particularmente na disciplina dos filhos, poderão desfrutar de um casamento feliz. Os pontos fracos do FleCol não são aparentes no início, mas gradualmente vêm à tona, especialmente no lar. Em adição à falta de motivação e ao temor dos problemas dos demais fleumáticos, ele pode mostrar-se teimoso ao extremo, sem nunca ceder terreno. Não explode com os outros, mas simplesmente recusa-se a ceder ou a cooperar. Não é um lutador por natureza, mas com freqüência permite que sua ira interior e sua teimosia se reflitam no silêncio. O FleCol refugia-se em sua “oficina” sozinho, ou imerge a sua mente todas as noites na frente da televisão. Quanto mais velho, mais egoisticamente se dá licença de entregar- se à sua tendência sedentária e tornar-se mais e mais passivo. Embora, provavelmente, viva uma vida longa e pacífica, se ele se entregar a esses sentimentos de passividade, terá uma vida maçante - não somente para si mesmo, mas também para os seus familiares. Precisa voltar-se às preocupações e necessidades de sua família. Nenhum homem da Bíblia é exemplo mais exato de FleCol do que Abraão, figura do Antigo Testamento. O temor caracterizava tudo o que fazia em seus primeiros dias. Por exemplo, ele relutou em deixar a segurança da cidade pagã de Ur, quando Deus o chamou pela primeira vez, chegou a renegar sua esposa por duas ocasiões, tentando até apresentá-la como sua irmã, por motivo de temor. Finalmente, rendeu-se completamente a Deus e cresceuno espírito. De acordo com isso, sua maior fraqueza tornou-se seu maior ponto forte. Hoje em dia, em lugar de ser conhecido como o temeroso Abraão, tem a reputação de ter sido o homem “que confiou no Senhor, e Ele contou isso como sua justiça”. Os FleMel De todas as combinações de temperamentos, o FleMel é o mais gracioso, gentil e quieto. Raramente se ira ou se torna hostil, e quase nunca diz qualquer coisa por que tenha que pedir desculpas (principalmente porque raramente diz muita coisa). Ele nunca embaraça a si mesmo ou a seus semelhantes, sempre faz o que é próprio, veste-se com simplicidade, todos podem depender dele e de sua exatidão. Tende a ter os dons espirituais da misericórdia e da ajuda ao próximo, e é arrumado e organizado em seus hábitos de trabalho. Tal como qualquer outro fleumático, está sempre pronto a fazer algo na casa e segundo suas energias lhe permitam, mantém a casa sempre funcional. Se tiver uma esposa que reconheça suas tendências para a passividade, (e que com tato espera que ele tome a liderança no lar), eles gozarão de uma boa vida doméstica e de um excelente casamento. Entretanto, se ela se ressentir da reticência dele em liderar e em ser agressivo, ela pode tornar-se descontente, e haverá conflito conjugal. Ele poderá negligenciar a disciplina necessária para ajudar a preparar seus filhos para uma vida produtiva e auto-disciplinada, e assim “provocará seus filhos à ira”, tanto quanto o tirano irado cuja disciplina desarrazoada os deixará amargurados. O outro ponto fraco desse homem gira em torno do temor, do egoísmo, do negativismo, da crítica e da ausência de auto-imagem. Uma vez que um FleMel perceba que somente seus temores e seus sentimentos negativos sobre si mesmo impedem-no de ser bem-sucedido, ele será capaz de sair de sua concha para tornar-se um homem, um marido e um pai eficientes. A maioria dos indivíduos do tipo FleMel teme tanto envolver-se, que automaticamente recusa quase todo tipo de afiliação. Pessoalmente, nunca vi um indivíduo FleMel envolvido demasiadamente em alguma coisa - exceto resguardar- se de ver-se exageradamente envolvido. Ele deve reconhecer que visto não ser ele internamente motivado, precisa, definidamente, aceitar maiores responsabilidades do que pensa que possa cumprir, pois esse estímulo externo o motivará a maiores realizações. O fleumático trabalha bem sob pressão, mas a pressão deve vir de fora. Sua maior fonte de motivação, naturalmente, será o poder do Espírito Santo. Barnabé, o santo piedoso da Igreja do século 1 D.C., que acompanhou o apóstolo Paulo em sua primeira viagem missionária, com toda a probabilidade era um FleMel. Ele foi o homem que deu metade de seus bens para a Igreja primitiva, a fim de alimentar os pobres, que contendeu com o apóstolo Paulo sobre dar a João Marcos (seu sobrinho) outra chance para servir a Deus, acompanhando-os em sua segunda viagem missionária. Embora o desentendimento tenha-se tornado tão agudo que Barnabé tomou seu sobrinho e eles procederam a sua viagem sozinhos, posteriormente Paulo elogiou a Marcos, ao dizer: “...Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério”. (2 Timóteo 4.11.) Atualmente dispomos do evangelho de Marcos porque o fiel, dedicado e gentil Barnabé ajudou-o num ponto difícil de sua vida. Os FleMel correspondem às necessidades de outras pessoas se eles ao menos se permitirem mover-se para dentro da correnteza da vida e trabalhar com as pessoas onde estiverem. Variáveis Adicionais a Considerar Deveria ser mais fácil para você agora identificar-se dentre as doze combinações de temperamentos do que quando havia somente quatro temperamentos básicos. Não se desencoraje, entretanto, se você descobrir que não se ajusta também a qualquer uma dessas doze combinações. Pois não existem dois seres humanos exatamente iguais. Em conseqüência, outros fatores variáveis poderiam alterar o quadro de modo suficiente para que você não coubesse precisamente dentro de qualquer desses modelos. Considere estes oito pontos: 1. Sua porcentagem de combinação pode ser diferente dos 60/40 que arbitrariamente escolhi como base desta seção. Acho que você concorda que seria quase impossível detalhar todas as combinações concebíveis de tipos de temperamentos. Deixo isso à análise do leitor. Por exemplo, um MelCol de 60/40 será significativamente diferente de um MelCol de 80/20. Ou considere a disparidade entre um SanFle 55/45 e um SanFle 85/15. Somente testes científicos detalhados poderão estabelecer um diagnóstico mais exato. 2. Diferentes fatos anteriores e treinamento infantil alteram as expressões de combinações temperamentais idênticas. Para exemplificar, um SanFle criado por pais amorosos, mas firmes, será muito mais disciplinado do que outro SanFle criado por pais permissivos. Um Melfle criado por pais cruéis e cheios de ódio será drasticamente diferente de outro Melfle criado por pais ternos e compreensivos. Ambos compartilharão dos mesmos pontos fortes e dos mesmos talentos, mas um deles será vencido pela hostilidade, pela depressão e pelos sentimentos de perseguição, em que tal pessoa nunca usará os seus pontos fortes. Embora a criação produza uma poderosa influência sobre uma criança, será impossível abrir uma grande variedade de fatos anteriores em tal análise de temperamento como esta. Peço então que se o leitor não puder identificar prontamente a sua combinação de temperamentos, que ao menos considere essa variável. 3. Talvez você não se mostre muito objetivo quando estiver se examinando. Por conseguinte, talvez deseje discutir seu temperamento com parentes queridos e com amigos. Todos nós tendemos a ver-nos através de uma imagem feliz. Parafraseando o anelo do poeta Robert Burns: “Oh, ver-nos a nós mesmos conforme os outros nos vêem”. 4. O nível de educação e o quociente de inteligência com freqüência influenciam a avaliação do temperamento de uma pessoa. Por exemplo, um MelSan dotado de quociente de inteligência muito alto parecerá um tanto diferente do outro MelSan que tem o quociente menos elevado. Uma pessoa de pouca educação precisa de mais tempo para amadurecer do que um homem educado, como regra, porquanto pode tomar muito mais tempo para tornar-se excelente em alguma coisa, e assim “encontrar-se”. Por “educado” incluo as várias profissões. É comum para um homem que aprendeu uma profissão (como pedreiro, bombeiro, e assim por diante) mostrar-se mais expressivo, confiante e falador do que seria de outra maneira. Mesmo assim, se você estudar cuidadosamente os pontos fortes e os fracos de cada temperamento em particular, descobrirá que, a despeito do quociente de inteligência, educação ou níveis de experiência, eles são basicamente similares em seus pontos fortes e fracos. 5. A saúde e o metabolismo também são importantes. Um ColFle em boas condições físicas será mais agressivo do que um outro com problemas físicos. Um FleMel nervoso também será mais ativo do que outro que esteja sofrendo de pressão baixa. Ainda recentemente trabalhei com um ministro SanCol hiper ativo que é um atacante encantador e super agressivo, que me fez ficar cansado só de estar perto dele. Ele era influente demais, até para um SanCol. Não me pareceu ser uma surpresa saber que ele tinha pressão alta, o que, com freqüência, produz a ‘hiper’ dimensão em qualquer temperamento. 6. Algumas vezes, há uma combinação de três temperamentos em um único indivíduo. Ao fazer a pesquisa para meu teste de temperamentos, descobri uma pequena porcentagem de pessoas que conta com um temperamento predominante e com dois secundários. 7. A motivação é o nome do jogo! “Porque dele [do coração] procedem as fontes da vida”. (Provérbios 4.23.) Se uma pessoa for devidamente motivada, isso terá um impacto marcante sobre seu comportamento, a despeito de sua combinação de temperamentos. Na realidade, eis porque escrevi este livro - a fim de que as pessoas que estão sendo erroneamente motivadas no presente experimentem o poder de Deus, capaz de transformar completamente o comportamentodelas. Já ouvi testemunhos de que isso tem acontecido com milhares de pessoas que leram meus outros livros sobre temperamento ou freqüentaram minhas preleções sobre esse assunto. Confio em que Deus usará este livro com seus maiores detalhes e sugestões para ajudar ainda mais a um maior número de pessoas. 8. Uma vida controlada pelo Espírito é um modificador do comportamento. Cristãos maduros, cujo temperamento foi modificado pelo Espírito Santo, com freqüência acham difícil analisar sua formação temperamental por terem caído no erro de examinar a teoria do temperamento à luz de seu atual comportamento. O temperamento é o natural do homem natural; nele nada há de espiritual. Eis porque achamos muito mais fácil diagnosticar e classificar uma pessoa perdida ou um crente carnal do que um crente dedicado e maduro. Visto que tal pessoa já teve muitas de suas fraquezas naturais trabalhadas, é difícil calcular qual o seu temperamento. Deveria antes concentrar-se sobre seus pontos fortes, ou considerar seu comportamento antes de ter-se tornado um crente controlado pelo Espírito. Teoria do Temperamento - Um Instrumento Útil A teoria do temperamento não é a resposta final para o comportamento humano, e por esse motivo, além de outros, ela pode não provar ser satisfatória para todos. Mas dentre todas as teorias do comportamento que já foram sugeridas, tem servido como a explicação mais útil. Fatores adicionais poderiam ser incluídos para explicar algumas das outras diferenças nas pessoas, mas esses fatores serão suficientes. Se os mantiver em mente, provavelmente descobrirá que você ou aqueles a quem tenta ajudar cabem em uma dessas doze combinações que foram estudadas. Agora levanta-se uma pergunta: O que pode ser feito a esse respeito? Capitulo 3 Avaliando Seus Pontos Fortes e Fracos Dr. Henry Brandt, um psicólogo evangélico, provavelmente tem ajudado um maior número de pessoas que qualquer outro indivíduo de sua profissão. Certamente exerce uma profunda influência sobre minha vida, tanto pessoal quanto em meu papel como conselheiro de famílias. Ele fez uma profunda declaração que nunca esqueci, em relação à maturidade. Ele define uma pessoa madura em relação à sua atitude para com seus próprios pontos fortes e fracos: “Uma pessoa madura é alguém suficientemente madura sobre si mesma para conhecer tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos, e que criou um programa planejado para vencer seus pontos fracos...” Diz a Bíblia: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou”. (Rm 8.37.) Ele nos deu o Seu Santo Espírito a fim de fortalecer- nos em nossas fraquezas, a fim de nos poder usar. Agora examinaremos tanto nossas fraquezas em potencial quanto nossos pontos fortes. Conhecer tanto seus pontos fortes quanto os fracos é o primeiro passo gigantesco para você tornar-se a pessoa madura que sempre quis ser. O gráfico que estudamos anteriormente alista vários pontos fortes e as mais proeminentes fraquezas de cada temperamento. Há mais a estudarmos, mas com base em meus testes aconselhando a milhares de pessoas, e em muitos anos de observações, selecionei esses como os mais comuns. Primeiramente examinemos as forças de cada temperamento. Os Pontos Fortes do Faísca Sanguíneo O Faísca não é somente um extrovertido, mas também um super-extrovertido. Tudo quanto faz é superficial e externo. Ele ri em alta voz e domina toda a conversação, sem se importar se tem algo significativo para dizer ou não. Aprecia a notoriedade e é ótimo ao falar em público. Raramente espera que outros falem antes dele; geralmente inicia a conversação. A habilidade do Sr. ou Sra. Sanguíneo de responder a outras pessoas é instantânea. Se ele ou ela apanha outra pessoa olhando-o(a) sempre responde com um balanço da cabeça, uma piscadela ou uma saudação. Ninguém aprecia mais a vida do que o Faísca Sanguíneo. Ele parece nunca perder sua curiosidade infantil pelas coisas que o circundam. Até as coisas desagradáveis da vida podem ser esquecidas pela mudança de meio ambiente. É rara a ocasião em que ele não desperta com grande vivacidade, e geralmente é visto a assoviar ou a cantar ao longo de seu caminho. A característica natural do Sr. Sanguíneo, que produz tanto sua disposição quanto seu otimismo, foi definida pelo Dr. Hallesby, um europeu com autoridade no assunto, como segue: - “Ele se esquece facilmente do passado, e raramente se sente frustrado ou temeroso quanto às dificuldades futuras. A pessoa sanguínea é otimista”. Sente-se facilmente inspirado a engajar-se em novos planos e projetos, e seu entusiasmo, sem limites, com freqüência arrasta outras pessoas atrás de si. Se o projeto de ontem falhou, confia - em que o projeto de hoje terá sucesso definida- mente. Sua espontaneidade em cumprimentar as pessoas, dando as mãos ou tapinhas nas costas deriva-se basicamente de seu amor genuíno por elas. Ele sempre aprecia estar com outras pessoas, compartilhando de suas alegrias e tristezas, e gosta de fazer novos amigos. Ninguém causa à primeira vista uma melhor impressão. Uma das grandes vantagens do Sr. Sanguíneo é que tem um coração terno e compassivo. Ninguém responde mais genuinamente às necessidades dos outros do que o individuo sanguíneo. É capaz de compartilhar das experiências emocionais, tanto boas quanto ruins, de outras pessoas. Por natureza, sente ser fácil obedecer à ordem bíblica: “Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram”. (Romanos 12.15.) A sinceridade do Sr. Sanguíneo é por muitas vezes mal-entendida por outras pessoas. Essas pessoas são enganadas por suas súbitas mudanças de emoção, e deixam de compreender que ele está correspondendo genuinamente às emoções alheias. Ninguém pode amar ou esquecer você mais depressa do que o indivíduo sanguíneo. O mundo é enriquecido por essas pessoas animadas e responsivas. Quando motivados e disciplinados por Deus, os sanguíneos podem tornar-se grandes servos de Jesus Cristo. Pontos Fortes do Rocha Colérico O Sr. Colérico usualmente é um indivíduo autodisciplinado com uma forte tendência à autodeterminação. Ele confia muito em sua própria habilidade e também é muito agressivo. Uma vez que tenha embarcado em um projeto, tem a capacidade tenaz de se manter avançando teimosamente naquela mesma direção. Sua singeleza de propósito com freqüência resulta em alguma realização. O colérico dedica-se quase exclusivamente aos aspectos práticos da vida. Para ele, tudo é considerado à luz do seu propósito prático, e sente-se mais feliz quando se ocupa de algum projeto digno. Tem uma mente arguta para a organização, mas sente que o trabalho detalhado é cansativo. Muitas de suas decisões são tomadas intuitivamente, e não pelo raciocínio analítico. O Sr. Colérico tem forte vocação para liderança. Sua vontade poderosa tende a dominar um grupo, ele é um bom juiz das pessoas, e é rápido e ousado nas emergências. Não somente aceita posições de liderança, quando essas posições lhe são impostas, mas também será, com freqüência, o primeiro a se apresentar como voluntário para as mesmas. Se ele não se tornar por demais arrogante ou mandão, outras pessoas responderão bem às suas orientações práticas. Quando o Rocha resolve fazer alguma coisa, nunca desiste. E quando seu otimismo resulta em alguma impossibilidade, teimosamente traça outro caminho. E se as pessoas não concordarem com ele, isso será ruim demais - fará tudo, com ou sem elas. O que outras pessoas pensarem sobre ele ou seus projetos fará pouca diferença. Ninguém é mais prático do que um indivíduo cole rico. Ele parece possuir uma mentalidade utilitária. A atitude do Sr. Colérico na vida, com base t em seus sentimentos naturais de autoconfiança é, quase sempre, uma atitude de otimismo. Tem um espírito tão aventureiro que não pensa em nada ao deixar uma posição segura em lugar do desafio do desconhecido. A adversidade não o desencoraja, antes, aguça o seu apetite e torna-o ainda mais determinado a atingir o seu objetivo. Os PontosFortes do Martinho Melancólico Normalmente o indivíduo melancólico tem o mais alto quociente de inteligência entre os membros de sua família. Ele poderá ser músico, artista ou atleta. Algumas vezes você encontrará todas essas características em um único indivíduo. O Sr. Melancólico tem a natureza mais rica e mais “- sensível de todos os temperamentos. A maior porcentagem de gênios pertence à classe dos melancólicos mais do que a qualquer outro tipo. Ele se mostra particularmente excelente nas belas artes, com uma vasta apreciação pelos valores culturais da vida. É emocionalmente responsivo, mas diferente do sanguíneo, e inclinado ao pensamento reflexivo, através de suas emoções. O Sr. Melancólico é particularmente dado ao pensamento criativo, e durante altos picos emocionais com freqüência lança-se à invenção ou à produção criativa que seja digna e sã. O Sr. Melancólico tem fortes tendências perfeccionistas. Seus padrões de excelência geralmente ultrapassam os de outras pessoas; e seus requisitos de aceitabilidade muitas vezes são mais altos do que qualquer outra pessoa ou ele mesmo pode manter. As habilidades analíticas do individuo melancólico, combinadas com suas tendências perfeccionistas, tornam-no um “cão de caça quanto aos detalhes”. Sempre que algum projeto é sugerido, o Sr. Melancólico pode analisá-lo em poucos momentos e desvendar todo o problema em potencial. Sempre poderemos depender de um sujeito melancólico, pois ele terminará seu trabalho no tempo prescrito e poderá carregar sua parte da carga. O Sr. Melancólico raramente busca a notoriedade, mas prefere fazer a tarefa por detrás das cenas Com freqüência escolhe uma vocação muito sacrifical para a sua vida, pois tem um desejo incomum de dedicar-se ao aprimoramento de seus semelhantes. Mostra-se reservado, e raramente se apresenta como voluntário de suas opiniões ou idéias. O Sr. Melancólico é um indivíduo extremamente auto-disciplinado. Raramente come demais ou se entrega a seus próprios confortos. Quando se ocupa em alguma tarefa, trabalha acompanhando o relógio para satisfazer prazos e padrões auto-impostos. Ele pode entrar em profunda depressão, depois de ter terminado um grande projeto. Isso porque se negligenciou, enquanto acompanhava a tarefa chegar a seu ponto final, perdendo o sono, apetite e diversão, ficando literalmente exausto, tanto física quanto emocionalmente. Devido ao seu alto comprometimento com a responsabilidade no trabalho, pode ter sua saúde emocional afetada. Os Pontos Fortes de Filipe Fleumático O simples fato de ser super-introvertido não significa que o fleumático não seja um indivíduo forte. Na verdade, a natureza calma’ e sem agitação de um indivíduo fleumático é uma vantagem vital. Existem coisas que ele pode fazer e vocações que pode seguir que os extrovertidos nunca poderiam fazer. Os fleumáticos raramente saltam antes de olhar. Eles são pensadores e planejadores. Filipe nasceu um diplomata. Conciliador por natureza, não gosta de confrontações e prefere negociar a lutar. Tem a tendência de conciliar os indivíduos hostis e os exaltados e é um exemplo clássico de que “a resposta branda desvia a ira”. O humor tranqüilo do indivíduo fleumático impede-o de envolver-se profundamente com a vida, de maneira que por muitas vezes pode ver humor nas experiências mais mundanas. Parece que é dotado de um grande senso de humor, animação e imaginação. Pode-se depender inteiramente do Sr. Fleumático, e ele estará sempre em seu próprio “eu” animado e de boa natureza, e cumprirá suas obrigações nos prazos fixados. Tal como o indivíduo melancólico, é um amigo muito fiel, embora não se envolva muito com os outros; raramente mostra ser desleal. O Sr. Fleumático também é prático e eficiente. Não se inclinando a tomar decisões súbitas, procura encontrar a maneira prática de alcançar um objetivo sem fazer muito esforço. Geralmente faz melhor seu trabalho sob circunstâncias em que os outros temperamentos usariam de maior esforço. Seu trabalho sempre traz a marca da arrumação e da eficiência. Embora não seja um perfeccionista, tem padrões excepcionalmente altos de exatidão e precisão. A capacidade administrativa e de liderança de um sujeito fleumático é raramente descoberta porque ele não é assertivo. Mas quando recebe a responsabilidade, tem uma real habilidade de fazer as pessoas trabalharem juntas produtivamente, e de maneira organizada. Sumário A variedade de pontos fortes providos pelos quatro tipos de temperamento mantém o mundo a funcionar apropriadamente. Nenhum temperamento é mais desejável do que outro. Cada um deles tem seus pontos fortes vitais e faz sua contribuição digna à vida. Numa brincadeira, alguém salientou esta seqüência de eventos que envolve os quatro temperamentos: “O impulsivo colérico produz as invenções do melancólico que é inteligente como um gênio, que são vendidas pelo sujeito sanguíneo e bem apessoado, e desfrutados pelo despreocupado fleumático”. Os pontos fortes dos quatro temperamentos tornam cada um deles atrativo, e podemos ser gratos porque todos possuímos alguns deles. Mas a história contém mais do que isso! Por mais importantes que eles sejam, mais importantes ainda, para o nosso propósito, são suas fraquezas. Nossa intenção ao assim fazer deve ser ajudar-lo a diagnosticar suas próprias fraquezas e desenvolver um programa planejado para vencê-las. Não tenha medo de ser objetivo quanto a você mesmo, ou de enfrentar seus pontos fracos. Muitas pessoas já decidiram a qual temperamento básico pertencem (nesta altura de nossos estudos), mas mudaram de idéia quando se confrontaram com suas desagradáveis fraquezas. Os pontos fortes são acompanhados por fraquezas correspondentes, que devem ser enfrentadas de modo realista. Então deixe que Deus faça alguma coisa para melhorá-las. Fraquezas dos Temperamentos Sem dúvida, esta será a seção mais dolorosa deste livro, pois ninguém gosta de confrontar-se com suas fraquezas. Mas se pensarmos em nós mesmos somente em termos de pontos fortes quanto ao nosso temperamento, desenvolveremos uma visão falha a nosso respeito. Todos temos nossas próprias fraquezas. As Fraquezas dos Sanguíneos Geralmente, no colégio, os sanguíneos são voltados como “os mais tendentes a vencer”; mas geralmente falham ao longo da vida. A tendência a serem eles dotados de vontade fraca e de serem -“ indisciplinados, finalmente é capaz de destruí-los, a menos que essa seja vencida. Visto que são altamente emotivos, possuem charme natural, e inclinam-se a ser o que certo psicólogo chamou de “tocadores” (pois tendem a tocar nas pessoas, quando falam com elas), comumente exercem uma grande atração sobre o sexo oposto e, em conseqüência, sofrem mais tentações sexuais do que os demais tipos de temperamentos. A debilidade da vontade e a falta de disciplina torna mais fácil para eles serem enganadores, desonestos e indignos de confiança. Tendem também a comer demais e ganhar peso, sendo o tipo mais difícil de permanecer em alguma dieta. Alguém já decretou: “Sem autodisciplina não há sucesso”. A falta de disciplina dos sanguíneos é sua maior fraqueza. O único temperamento mais emocional que dos sanguíneos é o do melancólico, mas ele não se expressa tão facilmente como os Faísca Sanguíneos. Não somente podem os sanguíneos chorar diante da queda de um chapéu como por outras pequenas coisas. “A esposa de um jogador profissional de futebol não assiste com ele a um filme triste porque o choro dele a embaraça!”, mas sua faísca de ira pode, instantaneamente, tornar-se um inferno. Uma ausência de consistência emocional limita-os vocacionalmente, e por certo os destrói espiritualmente. Porém, quando são cheios do Espírito, tornam-se “novas criaturas”, indivíduos sanguíneos emocionalmente controlados. Todo ser humano é perseguido pelo egoísmo, ‘mas os indivíduos sanguíneos enfrentam uma dose dupla do problema. Eis porque um Faísca cheio do Espírito é facilmente conhecido: mostrará um espírito desnatural de humildade queé reconfortante. As pessoas sanguíneas são notoriamente desorganizadas, e sempre estão se movimentando. Raramente planejam as coisas com antecedência e usualmente aceitam-nas conforme vão surgindo. Poucas vezes tiram proveito dos erros passados e olham para o futuro. É conforme disse certo homem: - “Eles são um acidente desorganizado, esperando acontecer”. Quer os sangüíneos trabalhem ou não, suas coisas acham-se em uma desastrosa confusão. Nunca podem encontrar seus instrumentos, embora estejam precisamente onde os deixou. A garagem, o dormitório, o escritório e a sala de estar deles são áreas desastrosas, a menos que tenham uma esposa eficiente e uma secretária disposta a pegar as coisas e arrumá-las. Seu egoísmo geralmente os faz vestirem-se luxuosamente, mas se seus amigos e clientes pudessem ver o quarto deles, temeriam que alguém pudesse morrer lá dentro. Como é que eles suportam esse tipo de vida? À maneira como os Sanguíneos manuseiam todas as confrontações causadas por seu temperamento - um sorriso desarmado, umas pancadinhas nas costas, uma história engraçada e uma passagem desassossegada para a próxima coisa que desperte seu interesse. Os indivíduos sanguíneos nunca se tornam perfeccionistas, mas o Espírito de Deus pode trazer mais planejamento e ordem a suas vidas. E quando isso acontece, tornam-se pessoas muito mais felizes - não somente com outras pessoas, mas também consigo mesmas. Por trás daquela personalidade super-extrovertida que com freqüência domina outras pessoas, dando-lhes uma falsa reputação de pessoas de grande autoconfiança, os sanguíneos são, na realidade, pessoas bastante inseguras. Sua insegurança é, muitas vezes, a origem de sua profanidade vil. Os indivíduos sanguíneos geralmente não temem as injúrias pessoais e com freqüência entregam-se a feitos extremados de ousadia e heroísmo. Seus temores ocorrem mais nas áreas da falha pessoal, da rejeição ou da desaprovação. Eis por que por muitas vezes seguem uma exibição inconveniente com uma declaração igualmente destituída de sentido. Ao invés de enfrentar a desaprovação de outrem, esperam cobrir a primeira gafe com algo que será aprovado. Talvez a característica mais traiçoeira dos indivíduos sanguíneos, que realmente suprime seu potencial espiritual, é a sua consciência fraca ou flexível. Geralmente são capazes de falar a outros levando-os a pensar como eles, ganhando a reputação de serem os maiores artistas de circo. E quando as coisas dão erradas, não encontram qualquer dificuldade em convencerem- se de que tudo quanto fizeram estava justificado. Eles “distorcem a verdade” até que qualquer similaridade entre sua história e os fatos torne-se totalmente uma coincidência; e, no entanto, isso raramente os deixa perturbados, pois convencem-se a si mesmos para crer que “o fim justifica os meios”. Outras pessoas acham incrível que eles possam mentir, enganar ou furtar, mas raramente suportam uma noite mal dormida. Eis por que às vezes eles caminham por sobre os direitos de seus semelhantes, e raramente hesitam em tirar vantagem de outras pessoas. Mais cedo ou mais tarde, os sanguíneos tecem uma teia de engano que produzirá sua própria destruição. Diz a Bíblia: “Não vos enganeis; de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear isso também ceifará”. (Gálatas 6.7.) A única maneira de um homem resolver esse problema é concentrar a atenção sobre a verdade e a honestidade. Cada vez que um homem mente ou engana, isso torna-se mais fácil - e a próxima tentação será maior ainda. Os sanguíneos têm enorme pendor para o exagero e o embelezamento. E o engano visível e antigo envolve-os mais rapidamente em seu casamento e sua família. Embora possam enganar àqueles que os vêem apenas ocasionalmente, é impossível para eles enganar dessa maneira, a vida toda, sem mostrar a sua esposa e a seus filhos que então já não podem confiar em sua palavra. Um dos nove blocos de construção em qualquer relacionamento de amor de acordo com 1 Coríntios 13.4-8 é a confiança. Parte da razão pela qual nosso Senhor e as Escrituras falam muito sobre a honestidade é que essa questão não somente produz consciências limpas para todas as necessidades humanas, mas também cria uma espécie de alicerce sobre o qual são edificadas, duradouras e desfrutáveis relações interpessoais. As Fraquezas dos Coléricos Os coléricos são pessoas extremamente hostis. Alguns aprendem a controlar sua ira, mas o impulso da violência é sempre uma possibilidade para eles. Se sua vontade não for ensinada a ser controlada por seus pais, quando crianças, eles desenvolverão hábitos tumultuosos e possessivos, que os perseguirão pela vida inteira. Não será preciso longo tempo para aprenderem que outras pessoas usualmente têm medo de suas explosões de ira, e assim passam a usá-la como uma arma para obter o que quiserem - o que, afinal, é seu caminho natural. Os indivíduos coléricos podem causar dor a outros e podem desfrutar disso. As esposas têm medo deles, e eles aterrorizam os filhos. Os Rocha Coléricos com freqüência me faz lembrar um passeio pelo Mount Vesuvius, que constantemente transborda até que, provocado, ele cospe fora a amarga lava sobre todos e tudo. Eles são batedores de portas, esmurradores de mesas e inconvenientes. Qualquer pessoa ou coisa que se intrometa no caminho deles, retarde seu progresso e deixe de realizar algo segundo o nível de suas expectativas sentirá a ira do indivíduo colérico. Ninguém profere comentários mais mordazes do que um colérico sarcástico! Eles estão sempre prontos, com um comentário cortante que pode causar a insegurança e devastar os menos combativos. O próprio Faísca Sanguíneo não é páreo para ele, porque o Faísca não é cruel ou mal. Os Rocha raramente hesitarão em afastar alguém com seus ataques verbais, cortando-o em pedacinhos. Em conseqüência, eles deixam uma vereda de psiques destroçadas e egos quebrados, por onde quer que passem. Os coléricos felizes (bem como os membros de sua família) são aqueles que descobrem que a língua é ou uma arma terrível de destruição ou um instrumento para curar. Uma vez que aprendem a importância de sua aprovação verbal e encorajamento a outros, buscarão controlar a sua fala - até que se irem, onde descobrem, juntamente com o apóstolo Tiago, que: “a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero”. (Tiago 3.8.) A facilidade de discurso e um espírito raivoso combina para fazer com que pessoas coléricos sejam muito profanos. A bondade humana não faz parte dos indivíduos coléricos. Eles são menos afetuosos de todos os temperamentos e tornam-se emocional- mente indiferentes diante de qualquer exibição pública de emoção. Para os coléricos, a afeição conjugal significa um beijo durante o casamento e a cada 5 anos. Sua rigidez emocional poucas vezes permite-lhe a expressão de lágrimas. Geralmente eles param de chorar com a idade de onze ou doze anos, e acham dificuldade em compreender outras pessoas que são levadas às lágrimas. Similar à sua ausência natural de afeição é a tendência de mostrarem-se insensíveis para com as necessidades alheias e sua falta de consideração para com seus sentimentos. Porém, quando aprendem a ser sensíveis e cheios de consideração, podem ser grande bênção para seus semelhantes, porquanto, conforme já pudemos ver, o que pensam sobre os outros reveste-se de importância vital para eles. Por sua própria natureza, os Rocha Coléricos têm o couro de um rinoceronte. Entretanto, o Espírito de Deus pode torná-los “bondosos de coração...” A determinação natural dos coléricos é uma qualidade do temperamento que os põem em boa situação por toda a vida, mas pode torná-los cheios de opiniões, cabeças duras. Visto que têm um senso intuitivo, tornam posições rapidamente (sem a análise adequada e sem qualquer deliberação); e uma vez que se decidam, é quase impossível mudá-los. Nenhum outro tipo de temperamento tipifica melhor o velho clichê que diz: “Não me confunda com os fatos; minha mente está feita”.Uma das características indesejáveis dos coléricos envolve a sua inclinação a mostrar- se astucioso se necessário for, para conseguir seu próprio caminho. Eles raramente aceitam um “não” como resposta, e sempre apelarão para quaisquer meios necessários para atingir suas finalidades. Se tiver que jogar com seus1 números e distorcer a verdade, não hesitarão, pois para eles o fim justifica os meios. Visto que facilmente chegam a conclusões, encontram grande deleite por tomar decisões por outras pessoas, forçando-as a conformar-se à vontade deles. Se você estiver trabalhando para um colérico, raramente perguntará o que ele quer que você faça, pois lhe falará sobre isso por cinco vezes, antes das oito e meia da manhã - e com a máxima determinação que puder. Os Rocha Coléricos são pessoas muito eficazes se não for permitido que seus pontos fracos criem raízes, antes de se tornar um estilo de vida dominante. Quando são cheios do Espírito, porém, suas tendências à voluntariedade e à aspereza são substituídas por uma gentileza que mostra claramente que eles são controlados por alguma outra coisa além de seu próprio temperamento natural. Desde os dias do apóstolo Paulo até o presente, tanto a Igreja de Jesus Cristo como a sociedade tem-se beneficiado muito com essas pessoas ativas e produtivas. Muitas de nossas grandes instituições eclesiásticas foram fundadas por coléricos aventureiros. Mas se quiserem ser eficazes no serviço de Deus, terão que aprender melhor os princípios divinos de produtividade. As Fraquezas dos Melancólicos As admiráveis qualidades de perfeccionismo e consciência dos coléricos com freqüência trazem consigo as sérias desvantagens do negativismo, do pessimismo de um espírito de crítica. Qualquer um que já tenha trabalhado com um melancólico habilidoso pode prever que sua primeira reação, diante de qualquer coisa, será negativa ou pessimista. Essa é a característica que limita as realizações profissionais dos melancólicos mais do que qualquer outro fator. No minuto em que uma nova idéia ou projeto é apresentado, sua capacidade analítica se acende e é como se eles esquentassem cada problema e dificuldade encontrados nesse esforço. A crítica é, em minha opinião, a influência mais danificadora sobre a mente de uma pessoa. E os melancólicos precisam combater constantemente esse espírito. Também tenho observado que as crianças mais psicologicamente perturbadas vêm de pais predominantemente melancólicos ou coléricos. Os coléricos são difíceis de se agradar; os melancólicos são impossíveis de satisfazer. Mesmo quando as crianças trazem para casa notas escolares “B” ou “B+”, os pais fazem uma cara de insatisfação porque eles não obtiveram “A”. Em lugar de elogiarem suas esposas e as encorajarem, os melancólicos criticam, censuram e repreendem-nas. E mesmo quando percebem quão importante é que aprovem tanto sua esposa quanto seus filhos, é difícil para eles oferecerem aprovação porque não podem suportar a hipocrisia de dizer algo que não seja cem por cento verdadeiro. O mesmo padrão elevado geralmente volta-se para dentro dos melancólicos, tornando-os muito insatisfeitos consigo mesmos. O auto-exame, naturalmente, é algo saudável para qualquer cristão que queira andar no Espírito, pois através disso ele ganha a percepção de que deve confessar seus pecados e buscar o perdão do Salvador (ver 1 João 1.9.) Mas os indivíduos melancólicos não se satisfazem em examinar a si mesmos; eles dissecam-se com uma barragem contínua de introspecção até não ter mais autoconfiança ou auto-estima. Eles costumam comparar-se com outros quanto à aparência, talento e intelecto, sentindo invariável deficiência, porque nunca lhes ocorre que estão se comparando com as melhores características de outras pessoas, e deixam de avaliar os pontos fracos dos outros. Eles vivem examinando sua vida espiritual, e, normalmente, sentem que estão aquém da média, em sua própria mente. Isso os impede de desfrutarem de confiança defronte de Deus. Os indivíduos melancólicos acham difícil acreditar que são “aprovados por Deus”, basicamente porque, raramente, podem aprovar a si mesmos. Essa característica auto-centralizada, faz com que os indivíduos melancólicos tornem-se frágeis e fiquem muito sensíveis, em certas ocasiões. Embora não expressem tão livremente a sua ira, como os sanguíneos ou os coléricos, eles são muito capazes de ficarem explodindo de raiva, sob a forma de pensamentos vingativos e de ataques de perseguição. Se uma pessoa der licença a esses sentimentos por muito tempo, isso pode torná-la uma maníaco-depressiva, ou, pelo menos, isso pode irromper em uma explosão de ira que em muito difere de sua natureza normalmente gentil. Uma das mais proeminentes características dos melancólicos diz respeito às suas mudanças de humor. Em algumas ocasiões eles estão tão superiores que agem como se fossem indivíduos sanguíneos; mas em outras ocasiões estão tão inferiores que sentem que estão escorregando por baixo da porta, em vez de abri-la. E quanto mais idosos vão ficando (a menos que sejam transformados por uma relação vital com Jesus Cristo), tanto mais se inclinarão a experimentar atitudes negativas. Nesses períodos se mostrarão melancólicos, irritáveis, infelizes, e será impossível de satisfazê-los. Tais atitudes torna-os particularmente vulneráveis à depressão. Há três anos li um artigo sobre a depressão, na revista Newsweek, que dizia: “A depressão é a epidemia emocional de nossos tempos. De cinqüenta a setenta mil indivíduos deprimidos cometem suicídio a cada ano”. (N. E: Recomendamos a leitura de “Vencendo a Depressão”.) Qualquer pessoa com um problema de depressão, particularmente se for do tipo de temperamento melancólico, deveria fazer de 1 Tessalonicenses 5.18 um estilo de vida: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Pois ninguém pode regozijar-se e dar graças por alguma coisa ao mesmo tempo em que mantém um estado de depressão. Nenhum outro tipo de temperamento mostra-se tão inclinado a ser rígido, implacável e sem entrar em compromissos, ao ponto da falta de razão, como os melancólicos. Eles mostram-se intolerantes e impacientes com aqueles que não vêem as coisas à sua maneira; e, em conseqüência disso, acham difícil serem jogadores de equipe, e são antes solitários no mundo dos negócios, embora em casa o quadro seja diferente. Uma esposa ou filhos sujeitos a tão rígidos padrões tornam-se inseguros e infelizes, e algumas vezes cedem completamente ao marido ou pai. Mas, uma vez que eles aprendam que a flexibilidade e a cooperação são o óleo que faz as relações interpessoais correrem suavemente, eles serão homens muito mais felizes, e assim também, as pessoas ao seu redor. Já pudemos ver que os tipos melancólicos são idealistas, característica que alistamos como um ponto forte. Entretanto, essa característica, por outro lado, pode ser impraticável e teórica, geralmente fazendo campanhas por um ideal que é tão altruísta que nunca funciona. Os indivíduos melancólicos sempre deveriam sujeitar seus planos ao teste da praticalidade. Deus tem usado muitos melancólicos que Lhe apresentaram seus talentos disponíveis. De fato, muitas dos personagens da Bíblia eram indivíduos melancólicos. Entretanto, a chave para o sucesso deles não era o temperamento, os talentos ou os dons deles, mas sua disposição aos cuidados do Espírito Santo e na sua direção. As Fraquezas dos Fleumáticos A mais óbvia das fraquezas do Filipe Fleumático foi aquela que levou Hipócrates (o originador da idéia dos quatro temperamentos) a rotulá-la de fleuma (lento ou preguiçoso), é sua aparente falta de impulso ou ambição. Embora eles sempre pareçam fazer aquilo que é esperado de sua parte, raramente farão mais do que isso. Poucas vezes instigam uma atividade, mas pensam ou apresentam desculpas para evitar envolver-se nas atividades de outras pessoas. Mais do que todos os outros tipos de temperamentos, os fleumáticos são vulneráveis à lei da inércia: “Umcorpo em descanso tende a manter-se em descanso”. Eles precisam reverter essa tendência com uma atividade premeditada. Tanto eles quanto seus familiares se beneficiarão diante de tais esforços. Ninguém gosta de ser ferido, e isso acontece particularmente com os Filipe Fleumáticos. Embora não sejam tão sensíveis quanto os melancólicos, aprendem cedo, a viver como uma tartaruga - ou seja, criam uma carapaça dura de auto-proteção que os escudam de todas as tristezas ou afrontas externas. Mas até mesmo uma tartaruga poderia dar aos Filipe um valioso conselho: “Você nunca poderá ir a lugar algum a menos que estique o seu pescoço”. E nem jamais ajudará a outra pessoa a menos que se arrisque à possibilidade de receber uma injúria emocional. Uma das menos óbvias fraquezas dos tipos fleumáticos é o egoísmo. Todos os tipos de temperamentos enfrentam o problema do egoísmo, mas os Filipe Fleumáticos são particularmente afligidos com essa deficiência, embora mostrem-se tão graciosos e apropriados que poucas pessoas que não convivem com eles tomam consciência disso. O egoísmo toma-os auto-indulgentes e despreocupados sobre a necessidade de seus familiares entregarem-se a alguma atividade. Ninguém pode ser mais teimoso do que os fleumáticos; mas eles se mostram tão diplomáticos a respeito que podem avançar até à metade de sua vida antes que as pessoas o detectem. Quase nunca confrontam-se abertamente com outra pessoa ou se recusam a fazer alguma coisa, mas de alguma maneira eles conseguirão desviar-se das exigências que lhes quiserem impor. Na administração eclesiástica tenho encontrado esses indivíduos graciosos, bondosos e plácidos ficarem quase exasperados em certas oportunidades. Eles sorrirão quando alguém detalhar-lhes o programa, e até balançarão afirmativamente a cabeça, como se estivessem compreendendo tudo: mas então sairão dali e ignorarão a ordem. Eles simplesmente farão as coisas à sua maneira - de modo bastante afável e com menos contenção do que qualquer dos demais temperamentos, mas tudo à sua maneira. Em uma situação doméstica, os fleumáticos nunca gritam e nem discutem; apenas arrastam seus pés ou ajeitam as pernas, e não se mexem mais. Por baixo da superfície graciosa dos fleumáticos diplomatas, pulsa um coração muito temeroso. Eles são guerreiros por natureza que parecem interpretar erroneamente o trecho de Filipenses 4.6, como se o mesmo dissesse: “Andai ansiosos por tudo; e mediante a preocupação e o temor permiti que vossas petições sejam conhecidas do Senhor”. Essa tendência ao temor com freqüência impede os fleumáticos a se aventurarem para fora de si mesmos, fazendo pleno uso de sua potencialidade. O temor impede que os fleumáticos exerçam ministérios na igreja. Estou convencido de que eles gostariam de ensinar, cantar no coro e aprender a compartilhar de sua fé, mas o medo os prende em sua letargia. Um dos pontos fortes do Espírito Santo é a fé, que dissolve os nossos temores. Um resultado saliente da leitura e do estudo da Palavra de Deus é uma fé crescente. A maioria das pessoas teme o fracasso, mas aqueles que obtêm sucesso em servir eficazmente a Deus substituem seus temores pela fé. Descobri que valeu a pena o tempo que passei tentando motivar os fleumáticos a trabalharem na igreja. Eles compõem bons membros da junta e são bons criadores de normas, bem como excelentes professores de Escola Dominical e superintendentes de departamento. Uma vez que se dediquem, tornam-se pessoas de quem podemos depender, obreiros por muitos e muitos anos. A tarefa difícil consiste em fazê-los concordarem com alguma tarefa, em primeiro lugar. Sumário Agora você já tem as más notícias - todos os tipos de temperamentos têm seus pontos fracos - cerca de dez, cada um. Mas há um poder que pode capacitá-lo a melhorar o seu temperamento. Continue a leitura. Capitulo 4 Neutralizando Seus Pontos Fracos Compreendamos uma coisa sobre os tipos de temperamentos - eles nunca mudam. Se os genes de seus pais se combinaram para fazer de você um ColSan, um Melfle ou um SanMelFle, você nunca será de outro jeito. Tal como sua aparência, sua altura, e seu quociente de inteligência, seu temperamento será uma parte de você enquanto viver. E lembre-se de que seu temperamento provavelmente terá mais a ver com seu atual comportamento do que qualquer outro fator em sua vida, O resto será resultante de seu treinamento na infância, no seu lar, dependendo do tipo de educação, de suas motivações e de outros fatores similares. A fórmula abaixo colocará juntas todas essas coisas para você. Fórmula do Comportamento Quando você considerar essa fórmula, provavelmente ficará muito perplexo diante da percepção de que tem bem pouco controle sobre a maior parte de sua essência. Não se deixe enganar! É verdade que você não poderá alterar seu temperamento, mas nessa fórmula existem três coisas que poderá controlar, e isso quer dizer que poderá ser aprimorado o seu temperamento e modificada a sua vida: as motivações, a sua atitude mental e os seus hábitos. O Seu Potencial de Motivação Quando Deus criou Adão, Ele o fez tornar-se diferente de todas as outras criaturas vivas. Ele lhe deu uma “alma”. Essa alma não somente tem uma capacidade para Deus, mas também é uma fonte de motivações externas que não é aproveitada pela maioria das pessoas de nossos dias. Mas isso explica a tremenda transformação que ocorre nas pessoas quando elas têm uma experiência de “novo nascimento” com Jesus Cristo. Para compreendermos isso, teremos que visualizar as quatro partes da natureza humana, conforme descrita na Bíblia. Jesus Cristo sabia mais sobre a natureza humana do que qualquer pessoa que já viveu. (Ele deveria sabê-lo, por ter sido Ele o Criador do homem, no princípio.) E Ele mesmo foi quem disse: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” (Marcos 12.30.) Note cuidadosamente os quatro aspectos da natureza humana: coração, alma, entendimento e força. Observe esses quatro aspectos no próximo quadro. Seu temperamento herdado provavelmente reside no coração, onde ele influencia a sua maneira de pensar - não o conteúdo dos pensamentos. Essa maneira de pensar é influenciada pela mente, pela alma e pelo coração. É isso que a Bíblia indica quando fala sobre “a carne”, “a natureza” ou “o homem natural”. Cristo não é o homem natural; Ele está fora da vida dos homens. Ele bate à porta de nossa vida através da convicção do Espírito Santo na pregação, por meio de folhetos, rádio, televisão, testemunhos pessoais etc. Mas se o Espírito de Deus não está dentro do ser humano, este experimentará a culpa, o temor, o vazio, a miséria, a falta de propósito, a confusão e outras coisas negativas retratadas na página anterior. A quantidade de sentimentos negativos dependerá da voluntariedade e da pecaminosidade de cada indivíduo. Sua maior necessidade é o seu vazio - o seu “vácuo na forma de Deus” que está vazio, e que Pascal declarou que está no coração de cada individuo e que só pode ser cheio por Jesus Cristo. Esse vazio, que é um importuno para a humanidade, durante a vida inteira engana o individuo não somente fora da presença de Deus em sua vida, mas também fora de Seu poder para melhorar o seu temperamento. Deus nunca força o Seu caminho para dentro da vida de uma pessoa; Ele deixa que cada individuo decida se quer ou não receber a Cristo como Seu Salvador e Senhor. Mas se você confiar que Jesus Cristo morreu por seus pecados e ressuscitou ao terceiro dia, você poderá arrepender-se humildemente de seus pecados e submeter-se á vontade dEle, e fazer uma oração simples e bela que diz: “O Deus, sei que sou um pecador e que tenho desobedecido voluntariamente a Tua vontade, por muitas vezes. Confio, porém, que o Senhor morreu pelos meus pecados e que ressuscitou para que eu tivesse a vida eterna. Portanto, convido-Te para que entres em minha vida para perdoar- me os meus pecados e dirigir-me no futuro. Hoje entrego- me a Ti”.“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber aos que crêem no seu nome.” (João 1.12.) Todos quantos confiam nEle nascem de novo e passam a ter duas naturezas. A nova natureza é o novo homem em Cristo, abrindo uma nova e inteira fonte de poder. A velha natureza continuará querendo pecar. Ambas as naturezas estão vivas. Qual delas o estará dominando dependerá de como você vai alimentá-las. Se você alimentar a velha natureza com o alimento da cultura doente pelo pecado que nos circunda, não se surpreenda quando as fraquezas de seu temperamento vierem a dominá-lo. Se, por outro lado, você alimentar sua nova natureza com o alimento espiritual da Palavra de Deus e com as coisas pertencentes a Deus, sua nova natureza se tornará tão dominante que ela vencerá os pontos fracos naturais de seu temperamento, capacitando Deus a fazer um uso máximo de seus pontos fortes ou talentos naturais. Quem Está Exercendo o Controle? Ouvimos muito em nossa cultura humanística: “exercer o controle sobre a sua vida”. Isso soa bem a princípio, mas se você examinar mais profundamente esse culto dos auto-atualizadores, encontrará o pior pecado de todo - o egoísmo. Deus quer controlar a sua vida. Ele não faz segredo disso. Ele nos desafia: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1,2.) Quem controla a sua vida? Não é difícil de dizer. Pergunte a si mesmo: “Faço aquilo que Jesus Cristo quer ou o que eu quero?” Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. E ridículo cantar: “Oh, como amo a Jesus”, ao mesmo tempo em que fazemos o que nos parece melhor em nossa vida. Quando Cristo está no controle, você fará aquilo que Ele diz em Sua Palavra. Três Estilos de Vida Modernos Só existem três estilos de vida atualmente. Você deveria analisar qual é o e se os resultados são aqueles que realmente quer. Note a similaridade de resultados do estilo de vida dos indivíduos acima, onde o “eu” está no trono. A única diferença real entre eles é que Cristo foi uma vez convidado na vida do cristão, e que o resultado disso o levará ao céu, quando morrer. Mas ele é tão miserável quanto o indivíduo que não conhece a Cristo. De fato, algumas vezes ele é mais miserável porque o Espírito Santo pode convencê-lo pelo lado de dentro. Ambos serão dominados pelas fraquezas de seus temperamentos naturais. A terceira ilustração mostra o indivíduo que rendeu o centro de sua vida a Cristo (ou, pelo menos, aquele cuja maior parte da vida vive desse modo - pois ninguém é perfeito). Todos nós cedemos ocasionalmente diante da carne, mas pelo menos essa terceira pessoa tem a capacidade de viver de acordo com seu potencial divino. Como Fortalecer Suas Fraquezas “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5.17.) Uma das premissas fundamentais da vida cristã é: “Quando um indivíduo natural é habitado por um poder sobrenatural, deveria ser diferente!” Pense sobre isso. Se Deus realmente está em sua vida, você é diferente em relação ao que seria sem Ele. Mas também é verdade que o crescimento ocorre lentamente. Não se observa muito crescimento em uma árvore frutífera, mas se aquela árvore estiver viva, irá crescendo. Assim também acontece ao cristão. Algumas vezes esse crescimento é dolorosamente lento. O Poder para Mudar O que será diferente depois que o Espírito Santo de Deus vier residir em você? Sua aparência? Infelizmente, não. Você ficará mais esperto? Não! O que mudará? As suas emoções. O Santo Espírito de Deus trará estabilidade emocional à sua vida. Paulo descreve isso nestas palavras: ‘Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. (Gálatas 5.22,23.) Quando você estiver estudando esses versículos, você descobrirá nove forças específicas que Deus provê ao cristão para capacitá-lo a vencer suas fraquezas emocionais. O cristão guiado pelo Espírito será emocionalmente controlado. As nove forças emocionais do temperamento cheio por Deus fazem de qualquer temperamento aquilo que Deus tencionava originalmente. Não importa qual seja o temperamento natural da pessoa. Qualquer homem cheio do Espírito Santo, quer seja sanguíneo, colérico, melancólico ou fleumático haverá de manifestar essas características espirituais, mas o Espírito transformará também seus pontos fracos. Essas nove características representam aquilo que Deus quer que cada um de seus filhos seja. Examinaremos cada uma delas em detalhes. Há um desejo no coração de todo filho de Deus de viver esse estilo de vida. Isso não resulta do esforço humano, mas é o resultado sobrenatural do Espírito Santo a controlar cada área de um cristão. Amor A primeira característica, do temperamento do homem cheio do Espírito, é o amor - o amor a Deus e aos nossos semelhantes. Disse o Senhor Jesus Cristo: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. “. (Marcos 12.30.). O amor a Deus que leva um homem a estar mais interessado no reino de Deus do que no reino material no qual ele vive é sobrenatural, pois o homem, por natureza, é uma criatura gananciosa. O cristão que diz que vive “cheio do Espírito”, mas não se comove diante do sofrimento alheio, está brincando consigo mesmo. Se tivermos o amor de Deus fluindo através de nós, isso beneficiará a outros ao nosso redor. Também preciso salientar que o amor que o Espírito de Deus provê faz-nos obedecer a Ele. Se você gosta de testar o seu amor a Deus, tente este método simples dado pelo Senhor Jesus: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Pergunte a você mesmo: “Estou sendo obediente aos Seus mandamentos, conforme me foram revelados em Sua Palavra? Se não, você não vive cheio do Espírito Santo. Alegria A segunda característica do temperamento do homem cheio do Espírito Santo é a alegria. Um certo teólogo deu este mandamento acerca da graciosa emoção da alegria: “Sim, a alegria é uma das virtudes cardeais cristãs; ela merece um lugar ao lado do amor. O pessimismo é uma grave falta. Mas não estamos falando sobre a alegria fugaz como aquela que o mundo aceita; mas estamos falando daquela que nasce da graça de Deus, da bênção que nos pertence, que não diminui pela tribulação...” A alegria provida pelo Espírito Santo não se limita pelas circunstâncias. Nenhum cristão pode ter alegria se depender das circunstâncias da vida. A vida cheia do Espírito é caracterizada por uma “olhada para Jesus, o autor e consumador de nossa fé”, que nos leva a saber que “em todas as coisas Deus opera pelo bem daqueles que O amam, daqueles que foram chamados de acordo com o Seu propósito”. (ver Romanos 8.28.) Nas Escrituras, a “alegria” e o “regozijo” não são o resultado do auto-esforço. Antes, resultam da operação do Espírito Santo em nossas vidas. “Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho”. (Salmos 4.7.) O apóstolo Paulo, escrevendo em um calabouço, disse: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos”. (Filipenses 4.4.) Qualquer indivíduo que se regozija em uma prisão, sem dúvida tem uma fonte sobrenatural de poder! Essa alegria sobrenatural está disponível para qualquer cristão, sem importar qual seja o seu temperamento natural ou básico. Disse o Senhor Jesus: “Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo”.(João 15.11.) Para nós, isso só é possível quando somos cheios do Espírito Santo. Martinho Lutero declarou: “Deus não gosta da dúvida e da rejeição. Ele odeia a doutrinamorta, os pensamentos tristonhos e melancólicos. Deus se alegra r-m corações animados. Cristo disse: ‘Alegrai-vos porque vossos nomes estão escritos no céu”. Paz A terceira característica do temperamento do homem cheio do Espírito é a paz. O quinto capítulo de Gálatas, descreve não somente as obras do homem natural, sem o Espírito Santo, mas também as suas emoções. Sua turbulência emocional é descrita por “inimizades, rivalidades, ciúmes, iras, discórdias, desavenças, facções...” Conforme você está notando, quanto mais um homem se afasta de Deus, menos conhece a paz. A “paz” referida aqui é, realmente, dupla. E a paz com Deus e a paz de Deus. O Senhor Jesus Cristo disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. (João 14.27.) A paz que Ele deixa conosco é a paz com Deus. “A minha paz vos dou” é a paz de Deus, porque no mesmo versículo Ele a define como a paz de um coração não-perturbado: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. E o versículo anterior descreve a vinda do Espírito Santo. O Espírito Santo é a fonte da paz. A paz com Deus é o resultado da salvação mediante a fé. O homem, fora de Jesus Cristo, nada conhece da paz em relação a Deus, porque seu pecado está sempre diante dele, e ele sabe que terá que prestar contas diante de Deus por ocasião do juízo final. Entretanto, quando esse indivíduo toma Jesus Cristo de acordo com Sua palavra e convida-O para a sua vida como Senhor e Salvador, Jesus Cristo não somente virá conforme Ele prometeu (ver Apocalipse 3.20), mas imediatamente o purificará de todos os seus pecados (ver 1 João 1.7,9.) “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5.1.) A paz de Deus, o antídoto para a preocupação, não é algo automaticamente possuído pelo cristão como a paz com Deus. Essa paz, que capacita o indivíduo a não se perturbar diante de circunstâncias difíceis, foi ilustrada pelo Senhor Jesus que estava dormindo profundamente na popa do barco, enquanto os doze discípulos estavam preocupados para além da racionalidade. Muitos inclinam- se à preocupação, complicando sua vida emocional, física e espiritual, enquanto que aqueles que confiam em Deus têm uma boa noite de sono, despertam tranqüilos e estão disponíveis para serem instrumentos nas mãos de Deus no dia seguinte. O simples fato de nos tornarmos cristãos não nos poupa das circunstâncias difíceis da vida. Entretanto, a presença do Espírito Santo em nossas vidas pode suprir um dos maiores tesouros da vida: a paz de Deus, apesar de quaisquer circunstâncias. O apóstolo Paulo tinha isso em mente quando escreveu estas palavras: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. (Filipenses 4.6,7.) O Espírito Santo deseja por conceder tal paz a todo cristão. Longanimidade A quarta característica do temperamento do homem cheio do Espírito é a longanimidade (também conhecida como paciência ou resistência). Ela pode ser caracterizada pela habilidade de suportar as injúrias ou sofrer repreensão ou aflição sem responder na mesma altura. É conforme o apóstolo Pedro disse acerca do Senhor Jesus: “. . .pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje...” (1 Pedro 2.23.) Uma pessoa longânime é aquela que pode fazer tarefas manuais, e difíceis, de modo gracioso - sem lamentações e revolta. Terminando sua tarefa ou sofrendo afrontas, manifesta o amoroso Espírito de Cristo. Benignidade A quinta característica do temperamento do homem cheio do Espírito é a benignidade, de acordo com a nossa versão brasileira. Trata-se de atos cheios de consideração, polidez, graciosidade, compreensão, tudo fluindo de um coração terno. O mundo no qual vivemos conhece bem pouco dessa ternura de coração. Resultado da compaixão do Espírito Santo por uma humanidade perdida e doente. O espírito gentil do Senhor Jesus contrastava com a atitude cruel dos discípulos para com as crianças que tinham sido trazidas por seus pais para serem abençoadas por Ele. As Escrituras dizem-nos que os discípulos repreenderam àqueles que os trouxeram, mas Jesus disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus”. (Marcos 10.13,14.) Um homem com essa gentil característica do Espírito Santo nunca faz perguntas como: “Por quantas vezes devo perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim?” ou então: “Não haverá um limite sobre o quanto uma pessoa deve resistir?” O Espírito Santo é capaz de nos conferir gentileza em face de todos os tipos de pressão. Jesus, que possuía o Espírito Santo “sem medida”, exemplificou-se como um pastor a cuidar gentilmente de uma ovelha ferida; e Ele, através de Seus seguidores, cuida de nós ternamente hoje em dia. Bondade A sexta característica do temperamento do homem cheio do Espírito Santo é chamada LI1 1 “bondade”. Essa é uma benevolência no seu 1 CI7’I)IW’‘ mais puro sentido. Inclui a hospitalidade, bem como todos os atos de bondade que fluem de um coração altruísta que está mais interessado em dar do que em receber. Em vez de trazer alegria à vida de alguma outra pessoa por um ato de gentileza, a pessoa auto-centralizada afunda profundamente cada vez mais no lamaçal do desânimo e da melancolia. Dwight L. Moody certa vez afirmou que era seu costume, após apresentar-se ao Espírito Santo, e pedir para ser guiado pelo Espírito, agir sob aqueles impulsos que vinham à sua mente, contanto que não violassem qualquer verdade conhecida das Escrituras. Realmente, essa é uma boa regra a ser seguida, porquanto paga ricos dividendos sob a forma de saúde mental na vida do cristão. Fidelidade A sétima característica do temperamento do homem cheio do Espírito é a fidelidade, um completo abandono nas mãos de Deus, e uma absoluta dependência a Ele. Esse é um perfeito antídoto para o temor, que causa a preocupação, a ansiedade e o pessimismo. Embora algumas versões digam aqui “fé”, alguns comentadores bíblicos dizem que está envolvida mais do que a fé, a saber, a fidelidade. Um homem que é inspirado pelo Espírito será fiel e digno de confiança. Muitos dentre o povo de Deus, como a nação de Israel, desperdiçam anos no deserto da vida porque não confiam em Deus. Pois um número muito grande de cristãos têm “visão de gafanhoto”. Eles se parecem com os dez espias infiéis que viram os gigantes na terra de Canaã e chegaram de volta ao acampamento de Israel chorando: “Éramos como gafanhotos aos olhos deles”. A Bíblia ensina-nos que há duas fontes de fé. A primeira fonte é a Palavra de Deus na vida do cristão. Afirma o trecho de Romanos 10.17: “E assim, a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Deus “. (Romanos 10.17.) A segunda fonte é o Espírito Santo. A fé é um dos frutos do Espírito. Se você achar que tem um temperamento que conduz a dúvidas, indecisão e temor, então, na qualidade de cristão, você poderá olhar para o preenchimento do Espírito Santo como uma providência divina que lhe proporcionará um coração fiel, que dissipará as emoções e as ações de sua natureza, incluindo o temor, as dúvidas e a ansiedade. Porém, será preciso algum tempo para isso; os hábitos são como correntes que prendem, mas Deus nos dá a vitória em Cristo Jesus: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”. (Salmos 27.14.) Mansidão A oitava característica do temperamento do homem cheio do Espírito é a mansidão. O homem natural é orgulhoso, egoísta e auto-cêntrico. Mas quando o Espírito Santo enche sua vida, este torna-se humilde, manso, submisso e facilmente atende a conselhos. O maior exemplo de mansidão é o próprio Senhor Jesus Cristo. Ele é o Criador do universo, e, no entanto, dispôs-se a humilhar-se, tendo tomado a forma de servo, e fazendo-se sujeito aos caprichos da humanidade, ao ponto da morte, para que pudesse comprar nossa redençãopelo Seu sangue. Vemos então o Criador do homem esbofeteado, ridicularizado, abusado e cuspido por Suas próprias criaturas. Não obstante, deixou-nos um exemplo de quem não revidava. A mansidão não nos é natural. Somente a presença sobrenatural do Espírito de Deus poderia fazer-nos reagir com mansidão às perseguições físicas e emocionais. Uma de nossas tendências naturais é nos impormos, mas até o mais arrojado temperamento pode ser controlado pelo preenchimento do Espírito Santo e fazer manifestar essa admirável qualidade da mansidão. Domínio Próprio A característica final do temperamento de todo cristão cheio do Espírito é o autocontrole ou domínio próprio. O domínio próprio resolve para o cristão o problema das explosões emocionais como a ira, a raiva, o temor e a inveja, além de levá-lo a evitar explosões emocionais de qualquer outro tipo. O temperamento controlado pelo Espírito será de consistência, confiabilidade e também será bem organizado. Ocorreu-me que cada um dos quatro tipos de temperamentos tem uma dificuldade comum que poderá ser vencida pela característica do domínio próprio. Esse ponto de fraqueza é uma vida devocional inconsistente e ineficaz. Nenhum cristão poderá ser um cristão maduro, em Cristo, permanentemente cheio do Espírito Santo, utilizável na mão de Deus, a menos que se alimente regularmente da Palavra de Deus. O Sr. Sanguíneo é por demais desassossegado e de vontade fraca, por natureza inconsistente para qualquer coisa como para dispor de algum tempo para fazer a leitura bíblica e de oração. O Sr. Colérico, por natureza, é um indivíduo tão autoconfiante que, mesmo depois de ter-se convertido, precisa de algum tempo para perceber o que o Senhor Jesus quis dizer ao declarar: “Sem mim nada podeis fazer”. O Sr. Melancolia é talvez o mais inclinado dos quatro tipos de temperamento a mostrar-se regular em sua vida devocional, excetuando que sua habilidade analítica põe- no a inquirir por alguma verdade abstrata, teológica, sobre algum ponto muito fino, ao invés de permitir que Deus fale com ele acerca de suas necessidades pessoais. E o Sr. Fleumático inclina-se a recomendar um tempo tranqüilo regular como parte necessária da vida cristã, mas se suas tendências à lentidão, à indolência e à indiferença não forem disciplinadas pelo Espírito Santo, ele nunca chegará a alimentar-se regularmente da Palavra de Deus. Enquanto o leitor examina essas nove admiráveis características do homem cheio do Espírito, não somente obterá um quadro do que Deus quer como também sua disposição em ajudá-lo a transformar-se apesar de seu temperamento natural. Entretanto, você deveria ter em mente que, o auto-esforço não pode transformar essas características negativas de nossas vidas sem o poder do Espírito Santo. Daí concluímos que o mais importante, na vida de qualquer cristão, é ser cheio do Espírito Santo. É minha convicção que Deus deu, pelo menos, um ponto forte do Espírito Santo para cada temperamento. Necessidades do Temperamento Sanguíneo O Faísca Sanguíneo precisa ao menos de seis frutos dos pontos fortes do Espírito para ser o homem ou a mulher que Deus quer que sejam. Por natureza, o sanguíneo é amoroso e compassivo, embora o Espírito de Deus redirecione e purifique esse amor. Por natureza, ele também é alegre, e também tem a característica natural da “bondade”; em outras palavras, ele ama fazer coisas boas por outras pessoas. Entretanto, a paz já é outra questão. Os sanguíneos são tão desassossegados por natureza, que precisam da paz sobrenatural de Deus, que somente o Espírito Santo lhes poderá suprir. Sempre que você ver um sanguíneo explosivo enfrentar as pressões pacificamente, você estará olhando para um milagre de Deus. A longanimidade, que basicamente significa resistência e permanência é estranha para a natureza de um indivíduo sanguíneo. Geralmente ele deixa um mar de projetos não- terminados para trás, a menos que seja cheio do Espírito. As características afogueadas do tipo sanguíneo são um tanto substituídas pela gentileza do Espírito de Deus. Uma evidência disso é o diálogo dele. Por natureza ele é seco, vociferador, mal-humorado para com as outras pessoas que ficam injuriadas ao receberem o golpe de suas piadas. A gentileza do Espírito de Deus, porém, suaviza sua língua injuriosa. Um dos principais problemas do Faísca Sanguíneo é o “ego”. Ele se considera o maior. Mas quando o espírito da mansidão passa a controlá-lo, deixa de pensar só em si mesmo mais do que deveria, adquirindo um traço de humildade que queima em sua alma; isso é outra evidência do poder sobrenatural de Deus. As menores características de uma personalidade sanguínea são seus temores e inseguranças secretos. Para tal indivíduo, a fé é uma fonte maravilhosa de bênçãos. Tenho visto o Espírito de Deus não somente suprir o espírito sedento de amor de uma pessoa sanguínea, mas dar-lhe a coragem diante das adversidades. Mas a primeira de todas as necessidades de um sanguíneo é o domínio próprio. Já vimos que seu problema natural de ausência de autodisciplina prova ser o motivo de sua derrota. Todos nós conhecemos uma pessoa sanguínea capaz, amável, carismática que nunca vive segundo toda a sua potencialidade, e que assim se destrói por falta de disciplina. Necessidades do Temperamento Colérico Se você escutar um indivíduo colérico, que dirige loucamente e se inclina para a atividade, poderá chegar à conclusão que ele não tem necessidades emocionais. Mas não acredite nisso. Essas pessoas insensíveis e irônicas têm muitas necessidades e todos ao redor delas desejam que elas sejam melhores. Já observei que os coléricos formam o único dos temperamentos que tem uma necessidade específica de sete dentre os nove “frutos” ou forças do Espírito Santo. Já vimos que o homem colérico é auto-disciplinado e longânimo por natureza. Você deve lembrar-se que dissemos que ele é dotado de forte vontade, determinado, voltado para os alvos e persistente. Essas características mantêm- se inabaláveis quando ele é controlado pelo Espírito Santo, porquanto inclina-se mais a seguir a Jesus plena, enérgica e coerentemente. Mas até mesmo aqui ele é vulnerável porque geralmente confunde a sua própria vontade com a vontade de Deus. A mais constante tentação do cristão colérico é ter em mente que fará algo e empurrará persistentemente nessa direção sem saber se isso é realmente ou não a vontade de Deus. Isso pode produzir um obreiro cristão aparentemente produtivo, mas isso não forma um cristão feliz, e nem contribui para o melhor uso de seus talentos. Um cristão colérico cheio do Espírito, sempre fará melhor do que um colérico carnal. Tal como os outros temperamentos, o Sr. Colérico precisa desesperadamente do enchimento do Espírito Santo. A primeira e maior necessidade de um temperamento colérico é de amor e compaixão. Sua natureza emocional insensível e pouco desenvolvida é um real desafio para a obra do Espírito Santo. O amor não é uma emoção estática, ou seja, você não poderá amar sem ser motivado a fazer algo para expressá-lo; e o objeto de nossa expressão, quando esse amor vem do Espírito Santo, será sempre outras pessoas. O indivíduo colérico que manifesta amor aos seus familiares e amigos estará manifestando a força natural do Espírito Santo no controle de seu temperamento. Embora seja extremamente difícil, por natureza, agradar um colérico, eles não se sentem infelizes enquanto estiverem atarefados na direção de um de seus alvos na vida. A alegria suprida pelo Espírito Santo não está relacionada aos esforços humanos, mas caracterizará o colérico mesmo diante da adversidade. Quando o Espírito Santo enche a vida do cristão colérico, mesmo assim continuará voltado para a atividade,mas haverá um senso de paz e uma perda daquela força frenética que com freqüência o leva cedo ao sepulcro. O colérico precisa desesperadamente da paz de Deus. Sempre que você descobrir um colérico gentil, estará defronte de uma ilustração viva do poder sobrenatural do Santo Espírito de Deus,pois esse não é o natural dele. O melhor lugar para manifestar a gentileza induzida pelo Espírito está em seus padrões de fala. Ninguém pode ser mais irônico e cortante do que um colérico. Mas quando a língua de um colérico é transformada para a comunicação graciosa e de gentil aprovação, você deverá entender que esse cristão está sendo controlado pelo Espírito Santo. O colérico precisa de bondade. Em outras palavras, precisa estar envolvido na bondade de Deus. É importante para ele investir sua vida em algum alvo digno que o eleve a uma nova dimensão de eficácia e produtividade. Somente o Espírito de Deus provê isso para um cristão colérico. É interessante observar que o colérico não é uma pessoa insegura; antes, tem uma grande bagagem de auto- confiança. Entretanto, uma das lições que precisa aprender cedo na vida cristã é esta: “Não por força nem por poder [nem mesmo pelo poder do indivíduo colérico], mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”. (Zacarias 4.6.) Tenho descoberto que a tentação expressa pelo colérico é que ele se precipita em sua própria direção em lugar de depositar a sua confiança no Deus vivo e segui-Lo. Um colérico não é manso por natureza. Universal- mente equipara a mansidão com a fraqueza. Um cristão colérico será feliz quando compreender que Deus não tolera o espírito orgulhoso e cheio de si, mas antes o humilha e o diminui. É muito melhor quando um colérico se humilha sob a poderosa mão de Deus e busca a mansidão antes que o Espírito Santo o faça. Necessidades do Temperamento Melancólico Deus tem usado mais tipos melancólicos na Bíblia do que todos os demais temperamentos postos juntos! Isso deveria servir de boas-novas para o indivíduo melancólico, o qual é geralmente perseguido por sentimentos de inadequação, apesar de talentos e criatividade reconhecidos. Sempre me pareceu ser um mistério que esse indivíduo, que é capacitado por seu Criador como maior número possível de talentos, pareça ser o que menos tem confiança em si mesmo. Isso provavelmente deve-se à sua continua tendência à autocrítica e à auto-condenação. Apesar disso, porém, através dos anos, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, bem como na história do Cristianismo, Deus tem transformado muitos de Seus servos melancólicos, gentis e dispostos a se sacrificarem, em servos consistentes, uma vez cheios do Espírito Santo. O homem melancólico não precisa de muita longanimidade e domínio próprio, pois se seus motivos estão sendo orientados pelo Espírito de Deus e é instruído pela Palavra de Deus, torna-se um cristão obreiro extremamente eficiente, conhecido não por seu estilo extraordinário, mas por um espírito de auto sacrifício coerente. Parece mais fácil motivar um melancólico a uma vida inteira de ministério a Jesus do que qualquer outro temperamento. Isso também se deve à sua tendência natural ao auto sacrifício. A genuinidade de fazer um investimento de sua vida inteira a alguma causa maior do que a própria pessoa é, provavelmente, o que mais contribui para isso. Todavia, não estou cego para o fato de que, ele necessite de cinco frutos específicos da parte do Espírito Santo. O amor é a causa da mudança de vida de uma pessoa melancólica quando dirigida pelo Espírito Santo. Por natureza, um indivíduo melancólico é auto-cêntrico. Sua tendência para o perfeccionismo torna-o muito impaciente para com as idiossincrasias e descuidos de seus semelhantes. Mas quando o Espírito o enche com o amor de Cristo, o amor transforma, literalmente, a sua natureza. A alegria é uma necessidade absoluta para toda pessoa melancólica, a fim de substituir seu espírito, melancólico e pungente. Parece difícil que o indivíduo melancólico compreenda que deve refletir a alegria do Senhor. Entre tanto, uma vez que esse conceito tome conta de seu coração, isso poderá ter um efeito transformador que o tornará uma pessoa muito agradável de se conviver. A paz do Espírito Santo é um elemento bem útil para o indivíduo melancólico, cujos pensamentos interiores flutuam entre a crítica e a condenação, entre a hostilidade e a vingança, e de volta à suspeita e ao temor. Você pode imaginar facilmente a influência causada da paz permeadora do Espírito de Deus que fortalece esse aspecto do temperamento melancólico. É absolutamente essencial que o sujeito melancólico invista com sacrifício a sua vida na prática da bondade por outras pessoas. Ele será feliz, quando estiver cheio do amor que o faz desviar seus olhos de si mesmo, e aplicar essa nova força através de atitudes de gentileza para com outras pessoas em favor do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Agindo dessa forma o individuo melancólico só pode trazer um senso de cumprimento sobre si mesmo. Há um sinal de espírito altivo em um indivíduo melancólico. Uma vida cheia do Espírito, preenchida de mansidão ou humildade que, embora estranha às suas características naturais, traz grande equilíbrio a essa vida, e torna o melancólico menos crítico a outros e mais fácil de conviver com os seus semelhantes. O sexto ponto forte do Espírito Santo, tão necessário para o individuo melancólico é a fé. Isso o tirará de sua tendência a limitar-se pela incredulidade e o inspirará a tomar passos de fé no uso de suas características naturais. A maioria dos indivíduos melancólicos temem o futuro. Aquilo que mais desesperadamente necessitam de Deus é a percepção de que Ele está presente constantemente, para suprir cada uma de suas necessidades. Uma das coisas que espero que você já tenha observado sobre os pontos fortes espirituais providos pelo Espírito Santo é quão práticos são eles na vida diária. Cada tipo de temperamento tem um pecado teimoso ou uma área de fraquezas que tão facilmente lhe serve de pedra de tropeço ou o leva a empacar. O Espírito Santo fortifica essa área na sua essência, e embora não altere o temperamento da pessoa na sua essência. Ele fortalece-o até o ponto de transformação sob o controle do Espírito. Necessidades do Temperamento Fleumático O individuo fleumático é uma pessoa de fácil convivência por natureza. Tenho dito em público, por muitas vezes, que o fleumático age mais como cristão, antes de se tomar um, do que a maioria das outras pessoas depois que se tomam cristãs. E uma pessoa tranqüila, gentil e graciosa. E, no entanto, o fleumático é tão carente do Espírito de Deus como pessoas de qualquer outro temperamento. A tendência natural dele ser gentil não deveria ser confundida com a gentileza ou bondade do Espírito Santo de Deus. O fleumático é gentil no tratamento de outras pessoas apesar de sua motivação espiritual. Quando cheio do Espírito Santo, entretanto, essa pessoa caracteriza-se sob a forma de um espírito motivado, que faz dele uma grande vantagem para qualquer família, igreja ou organização. A semelhança de todos os demais temperamentos, a necessidade primária do fleumático é de amor e compaixão por outras pessoas. A parte menos desenvolvida da natureza fleumática é a motivação. O amor do Espírito Santo motiva-o a utilizar seu espírito gracioso e gentil no serviço de Cristo. A persistência é uma das grandes necessidades do fleumático. Ele encontra essa qualidade somente no poder do Espírito Santo. O Fleumático não é somente um bom procrastinador, mas também é um desistente respeitável. Mas o Espírito Santo prepara-o para persistir. Toda igreja tem muitos pessoas boas, bondosas e gentis, que aquecem os bancos, mas que nunca se envolvem no trabalho do Senhor. O antídoto para isso é o fruto da bondade - isto é, bons atos de serviço prestados em favor de Jesus Cristo. Uma vez que se dedique a uma classe da Escola Dominical, a um departamento de superintendência, à visita da igreja em noites de segunda-feira, ou a alguma outra forma de serviço cristão, ele fará um excelente trabalho, se aceitar a tarefa em primeiro lugar. Uma das principais necessidades do fleumático é a fé que o capacita a vencer seus temores e preocupações. Ninguém pode ser um profissional mais preocupado do que uma pessoa fleumática;mas quando cheios do Espírito Santo, terá fé para confiar em Deus para fazer o impossível, até mesmo por ele. O fleumático sem o Espírito Santo tende a ter um estilo de vida crescente de passividade, e isso continuará até começar a ser motivado pelo Espírito Santo, quando então reconhece sua atitude auto-indulgente. O domínio próprio concedido pelo Espírito de Deus retardará essa tendência. Nosso cumprimento na vida dá-se em relação direta com nosso ser cheio do Santo Espírito de Deus. Como ser Cheio do Espírito Santo Uma das coisas que tenho tentado comunicar em todos os meus livros que versam sobre o temperamento das pessoas, é que é mais importante responder positivamente a pergunta: “Você vive cheio do Espírito Santo?” É quase impossível exagerarmos quão dependentes somos do Espírito Santo. Somos dependentes dEle para convencer- nos do pecado, antes e depois de nossa salvação, de dar- nos compreensão quanto ao evangelho, levando-nos a nascer de novo, capacitando-nos a prestar testemunho, guiar-nos em nossa vida de oração - de fato, em tudo. Não é de se admirar que os espíritos malignos tenham tentado imitar a obra do Espírito Santo e confundir a Sua obra. Provavelmente não existe assunto na Bíblia, sobre o qual, haja mais confusão do que esse de sermos cheios do Espírito Santo. Há muitos cristãos que parecem equiparar o enchimento do Espírito com sinais externos. Existem outros cristãos que, por causa dos excessos observados ou ouvidos, quanto a essa direção, quase eliminaram todo o ensino bíblico do enchimento do Espírito Santo de suas experiências pessoais. Esses não reconhecem quão importante isso é em suas vidas. Satanás põe dois obstáculos diante dos homens: ele tenta impedi-los de receberem a Cristo como Salvador; e se ele falhar quanto a isso, então tenta impedir os homens de compreenderem a importância e a obra do Espírito Santo. Uma das impressões falsas adquiridas das pessoas, e não da Palavra de Deus, é que há uma espécie de “sentimento” especial quando alguém é cheio do Espírito Santo. Antes de examinarmos como devemos ser cheios dEle, examinemos o que a Bíblia ensina sobre o que podemos esperar quando somos cheios. Quatro Grandes Resultados de Sermos Cheios do Espírito Santo Há quatro resultados específicos de uma vida cheia do Espírito Santo - todos garantidos pelas Escrituras. Considere-os cuidadosamente, pois são os verdadeiros sinais de um ser um cristão que é controlado pelo Espírito. 1. Nove pontos fortes dos temperamentos da vida cheia do Espírito. (Gálatas 5.22,23.) Já pudemos examinar essas qualidades com detalhes, e temos visto que elas provêem um ponto forte para cada uma de nossas fraquezas naturais. Qualquer individuo que é cheio do Espírito Santo haverá de manifestar as características do amor, da alegria, da paz, da longanimidade, da benignidade, da bondade, da mansidão, da fidelidade e do domínio próprio. Tal individuo não tem que desempenhar um papel teatral; ele será dessa maneira quando o Espírito passar a controlar a sua natureza - sem importar qual seja o seu temperamento original. Quando o Espírito Santo vier encher a sua vida, você continuará a ser você mesmo, mas sem o domínio exercido pelas suas fraquezas. Quando estiver cheio do Espírito, será capaz de ser usado por Deus nas áreas de seus talentos naturais ou pontos fortes, conforme foram dados por Ele a você. 2. Um coração alegre, agradecido e um espírito submisso. Quando o Espírito Santo enche a vida de um cristão, então a Bíblia informa-nos que Ele levará esse cristão a ter um espírito agradecido, alegre, e submisso. “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” (Efésios 5.18-21.) Um coração alegre e grato, e um espírito submisso, independente das circunstâncias, são tão difíceis para o homem natural que só podem ser nossos através do enchimento do Espírito Santo. O Espírito de Deus é capaz de transformar o coração melancólico ou entristecido em um coração agradecido e cheio de canções. Ele também é capaz de solucionar o problema da rebeldia natural do homem, e aumentar a sua fé a ponto de realmente acreditar que a melhor maneira de viver é em submissão à vontade de Deus, à Palavra de Deus e ao Espírito de Deus. Os mesmos três resultados da vida cheia do Espírito também são resultantes da vida cheia da Palavra, conforme se aprende em Colossenses 3.16-18: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí- vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Esposas, sede submissas aos próprios maridos, como convém no Senhor”. Não é por acidente que descobrimos que os resultados da vida cheia do Espírito e os resultados da vida cheia da Palavra serem a mesma coisa. O Senhor Jesus declarou que o Espírito Santo é “o Espírito da Verdade”. E também disse sobre a Palavra de Deus: “A Tua Palavra é a Verdade”. E facilmente compreensível que a vida cheia da Palavra cause os mesmos resultados que a vida cheia do Espírito, porquanto o Espírito Santo é o autor da Palavra de Deus. O cristão cheio do Espírito será um cristão cheio da Palavra, e o cristão cheio da Palavra, e que obedece ao Espírito, será o cristão cheio do Espírito. 3. Poder para darmos testemunho a respeito de Jesus Cristo. O Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que: “Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se eu não for o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for eu vo-lo enviarei”. (João 16.7.) Isso explica porque a última coisa que Jesus fez, antes de subir ao céu, foi dizer aos Seus discípulos: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. (Atos 1.8.) Embora os discípulos tivessem passado três anos com Jesus, tivessem ouvido Suas mensagens por diversas vezes, e fossem as testemunhas melhor treinadas por Ele, ainda assim Ele os instruiu a que “não se ausentassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes”. (Atos 1.4.) Todo o treinamento deles, como é óbvio, foi incapaz de produzir fruto sem o poder do Espírito Santo. Mas quando o Espírito de Deus desceu sobre eles, no dia de Pentecostes, testemunharam Seu poder, e três mil pessoas se salvaram. O poder de testificar no Espírito Santo nem sempre pode ser discernido, mas deve ser aceito pela fé. Uma vez que tenhamos satisfeito as condições para sermos cheios do Espírito Santo, devemos ter o cuidado de acreditar que temos testificado no poder do Espírito, quer vejamos ou não os resultados. Pois é possível um cristão testificar no poder do Espírito Santo, e ainda assim não ver nenhum indivíduo vir ao conhecimento da salvação em Cristo. Porquanto no plano soberano de Deus, Ele preferiu nunca violar o direito de livre-arbítrio do homem. Nem sempre podemos equiparar o sucesso no testemunho com o poder para testificar! 4. O Espírito Santo glorificará a Jesus Cristo. “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que há de vir. Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar”. (João 16.13,14.) Um princípio fundamental deveria sempre ser guardado em mente acerca da obra do Espírito Santo: Ele não se glorifica a si mesmo, mas ao Senhor Jesus Cristo. O falecido F. B. Meyer contou a história de uma missionária que veio falar com ele, durante uma conferência bíblica, depois de ter falado sobre o assunto de comosermos cheios do Espírito Santo. Ela confessou que nunca fora cheia conscientemente, com o Espírito Santo, e que estava subindo para a capela de oração, onde passaria o dia em meditação, para ver se poderia receber o Seu enchimento. Tarde da noite, ela voltou, quando Meyer já estava saindo do auditório. Ele então perguntou: - “Como foi tudo, irmã?” - “Não tenho muita certeza”, respondeu ela, explicando as atividades de seu dia, que passou lendo a Palavra, orando, confessando seus pecados e pedindo pelo enchimento do Espírito Santo. Então ela disse: -“Não me sinto particularmente cheia do Espírito, mas nunca estive tão consciente da presença do Senhor Jesus em minha vida”. Ao que Meyer replicou: - Irmã, isso é o Espírito Santo. Ele glorifica a Jesus”. Quero resumir agora aquilo que podemos esperar quando somos cheios do Espírito Santo. Simplesmente, manifestam-se as nove características temperamentais do Espírito, há um coração alegre e submisso; e também manifesta-se o poder para testificar de Jesus. Essas características glorificam ao Senhor Jesus Cristo. E que dizer sobre certos sentimentos ou sobre certas experiências de êxtase? A Bíblia não nos diz para esperarmos essas coisas quando somos cheios do Espírito Santo, e não devemos esperar aquilo que a Bíblia não promete. O Enchimento do Espírito Santo O enchimento do Espírito Santo não é um equipamento opcional na vida do cristão, mas é um mandamento de Deus. O trecho de Efésios 5.18 nos diz: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei— vos do Espírito”. Visto que Deus nos ordena ser cheios do Espírito Santo, deve ser possível para nós nos enchermos do Seu Espírito. Eu gostaria de dar cinco passos simples para um cristão cheio do Espírito: 1. Auto-exame (Atos 20.28; 1 Coríntios 11.28) O interesse do cristão pelo enchimento do Espírito Santo deve regularmente “dar ouvidos” e “examinar a si mesmo”, não a fim de ver se está à altura dos padrões de outras pessoas, ou às tradições e requisitos de sua igreja, mas aos resultados previamente mencionados de ser cheio do Espírito Santo. Se o cristão não descobre que está glorificando a Jesus, se não tem o poder de testemunhar, ou se lhe falta um espírito alegre e submisso ou as nove características de temperamento dadas pelo Espírito Santo então seu auto-exame revelará aquelas áreas nas quais ele é deficiente e descobrirá o pecado que os causa. 2. Confissão de todo pecado conhecido “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1.9.) Depois de nos examinarmos à luz da Palavra de Deus, deveríamos confessar todo pecado que nos foi trazido à mente pelo Espírito Santo, incluindo aquelas características da vida cheia do Espírito que nos faltam. Enquanto não reconhecermos como pecado a nossa falta de compaixão, a nossa falta de autocontrole, a nossa ausência de humildade, a nossa ira, em lugar da gentileza, o nosso amargor em vez da bondade, e a nossa incredulidade, em lugar da fé, nunca desfrutaremos do enchimento do Espírito Santo. Entretanto, no momento em que reconhecermos essas deficiências como pecados e as confessarmos a Deus, Ele nos “purificará de toda injustiça”. Enquanto não tivermos feito isso, não poderemos ter o enchimento do Espírito Santo, porquanto Ele só enche vasos limpos. (ver 2 Timóteo 2.2 1.) 3. Submeter-nos completamente a Deus “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus. Não reine,portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça.” (Romanos 6.11-13.) Não caia no equívoco de temer entregar-se a Deus! O trecho de Romanos 8.32 nos diz: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” Se Deus nos amou tanto a ponto de dar a Seu Filho para morrer por nós, certamente Ele não tem outro interesse senão o nosso próprio bem: por conseguinte, podemos confiar nEle em nossas vidas. Você jamais poderá encontrar um cristão miserável no centro da vontade de Deus. Lemos em Efésios 5.18: “E não vos embriagueis com vinho.., mas enchei-vos do Espírito”. Quando um homem está embriagado, está dominado pelo álcool. Assim também quando há enchimento do Espírito Santo as ações do indivíduo devem ser dominadas e ditadas pelo Espírito Santo. Para os cristãos consagrados, com freqüência essa é a coisa mais difícil a fazer, pois sempre podemos encontrar um propósito digno para as nossas vidas, não percebendo que com freqüência nos enchemos de nós mesmos, e não do Espírito Santo, quando buscamos servir ao Senhor. Quando você entregar sua vida a Deus, não atrele a isso quaisquer restrições ou condições. Ele é um Deus de amor de tal modo que com toda a segurança você poderá entregar-se sem qualquer reserva, sabedor de que Seu plano e uso de sua vida é muito melhor para você. E lembre-se que a atitude de ceder é algo absolutamente necessário para o enchimento do Espírito de Deus. Sua vontade é a vontade da carne, e a Bíblia diz que “a carne para nada aproveita”. Alguém já disse que ceder ao Espírito é estar disponível ao Espírito. Pedro e João, no terceiro capítulo do livro de Atos, nos deram um bom exemplo disso. Eles estavam a caminho do templo para orarem quando viram um aleijado pedindo esmolas. Visto que eram sensíveis para com o Espírito Santo, eles o curaram “no nome de Jesus Cristo de Nazaré”. O homem começou a saltar de alegria e a louvar a Deus, até que uma multidão se reuniu. Pedro, ainda sensível para com o Espírito Santo, começou a pregar: “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil”. (Atos 4.4.) Por muitas vezes temo que nos envolvemos de tal maneira em alguma atividade cristã que não nos expomos ao serviço de Cristo quando o Espírito nos está liderando. Mas quando um cristão cede diante de Deus “como aqueles que vivem dentre os mortos”, tal cristão despende tempo para fazer aquilo que o Espírito o dirige a fazer. 4. Peça para ser cheio do Espírito Santo “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11.13.) Quando um cristão examina-se, confessa todo o seu pecado conhecido e cede sem reservas a Deus, então ele está preparado para aquilo que ele deve fazer - simplesmente, pedir para ser cheio do Espírito Santo. O Senhor Jesus compara isso ao tratamento que damos aos nossos filhos. Por certo que um bom pai não faria seus filhos implorarem por algo que ele lhes ordenara ter. Quanto menos Deus nos pede que imploremos ser cheios do Espírito Santo. Mas não se esqueça do quinto passo. 5. Creia que você está cheio do Espírito Santo! E agradeça-Lhe pelo enchimento “Mas aquele que tem dúvidas, é condenado, se comer porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado”. (Romanos 14.23.) “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. (1 Tessalonicenses 5.18.) Para muitos cristãos, a batalha é ganha ou perdida exatamente aqui. Após nos examinarmos, confessando todo pecado conhecido e cedendo diante de Deus, e pedindo- Lhe que nos encha com Seu Espírito, então teremos que enfrentar uma decisão: acreditar que estamos cheios do Espírito, ou nos afastamo-nos na incredulidade, então teremos pecado, pois “o que não vier da fé é pecado”. O mesmo cristão que diz ao novo convertido que “aproprie-se de Deus em Sua Palavra, acerca da salvação”, acha difícil ceder diante de seu próprio conselho acerca do enchimento do Espírito Santo. Se você já cumpriu os quatro primeiros passos, então, mediante a fé, agradeça a Deus por seu enchimento. Não espere por sentimentosou sinais físicos; antes, tenha fé na Palavra de Deus, o que é independente dos sentimentos. Crer que somos cheios do Espírito é meramente tomar a Deus em Sua Palavra, e esse é o único valor absoluto que este mundo tem. (ver Mateus 24.35.) Uma Questão Comum A pergunta mais comum que me é feita depois de minhas preleções sobre a vida cheia do Espírito, para vencer as fraquezas do temperamento, é esta: - “Com que freqüência devo pedir para ser cheio do Espírito Santo?” Minha resposta é: ‘Sempre que você pensar que não está cheio dEle”. Alguns mestres bíblicos pensam que o preenchimento do Espírito é automático sempre que pedimos perdão pelos nossos pecados. (ver 1 João 1.7-9.) Particularmente, porém, não estou convencido disso. Gosto de certificar-me pedindo para ser cheio do Espírito. De fato, peço pelo enchimento do Espírito quando me desperto pela manhã, e por muitas vezes durante o dia. O original grego, em Efésios 5. 18, diz, literalmente: “Continuai sendo cheios do Espírito”. Ocasionalmente, alguém protesta: - “Mas isso é por demais simples; ser cheio do Espírito deve ser algo muito mais complexo!” Por quê? Quando eu era menino com oito anos de idade pedi que o Senhor Jesus entrasse em meu coração. Ele respondeu imediatamente ao meu pedido. Por que Ele não responderia quando Lhe peço para encher-me com o Seu Santo Espírito? A. B. Simpson costumava dizer: - “Ser cheio do Espírito é tão fácil como o ato de respirar; você só tem que inspirar e expirar”. Uma das razões por que alguns cristãos relutam em pensar que estão cheios do Espírito é que não vêem qualquer mudança imediata em suas vidas, ou então é que a mudança é de curta duração. Dois fatores têm uma forte influência sobre isso: o temperamento e a força do hábito, e essas duas coisas cooperam uma com a outra. As fraquezas de nosso temperamento têm criado fortes hábitos que involuntariamente retomam. Como ilustração, consideremos o caso do indivíduo melancólico, inclinado para o temor, ou do cristão fleumático. Esses temperamentos têm um hábito profundamente arraigado de dúvida, de negativismo, de preocupação e de ansiedade. Posso predizer o padrão de pensamento de tal pessoa, depois que segue os cinco passos que a levarão a ser cheia do Espírito. Antes de muito tempo, seu hábito de pensar negativamente despertará alguma dúvida nela: - “Estou mesmo cheia do Espirito Santo? Não noto nenhuma diferença. Estou com medo”. Essa atitude mental importa em pecado, e assim o enchimento e o controle do Espírito chegam ao fim. O que essas pessoas precisam é perceber que esses sentimentos resultam de seus padrões de pensamento. Precisamos aprender que nossos sentimentos só são dignos de confiança quando estão alicerçados sobre a verdade e a retidão. O povo de Deus precisa encher suas mentes com a Palavra de Deus a fim de que seus sentimentos correspondam aos sentimentos de Deus. Os sentimentos do homem constantemente duvidoso, que está cheio do Espírito, gradualmente irão mudando, levando algum tempo. Se ele olhar para o Senhor, pedindo- Lhe misericórdia e perdão cada vez que se sentir duvidoso ou incrédulo, gradualmente irá sendo assegurado pelo Senhor. Porém, se continuar a pensar negativamente, ou ficar na dúvida, e então tentar justificar-se, dizendo: - “Sempre fui dessa maneira”, ele permanecerá dessa maneira. Ou até poderá tomar-se pior, porquanto estará abafando o Espírito Santo por dar licença ao seu pecado, e gravando o seu hábito ainda mais profundamente em sua mente. O Sr. Sanguíneo e o Sr. Colérico têm um problema similar com seu pecado preferido da ira. Não basta muito tempo depois deles estarem cheios do Espírito para que seus sentimentos inatos de ira levantem-se para entristecer o Espírito Santo. A menos que confessem imediatamente o seu pecado, não mais estarão cheios do Espírito e seus antigos, sentimentos passarão novamente a controlá-los. Cada vez que pensam em termos de auto-justificação sobre como foram ofendidos, insultados ou enganados, eles cultivam sentimentos de hostilidade. Esses sentimentos que facilmente são provocados, resultam anos de pensamentos hostis que só podem ser vencidos quando ao Espírito de Deus é dado o acesso e o controle sobre a mente consciente e subconsciente. Ele substitui esses pensamentos com o amor, a gentileza e a bondade, mas levará tempo para que haja uma mudança permanente. Como Andar no Espírito “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gálatas 5.25). Andar no Espírito e ser cheio do Espírito Santo não são a mesma coisa, embora estejam relacionadas bem de perto uma com a outra. Tendo seguido as cinco regras simples para ser cheio do Espírito Santo, será então essencial aprender como andar diariamente no Espírito. Ser cheio do Espírito é apenas o começo da vitória cristã. Mas também devemos “andar no Espírito”, se quisermos ser eficazes. (ver Gálatas 5.16.) Uma coisa é começar na vida cheio do Espírito, e outra, bastante diferente, é andar, dia após dia, sob o controle do Espírito. O seguinte modo de proceder para quem quiser andar no Espírito pode ser um instrumento prático para uma vida diária vitoriosa. 1. Faça do viver cheio do Espírito Santo uma prioridade diária. Você não poderá andar no Espírito a menos que queira fazê-lo sinceramente, e a menos que você tenha o seu enchimento. Conforme já vimos, antigos padrões habituais costumam prender-nos em nossos velhos erros do passado. Se apreciamos mais esses erros do que a paz de Deus, então nos daremos licença para ficar com os pecados da carne. Sejamos honestos - o desejo, a preocupação, a auto- compaixão e a ira são divertidas, temporariamente. Somente quando queremos o enchimento do Espírito Santo mais do que qualquer outra coisa no mundo é que estaremos dispostos a desistir de satisfações emocionais de menor valor, como os desejos da carne, a preocupação, a auto-compaixão e a ira. 2. Desenvolva uma aguda sensibilidade para com o pecado. O pecado é um curto-circuito no poder do Espírito Santo que há em nós. No momento em que tomamos consciência de qualquer pecado, deveríamos confessá-lo imediatamente, para que seja mínimo o tempo entre o entristecer ou abafar o Espírito e a nossa restauração. A principal vantagem no estudo dos temperamentos é que podemos diagnosticar nossas fraquezas mais comuns. Em conseqüência, estaremos de guarda contra o “pecado que tão facilmente nos rodeia”. Quando o pecado aparecer, você deverá confessá-lo, esquecê-lo (se Deus assim faz, nós também podemos fazer), e pressionar para o cumprimento da vontade de Deus em sua vida. O principal segredo para a vida vitoriosa entre aqueles a quem tenho aconselhado tem sido a prática da confissão instantânea. 3. Leia e estude diariamente a Palavra de Deus. É minha convicção, depois de uma boa avaliação, que é impossível para um cristão “andar no Espírito”, a menos que desenvolva o hábito de alimentar regularmente a sua mente e o seu coração com a Palavra de Deus. Uma das razões pelas quais os cristãos não “sentem” como Deus as questões da vida é que não O conhecem na prática do viver diário. Visto que nossos sentimentos são produzidos por nossos processos de pensamento, nós nos sentiremos como mundanos carnais se alimentarmos nossas mentes sobre a “sabedoria do mundo”. Se alimentarmos nossas mentes com a Palavra de Deus, sentiremos conforme Espírito sente sobre as questões da vida. (Lembre-se o leitor que é preciso algum tempo para reorientar as nossas mentes da sabedoria humana para a sabedoria divina. Portanto, uma leitura regular da Bíblia é essencial.) Algumas vezes, os cristãos objetam que isso os tornará cristãos legalistas. Contudo, não parecem ver sua aproximação da mesa das refeições, três vezes por dia, como algo legalista. Fazemos isso porque temos necessidade e gostamos de comer. Por semelhante modo, podemos alimentar-nos espiritualmente da Palavra de Deus devido a um senso de necessidade, mas é preciso algum tempo para aumentarmos nosso apetite espiritual. Muitos cristãos algumas vezes sentemser muito errados se eles perdem a leitura da Palavra de Deus, isto porque não começaram suas carreiras cristãs desse modo. A alimentação consistente da própria mente com a Palavra de Deus produz alguns resultados interessantes. Considere o leitor os seguintes benefícios revolucionários: Josué 1.8 Isso torna o seu caminho próspero e dá sucesso. Salmos 1.3 Produz frutos. Salmos 119.11....lmpede-nos de pecar. João 14.2 1 Deus revela-se crescentemente para aqueles que guardam a Sua Palavra. João 15.3 A Palavra nos purifica. João 15.7 A Palavra produz poder na oração. João 15.11 A Palavra produz alegria em nossos corações. 1 João 2.13,14.... A Palavra dá vitória sobre “o maligno”. Com esses resultados transformadores, que se originam de enchermos nossas mentes com a Palavra de Deus, é uma tragédia ver tantos cristãos vivendo urna vida de segunda categoria com sentimentos de insegurança, impureza, descontentamento, ansiedade e fraqueza espiritual. O caráter de nossos sentimentos depende do caráter de nossos pensamentos, e um cristão sincero deveria perguntar a si mesmo: - “O que está moldando e enchendo os meus pensamentos?” Uma cuidadosa comparação entre a vida cheia do Espírito (ver Efésios 5.18-21) e a vida cheia da Palavra (ver Colossenses 3.15-17) é reveladora. Essas passagens prometem um cântico em nosso coração, uma atitude de agradecimento e um espírito submisso. Uma mente cheia e submissa diante da Palavra de Deus produzirá os mesmos efeitos sobre as emoções que a mente cheia e rendida ao Espírito Santo. Podemos concluir claramente quanto a isso que o enchimento do Espírito e o andar no Espírito dependem de nosso enchimento com a Palavra de Deus! Ler a Bíblia à noite é extremamente útil. A mente assimila os eventos e os pensamentos do dia, particular- mente as últimas coisas sobre as quais pensamos antes de dormir. Por essa razão é muito proveitoso ler a Palavra de Deus antes de deitarmos - dessa maneira você pode adormecer pensando sobre o que leu. É notável o quanto isso nos ajuda a acordar com uma atitude positiva para o dia. Adquira o hábito de ler a Palavra imediatamente antes de deitar-se à noite, e sua mente (subconsciente) moldará seus sentimentos nos padrões de Deus. Um outro hábito valioso é o da meditação. A mente vive sempre trabalhando, e nossa vontade determina se nossa mente trabalha por ou contra nós. Para trabalhar para o bem, a mente deve meditar sobre as verdades e discernimentos da Palavra de Deus. Há um segredo, porém: você terá que memorizar quanto à meditação proveitosa- mente, porque não poderá fazê-lo sobre o que não conhece intimamente. Sem se importar se trata de uma frase, de um conceito, ou de um versículo inteiro das Escrituras, você terá que memorizá-lo para poder meditar a respeito. Um método simples que uso para inspirar a meditação consiste em escrever versículos especiais que abençoam a minha alma, e então pôr a folha de papel em minha Bíblia ou caderneta. Aprendo pelo menos um desses versículos a cada semana. Trata-se de um trabalho duro, mas desconheço qualquer cristão que seja preguiçoso mentalmente que anda no Espírito. 4. Guarde-se de entristecer o Espírito Santo. O passo seguinte para quem quer andar no Espírito é uma extensão do segundo passo - desenvolver a sensibilidade para com o pecado. A passagem de Efésios 4.30-32 deixa claro que todas as formas de hostilidade, incluindo a raiva, a amargura e a inimizade entristecem o Espírito Santo. Todos os cristãos inclinados à ira deveriam memorizar aqueles três versículos e desenvolver uma sensibilidade particular contra a hostilidade. Além de fazer confissão instantânea, eles deveriam resolver amar, ser bondosos, mostrar coração terno e serem perdoadores para com outras pessoas. Essa graça não é natural para um indivíduo sanguíneo ou colérico; mas o Espírito Santo também desenvolverá no cristão uma nova capacidade para um espírito que pense no próximo e tenha amor. A importância de nossa vontade torna-se evidente quanto a esse particular de andar no Espírito. Quando sentimos o peso da injustiça ou a ira de alguém, podemos odiar o ofensor ou então perdoá-lo e orar por ele. Todos os nossos sentimentos, bem como nosso andar no Espírito, dependem de nossas decisões. Não se surpreenda se você vier a falhar repetidamente, no começo. Mas certifique-se de confessar qualquer pecado assim que você tomar consciência de haver entristecido o Espírito, e permita que Ele restabeleça o seu andar com Deus. Quando preferir perdoar e deixar que o Espírito Santo reaja através de você, com paciência e amor, descobrirá que sua fraqueza de temperamento terá mudado para um ponto forte. 5. Evite abafar o Espírito através do temor e da preocupação. De acordo com 1 Tessalonicenses 5.16-19, abafamos o Espírito Santo quando duvidamos e resistimos às influências dEle em nossas vidas. Quando um cristão diz: - “Não sei porque Deus permitiu que essa coisa terrível acontecesse comigo”, ele já abafou o Espírito através do temor. O cristão que está confiando em Deus poderia enfrentar estas mesmas circunstâncias, e dizer: - “Agradeço a Deus porque Ele está no controle de minha vida! Não compreendo o que Ele está querendo fazer comigo agora, mas confio em Sua promessa de que Ele nunca me deixará e que suprirá todas as minhas necessidades”. Já pudemos ver que pessoas melancólicas e fleumáticas têm uma predisposição para o temor, tal como os temperamentos mais extrovertidos, predisposição para a ira. Algumas pessoas possuem temperamentos tanto introvertidos quanto extrovertidos, e, em conseqüência disso, podem ter problemas profundos tanto com o temor quanto com a ira. A graça de Deus é suficiente para curar ambos os problemas através de Seu Santo Espírito. Mas se você tiver essas tendências, precisará vigiar cuidadosamente a sua reação diante das circunstâncias aparentemente desfavoráveis. Se você chegar a reclamar ou queixar- se internamente, já terá abafado o Espírito Santo. Isso pode ser remediado imediatamente, se você estiver disposto a chamar sua queixa induzida pela dúvida exatamente do que ela é - um pecado - e pedir a Deus para que transforme esse hábito e que encha você com o Seu Espírito. Deus não está tão interessado em alterar as circunstâncias como está em transformar as pessoas. Não é vitória viver sem preocupação quando não há nada sobre o que se preocupar, e tornar-se um cristão não isenta tal pessoa da tribulação. Jó disse: ‘Mas o homem nasce para o enfado, como as faíscas das brasas voam para cima”. (Jó 5.7.) Jesus advertiu-nos que enfrentaremos tribulações neste mundo, e a Bíblia diz-nos que Deus envia testes para fortalecer-nos. Muitos cristãos desviam-se dos testes buscando a remoção dos mesmos, em lugar de prestarem obediência ao Espírito. É impossível um cristão inclinado ao temor andar no Espírito, por certo tempo, sem fortes infusões da Palavra de Deus para encorajar a sua fé. Quanto mais a Palavra de Deus encher a sua mente, mais abundarão os seus sentimentos firmados na fé. Mas os preocupados gostam de atolar-se em sua miséria, especialmente com Deus a observar a cena lamentável. Todos os ansiosos deveriam memorizar o trecho de Filipenses 4.6,7, que diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. Esse trecho nos leva a direcionar nossas orações “com ações de graça”. Você não poderá orar genuinamente com ações de graça e terminar com os mesmos impulsos de preocupação que começou. Considere, pois, as duas seguintes orações - e as emoções que elas evocam - oferecidas por pais cristãos por algum filho enfermo. “Querido Senhor, chegamos na Tua presença em favor de nossa filhinha, tão perto da morte. O médico disse-nos que para ela não há esperança. Por favor, querido Senhor, cura-a. Tu sabes o quanto ela significa para nós. Se essa enfermidadeé causada pelo pecado em nossas vidas, perdoa- nos e purifica-nos para que ela possa viver. Depois de todas tantas tragédias em nossas vidas, não sabemos se podemos sofrer outra. No nome de Jesus. Amém”. “Querido Pai Celeste, nós Te agradecemos porque somos Teus filhos e porque podemos olhar para Ti neste momento de necessidade. Sabes o que os médicos já disseram, mas prometeste que todas as coisas cooperam juntamente para o bem de pessoas como nós. Não compreendemos a enfermidade de nossa filha querida, mas sabemos que Tu nos amas e És mais do que capaz de curá-la. Entregamos a Ti seu pequeno corpo, Pai, pedindo-te pela cura dela, segundo a Tua perfeita vontade. Nós dedicamos ela a Ti antes dela ter nascido, e queremos agradecer-Te porque Tu És capaz de suprir todas as necessidades dela agora mesmo, bem como as nossas. No nome de Jesus. Amém”. E óbvio percebermos quais os pais que sentirão a “paz de Deus” e que apertarão as mãos, angustiados, durante esse tempo de profunda necessidade. A diferença vem do aprendizado da atitude de agradecimento, com base na Palavra de Deus. Para que você não pense que as orações acima são hipotéticas ou idealistas, deixe-me compartilhar com você de uma experiência pessoal. A menininha loira e de olhos azuis, chamada Lori, que Deus nos enviou, é a menina de meus olhos. Vários anos atrás eu estava ao lado do leito dela, no Hospital Infantil, e fiz essa segunda oração. Francamente, não sei como as pessoas sem Jesus Cristo atravessam tais provas. Minha esposa e eu podemos testificar que apesar da tremenda febre e do estado de delírio de Lori, sem qualquer esperança conhecida, Deus conferiu paz a nossos corações perturbados. Entretanto, foi somente quando oramos com ações de graças, ao lado da tenda de oxigênio dela, que recebemos essa paz. Se você tende a preocupar-se ou queixar-se, descobrirá que não é uma pessoa muito agradecida. Talvez você seja uma ótima pessoa quanto a tudo, mas a menos que você aprenda a ser agradecida, nunca poderá andar por muito tempo no Espírito, e nem será constantemente feliz. O segredo de uma atitude agradecida é vir a conhecer intimamente a Deus, conforme Ele se revela em Sua Palavra. Isso requer uma leitura bíblica consistente, além do estudo e da meditação. E quando sua fé estiver estabelecida através da Palavra, lhe será mais fácil dar graças, mas tudo continuará sendo um ato da vontade. Se você não tiver aceito Sua plena orientação para a sua vida, se queixará porque duvidará que as coisas dêem certo. E a dúvida abafa o Espírito e faz um real progresso tornar-se difícil. Uma última sugestão prática para alguém andar no Espírito impõe-se aqui. Embora a atitude mental seja importante a todo o tempo, é de máxima importância que você ore duas vezes por dia: quando você se deitar e quando se levantar. E muito importante orar “com ações de graça”, bem como ler as Escrituras à noite. Embora possa parecer difícil, o outro horário estratégico para dar ações de graça é quando você se levanta, pela manhã. O salmista nos ajuda aqui: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. (Salmos 118.24.) Depois de ter dado início a seu dia com ações de graça, submeta-se de novo a Deus, de acordo com Romanos 6.11-13. Diga-Lhe que você está disponível para compartilhar de sua fé com os necessitados que Ele lhe enviar em seu caminho. Renda seus lábios ao Espírito Santo e permita-Lhe que Ele abra o diálogo. Ande no Espírito e você produzirá fruto para Deus. Logo que você sentir que entristeceu ou abafou o Espírito, confesse seu pecado e peça novamente o Seu enchimento. Se você seguir esses passos, seu espírito melhorará apesar de seu temperamento. E quando melhorar o seu espírito, permitirá que Deus faça sua vida ser a melhor possível. Capitulo 5 Submeta-se a Um Teste de Temperamento Um dia, um psicólogo industrial dos estados do meio-oeste americano, estava visitando San Diego, e veio ao nosso culto matinal de domingo. Terminado o culto, ele me convidou para almoçar com sua família, e visto que minha esposa estava fora da cidade, falando a uma conferência para mulheres, aceitei o convite. Nem bem tínhamos retornado do buffet com nosso prato quando ele disse: - ‘Tenho utilizado sua teoria do temperamento no aconselhamento profissional há dez anos, e acredito ser o instrumento mais útil para a orientação vocacional que jamais vi”. Ali estava um homem com um doutorado em psicologia, que servia como consultante para as maiores companhias aéreas da nação, e ele reconheceu que a teoria dos quatro temperamentos é a melhor teoria sobre comportamento humano que já foi traçada. Essa teoria não é perfeita, e nem é aceita universalmente, mas é uma ajuda excelente para muitas coisas, particularmente na orientação vocacional. Meu amigo então perguntou: - “Você tem desenvolvido um teste de temperamento? Nesse caso, eu gostaria de vê-lo”. Na ocasião tive que responder: - “Ainda não. Estou trabalhando sobre um desses testes, mas não estou satisfeito com o mesmo”. Isso aconteceu há sete anos, e cinco testes de temperamento. Agora, estou muito satisfeito com o teste que estou utilizando - a Análise de Temperamento LaHaye - o qual é bastante completo. Mas também desenvolvi um teste mais simples, a que você poderia submeter-se, ou pedir que um de seus amigos o aplique a você. Através dos anos, tenho recebido pelo menos uma dúzia de testes traçados pelos entusiastas de meus outros livros sobre os temperamentos. Alguns deles eram extremamente complexos e outros inúteis. Mas todos esses testes têm sido tentativas para ajudar as pessoas. Dois professores da universidade Andrews em Ban-ien Springs, estado do Michigan, contataram-me para colaborar com eles em tal teste. Um deles era um estatístico, e o outro um professor de testes e analista de sistemas. Juntos, trabalhamos em um teste sobre o qual os dois se mostraram extraordinariamente entusiasmados. Administrei-o a várias pessoas que conhecia bem, mas não fiquei satisfeito com os resultados. Descobri que muitos indivíduos do tipo fleumático tinham características coléricas. Esses bons homens refinaram seu teste e posteriormente lançaram-no no mercado. Prossegui desenvolvendo os meus próprios testes, que acabei administrando a voluntários de minha congregação, entre meus conhecidos e a mais de mil missionários encontrados em uma viagem missionária mundial. Finalmente, criei a Análise de Temperamento LaHaye, que acredito ser mais de noventa e dois por cento correta. Já o administramos a quase vinte mil pessoas, e tenho recebido pouquíssimas queixas. De fato, aqueles que se têm submetido ao teste ficam muito admirados diante de seu caráter completo e de seu profissionalismo. Um dos testes que eu não usei em minha análise é o teste simples envolvido neste capítulo. Não reivindico para o mesmo uma taxa de acerto de noventa e dois por cento, porquanto o mesmo é um teste simples, de uma única fase. A Análise de Temperamento LaHaye consiste em quatro testes em um para permitir uma comparação, e uma escala de mentiras e uma de disposições. É muito interessante que qualquer teste subjetivo como esse seja influenciado tanto pelo seu estado de espírito como por quão honesto você é quando avalia a si mesmo (ou seja, quão objetivo você é). Seja como for, para que possa detectar bem seu temperamento primário e, talvez, seu temperamento secundário, você deve submeter-se aos testes nas próximas páginas. Uma Dupla Checagem Cinco gráficos sobre seu temperamento lhe são dados para seu uso pessoal. O primeiro gráfico serve para determinar como você vê a si mesmo. Os gráficos de número dois a quatro mostram o que seus melhores amigos vêem em você. O gráfico de número cinco servirá para obter a média das notas dadas por seus amigos. Então poderá comparar a média dos gráficos de seus amigos com seu próprio gráfico de temperamento, para verificar se sua percepção de si mesmo é similar aquilo que seus amigos vêem em você. Em caso contrário, então precisará perguntar se, realmente, mostrou-seobjetivo sobre si mesmo, ou se projeta uma impressão para que outros lhe vejam como você quer que eles lhe vejam, ao invés de como realmente é. O teste seguinte não deveria tomar-lhe mais do que vinte e cinco minutos. Seu Gráfico 1 de Perfil Pessoal Instruções: 1. Relaxe e fique em um lugar calmo, e leia o gráfico inteiro antes de fazer qualquer marca. 2. Após cada palavra no círculo abaixo, ponha um ponto sobre o número que melhor lhe descreve, 5 sendo aquilo que mais se descreve você e 1 sendo o que menos descreve você. Tente ser objetivo. SANGÜINEO Emotivo Compassivo Falta de prática Facilmente desencorajado Indisciplinado Dificuldade em cumprir resoluções Dotado de vontade fraca Falante Amigável Boa companhia Desassossegado Dificuldade em concentrar-se Vive no presente Egoísta Impulsivo Não pontual Otimista Comunicativo COLÉRICO Otimista Voltado para objetos Autoconfiante Auto-suficiente Ativista Dominador Agressivo Líder Constante Dotado de vontade forte Mal-humorado Insensível Antipático Determinado Decidido Sarcástico Prático Comunicativo MELANCÓLICO Sentimental Sensível Auto-centralizado Ofende-se facilmente Sacrifica-se Amigo fiel Gosta de ficar fora de cena Desconfiado Introspectivo Perfeccionista Guarda ressentimento Criativo Mal-humorado Crítico Indeciso Pessimista Idealista Introvertido FLEUMÁTICO Muito quieto Pessimista Introvertido Não agressivo Expectador da vida Indeciso Lento e preguiçoso Despreocupado Calmo e frio Eficiente Confiável Humor sério e espirituoso Importunador Egoísta Hábitos ordenados Mesquinho Teimoso Trabalha bem sobre pressão Avaliando os Resultados O gráfico 5 contém agora dois círculos de cores diferentes. Idealmente, os círculos serão idênticos. Na maioria dos casos, porém, haverá alguma variação. Entretanto, seu temperamento primário deve aparecer como o círculo maior. Espera-se que ambos os círculos maiores estejam na mesma área de temperamento. No caso de não estarem, então você deveria pensar em algo como: - “Os meus amigos me vêem como eu mesmo me vejo, ou há alguma grande diferença?” Se dois de seus amigos lhe derem pontos, bastante similares à seus próprios, então desconsidere totalmente o terceiro gráfico. Algumas pessoas dão valor exagerado a um teste simples como este. Em conseqüência, seus pontos excessivos alterarão completamente as médias de seus outros amigos. Por outra lado, se seus pontos e aqueles de seus amigos estiverem em contraste marcante, então isso pode significar que você está tentando ser algo que Deus nunca tencionou que fosse neste caso precisará enfrentar realisticamente a si mesmo como realmente é, conforme é controlado pelo Espírito Santo. Outros Testes Para Você Submeter-se Se você não ficar satisfeito com a exatidão do círculo de temperamento anteriormente avaliado, eis aqui algumas perguntas que deve fazer a si mesmo a fim de, pelo menos, identificar seu temperamento primário: 1. Você é extrovertido ou introvertido? 2. Você fala como um falador rápido, espontaneamente? 3. Você precisa pedir desculpas com freqüência? 4. Você tem reações altamente emocionais? 5. Você fala lenta e quietamente? 6. Você soletra bem? 7. Você se sai bem em matemática e nos detalhes? 8. Você fica deprimido com facilidade? Se você respondeu à pergunta 1 dizendo que é extrovertido e respondeu com um “sim” às perguntas 2-4, seu temperamento primário será, provavelmente, o de um sanguíneo. Se respondeu com um sim somente uma das perguntas de 2 a 4, provavelmente pertence ao temperamento colérico. Se você respondeu à primeira pergunta que é um introvertido, e “sim” às perguntas 6 a 8, seu temperamento primário, provavelmente é o de um melancólico. Mas se você respondeu com um “sim” à pergunta 5, e não fica deprimido freqüentemente, então seu temperamento predominante provavelmente é o de um fleumático. Como é óbvio, essa é uma análise muito casual, mas pode servir como uma verificação interessante quanto à exatidão do temperamento dominante em seu gráfico circular. Faça este Teste em Dois Anos Um exercício que você achará muito interessante consiste em concentrar-se a andar no Espírito, diariamente, conforme foi esboçado anteriormente. Então torne a fazer o teste acima para ver como Deus tem modificado o seu temperamento. E você descobrirá pontos mais baixos quanto às áreas de fraqueza em seu temperamento. Infelizmente, tudo quanto o teste acima fará por você será revelar seu temperamento primário e secundário. Uma vez que você tenha determinado seu temperamento primário e secundário, estará preparado para avaliar, se no momento, está seguindo ou não sua vocação certa. Os próximos capítulos o ajudarão mais ainda nessa determinação. O Temperamento e Sua Vocação Capitulo 3 Descobrindo Suas Aptidões Vocacionais Os seres humanos foram designados por Deus com alguma capacidade especial de produtividade. Essa é uma daquelas características herdadas e predominantes nos seres humanos que separam a humanidade do reino animal. Até mesmo no jardim do Éden, Deus deu ao homem certas responsabilidades e deveres. Note estas palavras: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar”. (Gênesis 2.15.) Deveríamos relembrar que toda esta cena teve lugar antes do pecado ocorrer, e, portanto, antes da queda. O trabalho, um mandamento de Deus, nada tem a ver com a queda - embora isso o tenha dificultado. Evidentemente, não havia plantas daninhas no jardim do Éden, senão quando veio a maldição divina, mas mesmo assim o homem precisava trabalhar. Agora o trabalho do homem é dificultado pelos espinhos, pelas ervas daninhas, pelas enfermidades, pelos insetos etc. Após a queda no pecado, Deus disse ao homem que o trabalho era a sua sorte na vida. “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gênesis 3.17-19.) Por toda a Bíblia a ética do trabalho é exaltada. Há muitas referências, existentes no livro dos Provérbios, chamando a certas pessoas de “preguiçosas” e desafiando tanto homens quanto mulheres a serem habilidosos. Esse conceito também é fomentado no Novo Testamento, onde se declara que “Se alguém não quer trabalhar, também não coma”. (2 Tessalonicenses 3.10.). Todos os mandamentos de Deus operam para o bem do homem. Com isso quero dizer que ninguém fica psicologicamente sem realizações ou prejudicado por obedecer aos mandamentos de Deus. Ao contrário, a humanidade recebe um senso de cumprimento ao obedecer às instruções divinas. Precisamos trabalhar, pois o trabalho é bom para nós. Há algo de auto-enriquecedor em um trabalho bem feito. Os desempregados sentem-se uns miseráveis não somente porque ficam sem dinheiro, mas porque não têm a oportunidade de trabalhar de forma produtiva. Já conhecemos indivíduos muito trabalhadores que se aposentaram aos sessenta e cinco anos de idade e morreram antes de completar seu sexagésimo sétimo aniversário. A razão real, embora não seja aquela que aparece em seus certificados de falecimento, é que eles não puderam manusear o vácuo emocional resultante da falta de produtividade. Frustração Vocacional Após o desemprego, a pior coisa que pode acontecer a uma pessoa é ter um emprego errado. E incrível ver quantas pessoas desprezam o seu próprio trabalho. Não admira que tal trabalho seja tão desprezível para eles. E conforme a tecnologia avança, um número crescente de pessoas descobre que não está bem adaptado á vocação em que se acha no momento. Isso é particularmente verdadeiro no caso daqueles que não têm aptidões técnicas, ou no caso daqueles cujaárea de aptidão acaba saindo da existência. Todos os especialistas em assuntos profissionais advertem que isso será um problema crescente no futuro. Uma das maneiras de se evitar as frustrações vocacionais, ou sentir-se como uma peça redonda em um buraco quadrado, consiste em conhecer o seu temperamento e suas possibilidades naturais de profissão, e então encontrar um trabalho que lhe permita expressar suas características de temperamento naturais. Examine esta breve exposição das quatro aptidões vocacionais, e veja se ela lhe parece familiar. Aptidões Vocacionais dos Faísca Sanguíneos O mundo é enriquecido pelos indivíduos sanguíneos, com seu ânimo e seu carisma natural. Geralmente são excelentes vendedores, e mais do que pessoas de qualquer outro temperamento, parecem atraídos por essa profissão. Os Faísca são tão convincentes que poderiam vender muletas para pessoas que nem ao menos são capengas. Se você quiser ver os Srs. Sanguíneos em ação, visite seu distribuidor de carros usados. Dois terços de vendedores ali provavelmente compõem-se de indivíduos sanguíneos. Além de serem bons vendedores, os sanguíneos são excelentes atores, entretenedores e pregadores (particular- mente evangelistas). São notáveis mestres de cerimônias, leiloeiros e, algumas vezes, líderes (se devidamente misturados com outros tipos de temperamento). Por causa de nossa mídia de massa atual, eles estão sendo cada vez mais procurados dentro da arena política, onde o carisma natural tem provado ser uma vantagem (os sanguíneos têm carisma para dar e vender). Na área da ajuda ao próximo, os sanguíneos são excelentes como trabalhadores em hospitais. Os médicos sanguíneos sempre têm o melhor jeito com seus pacientes. Você poderá estar à beira da morte, branco como o lençol que estiver deitado e quando esse tipo de médico entrar no seu quarto de hospital, levantará seu espírito por causa de seu encanto natural. Sua óbvia compaixão, com relação ao seu caso, quase vale a pena a conta exorbitante que ele cobrar. (Pois os sanguíneos nunca são moderados em coisa nenhuma). As enfermeiras sanguíneas são igualmente entusiastas sobre ajudar pessoas enfermas, e seu sorriso radiante, quando entram no quarto do hospital, sempre o deixará entusiasmado. De fato, a maioria das pessoas enfermas responde à pergunta de um sanguíneo: “Como você está hoje?” com a resposta “Muito bem”. Enquanto isso as enfermeiras melancólicas, ao fazerem a mesma pergunta, provavelmente receberão um lamento de auto-compaixão: “Estou me sentindo um miserável”. Sem importar em qual trabalho os sanguíneos estiverem, esse trabalho sempre deveria deixá-lo em abundante contato com as pessoas. Penso que a principal contribuição à vida, das pessoas sanguíneas, é deixar outras pessoas felizes. Por certo, alguém deveria receber essa tarefa nestes tempos de incerteza. É fato bem conhecido que as pessoas sanguíneas não são muito rápidas quanto aos detalhes. Uma das maiores frustrações delas consiste em fazer uso de “ordens de compras” ou preencher todos os espaços em branco “dos contratos”. A maioria dos sanguíneos nem ao menos pode lembrar-se onde puseram seus contratos, quanto mais preenchê-los. Eles gostariam muito mais de estar com um cliente no campo de futebol do que ficar traçando estratégias, analisando ou preenchendo formulários. A maioria dos sanguíneos lamenta-se: - “O trabalho com papéis é a desgraça da minha vida”. Apesar de ser verdade que os sanguíneos não são caçadores de detalhes naturais, eles podem fazer melhor do que isso. E tudo uma questão de autodisciplina. Isso parece ser a coisa mais auto-limitante que os sujeitos sanguíneos fazem: conformar-se com sua fraqueza e recusar- se a disciplinar a si mesmos. Triste dizê-lo, mas os sanguíneos usualmente limitam seu potencial máximo por seu fracasso em se disciplinarem. Todo trabalho tem algo de indesejável a respeito, e mudar de trabalho simplesmente não altera esse quadro. Mais cedo ou mais tarde, você encontrará algo em seu novo trabalho que não gosta de fazer. Quando minha esposa e eu lançamos um programa de televisão de âmbito nacional, pensávamos que tínhamos encontrado uma maneira excitante de servir a nosso Senhor. Apreciamos deveras a filmagem dos programas, o encontro com novas pessoas, a excitante experiência de conhecer o novo campo de atividades, e, naturalmente, ajudar a milhões de pessoas em vez de apenas milhares. Mas eu não havia levado em conta as duzentas e vinte e quatro reuniões de levantamento de fundos, todos os anos, durante um ano de recessão financeira. Eu odiava aquelas reuniões! Eu gosto de ensinar e pregar a Bíblia, mas pedir dinheiro às pessoas para financiar até mesmo esse eficaz ministério?! Foi a coisa mais difícil que eu tive que fazer no trabalho de Deus. De fato, fui tentado a desistir, no primeiro ano, por duzentas e vinte e três vezes. Agora que tais reuniões ficaram para trás, estou alegre de não ter desistido. Faz muito tempo que aprendi que Deus está interessado em finalizadores, e não em iniciadores. Os indivíduos sanguíneos são tão capazes que olham para um sucesso instantâneo, mas não estão acostumados a curvar a cabeça e ficar arando em face da dificuldade, da oposição ou da frustração. Uma vez que tenham aprendido essa lição, não há limite para aquilo que Deus pode fazer vocacionalmente com eles. As Aptidões Vocacionais dos Rocha Coléricos Qualquer profissão que requeira liderança, motivação e produtividade está aberta para os indivíduos coléricos, contanto que não exija muita atenção a detalhes e a planejamentos analíticos. Reuniões de comissão e planejamento a longo prazo são muito chatas para eles, pois são executores. Embora geralmente não sejam artífices (o que já requer um grau de perfeição e eficiência que está fora de sua capacidade), eles com freqüência servem de supervisores de artífices. Normalmente eles ocupam-se em projetos de construção, porque é muito produtivo e por muitas vezes terminam como gerentes ou supervisores de projetos. Os Rocha Coléricos são desenvolvedores por natureza. Quando eles e suas esposas viajam pelo interior de um país, não podem compartilhar do prazer delas diante das “belas colinas que rolam”, pois imaginam máquinas a traçar estradas e ruas, e operários a construir lares, escolas e shopping centers. A maioria das cidades e subúrbios de hoje foi imaginada por algum individuo colérico. Mas você pode ter a certeza de que eles contrataram um homem melancólico como arquiteto, dotado da habilidade analítica e criativa para traçar os planos que eles esboçaram, pois nunca seriam capazes de fazer isso sozinhos. Até hoje eles não compreendem porque algumas poucas linhas no verso de um envelope não são suficientes para obter a aprovação do departamento de planejamento da cidade. Ninguém luta mais duro contra os vereadores do que os coléricos, que lamentam amargamente: “Afinal por que todo esse negócio de planos detalhados? Já construí projetos suficientes para saber que os melhores planos precisam ser modificados durante a construção; portanto, por que não ir resolvendo enquanto se avança o nível de detalhes? Sei o que quero realizar! “São coléricos sábios aqueles que contratam um auxiliar melancólico como seu assistente, ou entram em uma sociedade com ele. Juntos eles compõem uma equipe imbatível. Naturalmente, visto que ambos têm um temperamento primário e um temperamento secundário, ocasionalmente a pessoa encontra outra com ambas as características. A maioria dos empresários são indivíduos coléricos. Eles formulam as idéias e mostram-se aventureiros o bastante para se lançarem em novas direções. Também não se limitam às suas próprias idéias, mas algumas vezes ouvem uma idéia criativa da parte de alguém que não se mostra aventureiro o suficiente para iniciar um novo negócio ou projeto. Mas uma vez que os Rocha Coléricos iniciaram um novo negócio, não é difícil que isso os deixe enfastiados, depois de terem obtido sucesso no mesmo. Há duas razões para isso. Primeira, quando o negócio crescesob sua liderança dinâmica, por necessidade aparecem novos detalhes. Mas visto que os coléricos não são, por natureza, delegadores de responsabilidade (embora possam aprender a se-lo, com algum treinamento) e tendem a preferir os frutos de sua própria produtividade e indústrias capazes, os esforços de outras pessoas são avaliados como um tanto inadequados. Em conseqüência, eles tentam fazer tudo sozinhos. Em segundo lugar, quando os visionários Rocha Coléricos encontram-se inundados com a massa de detalhes que sua aventura bem-sucedida projetou, eles procuram um comprador que assuma essas responsabilidades, a fim de libertarem-se e terem tempo de lançar algo novo. Assim, quanto aos coléricos médios pode-se esperar que eles lancem de quatro a dez negócios ou organizações durante o seu tempo de vida. Mas uma vez que os coléricos aprendam a delegar responsabilidades e descubram que são capazes de realizar mais através de outras pessoas, eles podem completar uma notável quantidade de trabalho. Outras pessoas não conseguem acreditar que eles possam envolver-se em tantas coisas e mesmo assim conservarem a sua sanidade, mas para os Rocha Coléricos o feito é realmente muito simples. Visto que eles são completamente conscientes dos desempenhos pessoais e não têm tendências perfeccionistas em excesso, ele raciocinará: “É preferível eu obter um certo número de coisas terminadas em setenta ou oitenta por cento do que algumas coisas terminadas em cem por cento”. É conforme Charlie “Tremendous” Jones diz em suas preleções aos negociantes: “O seu lema deveria ser: Da produção à perfeição”. Os coléricos amam essa filosofia; mas os melancólicos perfeccionistas rejeitam-na vigorosamente. Os Rocha Coléricos são motivadores naturais de outras pessoas. Eles expiram a autoconfiança, são extremamente conscientes de seus objetivos, e podem inspirar outras pessoas a contemplarem os mesmos. Em conseqüência, seus associados podem sentir-se mais produtivos se seguirem a sua orientação. Sua fraqueza primária como líder é que são difíceis de agradar e tendem a passar com ímpeto por sobre outras pessoas. Se eles ao menos soubessem como os outros os olham, buscando aprovação e encorajamento, passariam mais tempo dando palmadinhas nas costas dessas pessoas, reconhecendo suas realizações, que gerariam ainda maior dedicação da parte de seus colegas. O problema, entretanto, é que, subconscientemente, os indivíduos coléricos pensam que a aprovação e o encorajamento conduzirão à complacência, e supõem que a produtividade de um empregado cairá de nível, se eles se mostrarem muito dispostos a cumprimentá-los. Dessa forma, eles apelarão para as críticas e para o desconto de faltas, na esperança de que isso inspire um maior esforço ainda. Uma vez que os Rocha Coléricos descubram que as pessoas requerem segurança e estímulo, a fim de realizarem as coisas no máximo de seu potencial, seu papel como líder melhorará radicalmente. Aprenda uma lição de certos jogadores de futebol norte-americano antes de alguma jogada crucial: eles andam para lá e para cá ao longo da linha, dando palmadinhas amigáveis nas costas de seus colegas, como encorajamento. Esse toque significativamente os exorta: - “Estou contando que você faça o melhor que puder; não me decepcione”. É como um desses jogadores disse acerca de seu capitão de defesa: - “Darei minha vida por aquele homem!” É realmente interessante que o citado capitão vivia dando tapinhas nas costas dos outros jogadores. Nos primeiros dias da indústria norte-americana, quando a questão da produção e das manufaturas não era tão técnica, nossos complexos industriais eram edificados principalmente por indivíduos coléricos. Nestes dias em que a tecnologia demanda maior dose de sofisticação e criatividade, esses complexos industriais estão a exigir, crescentemente, melancólicos como líderes, ou, pelo menos, para coléricos/melancólicos, ou melancólicos/coléricos. Atualmente, os coléricos puros inclinam-se mais a construir as ruas e estradas do que a fornecer as rotas de suprimento usadas pela indústria, ao passo que as organizações complexas requerem líderes de tendências mais analíticas. Não se entristeça pelos indivíduos coléricos do futuro; eles reaparecerão para fazer jus aos seus talentos. Eles sempre pousam sobre os seus dois pés. Os coléricos possuem uma habilidade promocional e se saem bem em vendas, ensino (sempre em assuntos práticos), política, serviço militar, esportes e muitas outras atividades. Tal como os sanguíneos, os Rocha Coléricos tornam-se bons pregadores no púlpito. Não somente eles são mestres dinâmicos da Bíblia, mas sua habilidade de organização e de promoção, juntamente com seus fortes dons de liderança, tornam difícil para parte da congregação temerosa diminuir-lhe o ímpeto. De acordo com um antigo dizer popular: “Os tolos se apressam para onde os anjos temem andar”. Ninguém jamais acusou os coléricos de serem anjos. Eles se lançam a muitos projetos e, com a motivação apropriada e a bênção de Deus, usualmente desfrutam de um ministério bem-sucedido. A civilização ocidental tem-se beneficiado muito de seus Rocha Coléricos (os nórdicos, os teutônicos, os germânicos, os gauleses ou os francos eram pessoas que geralmente continham uma taxa muito alta de indivíduos do temperamento colérico). Porém, também tem sofrido muito com eles. Os maiores generais do mundo, os grandes ditadores e bandidos têm sido, principalmente, coléricos. O que faz a diferença? Seus valores morais e as suas motivações. Se existe tal coisa como uma “tendência ao sucesso”, os coléricos têm essa tendência. Isso não significa que eles sejam mais espertos que outras pessoas, conforme geralmente se pensa, mas que sua vontade forte e determinação impele-os ao sucesso, e outras pessoas, até mais capazes, inclinam-se a desistir diante de seus projetos superiores. Se um trabalho requer produção, luta árdua e atividades, os Rocha Coléricos ultrapassam a todos os outros tipos de temperamentos. Mas se tratar de análise, planejamento a longo prazo, habilidades meticulosas ou criatividade, isso já é outro jogo. Raramente você encontrará indivíduos predominantemente coléricos atuando como cirurgiões, dentistas, filósofos, inventores ou fabricantes de relógio. Os interesses dos Rocha Coléricos alicerçam-se sobre a atividade, a grandeza, a violência e a produção. Eles são tão otimistas, que dificilmente antecipam um fracasso, que poucas vezes falha - exceto no próprio lar. Aptidões Vocacionais dos Martinho Melancólicos Em regra geral, nenhum outro temperamento tem quociente de inteligência superior, criatividade ou imaginação como os indivíduos melancólicos, e ninguém é mais perfeccionista. A maioria dos grandes compositores, artistas, músicos, inventores, filósofos, teóricos, teólogos, cientistas e educadores dedicados são melancólicos. Nomeie um artista famoso, compositor ou líderes de orquestra, e você terá identificado outro gênio e, com freqüência, um melancólico excêntrico. Considere Rembrandt, Van Gogh, Beethoven, Mozart, Wagner e uma hoste de outros. Quanto maior for o grau do gênio, maior será a predominância de um temperamento melancólico. Qualquer profissão que requeira perfeição, auto-sacrifício e criatividade será uma boa opção aos Martinho Melancólicos. Entretanto, tendem a impor limitações ao seu potencial subestimando-se e criando obstáculos exagerados. Qualquer vocação humanitária atrairá indivíduos melancólicos ao grupo de trabalho. Durante anos venho examinando os médicos, e embora existam exceções, quase todos os médicos são predominantemente melancólicos, ou é um melancólico secundário. Seria mesmo requerida uma mente melancólica para que se possa enfrentar os rigores de uma escola de medicina. Pois um médico precisa ser um perfeccionista, um especialista analítico e um humanitário impulsionado por um coração que deseja ajudar outras pessoas. A habilidade analítica requerida para traçar a planta de edifícios, projetar uma paisagem, ou olhar para um terreno e imaginar um desenvolvimentodetalhado de edifícios requer um temperamento melancólico. Nos negócios das construções, os melancólicos podem querer supervisionar edificações. Entretanto, eles se sairiam melhor se contratassem um supervisor de projetos, que trabalha melhor com pessoas, para então passar seu próprio tempo na prancheta de desenho. Eles ficam frustrados pelos usuais problemas pessoais, e suas exigências perfeccionistas, nada realistas, só servem para aumentar mais ainda esses problemas na direção de pessoas. Quase todo verdadeiro músico tem o temperamento melancólico, sem importar se ele é um compositor, regente de coro, artista de orquestra ou um solista. Isso, com freqüência, explica o lamento melancólico que parece encontrar seu caminho na música - tanto dentro quanto fora da igreja. Há pouco tempo, quando minha esposa e eu estávamos indo para um aeroporto, uma música sertaneja estava sendo tocada no rádio. Olhamos um para o outro e rimos, enquanto os lamentos de uma óbvia canção melancólica tornou-se tão evidente - e essa canção é uma das músicas que está fazendo mais sucesso atualmente rios EUA. A influência de temperamento sobre a habilidade musical de alguém tornou-se aparente, anos atrás, quando nossa igreja estava avaliando um bom ministro de música e sua esposa pianista, obviamente uma colérica. A caminho de volta para casa refleti com minha esposa que eu não podia compreender como uma colérica poderia ser tão boa pianista. Beverly replicou: - “Ela é uma música mecânica. Mediante forte poder da vontade ela forçou a si mesma a tocar bem o piano, mas ela não sente a sua música”. O fantástico arranjo que ela usara naquela noite tinha sido escrito por seu marido, um indivíduo melancólico, embora não fosse pianista, ele podia sentir a música. Nem todos os indivíduos melancólicos, é claro, entram nas profissões artísticas. Muitos tornam-se artífices da mais alta qualidade - carpinteiros, pedreiros, bombeiros, pedreiros, cientistas, enfermeiros, teatrólogos, autores, mecânicos, engenheiros e membros de qualquer outra profissão que provê um serviço significativo à humanidade. Uma vocação que parece atrair os sujeitos melancólicos, surpreendentemente, é a de ator, embora identifiquemos nessa profissão pessoas mais extrovertidas. No palco, os melancólicos podem tornar-se outras pessoas e até adotar a nova personalidade, sem importar quanta extroversão a mesma necessita; mas assim que a peça termina eles descem de seu ponto alto emocional, e revertem à sua própria personalidade mais introvertida. Aptidões Vocacionais dos Filipe Fleumáticos O mundo tem-se beneficiado grandemente da natureza graciosa dos Filipe Fleumáticos. À sua maneira quieta, eles têm mostrado ser cumpridores dos sonhos de seus semelhantes. Eles são mestres em qualquer atividade que necessite paciência meticulosa e rotina diária. A maioria dos professores de escola primária compõe-se de indivíduos fleumáticos. Quem, senão os fleumático, teriam paciência necessária para ensinar um grupo de estudantes de primeiro ano primário a ler? Uma pessoa sanguínea passaria o tempo inteiro da aula contando histórias ás crianças. Os indivíduos melancólicos as criticaria tanto que ficariam com medo de ler em voz alta. E posso até imaginar os coléricos como professores de alunos de sete anos de idade - os alunos pulariam de medo as janelas da escola! Mas a natureza gentil das pessoas fleumáticas assegura a atmosfera ideal para tal aprendizado. Isso não é válido somente no nível primário, mas também no ginásio e colégio, particularmente dentro de matérias como matemática, física, gramática, literatura, línguas e outras. É comum encontrar fleumáticos como administradores de escola, bibliotecários, conselheiros e chefes de vários departamentos nas escolas. Os fleumáticos parecem atraídos ao campo da educação. Outro campo que necessita dos fleumáticos é a engenharia. Atraídos aos planejamentos e aos cálculos, eles compõem bons engenheiros de estruturas, especialistas em serviços sanitários, engenheiros químicos, desenhistas de plantas, engenheiros mecânicos, engenheiros civis e estatísticos. A maioria dos fleumáticos têm excelentes pendores mecânicos, e assim tornam-se bons mecânicos, especialistas ferramenteiros, artífices, carpinteiros, eletricistas, pedreiros, vidraceiros, relojoeiros, assistentes técnicos e produtos diversos. O maior problema enfrentado pela indústria pertence ao controle do pessoal. Enquanto os salários de muitas profissões abaixam, a desarmonia em um departamento pode tirar de tal modo a motivação dos empregados que um empregador pode perder milhões de dólares somente quanto à produtividade. Recentemente, tem-se descoberto que o gerenciamento por fleumáticos experientes em suas áreas torna-se excelente. São ótimos administradores, super- visores e gerentes de outras pessoas. Visto que os fleumáticos são diplomáticos e não são abrasivos, as pessoas trabalham bem com eles. Quando recebem posições de liderança, parece que impõem a ordem ao caos e produzem uma harmonia de trabalho que conduz ao aumento da produtividade. Os indivíduos fleumáticos são bem organizados, nunca chegam a uma reunião despreparados ou tardiamente, tendem a trabalhar melhor sob pressão, e são extremamente confiáveis. Os fleumáticos geralmente ficam em uma empresa por longo período de sua carreira. Um interessante aspecto de sua habilidade como líder é que eles quase nunca se apresentam como voluntários para responsabilidades autoritárias, motivo pelo qual eu os tenho rotulado de “líderes relutantes”. Secretamente, os fleumáticos podem aspirar por uma promoção, mas seria contra sua natureza apresentarem-se voluntariamente para tanto. Pelo contrário, eles esperam com paciência, até que personalidades mais discordantes e inaptas façam uma confusão nas tarefas e então assumem a responsabilidade somente depois que a mesma lhes é forçada. Infelizmente, em muitas instâncias os fleumáticos esperam por uma oportunidade que nunca aparece - embora os empregadores apreciem suas capacidades, não podem imaginá-los como lideres. Em conseqüência, tanto a empresa como os empregadores saem perdendo. Paramente um fleumático ou vive de acordo com o máximo de suas capacidades ou falha na vida. Os fleumáticos podem aceitar um emprego com os benefícios da aposentadoria ou de seguros em mente. Por conseguinte, o serviço civil, a vida militar, um emprego governamental local ou algum outro “bom risco de segurança” os atrairá. Raramente eles se atiram em uma aventura de negócios por sua própria conta, embora estejam eminentemente qualificados a fazer tal coisa. Pelo contrário, aumentam o poder de ganho de alguma outra pessoa e se contentam com um estilo de vida mais simples. Testes de Temperamento Você descobrirá o teste de temperamento com pontos dados por você mesmo, agora que já percebeu qual é o seu temperamento, e que isso é uma chave para sua aptidão vocacional. Talvez se interesse mais ainda pelo teste de temperamento voltado para as profissões que desenvolvi durante um período de quinze anos para ajudar os cristãos a acharem sua correta vocação, bem como a correta posição, em sua própria igreja local, para servirem o Senhor. Na análise personalizada, que dá uma avaliação completa de seu temperamento primário e de seu temperamento secundário, inclui cinqüenta aptidões vocacionais que se adaptam a sua ímpar combinação de temperamentos. Como Encontrar o Emprego Certo Após a ‘salvação, o casamento, a sua família e a sua profissão é a coisa mais importante em sua vida. Por essa razão eu gostaria de dar-lhe algumas das sugestões práticas que tenho dado pessoalmente a centenas de homens e mulheres sobre como mudar de emprego, encontrar um emprego ou avaliar um novo emprego. Descobrir uma profissão que lhe sirva por toda a vida não é, realmente, difícil, se você é cristão e se está disposto a buscar a vontade do Senhor quanto à sua vida. Mas não espere que isso seja a coisa dramática que é para algumas pessoas. Já descobri que a narração de uma experiênciadinâmica de encontrar a vontade de Deus será muito inspiradora em um culto de igreja, mas para a maioria de nós isso é um processo lento, que se dá passo a passo. Apesar de ser verdade que Deus fala conosco hoje em dia, dificilmente isso acontece com a voz audível com que Deus falou com Abraão, Isaque e Moisés. A maioria das pessoas ouve a Deus mediante os impulsos gentis de nosso coração, ou como um “aperto” que Ele põe em nossos corações para fazermos alguma coisa. Ao caminharmos mediante a fé, movendo-nos na direção desse impulso, gradualmente nos encontraremos cumprindo essa vontade. Para a maioria de nós, encontrar a vontade de Deus não é a experiência eletrificante de um momento, mas é um processo continuo que ocupa muito tempo. Subimos a montanha à nossa frente somente para descobrir que isso nos leva à próxima montanha. E então, quando atingimos um ponto central, podemos olhar para trás e dizer: “Agradecido estou, ó Deus, por tua orientação fiel”. Deus está interessado em dirigir a sua vida para o lugar mais produtivo e eficaz onde você possa servi-Lo. Mas Ele está supremamente interessado em você como uma pessoa. A maioria dos cristãos tem a atitude de encontrar a vontade de Deus que foi refletida por uma oração honesta, mas um tanto irreverente de certo homem: - “Caro Senhor, por favor escreva em uma folha de papel o Teu plano para a minha vida durante os próximos dez anos. E então, se eu gostar do mesmo, eu o cumprirei!” Naturalmente, nunca diríamos tal coisa, mas com freqüência os cristãos agem dessa maneira. Antes, Deus deseja que andemos em inquebrantável comunhão com Ele, para que nos possa liderar na formação das milhares de decisões na vida que, finalmente, nos levará a cumprir a perfeita vontade dEle. O nosso problema é que estamos sempre com pressa. Mas Deus nunca se apressa. Ele está mais interessado em nossa dependência diária a Ele do que em todas as questões específicas. A razão pela qual Deus raramente nos dá muitos avisos com antecedência ou nos lidera acerca de Sua vontade é porque Ele sabe que mesmo que víssemos planos para dez anos, nós nos esquivaríamos de tentar cumpri-los e dificilmente verificaríamos, nos céus, até que completássemos esses planos ou caíssemos em algum grave problema. Descobrir a vontade de Deus para a sua vida não é somente a melhor maneira possível de viver, como também o aproxima notavelmente de Deus. Meus versículos favoritos da Bíblia, sobre esse assunto, são estes a seguir: “Confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do Senhor e ele satisfará aos desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o sol ao meio-dia. Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios”. (Salmos 37.3-7.) “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”. (Provérbios 3.5,6.) Uma vez que você se decida por viver o tipo de vida descrito anteriormente, não poderá caminhar errado. Isso não quer dizer que você não terá de enfrentar problemas e nem se deparar com obstáculos. Jamais conheci alguém que realizou qualquer coisa para Deus e que não tivesse encontrado obstáculos em seu caminho. Mas estamos preocupados com os resultados finais. Os passos abaixo lhe guiarão para encontrar a direção impelida por Deus em sua profissão. Sete Passos para encontrar a Vocação Certa 1. Estabeleça seu propósito primário na vida, de acordo com Mateus 6.33. Qual é o seu propósito real ao querer trocar de emprego ou encontrar uma nova profissão? Deveria ser a mesma que a motivação de sua vida, que Jesus esboçou para cada cristão: “Buscai, pois, em primeiro lugar o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6.33.) Uma vez que você tenha determinado que o seu propósito primário é buscar em primeiro lugar o reino de Deus, somente então você estará preparado para encontrar uma posição diferente. “Mais dinheiro”, “melhores oportunidades para o avanço espiritual” ou “um trabalho mais aprazível” não são boas respostas em si mesmas. Estabeleça a questão de: Quem está em primeiro lugar em sua vida, aquele de quem você é servo? (ver 1 Coríntios 6.19,20); então você poderá prosseguir para o segundo em sua vida. Você talvez precise de mais dinheiro, de melhores oportunidades etc., e Deus sabe disso. Mas você precisa saber que seu desejo primário é buscar primeiramente o avanço do reino de Deus. Somente esse princípio poderá poupá-lo de muitas dores de cabeça. Por exemplo, através dos anos de meu aconselhamento tenho dito, em particular e em público, que “qualquer pessoa que tenha um trabalho com jornada aos domingos, de modo a só poder freqüentar os cultos na igreja de vez em quando ou mesmo nunca, está no trabalho errado”. A vontade de Deus é que freqüentemos a igreja; não há dúvida alguma quanto a isso. Se seu emprego não permite que você obedeça a Deus, então você está no emprego errado. Vinte anos atrás, um bem apresentável gerente de supermercado, que tinha esposa e três meninas pequenas, me disse: - “Não posso ir a igreja porque trabalho aos domingos; só assim obtenho pagamento duplo”. Então eu lhe disse que esse era um motivo errado para ele trabalhar nesse dia. Faltar uma vez ou outra à igreja é compreensível. Até mesmo no Antigo Testamento, se um boi caia em uma valeta em dia de sábado, ele tinha que ser tirado dali. Jesus também endossou esse plano. Como é óbvio, alguém terá que trabalhar no sábado e sujar-se. Mas Deus disse “muito bem”, porque isso acontecia apenas ocasionalmente, ou seja, era uma emergência. Mas todos os sábados já é algo diferente. Assim também acontece ao dia do Senhor. Portanto, vi aquele homem perder sua esposa e suas três meninas para um estilo de vida carnal. Seu pagamento duplo custou-lhe muito mais do que ele ganhou. E agora, que é tarde demais, ele já o percebeu. Esse mesmo princípio haverá de guiá-lo no tipo de emprego que você deve buscar. Se seu emprego envolver produtos ilegais ou prejudiciais, então isso já não concordará com buscar o reino de Deus em primeiro lugar. Uma mulher disse que ela rejeitou um salário de “U$ 20, 000 por ano mais ajuda de custo”, como secretária executiva, porquanto envolvia entreter, a noite inteira, alguns dos clientes da firma que moravam fora da cidade. Existem coisas mais importantes na vida do que o dinheiro - e Mateus 6.33 deixa isso bem claro. 2. Analise seu temperamento. O teste simples de temperamento que aparece nas páginas 124-125 lhe ajudará a determinar seu temperamento, o que é uma chave para suas aptidões vocacionais. Já entramos em detalhes quanto às capacidades vocacionais de cada um dos quatro temperamentos. A seguinte regra lhe fornecerá uma orientação geral, embora você realmente se beneficie de fazer o teste de temperamento descrito mais adiante. Sanguíneos São do tipo voltado para as pessoas, vendedores que mostram-se excelentes nas relações públicas, ou qualquer coisa que necessite carisma. Coléricos São fortes líderes naturais, indivíduos voltados para objetivos ou projetos, que gostam de gerenciar pessoas. Melancólicos São indivíduos criativos e analíticos, com fortes tendências perfeccionistas, que com freqüência têm características estéticas. Fleumáticos São indivíduos frios, detalhistas que tendem a limitar a si mesmos. Eles podem fazer um trabalho estatístico, microscópico, que deixaria outras pessoas enlouquecidas. Com essa visão geral abreviada você poderá dizer, de modo geral, que tipo de vocação seria melhor para as suas necessidades. Se você está descontente com seu atual emprego, seu teste de temperamento lhe revelará que você está se ocupando em um tipo diferente de trabalho. 3. Ore. O versículo de introdução, desta seção inclui palavras como“confiar”, “entregar”, “descansar”. E nisso que consiste a oração. É sobre isso que se baseiam as nossas petições a Deus. Se você está desempregado ou insatisfeito com o seu emprego, então ore a respeito. Deus removerá o seu descontentamento ou abrirá a porta para uma nova oportunidade - se você lhe der tempo e aproximar-se dEle durante o período de espera. 4. Compartilhe a sua preocupação com outras pessoas em quem você possa confiar. Sem importar o tipo de seu temperamento, você achará ser útil compartilhar de suas preocupações com um amigo. É para isso que servem os amigos. E conforme dizem as Escrituras: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo”. Como poderia um amigo compartilhar de suas preocupações, se você não Lhe permitir isso? Normalmente ê útil falar a outras pessoas sobre os seus pensamentos mais internos. Aqueles que acham isso difícil, são aqueles que mais precisam disso. Certifique-se se aqueles com quem você busca conselho compartilham de seus valores espirituais. Lemos em Salmos 1.1: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios”. Isso é importantíssimo! Muitos cristãos têm buscado conselho de algum conselheiro profissional ou conselheiro vocacional, e têm falhado em filtrar esse conselho à luz do fato de que esse indivíduo não compartilha de sua perspectiva eterna em relação a Deus, à vida, à morte ou à eternidade. Como pastor, tenho visto muitos indivíduos ouvirem o conselho de alguém que não é um cristão, para perigo deles. Levar sua preocupação ou compartilhá-la com seus amigos, faz mais do que meramente ajudá-lo a esclarecer sua maneira de pensar. Põe outros em estado de alerta quanto a oportunidades. Fico admirado diante da maneira como Deus abre portas através de outras pessoas. 5. Investigue. Não pense em ficar à vontade, depois que tiver orado a respeito, esperando que Deus lhe envie um emprego que caia do céu. A oração nos motiva a fazer algo, como olhar na lista de empregos classificados do jornal. Tenho uma amiga que enquanto orava sobre sua necessidade, sentiu o impulso de ler o noticiário pelos jornais e descobriu um médico cristão que estava procurando ajuda. Ela tinha orado, pedindo orientação, por três dias, antes de sentir-se levada a examinar o jornal. O anúncio esteve no jornal somente por três dias. Ela apanhou o anúncio logo no primeiro dia, e então duas pessoas cristãs que queriam trabalhar com uni cristão obtiveram ambos a resposta para suas orações. Com muita freqüência, a narrativa bíblica que diz “Nada tendes, porque não pedis” (Tiago 4.2) limita seriamente as nossas vidas, vocacionalmente falando. Alguns que lêem estas palavras podem estar inteiramente despreparados com relação a emprego. Talvez você tenha se casado cedo, dizendo que tudo iria dar certo, e agora se encontra desempregado. Talvez precise voltar à escola, ou freqüentar um curso técnico industrial ou computação, ou algum outro plano de treinamento especial que necessita. Faça uma lista dos tipos de emprego que você gostaria de ter, e o pagamento que você sente que precisa para as despesas com a sua família. Então priorize os empregos no alto de sua lista e comece a estabelecer contatos. Se você precisar estudar à noite ou fazer algum treinamento especial, faça-o. Está-se tornando cada vez mais necessário que qualquer um que entre para trabalhar seja bem treinado em alguma área. A própria Bíblia diz que um “obreiro” é alguém que “maneja bem apalavra da verdade”. (2 Timóteo 2.15.) Há pouquíssimas posições empregatícias que não requerem algum tipo de “estudo”. Se é disso que você precisa, faça-o! Quando eu tinha quarenta e oito anos de idade, matriculei-me na escola graduada do Western Conservative Bible Seminary, através de seu programa satélite em San Diego da California. Foram necessários quatro anos e muito trabalho para satisfazer as demandas rigorosas da escola, mas finalmente obtive meu diploma. E descobri que foi uma influência muito estimulante sobre todo o meu ministério voltar à escola. (Mesmo depois de ser um presidente de colégio por seis anos, você nunca fica velho o bastante para aprender.) Muita gente tem descoberto que uma nova e estimulante vida profissional abre-se diante daqueles que pagam o preço para fazer algum treinamento avançado, tanto no seu campo preferido como em outro qualquer. Deus lhe tem dado certas habilidades básicas. Você nunca terá mais do que aquilo que Ele tiver dado, mas através do treinamento, da disciplina e da prática poderá aprimorar-se e refinar essas habilidades. Provavelmente, você não acredite que Deus fará qualquer coisa por nós, vocacionalmente, que não possamos fazer por nós mesmos. 6. Seja fiel e fique vigiando para que a porta se abra. Nosso Senhor afirmou: “Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fechará, e que fecha e ninguém abre: Conheço as tuas obras - eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar...” (Apocalipse 3.7,8.). Já descobri que nosso Senhor é o mestre da “porta aberta”. Em outras palavras, Ele nos guia para uma porta aberta de oportunidade a fim de O servirmos. O melhor conselho que jamais ouvi é aquele que diz que não precisamos de um mapa para toda a vida ou um plano mestre para as nossas vidas. Precisamos tão-somente manter-nos em íntima comunhão com o Mestre, que tem um plano para as nossas vidas. Portanto, devemos manter-nos ocupados a limpar o quarto onde atualmente nos encontramos, e a vontade de Deus, em seu tempo certo, abrirá outra porta para nós. E uma vez dentro, também descobriremos que nos devemos manter ocupados em um trabalho árduo, para nos mantermos atarefados e sempre prontos a limpar o segundo quarto que aparecer. E mais ou menos quando obtivermos esse segundo quarto limpo, haverá um terceiro que abrirá suas portas para nós, e assim por diante. E será então que olharemos para trás e diremos: “Não tem sido Deus fiel, ao levar-nos a tantos lugares de oportunidade para servi-Lo?” Nesse meio tempo, porém, precisamos ser achados “fiéis”, a limpar o quarto no qual estamos. Nunca me esquecerei de minha primeira igreja. Estávamos construindo uma placa defronte da igreja, e eu estava no meu gabinete quando chegou o caminhão que vinha entregar os tijolos. Assinei a entrega e o motorista disse: - “Quem o senhor tem para descarregar estes tijolos?” Então eu disse: - “Nós estamos pagando a vocês para fazerem a entrega dos tijolos”. A isso o motorista replicou: - “Sou um motorista, e não um trabalhador comum. A menos que você encontre alguém para descarregar esses tijolos, levá-los-ei de volta para a firma!” Portanto, pulei sobre o caminhão e comecei a descarregar os tijolos. Isso aconteceu há trinta anos. Nunca me faltou trabalho. De fato, minha única frustração é que eu não posso fazer todas as coisas que gostaria de fazer. Por muitas vezes tenho me perguntado por quanto tempo aquele motorista de caminhão manteve o seu emprego - com aquela atitude, provavelmente, não por muito tempo. Deus não nos pede que sejamos bem-sucedidos ou que marquemos um gol cada vez que batermos na bola. Entretanto, Ele pede que sejamos “fiéis”. Isso é algo que todo cristão deveria ser. Exatamente onde nos encontramos. Não permita que seu interesse por algum novo emprego impeça-o de ser fiel onde você está no momento. 7. Antecipe o futuro com paz e confiança. Deus segura as chaves do seu futuro, razão pela qual você não deve preocupar-se a respeito. Nosso Senhor falou sobre isso por muitas vezes em palavras como estas: “Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado aocurso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal”. (Mateus 6.25-34.) Uma coisa é alguém pensar no futuro; outra inteiramente diferente é preocupar-se a respeito. Quando você entregar seu caminho a Deus, não terá motivo para preocupar-se com o futuro. Eu preciso lembrar-me desse fato de vez em quando. É de grande termos muitos versículos guardados no coração, para podermos nos lembrar deles instantaneamente. Quando estiver ocupado em um ministério como o meu, no qual depende da resposta a uma correspondência mensal para efetuar o trabalho do Senhor, estará muito vulnerável às respostas erradas das pessoas. O verão é um desastre. Dezembro é quase tão ruim quanto o verão, e janeiro e fevereiro são inícios lentos. Isso deixa seis meses bons a cada ano. A recessão, a inflação, a correspondência atrasada, as falhas dos impressores, os correios ou mesmo outros vendedores podem até perder um desses seis meses. Esses ministérios são chamados de “ministérios da fé” - você vive semana após semana mediante a fé. Mas na verdade, quem não vive assim? As companhias de seguro e até os bancos podem falhar, e só Deus sabe se a Segurança Social permanecerá de pé. Em última análise, você só estará em boas mãos quando confiar no Deus vivo. A única coisa boa que você tem por você é que seu Deus é o Deus do futuro. Por várias vezes tenho consolado a mim mesmo com este pensamento: “Deus jamais decepcionou a alguém, Tim; nesse caso, por que Ele faria você ser uma exceção? Você simplesmente não tem toda essa importância”. Deus obterá mais glória para Si mesmo se Ele for fiel. Ele não o abandonará! Lembre-se de Noé, Abraão, Moisés, Jó, Davi, Pedro, João, Paulo e de milhões de outros cristãos! Capitulo 7 Aplicações do Temperamento no Trabalho Como estudante de psicologia por mais de trinta anos, há algum tempo que fiz a observação que a comunidade dos negócios tem um modelo muito mais eficaz do comportamento humano do que a própria academia. Os colégios pareciam obcecados por uma psicologia humanista que começava sobre tantas premissas falsas que não deveríamos ficar surpresos se ela se transformasse em poucos anos. Já vimos a psicologia Freudiana, que antes era o santuário perante o qual o pessoal das universidades se punha de joelhos alegremente, ser substituída pelo Rogenanismo, pelo Behaviorismo, pela teoria da Gestalt, pela teoria da Realidade, pela Análise Transacional e muitas outras frustrações - particularmente pelos pacientes cujo única observação consistente eram as contas exorbitantes que chegavam a seus lares todo mês. Quais são as premissas falsas da psicologia humanística? Dizendo em termos bem simples, elas são estas: (1) o homem é um animal evoluído; (2) o homem não tem consciência herdada; (3) não existe nenhum Deus criador; (4) uno há padrão absoluto para o comportamento, dado por esse itens; (5) o homem, à semelhança dos animais, não tem alma — no qual quando você morre, você morre; e (6) a finalidade do homem é a realização. Dados esses pressupostos básicos, não é para admirar que a psicologia moderna tenha provocado muita confusão em nossa sociedade. Temos, hoje em dia, um maior número de esquizofrênicos, de perturbados mentais, de pessoas deprimidas, de indivíduos com tendências suicidas, pessoas mais hostis do que antes do surgimento da psicologia. E a razão disso é bem simples. Um axioma fundamental de toda lógica é esta: se você começar com uma premissa errada, terminará com uma conclusão errada. Tenho aconselhado alguns psicólogos, e suas esposas, a tomarem conhecimento que suas soluções, sem Deus, são antipráticas. Tais tentativas de solução simplesmente não funcionam! De acordo com o conselho dado por psicólogos humanistas seculares, isso não somente é errado mas também é prejudicial. No mundo dos negócios, a questão é bastante diferente. A psicologia industrial talvez não goze de tanto conceito nos salões acadêmicos, mas ajuda muito mais pessoas do que a psicologia clínica. E é interessante que ela esteja baseada na teoria dos quatro temperamentos. Por alguma razão, os psicólogos norte-americanos têm sido grandemente influenciados por Sigmund Freud, embora eles tenham dado o devido desconto a muitas de suas teorias obsoletas e desenvolveram uma moderna e ímpia versão de teorias. Poucos professores norte-americanos têm aceito as obras eruditas do Dr. H. J. Eysenck, da Inglaterra. Ele é altamente respeitado na Europa, e nos campos industriais, de vendas e de gerenciamento da psicologia, em nossa nação norte-americana. De fato, a maioria dos programas populares, usados no gerenciamento de negócios, nas vendas e no desenvolvimento pessoal, está alicerçada sobre suas pesquisas exaustivas. E o Dr. Eysenck é advogado da teoria dos quatro temperamentos, que ele atribui a Hipocrates. O Serviço de Testes Educacionais e Industriais é uma companhia estabelecida em San Diego da California, que produz o I. P. E. - Inventário de Personalidade Eysenck. O diagrama da figura 1 é uma marca registrada de Eysenck, tanto em seus livros quanto em seus testes. Note quão similar é isso do gráfico da figura 2, que refinei a partir de muitas outras fontes informativas, além de minhas próprias observações. As similaridades são tão grandes que ambos estão obviamente baseados na antiga teoria dos quatro temperamentos. Através dos anos tenho recebido centenas de cartas de pessoas que têm lido meus livros sobre o temperamento ou que têm ouvido minhas conferências sobre o assunto. Muitas dessas cartas dizem respeito a testes de personalidade que seus escritores fizeram, sobre treinamento de gerenciamento de vendas, ou programas de treinamento vocacional a que eles têm-se submetido. Em todo o material que tenho recebido, há uma coerente semelhança com a teoria dos quatro temperamentos. Tenho estudado esse material, sem me importar onde ele foi produzido; e tenho descoberto que o mesmo está baseado nas pesquisas cuidadosas do Dr. Eysenck, ou sobre a teoria dos quatro temperamentos. Revisão de Negócios de Harvard Para exemplificar, na Revisão de Negócios de Harvard, publicada pela escola graduada de administração de negócios da Universidade de Harvard, o Dr. Theodore Levitt escreveu um artigo interessante intitulado “The Managerial Merry-go-round” (O Gerente do Turbilhão), no qual ele salienta o seguinte: - “As pessoas têm diferentes estilos de cognição - ou seja, maneiras de recolher e avaliar as informações. Alguns são pensadores sistemáticos, outros intuitivos, outros receptivos, e, outros, finalmente, perceptivos. Esses estilos parecem ser inerentes e estão bastante fixados na medida em que as pessoas atingem a maturidade. O que é ainda mais instrutivo é que a pesquisa descobriu que esses estilos afetam grandemente a maneira como as pessoas realizam os trabalhos que escolhem, e até determinam as indústrias das quais participam”. (Fact and Fiction in Psychology, Penguin Books, 1965, pág. 55). Você poderá observar que esse artigo diverge da reivindicação da psicologia humanística de que todas as pessoas nascem neutras e que o meio ambiente molda o comportamento das pessoas. A comunidade dos negócios reconhece que é digno de atenção treinar para o gerenciamento pessoas em todos os níveis, apesar de também reconhecer que há característicasinatas nas pessoas, que são irreversíveis. “Cada um de nós marcha ao ritmo de um instrumento diferente; o segredo do bom trabalho em equipe consiste em misturar estilos executivos contrastantes”, argumentam Stuart Atkins e Alian Katcher, respectivamente presidente e vice-presidente da Atkins-Katcher Associates, mc., consultores de gerenciamento em Beverly Hills, Califorfia. Estes extratos apareceram na revista Natiort’s Busirtess (edição de março de 1975): A fim de obter o melhor desempenho de sua equipe de executivos, você terá que orquestrá-los, fazendo cada qual dar o melhor de si e ajudando-os a mesclarem suas forças para a melhor realização como um grupo. Para conseguir isso, você terá que analisar seus estilos diferentes de operação. Toda pessoa é uma mistura de quatro padrões de conduta diferentes, geralmente com um dos padrões dominando os outros três. Os outros estilos, menos usados, entram em ação quando a situação clama por eles. Entretanto, não existem estilos “bons” ou “maus”. Uma pessoa cujo estilo dominante é Apoiador-doador, tende a ser digna de confiança, responsiva, idealista e leal Ela tentará fazer o melhor ao seu alcance sempre que você lhe der alguma tarefa a cumprir, e ela estabelecerá padrões elevados para si mesma e para a sua gente. Altamente receptiva às idéias alheias, ela coopera e é auxiliadora, alguém que desempenha bem o seu papel em uma equipe. Teste de Perfil de Personalidade Recentemente, a comunidade dos negócios tem começado a usar uma série de testes a que submetem empregados das maiores indústrias. O individuo submete-se a um teste que consiste em cento e cinqüenta adjetivos (a maioria dos quais traçados pelo Dr. Eysenck). Certa empresa envia um teste a cinco amigos da pessoa que está sendo testada para determinar como o indivíduo é visto por outras pessoas. Os resultados desse teste não usam os termos sanguíneo, colérico, fleumático e melancólico; mas qualquer pessoa familiarizada com seus significados reconhecerão seus paralelos com palavras como “expressivo”, “impulsivo”, “analítico” e “amável”. Sem importar como você os chamar, os resultados finais serão praticamente os mesmos. Um grupo de teste chama esses estilos de “quatro estilos sociais”, e salienta que a maioria das pessoas é uma combinação de pelo menos dois estilos sociais. Quando você se põe a examinar o instrumento deles, conforme se vê na figura 3, a seguir, encontrará uma similaridade fundamental com aquilo que já estudamos, como os quatro temperamentos básicos. Os resultados do teste localizam o estilo social primário e secundário de uma pessoa qualquer. Uma descrição verbal de cada tipo social, conforme é retratado na próxima figura 4, demonstra uma marcante similaridade com a teoria dos quatro temperamentos. Na edição de setembro de 1979 do jornal Dallas, encontrei um interessante artigo sobre a variedade dos Principais Oficiais Executivos (P0 E), no mundo dinâmico do metrô de Dallas. Já estive nessa cidade por diversas vezes e enquanto escrevia essa parte do livro, estava de pé no Hotel Registro, localizado no âmago da parte mais crescente do Norte de Dallas. Bifi Sloan, autor do livro “Life at the Top” (Vida no Topo), havia notado quatro estilos no POE nos luxuosos escritórios das torres recobertas de espelhos de Dallas. Ele os chamou de “intuidor”, “pensador”, “explorador”, e “sensor”, títulos esses usados por muitos consultores de gerenciamento, mas são apenas nomes diferentes para os tipos de temperamento melancólico, fleumático, sanguíneo e colérico. Ele usou Mary Kay, a famosa “cabeça’ de uma gigantesca indústria de cosméticos, como exemplo de um “explorador”, que ele descreveu como “sentimental, leal e sempre alegre”, e que “se alimenta de relações pessoais”. Então explicou que ela se intromete grandemente na história das pessoas é uma excelente motivadora. Para ele, Ross Perot, o gênio que começou alugando computadores, passou a vendê-los aos clientes e atualmente possui bancos de computadores e encabeça uma corporação de vários milhões de dólares em Dallas, é um exemplo de um ‘intuidor” ou melancólico, cuja criatividade e tendência são para as inovações, em combinação com seu impulso para o trabalho duro que levou-o ao topo. Quatro Estilos Sociais Básicos Descrições Breves dos Estilos Sociais Básicos Não somente esse especialista em tipos de temperamento salientou que os quatro tipos de gerentes são paralelos à teoria sobre os quatro temperamentos, mas ele também confirmou o que há muito eu já suspeitava. Que todos os quatro tipos podem perfazer excelentes POE, embora em campos e estilos diferentes. Os “exploradores” (sanguíneos) tornam-se ótimos gerentes de vendas, diretores de pessoal e embaixadores de boa-vontade. Os “intuidores” (melancólicos) tornam-se excelentes executivos de propaganda, diretores de relações públicas, cabeças de pesquisas, ou qualquer coisa que necessite criatividade. Os “pensadores” (fleumáticos) prestam-se melhor como diretores financeiros, chefes de grupos de engenheiros, vice- presidentes executivos etc. Os “sensores” (coléricos) estão sempre em posições de direção e podem dirigir qualquer tipo de corporação se lhe for dado uma boa equipe. Quer você os chame de “pensadores” ou fleumáticos, “intuidores” ou melancólicos, eles serão a mesma coisa. Você está falando sobre herdeiros de temperamentos que podem ser aprimorados, educados e refinados, mas que não mudam de herança. Mary Kay era uma “exploradora” aos quatro anos de idade, e ela continua sendo uma “exploradora”, em “relações públicas” uma pessoa que gosta de entrar em contato com outras pessoas. Sem dúvida ela tem aprendido a disciplina, a organização e o gerenciamento, mas ela sempre foi uma motivadora nata, com o carisma esfogueado. Todos nós herdamos um temperamento que produz o nosso próprio “estilo”. Nenhum estilo é melhor do que outro, mas cada qual se ajusta melhor a diferentes tipos de trabalho do que os outros estilos. Ao gerente de uma empresa é aconselhado a passar tempo descobrindo o temperamento de um empregado qualquer, a fim de poder treiná-lo para o tipo de trabalho que melhor se adapte. Quatro Tipos - o Modelo Dominante Durante os últimos cinqüenta anos, têm sido propostas muitas teorias do comportamento. As propostas mais eficazes e mais duradouras são aquelas que estão firmadas, pelo menos em parte, sobre um modelo de quatro tipos ou estilos de comportamento. As pessoas são diferentes. Elas agem, respondem e reagem de forma diferente. Um treinador especialista do governo salientou que a edição de novembro de 1982 da revista “Training” alistou quinze das teorias mais comuns. Algumas delas aparecem nas páginas seguintes. Admitimos que as abreviamos drasticamente, mas note o leitor como cada qual se ajusta a uma das categorias da teoria dos quatro tipos de temperamento. Embora os autores talvez não queiram admitir tal semelhança com a mais antiga teoria de comportamento do mundo, que temos estado a estudar, quando essas posições são comparadas no gráfico (figura 5), ficam nítidas essas tais similaridades. Este gráfico (figura 5) só pode ter sido produzido por um bom estudioso dos quatro tipos de temperamento como das tentativas modernas de explicar ou testar o comportamento humano, baseado nas pesquisas de Eysenck. Reproduzo-o aqui para os estudiosos de ambos os campos, a fim de apreciarem como as tendências modernas nos estão levando de volta aos dias de Hipócrates ou mesmo aos dias de Agur, no livro de Provérbios. A comunidade empresarial, nos últimos vinte anos, tem-se mostrado crescentemente consciente de quão prática é a teoria dos quatro temperamentos. Podem chamar a um desses tipos de expressivo, em vez de Faísca Sanguíneo, mas com isso querem dar a entender o mesmo tipo de temperamento. A outro tipo podem chamar de impulsivo-analítico. mas ainda assim querem dar a entender o temperamento colérico-melancólico. Predigo que sem importar como o chamem, a comunidade empresarial, por causade sua dedicação à praticalidade, ao custo da eficácia e ao desenvolvimento de pessoal nos levará para longe do idealismo irreal da psicologia humanista e cada vez mais perto da mais relevante teoria de comportamento dos quatro tipos de temperamentos, a fim de explicar porque os homens agem da maneira como agem, e o que eles podem fazer a respeito. A razão para tanto é muito simples - funciona. O uso mais óbvio dos quatro estilos de comportamento do mundo empresarial ou da teoria dos quatro tipos de temperamento chega para ajudar as pessoas a compreenderem porque agem como agem, ensinado-as a modificar seus estilos de comunicação. A teoria dos quatro tipos de temperamentos dos antigos ou os estilos de quatro comportamentos da indústria moderna são uma excelente maneira de apresentar programas de treinamento. Trata-se de um auxílio de grande valor não somente para aprimorar as habilidades de comunicação, mas também para o gerenciamento do tempo, os estilos de liderança, as avaliações dos desempenhos, a formação de equipes, a solução de conflitos e a melhoria da produtividade. Algum tempo atrás, enviei os chefes de departamento dos Seminários Vida em Família, a uma conferência sobre gerenciamento, dirigida por Arthur F. Milier, da People Management Incorporated. Esse homem, que tem passado sua vida inteira no treinamento de gerentes e de consultores, disse que uma dentre cada duas pessoas, nos Estados Unidos da América, encontra-se no emprego errado. Isso aumenta os conflitos relativos aos empregos e as tensões, tanto no local de trabalho quanto no lar dos empregadores ou em sua vida doméstica. Agora o leitor percebe porque eu disse que nossa nação tem ignorado a teoria dos quatro tipos de temperamento, para seu próprio problema, e isso por muitos e muitos anos. Se os departamentos de psicologia de nossas principais universidades voltassem novamente à antiga teoria dos temperamentos humanos, a modernizassem e a usassem em nossos treze milhões de estudantes universitários e/ou em nossos vinte milhões de estudantes do 1 grau, isso exerceria um efeito positivo tanto nos locais de trabalho quanto na vida doméstica das pessoas. O Sr. Miller diz que está familiarizado com os procedimentos pessoais internos de algumas das maiores companhias da América do Norte, mas, infelizmente, que “ninguém tem um plano que faça concordar o trabalho de um empregado com seus pontos fortes e com seus pontos fracos”. Isso explicaria porque muita gente passa a vida fazendo um trabalho do qual não gosta, e essas pessoas ao voltarem para casa descarregam suas frustrações sobre as pessoas que mais amam, ou tentam aliviar suas tensões (temporariamente) mediante as drogas ou o álcool. Espera-se que durante os quinze últimos anos deste século seja dada maior ênfase para o ajuste ao trabalho e à ajuda a pessoas quanto a selecionarem profissões na vida às quais melhor se adaptem. A teoria dos quatro temperamentos pode realmente ajudar nessa tarefa. Conforme as pesquisas modernas continuarem a produzir novas e melhores maneiras de aplicar os testes e treinamento, e desenvolver as características naturais das pessoas, os hábitos de trabalho e estilos sociais, encontraremos um uso contínuo da teoria dos quatro tipos de temperamentos. Você, como leitor deste livro, estará à frente de outros por entender a teoria fundamental. E se você tem conhecimento da obra poderosa do Espírito de Santo, conforme já foi esboçado antes, já terá um bom avanço para vencer suas fraquezas e maximizar o seu potencial. Quatro Teorias do Estilo de Comportamento Capitulo 8 Outras Maneiras de Usar a Teoria dos Quatro Temperamentos A teoria dos quatro tipos de temperamentos não é um “remédio” para todos os males, mas certamente é um bom instrumento que o ajudará a relacionar-se bem com outras pessoas. Eu sempre a apresento com dois objetivos primários em mente: a auto-ajuda, a melhora de suas relações interpessoais. Mas existem muitas outras maneiras que você achará serem úteis. Sugerirei cerca de uma dúzia delas, às quais você poderá acrescentar outras, de sua própria criação. Acho que a teoria dos quatro tipos de temperamentos é a mais útil das teorias, e não há fim para os usos ou aplicações que você poderá fazer dela. Entretanto, o primeiro e melhor uso está em você mesmo. Uma vez que tenha aprendido a teoria e como fortalecer suas próprias fraquezas, você poderá utilizá-la de várias maneiras: 1. No aconselhamento a outras pessoas. Menciono o aconselhamento, para começar, porque essa é a teoria que tenho usado pessoalmente ao ajudar milhares de pessoas. Esse é um maravilhoso instrumento para diagnosticar os problemas delas. Você não poderá ajudar a ninguém a menos que conheça a raiz do problema. Muitas vezes, as coisas que elas dizem não são a causa real de suas dificuldades. Para mim, aconselhar é ajudar as pessoas a aplicarem princípios bíblicos às suas vidas, onde elas não poderiam aplicá-los sozinhas. A maioria das pessoas aconselhadas não sabe porque se sente tão miserável. Em conseqüência, a primeira coisa que qualquer conselheiro deve fazer é ouvir e tentar diagnosticar a principal dificuldade de uma pessoa. Se você compreender os quatro tipos de temperamentos, isso facilitará o diagnóstico do problema. Ao observar cuidadosamente a pessoa que está sendo aconselhada quanto a sinais denunciadores, através da linguagem corporal, da fala, das atitudes e do fluxo geral de suas conversas, é fácil descobrir qual o seu temperamento primário. Uma vez que eu tenha feito isso, olho para os problemas associados a seu temperamento. Se a pessoa pertence à classe dos sanguíneos, então eu busco pela ira, insegurança, falta de disciplina e, algumas vezes, pela imoralidade. Se for colérica, então busco pela ira, amargor e outras formas de hostilidade, a auto-justificação, a frieza ou alterações de humor e a tendência a não se importar com os sentimentos alheios. Se eu estiver trabalhando com uma pessoa melancólica, esperarei a auto-condenação, a depressão, a auto-limitação, a crítica, o espírito negativo e crítico, ou a ingratidão para com Deus e as outras pessoas. Em um homem melancólico algumas vezes antecipo a impotência masculina, e, no caso de uma mulher, a frustração da frigidez. Os fleumáticos tendem a sobrecarregar suas vidas com preocupações, o temor, adiamentos e a falta de motivação. Raramente tenho encontrado a imoralidade entre os homens fleumáticos; mas ocasionalmente uma mulher fleumática, devido à sua tendência de “seguir com os outros e manter a paz”, pode ceder diante dessa tentação. Todos esses e outros problemas, próprios dos vários tipos de temperamentos, precisam ser considerados e tratados com aconselhamento. A menos que um indivíduo seja confrontado com os padrões de comportamento bíblico, ele não será ajudado de forma permanente. Uma vez que você diagnostique e confronte o indivíduo com o problema, ele precisará de uma prescrição espiritual para, sobre ele, edificar a sua cura. Mas a administração da prescrição deve ser dada pessoalmente. As pessoas sanguíneas e fleumáticas é preciso fazer uma chamada telefônica no meio da semana, somente para que você verifique a fidelidade delas. Elas precisarão desse empurrão extra para continuarem avançando. Uma pessoa colérica precisa ser certificada de que a teoria funciona mesmo, e o indivíduo melancólico precisa ser impedido de trabalhar por três horas em uma tarefa que precisa apenas de vinte minutos para ser terminada. Aconselhar as pessoas pode ser uma experiência agradável se você conseguir ver progresso na maioria delas. Conhecer e usar a teoria dos quatro temperamentos é uma ferramenta usada no aprimoramento do conselheiro para obter sucesso. 2. Nas vendas. O vendedor que se aproxima das pessoas de acordo com seus temperamentos obterá maior sucesso do que aquele que se aproxima sem antes conhecer seu cliente, ou seja, seu temperamento. As pessoas diferem, e os bons vendedores sabem disso e aproximam-se delas de acordo com suas diferenças.Os indivíduos sanguíneos são compradores impulsivos e são notórios por não oferecer resistência aos vendedores. Eles não se interessam por detalhes, mas gostam de histórias de sucesso. Eles gostam de ser entretidos, e geralmente fazem seus maiores negócios no campo dos esportes ou restaurantes. Certifique-se em salientar os sentimentos, o ego e o fato de que “todos já possuem um” daqueles objetos, e você completará a venda (oitenta por cento). Porém, dê a eles um bom pagamento inicial, pois os indivíduos sanguíneos mudam de atitude com facilidade. Os homens de tendência colérica são mais difíceis de comprar. Sendo pessoas práticas, elas respondem à necessidade. Por que precisam de um produto? Como o usarão? Qual o valor real do produto? Qual será o valor do produto, dentro de cinco anos? Pergunte as opiniões de tais homens e ouça-as como se eles fossem especialistas. Eles amam as barganhas; portanto, dê-lhes um desconto. Eles são cheios de opiniões; portanto, dê-lhes um objeto da cor de que eles mais gostam. Não tente convencê-los, mas certifique-se de lhes mostrar como eles poderão fazer os pagamentos. Não atrapalhe sua apresentação com detalhes em demasia. Apresente uma ou duas histórias de sucesso, mas não desperdice seu “tempo valioso” falando demais. Se eles realmente quiserem o que você tem, eles serão clientes cerca de setenta por cento fisgados, pois normalmente não são dados a ficarem fazendo compras por toda parte. Permita que eles vejam o produto, que o manuseie, e depois modere a pressão. E eles acabarão comprando o produto. Os indivíduos melancólicos precisam de fatos, estatísticas, gráficos e muitos detalhes. Não tente enganá-los! Se você desconhece o seu produto, nem ao menos tente negociar com eles. Eles podem fazer um maior número de perguntas sobre o seu produto do que o próprio inventor e o fabricante jamais pensaram sobre o produto. Quando eles fizerem uma pergunta, tente responder. Mas sempre diga a verdade; eles têm uma memória de “elefante”. Deixe com eles uma boa brochura, encontre a resposta, e então volte. Eles têm milhares de dúvidas e perguntas honestas. Trate todas as dúvidas e críticas como pedidos por maiores informações. Eles só compram o melhor possível; por conseguinte, convença-os de que o seu produto é o melhor do mercado por aquele preço. (Se não for, procure conseguir o melhor ou não tente vender para eles.) Eles não precisam ouvir muitas histórias de sucesso. Eles haverão de querer saber o que o seu produto fará por eles, por seus lares ou por suas empresas. Não tente diverti-los. Eles se orgulham do fato de que não podem ser comprados. Envie-lhes algo na época do Natal e depois ofereça-lhes a sua primeira venda. Edifique uma relação selada pela confiança, e verifique se os serviços de sua empresa estão de acordo com o que se dispõem a pagar, e eles se tornarão seus clientes por muitos tempo. As possibilidades de venda são meio a meio, mas eles são atacados por terríveis remorsos no dia seguinte àquele em que assinam um contrato. Uma chamada posterior e um relatório entusiasmado fará maravilhas. E, finalmente, certifique-se de instruir a eles e a sua equipe quanto ao uso de seu produto. Lembre-se que você estará fazendo um cliente por toda a vida. Eles têm esse potencial. Os fleumáticos gostam de ser “comprados”, mas não gostam de ser pressionados. Eles gostam de uma combinação de detalhes e de histórias de sucessos. Eles compram por muitas razões, incluindo prestígio e praticabilidade. Mas raramente compram o produto mais excelente da linha. Lembre-se que eles não são indivíduos extraordinários. Eles preferem a versão simplificada dos produtos. Dê-lhes boa margem para escolherem entre os preços. Permita que eles o guiem para aquilo que eles precisam. Eles imploram por ser entretidos e gostam de ser persuadidos. Convide suas esposas, igualmente, pois isso os faz sentirem-se importantes. Eles fazem perguntas inteligentes e todos os seus temores têm que ser abrandados, pois, de outro modo, “não haverá nenhuma venda”. Ajude-os a verem que seu produto poupará dinheiro, em última análise. Trate-os com respeito; não os adule, mas responda suas perguntas e volte à carga até comprarem. Quanto maior for a atenção que você lhes der, mais obrigados a comprar eles se sentirão. Mas após a venda efetuada, se você abandoná-los como se fossem uma “batata quente”, talvez nunca mais comprem de você. A semelhança do indivíduo melancólico, eles podem desenvolver o “remorso do comprador”. Depois de feito o negócio, precisarão de segurança, para que sintam que foi feita a coisa certa - outra história de sucesso ou notícias sobre outra companhia como somente o fato que você fez a venda conseguirá fazer. Normalmente eles usam seu antigo equipamento por um ano ou dois além do que outras pessoas costumam fazer. Ouvi uma história interessante em um aeroporto de Chicago que retrata o que escrevi acima. Um negociante que se identificava como “vendedor de um importante produto doméstico”, começou a conversar comigo, e então ele perguntou sobre o que eu estava escrevendo. Quando descrevi a abordagem dos quatro temperamentos nas vendas, seus olhos se abriram muito e eu perguntei se ele concordava. A resposta dele foi muito interessante: - “Posso nomear pessoas e descrever exemplos sobre esses quatro tipos de temperamentos. Nós tratamos com elas todos os dias”. 3. No gerenciamento de pessoas. Um bom gerenciamento envolve seleção, treinamento, motivação e controle de pessoas, enquanto elas trabalham harmonicamente tendo em vista um objetivo unido. A primeira e mais importante coisa no bom gerenciamento é colocar as pessoas certas no lugar certo. Já pudemos ver como compreender os quatro tipos de temperamentos e aplicá-los às pessoas é útil. Mas também é um bom instrumento para os gerentes usarem a obter o máximo das pessoas, uma vez que elas estejam na lista de compradores. Os sanguíneos são homens imprevisíveis. Sua falta natural de disciplina faz deles pessoas nada pontuais e despreparadas quando vão trabalhar todos os dias. Ou devem ser treinados para fazer um trabalho detalhado ou ter urna secretária que possa fazer isso por eles. Sua maior vantagem é a produção e as vendas. Mas não espere que eles se ajustem a todas as normas da companhia. A maior tarefa que um gerente tem é fazê-los empregarem noventa por cento de seu tempo na área mais produtiva de suas vidas. Se não puderem conformar-se com isso, se tornarão deficientes. Conheço um vendedor que não podia resistir à tentação de lançar alguns bens extraordinários aos seus fregueses e fazia promessas extras que não faziam parte das normas da companhia, a fim de fazer vendas. O presidente da companhia me disse: - “Ele fez tantas vendas que suas comissões foram maiores do que o meu salário. E quando o despedimos, por ter desperdiçado os bens da companhia, descobrimos que seus gastos, comissões, despesas com embarques etc., custaram-nos oitocentos mil dólares mais do que nossos lucros”. Corno é óbvio, tais indivíduos precisam de supervisão íntima, mas eles não gostam disso. Os indivíduos coléricos iniciam as coisas por si mesmos e aprendem rapidamente. Não tenha medo de delegar responsabilidade a eles. Mas certifique-se de que eles entendem plenamente as normas, os objetivos e os limites. Espere confrontações. Eles desafiarão a sua autoridade. Não deixe de aceitar o teste. Se você lhes ceder um centímetro, eles avançarão por um quilômetro. E não permita que ajam de forma a desconsiderar as outras pessoas. Eles precisam de treinamento como gerentes, mas são dignos porque podem realizar uma tonelada de trabalho. Mas lembre-se (listo - eles estão atrás de seu trabalho. Os indivíduos melancólicos são pessoas temperamentais. Tenha certeza de que eles estão no campo certo. eles precisam ouvir constantemente que são dignos e capazes, e geralmente o são. Procure não lhes dar muitas coisas a fazer ao mesmo tempo, pois, eles explodirão, desistirão ou entrarão em colapso. Os melancólicos são do tipo de pessoas que podem fazerseu trabalho até tarde demais ou levar trabalho para ser feito em casa. Ajude-os a perceberem que esse tipo de perfeccionismo é desnecessário para a produção de um produto da mais alta qualidade. Com um encorajamento apropriado e com recompensa, eles poderão ficar com você por toda a vida. Os fleumáticos são pessoas tranqüilas e quietas, de quem podemos depender, se você conseguir manter os olhos deles sobre os objetivos. Mas você deve estabelecer quais são esses objetivos. Por natureza, eles aceitariam cinqüenta e cinco por cento de sua capacidade. Eles trabalham melhor sob alguma pressão, mas desistem diante de elevadas pressões. Por isso mesmo, mantenha uma atitude gentil, razoável e encorajadora. Eles também precisam de muita aprovação. Algumas vezes, treinamento com algum estudo será necessário para ajudá-los a usar melhor o seu tempo. Eles talvez nunca o desafiem, mas não fique surpreso se o ignorarem. Eles precisam de lembretes constantes sobre a produtividade. Aquilo que todos os gerentes mais precisam manter na mente é: não espere que outras pessoas façam as coisas como só você faria. Eles são humanos. Eles têm talentos e habilidades distintos. Ajude-os a lidarem com essas capacidades. Tenho descoberto que a maioria das pessoas, particularmente se for cristã, reagirá bem a um desafio, se for tratada com amor e respeito. 4. Na educação de outras pessoas. A teoria dos quatro tipos de temperamentos é um valioso instrumento na educação das pessoas. Uma de minhas criticas ao monstruoso ensino da educação moderna é que tem ignorado o temperamento das crianças em seu processo de ensino. Os educadores têm confundido o antigo grande sistema escolar, com suas teorias nunca comprovadas, o que tem feito nosso sistema educacional retroceder, em lugar de avançar. O estudante melancólico é um aprendiz rápido, que talvez não precise aprender décor. Mas eliminar o método de aprendizado de memória para todos os estudantes, é desconsiderar o temperamento deles. A criança sanguínea, colérica ou fleumática precisa do aprendizado décor, e de um treinamento disciplinado para tornar-se mais eficiente. Gradualmente, quando os princípios básicos da matemática, da leitura ou da história começarem a cair no seu devido lugar, eles poderão tornar- se pensadores por si mesmos. As crianças sanguíneas são inquietas, alvoroçadas: as fleumáticas imaginam o tempo todo: e as coléricas acabam saindo por sua própria tangente. Um professor sábio tentará diagnosticar as tendências de seus alunos e as motivará de acordo com sua necessidade. Os alunos sanguíneos e fleumáticos precisarão de estímulos: os coléricos precisarão ter objetivos e conhecimento quanto a, porque algo é relevante: os melancólicos precisarão de muita exposição do assunto e de encorajamento. E, conforme já vimos em um capítulo anterior, cada temperamento tem suas matérias preferidas, como também matérias que não apreciam. Se você conhece o temperamento de cada aluno, poderá dar-lhes o encorajamento que necessita. 5. Na resolução de conflitos de personalidade. Algumas pessoas têm reações tão difíceis que nem mesmo nosso Senhor poderia se dar bem com elas. Durante Seus dias na terra Ele entrou em contato com os legalistas que se recusavam a confiar nEle e, finalmente, chamou-os de “sepulcros caiados cheios de ossos de mortos”. Mas a maioria das pessoas com quem temos surpresas são pertencentes a tipos opostos de temperamento, sendo por isso que nos surpreendemos com elas. Por exemplo, um melancólico perfeccionista é ordeiro e preciso. Como tal, ele está destinado a entrar em choque com o descuido casual e espírito livre do indivíduo sanguíneo. Eles se irritam mutuamente. O sanguíneo pode ficar irritado por aquilo que ele considera a lentidão do tipo melancólico. Uma das grandes causas do conflito entre os dois tipos é no uso da linguagem. O tipo sanguíneo despreza números, distâncias e detalhes, enquanto que o tipo melancólico sente que é seu dever “corrigir” as pessoas de tipo sanguíneo. Não admira, pois, que eles se irritem um ao outro, quer no casamento, nos negócios ou na igreja. O indivíduo melancólico destrói o ego do sanguíneo mediante tais correções, pelo que o sanguíneo castiga em desforra com sua melhor arma - a sua língua. Os indivíduos coléricos enfrentam um problema similar. Eles andam mais ligeiro, falam mais ligeiro e pensam mais ligeiro do que o fleumático, que costuma ficar deitado de costas. Para os coléricos, as relações do indivíduo fleumático são uma razão de irritação e também um desafio. Por mais que o colérico tente motivar o fleumático, mais ele se firma em seus calcanhares e se recusa teimosamente a mover-se. A hostilidade que esses contatos interpessoais pode gerar é simplesmente incrível. Entretanto, os indivíduos sanguíneos podem irritar os coléricos, mas não pelas mesmas razões pelas quais irritam os melancólicos. Mas se você quiser ver uma explosão, fique observando um sanguíneo e um colérico em um conflito de personalidades. Os dois tipos de temperamentos que parecem ter os menores conflitos são os sanguíneos e os fleumáticos. Há duas razões principais para os conflitos de personalidade: (1) Conflitos de temperamento - ou seja, dois indivíduos que são tão diferentes que agem espontaneamente e reagem inteiramente ao contrário um do outro, em quase todas as situações: ou (2) vemos nossas fraquezas em alguém a quem amamos e tendemos por reagir exageradamente. Isso acontece com freqüência com um pai que se entrechoca com seu filho, que herdou sua fraqueza. O primeiro tipo de conflito é mais fácil de resolver do que o segundo. Uma vez que você reconheça que seu conflito com outra pessoa ocorre por causa de seus temperamentos opostos, é mais fácil aceitar essa diferença; porquanto você estará reconhecendo que não é algo pessoal, mas apenas natural. Essa é a antiga idéia do “igual, mas diferente”. Você pode respeitar o direito que a outra pessoa tem de ser diferente de você mesmo sem qualquer sentimento de superioridade ou de inferioridade envolvido. O problema é que muitas pessoas tendem a desprezar as diferenças que vêem em outras pessoas. Eis onde a vida cheia do Espírito reveste-se de grande valor. Quando somos cheios de amor, alegria, paz etc., incluindo a “mansidão”, aceitamos mais fácil as reações ruins ou diferentes de nossos semelhantes. E esse é apenas um passo para antecipar essas reações. Por exemplo, tenho um amigo sanguíneo que costumava empurrar-me contra a parede com seus exageros grosseiros. (Ele os chama de adornos.) Eu nunca podia calcular os seus fatos, estimativas ou tabelas. Em lugar de ficar irritado o tempo todo, eu comecei a dividir por quatro tudo quanto ele dizia, e então eu podia antecipar com realismo suas estimativas de custo e suas projeções. Para meus amigos pessimistas, eu simplesmente antecipo a melancolia, a condenação e o desespero mental, e passo a trabalhar com isso. Por exemplo, meu dentista queria destruir minha “ponte” e refazer todo o trabalho. Eu o desafiei a “consertá-la” a ponte, e até sugeri de que maneira. Foi preciso muita persuasão, mas finalmente ele agiu contra seu melhor argumento, dizendo: - “Não vai durar muito!” Estou agora no terceiro ano com minha ponte dentária reparada, e ele continua não acreditando que ela esteja agüentando. Se você tomar um “não” como resposta da parte de algumas pessoas, haverá dois perdedores - você e a outra pessoa. A teoria dos quatro temperamentos não encontrará solução para todos os conflitos, mas poderá reduzi-los de dimensões e torná-los suportáveis. 6. Na compreensão de outros membros da junta e das comissões de sua igreja. Um das provas de que a igreja local é divinamente inspirada e é preenchimento do poder de Deus é que a própria democracia, exigida pela maioria dos líderes de igreja, ainda assim não a matou. Estamos vivendo em uma época em que todos querem tomar parte do processo de decisões. Se o pastor mostrar-se ditatorial, o povo se queixará de que a igreja é dominada por um único homem. Se for uma igrejaliderada por diáconos, com setenta anciãos, haverá pessoas que se queixarão de que uma autoridade demasiada é investida na junta. Cheguei, pois, à conclusão que a maioria das pessoas reclama acerca de qualquer líder se ele tomar uma decisão de que elas não gostam. Tenho trabalhado com juntas de igrejas há trinta e dois anos e testifico o fato que todos os quatro temperamentos, ao chegarem a uma junta de sete pessoas ou mais, usualmente reagem de acordo com seu respectivo temperamento. Nunca me esquecerei da época em que devíamos cinqüenta e seis mil dólares, durante um período de recessão, e os melancólicos da Junta de Cooperadores, composta por onze membros, queriam cortar os salários e despedir vários membros do pessoal. Foi preciso muita persuasão de minha parte para me darem mais tempo, o que, finalmente, fizeram - somente para que nos sete meses seguintes, tivéssemos uma pequena conta bancária positiva, e não tivéssemos despedido a ninguém. Antes de ter ouvido falar nos quatro temperamentos, eu teria entrado em uma luta feroz com aqueles partidários no dia do juízo. Mas uma vez que reconheci a tendência natural deles, rejeitei o que diziam como manifestação do temperamento deles, e me recusei a aceitar suas palavras - ou a desistir sem luta. Os membros sanguíneos da junta são faladores, e não fazedores ou ouvintes. Eles precisam receber algo para fazer, e serem responsáveis pelo que fazem. A fala deles, nas reuniões da junta, deveriam ser limitada à sua área de produção. Os coléricos tendem por abraçar a tudo, se você lhes der uma chance. Mas se você tiver um projeto importante que precisa ser aprovado por uma junta, a qual serve, sugiro que converse, com os membros coléricos com antecedência e faça-os participar de sua equipe. Quando a reunião ocorrer, eles lutarão por você e intimidarão todos os pessimistas a entrarem em acordo. Os melancólicos podem mostrar-se exasperadores com seu imenso suprimento de perguntas. Sem importar o que você apresente, eles podem pensar em objeções, dificuldades e problemas que serão encontrados. Sempre fico atordoado quando eles lembram daqueles que falharam tentando fazer o que você sugere, mas nunca lembram-se dos casos que foram bem-sucedidos. Os fleumáticos são fáceis de tratar nas juntas, particularmente se você não espera deles que sejam alguma coisa. Mas se sua proposta sugerir que eles desembolsem algum dinheiro, não conte com o apoio deles. Sempre apresente o custo de um projeto juntamente com um plano razoável de reembolso, e seus amigos fleumáticos estarão com você. Visto que nenhuma junta ou comissão compõe-se de pessoas com um único tipo de temperamento, mas sim com todos os quatro tipos, você achará sua vida como líder, pastor ou presidente bem mais fácil se apresentar sua proposta com todos os quatro temperamentos em mente. Preparação é o nome do jogo. Mas não se esqueça de orar. É daí que vem o poder real. 7. Na criação de filhos. Toda criança é diferente não somente quanto ao tamanho, á aparência e à inteligência, mas também na mescla de tipos de temperamentos. Por essa razão, você descobrirá que a teoria dos quatro temperamentos é um instrumento útil na criação dos filhos, particularmente quanto à maneira como você discipliná-los. Temos uma filha que só recebeu duas surras durante toda a sua infância, e, no entanto, ela é uma jovem mulher não mimada hoje em dia. E os outros três filhos? Não sou capaz de calcular as vezes em que tive que bater neles! E o que fez toda essa diferença? O temperamento deles. As crianças de tendências sanguíneas são as mais fáceis de serem amadas. Elas já nascem encantadoras; mas se você não for cuidadoso, elas o encantarão mesmo na desobediência. Tais crianças crescem para mentir, enganar, e, em alguns casos, furtar. As pessoas sanguíneas precisam de amor; mais do que isso, porém, elas precisam de disciplina. E não permita que elas lhe respondam com insolência, pois aprenderão a desrespeitar a todos os adultos. As crianças de tendências coléricas normalmente levam mais surras, enquanto estão sendo criadas, do que qualquer outro tipo de temperamento. E como podem ser voluntariosas! Você precisa quebrar a vontade delas, mas tenha cuidado de não quebrar também o espírito delas. Como você poderá impedir de quebrar o espírito delas, enquanto molda a sua vontade? Por mostrar-se amoroso e cultivar uma relação íntima com elas, ao mesmo tempo em que você exige obediência. Mas elas haverão de submeter você a teste - não se deixe reprovar. As crianças de tendência melancólica precisam de amor e segurança, ao mesmo tempo em que precisam aprender a auto-suficiência. Não requerem muita disciplina física, mas responderão bem a uma palavra suave de desprazer. Uma característica que você terá de vigiar é um espírito crítico e negativo, particularmente se seu temperamento secundário for o colérico. Um MelCol poderá ser ao mesmo tempo negativo e voluntarioso. As crianças melancólicas precisam que seus pais lhes garantam que elas têm valor e são dignas - pois é para isso que os pais servem! As crianças fleumáticas são fáceis de criar, particularmente se você não se preocupar com o futuro delas. Elas não causam perturbações e raramente lhe responderão de forma insolente; elas vivem sua vida de fantasias e vitilizam até sessenta por cento de seu potencial - a menos que você lhes forneça impulso. E importante cultivar seu nível de curiosidade quando elas são bem jovens. Essa é a criança que raramente deveria ser mantida dentro de um cercado para brincar, porquanto, segundo alguns especialistas, é durante essa idade que a curiosidade de uma criança é despertada ou abafada, dependendo de poderem indagar ou investigar. À semelhança de todas as crianças, elas crescem em um ambiente de afeto, e dão o melhor de si quando são pressionadas gentil, mas coerentemente. O treinamento de crianças é quase uma profissão de tempo integral, nos primeiros anos, quando uma criança precisa daquilo que o psiquiatra Harold Voth chama de “constância da mãe”. Eis a razão pela qual Deus deu aos filhos, pai e mãe - a fim de que um possa estar com eles nos anos mais formativos da vida. A ênfase atual das mães que trabalham (sem importar se isso é necessário ou não) está destinada a criar uma geração inteira de jovens rebeldes e inseguros. Você não terá que ser um pai perfeito ou esperto para ser um bom pai, mas a criação de filhos deve ocupar lugar de destaque na sua lista de prioridades, enquanto seus filhos estiverem com menos de dez anos de idade. Idealmente, eles devem ter um dos pais em casa, até começarem a trabalhar ou jogarem esportes na escola. Quanto a um discernimento adicional sobre a criação dos filhos, ver o livro de autoria de minha esposa “Como Desenvolver o Temperamento de seus Filhos”. Tal como qualquer bom conceito, a teoria dos temperamentos pode sofrer abusos. Essa teoria não é um remédio para todos os males. E algumas vezes uma pessoa nem cabe dentro de uma mescla de temperamentos por que seus dois temperamentos estão misturados em proporções iguais, ou então porque ela tem três temperamentos misturados. E, suas experiências infantis ou da vida toda podem ter enfatizado demasiadamente ou feito um dos temperamentos prevalecer, com exclusão dos outros. No entanto, essa teoria ainda é o melhor instrumento para ajudar o maior número possível de pessoas. Infelizmente, algumas pessoas abusam desse instrumento, o que leva alguns a se voltarem contra elas, antes de o considerarem cuidadosamente. Eis aqui as três maneiras mais comuns de alguém abusar dessa teoria. 1. Como uma forma de analisar psicologicamente e ameaçar os amigos. Uma das coisas que tem feito o maior número de pessoas voltar-se contra essa teoria são os indivíduos que não pensam, que humilham publicamente a seus amigos, analisando-os e dando ênfase especial às suas características negativas. Os pais podem fazer isso com um prejuízo devastador para seus filhos. Raramente digo a uma pessoa a qual temperamento penso que ela pertence,mesmo que ela me pergunte - e nunca o faço em público. Não que qualquer temperamento seja uma vergonha ou devesse ser, mas ninguém gosta de ser desnudado psicologicamente em público. Antes, você (leve usar essa teoria para ajudar a si mesmo e para compreender ou melhorar seu relacionamento com outras pessoas, alias nunca a use como se estivesse em um clube. Você Poderá arrancar risos, mas quer saiba disso ou não, também poderá causar dor aos seus semelhantes. 2. Como uma desculpa para justificar suas fraquezas. Este livro trata de aprimoramento - auto-ajuda, a bem da verdade. Mas se você der licença às suas fraquezas, motivadas pelo seu temperamento, dizendo: - “É meu temperamento mesmo”, então estará perdido. É possível que seu temperamento faça-o ser um falador vinte e quatro horas por dia. Mas você poderá melhorar - se enfrentar essa fraqueza e invocar a ajuda de Deus para adquirir um espírito tranqüilo. Você pode ser um dominador compulsivo, mas não diga: - “Sou um colérico melancólico, e não posso mudar”. Você estará com a razão - não poderá porque não quererá. Deus poderá induzi-lo, com uma robusta dose de compaixão, para grande alívio de seus amigos. Mas você terá que dar-lhe licença para tanto. E não pense que porque você é um indivíduo melancólico que terá que passar a vida toda dando espetadelas nos outros, criticando a seus semelhantes, e tomando-se deprimido em face de sua auto-compaixão. Deus poderá dar-lhe alegria, paz, amor e um espírito gracioso - se você assim o quiser. Ou se você for um fleumático, não sente-se em alguma cadeira e nem deixe a sua vida esvair-se, somente porque é preciso esforço demais para levantar-se dela. E nem justifique a sua passividade, ao dizer: - “É assim que eu sou”. Pois você tem muitas características positivas; concentre sua atenção sobre esses pontos positivos, e force- se a tornar-se disponível a Deus para ajudar a outras pessoas. Você apreciará devidamente os resultados. 3. Para categorizar todas as pessoas que encontrar. Apesar de ser verdade que todos temos uma combinação de temperamentos, não é prestar serviço a você ou a outras pessoas sem pensar nelas à luz dos seus temperamentos. Em primeiro lugar, as decisões repentinas podem ser erradas; e, em segundo lugar, você poderá esquecer-se da pessoa enquanto concentra sua atenção sobre o temperamento dela. Uma coisa que todos precisamos desenvolver é um interesse sincero por outras pessoas e amá-las. Tal como aprendemos a amar e a aceitar as pessoas, a despeito de sua aparência ou de suas características físicas, também precisamos nos familiarizar com as pessoas, apesar de seus temperamentos. Nosso Senhor olhou para o coração de Nicodemos, de André e de outros, e não somente para sua casca externa. Apesar de não termos essa habilidade divina de ver o coração das pessoas conforme o mesmo realmente é, podemos aprender a ver o indivíduo real, que com freqüência está envolvido por características físicas e por diferenças de temperamentos. A Bíblia fala do “homem oculto do coração”. Essa é a pessoa real - procure conhecê-la. Uso Apropriado da Teoria dos Temperamentos Muitas maneiras de usar a teoria dos quatro temperamentos que pesam muito mais do que quaisquer perigos ou abusos a que pode ser submetida essa ferramenta. Já passamos um capítulo inteiro nesse aspecto, mas permita- me resumir este listando as três coisas que penso serem as mais importantes. 1. A auto-aceitação: Essa teoria o ajudará a aceitar-se, pois expõe o fato que todos têm pontos fortes e pontos fracos. 2. A auto-ajuda: Uma vez que você tenha examinado suas próprias fraquezas e entenda porque age como age, estará melhor ; capacitado a invocar a Deus quanto aos Seus recursos, ira aprimorar o seu temperamento, ajudando-lhe quanto aos seus pontos fracos. 3. Compreendendo e aceitando outras pessoas. Enquanto você estiver vivo, será confrontado por outras pessoas. Quando entender porque elas fazem o que fazem, será mais fácil aceitá-las e amá-las. É meu sincero desejo e oração que a leitura deste livro o ajude em todos os três aspectos acima dessa teoria dos temperamentos. Se, realmente, você estiver sendo ajudado, ambos ficaremos felizes. Parte 4 O Temperamento e as Suas Emoções Capitulo 9 Como Tratar o Temor e a Ira Você age de acordo com aquilo que você é emocionalmente!” Essa pode ser uma declaração forte de mais para ser verdadeira, mas está perto da realidade. Somos criaturas tão emocionais que as nossas emoções podem influenciar cada área de nossas vidas - para melhor ou para pior. Já pude observar que quando nossas emoções conflitam, por algum tempo, com qualquer outra área de nossos seres, eventualmente as emoções triunfam. Considere agora o poder das emoções para influenciar outras três mais importantes áreas da vida - a mente a vontade e o corpo. Sem importar quão inteligente é uma pessoa, quando ela fica emocionalmente perturbada, ela não consegue mais pensar de maneira ordenada. As emoções podem interromper a sua concentração e abafar a sua criatividade. As mentes de algumas pessoas são totalmente dominadas por suas emoções. Relembro bem um erudito profissional erudito que obteve reconhecimento mundial com a idade de vinte e sete anos. Mas seu casamento ruim mantinha-o tão desatento, flutuando entre a ira e a depressão, que ele estragou o seu potencial e se aposentou com menos prestígio e posição do que tinha aos vinte e sete anos de idade. Todos têm passado pela experiência de permitir que suas emoções impeçam seu bom juízo. Por quantas vezes você já perguntou: “Por que comprei aquele carro, aquela casa, aquele vestido etc.?” Você sabia fazer melhor, mas Fez aquela compra de qualquer maneira. Você tomou uma decisão emocional. Eu gostaria de ganhar um dólar de cada pessoa que têm perguntado: “Como foi que me casei com ele? Nada temos em comum”. Agora você está compreendendo melhor porque eu disse que todas as decisões tomadas emocionalmente são decisões ruins. A boa vida é aquela na qual sua mente controla as suas emoções, e não vice- versa. A mesma coisa, entretanto, acontece com a sua vontade. Não me importa quanta força de vontade você tem, se houver conflito entre a sua vontade e as suas emoções, e se esse choque perdurar por muito tempo, suas emoções haverão de vencer, afinal. Eis porque a Bíblia diz-nos para “fugirmos das paixões da mocidade” e dos pecados. Nossas emoções tornam-se particularmente poderosas entre as idades de quatorze e vinte e quatro anos. Eis porque o diabo usa a sociedade, a educação, as drogas, os amigos e as diversões sobre nossos jovens durante esses anos. Ele sabe quão vulneráveis eles são para tomarem más decisões na vida, quando são mais emocionalmente explosivos. Fisicamente. ocorre a mesma coisa. Os médicos dão notícia de que entre sessenta e cinco a oitenta por cento de todas as enfermidades são emocionalmente induzidas. O que eles querem dizer com isso? Muito simples, a maior parte das pessoas de nosso país arruína ou prejudica sua saúde muito antes do necessário entregando-se a más emoções durante um longo tempo. As boas emoções parecem ter um efeito saudável sobre nós, mas as más nos destroem. Diz a Bíblia: “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”. (Provérbios 17.22.) Dois Culpados Emocionais Todos nós passamos por muitas emoções durante a nossa vida. Mas em minha opinião todas elas se originam de suas raízes básicas - a ira e o temor. O temor foi o primeiro a surgir, no relato bíblico, após a queda no pecado. Adão disse: “Tive medo”, porque ele havia desobedecido a Deus. Desde então, bilhões de pessoas têm conhecido temores induzidos pelo senso de culpa, além de muitas outras formas que o medo pode assumir. A ira causou a primeira intriga em família, que resultou num assassinato, conforme você bem pode relembrar, quando Caim se virou (com o (oração cheio de ódio), contra seu irmão, Abel, e o matou. Por toda a Bíblia existem, literalmente, centenas de ilustrações sobreos efeitos destruidores do temor e da ira. E há centenas de admoestações bíblicas para “não temermos”, para “não deixarmos nossos corações se perturbarem” e para “deixarmos a ira de lado”. Deus sabe que o medo e a ira alimentam-se de toda a humanidade, trabalhando incansavelmente na direção de nossa destruição ou limitando a nossa potencialidade. Acrescente-se a isso que a Bíblia oferece muitos antídotos a esses dois fatores que são debilitadores emocionais. Essas emoções e ações se derivam do problema básico do temor. Alguns conselheiros passam tempo demais tratando desses sintomas, ao invés de chegar à causa fundamental dos mesmos. Estou convencido de que se pudermos ajudar uma pessoa a vencer a sua tendência para o medo, ela resolverá automaticamente esses outros problemas. Pessoas interessadas que são perceptivas têm perguntado após minhas preleções: - “Por que você associa as emoções da ira e do temor com seus ensinos sobre os quatro temperamentos, o casamento e a família?” A resposta é: a ira e o temor, em suas muitas formas, são as causas mais significativas a limitar as forças do temperamento de uma pessoa e também são as causas principais da ruptura dos casamentos e da família. Adicionado a isso, ensino que a maneira de vencer sua fraqueza de temperamento é andar cheio do Espírito. A Bíblia adverte-nos a não abafarmos a obra do Espírito Santo em nossas vidas através do “medo” (ver 1 Tessalonicenses 5.16-19), e contra “entristecermos o Espírito” através da “ira”. (Efésios 4.30-32.) Qualquer um que não abafe o Espírito, através do medo, ou que não entristece o Espírito mediante a ira, anda no Espírito, conforme Deus nos ordenou que fizéssemos. (ver Gálatas 5.16-18.) Por esse motivo, deveríamos examinar cuidadosamente a emoção entre nossa herança temperamental e o pecado emocional que tão facilmente nos rodeia. As Predisposições Emocionais dos Quatro Temperamentos Há um momento no qual todos os seres humanos experimentam o temor e a ira. Mas já descobri que a maioria das pessoas tem uma tendência para o “pecado obstinado”, ou seja, aquilo que chamo de predisposição temperamental. Em outras palavras, certos temperamentos têm uma predisposição para um pecado emocional mais do que para outro qualquer. Suas influências sobre as vidas dessas pessoas, naturalmente, dependerão de seus temperamentos secundários, de sua história, de seu treinamento, e, naturalmente, de suas motivações. (Para mim, a motivação significa se eles têm ou não o Espírito Santo em suas vidas, para motivá-los.) Como pastor-conselheiro por muitos anos, tenho- me especializado em ajudar pessoas temerosas, iradas e deprimidas. Foi somente mais tarde, quando o divórcio tomou-se tão forte, até no seio da igreja, que comecei a especializar-me no aconselhamento conjugal. Seja como for, muito antes de eu ter aprendido qualquer coisa sobre os quatro tipos de temperamentos, percebi que os dois grandes debilitadores de meus aconselhados eram o temor e a ira. Antes de abrir minha porta do gabinete de aconselhamento e encontrar um homem ou uma mulher a serem aconselhados, eu já sabia, de antemão, se eles estavam temerosos ou irados. A única exceção a essa regra eram aquelas poucas pessoas que conheci e que tinham ambos esses problemas. Quando li o livro “Temperamento e Fé Cristã”, escrito pelo teólogo norueguês O. Hallesby, o mesmo caiu aberto diante de mim como um “melão passado”. Vi que dois dos temperamentos tinham uma predisposição para o temor, e que dois outros temperamentos inclinavam-se para a ira. Nos vinte anos desde então, pesquisei tudo quanto pude achar sobre o assunto dos quatro temperamentos. Já estudei mais de seis mil pessoas e milhares de aconselhados. E coisa alguma tem acontecido para me fazer mudar essa primeira impressão. Todos os indivíduos melancólicos e fleumáticos têm a tendência para o temor, e todos os coléricos e sanguíneos têm uma queda para a ira. Considere o gráfico e os outros problemas emocionais que se derivam dessas duas emoções básicas. O temor é a emoção paralisante que restringe os sentimentos normais do amor, da confiança e do bem-estar. E, faz disparar padrões de pensamentos negativos, como a ansiedade e a preocupação, bem como outras emoções alistadas, que podem multiplicar-se como uma gigantesca bola de neve, consumindo a vida toda da pessoa. O gráfico que existe foi usado com permissão do Dr. Jay Adams, de seu excelente livro, intitulado “Conselheiro Capaz”. Esse gráfico mostra o ciclo inteiro das atividades da vida. Agora examine o próximo, que mostra o temor, a preocupação e a ansiedade, no âmago do pensamento da pessoa. Você poderá ver como o mesmo atinge cada área da vida de uma pessoa. O temor não está ligado somente a uma área de sua vida, como sua vocação ou profissão. O temor é, para as suas emoções, o que a leucemia é para o seu corpo todo. Todas as pessoas enfrentam o temor na primeira vez em que fazem qualquer coisa perigosa na vida: nada há de novo quanto a isso. Todos nós nos sentimos nervosos ou temerosos quando enfrentamos o trauma de guiar um automóvel, uma motocicleta ou um avião, ou quando saltamos de um trampolim etc. Esse é o temor normal. Mas aqueles que deixam que seus temores os impeçam de tentar qualquer coisa que gostariam de fazer ou devam fazer, atravessam a linha dos temores normais para os destrutivos. A chave, quanto ao tipo de temor, parece ser não deixarmos nossos temores impedirem-nos de fazer a vontade de Deus. Tendo reconhecido que todos experimentamos o temor, a preocupação e a ansiedade, devemos salientar que algumas pessoas têm um problema maior do que outras. E as diferenças podem ser detectadas ainda na primeira infância. Observe as crianças em seu próximo programa de Escola Dominical. Essa poderá ser a mais aterrorizante experiência que seu filho terá durante o ano inteiro, se ele tiver predisposição para o temor. Se cantar e falar o intimida, isso será temor. Algumas crianças, como os sanguíneos e os coléricos, porém, amam a oportunidade, pois pelo menos não temem que outras pessoas os vejam fazer ou o que outras pessoas pensam deles. Não acontece a mesma coisa com os melancólicos e os fleumáticos. Esses temperamentos, visto que temem deixar a companhia de suas mães, quando crianças, têm medo de serem feridos ou abandonados, e quando adolescentes eles temem ser rejeitados por seus amigos, muito mais agudamente do que o fazem os coléricos ou os sanguíneos. Tenho ponderado longamente sobre a diferença dos temores dos indivíduos melancólicos e dos fleumáticos, sem chegar a qualquer conclusão definitiva. De qualquer forma são os mesmos medos e exercem os mesmos maus efeitos, exceto os dos indivíduos melancólicos que parecem ser mais intensos e exercem um efeito mais inibidor sobre eles. Os fleumáticos permitem que seus temores inibam suas atividades, mas não ficam tão preocupados por causa do incidente. Já os melancólicos que temem voar, irrompem em suores frios, não podem comer nem dormir, ao pensar na viagem. O fleumáticos apenas mordem em seco e dizem: “Não queremos ir”. Profissionalmente, os fleumáticos são extremamente cônscios da questão da segurança. Sempre que aparece uma oportunidade de escolher entre alto pagamento e segurança, eles preferirão a segunda. Os melancólicos dificilmente poderão fazer a escolha. Ambos esses tipos são impulsionados pelo temor. Os melancólicos raramente mudam de profissão - isso, para eles, é assustador demais. E mais fácil persuadir os fleumáticos a fazer algo novo do que os melancólicos, desde que essa inovação lhes ofereça maior segurança do que sua posição atual. Suspeito que uma das razões pelas quais os indivíduos de tendências melancólicas passam sua vida em buscas acadêmicas é porque se sentem seguros ali, passando cerca de dezoito anos de seus primeiros vinte e três anos de vida na escola. (Admite-se que eles também são altamente inteligentes.) Os temores dos melancólicos, que os tornam inseguros sobre si mesmos também são mais intensosdo que os dos fleumáticos. Embora os fleumáticos demorem a sentir-se capazes de buscar agressivamente algo que queiram, seus modos não são intensos quanto os dos melancólicos, que rejeitam a si mesmos e às suas habilidades. Os indivíduos melancólicos parecem mais autocêntricos do que os fleumáticos, o que significa que eles combinam seus temores. Uma pessoa autocêntrica preocupa-se com tudo. Uma mulher melancólica me disse: - “Suponho que o senhor notou que eu não tomei a comunhão hoje. Isso aconteceu porque confessei todos os meus pecados, mas temo que pode haver um ou dois pecados que esqueci de confessar”. Apesar de podermos admirar sua consciência espiritual, ficamos boquiabertos diante de seus temores de desagradar a Deus. Não admira que essa pessoa pareça sempre tão triste. “A ansiedade no coração do homem o abate...” (Provérbios 12.25.) Até mesmo o “temor do Senhor” torna-se um temor patético - de tal modo que pode interferir com o amor a Deus. A Bíblia menciona centenas de vezes que os justos devem “temer o Senhor”. Mas não se trata do mesmo temor que é a preocupação, a ansiedade e o medo. Não se pode amar a alguém a quem se teme dessa maneira. A palavra para “temor”, como uma atitude para com Deus, significa “reverenciar”, “ter honra especial por”. As únicas pessoas que devem “temor” a Deus são aquelas que Lhe são desobedientes. Se amamos a Deus, obedeceremos a Deus; e se Lhe somos obedientes, então O “reverenciaremos” ou “honraremos”. Essas não são uma só forma de temor por Deus. Mas os melancólicos e alguns fleumáticos têm dificuldades por dizer qual a diferença, e isso tende a lhes debilitar a vida espiritual. A principal diferença que posso detectar entre os temores dos tipos melancólicos e os dos tipos fleumáticos é que dos primeiros são mais intensos, duram por mais tempo, ocupam maior parte de seus pensamentos e inibem mais a sua vida. Apesar dos fleumáticos serem homens preocupados, inclinados a limitar-se devido a seus medos, ele tem uma atitude relativamente feliz quanto à. vida, e podem esquecer-se de seus temores assim que retornam a uma posição mais familiar na vida. Resultados do Temor O temor é um feitor cruel, que inibe cada área da vida da pessoa. Para aqueles que estão em suas mãos, o temor torna-se a força mais poderosa da vida, e isso afeta tudo quanto eles fazem. A seguir damos apenas uma parte da cobrança feita pelo temor. 1. Resultados emocionais do temor A cada ano, milhares de indivíduos caem em colapso mental e emocional por causa do temor. Tratamentos com choques elétricos e insulina estão se tornando cada vez mais comuns, dado a pacientes que sofrem de algumas formas tirânicas de temor. Muitas pessoas temerosas se ocultam atrás do medo deixando que suas vidas se escoem, sem nunca experimentarem as bênçãos que Deus tem guardadas para elas. A tragédia é que a maioria das coisas que eles temem nunca acontecem. Um jovem negociante, dirigindo a palavra a uma companhia de vendas, disse que noventa e dois por cento das coisas que as pessoas temem nunca ocorrem. Não posso confirmar a exatidão desse cálculo, mas é óbvio que ao examinarmos a vida de qualquer pessoa, descobriremos que a maioria das coisas que nos causam temor nunca acontecem, ou não são tão severas como pensávamos que fossem. Tive oportunidade de aconselhar uma mulher que, dez anos antes, expulsara seu marido de sua vida, por estar desequilibrada emocionalmente, devido ao medo. Ela ficara obcecada com a idéia de que outra mulher estava roubando- lhe o marido, e sua mente emocionalmente perturbada levou-a a um comportamento tão hostil e anormal no lar que expulsou de casa seu marido, embora a “outra mulher” nunca tivesse existido. O custo emocional do temor é claramente visto nesta declaração feita pelo falecido médico evangélico, Dr. S. I. McMillen: “Cerca de nove milhões de norte-americanos sofrem de enfermidades emocionais e mentais. Um mesmo número de leitos de hospital é ocupado pelos perturbados mentais como é ocupado por todos os pacientes médicos e cirúrgicos. De fato, um dentre cada vinte cidadão norte- americano terá uma perturbação psicótica severa o bastante para confiná-lo em algum hospital para insanos. As perturbações mentais são, verdadeiramente, o problema de saúde número um da nação. Qual é o custo de cuidar dos pacientes em nossos hospitais para perturbados mentais? O custo anual é de cerca de um bilhão de dólares. Além disso, fora dos asilos, há um vasto número de pessoas que não precisam de confinamento, mas que são incapazes de tomar conta de si mesmos. Eles trabalham pouco ou nada, e constituem grande sobrecarga para os que pagam impostos”. Esse custo não inclui a dor no coração e a confusão nas famílias de onde provém esses pacientes que são admitidos em sanatórios e asilos. Mães e pais são deixados a criar sozinhos os seus filhos; e os filhos, com freqüência são deixados sem cuidados e sem treinamento como resultado da enfermidade emocional de um dos pais. 2. Resultados sociais do temor Os resultados sociais do temor talvez sejam os mais fáceis de suportar. Os indivíduos dominados pelo medo não são companhias agradáveis. Seu espírito pessimista e queixoso levam-nos a ser rejeitados e evitados, assim aprofundando mais ainda suas perturbações mentais. Muitas outras pessoas que de outro modo são prazerosas e felizes são rejeitadas na listas sociais e levam os seus companheiros a serem igualmente limitados simplesmente por causa de temores sem fundamento. 3. Resultados físicos do temor E quase impossível superestimar os efeitos nocivos que,o temor pode exercer sobre o corpo físico das pessoas. Recentemente os médicos têm chamado a nossa atenção para essa causa perigosa de muitas de nossas enfermidades físicas. Para mim, o livro que ajudou-me a pôr isso em perspectiva foi “Nenhuma dessas doenças”, por S. I. McMillen. A constatação dele é essencialmente que os cristãos não têm a mesma incidência de doenças que os incrédulos, porquanto suas emoções são melhores. Concordo, se queremos dar a entender com isso cristãos controlados pelo Espírito. Como é óbvio, um cristão cujas emoções são amor, alegria e paz será muito melhor, fisicamente falando, do que aqueles cujas emoções somam o temor, a preocupação e a ansiedade. O livro do Dr. McMillen mostra a importância das emoções quanto às condições físicas de um ser humano. Note o leitor como o centro emotivo (que a Bíblia chama de “coração”) está neurologicamente vinculado a todos os órgãos vitais do organismo. Embora o corpo seja capaz de sustentar uma quantidade enorme de abusos, a tensão sobre um longo período eventualmente o levará à morte. Cada pessoa parece ter seu próprio nível de tolerância. De fato, alguns pensam que todo ser humano tem seu próprio ponto de resistência final - isto é, um ponto diante do qual o corpo torna-se vulnerável a uma tensão permanente. Para alguns, uma perturbação emocional pode causar um descontrole nos rins, para outros pode ser a vesícula biliar, para outros o intestino, ou qualquer das cinqüenta e uma enfermidades alistadas pelo Dr. McMillen. Qualquer que seja essa doença, uma tensão constante, causada pelo temor, pela preocupação ou pela ansiedade, acabará causando efeitos maus, e a pessoa experimentará desde uma alta pressão arterial, ataques de coração, pedras na vesícula biliar até artrite. O impulso sexual é um bom exemplo dos efeitos emocionais sobre o corpo físico de uma pessoa. Poucas coisas são mais poderosas do que o impulso sexual; e, no entanto, tanto homens quanto mulheres podem tornar-se inoperantes, sexualmente falando, pelo temor. O temor à gravidez, à injúria, pode tornar frígida uma mulher normal. O temor à rejeição ou à impotência para um homem normal. Observe a ilustração na próxima página. O temor alimenta a si mesmo e provoca enfermidades físicas, o que, por sua vez, aumenta os medos da pessoa. Trata-se de um círculo vicioso. Essas são enfermidades causadas pela ira mencionadas pelo Dr. McMilen: pressão arterial alta, doenças do coração,rins, bócio, artrite, cefalgias, derrames etc. Ao ilustrar o efeito do temor sobre o coração humano, ele citou o Dr. Roy R. Grinker, um dos diretores médicos do Michael Reese Hospital, de Chicago: “Esse médico assegura que a ansiedade deixa o coração em maior tensão do que qualquer outro estímulo, incluindo os exercícios físicos e a fadiga”. O Dr. McMillen salienta que o temor causa uma reação sobre o corpo humano, como quando parece faltar saliva na boca, quando nos levantamos para falar em sala de aula. Tal reação não prejudica o indivíduo, por ser de pouca duração, mas esse tipo de experiência, depois de um tempo devido ao temor, pode causar danos físicos. Um amigo meu, que é médico, explicou-me essa questão da seguinte maneira. Temos um sistema de alarme automático que toca sempre que nos defrontamos com alguma emergência. Se alguém toca a campainha às duas horas da madrugada, você será despertado subitamente, e no controle completo de suas faculdades, sem importar o quão profundamente estivesse dormindo. Esse é um dom natural do ser humano. O que aconteceu foi que sua glândula adrenal foi despertada pelo susto da emergência e secretou adrenalina em sua corrente sanguínea, levando-o a entrar no controle imediato de todas as suas faculdades. De fato, provavelmente você estará mais forte e mais alerta, mentalmente, do que o normal, a fim de poder enfrentar devidamente o problema. Quando eu pastoreava uma igreja interiorana no estado da Carolina do Sul, um dos homens da congregação dirigia a toda velocidade, levando sua esposa para o hospital, prestes a dar à luz. Ao chegarem à uma estrada lamacenta na montanha, a parte da frente do carro escorregou para dentro de uma valeta. Em face da emergência, sua glândula adrenal bombeou adrenalina para dentro do sistema nervoso; então ele saltou para a frente do carro e literalmente colocou-o novamente na estrada, levando sua esposa ao hospital. No dia seguinte, no estacionamento do hospital, ele tentou provar a seus amigos incrédulos que linha levantado a frente de seu carro, mas para sua admiração, não pôde fazê-lo mexer-se um centímetro sequer. Ele usou todas as reservas de energia e de força de que dispunha, mas o carro nem se moveu, O que ele não compreendeu foi que tinha possuído uma força muito acima do normal, porque seu sistema de alarme de emergência, dado por Deus, na noite anterior, lhe havia proporcionado isso, mas que agora não estava disponível para fazer uma demonstração no posto de estacionamento. Um médico amigo meu explicou que isso não causa qualquer dano ao corpo humano porque, terminada a emergência, a glândula adrenal volta à sua função normal, e a corrente sanguínea livra-se do hormônio adrenalina em excesso, sem causar dano. Não é esse o caso, entretanto, Iara o homem que se senta à uma hora da tarde, para pagar suas contas e, de súbito, é vencido pelo temor, por não ter dinheiro suficiente em sua conta bancária. Hora após hora, enquanto ele se preocupa, sua glândula está bombeando adrenalina para sua corrente sanguínea, em um processo que pode, finalmente, criar intensos danos físicos. Algumas vezes, isso é a causa de depósitos excessivos de cálcio, que produz aos que sofrem artrite dores cruciais. Conheço uma amável dama evangélica que era afligida pela artrite, e que, finalmente, foi forçada a ficar em cadeira de rodas por causa de sua enfermidade. Ela recebeu todo tratamento médico conhecido pela ciência, até que, finalmente, lhe foi dito por seu especialista em artrite: - “Lamento dizer-lhe, senhora, mas nada podemos encontrar de organicamente errado com a senhora. A causa de sua artrite deve ser emocional”. Quando ouvi essa análise, minha mente voltou à minha infância, quando aquela dama estava em saúde perfeita. Embora apreciássemos muito os bolinhos que ela fazia, nós nos referíamos a ela como “uma profissional preocupada”. Ela se preocupava diante de qualquer coisa. Ela se preocupava com o emprego de seu marido, e, no entanto, ele trabalhava fazia trinta anos para a mesma companhia e nunca passou um mês sem receber o seu salário. Ela se sentia apreensiva sobre o futuro de uma filha que atualmente tem uma ótima residência e é mãe de seis filhos. Ela ficava ansiosa sobre seu filho fraco e enfermo, mas que cresceu até tornar-se um homem com 1,93 m, e 102 kg de peso, e que joga em posição defensiva em um dos mais importantes times de futebol americano. Dificilmente posso pensar em qualquer coisa sobre a qual ela não se preocupasse, e, no entanto, toda a preocupação dela era inútil. Não admira que o Senhor Jesus tenha dito em Seu sermão do monte: “Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir”. (Mateus 6.25.) Literalmente, é como se Ele tivesse dito: “Não tenhais pensamentos de ansiedade”. O Espírito Santo também nos diz: “Não andeis ansiosos de coisa alguma...” (Filipenses 4.6.) A ansiedade e a preocupação, resultantes do temor, causam indizível sofrimento físico, limitações e morte prematura, não somente para os incrédulos, mas também para os cristãos que desobedecem à admoestação: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. (Salmos 37.5.) Um dia visitei uma mulher já idosa, que estava doente. Fiquei admirado ao descobrir que ela tinha entre quinze e vinte anos a menos da idade do que eu havia calculado. Ela envelhecera antes do tempo por ser uma profissional preocupada. De modo gentil e verdadeiro, tentei mostrar-lhe que ela deveria aprender a confiar no Senhor e não se preocupar diante de qualquer coisa. A reação dela foi tão típica que vale a pena repeti-la. Com um lampejo de indignação nos olhos e um raio de ira no seu tom de voz ela perguntou: - “Bem, alguém tem que preocupar-se com as coisas, não é verdade?” - “Não se você tem um Pai celestial que lhe ama e está interessado por todos os detalhes de sua vida”, retruquei. Mas aquela querida irmã não compreendeu o meu ponto. Espero que você o compreenda! Graças a Deus, não somos órfãos! Vivemos em uma sociedade que aceita o conceito de que somos produtos de um acidente biológico e de um longo processo evolutivo, que correu ao acaso. Essa teoria popular, que está caindo rapidamente no desrespeito científico, não somente é incorreta mas está escravizando a humanidade em uma prisão de tortura física, devido ao temor. Se você é cristão, memorize o trecho de Filipenses 4.6,7. E então, cada vez que você se sentir preocupado ou ansioso, ore. Agradeça a Deus porque você tem um Pai celeste que está interessado em seus problemas, e entregue-os nas mãos dEle. Seus ombros não são largos o bastante para transportar o peso do mundo, ou mesmo os problemas de sua própria família, mas o Senhor Jesus é “poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”. (Efésios 3.20.) Quão vibrante me senti recentemente, quando uma menininha em nosso Departamento de Principiantes citou seu versículo enquanto ela o memorizava para que eu ouvisse. Disse ela: - Hoje, aprendi na Escola Dominical o que Deus quer que eu faça com os meus problemas. Pois Ele disse: “. .. lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. (1 Pedro 5.7.) Grande parte dos sofrimentos físicos e das dores conseqüentes de coração, incluindo as dificuldades financeiras, que ocorre no lar evangélico médio seria evitada se os cristãos agissem de conformidade com esse versículo. 4. Resultados espirituais do temor Conforme já foi mencionado, o temor abafa ou entristece o Espírito Santo, mesmo porque impede-nos de nos mostrarmos eficazes nesta vida e furta muitas de nossas recompensas na vida vindoura. O temor impede-nos de sermos alegres, felizes, cristãos radiantes, e, pelo contrário, faz de nós pessoas cheias de lamentações, que não sabem o que é agradecer a Deus. Um cristão temeroso não haverá de manifestar aquele tipo de vida que encoraja um pecador a vir a ele para perguntar-lhe: “Senhor,que devo fazer para ser salvo?” Se Paulo e Silas tivessem permitido que seus temores predominassem, o carcereiro filipense nunca teria se convertido, e não teríamos o grande versículo da salvação, Atos 16.31. O temor impede que o cristão agrade a Deus. A Bíblia nos diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. (Hebreus 11.6.) O décimo primeiro capítulo da epístola aos Hebreus, chamado de “capítulo da fé”, nomeia homens cujas biografias aparecem com detalhes suficientes nas Escrituras, para estabelecer que esses homens representam todos os quatro tipos básicos de temperamentos. O que os tornou aceitáveis aos olhos de Deus é que eles não foram dominados pelas suas fraquezas naturais devidas ao temor e à ira, mas andaram com Deus mediante a fé. Considere o leitor estes quatro homens, representantes dos quatro tipos de temperamentos: Pedro, o sanguíneo; Paulo, o colérico; Moisés, o melancólico; e Abraão, o fleumático. É difícil encontrar ilustrações mais dinâmicas do poder de Deus trabalhando nas vidas de homens como se deu com esses quatro: “Deus não faz acepção de pessoas”. (Atos 10.34.) Aquilo que Deus fez para fortalecer os pontos fracos desses homens, Ele fará por você, através do Seu Santo Espírito! Talvez você se surpreenda em saber que Deus usou um maior número de pessoas propensas ao medo do que pessoas inclinadas à ira, nos tempos bíblicos, a fim de servi-Lo. Isso pode ser porque o cristão indisciplinado ou o cristão voluntarioso tem mais dificuldade para vencer a sua rebeldia do que as pessoas inclinadas ao medo têm para vencer o seu temor. Mas fique certo disto - todos aqueles que Ele usou tiveram de dominar os seus temores antes de serem usados por Ele. O que Ele fez por eles, fará por você. Lembre-se que Deus não faz distinção entre pessoas. Mas antes de podermos considerar como vencer o temor, devemos examinar o que nos causa o medo. Qual é a Causa do Temor? Visto que o temor é uma experiência tão universal para os homens, e visto que a maioria dos leitores deste livro são pais que poderão ajudar seus filhos a evitarem essa tendência, eu gostaria de responder a essa questão dc maneira simples, em termos de um leigo. Há pelo menos oito causas do temor. Predisposição temperamental. A razão mais significativa pela qual as pessoas têm um problema com o medo por causa de seu temperamento herdado. A esta altura (Ia leitura deste livro você já sabe quais tipos de temperamentos têm o pior problema com o temor. De certo modo, todas as pessoas tendem para o temor, devido ao pecado na raça humana e seu senso de culpa subseqüente, e também devido à combinação de temperamentos de cada individuo. Dependendo da combinação, naturalmente, você terá uma predisposição forte ou fraca para o medo. Já vimos os indivíduos de combinações Melfle e FleMel são os que enfrentam o medo com maior intensidade. Entretanto, até mesmo o colérico terá alguma tendência ao medo, devido a sua identificação com a raça humana, e também devido ao seu temperamento secundário, que pode introduzir um elemento de temor nele. Como é óbvio, os ColSan não serão tão inclinados ao medo como os ColMel ou como os ColFle, tuas a verdade é que todos os tipos de temperamentos demonstram alguma tendência ao medo. O que acontece é que, simplesmente, algumas pessoas são mais propensas ao medo do que outras. Experiências da infância podem induzir o medo. Os psicólogos e os psiquiatras concordam que as necessidades básicas de um homem são o amor, a compreensão e a aceitação. O mais significativo que os pais podem fazer por seus filhos, excetuando dar-lhes o conhecimento da salvação em Jesus Cristo, é transmitir-lhes o calor e a segurança do amor paternal. Isso não elimina a disciplina ou o ensino sobre a submissão a padrões e princípios. De fato, é muito melhor que uma criança aprenda a ajustar- se a regras e padrões na atmosfera amorosa de seu lar do que no mundo cruel lá fora. Entretanto, existem dois hábitos típicos dos pais que eu sugiro diligentemente a você que os evite: (1) Superproteção. Um pai ou uma mãe que sejam superprotetores fazem uma criança tornar-se autocêntrica e temerosa das próprias coisas que lhe aconteçam e que seus pais temem que sucederá. As crianças aprendem rapidamente a ler as nossas emoções. Seus corpos podem absorver com muito mais facilidade as quedas, as queimaduras e os choques da vida do que suas emoções são capazes de absorver quando nos tornamos tensos, preocupados ou histéricos por causa de acontecimentos de pouco valor. A mãe temerosa que proíbe seu filho de jogar futebol, provavelmente cause maior prejuízo ao seu desenvolvimento emocional, mediante seus repetidos gestos de temor, do que o dano feito ao Júnior, se seus dentes da frente fossem arrancados ou se sua perna fosse quebrada. As pernas saram e os dentes podem ser substituídos, mas é preciso um milagre de Deus para remover o tecido das cicatrizes do temor, das nossas emoções. (2) Domínio. Pais irados e explosivos que dominam as vidas de seus filhos, e que os açoitam criticamente diante de cada fracasso em suas vidas, com freqüência criam neles a hesitação, a insegurança e o medo. As crianças precisam de correção, mas precisam que isso seja feito de maneira apropriada. Sempre que tivermos de destacar os erros das crianças, também deveríamos ter como prática observar seus pontos fortes e bons, ou, pelo menos, criticá-las de tal modo que as façamos saber que continuam sendo objeto de nosso amor, como eram antes de seus erros. Quanto mais aconselho às pessoas, mais convencido fico de que o golpe mais devastador que um ser humano pode infligir contra outro é o golpe da desaprovação. Quanto mais uma pessoa nos ama, mais importante para nós é buscar alguma área em sua vida onde possamos mostrar a nossa aprovação. Um marido com 1,88 m, em meio ao aconselhamento matrimonial que estava recebendo, disse com bastante orgulho: - “Pastor, eu nunca bati em minha mulher irado!” Quando olhei para sua tímida e acovardada esposa, com apenas 50 kg, compreendi pelo olhar dela o que estava pensando: - “Bem, eu preferiria que você já tivesse me batido por mil vezes do que moer-me constantemente e espancar-me com sua desaprovação”. Um pai cheio do Espírito é inspirado, através de sua natureza amável e compassível a edificar a outros e a mostrar sua aprovação sempre que isso for possível. Até mesmo nos tempos de correção, tal pai transmitirá o seu amor. Agir de outra maneira com nossos filhos é deixar duradouras cicatrizes do temor em suas emoções. Alguma experiência traumática. Atacar os filhos ou molestá-los deixa uma cicatriz emocional que com freqüência é transferida para a vida adulta, causando temor acerca do ato de casamento. Outras experiências trágicas durante a infância com freqüência põem em movimento padrões de temor que perduram por toda a vida. Durante os últimos anos, nossa família tem desfrutado de ocasiões maravilhosas de esqui-aquático. O único membro da família que não tem experimentado esse esporte a minha esposa; ela tem um medo mortal d’água. Já implorei a ela, já a encorajei e já fiz tudo quanto me era possível para convencê-la a vencer seu medo, mas sem qualquer resultado positivo. Finalmente, desisti. Então ela fez uma tentativa hercúlea para vencer seu temor, vestiu um salva-vidas, que, por si mesmo, podia sustentá-la flutuando sobre a água, e com muita hesitação entrou na água por um dos lados do barco. Mas no momento em que sua mão deixou a segurança do barco e ela se viu flutuando livremente na água, notei o olhar de terror em seus olhos. Assim, pela primeira vez, realmente entendi quão assustada ela ficava dentro da água. Ao interrogá-la, descobri que ludo voltava a uma experiência de menina, no estado de Missouri, quando ela esteve prestes a afogar-se. Essas experiências deixam marcas nas emoções de uma pessoa que com freqüência seguem-na por toda a sua vida. Entretanto, o Espírito Santo é poderoso para vencer os efeitos de tais experiências conforme mostrarei um pouco mais adiante. Um padrão negativo de pensamentosou um complexo de derrota fará uma pessoa temer ao tentar qualquer coisa nova. No momento em que começamos a sugerir a nós mesmos: “Não posso não posso não posso” já estamos a meio caminho do fracasso. Nossa atitude mental torna difícil realizarmos até mesmo as tarefas rotineiras, quando nos aproximamos delas com algum pensamento negativo. Fracassos repetidos ou a recusa de fazer o que nossos contemporâneos são capazes de realizai com freqüência provocam ainda maior senso de derrota, abalando nossa autoconfiança e aumentado nosso temor. Um cristão nunca precisará ser dominado por esse hábito negativo. Memorizando o trecho de Filipenses 4.13 e buscando o poder do Espírito para aplicá-lo, o cristão poderá ganhar uma atitude positiva para com a vida. A ira pode produzir o temor. Tenho aconselhado a indivíduos que têm permitido que a amargura e a ira prevaleçam até que irrompem em explosões e mais tarde eles confessam: - “Tenho receio do que eu poderia fazer contra o meu próprio filho”. O pecado produz o temor. “Amados, se o coração não nos acusar temos confiança diante de Deus”. (1 João 3.21). Esse é um princípio bíblico que não pode ser violado sem produzir o temor. A cada vez em que pecamos, nossa consciência nos faz lembrar de nossa relação com Deus. Com freqüência, isso tem sido interpretado erroneamente pelos psiquiatras, que lançam a culpa na religião por criar complexos de culpa nas pessoas que, conforme eles dizem, por sua vez, produz o temor. Alguns anos atrás, o médico da minha família, que na época ainda não era um cristão, fez a seguinte declaração diante de mim: - “Vocês, ministros, incluindo meu pai santificado, fazem um dano irreparável à vida emocional dos homens ao pregarem o evangelho”. Quando perguntei a razão para tal afirmativa, ele retrucou: - “Fiz meu internato em uma instituição para doentes mentais, e a maioria esmagadora daquela gente tinha um passado religioso, e estavam ali por causa do temor induzido pelo complexo de culpa”. No dia seguinte, fiz-me presente à uma reunião de ministros onde o Dr. Clyde Narramore um ministro evangélico de Los Angeles, estava dando uma preleção sobre o aconselhamento pastoral. Durante o período de indagações falei-lhe sobre a conversa do dia anterior, e perguntei qual a opinião dele a respeito, O Dr. Narramore replicou no mesmo instante: - “Isso não expressa a verdade. As pessoas têm complexos de culpa por serem culpadas!” O resultado do pecado é a consciência de culpa, e a culpa causa o temor no homem moderno, tal como sucedeu a Adão e Eva no jardim do Éden. Um remédio simples para isso é andar no caminho do Senhor. Falta de fé até mesmo na vida de um cristão, pode Produzir o senso de temor. Já observei, no processo do aconselhamento, que o temor causado pela ausência de fé limita-se basicamente a duas áreas comuns. A primeira dessas áreas diz respeito aos pecados do passado. Visto que o cristão não sabe o que a Bíblia ensina cm relação ao pecado confessado, ele não chega, realmente, a acreditar que Deus o purificou de todo pecado. (1 João 1.9.) Há algum tempo aconselhei uma senhora que estava num período demorado de temor que a havia deixado em uma profunda depressão. Descobrimos que um de seus problemas básicos era que continuava sendo atormentada por um pecado cometido onze anos atrás. Durante todo esse tempo ela fora uma cristã dedicada, mas tinha passado por um completo colapso emocional, perseguida pelo temor daquele pecado passado. Quando perguntei se ela havia confessado aquele pecado no nome de Jesus Cristo, ela replicou: - “Oh, sim, por muitas vezes”. Então eu lhe dei uma prescrição espiritual: fazer um estudo bíblico de todos os versículos das Escrituras que tratam do perdão aos pecados. Quando ela voltou ao meu escritório, duas semanas mais tarde, ela já não era a mesma mulher. Pela primeira vez na sua vida, estava compreendendo como Deus considerava os pecados passados dela, e quando começou a concordar com Ele que aquele pecado “não mais era lembrado”, conseguiu vencer o temor. Um homem a quem aconselhei, e que tinha um problema similar, deu-me uma resposta levemente diferente, quando perguntei a ele: - “Você já confessou esse pecado a Cristo?” - “Mais de mil vezes”, foi sua interessante resposta. Então eu lhe disse que ele tinha confessado por novecentos e noventa e nove vezes a mais. Ele deveria tê-lo confessado por uma vez e agradecido a Deus por novecentos e noventa e nove vezes, porque Ele o tinha perdoado por aquele pecado horrendo. A Palavra de Deus é a cura para esse problema, porquanto “a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo”. (Romanos 10.17.) A segunda área onde as pessoas tendem a ser temerosas, por causa da falta de fé, diz respeito ao futuro. Se o diabo não conseguir fazer os cristãos preocuparem-se com seus pecados passados, ele os tornará preocupados acerca da provisão divina quanto ao futuro, impedindo-os assim de desfrutarem das riquezas da bênção de Deus hoje. Disse o salmista: “Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. (Salmos 118.24.) As pessoas que desfrutam da vida não estão preocupadas com o amanhã ou com o passado; antes, estão vivendo o dia de hoje. Qualquer um que pensa sobre os problemas demasiadamente e dificuldades que poderiam encontrar no dia de amanhã, naturalmente se tornará temeroso, a menos que tenha uma fé profunda e permanente na confiança de que Deus suprirá todas as suas necessidades. Minha esposa compartilhou comigo uma declaração belíssima que ela ouviu e que merece ser repetida: - “Satanás tenta esmagar nosso espírito fazendo-nos sofrer antecipadamente com questões futuras enquanto a graça nos é dada para resolver os problemas de hoje”. Se você está se preocupando com o dia de amanhã, será impossível desfrutar do dia de hoje. O interessante é que você não pode dar a Deus o seu amanhã; você só poderá dar-lhe aquilo que tem, e o que tem é o dia de hoje. O Dr. Cramer citou um comentário feito pelo Sr. John Watson, no Houston Times, que dizia: “O que faz a sua ansiedade? Não esvazia suas tristezas do amanhã, mas esvazia sua força de hoje. Não faz você escapar do mal; mas torna você despreparado para enfrentar o mal, se ele vier”. Os hábitos podem intensificar nossos temores. Nunca subestime o poder do hábito para intensificar qualquer força negativa, particularmente uma emoção como o medo. Qualquer coisa que você fizer com freqüência, tornar-se-á mais fácil na próxima vez. Uma pessoa temerosa é alguém que criou um hábito profundamente arraigado de responder a diferentes dificuldades ou circunstâncias da vida com o temor. E isso torna-se então aquilo que os psicólogos chamam de “reação condicionada”. Toda vez que acontecer algo essa pessoa se amedronta. Esse condicionamento pode fazer das pessoas escravas do temor por toda a vida, a menos que ao Senhor seja permitido entrar em suas vidas, capacitando-as a superar esse medo. Uma vez que um elo qualquer desse temor seja quebrado, será mais fácil quebrá-lo de novo, e assim por diante, até que a “reação condicionada” seja completamente partida, e comece um novo hábito, enfrentando essa mesma condição com a fé, e não com o medo. A vitória sobre o próprio temor aumenta a fé da pessoa para tentar vencer outros ataques de medo para que assim um novo ciclo de vida, baseado sobre a fé, possa ter início. Conforme - veremos, a fé é construída aos poucos. Acho que agora você deve estar pronto para enfrentar a causa primária do temor. As causas citadas são apenas fatores contribuintes. A causa básica do temor é: o egoísmo. Por mais que não queiramos enfrentar essa palavra feia, ela exprime um fato. Tememos porque somos egoístas. Por que estou com medo? Porque estou interessado somente em mim mesmo. Por que fico embaraçado quando me ponho de frente a uma audiência? Porque não desejo transformar- me em um tolo. Por que temo perder o meu emprego? Porque temo ser um fracassado aos olhos de meus familiares e de não ser capaz de prover o necessário, à minha família e a mim mesmo.Desculpe-se disso se você assim quiser fazê-lo, mas todo temor pode ser traçado, basicamente, até o pecado do egoísmo. Não Seja uma Tartaruga Uma mulher cristã consultou um psicólogo evangélico e perguntou a ele: - “Por que vivo sempre com medo?” Então ele lhe fez várias indagações: - “Quando entra em uma. sala, sente que todos estão olhando para você?” - “Sim”, retrucou ela. - “Você sente que a beirada de sua anágua está aparecendo?” - “Sim”. E quando o psicólogo descobriu que ela tocava piano, ele perguntou: - “Você hesita em apresentar-se como voluntária para tocar o piano na igreja, temendo que alguém toque bem melhor do que você?” - “Como é que o senhor sabia disso?” foi a resposta dela. - “Você hesita em entreter outras pessoas em sua casa?” E novamente a resposta dela foi um “sim”. Então ele passou a dizer-lhe, gentilmente, que ela era uma jovem mulher muito egoísta. - “Você se parece com uma tartaruga”, completou ele. - “Você se protege em sua carapaça e olha para fora somente até onde for necessário. Se alguém se aproxima demais, mete a cabeça de novo para dentro da carapaça, como uma proteção. Essa carapaça é seu egoísmo. Jogue fora a carapaça, e comece a pensar mais sobre outras pessoas e menos sobre você mesma”. A jovem voltou para seu quarto debulhando-se em lágrimas. Ela nunca pensara em si mesma como uma mulher egoísta, e sentiu-se esmagada ao ser confrontada por aquela terrível verdade. Felizmente, ela foi a Deus, e gradualmente curada de seu pecado vicioso. Hoje ela é realmente uma “nova criatura”. Ela entretém outras pessoas com descontração, tendo-se desfeito totalmente de sua antiga “carapaça”, e, em conseqüência, desfruta de uma vida rica e abundante. Quem Quer Ser uma Ostra? Uma declaração semelhante foi feita pelo Dr. Maltz, em seu livro, intitulado “Psycho-Cybernetics”: “Uma palavra final sobre impedir e remover feridas emocionais. Para vivermos de modo criativo, devemos nos dispor a viver um tanto vulneráveis. Na vida criativa, devemos estar dispostos a sofrer um pouco, se isso for necessário. Muitas pessoas precisam de uma pele emocional um tanto mais grossa e mais resistente. Precisam apenas de uma epiderme emocional um tanto mais resistente, e não de uma carapaça. Confiar, amar, abrir-nos à comunicação emocional com outras pessoas é correr o risco de sairmos machucados. Se formos feridos uma vez, podemos fazer uma dentre duas coisas: edificar uma carapaça protetora bastante grossa, para impedirmos de ser feridos de novo e viver como uma ostra; ou “virar o outro lado do rosto”, permanecer vulneráveis e continuar a viver criativamente. Uma ostra nunca sai machucada. Uma ostra tem uma concha dura e grossa, que a protege de todos os ataques externos. Mas ela vive isolada, segura, mas não cria livremente. Não pode sair atrás daquilo que deseja, mas precisa esperar que outros venham a ela. Uma ostra desconhece quaisquer “ferimentos” causados pela comunicação emocional com seu meio ambiente, mas também desconhece alegrias”. Como Vencer o Temor Você pode aprender a viver sem temor, preocupação ou ansiedade. A chave consiste em aprender a viver através da fé. Agora ilustraremos como substituir o temor pela fé, o que alterará sua vida inteira e o libertará. Em lugar de tornar-se hermético e negativo quando tem que enfrentar algum desafio, você poderá apreciar todas as situações da vida com confiança. Essa é uma bênção que Deus ofereceu a todos os Seus filhos. Infelizmente, não são muitos os cristãos que se têm aproveitado disso. Por muitos anos como conselheiro evangélico, tenho desenvolvido um procedimento simples, mas operante, passo a passo, para vencer a preocupação e o temor. Sabemos que isso é possível, porquanto nosso Senhor disse: “Não andeis ansiosos de coisa alguma...” (Filipenses 4.6 ver também o sexto capítulo de Mateus). Se você tem algum problema com o temor, memorize estes seis passos e siga os dia após dia. 1. Enfrente suas reações de medo como um pecado. “E tudo o que não provém de fé é pecado”. (Romanos O 14.23.) Lembre-se que é comum sentir temor ou apreensão quando você faz algo que nunca fez antes. Mas se o seu temor impede você de fazer o que deveria fazer, ou se o temor absorve seus pensamentos por algum tempo, isso será um erro. Não se justifique do medo! É conforme disse certa mulher: - “Se seu passado fosse como o meu você também teria medo”. A isso repliquei: - “Você pode estar com a razão, mas tudo quanto isso provaria é que ambos estamos equivocados”. Aqueles que não querem enfrentar o medo como um pecado, mas tentam desculpar-se ou justificar-se disso, são incuráveis. Pelo contrário, olhe objetivamente para o seu temor; admita-o como um pecado, e que Deus não quer ver você dominado por esse temor. 2. Confesse seu temor como um pecado. (1 João 1.9.) Deus vive ocupado no negócio da remoção do pecado. Eis por que Ele enviou Seu Filho para morrer na cruz por nós, a fim de que Seu Filho “nos purificasse de todo pecado” (ver 1 João 1.7). Depois de haver confessado esse pecado, agradeça-Lhe por Sua purificação e continue a regozijar-se. 3. Peça a Deus que retire seu hábito de temor. “E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. (1 João 5.14,15.) Já pudemos ver que o temor é um hábito que Deus não quer que lhe governe, caro leitor. Estes versículos não somente prometem a vitória sobre o pecado, o que é contrário à vontade divina, mas também prometem dar-nos a “certeza” disso. Ele lhe dará a vitória. 4. Peça o enchimento do Espírito Santo. “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” (Lucas 11.23.) O Alguns estudiosos da Bíblia dizem que este quarto passo não é necessário. De que no minuto em que confessamos nossos pecados no nome de Deus, somos novamente cheios pelo Seu Espírito. E eles podem estar com a razão (embora eu ainda não tenha encontrado qualquer Escritura que justifique essa reivindicação). Particularmente, porém, gosto de fazer as coisas certas. Deus não ficará perturbado se Lhe pedirmos algo desnecessariamente. Visto que Jesus disse a Seus discípulos que pedissem pelo Espírito Santo, não vejo qualquer problema em que você Lhe peça o enchimento com o Espírito, embora Ele já esteja dentro de você. Francamente, faço esse pedido diversas vezes por dia. 5. Agradeça-lhe pela fé para a vitória sobre o medo. “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. (1 Tessalonicenses 5.18). Agradeça a Deus verbalmente, como um ato de fé que se apropria dessa experiência e a torna real. 6.Repita! Repita! Repita! Repita essa fórmula cada vez que for assaltado pelo medo, e, gradualmente, você não mais será dominado pelo mesmo. Um dos grandes equívocos sobre a vida controlada pelo Espírito é que se trata de uma experiência que temos e que perdura por toda a vida. Isso, entretanto, não é bíblico e nem é possível! Se você for uma pessoa que vive com medo, ficará alegre ao ler a fórmula acima para se livrar do medo. (Espero que assim esteja acontecendo com você.) O problema é este: Você experimenta a questão por uma vez, e goza de livramento por duas ou três horas, mas então volta a ficar desencorajado, porque seus temores retornam. Não se esqueça do fator do hábito. Qual é a sua idade? Ou seja, por quanto tempo você tem sido induzido por seu tipo de temperamento, a ser temeroso, a ponto disso ter-se tornado um hábito de vida? Esse hábito não se evaporará prontamente; com a ajuda de Deus, a vitória, finalmente, lhe será dada; mas essa vitória virá gradualmente. Toda vez que você tornar-se temeroso, enfrente o seu pecado, peça perdão, peça para novamente ser cheio do Espírito, e agradeça-Lhe, mediante a fé, por ter sido cheio do Espírito. Assim, você terá partido mais um dos fios condutores do hábito que o vem prendendo faz muito tempo. E gradualmente verá seustemores anteriores perderem seu poder sobre você. Uma Ilustração Clássica O medo não era o meu problema pessoal, conforme confessarei no capítulo posterior. A ira era o meu “problema”. Porém, ao modo típico em que “os opostos se atraem no casamento”, a mulher a quem amo era uma esposa de ministro, muito temerosa, até que Deus encheu a sua vida com o Espírito Santo, e ela tentou essa fórmula. Desde então, tenho observado aquela mulher doce e temerosa, com medo demais para falar a um punhado de mulheres em nossa igreja, temerosa como uma rosa bem aberta de personalidade, que até hoje me admira. Se alguém me tivesse dito que ela aprenderia a falar a numerosas audiências, dirigir a maior organização feminina na América do Norte, tomar uma posição agressiva contra os humanistas seculares, a feministas e os líderes liberais, eu não teria acreditado - mas acontece que a tenho visto assim. A sua vida nestes últimos dezessete anos é um testemunho do poder de Deus para dar a uma pessoa a vitória sobre seu “opressor” emocional. Em seu livro, intitulado “A Mulher Controlada pelo Espírito”, Beverlly contou a sua história. Eis como ela contou-a. E lembre-se que eu a vi, e testifico que as coisas que ela diz ali são a pura verdade: “Diferente de muitos casais, meu marido e eu fomos cheios do Espírito na mesma semana e começamos juntos o processo de transformação. Antes de ser cheia com o Espírito, eu havia limitado meu ministério a trabalhar com crianças abaixo do sexto nível escolar. Gradualmente, comecei a aceitar oportunidades de falar a grupos de mulheres, e até a audiências formadas por mulheres e homens, em nossa “Family Life Seminars”. Atualmente, estou falando a grandes grupos de mulheres o tempo todo, com minha organização chamada “Concerned Wornen for America”. Depois de ter feito tanto progresso vencendo o medo de falar, o diretor de uma junta missionária escreveu a meu marido, agradecendo-lhe por haver escrito o livro “Temperamento Controlado pelo Espírito”, que ele disse que era leitura necessária para todos aqueles que estavam sendo reinados como missionários. Há apenas um problema com Isso. Você está contando como Deus livrou sua esposa de seu temor de falar em público, mas mais adiante admite que ela não era capaz de reunir-se a você e o resto da família no esqui-aquático, porque ela tinha medo da água. O problema é que nossos candidatos a missionários, que não sabem nadar, identificam-se prontamente com ela e usam-na como uma desculpa para não aprenderem a nadar, o que seria fatal para alguns deles. Ele prosseguiu, perguntando graciosamente: ‘Temer a água não é tanto um pecado como o temor a qualquer outra coisa?’ Tim teve que pegar para mim uma caixa de lenços de papel, ao ouvir essa declaração. Finalmente, resolvi que ele estava com a razão, e decidi entrar em ação. Consegui uma piscina de água aquecida e um instrutor fleumático. E então, vestida na vestes de borracha de Tim, coloquei um cinto salva-vidas e me “armei” com o Novo Testamento. entrando na água, eu citei: - ‘Nunca te deixarei e nem te abandonarei’, além de outros versículos que me asseguravam a provisão de Deus. Mais tarde, fui capaz de desfazer- me daquela parafernália desnecessária e aprendi a nadar. Nunca serei uma candidata a um prêmio de natação nas Olimpíadas. Mas com a ajuda de Deus conquistei meu terrível medo d’água.” Aquilo que Deus fez por Beverlly, Ele fará por você. Se você tem um problema com o medo, com a ansiedade e com as preocupações, então siga esses seis passos que o levarão a uma vida transformada. Capitulo 10 Enfrentando as Pressões As pressões fazem parte da vida, e ninguém escapa delas. Somos mais conscientes disso nestes dias velozes, de computadores e de atividades frenéticas do que aqueles que viviam em comunidades agrícolas, cerca de cinqüenta anos atrás. Mas sem importar onde você esteja vivendo ou o que esteja fazendo na vida, experimentará pressões; isso é inescapável. Aquilo que você mais precisa saber sobre as pressões é que elas não são assim tão ruins. De fato, em muitos casos, as pressões serão boas para você. Sem elas você não poderia sustentar a vida. Tome a sua pressão arterial como um exemplo. Se ela for alta demais, poderá matá-lo. Mas se ela for muito baixa, a mesma coisa poderá acontecer. A vida sem qualquer pressão seria vazia e breve. Você precisará de pressão para prover não somente a própria vida, mas também motivação, variedade e atividade. Nos anos de 1982 e 1983 passei pelo período de maiores pressões na minha vida. Depois de ter pastoreado com sucesso a igreja por trinta anos, senti-me orientado por Deus a mudar e lançar o ministério nacional pela televisão. Instantaneamente me vi debaixo de uma pressão como nunca antes havia sentido. Eu estava desfamiliarizado com o campo, não tinha respaldo financeiro, e descobri que a televisão engole dinheiro mais ligeiro do que o governo federal. Naqueles dias de incrível pressão, Deus maravilhosamente satisfez todas a minhas necessidades e inspirou-me a escrever o livro “How to Manage Pressure Before Pressure Manages You” (Como Dirigir a Pressão Antes que ela o Dirija). Durante o processo, aprendi que nem todos os temperamentos enfrentam as pressões da mesma maneira. Portanto, pensei ser sábio, incluir neste livro as diferentes reações dos temperamentos a esse problema universal da humanidade. Os Faísca Sanguíneos Enfrentando as Pressões Os sanguíneos raramente têm úlcera; e já vimos que geralmente provocam úlceras ao próximo. Visto que as pessoas são uma das causas primárias de pressões, e os indivíduos sanguíneos gostam de estar entre elas, eles nunca estão longe da pressão, e ajudam a provocá-la. Essas pessoas de coração descuidado, geralmente são muito desorganizadas, chegam tarde para as reuniões e raramente estão preparadas para qualquer coisa que devam fazer. Já vi cristãos sanguíneos, que são ministros de louvor, a selecionarem os hinos para o culto noturno enquanto caminham pelos corredores formados pelos bancos da igreja. Apesar de sua falta de preparação, normalmente eles fazem um trabalho bastante bom, pois têm carisma. Os indivíduos sanguíneos são bons atores e correspondem bem às pessoas, que geralmente fazem um trabalho melhor sobre o palco do que outros tipos de temperamentos que se preparam exaustivamente. Não podemos deixar de perguntar a nós mesmos quão eficazes seriam os sanguíneos se ao menos aprendessem a planejar com antecedência qualquer coisa a fazer. Cada vez que eles improvisam sob pressão, eles aprendem que o planejamento antecedente não é, realmente, crucial para o sucesso. Essa poderia ser uma das razões pelas quais os sujeitos sanguíneos com freqüência trabalham por pouco tempo em qualquer lugar. Ou seja, falta-lhes criatividade depois de um tempo, e devem mover-se para seu próximo trabalho. Os pregadores sanguíneos, por exemplo, normalmente permanecem em uma igreja somente por dois ou três anos. As pressões tendem a impeli-los ao campo de futebol, e não ao seu escritório. Visto que as pessoas sanguíneas costumam chegar tarde aos encontros, não podemos confiar nelas, por serem indisciplinadas e despreparadas, elas nunca vivem longe das pressões. Você pode imaginar uma dona de casa bem apresentável, orientada para as pessoas, que dá um bom dia a uma vizinha e deixa seus afazeres domésticos para (ornar apenas um cafezinho com ela, mas fala tanto que quando volta à sua casa já está quase na hora de seu marido chegar. Ela então põe-se a correr furiosamente pela casa, tentando, freneticamente, impor alguma ordem, antes da chegada dele. O almoço sai tarde, a casa é uma desordem só, e ela não está preparada para os insultos sarcásticos dele; então grita, em autodefesa, sobre seu “excessivo trabalho caseiro” ou sobre “as pressões causadas pelos três filhos pequenos”. Tais reações contribuem bem pouco para uma amorosa relação doméstica. As pessoas sanguíneas estão sempre dispostas a falar, e por muitas vezes usam essa arma para se defenderem, quando são pressionadas.Os tipos mais agressivos aprendem que ao atacarem verbalmente a outras pessoas, geralmente eles podem intimidá-las à submissão, pelo que procuram encobrir os seus erros pressionando os outros. Conheço um indivíduo sanguíneo que me faz lembrar meu cão São Bernardo que, depois de ter-me derrubado no portão da frente e ter quebrado meus óculos, punha ambas as patas sobre meus ombros e me lambia o rosto. Embora você esteja com toda a razão em desacordo com os indivíduos sanguíneos, eles o atacarão e farão turbulência, e, quando você partir dali, você terá deixado de confrontá-los com o problema. De fato, eles terão feito você pensar que o ocorrido é falta sua, por ter tocado na questão, antes de mais nada. As mulheres sanguíneas com freqüência gritam. Em outras palavras, a frustração delas está sempre presente, e por isso gritam com seus filhos, com seu marido, com o vizinho e com quem estiver por perto. Os sanguíneos do sexo masculino tendem a falar alto demais, fazendo exigências ou falando mais dogmaticamente do que sua apreensão dos fatos permitem. Se alguém der “corda” bastante aos sujeitos sanguíneos, eles se enforcarão verbalmente. Uma das tendências que menos cumprimentos merece, das pessoas sanguíneas que sofrem pressão, é a sua dificuldade em aceitar honestamente a culpa pelos seus erros. Visto que eles são donos de um ego gigantesco, precisam do amor e da admiração de outros cristãos, e, como lhes falta disciplina, é fácil para eles passarem adiante a culpa, acusando a outros por seus erros, e, em alguns casos, mentem a fim de sair de uma armadilha. Eis porque os pais de crianças sanguíneas precisam concentrar sua atenção em ensinar-lhes a autodisciplina e a verdade. De outra maneira, elas desenvolverão uma consciência flexível. Alguns homens sanguíneos apelam para um arrependimento choroso quando confrontados com a pressão causada por seus modos desarrumados e desorganizados. Tal arrependimento, porém, acaba rapidamente, pois os sanguíneos terão aprendido pouco ou nada de sua experiência. Os sanguíneos são facilmente intimidados pelas personalidades mais vigorosas, mais cruéis. Já vi muitas esposas altamente emocionais, com tremendas capacidades para amar e serem amadas, tomarem-se desanimadas por seus maridos, que, a sangue frio, levam-nas a aceitarem a culpa por qualquer coisa que esteja acontecendo de errado. Sempre me dói ouvir uma mulher chorar: - “Sei que a culpa é minha”, quando isso raramente é o caso. Uma mulher foi intimidada a aceitar a infidelidade de seu marido por tê-la convencido que ela era inadequada no leito; na verdade, ele agia imoralmente porque era um homem pecaminoso. A mentira nunca resolve coisa alguma. A Bíblia nos recomenda: “Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros”. (Efésios 4.25.) Os indivíduos sanguíneos precisam de muito mais tempo para aprenderem que é muito mais fácil enfrentar essas pressões desagradáveis da vida, reconhecendo suas responsabilidades pelos erros, e então fazer duas coisas: (1) resolverem a presente dificuldade; e (2) aprenderem com a experiência. A maior parte das pessoas com tendências sanguíneas não pode suportar a pressão emocional por longo tempo. Elas começarão a falar, contarão uma piada que nada tem a ver com o que estão dizendo, e acabarão fugindo do problema. Um exemplo disso ocorreu no carro alugado de um famoso ministro de âmbito nacional, em janeiro de 1980. Doze de nós tivemos o café da manhã com o ex- presidente Carter e lhe fizemos várias perguntas: Por que cl não se opusera ao aborto? Por que havia ele endossado a Emenda de Direitos Iguais, em vista do prejuízo que isso causaria à família? Por que ele se recusara a dar apoio a uma emenda sobre a oração nas nossas escolas públicas? Cinco de nós saíram da Casa Branca em profundo silêncio. Eu me sentia extremamente deprimido pelo que acabara de ouvir, e assim estavam outros. De súbito, o mais sanguíneo do grupo quebrou o silêncio com uma piada sem relação com o acontecido e bastante bizarra. Ele estava reagindo naturalmente às pressões emocionais que ele sentia naquele momento. Conforme temos observado, os indivíduos sanguíneos com freqüência causam úlceras à outras pessoas, porquanto não enfrentam seus problemas e nem fazem algo de construtivo sobre esses problemas. Por exemplo, gerentes, administradores ou ministros sanguíneos têm uma interessante maneira de tentar resolver seus problemas pessoais. Se eles sentirem o desprezo de outra pessoa, com tato, a levará para um cafezinho, um almoço ou um entretenimento noturno. Mas raramente discutirão o problema, preferindo usar seu encanto carismático para desarmar a hostilidade ou o desprezo de seus amigos. E os sanguíneos deixarão o encontro sentindo que resolveram o problema, ao passo que, na realidade, eles apenas adiaram o julgamento por algum tempo. Como marido, eles trarão para casa um “presente pacífico”, ou levarão “a família para um jantar fora”, a fim de solucionarem o problema. Porém, como é fácil de percebera isso serve somente para aliviar a pressão imediata, pois, na verdade, não resolve coisa alguma. Se ao menos eles enfrentassem seus problemas de forma realista, e fizessem algo sobre os mesmos, eles reduziriam a maior parte dos problemas da vida. Visto que os indivíduos sanguíneos não podem tolerar o desconforto das pressões, eles sempre reagem de alguma maneira - num repente explosivo, lágrimas, piadas, mentiras, mudança de assunto ou “amizade”. Não conseguem sofrer pressões em silêncio. Felizmente, sua disposição alegre esquece facilmente as circunstâncias desagradáveis; o primeiro objeto que se move ou pessoa que vêem conquista a atenção deles, e então mental ou fisicamente separam-se temporariamente da causa da pressão que estão sofrendo. Se as pessoas sanguíneas pudessem aprender a usar as pressões como motivação para a solução de problemas, então suas vidas seriam grandemente enriquecidas, e acredito que seriam de vinte e cinco a cinqüenta por cento bem mais sucedidos nos campos da atividade que escolhessem. Os Coléricos Sob Pressão Ninguém pode criar mais pressão do que os coléricos. Eles iram-se em meio à pressão criada - até que seus corpos rebentam-se em úlceras, pressão arterial alta, ataques de coração, ou outras adversidades físicas. Alguns dos motivos da pressão alta dos coléricos são ocasionados pelo seu “bom complexo”. Talvez fosse melhor rotulá-lo de “complexo de onipotência”. Os homens coléricos estão sempre superenvolvidos nos acontecimentos. Eles dispõem-se a cuidar de qualquer coisa que precise ser feita. Eles nunca perguntam: - “Por que alguém não faz alguma coisa acerca disso?” Para cada necessidade que surge eles reagem com um: - “Vamos organizar as equipes e colocá-las para trabalhar!” E então começam a dar ordens para outras pessoas. Os coléricos ficam deprimidos quando um projeto fracassa, no entanto eles têm outros trinta planos, para ocupar suas mentes em febril atividade. Em lugar de ficarem a se revolver em auto-compaixão diante do insulto, fracasso ou rejeição, eles se ocupam com seu próximo projeto. Entretanto, essa inclinação para fazer mais do que alguém poderia suportar, com freqüência mostra ser a causa de maiores pressões ainda. Os coléricos são extremamente voltados para os objetivos, mas a menos que seu temperamento secundário seja a melancolia, eles não se inclinarão a planejar, analisar e detalhar. De fato, eles não gostam de fazer coisas assim. Os coléricos agem. Em conseqüência, eles atiram-se ao campo de batalha antes de estabelecerem um plano de ataque, criando assim intensa pressão. Grande parte das atividades dos coléricos deveria ser lançada no forno. Eles são bem-sucedidos no mundo dos negócios, não porque suas idéias tenham sido bem traçadas, mas porque eles as lançam à ação enquanto outros ainda as estão determinando. Algumas de suas melhores noções, entretanto, morrem na prancheta de desenho, pois geralmente implementam suas idéias e as lançam em públicoantes de perceberem que existe uma melhor maneira de fazer aquilo. Entretanto, uma determinação forte os faz permanecer na linha reta, pois sempre terminam o que iniciam. Os indivíduos coléricos tipicamente respondem a pressão recusando-se a desistir. Quando eles encontram uma situação impossível, retrucam animadamente: - “Nada é impossível”. Os coléricos que eu conheço costumam dizer: - “Nunca aceito um ‘não’ como resposta, a menos que o ouça por oito ou dez vezes”. Mesmo assim eles inclinam-se a pressionar avante teimosamente. A pressão desencoraja algumas pessoas, mas não os coléricos. A pressão apenas serve de trigo para o seu moinho. Temerosos em meio à oposição, em alguns casos eles morderão os lábios e pressionarão avante, apesar da pressão. Em outras ocasiões, sua mente criativa imaginará algum artifício esperto para conseguir suas finalidades. Pode não ser algo legal, honesto ou justo, mas isso nem sempre os detém. Por causa de sua tendência a adotar cargas excessivas e sua falta de habilidade natural para delegar responsabilidades, os coléricos procuram aproveitar seu tempo extra deixando de lado a família. Seus dias de trabalho de dez horas logo aumentam para doze, e então para quinze; e o dia de folga torna-se outro dia de trabalho, e o tempo de férias nunca chega. Em conseqüência, seus familiares sofrem. Relações interpessoais não são um dos pontos fortes dos indivíduos coléricos, e pressões de trabalho compõem isso. Eles tendem ser impacientes com aqueles que são menos motivados do que eles mesmos, são críticos e exigentes com outros, e não exprimem apreciação pelo que outras pessoas fazem, mesmo quando elas agem bem. Se eles são empregadores, normalmente experimentam grande troca de empregados em seu lugar de negócios. Os membros de suas famílias tendem a dar-lhes um berço largo. Cruéis e nada gentis por natureza, eles podem mostrar-se muito cortantes e sarcásticos sob as pressões. A menos que busquem a ajuda de Deus e andem no Espírito, eles se inclinarão por deixar muitas psiques afetadas e egos feridos por onde passarem. Um supervisor colérico criou fama de ser “muito produtivo, mas deixou uma trilha de empregados chorosos”. Os mais sensíveis deveriam pensar duas vezes antes de se envolverem com indivíduos coléricos. A principal arma das pessoas coléricas é a sua língua. Ninguém sabe usar a língua com maior destreza e brutalidade. Visto que eles gostam de ser pressionados, eles se deleitam em amontoar pressão contra outros. Seu lema é: “Agimos melhor quando pressionados”. Os coléricos precisam compreender que na vida há algo mais importante do que o dinheiro, o sucesso ou mesmo as realizações humanas. “A vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui”; e também: “Pois, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (ver Lucas 12.15 e Mateus 16.26). O Sr. e a Sra. Coléricos fazedores de pressão podem lançar projetos com sucesso, desenvolver negócios e construir igrejas - tudo para beneficio de outros - mas se tais realizações ocorrerem em detrimento de seu relacionamento com esposa, filhos, pais e outros, de que isso lhe “aproveitará?” Resumindo, os indivíduos coléricos devem estabelecer as melhores prioridades para a sua vida e concentrar sua atenção sobre elas. Os coléricos destituídos de prioridades podem atarefar-se em atividades que melhor ficariam se fossem estabelecidas na seguinte ordem: 1. Deus 2. Esposa 3. Família 4. Profissão Finalmente, homens coléricos precisam estabelecer alvos claramente definidos, rejeitando idéias criativas que não contribuam para a realização desses alvos. Eles também precisam amar às pessoas, aprendendo a encorajá-las e a interessar-se por elas. Seu tempo passado com as pessoas lhes será devolvido de maneira multiplicada, porquanto outros haverão de devolver-lhes a apreciação, assim aliviando-os de muitas de suas pressões. Martinho Melancólico Sob Pressão Tal como qualquer outra pessoa, os melancólicos também sofrem pressões na vida. Mas por causa de sua sensibilidade, criatividade e perfeccionismo, tudo na vida é intensificado, especialmente as pressões. E provável que nenhum tipo de temperamento sofra maior pressão em seu coração e em sua mente do que os indivíduos melancólicos. Eis por que sua taxa de mortalidade é aproximadamente sete anos mais baixa do que a taxa de mortalidade de outros tipos de temperamentos. Já pudemos ver que a atitude mental de uma pessoa pode aumentar ou diminuir a pressão real. Isso é má notícia para os indivíduos melancólicos. Um dos maiores problemas da vida relaciona-se à sua atitude mental. Perfeccionistas por natureza, são extremamente negativos, críticos e cheios de suspeitas - são tão críticos de si mesmos quanto o são de outras pessoas. Uma das pressões coerentes dos homens melancólicos é seu desejo de fazer todas as coisas com perfeição. Apesar de ser recomendável em um ponto, essa característica pode tornar-se enlouquecedora para outros, pois eles muitas vezes passam muito tempo fazendo coisas triviais ou que não são essenciais, negligenciando questões mais importantes. Algumas vezes, eles negligenciam totalmente uma tarefa até terminar um projeto menor, com um nível de perfeição de cento e dez por cento. Alguns sujeitos melancólicos causam pressão sobre seus empregadores, porque preferem a perfeição à produção; em conseqüência, eles não produzem bastante para pagar por seu nível de produtividade perfeccionista. As donas de casa e mães de tendências melancólicas são as melhores arrumadeiras e cozinheiras. As refeições sempre ocorrem no tempo certo. Mas pode faltar-lhes uma flexibilidade graciosa. Ai da criança que deixa marcas de pés enlameados no chão da cozinha recentemente limpa! Ou ai do marido vendedor que chega tarde em casa para o jantar, por ter primeiro que finalizar aquela “grande venda”, no final do expediente! A inclinação dos melancólicos por planejar com antecedência pode fazer o resto da família suicidar-se atirando-se de um alto penhasco. Eles devem preocupar-se absolutamente acerca de todas as coisas! Eles, por muitas vezes, criam muita pressão, contemplando e traçando uma profissão onde toda espontaneidade e diversão são eliminados. Os melancólicos podem pressionar a si mesmos com a preocupação, mesmo quando não há razão alguma para isso. A maioria das coisas que eles temem nunca se materializa, mas a pressão que eles criam através das preocupações é perfeitamente real. Tais temores desnecessários com freqüência impedem-nos de aventurarem-se quanto a algo novo, e, em resultado eles edificam pressão através do enfado, realizando as mesmas tarefas de maneira repetitiva. Visto que as pessoas melancólicas são, predominantemente, introvertidas, raramente elas externalizam suas pressões chutando as coisas, jurando ou gritando - a princípio. Seu estilo consiste em internalizar as suas pressões, condescendente com aquilo que se espera delas e ficam a pensar a respeito até que tão pressionadas caem de uma maneira totalmente fora de seu desde lágrimas ao homicídio. Alguns dos piores crimes cometidos por pessoas sem qualquer registro têm sido cometidos por melancólicos sob intensa pressão. Felizmente, poucos melancólicos reagem com violência. A maioria diz coisas de natureza cortante, prejudicial, no qual mais tarde se arrependem profundamente. Outros ponderam o problema e caem em um silêncio amuado. Os melancólicos/coléricos - pessoas que têm uma predominância do tipo de temperamento melancólico, com um temperamento secundário colérico - são a síntese dos trabalhadores excessivos. Eles reagem à pressão com um trabalho intensificado. Seu lado colérico sugere novos projetos, e seu lado melancólico tenta fazer tudo com perfeição. Tais indivíduos são, muitas vezes, frustrados pela “pressão de nada fazerem”. Outras pessoas podem frustrá-los, porquanto elas nunca estão à altura do perfeccionismo dos melancólicos. Todos nós precisamos tratar as pessoas mostrando interesse por elas. Mas os melancólicos vivemtão interessados por si mesmos e por seu tipo persistente de perfeccionismo que eles têm pouca simpatia e aceitação de outros seres humanos falíveis. Certamente atrairiam mais amigos se fossem um tanto mais sensíveis. Pessoas interessadas por outras nunca se ressentem da falta de amigos. Todos precisamos de alguma diversão - “Só trabalhando e nunca se divertindo, faz com que nos tornemos sujeitos sem graça!” - mas os homens melancólicos podem tornar-se tão voltados para o trabalho que comem, dormem pensando só nisso. Férias fazem-nos sentirem-se culpados. A pressão do trabalho a ser feito torna impossível para eles o desfrutar de um simples jogo de futebol. Eles podem transformar uma caminhada relaxante num parque em uma tarde cheia de pressões. Essa incapacidade de relaxarem e de se mostrarem capazes de enfrentar as pressões da vida acaba por levá-los a algum colapso emocional, mental ou físico. A incapacidade natural dos melancólicos de enfrentarem sozinhos esses problemas pode explicar o grande número de melancólicos que tenho visto virem a Cristo, dedicando- Lhe suas vidas e aprendendo a andar no Espírito. Quando são verdadeiramente cheios do Espírito, eles experimentam mudanças incríveis que são prontamente evidentes para todos. No entanto, quando retrocedem espiritualmente seus amigos sentem imediatamente a regressão. Tenho grande respeito pela potencialidade das pessoas de temperamento predominantemente melancólico, mas somente quando essas pessoas se valem do poder de Deus. Quando elas não o fazem, sua falta de poder torna-se perfeitamente evidente. Até os Fleumáticos Enfrentam Pressões Os fleumáticos detestam sofrer pressões. De fato, eles farão qualquer coisa para evitá-las. Conforme já pudemos ver, eles não se sentem bem em meio à controvérsia, porquanto são pacificadores por natureza. Em conseqüência, eles sempre se desviarão de um problema. Infelizmente, ignorar um problema real não o faz desaparecer. É fácil diagnosticar a reação dos indivíduos sanguíneos diante das pressões, pois eles explodem em alta voz para todos ouvirem. Os fleumáticos são muito diferentes disso; como todas as pessoas que se internalizam muito, eles nada fazem com excesso. Por essa razão, você deverá observar cuidadosamente suas reações. Essa compulsão que os leva a evitar as pressões faz muitos fleumáticos tornarem-se bem talentosos, mas lentos. Isso, eventualmente, aumenta as suas pressões, porquanto as tarefas devem ser completadas mais cedo ou mais tarde, e as decisões finais precisam ser feitas. Alguns fleumáticos usam este disfarce: - “Precisamos de maiores informações”, como uma desculpa para adiarem um feito desagradável. “Remova-se a pressão, e não o problema”, por muitas vezes torna-se o modo de vida dos fleumáticos. Bem me lembro de três fleumáticos de uma junta diaconal que apelaram, pedindo “mais tempo para estudar a questão”, antes de decidirem exclusão de um certo líder de igreja que tinha se divorciado de sua esposa de muitos anos e tinha-se casado com outra mulher. Na verdade, ele caíra no erro de casar-se com sua segunda esposa antes do processo de divórcio ter chegado ao fim, e a igreja, por falta de atenção, enviou seu novo certificado de casamento - com assinaturas, datas e tudo o mais, para a sua casa, onde a primeira esposa abriu a correspondência. O homem era um bígamo! No entanto, os três diáconos fleumáticos quiseram demorar-se por mais um mês. Por quê? Eles seriam substituídos na junta antes da próxima reunião. Os problemas raramente desaparecem com a simples passagem do tempo. Antes, retornam mais robustos e intimidadores do que antes. Tenho descoberto que é melhor procurar resolvê-los quando ainda são pequenos. Os indivíduos fleumáticos que estão sofrendo pressões com freqüência exibem uma característica exasperadora: eles fogem das situações de pressão. Os pais fleumáticos de adolescentes rebeldes provavelmente escondem- se na garagem onde põem-se a trabalhar em suas oficinas, cm lugar de enfrentarem seus filhos hostis. Isso não faz pela sua esposa, que se lamenta: - “Ele sempre deixa as questões de disciplina dos filhos para eu resolver”. As mulheres e mães fleumáticas com freqüência são fracas como disciplinadoras, não porque deixam de reconhecer a necessidade que seus filhos têm de ser disciplinados, mas porque procuram evitar, pessoalmente, a confrontação. Muitos empregados fleumáticos suportam anos de um tratamento hostil, no trabalho, porque não apreciam o confronto com seu chefe. Mas “paz a qualquer preço” não é uma solução real para qualquer problema. Aqueles que convivem com os fleumáticos reconhecerão que são ‘cabeças duras”. Essa obstinação invariavelmente vem à superfície quando alguém tenta pressioná-los a fazer alguma coisa que eles não querem fazer. Como se fossem um jumento, eles juntam os pés, arqueiam as costas e empacam. Se eles chegarem a ocupar um lugar de autoridade, podem tornar-se enlouquecedores. Especialistas em coisas triviais, eles pensam em muitas razões porque não devem conceder uma permissão ou licença para uma construção, pormenores que jamais ocorreu àqueles que fizeram as leis. Você já tentou obter aprovação de algo, dos inspetores de segurança de uma prefeitura? É simplesmente admirável que o sistema de livre empreendimento tenha sucedido em face dos “pés pesados” dos funcionários fleumáticos. Os fleumáticos casados são pessoas bastante interessantes, sexualmente falando. Uma pesquisa sobre sexualidade interrogou a três mil quatrocentos e quatro pessoas, incluindo uma pergunta sobre o temperamento das pessoas. Descobri que os fleumáticos do sexo masculino eram menos promíscuos antes do casamento, registravam menor freqüência de contatos sexuais após se casarem, e experimentavam menor satisfação do que suas esposas fleumáticas. Refletindo sobre essa descoberta, por vários anos, enquanto aconselhava a centenas de casais, cheguei às seguintes conclusões. Os indivíduos fleumáticos são perfeitamente normais acerca do lugar das atividades sexuais no casamento, e podem ser sexualmente expressivos e amorosos como qualquer outro. Eles desfrutam de ternura, amor e afeto, contanto que este não seja demonstrado publicamente. Entretanto, não apreciam pressões, conflitos ou rejeição; em conseqüência eles tendem a deixar que seus cônjuges tomem a liderança. Fiquei surpreendido ao descobrir, pela minha pesquisa sobre questões sexuais, que uma porcentagem mais alta de esposas fleumáticas tinha sido promíscua antes do casamento. Visto que, por natureza, elas gostam de agradar a outros, com freqüência cediam à pressão dos avanços de algum amante mais agressivo. E visto que temperamentos opostos se atraem, normalmente, os fleumáticos com freqüência se casam com pessoas de temperamentos mais agressivos. Muitas dessas mulheres disseram que suas atividades pré-conjugais as tinham sobrecarregado anos, sentindo-se culpadas. (Mais adiante veremos a respeito dos tipos de temperamentos e seus efeitos sobre a sexualidade). Os fleumáticos inclinam-se a acusar outras pessoas pelos seus erros. Adão deve ter-se tornado um fleumático ao pecar, porquanto ele se queixou diante de Deus: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi”. (Gênesis 3.12.) Até hoje parece ser esse o padrão seguido pelos fleumáticos. Quando os fleumáticos são confrontados por um equívoco, um pecado ou um erro que cometeram, eles tentam lançar a culpa sobre outra pessoa. Não é que queiram enganar os outros; mas é que não gostam da pressão de assumirem a plena responsabilidade por seu comportamento. Outros acham isso enlouquecedor: pais cujos filhos apontam o dedo para os irmãos; ou o empregador cujos empregados são leais, dignos de confiança e cuidadosos lançam a culpa sobre algum companheiro de trabalho quando estão sob pressão. Uma grande desvantagem dessa característica dos fleumáticos é que eles quase nunca aprendem sobre seu comportamento errado. Visto que lançar a culpa sobre outros o liberta da pressão imediata, eles continuam animados cmseu caminho, não admitindo que precisam melhorar quanto a esse aspecto. Em resultado, os fleumáticos continuam repetir seus erros. As crianças com propensão a serem fleumáticas são grandes sonhadoras. Elas escapam do aborrecido “agora” escorregando para a terra das fantasias. Algumas delas têm dificuldade em ler, escrever ou aprender a matemática por causa disso. Quando crescem, esse hábito mental serve de abrigo para as circunstâncias desagradáveis. Sem dúvida, muitas pessoas fleumáticas, casadas e infelizes, têm suportado tudo até o fim, permitindo que suas mentes se desviem para a terra do “Mágico de Oz’. Mas não é isso que a Bíblia quer dizer quando exorta como segue: “Contentai-vos com as coisas que tendes”; e também: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. (ver Hebreus 13.5 e Filipenses 4.11.) O verdadeiro contentamento vem da parte de Deus, para aqueles que andam com Ele. Uma vida de sonhos pode tornar-se um escapismo fleumático improdutivo. Sumário Qualquer que seja o seu tipo de temperamento, você enfrentará pressões na vida. Você não poderá mudar isso, e nem você é responsável por essas pressões mas pela maneira como reage diante delas apesar de seu temperamento. Pois existe uma coisa mais importante que o seu temperamento em relação à sua reação diante das pressões, ou seja, sua atitude mental. Com a ajuda de Deus, você poderá controlar a sua atitude mental. Uma das mais importantes verdades que já descobri, desde que me converti a Cristo, é a necessidade de manter uma atitude agradecida - a respeito de tudo. Há somente dois tipos de pessoas: aproveitadoras e agradecidas (alguns identificam-nas como queixosas e louvadoras). Os aproveitadores nunca se sentem felizes; os agradecidos sim. Você tem capacidade para ser qualquer um desses dois tipos, mas se permitir que o Espírito de Deus venha controlar a sua mente, será uma pessoa agradecida. Já nos referimos por diversas vezes, neste livro, ao mandamento bíblico de nos enchermos “do Espírito” (ou de nos deixarmos controlar pelo Espírito) (ver Efésios 5.18). Devemos observar que o segundo resultado para quem está “cheio” ou está sendo “controlado” pelo Espírito será um espírito agradecido: “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Efésios 5.20.) Em Salmos 1.1, Deus nos adverte contra ficamo-nos sentados, junto aos aproveitadores. Por todo o Antigo Testamento, Deus denunciou e condenou-os (o povo de Israel no deserto, Moisés, Elias, Jeremias e outros). Em contraste, em ambos os Testamentos, lemos centenas de desafios para sermos agradecidos a Deus. O trecho de 1 Tessalonicenses 5.18 deixa claro que qualquer coisa que não seja isso está fora da vontade de Deus: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. Estou convencido de que ninguém pode ser permanentemente feliz ou aprender a controlar as pressões, a menos que desenvolva o hábito mental do espírito agradecido. Ora, isso não é fácil. Particularmente, tenho que esforçar-me continuamente nesse sentido. Após todos esses anos de ensino, escrever e tentar pôr em prática uma atitude mental agradecida, a pessoa pensaria que essa atitude é automática. Mas não é assim! Considero o desenvolvimento de uma atitude mental habitual de agradecimento como se fosse uma grande pedra redonda que conscientemente empurro colina acima, todos os dias. Se me esqueço, inconscientemente, de mostrar-me agradecido, a pedra rola colina abaixo por alguns metros, e tenho que começar a empurrá-la para cima de novo. Isso só é fácil quando ando no Espírito e tento ser grato a Deus por Sua bondade nas coisas que compreendo, e por agradecê-Lo mediante a fé por aquilo que Ele irá fazer nas coisas que não compreendo. Ser agradecido é um imperativo na Palavra de Deus. A maioria dos cristãos, entretanto, considera isso apenas uma opção. Sem sermos agradecidos, entretanto, escorregaremos até nos tornarmos meros aproveitadores, o que destruirá nossa atitude mental positiva e aumentará as pressões que sofreremos. Um viver agradecido é algo que depende de um desenvolvimento diário de uma atitude mental de agradecimento. Isso não é somente a “vontade de Deus” para a sua vida, mas é também o segredo para se desenvolver em você uma atitude mental positiva, a qual, por sua vez, é a chave para controlar as pressões. Admitimos que a atitude de ação de graça não é um hábito fácil ou uma maneira de viver, simples, de desenvolver-se, mas é algo absolutamente essencial. Alguns temperamentos acham que agradecer a Deus é mais fácil do que outros, mas não leio nas Escrituras que Deus ordenou que somente os sanguíneos e fleumáticos fossem agradecidos. “Em tudo dai graças”. Esse é um mandamento dirigido a todos nós. De outra forma, as pressões sobre a nossa vida nos controlarão, em lugar de nós as controlarmos. Qualquer pessoa que desejar trabalhar seriamente no desenvolvimento de tal atitude mental deveria fazer o seguinte: 1. Um estudo bíblico diário sobre todos os versículos relacionados ao ato de agradecer a Deus. 2. Anotar por escrito as suas descobertas. 3. Memorizar um versículo por semana sobre ação de graças, começando com 1 Tss 5.18 e Flp 4.6,7. 4. Ler toda a epístola aos Filipenses a cada dia, durante trinta dias. 5. (Se você é casado) faça uma lista de dez características sobre seu cônjuge ou (se você é solteiro) sobre um parente próximo ou amigo, agradecendo diariamente por cada uma dessas características, por três meses. 6. Faça uma lista de dez outros itens sobre os quais você é agradecido, agradecendo diante de Deus diariamente. Não permita que sua mente pense de forma negativa, crítica ou ingrata - e nunca repita tais pensamentos verbalmente. Se você o fizer, arrependa-se assim que perceber o que fez, confesse-o como um pecado, e substitua tal pensamento por algo pelo que você é realmente grato. Em seguida, cite um dos versículos de agradecimento a Deus que você memorizou. Sem praticar conscientemente a ação de graças, você nunca desenvolverá uma atitude mental positiva dura- doura. Aprenda o Contentamento “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento.” (1 Timóteo 6.6) “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. “(Hebreus 13.5) “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.11-13) O homem que popularizou o contentamento “qualquer que fosse a circunstâncias”, e em “toda situação”, foi o preso mais célebre da Igreja. Paulo esteve aprisionado por muitas vezes por pregar fielmente o evangelho. Em lugar de ser um aproveitador e de viver queixando-se, ele tinha “aprendido a viver contente”. Como? Pondo em prática a arte do louvor em situações que, naturalmente, produzem queixumes. Nossas prisões modernas são palácios de luxo, em comparação com a prisão Mamertine, em Roma, onde Paulo esteve encarcerado. Eu já a vi - ou alguma prisão como ela - e era horrorosa. Faltavam-lhe portas, iluminação ou os confortos próprios para seres humanos, era uma caverna fria, úmida com uma abertura no topo, através da qual o prisioneiro era baixado. Depois de ter sido posto ali dentro, o prisioneiro só via seu pobre suprimento alimentar passar através daquela abertura. No entanto, Paulo havia aprendido a estar contente. Sua prisão pode ser um apartamento muito cheio, com mais crianças do que dormitórios, um escritório sem janelas, um carro que quase não anda, ou um emprego hem abaixo de sua capacidade ou de suas necessidades financeiras. Também pode ser um casamento infeliz ou pais por demais possessivos. Qualquer que seja a privação ou sorte, você jáaprendeu a viver contente? Em caso contrário, você nunca pode ganhar contentamento, mudando-se para um apartamento maior, obtendo um novo emprego, ou deixando o seu cônjuge. A maioria das pessoas quer alterar suas circunstâncias, como um meio de obter a paz. Pelo contrário, a satisfação é aprendida desenvolvendo-se uma atitude agradecida, onde quer que você esteja. Suas atuais circunstâncias podem não ser um Shangri Lá, mas elas são seu terreno de treinamento. Visto que Deus lhe quer ensinar o contentamento, aprenda a sua lição o mais rápido possível, para que Ele possa conduzi-lo aonde Ele quiser. Estou inclinado a acreditar que muitos cristãos passam suas vidas na prisão do descontentamento, porque recusam-se a aprender a lição de ficarem satisfeitos onde estão. Permanecer animadamente sereno em face às circunstâncias desagradáveis é possível somente através do desenvolvimento da arte do “viver em meio à ação de graça”. Agradecer a Deus por sua vida é o primeiro passo gigantesco para que você aprenda a viver contente. Aprender a viver contente onde você estiver e a desenvolver uma atitude mental piedosa de ação de graça reduzirá a pressão da vida até um nível desfrutável - sem importar qual o seu temperamento. Trabalhe sobre isso - você ficará alegre por fazê-lo. Capitulo 11 O Temperamento e a Depressão á dez anos, escrevi meu livro “Como Vencer a Depressão”, porque a depressão havia atingido “proporções quase epidêmicas”, de acordo com a revista Newsweek, “e o suicídio era quase sempre o seu resultado”. Durante aquele tempo, minhas viagens levaram-me através do aeroporto de Dallas, onde apanhei um jornal e li: “Depressão - A Principal Causa de Suicídio nas Universidades”. Lembro-me de ter pensado: O que levaria uma pessoa jovem, no auge da vida (18-23 anos) à dar fim a própria vida? Aquele artigo deixava claro - a depressão. Durante a década passada o problema foi ficando cada vez pior. Atualmente, a principal causa da morte, durante o curso do ginásio, é o suicídio, e a depressão geral- mente é o motivo. O instinto de auto-preservação é uma força poderosa nos seres humanos, e uma pessoa que está muito deprimida não segue esse instinto e acaba por tirar sua própria vida. Você bem que pode perguntar: - “O que levaria um jovem de quinze anos a pôr fim à sua própria vida?” O resultado emocional de um lar desfeito por meio do divórcio é um fator, e certamente o acesso fácil à drogas é outro. Entretanto, tem sido minha observação que alguns temperamentos têm um problema maior com a depressão do que outros. O Sanguíneo e a Depressão Um sanguíneo dificilmente fica deprimido quando está na companhia de outros. Ele é alguém de tal modo voltado para outras pessoas que a visão de outro indivíduo geralmente eleva o seu espírito e produz um sorriso em seu rosto. Sem importar os períodos de depressão que experimenta invariavelmente quando está sozinho. A mais agradável característica de um homem sanguíneo é sua habilidade de desfrutar o presente. Ele não olha para experiências infelizes em seu passado, e nunca se preocupa sobre o futuro desconhecido. Um encantador amigo meu, sanguíneo fornece um exemplo clássico. Enquanto cruzava o país ele comentou sobre as muitas pessoas que se aproximavam de mim para serem aconselhadas acerca da depressão. Espontaneamente ele exclamou: - “Você sabe, eu nunca tive muita dificuldade com a depressão; imagino que é porque Deus tem sido tão bom comigo. Na realidade, não posso lembrar-me jamais de ter passado quaisquer problemas ou dificuldades reais na vida”. Sua declaração realmente me deixou espantado, pois eu conhecia bem aquele homem. Fui forçado a relembrar que ele não terminou o primeiro grau porque fugiu de casa e juntou-se aos marinheiros mercantes. Estando naquele trabalho, ele se casou, teve dois filhos, um deles morreu de uma estranha e rara enfermidade. Isso causou amargura a sua esposa que, após vários anos infelizes, divorciou-se dele e tomou a casar-se. No tempo em que meu amigo fez aquela afirmativa, ele já estava vivendo como solteiro por seis anos. Somente um indivíduo sanguíneo poderia relembrar aquele tipo de vida e dizer: - “Não posso lembrar-me jamais de ter passado quaisquer problemas ou dificuldades reais na vida”. Na verdade, haveria menos casos de depressão se todos os temperamentos pudessem pensar dessa maneira. O sanguíneo indisciplinado experimenta algum tipo de depressão durante a quarta ou quinta década na vida. Pois a sua falta de disciplina e falta de vontade faz com que ele se torne bastante improdutivo, para sua própria mortificação e auto-desapontamento. Também começa a ficar obeso nessa época da vida, por causa de sua incapacidade de rejeitar sobremesas e outros petiscos. Embora responda com felicidade a outras pessoas, a tendência dele a uma depressão suave aumentará. Um certo escritor comparou- o com Peter Pan - ele gostaria de nunca crescer. Embora seja querido e atrativo, com freqüência é indigno de confiança e não tem substância real. Quando esse sanguíneo encantador, que age como criança que cresceu demais, torna-se cônscio de sua superficialidade, seu senso de insegurança fica intensificado. Então torna-se defensivo, sensitivo para com pequenos menosprezos ou críticas, quase obcecado pelas opiniões de outras pessoas acerca dele. E comum que ele torne-se deprimido nesse ponto, ocupando-se na auto-compaixão. Pode até culpar seus país por terem dado muita licença a ele na infância, a ponto dele nunca ter desenvolvido a autodisciplina; mas é muito difícil ele assumir a própria culpa, confessar seu pecado e buscar o enchimento do Espírito Santo quanto à força de caráter de que tão desesperada- mente necessita. Se ele não enfrentar seu problema com realismo e não aprender a andar no Espírito, ele flutuará para cima e para baixo, entre a depressão e a felicidade por algum tempo, até que, de alguma maneira infantil, se ajuste à vida de mediocridade que buscou para si mesmo, e então assume uma posição muito abaixo do seu nível de potencialidade. O indivíduo sanguíneo, cheio do Espírito, porém, é muito diferente disso! O Espírito Santo não somente o convence de seu padrão de pensamentos de auto-compaixão como um pecado, mas também o guia para aquelas áreas de produtividade tomando a aceitação e auto-estima mais fácil. Quando um indivíduo sanguíneo é cheio do Espírito, tal como sucedeu ao apóstolo Pedro no livro de Atos, ele se toma uma pessoa produtiva e eficaz, sem a perturbação de qualquer depressão duradoura. O Colérico e a Depressão O colérico, que dirige seu automóvel com incrível energia, possuído de uma vontade inesgotável, raramente fica deprimido. Sua mente ativa, consciente de objetivos, mantém no tão motivado que ele projeta catorze programas diferentes ao mesmo tempo. Se um deles mostra-se frustrante ou fracassa, seu desapontamento será de pouca duração e imediatamente ele perseguirá um novo desafio. O sujeito colérico sente-se feliz quando anda ocupado, no entanto têm pouco tempo para se sentir deprimido. Sua frustração na vida é que não há horas suficientes no dia para ele se engajar em seu interminável suprimento de alvos e objetivos. A rejeição ou os insultos, que geralmente fazem outros temperamentos caírem em períodos de depressão, nunca atacam um indivíduo colérico. Pois ele tem a “pele tão grossa”, tão auto-suficiente e independente por natureza que raramente sente a necessidade da companhia de outras pessoas. Em lugar de sentir-se triste por si mesmo, quando está sozinho, ele passa o tempo originando novos planos. Emocionalmente, ele é o menos desenvolvido de todos os tipos de temperamentos. Por essa razão, experimenta mudanças bem leves de humor. Embora rapidamente possa ficar irado, raramente se permite ter auto-compaixão, pelo contrário, explode contra outras pessoas. E visto que é tão insensível para com as opiniões alheias sobre ele mesmo, ele não é vulnerável a depressões ocasionadas por pessoas. Se um indivíduo colérico chegar a combater a depressão, isso