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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO
Faculdade Católica de Rondônia
Disciplina: Direito Constitucional II
Profª.: Mestre Marta Luiza L Salib
1) CONCEITO DE ESTADO:
“ Estado é a organização juridicamente soberana de um povo em um dado 
território”. (Celso Ribeiro Bastos)
2) ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ESTADO
 A) POVO: Elemento humano. Abrange os que se acham no território e os que estão fora (no 
estrangeiro), mas presos ao sistema de poder pelo vínculo de cidadania. 
 B) TERRITÓRIO: Base geofísica de exercício do Poder Político, bem como o limite jurídico de 
atuação por parte do Estado. 
C) GOVERNO SOBERANO OU INDEPENDENTE ou PODER POLÍTICO: Conjunto de órgãos estatais 
que realizam as funções por intermédio das quais o Estado objetiva seus fins. 
3) PREVISÃO CONSTITUCIONAL: ESTADO BRASILEIRO: Art. 18 e ss CF/88
Art. 18: A organização político-administrativa da República Federativa 
do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos 
autônomos, nos termos desta Constituição. 
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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A SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO
Sua força normativa reflete um processo de amadurecimento do Direito 
Constitucional, tendo raízes na separação de poderes, inicialmente vislumbrada 
por John Locke e, posteriormente, sistematizada por Montesquieu, como 
instrumento de garantia das liberdades individuais em face do 
Estado.
JOHN LOCKE: 1632-1704
- Vislumbrava o Estado e norma hierarquicamente superior;
- Estado não podia ser absoluto e deveria ser limitado.
- Intromissão indevida do Estado nos direitos individuais e liberdade. 
- A concentração de poder em um monarca coloca em risco a liberdade e 
propriedade individual. 
- Revolução Gloriosa: “Bill of rights” – 1689. Coroa inglesa foi limitada pelo 
Parlamento e este ganhou a preeminência na criação do Direito. 
- Os atos do rei passaram a ser controlados pelo Parlamento, que deveria ratificar 
– Monarquia Constitucional. 
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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CHARLES DE MONTESQUIEU: 1689-1755
➢ A teoria da separação dos poderes ganha contornos mais definidos: 
Estado deve comportar 3 Poderes distintos: Legislativo, Executivo e 
Judiciário. 
➢ “Espírito das Leis”: Exercício do poder ilimitado pode levar ao despotismo. 
➢ Indivíduo só está seguro se o poder estatal possui limites, o que só ocorre 
com a repartição dos poderes. 
- Montesquieu partindo deste pressuposto aperfeiçoou a teoria em “O 
Espírito das Leis” e contribuiu com o denominado sistema de freios e 
contrapesos. 
 
“A tripartição, portanto, é a técnica pela qual o poder é contido pelo 
próprio poder, um sistema de freios e contrapesos (...), uma garantia do 
povo contra o arbítrio e o despotismo”. 
 Mesmo assim, um poder não poderia ser 
superior ao outro. 
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▶ EMMANUEL JOSEPH SIEYÉS – 1748-1836
↖ Obra: “O que é o Terceiro Estado”. 
↖ Nesta obra, consignou que o povo detém o poder, ajudando a 
distinguir o poder constituinte do poder constituído. 
- Assim, os representantes do povo jamais podem desrespeitar 
os limites estabelecidos na CF, elevando esta a condição de lei 
maior, não estando no mesmo patamar das demais leis comuns. 
 
Essas ideias dão impulso ao constitucionalismo 
moderno! 
 
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▶  Separação de poderes é um princípio jurídico-constitucional 
informador, ligado intrinsecamente no ordenamento jurídico 
brasileiro não só pela sua previsão expressa (art. 60, § 4º, III), mas 
também pela sua gênese francesa, adotada por todos os Estados 
democráticos de Direito. 
Nesse contexto, qualquer violação que atinja a SEPARAÇÃO DOS 
PODERES de forma reflexa deve ser tida por inconstitucional por 
violar todo um sistema de valores.
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• PODER LEGISLATIVO: Função Legiferante
• - Elaboração das Leis. 
- Edita Norma geral e Abstrata. 
▶ Ex: Art. 121 - Homicídio: Regra direcionada a todos, não se dirige a 
ninguém em específico e nem a um caso concreto. 
 
* PODER EXECUTIVO: Função: Administrar e executar atos. - 
Edita normas individuais e concretas. 
Ex: Edição de portaria de nomeação a cargo público. 
 
* PODER JUDICIÁRIO: Função: Judicante. 
 - Edita normas em caráter Individual e Concreto. 
 
Há excepcionalidades:FUNÇÕES ATÍPICAS! 
QUEM SÃO ESTES PODERES?
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FORMAS DE GOVERNO
a) MONARQUIA: Poder de 01 indivíduo. Mono - 01, Arqus - Poder. 
* Características:
➢ Irresponsabilidade política. Rei não responde politicamente perante 
o Parlamento, não há impeachment. 
➢ Hereditariedade. O poder é transferido por laços sanguíneos. 
➢ Vitaliciedade. Poder do rei é até o fim da vida. 
 
 
FORMAS DE GOVERNO
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FORMAS DE GOVERNO
 
b) REPÚBLICA. Res - coisa, publica- de todos. 
- Ideia de governo do povo.  
*Características:  
➢ Responsabilidade política do governante. Uma forma é o Impeachment. 
Outra forma de responsabilização política é o chamado "recall". A 
constituição Venezuelana adota. Em 2004, o Hugo Chávez foi submetido ao 
"recall" e optou-se pela manutenção dele no Poder.  
➢ Eletividade. Poder é obtido por meio de eleições.  
➢ Temporariedade. República tem como característica essencial da República 
a alternância do poder. (Na Monarquia o Poder é 
vitalício)  
FORMAS DE GOVERNO
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SISTEMAS DE GOVERNO
- É uma forma de distribuição HORIZONTAL do poder político, entre os Poderes da 
República. (Vertical seria entre União, Estados e Municípios). 
1º) PRESIDENCIALISMO 
- Surgiu nos EUA, em 1787. 
* Características:
A) As funções de Chefe de Estado e Chefe de governo são exercidas por uma 
única pessoa. (Presidente da República)
Chefe de estado: Vai representar o Estado, o país, no cenário internacional, 
comércio exterior, questões de defesa nacional, etc. 
Chefe de governo: Representação no plano interno, definindo diretrizes, cuidando 
dos planos e metas, diretrizes políticas internas etc. 
SISTEMAS DE GOVERNO
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NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
B) Independência em relação ao Parlamento. 
- Para o PR ser mantido no Poder, ele não precisa do apoio do Parlamento. Mesmo que 
a maioria da base seja contrária, ele fica no mandato até o fim. 
 
C) Tempo de mandato fixo. 
- Presidente é eleito por um período determinado e fica até o fim do mandato, (mesmo 
que o povo não esteja gostando), exceto se praticar crime comum ou de 
responsabilidade ou se renunciar. 
- Quem julga o PR por crime comum = STF
- Quem julga o PR por crime de responsabilidade = Senado
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2º) PARLAMENTARISMO
Bem mais antigo que o presidencialismo. Surgiu na Inglaterra, no Século XVIII. 
Adotado por vários países europeus. 
* Características:
A) As funções de chefe de estado e de governo são exercidas por pessoas distintas. 
Chefe deEstado: tem mais uma função simbólica, são atividades mais protocolares. A 
pessoa que será a chefe de Estado dependerá da forma de governo adotado:
- Se for uma Monarquia, o chefe de Estado será o Rei ou Monarca. 
- Se for uma República, o chefe de Estado será o presidente.
* Exemplos:  
-Parlamentarismo Monárquico: Japão, Espanha, Reino Unido, Holanda.  
-Parlamentarismo Republicano: Alemanha, Áustria, África do Sul, Coréia do 
 Sul.  
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
* Chefe de Governo: Quem traça a política de governo é o chamado 1° 
ministro, que é o chefe de governo. Ele governa com auxílio do gabinete 
(equivalente a um Ministério).  
Quem escolhe o 1° ministro no Parlamentarismo-Republicano é o 
Parlamento, dentre os integrantes que tem maioria no Parlamento. (não o 
povo)
B) Não há mandato fixo. Ele governa enquanto tiver apoio do 
parlamento. Não tem prazo.  
c) O mecanismo utilizado para retirar o primeiro Ministro é "Moção" 
ou "Voto de desconfiança".  
- Junto com o ministro destitui-se todo o gabinete. Pode ser 
retirado a qualquer tempo, caindo junto o gabinete.  
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
c) SemiPresidencialista ou SemiParlamentarista. 
- Trata-se de um sistema híbrido, surgiu em 1958 na França. Ex: 
Portugal, Colômbia, França, Polônia.
- Principal diferença: Chefe de Estado, além de ser eleito pelo povo, não 
exerce funções meramente simbólicas. 
* Características:
A) O presidente é eleito diretamente pelo povo e exerce 
competências políticas importantes. 
Neste caso, quem escolhe é o povo. 
Ex: - Escolhe e Nomeia o Primeiro-Ministro; 
 - Pode dissolver o Parlamento;
 - Pode apresentar projetos de Lei; 
 - Exerce o comando das Forças Armadas, 
 - Pode convocar plebiscito e referendo;
- Conduz a Política Externa. 
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
B) Ao lado do presidente, o Primeiro-ministro vai exercer parte da 
chefia de governo e é nomeado pelo PR e chancelado pelo 
Parlamento. 
As principais diferenças entre este sistema Semiparlamentarista 
(ou Semipresidencialista) e o Parlamentarismo é que neste, o chefe 
de Estado é eleito diretamente pelo povo e não exerce apenas 
funções simbólicas como no Parlamentarismo.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
FORMAS DE ESTADO
▶ São mecanismos de distribuição VERTICAL do Poder Político. 
▶ Trata da divisão de Poder entre o centro e os poderes periféricos. 
 1ª FORMA: ESTADO UNITÁRIO
- Associado a ideia de "Monismo" de poder. 
- CF vai atribuir o Poder a um Ente central. 
- Pode haver delegação, mas as competências serão delegadas pelo 
poder central e não pela CF. 
* Três espécies de Estado Unitário:
1) Estado Unitário Puro. É aquele em que há absoluta centralização do 
exercício do Poder Político. Centraliza tudo em si, sem delegar. 
FORMAS DE ESTADO
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2) Estado Unitário com descentralização administrativa. 
↖ Descentraliza a execução das decisões políticas tomadas pelo 
governo central. 
↖ A competência para legislar é do ente central, mas a competência 
para executar é delegada para outros entes. 
3) Estado Unitário com descentralização político-administrativa. 
↖ Descentraliza não apenas a execução das decisões políticas, mas 
também a própria autonomia política. 
- Essa autonomia política envolve autonomia de governo, ou seja, para 
escolher os próprios representantes e, além disso, autonomia 
legislativa (para elaborar as próprias 
leis). 
FORMAS DE ESTADO
OBS: Não confundir Estado Unitário com descentralização 
político-administrativa com a Federação (Modelo Federativo).
↖ Neste ESTADO UNITÁRIO, quem distribui essa autonomia é o Poder 
central e não a Constituição. 
↖ Ele recebe todo poder da CF e redistribui aos entes periféricos e 
pode retirar quando quiser!
- Na FEDERAÇÃO, quem distribui o poder é a própria CF, onde o Ente 
central não pode retirar dos entes periféricos. 
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2ª FORMA: ESTADOS COMPOSTOS
➢ Existem duas ou mais entidades políticas em um mesmo território. 
➢ Estas entidades serão constituídas pela Constituição ou por um Tratado 
internacional.
1ª Forma: CONFEDERAÇÃO
- Ocorre uma associação de Estados soberanos. Na Federação, temos autonomia. 
↖ Instrumento: Tratados internacionais. 
↖ Geralmente se unem porque são Estados pequenos que precisam se fortalecer. 
↖ Os assuntos tratados por uma confederação são geralmente:
* Defesa
* Relações Exteriores
* Comércio internacional
* União monetária. 
Formas de Estado
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2ª Forma: FEDERAÇÃO
↖ “Federação” vem do Latim "Foedus" ou "Foederis", que 
significa aliança, pacto, união.
↖ Maioria da doutrina: a Federação nasceu nos EUA, com a 
Constituição de 1787. (Convenção da Filadélfia – 1ª 
Constituição escrita do mundo moderno). 
*EUA: Federalismo por Agregação: Centrípeto. (13 colônias se 
agregaram)
*Brasil: Federalismo por Segregação: Centrífugo. (Estado 
unitário foi dividido)
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Confederação Federação
* Unidos por Tratados internacionais (em regra) * Unidos pela Constituição comum
* Admite-se o Direito de secessão. Membros podem, a 
qualquer tempo, deixar a confederação.
Como eles tem soberania eles podem deixar a confederação 
a hora que quiserem. 
* Entes unidos pela CF não tem direito a secessão. É 
vedado. 
Ex: Nossa CF diz no artigo 1 (União indissolúvel). Temos 
o Princípio da indissolubilidade do pacto federativo. 
 * Se algum Estado tentar se separar, há dispositivo na CF 
que admite intervenção federal no Estado para manter a 
integridade da CF. Art. 34, I. 
* Atividades voltadas especialmente aos negócios 
externos. 
* Atividades voltadas a assuntos internos e externos. 
* Cidadãos são nacionais dos Estados a que pertencem e 
não serão nacionais da Confederação. 
* Há uma única nacionalidade. 
* Na confederação, o Congresso Confederal é o único 
órgão em comum.
- Os Estados mantêm seus próprios Poderes Executivos e 
Judiciários. O único órgão em comum é o tal Congresso 
Confederal, que fará as Leis para a Confederação. 
* O Poder Central é dividido em Legislativo, Judiciário e 
Executivo. 
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❖ Características essenciais para existência da Federação
1ª) Descentralização Político-Administrativa FIXADA PELA 
CONSTITUIÇÃO 
(não sendo uma simples delegação do Poder Central)
▶ Apenas a descentralização não significa que é uma Federação, pois 
em um Estado Unitário também pode haver descentralização. 
▶ Diferença: Na Federação, é a Constituição quem define a 
descentralização, não sendo uma delegação do Poder central, pois 
do mesmo modo que o Poder central delega, ele pode retirar.
▶  
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2ª) PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO 
▶ A participação das vontades regionais na formação da vontade 
nacional. 
▶ Na Federação, os entes regionais participam da formação da vontade 
nacional. 
▶ No Brasil, o órgão é o Senado Federal, pois eles representam os 
Estados. 
OBS: Os municípios não participam da formação da vontade 
nacional, pois não possuem representante no Congresso Nacional; 
por isso, alguns autores dizem que eles não seriam entes federativos. 
 
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C) PRINCÍPIO DA AUTONOMIA  
 
▶ Autonomia: Auto-organização dos entes federativos através deConstituições Próprias.  
▶ Na Federação há: 
Constituição Federal (Interesses da União e dos Estados) 
+ 
Constituição dos Estados. 
 
* Na parte da Constituição que trata dos interesses só da União, ela é tratada 
como Constituição Federal. 
Ex: Processo legislativo da Constituição é só o Federal, voltado para a União. 
Nos âmbitos municipais e estaduais, as Leis orgânicas serão as 
Constituições Estaduais que tratarão.
 
* Parte da Constituição sobre interesses tanto da União quanto dos Estados, 
ela é chamada de Constituição Nacional. )Ex: Art. 5º, Art. 19, etc.)
CRFB/88 - forma de abreviar.  
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Requisitos para manutenção da Federação
a) Imutabilidade da forma Federativa de Estado (ou Rigidez 
constitucional)
- No caso do Brasil, a forma federativa é cláusula pétrea. Art. 60, 
par. 4. 
b) Existência de um órgão para exercer o controle de 
constitucionalidade
- Esse órgão exerce o controle para impedir que a federação seja 
descaracterizada por emendas parlamentares.  
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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Soberania X Autonomia
SOBERANIA
▶ Consiste no Poder Político Supremo e independente. 
* Supremo = Relacionado à ordem interna. 
↖ Ele é supremo internamente, em relação aos seus súditos; inclusive alguns 
autores denominam de Soberania interna. 
Soberania interna significa que não está limitado por 
 nenhum outro Poder na ordem interna, em relação aos cidadãos.  
* Independente = Relacionado à ordem externa, no cenário internacional, 
também chamado de Soberania Externa. 
Soberania externa: Não tem de acatar, na Ordem Internacional, regras 
que não sejam voluntariamente aceitas por estar em igualdade com os 
Poderes de outros povos.  
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AUTONOMIA
▶ Autos – próprio, Nomus - normas 
▶ Pela origem grega, significa a Capacidade de elaborar as 
próprias normas. 
▶ A União possui autonomia, mas não possui Soberania. 
OBS: Quem tem soberania é o Estado Federal, a República 
Federativa do Brasil e não a União. 
Em suma, a União tem autonomia, assim como os outros 
Entes Federativos e ela exerce a soberania em nome do 
Estado Brasileiro, que é quem possui a dita soberania. 
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▶ Hodiernamente, no Brasil, existem 4 entes federativos dotados de 
autonomia: U, E, DF E Municípios. 
▶ Existem ainda 4 espécies de autonomia que a Constituição prevê para 
os Entes Federativos: 
1ª ) Autonomia de Organização. 
Significa que esses entes podem elaborar seus próprios 
Estatutos organizatórios. Cada Ente federativo tem seu diploma 
organizatório.
 
União ⇨ Constituição Federal, 
Estados ⇨ Constituição Estadual 
DF e dos Municípios ⇨ Lei Orgânica. 
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2) Autonomia de Governo. 
Possuem capacidade para eleger seus próprios representantes; 
eles não são indicados. 
Ex: o presidente não indica quem vai ser o governador nem o 
governador indica quem será o prefeito. Cada ente elege seu 
representante). 
 
* União ⇨ Presidente da República, Deputado Federal e Senador. 
*Estados ⇨ Governadores e Deputados estaduais.
* DF e dos Municípios ⇨ Prefeitos e vereadores.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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3) Autonomia para Legislar. 
- Capacidade para elaborar leis próprias. 
* União ⇨ Leis federais
* Estados ⇨ Leis Estaduais
* DF e dos Municípios ⇨ Leis municipais, Leis distritais. 
4) Autonomia para Administrar. 
↖ Capacidade para executar os comandos contidos na Lei.
↖ É a liberdade para escolher a maneira de executar as competências 
constitucionais que foram outorgadas da melhor forma possível, 
desde que não coloque em risco o pacto federativo. 
OBS: Quando se fala em Autonomia política, está 
abrangendo a autonomia de governo e a legislativa.
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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REGIMES POLÍTICOS
* Regimes Democráticos
* Democracia: Vem do grego (demo + kratos) que significa 
“governo do povo” e originou-se nas cidades-estado gregas. 
▶ Regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões 
políticas está com os cidadãos. 
* Regimes Autocráticos
* É o Regime de governo onde todos os poderes do Estado estão 
concentrados em um indivíduo, um grupo ou um partido. 
▶ O ditador não admite oposição a seus atos e ideias, possui poder e 
autoridade absoluta. 
▶ Não existe a participação da população.
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REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS 
▶ Os critérios utilizados pela CRFB/88 para a repartição de 
competências são os mesmos geralmente utilizados pela maior parte 
dos Estados Federados Modernos. 
↖ Esses critérios são informados pelo "Princípio da predominância do 
interesse", que serve como guia. 
↖ A divisão das competências será feita conforme a predominância dos 
interesses. 
OBS: Não significa interesse exclusivo: Pode haver assunto de 
interesse de todos os Entes federativos, mas a repartição será feita 
com base nos interesses que predominam para cada ente, conforme 
abaixo:
❖ Assuntos de interesse predominantemente Geral ⇨ União  
❖ Assuntos de interesse predominantemente local ⇨ Municípios/DF
❖ Assuntos de interesse predominantemente Regional ⇨ Estados/DF  
 
• Contudo, a repartição de competências é muito complexa, uma vez que 
o Princípio da predominância do interesse pode NÃO ser suficiente.
Poderá haver interesses que suplantam uma unidade 
federativa! 
* CF: 4 CRITÉRIOS PARA REPARTIÇÃO DECOMPETÊNCIAS: 
NOÇÕES INTRODUTÓRIAS 
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1ºCRITÉRIO: 
Campos específicos de competência legislativa e administrativa
Atribuem-se Poderes ENUMERADOS a União e aos Municípios, com 
poderes remanescentes ou residuais aos Estados-membros e ao DF (este tem 
competências estaduais e municipais)
▶ a) UNIÃO 
▶ ⇨ Ex: Art. 21 – Competência administrativa. 
Quando a CRFB/88 quer atribuir uma competência administrativa, ela só 
diz assim: “Compete a União:”, como consta neste artigo. 
⇨ Ex: Art. 22 - Competência legislativa. 
Quando a CRFB/88 quer atribuir uma competência legislativa, ela só diz 
assim: “Compete a União legislar sobre:”, como consta neste artigo.
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b) MUNICÍPIOS
▶ ⇨ Ex: Art. 30. Trata de competências administrativas e legislativas.
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação 
estadual;
(...) etc. 
c) ESTADOS
⇨ Art. 25, §1º. A CRFB/88 instituiu para os Estados Poderes 
residuais ou remanescente (o que não for da União e dos 
municípios). 
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d) DISTRITO FEDERAL
 
⇨ Art. 32, §1º. DF detém competências estaduais e 
municipais. 
Apesar da CRFB falar só em competências legislativas, ela 
detém também as competências administrativas.juliana.braga
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2º CRITÉRIO: 
A Delegação
▶ Existe a possibilidade de delegação de certas competências legislativas federais. 
▶ A União poderá autorizar os Estados a legislar sobre matérias específicas (e o DF também, 
pela natureza híbrida). 
Art. 22, Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar s 
ESTADOS a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas 
neste artigo.
* Requisitos da Delegação: 
1) FORMAL: Por meio de Lei complementar.
2) MATERIAL: Deve delegar questões específicas e não de forma genérica. 
Ex: Não pode-se delegar aos Estados elaborarem um Código Penal. 
3) IMPLÍCITO: Só pode ser dada esta autorização de forma total – a todos os Estados! 
Não podemos fazer distinção. 
Princípio da isonomia federativa! 
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2º CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
↖ União PODE retomar a competência a qualquer tempo por meio de 
Lei Complementar. 
↖ É defeso a União delegar suas competências legislativas aos 
municípios – só aos Estados. 
↖ Estados-membros não podem “subdelegar” a competência 
recebida aos municípios. 
↖ Estados-membros não pode exceder a competência legislativa 
recebida para legislar sobre questões específicas. (STF, ADI 
4.375/RJ) 
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 EMENTA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL QUE 
FIXA PISO SALARIAL PARA CERTAS CATEGORIAS. CNC. PRELIMINAR DE 
AUSÊNCIA PARCIAL DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. REJEITADA. ALEGADA 
VIOLAÇÃO AO ART. 5º, CAPUT (PRINCÍPIO DA ISONOMIA), ART. 7º, INCISO V; 
8º, INCISO I; E ART. 114, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EXPRESSÃO 
“QUE O FIXE A MAIOR” CONTIDA NO CAPUT ARTIGO 1º DA LEI ESTADUAL Nº 
5.627/09. DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA 
DA UNIÃO DELEGADA AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL. 
EXPRESSÃO QUE EXTRAVASA OS LIMITES DA DELEGAÇÃO DE 
COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONFERIDA PELA UNIÃO AOS ESTADOS POR 
MEIO DA LEI COMPLEMENTAR Nº 103/00. OFENSA AO ARTIGO 22, INCISO I E 
PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI MAIOR. 
(...) 5. Não há no caso mera violação indireta ou reflexa da Constituição. A lei 
estadual que ultrapassa os limites da lei delegadora de 
competência privativa da União é inconstitucional, por ofensa 
direta às regras constitucionais de repartição da competência 
legislativa. Existindo lei complementar federal autorizando os Estados-membros 
a legislar sobre determinada questão específica, não pode a lei estadual ultrapassar 
os limites da competência delegada, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo 
estadual incidirá diretamente no vício da inconstitucionalidade. Atuar fora dos limites 
da delegação é legislar sem competência, e a usurpação da competência legislativa 
qualifica-se como ato de transgressão constitucional. 6. Ação direta de 
inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente para declarar, com efeitos ex 
tunc, a inconstitucionalidade da expressão “que o fixe a maior” contida no caput do 
artigo 1º da Lei nº 5.627, de 28 de dezembro de 2009, do Estado do Rio de Janeiro. 
(STF, ADI 4.375)
3º CRITÉRIO: 
Competências administrativas (ou material) comuns
* A CF inovou ao firmar áreas comuns de atuação para U, E, DF e M. 
 Ex: Art. 23. É COMPETÊNCIA COMUM da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o 
patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de 
deficiência; (...) etc. 
Ex2: Art. 179. A UNIÃO, OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL E OS MUNICÍPIOS DISPENSARÃO às 
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico 
diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, 
tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. 
Ex3: Art. 180. A UNIÃO, OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL E OS MUNICÍPIOS PROMOVERÃO E 
INCENTIVARÃO O TURISMO como fator de desenvolvimento social e econômico.
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4º CRITÉRIO: 
Competências legislativas concorrentes
↖ Previsão: Art. 24 da CF
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar 
concorrentemente sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II - orçamento; 
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos 
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; (...) etc. 
* União: Edita Normas gerais 
* Estados e DF: Editam Normas específicas. 
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OBS1: Art. 24, § 1º: 
No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á 
a estabelecer normas gerais.
- CARACTERÍSTICAS DAS NORMAS GERAIS:
- Firma princípios, diretrizes e regras jurídicas gerais;
- Devem ser regras nacionais, aplicáveis a todos os entes públicos;
- Não detalham nem esgotam o assunto;
- Não podem violar a autonomia dos Estados;
- Não são aplicáveis diretamente. 
- Devem ser uniformes para situações homogêneas. 
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OBS2: COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR: 
* Artigo 24, §§ 2º e 3º: 
 §2º: A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a 
competência suplementar dos Estados.
§3º: Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a 
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
↖ 02 TIPOS de competência suplementar: 
* Complementar: Estados complementa a Lei federal.
* Supletivas: Caso a União se omita em editar a norma geral, o Estado poderá 
fazê-lo, exercendo a competência legislativa plena. 
OBS: Os Municípios podem suplementar legislação federal e estadual, no que couber: 
Art. 30, II. Ex: Interesse local. 
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OBS4: Art. 24, § 4º: A superveniência de lei federal sobre normas gerais 
SUSPENDE a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário.
- Percebe que não há REVOGAÇÃO da Lei existente, mas tão somente 
SUSPENSÃO da eficácia. 
- Portanto, a Lei estadual que existir permanecerá existente e válida, contudo sem 
produzir efeitos. 
- Caso a Lei federal seja revogada ou declarada inconstitucional, o diploma estadual 
voltará a produzir efeitos validamente (hipótese de “efeito repristinatório”) 
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LÍNGUA OFICIAL
↖ Língua Oficial: Língua Portuguesa (CRFB, art. 13, caput)
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República 
Federativa do Brasil.
- Brasil não reconhece as línguas indígenas como línguas oficiais (Diferente da 
Bolívia, Equador, por exemplo). 
* Obs: Art. 210, §2º da CRFB/88: 
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de 
suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
- Peças processuais devem ser redigidas em Língua portuguesa, 
mesmo que o juiz saiba a língua estrangeira! *Princípio da 
Publicidade* (HC, 72.391 STF)
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
- Previsão Legal: Art. 13, §1º da CRFB/88
§ 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a 
bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter 
símbolos próprios.
- Está regulamentadopela Lei 5.700/71, alterada pela Lei 8.421/91. 
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
1) Bandeira Nacional
* 27 estrelas – representam cada Estado federativo. Se 
criarem/extinguirem novos Estados, retifica-se a bandeira. 
* Frase foi inspirada no Lema político do Positivismo: 
 “O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por 
fim” (Augusto Comte)
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
1) Bandeira Nacional
* A Estrela acima da frase representa o Estado do Pará: à época da 
proclamação da República, tenha a maior parte do seu território acima da 
linha do Equador. 
* Art. 3º, §1º da Lei 5.700/71: As constelações que figuram na Bandeira 
Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 
horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e 
devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da 
esfera celeste. Incluído pela Lei 8.421/92)
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
2) Hino Nacional
 
-Letra: Joaquim Osório Duque Estrada 
-Música: Francisco Manuel da Silva.
-Com o Decreto 4.559 de 21 de agosto de 1922 a letra foi 
adquirida pela União por “Cinco conto de réis”. 
https://www.youtube.com/watch?v=Afe9x8F0Gj4
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
3) Armas Nacionais (ou Brasão Nacional) 
* Centro: Escudo circular sobre uma estrela verde e amarela de 5 pontas. 
* 5 estrelas na forma do Cruzeiro do Sul, rodeada de estrelas prateadas que simbolizam os 
27 Estados da Federação;
* No centro: uma espada
* Lado esquerdo: pé de café frutificado
* Lado direito: ramo de tabaco florido
* fundo: Estrela dourada de 20 pontas
* Embaixo: Data e transcrição da República Federativa do Brasil. 
↖ É de uso obrigatório: Na Presidência, edifícios-sede dos Ministérios, Casa do 
Congresso Nacional, etc (art. 26 da Lei 5.700/71) 
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
4) Selo Nacional
↖ Usado para autenticar atos de governo e os diplomas e certificados 
expedidos pelos estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos. 
(art. 27 da Lei 5.700/71).
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
↖ Art. 31, 34 e 35 da Lei 5.700/71: 
Art. 31. São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto 
proibidas: 
I - Apresentá-la em mau estado de conservação. 
II - Mudar-lhe a forma, as côres, as proporções, o dístico ou acrescentar-lhe outras inscrições; 
III - Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de bôca, guarnição de mesa, revestimento de 
tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar; 
IV - Reproduzí-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda.
Art. 34. É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de 
Alberto Nepomuceno; igualmente não será permitida a execução de arranjos artísticos 
instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo Presidente da República, 
ouvido o Ministério da Educação e Cultura.
Art. 35 - A violação de qualquer disposição desta Lei, excluídos os casos previstos no art. 44 
do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, é considerada contravenção, sujeito o 
infrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, 
elevada ao dobro nos casos de reincidência.            (Redação dada pela Lei nº 6.913, de 1981).
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SÍMBOLOS DA REPÚBLICA
Liberdade de expressão ou Contravenção Penal?
- Flávio Martins; Felipe Chiarello: Cantar em acordes diferentes o hino ou 
usar a bandeira de forma respeitosa não pode configurar contravenção 
penal; não tendo sido recepcionada pela CRFB/88 – liberdade. 
↖ PORÉM, pode configurar caso haja desrespeito: escrever palavrões na 
bandeira, usar como pano de chão etc. 
↖ Para militares, é crime militar – Art. 161 do CPM)
*Apelação 60.86-2011.7.03.0203/RS: militares foram condenados em 
2013 por dançarem o hino nacional em versão do hino nacional em ritmo 
de funk. 
REVISÃO
(SEFAZ/PI – FCC/2015) Confederação é um tipo de: 
a) acordo entre Estados soberanos. 
b) forma de Estado. 
c) forma de governo. 
d) sistema de governo. 
e) regime de governo. 
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GABARITO
 
Alternativa: 
 “B” 
REVISÃO
(PGM/SP– VUNESP/2014) Para atingir o bem comum, o Estado 
se estrutura para exercer o poder político. Nesse sentido, 
seguindo o conceito de Forma de Estado, a organização pode ser 
a) monarquia ou república. 
b) monarquia constitucional ou república. 
c) unitário ou composto
d) democrático ou autocrático. 
e) presidencialista ou parlamentarista. 
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GABARITO
 
Alternativa: 
 “C” 
REVISÃO
(TJMG – Juiz FUNDEP 2014) Assinale a alternativa que 
DIFERENCIA o Federalismo do Estado Unitário.
a) No Estado Unitário, a administração não é rigorosamente 
centralizada. 
b) No federalismo, os Estados que ingressam na federação 
continuam inteiramente soberanos, autônomos e independentes.
 
c) No federalismo, os Estados que passam a integrar o novo 
Estado, perdem a soberania no momento em que ingressam, mas 
preservam, contudo, uma autonomia política limitada. 
d) No federalismo, os Estados que ingressam na instituição do 
novo Estado perdem completamente a sua autonomia política. 
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GABARITO
 
Alternativa: 
 “C” 
Assinale a assertiva INCORRETA, quanto à organização do Estado 
Brasileiro:
a) Seus estados membros têm autonomia de organização, 
respeitada a Constituição da República.
b) Seu sistema de governo não é o parlamentarista.
c) Um de seus poderes é o Legislativo.
d) Em sua atividade administrativa observa o princípio da 
descentralização.
e) Sua Constituição adota a forma de Estado Federado e Unitário.
REVISÃO
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GABARITO
 
Alternativa: 
 “E” 
Analise as assertivas a seguir. 
I – A Separação de poderes é um princípio jurídico-constitucional informador, ligado intrinsecamente 
no ordenamento jurídico brasileiro não só pela sua previsão expressa (art. 60, § 4º, III), mas também 
pela sua gênese francesa, adotada por todos os Estados democráticos de Direito. 
II – O Poder Legislativo, na sua função típica, edita normas de caráter individual e concreto; já o 
Poder Executivo, edita normas de caráter geral e abstrato. 
III – Quando a Constituição de 1988 concedeu Autonomia aos Entes Federativos, significa que eles 
possuem Autonomia de organização, de governo e de administração, só não possuem autonomia 
para legislar, pois esta função pertence ao Poder Legislativo. 
IV – No caso das Confederações, o Poder Central é dividido em Legislativo, Judiciário e Executivo e 
não se admite o Direito de secessão. 
Com base na análise feita, estão CORRETAS apenas as alternativas: 
a) I, II e IV
b) I e IV
c) II , III e IV
d) I
e) I e III
REVISÃO
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GABARITO
 
Alternativa: 
 “D”

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