Prévia do material em texto
ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO Faculdade Católica de Rondônia Disciplina: Direito Constitucional II Profª.: Mestre Marta Luiza L Salib 1) CONCEITO DE ESTADO: “ Estado é a organização juridicamente soberana de um povo em um dado território”. (Celso Ribeiro Bastos) 2) ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO ESTADO A) POVO: Elemento humano. Abrange os que se acham no território e os que estão fora (no estrangeiro), mas presos ao sistema de poder pelo vínculo de cidadania. B) TERRITÓRIO: Base geofísica de exercício do Poder Político, bem como o limite jurídico de atuação por parte do Estado. C) GOVERNO SOBERANO OU INDEPENDENTE ou PODER POLÍTICO: Conjunto de órgãos estatais que realizam as funções por intermédio das quais o Estado objetiva seus fins. 3) PREVISÃO CONSTITUCIONAL: ESTADO BRASILEIRO: Art. 18 e ss CF/88 Art. 18: A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce A SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO Sua força normativa reflete um processo de amadurecimento do Direito Constitucional, tendo raízes na separação de poderes, inicialmente vislumbrada por John Locke e, posteriormente, sistematizada por Montesquieu, como instrumento de garantia das liberdades individuais em face do Estado. JOHN LOCKE: 1632-1704 - Vislumbrava o Estado e norma hierarquicamente superior; - Estado não podia ser absoluto e deveria ser limitado. - Intromissão indevida do Estado nos direitos individuais e liberdade. - A concentração de poder em um monarca coloca em risco a liberdade e propriedade individual. - Revolução Gloriosa: “Bill of rights” – 1689. Coroa inglesa foi limitada pelo Parlamento e este ganhou a preeminência na criação do Direito. - Os atos do rei passaram a ser controlados pelo Parlamento, que deveria ratificar – Monarquia Constitucional. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce CHARLES DE MONTESQUIEU: 1689-1755 ➢ A teoria da separação dos poderes ganha contornos mais definidos: Estado deve comportar 3 Poderes distintos: Legislativo, Executivo e Judiciário. ➢ “Espírito das Leis”: Exercício do poder ilimitado pode levar ao despotismo. ➢ Indivíduo só está seguro se o poder estatal possui limites, o que só ocorre com a repartição dos poderes. - Montesquieu partindo deste pressuposto aperfeiçoou a teoria em “O Espírito das Leis” e contribuiu com o denominado sistema de freios e contrapesos. “A tripartição, portanto, é a técnica pela qual o poder é contido pelo próprio poder, um sistema de freios e contrapesos (...), uma garantia do povo contra o arbítrio e o despotismo”. Mesmo assim, um poder não poderia ser superior ao outro. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce ▶ EMMANUEL JOSEPH SIEYÉS – 1748-1836 ↖ Obra: “O que é o Terceiro Estado”. ↖ Nesta obra, consignou que o povo detém o poder, ajudando a distinguir o poder constituinte do poder constituído. - Assim, os representantes do povo jamais podem desrespeitar os limites estabelecidos na CF, elevando esta a condição de lei maior, não estando no mesmo patamar das demais leis comuns. Essas ideias dão impulso ao constitucionalismo moderno! juliana.braga Realce juliana.braga Realce ▶ Separação de poderes é um princípio jurídico-constitucional informador, ligado intrinsecamente no ordenamento jurídico brasileiro não só pela sua previsão expressa (art. 60, § 4º, III), mas também pela sua gênese francesa, adotada por todos os Estados democráticos de Direito. Nesse contexto, qualquer violação que atinja a SEPARAÇÃO DOS PODERES de forma reflexa deve ser tida por inconstitucional por violar todo um sistema de valores. juliana.braga Realce • PODER LEGISLATIVO: Função Legiferante • - Elaboração das Leis. - Edita Norma geral e Abstrata. ▶ Ex: Art. 121 - Homicídio: Regra direcionada a todos, não se dirige a ninguém em específico e nem a um caso concreto. * PODER EXECUTIVO: Função: Administrar e executar atos. - Edita normas individuais e concretas. Ex: Edição de portaria de nomeação a cargo público. * PODER JUDICIÁRIO: Função: Judicante. - Edita normas em caráter Individual e Concreto. Há excepcionalidades:FUNÇÕES ATÍPICAS! QUEM SÃO ESTES PODERES? juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce FORMAS DE GOVERNO a) MONARQUIA: Poder de 01 indivíduo. Mono - 01, Arqus - Poder. * Características: ➢ Irresponsabilidade política. Rei não responde politicamente perante o Parlamento, não há impeachment. ➢ Hereditariedade. O poder é transferido por laços sanguíneos. ➢ Vitaliciedade. Poder do rei é até o fim da vida. FORMAS DE GOVERNO juliana.braga Realce FORMAS DE GOVERNO b) REPÚBLICA. Res - coisa, publica- de todos. - Ideia de governo do povo. *Características: ➢ Responsabilidade política do governante. Uma forma é o Impeachment. Outra forma de responsabilização política é o chamado "recall". A constituição Venezuelana adota. Em 2004, o Hugo Chávez foi submetido ao "recall" e optou-se pela manutenção dele no Poder. ➢ Eletividade. Poder é obtido por meio de eleições. ➢ Temporariedade. República tem como característica essencial da República a alternância do poder. (Na Monarquia o Poder é vitalício) FORMAS DE GOVERNO juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce SISTEMAS DE GOVERNO - É uma forma de distribuição HORIZONTAL do poder político, entre os Poderes da República. (Vertical seria entre União, Estados e Municípios). 1º) PRESIDENCIALISMO - Surgiu nos EUA, em 1787. * Características: A) As funções de Chefe de Estado e Chefe de governo são exercidas por uma única pessoa. (Presidente da República) Chefe de estado: Vai representar o Estado, o país, no cenário internacional, comércio exterior, questões de defesa nacional, etc. Chefe de governo: Representação no plano interno, definindo diretrizes, cuidando dos planos e metas, diretrizes políticas internas etc. SISTEMAS DE GOVERNO juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce NOÇÕES INTRODUTÓRIAS B) Independência em relação ao Parlamento. - Para o PR ser mantido no Poder, ele não precisa do apoio do Parlamento. Mesmo que a maioria da base seja contrária, ele fica no mandato até o fim. C) Tempo de mandato fixo. - Presidente é eleito por um período determinado e fica até o fim do mandato, (mesmo que o povo não esteja gostando), exceto se praticar crime comum ou de responsabilidade ou se renunciar. - Quem julga o PR por crime comum = STF - Quem julga o PR por crime de responsabilidade = Senado juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2º) PARLAMENTARISMO Bem mais antigo que o presidencialismo. Surgiu na Inglaterra, no Século XVIII. Adotado por vários países europeus. * Características: A) As funções de chefe de estado e de governo são exercidas por pessoas distintas. Chefe deEstado: tem mais uma função simbólica, são atividades mais protocolares. A pessoa que será a chefe de Estado dependerá da forma de governo adotado: - Se for uma Monarquia, o chefe de Estado será o Rei ou Monarca. - Se for uma República, o chefe de Estado será o presidente. * Exemplos: -Parlamentarismo Monárquico: Japão, Espanha, Reino Unido, Holanda. -Parlamentarismo Republicano: Alemanha, Áustria, África do Sul, Coréia do Sul. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS * Chefe de Governo: Quem traça a política de governo é o chamado 1° ministro, que é o chefe de governo. Ele governa com auxílio do gabinete (equivalente a um Ministério). Quem escolhe o 1° ministro no Parlamentarismo-Republicano é o Parlamento, dentre os integrantes que tem maioria no Parlamento. (não o povo) B) Não há mandato fixo. Ele governa enquanto tiver apoio do parlamento. Não tem prazo. c) O mecanismo utilizado para retirar o primeiro Ministro é "Moção" ou "Voto de desconfiança". - Junto com o ministro destitui-se todo o gabinete. Pode ser retirado a qualquer tempo, caindo junto o gabinete. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS c) SemiPresidencialista ou SemiParlamentarista. - Trata-se de um sistema híbrido, surgiu em 1958 na França. Ex: Portugal, Colômbia, França, Polônia. - Principal diferença: Chefe de Estado, além de ser eleito pelo povo, não exerce funções meramente simbólicas. * Características: A) O presidente é eleito diretamente pelo povo e exerce competências políticas importantes. Neste caso, quem escolhe é o povo. Ex: - Escolhe e Nomeia o Primeiro-Ministro; - Pode dissolver o Parlamento; - Pode apresentar projetos de Lei; - Exerce o comando das Forças Armadas, - Pode convocar plebiscito e referendo; - Conduz a Política Externa. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS B) Ao lado do presidente, o Primeiro-ministro vai exercer parte da chefia de governo e é nomeado pelo PR e chancelado pelo Parlamento. As principais diferenças entre este sistema Semiparlamentarista (ou Semipresidencialista) e o Parlamentarismo é que neste, o chefe de Estado é eleito diretamente pelo povo e não exerce apenas funções simbólicas como no Parlamentarismo. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS FORMAS DE ESTADO ▶ São mecanismos de distribuição VERTICAL do Poder Político. ▶ Trata da divisão de Poder entre o centro e os poderes periféricos. 1ª FORMA: ESTADO UNITÁRIO - Associado a ideia de "Monismo" de poder. - CF vai atribuir o Poder a um Ente central. - Pode haver delegação, mas as competências serão delegadas pelo poder central e não pela CF. * Três espécies de Estado Unitário: 1) Estado Unitário Puro. É aquele em que há absoluta centralização do exercício do Poder Político. Centraliza tudo em si, sem delegar. FORMAS DE ESTADO juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2) Estado Unitário com descentralização administrativa. ↖ Descentraliza a execução das decisões políticas tomadas pelo governo central. ↖ A competência para legislar é do ente central, mas a competência para executar é delegada para outros entes. 3) Estado Unitário com descentralização político-administrativa. ↖ Descentraliza não apenas a execução das decisões políticas, mas também a própria autonomia política. - Essa autonomia política envolve autonomia de governo, ou seja, para escolher os próprios representantes e, além disso, autonomia legislativa (para elaborar as próprias leis). FORMAS DE ESTADO OBS: Não confundir Estado Unitário com descentralização político-administrativa com a Federação (Modelo Federativo). ↖ Neste ESTADO UNITÁRIO, quem distribui essa autonomia é o Poder central e não a Constituição. ↖ Ele recebe todo poder da CF e redistribui aos entes periféricos e pode retirar quando quiser! - Na FEDERAÇÃO, quem distribui o poder é a própria CF, onde o Ente central não pode retirar dos entes periféricos. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2ª FORMA: ESTADOS COMPOSTOS ➢ Existem duas ou mais entidades políticas em um mesmo território. ➢ Estas entidades serão constituídas pela Constituição ou por um Tratado internacional. 1ª Forma: CONFEDERAÇÃO - Ocorre uma associação de Estados soberanos. Na Federação, temos autonomia. ↖ Instrumento: Tratados internacionais. ↖ Geralmente se unem porque são Estados pequenos que precisam se fortalecer. ↖ Os assuntos tratados por uma confederação são geralmente: * Defesa * Relações Exteriores * Comércio internacional * União monetária. Formas de Estado juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2ª Forma: FEDERAÇÃO ↖ “Federação” vem do Latim "Foedus" ou "Foederis", que significa aliança, pacto, união. ↖ Maioria da doutrina: a Federação nasceu nos EUA, com a Constituição de 1787. (Convenção da Filadélfia – 1ª Constituição escrita do mundo moderno). *EUA: Federalismo por Agregação: Centrípeto. (13 colônias se agregaram) *Brasil: Federalismo por Segregação: Centrífugo. (Estado unitário foi dividido) juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce Confederação Federação * Unidos por Tratados internacionais (em regra) * Unidos pela Constituição comum * Admite-se o Direito de secessão. Membros podem, a qualquer tempo, deixar a confederação. Como eles tem soberania eles podem deixar a confederação a hora que quiserem. * Entes unidos pela CF não tem direito a secessão. É vedado. Ex: Nossa CF diz no artigo 1 (União indissolúvel). Temos o Princípio da indissolubilidade do pacto federativo. * Se algum Estado tentar se separar, há dispositivo na CF que admite intervenção federal no Estado para manter a integridade da CF. Art. 34, I. * Atividades voltadas especialmente aos negócios externos. * Atividades voltadas a assuntos internos e externos. * Cidadãos são nacionais dos Estados a que pertencem e não serão nacionais da Confederação. * Há uma única nacionalidade. * Na confederação, o Congresso Confederal é o único órgão em comum. - Os Estados mantêm seus próprios Poderes Executivos e Judiciários. O único órgão em comum é o tal Congresso Confederal, que fará as Leis para a Confederação. * O Poder Central é dividido em Legislativo, Judiciário e Executivo. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce ❖ Características essenciais para existência da Federação 1ª) Descentralização Político-Administrativa FIXADA PELA CONSTITUIÇÃO (não sendo uma simples delegação do Poder Central) ▶ Apenas a descentralização não significa que é uma Federação, pois em um Estado Unitário também pode haver descentralização. ▶ Diferença: Na Federação, é a Constituição quem define a descentralização, não sendo uma delegação do Poder central, pois do mesmo modo que o Poder central delega, ele pode retirar. ▶ juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2ª) PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ▶ A participação das vontades regionais na formação da vontade nacional. ▶ Na Federação, os entes regionais participam da formação da vontade nacional. ▶ No Brasil, o órgão é o Senado Federal, pois eles representam os Estados. OBS: Os municípios não participam da formação da vontade nacional, pois não possuem representante no Congresso Nacional; por isso, alguns autores dizem que eles não seriam entes federativos. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce C) PRINCÍPIO DA AUTONOMIA ▶ Autonomia: Auto-organização dos entes federativos através deConstituições Próprias. ▶ Na Federação há: Constituição Federal (Interesses da União e dos Estados) + Constituição dos Estados. * Na parte da Constituição que trata dos interesses só da União, ela é tratada como Constituição Federal. Ex: Processo legislativo da Constituição é só o Federal, voltado para a União. Nos âmbitos municipais e estaduais, as Leis orgânicas serão as Constituições Estaduais que tratarão. * Parte da Constituição sobre interesses tanto da União quanto dos Estados, ela é chamada de Constituição Nacional. )Ex: Art. 5º, Art. 19, etc.) CRFB/88 - forma de abreviar. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce Requisitos para manutenção da Federação a) Imutabilidade da forma Federativa de Estado (ou Rigidez constitucional) - No caso do Brasil, a forma federativa é cláusula pétrea. Art. 60, par. 4. b) Existência de um órgão para exercer o controle de constitucionalidade - Esse órgão exerce o controle para impedir que a federação seja descaracterizada por emendas parlamentares. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce Soberania X Autonomia SOBERANIA ▶ Consiste no Poder Político Supremo e independente. * Supremo = Relacionado à ordem interna. ↖ Ele é supremo internamente, em relação aos seus súditos; inclusive alguns autores denominam de Soberania interna. Soberania interna significa que não está limitado por nenhum outro Poder na ordem interna, em relação aos cidadãos. * Independente = Relacionado à ordem externa, no cenário internacional, também chamado de Soberania Externa. Soberania externa: Não tem de acatar, na Ordem Internacional, regras que não sejam voluntariamente aceitas por estar em igualdade com os Poderes de outros povos. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce AUTONOMIA ▶ Autos – próprio, Nomus - normas ▶ Pela origem grega, significa a Capacidade de elaborar as próprias normas. ▶ A União possui autonomia, mas não possui Soberania. OBS: Quem tem soberania é o Estado Federal, a República Federativa do Brasil e não a União. Em suma, a União tem autonomia, assim como os outros Entes Federativos e ela exerce a soberania em nome do Estado Brasileiro, que é quem possui a dita soberania. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce ▶ Hodiernamente, no Brasil, existem 4 entes federativos dotados de autonomia: U, E, DF E Municípios. ▶ Existem ainda 4 espécies de autonomia que a Constituição prevê para os Entes Federativos: 1ª ) Autonomia de Organização. Significa que esses entes podem elaborar seus próprios Estatutos organizatórios. Cada Ente federativo tem seu diploma organizatório. União ⇨ Constituição Federal, Estados ⇨ Constituição Estadual DF e dos Municípios ⇨ Lei Orgânica. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2) Autonomia de Governo. Possuem capacidade para eleger seus próprios representantes; eles não são indicados. Ex: o presidente não indica quem vai ser o governador nem o governador indica quem será o prefeito. Cada ente elege seu representante). * União ⇨ Presidente da República, Deputado Federal e Senador. *Estados ⇨ Governadores e Deputados estaduais. * DF e dos Municípios ⇨ Prefeitos e vereadores. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 3) Autonomia para Legislar. - Capacidade para elaborar leis próprias. * União ⇨ Leis federais * Estados ⇨ Leis Estaduais * DF e dos Municípios ⇨ Leis municipais, Leis distritais. 4) Autonomia para Administrar. ↖ Capacidade para executar os comandos contidos na Lei. ↖ É a liberdade para escolher a maneira de executar as competências constitucionais que foram outorgadas da melhor forma possível, desde que não coloque em risco o pacto federativo. OBS: Quando se fala em Autonomia política, está abrangendo a autonomia de governo e a legislativa. NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce REGIMES POLÍTICOS * Regimes Democráticos * Democracia: Vem do grego (demo + kratos) que significa “governo do povo” e originou-se nas cidades-estado gregas. ▶ Regime de governo em que o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos. * Regimes Autocráticos * É o Regime de governo onde todos os poderes do Estado estão concentrados em um indivíduo, um grupo ou um partido. ▶ O ditador não admite oposição a seus atos e ideias, possui poder e autoridade absoluta. ▶ Não existe a participação da população. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS ▶ Os critérios utilizados pela CRFB/88 para a repartição de competências são os mesmos geralmente utilizados pela maior parte dos Estados Federados Modernos. ↖ Esses critérios são informados pelo "Princípio da predominância do interesse", que serve como guia. ↖ A divisão das competências será feita conforme a predominância dos interesses. OBS: Não significa interesse exclusivo: Pode haver assunto de interesse de todos os Entes federativos, mas a repartição será feita com base nos interesses que predominam para cada ente, conforme abaixo: ❖ Assuntos de interesse predominantemente Geral ⇨ União ❖ Assuntos de interesse predominantemente local ⇨ Municípios/DF ❖ Assuntos de interesse predominantemente Regional ⇨ Estados/DF • Contudo, a repartição de competências é muito complexa, uma vez que o Princípio da predominância do interesse pode NÃO ser suficiente. Poderá haver interesses que suplantam uma unidade federativa! * CF: 4 CRITÉRIOS PARA REPARTIÇÃO DECOMPETÊNCIAS: NOÇÕES INTRODUTÓRIAS juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 1ºCRITÉRIO: Campos específicos de competência legislativa e administrativa Atribuem-se Poderes ENUMERADOS a União e aos Municípios, com poderes remanescentes ou residuais aos Estados-membros e ao DF (este tem competências estaduais e municipais) ▶ a) UNIÃO ▶ ⇨ Ex: Art. 21 – Competência administrativa. Quando a CRFB/88 quer atribuir uma competência administrativa, ela só diz assim: “Compete a União:”, como consta neste artigo. ⇨ Ex: Art. 22 - Competência legislativa. Quando a CRFB/88 quer atribuir uma competência legislativa, ela só diz assim: “Compete a União legislar sobre:”, como consta neste artigo. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce b) MUNICÍPIOS ▶ ⇨ Ex: Art. 30. Trata de competências administrativas e legislativas. Art. 30. Compete aos Municípios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; (...) etc. c) ESTADOS ⇨ Art. 25, §1º. A CRFB/88 instituiu para os Estados Poderes residuais ou remanescente (o que não for da União e dos municípios). juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce d) DISTRITO FEDERAL ⇨ Art. 32, §1º. DF detém competências estaduais e municipais. Apesar da CRFB falar só em competências legislativas, ela detém também as competências administrativas.juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2º CRITÉRIO: A Delegação ▶ Existe a possibilidade de delegação de certas competências legislativas federais. ▶ A União poderá autorizar os Estados a legislar sobre matérias específicas (e o DF também, pela natureza híbrida). Art. 22, Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar s ESTADOS a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. * Requisitos da Delegação: 1) FORMAL: Por meio de Lei complementar. 2) MATERIAL: Deve delegar questões específicas e não de forma genérica. Ex: Não pode-se delegar aos Estados elaborarem um Código Penal. 3) IMPLÍCITO: Só pode ser dada esta autorização de forma total – a todos os Estados! Não podemos fazer distinção. Princípio da isonomia federativa! juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce 2º CRITÉRIO: OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: ↖ União PODE retomar a competência a qualquer tempo por meio de Lei Complementar. ↖ É defeso a União delegar suas competências legislativas aos municípios – só aos Estados. ↖ Estados-membros não podem “subdelegar” a competência recebida aos municípios. ↖ Estados-membros não pode exceder a competência legislativa recebida para legislar sobre questões específicas. (STF, ADI 4.375/RJ) juliana.braga Realce juliana.braga Realce EMENTA. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL QUE FIXA PISO SALARIAL PARA CERTAS CATEGORIAS. CNC. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA PARCIAL DE PERTINÊNCIA TEMÁTICA. REJEITADA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, CAPUT (PRINCÍPIO DA ISONOMIA), ART. 7º, INCISO V; 8º, INCISO I; E ART. 114, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EXPRESSÃO “QUE O FIXE A MAIOR” CONTIDA NO CAPUT ARTIGO 1º DA LEI ESTADUAL Nº 5.627/09. DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA PRIVATIVA DA UNIÃO DELEGADA AOS ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL. EXPRESSÃO QUE EXTRAVASA OS LIMITES DA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONFERIDA PELA UNIÃO AOS ESTADOS POR MEIO DA LEI COMPLEMENTAR Nº 103/00. OFENSA AO ARTIGO 22, INCISO I E PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI MAIOR. (...) 5. Não há no caso mera violação indireta ou reflexa da Constituição. A lei estadual que ultrapassa os limites da lei delegadora de competência privativa da União é inconstitucional, por ofensa direta às regras constitucionais de repartição da competência legislativa. Existindo lei complementar federal autorizando os Estados-membros a legislar sobre determinada questão específica, não pode a lei estadual ultrapassar os limites da competência delegada, pois, se tal ocorrer, o diploma legislativo estadual incidirá diretamente no vício da inconstitucionalidade. Atuar fora dos limites da delegação é legislar sem competência, e a usurpação da competência legislativa qualifica-se como ato de transgressão constitucional. 6. Ação direta de inconstitucionalidade julgada parcialmente procedente para declarar, com efeitos ex tunc, a inconstitucionalidade da expressão “que o fixe a maior” contida no caput do artigo 1º da Lei nº 5.627, de 28 de dezembro de 2009, do Estado do Rio de Janeiro. (STF, ADI 4.375) 3º CRITÉRIO: Competências administrativas (ou material) comuns * A CF inovou ao firmar áreas comuns de atuação para U, E, DF e M. Ex: Art. 23. É COMPETÊNCIA COMUM da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; (...) etc. Ex2: Art. 179. A UNIÃO, OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL E OS MUNICÍPIOS DISPENSARÃO às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. Ex3: Art. 180. A UNIÃO, OS ESTADOS, O DISTRITO FEDERAL E OS MUNICÍPIOS PROMOVERÃO E INCENTIVARÃO O TURISMO como fator de desenvolvimento social e econômico. juliana.braga Realce 4º CRITÉRIO: Competências legislativas concorrentes ↖ Previsão: Art. 24 da CF Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II - orçamento; III - juntas comerciais; IV - custas dos serviços forenses; V - produção e consumo; VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; (...) etc. * União: Edita Normas gerais * Estados e DF: Editam Normas específicas. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce OBS1: Art. 24, § 1º: No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. - CARACTERÍSTICAS DAS NORMAS GERAIS: - Firma princípios, diretrizes e regras jurídicas gerais; - Devem ser regras nacionais, aplicáveis a todos os entes públicos; - Não detalham nem esgotam o assunto; - Não podem violar a autonomia dos Estados; - Não são aplicáveis diretamente. - Devem ser uniformes para situações homogêneas. juliana.braga Realce OBS2: COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR: * Artigo 24, §§ 2º e 3º: §2º: A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. §3º: Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. ↖ 02 TIPOS de competência suplementar: * Complementar: Estados complementa a Lei federal. * Supletivas: Caso a União se omita em editar a norma geral, o Estado poderá fazê-lo, exercendo a competência legislativa plena. OBS: Os Municípios podem suplementar legislação federal e estadual, no que couber: Art. 30, II. Ex: Interesse local. juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce OBS4: Art. 24, § 4º: A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. - Percebe que não há REVOGAÇÃO da Lei existente, mas tão somente SUSPENSÃO da eficácia. - Portanto, a Lei estadual que existir permanecerá existente e válida, contudo sem produzir efeitos. - Caso a Lei federal seja revogada ou declarada inconstitucional, o diploma estadual voltará a produzir efeitos validamente (hipótese de “efeito repristinatório”) juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce LÍNGUA OFICIAL ↖ Língua Oficial: Língua Portuguesa (CRFB, art. 13, caput) Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. - Brasil não reconhece as línguas indígenas como línguas oficiais (Diferente da Bolívia, Equador, por exemplo). * Obs: Art. 210, §2º da CRFB/88: § 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. - Peças processuais devem ser redigidas em Língua portuguesa, mesmo que o juiz saiba a língua estrangeira! *Princípio da Publicidade* (HC, 72.391 STF) juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA - Previsão Legal: Art. 13, §1º da CRFB/88 § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. - Está regulamentadopela Lei 5.700/71, alterada pela Lei 8.421/91. juliana.braga Realce juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 1) Bandeira Nacional * 27 estrelas – representam cada Estado federativo. Se criarem/extinguirem novos Estados, retifica-se a bandeira. * Frase foi inspirada no Lema político do Positivismo: “O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim” (Augusto Comte) juliana.braga Realce juliana.braga Realce juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 1) Bandeira Nacional * A Estrela acima da frase representa o Estado do Pará: à época da proclamação da República, tenha a maior parte do seu território acima da linha do Equador. * Art. 3º, §1º da Lei 5.700/71: As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. Incluído pela Lei 8.421/92) juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 2) Hino Nacional -Letra: Joaquim Osório Duque Estrada -Música: Francisco Manuel da Silva. -Com o Decreto 4.559 de 21 de agosto de 1922 a letra foi adquirida pela União por “Cinco conto de réis”. https://www.youtube.com/watch?v=Afe9x8F0Gj4 juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 3) Armas Nacionais (ou Brasão Nacional) * Centro: Escudo circular sobre uma estrela verde e amarela de 5 pontas. * 5 estrelas na forma do Cruzeiro do Sul, rodeada de estrelas prateadas que simbolizam os 27 Estados da Federação; * No centro: uma espada * Lado esquerdo: pé de café frutificado * Lado direito: ramo de tabaco florido * fundo: Estrela dourada de 20 pontas * Embaixo: Data e transcrição da República Federativa do Brasil. ↖ É de uso obrigatório: Na Presidência, edifícios-sede dos Ministérios, Casa do Congresso Nacional, etc (art. 26 da Lei 5.700/71) juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA 4) Selo Nacional ↖ Usado para autenticar atos de governo e os diplomas e certificados expedidos pelos estabelecimentos de ensino oficiais ou reconhecidos. (art. 27 da Lei 5.700/71). juliana.braga Realce juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA ↖ Art. 31, 34 e 35 da Lei 5.700/71: Art. 31. São consideradas manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional, e portanto proibidas: I - Apresentá-la em mau estado de conservação. II - Mudar-lhe a forma, as côres, as proporções, o dístico ou acrescentar-lhe outras inscrições; III - Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de bôca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar; IV - Reproduzí-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda. Art. 34. É vedada a execução de quaisquer arranjos vocais do Hino Nacional, a não ser o de Alberto Nepomuceno; igualmente não será permitida a execução de arranjos artísticos instrumentais do Hino Nacional que não sejam autorizados pelo Presidente da República, ouvido o Ministério da Educação e Cultura. Art. 35 - A violação de qualquer disposição desta Lei, excluídos os casos previstos no art. 44 do Decreto-lei nº 898, de 29 de setembro de 1969, é considerada contravenção, sujeito o infrator à pena de multa de uma a quatro vezes o maior valor de referência vigente no País, elevada ao dobro nos casos de reincidência. (Redação dada pela Lei nº 6.913, de 1981). juliana.braga Realce SÍMBOLOS DA REPÚBLICA Liberdade de expressão ou Contravenção Penal? - Flávio Martins; Felipe Chiarello: Cantar em acordes diferentes o hino ou usar a bandeira de forma respeitosa não pode configurar contravenção penal; não tendo sido recepcionada pela CRFB/88 – liberdade. ↖ PORÉM, pode configurar caso haja desrespeito: escrever palavrões na bandeira, usar como pano de chão etc. ↖ Para militares, é crime militar – Art. 161 do CPM) *Apelação 60.86-2011.7.03.0203/RS: militares foram condenados em 2013 por dançarem o hino nacional em versão do hino nacional em ritmo de funk. REVISÃO (SEFAZ/PI – FCC/2015) Confederação é um tipo de: a) acordo entre Estados soberanos. b) forma de Estado. c) forma de governo. d) sistema de governo. e) regime de governo. juliana.braga Realce GABARITO Alternativa: “B” REVISÃO (PGM/SP– VUNESP/2014) Para atingir o bem comum, o Estado se estrutura para exercer o poder político. Nesse sentido, seguindo o conceito de Forma de Estado, a organização pode ser a) monarquia ou república. b) monarquia constitucional ou república. c) unitário ou composto d) democrático ou autocrático. e) presidencialista ou parlamentarista. juliana.braga Realce GABARITO Alternativa: “C” REVISÃO (TJMG – Juiz FUNDEP 2014) Assinale a alternativa que DIFERENCIA o Federalismo do Estado Unitário. a) No Estado Unitário, a administração não é rigorosamente centralizada. b) No federalismo, os Estados que ingressam na federação continuam inteiramente soberanos, autônomos e independentes. c) No federalismo, os Estados que passam a integrar o novo Estado, perdem a soberania no momento em que ingressam, mas preservam, contudo, uma autonomia política limitada. d) No federalismo, os Estados que ingressam na instituição do novo Estado perdem completamente a sua autonomia política. juliana.braga Realce GABARITO Alternativa: “C” Assinale a assertiva INCORRETA, quanto à organização do Estado Brasileiro: a) Seus estados membros têm autonomia de organização, respeitada a Constituição da República. b) Seu sistema de governo não é o parlamentarista. c) Um de seus poderes é o Legislativo. d) Em sua atividade administrativa observa o princípio da descentralização. e) Sua Constituição adota a forma de Estado Federado e Unitário. REVISÃO juliana.braga Realce GABARITO Alternativa: “E” Analise as assertivas a seguir. I – A Separação de poderes é um princípio jurídico-constitucional informador, ligado intrinsecamente no ordenamento jurídico brasileiro não só pela sua previsão expressa (art. 60, § 4º, III), mas também pela sua gênese francesa, adotada por todos os Estados democráticos de Direito. II – O Poder Legislativo, na sua função típica, edita normas de caráter individual e concreto; já o Poder Executivo, edita normas de caráter geral e abstrato. III – Quando a Constituição de 1988 concedeu Autonomia aos Entes Federativos, significa que eles possuem Autonomia de organização, de governo e de administração, só não possuem autonomia para legislar, pois esta função pertence ao Poder Legislativo. IV – No caso das Confederações, o Poder Central é dividido em Legislativo, Judiciário e Executivo e não se admite o Direito de secessão. Com base na análise feita, estão CORRETAS apenas as alternativas: a) I, II e IV b) I e IV c) II , III e IV d) I e) I e III REVISÃO juliana.braga Realce juliana.braga Realce GABARITO Alternativa: “D”