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GEOTECNIA III Aula 8 Eng. Carlos Medeiros Silva, DSc "Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein Aterro sobre solo mole Classe de aterros Classe I: Enquadram-se nesta classe os aterros junto a estruturas rígidas, tal como os encontros de pontes e viadutos e demais interseções, bem como aterros próximos a estruturas sensíveis como oleodutos. Classe II: Aterros que não estão próximos a estruturas sensíveis, porém são altos, definindo-se como altos os que têm alturas maiores que 3 m. Aterro sobre solo mole Classe de aterros Classe III: São os aterros baixos, isto é com alturas menores que 3 m e afastados de estruturas sensíveis. Aterro sobre solo mole Classe de aterros Classe I: Enquadram-se nesta classe os aterros junto a estruturas rígidas, tal como os encontros de pontes e viadutos e demais interseções, bem como aterros próximos a estruturas sensíveis como oleodutos. Classe II: Aterros que não estão próximos a estruturas sensíveis, porém são altos, definindo-se como altos os que têm alturas maiores que 3 m. Aterro sobre solo mole Classe de aterros Classe III: São os aterros baixos, isto é com alturas menores que 3 m e afastados de estruturas sensíveis. Aterro sobre solo mole Expulsão do solo mole - pode-se verificar a possibilidade de expulsão do solo mole pela ruptura generalizada e consequente expulsão deste solo. Ruptura generalizada – Método de Low et. Al (1990) Método de Low et. al (1990) A análise é proposta para o caso de superfícies circulares de ruptura e tangentes a uma dada superfície horizontal, localizada em uma profundidade genérica z. Esse método é aplicado principalmente para geometrias mais simples, onde não ocorre a presença de bermas de equilíbrio e onde o aterro pode ser considerado com “comprimento infinito”. Método de Low et. al (1990) Os cálculos são repetidos para diferentes profundidades, até a determinação do valor máximo da força T, que compreende a superfície crítica. Método de Low et. al (1990) 𝑇 = 1 − 𝐹0 𝐹𝑅 × 𝛾𝐻² 𝐼𝑅 𝐹0 = 𝑁1 × 𝑆𝑢𝑒𝑞 𝛾𝐻 + 𝑁2 × 𝑐′ 𝛾𝐻 + λ tan𝜑′ Tração Fator de segurança sem reforço O valor da força de tração do reforço é determinado em função do fator de segurança do aterro não reforçado (F0), do fator de segurança do aterro reforçado (FR), do peso específico do material do aterro (γ), da altura do aterro (H) e do chamado número de estabilidade para o aterro reforçado (IR). Método de Low et. al (1990) 𝑇 = 1 − 𝐹0 𝐹𝑅 × 𝛾𝐻² 𝐼𝑅 𝐹0 = 𝑁1 × 𝑆𝑢𝑒𝑞 𝛾𝐻 + 𝑁2 × 𝑐′ 𝛾𝐻 + λ tan𝜑′ Tração Fator de segurança sem reforço Aterro sobre solo mole Ruptura generalizada – Método de Low et. Al (1990) Número de estabilidade para o aterro reforçado Aterro sobre solo mole Ruptura generalizada – Método de Low et. Al (1990) Bermas de equilíbrio Esse procedimento consiste na execução do aterro envolto por banquetas laterais, gradualmente decrescentes em altura, de sorte que a distribuição das tensões se faz em área bem mais ampla do que aquela que resultaria da utilização de um aterro convencional. Bermas de equilíbrio São empregadas para estabilizar e suavizar a inclinação média de um talude de um aterro. O projeto de bermas é realizado por tentativa e erro, variando-se a geometria do problema até se obter o fator de segurança desejado. Bermas de equilíbrio – Método de Jakobson Método para o cálculo de bermas de equilíbrio, aplicável a solos moles com resistência não drenada constante com a profundidade, não levando em conta a resistência do aterro. Bermas de equilíbrio – Método de Jakobson Roteiro de cálculo: Serão dados: b1 (comprimento do aterro), P1 (carga do aterro) e D (profundidade da camada de solo mole), resistência não drenada (Su) e fator de segurança (Fs). Bermas de equilíbrio - Jakobson 𝑷𝟐 = 𝑷𝟏 − 𝟓, 𝟓 × 𝝉𝒂𝒅𝒎 𝑯𝒃𝒆𝒓𝒎𝒂 = 𝑷𝟏 − (𝟓, 𝟓 × 𝝉𝒂𝒅𝒎) 𝜸𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒐 𝑷𝟏 = 𝑯𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒐 × 𝜸𝒂𝒕𝒆𝒓𝒓𝒐 Aterro sobre solo mole (Exercício) Ábaco e metolodogia de Jakobson (1948) Sud/P1 0.05 0.075 0.10 0.125 0.15 0.175 0,5 3,25 x /b 2 e b 2 /D GEOTECNIA III Eng. Carlos Medeiros Silva, DSc